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Abusos e Conflitos Familiares

O documento narra a dolorosa experiência de Jack, um garoto que enfrenta abusos e a presença de seu pai, Justin, que também foi vítima de traumas na infância. A relação entre eles é marcada por culpa, ressentimento e uma tentativa de lidar com a dor causada por abusos mútuos. A cena retrata a complexidade emocional e a luta interna de ambos os personagens enquanto tentam entender e confrontar seus passados traumáticos.

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Abusos e Conflitos Familiares

O documento narra a dolorosa experiência de Jack, um garoto que enfrenta abusos e a presença de seu pai, Justin, que também foi vítima de traumas na infância. A relação entre eles é marcada por culpa, ressentimento e uma tentativa de lidar com a dor causada por abusos mútuos. A cena retrata a complexidade emocional e a luta interna de ambos os personagens enquanto tentam entender e confrontar seus passados traumáticos.

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Rosto tomado por pigmentações avermelhados, joelho direito encoberto pelo mesmos braços

que se debatiam na tentativa de desgarrar do seu algoz, costas momentos atrás, estirado em um
piso frio e gélido. Roupas de marca, desorganizado, até mesmo, esticadas. Nariz sugando a
frieza após horas chorando. Cabelo desgrenhado...

Jack, um garoto desamparado no interino desprazer de não possuir ninguém para ajudá-lo ou
protegê-lo, gritava internamente. Pela primeira vez passava pelos mesmos os abusos sofridos
contra sua pessoa, sóbrio. E por mais doloroso que seja admitir, ele preferia quando estava
inconsciente dos abusos. Quando o cérebro domado por Intorpecentes, lhe entregava apenas
vultos e flashs divagantes...

Levantando o pescoço detonado por saber qual seria a presença que seus olhos encontrariam,
deslocou temporariamente a visão. A revolta de está na presença de alguém que lhe ensinou a
crescer o destruía, principalmente, por saber que essa pessoa sabe a dor e as consequências que
esses abusos pode lhe trazer.

Mordendo os lábios se negando a ser a famosa "vítima", Jack olhou para o opressor, a pessoa
que o subjugou durante horas abaixo de si ignorando seus pedidos. Por um instante Jack torceu
que fosse um delírio, no entanto, quando os olhos azuis e destruídos do garoto, encontrou o de
Justin, Jack desviou novamente contendo as lágrimas.

Justin se levantou tremendo, caminhando até a cozinha. Por mais que estivesse bêbado e
desorientado, ele sabia exatamente o que havia acontecido e precisava cuidar de seu filho. Pegou
uma caixa pequena e branca de primeiros socorros voltando e se ajoelhando perante Jack.
Agora, os dois choravam.

Ele ergueu os braços tocando superficialmente o rosto de jack, isso, até o garoto bater na mão de
justin Indignado e destruído. Jack apoiou as mãos no chão se afastando ao mesmo tempo que
virava o rosto se negando a encará-lo.

Justin olhou para o alto, ele não sabia como agi, havia estuprado o próprio filho que nesse
instante embora sentado, tentava se distânciar.

Os lábios de jack se retorceu quando percebeu que Justin não iria se afastar. Justin firmou as
mãos em uma das pernas do garoto, o firmando no lugar. Por mais que o filho o odiasse naquele
momento, ele não poderia deixá-lo sabendo que estava machucado. As lágrimas ainda deciam
pelo rosto de ambos os dois.

– você tá machucado em algum outro lugar ? – perguntou Justin enquanto tratava da perna
ligeiramente ralada de jack.
Jack não disse nada, juntando as sobrancelhas ao descobrir que a voz de seu pai lhe trazia uma
sensação desconfortável. Seu estômago revirava e doia como se fosse vomitar.

Justin reprimiu o olhar, se contendo.

– Jack, eu sei que você me odeia porém preciso que converse comigo. – a voz de Justin era
frágil, impotente. Jack engoliu a saliva submersa no potente gosto de ferrugem. Ele fechou os
olhos escorando a cabeça na parede.

