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Entenda o Procedimento PEPEX em Portugal

O Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo (PEPEX) é um mecanismo facultativo que permite ao credor identificar bens penhoráveis antes de iniciar uma ação executiva, utilizando informações de bases de dados acessíveis eletronicamente. Para a sua aplicação, são exigidos requisitos como a apresentação de um título executivo, a certeza, exigibilidade e liquidez da dívida, além da indicação do número de identificação fiscal das partes envolvidas. O processo inicia-se com a submissão de um requerimento na plataforma do Ministério da Justiça, que deve ser acompanhado do pagamento das taxas correspondentes.

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Entenda o Procedimento PEPEX em Portugal

O Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo (PEPEX) é um mecanismo facultativo que permite ao credor identificar bens penhoráveis antes de iniciar uma ação executiva, utilizando informações de bases de dados acessíveis eletronicamente. Para a sua aplicação, são exigidos requisitos como a apresentação de um título executivo, a certeza, exigibilidade e liquidez da dívida, além da indicação do número de identificação fiscal das partes envolvidas. O processo inicia-se com a submissão de um requerimento na plataforma do Ministério da Justiça, que deve ser acompanhado do pagamento das taxas correspondentes.

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Procedimentos Extrajudiciais Pré-Executivos

O procedimento extrajudicial pré-executivo (PEPEX) é um procedimento de natureza


facultativa, que se destina, nos termos do art. 2.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio 1, “à
identificação de bens penhoráveis através da disponibilização de informação e consulta às
bases de dados de acesso direto eletrónico previstas no Código de Processo Civil, aprovado
pela Lei n.º 41/2013, de 26 de junho, para os processos de execução cuja disponibilização ou
consulta não dependa de prévio despacho judicial”.

Por outras palavras, PEPEX é o mecanismo extrajudicial que permite ao credor, estando
este munido de título executivo, aferir, antecipadamente, se é viável ou não interpor uma
ação executiva em tribunal judicial, através de pesquisas eletrónicas sobre o património do
devedor, consultas estas feitas pelo agente de execução.

Este procedimento acarreta grande complexidade, pois requer o acesso a várias bases de
dados, que até agora só eram acedidas dentro do âmbito do processo executivo, daí só
terem acesso os profissionais habilitados para a sua utilização, pelo que surge entender o
seu funcionamento, utilidade e viabilidade.

Dos Requisitos – 3

Titulo Executivo – 4

Resulta do disposto do art. 3.º da Lei n.º 32/2014 os requisitos indispensáveis para a
apresentação do PEPEX.

Assim sendo, a primeira alínea deste artigo refere que o requerente tem de estar munido
de título executivo2 (encontram-se taxativamente previstos nos art. 703.º e 704.º do CPC) de
modo a que reúna as condições necessárias para aplicação da forma sumária do processo
comum de execução para o pagamento de quantia certa 3, o que conseguimos excluir logo as
obrigações de entrega de coisa certa e de prestação de facto, ou até mesmo o pagamento
de quantia certa pela tramitação desta para pagamento de quantia certa, conforme o artigo
867.º e 869.º do CPC.

Para a forma sumária do processo comum são admissíveis como títulos executivos as
decisões arbitrais ou judiciais, quando estas não devam ser executadas no próprio processo;

1
LEI n.º 32/2014. D.R. I Série 104 de 30 de maio, que aprova o Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo.
2
É o documento que constitua um mínimo de prova sobre a existência, a titularidade e o objeto da obrigação e
o não cumprimento do devedor, considerado suficiente para servir de base à ação executiva - FRANCO, João
Melo; MARTINS, Herlander Antunes – Conceitos e Princípios Jurídicos. Coimbra: Livraria Almedina, 1983, pp.
686.
3
Cfr. art. 550.º do CPC
os requerimentos de injunção aos quais tenham sido apostas a fórmula executória; os
títulos extrajudiciais de onde constem obrigações pecuniárias vencidas, e que se encontrem
garantidos por hipoteca ou penhor; e por fim os títulos extrajudiciais cujo as obrigações
pecuniárias vencidas não seja superior ao dobro do valor da alçada de primeira instância 4.

No que respeita à restrição da admissibilidade de títulos executivos para efeitos do PEPEX,


importa relevar, que os títulos que o legislador consignou para este procedimento, são
títulos que pela sua natureza e segurança jurídica, permitem no âmbito do processo
executivo a dispensa de citação prévia 5, isto é, permitem que o agente de execução inicie
diligências e inclusive proceda à penhora de bens, sem que haja intervenção do juiz. Só
desta forma se entende, que uma ferramenta como o PEPEX, que decorre fora das
instituições judiciais, tivesse a legitimidade que tem para proceder a buscas sobre o
património do devedor, sem que este disso saiba, e sem que haja instrução do juiz para tal.

Esta solução que o legislador encontrou, é crucial não só para a validação legal do PEPEX,
como também para evitar possíveis problemas de inconstitucionalidade que desta situação
jurídica pudessem advir.

Obrigação certa, exigível e líquida – 4

O segundo requisito6 apresentado na lei que aprova o PEPEX, expõe que a divida que se
visa executar deve de ser certa, exigível e líquida, pelo que importa abordar cada uma
destas exigências, uma vez que a não verificação deste requisito acarreta a impossibilidade
de recurso a este procedimento.

Assim em sede desta matéria importa referir que a obrigação que consta de título
executivo, não leva ao seu incumprimento se esta se revelar incerta, inexigível ou ilíquida 7.
Deste modo, e de forma sumária são estes os três fatores que formam a obrigação passível
de ser imposta à contraparte de forma plena.

Quanto à certeza da obrigação, considera-se certa quando está concretamente


determinada em relação à sua qualidade e se diferencia de todas as outras obrigações. O
objeto da prestação deve estar perfeitamente delimitado ou individualizado de modo a que
se saiba precisamente o que se deve8.

Relativamente à exigibilidade da obrigação, pode se dizer que é o significado, à contrario


sensu, de quando a obrigação não se encontra exigível, isto é, ocorre quando ainda não

4
Sendo o valor de alçada da primeira instância de cinco mil euros (5.000,00€), o valor destes títulos executivos
não podem exceder os dez mil euros (10.000,00€), cfr. art. 44.º n.º1 da LOSJ.
5
Cfr. art. 727.º do CPC – Dispensa de Citação Prévia.
6
Crf. art. 3.º al. b) da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.
7
Crf. art. 713.º a 716.º do CPC.
8
Birra, Helena – Os Títulos Executivos- Elenco do Art. 703º do CPC e a Forma do Processo Aplicável. Porto:
ESTG, 2019, pp. 15.
tenha havido lugar ao vencimento da obrigação e que de acordo com o art. 777.º n.º 1 do
CC, quando o vencimento não esteja dependente de mera interpelação ao devedor.

Por fim, da liquidação da obrigação retira-se que, conforme o disposto no n.º 1 do art.
716.º do CPC, “sempre que for ilíquida a quantia em dívida, o exequente deve especificar os
valores que considera compreendidos na prestação devida e concluir o requerimento
executivo com um pedido líquido”.

