Assombrado pelos pesadelos que o perseguia todas as noites, Jack, se conterceu em sua cama.
O suor aglomerado na testa, suave, comparado aos movimentos agitados e a respiração pesada.
De seus lábios ressecados por suspiros seguidos de outros, saiam palavras, distorcidas
implorando por clemência...
Infelizmente, nada apagaria o final daquele perverso pesadelo permanecido desperto e poluído,
na mente.
No coxão macio da marca King, Jack, se afastava dos lençóis como se fossem inimigos. O
travesseiro, recheada de plumas de gansos, destacava a propaganda enganosa, até porquê, não
havia nada comparado a "sono de anjo" na tormenta de Jack. A cama coberta por lençóis de
cetim, também não amenizava a carranca e o tom clemente, do garoto. O forro, composto do
material mais custoso que havia na loja, assim como todo o luxo dentro do imenso quarto, não
lhe guardou do monstro desperto na mente.
Jack, suscetível a balançar cabeça e tortura os pobres dedos contra a pele, levantou-se
respirando irregular. O beiço do garoto, comparáveis a de crianças carentes e assustadas. Braços
agarrados em volta do Joelho contra o peito, em um abraço que de pouco valia. As lágrimas e os
gritos contidos no quarto com suas paredes sufocantes, aprova de som, presenciou lágrimas de
desespero vindas de Jack.
Havia se passado três semanas dês do ocorrido, e Jack, ainda se reprimia como se jamais fosse
superar. O remorso incrustado e revestido em mágoa, fragilidade e a constante incapacidade do
saber, deixava Jack paranoico se perguntando se poderia ter feito algo diferente. E quando seu
questionamento por fim teve resposta, passou a ter crises silenciosas formada de frases como: "
eu deveria ter ido a aula. " ou " porquê fui tão estúpido de seguir aquele idiota ?"
Depois da sequência de abusos, vomitando e sentido tonturas, partes íntimas, doíam. No canto
da boca do garoto durante um bom e devastador tempo.... as marcas dos beijos tomados sem
consentimento e com um nível elevado de agressividade, perdurou ali. Lembrando-o
constantemente do seu algoz.
Na maioria das noites após acordar, Jack, sentia como se fosse de gelo e nas outras, de papel. A
turbulência nos sentimentos inacabados, lhe corróiam por dentro, desmontando a delicada
percepção emocional do adolescente.
Jack, dia após o outro, encarou sua imagem no espelho com dor, a fraqueza inundou de tal
forma, que mal se reconhecia. sob sua pele descolorida, podia-se ver veias marcando-lhe o rosto.
Jack não estava frágil ao ponto de se tornar enrreconhecível, apenas se tornou uma beleza fria,
descompassada e doentia. A pele já branca, perdeu tonalidades devido ao tempo sem presenciar
ou comparecer diante o sol. Os sussurros da incapacidade, evidente que intolerável. O quarto
recheado de memórias alegres é coloridas compartilhadas com sua falecida mãe, virou uma
prisão, cujo qual, ele mesmo via-se carcereiro.
A luz invadiu a pequena fresta abaixo da porta chamando a atenção de jack, o garoto ficou
inquieto, ele sabia perfeitamente quem era. Né um movimento rápido e exagerado se deitou sob
a cama tampando a cabeça com o lençol.
A porta foi lentamente aberta em um rangido silencioso. ligeiramente a luz invadiu o ambiente
destacando as silhuetas dos móveis e a sombra paterna de justin, no chão. Jack ficou
petrificado. Os passos compassivos de Justin, soaram cuidadosos e vagarosos no piso frio da
madrugada.
Justin analítico, retirou o pano que cobria a cabeça do seu filho. Jack preso na atuação amadora,
fingiu está adormecido. As mãos estrategimente colocadas no vácuo entre k pescoço e a cabeça
que se movia conforme respirava, sinalizava o suposto sono, calmo e sereno, no entanto...
Justin sorriu decaído.
– Andou ensaiando ? – perguntou sólido e cansado. Jack desperto na paralisia, manteve-se
calado .– Não se preuculpe, a atuação foi perfeita. O que te entregou foi a pigmentação nas
pálpebras e nariz.
