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Parasitose Intestinal e Síndrome de Loeffler

O documento aborda as principais parasitoses intestinais, incluindo protozoários e helmintos, suas características, ciclos de vida, diagnósticos e tratamentos. Destaca a importância do tratamento mesmo em casos assintomáticos e apresenta exemplos como amebíase, giardíase e ascaridíase. Também discute complicações associadas, como a síndrome de Loeffler e a neurocisticercose.

Enviado por

Eva Carneiro
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Parasitose Intestinal e Síndrome de Loeffler

O documento aborda as principais parasitoses intestinais, incluindo protozoários e helmintos, suas características, ciclos de vida, diagnósticos e tratamentos. Destaca a importância do tratamento mesmo em casos assintomáticos e apresenta exemplos como amebíase, giardíase e ascaridíase. Também discute complicações associadas, como a síndrome de Loeffler e a neurocisticercose.

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PARASITOSES INTESTINAIS ● Características:

✔ Visíveis.
1. PROTOZOÁRIOS ✔ Causam eosinofilia.
✔ Entamoeba Histolytica e giárdia Lamblia. ✔ Maioria assintomática (tratar mesmo assim).
● Características: ✔ Transmissão fecal-oral/pele/carne.
✔ Unicelulares. ● Ciclo:
✔ Não causam eosinofilia.
✔ Maioria assintomática (mesmo assim tratar). Ingestão → Intestino → Fezes
✔ Transmissão fecal-oral.
● Ciclo/Diagnóstico: Ovo → Larva → Verme → Ovo

Ingestão → Intestino → fezes ● Diagnóstico:


✔ EPF com ovos.
CISTO → Trofozoíta → Cisto ● Tratamento:
✔ Nematelminto: ...bendazol (me/tia/al).
● Diagnóstico: ✔ Platelminto: Praziquantel.
✔ EPF com cisto.
● Tratamento: 2.1. ASCARIDÍASE (Ascaris Lumbricoides)
✔ ...Nidazol (metro/sec/ti). ● Habitat:
✔ Nitazoxanida (annita). ✔ Delgado.
o Poliantiparasitário. ● Ciclo:
o Na pratica: albendazol (não cobre ameba). ✔ Ingesta do Ovo → larva com ciclo pulmonar →
intestino com o verme → fezes comovo
1.1. AMEBÍASE (Entamoeba Histolytica) ● SD. DE LOEFFLER:
● Habitat: Colón/capacidade de invasão. ✔ tosse seca, infiltrado pulmonar migratório,
● Formas Clinicas: eosinofilia.
✔ Intestinal: ✔ Quadro de pneumonia atípica com infiltrado
o Clínica: diarreia aguda (disenteria) e crônica (ddx migratório ao Raio-X e exame físico.
com doença de Chron e Retrocolite ulcerativa)/ o Etiologia (SANTA):
ameboma (granuloma/tumor/massa palpável no o Strongyloides stercoralis.
colon → ddx com CA Colorretal). o Ancylostoma duodenale.
✔ Extraintestinal: o Necator americanus.
o Abcesso hepático amebiano: dor em QSD, febre, o Toxocara canis.
sinal de Torres-Homem (dor a percussão do gradil o Ascaris lumbricoides.
costal direito) com leucocitose com neutrofilia com ● Quadro Clinico:
Desvio à E. ✔ Sd. Loeffler.
o Diagnóstico: ✔ Cólica biliar, pancreatite, apendicite.
✔ Imagem, sorologia (ELISA). ✔ Suboclusão intestinal.
✔ Não drenar!! ● Diagnóstico:
Obs.: Entamoeba Coli/Iodamoeba butschilii/endolimax ✔ EPF com ovo.
nana → Não tratar! São amebas comensais. ● Tratamento:
✔ ...bendazol.
1.2. GIARDÍASE (Giardia lamblia) ✔ Outros: levamisol, pamoato de pirantel.
● Habitat: ● Suboclusão intestinal:
✔ Delgado: capacidade de “atapear” e inflamar. ✔ sem sofrimento de alça.
● Quadro clinico: ✔ Suporte: SNG + hidratação.
✔ Diarreia não invasiva. ✔ Piperazina + óleo mineral.
✔ Má-absorção/atrofia de vilosidades. ✔ Após eliminação: ...bendazol.
o Ddx: doença celíaca.
● Tratamento: 2.2. TOXOCARÍASE (Toxocara Canis)
✔ ... nidazol (metro/sec/ti). ✔ “Áscaris do cachorro” – larva migrans visceral.
o Tinidazol 2g/dose única. ✔ Hospedeiro definitivo: cachorro defeca na areia.
✔ Alternativa: albendazol ✔ Hospedeiro acidental: bebês ingere com a areia.
● Quadro clinico:
✔ Sd. loeffer.
2. HELMINTOS ✔ Hepatomegalia, febre, quadro sistêmico.
✔ Nematelminto (cilíndricos): áscaris, ✔ Sem sintomas intestinais.
anilocstomídeo, estrongiloidesm, trichuris, ✔ Eosinofilia intensa (30-90%).
enterobius. ● Diagnóstico:
✔ Plateominto (achatados): Schistossoma, Taenia. ✔ Sorologia (elisa).
● Tratamento:
✔ Albendazol +/- Corticoide.
2.3. ANCILOSTOMÍASE
● Etiologia: ● Habitat:
✔ Ancylostoma duodenale/Necato americanus. ✔ intestino grosso.
● Habitat: ● Quadro clinico:
✔ Delgado. ✔ Purido anal noturno e/ou corrimento vaginal
● Ciclo: infância.
● Diagnóstico:
✔ fita gomada (Graham).
● Tratamento:
✔ ...bendazol ou pirvinio ou pirantel.