Indicação do número de identificação fiscal – 4

Ainda em sede dos requisitos do PEPEX, sitos na Lei n.º 31/2014, consta a obrigatoriedade
de indicação do número de identificação fiscal em Portugal, quer do requerido quer do
requerente9.

Com este requisito, o legislador permite-nos assumir que estamos perante um requisito de
atribuição de competências, isto é, o fato desta disposição integrar o leque de requisitos do
PEPEX, poderá querer dizer que para a utilização desta ferramenta tanto o requerente como
o requerido deverão ter número de identificação fiscal português, devendo estes
consequentemente ter nacionalidade portuguesa10.

Tramitação Inicial – 3

A tramitação inicial de todo este processo inicia-se com a apresentação do requerimento


inicial na plataforma informática do Ministério da Justiça, através do sítio da internet com
endereço [Link], à qual as partes e os respetivos mandatários têm acesso, nos
termos do art. 4.º da Lei n.º 32/2014, em conformidade com o art. 2.º, n.º 4 da Portaria n.º
349/2015, de 13 de outubro11.

Conforme disposto no art. 2.º, n.º 2 e 3 da Portaria n.º 349/2015, à Câmara dos
Solicitadores compete-lhe garantir através de linha telefónica ou formulário telefónico, o
apoio técnico aos diferentes utilizadores da plataforma, como requerentes, requeridos,
mandatários e agentes de execução, devendo ainda garantir a integralidade, autenticidade e
inviolabilidade dos procedimentos, bem como a integração faz funcionalidades constantes
da plataforma com os sistemas informáticos geridos pelo Ministério da Justiça, através do
recurso a web-services.

9
Art. 3.º, al. c) da Lei n.º 34/2014 de 30 de maio.
10
Arede, Hélder da Silva - Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo (PEPEX) – o mecanismo necessário para a
eficácia da ação executiva. Coimbra: ENC, 2016, pp. 30.
11
PORTARIA n.º 349/2015. D.R. I Série 200 (2015-10-13), que regula a plataforma informática de suporte ao
procedimento extrajudicial pré-executivo e altera a Portaria n.º 282/2013, de 29 de agosto, que regulamenta
vários aspetos das ações executivas cíveis e revoga a Portaria n.º 233/2014, de 14 de novembro.
Por fim, refere o nº.5 deste art. do mesmo diploma legal, que a plataforma informática
deve disponibilizar aos utilizadores toda a informação global sobre os prazos e as atividades
processuais, contendo o número do procedimento e do ato processual, bem como a data de
termo para a prática do mesmo.

Requerimento Inicial – 3

O requerimento inicial é o meio processual pelo qual é possível dar início à tramitação do
PEPEX, sendo que a lei estabelece as formalidades e os requisitos para que este possa ser
submetido em conformidade, na plataforma eletrónica referida anteriormente.

Assim sendo, na descrição deste pedido, o requerente terá de cumprir vários requisitos.
Nomeadamente, este deve fazer a identificação completa do requerente e do requerido;
indicar o valor total em dívida discriminando o capital em dívida, os juros vencidos e a
respetiva taxa de juro, ainda os juros compulsórios, quando devidos, os impostos que
possam incidir sobre os juros, quais as datas do início de contagem dos juros, as taxas de
justiça pagas no âmbito de procedimento ou processo que deu origem ao título executivo,
bem como todos os valores pagos no âmbito do procedimento em causa, antecipadamente
à entrega do requerimento inicial12.

Deve também o requerente expor sucintamente os factos que fundamentem o pedido


quando os mesmos não constem ou resultem do título executivo; pedir os juros vincendos
indicando a taxa de juro aplicável; pedir os valores a pagar ao agente de execução a título de
honorários no âmbito do procedimento em causa; e identificar o mandatário sempre que se
encontre representado por advogado ou solicitador13.

Em caso de existir uma pluralidade de credores ou devedores, pode-se estar perante uma
cumulação, litisconsórcio ou coligação, o que deve ainda constar, para além de todos os
elementos já mencionados anteriormente, uma discriminação das responsabilidades de
cada requerido perante os requerentes, bem como a natureza solidária, conjunta ou até
subsidiária das mesmas, conforme o art. 5.º, n.º2 da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.

Caso o requerente pretenda a identificação dos bens comuns do casal, este deve indicar o
nome e número de identificação fiscal do conjugue do requerido, bem como o respetivo
regime de casamento, juntando fotocópia não certificada do registo atualizado de
casamento do requerido, nos termos do art. 5.º, n.º3, em conformidade com a al. b) do n.º5
do mesmo artigo, da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.

Segundo o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de existir uma cumulação de pedidos, sendo
estes fundados em vários títulos e se todos se destinarem ao pagamento de quantia certa e

12
Art. 5.º, n.º1 al. a) a c) da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.
13
Art. 5.º, n.º1 al. d) a g) da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.
ainda as partes serem as mesmas, ocorre uma tramitação do PEPEX, ou seja, este passa para
os trâmites de uma ação executiva.

Assim só é admissível a cumulação de execuções, ainda que fundadas em títulos diversos,


desde que estas não tenham fins diferentes, conforme disposto no artigo 709.º do CPC,
designadamente, “quando as execuções se fundem em títulos de formação judicial
diferentes da sentença, a ação executiva corre no tribunal do lugar onde correu o
procedimento de valor mais elevado; quando se cumule execução fundada em título de
formação judicial diferente da sentença com execução fundada em título extrajudicial, a
ação executiva corre no tribunal do lugar onde correu o procedimento em que o título se
formou; quando as execuções se baseiem todas em títulos extrajudiciais, é aplicável à
determinação da competência territorial o disposto nos n.º 2 e 3 do art. 82.º, com as
necessárias adaptações; ou quando ocorra cumulação de execuções que devam seguir
forma de processo comum distinta, a execução segue a forma ordinária”.

Contudo, nos termos da alínea a) do n.º 5 do mesmo artigo, deve ainda ser anexado ao
requerimento inicial, uma cópia digitalizada do título executivo, no formato “pdf.”.

No entanto, o requerente deve guardar o original do título executivo até prescrição do


direito de crédito que o mesmo titula, pois este pode ser solicitado pelo agente de execução
a qualquer momento, conforme o n.º 6 do mesmo artigo.

Nos termos do n.º 8 do mesmo artigo, na hipótese de falta de algum destes elementos já
mencionados ou não sendo efetuado o pagamento antecipado das quantias previstas e
regulamentas no art. 20.º, alíneas a) e b), do mesmo diploma legal, isto é, 0,25 UC para
remuneração das entidades envolvidas na gestão e manutenção da plataforma informática
e serviços diretos eletrónicos de consultas sobre os bens ou localização dos requeridos,
quando essa remuneração for devida no âmbito do processo de execução; 0,50 UC para
pagamento dos honorários do agente de execução pela análise do título executivo, pela
realização das consultas e elaboração do relatório, a plataforma informática impede a
submissão do requerimento com sucesso, caso não haja o pagamento das quantias supra
mencionadas.