Jack juntou as sobrancelhas distorcendo a face. Justin sempre fora analítico, porém para Jack,
pequenos detalhes como esses não tem uma mísera importância, então por qual motivo teria de
ter para ao pai ? Ele é sua observação, não podia facilitar sua vida ?
– Talvez eu estivesse gripado, ja pensou nisso? – respondeu Jack roco e levemente ofendido.
Justin, percebendo que o garoto desistiu da postura pouco covicente, ergueu a sobrancelha
respondendo com um sorriso suave e orgulhoso :
– Cheguei a pensar nisso, mas você respondeu antes de me covencer. – disse Justin. Jack podia
sentir seus neurônios se retalhando internamente. – Parece que ao em vez de capturar a presa,
aprisionou o predador, não é mesmo ?
Jack não ingeriu a frase de modo descontraído. Ele, o primeiro no ranking o melhor entre as
estrelas, um garoto bondoso, habilidoso, belíssimo. Caráter humilde, aluno nota A, todos as
pessoas gritam por seu nome após esperar horas em uma fila, coleciona pôster gastando por
ilustrações caríssimas, pedem autógrafos que valem milhões. Entrevistas e modelagem com
caches super elevadas, participação em shows com celebridades de alto calibre. Stalker,
paparazes, fãs, flashs, produtores, empresas... todos o veneram como um deus. Mas apesar
disso, isso torna jack um predador?
De pálpebras caídas jogado a ampla capacidade de si manter pensativo e distante, respondeu
para si mesmo" Não, isso o torna a presa mais suculenta de todas. Os predadores são aqueles a
minha volta."
– Não sei do que está falando.
– Faz dias que não sai desse quarto. Por acaso esqueceu de suas responsabilidades?
– Pelo visto, você não.
Justin suspirou, procurando paciência onde não tinha. Varrendo o quarto do garoto com o olhar,
flagrou a sexta decorativa, há porta do quarto de seu filho. O vídeo game e a instante prenchida
de carrinhos que Jack adorava colhecionar, também lhe chamou atenção.
O mais velho se levantou, pegando a bola de basquete jogada no chão, próximo a porta. Justin
passou a bola de um braço para o outro Voltando-se a Jack.
– Você não tem se animado. Quer alguma coisa ? Aconteceu algo ?
– E tem que acontecer? achou que eu iria passar o resto da vida tendo como objetivo conseguir
edição limitadas de carrinho ? – jack possuía ciência que estava sendo ignorante, mas não tinha
nenhuma intenção de mudar de atitude.
– Talvez devêssemos dar uma pausa em sua carreira para que possa freguentar um colégio
interno. – sugeriu Justin, encarando a rebeldia do garoto de modo sarcástico. Jack se deitou
tampando a cabeça novamente.
– Pelo menos, eu não teria minha privacidade invadida durante as seu quarto durante a noite.
– não seja tão otimista. No colégio em que irei te colocar, farei questão que os monitores
invadam seu quarto durante as noites. – Justin jogou a bola na sexta, preparado para sair do
quarto, quando foi interrompido pela ousadia de jack em redponder:
– Mas você e eu sabemos que isso é apenas um blefe. – afirmou Jack, desinibido. – Manter seu
filho longe de sua persistente asas de proteção, não se encaixa com você e nem com suas vagas
ameaças.
Justin não se preocupou em negar. Em vez disso, sorriu.
– Passe mais um dia preso dentro desse quarto, e eu juro que procuro outro meios. É eles serão
muito pior e eficientes, eu lhe prometo. – Jack não é tolo, ele sabia que havia ultrapassado a
escassa tolerância do pai.
Achando irônico o desconforto na imensa cama king-size que inegavelmente, guardava seu
corpo por inteiro, Jack se levantou. Os lençóis brancos e sua textura fresca, elegante, também
não fora o suficiente para mantê-lo. Jack prefiria o frio da madrugada como se fosse um remédio
suave para sua agitação.
As cortinas sambavam na escuridão. A brisa suave movimentando as nuvens pesadas no céu,
presenteava Jack com a brilhante imagem da lua. A Janela tremia levemente, prendendo a
atenção de jack. O garoto ficou livido, mas a repreensão do pai encheu seu peito de temor.
[..]
Dali em diante, jack teria que voltar a encarar os palcos do terror, os assédios do isolamento, e a
devassidão, de ser único...