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Desafios do Crescimento Populacional Brasil

O texto narra a história de um homem que, incomodado com a beleza de sua esposa, a obriga a se despir de sua feminilidade, cortando seus cabelos e eliminando suas roupas e acessórios. Com o tempo, a mulher se torna invisível e indiferente ao desejo do marido, que acaba sentindo falta do desejo que tinha por ela. A narrativa explora temas de controle, possessividade e a perda da individualidade.
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Desafios do Crescimento Populacional Brasil

O texto narra a história de um homem que, incomodado com a beleza de sua esposa, a obriga a se despir de sua feminilidade, cortando seus cabelos e eliminando suas roupas e acessórios. Com o tempo, a mulher se torna invisível e indiferente ao desejo do marido, que acaba sentindo falta do desejo que tinha por ela. A narrativa explora temas de controle, possessividade e a perda da individualidade.
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Simulado

Criado em: 02/08/2025 às 09:49:32

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)

1. [Q3003566]

Podemos afirmar que o título deste texto:

a ) Sugere uma ideia de finalidade – objetivo de uma ação.

b ) Delimita a perspectiva fundamental a ser retratada ao longo do texto.

c ) Transparece a concepção da autora sobre comportamento segregativo.


d ) Evita expor o posicionamento da autora diante do impasse a ser abordado.

Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto, Sentidos do texto, Pressupostos e subentendidos.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 1

No lugar do outro

Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou
protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do
ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas,
exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde
mental e a qualidade de vida no contexto atual.

Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa
dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro
para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de
agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos,


desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns
momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.

Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que
desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem
receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com
“Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade.

Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a
inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro –


não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que
deu sentido ao museu é a expressão inglesa in your shoes (em seus sapatos), que em língua
portuguesa significa “em seu lugar”.

Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados.
Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da
pessoa que foi dona daquele par.

Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais
novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós.

Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos
refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a
crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato:
“Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que


contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta
de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar
comas diferenças: é falta de empatia. O mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é
falta de empatia.

A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema.
Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?

(SAYÃO, Rosely. Disponível em:


[Link] Acesso em:
05/06/2023.)

2. [Q3000613]

O texto foi escrito com a principal finalidade:

a ) Narrar acontecimentos do dia a dia.

b ) Ensinar como se comportar no meio social.

c ) Expor os comportamentos das pessoas em redes sociais.

d ) Convencer o leitor da importância de se colocar no lugar do outro.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos, Sentidos do texto, Interpretação de Texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Assistente Social / Questão: 1

Os desafios impostos pelo crescimento populacional em

ritmo mais lento

A situação revelada pelo novo Censo pode se converter em

oportunidade.

Durante o século XX, o Brasil se consolidou como um país de famílias numerosas e gente jovem em
profusão, com maternidades sempre cheias e abundância de braços para abastecer o mercado de
trabalho, que floresceu de mãos dadas com um acelerado processo de urbanização. Mas a passagem
do tempo vem chacoalhando os pilares demográficos e trazendo ao país um cenário de profundas
transformações, tal qual ocorre nas nações mais desenvolvidas. A constante diminuição dos
nascimentos, aliada ao avanço dos idosos, confere à sociedade uma nova face e planta complexos
desafios no horizonte. O primeiro deles, impensável meio século atrás, é como perseguir a
prosperidade quando a população cresce cada vez mais vagarosamente e caminha para o
encolhimento no médio prazo, segundo mostra o recém-divulgado Censo, elaborado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O tão aguardado levantamento, que veio à luz com dois anos de atraso, indica que o país atingiu a
marca de 203,1 milhões de habitantes, apenas 12 milhões a mais do que na última aferição, em
2010. O que mais chama a atenção é o lento ritmo de expansão do contingente — 0,52% ao ano em
uma década, um recorde negativo. Desde 1872, data da pioneira pesquisa censitária no Brasil, ainda
na era imperial, até os dias de hoje, nunca a velocidade de aumento populacional havia sido tão
arrastada. Os números causaram espanto aos especialistas — projeções estimavam mais 10 milhões
de pessoas além da atual contagem. “O país está envelhecendo mais rapidamente do que se sabia e,
para embalar sua economia, precisará registrar ganhos de produtividade, destravando freios ao
crescimento e investindo em educação”, diz o demógrafo José Eustáquio Alves.

Que uma transição demográfica está em curso acelerado não há dúvida. Mas os estudiosos lançam
sobre as estatísticas saídas do forno do IBGE um ponto de interrogação quanto a sua precisão. Essa
foi, de fato, uma rodada cercada de fatos atípicos, pelo menos 1 milhão se recusaram a receber os
funcionários do instituto. Mesmo que esse conjunto de fatores tenha influenciado o resultado final
(alguns demógrafos sérios calculam a população em 207 milhões, 2% a mais que o divulgado), há
unanimidade sobre a direção para a qual o Brasil anda: é uma nação que, inevitavelmente, logo
percorrerá a trilha da redução populacional.

Historicamente, a população só fazia engordar até chegar ao ápice, nos anos de 1950. A partir daí,
foi gradativamente perdendo impulso. O movimento é, em parte, um retrato de mudanças relevantes
na sociedade, como o adiamento dos casamentos e o maciço ingresso das mulheres no mercado de
trabalho, o que se refletiu na queda do número de filhos. Questões conjunturais também
contribuíram para as transformações, entre elas o quadro de baixo crescimento econômico — outro
desestímulo à maternidade e um empurrão à emigração. Na última década, pulou de 1,9 milhão para
4,2 milhões o número de brasileiros vivendo fora, mais uma marca inédita. “Também o zika vírus e a
pandemia derrubaram a natalidade e fizeram a mortalidade subir”, observa José Eustáquio.

Com tudo isso, a bem-vinda janela do bônus demográfico, que se abre quando o número de
pessoas em idade ativa supera o de crianças e idosos, deve se fechar por volta de 2035, uma década
antes do esperado. Nenhum país conta para sempre com superavit de jovens, mas o problema no
Brasil é que eles minguaram sem que a economia tenha se beneficiado como poderia. Nação mais
envelhecida do planeta, o Japão, por exemplo, escalou a um patamar de renda alto antes de
acumular cabeças brancas. “Aqui, estamos envelhecendo antes de ficarmos ricos, mas ainda temos
pela frente uns dez anos de bônus demográfico, e eles precisam ser bem aproveitados”, afirma o
economista Maílson da Nóbrega.