Após a submissão do requerimento executivo, menciona o n.º 9 do referente artigo, já não


é possível proceder a qualquer aditamento ou alteração dos elementos constantes ou até
mesmo dos anexos. Por conseguinte, “o formulário do requerimento inicial pode ser
preenchido em suporte de papel pelo próprio credor, ou em formato eletrónico por
advogado ou solicitador que, não sendo constituído mandatário daquele, digitaliza o
mesmo, bem como os demais documentos que o devem acompanhar, e procede à aposição
da respetiva assinatura eletrónica, através da qual certifica a conformidade dos documentos
com os originais”, conforme o n.º 10 do mesmo artigo.
Por fim, refere o n.º11 do mesmo artigo que, por consequência, as notificações ao
requerente são efetuadas em suporte papel para o domicílio indicado no requerimento,
salvo nos casos em que é indicado o correio eletrónico, sendo assim remetidas para este.

Distribuição do requerimento inicial – 4

Uma vez submetido o requerimento inicial através da plataforma eletrónica anteriormente


referida, é atribuído automaticamente um número provisório ao procedimento, conforme
refere o n.º 1 do art. 6.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, e uma referência que o
requerente deverá liquidar cinco dias úteis após a atribuição do DUC (identificador único de
pagamento), sob pena de o procedimento ficar sem efeito, nos termos do n.º 2 do mesmo
artigo.

À semelhança do que acontece no processo executivo, o requerimento executivo só se


considera entregue depois de efetuado o pagamento, nos termos do n.º 3 do mesmo artigo,
sendo este automaticamente distribuído a um dos agentes de execução que conste da lista
dos agentes de execução que participam no procedimento extrajudicial pré-executivo,
através do SISAAE, sendo disponibilizados ao requerente os elementos de identificação e o
contacto do agente de execução designado.

Acontece que, o exequente pode pedir a substituição do agente de execução


originalmente designado, decorridos quinze dias após o termo do prazo que este dispõe
para a prática dos atos, conforme dispões o n.º 4 do mesmo artigo. Caso o requerente
queira esta substituição, o n.º 5 do mesmo artigo, refere que será atribuído
automaticamente um novo agente de execução.

Quanto às regras de distribuição dos procedimentos, é feita, segundo a presente lei de


forma automática, atendendo novamente ao exposto na Portaria n.º 349/2015 14 que regula
os moldes em que a distribuição deve ser realizada. Os parâmetros que determinam a
distribuição automática devem ser imparciais e devem ter em atenção a proximidade
geográfica entre o agente de execução e o requerido, nos termos do n.º 1 do art. 7.º da Lei
32/2014.

A plataforma informática determina qual a coordenada geográfica aproximada e que


corresponde à morada do requerido, conforme o n.º 1 do artigo 4.º da Portaria 349/2015.
Em caso de existir mais do que um requerido, é tida em consideração, a morada do primeiro
requerido indicado no requerimento inicial, segundo o n.º 2 do mesmo artigo.

Assim, tendo por centro a coordenada geográfica e são calculados, pela aplicação
informática de suporte à atividade dos agentes de execução, de forma automática, cinco

14
Cfr. art. 3.º e 4.º desta portaria.
círculos, com centro na morada do requerido e com raios de quinze, trinta, quarenta e
cinco, sessenta, e cem quilómetros, nos termos do n.º 3 do mesmo artigo.

A distribuição do requerimento é realizada entre os agentes de execução que, no


momento da distribuição, possam receber requerimentos iniciais, e que tenham escritório
no círculo com raio mais reduzido em que existam agentes de execução domiciliados.
Havendo mais do que um agente de execução com escritório no círculo referido, prefere
aquele a quem tenha sido distribuído há mais tempo um requerimento no âmbito do
procedimento extrajudicial pré-executivo, conforme o n.º 4 e 5 do referente artigo.

Caso não exista agente de execução na área circunscrita é o requerimento distribuído ao


agente de execução que se encontra à menor distância da morada do requerido, segundo o
n.º 6 do mesmo artigo. Se, no momento da distribuição, não tenha sido anteriormente
distribuído qualquer requerimento ao agente de execução, é tida em consideração, a data
da sua inscrição ou reinscrição na lista prevista, nos termos do n.º 7 do mesmo artigo.

Por fim, podem ser criados limites aos círculos, com vista a colmatar a existência de
acidentes geográficos relevantes que possam implicar uma diferença significativa entre a
distância linear e a distância real, assim disposto no n.º 9 do mesmo artigo.

Recusa do requerimento – 4

Uma vez que o requerimento já submetido e distribuído ao agente de execução pela


forma prevista no ponto anterior, o n.º1 do art. 8.º da Lei n.º 32/2014 refere que tem este
último cinco dias úteis para efetuar as consultas ao património do requerido e elaborar o
relatório com o resultado dessas mesmas pesquisas. Todavia, na existência de
inconformidades com o requerimento inicial o agente de execução deverá proceder à sua
recusa e, se for o caso, devolver ao requerente para o seu aperfeiçoamento, e
consequentemente, quando houver lugar, este deverá sanar as vicissitudes.

Assim sendo, quando estejam em falta algum dos requisitos presentes no art. n.º 3 deste
diploma legal, nomeadamente, a indicação de título executivo bastante que preencha a
forma sumária do processo comum para o pagamento de quantia certa, ou quando a dívida
não se encontre certa, liquida e exigível, ou até mesmo quando o requerente não indique o
seu número de identificação fiscal, bem como o do requerido, há lugar à recusa do
requerimento, nos termos do art. 8.º, n.º 2, alínea a), do mesmo diploma legal.

Se no procedimento faltar a menção de algum dos elementos referidos nos n.º 1 e 2 do


art. 5.º deste diploma legal, designadamente, a identificação do requerente, do requerido e,
se for o caso, do mandatário representante, o valor em dívida, incluindo taxas e juros,
exposição dos factos que sustentam o pedido, o pedido dos juros vincendos e taxa aplicável
e quais os valores a pagar ao agente de execução a título de honorários; ou quando haja
pluralidade de credores ou devedores, o requerente não tenha identificado completamente
o cônjuge, o regime de bens que vigora entre eles, ou se por sua vez não tiver anexado ao
requerimento inicial fotocopia atualizada comprovativa do regime de bens, há também
lugar à recusa insanável do requerimento inicial15.

Quando a falta seja passível de sanação, como por exemplo, a falta de algum dos
requisitos no requerimento inicial ou, não tenha sido apresentado o título executivo ou
documento como tal e este não seja idóneo ou ainda, as partes não constem do título
executivo, o que vai dar lugar a despacho de aperfeiçoamento. Aí o agente de execução
deve notificar o requerente para a suprir a falta, no prazo de cinco dias, sob pena de recusa,
segundo o n.º 3 do mesmo artigo.

