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a, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de
infrações e de recursos e aplicação de penalidades.
Art. 6º São objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito:
I - estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas
à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação
para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento;
O Sistema Nacional de Trânsito: competências II - fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de crité-
dos diferentes órgãos executivos e das diferentes rios técnicos, financeiros e administrativos para a execução das ativida-
entidades da federação. Normas gerais de circu- des de trânsito;
lação e conduta. Sinalização de trânsito. Veículos:
registro, licenciamento, condução de ambulân- III - estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de informações
entre os seus diversos órgãos e entidades, a fim de facilitar o processo
cias. Habilitação. Infrações, penalidades, medidas
decisório e a integração do Sistema.
administrativas, processo administrativo, crimes
de trânsito. Distribuição de competência dos ór-
Seção II
gãos executivos de trânsito.
Da Composição e da Competência do Sistema Nacional de Trânsito
LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997. Art. 7º Compõem o Sistema Nacional de Trânsito os seguintes ór-
Institui o Código de Trânsito Brasileiro gãos e entidades:
CAPÍTULO I I - o Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, coordenador do
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Sistema e órgão máximo normativo e consultivo;
Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do territó- II - os Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e o Conselho de
rio nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código. Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE, órgãos normativos, con-
sultivos e coordenadores;
§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos
e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de III - os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Es-
circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. tados, do Distrito Federal e dos Municípios;
§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever IV - os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Es-
dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a tados, do Distrito Federal e dos Municípios;
estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as V - a Polícia Rodoviária Federal;
medidas destinadas a assegurar esse direito.
VI - as Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal; e
§ 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de
Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetiva- VII - as Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - JARI.
mente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão
Art. 7o-A. A autoridade portuária ou a entidade concessionária de
ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços
porto organizado poderá celebrar convênios com os órgãos previstos no
que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
art. 7o, com a interveniência dos Municípios e Estados, juridicamente
§ 4º (VETADO) interessados, para o fim específico de facilitar a autuação por descum-
primento da legislação de trânsito. (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
§ 5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Na-
cional de Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida, nela § 1o O convênio valerá para toda a área física do porto organizado,
incluída a preservação da saúde e do meio-ambiente. inclusive, nas áreas dos terminais alfandegados, nas estações de trans-
bordo, nas instalações portuárias públicas de pequeno porte e nos res-
Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os pectivos estacionamentos ou vias de trânsito internas. (Incluído pela Lei
logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que nº 12.058, de 2009)
terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição
sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias § 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
especiais.
§ 3o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.058, de 2009)
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vi-
Art. 8º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão os
as terrestres as praias abertas à circulação pública e as vias internas
respectivos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos
pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas.
rodoviários, estabelecendo os limites circunscricionais de suas atuações.
Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veícu-
Art. 9º O Presidente da República designará o ministério ou órgão da
lo, bem como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou
Presidência responsável pela coordenação máxima do Sistema Nacional
estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas.
de Trânsito, ao qual estará vinculado o CONTRAN e subordinado o
Art. 4º Os conceitos e definições estabelecidos para os efeitos deste órgão máximo executivo de trânsito da União.
Código são os constantes do Anexo I.
Art. 10. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), com sede no
Distrito Federal e presidido pelo dirigente do órgão máximo executivo de
CAPÍTULO II trânsito da União, tem a seguinte composição: (Redação dada pela Lei
DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO nº 12.865, de 2013)
I - (VETADO)
Seção I
Disposições Gerais II - (VETADO)
Art. 5º O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e en- III - um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia;
tidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que
tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, adminis- IV - um representante do Ministério da Educação e do Desporto;
tração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, V - um representante do Ministério do Exército;
formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenhari-
Conhecimentos Específicos 1 A Opção Certa Para a Sua Realização
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VI - um representante do Ministério do Meio Ambiente e da Amazô- XII - apreciar os recursos interpostos contra as decisões das instân-
nia Legal; cias inferiores, na forma deste Código;
VII - um representante do Ministério dos Transportes; XIII - avocar, para análise e soluções, processos sobre conflitos de
competência ou circunscrição, ou, quando necessário, unificar as deci-
VIII - (VETADO) sões administrativas; e
IX - (VETADO) XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito
X - (VETADO) no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal.
