XII.B.1.
Exercícios Resolvidos: Equações Algébricas (Graus
1, 2, 3 e Biquadráticas) e Equivalência
Esta secção apresenta a resolução detalhada de exercícios sobre equações algébricas de diferentes
graus e o conceito de equivalência de equações. Cada solução é um "Guia Detalhado e Gentil",
concebido para o guiar passo a passo, com justificativas explícitas e alertas para erros comuns,
simulando a orientação de um mentor.
Nível Fácil
1. Resolva a equação:
3x − 7 = 2x + 1
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação linear (de 1.º
grau).
Passo 2: Estratégia: O objetivo é isolar a incógnita x. Para isso, agrupamos os termos
com x num dos membros da equação e os termos constantes no outro.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Começamos por subtrair 2x de ambos os membros da equação:
3x − 2x − 7 = 2x − 2x + 1
x−7=1
b) Em seguida, adicionamos 7 a ambos os membros para isolar x:
x−7+7=1+7
x=8
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {8}.
Interpretação do Resultado: O valor x = 8 é a única solução para esta equação. Isso
significa que, se substituirmos x por 8 na equação original, ambos os lados da igualdade
serão iguais.
2. Resolva a equação:
x2 − 4x + 4 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação quadrática (de
2.º grau).
Passo 2: Estratégia: Podemos tentar fatorizar a equação, usar a fórmula resolvente ou
1
reconhecer um produto notável. Neste caso, x2 − 4x + 4 é um quadrado perfeito.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Reconhecemos que x2 − 4x + 4 é a expansão de (x − 2)2 .
b) Então, a equação torna-se (x − 2)2 = 0.
c) Para que um quadrado seja zero, a base tem de ser zero: x − 2 = 0.
d) Adicionamos 2 a ambos os membros: x = 2.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {2}. (Esta é uma raiz dupla).
Interpretação do Resultado: A equação tem uma única solução real, x = 2, que é
uma raiz de multiplicidade 2 (ou raiz dupla). Graficamente, isso significa que a parábola
y = x2 − 4x + 4 toca o eixo x num único ponto (2, 0).
3. Resolva a equação:
x3 − 8 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação cúbica (de 3.º
grau), que é um caso simples de diferença de cubos.
Passo 2: Estratégia: Podemos isolar o x3 e calcular a raiz cúbica, ou fatorizar a expressão
como uma diferença de cubos.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Adicionamos 8 a ambos os membros: x3 = 8.
√
b) Para encontrar x, calculamos a raiz cúbica de 8: x = 3
8.
c) x = 2.
d) Nota: Embora uma equação cúbica tenha 3 raízes no conjunto dos números
complexos, neste nível, focamo-nos nas raízes reais. As outras duas raízes
seriam complexas.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {2}.
Interpretação do Resultado: A única solução real para esta equação é x = 2. Isso
significa que 2 é o único número real que, elevado ao cubo, resulta em 8.
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Nível Médio
4. Determine o valor de k para que a equação tenha exatamente
uma solução real:
2x2 + kx + 8 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a trabalhar com uma equação quadrática
e a condição para ter uma única solução real (raiz dupla).
Passo 2: Estratégia: Uma equação quadrática ax2 + bx + c = 0 tem exatamente uma
solução real (ou uma raiz dupla) se e somente se o seu discriminante (∆) for
igual a zero. Lembre-se que ∆ = b2 − 4ac.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Na equação 2x2 + kx + 8 = 0, identificamos os coeficientes: a = 2, b = k,
c = 8.
b) Calculamos o discriminante: ∆ = k 2 − 4(2)(8) = k 2 − 64.
c) Impomos a condição ∆ = 0: k 2 − 64 = 0.
√
d) Resolvemos para k: k 2 = 64 ⇒ k = ± 64.
e) k = ±8.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {−8, 8}.
