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Sistema Cartesiano e Propriedades de Pontos

O documento aborda o sistema cartesiano, definindo e explicando suas coordenadas, quadrantes e propriedades dos pontos. Ele também discute simetrias, o conceito de ponto médio e baricentro de triângulos, além de apresentar fórmulas para calcular distâncias entre pontos. Exercícios de aprendizagem são incluídos para reforçar os conceitos apresentados.
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Sistema Cartesiano e Propriedades de Pontos

O documento aborda o sistema cartesiano, definindo e explicando suas coordenadas, quadrantes e propriedades dos pontos. Ele também discute simetrias, o conceito de ponto médio e baricentro de triângulos, além de apresentar fórmulas para calcular distâncias entre pontos. Exercícios de aprendizagem são incluídos para reforçar os conceitos apresentados.
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FRENTE MÓDULO

MATEMÁTICA B 13
Sistema Cartesiano e Ponto
SISTEMA CARTESIANO – y

COORDENADAS DE UM PONTO 2º Q 1º Q

O x
Sejam x e y dois eixos perpendiculares entre si e com 3º Q 4º Q
origem comum O, conforme a figura a seguir:

y
ii) Neste curso, a reta suporte das bissetrizes do 1º e do
3º quadrantes será chamada bissetriz dos quadrantes
ímpares e indicada por bi. A do 2º e 4º quadrantes
O x
será chamada bissetriz dos quadrantes pares e
indicada por bp.

y
Nessas condições, diz-se que x e y formam um sistema bp bi
cartesiano retangular (ou ortogonal), e o plano por eles
determinado é chamado plano cartesiano.
x
O
Eixo x (ou Ox): eixo das abscissas

Eixo y (ou Oy): eixo das ordenadas

O: origem do sistema
Propriedades
A cada ponto P do plano, corresponderão dois números:
a (abscissa) e b (ordenada), associados às projeções i) Todo ponto P(a, b) do 1º quadrante tem abscissa
ortogonais de P sobre o eixo x e sobre o eixo y, respectivamente. positiva (a > 0) e ordenada positiva (b > 0) e,
reciprocamente, todo ponto P (a,b) com a > 0 e b > 0
Assim, o ponto P tem coordenadas a e b, e será indicado
pertence ao 1º quadrante.
analiticamente pelo par ordenado (a, b).
P(a, b) ∈ 1º Q ⇔ a > 0 e b > 0
y
b P(a, b)
Assim: P(3, 2) ∈ 1º Q

y
O a x
P
2
Nota:
Neste estudo, será utilizado somente o sistema cartesiano
O 3 x
retangular, que será chamado, simplesmente, sistema
cartesiano.
ii) Todo ponto P(a, b) do 2º quadrante tem abscissa
OBSERVAÇÕES negativa (a < 0) e ordenada positiva (b > 0) e
reciprocamente.
i) Os eixos x e y dividem o plano cartesiano em quatro
regiões ou quadrantes Q, que são numerados, como P(a, b) ∈ 2º Q ⇔ a < 0 e b > 0
na figura a seguir:

Bernoulli Sistema de Ensino 27


Frente B Módulo 13

Assim: P(–3, 2) ∈ 2º Q Assim: P(0, 3) ∈ Oy


y y
3 P
P
2

O x
–3 O x
vii) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes
iii) Todo ponto P(a, b) do 3º quadrante tem abscissa
ímpares tem abscissa e ordenada iguais (a = b) e
negativa (a < 0) e ordenada negativa (b < 0) e
reciprocamente. reciprocamente.

P(a, b) ∈ bi ⇔ a = b
P(a, b) ∈ 3º Q ⇔ a < 0 e b < 0

Assim: P(–2, –2) ∈ bi


Assim: P(–3, –2) ∈ 3º Q y
bi
y
–2
–3
O x
O x
P –2

–2
P viii) Todo ponto P(a, b) da bissetriz dos quadrantes
pares tem abscissa e ordenada opostas (a = –b) e
iv) Todo ponto P(a, b) do 4º quadrante tem abscissa reciprocamente.
positiva (a > 0) e ordenada negativa (b < 0) e
reciprocamente. P(a, b) ∈ bp ⇔ a = –b

P(a, b) ∈ 4º Q ⇔ a > 0 e b < 0


Assim: P(–2, 2) ∈ bp
y
Assim: P(3, –2) ∈ 4º Q bp P
2
y
3
O x –2 O x

–2
P

SIMETRIAS NO SISTEMA
v) Todo ponto do eixo das abscissas tem ordenada nula
e reciprocamente. CARTESIANO
Consideramos dois tipos de simetria no sistema cartesiano:
P(a, b) ∈ Ox ⇔ b = 0
• Simetria central: transformação de reflexão de um
Assim: P(3, 0) ∈ Ox objeto (ponto ou figura) em relação a um ponto.
y • Simetria axial: transformação de reflexão de um
objeto (ponto ou figura) em relação a uma reta.

Em relação a um ponto P(a, b), seus principais pontos


P
simétricos são:
O 3 x

Po: simétrico em relação à origem


vi) Todo ponto do eixo das ordenadas tem abscissa nula
e reciprocamente. Px: simétrico em relação ao eixo x

P(a, b) ∈ Oy ⇔ a = 0 Py: simétrico em relação ao eixo y

28 Coleção 6V
Sistema Cartesiano e Ponto

y Ou seja, o ponto M é dado por:


Py (–a, b) P (a, b)
b

 x + xB y A + yB 
M A , 
 2 2 
–a O a x

Demonstração:

Po (–a, –b) –b Px (a, –b) y


B
B''(yB)
M
M''(yM)
OBSERVAÇÕES
A
A''(yA)

MATEMÁTICA
i) Note que, na representação gráfica, tomamos x
P ∈ 1º quadrante. O A'(xA) M'(xM) B'(xB)

ii) Note que o simétrico de P em relação à origem é tal


Se M é ponto médio de AB (ou BA), pelo Teorema de Tales,
que: O(0, 0) é o ponto médio do segmento PPo.
para o eixo x, pode-se escrever:

Exemplos: A'M' = M'B' ⇒ xM – xA = xB – xM ⇒

1º) Os principais pontos simétricos de P(–4, 3) são: x A + xB


[Link] = xA + xB ⇒ xM =
2
y
P (–4, 3) Py (4, 3) y A + yB
Analogamente, para o eixo y, tem-se: yM =
3 2
Portanto, as coordenadas do ponto médio M do segmento
AB (ou BA) são, respectivamente, as médias aritméticas das
–4 O 4 x abscissas de A e B e das ordenadas de A e B.

Px (–4, –3) –3 Po (4, –3)


BARICENTRO DE
UM TRIÂNGULO
2º) O triângulo simétrico ao triângulo ABC em relação à
Seja o triângulo ABC de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e
origem é:
y
C(xC, yC). O baricentro (ponto de encontro das medianas)
C(–1, 5)
do triângulo ABC tem coordenadas:
B(–4, 3)
x A + xB + xC y + yB + yC
xG = e yG = A
A(0, 2) 3 3
O x
A'(0, –2) Ou seja, o ponto G é dado por:

B'(4, –3)
 x + xB + xC y A + yB + yC 
G A , 
 3 3 
C'(1, –5)

Demonstração:
PONTO MÉDIO y
C

Considerem-se os pontos A(xA, yA) e B(xB, yB). Sendo


G M
M(xM, yM) o ponto médio de AB (ou BA), tem-se:
A B
x + xB y + yB
xM = A e yM = A
2 2 O A'(xA) G'(xG) M'(xM) x

Bernoulli Sistema de Ensino 29


Frente B Módulo 13

Considerando a mediana AM, o baricentro G é tal que:


EXERCÍCIOS DE
AG = [Link]
Pelo Teorema de Tales, para o eixo x, podemos escrever:
APRENDIZAGEM
A'G' = 2.G'M' 01. (Unit-AL–2019) O ponto M = (0, 4) é equidistante dos
pontos N = (−5, −1) e P (x, −1).
xG – xA = 2(xM – xG) ⇒ [Link] = xA + [Link] A distância, em u.c., do ponto N até o ponto P, é igual a
A) 0. C) 5. E) 10.
x + xC B) 2. D) 9.
E, como xM = B , tem-se:
2
02. (EEAR–2016) Considere os segmentos de retas AB e CD,
 x + xC  x A + xB + xC
[Link] = xA + 2  B  ⇒ xG = onde A(0, 10), B(2, 12), C(−2, 3) e D(4, 3). O segmento
 2  3
MN, determinado pelos pontos médios dos segmentos
Analogamente, para o eixo y, tem-se: AB e CD é dado pelos pontos M e N, pertencentes
respectivamente a AB e a CD. Assinale a alternativa que
y A + yB + yC corresponde corretamente a esses pontos.
yG =
3
1 
A) M  , 1  e N(–1, 3) C) M(1, –2) e N(1, 3)
2 
DISTÂNCIA ENTRE B) M(–2, 10) e N(–1, 3) D) M(1, 11) e N(1, 3)

