CEEP STI – CARLOS CORREA DE MENEZES SANT’ANNA
RESSUSCITAÇÃO CARDIO PULMONAR ( RCP)
Capacitar técnicos em enfermagem a reconhecer precocemente a Parada
Cardiorrespiratória (PCR), entender suas causas, sinais clínicos, protocolos de
atendimento e a importância das manobras imediatas de ressuscitação.
CONCEITO DE PCR
• Definição: Situação clínica caracterizada pela cessação súbita e inesperada
da atividade mecânica cardíaca eficaz, com interrupção da circulação sanguínea e da
respiração espontânea.
• É uma emergência médica grave que, se não for tratada imediatamente, leva
à morte em poucos minutos.
ETIOLOGIA – CAUSAS MAIS COMUNS
Adultos
• Infarto agudo do miocárdio (IAM)
• Arritmias graves (ex: fibrilação ventricular)
• Acidente vascular cerebral (AVC)
• Choques (hipovolêmico, séptico, anafilático)
Crianças e Lactentes
• Hipóxia (asfixia)
• Obstrução de vias aéreas
• Afogamento
• Trauma
Reversíveis – 5H e 5T (AHA)
• 5H: Hipóxia, Hipovolemia, Hipo/hipercalemia, Hipotermia, Hidrogênio
(acidose)
• 5T: Tamponamento cardíaco, Tensão no pneumotórax, Trombose pulmonar,
Trombose coronariana, Toxinas
FISIOPATOLOGIA
• Sem circulação eficaz, órgãos vitais (principalmente o cérebro) ficam sem
oxigênio.
• Em 4 a 6 minutos já pode haver dano cerebral irreversível.
• A intervenção imediata é crucial para restaurar a função cardiovascular e
evitar sequelas.
SINAIS CLÍNICOS DE PCR
• Inconsciência súbita
• Ausência de pulso central (carotídeo ou femoral)
• Ausência de movimentos respiratórios ou gasping (respiração agônica)
• Pele fria, pálida ou cianótica
• Midríase (pupilas dilatadas e fixas)
DIAGNÓSTICO IMEDIATO NO SBV
• Verificar responsividade
• Avaliar respiração e pulso por no máximo 10 segundos
• Iniciar RCP se: inconsciente, sem respiração normal, sem pulso
MANEJO IMEDIATO
Fora do hospital
• Acionar o serviço de emergência (192)
• Iniciar RCP de alta qualidade
• Usar o DEA o mais rápido possível
No ambiente hospitalar
• Chamar equipe de emergência (código azul)
• Iniciar RCP conforme protocolo
• Monitorar sinais vitais e ritmo cardíaco (monitor/desfibrilador)
• Administrar medicamentos conforme prescrição médica
CLASSIFICAÇÃO DOS RITMOS NA PCR
Ritmos chocáveis:
• Fibrilação ventricular (FV)
• Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP)
Ritmos não chocáveis:
• Atividade elétrica sem pulso (AESP)
• Assistolia
RCP – PILAR DO ATENDIMENTO À PCR
• Iniciar compressões torácicas imediatamente
• Frequência de 100 a 120/minuto
• Profundidade de 5 a 6 cm em adultos
• Ventilações adequadas se houver dispositivo
• Minimizar interrupções nas compressões
USO DO DEA
• Deve ser aplicado o mais cedo possível
• Seguir comandos de voz
• Analisar ritmo e aplicar choque, se indicado
FIM DA PCR – QUANDO ENCERRAR A RCP
• Retorno da circulação espontânea (ROSC)
• Exaustão da equipe
• Prescrição médica após protocolos
• Situação de óbito evidente
CONSIDERAÇÕES FINAIS
• Cada segundo conta. A atuação rápida do técnico em enfermagem pode
salvar vidas.
• A PCR pode acontecer em qualquer lugar — preparo e prática são
essenciais.
• Conhecer o protocolo e manter a calma são fatores-chave.