A equação para isso envolve a superação de velhos gargalos, como desemperrar a burocracia,
desenrolar o sistema tributário, investir para valer em infraestrutura e dar graúdos estímulos à
inovação. Em paralelo, é mandatório canalizar esforços para prover boa educação, trilha conhecida
para alcançar os tais ganhos de produtividade, fazendo mais com menos gente — esse um mantra
dos tempos atuais já vastamente abraçado pelos envelhecidos países da OCDE, o grupo dos mais
desenvolvidos.

O panorama agora traçado pelo Censo enfatiza o sentido de urgência de tais medidas. Pela
primeira vez, oito entre os vinte municípios mais populosos retrocederam em habitantes. Ao todo,
864 cidades devem perder população — um tremendo vespeiro, uma vez que a distribuição de
verbas federais é proporcional ao número de residentes.

Além do envelhecimento de suas pirâmides etárias, essas cidades vêm registrando pouco
dinamismo na economia, com fuga de empresas para regiões mais efervescentes. “O que mantém a
população em determinado lugar é a possibilidade de se inserir na cadeia produtiva. Do contrário,
há migração”, afirma o demógrafo Roberto Carmo, da Unicamp. O levantamento do IBGE também
sinaliza para transformações que repercutem no campo da sociologia: há 34% mais lares onde vive
uma única pessoa, reflexo do adiamento nos casamentos e do aumento da longevidade “Preferi me
dedicar à carreira a casar cedo”, relata a cabeleireira Paloma Malta, de São Paulo.
O quadro pintado pelo IBGE não destoa da parcela mais abastada do planeta. Entre os mais ricos,
como os Estados Unidos e países da União Europeia, a fecundidade média é de 1,6 filho por mulher
(versus 1,7 no Brasil) — menor, portanto, do que a taxa de reposição, de 2,1 filhos por casal,
necessária para evitar o declínio populacional. O escasseamento de nascimentos em contraste ao
volume de idosos já trazem consequências, entre elas o estrangulamento dos sistemas
previdenciários e a falta de cérebros para exercer certas funções, o que nações como Canadá e
também os Estados Unidos amenizam com a atração de estrangeiros. Outra estratégia é fornecer
vantagens para que as pessoas sigam trabalhando. “Países que não estão se mexendo para conter a
queda populacional já enfrentam estagnação, como é o caso do Japão”, lembra a economista Melissa
Kearney, da Universidade de Maryland.

Em tempos não tão remotos assim, o que assombrava o universo da demografia era a
superpopulação da Terra, que teve no reverendo e economista britânico Thomas Malthus
(1776-1834) seu maior catastrofista. É dele a teoria de que seria impossível alimentar tantas bocas
numa época em que a produção de comida não acompanhava a multiplicação de indivíduos. Mas aí
entrou em cena a capacidade inovadora, proporcionando avanços tecnológicos notáveis e ganhos de
produtividade, sobretudo dos celeiros alimentares — e assim a fome não grassou. Agora, debruçada
sobre uma questão de sinal inverso, novamente a espécie precisa exercer sua extraordinária
inteligência para saltar obstáculos, podendo até se beneficiar da situação. “Com menos pessoas, dá
para investir mais na saúde e na educação de cada um, e o meio ambiente é naturalmente menos
castigado”, diz José Eustáquio. É um bom caminho, que põe a engenhosidade humana à prova.

(Ernesto Neves. Disponível em:


[Link]
o-maislento/. Acesso em: 03/06/2023. Fragmento. Adaptado.)

3. [Q2997849]

A respeito do trecho “Mas a passagem do tempo vem chacoalhando os pilares demográficos e


trazendo ao país um cenário de profundas transformações, tal qual ocorre nas nações mais
desenvolvidas. A constante diminuição dos nascimentos, aliada ao avanço dos idosos, confere à
sociedade uma nova face e planta complexos desafios no horizonte.” (1º§), é correto afirmar que

a ) estabelece uma relação de oposição quanto ao trecho que o antecede.

b ) é a consequência do processo de urbanização ocorrido no século XX como descrito no início


do parágrafo.

c ) se refere a uma comparação de inferioridade, visto que o trecho menciona um problema


advindo da consolidação do Brasil como um país de famílias numerosas.

d ) se trata de uma comparação de igualdade, visto que a segunda parte do parágrafo informa
que o crescimento populacional brasileiro continua proporcional ao século XX.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Inferência Textual, Sentidos do texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Conselho Regional dos Representantes Comerciais da Paraíba CORE PB - PB / Assistente Jurídico /
Questão: 1

Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)

4. [Q3003568]

Para compreender plenamente um texto é necessário saber o significado das palavras nele
dispostas. Considerando o contexto empregado, assinale a alternativa em que a palavra destacada,
ao ser substituída, evidencie alteração de sentido, pelo vocábulo relacionado.

a ) “[...] pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.” (1º§) – tosou

b ) “Esquiva como um gato, não mais atravessava praças.” (2º§) – repulsiva

c ) “E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, [...]” (1º§) –
masculino

d ) “[...] permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as
sombras.” (3º§) – disfarçada
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Equivalência, substituição, reorganização e transformação de palavras ou
trechos do texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 2

Os desafios impostos pelo crescimento populacional em

ritmo mais lento


A situação revelada pelo novo Censo pode se converter em

oportunidade.

