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Entendendo a Inflação: Causas e Efeitos

O documento aborda a inflação, explicando seu conceito, causas e impactos na vida das pessoas. Destaca que a inflação é o aumento contínuo dos preços e pode ser combatida através de medidas como o controle da taxa Selic. Além disso, menciona que a inflação controlada pode ser um sinal de crescimento econômico saudável.

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Entendendo a Inflação: Causas e Efeitos

O documento aborda a inflação, explicando seu conceito, causas e impactos na vida das pessoas. Destaca que a inflação é o aumento contínuo dos preços e pode ser combatida através de medidas como o controle da taxa Selic. Além disso, menciona que a inflação controlada pode ser um sinal de crescimento econômico saudável.

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E.M.E.F.

PROFESSOR ALMEIDA JÚNIOR

GIOVANNA DOS SANTOS SONODA

INFLAÇÃO

SÃO PAULO
2021

1
SUMÁRIO
[Link]ÇÃO..............................................................................................................

1.1 O que é inflação?..................................................................................03

1.2 O que causa a inflação?.......................................................................04

1.3 Como afeta a vida das pessoas?.........................................................06

1.4 Como pode ser combatida?.................................................................07

2. CONCLUSÃO......................................................................................................08

3. BIBLIOGRAFIA...................................................................................................09

2
INFLAÇÃO
O que é inflação?
De forma resumida, a inflação indica o aumento generalizado ou contínuo dos
preços de uma série de categorias de bens e serviços importantes no dia a dia das
pessoas. Na economia, o conjunto dessas categorias é chamado de “cesta de
produtos” e inclui: alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas
pessoais, educação e comunicação.

Ou seja: se a inflação em determinado mês for de 0,5%, isso significa que o


aumento médio dos preços dessas categorias no período também foi de 0,5%.

Esse aumento nos preços não é uniforme – dentro de cada categoria alguns
itens podem sofrer aumentos maiores e outros, nenhum. Um bom exemplo é a
energia elétrica: em maio de 2021, seu preço subiu 2,31% e puxou a inflação média
para 0,44%; no mesmo período, os preços da categoria de transporte caíram 0,23%
na média.

O indicador oficial de inflação no Brasil é o IPCA, Índice de Preços para o


Consumidor Amplo, embora existam outros. Ele é calculado mensalmente pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões metropolitanas de São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife,
Fortaleza, Belém e Vitória, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís,
Aracaju e Brasília. Apesar de não ser calculado em todo o país, o IPCA é de
abrangência nacional – ou seja, vale para todas as regiões e cidades.

3
O que causa a inflação?
A inflação pode ser de curto prazo – aumentar em um mês – e de longo prazo
– aumentar continuamente ao longo de um ano, por exemplo. As causas são
diferentes em cada um desses casos.

No entanto, vale lembrar que esses são movimentos cíclicos da economia,


nos quais uma ação afeta a outra. Nem sempre é possível isolar as causas de uma
variação inflacionária. Abaixo, listamos causas geralmente associadas à inflação.

Causas da inflação no curto prazo:

 Aumento na demanda

Se o número de pessoas querendo um determinado item aumenta muito


rápido, fica difícil garantir o fornecimento para todos. Nesse caso, dizemos que a
demanda ficou maior do que a oferta. Nesses casos, o preço tende a subir, gerando
inflação. Isso pode acontecer também quando há maior disponibilidade de crédito:
com maior poder de compra, as pessoas conseguem gastar mais (aumentando a
demanda geral).

 Aumento nos custos de produção

A inflação também pode aparecer quando fica mais caro produzir um produto
ou oferecer um serviço. Com custo maior, a produção de algum item pode ser
menor – com isso, a oferta (ou quantidade daquele produto disponível) cai ou os
preços aumentam (para cobrir todos os custos extras). Existe inflação em ambos os
casos.

Causas da inflação no longo prazo:

 Emissão de papel-moeda

Algumas ações do governo também podem fazer com que a inflação


aumente. Quando os gastos são maiores do que os arrecadamentos, por exemplo,
pode ser necessário “imprimir” mais dinheiro – ou seja, emitir mais moeda – para
pagar as contas. Essa emissão faz com que o volume de dinheiro seja maior que a
oferta de produtos e serviços. Consequentemente, os preços sobem.

 Diminuir a taxa de juros

4
Quando o governo diminui a Selic, a taxa básica de juros da economia
definidas pelo Banco Central, os seus investimentos na poupança, em renda fixa e
em títulos públicos passam a render menos. Além disso, os empréstimos no geral
ficam mais baratos. Essa é uma forma de estimular o consumo e a produção. No
longo prazo, isso gera um aumento de demanda e pode acarretar no aumento da
inflação.

