0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações111 páginas

Carreiras Exponenciais e Emoções

O documento discute a evolução do mercado de trabalho e a importância da inteligência emocional e desenvolvimento de carreira, especialmente em um contexto de mudanças rápidas e a chegada de novas gerações. Destaca como a pandemia de Covid-19 acelerou transformações nas relações de trabalho e a necessidade de adaptação às novas realidades. O autor propõe um guia para construir carreiras de sucesso, enfatizando a importância de habilidades sociais e a compreensão das dinâmicas geracionais no ambiente profissional.

Enviado por

juliano gomes
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações111 páginas

Carreiras Exponenciais e Emoções

O documento discute a evolução do mercado de trabalho e a importância da inteligência emocional e desenvolvimento de carreira, especialmente em um contexto de mudanças rápidas e a chegada de novas gerações. Destaca como a pandemia de Covid-19 acelerou transformações nas relações de trabalho e a necessidade de adaptação às novas realidades. O autor propõe um guia para construir carreiras de sucesso, enfatizando a importância de habilidades sociais e a compreensão das dinâmicas geracionais no ambiente profissional.

Enviado por

juliano gomes
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1

Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

MÓDULO
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Material
Didático
Digital

1 A geração Y, também chamada de geração do milênio ou geração da internet.


2
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

UNIDADE

01
1 A geração Y, também chamada de geração do milênio ou geração da internet.
3
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Os estudos desta Unidade referem-se ao livro acima, que


poderá ser acessado pela Biblioteca Digital da USF
4
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

APRESENTAÇÃO
O mundo mudou e — melhor —
continuará mudando
O que significa sucesso para você?
Quando comecei minha carreira lá nos anos 2000, carregava comigo crenças e valores que traduziam o que
era o sucesso. O sonho na época era simples e linear: ter uma experiência longa, de preferência em uma
grande empresa, e construir uma história sólida por meio do conhecimento técnico aprendido durante os
quatro anos de graduação. Apenas doze meses após a minha formatura, o pensamento já era outro.

O ritmo impresso pela organização que me abriu as portas era alucinante. Apesar da pouca experiência, tive
a oportunidade de transitar por projetos de diversos segmentos. Aquela bagagem preliminar permitiu que
meu networking expandisse significativamente, e, por consequência, minhas oportunidades profissionais. Esse
processo mudou totalmente o foco e a visão que eu tinha antes de ingressar no mercado de trabalho.

A pluralidade de tarefas e ambientes era tão grande, que percebi que minhas habilidades técnicas recém-
adquiridas na faculdade foram reduzidas a apenas suporte teórico. A partir daquele momento, outras
competências me foram exigidas, principalmente as sociais. Mesmo tendo a área de exatas como pilar em
minha primeira formação (Análise de Sistemas), as mudanças no mercado de trabalho e principalmente nos
métodos de gestão e administração me conduziram instantaneamente para outros ares. Quando paro para
refletir sobre o caminho que percorri, vejo que essas mudanças de cenário estão ainda mais rápidas hoje,
quase duas décadas após meu primeiro emprego.

Vivemos agora um momento único de inflexão na curva de nossa evolução tecnológica. Se, nos séculos XVII e
XVIII, a Revolução Industrial mudou completamente a nossa forma de viver, hoje, essa transformação está
muito mais rápida e agressiva. Com o mundo respirando novas tecnologias que surgem a todo instante, mais
uma vez passamos por uma mudança significativa no nosso modelo de vida e principalmente nos nossos
padrões de consumo.

Neste novo ambiente mutável, as relações humanas também sofreram profundas alterações. Enquanto a
geração mais ativa economicamente nesta década, os millennials 1 aprendeu a lidar com computadores,
internet e outros dispositivos tecnológicos ao longo da infância e adolescência, os nativos digitais (geração Z)
tinham celulares e tablets em suas mãos antes mesmo de começarem a andar. E esse efeito geracional caiu
como uma bomba nas corporações quando este último grupo de profissionais chegou ao mercado. O choque
de crenças e valores tão antagônicos no âmbito corporativo ecoou de diversas formas, mas principalmente
desafiou as áreas de recursos humanos a lidar com toda a diversidade e ainda potencializar os resultados do
negócio.

Se o momento é de incertezas, principalmente após a pandemia do coronavírus, este novo mundo que abre
suas portas é um mar inexplorado de oportunidades. Aqueles que utilizarem suas habilidades para

1 A geração Y, também chamada de geração do milênio ou geração da internet.


5
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

compreender como os mecanismos do mercado de trabalho funcionarão a partir de agora serão os mais
preparados para conquistar carreiras sólidas e de sucesso.

Pensando justamente nessas mudanças estruturais que o mundo dos negócios vive e como elas impactarão
para sempre o ambiente laboral, o mercado de trabalho e a vida dos profissionais, concebi Carreiras
Exponenciais, um guia que reúne estratégias para a construção de sua história profissional de sucesso, dando
total prioridade àquilo que mais importa: resultados práticos!

Este livro que está agora em suas mãos traça uma linha lógica de atividades de planejamento, exercícios
práticos, cuidados e dicas para você potencializar sua carreira ao ápice, promovendo e conduzindo seu
trabalho e suas habilidades ao encontro dos objetivos que as organizações mais anseiam hoje e que buscarão
no futuro.
6
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

1
A pandemia que transformou para
sempre o mercado de trabalho
“Estou sempre disposto a aprender, mas nem sempre gosto que me ensinem.”
– Winston Churchill

Ao iniciar Carreiras Exponenciais, não imaginava que o conteúdo que estava organizando teria um novo e
surpreendente elemento como pano de fundo: a Covid-19. O coronavírus assombrou o mundo em 2020 e forçou
uma mudança no cotidiano de todos nós.

O mercado precisou se adaptar rapidamente às restrições de mobilidade impostas pela maioria dos países, e
o isolamento social trouxe uma nova realidade para os negócios. Enquanto companhias aéreas, restaurantes,
bares e outros estabelecimentos que funcionavam apenas em seus ambientes físicos estavam fechados, as
demais empresas que conseguiram sobreviver à reclusão de trabalhadores e consumidores tiveram que
estabelecer novas diretrizes para manter suas atividades. No final das contas, a criatividade foi um diferencial
para que serviços e produtos chegassem ao consumidor final.

O home office, que antes era visto com certo ceticismo por diversos gestores mundo afora, foi a solução
menos danosa para que a economia não ficasse totalmente paralisada. O período de adaptação precisou ser
rápido para diminuir os impactos internos diante da crise que foi aos poucos se instaurando em todos os
continentes.

A assustadora pandemia arrasou culturas, sentenciou milhares de pessoas à morte, e suas consequências
econômicas levarão anos para serem compreendidas e contabilizadas. No mercado de trabalho, a relação
entre empregado e empregador jamais será a mesma. A pandemia privou cada um de nós da liberdade de ir
e vir, e isso deixou profundas marcas no ambiente e no desenvolvimento dos negócios. Gestores inexperientes
em conduzir equipes à distância tiveram que aprender, literalmente da noite para o dia, a organizar
atividades e acompanhá-las de uma maneira diferente, muitas vezes utilizando recursos tecnológicos, como
salas virtuais para reuniões e ferramentas antes ignoradas, para checagem da evolução do trabalho.

Para os colaboradores, o desafio foi compreender que, apesar de estar em casa, muitos momentos deveriam
ser de dedicação total e exclusiva à empresa. A procrastinação, a preocupação com o futuro e a organização
das tarefas domésticas criaram um certo caos em todos os lares, até que cada um finalmente conseguisse se
adaptar e encontrar o melhor formato de trabalho. Apesar da quarentena inevitável e da tragédia que
perdurou por meses a fio, aprendemos a duras penas novos meios de fazer negócios, fechar contratos,
7
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

trabalhar de casa e efetivamente utilizar a tecnologia ao nosso favor.

Esse exercício de adaptação que aguçou nosso instinto de sobrevivência foi uma forte comprovação de que
podemos e devemos nos moldar a qualquer modelo de carreira que nos seja apresentado ao longo de nossa
vida profissional.

Carreiras Exponenciais, portanto, se tornou um livro ainda mais necessário para quem entendeu que a
volatilidade de nossa sociedade será o fator crítico para seu sucesso profissional, não apenas no momento
pós-pandemia, mas para sempre!
8
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

2
Nunca tivemos tantas gerações no
mercado de trabalho
“O choque de gerações só acontece quando o novo é novo e o velho é velho. Quando o novo se torna velho,
as gerações se reencontram.”
– Dimas Deptulski

Provavelmente você já viu em algum lugar a forma com que diversos pensadores resumiram a essência das
últimas gerações. Tentando facilitar o entendimento de como as gerações são diferentes entre si, eles
acabaram classificando-as de acordo com suas crenças fundamentais, suas próprias vivências e com a forma
que pensam até hoje.

Eles criaram generalizações de comportamentos e características que nos soam muito familiares, como na
resenha histórica contada a seguir. Mesmo que a conheça, vale refletir sobre o tema, já que ela contribui
sensivelmente para o cenário que se apresenta no mundo do trabalho de hoje.

Nossos avós, em sua maioria formada por baby boomers (nascidos entre 1940 e 1960), marcaram a geração
do casamento duradouro, dos muitos filhos e do cultivo familiar. Eles passaram para os nossos pais, em sua
maioria da geração X (nascidos entre 1960 e 1980), além dessas crenças e valores, suas próprias frustrações,
entre elas a de monotonia de terem passado a vida em um único emprego ou experiência profissional, tendo
conquistado poucos recursos financeiros.

Por sua vez, nossos pais, que viveram em uma época diferente, concentraram-se em explorar experiências
profissionais e a conquista de coisas materiais, como uma casa quitada e um carro do ano. Tudo isso para
suprir os anseios de seus antecessores, e acabaram, por consequência, virando a geração do divórcio.

Logo, os filhos dessa geração também foram doutrinados em crenças, valores e principalmente frustrações,
transformando-se em adultos da geração “você tem liberdade e tranquilidade para escolher qualquer coisa”,
traduzindo sua visão de mundo como uma vastidão de experiências, não tendo necessariamente que se
prender a um emprego, busca de estabilidade ou tranquilidade financeira. A essa geração, dos nascidos entre
1980 e meados de 1990, damos a letra Y.

Por fim, hoje temos a geração Z, a dos nativos digitais (nascidos a partir do fim dos anos 1990), chegando ao
mercado de trabalho com ideais de vida bastante diferentes. O foco no “fazer diferente”, em ser criativo e,
principalmente, com olhar no pensamento comunitário trouxe uma completa dicotomia em relação ao
egoísmo profissional que rotulou por tempos a geração X.
9
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Agora, imagine que os avanços tecnológicos e da medicina nas últimas décadas permitiram que as pessoas
vivam mais e melhor, tendo qualidade de vida mesmo na terceira idade.

Existindo então mais força e entusiasmo para se manterem produtivas, é cada vez mais comum que as pessoas
das gerações mais antigas deixem de lado a aposentadoria e continuem no mercado. Isso criou uma
miscigenação geracional nunca vista, reunindo pela primeira vez na história quatro gerações convivendo em
um mesmo ambiente de trabalho, formando equipes totalmente heterogêneas.

Ao receberem ao mesmo tempo tantas gerações em seu quadro de colaboradores, o maior desafio das
empresas passou a ser uma efetiva retenção de talentos, que, se antes poderia ser facilmente “comprada”
com bônus e aumentos de salário (foco principal das gerações X e Y), agora precisam considerar valores sociais
condizentes com a exigência de todos esses grupos de trabalhadores.

A cada dia, fica mais evidente que poucas organizações se prepararam para este momento crucial, que
mistura distorções de comportamentos de seus consumidores na mesma velocidade em que aumenta seu
turnover1 interno.

Se analisarmos a mesma situação sob a ótica do profissional recém-chegado ao mercado, observamos uma
preocupação menor com um emprego fixo que garanta seu sustento mensal. Isso não quer dizer que essa
geração não dê importância a cargos ou dinheiro, e sim que temas como qualidade de vida e o ajuste a valores
e crenças são prioritários. Para eles, ter liberdade e viver bem vem antes de um carro novo, e, na minha
opinião, devíamos todos aprender com essa garotada, já que é algo bem destoante das gerações anteriores!
O fator geracional, as mudanças econômicas e a evolução tecnológica formam o tripé que sustenta e dita a
vida corporativa contemporânea. De pequenas empresas até organizações de capital aberto, todas, sem
exceção, não sobreviverão caso dispensem um desses alicerces. Cada vez mais, teremos profissionais das
novas gerações chegando ao mercado de trabalho e trazendo consigo suas preocupações com a economia
local, a sustentabilidade e principalmente a aderência do propósito da empresa com o seu próprio.

E você, independentemente da sua geração ou relação de trabalho, assim como todos os trabalhadores, já
sente os efeitos dessa simbiose comportamental sendo exigida em sua rotina diária. Então, a pergunta que
fica é: como se destacar nesta vastidão de ideias e ideais?

O segredo é conhecer profundamente a cultura do seu atual ambiente de trabalho!

1 Termo em inglês que significa "virada" ou "renovação". Para o mundo corporativo, corresponde ao índice de renovação (saída e necessidade
de substituição) de colaboradores da empresa.
10
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

3
Hoje – mais do que nunca – você deve ser
o protagonista de sua jornada profissional
“Encare a realidade como ela é, e não como você queria que fosse.”
– Jack Welch

O conceito de construção de carreira que conhecíamos não existe mais. Até meados dos anos 1990, o modelo
tradicional de ascensão profissional carregou muito do modelo taylorista, ou seja, assim como a indústria do
século XX era baseada na eficiência operacional e em cadeias produtivas sequenciais, nossas carreiras também
eram compreendidas pelos departamentos de RH das empresas como uma evolução sequencial, de papéis,
salários e tarefas a cumprir.

Por décadas, a responsabilidade de zelar pela carreira dos colaboradores de uma empresa era da sua área de
gestão de pessoas, por meio da sistematização de planos de cargos, que, apesar de bem desenhada, limitava
os caminhos que determinado colaborador poderia trilhar dentro da organização, trazendo efeitos desastrosos
para a própria companhia.

Esse efeito colateral pode ser visto em uma pequena experiência que presenciei no início da minha vida
profissional. Na época, eu trabalhava como desenvolvedor de softwares e tinha dois colegas de trabalho que
desempenhavam a mesma função com total maestria. Entregavam projetos com muita qualidade e agilidade,
e isso fez com que os executivos da companhia os vissem com bons olhos. Com a expansão da concorrência,
os diretores decidiram oferecer um pacote de retenção àqueles talentos, transformando-os em gerentes. A
equipe de RH era tão engessada, que via a mudança de cargo como a única forma de oferecer um salário mais
alto aos funcionários, e em nenhum segundo avaliou a capacidade deles para o cargo e nem houve qualquer
treinamento para tal. Após assumirem suas novas posições, obviamente, começaram os problemas. Enquanto
as entregas operacionais eram brilhantes, agora, como gerentes, suas práticas não funcionavam tão bem
assim. As posições deixadas foram ocupadas por profissionais iniciantes, e isso fez com que os novos líderes
perdessem a paciência com erros pequenos. Por conta da pressão e por não terem a habilidade adequada
para a nova função, os agora “ex-talentos” acabavam açoitando seus subordinados, pegando eles próprios o
trabalho para fazer e até mesmo chegando a comportamentos extremos, como assediar integrantes de suas
equipes. Foi quando ouvi pela primeira vez a célebre frase: “Perdemos um excelente desenvolvedor e
ganhamos um péssimo gerente.”

Sem sombra de dúvidas, a decisão não foi tomada por meio de uma análise de competências adequada; foi
uma tentativa de resolver o problema se ajustando paliativamente a regras estabelecidas, em vez de refletir
se elas ainda faziam sentido para aquele novo cenário.
11
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Hoje, após as mudanças que a tecnologia trouxe ao mundo, podemos ver um processo de horizontalização e
simplificação das organizações. Enquanto antes a força da liderança era evidenciada em organogramas
piramidais, agora conseguimos enxergar ações que valorizam o empoderamento de todos os níveis
hierárquicos, para que tenham condições de resolver problemas para manter a satisfação de seus clientes
sem a necessidade de regras padronizadas ou burocráticas.

Essa mudança de pensamento começou a aparecer com mais força quando o nível de exigência dos
consumidores aumentou, produzindo uma corrida para a melhoria de serviços das empresas que não estavam
mais surfando confortavelmente sozinhas no mercado.

Um dos casos de sucesso dessa quebra de paradigmas aconteceu no início dos anos 1980, na companhia aérea
escandinava SAS, cuja crise sem precedentes fez com que o CEO da época, Jan Carlzon, repensasse
completamente seu modelo de negócios. Na época, ele resolveu dar total poder aos níveis mais operacionais
da empresa, e, em um curto período, a SAS se tornou uma das mais premiadas e admiradas companhias do
mundo. Caso tenha interesse em conhecer mais sobre a história, procure o livro A Hora da Verdade, escrito
pelo próprio executivo e que foi publicado no Brasil pela editora Sextante. Você verá que, mesmo após
décadas, a estratégia continua muito atual.