Durante o século XX, o Brasil se consolidou como um país de famílias numerosas e gente jovem em
profusão, com maternidades sempre cheias e abundância de braços para abastecer o mercado de
trabalho, que floresceu de mãos dadas com um acelerado processo de urbanização. Mas a passagem
do tempo vem chacoalhando os pilares demográficos e trazendo ao país um cenário de profundas
transformações, tal qual ocorre nas nações mais desenvolvidas. A constante diminuição dos
nascimentos, aliada ao avanço dos idosos, confere à sociedade uma nova face e planta complexos
desafios no horizonte. O primeiro deles, impensável meio século atrás, é como perseguir a
prosperidade quando a população cresce cada vez mais vagarosamente e caminha para o
encolhimento no médio prazo, segundo mostra o recém-divulgado Censo, elaborado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O tão aguardado levantamento, que veio à luz com dois anos de atraso, indica que o país atingiu a
marca de 203,1 milhões de habitantes, apenas 12 milhões a mais do que na última aferição, em
2010. O que mais chama a atenção é o lento ritmo de expansão do contingente — 0,52% ao ano em
uma década, um recorde negativo. Desde 1872, data da pioneira pesquisa censitária no Brasil, ainda
na era imperial, até os dias de hoje, nunca a velocidade de aumento populacional havia sido tão
arrastada. Os números causaram espanto aos especialistas — projeções estimavam mais 10 milhões
de pessoas além da atual contagem. “O país está envelhecendo mais rapidamente do que se sabia e,
para embalar sua economia, precisará registrar ganhos de produtividade, destravando freios ao
crescimento e investindo em educação”, diz o demógrafo José Eustáquio Alves.

Que uma transição demográfica está em curso acelerado não há dúvida. Mas os estudiosos lançam
sobre as estatísticas saídas do forno do IBGE um ponto de interrogação quanto a sua precisão. Essa
foi, de fato, uma rodada cercada de fatos atípicos, pelo menos 1 milhão se recusaram a receber os
funcionários do instituto. Mesmo que esse conjunto de fatores tenha influenciado o resultado final
(alguns demógrafos sérios calculam a população em 207 milhões, 2% a mais que o divulgado), há
unanimidade sobre a direção para a qual o Brasil anda: é uma nação que, inevitavelmente, logo
percorrerá a trilha da redução populacional.

Historicamente, a população só fazia engordar até chegar ao ápice, nos anos de 1950. A partir daí,
foi gradativamente perdendo impulso. O movimento é, em parte, um retrato de mudanças relevantes
na sociedade, como o adiamento dos casamentos e o maciço ingresso das mulheres no mercado de
trabalho, o que se refletiu na queda do número de filhos. Questões conjunturais também
contribuíram para as transformações, entre elas o quadro de baixo crescimento econômico — outro
desestímulo à maternidade e um empurrão à emigração. Na última década, pulou de 1,9 milhão para
4,2 milhões o número de brasileiros vivendo fora, mais uma marca inédita. “Também o zika vírus e a
pandemia derrubaram a natalidade e fizeram a mortalidade subir”, observa José Eustáquio.

Com tudo isso, a bem-vinda janela do bônus demográfico, que se abre quando o número de
pessoas em idade ativa supera o de crianças e idosos, deve se fechar por volta de 2035, uma década
antes do esperado. Nenhum país conta para sempre com superavit de jovens, mas o problema no
Brasil é que eles minguaram sem que a economia tenha se beneficiado como poderia. Nação mais
envelhecida do planeta, o Japão, por exemplo, escalou a um patamar de renda alto antes de
acumular cabeças brancas. “Aqui, estamos envelhecendo antes de ficarmos ricos, mas ainda temos
pela frente uns dez anos de bônus demográfico, e eles precisam ser bem aproveitados”, afirma o
economista Maílson da Nóbrega.
A equação para isso envolve a superação de velhos gargalos, como desemperrar a burocracia,
desenrolar o sistema tributário, investir para valer em infraestrutura e dar graúdos estímulos à
inovação. Em paralelo, é mandatório canalizar esforços para prover boa educação, trilha conhecida
para alcançar os tais ganhos de produtividade, fazendo mais com menos gente — esse um mantra
dos tempos atuais já vastamente abraçado pelos envelhecidos países da OCDE, o grupo dos mais
desenvolvidos.

O panorama agora traçado pelo Censo enfatiza o sentido de urgência de tais medidas. Pela
primeira vez, oito entre os vinte municípios mais populosos retrocederam em habitantes. Ao todo,
864 cidades devem perder população — um tremendo vespeiro, uma vez que a distribuição de
verbas federais é proporcional ao número de residentes.

Além do envelhecimento de suas pirâmides etárias, essas cidades vêm registrando pouco
dinamismo na economia, com fuga de empresas para regiões mais efervescentes. “O que mantém a
população em determinado lugar é a possibilidade de se inserir na cadeia produtiva. Do contrário,
há migração”, afirma o demógrafo Roberto Carmo, da Unicamp. O levantamento do IBGE também
sinaliza para transformações que repercutem no campo da sociologia: há 34% mais lares onde vive
uma única pessoa, reflexo do adiamento nos casamentos e do aumento da longevidade “Preferi me
dedicar à carreira a casar cedo”, relata a cabeleireira Paloma Malta, de São Paulo.

O quadro pintado pelo IBGE não destoa da parcela mais abastada do planeta. Entre os mais ricos,
como os Estados Unidos e países da União Europeia, a fecundidade média é de 1,6 filho por mulher
(versus 1,7 no Brasil) — menor, portanto, do que a taxa de reposição, de 2,1 filhos por casal,
necessária para evitar o declínio populacional. O escasseamento de nascimentos em contraste ao
volume de idosos já trazem consequências, entre elas o estrangulamento dos sistemas
previdenciários e a falta de cérebros para exercer certas funções, o que nações como Canadá e
também os Estados Unidos amenizam com a atração de estrangeiros. Outra estratégia é fornecer
vantagens para que as pessoas sigam trabalhando. “Países que não estão se mexendo para conter a
queda populacional já enfrentam estagnação, como é o caso do Japão”, lembra a economista Melissa
Kearney, da Universidade de Maryland.