DOIS PONTOS 03. (Unicamp-SP) A figura a seguir apresenta parte do mapa


de uma cidade, no qual estão identificadas a catedral,
Considerem-se dois pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, yB), a prefeitura e a câmara de vereadores. Observe que o
tais que o segmento AB não seja paralelo a algum dos eixos quadriculado não representa os quarteirões da cidade,
coordenados. servindo apenas para a localização dos pontos e retas
no plano cartesiano. Nessa cidade, a Avenida Brasil é
Traçando-se por A e B as retas paralelas aos eixos formada pelos pontos equidistantes da catedral e da
coordenados que se interceptam em C, tem-se o triângulo ACB, prefeitura, enquanto a Avenida Juscelino Kubitschek (não
retângulo em C. mostrada no mapa) é formada pelos pontos equidistantes
da prefeitura e da câmara de vereadores.
y
y
yB B Avenida Brasil
7

d
Δy Δy 6

yA A
C 5
Δx
O xA Δx xB x
4
câmara
A distância entre os pontos A e B que se indica por d é 3
tal que:
2

( xA − xB ) + ( yA − yB )
2 2
d= catedral prefeitura
1

1 2 3 4 5 6 7 x
OBSERVAÇÕES

i) Como (xB – xA)2 = (xA – xB)2, a ordem escolhida para


Sabendo-se que a distância real entre a catedral e a
a diferença das abscissas não altera o cálculo de d.
prefeitura é de 500 m, podemos concluir que a distância
O mesmo ocorre com a diferença das ordenadas.
real, em linha reta, entre a catedral e a câmara de
vereadores é de
ii) A fórmula para o cálculo da distância continua válida se
o segmento AB é paralelo a um dos eixos, ou, ainda, A) 1 500 m. C) 100¹2 m.
se os pontos A e B coincidem, caso em que d = 0. B) 500¹5 m. D) 500 + 500¹2 m.

30 Coleção 6V
Sistema Cartesiano e Ponto

04. (UFOP-MG) O baricentro de um triângulo é o ponto de 07. (UFMG) A área de um quadrado que tem A(4, 8) e D(–2, 2)
encontro de suas medianas. Sendo assim, as coordenadas como vértices opostos é
cartesianas do baricentro do triângulo de vértices (2, 2), A) 36.
(–4, –2) e (2, –4) são:
B) 20.

A)  0, − 4  C) 18.
 3
D) 16.

B)  0, − 5  E) 12.
 4

08. (UFMG) Os pontos A(0, 3), B(4, 0) e C(a, b) são


C)  0, − 3 
 4 vértices de um triângulo equilátero no plano cartesiano.
Considerando-se essa situação, é correto afirmar:
D)  1 , − 3 

MATEMÁTICA
2 2 A) b = 4 a
3
05. (UFF-RJ) A palavra “perímetro” vem da combinação de
dois elementos gregos: o primeiro, peri, significa “em B) b = 4 a – 7
3 6
torno de”, e o segundo, metron, significa “medida”.
C) b = 4 a + 3
3

D) b = 4 a – 3
3 2
E) (4, 1)

EXERCÍCIOS
PROPOSTOS
01. (Unemat-MT–2017) Um grupo de escoteiros resolveu
montar o acampamento de tal forma que foram
O perímetro do trapézio cujos vértices têm coordenadas
armadas três grandes barracas, as quais ficaram
(−1,0), (9, 0), (8, 5) e (1, 5) é
equidistantes de um ponto onde se localizava a
A) 10 + ¹29 + ¹26. fogueira. Para tanto, as barracas foram distribuídas
usando um plano cartesiano como referência.
B) 16 + ¹29 + ¹26.
Sabendo que as barracas estavam localizadas nos pontos
C) 22 + ¹26. H(1, 3), I(1, 1) e J(4, 1), em qual ponto desse plano
D) 17 + 2¹26. cartesiano está localizada a fogueira?
A) (2,5; 2)
E) 17 + ¹29 + ¹26.
B) (2; 2,5)
06. (Cesgranrio) Na figura, PQ é um diâmetro de um círculo C) (2,5; 2,5)
centrado na origem O com raio 3. Se a abscissa do ponto P
D) (2,5; 1)
é –2, então a soma das coordenadas de Q vale:
E) (1; 2,5)
y

02. (UFMG) Se A(0, 0), B(1, 0), C(1, 1), D(0, 1) são os
P
vértices de um quadrado, então P  1 , 1  pertence
3 3
O x A) ao lado AB.

Q B) ao lado BC.

C) ao lado CD.
A) 0 D) 2 – ¹3
D) à diagonal AC.
B) 2 – ¹5 E) ¹3 – 2
C) ¹5 – 2 E) à diagonal BD.

Bernoulli Sistema de Ensino 31


Frente B Módulo 13

03. (IFSP) Um triângulo é desenhado marcando-se os pontos 08. (UECE) Se o ponto P1(x1, y1) é equidistante dos pontos
A(3, 5), B(2, –6) e C(–4, 1) no plano cartesiano. O O(0, 0), M(7, –7) e N(8, 0), então x21 + y21 é igual a
triângulo A’B’C’ é o simétrico do triângulo ABC em relação
A) 13. D) 29.
ao eixo y. Um dos vértices do triângulo A’B’C’ é:

A) (3, 5) B) 17. E) N.d.a.


B) (–2, 6)
C) 25.
C) (–2, –1)
D) (–4, 5)
09. (UCDB-MS) Um triângulo tem vértices A(15, 10
), B(6, 0),
E) (4, 1) C(0,10). Então, a mediana AM mede
A) 10 u.c.
04. (Mackenzie-SP)
B) 12 u.c.
y
C) 11 u.c.

A B D) 13 u.c.
E) 9 u.c.

10. (UCSal-BA) Na figura, o triângulo ABC é equilátero, sendo


O x A e B, respectivamente, os pontos (0, 0) e (4, 0).
A figura mostra uma semicircunferência com centro na y
C
origem. Se o ponto A é (–¹2, 2), então o ponto B é:

A) (2, ¹2) D) (¹5, 1)


B) (¹2, 2) E) (2, ¹5)
C) (1, ¹5)

05. (UFMG) A distância entre os pontos A(2a, –3a) e B(3, 2) A


é ¹26. Pode-se afirmar que os possíveis valores de a são: O B x

A) –¹2 e ¹2 As coordenadas do ponto C são:


A) (2, 1)
B) 1 – ¹2 e 1 + ¹2
B) (2, 2)
C) –1 e 1 C) (2, 2¹3)
D) –2 e 2 D) (3, 3¹3)
E) (3, 2)
E) –3 e 2

11. (UFMG) Seja P(x, y) um ponto equidistante dos eixos


06. (UFMG) Seja Q(–1, a) um ponto do 3º quadrante.
coordenados e de distância 1 da origem. Pode-se afirmar
O valor de a, para que a distância do ponto P(a, 1)
que o número de pontos que satisfazem essas condições é
ao ponto Q seja 2, é:
A) 1. D) 4.
A) –1 – ¹2 D) –1 + ¹2
B) 2. E) 5.
B) 1 – ¹2 E) –1 C) 3.
C) 1 + ¹2
12. (UFU-MG) Considere, no plano cartesiano com origem O,
07. (UFAL) Sejam P(2, 1) e o ponto Q, de abscissa 4, localizado um triângulo cujos vértices A, B e C têm coordenadas
no 1º quadrante. Se a distância de Q a P é igual à distância (–1, 0), (0, 4) e (2, 0), respectivamente. Se M e N são
de Q ao eixo das abscissas, então Q é o ponto: os pontos médios de AB e BC, respectivamente, a área
do triângulo OMN será igual a
5 
A)  , 4 
2  A) 5 u.a.
 5 3
B)  4,  8 u.a.
 2 B)
5
C) (4, 3) C) 1 u.a.
D) (2, 4)
D) 3 u.a.
E) (4, 4) 2

32 Coleção 6V
Sistema Cartesiano e Ponto

SEÇÃO ENEM y (km)

F = (–1,1)
01. (Enem–2017) Foi utilizado o plano cartesiano para a 1

representação de um pavimento de lojas. A loja A está


localizada no ponto A(1; 2). No ponto médio entre a –1 O 1 x (km)
loja A e a loja B está o sanitário S, localizado no ponto
S(5; 10). –1
B = (1,–1)

