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Conceitos de Informação e Segurança

O documento aborda a relação entre dados, informações, conhecimento e sabedoria, destacando a importância de compreender essas diferenças para a tomada de decisões eficazes. Ele sugere que a evolução do uso de computadores transformou a maneira como processamos e interpretamos dados, enfatizando a necessidade de uma abordagem estruturada para a aprendizagem e aplicação do conhecimento. Além disso, apresenta uma hierarquia que ilustra como dados se transformam em informações e, eventualmente, em conhecimento e sabedoria.

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Conceitos de Informação e Segurança

O documento aborda a relação entre dados, informações, conhecimento e sabedoria, destacando a importância de compreender essas diferenças para a tomada de decisões eficazes. Ele sugere que a evolução do uso de computadores transformou a maneira como processamos e interpretamos dados, enfatizando a necessidade de uma abordagem estruturada para a aprendizagem e aplicação do conhecimento. Além disso, apresenta uma hierarquia que ilustra como dados se transformam em informações e, eventualmente, em conhecimento e sabedoria.

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Segurança de

Informática
MATERIAL TEÓRICO
UNIDADE 1

Informação e Segurança

Autoria:
Prof. Me. Fábio Peppe Beraldo

Revisão Textual:
Prof.a Me. Luciene Oliveira da Costa Santos
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na
sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas:

Seja original! Conserve seu


Procure manter contato Nunca plagie material e local
com seus colegas e tutores trabalhos. de estudos sempre
para trocar ideias! Isso organizados.
amplia a aprendizagem.

Não se esqueça
de se alimentar
Aproveite as e de se manter
indicações hidratado.
de Material
Complementar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com Determine
as redes sociais. um horário fixo
para estudar.

Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer
parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um
dia e horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que


uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas, artigos científicos, livros, ví-
deos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso,
você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que
ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de
discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca
de ideias e de aprendizagem.
Unidade 1
Informação e Segurança

Introdução
Em nosso dia a dia, uma vez nos reconhecendo
como seres pensantes, precisamos e buscamos o co-
nhecimento. Isso é conseguido observando, perce-
bendo e experimentando diferentes fenômenos. Essa
informação (ou conhecimento) deve ser gravada e
representada para uso e comunicação possível com
contemporâneos e gerações futuras.

A representação da informação e do conheci-


mento e a própria compreensão da sua natureza é,
portanto, uma questão muito importante. Os desen-
volvimentos sociais, econômicos, políticos e tecno-
lógicos mudaram a forma como as pessoas olham os
eventos e os fatos e os manipulam.

Os dados são cada vez mais vistos a partir do pon-


to de vista do usuário e do aplicativo, já que agora é
possível analisar grandes quantidades de dados de
forma significativa para gerar informações por meio
Objetivos do crescente poder tecnológico dos computadores.
Dados e informações podem ser integrados para ge-
• Fornecer conceitos rar conhecimento.
introdutórios quanto aos
conceitos que formam o A perspectiva do usuário e aplicações cada vez mais
entendimento computacional
da informação e segurança.
complexas, por exemplo, Bioinformática e Web Se-
mântica, estão mudando as formas de definir e anali-
sar dados, informações. Conhecimento e até sabedoria.

Atualmente, nós somos educados ou levados a


pensar sobre dados, informações, conhecimento e sa-
bedoria à medida que exploramos as capacidades e li-
mitações de nossa mente e as ferramentas que temos
para processar os estímulos que recebemos do nosso
meio ambiente. O poder cada vez maior de compu-
tadores tornou possível definir dados, informações e
conhecimento em um nível de abstração mais alto.

A evolução do uso de computadores começou com


o processamento de dados empresariais, os compu-
tadores eram máquinas de processamento de dados.
Havia muitas oficinas e cursos sobre processamento
de dados. Os “dados brutos” foram processados para
produzir relatórios que foram analisados pela admi-
nistração para tomar decisões de gerenciamento.

