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Técnicas de Cálculo em Equações Irracionais

O documento sistematiza técnicas de cálculo em matemática, abordando expressões algébricas irracionais, equações algébricas e inequações irracionais. Ele serve como um guia prático para a compreensão e aplicação de conceitos, incluindo domínio de existência, racionalização de denominadores e resolução de equações de diferentes graus. Exemplos ilustrativos são fornecidos para facilitar a compreensão das técnicas apresentadas.

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Técnicas de Cálculo em Equações Irracionais

O documento sistematiza técnicas de cálculo em matemática, abordando expressões algébricas irracionais, equações algébricas e inequações irracionais. Ele serve como um guia prático para a compreensão e aplicação de conceitos, incluindo domínio de existência, racionalização de denominadores e resolução de equações de diferentes graus. Exemplos ilustrativos são fornecidos para facilitar a compreensão das técnicas apresentadas.

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Sistematização de Técnicas de Cálculo em Matemática

Este documento visa sistematizar as principais técnicas de cálculo abordadas nas unidades
de Expressões Algébricas Irracionais, Equações Algébricas e Equações/Inequações Irracionais.
Serve como um guia de referência para a compreensão e aplicação prática dos conceitos.

Expressões Algébricas Irracionais e Racionalização


Domínio de Existência (D.E.)
O domínio de existência de uma expressão irracional refere-se ao conjunto de valores da(s)
variável(is) para os quais a expressão está definida no conjunto dos números reais.

Raiz de Índice Par ( n A, com n par)
Técnica: Para que a expressão seja real, o radicando (A) deve ser maior ou igual a zero
(A ≥ 0). Se a raiz estiver no denominador, o radicando deve ser estritamente maior que zero
(A > 0). Exemplo (D.E. com Raiz de Índice Par):

Determine o D.E. de x − 3.
Resolução: Impomos x − 3 ≥ 0 ⇒ x ≥ 3.
D.E. = [3, +∞[.


Raiz de Índice Ímpar ( n A, com n ímpar)
Técnica: Para que a expressão seja real, o radicando (A) pode ser qualquer número real. Não
há restrições de sinal para o radicando. Contudo, se o radicando contiver frações ou outras
raízes, as suas próprias restrições devem ser consideradas. Exemplo (D.E. com Raiz de
Índice Ímpar):

Determine o D.E. de 3 x + 5.
Resolução: O radicando x + 5 pode ser qualquer número real.
D.E. = R.

Raiz no Denominador
Técnica: Se uma raiz de índice par aparece no denominador de uma fração, o radicando deve
ser estritamente maior que zero para garantir que a raiz seja real e o denominador não seja
nulo. Exemplo (D.E. com Raiz no Denominador):

Determine o D.E. de √x−2


1
.
Resolução: Impomos x − 2 > 0 ⇒ x > 2.
D.E. =]2, +∞[.

1
q
A
Raiz de Fração ( n B )
A A
Técnica: Para raízes de índice par, a fração B deve ser maior ou igual a zero ( B ≥ 0), e o
denominador B deve ser diferente de zero (B ̸= 0). Isso geralmente requer uma análise de
sinal da fração. Para raízes de índice ímpar, apenas B ̸= 0. Exemplo (D.E. com Raiz de
Fração):
q
Determine o D.E. de x−4 .
x+1

Resolução: Impomos 0 e x − 4 ̸= 0.
x+1
x−4 ≥
Análise de sinal: x + 1 = 0 ⇒ x = −1; x − 4 = 0 ⇒ x = 4.

Intervalo x+1 x−4 x+1


x−4
x < −1 − − +
x = −1 0 − 0
−1 < x < 4 + − −
x=4 + 0 Indef.
x>4 + + +

D.E. =] − ∞, −1]∪]4, +∞[.

Racionalização de Denominadores
A racionalização é o processo de eliminar radicais do denominador de uma fração, transformando-
a numa expressão equivalente.

