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Gestão de Produção e Logística FATEC

O documento apresenta a ementa e o conteúdo programático da disciplina de Gestão da Produção e Logística, ministrada pelo Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos na FATEC. O curso abrange temas como a evolução histórica da produção, tipos de sistemas de produção, administração de recursos materiais, logística empresarial e avaliação de desempenho. Além disso, descreve as metodologias de ensino e critérios de avaliação, enfatizando a importância da frequência e participação dos alunos.

Enviado por

Ronaldo Bortoto
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Gestão de Produção e Logística FATEC

O documento apresenta a ementa e o conteúdo programático da disciplina de Gestão da Produção e Logística, ministrada pelo Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos na FATEC. O curso abrange temas como a evolução histórica da produção, tipos de sistemas de produção, administração de recursos materiais, logística empresarial e avaliação de desempenho. Além disso, descreve as metodologias de ensino e critérios de avaliação, enfatizando a importância da frequência e participação dos alunos.

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Sistema de Gestão da

Produção e Logística
Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
FATEC SBC
01
Agenda
01. Apresentação do 02. Apresentação da
Professor Ementa
Dr. Fernando Ribeiro dos
Santos

03. Critérios de 04. O que vem a 05. Referências


Avaliação seguir
Conceitos principais

2 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Fernando Ribeiro dos Santos, Prof. Dr.

Bacharel em Administração
MBA em Marketing
Pós-Graduação em Modelos Organizacionais
Pós-Graduação em Educação a Distância
Mestrado em Gestão de Negócios
Doutorado em Administração

Experiência profissional em empresas de diversos ramos, desde Microempresas


até Multinacionais. Microempresário em duas oportunidades.

Docente desde 2000. Professor da FATEC desde 2004 (efetivo desde 2008) e do
IFSP (desde 2008). Com experiência em EAD por 11 anos.

3 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Ementa

Objetivo: Compreender logística e suas


interações com a Gestão da produção, assim
como os principais sistemas de informação
para gestão de produção e logística.
Ementa: A função Gestão da Produção.
Escopo da logística empresarial. Principais
atividades e interfaces com funções da
organização. Projeto da rede logística
armazenamento e manipulação de materiais.
Estudo dos principais sistemas de informação
em gestão de produção e logística.

4 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Conteúdo Programático
1. Apresentação dos alunos, do professor e da Emenda da Disciplina e dos critérios de avaliação. Introdução à Gestão da Produção e à
Logística.
2. Evolução Histórica da Produção, Funções Gerenciais na Administração da Produção e A função da Gestão da Produção
3. Tipos de Sistemas de Produção
4. Administração dos Recursos Materiais e Planejamento da Capacidade Produtiva
5. Estudos dos Tempos e Movimentos e o Projeto e Medida do Trabalho
6. Calculando os Requisitos de Equipamentos e Mão de obra e Expansão da Capacidade
7. Localização de instalações: fatores e métodos
8. Reforçando os conceitos apresentados
9. Avaliação P1
10. Layout das Instalações
11. Vista da P1 e Escopo da Logística empresarial, seus fluxos e as Principais interfaces com funções da organização
12. Cadeias de Suprimento
13. Projeto da rede logística, armazenamento e manipulação de materiais
14. Estoques: Custos, Planejamento, Políticas e Práticas
15. Infraestrutura de Transportes: funcionalidades, regulamentação, estrutura (modais)
16. Operações de Transporte: formação de preços, administração e documentação
17. Armazenagem: estratégia, funcionamento e decisões. Embalagem
18. Estudo dos principais sistemas de informação em gestão de produção e logística. Estrutura de TI
19. Avaliação P2
20. Vista da P2 e Avaliação SUB
5 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
Metodologia de Aprendizagem

Aulas expositivas e dialógicas.

Aplicação de metodologias ativas para estímulo da visão crítica e funcional das


ferramentas gerenciais com a utilização do PBL - Problem Based Learning
(Aprendizagem Baseada em Problemas) em atividades em grupo.

