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A Batalha Sombria em Arak: Ravenloft

Os personagens emergem de um elevador em um vale gótico e gelado, onde a cidade de Arak se destaca sob uma lua artificial. Eles enfrentam horrores do passado e se preparam para uma batalha épica entre exércitos rivais, enquanto uma entidade antiga chamada Gwydion se revela como o guardião de um portão dimensional. A narrativa explora temas de luta, sacrifício e a inevitabilidade do destino em um mundo sombrio.

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A Batalha Sombria em Arak: Ravenloft

Os personagens emergem de um elevador em um vale gótico e gelado, onde a cidade de Arak se destaca sob uma lua artificial. Eles enfrentam horrores do passado e se preparam para uma batalha épica entre exércitos rivais, enquanto uma entidade antiga chamada Gwydion se revela como o guardião de um portão dimensional. A narrativa explora temas de luta, sacrifício e a inevitabilidade do destino em um mundo sombrio.

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Vocês emergem do elevador que vinha do subterrâneo, e quando deixam para trás o
semiplano do Hotel Oblivion, o mundo diante de seus olhos se transforma.

A passagem estreita se abre subitamente, revelando uma visão de tirar o fôlego: um vale
profundo, envolto em uma noite eterna, onde uma cidade prateada repousa sob o brilho
espectral de uma lua artificial. O ar é gelado e imóvel, e seus pulmões sentem o peso de um
inverno que nunca termina.

Lá embaixo, aninhada entre montanhas negras cobertas por neblina e neve, ergue-se Arak, a
uma cidade gótica de torres agulhadas e cúpulas cobertas de geada ao redor do Palácio de
Malaquita, onde os Dessendre reinam há centenas de anos. Sua arquitetura é ao mesmo tempo
majestosa e opressiva, com pontes arqueadas e colunas que brilham com uma luz pálida e
sobrenatural. O luar reflete sobre os telhados como prata líquida, dando à cidade um aspecto
de beleza fantasmagórica, como um sonho congelado no tempo. Refletindo a opressiva
permanência que seu lorde representa.

Um vasto rio atravessa o vale, cortando a paisagem com sua superfície espelhada e silenciosa.
Criaturas longilíneas, com movimentos elegantes e inquietantes, deslizam à distância,
patrulhando as margens da cidade. Tudo aqui parece encantado, mas também amaldiçoado.

Vocês sentem o frio atravessar seus corpos. Não é apenas o clima, é o toque gélido da
presença de algo antigo, de uma força obscura que habita os confins deste vale congelado.

O silêncio é quebrado apenas pelo som suave do vento soprando entre as torres e pelo Zero
que surge na frente de vocês junto de seu irmão Tod, que abre uma fenda dimensional com o
simples corte da sua espada; Zero diz:​

- Vocês conseguiram! Vamos a gente precisa ir num lugar antes de descer de
novo.

E, sem escolha, a maioria dos lordes sombrios entre vocês descem a grande ponte, seguindo
Zero e adentrando o coração sombrio e gelado de Arak.

A frente de vocês, um buraco gigantesco tomado por uma névoa espessa que quase borbulha.
Vocês atravessam o véu espesso da névoa cinzenta, e o mundo ao redor parece se despedaçar.​
A realidade se curva, e por um instante vocês sentem como se estivesse sendo arrastados para
além do tempo. Quando os pés tocam o solo novamente, não há dúvida: vocês chegaram ao
fim.

Diante de você se estende um desfiladeiro desolado, coberto por cinzas eternas. O céu arde
com um crepúsculo perpétuo, como se o sol estivesse eternamente preso entre nascer e
morrer. Os ventos sopram impiedosamente, carregando consigo ecos de batalhas antigas
travadas por elfos há muito tempo mortos e o sussurro sombrio de um rei esquecido. O chão é
formado por placas quebradas de pedra e vestígios de brasas.

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A paisagem está retorcida, quase irreal: estruturas e formas de eras passadas se fundem como
sombras sobrepostas, como se toda a história dos elfos Aen Elle e do próprio Core de
Ravenloft estivesse sendo arrastada para este lugar. Ao longe, a brasa incandescente da arde
solitária, tremeluzente, mas resistente, como uma fogueira prestes a apagar. Ao redor dela,
um halfling, um humano e dois elfos repousam, aguardando por vocês. Kabe Whipporwhill,
Arthur Sedgwick, Alanik Ray e Auberon Dessendre estão dispostos ao redor da chama.​

Kabe acena conforme vocês se aproximam.

[Momento para RP e preparação]

O Campo de Cinza e o Abismo Desvelado

O ar pesa como chumbo, carregado de odor de carniça e fuligem. Sob um céu plúmbeo, onde
nuvens negras se torcem como serpentes agonizantes, estende-se um campo infinito de cinza
— um deserto monótono e sufocante, onde cada passo levanta espirais de pó mortal,
grudando na garganta como os dedos de um cadáver.

E então, o solo treme.

Rachaduras negras serpenteiam pela terra estéril, cuspindo vapores pútridos. Do abismo
emergem figuras distorcidas, horrores que outrora foram homens, bestas que nunca
conheceram a luz. O Bando do Falcão Renascido, agora apenas ecos pervertidos de seus
antigos eus, arrastam-se para a superfície. Alguns ainda vestem trapos de armaduras, ossos
expostos sob peles necrosadas; outros são meras sombras com olhos famintos, garras e presas
brilhando sob a névoa do crepúsculo. Eles não marcham — eles se contorcem, se arrastam, se
derramam do vazio como um enxame de gafanhotos da praga.

E todos os seus olhos estão fixos em vocês.