Denominador com Raiz Quadrada Simples ( √Ca )


Técnica: Multiplicar o numerador e o denominador pela própria raiz quadrada presente no
denominador. Exemplo (Racionalização de √Ca ):

Racionalize
√5 .
2 √ √
2 .
Resolução: √52 · √2 = 5 2
2

Denominador com Binómio Envolvendo Raiz Quadrada ( A±C√B ou √ C√ )


A± B

Técnica: Multiplicar o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador. O


conjugado de (X +Y ) é (X −Y ), e vice-versa. Utiliza-se a identidade notável (X +Y )(X −Y ) =
X 2 − Y 2 . Exemplo (Racionalização de Binómio):

Racionalize
√3 .
5−1 √ √ √ √
3( 5+1)
3
Resolução: 5−1
√ · √5+1
5+1
= √
( 5)2 −12
= 3 5+3
5−1 = 3 5+3
4 .

2
C C√
3 a ou
Denominador com Raiz Cúbica ( √ √
3 3 )
a± b

C

3 2
a √ √
3

Técnica: Para √ a · a 2 = 3 a3 = a). Para binómios com raízes
3 a , multiplicar por √
3 2 (pois
3
a
cúbicas, usar as identidades da soma/diferença de cubos: (X ± Y )(X 2 ∓ XY + Y 2 ) = X 3 ± Y 3 .
Exemplo (Racionalização de Raiz Cúbica):

Racionalize
3 .
√1
2 √ √ √
3 2 3 3
2 .
4 4
Resolução: 31
√ · √ 2
3 2 = √
3 =
2 2 8

Equações Algébricas e Equivalência


Uma equação algébrica é uma equação que pode ser escrita na forma P (x) = 0, onde P (x) é
um polinómio.

Equações Lineares (1.º Grau)


Forma Geral: ax + b = 0, com a ̸= 0.
Técnica: Isolar a incógnita x através de operações inversas (adição/subtração, multiplica-
ção/divisão) aplicadas a ambos os membros da equação. Exemplo (Equação Linear):

Resolva 2x + 5 = 11.
Resolução:

2x = 11 − 5
2x = 6
6
x=
2
x = 3.

S = {3}.

Equações Quadráticas (2.º Grau)


Forma Geral: ax2 + bx + c = 0, com a ̸= 0.

Fatorização (Produtos Notáveis ou Fator Comum)


Técnica: Se a equação puder ser fatorizada (e.g., x2 −4 = (x−2)(x+2), x2 −4x+4 = (x−2)2 ,
ou fator comum como x2 + 3x = x(x + 3)), utiliza-se a propriedade do anulamento do produto:
se A · B = 0, então A = 0 ou B = 0. Exemplo (Fatorização):

Resolva x2 − 5x + 6 = 0.
Resolução: Fatorizando, (x − 2)(x − 3) = 0.
x − 2 = 0 ⇒ x = 2.
x − 3 = 0 ⇒ x = 3.
S = {2, 3}.

3
Fórmula Resolvente (Fórmula de Bhaskara)
Técnica: Para qualquer equação quadrática, a fórmula resolvente fornece as soluções:

−b ± b2 − 4ac
x=
2a
O discriminante ∆ = b2 − 4ac determina o número de soluções reais:

• ∆ > 0: Duas soluções reais distintas.

• ∆ = 0: Uma solução real (raiz dupla).

• ∆ < 0: Nenhuma solução real (duas soluções complexas conjugadas).

Exemplo (Fórmula Resolvente):

Resolva x2 + 2x − 3 = 0.
Resolução: a = 1, b = 2, c = −3.
∆ = 22 −√ 4(1)(−3) = 4 + 12 = 16.
x = −2±
2(1)
16
2 .
= −2±4
−2+4
x1 = 2 = 1.
x2 = −2−4
2 = −3.
S = {−3, 1}.

Equações Cúbicas (3.º Grau)


Forma Geral: ax3 + bx2 + cx + d = 0, com a ̸= 0.