Em tempos não tão remotos assim, o que assombrava o universo da demografia era a
superpopulação da Terra, que teve no reverendo e economista britânico Thomas Malthus
(1776-1834) seu maior catastrofista. É dele a teoria de que seria impossível alimentar tantas bocas
numa época em que a produção de comida não acompanhava a multiplicação de indivíduos. Mas aí
entrou em cena a capacidade inovadora, proporcionando avanços tecnológicos notáveis e ganhos de
produtividade, sobretudo dos celeiros alimentares — e assim a fome não grassou. Agora, debruçada
sobre uma questão de sinal inverso, novamente a espécie precisa exercer sua extraordinária
inteligência para saltar obstáculos, podendo até se beneficiar da situação. “Com menos pessoas, dá
para investir mais na saúde e na educação de cada um, e o meio ambiente é naturalmente menos
castigado”, diz José Eustáquio. É um bom caminho, que põe a engenhosidade humana à prova.

(Ernesto Neves. Disponível em:


[Link]
o-maislento/. Acesso em: 03/06/2023. Fragmento. Adaptado.)

5. [Q2997870]

Em “O primeiro deles, impensável meio século atrás, é como perseguir a prosperidade quando a
população cresce cada vez mais vagarosamente e caminha para o encolhimento no médio prazo,
[...]” (1º§), o trecho sublinhado, de acordo com a circunstância, expressa a ideia de

a ) tempo.

b ) concessão.

c ) consequência.

d ) causa ou motivo.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Sentidos do texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Conselho Regional dos Representantes Comerciais da Paraíba CORE PB - PB / Assistente Jurídico /
Questão: 2

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)

6. [Q3003571]

A expressão destacada em “Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir
que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos.”, que introduz o 2º período do
texto, estabelece:
a ) Resultado antecipado.

b ) Discrepância contrária à coesão.

c ) Justificativa dos aspectos citados.

d ) Aceitação de um fato em oposição a outro.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Função textual dos vocábulos.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 3

Os desafios impostos pelo crescimento populacional em

ritmo mais lento

A situação revelada pelo novo Censo pode se converter em

oportunidade.

Durante o século XX, o Brasil se consolidou como um país de famílias numerosas e gente jovem em
profusão, com maternidades sempre cheias e abundância de braços para abastecer o mercado de
trabalho, que floresceu de mãos dadas com um acelerado processo de urbanização. Mas a passagem
do tempo vem chacoalhando os pilares demográficos e trazendo ao país um cenário de profundas
transformações, tal qual ocorre nas nações mais desenvolvidas. A constante diminuição dos
nascimentos, aliada ao avanço dos idosos, confere à sociedade uma nova face e planta complexos
desafios no horizonte. O primeiro deles, impensável meio século atrás, é como perseguir a
prosperidade quando a população cresce cada vez mais vagarosamente e caminha para o
encolhimento no médio prazo, segundo mostra o recém-divulgado Censo, elaborado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O tão aguardado levantamento, que veio à luz com dois anos de atraso, indica que o país atingiu a
marca de 203,1 milhões de habitantes, apenas 12 milhões a mais do que na última aferição, em
2010. O que mais chama a atenção é o lento ritmo de expansão do contingente — 0,52% ao ano em
uma década, um recorde negativo. Desde 1872, data da pioneira pesquisa censitária no Brasil, ainda
na era imperial, até os dias de hoje, nunca a velocidade de aumento populacional havia sido tão
arrastada. Os números causaram espanto aos especialistas — projeções estimavam mais 10 milhões
de pessoas além da atual contagem. “O país está envelhecendo mais rapidamente do que se sabia e,
para embalar sua economia, precisará registrar ganhos de produtividade, destravando freios ao
crescimento e investindo em educação”, diz o demógrafo José Eustáquio Alves.

Que uma transição demográfica está em curso acelerado não há dúvida. Mas os estudiosos lançam
sobre as estatísticas saídas do forno do IBGE um ponto de interrogação quanto a sua precisão. Essa
foi, de fato, uma rodada cercada de fatos atípicos, pelo menos 1 milhão se recusaram a receber os
funcionários do instituto. Mesmo que esse conjunto de fatores tenha influenciado o resultado final
(alguns demógrafos sérios calculam a população em 207 milhões, 2% a mais que o divulgado), há
unanimidade sobre a direção para a qual o Brasil anda: é uma nação que, inevitavelmente, logo
percorrerá a trilha da redução populacional.

Historicamente, a população só fazia engordar até chegar ao ápice, nos anos de 1950. A partir daí,
foi gradativamente perdendo impulso. O movimento é, em parte, um retrato de mudanças relevantes
na sociedade, como o adiamento dos casamentos e o maciço ingresso das mulheres no mercado de
trabalho, o que se refletiu na queda do número de filhos. Questões conjunturais também
contribuíram para as transformações, entre elas o quadro de baixo crescimento econômico — outro
desestímulo à maternidade e um empurrão à emigração. Na última década, pulou de 1,9 milhão para
4,2 milhões o número de brasileiros vivendo fora, mais uma marca inédita. “Também o zika vírus e a
pandemia derrubaram a natalidade e fizeram a mortalidade subir”, observa José Eustáquio.

Com tudo isso, a bem-vinda janela do bônus demográfico, que se abre quando o número de
pessoas em idade ativa supera o de crianças e idosos, deve se fechar por volta de 2035, uma década
antes do esperado. Nenhum país conta para sempre com superavit de jovens, mas o problema no
Brasil é que eles minguaram sem que a economia tenha se beneficiado como poderia. Nação mais
envelhecida do planeta, o Japão, por exemplo, escalou a um patamar de renda alto antes de
acumular cabeças brancas. “Aqui, estamos envelhecendo antes de ficarmos ricos, mas ainda temos
pela frente uns dez anos de bônus demográfico, e eles precisam ser bem aproveitados”, afirma o
economista Maílson da Nóbrega.

A equação para isso envolve a superação de velhos gargalos, como desemperrar a burocracia,
desenrolar o sistema tributário, investir para valer em infraestrutura e dar graúdos estímulos à
inovação. Em paralelo, é mandatório canalizar esforços para prover boa educação, trilha conhecida
para alcançar os tais ganhos de produtividade, fazendo mais com menos gente — esse um mantra
dos tempos atuais já vastamente abraçado pelos envelhecidos países da OCDE, o grupo dos mais
desenvolvidos.