Auberon:​
Alguns de vocês já derramaram sangue e tiveram seu sangue derramado, já venceram
e já perderam e mesmo depois de tudo isso, permanecem. Como eu, nos últimos 666
anos, aguardando, esperando, por uma oportunidade de conquistar um mundo onde eu
não precise mais perder. Nós já perdemos o suficiente. Já sofremos o suficiente. Hoje
faremos talvez nossa última tentativa de proteger não o mundo todo, mas as coisas que
amamos e que permanecem.​

Permaneçam comigo e não se afastem muito, é perigoso viajar sozinho nas brumas.
Do lado deles, não há discurso, nem desafio. Apenas um rugido gutural, um som que não
pertence a nenhuma língua viva, e então — eles avançam.

Mas antes que o primeiro monstro alcance vocês, o vento muda. ​



Uma névoa fria e densa desce sobre o campo, envolvendo tudo como um sudário. O mundo
parece se dissolver por um momento, e então as trombetas soam.

De um lado, erguem-se estandartes brancos com o dragão prateado de Argynvostholt. Os


Cavaleiros da Ordem do Dragão de Prata avançam em formação impenetrável, suas
armaduras cintilando como espelhos sob a névoa, lanças erguidas como uma floresta de aço.
Seus olhos brilham com determinação sob os elmos, e o vento carrega o murmúrio de um
juramento antigo. Liderados por Desmond, eles avançam.

Do outro flanco, surge a hoste de Falkovnia. Homens livres, sim, mas endurecidos pela
guerra eterna. Seus machados e espadas não são reluzentes — são manchados de sangue seco
e testemunhas de mil batalhas. Eles não marcham em ordem perfeita; avançam como lobos
famintos, com os gritos roucos de quem já enfrentou o inferno e riu na sua cara.

E então, do coração da névoa, surge o terceiro exército.

Uma legião de criaturas da noite, espectral e mortal ao mesmo tempo. À frente, Strahd von
Zarovich cavalga em seu corcel negro, seus olhos vermelhos queimando como brasas sob a
capa de seda escarlate. Ao seu lado, Jander Sunstar, o vampiro dourado, empunha sua lâmina
com a graça de um dançarino, mas há fúria em seu olhar — uma fúria antiga, alimentada por
séculos de tormento.

Os três exércitos não se olham. Não precisam. Todos sabem por que estão aqui.

Para lutar. Para matar. Para sobreviver.

E então, o campo de cinza se transforma em um mar de lâminas, sangue e trevas.

A batalha começa.

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Mais a frente, uma construção desponta, chegando próximo dela, a chama finalmente apaga.
Dentro da construção que se mostra como uma espécie de templo, vocês vêem o frio
opressivo de Arak se manifestando de novo, novamente há mais uma fenda, mas dessa vez
enegrecida e lá no fundo, um Arco de Obsidiana; o centro absoluto de um ciclo de luz e
trevas. Aqui, reis se sacrificaram, campeões tombaram, e elfos foram consumidos pela
própria missão de se colocar como última parede contra o que está lá embaixo. E agora, é a
sua vez.
Lá de baixo, de além do arco de obsidiana Gwydion surge, se erguendo lentamente com uma
escuridão infindável o seguindo. Ele é uma esfera de carne e lodo enegrecida, com inúmeros
olhos semelhantes à orbes brilhantes se movimentando lentamente de maneira impossível ao
longo de inúmeros tentáculos, com um gigantesco olho que à tudo vê em seu centro.
Ocasionalmente despontando da sua forma incompreensível, cascos se fazem visíveis como
pequenos apêndices abaixo da esfera, pernas não simétricas de um ser aberrante. A última
coisa que é possível distinguir são dois braços feitos de sombras conectadas de maneira
fluída à esfera de carne.​

Tod então diz: ​
Gwydion conhece o portão. Não… Gwydion é o portão. Gwydion é a chave e o guardião do
portão. Passado, presente, futuro, tudo é um em Gwydion. Ele sabe onde os vocês obtiveram
os seus poderes, ele sabe onde eles pisaram e onde ainda pisarão, se é que pisarão. Ele é
aquele que nós não conseguimos matar. Mas eu estou ansioso para tentar com vocês, uma
última vez​

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Gwydion:​
Ouço meu nome criança…​
E posso dizer que meu nome é muitas coisas…​
Bem como um signo inalterado de medo.​
Já fui chamado de presságio; de maldição; de sombra sobre a terra.​
Já caminhei por reinos que se ergueram e caíram.​
Vi a primeira chama ser acesa e a última lâmina dos Tegs enferrujar ​
Eu não sou eterno.​
Mas sou antigo.​
Moldado pelo tempo, lapidado pelo medo dos homens.​
Lembrado apenas quando os elfos saem para caçar​
Sou, apenas o que sou​
Caminhei entre eras. Não só para governar, mas para ver, para lembrar.​
Pois o tempo apaga nomes; destrói faces, enterra civilizações​
Mas, eu guardo! Cada um deles… para sempre na escuridão.​

A verdadeira liberdade é poder abdicar da escolha.​
Não há final feliz, não aqui, não agora. A história de Ravenloft é cheia de tristeza e lamento e
a vida aqui sempre vai forçar seres pequenos à escolhas cruéis e impossíveis.

Sob o meu comando, os pilares da realidade se dobrarão e um novo mundo será possível.

Eu não peço muito… Apenas obediência e devoção.


Essa é sua última chance de sair do meu caminho. Aceitem a minha bênção, todos nós nos
tornaremos um e então… eu os protegerei de toda a dor e de todo o mal. Pois só haverá…
Gwydion.

Iniciativa!​

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