Fatorização por Agrupamento


Técnica: Agrupar termos e fatorar fatores comuns para transformar a expressão num produto
de polinómios de grau inferior. Exemplo (Fatorização por Agrupamento):

Resolva x3 − x2 + 2x − 2 = 0.
Resolução:

x2 (x − 1) + 2(x − 1) = 0
(x − 1)(x2 + 2) = 0

x − 1 = 0 ⇒ x = 1.
x2 + 2 = 0 ⇒ x2 = −2 (sem soluções reais).
S = {1}.

Regra de Ruffini (com Raiz Conhecida ou Encontrada)


Técnica: Se uma raiz r do polinómio P (x) é conhecida (ou encontrada por tentativa e erro
usando o Teorema das Raízes Racionais), a Regra de Ruffini permite dividir P (x) por (x − r)
para obter um polinómio de grau inferior (para uma cúbica, será uma quadrática), que pode
então ser resolvido. Exemplo (Regra de Ruffini):

4
Resolva x3 − 4x2 + x + 6 = 0, sabendo que x = −1 é uma raiz.
Resolução: Aplicamos Ruffini com a raiz −1:

-1 | 1 -4 1 6
| -1 5 -6
------------------
1 -5 6 0

O quociente é x2 − 5x + 6. Resolvemos x2 − 5x + 6 = 0 (já resolvido acima por fatorização):


x = 2 ou x = 3.
S = {−1, 2, 3}.

Equações Biquadráticas
Forma Geral: ax4 + bx2 + c = 0, com a ̸= 0.
Técnica: Fazer uma substituição de variável y = x2 (e, consequentemente, y 2 = x4 ). Isso
transforma a equação biquadrática numa equação quadrática em y: ay 2 + by + c = 0. Resolve-

se para y e, em seguida, substitui-se de volta para encontrar x (lembrando que x = ± y).
Exemplo (Equação Biquadrática):

Resolva x4 − 10x2 + 9 = 0.
Resolução: Seja y = x2 . A equação torna-se y 2 − 10y + 9 = 0.
Fatorizando, (y − 1)(y − 9) = 0.
y1 = 1 ou y2 = 9.
Para y1 = 1: x2 = 1 ⇒ x = ±1.
Para y2 = 9: x2 = 9 ⇒ x = ±3.
S = {−3, −1, 1, 3}.

Equivalência de Equações
Conceito: Duas equações são equivalentes se e somente se possuírem o mesmo conjunto-solução
no mesmo domínio.
Técnica: Para verificar a equivalência, resolve-se cada equação separadamente e compara-
se os seus conjuntos-solução. Operações que mantêm a equivalência incluem: somar/subtrair
o mesmo valor em ambos os membros; multiplicar/dividir por um número não nulo. Elevar
ao quadrado pode introduzir soluções estranhas, quebrando a equivalência, a menos que se
verifiquem as soluções. Exemplo (Equivalência de Equações):

As equações x − 2 = 0 e 2x − 4 = 0 são equivalentes?


Resolução: Equação 1: x − 2 = 0 ⇒ x = 2. S1 = {2}.
Equação 2: 2x − 4 = 0 ⇒ 2x = 4 ⇒ x = 2. S2 = {2}.
Como S1 = S2 , as equações são equivalentes.

Equações com Radicais e Inequações Irracionais


São equações ou inequações onde a incógnita aparece sob um sinal de radical.

5
Equações com Radicais
Técnica:

1. Isolar o radical em um dos membros da equação. Se houver mais de um radical, isolar


um deles.
2. Elevar ambos os membros da equação a uma potência igual ao índice do radical para
eliminá-lo.
3. Resolver a equação resultante (que pode ser linear, quadrática, etc.).
4. Verificar as soluções encontradas na equação original. Este passo é crucial, pois
elevar a uma potência par pode introduzir "soluções estranhas"que não satisfazem a
equação original. Além disso, as soluções devem pertencer ao domínio de existência da
expressão original.