Determine as coordenadas do ponto de localização da


Estudos de viabilidade técnica mostraram que, pelas
loja B. características do solo, a construção de 1 m de galeria
A) (–3; –6) via segmento de reta demora 1,0 h, enquanto que 1 m
de construção de galeria via semicircunferência demora

MATEMÁTICA
B) (–6; –3) 0,6 h. Há urgência em disponibilizar água para esse bairro.
C) (3; 6) Use 3 como aproximação para π e 1,4 como aproximação
para ¹2.
D) (9; 18)
O menor tempo possível, em hora, para conclusão da
E) (18; 9) construção da galeria, para atender às necessidades de
água do bairro, é de
02. (Enem–2017) Dois reservatórios A e B são alimentados A) 1 260.
por bombas distintas por um período de 20 horas. B) 2 520.
A quantidade de água contida em cada reservatório nesse C) 2 800.
período pode ser visualizado na figura. D) 3 600.
E) 4 000.
Quantidade de água armazenada Volume (L)
180 000 90 000 04. (Enem) Devido ao aumento do fluxo de passageiros,
170 000
160 000 80 000 uma empresa de transporte coletivo urbano está fazendo
150 000
140 000 70 000 estudos para a implantação de um novo ponto de parada
Reservatório B
Reservatório A

130 000 Reservatório A


120 000 60 000 em uma determinada rota. A figura mostra o percurso,
Reservatório B
110 000 indicado pelas setas, realizado por um ônibus nessa rota
100 000 50 000
90 000 e a localização de dois de seus atuais pontos de parada,
80 000 40 000
70 000 representados por P e Q.
60 000 30 000
50 000
40 000 20 000 y
30 000
20 000 10 000
10 000 Rua C
0 0 320 Q
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 111213141516171819 20
Tempo (h)

O número de horas em que os dois reservatórios contêm


Rua B

a mesma quantidade de água é

A) 1. C) 4. E) 6.

B) 2. D) 5. 20 Rua A
P
O 30 550 x
03. (Enem–2016) Em uma cidade será construída uma galeria Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser
subterrânea que receberá uma rede de canos para o instalado, nesse percurso, entre as paradas já existentes
transporte de água de uma fonte (F) até o reservatório P e Q, de modo que as distâncias percorridas pelo ônibus
entre os pontos P e T e entre os pontos T e Q sejam iguais.
de um novo bairro (B).
De acordo com os dados, as coordenadas do novo ponto
Após avaliações, foram apresentados dois projetos para
de parada são:
o trajeto de construção da galeria: um segmento de reta
A) (290, 20)
que atravessaria outros bairros ou uma semicircunferência
B) (410, 0)
que contornaria esses bairros, conforme ilustrado no C) (410, 20)
sistema de coordenadas xOy da figura, em que a unidade D) (440, 0)
de medida nos eixos é o quilômetro. E) (440, 20)

Bernoulli Sistema de Ensino 33


Frente B Módulo 13

05. (Enem) Um programa de edição de imagens possibilita 06. (Enem) Nos últimos anos, a televisão tem passado por
transformar figuras em outras mais complexas. Deseja-se uma verdadeira revolução, em termos de qualidade de
construir uma nova figura a partir da original. A nova figura imagem, som e interatividade com o telespectador. Essa
deve apresentar simetria em relação ao ponto O. transformação se deve à conversão do sinal analógico
para o sinal digital. Entretanto, muitas cidades ainda não
contam com essa nova tecnologia. Buscando levar esses
benefícios a três cidades, uma emissora de televisão
pretende construir uma nova torre de transmissão, que
envie sinal às antenas A, B e C, já existentes nessas
cidades. As localizações das antenas estão representadas
no plano cartesiano:

y (km)
O
70
Figura original 60
C
A imagem que representa a nova figura é: 50
40
A)
30

20
A B
10
x (km)
O 10 20 30 40 50 60 70 80 90

A torre deve estar situada em um local equidistante das


B) três antenas.
O local adequado para a construção dessa torre
corresponde ao ponto de coordenadas:
A) (65; 35) D) (50; 20)
O B) (53; 30) E) (50; 30)
C) (45; 35)
C)

GABARITO Meu aproveitamento

O
Aprendizagem Acertei ______ Errei ______

D) • 01. E • 03. B • 05. E • 07. A

• 02. D • 04. A • 06. B • 08. B

O
Propostos Acertei ______ Errei ______

• 01. A • 05. C • 09. D

• 02. D • 06. E • 10. C

• 03. E • 07. B • 11. D

E) • 04. A • 08. C • 12. D

Seção Enem Acertei ______ Errei ______

O • 01. D • 03. B • 05. E

• 02. A • 04. E • 06. E

Total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

34 Coleção 6V
FRENTE MÓDULO

MATEMÁTICA B 14
Estudo Analítico da Reta
INCLINAÇÃO DE UMA RETA Assim, tem-se:

Considere, no plano cartesiano, uma reta r concorrente


com o eixo x no ponto P. a = 0° (nulo) 0° < a < 90° (agudo)

Chama-se inclinação de r a medida do ângulo a que r


forma com o eixo Ox, sendo esse ângulo medido a partir do
eixo x no sentido anti-horário.
y y
y
r
r m = 0
m > 0

O x O x
α

O P x

a = 90° (reto) 90° < a < 180° (obtuso)

COEFICIENTE ANGULAR
DE UMA RETA
y r y
Considerando-se uma reta r não perpendicular ao eixo x r
(não vertical), ou seja, tal que α ≠ 90°, chama-se coeficiente m < 0
angular (ou declividade) da reta r o número m, tal que
∃m
m = tg α.

OBSERVAÇÕES α
α
i) A inclinação m de uma reta é tal que 0° ≤ a < 180°.
O O x
x
ii) No plano cartesiano, duas retas paralelas têm a mesma
inclinação.

y
r s
Isto é:

i) Se α = 0°, então m = 0.

ii) Se α = 90°, então não existe m.


α α

O x iii) Se 0 < α < 90°, então m > 0.

iii) Se α = 90°, então a reta não tem coeficiente angular. iv) Se 90° < α < 180°, então m < 0.

Bernoulli Sistema de Ensino 35


Frente B Módulo 14

Exemplo: 2º caso: α > 90°

Dar os coeficientes angulares das retas r, s, t e u.


Do triângulo ABC, tem-se:
A) y C) y CB yB − y A
tg β = =
t CA x A − xB

y
r B
yB
60°
O x O x β
C A
yA
αr = 0° ⇒ αt = 60° ⇒ α
β
mr = tg 0° ⇒ mt = tg 60° ⇒
O xB xA x
mr = 0 mt = ¹3

Como α + β = 180°, tem-se tg α = –tg β.


B) y s D) y
u yB − y A y − yA
Logo: m = tg α = – = B
x A − xB xB − x A

Portanto, para os dois casos, tem-se:


135°
yB − y A
O m=
x O x xB − x A
αs = 90° ⇒ αu = 135° ⇒
Não existe ms. mu = tg 135° ⇒ OBSERVAÇÕES
mu = –1
i) Se a reta AB é paralela ao eixo x (yA = yB e xA ≠ xB),
tem-se m = 0, e a fórmula continua válida.

COEFICIENTE ANGULAR ii) Se a reta AB é perpendicular ao eixo x (xA = xB e yA ≠ yB),

DE UMA RETA QUE PASSA não existe m, pois xB – xA = 0.

Exemplos:
POR DOIS PONTOS DADOS
1º) Qual é o coeficiente angular das retas que passam
nos seguintes pontos?
Considerem-se dois pontos A(xA, yA) e B(xB, yB), tais que
xA ≠ xB e yA ≠ yB, isto é, a reta AB não é paralela aos eixos A(2, 1)  yB − y A 9 −1
A)  ⇒ mAB = = ⇒ mAB = 4
B(4, 9) xB − x A 4−2
coordenados. Há dois casos a se considerar:

1º caso: α < 90° B)


A(−1, 2)
⇒ mAB =
yB − y A 5−2
 = ⇒ mAB = 3
B(0, 5)  xB − x A 0 − (−1)
Do triângulo ABC, tem-se:
2º) Qual é o coeficiente angular da reta r na figura?
y − yA
m = tg α = CB = B y
CA xB − x A
r B
y 1
B
yB
A
A α O 2 x
yA C
Temos: A(2, 0) e B(0, 1)
α
yB − y A 1−0 1
O xA xB x m = mr = = ⇒ m=−
xB − x A 0−2 2

36 Coleção 6V
Estudo Analítico da Reta

EQUAÇÃO FUNDAMENTAL ii) A reta não tem coeficiente angular.

