Justin estava insano, já não se importava se aquele era seu filho ou não.
O desejo mórbido
acompanhado de sua proteção excessiva por muito tempo ignorada, tomava formas na tontura
do garoto.
O equilíbrio foi o primeiro a ir embora. Instável sentindo o corpo abandonar os comando do
cérebro enquanto a boca enchia-se de água, Jack cambaleou-se ate o sofá.
As mãos trêmulas com mais esforço do que o esperado, agarrou o pano que cobrira o sofá. O
corpo de Jack sem nenhum suporte agarrou-se desesperadamente ao tecido, no entanto, a droga
venceu o sistema.
Justin observou a cena detonado. Era perceptível que jamais imaginou fazer aquilo com o próprio
filho, entretanto, o medo é a ignorância do garoto em acreditar que nada de ruim lhe pudesse
acontecer, justamente por ele ser quem era, levou Justin a demostrar da pior maneira, que
ninguém está livre da maldade humana.
Jack né um impulso tortuoso carregado de adrenalina, suor e tonteira, conseguiu se ajeitar no
sofá. Braços fracos largados pela face... o enjoo subia com tudo. Desconexo o garoto engoliu o
acúmulo de saliva parado em sua boca.
Conter a tremedeira se tornou impossível devido ao forte efeito da droga a cada segundo mais
intensa em seu organismo.
– O quê você fez ? - A mágoa de jack ficou presa na pergunta estagnada. Nunca antes havia se
esforçando tanto para organizar pequenas palavras.
A dor começou a se manifestar nos azuis de seus olhos. Aquela situação era cruel
desnecessária, inesperada. Jack não precisava de muito para identificar o autor por trás de sua
dor. Ele encarou destroçado sua figura paterna, grande herói. As lágrimas começavam se
aglomerar.
O garoto olhou para cima evitando encarar seu pai. Não queria desabar ali.
Decepção foi o primeiro sinal que Justin sentiu naquele olhar.
[O mundo de ambos os dois, desabou eternamente. Já não eram somente pai e filho.]
A sala antes revestida de laços paternos entre pai e filho, agora, estava inundado pela
consequência dos sentidos ignorados e reprimidos de manter seu filho longe do perigo.
Justin nada disse.
Justin veio em sua direção. Cada passo do mais velho despertava instintos, antes, jamais
considerados em jack.
– Já provou sua teoria. – o enjoo fez com que contivesse suas palavras. O medo tomou conta de
si. – então... por favor... pare.
Justin não o escultou, a sombra cada vez presente projetou-se acima de jack. As mãos de Justin
se afundou no sofá nas laterais do corpo do filho, se arrastando pelo o abdômen do garoto
seguindo até sua parte íntima. Justin oscilou.
A tontura, o gosto do vomito, ácido, ferrugem e a sensação dos toques evasivos se misturavam
com prazer, desgosto, armagura e sentimentos conflituosos. Os segundos se demoravam e o vai
é vem se tornava mais intenso.
Jack com a pouca força que lhe restava, se concentrou em empurrar o pai. Justin rapidamente
segurou os braços do garoto, prendendo-os, acima da cabeça.
O som de choro é pedidos suplicantes, tornaram-se constantes.
– Você aje como se nada de ruim pudesse lhe acontecer. Sai pra lá e pra cá como se o mundo
não fosse perigoso. Deposita sua segurança em seus amigos. – A dor do garoto se tornou
imensurável. Ele queria dizer algo, mas nenhuma palavra poderia resetar aquele sentimento
sufocante, desperto em si, diante as palavras de Justin.
– O tempo todo ouço seus lábios se moverem destinando-me palavras convicentes, mas...qual
garantia você tem que nada de ruim vai lhe acontecer ? Esses momentos...– Justin arrastou o
olhar analítico pelo corpo de seu filho.– acontece assim, sem prévios avisos.
Justin travou observando seu filho, temeroso.
– Me disseram diversas vezes que eu roubei a beleza do mundo inteiro...– Justin escultou os
gemidos do garoto enquanto seu corpo se contorcia. Lábios avermelhados, suores. Jack estava
uma bagunça.– pois eu acho que a deixei na dispensa, já que obviamente ela se encarnou em
você.
Ofegante. Justin observou seu filho abrir a boca a suspiros, o clímax havia chegado. A cabeça do
garoto se envergou para trás.
Suspiros pesados, contidos e rancorosos, saiam dos lábios do garoto.
Justin lentamente, sentido o corpo do seu filho se desmanchar em seus braços, guardou o
membro do garoto observando jack esconder o rosto próximo ao sofá. Suspiros baixos e alguns
espasmos ainda eram presentes.
As lágrimas escorriam a solta.
Justin apenas esperou mais um pouco... antes de soltar seus braços.
O muleke protegeu seu rosto, confuso.