Exemplo (Equação com Radical):



Resolva x + 7 = x + 1.
Resolução:

• D.E.: x + 7 ≥ 0 ⇒ x ≥ −7. E x + 1 ≥ 0 ⇒ x ≥ −1. Interseção: x ≥ −1.



• Elevar ao quadrado: ( x + 7)2 = (x + 1)2 ⇒ x + 7 = x2 + 2x + 1.
• Resolver quadrática: x2 + x − 6 = 0. Fatorizando: (x + 3)(x − 2) = 0. x1 = −3
ou x2 = 2.
• Verificação: Para √ Não satisfaz x ≥ −1. Solução estranha. Para x2 = 2:
√ x1 = −3:
Satisfaz x ≥ −1. 2 + 7 = 9 = 3. x + 1 = 2 + 1 = 3. Válido.

S = {2}.

Inequações Irracionais
Técnica: A resolução de inequações irracionais (especialmente com raízes de índice par) requer
uma análise de casos, considerando o domínio de existência do radical e o sinal do membro que
não contém o radical.
√ √
Caso A < B ou A ≤ B
Técnica:

1. Impomos o D.E. do radical: A ≥ 0.


2. Impomos que o membro B deve ser não negativo (B ≥ 0), pois uma raiz quadrada não
pode ser menor que um número negativo.
3. Elevamos ambos os membros ao quadrado: A < B 2 (ou A ≤ B 2 ).
4. A solução final é a interseção de todas estas condições.

Exemplo (Inequação Irracional A < B):

Resolva x − 3 < 2.
Resolução:

6
• D.E.: x − 3 ≥ 0 ⇒ x ≥ 3.
• Lado direito: 2 ≥ 0 (sempre verdade).

• Elevar ao quadrado: ( x − 3)2 < 22 ⇒ x − 3 < 4 ⇒ x < 7.
• Interseção: x ≥ 3 e x < 7.
S = [3, 7[.

√ √
Caso A > B ou A ≥ B
Técnica: Este caso exige uma análise mais detalhada, dividida em dois subcasos:

1. Subcaso 1: B < 0 (o membro √ não radical
√ é negativo). Se B é negativo, e A é não
negativo (pelo D.E.), então A > B (ou A ≥ B) é sempre verdadeira, desde que o
radical exista. A solução para este subcaso é a interseção do D.E. (A ≥ 0) com a condição
B < 0.
2. Subcaso 2: B ≥ 0 (o membro não radical é não negativo). Neste subcaso, ambos os
membros são não negativos, então podemos elevar ao quadrado sem alterar o sentido da
desigualdade: A > B 2 (ou A ≥ B 2 ). A solução para este subcaso é a interseção do D.E.
(A ≥ 0) com a condição B ≥ 0 e com a inequação resultante da elevação ao quadrado.
3. A solução final da inequação original é a união das soluções de todos os subcasos.

Exemplo (Inequação Irracional A > B):

Resolva x + 1 > x − 1.
Resolução:

• D.E.: x + 1 ≥ 0 ⇒ x ≥ −1.
• Subcaso 1: x − 1 < 0 ⇒ x < 1. Interseção com D.E.: [−1, 1[. (Solução S1 )

• Subcaso 2: x−1 ≥ 0 ⇒ x ≥ 1. Elevar ao quadrado: ( x + 1)2 > (x−1)2 ⇒ x+1 >
x2 − 2x + 1 ⇒ 0 > x2 − 3x ⇒ x2 − 3x < 0. Zeros de x2 − 3x: x(x − 3) = 0 ⇒ x = 0
ou x = 3. Parábola x2 − 3x abre para cima, é negativa entre as raízes: 0 < x < 3.
Interseção com condições do subcaso (x ≥ 1) e D.E. (x ≥ −1): [1, 3[. (Solução S2 )
• Solução Final: S = S1 ∪ S2 = [−1, 1[∪[1, 3[= [−1, 3[.