Com essa adequação de foco, colocando o cliente, e não mais a cadeia produtiva, como centro de seus
processos empresariais, as organizações começaram a dar mais voz aos colaboradores, principalmente àqueles
que lidam diretamente com as dores do consumidor.

Observando essa tendência, equipes multifuncionais foram formadas com o intuito de resolverem juntas os
problemas internos, e o sucesso dessa tática ganhou mais espaço, permitindo que esses grupos ocupassem
papéis importantes na tomada de decisão dentro da organização. Com o modelo de “autogestão”, os squads1
viraram solução para os antigos processos engessados, mas, em contrapartida, o protagonismo individual ficou
mais difícil de aparecer, já que todos os membros das células têm praticamente os mesmos deveres e
responsabilidades.

E se antes a empresa tinha um mapa de possibilidades para cada indivíduo por meio de um “plano de carreira”,
agora quem consegue se destacar tem a oportunidade de determinar seu próprio futuro. Logo, compreender
que a área de recursos humanos não é mais a grande tomadora de decisão do futuro do colaborador na
empresa se torna o primeiro passo para o profissional buscar a sua ascensão.

1 Pequenos grupos multidisciplinares com objetivos específicos, que têm autonomia o suficiente para tomar decisões.
1
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

MÓDULO
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Material
Didático
Digital
2
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

UNIDADE

02
3
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

1
Autoconhecimento
OBJETIVO

Ao término deste capítulo você será capaz de entender vários aspectos relacionados ao
autoconhecimento, e inclusive que é fundamental para o melhor desenvolvimento de todos os
indivíduos tanto na área profissional, como também na vida pessoal. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!

Uma reflexão sobre o autoconhecimento

O autoconhecimento é uma prática de desenvolvimento pessoal que oportuniza a nos


desprendermos das implicações familiares, e da prepotência da mídia pela incessante procura
por coisas materiais e imediatistas, nos libertando para realizarmos escolhas de acordo com
o nosso verdadeiro sentido da vida relata (FILHO S. M., 2013). Diversos indivíduos vivem suas
vidas sem ao menos tentar se conhecer e possivelmente com isso se frustram por muitas das
vezes não conseguirem identificar prosperidade em suas atividades sejam elas cotidianas ou não.
A autora comenta que é mais simples entender o mundo como ele é externamente do que
compreender sobre o nosso ser interior.

Então a partir da decisão de não somente desejar, mas inclusive de exercitar a mente em
prol do autoconhecimento. Faz-se necessário que as atitudes do indivíduo sejam cada vez menos
influenciadas pelos familiares, amigos e os veículos de comunicação. Para (RESENDE, 2010) o
autoconhecimento surge de dentro do ser humano, sem levar em conta os conhecimentos
internalizados de fora ou as crenças experimentadas anteriormente mais sim um despertar da
consciência livre. O autor considera que o acúmulo de informações advindas da comunidade em
que o indivíduo faz parte na maioria das vezes, é prejudicial, pois odificulta a ter uma visão objetiva
das situações vividas no momento atual. E (RESENDE, 2010) enfatiza que o autoconhecimento é eterno,
ele acredita que é uma análise constante do próprio eu, da real existência do indivíduo e das interações
com o mundo a sua volta.
“o processo de autoconhecimento é exortado como o método mais específico para a
auto-integração no intuitode “alcançar”, por identificação, a plenitude do ser. É fato
que em algum momento, em grau maior ou menor, nos deparamos conosco mesmos.”
(TORRES, 2016)

A ilustração a seguir apresenta o ponto de vista do autor com relação às atitudes ou


falta delas nas mais possíveis situações durante a vida do ser humano.

Figura 1: O querer do indivíduo.

Fonte: adaptado de (TORRES, 2016, p. 2)


4
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Segundo (QUARESMA, 2019) a expressão autoconhecimento está diretamente ligada ao


desejo e a busca pelo progresso de algumas atitudes da personalidade e do comportamento do
indivíduo, ao conhecer de maneira mais profunda as próprias características emocionais a pessoa
compreende qual é a melhor maneira de agir em qualquer situação na qual está vivenciando
em um determinado momento.

O modo para a busca do interior nos indivíduos


Para (TORRES, 2016) a raça humana é bem como o resultado do próprio sentimento, das
suas ações e do seu modo de pensar, e ainda do meio ao qual está inserido, sendo assim é um ser,
biológico, psicológico, social e espiritual instituído nas multiplicidades das relações que consolida.
Na concepção de (PIAGET, 1998) o ser humano é um ser diferente dos animais, já que tem a
capacidade de raciocinar. Diante das palavras de (TORRES, 2016) a ilustração a seguir demonstra
de uma maneira suscita a satisfação da alma.

Figura 2 – A plenitude do “SER”.

Fonte: Adaptado de (TORRES, 2016, p. 4)

Sendo assim, no começo o comportamento, ações ou discernimento do indivíduo são


definitivamente neste lado da razão, a seguir sim na razão e no final principalmente além da razão
isso tudo na concepção do autor.

O modo específico para análise do interiornos indivíduos

Cada indivíduo tem uma forma, no real sentido da palavra que compreende as três
dimensões: altura, largura e profundidade. Segundo (TORRES, 2016) o ser humano é uma
composição de uma permanentee contínua evolução que acontece no meio ao qual está
inserido. Para o autor certamente os indivíduos têm características diferentes internamente,
porém com capacidade de apresentar níveis parecidos. Além disso, diversas literaturas
quando o assunto é o Autoconhecimento abordam que todo e qualquer indivíduo não tem uma
índole ruim, e sim o oposto, ou seja, os seres humanos são bondosos, segundo (TORRES, 2016)
o convívio entre os indivíduos é fundamental a existência da bondade ao se tratar da
procriação, e a constituição de grupos com as mesmas e boas intenções dentro do cenário da
sociedade atuante. Porém para o autor o indivíduo quando caracterizado um ser bondoso, têm
um pouco de dificuldade em pronunciar a palavra “não”, sendo assim fica por ele mesmo
impossibilitado de negar ajuda a outro alguém. (EDER, 2016, p. 34) Em sua obra de autoajuda
relata que:
“Quando nos conhecemos melhor, é muito mais fácil lidar com as questões que
surgem em nossa volta, cientes de nossos limites, conscientes de nossas
capacidades e, aflorando nossos recursos internos, sabendo exatamente como agir
sabiamente diante dos imprevistos inevitáveis que aparecem no meio do caminho”.
5
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Para (TORRES, 2016), a parte mais essencial da composição humana também está sendo
reconhecida no contexto da ciência, filosofia e religião como mostra a ilustração abaixo.
Figura 3 – Caracterização da estrutura humana.

Fonte: Adaptado de (TORRES, 2016, p. 10)

(TORRES, 2016) Faz-nos admitir que realmente não só é curioso, mas provocativo e
genial refletir na estrutura do indivíduo formada por três dimensões: espírito, alma e corpo físico;
experimentar, refletir e atuar; sensação, ideia e ação. Sendo assim, para o autor o indivíduo é um
ser que contempla que tem instinto, razão, moral e ética. A priori o ser humano é constituído
por uma parte física essa que está representada pela tridimensionalidade (altura, largura e
profundidade), e pela parte psíquica.

Autoconhecimento e o desenvolvimento profissional

As literaturas que abordam sobre o autoconhecimento dos seres humanos enfatizam que
esse é um processo cíclico e que não tem fim, ou seja, acontece durante a vida inteira do indivíduo
podendo então contribuir para todas as pessoas em seu desenvolvimento pessoal, já que
estamos aprendendo a cada momento com as nossas atitudes e comportamentos referentes a
determinadas situações (TRACY, 2013). Descreve em sua obra que o progresso da aptidão do
indivíduo e o controle dessa arte, igualmente a autoconfiança vinculada a isso iniciam pela
autoanálise e o autoconhecimento. O autor sugere seis abordagens que a pessoa poderá fazer
uso ao realizar uma autoanálise conforme a ilustração a seguir.
Figura 4 – Indagações para si mesmo.

Fonte: Adaptado de (TRACY, 2013, p. 10)

Para (DI BIASE & ROCHA, 2006) este despertar possibilitará que as pessoas experimentem
as sensações do conhecimento em um sentido mais amplo da sua existência e de suas
verdadeiras competências e assim estarão preparados e poderão confiar mais em si e no seu
desempenho tanto no desenvolvimento pessoal como também no profissional. E isso tem
predominantemente uma influência positiva para o indivíduo em seu desenvolvimento
profissional, para (LIMA, 2007) as empresas precisam dispor de benefícios objetivos
oportunizando seus colaboradores a vivenciar a experiência do revelar da consciência, do
6
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

conhecimento de si mesmo e do crescimento do potencial do indivíduo. Refletindo sobre o


relato da autora podemos perceber em nós que no momento o qual conseguimos identificar o
que nos motiva realmente, de que maneira podemos nos relacionar melhor com as outras
pessoas, qual é o nosso potencial para desempenhar nossas atividades do dia a dia é incisivamente
um aprofundamento em nosso autoconhecimento (DI BIASE & ROCHA, 2006). Enfatizam que
aperfeiçoar a aptidão humana precisa ser a intensa prioridade do mundo vigente não
simplesmente por ser a chave para os vários impasses esses que normalmente estão presente
no contexto pessoal às vezes no profissional e inclusive no social dos indivíduos. A figura 5
apresenta a concepção das autoras com relação à potencialidade do indivíduo.

Figura 5 – Desenvolvimento do potencial humano.

Fonte: Adaptação de (DI BIASE & ROCHA, 2006, p. 2)

Neste seguimento, entender o modo da evolução humana ou das capacidades do indivíduo é


basicamente procurar esclarecer o modo verdadeiro da evolução dos seres humanos. Parafraseando
(SOUZA & RODRIGUES, 2007) quanto mais exata for à compreensão que o indivíduopossui dele próprio
e também do comportamento das pessoas ao seu redor, e de suas condições determinantes, maiores
serão as oportunidades de adequar o ambiente e em consequência do próprio indivíduo.

Autoconhecimento e o desenvolvimentoprofissional

O comportamento do indivíduo no ambiente organizacional, é um fator


extremamente relevante a ser refletido e são várias as questões a serem respondidas, dentre
elas normalmente a prioridade é pelas mais básicas, essas que normalmente tratam-se da
dedicação, comprometimento, proatividade e determinação do profissional em relação às
atividades atribuídas a ele (CAVALCANTE, 2019). Além disso, dando continuidade com essa linha
de raciocínio confirma a importância do autoconhecimento como a primeira ação a ser tomada para
o planejamento da vida profissional, que tem como meta primordial o êxito psicológico
(ROCHA, 2015). A importância dessa narrativa conforme demonstrado na figura 6 o autor
aborda que o autoconhecimento do indivíduo éfundamental ao se tratar inclusive em suas
expectativas profissionais.
Figura 6 – Os diferenciais dos profissionais com
valores competitivos dentro do mercado de trabalho.

Fonte: Adaptação de (ROCHA, 2015, p. 33)

(MARTINS, 2011) Acrescenta o discurso ao mencionar que os próprios critérios parecem


uma bússola pessoal, a qual aponta o sucesso e satisfação psíquica. Sendo assim, para o autor,
7
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

o ser humano orientadopor critérios impessoais inclinam-se a ineficiência por não sentir a
auto realização, essa que busca equilíbrio entre emoção e comportamento e traçam as atitudes
profissionais e pessoais. Porém para alguns estudiosos que julgam que o autoconhecimento é
obtido somente pela observação e introspecção. No entanto, segundo (SKINNER, 2002), o
autoconhecimento inclusive se processa através do convívio, sendo o indivíduo, no exercíciode
papéis distintos, observado e analisado pelo outro, rompendo o padrão de que o conhecimento
verídico é assimilado de dentro pra fora, como do aprendizado adquirido através das relações
entre as pessoas.
8
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

2
Âncoras de Carreira
Uma ferramenta para desenvolver o autoconhecimento

Qual a origem do teste âncoras de carreira?

Na década de 1970, Edgar Schein, PhD em psicologia social pela Universidade de Harvard e professor
emérito da Sloan School of Management, a escola de negócios do Massachusetts Institute of Technology
(MIT), nos Estados Unidos, desenvolveu a teoriadas âncoras de carreira.

O teste âncoras de carreira foi criado a partir de uma ampla pesquisa com estudantes e profissionais.
Na década de 60, um grupo de 44 alunos foi entrevistado a respeito de seus interesses escolares e
profissionais. Desde então, novas coletas de dados foram feitas com essas mesmas pessoas, conforme
progrediam em suas carreiras. A análise desses dados gerou o célebre teste, que conseguiu agrupar os
interesses dos entrevistados em oito eixos principais.

Essa pesquisa foi feita em um contexto diferente do nosso, mas, mesmo assim, existem muitas semelhanças
com a maneira como os profissionais brasileiros lidam com suas carreiras e, por isso, conseguimos utilizar
o instrumento em nossa realidade.

Ganho de consciência sobre si mesmo

Um fator muito importante nesse teste é o fato de o profissional ganhar uma maior consciência e perceber
aquilo que ainda não enxerga sobre si mesmo. Muitas de nossas motivações são inconscientes, e por isso
nos equivocamos sobre a real causa do nosso comportamento.

Muitos fatores colaboram para a busca e continuação de um indivíduo em algumemprego, e é importante


enfatizar que eles são únicos para cada pessoa.

Aquilo que motiva determinada pessoa pode ser diferente daquilo que motiva uma outra mesmo que
trabalhem no mesmo lugar.

Segundo Schein, as âncoras são pilares que orientam as resoluções de carreira de cada pessoa. O teste
âncoras de carreira tem a finalidade de fazer com que cada profissional possa descobrir quais delas têm
maior peso em sua experiência de trabalho.

Embora tenha sido criada há bastante tempo, a teoria do teste âncora de carreira segue sendo apropriada
para quem busca autoconhecimento como forma de direcionar a vida profissional.
9
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

No desenvolvimento do teste, foi possível perceber que as pessoas oscilam entre esses fatores. Porém, na
maior parte dos casos, existe uma dessas âncoras que sustenta com maior força o caminho profissional de
uma pessoa:

1. autonomia
2. segurança
3. competência técnico-funcional
4. competência administrativa geral
5. criatividade empreendedora
6. dedicação a uma causa
7. desafio puro
8. estilo de vida.

Elas resumem a combinação de cada um em relação à percepção de competência de carreira, motivos e


valores. Sabendo quais são as suas âncoras, fica mais fácil encontrar a melhor empresa para você trabalhar,
em que seu perfil esteja alinhado com a cultura organizacional.

Abaixo segue versão traduzida do teste. É uma ferramenta de 40 perguntas de múltipla escolha.
Recomendamos que você faça com tempo e sem interrupções.

