O Cânion Decorado do Rio Poti:
Uma paisagem arqueológica excepcional
O Cânion do Rio Poti representa um conjunto ímpar de valores naturais e culturais excepcionais
(DVUE), reunindo:
● Paisagens geológicas únicas do semiárido brasileiro;
● Um acervo expressivo de gravuras rupestres pré-históricas, testemunho das ocupações humanas
milenares no Nordeste;
● Uma região de alta biodiversidade, inserida no bioma Caatinga;
● Um contexto ainda intocado e autêntico, pouco alterado por ações humanas modernas.
Esses fatores sustentam a elegibilidade do sítio nos critérios (iii), (v) e (vii) da Convenção do Patrimônio
Mundial:
● (iii): Testemunho único de uma tradição cultural extinta (arte rupestre);
● (v): Exemplo representativo de uma interação tradicional do homem com o ambiente (ocupações
pré-históricas em meio à caatinga);
● (vii): Beleza natural excepcional (paredões rochosos, formações geológicas, cursos d’água).
Objetivos da Candidatura
● Preservar e valorizar o patrimônio arqueológico e paisagístico do cânion;
● Fortalecer a pesquisa científica e a cooperação internacional em torno da arte rupestre
brasileira;
● Estimular o ecoturismo e o turismo cultural sustentável na região;
● Desenvolver políticas de proteção integradas com as comunidades locais.
Ações Iniciais Propostas
● Levantamento técnico-científico abrangente (arqueologia, geologia, ecologia);
● Delimitação clara da área a ser protegida e potencialmente reconhecida;
● Mobilização dos governos estadual e federal;
● Criação de um dossiê de candidatura conforme os requisitos da UNESCO;
● Engajamento das comunidades locais para educação patrimonial e protagonismo cultural.
Potencial Turístico
● Cultural: Gravuras rupestres atraem turistas interessados em história e arqueologia.
● Natureza e Aventura: Ideal para trilhas, rapel, caiaque, observação da fauna e paisagens.
● Comunitário: Experiências autênticas com moradores locais (gastronomia, cultura e artesanato).
Benefícios Econômicos para a Região
● Geração de emprego local: Guias, condutores de trilhas, hospedagens, cozinheiras, artesãos.
● Renda direta: Famílias passam a oferecer hospedagem, alimentação e passeios.
● Valorização da produção local: Venda de mel, frutas nativas, artesanato, produtos da caatinga.
● Redução do êxodo rural: Jovens permanecem na região com oportunidades ligadas ao turismo.
Exemplo de produção comercial turística: Serra da Capivara
Dar início ao reconhecimento e a valorização do Cânion do Rio Poti e suas gravuras rupestres como patrimônio
mundial é muito mais do que preservar uma preciosidade natural e arqueológico, é abrir caminho para um
modelo de desenvolvimento sustentável, que gera renda, orgulho e oportunidades para o povo da região, do
Piauí e do Brasil.
Com o apoio certo e uma sólida rede de parceiros, atores e instituições, esse lugar pode se tornar um símbolo de
identidade nordestina, atração turística de referência e legado duradouro para as próximas gerações, além de
atrair visibilidade nacional e internacional, transformando um bem do patrimônio brasileiro em um polo
turístico de grande envergadura e um centro de referência cultural e ambiental.