Sistematização de Técnicas de Cálculo em Matemática -


Parte 2
Esta é a segunda parte do documento que sistematiza as principais técnicas de cálculo, focando-
se em Sistemas de Equações Lineares e Funções, Equações e Inequações Exponenciais. Continua
a servir como um guia de referência para a compreensão e aplicação prática dos conceitos.

Sistemas de Equações Lineares (2 e 3 Incógnitas)


Um sistema de equações lineares é um conjunto de equações lineares que partilham as mesmas
incógnitas e para as quais se procura uma solução comum.

7
Sistemas 2 × 2 (Duas Equações, Duas Incógnitas)
Método de Substituição
Técnica: Isolar uma das incógnitas numa das equações e substituir a sua expressão na outra
equação. Exemplo (Substituição 2 × 2):

Resolva: (
x+y =7
2x − y = 2
Resolução: Da 1.ª eq., y = 7 − x. Substituindo na 2.ª:

2x − (7 − x) = 2
2x − 7 + x = 2
3x = 9
x = 3.

Substituindo x = 3 em y = 7 − x: y = 7 − 3 = 4.
S = {(3, 4)}.

Método de Adição Ordenada (Eliminação)


Técnica: Multiplicar uma ou ambas as equações por números adequados para que, ao so-
mar as equações membro a membro, uma das incógnitas seja eliminada. Exemplo (Adição
Ordenada 2 × 2):

Resolva: (
3x + 2y = 10
−3x + y = −1
Resolução: Somando as duas equações:

(3x + 2y) + (−3x + y) = 10 + (−1)


3y = 9
y = 3.

Substituindo y = 3 em 3x + 2y = 10: 3x + 2(3) = 10 ⇒ 3x + 6 = 10 ⇒ 3x = 4 ⇒ x = 43 .


S = {( 34 , 3)}.

Método de Cramer (Determinantes)


Técnica: Calcula-se o determinante do sistema (∆), e os determinantes para cada incógnita
(∆x , ∆y ) substituindo a coluna respetiva pela coluna dos termos independentes. As soluções
são x = ∆∆x e y = ∆∆y . Aplicável se ∆ ̸= 0. Exemplo (Cramer 2 × 2):

Resolva: (
2x + y = 5
x − 3y = −1

8
2 1 5 1
Resolução: ∆ = = (2)(−3) − (1)(1) = −6 − 1 = −7. ∆x = =
1 −3 −1 −3
2 5
(5)(−3) − (1)(−1) = −15 + 1 = −14. ∆y = = (2)(−1) − (5)(1) = −2 − 5 = −7.
1 −1
x = −14 −7
−7 = 2. y = −7 = 1.
S = {(2, 1)}.

Sistemas 3 × 3 (Três Equações, Três Incógnitas)


Método de Substituição
Técnica: Isolar uma incógnita numa das equações e substituir a sua expressão nas outras
duas equações. Isso reduz o sistema a um sistema 2 × 2, que é então resolvido. Finalmente,
substitui-se os valores encontrados para obter a terceira incógnita. Exemplo (Substituição
3 × 3):

Resolva: 
x + y − z = 0

2x − y + z = 3

x + 2y + z = 6

Resolução: Da 1.ª eq., z = x + y. Substituindo na 2.ª: 2x − y + (x + y) = 3 ⇒ 3x =


3 ⇒ x = 1. Substituindo na 3.ª: x + 2y + (x + y) = 6 ⇒ 2x + 3y = 6. Com x = 1:
2(1) + 3y = 6 ⇒ 3y = 4 ⇒ y = 43 . Com x = 1, y = 34 : z = 1 + 43 = 73 .
S = {(1, 34 , 73 )}.

Método de Adição Ordenada (Eliminação)


Técnica: Eliminar sistematicamente uma das incógnitas em pares de equações, reduzindo o
sistema 3 × 3 a um sistema 2 × 2. Depois, resolve-se o sistema 2 × 2 e, por substituição inversa,
encontram-se os valores das incógnitas. Exemplo (Adição Ordenada 3 × 3):

Resolva: 
x + y + z = 6

x−y+z =2

2x + y − z = 3

Resolução: (1) + (2): (x + y + z) + (x − y + z) = 6 + 2 ⇒ 2x + 2z = 8 ⇒ x + z = 4. (Eq.