O panorama agora traçado pelo Censo enfatiza o sentido de urgência de tais medidas. Pela
primeira vez, oito entre os vinte municípios mais populosos retrocederam em habitantes. Ao todo,
864 cidades devem perder população — um tremendo vespeiro, uma vez que a distribuição de
verbas federais é proporcional ao número de residentes.

Além do envelhecimento de suas pirâmides etárias, essas cidades vêm registrando pouco
dinamismo na economia, com fuga de empresas para regiões mais efervescentes. “O que mantém a
população em determinado lugar é a possibilidade de se inserir na cadeia produtiva. Do contrário,
há migração”, afirma o demógrafo Roberto Carmo, da Unicamp. O levantamento do IBGE também
sinaliza para transformações que repercutem no campo da sociologia: há 34% mais lares onde vive
uma única pessoa, reflexo do adiamento nos casamentos e do aumento da longevidade “Preferi me
dedicar à carreira a casar cedo”, relata a cabeleireira Paloma Malta, de São Paulo.

O quadro pintado pelo IBGE não destoa da parcela mais abastada do planeta. Entre os mais ricos,
como os Estados Unidos e países da União Europeia, a fecundidade média é de 1,6 filho por mulher
(versus 1,7 no Brasil) — menor, portanto, do que a taxa de reposição, de 2,1 filhos por casal,
necessária para evitar o declínio populacional. O escasseamento de nascimentos em contraste ao
volume de idosos já trazem consequências, entre elas o estrangulamento dos sistemas
previdenciários e a falta de cérebros para exercer certas funções, o que nações como Canadá e
também os Estados Unidos amenizam com a atração de estrangeiros. Outra estratégia é fornecer
vantagens para que as pessoas sigam trabalhando. “Países que não estão se mexendo para conter a
queda populacional já enfrentam estagnação, como é o caso do Japão”, lembra a economista Melissa
Kearney, da Universidade de Maryland.

Em tempos não tão remotos assim, o que assombrava o universo da demografia era a
superpopulação da Terra, que teve no reverendo e economista britânico Thomas Malthus
(1776-1834) seu maior catastrofista. É dele a teoria de que seria impossível alimentar tantas bocas
numa época em que a produção de comida não acompanhava a multiplicação de indivíduos. Mas aí
entrou em cena a capacidade inovadora, proporcionando avanços tecnológicos notáveis e ganhos de
produtividade, sobretudo dos celeiros alimentares — e assim a fome não grassou. Agora, debruçada
sobre uma questão de sinal inverso, novamente a espécie precisa exercer sua extraordinária
inteligência para saltar obstáculos, podendo até se beneficiar da situação. “Com menos pessoas, dá
para investir mais na saúde e na educação de cada um, e o meio ambiente é naturalmente menos
castigado”, diz José Eustáquio. É um bom caminho, que põe a engenhosidade humana à prova.

(Ernesto Neves. Disponível em:


[Link]
o-maislento/. Acesso em: 03/06/2023. Fragmento. Adaptado.)

7. [Q2997874]

De acordo com o texto, todos os elementos a seguir se relacionam à causa do baixo crescimento
populacional, EXCETO:

a ) As famílias estão menores.

b ) Baixo crescimento econômico.

c ) A migração para outros países.

d ) Constrição do setor previdenciário.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Sentidos do texto, Inferência Textual.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Conselho Regional dos Representantes Comerciais da Paraíba CORE PB - PB / Assistente Jurídico /
Questão: 3

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)

8. [Q3003572]

“Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias.” (4º§) A conjunção destacada
estabelece em relação à informação apresentada anteriormente uma

a ) circunstância.

b ) permanência.

c ) contrariedade.

d ) condescendência.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Função textual dos vocábulos.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 4

No lugar do outro

Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou
protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do
ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas,
exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde
mental e a qualidade de vida no contexto atual.

Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa
dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro
para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de
agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos,


desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns
momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.

Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que
desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem
receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com
“Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade.

Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a
inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro –


não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que
deu sentido ao museu é a expressão inglesa in your shoes (em seus sapatos), que em língua
portuguesa significa “em seu lugar”.
Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados.
Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da
pessoa que foi dona daquele par.

Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais
novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós.

Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos
refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a
crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato:
“Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que


contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta
de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar
comas diferenças: é falta de empatia. O mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é
falta de empatia.

A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema.
Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?

(SAYÃO, Rosely. Disponível em:


[Link] Acesso em:
05/06/2023.)

9. [Q3000618]

Em todo o texto, há trechos que apresentam a opinião da autora e trechos que são fatos. Assinale a
alternativa em que o trecho apresenta a opinião da autora.

a ) “Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.” (1º§)

b ) “Conheço famílias com filhos diagnosticados com ‘Transtorno Desafiador Opositivo’, porque
têm comportamentos típicos da idade.” (4º§)

c ) “A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa ‘in your shoes’ (em seus
sapatos), que em língua portuguesa significa ‘em seu lugar’.” (6º§)

d ) “Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de
muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro
local, já que a crise de empregos era mundial.” (9º§)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto, Sentidos do texto, Pressupostos e subentendidos.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Assistente Social / Questão: 4

Tuim criado no dedo

João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de
dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim,
tuim…

A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu
conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele
quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia
três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.

Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor.
Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar.
Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou
um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia
solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é
acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola
para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim
ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado
ele morrer de tristeza”.

Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser
perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas
uma vez não voltou.

Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que
tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor
comprou gaiola hoje?”

O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto,
não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado
quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por
mim.”

Voltou para casa com o tuim no dedo.

Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o
bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou
para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu
num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

Acabou-se a triste história do tuim.

(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.)
10. [Q3001275]

No trecho “A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, [...]” (2º§), é correto
afirmar que há a ideia de:

a ) Oposição entre duas orações de sujeitos simples.

b ) Alternância entre duas orações de sujeitos compostos.

c ) Explicação entre duas orações de sujeitos indeterminados.

d ) Adição entre uma oração de sujeito simples e uma oração de sujeito desinencial,
respectivamente.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Orações coordenadas adversativas, Sujeito simples, Orações coordenadas
explicativas, Sujeito composto, Sujeito oculto, elíptico ou desinencial, Sujeito indeterminado, Orações coordenadas alternativas, Orações
coordenadas aditivas.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Entrevistador / Questão: 5

Os desafios impostos pelo crescimento populacional em

ritmo mais lento

A situação revelada pelo novo Censo pode se converter em

oportunidade.