Havendo recusa do requerimento, o requerente é notificado desta, podendo este no prazo


de trinta dias, requerer a convolação, ou seja, que o procedimento extrajudicial pré-
executivo tramite para processo de execução, sob pena de o procedimento ser
automaticamente extinto, conforme o n.º 4 do mesmo artigo.

Ocorrendo a convolação do procedimento em processo de execução, o n.º 1 do art. 10.º


da lei em questão, refere que para existir esta transação têm de se verificar os seguintes
requisitos: a apresentação de um requerimento executivo ou de um requerimento de
execução de decisão judicial condenatória, consoante seja o caso, conforme os termos
previstos no art. 724.º, n.º 1 a 5 do CPC, ou então a junção do relatório 16. O requerimento
executivo é considerado apresentado, segundo o artigo 144.º do CPC, de acordo com o n.º2
do art. 10.º do mesmo diploma legal.

Caso o procedimento convolar em forma de processo executivo, não há lugar ao


pagamento do valor devido a título de honorários e despesas com o agente de execução
pela fase 1 do processo executivo, nem o valor devido a título de consultas das bases de
dados, quando este é exigido em âmbito de processo de execução, nos termos do n.º 3 do
referente diploma legal.

Acrescentando ainda que, caso esta tramitação ocorra, não são repetidas as diligências
para verificar a existência de bens, através da consulta à base de dados, nem a apresentação
do relatório após as mesmas, nos termos do n.º 4 do art. 18.º desta mesma Lei.

Consultas – 4

Não havendo lugar a recusa do requerimento e mesmo quando o vício seja possível de
sanação, o agente de execução deve prosseguir para as consultas às bases de dados, como,
por exemplo, consulta à administração tributária, segurança social, registo civil, registo
15
Art. 8.º n.º 2, alíneas b) a e) da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.
16
Previsto no art. 10.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.
nacional de pessoas coletivas, o registo predial, comercial e automóvel, entre outros, no
sentido de obtenção de informação referente à identificação e localização do requerido,
mas também a localização de bens possíveis a penhora de que este seja titular, nos termos
do art. 749.º n.º 1 do CPC, em conformidade com o art. 9.º n.º 1 da Lei n.º 32/2014.

Para além destas consultas, o agente de execução deve realizar ainda uma consulta ao
registo informático de execuções, de forma a obter informações referentes a processos de
execução que possam existir, em que o requerido figure como exequente, segundo o n.º 2
do mesmo artigo.

Toda a atividade de consulta do agente de execução fica, porém, registada pela


plataforma que auxilia o PEPEX, o SISAAE, sendo que é aberto um registo para cada uma das
bases de dados. Neste sentido, ficarão registados, e será possível o acesso aos registos pelas
partes e pela auditoria, além da identificação do agente de execução e respetivo número de
identificação do procedimento, a data e hora da consulta, e a identificação das bases de
dados consultadas, segundo o n.ºs 3 e 4 do mesmo artigo.

O n.º 5 deste artigo, refere que “para identificação e localização dos bens penhoráveis de
que o requerido seja titular, o Banco de Portugal disponibiliza por via eletrónica ao agente
de execução informação acerca das instituições legalmente autorizadas a receber depósitos
em que o requerido detém contas ou depósitos bancários”, em consonância com o previsto
no n.º 6 do artigo 749.º do Código de Processo Civil.

Importa realçar que quanto aos resultados das buscas e informação, o agente de execução
não pode divulgar ou utilizar qualquer informação disponibilizada, para qualquer outro fim,
salvo se estiver previsto na lei, conforme o n.º 6 do mesmo artigo, reforçando desta forma a
manutenção da confidencialidade que os dados em causa merecem devido à sensibilidade e
prejuízo que podem importar para a esfera jurídica do requerido.

Caso o agente de execução não consiga realizar estas consultas eletrónicas no prazo de
cinco dias, conforme o previsto no artigo 8.º, n.º 1 do mesmo diploma legal, o agente de
execução vai elaborar o relatório a que tem em vista o artigo 10.º do mesmo diploma legal,
expressando os serviços de consulta que não se encontravam disponíveis para realizar tais
buscas, nos termos do artigo 9.º da Portaria 349/2015.

Relatório – 4

Uma vez realizadas as consultas às bases de dados para identificação e localização de bens
penhoráveis, ainda no prazo de cinco dias úteis após a aceitação do procedimento, o agente
de execução deve elaborar um relatório descritivo dos resultados, em modelo próprio e com
indicações previstas na lei, conforme disposto no n.º 1 do art. 10.º da Lei n.º 32/2014.
Desta forma, o relatório deve conter expressamente alguma das indicações, como, se não existem
bens identificados, bens aparentemente onerados ou com encargos, ou bens
aparentemente livres de ónus ou encargos, conforme o n.º 2 do mesmo artigo.

Segundo o n.º 3 do mesmo artigo, deve ainda ser destacada, a informação sobre a
circunstância do requerido constar da lista pública de devedores, deste ter sido declarado
insolvente, ou ter falecido. No caso de estarmos perante uma pessoa coletiva, ter sido esta
dissolvida e liquidada, bem como o facto de o requerido ser executado ou exequente em
processos de execução pendentes.

Por fim, o requerente é notificado do relatório, com a indicação, de no prazo de 30 dias,


convolar o procedimento em processo de execução, ou então a notificação de não terem
sido identificados bens suscetíveis de penhora, nos termos do n.º 4 do mesmo artigo.

Tramitação subsequente – 3

Após ter sido notificado o requerente do relatório elaborado pelo agente de execução,
este tem um prazo de trinta dias para requerer a convolação, ou seja, tramitação deste
procedimento em processo executivo ou, no caso de não terem sido identificados bens
suscetíveis de penhora, pode pedir a notificação do requerido, nos termos do art. 11.º n.º 1
da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, para no prazo de trinta dias, pagar o valor em dívida,
acrescido dos juros vencidos até à data limite de pagamento e dos impostos a que possa
haver lugar, bem como dos honorários devidos ao agente de execução; celebrar um acordo
de pagamento com o requerente; indicar bens passiveis de penhora; ou deduzir oposição ao
procedimento, conforme o n.º 1 do art. 12.º do mesmo diploma legal.

O n.º 2 do art. 11.º deste diploma legal, indica que a vontade do requerente manifesta-se
mediante o pagamento do montante relativo aos honorários que são devidos ao agente de
execução pelas diligências seguintes, através de identificadores únicos de pagamento que
são disponibilizados ao requerente para cada uma das opções, conforme o n.º 2 do mesmo
artigo.

Decorrido o prazo dos trinta dias se o requerente nada disser, nos termos do n.º 3 do
mesmo artigo, o procedimento é automaticamente extinto.

Notificação do requerido – 4

Quando não haja identificação de bens penhoráveis, querendo o requerente enveredar


pela notificação do requerido para que este pague o valor em dívida, celebre acordo de
pagamento, indique bens penhoráveis ou para que este se oponha ao procedimento,
segundo o n.º1 do art. 12.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, sendo importante perceber o
modo de operar e as consequências decorrentes de cada uma das modalidades, e até
mesmo o contexto legal para a inobservância de nenhuma das opções anteriores.