4) (1) + (3): (x + y + z) + (2x + y − z) = 6 + 3 ⇒ 3x + 2y = 9. (Eq. 5) Do sistema 2 × 2:
(
x+z =4
3x + 2y = 9

O exemplo acima é simplificado. Num caso geral, teríamos que eliminar a mesma variável
de mais um par de equações para obter um segundo sistema 2 × 2 apenas com x e y (ou x e
z, ou y e z). Por exemplo, se tivéssemos eliminado z de (1) e (2), e depois de (2) e (3). Para
este exemplo: Da Eq. 4, z = 4 − x. Substituindo na Eq. 1: x + y + (4 − x) = 6 ⇒ y + 4 =
6 ⇒ y = 2. Substituindo y = 2 na Eq. 5: 3x + 2(2) = 9 ⇒ 3x + 4 = 9 ⇒ 3x = 5 ⇒ x = 35 .
Com x = 53 : z = 4 − 53 = 12−5
3 = 3.
7

S = {( 35 , 2, 37 )}.

9
Método de Cramer (Determinantes)
Técnica: Calcula-se o determinante do sistema (∆) e os determinantes para cada incógnita
(∆x , ∆y , ∆z ) substituindo a coluna respetiva pela coluna dos termos independentes. Utiliza-se
a Regra de Sarrus para determinantes 3×3. As soluções são x = ∆∆x , y = ∆∆y , z = ∆∆z . Aplicável
se ∆ ̸= 0. Exemplo (Cramer 3 × 3):

Resolva: 
x − y + z = 1

2x + y − z = 2

x + 2y + z = 3

1 −1 1
Resolução: ∆ = 2 1 −1 = 1(1 − (−2)) − (−1)(2 − (−1)) + 1(4 − 1) = 1(3) + 1(3) +
1 2 1
1 −1 1
1(3) = 3 + 3 + 3 = 9. ∆x = 2 1 −1 = 1(1 − (−2)) − (−1)(2 − (−3)) + 1(4 − 3) =
3 2 1
1 1 1
1(3)+1(5)+1(1) = 3+5+1 = 9. ∆y = 2 2 −1 = 1(2−(−3))−1(2−(−1))+1(6−2) =
1 3 1
1 −1 1
1(5) − 1(3) + 1(4) = 5 − 3 + 4 = 6. ∆z = 2 1 2 = 1(3 − 4) − (−1)(6 − 2) + 1(4 − 1) =
1 2 3
1(−1) + 1(4) + 1(3) = −1 + 4 + 3 = 6. x = 99 = 1. y = 69 = 23 . z = 69 = 32 .
S = {(1, 32 , 23 )}.

Funções, Equações e Inequações Exponenciais


Uma função exponencial é da forma f (x) = ax , onde a > 0 e a ̸= 1. Equações e inequações
exponenciais envolvem a incógnita no expoente.

Propriedades das Potências Essenciais


Técnica: A base para resolver problemas exponenciais é o domínio das propriedades das
potências:
• am · an = am+n
am
• an
= am−n
• (am )n = amn
• a0 = 1 (a ̸= 0)
• a−n = 1
an

• am/n = n
am

Exemplo (Aplicação de Propriedades):


Simplifique 2x+3 .
Resolução: 2x+3 = 2x · 23 = 8 · 2x .

10
Equações Exponenciais
Igualar Bases
Técnica: Se for possível expressar ambos os membros da equação com a mesma base (aX = aY ),
então os expoentes devem ser iguais (X = Y ). Exemplo (Equação Exponencial - Igualar
Bases):

Resolva 4x = 32.
Resolução: (22 )x = 25 ⇒ 22x = 25 ⇒ 2x = 5 ⇒ x = 52 .
S = { 25 }.