Aplicação de metodologia de caso.

Lista de exercícios para fixação dos conceitos.

6 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Critérios de Avaliação

Avaliação 1 (P1) – individual, equivalendo a 80% da nota.


E1 - Exercícios individuais e/ou em Grupo, equivalendo a 20% da nota

Avaliação 2 (P2) – individual, equivalendo a 80% da nota.


E2 - Exercícios individuais e/ou em Grupo, equivalendo a 20% da nota

A média das notas deve ser igual ou superior à seis (6,0). Mínimo de 75% de
frequência às aulas.

O aluno que não atingir média final de aprovação, ou quiser melhorar sua média
final, pode realizar a avaliação substitutiva.

7 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Cronograma da Disciplina
O quê? Quando? Obs.
Aula reposição 1 27/08/2022 (sáb. à tarde) Ver instruções a seguir
Avaliação P1 24/09/2022 Todo o conteúdo do bimestre.
Aula reposição 2 12/11/2022 (sáb. à tarde) Ver instruções a seguir
Avaliação P2 03/12/2022 Todo o conteúdo do bimestre.
Aula reposição 3 03/12/2022 (sáb. à tarde). Ver instruções a seguir
Avaliação SUB 17/12/2022 Todo o conteúdo do semestre.

As reposições (aula-trabalho) são determinadas pela Direção (e pelo CPS) e estão


definidas em Calendário.
Vocês deverão entregar as Listas de Exercícios que valerão para atribuir presenças (ou
faltas) nas aulas de reposição (ver instruções a seguir).

8 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Observações para o bom andamento do semestre (na dúvida
consulte o Regimento Geral das Fatecs):

1. Faltas reprovam, portanto não falte!


2. Atestados não abonam faltas, portanto não falte.
3. Atrasos podem e serão penalizados com falta, saídas antecipadas, idem.
4. A responsabilidade pelo controle de suas faltas é sua, portanto, controle-as! Você
deve ter presença de no mínimo 75% das aulas dadas; faça a conta.
5. O Cronograma da disciplina será seguido à risca, portanto, não há, em hipótese alguma,
a possibilidade de se entregar os trabalhos em dia posterior à data estipulada no
Cronograma. Não insista.
6. As datas das Avaliações são marcadas pela Direção (Calendário) e não serão alteradas
pelo professor. Nenhuma avaliação será aplicada em outro dia sob qualquer pretexto.
7. Não há, em hipótese alguma, a possibilidade de se fazer trabalhos ao final do semestre
para “recuperar notas” ou compensar faltas, portanto, estude e participe ao longo do
semestre!
8. O atendimento aos alunos será feito em sala de aula, em horário de aula.
9 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
Observações para o bom andamento do semestre (na dúvida
consulte o Regimento Geral das Fatecs).
9. Se necessitar se comunicar com o professor fora do horário de aula, dê prefência ao
Teams. Evite enviar várias mensagens; aguarde que responderei a todas as
mensagens. Evitem, também, o envio de e-mail, pois o e-mail institucional é extramente
poluído com e-mails enviados por todas as Fatecs existentes. Não atenderei alunos em
horário de aulas de outras disciplinas, bem como por meio de Redes Sociais.
10. As informações, mensagens, material de aula, serão passadas por meio do TEAMs. A
maioria das (suas) dúvidas já foram respondidas previamente por estes meios,
portanto, evite o envio de e-mails – conforme explicado acima.
11. A instituição tem um critério de aprovação (cálculo da média) e este professor
obedecerá ao mesmo, não existindo possibilidades de arredondamentos, portanto
estude.
12. Faça a sua parte: estude, pois somente o estudo poderá levá-lo a mudar sua condição
de vida para melhor.
13. Exija o máximo de seu professor durante as aulas, afinal, indiretamente você paga o
seu salário.
10 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
Informações importantes sobre a disciplina:
1. O material de aula está baseado na Bibliografia indicada. A Biblioteca da FATEC é bem
equipada, portanto, enriqueça seus conhecimentos consultando-a.
2. O material de aula é um material complementar, portanto não substitui a leitura de um ou
mais livros da Bibliografia indicada.
3. O material de aula é um resumo das aulas, portanto, sugere-se a leitura de uma ou mais
das obras indicadas na Bibliografia.
4. O material de aula vem, propositadamente, com lacunas (espaços/informações
incompletas) que serão passadas durante as aulas, portanto, acompanhe as aulas e
complete as informações.
5. Para melhor aproveitamento dos estudos recomenda-se que venha preparado para a
aula, ou seja, que tenha lido a apostila antes e tenha anotado suas dúvidas, que são
extremamente importantes para o processo de aprendizagem.
6. Durante as aulas vocês serão instigados a contribuir com as suas impressões, suas
opiniões, para sabermos se o seu raciocínio está no caminho correto. Entretanto, nas
avaliações sua opinião deverá ser pautada nas obras e autores utilizados (pois o correto
é que o foi pesquisado e publicado por autores consagrados, ou seja, a teoria).
11 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
Bibliografia Básica
BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de
abastecimento. Saraiva, 2009.
RAZZOLLINI F, Edelvino. Logística Empresarial no Brasil. IBPEX, 2007.
SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, Robert. Administração da
Produção. Atlas, 2009.