Assim sendo, se o requerido puder e quiser efetuar o pagamento integral do valor em


dívida, o agente de execução vai discriminar os vários montantes correspondentes a cada
uma das componentes que integram o valor em dívida, os juros vencidos até à data limite
de pagamento e os impostos a que possa haver lugar, e ainda os honorários devidos ao
agente de execução, conforme o n.º 2 do mesmo artigo.

Segundo o n.º 3 do mesmo artigo, a notificação deve ser acompanhada do título executivo
e dos elementos e documentos que instruem o procedimento (requerimento PEPEX),
devendo da mesma constar a advertência de que, nada fazendo, o requerido passa a
constar na lista pública dos devedores.

Esta notificação é realizada através de contacto pessoal por parte do agente de execução,
o qual pode delegar a prática do ato noutro agente de execução, sendo, neste caso,
responsabilidade pelo pagamento da remuneração deste último, nos termos do n.º 4 do
mesmo artigo.

Notificação de pessoas singulares – 4

Quando a notificação do requerido seja em pessoa singular, esta é, normalmente,


realizada através de contacto pessoal, por parte do agente de execução, na morada da sua
residência ou do local de trabalho, presumindo-se que seja a mais atualizada, conforme o
art. 13.º n.º 1 da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio. Esta notificação pode ser realizada em
qualquer dia ou a qualquer hora, nos termos do n.º 2 do art. 137.º do CPC, incluindo fins-de-
semana, feriados, ou até férias judiciais, no entanto, devendo estes ser adequados
razoavelmente à hora a que o agente de execução se dirige ao requerido para este
concretizar a notificação.

Caso não seja possível descobrir a morada mais atualizada, o n.º 2 do mesmo artigo
explícita que a notificação é realizada por contacto pessoal do agente de execução na
morada fiscal do requerido.

Havendo a possibilidade de existir uma terceira pessoa com capacidade para receber a
notificação, o agente de execução identifica a pessoa que a recebe, expedindo no prazo de
cinco dias, uma notificação por carta registada simples onde informa o requerido da data
que este se considera notificado, juntando uma cópia da notificação realizada em pessoa
diversa do notificando, sem necessidade de juntar os documentos que a instruem, e ainda,
comunica o requerido que quaisquer documentos podem ser consultados junto do
escritório do agente de execução ou através de plataforma informática disponível para o
efeito, conforme o n.º 3 do mesmo artigo.
Todavia, conhecendo-se que o requerido reside no local, o n.º 4 do mesmo artigo refere
que o agente de execução tem de depositar a nota de notificação na caixa de correio àquele
pertencente, ou até um depósito similar, onde faz constar da certidão de notificação as
informações recolhidas que lhe permitem concluir que o notificando reside na morada e o
nome das pessoas que apresentaram informações e expede, no prazo de cinco dias,
notificação por carta registada simples, nos termos previstos no n.º 3 deste artigo.

Caso haja recusa por parte do notificando em receber a notificação ou em assinar a


certidão desta, o agente de execução faz constar tal informação na mesma, passando esta a
considerar-se como cumprida, de acordo com o n.º 5 do mesmo artigo.

Na eventualidade de o agente de execução verificar que o requerido se encontra ausente,


não se realiza a notificação edital, sendo o requerente notificado de tal facto e de que,
querendo, pode, no prazo de trinta dias, requerer a convolação, isto é, a tramitação deste
procedimento passar para processo executivo normal, com a explicação de que não há lugar
à citação edital quando se verifique a situação prevista no n.º 3 do art. 750.º do CPC,
estando em conformidade com o n.º 6 do mesmo artigo da referente lei. Desta notificação
descende um identificador único de pagamento, referente à totalidade dos custos iniciais do
processo em execução, os quais devem ser expressamente discriminados na notificação,
conforme o n.º 7 do mesmo artigo.

Nos termos do n.º 8 do mesmo artigo, caso não seja solicitada a transição para processo
executivo, o procedimento considera-se automaticamente extinto.

Relativamente às regiões autónomas, caso não exista agente de execução, o n.º 9 do


mesmo artigo soluciona que a notificação do requerido pode ser realizada por via postal,
mediante entrega com carta registada sob aviso de receção.

Por fim, importa salientar que todas as diligências efetuadas pelo agente de execução
ficam automaticamente registadas pelo SISAAE, garantindo assim a integridade dos
elementos recolhidos na deslocação até ao local, nomeadamente, a hora, a data e as
coordenadas geográficas, utilizando o agente de execução para os devidos efeitos, o
dispositivo eletrónico aprovado pela associação pública profissional representativa dos
agentes de execução para integração da informação com o SISAAE, conforme disposto no
n.º 10 do mesmo artigo.

Notificação de pessoas coletivas – 4

A notificação do requerido, quer esta seja pessoa coletiva ou equiparada, está presente no
n.º 1 do art. 14.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, é realizada por contacto pessoal do
agente de execução na respetiva sede, pressupondo que a mesma se encontra inscrita no
ficheiro central de pessoas coletivas do Registo Nacional de Pessoas Coletivas17.

Nos termos do n.º 2 do art. 14.º do mesmo diploma legal, caso a sede da pessoa coletiva
se encontrar encerrada, não havendo quem aceite receber a notificação ou caso haja recusa
em assinar a certidão da notificação, então o agente de execução prossegue com a afixação
da notificação no local, fazendo constar, na certidão de notificação, os motivos da sua
afixação, aplicando-se o n.º 3 do art. 13.º do mesmo diploma legal.

Refere o n.º 3 do art. 14.º do mesmo diploma legal que havendo a hipótese de não ser
possível determinar a localização da morada que consta como sede no ficheiro central de
pessoas coletivas é aplicado da seguinte forma: “não há lugar a notificação por edital, sendo
o requerente notificado de tal facto e de que, querendo, no prazo de 30 dias, pode requerer
a convolação do procedimento em processo de execução, com a advertência de que não há
lugar a citação edital quando se verifique a situação prevista no n.º 3 do artigo 750.º do
Código de Processo Civil”, isto conforme o n.º 6 do art. 13.º do mesmo diploma legal. Caso
não seja requerida a transição para processo executivo, o procedimento é automaticamente
extinto, como refere o n.º 8 do art. 13.º da mesma lei.

Por último, segundo o n.º 4 do art. 14.º, às notificações relativas às ilhas das regiões
autónomas, é aplicável o disposto no n.º 9 do artigo 13.º, sendo que todas as diligências
efetuadas pelo agente de execução ficam automaticamente registadas pelo SISAAE,
garantindo assim a integridade dos elementos recolhidos na deslocação até ao local,
nomeadamente, a hora, a data e as coordenadas geográficas, utilizando o agente de
execução para os devidos efeitos, o dispositivo eletrónico aprovado pela associação pública
profissional representativa dos agentes de execução para integração da informação com o
SISAAE, conforme disposto no n.º 10 do art. 13.º do mesmo diploma legal.