Interpretação do Resultado: Existem dois valores de k (8 e -8) que farão com que a
equação quadrática original tenha exatamente uma solução real. Isso significa que, para
k = 8, a equação seria 2x2 + 8x + 8 = 0, que simplifica para x2 + 4x + 4 = 0, ou (x + 2)2 = 0,
tendo x = −2 como raiz dupla. Para k = −8, a equação seria 2x2 −8x+8 = 0, que simplifica
para x2 − 4x + 4 = 0, ou (x − 2)2 = 0, tendo x = 2 como raiz dupla.
5. Verifique se as equações são equivalentes:
x2 − 9 = 0 e (x − 3)(x + 3) = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: O problema pede para verificar a equivalência de
equações.
Passo 2: Estratégia: Duas equações são equivalentes se e somente se tiverem o mesmo
conjunto-solução no mesmo domínio. Devemos resolver cada equação separada-
mente e comparar os seus conjuntos-solução.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Primeira equação: x2 − 9 = 0.
◦ x2 = 9
√
◦ x=± 9
3
◦ x = ±3.
◦ Conjunto-solução da primeira equação: S1 = {−3, 3}.
b) Segunda equação: (x − 3)(x + 3) = 0.
◦ Pela propriedade do anulamento do produto, se um produto de fatores
é zero, então pelo menos um dos fatores deve ser zero.
◦ x − 3 = 0 ⇒ x = 3.
◦ x + 3 = 0 ⇒ x = −3.
◦ Conjunto-solução da segunda equação: S2 = {−3, 3}.
c) Comparação: Como S1 = S2 , as equações são equivalentes.
Passo 4: Conclusão: As equações são equivalentes.
Interpretação do Resultado: A equivalência de equações é um conceito fundamental que
nos permite manipular equações (por exemplo, fatorizá-las ou expandi-las) sem alterar o seu
conjunto de soluções. Isso é crucial para resolver problemas matemáticos, pois podemos
transformar uma equação numa forma mais fácil de resolver, sabendo que as soluções
permanecem as mesmas.
6. Resolva a equação biquadrática:
x4 − 5x2 + 4 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação biquadrática.
Passo 2: Estratégia: Utilizamos a substituição de variável x2 = t para transformar a
equação biquadrática numa equação quadrática em t. Após resolver para t,
voltamos à variável original x.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Substituição: Seja x2 = t. Então, x4 = (x2 )2 = t2 .
b) A equação torna-se: t2 − 5t + 4 = 0.
c) Resolução da Quadrática em t: Podemos fatorizar ou usar a fórmula
resolvente. Por fatorização: (t − 1)(t − 4) = 0.
◦ t − 1 = 0 ⇒ t1 = 1.
◦ t − 4 = 0 ⇒ t2 = 4.
d) Substituição Inversa para x:
√
◦ Para t1 = 1: x2 = 1 ⇒ x = ± 1 ⇒ x = ±1.
√
◦ Para t2 = 4: x2 = 4 ⇒ x = ± 4 ⇒ x = ±2.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {−2, −1, 1, 2}.
Interpretação do Resultado: Uma equação biquadrática de grau 4 pode ter até quatro
soluções reais distintas, como neste caso. Cada solução de t positiva gera duas soluções
reais para x (uma positiva e uma negativa). Análise de Erros e Prevenção Ativa:
4
• Erro Típico 1: Esquecer a Substituição Inversa ou Apenas a Raiz Positiva.
Causa Raiz: Resolver a equação em t e parar aí, ou, ao resolver x2 = t, esquecer-se
de que x pode ser tanto a raiz positiva quanto a negativa. Por exemplo, para x2 = 4,
obter apenas x = 2. Prevenção Ativa: Após encontrar os valores de t, faça um
lembrete mental: "Agora, volte para x2 = t e lembre-se do ±!". Uma equação de
grau 4 deve ter 4 raízes (reais ou complexas, contando multiplicidade). Se encontrar
menos, verifique.