XI - (VETADO) Art. 13. As Câmaras Temáticas, órgãos técnicos vinculados ao
CONTRAN, são integradas por especialistas e têm como objetivo estudar
XII - (VETADO) e oferecer sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos
XIII - (VETADO) para decisões daquele colegiado.
XIV - (VETADO) § 1º Cada Câmara é constituída por especialistas representantes de
órgãos e entidades executivos da União, dos Estados, ou do Distrito
XV - (VETADO) Federal e dos Municípios, em igual número, pertencentes ao Sistema
Nacional de Trânsito, além de especialistas representantes dos diversos
XVI - (VETADO)
segmentos da sociedade relacionados com o trânsito, todos indicados
XVII - (VETADO) segundo regimento específico definido pelo CONTRAN e designados
pelo ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de
XVIII - (VETADO) Trânsito.
XIX - (VETADO) § 2º Os segmentos da sociedade, relacionados no parágrafo anteri-
XX - um representante do ministério ou órgão coordenador máximo or, serão representados por pessoa jurídica e devem atender aos requisi-
do Sistema Nacional de Trânsito; tos estabelecidos pelo CONTRAN.
XXI - (VETADO) § 3º Os coordenadores das Câmaras Temáticas serão eleitos pelos
respectivos membros.
XXII - um representante do Ministério da Saúde. (Incluído pela Lei
nº 9.602, de 1998) § 4º (VETADO)
XXIII - 1 (um) representante do Ministério da Justiça. (Incluído pela I - (VETADO)
Lei nº 11.705, de 2008) II - (VETADO)
XXIV - 1 (um) representante do Ministério do Desenvolvimento, In- III - (VETADO)
dústria e Comércio Exterior; (Incluído pela Lei nº 12.865, de 2013)
IV - (VETADO)
XXV - 1 (um) representante da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT). (Incluído pela Lei nº 12.865, de 2013) Art. 14. Compete aos Conselhos Estaduais de Trânsito - CETRAN e
ao Conselho de Trânsito do Distrito Federal - CONTRANDIFE:
§ 1º (VETADO)
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no
§ 2º (VETADO) âmbito das respectivas atribuições;
§ 3º (VETADO) II - elaborar normas no âmbito das respectivas competências;
Art. 11. (VETADO) III - responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos
Art. 12. Compete ao CONTRAN: procedimentos normativos de trânsito;
I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e IV - estimular e orientar a execução de campanhas educativas de
as diretrizes da Política Nacional de Trânsito; trânsito;
II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivan- V - julgar os recursos interpostos contra decisões:
do a integração de suas atividades; a) das JARI;
III - (VETADO) b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inap-
IV - criar Câmaras Temáticas; tidão permanente constatados nos exames de aptidão física, mental ou
psicológica;
V - estabelecer seu regimento interno e as diretrizes para o funcio-
namento dos CETRAN e CONTRANDIFE; VI - indicar um representante para compor a comissão examinadora
de candidatos portadores de deficiência física à habilitação para conduzir
VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI; veículos automotores;
VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas VII - (VETADO)
neste Código e nas resoluções complementares;
VIII - acompanhar e coordenar as atividades de administração, edu-
VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a imposição, a cação, engenharia, fiscalização, policiamento ostensivo de trânsito,
arrecadação e a compensação das multas por infrações cometidas em formação de condutores, registro e licenciamento de veículos, articulando
unidade da Federação diferente da do licenciamento do veículo; os órgãos do Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN;
IX - responder às consultas que lhe forem formuladas, relativas à a- IX - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no
plicação da legislação de trânsito; âmbito dos Municípios; e
X - normatizar os procedimentos sobre a aprendizagem, habilitação, X - informar o CONTRAN sobre o cumprimento das exigências defi-
expedição de documentos de condutores, e registro e licenciamento de nidas nos §§ 1º e 2º do art. 333.