Você deve realizar o teste respondendo as questões utilizando a seguinte escala para classificar o
quanto cada um dos itens é verdadeiro para você:

• 1 — A afirmação nunca é verdadeira para mim


• 2 a 3 — Ocasionalmente é verdadeira para mim
• 4 a 5 — Frequentemente é verdadeira para mim
• 6 — Sempre é verdadeira para mim
10
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Começando o teste âncora de carreira


1. Sonho em ser tão bom no que faço que minha opinião de especialista seja
sempre solicitada ( )
2. Me sinto mais realizado em meu trabalho quando sou capaz de integrar e
gerenciar o trabalho dos outros ( )
3. Sonho em ter uma carreira que me dê a liberdade de fazer o trabalho do
meu jeito e no tempo por mim programado ( )
4. Segurança e estabilidade são mais importantes para mim do que
liberdade e autonomia ( )
5. Estou sempre procurando ideias que me permitam iniciar meu próprio
negócio( )
6. Sentirei sucesso na minha carreira se sentir que contribuí
verdadeiramente para o bem-estar da sociedade ( )
7. Sonho com uma carreira na qual eu possa solucionar problemas ou
vencer em situações extremamente desafiadoras ( )
8. Prefiro deixar meu emprego a ser colocado em um trabalho que
comprometa minha capacidade de satisfazer meus interesses pessoais e
familiares ( )
9. Só me sentirei bem-sucedido em minha carreira se puder desenvolver
minhas habilidades técnicas e funcionais até o mais alto nível de
competência ( )
10. Sonho em dirigir uma organização complexa e tomar decisões que afetem
muitas pessoas ( )
11. Me sinto mais realizado em meu trabalho quando tenho total liberdade
de definir minhas próprias tarefas, horários e procedimentos ( )
12. Prefiro manter minha atividade atual a aceitar outra tarefa que possa
colocar em risco minha segurança na empresa ( )
13. Montar meu próprio negócio é mais importante para mim do que atingir
uma alta posição gerencial como funcionário ( )
14. Me sinto mais realizado em minha carreira quando posso utilizar meus
talentos a serviço dos outros ( )
15. Me sinto realizado em minha carreira apenas quando enfrento e supero
desafios extremamente difíceis ( )
16. Sonho com uma carreira que me permita integrar minhas necessidades
11
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

pessoais, familiares e de trabalho ( )


17. Me tornar um gerente técnico em minha área de especialização é mais
atraente para mim do que me tornar um gerente geral em alguma
organização ( )

18. Me sentirei bem-sucedido em minha carreira apenas quando me tornar um


gerente geral em alguma organização ( )
19. Me sentirei bem-sucedido em minha carreira apenas quando alcançar
total autonomia e liberdade ( )
20. Procuro trabalhos em organizações que me deem senso de segurança e
estabilidade ( )
21. Me sinto realizado em minha carreira quando sou capaz de construir
alguma coisa que seja inteiramente resultado de minhas ideias e esforços
( )
22. Utilizar minhas habilidades para tornar o mundo um lugar melhor para
se viver e trabalhar é mais importante para mim do que alcançar uma
posição gerencial de alto nível ( )
23. Me sinto mais realizado em minha carreira quando soluciono problemas
aparentemente insolúveis ou venço o que aparentemente era impossível
de ser vencido ( )
24. Me sinto bem-sucedido na vida apenas quando sou capaz de equilibrar
minhas necessidades pessoais, familiares e de carreira ( )
25. Prefiro sair da empresa onde estou a aceitar uma tarefa em esquema
rotativo que me afaste da minha área de experiência ( )
26. Me tornar um diretor geral é mais atraente para mim do que me tornar
um diretor técnico em minha área de especialização ( )
27. Para mim, poder fazer um trabalho do meu jeito, livre de regras e
restrições, é mais importante do que segurança ( )
28. Me sinto mais realizado em meu trabalho quando percebo que tenho
total segurança financeira e estabilidade no trabalho ( )
29. Me sinto bem-sucedido em meu trabalho apenas quando posso criar ou
construir alguma coisa que seja inteiramente de minha autoria ( )
30. Sonho em ter uma carreira que faça uma real contribuição à humanidade
e à sociedade ( )
31. Procuro oportunidades de trabalho que desafiem fortemente minhas
12
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

habilidades para solucionar problemas ( )


32. Equilibrar as exigências da minha vida pessoal e profissional é mais
importante do que alcançar alta posição gerencial ( )
33. Me sinto plenamente realizado em meu trabalho quando sou capaz de
empregar minhas habilidades e talentos especiais ( )

34. Prefiro sair da empresa onde estou a aceitar um cargo que me afaste do
caminho da diretoria geral ( )
35. Prefiro sair da empresa onde estou a aceitar um cargo que reduza minha
autonomia e liberdade ( )
36. Sonho em ter uma carreira que me dê senso de segurança e estabilidade
( )
37. Sonho em iniciar e montar meu próprio negócio ( )
38. Prefiro sair da empresa onde estou a aceitar um cargo que prejudique
minha capacidade de ser útil aos outros ( )
39. Trabalhar em problemas praticamente insolúveis para mim é mais
importante do que alcançar uma posição gerencial de alto nível ( )
40. Sempre procurei oportunidades de trabalho que minimizassem
interferências com assuntos pessoais e familiares ( )

Calculando o resultado
Agora revise suas respostas e encontre as afirmações em que você deu pontos mais altos (geralmente 5 ou
6). Dessas respostas, selecione as três que sejam as mais verdadeiras para você e some a cada uma mais 4
pontos.
Para classificar as suas âncoras de carreira, preencha o quadro abaixo com as suas respostas do questionário
acima. Lembre-se de acrescentar os quatro pontos para os três itens mais verdadeiros para você.
Some os números de cada coluna e divida o total por cinco (número de itens da coluna).A média resultante
mostra o quão importante é a âncora para você.

A B C D E F G H
1 2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31 32
33 34 35 36 37 38 39 40
SUBTOTAL
(some cada
resultado da
coluna)
RESULTADO
(divida o
subtotal por 5)
13
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

A — Competência técnica/funcional
Pessoas tecnicamente ancoradas comprometem-se com uma carreira de especialização. Elas ficam motivadas
quando são especialistas em um determinado assunto, buscam trabalhos desafiadores, querem testar o
conhecimento e a habilidade que têm em sua áreade atuação.
São pessoas que não visam altos cargos administrativos (essas, normalmente, são mais generalistas), e sim cargos
de especialista em uma determinada área.

B — Competência administrativa/geral
Quem tem como âncora de carreira a competência administrativa geral busca, ao longo de sua vida profissional,
atingir os mais altos níveis de responsabilidade na organização.São pessoas que visam a liderança e têm como
motivação atingir o topo da hierarquia corporativa. Para elas, a especialização é uma armadilha: entendem a
importância de conhecer as áreas funcionais, mas não buscam se aprofundar tecnicamente, pois querem a função
de gerência-geral.

C — Autonomia e independência
Pessoas com essa âncora vão buscar, com o passar do tempo, uma carreira que possibilitemaior independência, que
permita impor suas próprias condições.
A autonomia é inerente a qualquer ser humano, em níveis diferentes, mas quem tem fortemente essa âncora sente
a necessidade de ser dono de seu próprio destino, fazer as coisas do seu jeito; por isso, vai organizar sua vida
profissional em torno de trabalhos quelhe proporcionem mais escolha e poder de decisão.

D — Segurança e estabilidade
Aqui se enquadram pessoas que precisam se sentir seguras no ambiente de trabalho. Elas buscam maior
previsibilidade do futuro, querem “saber onde pisam”. São atraídas por empregos em empresas que oferecem essa
estabilidade, com bons planos deaposentadoria e boa reputação. É essa estabilidade, principalmente financeira,
que vai guiar a carreira desses profissionais.

E — Criatividade empreendedora
Nessa âncora, estão os profissionais com tino para a criação de novos negócios e organizações. Não são pessoas
necessariamente com criatividade artística, mas sim comum espírito empreendedor, que querem estabelecer ou
reestruturar negócios próprios.
Têm motivação para, desde cedo, iniciar empreendimentos para ganhar dinheiro. Vale ressaltar que o enfoque aqui
não é a busca por autonomia, e sim pela criação de negócios.

F — Dedicação a uma causa


Pessoas com essa âncora são orientadas em sua carreira por valores que querem imprimirem seu trabalho. Elas se
14
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

voltam para os valores e se dedicam a causas, mais do que aos seus talentos e competências. São profissionais que
querem, de alguma forma, contribuirpara um mundo melhor por meio de seu trabalho.

G — Desafio puro
Nessa âncora, se encaixam profissionais que definem sucesso como a superação de obstáculos impossíveis ou como
a capacidade de solucionar problemas insolúveis. São pessoas que necessitam sentir que podem conquistar qualquer
coisa.
A busca por desafios permeia a carreira de quase todo mundo, mas, para quem é ancoradono desafio puro, é o que
norteia a sua trajetória — todas as suas decisões profissionais vão sempre ser com o objetivo de superar desafios
cada vez maiores.

H — Estilo de vida
Muitas vezes, interpretam essa âncora como sendo a de pessoas que não dão prioridade àsua carreira, mas não se
trata disso. A questão é que pessoas ancoradas pelo estilo de vidabuscam encontrar uma forma de integrar todas as
suas necessidades: individuais, de família e de carreira. Podem ser altamente motivadas pelo trabalho, mas
entendem que ele deve ser apenas uma parte de sua vida como um todo.
São pessoas que querem, acima de tudo, flexibilidade. Por isso, olham mais para a atitudeda empresa do que para o
programa de trabalho propriamente dito. A diferença para a âncora da autonomia é que elas se adaptam bem ao
ambiente organizacional, com suas regras e restrições, mas querem ter opções mais flexíveis de trabalho.

Plano de Ação:
Faça agora uma análise do resultado das três âncoras de carreira mais pontuadas acima, pensando aspectos
que possam ampliar seu autoconhecimento e ser incentivo para promover direção e/ou melhoria para sua
carreira e vida.
15
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

3
Competências
O que pode ser entendido como competência?

A competência pode ser entendida como:

1. Um conjunto de fatores que determina o que é necessário para o bom desempenho de uma determinada
atividade. Ela é definida com base em três aspectos denominados de CHA:

C: conhecimento
H: habilidades
A: atitudes.

O conhecimento diz respeito ao o que e ao porquê, as habilidades dizem respeito ao como e as atitudes a
vontade de monstrada em fazê-lo. Por exemplo, para jogar futebol, uma pessoa precisa conhecer as regras
do jogo, ter habilidade em dominar a bola com os pés e a vontade de jogar.

2. A capacidade de realizar uma tarefa, resolver um problema ou desempenhar uma função de forma
eficiente e eficaz. Ela envolve a combinação de conhecimentos, habilidades, atitudes e experiências
relevantes para alcançar resultados desejados em diferentes contextos.

Competência
Interseção dos três
O que aprendemos
através de educação
formal ou Conhecimento
autodesenvolvimento
[Link].
Habilidades Atitudes
(sabe como fazer) (Querer fazer)

O que utilizamos de Postura e modo de


nossos conhecimentos agir. O que nos leva a
no dia-a-dia. utilizar as habilidades
Capacidade de realizar e conhecimentos.
16
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Portanto, trata-se de um conjunto de habilidades profissionais que o profissional possui e que são importantes
para a função que ele executa em uma empresa. Envolve

Competências Comportamentais (soft skills)


As competências comportamentais são aquelas relacionadas ao comportamento do colaborador, adquiridas e
desenvolvidas ao longo do tempo a partir de experiências vivenciadas pelo profissional.
São essas habilidades que irão mostrar como o profissional reage a determinadas situações, se porta no
ambiente de trabalho e se relaciona com colegas e líderes da organização.

Competências Técnicas (hard skills)


As competências técnicas são aquelas que o colaborador adquire por meio de treinamentos, cursos, palestras,
experiências em outras organizações, etc. Elas irão ajudar o profissional a ter um melhor desempenho nas
atividades que desempenha. Um engenheiro, por exemplo, não vai saber construir uma casa se não possuir
habilidades técnicas específicas.

Competências técnicas e comportamentais: exemplos


Dentre as competências comportamentais, podemos citar como exemplos:

• Comunicação
• Organização
• Independência e autonomia
• Capacidade de foco e concentração
• Liderança
• Visão sistema da área
• Sociabilidade, entre outros

Já entre as competências técnicas, alguns exemplos são:

• Análise de dados
• Domínio de softwares
• Escrita e revisão de textos
• Graduações, especializações
• Capacidade de falar outros idiomas, etc.

FÓRUM MUNDIAL ECONÔMICO 2020


Habilidades que o mercado está buscando nos profissionais do futuro - 2025

Analisando aspectos das habilidades e competências exigidas pelo mercado de trabalho, trago as habilidades
identificadas pelo Fórum Mundial Econômico e que elegeu as tendências que o mercado, empresas e empregadores
buscam num momento de recrutamento e seleção. Não parando por aí, essas habilidades elencadas são utilizadas

como crivos avaliativos para retenção de talentos e pontos positivos para quem almeja um plano de carreira !
17
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Habilidades emergentes

Habilidades identificadas como sendo de alta demanda dentro de sua organização, ordenadas por frequência:

1. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem


2. Pensamento analítico e inovação
3. Criatividade, originalidade e iniciativa
4. Liderança e influência social
5. Inteligência emocional
6. Pensamento crítico e análise
7. Resolução de problemas complexos
8. Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade
9. Projeto e programação de tecnologia
10. Orientação de serviço
11. Raciocínio, resolução de problemas e ideação
12. Solução de problemas e experiência do usuário
13. Uso, monitoramento e controle de tecnologia
14. Análise e avaliação de sistemas
15. Persuasão e negociação
18
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

As habilidades emergentes são as habilidades que os departamentos de Recursos Humanos, Recrutamento & Seleção
e Treinamentos, identificam que precisam de melhorias ou acreditam que trabalhando mais alguns pontos,
determinados setores apresentem melhor desempenho.
Não podemos prever o futuro, mas podemos desenvolver as habilidades para estarmos preparados para qualquer
situação.

Já a nossa próxima lista aponta, quais as habilidades atuais estão em foco na Qualificação e Requalificação.

Habilidades atuais em foco de qualificação / requalificação em programas já


existentes

Uma parcela de empresas pesquisadas pelo fórum de 2020, identificaram essas habilidades como estando em foco em
seus programas de Qualificação ou Requalificação:

1. Liderança e influência social


2. Pensamento analítico e inovação
3. Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem
4. Pensamento crítico e análise
5. Projeto e programação de tecnologia
6. Orientação de serviço
7. Raciocínio, resolução de problemas e ideação
8. Gestão de pessoas
9. Criatividade, originalidade e iniciativa
10. Resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade

Fonte: Fórum Economico Mundial


1
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

MÓDULO
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Material
Didático
Digital
2
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

UNIDADE

03
3
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O que é Inteligência Emocional?

De acordo com a psicologia, inteligência emocional é a capacidade de


identificar e lidar com as emoções e sentimentos pessoais e de outros
indivíduos.

Um exemplo é a pessoa que consegue terminar suas tarefas e atingir


suas metas, mesmo sentindo-se triste e ansiosa ao longo de um dia
de trabalho.

Ou seja, é uma habilidade que permite que as pessoas gerenciem


melhor seus sentimentos e a forma que agirão com base neles.
4
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Como surgiu a Inteligência Emocional?


A primeira referência à inteligência emocional de que se tem notícia
é do século XIX, de autoria do naturalista Charles Darwin.

É bem verdade que, à época, o conceito mais preciso era o de


expressão emocional.

Tinha muito mais a ver com o instinto de sobrevivência e com a


teoria evolucionista de adaptabilidade do que com o sentido que
conhecemos hoje.

Depois, já no século XX, vieram outras ideias como as de inteligência


social, que tratava sobre a capacidade humana de compreender e
motivar uns aos outros, e a de inteligências múltiplas, que abordava
os aspectos intra e interpessoais.

Aqui, com o psicólogo Howard Gardner, foi a primeira vez que se


procurou entender os próprios sentimentos, motivações e medos.

Sem dúvida, foram referências importantes, que contribuíram para


se chegar à definição atual de inteligência emocional.

Porém, o termo em si foi usado pela primeira vez somente em 1990


pelos pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer, na
revista Imagination, Cognition and Personality.
5
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O papel de Daniel Goleman


Todos os teóricos, cientistas, pesquisadores e psicólogos citados
tiveram a sua participação no desenvolvimento do conceito e de
estudos envolvendo a inteligência emocional.

Mas nenhum deles tem um papel tão fundamental quanto o escritor


Daniel Goleman, autor do best seller Emotional Intelligence, de 1995.

Só para você ter uma ideia, a obra vendeu mais de 5 milhões de


cópias e foi traduzida para 40 idiomas diferentes.

Ou seja, Goleman foi o responsável por popularizar o tema, levando


o assunto a diversas camadas da sociedade, para além da academia.

Ao contrário de seus colegas e antecessores, a linguagem usada por


ele é muito mais acessível ao público em geral, facilitando a
compreensão.

O tom persuasivo também é uma marca de Goleman, que foi


colunista do The New York Times por 12 anos.

Ele escrevia no caderno de Ciências e focava seus textos


especialmente no comportamento humano e no funcionamento do
cérebro.

Em termos mais conceituais, o autor foi o primeiro a se aprofundar


de fato na complexidade da inteligência emocional.

Goleman apresentou resultados de novos estudos sobre a mente


humana, associando diversos aspectos da nossa personalidade às
habilidades cognitivas.

Entre as suas principais contribuições técnicas está a criação do


conceito de Quociente Emocional (QE), um complemento ao
Quociente de Inteligência, o famoso QI.

Segundo Goleman, a capacidade de uma pessoa em lidar com suas


emoções é muito mais importante que a sua competência de
6
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

processar informações.

Ele inclusive dá números a essa relação.

O sucesso de uma pessoa, de acordo com o pesquisador, tem 80% a


ver com o seu QE, enquanto o QI é responsável pelos outros 20%.

Afinal, do que adianta ter um nível de conhecimento acima da média


e não saber trabalhar suas emoções?

Fundamentos do modelo de Goleman


O modelo de Goleman possui uma série de fundamentos que se
baseiam no desenvolvimento de habilidades comportamentais para
uma melhor gestão das emoções.

Não à toa, o cientista conceitua inteligência emocional como


a competência para gerenciar sentimentos, de maneira que eles
contribuam para as tomadas de decisões e o bem-estar geral.
7
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O que é ser uma pessoa inteligente?

Por anos, a medida da inteligência era dada exclusivamente


pelo Quociente de Inteligência (QI) de uma pessoa.

No conceito de QI está, em linhas gerais, a habilidade de raciocinar,


pensar problemas de forma abstrata, gerar soluções para assuntos
complexos e aprender rapidamente.

Tudo isso se relaciona com o desenvolvimento cognitivo dos


indivíduos.

Contudo, muitos estudiosos passaram a questionar essa teoria da


inteligência única.

Em contraposição a essa corrente, Howard Gardner elaborou a teoria


das múltiplas inteligências na década de 1980.

De acordo com o novo estudo, tanto Pelé como Einstein são


exemplos de pessoas muito inteligentes.
8
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Pelé se destaca na inteligência corporal-cinestésica, enquanto


Einstein leva “nota 10” na inteligência lógica-matemática.

De acordo com Gardner, existem 8 tipos de inteligência.