Bibliografia Complementar
BOWERSOX, Donald J; COOPER, M. Bixby; CLOSS, David J. Gestão Logística
de Cadeias de suprimentos. Bookman, 2006.

12 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Introdução

Administração ou Gestão da Produção,


disciplina que também é conhecida
como Administração da Produção e
Operações está na base de todas as
áreas funcionais, uma vez que atua
diretamente sobre os processos
organizacionais, e toda organização
precisa gerenciar seus processos e as
operações pelas quais esses processos
são executados.

13 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


A função produção, em particular, é considerada central para toda e
qualquer organização, porque trata dos processos que desenvolvem os
produtos e serviços que são oferecidos pela organização, razão da
própria existência das entidades organizacionais no seio da sociedade
contemporânea.
Para que você organize seu conhecimento classifica-se todas as
atividades realizadas em uma organização que podem ser agrupadas,
de forma simplista, em dois grandes grupos: atividades primárias
(principais ou fins) e secundárias (ou de apoio) (Quadro 1.1).
Quadro 1.1: Classificação das atividades quanto à contribuição para os fins da empresa
Atividades fins, São as que constituem o conjunto de esforços visando a
substantivas, primárias realizar os fins a que se destina a organização
ou principais.
Atividades meio, de São as que constituem o conjunto de esforços com o objetivo
apoio ou secundárias. de facilitar a realização dos fins da empresa

14 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Ampliando para você o entendimento da classificação das
atividades, a Figura 1.1 elaborada por Porter (1985) apresenta
a classificação estruturada em sua Cadeia de Valores.
Figura 1.1 : Cadeia de Valores de Porter

15 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos Fonte: Adaptado de Porter (1985)
Observe que “operações” é classificada como uma atividade principal e
“aquisições” (ou compras, também chamada de administração de
recursos materiais e patrimoniais, uma disciplina estritamente ligada à
esta) é classificada como atividade de apoio.
Figura 1.1: Cadeia de Valores de Porter

16 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos Fonte: Adaptado de Porter (1985)

D e uma forma geral, a Administração da Produção e
Operações diz respeito àquelas atividades orientadas para
a produção de um bem físico ou à prestação de um serviço.
Neste sentido, a palavra ‘produção’ liga-se mais de perto
às atividades industriais, enquanto que a palavra
‘operações’ refere-se às atividades desenvolvidas em
empresas de serviços (MOREIRA, 2004).

17 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


O objetivo das Empresas e Organizações é o conjugar
adequadamente os recursos humanos, naturais e financeiros no
propósito de gerar riquezas na produção de bens e prestação de
serviços, e assim promover o desenvolvimento e bem estar da
sociedade onde se insere.