5
Como afeta a vida das pessoas?
A inflação gera incertezas na economia e desestimula os investimentos.
Esses fatos afetam o crescimento econômico do país. Os preços relativos ficam
distorcidos, gerando várias ineficiências na economia. As pessoas e as firmas
perdem noção dos preços relativos, o que gera uma incapacidade de avaliar se algo
está barato ou caro. A inflação prejudica fortemente a população das classes mais
baixas, pois essas têm menos acesso a instrumentos financeiros para se defender
da inflação.

Quando a inflação está em alta, o custo da dívida pública aumenta; pois as


taxas de juros da dívida pública têm que suprir os efeitos da inflação e incluir um
prêmio de risco para compensar as dúvidas relacionadas com a inflação em alta.

Além disso, como explicado anteriormente, a Selic, taxa básica de juros da


economia que pode ser usada para regular a inflação afeta diretamente também
outros aspectos econômicos – rendimento de investimentos, custo de empréstimos,
etc…

6
Como pode ser combatida?
O governo federal não tem total controle sobre a inflação, mas algumas
medidas que ele toma podem influenciá-la.

Por exemplo: a taxa Selic, determinada pelo Banco Central, é uma ferramenta
usada para controlar a inflação; aumentar os impostos também puxa os preços para
cima, o que tende a reduzir a quantidade de moeda na economia, afetando a
demanda e, portanto, a inflação.

A Selic possui influência sobre a inflação, pois (usando um exemplo prático)


quando ela aumenta, o acesso ao dinheiro (crédito, empréstimos, financiamentos…)
fica menor e o consumidor para de fazer maiores gastos. No longo prazo, essa
estratégia controla a inflação por gerar menor demanda e, consequentemente, oferta
mais barata.

Na prática, portanto, aumentar a Selic ou mantê-la estável é uma maneira de


conter o aumento dos preços (o IPCA).

Por outro lado, quando o Banco Central deseja estimular a economia, fazer o
dinheiro circular mais e, por consequência, aumentar a inflação, a Selic diminui.

Bom ressaltar que a inflação nem sempre é ruim. A inflação, quando


controlada, é um sinal de que a economia está aquecida e crescendo de forma
saudável: por isso é preciso ter inflação – e isso vale para todos os países.

O Brasil, inclusive, tem uma meta anual de inflação para dar segurança para a
economia. Essa é uma forma de garantir que a economia brasileira continue em
crescimento e os preços, controlados.

Ter um índice de inflação controlado também garante previsibilidade de longo


prazo. Isso significa que investidores e empresários conseguem apostar e investir no
país com maior tranquilidade, trazendo mais dinheiro para a economia – e
perspectivas para os próximos meses ou anos.

A inflação é ruim para a economia de um país quando não é controlada e


quando atinge níveis muito altos, situação chamada de hiperinflação. Aí sim, ela é (e
muito) prejudicial.

7
CONCLUSÃO
Ironicamente, o melhor jeito de controlar a grande inflação (aumento de
preços) que vivemos hoje e que, como consequência, tem desestabilizado a
economia nacional, é o aumento de uma taxa: a Selic, que é usada como se fosse
uma espécie de regulador da inflação. Tendo em vista que a diminuição dessa taxa
é um dos principais causadores da inflação à longo prazo- já que com isso, há o
aumento da demanda e os investimentos na poupança são prejudicados- a solução
é fazer justamente o contrário, pois assim, as pessoas não terão acesso ao dinheiro
para gastar como bem entenderem. Então, haverá menor demanda (procura),
afetando assim a inflação, pois a oferta será mais barata e porque a grande
demanda é outro causador da inflação, nesse caso, à curto prazo.

Portanto, apesar do aumento de preço não ser algo que a maioria das
pessoas gostam, no caso da Selic, é importante para equilibrar a economia de um
país quebrado com a pandemia, como está o Brasil hoje. Inclusive, interessante
lembrar que a inflação não é 100% maléfica, visto que a do tipo equilibrada é
saudável para a economia de qualquer país.

8
BIBLIOGRAFIA
 “O que é inflação e como ela afeta sua vida”. REDAÇÃO NUBANK. 2021.
Disponível em: [Link] Acesso em:
15/11/2021;
 GRANDCHAMP, Leonardo. “Inflação e os impactos que geram em nossas
vidas”. 2021. Disponível em: [Link]
impactos-que-geram-em-nossas-vidas/. Acesso em 15/11/2021.

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