2.6. TRICURÍASE/TRICOCEFALÍASE
● Etiologia:
✔ Trichuris trichuria
● Habitat:
✔ Intestino grosso.
● Quadro clinico: ● Quadro clinico:
✔ Lesão cutânea. ✔ Prolapso retal.
✔ Sd Loeffer. ● Diagnóstico:
✔ Anemia ferropriva (micro e hipo). ✔ EPF com ovos.
✔ Eosionofilia. ● Tratamento:
● Diagnóstico: ✔ Pamoato de oxipirantel, Mebendazol ou
✔ EPF com ovos. Albendazol.
● Tratamento:
✔ ...bendazol. 3. PLATELMINTOS
3.1. ESQUISTOSSOMOSE (Schistossoma mansoni).
2.4. ESTRONGILOIDIASE (strongyloides stercoralis) ● Ciclo:
● Habitat:
✔ Delgado.
● Ciclo:

● Destino dos ovos:


1. Lúmen retal.
2. Parede do Reto → biopsia.
3. Retorna ao sistema porta → hipertensão portal
✔ Autoinfecção: o ovo eclodi e vira filarioide no intra-hepática pré-sinusoidal.
intestino, perfurando-o e translocação bacteriana. ● Quadro clinico:
✔ Uso de corticoide em dose imunossupressor: ✔ Dermatite cercariana (coceira do nadador).
hiperinfecção com sepse por gram - entérico. ✔ Febre de Katayama:
● Quadro clínico: o Febre, hepatoesplenomegalia, eosinofilia.
✔ Lesão cutâneo. adenomegalia,
✔ Sd. Loeffer. ✔ Forma crônica (formação de granuloma):
✔ Autoinfestação: forma disseminada e Sepse. o Hipertensão portal
● Diagnóstico: o Hipertensão pulmonar.
✔ EPF (baermann-Moraes – para lavar). o Forma neurológica
● Tratamento: ● Diagnóstico:
✔ Ivermectina. ✔ Sorologia (esquistossomose aguda).
✔ Cambendazol. ✔ EPF (só após 40d).
✔ Tiabendazol. ✔ Biopsia retal (maior sensibilidade).
● Tratamento:
✔ Prazinquantel/oxaminique.

3.2. TENÍASE
● Etiologia:
2.5. ENTEROBÍASE (enterobius vermiculares).
✔ Taenia solium → porco.
✔ Taenia saginata → vaca.
✔ Ingestão de carne malcozida (larva).
● Quadro clinico:
✔ Intestinal inespecífico.
● Diagnostico:
✔ EPF (tamisação).
● Tratamento:
✔ Paziquantel, mebendazol, albendazol.
⮚ NEUROCISTICERCOSE (larva da Taenis Solium):
✔ Ingestão do ovo da Taenia Solium (água e
verduras).
✔ Preferência pelo SNC.
✔ O ser humano faz o papel do hospedeiro
intermediário (porco).
● Quadro clinico:
✔ Convulsão, Hipertensão Intracraniana, Perda
focal.
● Diagnóstico:
✔ Sorologia/Líquor/Imagem (TC ou RNM).
✔ Fase aguda: cistos hipodenso com meio
hiperdenso (cabeça do cisticerco).
✔ Fase crônica: múltiplas microcalcificações
parenquimatosas difusas em crianças sem atraso
do DNPM e previamente hígidas.

● Tratamento:
✔ Praziquantel ou albendazol + corticoide.

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