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Os cartões de ponto de trabalhadores eram processados para produzir cheques
de folha de pagamento e relatórios de resumo sobre os custos dos funcionários.
Mais tarde, surgiu a ideia de que os computadores processassem dados para
produzir informações. Os dados de folha de pagamento podem ser juntos com
outros dados de custos, dados de vendas e assim por diante para produzir
informações sobre quais produtos são mais rentáveis.

Uma enorme quantidade de dados brutos pode ser processada em relatórios


que facilitam decisões de gerenciamento de alto nível. Os departamentos de in-
formática tornaram-se departamentos de informática e ciência da informação.
Termos como Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Informação e Co-
municação (TIC) surgiram porque descreveram melhor o campo do computador.
Nos últimos anos, as empresas e outros trabalharam no uso de computadores
para processar informações para que elas se tornassem ou fossem semelhantes
ao conhecimento.

O conhecimento de uma pessoa é usado para resolver problemas, definir si-


tuações de tomada de decisão e assim por diante. Hoje em dia, os computadores
tomam muitas decisões sem intervenção humana.

Ou seja, eles recebem dados como entrada e os processam de maneira que


produzam decisões e ações como saídas. Quando um humano faz isso, falamos
sobre o nível de conhecimento, habilidade e inteligência que a pessoa tem. Pode-
mos argumentar, então, que dados, informações e conhecimento são conceitos
relativos, e o que é chamado de conhecimento pode ser considerado informação
(dados) em um nível de domínio de aplicação maior e mais abstrato.

Dados vs. Informação vs.


Conhecimento vs. Sabedoria
“A sabedoria não é um produto da escolaridade, mas da tentativa de adquiri-
-la ao longo da vida”.

Albert Einstein

Na literatura de gestão do conhecimento, vemos que existe uma relação entre


conhecimento, informação e dados, que é muitas vezes mal interpretada.

Mesmo estando ligado diretamente aos conceitos de dados e informação, o


conhecimento não é nem um, nem outro. A confusão sobre os dados, informa-
ções e conhecimento ocorre pela forma como diferem, o que essas palavras sig-
nificam resultou em enormes gastos em iniciativas tecnológicas que raramente
oferecem o que as empresas gastaram o dinheiro precisavam, ou achavam que
estavam recebendo.

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Unidade 1
Informação e Segurança

Às vezes, argumenta-se que os problemas são originários da nossa insufi-


ciente realização de que existem, de fato, diferenças consideráveis entre dados,
informações e conhecimento.

A suposição ampla, mas amplamente inconsciente, de que a informação é


igual ao conhecimento e que a relação entre um computador e a informação é
equivalente à relação entre um cérebro humano e o conhecimento humano pode
levar a erros perigosos e dispendiosos.

Vamos discutir agora a visão convencional sobre a relação hierárquica entre


dados, informações e conhecimento.

A Hierarquia do Conhecimento
Consideramos os dados como aqueles elementos vistos como fatos simples
que podem ser estruturados para se tornarem informações. A informação, por
sua vez, torna-se conhecida quando é interpretada, colocada em contexto ou
quando o significado é adicionado a ela.

Existem muitas variações destes conceitos, porém, a ideia comumente aceita é


a de que os dados são algo menor do que informações e, por sua vez, a informa-
ção é inferior ao conhecimento. Além disso, é assumido que primeiro precisamos
ter dados antes que informações possam ser criadas e, somente quando tiver-
mos informações, o conhecimento pode surgir; uma representação dessa visão é
mostrada na figura 1.

Informação
Conhecimento
Dados Dados Dados Dados Sabedoria
Informação
Dados Dados Dados Conhecimento
Dados
Informação
Conhecimento
Informação
Dados Dados Dados Dados

Dados Dados Dados


Dados

Informação
Conhecimento
Dados Dados Dados Dados
Informação
Dados Dados Dados
Dados
Informação

Informação
Dados Dados Dados Dados

Dados Dados Dados


Dados

Figura 1 – Hierarquia Dados, Informação, Conhecimento e Sabedoria

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Na figura 1, podemos visualizar um novo elemento, a sabedoria, que é como
outro tipo de conhecimento. Também é possível ver que os dados são assumidos
como simples fatos isolados. Quando esses fatos são colocados em um contexto e
combinados dentro de uma estrutura, a informação emerge. Assim, quando as in-
formações recebem significado ao interpretá-lo, a informação torna-se conhecida.