Durante o século XX, o Brasil se consolidou como um país de famílias numerosas e gente jovem em
profusão, com maternidades sempre cheias e abundância de braços para abastecer o mercado de
trabalho, que floresceu de mãos dadas com um acelerado processo de urbanização. Mas a passagem
do tempo vem chacoalhando os pilares demográficos e trazendo ao país um cenário de profundas
transformações, tal qual ocorre nas nações mais desenvolvidas. A constante diminuição dos
nascimentos, aliada ao avanço dos idosos, confere à sociedade uma nova face e planta complexos
desafios no horizonte. O primeiro deles, impensável meio século atrás, é como perseguir a
prosperidade quando a população cresce cada vez mais vagarosamente e caminha para o
encolhimento no médio prazo, segundo mostra o recém-divulgado Censo, elaborado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O tão aguardado levantamento, que veio à luz com dois anos de atraso, indica que o país atingiu a
marca de 203,1 milhões de habitantes, apenas 12 milhões a mais do que na última aferição, em
2010. O que mais chama a atenção é o lento ritmo de expansão do contingente — 0,52% ao ano em
uma década, um recorde negativo. Desde 1872, data da pioneira pesquisa censitária no Brasil, ainda
na era imperial, até os dias de hoje, nunca a velocidade de aumento populacional havia sido tão
arrastada. Os números causaram espanto aos especialistas — projeções estimavam mais 10 milhões
de pessoas além da atual contagem. “O país está envelhecendo mais rapidamente do que se sabia e,
para embalar sua economia, precisará registrar ganhos de produtividade, destravando freios ao
crescimento e investindo em educação”, diz o demógrafo José Eustáquio Alves.

Que uma transição demográfica está em curso acelerado não há dúvida. Mas os estudiosos lançam
sobre as estatísticas saídas do forno do IBGE um ponto de interrogação quanto a sua precisão. Essa
foi, de fato, uma rodada cercada de fatos atípicos, pelo menos 1 milhão se recusaram a receber os
funcionários do instituto. Mesmo que esse conjunto de fatores tenha influenciado o resultado final
(alguns demógrafos sérios calculam a população em 207 milhões, 2% a mais que o divulgado), há
unanimidade sobre a direção para a qual o Brasil anda: é uma nação que, inevitavelmente, logo
percorrerá a trilha da redução populacional.

Historicamente, a população só fazia engordar até chegar ao ápice, nos anos de 1950. A partir daí,
foi gradativamente perdendo impulso. O movimento é, em parte, um retrato de mudanças relevantes
na sociedade, como o adiamento dos casamentos e o maciço ingresso das mulheres no mercado de
trabalho, o que se refletiu na queda do número de filhos. Questões conjunturais também
contribuíram para as transformações, entre elas o quadro de baixo crescimento econômico — outro
desestímulo à maternidade e um empurrão à emigração. Na última década, pulou de 1,9 milhão para
4,2 milhões o número de brasileiros vivendo fora, mais uma marca inédita. “Também o zika vírus e a
pandemia derrubaram a natalidade e fizeram a mortalidade subir”, observa José Eustáquio.

Com tudo isso, a bem-vinda janela do bônus demográfico, que se abre quando o número de
pessoas em idade ativa supera o de crianças e idosos, deve se fechar por volta de 2035, uma década
antes do esperado. Nenhum país conta para sempre com superavit de jovens, mas o problema no
Brasil é que eles minguaram sem que a economia tenha se beneficiado como poderia. Nação mais
envelhecida do planeta, o Japão, por exemplo, escalou a um patamar de renda alto antes de
acumular cabeças brancas. “Aqui, estamos envelhecendo antes de ficarmos ricos, mas ainda temos
pela frente uns dez anos de bônus demográfico, e eles precisam ser bem aproveitados”, afirma o
economista Maílson da Nóbrega.

A equação para isso envolve a superação de velhos gargalos, como desemperrar a burocracia,
desenrolar o sistema tributário, investir para valer em infraestrutura e dar graúdos estímulos à
inovação. Em paralelo, é mandatório canalizar esforços para prover boa educação, trilha conhecida
para alcançar os tais ganhos de produtividade, fazendo mais com menos gente — esse um mantra
dos tempos atuais já vastamente abraçado pelos envelhecidos países da OCDE, o grupo dos mais
desenvolvidos.

O panorama agora traçado pelo Censo enfatiza o sentido de urgência de tais medidas. Pela
primeira vez, oito entre os vinte municípios mais populosos retrocederam em habitantes. Ao todo,
864 cidades devem perder população — um tremendo vespeiro, uma vez que a distribuição de
verbas federais é proporcional ao número de residentes.

Além do envelhecimento de suas pirâmides etárias, essas cidades vêm registrando pouco
dinamismo na economia, com fuga de empresas para regiões mais efervescentes. “O que mantém a
população em determinado lugar é a possibilidade de se inserir na cadeia produtiva. Do contrário,
há migração”, afirma o demógrafo Roberto Carmo, da Unicamp. O levantamento do IBGE também
sinaliza para transformações que repercutem no campo da sociologia: há 34% mais lares onde vive
uma única pessoa, reflexo do adiamento nos casamentos e do aumento da longevidade “Preferi me
dedicar à carreira a casar cedo”, relata a cabeleireira Paloma Malta, de São Paulo.

O quadro pintado pelo IBGE não destoa da parcela mais abastada do planeta. Entre os mais ricos,
como os Estados Unidos e países da União Europeia, a fecundidade média é de 1,6 filho por mulher
(versus 1,7 no Brasil) — menor, portanto, do que a taxa de reposição, de 2,1 filhos por casal,
necessária para evitar o declínio populacional. O escasseamento de nascimentos em contraste ao
volume de idosos já trazem consequências, entre elas o estrangulamento dos sistemas
previdenciários e a falta de cérebros para exercer certas funções, o que nações como Canadá e
também os Estados Unidos amenizam com a atração de estrangeiros. Outra estratégia é fornecer
vantagens para que as pessoas sigam trabalhando. “Países que não estão se mexendo para conter a
queda populacional já enfrentam estagnação, como é o caso do Japão”, lembra a economista Melissa
Kearney, da Universidade de Maryland.

