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Guia Completo sobre Diabetes e Tratamento

O documento aborda o diabetes, uma doença relacionada à produção insuficiente ou má absorção de insulina, com subtipos como Diabetes Tipo I e Tipo II. O diagnóstico é feito através da identificação da hiperglicemia e recomendações para reavaliação são apresentadas. O tratamento varia entre insulinoterapia para DM tipo I e intervenções não farmacológicas para DM tipo II, com acompanhamento regular das condições de saúde.

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Guia Completo sobre Diabetes e Tratamento

O documento aborda o diabetes, uma doença relacionada à produção insuficiente ou má absorção de insulina, com subtipos como Diabetes Tipo I e Tipo II. O diagnóstico é feito através da identificação da hiperglicemia e recomendações para reavaliação são apresentadas. O tratamento varia entre insulinoterapia para DM tipo I e intervenções não farmacológicas para DM tipo II, com acompanhamento regular das condições de saúde.

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DIABETES

Sumário
O que é Diabetes? Recomendações

Subtipos Fluxograma

Diagnóstico Tratamento
O que é?

É uma doença causada pela produção


insuficiente ou má absorção do hormônio
chamado insulina, esse, por sua vez, responsável
pela regulação dos níveis de glicose (açúcar) no
sangue para que a gente consiga produzir
energia.

Órgão Produtor: Pâncreas


Subtipos
É um contexto clínico de diversos subtipos, de forma mais abrangente, poderiamos citar inicialmente a Diabetes Tipo I, Diabetes
Tipo II, Diabetes Gestacional . Porém pode-se lembrar da doença originada por fatores como genética, mutação nas células Beta
pancreaticas, doenças que afetam o pâncreas, uso abusivo de drogas, infecções e outras endocrinopatias.

DM tipo I DM tipo II
Geralmente abrupto, geralmente com algum grau de Mais comum, início insidioso.
complicação (cetoacidose ou cetose) com Associado a obesidade e envelhecimento mais
necessidade de insulinoterapia plena. frequentemente.
Gerado pela resistência a insulina, deficiência
Pode ser diagnosticado em qualquer idade, embora parcial da secreção do hormônio pelas células
mais comum em crianças e adolescentes por volta dos Beta pancreáticas ou de incretinas.
10-14 anos. Características clínicas ligadas à resistência
insulinica, acantose nigricans e
Gerado pela destruição das células Beta pancreáticas hipertrigliceridemia.
(geralmente autoimune).
Diagnóstico
Através da identificação da HIPERGLICEMIA.

Podem ser usados a glicemia plasmática de jejum (GJ), o teste de tolerância à glicose por via oral (TTGO) e a hemoglobina
glicada (HbA1c).

Recomendado !
Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dl,
HbA1c maior ou igual a 6,5%,
TTGO-1h maior ou igual a 209 mg/dl ou a glicemia
no TTGO- 2h maior ou igual a 200 mg/dl.

GL > ou = 126 + HbA1c > ou igual 6,5% =


Diagnóstico
Gicemia aleatória > 200 mg/dL = Diagnóstico.

Se somente um exame estiver alterado, este


deverá ser repetido para confirmação
Recomendações
Após o rastreamento inicial Após o rastreamento
para DM2, É inicial para DM2, É
RECOMENDADO que RECOMENDADO que
pessoas com pré-diabetes pessoas com apenas um
sejam reavaliadas após 12 exame laboratorial com
meses critério para DM, sem
outros exames alterados,
sejam reavaliadas em 6
meses
Fluxograma
Tratamento
DM tipo I DM tipo Il
O esquema de insulinoterapia deve incluir uma Abordagens não farmacológicas, como intervenção
insulina basal de ação intermediária ou prolongada nutricional com foco no controle do peso, exercícios
(insulina NPH humana ou análoga de ação físicos, diminuição do tempo sentado, melhora da
prolongada), associada à insulina bolus ou de ação duração do sono, cessação do tabagismo e controle do
rápida (humana regular ou análoga de ação rápida), estresse.
com múltiplas doses diárias que devem respeitar a
faixa etária, o peso do paciente, o gasto energético
diário incluindo atividade física e a dieta.

As necessidades diárias de insulina no DM1


podem ser estimadas a partir do peso corporal,
tipicamente variando entre 0,4 U/kg/dia a 1,0
U/kg/dia.

As intervenções não medicamentosas são indispensáveis para um controle glicêmico adequado e referem-se a
educação sobre diabetes e estímulo ao autocuidado, orientação nutricional, atividade física e cessação do tabagismo.
Insulinoterapia
As insulinas disponibilizadas pelo MS podem ser classificadas como insulina basal (NPH e análogo de ação prolongada) e insulina
bolus (regular e análogo de ação rápida).

NPH (Basal) Bolus (Regular)


A dose total diária da insulina basal NPH, pode ser
calculada conforme está descrito na tabela A dose de insulina bolus corresponde à insulina de ação
rápida administrada previamente às refeições, para
metabolização dos carboidratos ingeridos (bolus prandial
ou da alimentação) e para correção de hiperglicemias
(bolus de correção). O ideal é que corresponda a 50% ou
mais da dose total diária de insulina

Administra-se a insulina regular 30 minutos antes das


refeições principais.
Ela deverá ser administrada duas a três vezes ao dia e
eventualmente, quatro vezes ao dia. A última dose de NPH Uma forma de calcular as doses da insulina regular é
do dia deve ser administrada antes de dormir, utilizar metade da dose total diária de insulina
aproximadamente às 22 horas ou 8 horas antes do (UI/Kg/dia), dividida nas três refeições principais, de
despertar do paciente. acordo com a ingestão de alimentos.
Insulinoterapia
Em pacientes com DM2, há indicações de iniciar insulinoterapia em caso
de controle glicêmico com os medicamentos orais

Hipoglicemiantes
Orais
Em pessoas com DM2 e alto risco de doença cardiovascular
aterosclerótica é RECOMENDADO o uso de um ISGLT2 (com
benefício cardiovascular comprovado), associado à metformina,
independentemente dos níveis de HbA1c para reduzir eventos
cardiovasculares.
Meta
DM tipo I DM tipo Il

O principal componente do acompanhamento do


tratamento da hiperglicemia no DM2 é a dosagem de
HbA1c, com meta ≤ 7%. Ao combinar mais de um fármaco,
deve-se levar em conta que a efetividade da adição de um
novo anti-diabético oral determina uma redução de 0,5% a
1,5% de HbA1c para cada novo fármaco acrescentado.
DM tipo Il de dificil controle
Acompanhamento
DM tipo I DM tipo Il
Glicemia em jejum e HbA1c, pelo menos, 2x ao ano Idem para pacientes com DM tipo I.

Colesterol total, triglicerídeos, HDL colesterol, LDL Dosagem de vitamina B12: anualmente a partir do
colesterol, creatinina sérica, anual ou, a critério clínico diagnóstico (para usuários de metformina).

Albuminúria anual, após 5 anos de diagnóstico ou, na


puberdade ou, a critério clínico

Fundoscopia anual, após 5 anos de diagnóstico ou, na


puberdade ou, a critério clínico

Avaliação dos pés anual, após 5 anos de diagnóstico


ou, na puberdade ou, a critério clínico
Complicações
Doença renal
Retinopatia diabética
Neuropatia periférica diabética
Úlceras e pé diabético
Referências
Sociedade Brasileira Diabetes

Fluxograma DM do MS

Guia Rápido sobre Diabetes

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