Nesse ponto, os fatos existem dentro de uma estrutura mental que a consci-
ência pode processar, por exemplo, para prever consequências futuras ou fazer
inferências. À medida que a mente humana usa esse conhecimento para escolher
entre alternativas, o comportamento torna-se inteligente. Finalmente, quando
os valores e o compromisso orientam o comportamento inteligente, o compor-
tamento pode ser baseado em sabedoria.

Todo o propósito na coleta de dados, informações e conhecimento é poder


tomar decisões sábias. No entanto, se as fontes de dados forem falhas, então, na
maioria dos casos, as decisões também serão falhas.

Retomado a figura 1, vimos que os elementos são agrupados em “pacotes” ou


“grupos” que são passados de um nível para outro. O nível de “sabedoria” pos-
sui todos os dados, informações e conhecimentos dos componentes necessários
para tomar decisões sábias. É possível identificar também que as decisões po-
dem ser tomadas em todos os níveis, dependendo do resultado e das condições
em que existem.

Resumidamente, podemos conceitualizar os elementos da seguinte forma:

• Informações factuais (como medidas ou estatísticas) utilizadas


como base para raciocínio, discussão ou cálculo <os dados são
abundantes e facilmente disponíveis>;
Dados • Saída de informações por um dispositivo ou órgão sensível que
inclui informações úteis e irrelevantes, ou redundantes e deve
ser processada para ser significativa.

• Conhecimento obtido de investigação, estudo ou instrução;


Informação • Inteligência, notícias;
• Fatos, dados.

Conhecimento • O alcance da sua informação.

• Aprendizado filosófico ou científico acumulado: conhecimento;


Sabedoria • Atitude sábia, ou curso de ação.

De acordo com essas definições, “dados” são a unidade básica de “informação”,


que, por sua vez, é a unidade básica do “conhecimento”, que, em si, é a unidade
básica da “sabedoria”. Assim, temos quatro níveis em nossa compreensão e
hierarquia de tomada de decisão.

O estudioso da área de sistemas e professor de mudança organizacional,


Prof. Russell Ackoff, em seus estudos, conceituou que o conteúdo da mente
humana pode ser classificado dentro das cinco categorias estudadas aqui: dados,
informação, conhecimento, compreensão e sabedoria. Ackoff acrescenta outro

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Unidade 1
Informação e Segurança

nível, ou seja, “compreensão” entre conhecimento e sabedoria. Ele indica que


as quatro primeiras categorias se relacionam com o passado, ou seja, lidam com
o que foi ou o que é conhecido. Apenas a quinta categoria, a sabedoria, trata do
futuro, porque incorpora visão e design.

Com sabedoria, as pessoas podem criar o futuro em vez de apenas compre-


ender o presente e o passado. Mas alcançar a sabedoria não é fácil; as pessoas
devem se mover sucessivamente através das outras categorias. A seguir, a elabo-
ração das definições de Ackoff:

• Dados: se apresentam em estado bruto. Simplesmente existem e não têm


significado além da sua existência (em si mesmo). Pode existir de qualquer
forma, utilizável ou não. Não têm significado por si mesmos. Em linguagem
de computador, uma planilha geralmente começa por manter dados.

• Informação: são dados que têm significado por meio de conexão relacio-
nal. Esse “significado” pode ser útil, mas não precisa ser. Na linguagem do
computador, um banco de dados relacional fornece informações dos dados
armazenados dentro dele.

• Conhecimento: é a recolha adequada de informações, de modo que a in-


tenção é ser útil. O conhecimento é um processo determinista. Quando al-
guém “memoriza” as informações (como alguns alunos avaliados por meio
de teste geralmente fazem), eles amassaram o conhecimento.