Na Nova Economia da Sociedade do Conhecimento surge o


quarto recurso produtivo, a INFORMAÇÃO, que é responsável
pela formação de ativos intangíveis, como também abastece o
processo de gestão e de tomada de decisões da
empresa/organização, para a obtenção do sucesso no mercado e
meio ambiente.

18 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Raramente uma parte do mundo dos negócios teve que se
desenvolver tão radical e rapidamente como a moderna função
de manufatura.

Turbulência dos mercados

Concorrentes agressivos
Clientes cada vez mais
exigentes

Rápidas mudanças nas


tecnologias Pressões ambientais

19 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


A Administração da Produção deve ser abordada de acordo com a
natureza das funções que envolvem as decisões nos três níveis
hierárquicos, conforme demonstrado no Quadro 1.2.
Quadro 1.2: Os Grandes Temas em Administração da Produção e Operações
Natureza das Projeto do Sistema de Operações do Controle do Sistema de
funções cobertas Produção Sistema de Produção Produção
Funções ligadas a Planejamento da Capacidade
decisões Localização de Instalações
estratégicas Projeto do Produto e do
Processo
Funções ligadas a Arranjo Físico das Instalações Previsão da Demanda
decisões táticas Projeto e Medida do Trabalho Planejamento Agregado
Funções ligadas a Programação e Controle de Estoques: o Lote
decisões Controle da Produção Econômico
operacionais Administração de Controle de Estoques:
Projetos Demanda Independente
O Sistema MRP
Controle Estatístico de
Qualidade
Medida da Produtividade
20 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos Fonte: Adaptado de MOREIRA (2004, p. 19)
Ao longo do tempo a designação de Administração da Produção vem
sendo confundida com atividade fabril. Evidentemente que fábricas,
máquinas, produtos sendo fabricados tem tudo a ver com a
Administração da Produção, mas bancos, hospitais, escolas,
aeroportos, que são atividades classificadas como serviços, têm
também a ver com os conceitos e técnicas que iremos explorar. A
extensão desses conceitos e técnicas aos serviços é recente e a
adaptação nem sempre é perfeita, mas ela é possível e dá bons
resultados.

A Administração da Produção trata da maneira pela qual as


organizações produzem bens e serviços. “Administração de
Operações pode ser definida como projeto, operação e melhoria dos
sistemas que criam e entregam os produtos e serviços primários da
empresa.” (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006, p. 9).
21 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos

A Administração da Produção e Operações é o campo
de estudo dos conceitos e técnicas aplicáveis à tomada
de decisões na função de Produção (empresas
industriais) ou Operações (empresas de serviços)”
(MOREIRA, 2004. p. 3).

22 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


A função Produção consiste em todas as atividades que
diretamente estão relacionadas com a produção de bens ou
serviços. A função de Produção não compreende apenas as
operações de fabricação e montagem de bens, mas também as
atividades de armazenagem, movimentação, entretenimento,
aluguel, quando estão voltadas para a área de serviços.

Logística

Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, a


determinação do preço (pricing), a promoção e a distribuição
(praça/ponto) de ideias, bens e serviços para criar trocas que
satisfaçam metas individuais e organizacionais (American
Marketing Association - AMA).
23 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos

Podemos afirmar que todas as atividades desenvolvidas por uma
empresa visando atender seus objetivos de curto, médio e longo
prazos, se inter-relacionam, muitas vezes de forma extremamente
complexa. Como tais atividades, na tentativa de transformar
insumos, tais como matérias-primas, em produtos acabados e/ou
serviços, consomem recursos e nem sempre agregam valor ao
produto final, constitui objetivo da Administração da
Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades”
(MARTINS; LAUGENI, 1998, p. 5).

24 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


Figura 1.2: A função da Produção

INSUMOS TRANSFORMAÇÃO SAÍDAS


(Entradas/Inputs) (Conversão) (Outputs)

Fonte: Adaptado de TUBINO (1997)

Uma função de produção saudável dá à empresa a força para suportar o


ataque da concorrência, o vigor para manter um melhoramento uniforme
no desempenho competitivo e proporciona a versatilidade operacional
que pode responder aos mercados crescentemente voláteis, complexos
e aos concorrentes (SLACK, 2002).