• Erro Típico 2: Confundir x2 com x. Causa Raiz: Tratar a equação biquadrática
como se fosse uma quadrática em x diretamente, sem a substituição. Prevenção
Ativa: Identifique a forma ax4 + bx2 + c = 0. Se os expoentes são 4 e 2 (e 0), a
substituição x2 = t é o caminho.
7. Resolva a equação:
x3 + 2x2 − x − 2 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação cúbica.
Passo 2: Estratégia: Para equações cúbicas sem um padrão óbvio (como diferença de
cubos), podemos tentar a fatorização por agrupamento ou procurar raízes raci-
onais usando o Teorema das Raízes Racionais e, em seguida, aplicar a Regra de
Ruffini.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Fatorização por Agrupamento: Agrupamos os termos dois a dois:
(x3 + 2x2 ) − (x + 2) = 0
b) Fatorizamos o fator comum em cada grupo:
x2 (x + 2) − 1(x + 2) = 0
c) Agora, (x + 2) é um fator comum:
(x + 2)(x2 − 1) = 0
d) Anulamento do Produto:
◦ x + 2 = 0 ⇒ x1 = −2.
√
◦ x2 − 1 = 0 ⇒ x2 = 1 ⇒ x = ± 1 ⇒ x2 = 1, x3 = −1.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {−2, −1, 1}.
Interpretação do Resultado: A equação tem três soluções reais distintas. A fatorização
por agrupamento é uma técnica poderosa para resolver equações de grau superior quando
os termos podem ser agrupados de forma a revelar fatores comuns.
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Nível Complexo
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8. Resolva a equação, sabendo que x = 2 é uma das suas raízes:
x3 − 3x2 − 10x + 24 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação cúbica, e nos é
fornecida uma raiz.
Passo 2: Estratégia: Se x = 2 é uma raiz do polinómio P (x) = x3 − 3x2 − 10x + 24,
então (x − 2) é um fator do polinómio. Podemos usar a Regra de Ruffini para
dividir P (x) por (x − 2) e obter um polinómio de 2.º grau, que então podemos
resolver.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Aplicação da Regra de Ruffini:
2 | 1 -3 -10 24
| 2 -2 -24
------------------
1 -1 -12 0
b) O quociente da divisão é x2 − x − 12. O resto é 0, o que confirma que x = 2
é uma raiz.
c) Agora, resolvemos a equação quadrática x2 − x − 12 = 0.
d) Usamos a fórmula resolvente:
p √ √
−(−1) ± (−1)2 − 4(1)(−12) 1 ± 1 + 48 1 ± 49 1±7
x= = = = .
2(1) 2 2 2
◦ x1 = 1+72
= 82 = 4.
◦ x2 = 1−72
= −62
= −3.
e) As raízes do polinómio são 2 (a raiz dada), 4 e -3.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {−3, 2, 4}.
Interpretação do Resultado: O conhecimento de uma raiz de um polinómio de grau
superior permite reduzir o problema a um de grau inferior (neste caso, de grau 3 para grau
2), tornando a resolução mais acessível. Análise de Erros e Prevenção Ativa:
• Erro Típico 1: Erros de Sinal na Regra de Ruffini. Causa Raiz: Confusão
com os sinais ao multiplicar e somar na tabela de Ruffini. Lembre-se que se multiplica
o número da raiz pelo coeficiente e soma-se ao próximo coeficiente. Prevenção
Ativa: Faça cada passo da multiplicação e soma lentamente. Use parênteses mentais
ou físicos para as operações. Verifique se o resto é zero se a raiz for dada.
• Erro Típico 2: Esquecer a Raiz Dada. Causa Raiz: Resolver a equação
quadrática e esquecer de incluir a raiz original (dada no enunciado) no conjunto-
solução final. Prevenção Ativa: No final, faça uma "checklist": "Quais são todas
as raízes que encontrei? A raiz dada está incluída?".
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9. Determine o valor de m para que as equações sejam equivalentes:
x2 − 4 = 0 e x2 − mx + 2 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: O problema envolve a equivalência de equações,
onde uma delas possui um parâmetro desconhecido.