Em tempos não tão remotos assim, o que assombrava o universo da demografia era a
superpopulação da Terra, que teve no reverendo e economista britânico Thomas Malthus
(1776-1834) seu maior catastrofista. É dele a teoria de que seria impossível alimentar tantas bocas
numa época em que a produção de comida não acompanhava a multiplicação de indivíduos. Mas aí
entrou em cena a capacidade inovadora, proporcionando avanços tecnológicos notáveis e ganhos de
produtividade, sobretudo dos celeiros alimentares — e assim a fome não grassou. Agora, debruçada
sobre uma questão de sinal inverso, novamente a espécie precisa exercer sua extraordinária
inteligência para saltar obstáculos, podendo até se beneficiar da situação. “Com menos pessoas, dá
para investir mais na saúde e na educação de cada um, e o meio ambiente é naturalmente menos
castigado”, diz José Eustáquio. É um bom caminho, que põe a engenhosidade humana à prova.

(Ernesto Neves. Disponível em:


[Link]
o-maislento/. Acesso em: 03/06/2023. Fragmento. Adaptado.)

11. [Q2997886]

Considerando o título do texto, o lento crescimento populacional impõe desafios. No entanto, o


subtítulo afirma que essa situação pode converter em oportunidade a qual se trata

a ) do controle demográfico da superlotação do país.

b ) de investimento considerável na saúde e na educação.

c ) do contingente de brasileiros que migram para outros países.

d ) dos ganhos baseados na produtividade advinda do investimento na economia.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Inferência Textual, Sentidos do texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Conselho Regional dos Representantes Comerciais da Paraíba CORE PB - PB / Assistente Jurídico /
Questão: 5

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)

12. [Q3003574]

Assinale a alternativa em que o termo destacado está, em relação à sua classe gramatical,
INCORRETAMENTE classificado.

a ) “Então lhe trouxe um batom.” (5º§) – interjeição

b ) “Agora podia viver descansado.” (2º§) – advérbio

c ) “Mas do desejo inflamado que tivera por ela.” (4º§) – adjetivo

d ) “[...] enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.” (6º§) – conjunção


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Classes de palavras (classes gramaticais), Interjeições, Conjunções,
Advérbios, Adjetivos.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 6

No lugar do outro

Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou
protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do
ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas,
exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde
mental e a qualidade de vida no contexto atual.

Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa
dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las; de tentar colocar-se no lugar do outro
para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar; de
agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos, desrespeitosos,


desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns
momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.

Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: crianças e adolescentes que
desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem
receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com
“Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade.

Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a
inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro –


não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que
deu sentido ao museu é a expressão inglesa in your shoes (em seus sapatos), que em língua
portuguesa significa “em seu lugar”.

Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados.
Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da
pessoa que foi dona daquele par.

Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais
novos. Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós.

Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos
refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a
crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato:
“Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que


contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta
de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar
comas diferenças: é falta de empatia. O mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é
falta de empatia.

A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema.
Vamos desenvolvê-la para ensiná-la?

(SAYÃO, Rosely. Disponível em:


[Link] Acesso em:
05/06/2023.)

13. [Q3000622]

Em “Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: ‘Pai, se tivesse guerra
aqui, você preferiria que eu morresse?’” (9º§), a vírgula foi utilizada, no trecho sublinhado, para:

a ) Separar o sujeito.

b ) Marcar uma enumeração.

c ) Destacar uma informação.

d ) Marcar o chamamento de uma pessoa.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Uso da Vírgula.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Assistente Social / Questão: 6


Tuim criado no dedo

João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de
dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim,
tuim…

A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu
conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele
quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia
três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.

Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor.
Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar.
Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou
um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia
solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é
acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola
para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim
ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado
ele morrer de tristeza”.

Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser
perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas
uma vez não voltou.

Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que
tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor
comprou gaiola hoje?”

O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto,
não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado
quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por
mim.”

Voltou para casa com o tuim no dedo.

Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o
bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou
para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu
num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.
Acabou-se a triste história do tuim.

(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.)

14. [Q3001278]

No trecho “[...] assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.” (12º§), os
verbos “poderia” e “fugiria” referem-se a ações que:

a ) Estão dispostas no futuro.

b ) Estão dispostas no presente.

c ) Estão dispostas no pretérito.

d ) Não demonstram flexão de tempo.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Emprego dos tempos verbais.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Entrevistador / Questão: 8

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a
exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as
roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se
acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas
do desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita,
enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(COLASANTI, Marina. Para que ninguém a quisesse. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro:
Rocco, 1986. P. 111-2.)
15. [Q3003583]

Assinale o fragmento de texto que apresenta perspectiva de intensificação.

a ) “À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.” (5º§)

b ) “E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a
cômoda.” (6º§)

c ) “Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos
vestidos e parasse de se pintar.” (1º§)

d ) “Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os
decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos.” (1º§)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Advérbio de intensidade.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 9

Tuim criado no dedo

João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de
dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim,
tuim…

A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu
conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele
quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia
três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.

Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor.
Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar.
Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou
um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia
solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é
acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola
para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim
ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado
ele morrer de tristeza”.

Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser
perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas
uma vez não voltou.

Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que
tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor
comprou gaiola hoje?”

O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto,
não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado
quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por
mim.”

Voltou para casa com o tuim no dedo.

Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o
bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou
para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu
num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

Acabou-se a triste história do tuim.

(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record, 2010. Adaptado.)

