Neon & Cinzas: Crônicas da Última Vigília
Gênero: Fantasia Urbana / Noir / Apocalipse Latente
Cenário: Cidade de Neriah, ano 2029. Uma megalópole construída sobre ruínas de antigos
portais arcanos.
Prólogo – Quando o Véu Rasgou
Diziam que a magia havia morrido.
Na verdade, ela só estava escondida, sufocada sob concreto, silício e neon.
Até que, na noite de 31 de outubro de 2023, durante um eclipse solar total, o Véu rasgou.
A lua cobriu o sol... e, por 66 segundos, todas as câmeras do mundo captaram sombras que
não pertenciam a este plano.
Foi o início do Despertar.
I – A Cidade das Três Realidades
Neriah, 2029.
Aqui, humanos, despertos e pós-humanos convivem em um equilíbrio tênue.
• Os Despertos são aqueles que herdaram resquícios da magia oculta — bruxas de
subúrbio, exorcistas de aluguel, necromantes corporativos e hackers de sigilos.
• Os Pós-Humanos são fruto da simbiose entre magia e tecnologia. Alguns dizem que
eles nem sangram mais...
• E os humanos? Estão tentando sobreviver. Como sempre.
A cidade é dividida em três níveis:
1. O Topo, onde vivem os ricos, blindados em torres de vidro e pactos silenciosos.
2. A Superfície, onde os cidadãos comuns trafegam entre arranha-céus, drones e
estações arcanas.
3. O Subsolo, o reino das gangues mágicas, cultos esquecidos e criaturas que não aceitam
ter sido deixadas para trás.
II – O Chamado de Fumaça
Sarai, 27 anos, é uma investigadora particular. Ex-policial, exilada por expor um ritual de
sacrifício ligado a uma megacorporação chamada Ætherion. Agora, ela trabalha em casos
paranormais que ninguém mais quer tocar.
Mas tudo muda quando um menino aparece em seu escritório com olhos brilhando em azul
puro e um bilhete escrito em sangue:
“A Última Vigília começou.”
Ele desaparece segundos depois, deixando para trás um código de invocação selado com um
nome antigo: "Sitra Ahra."
III – Os Caídos e os Que Ascendem
Sarai descobre que faz parte de uma linhagem esquecida — os Vigias, descendentes dos
Nephilim, que selavam os portais entre mundos.
Com ela, se unem:
• Milo, um grafiteiro desperto que usa spray encantado para criar portais em muros e
invocar criaturas feitas de tinta.
• Dra. Yama, uma necrotecnóloga que opera uma clínica para mortos-vivos no subsolo.
• Brann, um andróide possuído por uma consciência ancestral.
Eles descobrem que os portais estão se reabrindo, um a um, pelas mãos de uma nova seita: O
Círculo das Chagas, liderado por um CEO imortal que se alimenta de memória coletiva.
IV – A Última Vigília
Sarai e seus aliados enfrentam espectros da cidade antiga, confrontam entidades que vivem
nos sinais de rádio e invadem as catacumbas onde dorme o Primeiro Nome, uma palavra viva
que pode desprogramar a realidade.
No clímax, a cidade começa a colapsar — prédios desaparecem como areia, realidades se
sobrepõem e o tempo começa a andar para trás em certos bairros.
Sarai entra no maior dos portais: a Estação Terminal do Metrô, inaugurada em 1972 e jamais
mapeada por completo.
Lá, ela encontra A Luz de Neriah, uma inteligência arcano-digital que sonha em substituir os
deuses antigos e reescrever a criação com código.
Epílogo – O Mundo Após o Véu
Sarai sela o Véu novamente, mas não sem pagar o preço: ela se funde à cidade, tornando-se
uma entidade que aparece apenas entre as 2h e 3h da manhã, respondendo a chamados de
socorro mágicos.
Agora, grafites nas vielas de Neriah dizem:
“Procure por Sarai. Ela te escuta. Mas só se o seu medo for verdadeiro.”
Se quiser, posso criar fichas de personagens, transformar isso em uma campanha ou
desenvolver mais histórias no mesmo universo (como spin-offs de gangues mágicas, megacorps
arcanas, ou vigilantes do Subsolo). É só me dizer o rumo que quer seguir.