Passo 2: Estratégia: Para que duas equações sejam equivalentes, elas devem ter o mesmo
conjunto-solução. Primeiro, resolvemos a equação que não tem o parâmetro
para encontrar o seu conjunto-solução. Depois, substituímos essas soluções na
segunda equação e determinamos o valor do parâmetro.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Primeira equação: x2 − 4 = 0.
√
◦ x2 = 4 ⇒ x = ± 4 ⇒ x = ±2.
◦ Conjunto-solução da primeira equação: S1 = {−2, 2}.
b) Segunda equação: Para que x2 − mx + 2 = 0 seja equivalente à primeira,
as suas raízes devem ser x = −2 e x = 2.
c) Podemos usar as relações de Girard (soma e produto das raízes) ou substituir
os valores de x na equação.
◦ Usando a soma das raízes (Relações de Girard): Para uma equa-
ção ax2 + bx + c = 0, a soma das raízes é − ab .
⋄ Neste caso, a = 1, b = −m, c = 2.
⋄ Soma das raízes: (−2) + (2) = 0.
⋄ Pela fórmula: − (−m)
1
= m.
⋄ Então, m = 0.
◦ Usando o produto das raízes (Relações de Girard): Para uma
equação ax2 + bx + c = 0, o produto das raízes é ac .
⋄ Produto das raízes: (−2) · (2) = −4.
⋄ Pela fórmula: 21 = 2.
⋄ Isso nos dá −4 = 2, o que é uma contradição.
d) Onde está o problema? A contradição significa que não é possível que
a segunda equação tenha exatamente as raízes {−2, 2} e, ao mesmo tempo,
c = 2. Se as raízes são −2 e 2, a equação fatorizada seria (x−(−2))(x−2) =
(x + 2)(x − 2) = x2 − 4 = 0. Comparando com x2 − mx + 2 = 0, vemos que
o termo constante deveria ser −4, não 2.
e) Conclusão: Não existe valor de m para o qual as duas equações sejam equi-
valentes, pois os termos constantes são diferentes e não podem ser ajustados
apenas por m. A questão pode ser reformulada para "Determine o valor de
m para que a equação x2 − mx − 4 = 0 seja equivalente a x2 − 4 = 0", nesse
caso m = 0.
f ) Considerando o enunciado original, a resposta é que não existe tal valor de
m.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
8
a) S = ∅.
Interpretação do Resultado: Este problema ilustra um ponto crucial sobre a equiva-
lência de equações: não basta que as raízes sejam as mesmas; a estrutura da equação
(especialmente os coeficientes) deve ser consistente. Se uma equação já está "fixa"em al-
guns coeficientes, pode não ser possível ajustá-la para ter um conjunto de raízes específico
apenas variando um parâmetro. Análise de Erros e Prevenção Ativa:
• Erro Típico 1: Apenas usar a soma das raízes. Causa Raiz: Calcular m
apenas pela soma das raízes e assumir que a equivalência está garantida. Prevenção
Ativa: Para equivalência, todos os coeficientes devem ser proporcionais (ou iguais,
se o coeficiente de x2 for 1). Verifique a consistência de todos os termos (incluindo o
termo independente) ou use tanto a soma quanto o produto das raízes para verificar
a consistência.
• Erro Típico 2: Não perceber a contradição. Causa Raiz: Forçar uma solução
mesmo quando os cálculos indicam uma inconsistência. Prevenção Ativa: Se chegar
a uma contradição matemática (e.g., −4 = 2), isso significa que não há solução para
o problema conforme enunciado. Não tente "arredondar"ou "forçar"um valor.
10. Resolva a equação:
x4 − 13x2 + 36 = 0
Passo 1: Identificação do Conceito: Estamos a resolver uma equação biquadrática.
Passo 2: Estratégia: Utilizamos a substituição de variável x2 = t para transformar a
equação biquadrática numa equação quadrática em t. Após resolver para t,
voltamos à variável original x.