Esse conhecimento tem um significado útil, mas não prevê, por si só, uma
integração como inferir mais conhecimento. Podemos exemplificar por meio
de um cálculo feito por uma criança que memoriza um conhecimento, como
“2 x 2 = 4”. Mas quando perguntado o que é “1267 x 300”, eles não podem
responder corretamente porque essa entrada não está memorizada.

Para responder corretamente a tal pergunta, é necessária uma verdadeira


habilidade cognitiva e analítica que seja abrangida apenas no próximo nível
– compreensão. Na linguagem do computador, a maioria das aplicações
que usamos (modelagem, simulação etc.) exerce algum tipo de conheci-
mento armazenado.

• Compreensão: é um processo interpolar e probabilístico; cognitivo e


analítico. É o processo pelo qual podemos tomar conhecimento e sintetizar
novos conhecimentos dos conhecimentos anteriormente mantidos. A
diferença entre compreensão e conhecimento é a diferença entre “aprender”
e “memorizar”.

As pessoas que entendem podem realizar ações úteis porque podem sinteti-
zar novos conhecimentos, ou, em alguns casos, pelo menos novas informa-
ções, do que é conhecido anteriormente (e entendido). Ou seja, a compre-
ensão pode basear-se na informação, no conhecimento e na compreensão
atualmente mantidos.

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Em linguagem computacional, os sistemas de inteligência artificial possuem
entendimento no sentido de que são capazes de sintetizar novos conheci-
mentos de informações e conhecimento previamente armazenados.

• Sabedoria: é um processo extrapolativo e não determinista, não probabi-


lístico. Apela a todos os níveis anteriores de consciência, e especificamente
sobre tipos especiais de programação humana (códigos morais, éticos etc.).
A sabedoria nos dá compreensão sobre algo, e, ao fazê-lo, vai muito além de
entender a si mesmo. É a essência da sondagem filosófica.

Ao contrário dos quatro níveis anteriores, ela faz perguntas para as quais
não existe uma resposta (facilmente acessível) e, em alguns casos, a qual
não pode haver um período de resposta humanamente conhecido. A sabe-
doria é, portanto, o processo pelo qual também discernimos, ou julgamos,
entre o certo e o errado, o bem e o mal.

Escalando os Termos
Os termos dados, informação, conhecimento e sabedoria, às vezes, são apre-
sentados de uma forma que sugere uma escala:

Dados Inrformação Conhecimento Sabedoria

Conhecimento

Produtores Consumidores

Dados Informação Conhecimento Sabedoria

Estímulos Entendimento

Pesquisa Apresentação Conversação Contemplação


Criação Organização Narrativa Avaliação
Coleta Integração Interpretação
Descoberta Introspecção

Global Local Pessoal


Contexto

Figura 2 – O Contínuo do Entendimento


Fonte: Adaptado de SHEDROFF, 1999

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Unidade 1
Informação e Segurança

A Pirâmide Inversa
Estuda-se atualmente que, para algumas aplicações ou áreas de negócios, a
estrutura hierárquica adequa-se melhor quando utilizada inversamente, em uma
forma de engenharia reversa. Nesse modelo, os dados podem surgir somente se
uma estrutura de significados, ou semântica, for primeiro fixada e usada para
representar informações. Isso acontece, por exemplo, quando a informação é ar-
mazenada em um banco de dados de computador semanticamente bem definido.

Nesse caso especial, devemos descontextualizar o conhecimento e estrutu-


rá-lo de acordo com a semântica pré-definida em entradas de banco de dados
“isoladas” e independentes. Idealmente, os dados assim produzidos podem ser
completamente separados de qualquer significado, para que ele possa ser pro-
cessado automaticamente usando um programa de computador.

Os dados então existem apenas como uma solução para um problema prático:
como dissecar informações em duas formas que podem ser modeladas, repre-
sentadas e processadas separadamente.

No entanto, esses requisitos não resultam de quaisquer requisitos de proces-


samento de conhecimento como tal; em vez disso, eles são artefatos criados por
máquinas de processamento de informações que dependem de manipulação sem
sentido de estruturas sintáticas. Os dados, portanto, não se tornam informações
depois que o significado é adicionado a ele.