São eles:

1. Linguística: comunicação oral e escrita, lidar com palavras. Políticos,


poetas e jornalistas costumam ser referência
2. Musical: produz e diferencia sons, ritmos e timbres
3. Lógica/Matemática: resolução de cálculos e problemas. Cientistas,
acadêmicos e engenheiros são os destaques
4. Visual/Espacial: visão do todo, 3D, reconhecimento especial.
Pintores, fotógrafos e designers são exemplos de profissionais com
essa inteligência bem desenvolvida
5. Corporal/Cinestésica: não só os atletas a utilizam, mas também
profissões como cirurgiões e artistas plásticos, pois devem fazer um
uso racional de seu corpo ao exercer a profissão
6. Interpessoal: auxilia na interpretação dos gestos e palavras na
esfera social. Permite a empatia
7. Intrapessoal: possibilita que possamos nos compreender e nos
controlar internamente
8. Naturalista: detecta e relaciona questões da natureza. Está ligada à
sobrevivência do ser humano.

A inteligência emocional, da forma abordada por Daniel Goleman,


que é considerado o pai desse conceito, está relacionada aos itens 6
e 7 da teoria de Gardner.

Nos próximos tópicos, abordaremos outros aspectos de seu ponto


de vista com mais detalhes.
9
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O que significa ter domínio de sua


Inteligência Emocional?

Dominar sua inteligência emocional significa ser capaz de perceber


suas emoções, saber nomeá-las, entendendo seus gatilhos, para,
então, desenvolver formas de lidar com elas.

E elas são muitas.

Felicidade, raiva, angústia, medo, alívio, tédio… Alguns estudos falam


em 27 emoções, enquanto outros abrem esse leque para quase 50.

O grande desafio é que temos gerações de pessoas que cresceram


sendo ensinadas a nomear tudo como tristeza, alegria, medo e raiva.

Assim, se a angústia decorrente de uma situação de conflito e


contradição for taxada como tristeza, será difícil de dominar, pois o
sentimento por trás é mais complexo.
10
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Pode até envolver a tristeza, mas não se limita a ela.

Ter consciência das emoções existentes que se pode experimentar


permite que você entenda também quais são os gatilhos de cada
uma.

E, a partir disso, será possível desenvolver formas de lidar com elas.

Com o tempo, você percebe que está com mais jogo de cintura, que
se tornou uma pessoa mais leve, otimista e que resolver problemas
não é mais um fardo.

A partir desse momento, você terá domínio de sua inteligência


emocional.
11
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Quais são os 5 pilares da Inteligência


Emocional?
O modelo de Goleman se fundamenta a partir de uma série de
competências que, por sua vez, são sustentadas por estes cinco
pilares da inteligência emocional.

Os três primeiros são intrapessoais, e os dois últimos, interpessoais.

Confira:

1. Conhecer suas emoções


O primeiro pilar é a autoconsciência, que nada mais é do que a
capacidade de entender como as emoções funcionam.

Ou seja, é preciso compreender como elas surgem, de onde vêm e


de que maneira se manifestam.

Normalmente, os sentimentos propiciam dois tipos de reações: as


psicológicas e as físicas.

As primeiras são pensamentos e crenças, já as segundas são


sintomas como arrepios e taquicardia, por exemplo.

Uma emoção como a angústia pode despertar crenças limitantes e


pensamento negativos que remetam à falta de capacidade, assim
como manifestações físicas como palpitações e dores abdominais.

2. Controlar suas emoções


O segundo pilar é a autorregulação das emoções.

Ou seja, a competência de gerenciar os seus sentimentos.

Depois de conseguir reconhecer o que você sente, fica mais fácil


controlar essas diferentes sensações.
12
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Seguindo o exemplo anterior, vamos supor que você sempre sinta


angústia em determinadas situações na sua rotina de trabalho, que
geram aquelas respostas físicas e psicológicas já mencionadas.

Para começar a dominar esse sentimento ruim, o primeiro passo é


identificar quais circunstâncias o despertam.

Diversas estratégias podem ser úteis nesse sentido, como conversar


consigo mesmo ou manter um diário pessoal.

A ideia é sempre lembrar que você tem uma escolha, que o controle
das emoções está em suas mãos.

3. Desenvolver a automotivação

O terceiro pilar diz respeito a se motivar e se manter motivado.

Para isso, você precisa usar as emoções ao seu favor, em prol de


algum objetivo específico, seja ele pessoal ou profissional.

Se a sua meta é ser promovido, por exemplo, o exercício que deve


13
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

ser feito é: de que maneira posso gerir meus sentimentos, de modo


a ter decisões mais assertivas que me permitam aproveitar as
oportunidades?

Privilegiar a razão em qualquer cenário parece ser a decisão mais


óbvia, mas, na verdade, a chave para o sucesso está no equilíbrio
entre as duas esferas.

4. Desenvolver a Empatia
O quarto pilar também é o primeiro que aborda as competências
interpessoais, e não apenas as habilidades individuais, onde
precisamos lidar apenas com o nosso íntimo.

O desenvolvimento da empatia, neste caso, vai além do conceito


mais conhecido de “se colocar no lugar do outro”.

Aqui, soma-se a esse exercício reconhecer que as demais pessoas ao


seu redor, amigos, família e colegas de trabalho, também têm as
suas emoções e precisam aprender a lidar com elas.

Talvez, o estágio de desenvolvimento da inteligência emocional deles


esteja atrasado em relação ao seu, mas não há espaço para
julgamentos.

5. Desenvolver o Relacionamento Interpessoal


O ser humano vive de suas relações.

Desde os primórdios, nos unimos para sermos mais fortes e superar


os obstáculos juntos.

O quinto e último pilar trata sobre isso.

A necessidade de nos relacionarmos com o outro e como as


competências sociais podem ser úteis nesse sentido.
14
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Principais características de pessoas


com Inteligência Emocional

Daniel Goleman, ao atribuir 80% do sucesso das pessoas a fatores


relacionados à inteligência emocional, identificou cinco
características principais entre aquelas que apresentam a habilidade.

São elas:

Autoconsciência
Pessoas que se conhecem.

Significa ter consciência de suas fortalezas, fraquezas e limitações.

Essas pessoas aprendem a explorar suas potencialidades e


respeitam seus limites.

Automotivação
É algo interno.
15
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Permite colocar os sentimentos a serviço de suas metas pessoais.

Perseverança, resiliência e iniciativa são características de pessoas


automotivadas.

Reconhecimento das emoções em outras


pessoas
Sentir o outro em um ambiente social, perceber suas dores e
necessidades, ter empatia.

Isso requer habilidade e muito treino.

Controle Emocional
Capacidade de lidar com situações adversas, mantendo o controle e
a segurança, de forma positiva e menos estressante.

Pessoas que conseguem barrar seus impulsos têm maiores chances


de manter um controle emocional frequente.

Relacionamentos Interpessoais
Interagir em ambiente social.

Estar emocionalmente disponível, ser persuasivo, influente e saber


administrar conflitos.

Com quais dessas características você se identificou e quais acredita


que precisa trabalhar mais a fundo?

Uma coisa é certa: qualquer um pode evoluir e desenvolver a


inteligência emocional.
16
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Por que é importante desenvolver a


Inteligência Emocional?

Se você ainda não se convenceu da importância do desenvolvimento


da inteligência emocional, preste atenção neste tópico.

Ao pensar em liderança, muitos descrevem diversas características


cognitivas (visão estratégica, raciocínio rápido, entre outras) e
sempre acrescentam a palavra liderança inspiradora.

Para inspirar, um líder precisa mexer com as emoções.

E isso pode ser um problema, tanto para si, como para sua equipe.

A grande questão é: como direcionar a sua emoção e a de outras


pessoas habilmente para que todos possam ter uma performance
superior?

Vamos mudar o contexto para chegarmos a um entendimento


melhor.

Pense na educação de uma criança.

Os pais são os líderes inspiradores, certo?


17
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Da mesma forma, se você não souber lidar com suas emoções como
pai/mãe, como conseguirá ensinar seus filhos a lidar com as
emoções deles, para que se tornem adultos inteligentes
emocionalmente?

Essas questões demonstram a importância de desenvolvermos a


inteligência emocional diariamente, pois, como seres
humanos, experimentamos diferentes emoções o tempo inteiro.

E, pior ainda, nossas emoções podem levar a um efeito em cadeia ao


nosso redor.

Basta lembrar quando alguém chega ao escritório esbanjando raiva.

Cada palavra e gesto refletem sua emoção, certo?

De repente, o clima no departamento fica ruim.

Todos começam a tratar uns aos outros de forma raivosa, mas sem
motivo aparente.

Lembre-se: sentimentos são contagiosos, para o bem e para o mal.

Portanto, a forma como reagimos a cada uma dessas emoções nos


ajuda a alcançar nossos objetivos pessoais e profissionais.

E isso também permite que sejamos melhores líderes,


desenvolvendo relacionamentos saudáveis, com uma vida mais
equilibrada e feliz.
18
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Inteligência Emocional no trabalho

Considere a seguinte situação: você vai apresentar um importante


projeto de sua divisão de negócios para o vice-presidente global em
uma hora.

Tecnicamente, está tudo impecável.

Você revisou cada ponto com o time envolvido e estão todos de


acordo e confiantes que o projeto será aprovado.

Você está muito satisfeito com o trabalho.

Então, resolve fazer uma pausa para saborear um cafezinho.

Ao chegar lá, encontra um grupo de colegas.

No meio da conversa, alguém faz uma brincadeira com você.

Todos riem e seguem a conversa.

Contudo, algo naquela brincadeira mexeu com seu emocional.


19
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Você não consegue identificar o que aconteceu, mas isso o


desestabiliza.

Sua confiança para a apresentação vai embora, e uma ansiedade


sem fim toma conta de você.

A apresentação que parecia estar perfeita agora parece estar cheia


de defeitos.

Você se torna o pânico em pessoa.

E o cenário continua se deteriorando.

Na hora “H”, perante o VP global, você se enrola, não defende seu


ponto de vista, não sustenta seus argumentos, nem sua construção
lógica.

Até seu inglês impecável o deixa na mão.

Tudo vai por água abaixo e seu projeto não é aprovado.

O que será que aconteceu?

Qual gatilho emocional aquela brincadeira disparou?

Quais emoções foram despertadas?

Uma pessoa com inteligência emocional saberia identificar a emoção


que a brincadeira despertou.

E, ao perceber, usaria alguma técnica para contê-la naquele


momento para poder continuar desempenhando seu papel na
apresentação.

Existem diversas técnicas de PNL (Programação Neurolinguística),


como a âncora, na qual a pessoa recorre a uma imagem positiva que
permite que, com ela, se restabeleça o controle emocional
rapidamente.

Contudo, esse não foi o caso.


20
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

E sua carreira pode ser prejudicada por episódios como esse.

Esse é um exemplo do ambiente profissional, mas, na vida pessoal,


existem diversas outras situações similares que poderíamos
contornar melhor com inteligência emocional.

Exemplos de Soft Skills em alta no mercado


As habilidades comportamentais, também chamadas de soft skills,
ganham cada vez mais força no mercado.

Não é como se as competências técnicas ou hard skills estejam


perdendo espaço.

Elas seguem sendo necessárias.

Mas os atributos não técnicos surgem como diferenciais em um


mercado em que a concorrência está cada vez mais especializada.

Em 2021, o LinkedIn Workplace-Learning Report já indicava a


resiliência e a criatividade como duas importantes soft skills.

Gerações mais antigas, como os Boomers, a Geração X e até os


Millennials, estão preocupados em desenvolver competências
como liderança e comunicação, também aponta o estudo.

Já o Global Talent Trends acrescenta outras habilidades à lista:

o Adaptabilidade
o Colaboração
o Persuasão
o Inteligência Emocional.

Escuta ativa, inovação, trabalho em equipe e ética são atributos que


também aparecem no levantamento da The Ladders como as soft
skills mais requisitadas no mercado.

Para 2025, o estudo anual Future of Jobs, do Fórum Econômico


Mundial, traz outros insights de competências comportamentais que
ganharão mais força, como:
21
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

o Pensamento analítico
o Capacidade de resolver problemas complexos
o Iniciativa
o Originalidade
o Pensamento crítico
o Tolerância ao estresse
o Flexibilidade.

Habilidades sociais indispensáveis para


qualquer profissional
Dentro das soft skills podemos fazer uma subdivisão, que são as
chamadas habilidades sociais.

Nesse tipo de competência são trabalhadas questões interpessoais


e, portanto, a busca pelo estabelecimento de relações mais próximas
uns com os outros.

Algumas aptidões já mencionadas cabem aqui também, como, por


exemplo:

o Trabalho em equipe
o Empatia
o Escuta ativa.

E outras podem ser adicionadas:

o Tolerância e respeito às diferenças.


o Mente aberta
o Resolução de conflitos.
22
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Por que uma empresa precisa de


colaboradores com Inteligência
Emocional?

Empresas que investirem em colaboradores com uma inteligência


emocional bem desenvolvida ou em ferramentas para capacitar
melhor seus funcionários com essa habilidade só têm a ganhar.

Quem diz isso é a ciência.

Um estudo publicado pelo American Journal of Pharmaceutical


Education mostra que profissionais com uma alta IE têm:

o Mais acerto nas suas tomadas de decisão


o Maior facilidade para lidar melhor com estresse
o Mais chances de construir e sustentar relacionamentos
colaborativos positivos
o Maior adaptabilidade para assimilar mudanças
o Uma capacidade maior de resolver conflitos.
23
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Como as empresas podem impulsionar o


desenvolvimento da Inteligência Emocional?
Diante de tantos benefícios, você pode estar se perguntando “o que
pode ser feito para desenvolver mais e mais a inteligência emocional
nos colaboradores?”.

Na verdade, existem inúmeras estratégias, mas talvez aquelas mais


palpáveis e que trazem os melhores resultados sejam os
treinamentos especializados, como coaching, mentoria e
psicoterapia.

Você pode optar por sessões em grupo, se a sua empresa contar


com um grande número de funcionários, ou por atendimento
individuais e personalizados, caso seu negócio seja de pequeno
porte ou o direcionamento seja mais pontual.
24
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Qual é a importância da Inteligência


Emocional na gestão de crises?
Quando você pensa em crise, é natural associar esse momento difícil
e de incertezas a sentimentos como estresse, angústia, ansiedade,
frustrações e assim por diante.

Portanto, saber contornar todas essas sensações ruins se mostra um


grande desafio.

Para isso, você precisa contar com a inteligência emocional.

Afinal, um dos grandes preceitos dessa soft skill está justamente


em gerenciar nossos sentimentos e usá-los a nosso favor.

Ou seja, profissionais que tiverem uma IE bem desenvolvida vão


conseguir lidar melhor com as crises, pois conseguem se manter
automotivados mesmo diante das adversidades.

Além disso, esses colaboradores possuem empatia e ótimos


relacionamentos interpessoais, duas características muito úteis para
o trabalho em equipe, que ajudam a superar momentos de
dificuldades.
25
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

8 dicas para você desenvolver a sua


Inteligência Emocional
Para lidar melhor com seu lado emocional e evitar ter sua carreira
prejudicada por situações como a descrita no tópico anterior, tente
praticar algumas das dicas a seguir.

Elas podem representar o ponto de partida para desenvolver a sua


inteligência emocional.

1. Crie consciência sobre seu comportamento e


suas reações
A melhor forma de criar consciência sobre si é se auto-observar.

Esse é um exercício que deve ser diário.

Comece elencando os momentos de seu dia a dia que mais mexem


com suas emoções.

A rotina diária para quem tem filhos pode ser desestabilizadora:


frustração, raiva, sentimento de impotência, pouca valorização,
esgotamento, enfim.

Reuniões semanais de equipe também podem causar impactos em


você: sentimento de improdutividade, ciúmes entre membros,
competição, entre outros.

Com essa lista pronta, entenda o que cada situação desperta e como
você se sente antes e depois de cada evento.

É provável que perceba uma tendência a postergar cada vez


mais aquilo que mexe negativamente com suas emoções, mesmo
que sejam tarefas importantes para atingimento de suas metas.

E, paralelamente, irá perceber que costuma realizar mais


rapidamente tudo o que é mais agradável emocionalmente.
26
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Aos poucos, leve essa consciência para situações que fogem de sua
rotina.

Isso é ainda mais desafiador, contudo, fundamental.

Pare, observe e entenda como você reage e se comporta com as


adversidades não rotineiras.

Esse exercício contínuo permitirá que você saia do automático e


compreenda melhor como trabalhar sua inteligência emocional.

2. Domine suas emoções


Existem inúmeras técnicas.

Caberá a você colecioná-las em sua caixa de ferramentas pessoal e


recorrer a elas nos momentos em que necessitar.

Uma forma de sair do automático e entender sua emoção naquele


momento é dar um tempo para respirar profundamente.

Não é à toa que a respiração faz parte de processos de meditação e


de ioga.

Use o inspirar e expirar para se acalmar, voltar ao seu estado


normal, tirar as emoções excessivas, permitindo que você retome
sua capacidade de analisar a situação.

A raiva, por exemplo, é considerada uma emoção que produz


reações físicas.

Ter uma bolinha para apertar nesses momentos pode ajudar a


dominar esse sentimento.

Se tiver a possibilidade de se levantar e sair para dar uma volta pela


empresa, pode ser uma alternativa.