–Por mais que seja meu pai, você...não possuía esse direito. Aliás, justamente por ser meu pai. –
Sussurrou devastado. Ele queria berrar explodir jogar na cara o quão desnecessário é canalha foi
Justin portanto o passado do mais velho o calou sua boca
Controlando a respiração após um momento repleto de contradição, o garoto, buscou por forças
para se levantar. Tonto exausto e chateado, levantou jack.
Justin tentou ajudá-lo, Jack, o distanciou.
Justin, antes, considerado um pai de respeito reconhecido por ser extremamente cuidadoso, se
manifestava como o motivo da dor por trás do azulado olhar do próprio filho. Aquilo doía
A passos turvos de um adolescente aprisionado pela ineficaz e abrangente, droga. Seguiu jack se
apoiando nas paredes até alcançar o banheiro, cujo qual, só não trancou a porta, pois já havia se
ajoelhado em frente ao vaso, vomitando.
Jack se sentou em frente ao vaso encarando fixamente suas mãos conectadas uma a outra em
um aperto irrestrito. Os olhos do garoto estavam inchados, roupas e cabelos, bagunçados. Ele
olhou para frente constatando que o efeito da droga estava fraco graças a limpa no estômago.
Mesmo que alívio fosse a palavra correta para descrever a sensação em seu corpo quase
recuperado ele não sentia outra coisa se não a dor da lucidez
– bebeu ? Por que fez isso ? – O questionamento servia tanto para justin quanto para si.
Entorpecido não se levantou conservando a sobriedade que lhe restava.
A angústia ainda não havia partido de seu olhar. Pelo contrário, jack reviveu a experiência
devastadora que teve com druw e aquelas duas garotas de programa. Os toques, poderiam ser
sentido em sua pele. Os beijos roubados, a sensação aterrorizante...da penetração...e de ser
forçado a penetrar né uma pessoa do mesmo sexo. As horas sem fim, compartilhando aquelas
garotas...
Jack impusivamente bagunçou o cabelos contendo o desejo de esfolar a pele com as próprias
mãos. A sensação de está sujo o acompanhava a muito tempo. Porém naquele instante estava
inegavelmente mais intensa e presente.
– eu não sou estúpido sei que maldades como essas pode acontecer a qualquer momento – jack
fincou o dedo indicador da mão esquerda na palma da mão direta. Estarrecido, ergueu o olhar
avermelhado capturados por sua dor, a justin, que silenciosamente remoia. – mas isso não
significa que você precisa me demostrar. Eu nunca iria me proteger contra você nem estar
prevenido ao seu lado.
Jack controlou seu coração frenético e seus pensamentos conturbados, respirando calmamente.
Enquanto erguia os dedos oçudos, na tempora massageando com movimentos circulares.
Dizendo por fim :
–Eu confio em você não porquê sou ingênuo mas sim porque você é.... meu pai– a rouquidão de
sua voz, era a ferida nos tímpanos de justin.
Justin, submerso no desejo latejante de proteger o filho da maldade do mundo, esqueceu de
protegê-lo de si mesmo. Os traumas deterioraram a percepção de certo e errado. Ele esteve tão
inteiramente preocupado com a realidade do mundo á fora, esquecendo que seus traumas, não o
tornava uma pessoa confiável.
Justin aplicou veneno na veia do filho, esperando que fosse fazer o mesmo efeito que o antídoto.
....
O toalete luxuoso, presenciava a devassidão entre pai e filho. Suas paredes escuras e marcantes,
os adereços cizentos e custosos. Abajures é produtos caros, tapeçaria... e o vaso sanitário, com
seu preço aproximado a de uma casa, não serviria para refugiar, a dor é a letargia
– o que eu fiz, foi um abuso. – disse Justin, repentinamente. Não carregava dúvidas ou oscilação,
sabia perfeitamente o preço de seus atos é não iria arredar. Principalmente, se tratando do filho.
Jack suprimiu as pálpebras, com os dedos, ainda na tempora.
– o que ? – perguntou rígido. Não queria reavivar o acontecido e nem prestar atenção nas
palavras sérias, de seu pai.
Justin, com a face transmitindo uma seriedade sem fim, procurou pelo celular no bolso,
presentando-o a Jack.
– pra que isso ?
– pegue e denuncie.
– não vou fazer isso. – afastou o telefone. Justin persistiu. Jack estalou a lingua Indignado. –
você espera que eu o denuncie ?
Justin balançou a cabeça, afirmando
– Não! Enlouqueceu ? Não vou te denunciar... – Jack baixou o olhar. – e afinal, do que adiantaria
? Você é Justin bieber! Não vai dar rm nada.
– experimente. – Justin balanço o celular diante do garoto.
– Não!
Jack se levantou apressado, seguindo para seu quarto. Justin, não foi atrás.