Pelo contrário, os dados são criados a partir de informações colocando a


informação em uma estrutura de dados pré-definida que define completamente
seu significado. Em vez de ser matéria-prima para informação, os dados emergem
como resultado da adição de valor à informação colocando-a em um formulário
que pode ser processado automaticamente.

As Novas Dimensões da Informação


Com o surgimento da sociedade da informação, ocorreram grandes e signifi-
cativas alterações nos apoios de memória e nas noções de tempo e espaço, o que
se reflete muito na relação dados, informação, conhecimento.

Tempo:
A sociedade atual, possui uma visão de tempo que está diretamente ligada à
velocidade e à simultaneidade, criando rupturas nas formas de tempo e de ser
antigas. O acesso à informação e o modo de vida possuem hoje um novo significado
uma vez que a velocidade da informação faz avançar o tempo da lógica, mas não
influencia o tempo, o que é implícito no sentido. A emoção, a imaginação e o
carinho são aspectos reconhecidos na construção do tempo social.

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Espaço:
Hoje, as mudanças, causadas pela sociedade, entre as relações do espaço/
tempo e o acesso à informação alteraram a interação do sujeito com seus espaços
externo e interno, objetivo / subjetivo. Assim, o imaginário presente em qualquer
ação criadora, produtora de sentido, também se altera. Espaço real e imaginário
articulam-se à memória do sujeito, a qual se expressa como parte da ordenação
do seu mundo mental, sendo também maneira própria de modelar o mundo.

Memória:
A questão da memória refere-se à história da cultura porque é na cultura onde
se situa o universo dos significados. É na convivência que os intercâmbios ocor-
rem, a troca de experiências. Compartilhar é uma condição de memória. A partir
da convivência, a memória é sustentada. A memória é eficaz a partir da evocação
de memórias corroboradas por outros, capazes, igualmente, de representá-las; é
desenvolvido vivendo juntos. Nesse sentido, a família e o trabalho são as formas
de convivência mais destacadas como corroboradores das memórias.

Conceituando a
Segurança de Informação
Na Era da Informação em que vivemos, manipulamos uma quantidade de in-
formações cada vez maior. Por essa razão, a demanda por segurança digital tem
crescido em função das sérias preocupações a respeito do uso não autorizado
de informações sigilosas e das respectivas consequências. Na verdade, o uso de
senhas, como forma mais comum de controlar o acesso a informações privile-
giadas, envolve dois mundos muito diferentes – tecnológico e humano – que
precisam conviver um com o outro e cuja interação tem gerado inúmeros proble-
mas. Esta aula se propõe a questionar a validade e a eficácia do tratamento desses
problemas ao longo da história, pelas pessoas encarregadas.

Neste momento, focamos alguns elementos como os intrusos não autoriza-


dos que tentam burlar a segurança de uma empresa ou um indivíduo, por qual-
quer que seja a razão, os quais são chamados de hackers. Ataques de hackers
vêm sendo noticiados com uma frequência cada vez maior. As vítimas de tais
ataques não mais se restringem a grandes companhias ou departamentos go-
vernamentais, já que hoje qualquer indivíduo pode ser alvo de um ataque.
Da mesma forma, quando o número de códigos secretos que uma pessoa precisa
armazenar e ser capaz de lembrar aumenta muito, a memória pode falhar.

Assim, especificamente no caso de códigos secretos, ou senhas, é importante


que sejam mantidos em segredo, uma vez que protegem informações confiden-
ciais. Algumas senhas ainda devem ser periodicamente alteradas.

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Unidade 1
Informação e Segurança

Um ponto de reflexão!

“O problema da segurança da informação tem sempre duas faces, que são


caracterizadas de dois mundos diferentes e por vezes conflitantes: o mundo
da tecnologia e o mundo dos seres humanos.”