DE UMA RETA Obter uma equação da reta r que passa pelo ponto
P(x0, y0) e tem inclinação 90° (reta vertical).
No plano cartesiano, uma reta fica determinada por um
y r
dos dois modos:
y Q
1º modo: Conhecendo-se um de seus pontos e sua
declividade, que é dada pela inclinação da reta (coeficiente y0 P
angular).

2º modo: Conhecendo-se dois pontos distintos que O x0 = x x

MATEMÁTICA
pertencem a ela.

Sendo r uma reta vertical e Q(x, y) um ponto genérico


Vejamos, então, como se obtém a equação de uma reta. de r, tem-se:

1º modo: Temos dois casos a considerar: x = x0

i) A reta tem coeficiente angular.


Exemplo:
Obter uma equação da reta r, que passa pelo ponto
Escrever uma equação da reta que passa pelo ponto
P(x0, y0) e tem coeficiente angular m.
P(2, 5) e é perpendicular ao eixo x.
Sendo Q(x, y) um ponto genérico de r, distinto de P,
y r
então o coeficiente angular m da reta pode ser
calculado com base em P e Q. 5 P(2, 5)

y
Q r
y
y – y0 O 2 x
P
y0
x – x0 x = x0, isto é, x = 2, ou seja, x – 2 = 0.

O x 2º modo: Obter uma equação da reta que passa por dois


x0 x
pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, yB).
y − y0
m= (I) Procede-se da seguinte maneira:
x − x0

1º passo: Calcula-se o coeficiente angular m da reta AB.


A relação (I) entre as coordenadas dos pontos P e Q
pode ser escrita na forma: yB − y A
m=
xB − x A
y – y0 = m(x – x0) (II)

Note que, se P = Q, então x = x0 e y = y0, e a relação (II) 2º passo: Com o coeficiente angular m e qualquer um

continua verdadeira, pois y0 – y0 = m(x0 – x0). dos dois pontos dados, recai-se no 1º modo.

Assim:
Assim, tomando-se o ponto A, tem-se:

A equação fundamental da reta que passa pelo ponto P(x0, y0) y – yA = m(x – xA)
e tem coeficiente angular m é:
Esta é a equação fundamental da reta que passa pelos
y – y0 = m(x – x0)
pontos A e B.

Bernoulli Sistema de Ensino 37


Frente B Módulo 14

FORMAS DE REPRESENTAÇÃO Fazendo yA – yB = a, xB – xA = b e yBxA – yAxB = c,


a equação fica:
DE UMA RETA
ax + by + c = 0

Equação reduzida
E, se xA = xB, a equação fica ax + 0y + c = 0, que é a
Considere-se a reta r que passa pelo ponto P(0, n) e tem
equação de uma reta paralela ao eixo y.
coeficiente angular m.
Reciprocamente, no plano cartesiano, a equação
y
ax + by + c = 0 com a ≠ 0 ou b ≠ 0 representa uma reta.
mr = m
De fato:
r
Se b ≠ 0, tem-se:
P(0, n)
by = –ax – c ⇒ y = − a x − c
O x b b

Sua equação fundamental é: Comparando-se com a equação reduzida y = mx + n,


tem-se:
y – n = m(x – 0)
y
a
m=
Segue-se que: b
c
n=
b
y = mx + n

O x
Esta é chamada de equação reduzida da reta.

a c
OBSERVAÇÕES m=− e n=−
b b

i) A equação reduzida de uma reta fornece diretamente


c
o coeficiente angular m e a ordenada n do ponto Se b = 0, tem-se ax + c = 0, ou seja, x = − .
a
onde esta reta intercepta o eixo y.
y r
ii) As retas de inclinação igual a 90° não possuem
equação reduzida.

Equação geral
O c x
No plano cartesiano, toda equação de uma reta pode ser a

escrita na forma ax + by + c = 0, com a ≠ 0 ou b ≠ 0. De fato:


A reta é perpendicular ao eixo x.
Sendo A ( x A , y A ) e B ( x B, y B ) dois pontos distintos,
A equação na forma
e xA ≠ xB, temos:
yB − y A ax + by + c = 0, com a ≠ 0 ou b ≠ 0
mAB =
xB − x A

A equação fundamental da reta que passa por A e B é: é chamada de equação geral da reta.

yB − y A
y – yA = (x – xA) ⇒ OBSERVAÇÕES
xB − x A
i) Se c = 0, a equação fica ax + by = 0, e a reta passa
(y – yA)(xB – xA) = (yB – yA)(x – xA) ⇒
pela origem (0, 0). De fato: a.0 + b.0 = 0
yxB – yxA – yAxB + yAxA = yBx – yBxA – yAx + yAxA ⇒
Assim, por exemplo, a reta r: 2x + 3y = 0 passa
(yA – yB)x + (xB – xA)y + yBxA – yAxB = 0 pela origem.

38 Coleção 6V
Estudo Analítico da Reta

ii) Se a = 0, a equação fica by + c = 0, e a reta é paralela


c
EXERCÍCIOS DE
ao eixo x. De fato: by + c = 0 ⇒ y = − .
b APRENDIZAGEM
Assim, por exemplo, a reta r: 2y + 5 = 0 é paralela ao
eixo x. 01. (Unimontes-MG) A reta r contém os pontos (4, 2) e (7, 3).
O valor de k, para que o ponto (16, k) pertença a r, é:

iii) Se b = 0, a equação fica ax + c = 0, e a reta é paralela A) 0 B) 4 C) 6 D) –3


c
ao eixo y. De fato: ax + c = 0 ⇒ x = − .
a 02. (UFMG) Observe a figura.
y
Assim, por exemplo, a reta r: 2x – 7 = 0 é paralela
ao eixo y.
4

MATEMÁTICA
iv) Toda reta do plano cartesiano possui infinitas
equações na forma geral. Assim, se ax + by + c = 0
é a equação de uma reta, então a equação O 2 x
k(ax + by + c) = 0, k ≠ 0, representa a mesma reta,
O gráfico da função f(x) = ax + b está representado nessa
pois são equações equivalentes, isto é, possuem as figura. O valor de a + b é:
mesmas soluções. A) –2 C) 7
2
Assim, por exemplo, x + 2y + 3 = 0 e 3(x + 2y + 3) = 0
B) 2 D) 9
representam a mesma reta. 2

03. (UFOP-MG) A reta r contém os pontos (–1, –3) e (2, 3).


Interseção de retas O valor de m, de modo que o ponto (m, 7) pertença a r, é:

Para obter o ponto de interseção entre duas retas A) 1 C) 3

concorrentes, basta resolvermos o sistema formado por B) 2 D) 4


suas equações gerais ou reduzidas.
04. (UFMG) A reta y = ax + 1 intercepta a bissetriz do primeiro
Exemplos: quadrante num ponto de abscissa –4. O valor de a é:

1º) Achar o ponto de interseção entre as retas: 3 3


A) – D)
4 4
y = 2x – 5 e y = –x + 4
1 5
Temos que: B) – E)
4 4
2x – 5 = –x + 4 1
C)
4
x=3⇒y=1

Logo, o ponto de interseção é P(3, 1). x


05. (UFMG) O ponto P  1 , b  pertence à curva y =  1  .
2   16 
2º) Achar o ponto de interseção entre as retas: A equação da reta que passa por P e tem coeficiente

2x + y – 3 = 0 e 3x – y – 7 = 0 angular 2 é:
A) 2x – y = 0 D) 4x – 2y – 1 = 0
Temos que:
B) 2x + y = 0 E) 8x – 4y – 5 = 0

2x + y = 3 C) 8x – 4y – 3 = 0
 +
3x − y = 7
06. (Mackenzie-SP) A distância do ponto de interseção das retas
2x – 3y + 26 = 0 e 5x + 2y – 49 = 0 à origem é:
5x = 10
A) 13 D) 18
x = 2 ⇒ y = –1
B) 23 E) 17
Logo, o ponto de interseção é P(2, –1). C) 15