25 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


DIRETO AO PONTO

A função Produção é o centro dos sistemas produtivos,


transformando insumos em bens ou serviços por meio de um ou
mais processos de conversão. A essência da função produção
consiste em adicionar valor aos bens ou serviços durante o
processo de transformação, portanto, todas as atividades
produtivas que não adicionarem valor aos bens ou serviços
devem ser consideradas como perdas e eliminadas.

26 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


LOGÍSTICA
O setor da logística aparece, há alguns anos, como um motor econômico,
não só pela alta especialização de seus serviços, que fazem desse setor a
chave do desenvolvimento empresarial, mas pelo grande apoio para o
crescimento de novas oportunidades de negócios com o país ou no exterior,
seja exportando, seja importando.
A nova ordem mundial, acompanhada pelo desenvolvimento da internet,
está provocando a aparição de novos mercados além daqueles que ainda
não foram explorados pelas nossas empresas exportadoras. Para entrar
nesse novo sistema, identificado como e-business, só é necessário
transladar e adaptar as peculiaridades da rede internacional de compra e
venda. Esse sistema está obrigando o setor logístico a se reorganizar e
estudar a evolução que se está produzindo nas várias formas de distribuição
internacional.
27 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
Em toda empresa atuante no país, exportadora ou importadora
existem quatro grandes fluxos que correspondem a outras tantas
magnitudes: pessoas, dinheiro, materiais e informações.

Essas quatro grandes correntes fluem em toda a estrutura


organizacional clássica da empresa, ou seja, por todos os
setores.

Em algum momento da sua atividade, esses departamentos irão


requerer alguma das quatro.

28 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


FLUXOS LOGÍSTICOS
Figura 1.3: Fluxos Logísticos

FORNECEDOR EMPRESA CLIENTE


SUPRIMENTO PRODUÇÃO DISTRIBUIÇÃO

Fluxo de informações

Fluxo de material

Fluxo financeiro

Fonte: Novaes (2001)

29 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


O QUE É ADMINISTRAÇÃO LOGÍSTICA?

Processo de planejar, implementar e controlar o fluxo e armazenamento


eficiente e eficaz em termos de custos, dos bens, serviços e informações
relacionadas, desde a origem até o consumidor, como objetivo de
obedecer às exigências dos consumidores (CLM – Council for Logistics
Management, 1992).
Segundo o Conselho Internacional dos Profissionais de Logística
e Supply Chain (CSCMP, 2020) a logística é o processo de
planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de
mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de
origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às
exigências dos clientes.

30 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


COMPONENTES DO PROCESSO LOGÍSTICO
Figura 1.4: O Processo Logístico
Fluxo Inbound
Fluxo Outbound
Fornecimento físico
Distribuição física
Administração de Materiais

Fontes de Matérias Unidades de


Mercado
primas Transformação

Obtenção Transporte
Transporte Armazenamento
Armazenamento Movimentação
Movimentação Inventários
Inventários Processamento de pedidos
Processamento de pedidos Planejamento da distribuição
Planejamento da produção Embalagem
Compras Informação
Embalagem
Informação
31 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
CICLO CRÍTICO DA DISTRIBUIÇÃO
Figura 1.5: Ciclo Crítico de Distribuição

32 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


LOGÍSTICA INTEGRADA
Figura 1.6: Logística Integrada

Rede de
instalações

Armazenamento
Gestão Logística Processamento
Manuseio de materiais
integrada de pedidos
Embalagem

Transporte Estoque

Fonte: Bowersox; Closs; Cooper (2007)

33 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


TRADE-OFFS

A gestão de processos integrados procura identificar e alcançar


menor custo total ao detectar trocas compensatórias (trade-offs)
existentes entre as funções.
O objetivo da gestão integrada é atingir o mais baixo custo de
todo o processo, e não a obtenção do custo mais baixo para
cada função incluída no processo.