A maioria das definições de Segurança da Informação (SI) pode ser sumari-


zada como a proteção contra o uso ou acesso não autorizado à informação, bem
como a proteção contra a negação do serviço a usuários autorizados, enquanto
a integridade e a confidencialidade dessa informação são preservadas. A SI não
está confinada a sistemas de computação, nem à informação em formato eletrô-
nico. Ela se aplica a todos os aspectos de proteção da informação ou dados, em
qualquer forma. O nível de proteção deve, em qualquer situação, corresponder ao
valor dessa informação e aos prejuízos que poderiam decorrer do uso impróprio
da mesma. É importante lembrar que a SI também cobre toda a infraestrutura
que permite o seu uso, como processos, sistemas, serviços, tecnologias e outros.

A Segurança da Informação e a Sociedade


Segredos e códigos secretos existem desde os primórdios da humanidade.
Há registros de escrita codificada já no Egito Antigo, datando de aproxima-
damente 1900 a.C. Da mesma forma, as tentativas de decifrar tais códigos são
provavelmente tão antigas quanto eles.

Então, pode-se dizer que, de certa forma, a SI sempre existiu, embora sua
relevância tenha crescido ao longo do tempo, especialmente nos últimos anos.
Hoje, a Segurança da Informação se tornou um problema importante da socie-
dade moderna.

Desde grandes empresas a indivíduos comuns, todos têm o direito de esperar


que seus dados privados sejam mantidos intactos e disponibilizados apenas a
pessoas autorizadas.

O Componente Humano em um
Sistema de Segurança de Informação
Recentemente, a comunidade de segurança da informação se deu conta de que
o comportamento do usuário desempenha um papel importante em incidentes
de segurança.

Sistemas de segurança da informação são frequentemente comparados a uma


corrente com muitos elos representando os componentes envolvidos, tais como
equipamento, software, protocolos de comunicação de dados e outros, incluindo
o usuário humano.

14
Sobre segurança da informação, o usuário humano é frequentemente refe-
renciado como o elo mais fraco. Entretanto, além de culpar o usuário, pouco tem
sido feito para identificar os fatores que levam a comportamentos potencial-
mente inseguros e menos ainda para tentar resolver tais problemas.

Todos nós possuímos informações valiosas que gostaríamos de manter


confidência, por razões financeiras ou emocionais. Para que possamos atingir
esse objetivo, é urgente buscarmos algumas respostas, no sentido de usar nossa
capacidade de memória a nosso favor. Se as limitações da memória humana
forem levadas em consideração, uma ponte ligando o Mundo Humano e o Mundo
Tecnológico poderia ser construída e a cadeia de segurança, como um todo,
poderia se beneficiar. Já estamos começando muito tarde.

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Unidade 1
Informação e Segurança

Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Livros
Web Security & Commerce
GARFINKEL, Simson; SPAFFORD, Gene. Web security & commerce. Estados Unidos: O Reilly,
1997. 483 p. ISBN 1-56592-269-7.

Segurança e Auditoria da Tecnologia da Informação


DIAS, Claudia. Segurança e Auditoria da Tecnologia da Informação. Rio de Janeiro: Axcel
Books, 2000. 218p. ISBN 8573231319.

Segurança de Redes: Projeto e Gerenciamento de Redes Seguras


WADLOW, Thomas A.; SILVA, Fábio Freitas da (Org.). Segurança de Redes: Projeto e geren-
ciamento de redes seguras. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 269 p. ISBN 8574131792.

Segredos de Segurança em Rede


STANG, David J.; LOBO, Cláudio (Trad.). Segredos de Segurança em Rede. Rio de Janeiro:
Berkeley, 1994. 986 p. ISBN 8572512152.

A Proteção Jurídica dos Programas de Computador


BERTRAND, André; Vanise Pereira Dresch (Org.). A proteção jurídica dos programas de
computador. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 1996. 142 p. ISBN 8585616873.

16
Referências
NAKAMURA, E. Segurança de redes em ambientes coorporativos. São Paulo:
Novatec, 2007.

ONOFRE, J. Auditoria de sistemas de informação. São Paulo: Atlas. 2008.

SÊMOLA, Marcos. Gestão da segurança da informação: uma visão executiva.


2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

17
São Paulo
2018

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