Bernoulli Sistema de Ensino 39


Frente B Módulo 14

07. (PUC-SP) Suponha que no plano cartesiano mostrado na 02. (UFJF-MG) Na malha quadriculada a seguir, cujos
figura a seguir, em que a unidade de medida nos eixos quadrados têm lados medindo 10 metros, encontra-se o
coordenados é o quilômetro, as retas r e s representam mapa de um tesouro.
os trajetos percorridos por dois navios, N1 e N2, antes de N
ambos atracarem em uma ilha, localizada no ponto I. Muro
O L

y Pinheiros S
I

1
45° Rio
–2 O 3 x
r s
Sobre o tesouro, sabe-se que
Considerando que, no momento em que N1 e N2 se • encontra-se na direção determinada pelos dois
encontravam atracados em I, um terceiro navio, N3, foi pinheiros;
localizado no ponto de coordenadas (26, 29), a quantos • está a 110 metros a leste do muro.
quilômetros N3 distava de I?
O valor que melhor aproxima a distância do tesouro
A) 28 à margem do rio, em metros, é:
B) 30 A) 44,3 D) 46,7
C) 34 B) 45,3 E) 47,3

D) 36 C) 45,7

E) 40
03. (Unimontes-MG) Um raio luminoso, emitido por uma
lanterna localizada no ponto M(4, 8), reflete-se em N(6, 0).
08. (UFMG) Sejam A e B dois pontos da reta de equação A equação da semirreta r, trajetória do raio refletido, é:
y = 2x + 2, que distam duas unidades da origem. Nesse y
caso, a soma das abscissas de A e B é:
M P
8
A) 5
8

B) – 8
5

C) – 5
8
O 4 N 8 x
D) 8
5 A) y + 4x – 24 = 0 C) y – 4x + 24 = 0
B) y – 4x – 24 = 0 D) y + 4x + 24 = 0

EXERCÍCIOS 04. (FGV-SP) A reta da figura a seguir intercepta o eixo das

PROPOSTOS abscissas no ponto:


y

01. (UECE–2020) No plano, com o sistema de coordenadas


3
cartesianas usual, os gráficos das retas cujas equações
2,5
são y = x e y = mx – 4, onde m é um número inteiro 2
maior do que um, se cortam em um ponto P. A soma dos
possíveis valores de m para os quais as coordenadas de 1
P são números inteiros positivos é
O 1 2 3 4 x
A) 11.
B) 9. A) (–10, 0) D) (–13, 0)
C) 10. B) (–11, 0) E) (–14, 0)
D) 8. C) (–12, 0)

40 Coleção 6V
Estudo Analítico da Reta

05. (UEFS-BA–2018) Em um sistema de coordenadas 09. (UNIFESP) Dadas as retas r: 5x – 12y = 42, s: 5x + 16y = 56
cartesianas, o triângulo isósceles ABC, cujo lado AC forma e t: 5x + 20y = m, o valor de m para que as três retas
um ângulo de 75° com o eixo x, é reto no ponto B e tem sejam concorrentes num mesmo ponto é:
um de seus vértices no ponto A(1, 0), conforme a figura. A) 14 C) 36 E) 58
y C B) 28 D) 48

10. (UECE) O perímetro do triângulo formado pelas interseções


das retas x + y – 6 = 0, x = 1 e y = 1 é igual a:
B
A) 2(1 + ¹2) C) 4(1 + ¹2)
B) 4(2 + ¹2) D) 2(2 + ¹2)

11. (UFMG) Observe a figura.


75° y

MATEMÁTICA
r
A x 2

Uma equação para a reta AB é


3 60°
A) y = − 3 . x + 3 D) y = − . x +2
3
O 3 x
3 3
B) y = − . x+ 3 E) y =− . x −2
3 3

C) y = − 3 . x + 2

06. (FGV-MG) A equação da reta que passa pela origem e pela A ordenada do ponto de interseção da reta r com o eixo
interseção das retas 2x + y – 6 = 0 e x – 3y + 11 = 0 das ordenadas é:
tem a seguinte equação: A) 2 – 3¹3 D) 3 – 2 3
3
A) y = 2x D) y = 5x
B) 3 – 2¹3 E) 3¹3 – 2
B) y = 3x E) y = 6x
C) 2 – ¹3
C) y = 4x

07. (FCMSC–SP) As retas r e s são definidas por y = 2x + 1 SEÇÃO ENEM


e 3y + 2x – 2 = 0. A reta vertical que contém o ponto de
01. (Enem–2017) Um sistema de depreciação linear,
interseção de r e s é definida por:
estabelecendo que após 10 anos o valor monetário de
A) x = – 3 D) x = 3 um bem será zero, é usado nas declarações de imposto
8 8
1 de renda de alguns países. O gráfico ilustra essa situação.
B) y = E) 8y – 8x + 5 = 0
4
C) x = – 1
Valor monetário (dólar)

08. (FGV-SP) A equação da reta r da figura é:


y
5

4
3

2
r 0 10 Tempo (ano)
1

O 1 2 3 4 5 x Uma pessoa adquiriu dois bens, A e B, pagando 1 200 e


900 dólares, respectivamente.
A) y = 3x D) y = 3 x Considerando as informações dadas, após 8 anos, qual será a
4
diferença entre os valores monetários, em dólar, desses bens?
B) y = 5 x E) y = 4x + 2
18 A) 30 C) 75 E) 300
C) y = 3x + 5 B) 60 D) 240

Bernoulli Sistema de Ensino 41


Frente B Módulo 14

02. (Enem–2017) Em um mês, uma loja de eletrônicos 04. (Enem) Um bairro de uma cidade foi planejado em uma
começou a obter lucro já na primeira semana. O gráfico região plana, com ruas paralelas e perpendiculares,
representa o lucro (L) dessa loja desde o início do mês delimitando quadras de mesmo tamanho. No plano de
até o dia 20. Mas esse comportamento se estende até o coordenadas cartesianas seguinte, esse bairro localiza-se
último dia, o dia 30. no segundo quadrante, e as distâncias nos eixos são
dadas em quilômetros.
Lucro (real)
y
8
3 000
6
4
2

–8 –6 –4 –2 O 2 4 6 8 x
–2
–4
–6
–8
0 5 20 Tempo (dia)
A reta da equação y = x + 4 representa o planejamento do
–1 000
percurso da linha do metrô subterrâneo que atravessará
o bairro e outras regiões da cidade. No ponto P(–5, 5),
A representação algébrica do lucro (L) em função do localiza-se um hospital público. A comunidade solicitou ao
tempo (t) é comitê de planejamento que fosse prevista uma estação
A) L(t) = 20t + 3 000 D) L(t) = 200t – 1 000 do metrô de modo que sua distância ao hospital, medida
em linha reta, não fosse maior que 5 km. Atendendo ao
B) L(t) = 20t + 4 000 E) L(t) = 200t + 3 000
pedido da comunidade, o comitê argumentou corretamente
C) L(t) = 200t que isso seria automaticamente satisfeito, pois já estava
prevista a construção de uma estação no ponto:
03. (Enem–2016) Para uma feira de ciências, dois projéteis
A) (–5, 0)
de foguetes, A e B, estão sendo construídos para serem
lançados. O planejamento é que eles sejam lançados B) (–3, 1)
juntos, com o objetivo de o projétil B interceptar o A C) (–2, 1)
quando esse alcançar sua altura máxima. Para que isso D) (0, 4)
aconteça, um dos projéteis descreverá uma trajetória
E) (2, 6)
parabólica, enquanto o outro irá descrever uma trajetória
supostamente retilínea. O gráfico mostra as alturas
alcançadas por esses projéteis em função do tempo, nas
simulações realizadas.
GABARITO Meu aproveitamento

20
16 Aprendizagem Acertei ______ Errei ______
12
Altura (m)

8
A
B
• 01. C • 03. D • 05. C • 07. B

4
–0 Tempo
• 02. B • 04. E • 06. A • 08. B
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
–4 (s)

–8
Propostos Acertei ______ Errei ______

• • • •
–12
01. C 04. C 07. C 10. B
Com base nessas simulações, observou-se que a trajetória
do projétil B deveria ser alterada para que o objetivo • 02. D • 05. A • 08. B
• 11. A
fosse alcançado. Para alcançar o objetivo, o coeficiente
angular da reta que representa a trajetória de B deverá • 03. C • 06. C • 09. E

A) diminuir em 2 unidades.
B) diminuir em 4 unidades.
Seção Enem Acertei ______ Errei ______

C) aumentar em 2 unidades.
• 01. B • 02. D • 03. C • 04. B
D) aumentar em 4 unidades.
E) aumentar em 8 unidades. Total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

42 Coleção 6V
FRENTE MÓDULO

MATEMÁTICA B 15
Posições Relativas e Distância
de Ponto a Reta
POSIÇÕES RELATIVAS Ou seja:

DE DUAS RETAS −
a1
b1
a a b c c b c
=− 2 ⇒ 1 = 1 e − 1 ≠− 2 ⇒ 1 ≠ 1
b2 a2 b2 b1 b2 b2 c2

Duas retas r e s de um plano podem ser: Reunindo as duas condições, temos:

Distintas r ∩ s = ∅ a1 b1 c
• Paralelas  = ≠ 1 (r e s são paralelas distintas.)
Coincidentes r ∩ s = r ⇒ r ≡ s a2 b2 c2

• Concorrentes r ∩ s = {P}
ii) Se mr = ms e nr = ns, as retas r e s são paralelas
Consideremos, então, no plano cartesiano, duas retas
coincidentes.
r: a1x + b1y + c1 = 0 e s: a2x + b2y + c2 = 0, tais que nem
r nem s sejam paralelas aos eixos coordenados, isto é, y
a1 ≠ 0, b1 ≠ 0, a2 ≠ 0 e b2 ≠ 0.