Notificação do requerente e notificações subsequentes do requerido – 4

Nos termos do n.º 1 do art. 24.º da Lei 32/2014 de 30 de maio, o requerente é


exclusivamente notificado por meio de via eletrónica.

Deste modo, após a primeira notificação, segundo o n.º 2 do mesmo artigo, o requerido é
notificado por via postal, mediante entrega de carta registada simples ou, caso indique o
endereço de correio eletrónico, é notificado por via eletrónica, ou declare pretender ser
notificado através da plataforma informática de notificações eletrónicas protocolada entre o
membro do governo responsável pela área da justiça e a associação pública profissional
representativa dos agentes de execução.

17
Decreto – Lei n.º 129/98. D.R. I Série 110 (1998-05-13), que Estabelece o regime jurídico do Registo Nacional
de Pessoas Coletivas, alterado pelo Decreto – Lei n.º 145/2019, de 23/09.
Isto posto, as notificações eletrónicas presumem-se efetuadas no dia útil seguinte ao da
sua expedição, consoante o n.º 3 do referente artigo.

Pagamento voluntário da divida – 4

A extinção do procedimento pode ser feita através do pagamento voluntário da quantia


em dívida, como acontece nos termos do artigo 846.º, n.º 1 do CPC, sendo que se existir
este pagamento, o n.º 5 do art. 20.º, da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, refere que o agente
de execução tem direito a uma remuneração adicional calculada nos termos previstos para
situações de pagamento em prestação nos processos de execução.

Inclusão do devedor na lista pública de devedores – 4

Após os trinta dias da notificação do requerido, e não sendo verificadas nenhumas das
situações previstas no artigo 12.º, n.º 1 da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, ou seja, se o
requerido não proceder ao pagamento voluntário do valor da dívida, celebrar um acordo de
pagamento, indicar bens à penhora ou deduzir oposição ao procedimento, o agente de
execução deve prosseguir para a inclusão do devedor na lista pública de devedores, no
prazo de trinta dias, conforme o artigo 15.º, n.º 1 do mesmo diploma legal.

Perante os casos em que o requerido proceda à indicação de bens à penhora, nos termos
da alínea c), do n.º 1, do art. 12.º, do mesmo diploma legal, o requerente é notificado para
no prazo de trinta dias requerer a modificação do procedimento PEPEX para processo de
execução, sob a pena de o procedimento ser automaticamente extinto, nos termos do n.º 2
do mesmo artigo.

Com isto, a lista pública de devedores encontra-se regulada em diploma próprio, nos
termos do n.º 3 do referente artigo. Por conseguinte, esta é regulada pela Portaria n.º
313/2009, de 30 de março18.

Para que o requerido seja excluído da lista pública de devedores, este tem de pagar para o
efeito 0,25 UC a título de honorários ao agente de execução, segundo a alínea f) no n.º 1 do
art. 20.º da Lei 32/2014.

Certidão de incobrabilidade – 4

Sendo o requerido inserido na lista pública de devedores, o requerente pode obter uma
certidão eletrónica da incobrabilidade da dívida a emitir pelo agente de execução, segundo
o art. 25.º, n.º 1 da Lei 32/2014 de 30 de maio. Esta certidão tem um custo devido ao agente
18
PORTARIA n.º 313/2009. D.R. I Série 62 (2009-03-30), que regula a criação de uma lista pública de execuções,
disponibilizada na Internet, com dados sobre execuções frustradas por inexistência de bens penhoráveis,
alterada pela Portaria n.º 267/2018, de 20 de setembro.
de execução, no pagamento de 0,25 UC a que acresce o IVA, à taxa legal aplicável, conforme
o art. 20.º, n.º 1, alínea d), do mesmo diploma legal.

Posto isto, o n.º 2 do mesmo artigo refere que a dívida referente à certidão é considerada
incobrável para fins fiscais e é comunicada à administração fiscal por via eletrónica, para os
devidos efeitos no n.º 7 do art 78.º, e ainda art. 78.º-A, n.º 4 do Código do IVA, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 394.º- B/84, de 26 de dezembro 19, na redação atual, e no artigo 41.º do
Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), aprovado pelo Decreto-
Lei n.º 442-B/88, de 30 de dezembro20.

Por fim, se após a emissão da certidão de incobrabilidade da dívida, o requerido vier a ser
excluído da lista pública de devedores por pagamento integral da dívida, o agente de
execução notifica, via eletrónica, a administração fiscal de tal facto, nos termos do n.º 3 do
mesmo artigo.

Oposição – 4

O art. 16.º, n.º 1 e 2 da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, enuncia que o requerido pode
apresentar oposição a este procedimento pré-executivo, do mesmo modo que poderia
invocar se estivesse perante um processo de execução, em função do título executivo. O
que equivale dizer que estaríamos perante uma oposição à execução, segundo os artigos do
CPC, nomeadamente, dos art. 728.º a 731.º e o art. 857.º.

A oposição é expressa, de preferência por meio de via eletrónica, através do sistema


informático de apoio à atividade dos tribunais, denominada por CITIUS, sendo esta
tramitada de forma autónoma, como processo especial de oposição ao procedimento
extrajudicial pré-executivo, segundo n.º 3 do artigo 16.º, do referente diploma legal.

Deste modo, pela apresentação da oposição é devido o pagamento de taxa de justiça no


montante de 1,5 a 3 UC21 consoante seja o valor do procedimento, se este for de valor
inferior ou igual à alçada do tribunal da Relação, ou até superior a este, respetivamente, isto
é, 153,00€ para os casos em que o valor do procedimento não ultrapasse os 30.000€ e 306€
quando é superior, nos termos do n.º 4 do mesmo diploma legal. O não pagamento da taxa
de justiça devida, ou então a falta de comprovativo do pedido de apoio judiciário, originam
um motivo de recusa da oposição, de acordo com o n.º 5 do respetivo diploma legal.

Enquanto o processo de oposição não for julgado, o requerente não pode instaurar um
processo de execução com base no mesmo título, mas caso este instaure um processo de
execução, o mesmo deve ser imediatamente extinto pelo agente de execução logo que
verifique os factos, conforme os n.º 7 e 8 do mesmo artigo.

19
DECRETO-LEI n.º 394-B/84. D.R. I Série 297 1.º Suplemento (1984-12-26), que aprova o Código do Imposto
sobre o Valor Acrescentado (IVA).
20
DECRETO-LEI n.º 442-B/88. D.R. I Série 277 2.º Suplemento (1988-11-30), que aprova o Código do Imposto
sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC).
21
O valor da UC é de 102,00€, conforme o n.º2 do art. 5.º do Regulamento da Custas Processuais.
Nos casos em que a oposição seja julgada procedente, o requerente do procedimento não
pode instaurar uma ação executiva com base no mesmo título, nos termos do n.º 9 deste
artigo.

Por fim, o n.º 10 deste artigo, explicita que nas oposições em que o valor seja superior à
alçada do tribunal da 1.º instância, ou seja, superior a 5 000,00€, é obrigatório a
constituição de advogado.