Passo 3: Execução Detalhada:
a) Substituição: Seja x2 = t. Então, x4 = (x2 )2 = t2 .
b) A equação torna-se: t2 − 13t + 36 = 0.
c) Resolução da Quadrática em t: Usamos a fórmula resolvente:
p √ √
−(−13) ± (−13)2 − 4(1)(36) 13 ± 169 − 144 13 ± 25 13 ± 5
t= = = = .
2(1) 2 2 2
13+5 18
◦ t1 = 2
= 2
= 9.
13−5 8
◦ t2 = 2
= 2
= 4.
d) Substituição Inversa para x:
√
◦ Para t1 = 9: x2 = 9 ⇒ x = ± 9 ⇒ x = ±3.
√
◦ Para t2 = 4: x2 = 4 ⇒ x = ± 4 ⇒ x = ±2.
Passo 4: Formatação Rigorosa do Conjunto-Solução:
a) S = {−3, −2, 2, 3}.
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Interpretação do Resultado: Esta equação biquadrática tem quatro soluções reais dis-
tintas. É um exemplo clássico de como a substituição de variável simplifica um problema
de grau 4 para um problema de grau 2, que é mais fácil de resolver. Análise de Erros
e Prevenção Ativa:
• Erro Típico 1: Erros de Cálculo no Discriminante ou na Fórmula Resol-
vente. Causa Raiz: Distração ou descuido ao calcular b2 , −4ac, ou ao simplificar a
raiz quadrada. Prevenção Ativa: Faça os cálculos do discriminante separadamente
e com cuidado. Revise os sinais. Se o discriminante for um quadrado perfeito, é um
bom sinal de que as raízes serão números inteiros ou racionais.
• Erro Típico 2: Esquecer de considerar as raízes negativas para x. Causa
Raiz: Ao resolver x2 = t, muitos estudantes lembram-se
√ apenas da raiz positiva.
Prevenção Ativa: Crie o hábito de escrever ± t sempre que resolver x2 = t.
Lembre-se que uma equação de grau 4 deve ter 4 raízes (reais ou complexas, contando
multiplicidade). Se encontrar menos, algo está errado.
XII.B.2. Exercícios Propostos: Equações Algébricas (Graus
1, 2, 3 e Biquadráticas) e Equivalência
Esta secção oferece uma série de exercícios para a sua prática autónoma. Para os problemas
mais desafiadores, encontrará "Perguntas para Reflexão"para aprofundar a sua compreensão
após a resolução.
Nível Fácil
1. Resolva a equação:
5x + 1 = 3x − 9
2. Resolva a equação:
x2 − 6x + 9 = 0
3. Resolva a equação:
x3 + 27 = 0
4. Determine se as equações são equivalentes:
2x − 4 = 0 e x − 2 = 0
Nível Médio
5. Resolva a equação:
3x2 − 10x + 8 = 0
6. Determine o valor de p para que a equação tenha uma única solução real:
x2 − 6x + p = 0
7. Resolva a equação:
x3 − x = 0
10
8. Verifique se as equações são equivalentes:
x(x − 5) = 0 e x2 − 5x = 0
9. Resolva a equação biquadrática:
x4 − 26x2 + 25 = 0
10. Resolva a equação:
x3 + 3x2 − 4x − 12 = 0
Nível Difícil (Nível do Livro)
Os seguintes exercícios foram copiados diretamente do livro de referência "Matemática 11 -
Expressões Algébricas Irracionais a Equações e Inequações [Link]", garantindo a sua
autenticidade e familiaridade.
11. (Ref. Atividade 37.a) Encontra a solução de cada uma das seguintes equações:
4x2 − 5x + 1 = 0
• Qual a importância do sinal do discriminante para o número de soluções reais de
uma equação quadrática?
• Se o termo independente fosse negativo, como isso afetaria o discriminante?