Ao caminhar, você respira, deixa o corpo trabalhar as emoções


físicas e pode, aos poucos, tentar entender seus sentimentos e como
equilibrá-los.
27
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O mindfulness também é uma forma de lidar com suas emoções.

Essa técnica permite que você perceba, por meio da atenção plena,
seu corpo e mente, em situações desafiadoras, permitindo regular
suas emoções, criando um espaço mental.

As técnicas de PNL, já citadas anteriormente, entram novamente


neste tópico, sendo muito úteis para dominar as emoções no dia a
dia.

3. Melhore a comunicação ao seu redor

3.

Muitas vezes, as emoções vêm à tona simplesmente por


interpretações erradas de uma situação.

Aprender a se expressar significa não só falar e gesticular bem, mas


também perceber se seu interlocutor compreendeu o que foi falado.

Diversas equipes vivem em estresse emocional simplesmente


porque a comunicação é truncada.

Uma dica valiosa para melhorar essa habilidade é colocar sentimento


28
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

em sua fala: “Eu me senti desvalorizado quando você optou em


apresentar o meu trabalho na reunião em vez de permitir que eu
mesmo apresentasse.”

4. Treine seu cérebro para pensar em respostas


ao invés de reagir no automático
Quando você é agredido verbalmente por uma pessoa, seu impulso
é rebater na mesma moeda?

Se sim, você está deixando seu inconsciente emocional e


impulsivo tomar conta de suas ações.

Daniel Goleman classifica isso como o cérebro emocional, em


contraposição ao cérebro pensante.

Com treino constante, você deve tentar controlar o impulso do


cérebro emocional para permitir que o pensante entre em cena.

No contexto das empresas, uma dica de ouro é a seguinte: nunca


responda um e-mail que desperte emoções logo após fazer sua
leitura.

Espere alguns minutos, respire profundamente ou vá dar uma volta


(olha a caixinha de ferramentas barrando o cérebro emocional) e só
depois formule uma resposta.

Ao reagir no automático, nos colocamos em uma posição contrária à


inteligência emocional.

5. Conheça suas forças, fraquezas e limites


Ao elencar suas forças, fraquezas e limites pessoais, você avançará
em sua jornada de autoconhecimento.

Suas forças irão ajudar a não só equilibrar suas fraquezas, mas


também a explorar oportunidades.

Reconhecer suas fraquezas permite que você aprenda a pedir ajuda,


29
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

valorize o trabalho dos outros e enxergue como cada um


complementa o outro em uma equipe.

Por fim, os limites vão sinalizar quais são seus pilares e valores
inegociáveis e que devem ser conhecidos e respeitados para evitar
uma dissonância cognitiva.

Lembre-se: respeitar a si próprio é uma das principais formas de


demonstrar inteligência emocional.

6. Exerça a empatia

6.

Como a inteligência emocional se refere ao reconhecimento não só


das nossas emoções, mas também dos outros, desenvolver empatia
é fundamental.

Tentar compreender como o outro se sente e suas emoções


desperta em cada pessoa a vontade de agir melhor.

Ser empático significa olhar menos para seus problemas e olhar para
fora, enxergar quem está ao seu redor, com intuito de poder ajudar
de verdade.
30
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

A empatia, quando bem trabalhada, gera conexão entre as pessoas.

Isso torna os ambientes de trabalho mais produtivos e as relações


pessoais verdadeiras.

7. Torne-se resiliente
Problemas sempre existirão.

Somos humanos e não vivemos em um mundo perfeito.

A boa notícia é que podemos lidar com eles, superar obstáculos e


seguir em frente.

A resiliência irá ajudar a lidar melhor com o estresse e com as


tensões do ambiente de trabalho.

A frase famosa de Bill Gates “é bom comemorar o sucesso, mas é


mais importante prestar atenção às lições do fracasso”, ilustra bem a
questão da importância da resiliência em nosso desenvolvimento
pessoal.

Ao se tornar resiliente, as lições aprendidas em momentos difíceis


irão propiciar que você ganhe musculatura emocional.
31
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

8. Aprenda a lidar com a pressão

8.

Para qualquer cargo a ser exercido, sempre vai existir um nível de


responsabilidade e uma pressão proporcional a ele.

No entanto, profissionais com uma inteligência emocional bem


desenvolvida conseguem lidar melhor com esse estresse.

Um estudo realizado com enfermeiras mostrou uma relação


inversamente proporcional entre a IE e o nível de estresse.

Ou seja, quanto maior for a capacidade de lidar com os sentimentos


e seus efeitos, menor o seu grau de esgotamento físico e mental.
32
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Autoconhecimento e Inteligência
Emocional: entenda a relação entre os
dois
Autoconhecimento e inteligência emocional estão tão intimamente
relacionados que muita gente chega a confundir os dois conceitos.

A verdade é que eles são assuntos complementares.

Para você conseguir gerir melhor suas emoções, é preciso se


conhecer de maneira mais profunda.

Ou seja, o autoconhecimento é um princípio básico para quem


deseja desenvolver a IE.

No entanto, o princípio inverso também vale.

Se você pretender fazer esse exercício de introspecção e viajar pelo


seu íntimo, será necessário se expor, se mostrar vulnerável quanto
aos seus medos, dores, anseios e inseguranças.

Quando expomos essa vulnerabilidade para outras pessoas é que


estabelecemos relações pessoais mais profundas e empáticas.

Empatia e relacionamento interpessoal, como já vimos, são preceitos


fundamentais da inteligência emocional.

Podemos resumir essa relação assim:

A empatia e o relacionamento interpessoal são pilares da inteligência


emocional que, por sua vez, só podem nascer a partir da exposição
de nossas vulnerabilidades, processo que exige um elevado grau de
autoconhecimento.
33
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Conclusão

A inteligência emocional é, sem dúvida, determinante para o sucesso


profissional e pessoal.

No âmbito profissional, essa habilidade permite que você coloque a


sua parte cognitiva para funcionar, estabeleça parcerias, crie
um ambiente de trabalho positivo e uma mentalidade de
crescimento coletivo.

No âmbito pessoal, você terá relacionamentos mais saudáveis, criará


uma atmosfera de segurança emocional entre as pessoas queridas e
educará seus filhos para serem adultos conscientes de si.

E o primeiro passo para ter acesso a tudo isso é entender que ela
pode ser desenvolvida.

É uma jornada intensa, que durará sua vida inteira, mas que, com
certeza, será recompensadora.
34
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Ao se autoconhecer, você terá a possibilidade de viver uma vida mais


leve, sem estresse e com melhores resultados.

Caso tenha gostado do tema e queira se aprofundar, conheça alguns


livros de Daniel Goleman:

o Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que


é ser inteligente
o O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas
o Trabalhando com a Inteligência Emocional.

Vale conferir ainda obras de outros autores:

o Inteligência Emocional: um guia prático – David Walton


o 103 Pílulas de Inteligência Emocional: Um livro para lhe ajudar a
desenvolver inteligência emocional em doses práticas – Clara
Emilie Boeckmann Vieira

REFERÊNCIA

[Link]
1
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

MÓDULO
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Material
Didático
Digital
2
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

UNIDADE

04
3
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

PLANO DE CARREIRA

Qual é o seu plano de carreira? Conseguir aquele emprego


desejado, ser promovido, se tornar um líder, ter seu consultório,
escritório, clínica, negócio próprio… Todos esses são objetivos que
exigem preparo para serem alcançados. O investimento vale a pena.
Quando você organiza seus objetivos, consegue visualizá-los com
mais clareza e se sente mais motivado e comprometido para atingi-
los.
De maneira geral, o plano de carreira também ajuda a definir de
forma realista onde você quer estar profissionalmente em alguns
anos e possibilita que você analise se as suas ações presentes se
conectam com seu objetivo futuro.
Assim, você aumenta suas chances de sucesso e evita
arrependimentos com tempo perdido na realização de atividades
sem significado. Criar um plano de carreira não é algo de outro
mundo.
Nos cinco vídeos a seguir você vai estudar aspectos importantes
para a construção de sua carreira.

Vídeo 1
[Link]
4
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Vídeo 2
[Link]
48NbSacxkW6kHWLkqPU&index=2

Vídeo 3
[Link]

Vídeo 4
[Link]
48NbSacxkW6kHWLkqPU&index=4

Vídeo 5
[Link]
NbSacxkW6kHWLkqPU&index=7

Como fazer um plano de carreira em 7 passos


Basicamente, o plano de carreira deverá ser elaborado para levá-lo
do seu estado atual (como você está hoje profissionalmente)
ao estado desejado (como gostaria de estar dentro de um período
determinado de tempo).
O objetivo pode ser de médio ou longo prazo, adaptado e
remodelado com o passar do tempo.
Para começar, basta ter papel e caneta e seguir os 7 passos
delineados abaixo:

1. Não tenha medo de sair da zona de conforto


Estar aberto a correr riscos e se lançar a novas experiências é
essencial para refletir sobre o que você realmente quer fazer. No
caso de Adam Steltzner, um dos principais engenheiros da NASA,
sair da zona de conforto significou se inscrever, sem muitas
expectativas e apenas pela curiosidade, num curso de astronomia
local.
A escolha mudou sua vida e moldou sua crença de como é possível
encontrar seu norte de uma maneira muito simples: “Se você está
pensando nisso ou se sentindo estagnado, olhe para dentro e veja
de onde vem sua alegria, o que acende sua curiosidade e siga isso.”
5
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Veja algumas perguntas para começar a reflexão:


• O que me faz vivo?
• O que está no meu piloto automático?
• O que levo nos meus bolsos?
• Quem admiro e ainda não conheço pessoalmente?
• Quem sou eu, sem falar de trabalho em nenhuma parte
da resposta?
• Qual o meu propósito?

PROPÓSITO
Antes de seguir pelos estudos deste e-book, preciso que você tenha
assistido aos vídeos disponibilizados na área de vídeo da sala virtual,
sendo:

- Vocação x propósito

- Desista de encontrar seu propósito

- Qual meu propósito de vida

Agora você aprenderá a fazer sua mandala Ikigai, uma ferramenta


capaz de te ajudar a encontrar o trabalho ideal e unir vocação,
propósito e impacto no mundo:

Vídeo 1

[Link]

Vídeo 2

[Link]
6
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Agora que você assistiu aos vídeos, quero que você construa seu
IKIGAI. Link de acesso a uma ferramenta para construção do IKIGAI,
acesse o link abaixo e faça o seu:

[Link]

Parabéns, você acaba de construir sua primeira versão de Propósito!


Reflita sobre seu resultado e continue a aprimorar e viver seu
Propósito.

Agora que você elaborou seu propósito, convido a refletir sobre o


sentido da vida. Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo:
7
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

2. Reflita sobre seu estado atual


Entender o seu estado atual é a análise inicial para o seu plano de
carreira. Para avaliar todos os pontos de sua vida profissional hoje,
seguem algumas reflexões básicas:

• Qual sua ocupação atual?


• Está feliz e satisfeito com ela?
• O que você mais gosta de fazer durante o dia a dia de
trabalho?
• O que menos gosta de fazer durante o dia a dia de
trabalho?

Deixe as ideias fluírem e anote tudo o que vier à sua cabeça. Muitas
vezes, tudo parece confuso dentro da mente, e anotar ajuda a ter
mais clareza. No vídeo abaixo, saiba como fazer seu mapa da
felicidade e entender o que te faz feliz:

[Link]

3. Defina seu estado desejado


Você já parou para pensar quem deseja ser profissionalmente daqui
a dois, cinco ou dez anos? Essa reflexão é importante para alcançar a
felicidade e plenitude nesse setor da sua vida.

Quando você define seu objetivo, é capaz de guiar melhor sua


carreira e aproveitar as oportunidades. Por fim, toma as rédeas da
sua vida profissional e não fica à mercê dos acontecimentos.

4. Valide seu estado desejado


Mas não adianta apenas definir qual é seu estado desejado. Para se
sentir efetivamente motivado e chegar até ele, você precisará
compreender o que está por trás dessa vontade. Algumas questões
podem ajudá-lo nessa reflexão:
8
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

• Por que valerá a pena alcançar tal objetivo?


• Por que isso é importante para você?

As respostas devem estar totalmente alinhadas aos seus valores e ao


que você quer para sua vida. Somente assim será possível manter o
foco durante toda a execução do seu plano de carreira.

5. Trace metas
Agora você já tem seu ponto de largada e o de chegada: só faltam os
degraus que ligarão um ao outro.

Para defini-los, faça o seguinte:

• Identifique a distância que o separa do seu estado


desejado
• Divida essa distância em espaços menores
• Mapeie o que você precisa aprender, adquirir ou mudar
para chegar lá

6. Invista em autoconhecimento e conhecimento de


mercado
Identificar o que precisa aprender, adquirir ou mudar fica muito mais
fácil quando você investe em autoconhecimento. Você já passou por
essa etapa de autoconhecimento nos estudos realizados na “semana
2”. É muito importante descobrir quem você é, quais são seus pontos
fortes e fracos, o que você que faz bem e o que precisa melhorar
para desenvolver as habilidades e competências que permitirão que
seu objetivo seja alcançado.

Também é importante conhecer de fato sua área de interesse e


aquilo que você precisa saber para atuar naquele mercado. Para
tanto, você pode:

• Fazer uma pesquisa aprofundada sobre o setor e


entender quem são as grandes empresas e grandes
9
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

modelos, quais são as tendências, desafios e


oportunidades
• Conversar com profissionais da área que podem lhe
oferecer conselhos úteis e atualizados
• Conectar-se com o meio através de cursos, projetos e
eventos

7. Estipule prazos para cumprir cada meta

Agora que você tem metas, elas devem ser organizadas no plano de
carreira de modo a permitir que você alcance determinado objetivo
em um período bem definido. Isso exige que cada etapa seja
cumprida dentro de um prazo.

Ao estipular tais prazos, você deve considerar realisticamente as


dificuldades e os obstáculos que enfrentará. Uma ótima ferramenta
para ajudá-lo nesse momento é o plano de ação. Abaixo segue
modelo de plano de ação e no link você pode ter acesso a planilha
com esse plano de ação para você preencher.

Link da planilha:
[Link]
vqr9CcZRABpHI9INz1/edit?usp=sharing&ouid=118398174942136730
194&rtpof=true&sd=true

Copie a planilha acima para seu computador e monte seu plano de


ação.

PLANO DE AÇÃO
Nome:
OBJETIVO:
WHAT WHEN WHY HOW WHERE WHO HOW MUCH
O QUE? QUANDO? PORQUE? COMO? ONDE? QUEM? QUANTO?
10
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Ao seguir todos esses passos, você faz do seu plano de carreira um


verdadeiro mapa para chegar ao destino profissional desejado!

Por que fazer um planejamento de carreira


importa?
Depois de ler todos os passos, talvez você esteja se questionando:
mas para que se dar a todo esse trabalho? Na verdade, o momento
é de comemoração: um campo tão aberto para um número tão
grande de pessoas é novidade. Durante muito tempo, a maior parte
das pessoas entrava no mercado de trabalho e se movimentava
simplesmente de acordo com as oportunidades que surgiam.

Suas decisões de carreira não eram pensadas dentro de uma


estratégia individual e elas costumavam seguir um panorama
tradicional que levava à estabilidade: passavam dez, vinte,
cinquenta anos numa mesma empresa, trilhando um caminho
traçado por outros e praticamente inalterável.

De certa forma, os profissionais também eram mais reativos em


relação à carreira: algo externo acontecia e eles reagiam. A intenção
aqui não é denegrir a atitude profissional da geração anterior, que
trabalhou em um contexto socioeconômico muito diferente do
atual, mas sim constatar que existe hoje muito mais espaço para ser
protagonista da própria carreira.

Na mesma medida em que ficou mais competitivo, o mercado


também ficou mais diversificado e dinâ[Link] carreira
atualmente significa escrever sua própria história profissional.
11
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

PORTFÓLIO
Um portfólio pode ser importante para profissionais de diferentes
setores. Entender o que ele é exatamente e como usá-lo é
fundamental. Veja o que você precisa saber sobre o assunto.

• O que é portfólio
• Por que o portfólio é importante
• Como planejar um portfólio
• Plataformas para publicar portfólio

Afinal, o que é um portfólio?


Primeiramente, é preciso dizer que um portfólio não é um currículo.

Ao contrário, o portfólio é mais como a prova concreta da habilidade


de um profissional.

Funciona assim:

Você realiza um projeto na sua área, cria uma apresentação deste


trabalho e o publica em alguma plataforma.

De modo geral, esse é o seu portfólio: uma apresentação de um


projeto seu.

Antigamente, essas apresentações eram dispostas em pastas físicas


e as pessoas as levavam até possíveis interessados. Hoje, porém,
tudo fica público em algum site na internet: os interessados
procuram e te encontram.
12
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Por que o portfólio é importante?


Profissionais de diversas áreas podem montar um portfólio. Ainda
assim, é comum que profissionais criativos percebam com mais
facilidade seus benefícios.

Imagine, por exemplo, um designer.

É muito importante que este profissional tenha um modo de provar


que sabe fazer o seu trabalho.