16. [Q3001280]

Nota-se, em diversos trechos do texto, a predileção do narrador pelo uso de sujeitos desinenciais
na disposição de suas orações. Sabe-se que o sujeito é desinencial quando é possível identificá-lo
por conta, além do contexto, da desinência do verbo da frase. Nos trechos “Tem bico redondo e
rabo curto e é todo verde, [...]” (3º§) e “Voltou para casa com o tuim no dedo.” (11º§), é possível
identificar que os sujeitos são, respectivamente:

a ) Tuim e o menino.

b ) João-de-barro e o menino.

c ) Periquitinho e “seu” Perrota.

d ) Periquitinho e João-de-barro.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Sujeito oculto, elíptico ou desinencial.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Entrevistador / Questão: 10

Texto para responder às questões de 07 a 10. Leia-o atentamente.

O engajamento das escolas

O voluntariado também vem sendo estimulado em algumas escolas brasileiras, como a que
Cidades e Soluções mostrou no Rio de Janeiro.
Um colégio centenário, com 1.800 alunos, conta desde 2006 com um Departamento de Ação Social
encarregado de organizar frentes de ação voluntária. O objetivo é mobilizar os alunos que queiram
ajudar instituições em dificuldade, escolhidas pela própria escola.

O tempo doado para o serviço voluntário não conflita com as aulas. É hora extra, sem aferição de
nota, embora seja entendido pela escola como um projeto pedagógico, por estimular valores éticos
aos cidadãos.

Acompanhamos a ida de uma turma de alunos ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia,


onde é grande o número de pacientes internados que são abandonados pelas próprias famílias. As
visitas são raras, especialmente para aqueles que vêm de longe se tratar na unidade de saúde. Os
alunos recebem previamente orientações sobre como devem proceder, e rapidamente oferecem
companhia para conversar, disputar algum jogo, alegrando o ambiente onde ficam os pacientes
internados.

Entrevistamos Pedro, aluno do 1º ano do Ensino Médio, que fazia sua terceira visita ao Instituto:
“Eu ganho o sentimento de dever cumprido. Tenho a sensação de que consegui levar alegria e
descontração, tornando o cotidiano dos pacientes mais leve, num lugar tão pesado que é um
hospital, onde vida e morte estão sempre lado a lado. Levamos alegria para as pessoas, deixando a
estadia delas mais leve às sextas-feiras”.

(TRIGUEIRO, André. Cidades e soluções: como construir uma sociedade sustentável. Rio de
Janeiro: LeYa, 2017. Fragmento.)

17. [Q3000266]

De acordo com as ideias e informações trazidas ao texto, pode-se inferir que:

a ) O desenvolvimento de habilidades socioafetivas pode ocorrer de forma concreta e prática no


ambiente escolar ou fora dele.

b ) O voluntariado faz parte de um processo em construção que envolve, especificamente, o


sistema da educação por meio das escolas brasileiras.

c ) A organização para que propostas como as citadas no texto sejam implementadas é de


extrema importância, assim como a disciplina e rigidez na sua aplicação.

d ) As aulas que compõem a grade curricular dos estudantes podem comprometer o serviço
voluntário em algumas situações, o que prejudicaria a compreensão das disciplinas curriculares.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Inferência Textual, Interpretação de Texto.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Psicólogo / Questão: 8

18. [Q3003586]

Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam dígrafo.

a ) gaveta – chita – saudade

b ) descesse – viril – olhavam


c ) sombras – tinha – tesoura

d ) mulher – passagem – bainha


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Dígrafo.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Instrutor - Área: Capoeira / Questão: 10

19. [Q3004475]

Leia o texto atentamente para responder à questão 14.

A temporada de verão acaba de iniciar oficialmente, neste domingo, 15, em Florianópolis. Os


turistas estão começando a chegar e quem é morador já está aproveitando os dias mais longos e
quentes para curtir as praias. Tem uma turma bem especial que, novamente, com o segundo ano
de funcionamento do programa “Dax um banho” coordenado pela Secretaria Municipal de Turismo,
Tecnologia e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Florianópolis, também poderá tomar um
banho de mar: são os cadeirantes, que, por meio do programa “Dax um Banho”, resultado de uma
parceria da administração municipal e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, terão a
opção de banho de mar assistido. Márcia Machado dos Santos, 40 anos, é uma dessas pessoas. Esta
semana ela aproveitou para passar uma manhã na Praia dos Ingleses e desfrutar o banho de mar
graças a uma das cadeiras anfíbias, como são chamadas as cadeiras específicas para passar pela
areia até chegar no mar.

O “Dax um Banho” é resultado de um trabalho em conjunto. Por meio de um convênio entre a


Prefeitura de Florianópolis e o Corpo de Bombeiros Militar, os cadeirantes são transportados até as
praias onde os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros realizam o atendimento aos cadeirantes. Os
profissionais prestam o suporte durante todo o tempo que o cadeirante permanece no mar. A lista
destas praias especiais pode ser consultada pelo aplicativo Praia Segura, disponível para Android e
iOS.

(Disponível em: [Link] Turismo 16/12/2019. Adaptado.)


Considerando o texto, é possível afirmar que o programa “Dax um Banho” contempla o critério
da/do:

a ) Sororidade.

b ) Automação.

c ) Capacitismo.

d ) Acessibilidade.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Sentidos do texto, Inferência Textual.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Profissional de Apoio Escolar - Área: Educação Especial / Questão: 14

20. [Q3004502]

Analise as imagens a seguir para responder à questão 20.

(Disponível em: [Link]

Tendo como referencial a imagem analisada, infere-se que:

a ) Foi aplicada a comunicação verbal.

b ) A linguagem não verbal foi utilizada.

c ) Houve emprego de linguagem mista.

d ) Há dois tipos de linguagem presentes.


Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Linguagem verbal e não verbal.

Fonte: Instituto Consulplan 2023 / Prefeitura de Jequié - BA / Profissional de Apoio Escolar - Área: Educação Especial / Questão: 20

Gabarito
Criado em: 02/08/2025 às 09:49:32

(1 = a ) (2 = d ) (3 = a ) (4 = b ) (5 = a ) (6 = d ) (7 = d ) (8 = c ) (9 = a ) (10 = a ) (11 = b ) (12 = a )


(13 = d ) (14 = a ) (15 = c ) (16 = a ) (17 = a ) (18 = d ) (19 = d ) (20 = b )

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