12. (Ref. Atividade 37.b) Encontra a solução de cada uma das seguintes equações:
3x2 + 14x − 69 = 0
• Como a magnitude dos coeficientes afeta a complexidade dos cálculos na fórmula
resolvente?
• Poderia ter tentado fatorizar esta equação antes de usar a fórmula resolvente? Porquê
ou porquê não?
13. (Ref. Atividade 37.c) Encontra a solução de cada uma das seguintes equações:
x2 − x − 12 = 0
14. (Ref. Atividade 47.a) Resolve as seguintes equações cúbicas:
x3 (x2 − x + 1) = 0
• Quantas raízes reais e complexas esta equação possui, contando multiplicidade?
• Como a fatorização inicial simplifica drasticamente a resolução?
15. (Ref. Atividade 47.b) Resolve as seguintes equações cúbicas:
x3 − 8 = 0
16. (Ref. Atividade 47.c) Resolve as seguintes equações cúbicas:
125 + x3 = 0
11
17. (Ref. Atividade 48.a) Resolve as seguintes equações biquadráticas:
4x4 − 5x2 + 1 = 0
• Se uma das soluções para t fosse negativa, como isso afetaria as soluções para x?
• Como esta equação se relaciona com a equação quadrática 4y 2 − 5y + 1 = 0?
18. (Ref. Atividade 48.b) Resolve as seguintes equações biquadráticas:
x4 = 16 − 2x2
• Qual é o primeiro passo crucial para transformar esta equação na forma padrão de
uma biquadrática?
• Se as soluções para t fossem ambas negativas, o que isso implicaria para as soluções
de x no conjunto dos números reais?
Nível Difícil (Além do Livro - Contextualizado)
19. Problema de Otimização de Área: Uma empresa de design de jardins pretende criar
um canteiro de flores em forma de retângulo. O comprimento do canteiro deve ser o dobro
da sua largura. Se a área do canteiro for de 72 m2 , determine as dimensões do canteiro.
20. Problema de Crescimento Populacional (Simplificado): A população de uma co-
lónia de bactérias pode ser modelada pela equação P (t) = P0 · 2t , onde P0 é a população
inicial e t é o tempo em horas. Se a população inicial for de 100 bactérias, em quantas
horas a população atingirá 800 bactérias?
21. Problema de Engenharia (Resistência de Material): A resistência de um deter-
minado material (em GPa) sob uma carga específica pode ser modelada pela equação
R(x) = x4 − 20x2 + 64, onde x é um fator de tensão. Determine os valores de x para os
quais a resistência do material é nula.
22. Problema de Finanças (Juros Compostos Simplificado): Um investimento inicial
de 1000 unidades monetárias cresce de acordo com a equação M (t) = 1000(1 + r)t , onde
M (t) é o montante final, r é a taxa de juro anual e t é o número de anos. Se o montante
final após 2 anos for de 1210 unidades monetárias, qual foi a taxa de juro anual r?
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Chave de Respostas (Exercícios Propostos XII.B.2)
Nível Fácil
• 1. S = {−5}
• 2. S = {3}
• 3. S = {−3}
• 4. São equivalentes.
Nível Médio
• 5. S = { 34 , 2}
• 6. p = 9
• 7. S = {−1, 0, 1}
• 8. São equivalentes.
• 9. S = {−5, −1, 1, 5}
• 10. S = {−3, −2, 2}
Nível Difícil (Nível do Livro)
• 11. S = { 41 , 1}
• 12. S = {−3, 23
3
}
• 13. S = {−3, 4}
• 14. S = {0}
• 15. S = {2}
• 16. S = {−5}
• 17. S = {− 21 , 12 , −1, 1}
• 18. S = {−2, 2}
Nível Difícil (Além do Livro - Contextualizado)
• 19. Largura = 6 m, Comprimento = 12 m.
• 20. 3 horas.
• 21. x = ±2 ou x = ±4.
• 22. r = 0.1 ou 10%.
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