Em outro ponto, é importante também que ele demonstre suas


afinidades, seu estilo e as técnicas que usa.

Ou seja: uma empresa só poderá contratar um designer se entender


que ele faz bem seu trabalho e através de um bom portfólio.

Nesse sentido, o mesmo também vale para produtores de vídeo,


redatores, artistas, ilustradores, podcasters e outros.

Resultados no portfólio

Além disso, um portfólio pode ser importante para mostrar


resultados. Assim, é possível que o profissional crie uma
apresentação em que mostre ao possível cliente que pode alcançar
objetivos em uma determinada área ou função.

Portanto, portfólios podem evidenciar habilidades técnicas e até


comportamentais dos profissionais.

Como preparar seu portfólio


Na internet, existem diferentes sites e plataformas para se fazer um
portfólio. Você pode montar uma apresentação, listar seus trabalhos
mais importantes e descrever os seus melhores resultados.

No entanto, um passo anterior ainda é necessário: organizar o seu


trabalho. Para isso, os seguintes passos são importantes:
13
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

1. Listar

Primeiro, abra um documento ou pegue um papel e caneta para


escrever. Depois, comece a pensar em tudo que fez até então que
tenha valor e que demonstre as suas habilidades.

Nesta etapa, não se preocupe quanto ao objetivo final nem com os


trabalhos que pretende conseguir. Apenas tente fazer um grande
inventário de tudo que é mais importante na sua carreira.

2. Organizar

Com a lista pronta, é hora de começar a organizar o seu portfólio


com base nos seus objetivos. Agora, o importante é pensar como
cada um dos seus trabalhos ou resultados mais valiosos podem te
ajudar a conseguir um trabalho ou cliente.

Para isso, separe os seus trabalhos em listas diferentes. Pense cada


uma das listas como sendo um tipo de trabalho diferente ou uma
área de diferente na qual você pode se destacar.

Por exemplo, se você é um redator e possui textos com um estilo


mais publicitário, pode querer agrupar esses conteúdos uma lista de
trabalhos voltados para o marketing.

Ou, se você é um produtor de vídeo e já fez vídeos para casamentos


e festas infantis, pode querer agrupar esses trabalhos em uma lista
voltada para coberturas de eventos.

De modo geral, utilize o bom senso e tente se fazer a seguinte


pergunta: este projeto que realizei me ajudaria a conseguir que tipo
de trabalho?

3. Planejar

Na fase de planejamento, você precisar fazer uma pesquisa para


entender onde seus possíveis clientes estão e onde eles vão procurar
por trabalhos como o seu. Assim, o mais importante é relacionar os
tipos de trabalho que você faz com os tipos de clientes que quer ter.
14
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Ou seja: é partir de agora que você vai começar a pensar em quais


plataformas vale mais a pena publicar o seu trabalho.

A seguir, mostramos algumas dessas plataformas.

Plataformas para publicar portfólio


Finalmente, chega a hora de você publicar o seu portfólio. Mas, para
isso, é preciso entender qual plataforma combina mais com o seu
trabalho.

Confira as plataformas que separei e descubra qual te interessa


mais:

1. Behance
O Behance é uma plataforma de portfólio perfeita para designers e
artistas visuais de todos os tipos. Nela, é possível compartilhar peças
inteiras de projetos.

Ao utilizar o site, também é possível seguir conteúdo de outras


pessoas, formando redes, e ver o desempenho do seu trabalho a
partir do número de visualizações.

[Link]

2. Wix
O Wix possui opções gratuitos para profissionais de diversos setores
montarem portfólios. Serve para divulgar trabalhos e também para
ser um canal de serviços. Assim, é possível incluir contatos e outras
informações úteis por lá.

Você pode publicar imagens, textos, cases e diversos tipos de


conteúdos. Há opções gratuitas e pagas do site.
[Link]
11723290294&experiment_id=wix^e^430409250418^&gclid=Cj0KCQjwt-
6LBhDlARIsAIPRQcLGOGvZFenUT2q81An9rCoWBa2BpVePAmjaWYyjAcD5Lu8hk5WhdPEaAjmPEALw_w
cB
15
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

3. Contently
Outra opção bacana, dessa vez para produtores de conteúdo, é o
Contently. Com essa plataforma, é muito simples montar um
portfólio de textos e outras produções escritas.

Como os conteúdos precisam ser linkados, pode servir também para


profissionais que tenham seus trabalhos publicados em alguma
página online ou disponível na nuvem via Google Drive. O site é
gratuito e simples de usar.

[Link]

4. Canva
Outra opção é o Canva, que é uma plataforma de design gráfico que
permite aos usuários criar gráficos de mídia social, apresentações,
infográficos, pôsteres e outros conteúdos visuais. Está disponível
online e em dispositivos móveis e integra milhões de imagens,
fontes, modelos e ilustrações.

[Link]

Networking
Saiba como criar uma boa rede de contatos e interagir com ela

Você já ouviu falar que todo mundo está a apenas seis pessoas de
distância de qualquer outra em um networking que envolve o
mundo inteiro? Não? Bom, existe uma teoria que fala disso. Trata-se
de um estudo de psicologia de 1967, chamado The small world
problem (ou “O problema do mundo pequeno”, em tradução livre).

Basicamente, a hipótese aponta que são necessários, no


máximo, seis laços de amizade ou conexão para que duas pessoas
16
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

quaisquer no mundo se encontrem. Ou seja: é possível que, neste


momento, você precise passar por apenas seis pessoas para
encontrar alguém com Barack Obama, por exemplo, ou qualquer
outra liderança global.

A suposição pode até não ser comprovada, mas o caso é que, de


fato, criar uma rede sólida de contatos pode ajudar – e muito –
durante as nossas carreiras.

Você vai ler:

• Network e networking: significado e para que servem;

• A importância dos relacionamentos;


• Como fazer networking;
• Estratégias de networking para a carreira;
• 10 dicas para manter o networking aquecido;
• Networking para pessoas introvertidas;

Network e networking: significado e para que


servem
Um networking rico e bem alimentado pode aumentar suas
oportunidades de sucesso profissional. Por meio da convivência e do
apoio de pessoas com propósitos e objetivos similares, é
possível melhorar projetos, fazer contatos e criar coisas totalmente
novas. Assim, é importante saber dominar e desenvolver o poder do
bom networking.

Network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work” é


trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos. O
que é networking, então: trata-se de uma rede de pessoas
que trocam informações e conhecimentos entre si, e que pode ser
muito mais poderosa do que você pensa.
17
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Network ou networking?
Ambas as palavras dizem respeito ao mesmo assunto. A diferença é
que network é mais ligada ao significado substantivo de “rede de
contatos”, enquanto networking nomeia a atividade de cultivar essa
rede.

Dois tipos de networking

Outbound networking
Começa pela rede que você já tem, e se expande para fora. É o
famoso ‘me passa aquele seu contato que…’. É eficaz para ampliar a
sua exploração de oportunidades e para encontrar conexões
inesperadas com organizações ou pessoas em sua rede estendida.

Inbound networking
Já o inbound networking tem mais a ver com falar diretamente com
alguém totalmente fora da sua rede de contatos, através de um
evento, uma ligação, um e-mail — ou qualquer outro jeito que a sua
mente conseguir pensar. Tende a ser mais rápido, mas você vai
precisar ter mais criatividade e cara de pau!

A importância e o poder da rede de


relacionamentos – ou, do seu networking…
Já tentou ver qual seria a sua conexão, por exemplo, com o CEO de
alguma empresa? Entre no LinkedIn e faça esse teste… Você pode se
surpreender!

Em um mundo em que o seu currículo ou sua opinião chegam ao


outro lado do mundo com apenas um clique, também é importante
saber se relacionar da maneira certa. E isso significa ir além das
pessoas conhecidas ou mais próximas.

Cada conversa é uma oportunidade para expandir a sua rede de


18
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

relacionamentos. Mas não espere que as oportunidades apareçam,


crie-as. Participe de eventos, meet ups, fóruns de discussão e demais
situações que proporcionam a interação com novas pessoas.

Ainda assim, tome cuidado, porque quantidade não significa


qualidade! Não é porque você tem mais de cinco mil amigos em suas
redes sociais que você está fazendo um networking apropriado.

Contatos sem relacionamento são apenas isso: contatos. Sendo


assim, não significa muita coisa ter o e-mail do presidente de uma
grande companhia se ele sequer vai ler sua mensagem quando
recebê-la.

Como fazer networking da melhor forma e


cultivar uma boa rede de contatos
Por mais potente que essa rede de contatos possa ser, pouca gente
sabe como trabalhá-la da melhor forma possível. Imagine que você
participará de um evento de relacionamento em breve. Como se
preparar? Basta levar um bolo de cartões para distribuir por lá,
certo? Não é bem assim…

O verdadeiro networking está baseado em relações de troca, onde


você não pode pensar apenas no benefícios que ganha, mas também
no que tem a oferecer.

Para entender como fazer um bom networking, confira dicas no


vídeo abaixo:

[Link]

Um networking eficaz não envolve apenas falar, mas também ouvir.


Por isso, você não precisa ser um grande tagarela para conquistar o
outro, basta fazer as perguntas certas e demonstrar interesse
genuíno nas respostas.
19
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Ativando seus contatos


Ao final dos eventos de networking, também não esqueça de ativar
os seus contatos.

Durante o evento, você estará em contato com muitas pessoas em


pouco tempo, podendo não se lembrar de algumas. É comum no dia
seguinte você ter o cartão de alguém e não se lembrar quem é. O
mesmo vale para seus contatos; nem todos possuem grande
memória.

Não adianta se apresentar, conhecer novas pessoas e trocar cartão


sem que depois seja aberto um diálogo fora do evento. Separe os
contatos que você acha interessante e envie um e-mail ou adicione
em alguma rede social. Não foque em quantidade e sim em
relevância. Apenas um bom contato feito no evento e ativado
posteriormente pode ajudar muito seu negócio e carreira.

Deixe sua rede de relacionamento sempre informada

Adriana Lynch, que pertence à rede Líderes Estudar de jovens de alto


impacto, se mudou para os EUA e criou por lá sua própria empresa
de marketing. Uma das coisas mais importantes que precisa fazer é
arregaçar as mangas para encontrar novos clientes e oportunidades,
o que a tornou expert em networking ativo.

“Tenho relacionamentos próximos com quem já trabalhei,


especialmente meus chefes”, disse ela. “Continue atualizando as
pessoas com quem você trabalhou bem e que reconhecem seu
trabalho – elas vão te buscar.”

Para encontrar novos trabalhos, ela usa bastante o LinkedIn de uma


maneira estruturada. Quando viu uma empresa que a interessava e
onde achava que tinha espaço para seus serviços, por exemplo,
seguiu a página por alguns meses e aprendeu mais sobre ela.

Em seguida, “me aproximei falando do trabalho fenomenal que


estavam fazendo, perguntando como poderia ajudar.” Deu certo: a
empresa se impressionou com o conhecimento e gostou
20
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

da abordagem e do portfólio que Adriana trazia. “Já dei muito


conselho de graça – digamos que é uma amostra do produto”,
explicou.

“Não se trata de fazer um network massivo, mas de qualidade. Dedique tempo para
construir relacionamentos, porque ninguém vai comprar um projeto baseado em um
cartão que pegou no evento.”

Estratégias de network para crescer na carreira


Dorie Clark foi repórter, porta-voz de uma campanha presidencial,
diretora executiva de uma ONG e professora de instituições como
Harvard Business School e Wharton School of Business, além de ter
escrito dois best-sellers sobre negócios.

Com tantas guinadas na carreira, ela, que hoje é consultora de


estratégias de marketing e professora da Duke University, precisou
desenvolver alguns estratagemas para manter seus conhecidos
sempre a par do que está fazendo.

Seu segredo para uma carreira de sucesso é justamente esse:


manter os outros constantemente atualizados, sem assumir que eles
sabem onde ela está.

“Temos que garantir que os outros estejam conscientes do que estamos fazendo e para
onde estamos indo para que possam nos conectar com as oportunidades
certas”, escreveu.”

A boa notícia é que as estratégias que ela traçou são simples de


entender – e de seguir. Confira!

1. Tenha uma resposta pronta (e boa) para a pergunta:


“O que você está fazendo atualmente?”
Se alguém perguntar o que você anda fazendo, não dê respostas
vagas. É melhor ter uma anedota pronta sobre seu trabalho atual
21
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

para que a pessoa entenda o que é exatamente e como sua carreira


avançou.

2. Tenha um companheiro de networking


Identifique um colega parecido com você e sejam “colegas
de networking“. O que isso significa? Já que muitos se sentem
envergonhados com autopromoção, a outra pessoa a fará por você e
vice-versa. “Isso tira a pressão de você, mas assegura que outros
ouvirão sobre suas conquistas”, escreve Clark.

3. Crie conteúdo
Não é qualquer conteúdo, mas aquele relacionado ao seu campo de
trabalho atual. Pouco a pouco, conforme você compartilha suas
ideias publicamente (no LinkedIn, por exemplo), as pessoas poderão
entender sozinhas quão bem você domina o assunto e aumentar o
respeito pelo seu trabalho.

10 dicas para manter seu network aquecido


1. Participar de eventos, congressos e reuniões (online e presenciais)
que estejam inseridos no seu campo de atuação ou que sua rede de
contatos participará.

2. Trocar contatos durante eventos em que comparecer (o famoso


cartão de visitas ainda é importante).

3. Seja uma pessoa presente e participativa tanto de eventos como


mesmo conversas. Ou seja, não apenas esteja lá, mostre que de fato
você está inserido naquele contexto de maneira ativa.

4. Divulgar seus projetos e ideias nas redes sociais (e esteja aberto


para diferentes opiniões).
22
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

5. Exponha seus objetivos com os contatos mais próximos, pois eles


poderão lembrar de você quando uma oportunidade de acordo
surgir.

6. Aproximar pessoas com mesmos interesses (um simples e-mail


com destinatários copiados pode ser útil).

7. Curtir e comentar posts de pessoas não tão próximas (isso as


lembrará que você tem interesse nos projetos delas).

8. Seja colaborativo e solicito quando pessoas da sua rede


precisarem de apoio (pois a troca deve ser de ambas as partes).

9. Evite criticar ou falar mal diretamente de outras pessoas ou


empresas (críticas construtivas são bem-vindas, mas é preciso ter
atenção ao tom usado).

10. Manter seus perfis atualizados nas redes sociais.

Veja o vídeo abaixo com dicas sobre o Linkedin:

[Link]

Amplie seu networking – sua rede de


relacionamento
• Diga sim aos convites, mesmo que você não saiba
exatamente como irá aproveitar o evento. Seja uma
palestra, reunião ou simples conversa no happy hour.
• Se você quer algo, comunique, divulgue a todos que você
conhece e encontre. Fale sobre seus planos com
entusiasmo e peça por feedbacks.
• Esteja presente e com frequência. Não seja o tipo de
pessoa que só aparece quando precisa de alguma coisa.
23
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Seja alguém que as pessoas vão lembrar quando


surgirem oportunidades.
• Respeite os seus concorrentes. Não fale mal deles (eles
são grandes observadores) e lembre-se: esse mundo dá
voltas – você pode precisar de um deles em breve.
• Anote os contatos de pessoas que conhecer e procure se
comunicar com elas com certa frequência (não apenas
quando precisar).
• Abasteça suas redes sociais (principalmente Facebook e
LinkedIn). Do contrário, vai ser mais difícil ser lembrado.

Dicas para fazer networking sendo tímido ou


introvertido
• Escolha bem com quem quer conversar para evitar
problemas.
• Peça que conhecidos lhe apresentem ao contato, pois
isso alivia a pressão.
• Faça contatos iniciais online.
• Chegue mais cedo: quando não há tanta gente ainda, é
menos intimidante abordar alguém!
• Durante o networking, pense nas perguntas certas para
cada pessoa que você quer conhecer antes da hora –
assim, você não precisa gastar tempo falando de
amenidades.

O que significa a palavra networking?


Por fim, network é um termo que vem do inglês (“net” é rede e “work”
é trabalho) e significa rede de relacionamentos ou rede de contatos.
Networking trata-se da atividade de alimentar uma rede de pessoas
que trocam informações e conhecimentos entre si.
24
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Currículo

A função do currículo (ou curriculum vitae)


Antes de montar um currículo, é bom a gente entender o objetivo
principal desse documento. Aliás, ele é um reflexo de quem você é
como profissional e deve mostrar de um resumo do que você fez, o
que aprendeu e o que sabe fazer.

O curriculum vitae serve para colocar seu pé na porta e garantir uma


entrevista de emprego, onde você vai ter a chance de expor melhor
quem você é e falar sobre tudo que ficou de fora.

Antes disso, no entanto, as empresas vão tentar saber se você é a


pessoa certa ou não para a vaga com base no seu currículo, ou seja,
é aí que o especialista decide se você avança ou não no processo
seletivo.

Qual o modelo de currículo para o início de


carreira?
Início de carreira é quase sempre aquela história: os jovens não
conseguem um emprego porque não tem experiência profissional.
Mas como conseguir a tal experiência se ninguém dá a primeira
chance?

Para muitos, o paradoxo do primeiro emprego é um beco sem saída.