veículos;
XI - designar, em caso de recursos deferidos e na hipótese de reava-
XI - aprovar, complementar ou alterar os dispositivos de sinalização liação dos exames, junta especial de saúde para examinar os candidatos
e os dispositivos e equipamentos de trânsito;
Conhecimentos Específicos 2 A Opção Certa Para a Sua Realização
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à habilitação para conduzir veículos automotores. (Incluído pela Lei nº XI - estabelecer modelo padrão de coleta de informações sobre as
9.602, de 1998) ocorrências de acidentes de trânsito e as estatísticas do trânsito;
Parágrafo único. Dos casos previstos no inciso V, julgados pelo ór- XII - administrar fundo de âmbito nacional destinado à segurança e à
gão, não cabe recurso na esfera administrativa. educação de trânsito;
Art. 15. Os presidentes dos CETRAN e do CONTRANDIFE são no- XIII - coordenar a administração da arrecadação de multas por infra-
meados pelos Governadores dos Estados e do Distrito Federal, respecti- ções ocorridas em localidade diferente daquela da habilitação do condu-
vamente, e deverão ter reconhecida experiência em matéria de trânsito. tor infrator e em unidade da Federação diferente daquela do licenciamen-
to do veículo;
§ 1º Os membros dos CETRAN e do CONTRANDIFE são nomeados
pelos Governadores dos Estados e do Distrito Federal, respectivamente. XIV - fornecer aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trân-
sito informações sobre registros de veículos e de condutores, mantendo
§ 2º Os membros do CETRAN e do CONTRANDIFE deverão ser o fluxo permanente de informações com os demais órgãos do Sistema;
pessoas de reconhecida experiência em trânsito.
XV - promover, em conjunto com os órgãos competentes do Ministé-
§ 3º O mandato dos membros do CETRAN e do CONTRANDIFE é rio da Educação e do Desporto, de acordo com as diretrizes do CON-
de dois anos, admitida a recondução. TRAN, a elaboração e a implementação de programas de educação de
Art. 16. Junto a cada órgão ou entidade executivos de trânsito ou ro- trânsito nos estabelecimentos de ensino;
doviário funcionarão Juntas Administrativas de Recursos de Infrações - XVI - elaborar e distribuir conteúdos programáticos para a educação
JARI, órgãos colegiados responsáveis pelo julgamento dos recursos de trânsito;
interpostos contra penalidades por eles impostas.
XVII - promover a divulgação de trabalhos técnicos sobre o trânsito;
Parágrafo único. As JARI têm regimento próprio, observado o dis-
posto no inciso VI do art. 12, e apoio administrativo e financeiro do órgão XVIII - elaborar, juntamente com os demais órgãos e entidades do
ou entidade junto ao qual funcionem. Sistema Nacional de Trânsito, e submeter à aprovação do CONTRAN, a
complementação ou alteração da sinalização e dos dispositivos e equi-
Art. 17. Compete às JARI: pamentos de trânsito;
I - julgar os recursos interpostos pelos infratores; XIX - organizar, elaborar, complementar e alterar os manuais e nor-
II - solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executi- mas de projetos de implementação da sinalização, dos dispositivos e
vos rodoviários informações complementares relativas aos recursos, equipamentos de trânsito aprovados pelo CONTRAN;
objetivando uma melhor análise da situação recorrida; XX - expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o cer-
III - encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e e- tificado de passagem nas alfândegas, mediante delegação aos órgãos
xecutivos rodoviários informações sobre problemas observados nas executivos dos Estados e do Distrito Federal;
autuações e apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente. XXI - promover a realização periódica de reuniões regionais e con-
Art. 18. (VETADO) gressos nacionais de trânsito, bem como propor a representação do
Brasil em congressos ou reuniões internacionais;
Art. 19. Compete ao órgão máximo executivo de trânsito da União:
XXII - propor acordos de cooperação com organismos internacionais,
I - cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito e a execução das com vistas ao aperfeiçoamento das ações inerentes à segurança e
normas e diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN, no âmbito de suas educação de trânsito;
atribuições;
XXIII - elaborar projetos e programas de formação, treinamento e
II - proceder à supervisão, à coordenação, à correição dos órgãos especialização do pessoal encarregado da execução das atividades de
delegados, ao controle e à fiscalização da execução da Política Nacional engenharia, educação, policiamento ostensivo, fiscalização, operação e
de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito; administração de trânsito, propondo medidas que estimulem a pesquisa
III - articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, científica e o ensino técnico-profissional de interesse do trânsito, e pro-
de Transporte e de Segurança Pública, objetivando o combate à violên- movendo a sua realização;
cia no trânsito, promovendo, coordenando e executando o controle de XXIV - opinar sobre assuntos relacionados ao trânsito interestadual e
ações para a preservação do ordenamento e da segurança do trânsito; internacional;
IV - apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de improbidade con- XXV - elaborar e submeter à aprovação do CONTRAN as normas e
tra a fé pública, o patrimônio, ou a administração pública ou privada, requisitos de segurança veicular para fabricação e montagem de veícu-
referentes à segurança do trânsito; los, consoante sua destinação;
V - supervisionar a implantação de projetos e programas relaciona- XXVI - estabelecer procedimentos para a concessão do código mar-
dos com a engenharia, educação, administração, policiamento e fiscali- ca-modelo dos veículos para efeito de registro, emplacamento e licenci-
zação do trânsito e outros, visando à uniformidade de procedimento; amento;
VI - estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação XXVII - instruir os recursos interpostos das decisões do CONTRAN,
de condutores de veículos, a expedição de documentos de condutores, ao ministro ou dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de
de registro e licenciamento de veículos; Trânsito;
VII - expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habili- XXVIII - estudar os casos omissos na legislação de trânsito e subme-
tação, os Certificados de Registro e o de Licenciamento Anual mediante tê-los, com proposta de solução, ao Ministério ou órgão coordenador
delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal; máximo do Sistema Nacional de Trânsito;
VIII - organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habili- XXIX - prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro ao
tação - RENACH; CONTRAN.