Suas equações na forma reduzida são: r≡s

a1 c
• r: a1x + b1y + c1 = 0 ⇒ y = − x− 1 nr = ns
b1 b1

a2 c O x
• s: a2x + b2y + c2 = 0 ⇒ y = − x− 2
b2 b2
Ou seja:
Na forma reduzida y = mx + n, m é o coeficiente angular,
e n é o coeficiente linear da reta. a1 a a b c c b c
− =− 2 ⇒ 1 = 1 e − 1 =− 2 ⇒ 1 = 1
b1 b2 a2 b2 b1 b2 b2 c2
 a1
m1 = − b Reunindo as duas condições, temos:
a1 c1  1
• r: y = − x − ⇒
b1 b1  n = − c1
 1 a1 b1 c
b1 = = 1 (r e s são paralelas coincidentes.)
a2 b2 c2

 a2
m2 = − b iii) Se mr ≠ ms, as retas r e s são concorrentes.
a2 c2  2
• s: y = − x− ⇒
b2 b2  n = − c2 y
 2 b2 r s

Portanto:

i) Se mr = ms e nr ≠ ns, as retas r e s são paralelas distintas. Retas r e s se


P interceptam em P
y
r
r // s
O x
nr s

ns Ou seja:

O a1 a a b
x − ≠ − 2 ⇒ 1 ≠ 1 (r e s são concorrentes.)
b1 b2 a2 b2

Bernoulli Sistema de Ensino 43


Frente B Módulo 15

Em resumo: y
Mediatriz
a1 b1 c
= ≠ 1 ⇔ Paralelas distintas
a2 b2 c2 7 B

M
a1 b1 c 5
= = 1 ⇔ Paralelas coincidentes A
a2 b2 c2

a1 b
↑ 1 ⇔ Concorrentes
a2 b2

O 2 6 x
OBSERVAÇÕES
i) Se r é paralela a um dos eixos coordenados, Sendo xM e yM as coordenadas do ponto médio M, temos:
o problema da posição relativa depende da reta s.
2+6 
ii) Se r e s são concorrentes no ponto P, obtêm-se as xM = = 4
2 
coordenadas de P resolvendo o sistema formado  ⇒ M(4, 6)
5+7
yM = = 6
pelas equações de r e s. 2 
7−5 1
Exemplo: Coeficiente angular de AB: mAB = =
6−2 2
Sejam r: 3x + 4y – 5 = 0 e s: 6x + by + c = 0.
Sendo m o coeficiente angular da mediatriz, deve-se ter:
Então:
[Link] = –1 ⇒ m.  1  = –1 ⇒ m = –2
• r ≡ s se: 3 = 4 = − 5 ⇒ b = 8 e c = –10; 2
6 b c Portanto, a equação da mediatriz é:
• r // s, se: b = 8 e c ≠ –10; y – 6 = –2(x – 4) ⇒ y = –2x + 14
• r ∩ s = {P}, se: b ≠ 8 e c ∈ .
DISTÂNCIA DE PONTO A RETA
RETAS PERPENDICULARES A distância de um ponto P a uma reta r é o comprimento
Duas retas r e s são perpendiculares uma à outra se, do segmento, em que Q é a projeção ortogonal de P sobre
e somente se, são concorrentes e formam um ângulo reto. a reta r.
s P
r

r
r⊥s
Q

Cálculo da distância de pontos e retas


Condição de perpendicularidade
No plano cartesiano, a distância d do ponto P(x0, y0)
No plano cartesiano, duas retas r e s de coeficientes
à reta r, de equação ax + by + c = 0, é dada pela expressão:
angulares mr e ms são perpendiculares entre si se, e somente
se, mr .ms = –1.
ax0 + by0 + c
d(P, r) =
1 a2 + b2
r ⊥ s ⇔ [Link] = –1 ⇔ mr = −
ms

OBSERVAÇÃO
OBSERVAÇÃO
A fórmula da distância continua válida se P pertence a r
Se uma das retas é paralela a um dos eixos coordenados,
(d = 0), ou, ainda, se a = 0 ou b = 0, caso em que r é
então a reta perpendicular a ela é paralela ao outro eixo
coordenado. perpendicular ao eixo y ou x.

Exemplo: Exemplo:
Dar a equação da mediatriz do segmento de extremos nos 3
Sejam P(2, –1) e r: y = − x + 1 ⇒ 3x + 4y – 4 = 0
pontos A(2, 5) e B(6, 7). 4

A mediatriz é perpendicular ao segmento AB pelo seu 3.(2) + 4.(−1) − 4 −2 2


Então: d(P, r) = = = .
ponto médio. (3)2 + (4)2 25 5

44 Coleção 6V
Posições Relativas e Distância de Ponto a Reta

EXERCÍCIOS DE 07. (UFMG) A reta r passa pelo ponto (16, 11) e não
x
APRENDIZAGEM
intercepta a reta de equação y = – 5. Considerando-se
2
os seguintes pontos, o único que pertence à reta r é:

01. (UPE–2019) Em qual das alternativas a seguir temos um A) (7, 6) C) (7, 7)


par de retas concorrentes?
B)  7, 13  D)  7, 15 
A) r: 8x – 4y + 12 = 0 e s: 3x – y – 5 = 0  2   2 

B) r: 2x + 3y + 8 = 0 e s: 6x + 9y + 12 = 0 08. (UFMG) As retas perpendiculares à reta de equação


C) r: 3x + 6y – 5 = 0 e s: x + 2y – 6 = 0 3x + 4y – 9 = 0 que distam 4 unidades da origem são:
D) r: x + y – 2 = 0 e s: x + y – 4 = 0 A) 4x – 3y = 5 e 4x – 3y = –5
E) r: 3x + y – 3 = 0 e s: 6x + 2y – 6 = 0 B) 4x – 3y = 20 e 4x – 3y = –20

MATEMÁTICA
C) 4x – 3y = 4 e 4x – 3y = –4
02. (UFMG) Seja a reta r de equação 2x – 3y – 5 = 0.
D) 3x – 4y = 10 e 3x + 4y = –10
A equação da reta s, paralela a r, que contém P(1, –2), é:
E) 4x – 3y = 10 e 4x – 3y = –10
A) 2x – 3y – 1 = 0 D) 3x + 2y + 1 = 0
B) 2x – 3y – 8 = 0 E) 2x + 3y + 4 = 0
C) 3x – 2y – 7 = 0 EXERCÍCIOS
03. (UFMG) A reta determinada pelos pontos P(a, 0) e Q(0, 2) PROPOSTOS
é perpendicular à reta 3x – 2y – 4 = 0. A abscissa do
ponto P é:
01. (UERJ–2019) As retas r, u e v, construídas em um
A) 3 C) 4 E) –3 mesmo sistema de coordenadas cartesianas ortogonais,
3
apresentam as seguintes equações:
B) 3 D) – 4 r: 4x − 3y = 20
2 3
u: 2x + 3y = 28
04. (UFMG) A distância entre as retas de equações
y = ¹3x e y = ¹3x + 2 é: v: 3x + y = 27

3 Determine se as três retas são concorrentes em um


A) ¹3 C) E) 2 único ponto. Justifique sua resposta com os cálculos
2
B) 2¹3 D) 1 necessários.

02. (Vunesp) Sabendo-se que o ∆ABC é um triângulo


05. (UFRN) Uma formiga se desloca num plano, ao longo de uma
retângulo (B = 90°), as coordenadas do vértice C são:
reta. Passa pelo ponto (1, –2) e percorre a menor distância
y
até interceptar a trajetória retilínea de outra formiga, nesse
5 A
mesmo plano, descrita pela equação y + 2x = 8.
B
A equação da reta que representa a trajetória da primeira 3
formiga é:
A) 2y – x + 5 = 0 C) y + x + 1 = 0 2 7 x
–2
B) y – x + 3 = 0 D) 2y + x + 2 = 0 C
A) (5, –2)
06. (Unicamp-SP) A área do triângulo OAB esboçado na figura
a seguir é: B) (3 12 , –2)
y
C) (4, –2)
B
D) (4 12 , –2)
2 E) N.d.a.