E aí, quando não enxergam nenhuma alternativa ou solução para
vencer esse impasse, acabam perdendo a motivação e deixando a
busca de lado.

E aí? O que fazer? Não pôr nada? Deixar em branco?


25
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Calma. Tem jeito!

A solução é simples: pense em tudo que você já fez e o que ajudou a


fazer e enriquecer sua trajetória profissional, mesmo que não tenha
sido um emprego formal ou que pagasse algum dinheiro. Com
certeza, você passou por muitas coisas que exigiram dedicação e o
ajudaram a desenvolver novos conhecimentos e habilidades.

Assista ao vídeo abaixo

[Link]
uri=https%3A%2F%[Link]%2F&source_ve_path=Mjg2
NjY&feature=emb_logo

Complementando abaixo uma lista de opções para impulsionar


o início da sua vida no mercado de trabalho.

#1 Você pode ser o seu maior case


Se ninguém parece estar disposto a te dar uma oportunidade, por
que você não a cria?

Você pode tocar aquele projeto pessoal que sempre teve vontade de
levar para frente, usando-o como uma forma de desenvolver as suas
habilidades e ganhar vivência prática. Na hora de conversar com um
recrutador, você vai ter exemplos para falar sobre o seu perfil e
resultados para mostrar.

Também existe a possibilidade de você prestar o seu serviço para


outras pessoas. Existem plataformas online, como a [Link],
a Freelancer, a GetNinjas, a 99freelas e a Workana, que conectam
empreendedores e profissionais autônomos, oferecendo um
ambiente online no qual as partes podem trabalhar juntas.
26
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

#2 Busque por trabalhos voluntários


Além de enriquecer o currículo, os trabalhos voluntários são uma
ótima alternativa para você entender a dinâmica do mercado e
colocar em prática o que aprendeu na faculdade.

Organizações internacionais como o Enactus, rede que fomenta


projetos com foco no empreendedorismo social e a AIESEC, que tem
como objetivo desenvolver a liderança de seus membros por meio
de experiências de gestão e intercâmbio, são uma ótima porta de
entrada para jovens recém-graduados.

Além de ganhar a experiência prática que vai facilitar a posterior


entrada no mercado de trabalho, é possível construir
um networking sólido que pode ser muito estratégico para conseguir
um emprego por meio de indicações, por exemplo.

Outra opção é procurar por ONGs (Organizações Não


Governamentais) em sua cidade que precisem de profissionais na
área em que quer atuar. Se durante a busca, você encontrar uma
causa com a qual se identifique, é ainda melhor para manter a sua
motivação em alta.

Além das ONGs, existem outras possibilidades dentro do terceiro


setor, como entidades filantrópicas e diferentes organizações sem
fins lucrativos, como os clubes e os condomínios.

#3 Capacite-se sempre que tiver oportunidade


Participe de eventos na sua área e faça o máximo de cursos que
puder. Entenda qual foi a contribuição de cada um para torná-lo um
profissional melhor e aproveite esses momentos para fortalecer a
sua rede de contatos.

Durante os processos seletivos, saber apontar como


determinado curso auxiliou a sua formação e dar exemplos de como
27
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

a teoria pode ser aplicada na prática ou no contexto da empresa faz


com que os recrutadores valorizem mais o candidato.

Lembre-se que existem muitos cursos online que são gratuitos e


possuem um conteúdo excelente. Para se capacitar, você só precisa
de proatividade e disciplina!

#4 Viaje
Se for possível, aproveite o fato de que você ainda não ingressou no
mercado de trabalho para ganhar experiência internacional. Esse é o
melhor momento para conseguir passar um tempo fora do Brasil
sem ter em mente as preocupações que irão surgir quando você
estiver trabalhando, inevitavelmente.

Você pode fazer um intercâmbio profissional na sua área de atuação


ou um trabalho voluntário. É a oportunidade perfeita para aprender
ou praticar um outro idioma e ainda desenvolver competências
muito requisitadas no mercado, como a adaptabilidade, a visão
global e a inteligência emocional.

Como fazer um bom currículo? Veja a estrutura


ideal!
É tentador inovar no formato de um currículo, mas a não ser que seja
essa sua linha de trabalho (algo como design, artes, etc.), melhor se
ater ao básico. O estilo ideal ainda é papel branco, margens fixas e
fontes tradicionais na cor preta e em tamanho legível.

Para facilitar a leitura, use um espaçamento consistente e


experimente com itálicos, sublinhados, e negritos para destaque.
Conclua exportando o documento no formato PDF, para não perder a
formatação.
28
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Parte #1: Objetivo


Logo após seus contatos pessoais, descreva seu objetivo em uma ou
duas frases. Deve ser algo curto, simples e refletir brevemente sua
expertise, como se fosse um ‘pitch de elevador’. Essa frase inicial
pode ser customizada de acordo com cada candidatura e deve aliar
claramente sua experiência com as necessidades da vaga.

Destaco a importância de não listar suas próprias habilidades aqui,


como “administrador com boas relações interpessoais”. É comum,
mas errado. “Não cabe a você se autoavaliar porque quem vai fazer
isso é seu entrevistador”, resume.

É algo que salta aos olhos, já que um bom currículo é aquele que
foca em ações e resultados. Portanto, elimine o polêmico campo
‘Habilidades’ do seu arquivo e guarde essas informações para um
encontro em pessoa.

Parte #2: Experiência


Em seguida, é hora de preencher o campo mais temeroso para alguns.
A ordem cronológica deve ser inversa, do posto atual ou mais recente
ao mais antigo. Se estiver na mesma função há vários anos, invista em
mais espaço para mostrar como cresceu por lá.

O que colocar como experiência é uma dúvida recorrente,


especialmente entre os mais jovens com pouca ou nenhuma atuação
no mercado. “É importante mostrar que você foi à luta, que cresceu e
que absorveu coisas novas”, lembrando novamente que aqui cabem
diversos tipos de atividades, como estágio de férias ou voluntariado.
“O que vai ali é o que te enriqueceu como profissional.”

Quem dispuser de números e dados que quantifiquem resultados,


como ‘número de visitantes cresceu 50%’ ou ‘o portfólio de clientes
dobrou’, deve fazê-lo. Isso porque é mais importante descrever suas
conquistas que suas responsabilidades. Como você fez a diferença?
Que metas atingiu? Que projetos criou ou implementou?
29
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Também é preciso otimizar suas chances. Como a maioria das


candidaturas e pesquisas por parte dos recrutadores são feitas online,
ter um currículo alinhado com as palavras-chave do momento é
fundamental.

Um bom recurso é a página de competências mais buscadas no


Linkedin, em que é possível pesquisar termos populares dentro de
sua própria profissão.

[Link]
uri=https%3A%2F%[Link]%2F&source_ve_path=Mjg2
NjY&feature=emb_logo

Parte #3: Formação


Neste campo ficam todas as informações educacionais e diplomas,
como escolas, universidades e outros cursos acadêmicos, como
especializações, extensões e intercâmbios. Seja sucinto e inclua nome
da instituição, tipo de diploma, curso, cidade e ano de conclusão.

É aqui também que ficam as informações sobre outros idiomas. “Por


favor, coloque os níveis corretamente e não diga que é fluente se não
for”, devido haver exageros com frequência.

“A pior coisa que você pode fazer é mentir no seu currículo, então prefira ser comedido
para na hora poder se explicar.”

Parte #4: Referências


Encerre o CV com uma lista de três referências, com nome, cargo,
telefone e e-mail de cada uma. Se a relação entre vocês não estiver
clara, será possível fazer a ponte numa futura entrevista.

Sobre a inclusão de links de portfólio ou envio de trabalhos para


avaliação, vale o bom senso. “É preciso olhar para sua área e para
onde você está se candidatando”, fala a especialista.
30
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Erros mais comuns no currículo

1. Incluir uma foto sua ou outros dados desnecessários


“A não ser que você trabalhe como modelo, ter sua foto ou gênero no
currículo é totalmente desnecessário”. Também são desnecessários
dados em excesso, como RG e CPF, e endereços de e-
mail pouco profissionais: tenha um com seu nome ou palavra
neutras, sem adjetivos, apelidos ou diminutivos.

2. Erros de digitação e/ou gramática


Em seguida, é preciso ler e reler o arquivo em busca de erros de
digitação e português, que dão grande desgosto aos recrutadores e
praticamente garantem que o currículo vá parar no fim da fila.

3. Esquecer de incluir alguma coisa


É uma boa ideia enviar o CV para olhos frescos de amigos, mentores
e colegas mais experientes antes de usá-lo profissionalmente. Peça
feedback tanto ortográfico quanto crítico e faça perguntas para
preencher as lacunas. Seu currículo chama atenção positiva ou
negativamente? Há algo que você fez que não esteja lá e deva estar
(ou vice-versa)? Está legível ou confuso?

4. Omitir informações
Outro erro comum é a omissão de informações que o candidato
considera desfavorável, como tempo de permanência curto. Como a
experiência foi suficientemente relevante para garantir um lugar no
currículo, não tem problema colocar ali que durou pouco. Esforce-se
na descrição para demonstrar o que foi conquistado ali e, caso a
duração vire assunto na entrevista, esteja pronto para responder o
que aconteceu.
31
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

A mesma lógica se aplica a pessoas que têm hiatos longos, às vezes


de anos, entre uma experiência profissional e outra. Ninguém fica
quatro anos sem fazer coisa alguma – e o buraco chama a atenção
de quem está lendo.

Assista ao vídeo

[Link]

Preste atenção nas redes sociais!!!


Existem pessoas totalmente desligadas das redes sociais e, se você for
uma delas, pode pular essa informação. Caso contrário, é hora de
refletir sobre sua presença online.

Perfis em redes pessoais como Facebook, Twitter e Instagram


associados ao seu nome são parte da triagem profissional
com frequência cada vez maior, então é preciso estar atento às
mensagens que transmitem.

Isso não significa que não é mais possível se expressar livremente, mas que o bom senso
é vital quando se trata de quem pode ver o quê.

Se o candidato está em plena busca por emprego, enviando


currículos e participando de processos seletivos, é uma boa
ideia deixar perfis no modo privado ou ajustar as configurações de
privacidade.

Laszlo Bock, do Google, oferece um teste bastante útil em tempos de


exposição múltipla. “Se você não quer ver algo ligado ao seu nome
na página principal do ‘The New York Times’, não coloque no
currículo”, escreveu ele.

Opiniões fortes, notícias falsas, informações confidenciais de outras


empresas, fotos não profissionais. Tudo isso pode influenciar um
avaliador.
32
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O exemplo é extremo, mas instrutivo. Pense em seus perfis como


uma extensão audiovisual do seu currículo: se houver alguma coisa
ali que você não quer ver ou comentar durante uma entrevista de
emprego, apenas não deixe visível para qualquer um.

Por fim, alinhe seu currículo novo com a versão online do LinkedIn,
que deve estar sempre atualizada e profissional.

“Ali, é possível ir além do currículo, integrar grupos de discussão e


pesquisar empresas pelas quais você se interessa”. É uma forma de
se comunicar com o mercado que envolve pensar estrategicamente.

14 ferramentas para você encontrar a vaga de


emprego dos sonhos

Em busca por uma oportunidade no mercado de trabalho? Há


diversos sites e plataformas que te ajudam a realizar este objetivo.
Desde redes sociais a sites onde você se candidata por vídeo currículo.
Opções não faltam com vagas de estágio e trainee aguardando por
alguém com seu perfil. O melhor de tudo é que você pode se cadastrar
gratuitamente e on-line. Confira:

1) Jooble

O Jooble, junção da palavra “job” emprego, em inglês com Google, a


página se define como “um site onde você pode encontrar empregos
pelo mundo inteiro”. Ele é um buscador de vagas de emprego. Nele é
possível procurar vagas digitando apenas “O quê” e “Onde” ou
escolhendo através de alguns filtros. A vagas podem ser encontradas
por ramo de atuação, profissão e cargo. As oportunidades duplicadas
aparecem em um único anúncio. Há diversas opções para estágio e
menor aprendiz. Vale acessar!
33
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

2) Grupo Cia de Talentos

Com 29 anos de experiência no mercado de recrutamento e seleção


de talentos no Brasil e outros países da América Latina o Grupo Cia de
Talentos conta com duas frentes: Cia de Talentos para quem está
começando a carreira e Cia de Experts para que já é um profissional
com experiência de mercado.

3) LinkedIn

A maior rede social profissional do mundo é mais do que um local


onde profissionais fazem networking. Através de filtros headhunters
buscam profissionais para as vagas que têm em aberto. Portanto para
quem está buscando uma colocação no mercado é imprescindível ter
um perfil no LinkedIn 100% preenchido e atualizado para que seu
“currículo on-line” seja encontrado. Ao clicar em “vagas” é possível
encontrar oportunidades relacionadas às informações
cadastradas. Além disso, há também o aplicativo LinkedIn Jobs onde é
possível buscar vagas.

4) Talentix

Neste site a proposta é que o candidato inscreva-se gratuitamente


enviando um vídeo currículo de até 2 minutos falando sobre seu
talento. Ele deve ter um roteiro de entrevista padrão ou sugerido pela
empresa contratante. Esta pré-entrevista fica disponível na
plataforma por 18 meses para que empresas, com vagas em
aberto, possam avaliar o candidato pelo vídeo, assim todo processo
de recrutamento é feito on-line.

5) WallJobs

Totalmente gratuita esta plataforma conta principalmente com vagas


de estágio e trainee, além de freelas e empregos efetivos. A startup foi
34
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

criada por um estudante, Henrique Calandro que na época cursava


Administração na faculdade, para estudantes.

O site vem crescendo cada vez mais e já colaborou para que mais de
5 mil estudantes ingressassem no mercado de trabalho. Seu intuito
é aproximar grandes empresas dos candidatos facilitando a
contratação destes profissionais.

6) CIEE

O Centro de Integração Empresa Escola é focado em vagas para


estagiários e aprendizes em todo Brasil. A instituição filantrópica que
tem mais de 50 anos ajuda os estudantes de nível médio, técnico e
superior a encontrarem a tão sonhada oportunidade de ingressar no
mercado de trabalho e começar sua carreira profissional.

7) Reachr

A Reachr criou um novo modelo para facilitar que empresas


encontrem profissionais de maneira otimizada. Ela desenvolveu um
software para fazer o recrutamento digital e checar afinidades entre
candidatos e empregadores. Funciona como se fosse o Tinder do
emprego. O cadastro para candidatos é gratuito e grandes empresas
já estão buscando profissionais por lá.

8) NUBE

O site focado em inserir jovens profissionais no mercado de trabalho


oferece vagas para aprendizes e estagiários. São mais de 7,5 mil
empresas clientes e mais de 14 mil instituições de ensino de todo o
Brasil conveniadas. Além disso, o site oferece cursos, testes e vídeos
para contribuir que os candidatos se preparem para começar sua
carreira profissional.
35
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

9) Cubo Digital

Já pensou em trabalhar numa startup? O espaço de incentivo ao


empreendedorismo do Itaú, o Cubo, saiu do off-line e ganhou
presença on-line através do Cubo Digital. A plataforma reúne
ferramentas de comunicação, agenda de eventos para
empreendedores, vagas de emprego em startups e muito mais.

10) 99 Jobs

O site desenvolveu uma tecnologia que identifica até 99% de


compatibilidade entre os valores profissionais do candidato e
organizações contratantes. Daí o nome 99 jobs, por conta desses 99%
de identificação que pode ser encontrado.

O candidato cria um login ou conecta-se com sua conta do Facebook


e responde a um teste que vai avaliar sobre seus valores no trabalho.
Depois responde a 34 perguntas sobre assuntos variados que vão
traçar o perfil do candidato. Ao final serão apresentadas vagas e
empresas que tenham afinidade com o perfil.

11) d’hire

Na plataforma colaborativa ao cadastrar um perfil ele pode ser usado


com três finalidades: contratar, ser contratado ou trabalhar como
recrutador. Os processos seletivos são realizados on-line. Os
candidatos podem se cadastrar gratuitamente e se forem contratados
receberão 5% da taxa paga pelo contratante.

12) InfoJobs

Ele se denomina o “o site de empregos mais utilizado do Brasil”. Os


candidatos podem se cadastrar gratuitamente e concorrer a uma das
mais de 175 mil vagas de empregos em todo país. Há oportunidades
para todos os níveis de hierarquia e em diversos setores. Para quem
36
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

está buscando aprimorar seus conhecimentos, ao clicar em “Cursos”


o candidato insere seu CEP e então é direcionado a diversos cursos
oferecidos em sua região.

13) [Link]

No site que conta com mais de 3 mil empresas clientes contratantes,


o candidato pode se cadastrar gratuitamente. São oferecidas vagas
para programas de estágio e trainee, empregos temporários, vagas
para pessoas com deficiência e outras oportunidades. Os candidatos
recebem alerta de vagas por e-mail e outras informações que vão
ajudá-lo a ingressar no mercado de trabalho.