34 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO
Estudos de viabilidade, operacionalidade, qualidade dos serviços
logísticos, custos e tempo da operação entre a saída e a
chegada da mercadoria fazem parte dessa análise que
naturalmente os profissionais de logística devem fazer, e a isso
chamamos “encontrar o delta logístico”.
Figura 1.7: O Delta Logístico

35 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


TRANSPORTE
De forma geral pode ser definido como o movimento de pessoas e
mercadorias de acordo com as necessidades da sociedade ou do
universo empresarial e segundo os meios de que se disponha.
Também se devem considerar três aspectos insubstituíveis e altamente
inter-relacionados, como são os meios de transporte – o de pessoas, o
de mercadorias e o meio ambiente em que se desenvolvem. Além disso,
há dois níveis que devem ser observados:
 o transporte em nível macroeconômico, que inclui o planejamento, a
construção de rodovias, linhas férreas, aeroportos e portos, que
constituem o sistema de transporte de um país ou região econômica;
 o transporte em nível microeconômico, que é utilizado pelas empresas
em geral do setor privado.
Há, evidentemente, uma inter-relação e mútua dependência entre ambos
os níveis.
36 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos
ARMAZENAGEM

Corresponde a depósito ou guarda de mercadorias nos


armazéns, silos, pátios, pontos, depósitos, terminais de carga e
demais recintos alfandegados pertencente às administrações dos
portos, aeroportos, bem como às empresas privadas que
exploram esses serviços.

37 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


O SISTEMA DE INFORMAÇÃO E SCM
(Supply Chain Management – Gestão das Cadeias de Suprimento)
Figura 1.8: Evolução do escopo

38 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos


O MARKETING E A LOGÍSTICA
Figura 1.9: Trade-offs de custos e interface entre marketing e logística

39 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos Fonte: Lambert; Stock e Vantine (1998)
O MARKETING E A LOGÍSTICA
Figura 1.10: Interface entre as variáveis do mix de logística e variáveis do mix de marketing

Pesquisa Gerenciamento
Pessoas de estoque
Produto Gerenciamento
Processos
de transportes
Preço Praça de vendas
ou de distribuição Gerenciamento
de produção
Promoção
Poder de mercado Gerenciamento
de armazenagem
Posicionamento Planejamento
e controle Gerenciamento
de tecnologia de
informação

40 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos Fonte: adaptado de Grant (2013)
REFERÊNCIAS
CHASE, Richard B.; JACOBS. F. Robert; AQUILANO, Nicholas J. Administração da produção e operações para vantagens
competitivas. 11. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Campus Elsevier, 2003.
GRANT, David B. Gestão de logística e cadeia de suprimentos. São Paulo: Saraiva, 2013.
KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
LAMBERT. D.; STOCK, J.; VANTINE, J. G. Administração estratégica da logística. São Paulo: Vantine Consultoria, 1998.
MARTINS, Petrônio G.; ALT, Paulo Renato C. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais. São Paulo: Saraiva, 2000.
MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, F. P. Administração da Produção. São Paulo: Saraiva, 1998.
MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, F. P. Administração da Produção. 2. ed. rev., aum. e atual. São Paulo: Saraiva, 2005.
MOREIRA, Daniel A. Administração da Produção e Operações. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.
NOVAES, Antonio G. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição: estratégia, operação e avaliação. São Paulo:
Campus, 2001.
PORTER, Michael E. Competitive advantage: creating and sustaining superior performance. Nova York: Free Press, 1985.
SCHROEDER, Roger G. Operations management: decision making in the operations function. Nova York: McGrall Hill, 1981.
SILVA, Reinaldo O. da. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
SLACK, Nigel. Vantagem Competitiva em Manufatura: atingindo competitividade nas operações industriais. São Paulo: Atlas,
2002.
TUBINO, Dalvio Ferrari. Manual de Planejamento e Controle da Produção. São Paulo: Atlas, 1997.

41 Prof. Dr. Fernando Ribeiro dos Santos

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