Celebração de acordo de pagamento - 4

O requerente e o requerido podem celebrar um acordo de pagamento, por escrito, do


pagamento do valor em dívida, acrescido dos juros vencidos até à data limite de pagamento
e dos impostos a que possa haver lugar, bem como os honorários devidos ao agente de
execução, em prestações mensais e sucessivas, devendo este acordo e plano de pagamento
ser comunicados ao agente de execução para efeitos de registo no procedimento, nos
termos do disposto no art. 17.º, n.º 1 da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.

Importa realçar que para a celebração do acordo e para a elaboração do plano de


pagamento da dívida, pode ser necessário o auxílio das entidades reconhecidas que prestam
apoio às situações de sobre-endividamento, conforme o n.º 2 do mesmo artigo.

Sendo o acordo junto ao processo, este é extinto, com expressa indicação do fundamento,
sendo que se alguma das prestações devidas não for paga atempadamente, isto provoca o
vencimento das demais, devendo o requerente, no prazo de trinta dias contados do
incumprimento, requerer ao agente de execução a convolação ou tramitação em processo
de execução, sob a pena de o procedimento estar automaticamente extinto, nos termos dos
n.º 3 e 4 do referente artigo.

Convolação do procedimento em processo de execução - 4

Para que haja a convolação do procedimento extrajudicial pré-executivo em processo de


execução, é fundamental que se verifiquem dois requisitos explícitos n.º 1 do art. 18.º da Lei
n.º 32/2014 de 30 de maio, nomeadamente, a apresentação do requerimento executivo ou
de requerimento de execução de decisão judicial condenatória, consoante o caso, nos
termos do art. 724.º, n.º 1 a 5 do CPC e dos seus respetivos diplomas legais, e ainda a junção
do relatório previsto perante o art. 10.º deste diploma legal.

O requerimento executivo encontra-se apresentado perante nos termos do artigo 144.º


do CPC, segundo o n.º 2 do mesmo artigo 18.º.

Nos termos do n.º 3 deste artigo, ocorrendo a tramitação do procedimento extrajudicial


pré executivo em processo de execução, não há lugar ao pagamento do valor devido a título
de honorários e despesas do agente de execução pela fase 1 do processo executivo, previsto
na portaria do membro do Governo responsável pela área de justiça que regula a matéria da
remuneração dos agentes de execução, nem há lugar ao pagamento do valor devido a título
de consultas das bases de dados, quando exigido no âmbito do processo de execução.

Por último, o n.º 4 do mesmo artigo, menciona que em caso da tramitação para processo
de execução, não se repetem as diligências para a localização de bens penhoráveis, através
das consultas às bases de dados, e a apresentação de relatório elaborado pelas consultas
das mesmas.

Consultas após extinção do procedimento - 4

Todavia, os procedimentos que tenham terminado sem a identificação de quaisquer bens


penhoráveis e que não tenham sido convolados em processos de execução, o requerente
pode, no prazo de três anos, após o seu termo do procedimento, solicitar a realização de
novas consultas, conforme explica o n.º 1 do art. 19.º da Lei 32/2014 de 30 de maio.

A realização destas novas consultas efetuadas pelo agente de execução fica condicionada
ao pagamento por parte do requerente, no valor de 0,15 UC (pagamento de honorários do
agente de execução pela renovação de consultas, segundo o art. 20.º, n.º 1, alínea e) do
mesmo diploma legal), através de identificador único de pagamento, nos termos do n.º 2 do
mesmo artigo.

O n.º 3 do mesmo artigo, menciona a que as consultas efetuadas realizam-se nos artigos
desta lei referentes à realização de consultas e elaboração do relatório. Com isto, não há
lugar à notificação do requerido quando este já se encontra inserido na lista pública de
devedores, nos termos do n.º 4 deste artigo. Caso se verifique que o agente de execução
que originalmente realizou os atos não se encontra em pleno exercício de funções no
momento em que são requeridas as novas consultas, é assim automaticamente designado
um novo agente de execução, conforme disposto n.º 5 do mesmo art. 19.º.

Valores devidos no âmbito do PEPEX - 4

Em matéria de PEPEX, segundo as alíneas a) a f) do n.º1 do art. 20.º da Lei 32/2014 de 30


de maio, é devido ao agente de execução o pagamento de valores, na qual lhes acresce o
valor do IVA, à taxa legal aplicável, designadamente: 0,25 UC para remuneração das
entidades envolvidas na gestão e manutenção da plataforma informática e serviços diretos
eletrónicos de consultas sobre os bens ou localização dos requeridos, quando essa
remuneração for devida no âmbito do processo de execução.

Pagamento no valor de 0,50 UC referente aos honorários do agente de execução pela


análise do título executivo, pela realização das consultas e elaboração do relatório.
O valor de 0,25 UC para pagamento dos honorários do agente de execução pela
notificação de cada requerido, a que se refere o art. 12.º do mesmo diploma legal.

A quantia de 0,25 UC para pagamento dos honorários do agente de execução pela emissão
de certidão de incobrabilidade da dívida, após inclusão na lista pública de devedores, e
remessa eletrónica da mesma à administração fiscal.

O montante de 0,15 UC para pagamento dos honorários do agente de execução pela


renovação de consultas.

Por último o valor de 0,25 UC para pagamento dos honorários do agente de execução pela
exclusão do requerido da lista pública de devedores.

Segundo o n.º 2 do mesmo artigo, os valores previstos nas alíneas a) e b) do número


anterior, são pagos pelo requerente, em simultâneo e antecipadamente face à entrega do
requerimento. Os valores descritos nas alíneas c) a e), nos termos do n.º 3 do referente
artigo, também são pagos da mesma forma pelo requerente, sendo neste caso, dispensado
o envio do requerimento autónomo para a prática dos respetivos atos, ao agente de
execução. O valor mencionado na alínea f) do número anterior, é pago pelo requerido,
antecipadamente, conforme o n.º 4 do mesmo artigo.

De acordo com o n.º 5 do mesmo artigo, caso haja o pagamento voluntário ao agente de
execução, este tem o direito de remuneração adicional calculada nos termos previstos para
o pagamento em prestações, no âmbito do processo de execução, constante de portaria do
membro do Governo responsável pela área da justiça que regula a matéria dos honorários e
despesas do agente de execução.

Por fim, nos casos em que não ocorra a convolação do procedimento executivo em
processo de execução, em casos que é admissível, não há lugar há restituição pelo agente
de execução dos valores pagos pelo requerente, conforme o n.º 6 do mesmo artigo.

Registo dos atos – 4

De acordo com o n.º 1 do art. 22.º da Lei 32/2014 de 30 de maio, os atos do agente de
execução são praticados, exclusivamente, através do SISAAE, em conformidade com os
requisitos técnicos da plataforma, ficando a constar do sistema um registo dos mesmos.