14) Indeed

Com design clean o site tem dois campos: “o quê” e “onde”, o


candidato digita a vaga que procura e em que estado. Assim ele é
direcionado para as oportunidades oferecidas em sites de empregos,
empresas, agências de recrutamento e jornais. Segundo o site, mais
de 21 mil vagas foram cadastradas na última semana. O candidato
pode cadastrar seu currículo gratuitamente para se candidatar às
vagas encontradas.
37
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Entrevista
Saiba como se comportar em uma entrevista de
emprego

Saber como se comportar em uma entrevista de emprego pode


fazer toda a diferença para quem sonha em conseguir a
oportunidade de trabalho dos sonhos. Mesmo que não exista
uma fórmula mágica para isso, ter conhecimento sobre como agir
nesse momento pode te ajudar a se destacar entre os candidatos.

Então, se você está em busca do primeiro emprego (ou mesmo quer


trocar de cargo ou empresa) e quer saber como se preparar para uma
entrevista, o primeiro passo é reservar um tempo para pensar nas
perguntas mais comuns que podem ser feitas neste momento e nas
suas respostas também. Pensar no que dizer pode ajudar a eliminar
muito do estresse antes do grande dia.

Como se preparar para uma entrevista?


Imagine a seguinte situação: uma empresa que você admira muito
está com uma oportunidade de trabalho que você se identificou
muito. Os testes iniciais são realizados, mas as próximas etapas são
uma entrevista com o RH e outra com o gestor da área. Como você se
sentiria?

Buscar uma recolocação no mercado ou mesmo um novo emprego,


não é uma tarefa fácil! Por isso é tão importante estar bem-
preparado(a) para o dia da entrevista, especialmente se for para uma
vaga de grande concorrência.

O primeiro passo, e o mais indicado, é pesquisar sobre o atual


momento da empresa. As organizações dão preferência em contratar
pessoas com valores semelhantes aos seus e que saibam por que a
empresa existe e seu momento atual. Por isso, vale ter uma visão clara
dos objetivos e planos futuros para potencializar suas chances de ser
um(a) candidato(a) promissor.
38
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

O que pesquisar sobre a empresa que você quer trabalhar?

Abaixo algumas sugestões:

• Saúde financeira - Além de consultar o site da empresa, fazer


uma pesquisa no Google também pode ser muito útil para
descobrir qual é a sua posição no mercado.
• Cultura - Consulte as redes sociais da empresa e verifique as
avaliações do Google em comentários dos atuais e antigos
colaboradores.
• Concorrentes - Descubra quem são os principais concorrentes
da empresa e busque sites de organizações do mesmo setor.
• Equipe executiva - Navegue pelo site da empresa para
pesquisar a hierarquia da organização e descobrir quem são
seus executivos.

Depois da etapa de preparo, o próximo passo é fazer a entrevista de


emprego em si. O fato de você receber uma oferta de emprego
depende grande parte de como você se sai durante a entrevista.
Portanto, é fundamental causar uma ótima primeira impressão.

7 Dicas de comportamentos que podem te ajudar em uma


entrevista de emprego. Chegou a hora de apresentar o seu
melhor! Por isso, treine quantas vezes forem necessárias
até que você se sinta confortável em conversar com o time
de recrutamento, combinado?!
1. Realce os seus pontos positivos
Quem já passou por uma entrevista de emprego sabe que uma das
perguntas que pode surgir durante o processo é “Qual é a sua maior
qualidade?”. E aqui está uma ótima oportunidade para destacar o que
torna você único(a).

No entanto, não se preocupe em criar uma lista de adjetivos. Em vez


disso, escolha uma ou algumas qualidades específicas (dependendo
39
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

da pergunta) que sejam relevantes para essa posição e coloque-as


com exemplos.

Ou seja, ao invés de contar que você é uma pessoa colaborativa, mude


o seu discurso dizendo que sua principal função é criar processos que
otimizam o tempo dos colegas de trabalho para que as entregas sejam
feitas dentro do prazo. Lembre-se daquela famosa frase: não é o que
você diz, mas como você fala.

2. Como falar sobre os pontos negativos


Que ninguém é perfeito, isso todo mundo já sabe. Porém, quando o
seu comportamento em uma entrevista de emprego está sendo
avaliado, é melhor escolher as frases com mais cautela.

Da mesma forma que os pontos positivos precisam ser demonstrados


com ações ao invés de adjetivos, o mesmo deve ser feito para falar
sobre os defeitos. O que seu entrevistador está realmente tentando
fazer com essa pergunta é avaliar sua autoconsciência e honestidade.

Por exemplo, se você é uma pessoa que não consegue desempenhar


sua função em um ambiente agitado e prefere o home office, não
precisa dizer que odeia o barulho. Em vez disso, pode ressaltar que,
para manter o nível de concentração e dedicação às tarefas, prefere
trabalhar de casa para garantir a entrega das atividades no dia e sem
interrupções.

Uma dica, também, é ressaltar algum atributo que você já esteja se


esforçando para melhorar.

3. Cordialidade
Se tem uma coisa que todo mundo gosta e admira é educação e
cordialidade. No dia da sua entrevista, seja educado(a) e cumprimente
todos que encontrar. Isso inclui não apenas a pessoa entrevistadora,
mas também qualquer outra.

Sorria, faça contato visual e tenha um aperto de mão firme. Ser


simpático(a) e sociável em todos os momentos aumentará muito suas
chances de se sair bem na entrevista.
40
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Durante a pandemia da Covid-19, muitas pessoas passaram a fazer


entrevistas por meio de videochamadas. Mesmo à distância você pode
ser caloroso(a) e cumprimentar a todas e todos na sala - além, claro,
de agradecer a oportunidade de fazer parte do processo seletivo. É
hora de contar pontos a seu favor!

4. Mantenha a atenção durante a entrevista


A partir do momento em que você estiver dentro da sala de entrevista
(seja ela física ou online), o seu foco deve estar direcionado para as
pessoas que estão com você naquele instante.

Portanto, deixe preocupações, problemas e outros pensamentos que


podem te distrair do lado de fora. Assim você estará apto(a) a prestar
mais atenção no que está sendo dito.

Manter o nível de concentração ajuda não só a observar e melhorar a


sua entrega, como também enxergar em você como está o tom de voz,
se a sua postura está correta, se a comunicação está clara, entre
outros.

5. Seja pontual
Chegar atrasado para uma entrevista de emprego é algo bem
negativo. Isso pode deixar uma má impressão em seus
entrevistadores.

Procure chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência. Isso


também lhe dará tempo para observar o ambiente do escritório e
garantir que todos os seus documentos estejam prontos e
organizados.

Claro, existem exceções – afinal, todo mundo está sujeito a


imprevistos. Se notar que isso vai acontecer, entre em contato com o
recrutador, explique o motivo do atraso e peça desculpas.

6. Concentre-se na linguagem corporal


Você sabia que o corpo fala em silêncio? Ter uma linguagem corporal
pobre é uma prática muito ruim, especialmente quando se trata de
entrevistas. Pode ser uma distração para os entrevistadores ou até
mesmo um motivo para não contratar.
41
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Evite maus hábitos, como se curvar, se mexer e mascar chiclete, fumar


antes da entrevista, ficar olhando para outros pontos que causam
desatenção.

As práticas que você deve adotar são: abertura, boa postura, ouvir
ativamente, acenar com a cabeça e fazer contato visual. Muitos
estudos também indicam que inclinar-se ligeiramente para a frente
ajuda a demonstrar mais interesse; e manter os braços descruzados
ajudar a parecer acessível.

7. Questione
A entrevista também é uma oportunidade para você entender o que
o trabalho exige. Portanto, certifique-se de esclarecer o que é
esperado de você. Mesmo que a empresa tenha vários
questionamentos, você também precisa fazer suas perguntas, que
ajudarão a saber se esse match combina ou não.

Faça isso mesmo que o(a) entrevistador(a) tenha sido minucioso em


suas descrições – alguns empregadores podem julgar o interesse de
um candidato em um emprego pelo fato de ele fazer ou não
perguntas. Suas perguntas devem ser perspicazes e relevantes dentro
do processo seletivo.

O que falar sobre você durante a entrevista?


Como você falaria sobre si em cerca de um minuto ou uma hora?

Esta pergunta parece simples. Muitas pessoas não se preparam para


isso, mas ela é crucial. O negócio é o seguinte: não dê seu histórico de
emprego (ou pessoal) completo.

Em vez disso, faça um pitch – um discurso breve que seja conciso,


convincente e que mostre exatamente por que você é a pessoa certa
para o trabalho.

Fale um pouco sobre sua função atual (incluindo o escopo e talvez


uma grande conquista). Depois, dê algumas informações sobre como
você chegou lá e as experiências que você possui que sejam
relevantes para o cargo. Por fim, explique por que você quer – e seria
perfeito(a) para – essa posição.
42
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Agora, você também irá destacar o seu currículo e as atividades que já


fez antes. Em vez de enquadrar sua resposta em torno de quais
qualidades e habilidades o tornam melhor para o cargo, sua resposta
deve agrupar suas qualificações por seus empregos anteriores e
contar sua história de carreira.

Você pode optar por contar essa história cronologicamente,


especialmente se houver uma grande história sobre o que o colocou
nesse caminho e uma reviravolta na sua carreira.

O que vestir para entrevista?


Encontrar as roupas certas para uma entrevista pode ser tão
desafiador quanto a própria entrevista. Porém, todos nós sabemos
que as primeiras impressões geralmente são as que ficam.

Usar roupas que ficam bem em você e se encaixam no estilo da


empresa entrevistadora pode fazer toda a diferença na hora de
conseguir o tão sonhado emprego.

As estatísticas mostram que 55% das primeiras impressões são


determinadas pela maneira como você se veste e passa pela porta em
uma entrevista de emprego; enquanto 65% dos gerentes de
contratação dizem que as roupas podem ser o fator decisivo entre
dois candidatos semelhantes.

Pesquisar e entender a cultura da empresa imediatamente capta a


atenção do entrevistador. Por isso, é importante se vestir bem para a
função. Se houver imagens das pessoas que trabalham na empresa,
isso ajudará a definir se você deve optar por um look mais casual,
formal ou executivo.

Dicas para homens se vestirem para uma entrevista de emprego


Não importa para que tipo de trabalho você está se candidatando: é
importante ter uma aparência arrumada. Também não há problema
em mostrar um pouco de personalidade – mas é uma boa ideia evitar
escolhas de roupas muito chamativas, como gravatas com
personagens.
43
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Para um ambiente mais formal, você pode dar preferência por um


terno ou estilo “sport chic”, com as seguintes combinações:

• Use um terno de duas peças em cores escuras.


• Camisas brancas ou de cores claras são boas opções.
• Use sapatos escuros, sem arranhões ou manchas.
• Use meias combinando.
• Evite usar um perfume forte.
• Leve seu currículo e documentos em uma pasta, mochila ou
tenha uma versão digitalizada.

Já ambientes mais casuais, você pode apostar em combinações mais


descontraídas e sem a etiqueta completa de um visual mais formal.

Dicas para mulheres se vestirem para uma entrevista de emprego


É sempre uma boa ideia ter algumas roupas de entrevista prontas
para usar. Dessa forma, você não terá que correr no último minuto
para encontrar uma roupa adequada. O mais importante é que você
passe uma imagem profissional.

Você pode criar inúmeras combinações de estilo que permitam ser


usadas dentro do ambiente em que a oportunidade está inserida.
Algumas sugestões são:

• Usar um blazer azul-marinho para opções infinitas;


• Experimentar camisas de botão;
• Procurar blusas com detalhes interessantes;
• Apostar no clássico, com um vestido preto e meia-calça;
• Combinar um suéter e uma calça social preta;
44
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

Obviamente, agora que você sabe como agir em uma entrevista de


emprego, também tem ideia do que evitar usar para a entrevista,
como roupas muito decotadas, camisas muito chamativas,
maquiagem pesada, roupas muito curtas, entre outros.

13 dicas de como se preparar para uma entrevista de


emprego

O comportamento é um dos itens analisados durante uma entrevista


de emprego e tem papel fundamental para decidir se a pessoa vai
conseguir a vaga ou não. A postura, o tom de voz, a oratória, a
pontualidade e muitos outros são fatores decisivos que serão
observados.

Por esse motivo, é muito importante saber como se portar e agir em


uma entrevista de emprego. Isto porque a ocasião pede alguns
cuidados específicos para garantir o sucesso. Para te ajudar,
preparamos algumas dicas para serem utilizadas durante o momento
de sua entrevista.

1. Seja pontual!
É fundamental ser pontual em entrevistas de emprego. Essa atitude
mostra respeito e responsabilidade com o entrevistador. Caso algum
imprevisto ocorra e você precise se atrasar, avise com o máximo de
antecedência possível para o recrutador. Com certeza ele irá avaliar a
situação e compreender.

2. Olhe nos olhos de quem está te entrevistando


Durante toda a entrevista, você será avaliado. O bom
comportamento e a linguagem corporal são pontos muito
importantes para essa avaliação. Olhar diretamente nos olhos do
recrutador transparece sua confiança, seriedade e interesse no
diálogo. Por isso, fixe sua atenção no entrevistador e mostre seu
comprometimento na conversa.
45
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

3. Tenha postura ao sentar


Mantenha a postura ao conversar com o recrutador e mostre respeito
à pessoa com quem você está falando. A linguagem corporal fala
muito sobre você, por isso, cuide de algumas atitudes, como: ombros
contraídos, braços cruzados e coluna curvada. Esses exemplos de má
postura podem transmitir insegurança e falta de receptividade.

4. Não gesticule demais


Gesticular enquanto falamos é comum, e nem sempre é ruim. É
essencial durante uma entrevista mostrar sua empolgação com a
vaga, e a gesticulação é uma ótima forma de fazer isso. Porém, quando
usada de forma excessiva, pode acabar transmitindo a mensagem
errada. Visto isso, controle a quantidade de gesticulação durante suas
falas.

5. Fale no tom de voz e volume adequados


O tom e volume de voz durante a entrevista também são pontos muito
importantes, pois podem mostrar o nível de empolgação do
candidato. Cuide de sua oratória para que a ansiedade, o nervosismo
e a empolgação em excesso não transpareçam.

Saber o que falar em uma entrevista de emprego também é essencial.


Mostre seu percurso acadêmico e profissional, suas habilidades,
objetivos e outras informações que mostrem seu interesse em
trabalhar na empresa.

6. Responda de maneira clara e objetiva


A entrevista serve para o recrutador conhecer melhor o candidato e
entender seus objetivos, ambições e expectativas. Visto isso, é
extremamente necessário que a linguagem seja clara, concisa e
simples. Desta forma sua mensagem irá chegar ao entrevistador da
melhor forma possível.

7. Demonstre interesse e faça perguntas


Demonstre seu conhecimento pela empresa e interesse pela vaga por
meio de perguntas! Isso pode te destacar durante todo o processo
como uma pessoa pró-ativa e curiosa. Mas atenção! Deixe para fazer
suas perguntas ao final da entrevista ou quando o entrevistador
46
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

perguntar se você tem uma dúvida. Quanto menos interrupções


durante o bate-papo, melhor.

8. Seja confiante
A confiança é chave para uma boa apresentação profissional! Durante
uma entrevista de emprego, mostre que você é confiante e que
realmente sabe do que está falando. Olhar o entrevistador nos olhos,
dar respostas rápidas e objetivas e aplicar uma boa oratória são
ótimos exemplos de atitudes a serem tomadas que demonstram essa
confiança.

9. Use roupas adequadas


Fique atento ao dress code da empresa e busque se vestir de acordo
com ele. Caso a empresa que você for fazer entrevista tenha um
código de vestimenta casual, sinta-se à vontade para usar uma roupa
mais criativa e que combine com sua área de atuação. O ideal é
sempre optar por vestimentas mais sóbrias e bem cuidadas, para não
chamarem tanta atenção.

10. Sinceridade sempre!


Não minta em suas entrevistas de emprego! Os recrutadores são
pessoas treinadas e capazes de notar mentiras facilmente. O
entrevistador pode até não falar nada durante o processo seletivo,
mas tenha certeza de que o candidato já estará eliminado da seleção.

11. Não esconda limitações ou defeitos


Ninguém é perfeito! Todos temos limitações e defeitos, isso nos faz humanos.
Por isso, durante a entrevista não finja ser perfeito e sim abrace seus pontos
fracos e relate como você está buscando superar suas dificuldades. Mostre que
você tem o desejo de se tornar uma pessoa melhor todos os dias.

12. Desligue o celular


Tenha o cuidado de desligar seus aparelhos eletrônicos antes de iniciar a
entrevista. Tocar uma ligação ou receber uma mensagem durante a entrevista
é uma atitude antiprofissional que demonstra falta de interesse e
desconsideração com o processo. Esse pequeno erro pode custar alguns bons
pontos em seu processo seletivo, por isso, fique atento!
47
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

13. Seja autêntico


Não force características que não são suas! Deixe seu "eu" autêntico
aflorar e seja genuíno, só assim você será lembrado por sua
individualidade. Mas lembre-se: apesar de a autenticidade ser
essencial, os bons modos devem ser respeitados a todo momento.
48
Desenvolvimento de Carreira e
Inteligência Emocional

REFERÊNCIAS

[Link]

[Link]
comportar-em-uma-entrevista-de-emprego/

Você também pode gostar