Afetado na corda vocais, falou pausado.

– ontem a noite você não parecia muito preouculpado em me ferir – Jack já não conseguia
conter a intensidade das lágrimas nem a distorção amarga em sua face. – afinal você parece
experiente em dar...

Jack sorriu quebradiço, ele não queria ofender seu pai mas no momento, ele nem sequer sabia se
Justin, ainda poderia ser considerado "pai".

Justin preferia ser atingido por dez facadas, ao ouvi aquelas palavras do filho.

– não posso mudar o que aconteceu, mas, posso cuidar de você. Então... mesmo que seja a
força, eu farei isso. – a determinação na voz de Justin levou Jack a rir.

Rosto avermelhado, veias sobresaltadas, dentes brancos, expostos. Jack sentia o estômago
implorar que parace, entretanto, o garoto só ergueu um dedo em sinal de "espere um segundo" e
depois de uma prologada risada interrompida engasgada, disse irônico:

– não foi justamente por me "forçar" a fazer sexo com você, que estamos aqui ?

Jack sorriu transtornado em vê a culpa no olhar de Justin.

– sempre fui precavido quando se trata de você. Nunca fiz perguntas que contece gatilhos dos
diversos abusos que sofreu desde dos 15 anos até um período de tempo, indeterminado. Lidei da
melhor forma o possível com sua proteção extrema, pensando " ele só não quer que você se
machuque.
Jack se alterou rungindo próximo ao rosto de Justin

– sabe ? Até mesmo quando você me demonstrou com as próprias mãos o quanto o mundo
pode ser cruel, eu pensei que você queria somente me proteger! Mas... – Jack olhou para os
lados aterrorizado com aqueles sentimentos ansiosos e imprecisos contidos dentro de si. Ele já
não aguentava segurar e estava com medo sobre o que estava prestes a estourar.

– agora eu percebo, você estava nutrindo um desejo de possessão e perversão no " eu quero
apenas te proteger". – finalizou Jack.

Justin o encarou apático, ele nunca foi bom em lidar com os sentimentos e não poder negar nem
afirmar as acusações do filho que abordou o pior momento da sua vida em um símbolo de
explosão, o deixava intorpecido até mesmo, cruel.

– você que eu minta ? – perguntou Justin.

Jack puxou os cabelos para trás, restringindo-se.

– eu quero que você me diga, por que ? Por que ? Droga...

–Será que eu sou único que tenho noção que você é meu pai ? – próximo ao rosto intorpecido do
pai, de certa forma, Jack sabia que havia ido longe demais.

De cílios baixos e o olhar fixo ao chão, Justin voltou aos seus 15 anos. Submetido ao desejo dos
outros e a perversão da indústria. Justin era apenas um garoto quando foi persuadido a se deitar
com homens e mulheres que o via como um objeto sexual, de luxo...

Uma estrela em ascensão explorada sexualmente, quebrada e destroçado pelo desejo daqueles a
sua volta. Justin era somente um garoto. Assim como seu filho...

– eu sei que você está quebrado, e eu não sei como concertar isso...– disse Jack com a voz
embargada. – não é tão simples quanto conversar e eu não posso jogar na sua cara o quanto
você é um babaca quando sei que você foi tão...não... muito mais quebrado que eu, isso quando
era apenas uma criança... mas foram eles quem te quebraram...

Jack olhou em direção a porta, como se indicasse as pessoas cruéis no mundo lá fora, é depois
voltou a olhar seu pai.
– porém, agora nesse exato momento. – jack captou o fundo dos olhos de Justin.– é você quem
está me quebrando.

Lacunas de lágrimas escorreu do rosto intorpecido de Justin. Jack se levantou mancando pela
luxação em sua perna, falho e tristonho, caminhou até seu quarto. Ele não queria e nem poderia
continuar aquela discussão.

Justin puxou os joelhos contra o peito encarando o piso, cujo qual, tomou seu filho a força. Culpa,
ressentimento e remorso o exilava no sofrimento.

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