Substituição de Variável (Forma Quadrática)


Técnica: Equações do tipo A · (ax )2 + B · ax + C = 0 (ou A · a2x + B · ax + C = 0) podem ser
transformadas numa equação quadrática fazendo a substituição y = ax . Lembre-se que y deve
ser sempre positivo (y > 0). Exemplo (Equação Exponencial - Substituição):

Resolva e2x − 3ex + 2 = 0.


Resolução: Seja y = ex . A equação torna-se y 2 −3y +2 = 0. Fatorizando, (y −1)(y −2) =
0. y1 = 1 ou y2 = 2. Para y1 = 1: ex = 1 ⇒ x = ln(1) ⇒ x = 0. Para y2 = 2:
ex = 2 ⇒ x = ln(2).
S = {0, ln(2)}.

Aplicação de Logaritmos
Técnica: Se as bases não puderem ser igualadas facilmente, aplica-se o logaritmo (geralmente
logaritmo natural ln ou logaritmo decimal log10 ) a ambos os membros da equação. Utiliza-se a
propriedade log(ax ) = x · log(a). Exemplo (Equação Exponencial - Logaritmos):

Resolva 5x = 12.
Resolução: Aplicamos ln a ambos os membros:

ln(5x ) = ln(12)
x · ln(5) = ln(12)
ln(12)
x= .
ln(5)

S = { ln(12)
ln(5) }.

Inequações Exponenciais
Igualar Bases (Análise da Base)
Técnica: Expressar ambos os membros com a mesma base (aX ⋚ aY ).

• Se a base a > 1: Mantém-se o sentido da desigualdade ao comparar os expoentes (X ⋚ Y ).

• Se a base 0 < a < 1: Inverte-se o sentido da desigualdade ao comparar os expoentes


(X ⪌ Y ).

11
Exemplo (Inequação Exponencial - Base > 1):

Resolva 2x > 8.
Resolução: 2x > 23 . Base 2 > 1, então x > 3.
S =]3, +∞[.

Exemplo (Inequação Exponencial - Base entre 0 e 1):


x
Resolva 31 ≤ 9.
1 −2
x
Resolução: 13 ≤ . Base 1
< 1, então x ≥ −2.

3 3
S = [−2, +∞[.

Substituição de Variável (Forma Quadrática)


Técnica: Semelhante às equações, transforma-se a inequação exponencial numa inequação
quadrática fazendo y = ax (com y > 0). Resolve-se para y e depois volta-se para x, aplicando
as regras de inversão de sinal se a base for 0 < a < 1. Exemplo (Inequação Exponencial -
Substituição):

Resolva 4x − 5 · 2x + 4 < 0.
Resolução: Seja y = 2x . A inequação torna-se y 2 − 5y + 4 < 0. Zeros: (y − 1)(y − 4) =
0 ⇒ y = 1 ou y = 4. Parábola y 2 − 5y + 4 abre para cima, é negativa entre as raízes:
1 < y < 4. Com y > 0: a condição 1 < y < 4 já satisfaz y > 0. Substituindo y = 2x :
1 < 2x < 4. 20 < 2x < 22 . Base 2 > 1, então 0 < x < 2.
S =]0, 2[.

Aplicação de Logaritmos
Técnica: Se as bases não puderem ser igualadas facilmente, aplica-se o logaritmo (natural ou
decimal) a ambos os membros da inequação.

• Se a base do logaritmo b > 1: Mantém-se o sentido da desigualdade.

• Se a base do logaritmo 0 < b < 1: Inverte-se o sentido da desigualdade.

Exemplo (Inequação Exponencial - Logaritmos):

Resolva 3x ≥ 7.
Resolução: Aplicamos ln a ambos os membros (base e > 1, mantém o sinal):

ln(3x ) ≥ ln(7)
x · ln(3) ≥ ln(7)
ln(7)
x≥ .
ln(3)

S = [ ln(7)
ln(3) , +∞[.

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