O n.º 2 do mesmo artigo, refere que os atos externos realizados pelo agente de execução,
nomeadamente a notificação do requerido por contacto pessoal, devem ser documentados
e constar do respetivo processo, no prazo máximo de dois dias úteis contados a partir da
data da sua realização, sob pena de o agente de execução ter de restituir os honorários
pagos relativos ao ato realizado, podendo ficar sujeito à utilização da plataforma eletrónica
móvel integrada no SISAAE que registe a data, hora e local da realização dos atos, nos
termos do n.º 4 do respetivo artigo.
É admitida a assinatura autógrafa de documentos com recurso a equipamentos
eletrónicos, conforme o n.º 3 do mesmo artigo.

Acesso ao processo – 4

Qualquer uma das partes intervenientes no procedimento pode aceder por via eletrónica
mediante autenticação na plataforma informática, com base em certificado de assinatura
digital qualificada, integrado no cartão do cidadão, no certificado digital de assinatura e
autenticação emitido pela Ordem dos Advogados, no certificado digital de assinatura e
autenticação emitido pela associação pública profissional representativa dos agentes de
execução, podendo ainda as partes aceder, através da plataforma de autenticação da
administração fiscal, de acordo com o disposto nos n.º 1 e 2 do art. 23.º da Lei n.º 32/2014
de 30 de maio.

O processo fica disponível para consulta pelo requerido, nos casos em que seja após a
primeira notificação efetuada no âmbito do PEPEX; após a sua citação no âmbito de
processo de execução em que este figure como executado e que se tenha iniciado em
decorrência de procedimento contra si instaurado; ou, no caso de não se verificar nenhuma
das situações previstas anteriormente, no prazo de trinta dias após a extinção do
procedimento, segundo o n.º 3 do referente artigo.

Por fim, o n.º 4 do mesmo artigo refere que o requerido dispõe do prazo de trinta dias,
após a primeira consulta ao procedimento contra si instaurado, para reclamar da atuação
do agente de execução que repute como violadora dos seus direitos junto dos órgãos de
fiscalização e disciplina da atividade dos agentes de execução.

Fiscalização e disciplina – 4

A ação fiscalizadora e disciplinar nos agentes de execução, perante os procedimentos cabe


aos órgãos de fiscalização e disciplina dos agentes de execução conforme o n.º 1 do artigo
26.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.

O órgão de fiscalização destes profissionais, segundo o n.º1 do art. 179.º do EOSAE, é a


Comissão para o Acompanhamento dos Auxiliares da Justiça (CAAJ).

A CAAJ pode determinar, a título cautelar ou como sanção acessória, a exclusão


temporária do agente de execução da lista dos agentes de execução que participam no
procedimento extrajudicial pré-executivo quando não observe as regras previstas na
referente lei ou seja defeituoso o cumprimento das suas funções, de acordo com o disposto
no n.º 2 do art. 26.º do mesmo diploma legal.

Reclamações e impugnação jurisdicional - 4


Segundo o n.º 1 do art. 27.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio, dos atos praticados pelo
agente de execução, no âmbito deste procedimento, qualquer interessado pode reclamar
para os órgãos de fiscalização e disciplina da atividade dos agentes de execução, no prazo de
trinta dias a contar da data em que teve conhecimento da prática dos atos praticados pelo
agente de execução, perante o procedimento.

Todavia, caso o interessado pretenda reclamar quanto à legalidade dos atos, deverá
impugnar para os tribunais judiciais com competência para exercer, no âmbito dos
processos de execução de natureza cível, as diligências previstas no CPC.

Por fim, o n.º 2 do mesmo artigo refere que os atos dos órgãos de fiscalização e disciplina
da atividade dos agentes de execução podem ser impugnados, no prazo de trinta dias
contados da data da sua notificação aos interessados, junto dos tribunais administrativos.

Direito subsidiário - 4

O que não estiver expressamente regulamentado pela Lei n.º 32/2014 de 30 de maio,
aplica-se subsidariamente o CPC, conforme o artigo n.º 31.º do referente diploma legal.

Apoio Judiciário - 4

Ao procedimento extrajudicial pré-executivo é aplicável com as devidas adaptações, o


regime jurídico de apoio judiciário, conforme o artigo 32.º, n.º 1 da Lei n.º 32/2014 de 30 de
maio.

Isto é, a dispensa da taxa de justiça e os demais encargos com o processo abrangem o


pagamento de honorários que sejam devidos ao agente de execução, nomeadamente a
designação de agente de execução, a qual é efetuada nos termos definidos no n.º 3 do art.
6.º, ou seja, aleatória e automaticamente pela plataforma do SISAAE, sendo regulados por
portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça o regime de pagamento
dos honorários devidos, bem como a responsabilidade pelos mesmos, nos termos do n.º 2
do mesmo artigo.

Tratamento e conservação de dados pessoais e Sigilo - 4

A manutenção e o tratamento dos dados pessoais constantes da plataforma informática,


[Link] , são da responsabilidade do Ministério da Justiça, segundo o n.º 1 do art.
28.º da Lei n.º 32/2014 de 30 de maio.

Com isto, a associação pública profissional representativa dos agentes de execução é


responsável pela manutenção do SISAAE e pelo tratamento dos dados pessoais nele
contidos ao abrigo do PEPEX, nos termos do n.º 2 do mesmo artigo.
Quanto às entidades responsáveis pelo tratamento dos dados, o n.º 3 do mesmo artigo
menciona que estas garantem aos titulares dos dados o exercício dos direitos de acesso,
retificação e eliminação que lhes assistem, nos termos da Lei n.º 67/98, de 26 de outubro, e
asseguram a colocação em prática das medidas de segurança adequadas à proteção de
dados pessoais.

Os dados constantes da plataforma informática utilizada, neste procedimento, e dos


registos de consulta e de disponibilização de informação constantes do SISAAE, são
conservados apenas durante o período necessário para o prosseguimento dos fins a que se
destinam, sendo obrigatoriamente destruídos de forma automática decorrido o prazo de
dez anos após a sua recolha, conforme disposto no n.º 4 do mesmo artigo.

Relativamente ao sigilo, de acordo com o artigo 29.º do mesmo diploma legal, as


entidades responsáveis para o tratamento de dados, bem como as pessoas que no exercício
das suas funções tenham o conhecimento de dados pessoais ao abrigo da presente lei, estes
ficam obrigados aos deveres de sigilo e confidencialidade, mesmo após a cessação de
funções.

Proteção de dados pessoais - 4

Os agentes de execução devem cumprir o previsto na Lei n.º 67/98, de 26 de outubro 22,
designadamente, respeitar a finalidade de consulta, limitando o acesso ao estreitamento
necessário e não utilizando a informação para fim diferente do permitido e ainda não
transmitir a informação a terceiros, nos termos do artigo 30.º da Lei n.º 32/2014.

22
LEI n.º 67/98. D.R. I Série A 247 (1998-10-26), que aprova a proteção de dados pessoais (transpõe para a
ordem jurídica portuguesa a Diretiva n.º 95/46/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de Outubro
de 1995, relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento dos dados pessoais e à
livre circulação desses dados).

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