03. (FUVEST-SP) As retas r e s são perpendiculares e


interceptam-se no ponto (2, 4). A reta s passa pelo ponto
0 1 A x (0, 5). Uma equação da reta r é:
A) 2y + x = 10 D) 2x + y = 8
21 23 25 27 B) y = x + 2 E) y = 2x
A) B) C) D)
4 4 4 4 C) 2y – x = 6

Bernoulli Sistema de Ensino 45


Frente B Módulo 15

04. (UFRGS-RS) As retas paralelas y = ax + 2 e y = (5 + 2b)x – 1 10. (Mackenzie-SP) No sistema cartesiano ortogonal, a reta
3x + 2y – 6 = 0 intercepta a curva y = cos x, conforme
são perpendiculares à reta y = 2 x + 3, com a ∈ e
b figura. A distância do ponto P à reta dada é:
b ∈ *. O valor de a + b é: y
A) –2 C) 0 E) 2

B) –1 D) 1 P

05. (UFPE) Considere o triângulo de vértices A(1, 1), B(3, 2)


1
e C(2, 3). A equação da reta que contém a altura desse
triângulo relativa ao lado AC é dada por: O x
A) x – 2y = 7 D) x + 2y = 7 –1
B) 2x + 2y = –7 E) x + 2y = –7
C) 2y – x = 7

A) 3≠ 3π + 2 3≠
06. (UFTM-MG) A figura apresenta uma circunferência de C) E)
2 13 13 13
centro O e um diâmetro AB no plano de coordenadas
cartesianas. As coordenadas de A e B são dadas na figura. 3π − 2
B) D) 3π − 4
Sendo AOC um ângulo reto, a reta que contém o diâmetro 13 2 13
que passa pelo ponto C pode ser expressa pela equação:
y
SEÇÃO ENEM
C
B(2, 6)
01. Considere uma cidade em que as ruas são representadas
O por retas e as casas, por pontos. Num mapa cartesiano
dessa cidade, com medidas em km, a padaria Pannetutti
A(10, 0)
O x se localiza no ponto P(–5, 0) e o açougue Quasar se
localiza no ponto Q(–1, –3). Uma pessoa que estiver
na origem desse mapa e quiser se dirigir à Rua Pedro
A) x – 1 y = 10 D) 5x – 4y = 18 Quintão, na qual se localizam a padaria e o açougue, terá
2 de caminhar uma distância de, no mínimo,
A) 2 km. C) 3 km. E) 4 km.
B) 2x – 1 y = 12 E) 6x – 8y = 21
3 B) 2,5 km. D) 3,5 km.

C) 4x – 3y = 15

GABARITO Meu aproveitamento


07. (Mackenzie-SP) A distância da reta determinada pelos
pontos A(1, 4) e B(5, 2) à origem é: Aprendizagem Acertei ______ Errei ______

• • • •
A) 9 C) 9 E) 9 5
01. A 03. A 05. A 07. B
5 5
B) 5 D) 81
5
• 02. B • 04. D • 06. C • 08. B

08. (FUVEST-SP) São dados os pontos A(1, 1) e B(9, 3). Propostos Acertei ______ Errei ______
A mediatriz do segmento AB encontra o eixo dos y no
ponto de ordenada igual a: • 01. As retas não concorrem no mesmo ponto

A) 20 C) 22 E) 24
• 02. C • 05. D • 08. C
B) 21 D) 23
• 03. E • 06. C • 09. A

09.
KSSJ
(FUVEST-SP) Os pontos M(2, 2), N(–4, 0) e P(–2, 4) são,
respectivamente, os pontos médios dos lados AB, BC e
• 04. B • 07. E • 10. E

CA do triângulo ABC. A reta mediatriz do segmento AB


tem a equação: Seção Enem Acertei ______ Errei ______
A) x + 2y – 6 = 0
B) x – 2y + 2 = 0
D) 2x + y – 6 = 0
E) –x + 2y + 6 = 0
• 01. C

C) 2x – 2y – 2 = 0 Total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

46 Coleção 6V
FRENTE MÓDULO

MATEMÁTICA B 16
Áreas e Teoria Angular
ÁREA DE UM TRIÂNGULO ÂNGULO AGUDO ENTRE DUAS
A área S de um triângulo de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e RETAS CONCORRENTES
C(xC, yC) é dada por:
Se duas retas r e s são concorrentes e não perpendiculares,
S = 1 |D| elas determinam dois ângulos agudos a opostos pelo vértice
2
e dois ângulos obtusos b opostos pelo vértice, tais que
a + b = 180° e tg a = –tg b.
xA yA 1
Nela, D = determinante da matriz xB yB 1 . b r

xC yC 1 a a

b
s
OBSERVAÇÕES
i) Se D = 0, então os pontos A, B e C são colineares.
ii) Para se calcular a área de um polígono, podemos
Cálculo do ângulo formado por duas
dividi-lo em triângulos e calcular a soma das áreas de retas
cada um deles. Sejam r: y = mrx + nr e s: y = msx + ns duas retas
Exemplo: concorrentes e não perpendiculares ([Link] ≠ –1).
Calcular a área do quadrilátero de vértices M(1, 1), O ângulo agudo ϕ entre elas é tal que:
N(4, 2), P(3, 5) e Q(1, 4). mr − ms
Observando o esboço a seguir, obtemos a área do tg ϕ=
1 + mr . ms
quadrilátero somando as áreas dos triângulos MNP e PQM.
y
Caso particular:
P
5 Sejam r: y = mrx + nr , mr ≠ 0, e s: x = k.
Q O ângulo agudo ϕ entre elas é tal que:
4
1
3 tg ϕ=
mr

2 N
Exemplo:
1 Sejam r: y = 2x + 7 e s: y = –3x.
M
2 − (−3) 5
Então, tg ϕ = = = |–1| = 1 ⇒ ϕ = 45°.
O 1 2 3 4 x 1 + 2(−3) −5

Sejam DMNP o determinante dos pontos M, N e P e DPQM


o determinante dos pontos P, Q e M. POSIÇÕES RELATIVAS
Assim, temos, calculando pela regra de Sarrus:
ENTRE PONTO E RETA
1 1 1 11 Consideremos, por exemplo, a reta r de equação reduzida
DMNP = 4 2 1 42 ⇒ y = 2x + 2, cujo gráfico é a figura a seguir, e o ponto A(1, 4).
3 5 1 35
Observe que o ponto A pertence a r, pois 4 = 2 . 1 + 2.
– – – + + +
y r
DMNP = 1 . 2 . 1 + 1 . 1 . 3 + 1 . 4 . 5 – 3 . 2 . 1 – 5 . 1 . 1 – 1 . 4 . 1 = 10 4 A
3 5 1
E, da mesma forma: DPQM = 1 4 1 = 6.
1 1 1

Portanto, SMNPQ = SMNP + SPQM = 1 | 10 | + 1 | 6 | = 8 O 1 x


2 2

Bernoulli Sistema de Ensino 47


Frente B Módulo 16

Consideremos agora os pontos B(1, 5) e C(1, 3), que


possuem abscissas iguais à de A. Como as ordenadas de
EXERCÍCIOS DE
B e C são diferentes da ordenada de A, tais pontos não
pertencem à reta r.
APRENDIZAGEM
y r
B Assim: 01. (UFRGS-RS) Os pontos médios dos lados do quadrado
5 ABCD, com A(1, 2) e B(4, 2), são vértices do quadrado
• Sendo yB = 5, temos yB > yA;
4 A de área igual a
e, portanto, o ponto B está
3 C acima de A. A) 9. C) 3. E) 3.
2 4
• Sendo yC = 3, temos yC < yA;
9 3
1 e, portanto, o ponto C está B) . D) .
2 2
abaixo de A.
–1 O 1 x
02. (UFG-GO) Para medir a área de uma fazenda de forma
Dessa forma, se y = mx + n é a equação reduzida de uma triangular, um agrimensor, utilizando um sistema de
reta r, então temos que: localização por satélite, encontrou como vértices desse
y triângulo os pontos A(2, 1), B(3, 5) e C(7, 4) do plano
cartesiano, com as medidas em km. A área dessa fazenda,
i) Os pontos que satisfazem a r em km2, é de
inequação y > mx + n estão
17 C) 2¹17. E) 17 .
acima da reta r. A) .
2 2
y > mx + n O x B) 17. D) 4¹17.

y
r 03. (UFF-RJ) O elenco de um filme publicitário é composto
de pessoas com cabelos louros ou olhos verdes. Sabe-se
ii) Os pontos que satisfazem a que esse elenco tem, no máximo, vinte pessoas entre as
inequação y < mx + n estão quais, pelo menos, doze possuem cabelos louros e, no
abaixo da reta r. O x máximo, cinco possuem olhos verdes. No gráfico a seguir,
pretende-se marcar um ponto P(L, V), em que L representa
y < mx + n
o número de pessoas do elenco que têm cabelos louros e
Se a reta r é perpendicular ao eixo x e sua equação é V o número de pessoas do elenco que têm olhos verdes.
x = k, de maneira análoga, concluímos que: y

y 20
r
iii) Os pontos que satisfazem a
inequação x > k, ou seja, os
pontos de abscissa maior que k, R1
estão à direita da reta r.
R2
5
x>k O k x R3 R4 R5
O 12 20 x
iv) Os pontos que satisfazem a y r O ponto P deverá ser marcado na região indicada por:
inequação x < k, ou seja, os
pontos de abscissa menor A) R1 C) R3 E) R5
que k, estão à esquerda da B) R2 D) R4
reta r.
x<k O k x x
04. (Cesgranrio) As retas y = –3x + 3 e y = − + 2 são
2
Exemplo:
mostradas na figura. A área da região hachurada é
Esboçar a região do plano delimitada por:
y

y
(II)

2 O x

(I) A) 2,9. C) 3,1. E) 4,0.


O 2 x B) 3,0. D) 3,2.

48 Coleção 6V
Áreas e Teoria Angular

05. (PUC-Campinas-SP) A parábola de equação y = x2 – 6 tem 03. (UECE–2019) No plano, com o sistema de coordenadas
vértice M e corta o eixo x nos pontos A e B. Qual a área do cartesianas usual, escolhida uma unidade de comprimento
triângulo ABM? (u.c), a medida em (u.c)2 da área da região do plano limitada
pelas retas x – 3y = 0, 3x – y = 0 e x + y – 4 = 0 é
A) 1 C) ¹6 E) 12¹6
A) 8. C) 4.
B) 6 D) 6¹6
B) 9. D) 6.
06. (FUVEST-SP) Duas irmãs receberam como herança um
terreno na forma do quadrilátero ABCD, representado a 04. (PUC Rio) Os pontos A(3, 1), B(4, –2) e C(x, 7) são
seguir em um sistema de coordenadas. Elas pretendem colineares. O valor de x é igual a:
dividi-lo, construindo uma cerca reta perpendicular ao A) 1 C) 5 E) 7
lado AB e passando pelo ponto P = (a, 0). O valor de a B) 2 D) 6
para que se obtenham dois lotes de mesma área é:

MATEMÁTICA
y 05. (FUVEST-SP) A reta de equação 2x + 12y – 3 = 0,
em relação a um sistema cartesiano ortogonal, forma
C = (2, 3)
com os eixos do sistema um triângulo cuja área é:

A) 1 C) 1 E) 3
1 D 3 15 16
A B
B) 1 D) 3
O 1 5 x 4 8

A) ¹5 – 1 C) 5 – ¹2 E) 5 + 2¹2 06. (UFMG) A área do triângulo limitado pelas retas


B) 5 – 2¹2 D) 2 + ¹5 4x + 5y – 20 = 0, y = 0 e x = 0 é
A) 4 C) 10 E) 20
07. (UFJF-MG) Considere o triângulo limitado pelas retas B) 5 D) 16
y = x, y = –x + 2 e y = ax, com a > 1. O valor de a,
2 , é: 07. (FGV-MG) As interseções de y = x, y = –x e y = 6 são
de forma que a área desse triângulo seja
2 vértices de um triângulo de área:
A) 2¹2 + 3 C) ¹2 + 1 E) ¹2 A) 36 C) 24 E) 12
B) 3¹2 + 2 D) ¹2 – 1 B) 24¹2 D) 12¹2

08. (UFMG) O ângulo agudo formado pelas retas de equações 08. (UERJ–2016) Na região conhecida como Triângulo das
x = 0 e ¹3x + y – 1 = 0 mede: Bermudas, localizada no Oceano Atlântico, é possível
A) 15° C) 30° E) 45° formar um triângulo com um vértice sobre a cidade
porto-riquenha de San Juan, outro sobre a cidade
B) 22° 30’ D) 37° 30’
estadunidense de Miami e o terceiro sobre as ilhas de
Bermudas.

EXERCÍCIOS A figura a seguir mostra um sistema de coordenadas


cartesianas ortogonais, com os vértices do triângulo
PROPOSTOS devidamente representados. A escala utilizada é
1 : 17 000 000, e cada unidade nos eixos cartesianos
01. (Mackenzie-SP) Os gráficos de y = x + 2 e x + y = 6 equivale ao comprimento de 1 cm.
definem, com os eixos, no primeiro quadrante, y Bermudas
um quadrilátero de área 9

A) 12 C) 10 E) 14
B) 16 D) 8

02. (UPE–2019 ) Os pontos (3, 2), (5, 2) e (3, 6) são vértices


de um triângulo retângulo. Quais são os valores das Miami
medidas da hipotenusa e da área desse triângulo nessa 2
ordem?
San Juan
A) 2 e 2¹2 D) ¹5 e 2 0 7 9 x

B) 2 e 2¹3 E) 5 e 5¹3
Calcule, em km2, a área do Triângulo das Bermudas,
C) 2¹5 e 4 conforme a representação plana da figura.

Bernoulli Sistema de Ensino 49


Frente B Módulo 16

09. (PUC-SP) O conjunto dos pontos (x, y) do plano cartesiano 02. (Enem–2016) Uma região de uma fábrica deve ser isolada,
que satisfazem a inequação (x + y)(x – y) ≤ 0 é a parte pois nela os empregados ficam expostos a riscos de
hachurada de qual das seguintes figuras? acidentes. Essa região está representada pela porção de
A) y C) y E) y cor cinza (quadrilátero de área S) na figura.

x x x 9

S
B) y D) y
3

0 4 8 x
x x

Para que os funcionários sejam orientados sobre a localização


da área isolada, cartazes informativos serão afixados por
toda a fábrica. Para confeccioná-los, o programador utilizará
10. (PUC Minas) Considere a região do plano cartesiano
formada pelos pontos cujas coordenadas satisfazem ao um software que permite desenhar essa região a partir de
um conjunto de desigualdades algébricas.
0 ≤ x ≤ 2

sistema y ≥ x As desigualdades que devem ser utilizadas no referido
y ≤ 2x + 2
 software, para o desenho da região de isolamento, são
Tomando-se o metro como unidade de medida nos
A) 3y – x ≤ 0; 2y – x ≥ 0; y ≤ 8; x ≤ 9
eixos coordenados, essa região é um trapézio com
2 m de altura e área igual a A metros quadrados. B) 3y – x ≤ 0; 2y – x ≥ 0; y ≤ 9; x ≤ 8
Então, o valor de A é
C) 3y – x ≥ 0; 2y – x ≤ 0; y ≤ 9; x ≤ 8
A) 3. B) 4. C) 5. D) 6.
D) 4y – 9x ≤ 0; 8y – 3x ≥ 0; y ≤ 8; x ≤ 9

E) 4y – 9x ≤ 0; 8y – 3x ≥ 0; y ≤ 9; x ≤ 8
SEÇÃO ENEM
01. (Enem–2018) Para criar um logotipo, um profissional
GABARITO Meu aproveitamento
da área de design gráfico deseja construí-lo utilizando o
conjunto de pontos do plano na forma de um triângulo,
Aprendizagem Acertei ______ Errei ______
exatamente como mostra a imagem.

y • 01. B • 03. D • 05. D • 07. A


15

10
• 02. A • 04. A • 06. B • 08. C

5
x
Propostos Acertei ______ Errei ______
–15 –10 –5 0 5 10 15
–5 • 01. E • 03. C • 05. E • 07. A

–10
• 02. C • 04. A • 06. C
–15
• 08. S = 1 112 650 km2

Para construir tal imagem utilizando uma ferramenta


gráfica, será necessário escrever algebricamente o • 09. E
conjunto que representa os pontos desse gráfico.
Esse conjunto é dado pelos pares ordenados (x, y) ∈ • 10. D

N × N , tais que:
A) 0 ≤ x ≤ y ≤ 10 Seção Enem Acertei ______ Errei ______
B) 0 ≤ y ≤ x ≤ 10
C) 0 ≤ x ≤ 10, 0 ≤ y ≤ 10 • 01. B • 02. E
D) 0 ≤ x+ y ≤ 10
E) 0 ≤ x + y ≤ 20 Total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

50 Coleção 6V

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