IX - organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores § 1º Comprovada, por meio de sindicância, a deficiência técnica ou
- RENAVAM; administrativa ou a prática constante de atos de improbidade contra a fé
X - organizar a estatística geral de trânsito no território nacional, de- pública, contra o patrimônio ou contra a administração pública, o órgão
finindo os dados a serem fornecidos pelos demais órgãos e promover executivo de trânsito da União, mediante aprovação do CONTRAN,
sua divulgação; assumirá diretamente ou por delegação, a execução total ou parcial das
Conhecimentos Específicos 3 A Opção Certa Para a Sua Realização
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atividades do órgão executivo de trânsito estadual que tenha motivado a VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalida-
investigação, até que as irregularidades sejam sanadas. des de advertência, por escrito, e ainda as multas e medidas administra-
tivas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que
§ 2º O regimento interno do órgão executivo de trânsito da União aplicar;
disporá sobre sua estrutura organizacional e seu funcionamento.
VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veícu-
§ 3º Os órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodo- los e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou
viários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios perigosas;
fornecerão, obrigatoriamente, mês a mês, os dados estatísticos para os
fins previstos no inciso X. VIII - fiscalizar, autuar, aplicar as penalidades e medidas administra-
tivas cabíveis, relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e
Art. 20. Compete à Polícia Rodoviária Federal, no âmbito das rodo- lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que
vias e estradas federais: aplicar;
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando
âmbito de suas atribuições; as penalidades e arrecadando as multas nele previstas;
II - realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações rela- X - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do
cionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, Programa Nacional de Trânsito;
incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;
XI - promover e participar de projetos e programas de educação e
III - aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;
as medidas administrativas decorrentes e os valores provenientes de
estada e remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de XII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de
cargas superdimensionadas ou perigosas; Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na
área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
IV - efetuar levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuá-
serviços de atendimento, socorro e salvamento de vítimas; rios de condutores de uma para outra unidade da Federação;
V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de XIII - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos
segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabe-
transporte de carga indivisível; lecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas dos órgãos
VI - assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo soli- ambientais locais, quando solicitado;
citar ao órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais, e zelar pelo XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para
cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança, pro- transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a
movendo a interdição de construções e instalações não autorizadas; circulação desses veículos.
VII - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de Parágrafo único. (VETADO)
trânsito e suas causas, adotando ou indicando medidas operacionais
preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal; Art. 22. Compete aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos
Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:
VIII - implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e
Educação de Trânsito; I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no
âmbito das respectivas atribuições;
IX - promover e participar de projetos e programas de educação e
segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN; II - realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiço-
amento, reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar Licen-
X - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de ça de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de
Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na Habilitação, mediante delegação do órgão federal competente;
área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
III - vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular,
simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuá-
registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar veículos, expedindo o
rios de condutores de uma para outra unidade da Federação;
Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do
XI - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pe- órgão federal competente;
los veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabeleci- IV - estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes
do no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações específicas para o policiamento ostensivo de trânsito;
dos órgãos ambientais.
V - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas
Art. 21. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, excetua-
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de das aquelas relacionadas nos incisos VI e VIII do art. 24, no exercício
sua circunscrição: regular do Poder de Polícia de Trânsito;
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no VI - aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, com
âmbito de suas atribuições; exceção daquelas relacionadas nos incisos VII e VIII do art. 24, notifican-
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, do os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação VII - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veícu-
e da segurança de ciclistas; los e objetos;
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositi- VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspen-
vos e os equipamentos de controle viário; são e a cassação do direito de dirigir e o recolhimento da Carteira Nacio-
nal de Habilitação;
IV - coletar dados e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito
e suas causas; IX - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de
trânsito e suas causas;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento osten-
sivo de trânsito, as respectivas diretrizes para o policiamento ostensivo X - credenciar órgãos ou entidades para a execução de atividades
de trânsito; previstas na legislação de trânsito, na forma estabelecida em norma do
CONTRAN;
Conhecimentos Específicos 4 A Opção Certa Para a Sua Realização
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XI - implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando
Programa Nacional de Trânsito; as penalidades e arrecadando as multas nele previstas;
XII - promover e participar de projetos e programas de educação e X - implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo
segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo pago nas vias;
CONTRAN;
XI - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou peri-
Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na gosas;
área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuá- XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de
rios de condutores de uma para outra unidade da Federação; segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e
transporte de carga indivisível;
XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e exe-
cutivos rodoviários municipais, os dados cadastrais dos veículos regis- XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de
trados e dos condutores habilitados, para fins de imposição e notificação Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na
de penalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas compe- área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à
tências; simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuá-
rios dos condutores de uma para outra unidade da Federação;
XV - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos
pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabe- XIV - implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do
lecido no art. 66, além de dar apoio, quando solicitado, às ações especí- Programa Nacional de Trânsito;
ficas dos órgãos ambientais locais; XV - promover e participar de projetos e programas de educação e
XVI - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo
Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN. CONTRAN;
Art. 23. Compete às Polícias Militares dos Estados e do Distrito Fe- XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de ve-
deral: ículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão
global de poluentes;
I - (VETADO)
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veí-
II - (VETADO) culos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando,
autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de
III - executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio infrações;
firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou
executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão
credenciados; humana e de tração animal;
IV - (VETADO) XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de
Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN;
V - (VETADO)
XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos
VI - (VETADO) pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabe-
VII - (VETADO) lecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambi-
ental local, quando solicitado;
Parágrafo único. (VETADO)
XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para
Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a
Municípios, no âmbito de sua circunscrição: circulação desses veículos.
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no § 1º As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão
âmbito de suas atribuições; exercidas no Distrito Federal por seu órgão ou entidade executivos de
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, trânsito.
de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação § 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os
e da segurança de ciclistas; Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Trânsito, confor-
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositi- me previsto no art. 333 deste Código.
vos e os equipamentos de controle viário; Art. 25. Os órgãos e entidades executivos do Sistema Nacional de
IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os acidentes Trânsito poderão celebrar convênio delegando as atividades previstas
de trânsito e suas causas; neste Código, com vistas à maior eficiência e à segurança para os usuá-
rios da via.
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de
trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito; Parágrafo único. Os órgãos e entidades de trânsito poderão prestar
serviços de capacitação técnica, assessoria e monitoramento das ativi-
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas dades relativas ao trânsito durante prazo a ser estabelecido entre as
administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e partes, com ressarcimento dos custos apropriados.
parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de Polícia
de Trânsito;
CAPÍTULO III
VII - aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Códi-
Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:
go, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo pa-
VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas adminis-
ra o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar
trativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e
danos a propriedades públicas ou privadas;
lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que
aplicar;
Conhecimentos Específicos 5 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, de- X - todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem, certi-
positando ou abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela crian- ficar-se de que:
do qualquer outro obstáculo.
a) nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra
Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o para ultrapassá-lo;
condutor deverá verificar a existência e as boas condições de funciona-
mento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como assegurar-se da b) quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o
existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino. propósito de ultrapassar um terceiro;
Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veí- c) a faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão sufici-
culo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do ente para que sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito
trânsito. que venha em sentido contrário;
Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circula- XI - todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
ção obedecerá às seguintes normas: a) indicar com antecedência a manobra pretendida, acionando a luz
I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as ex- indicadora de direção do veículo ou por meio de gesto convencional de
ceções devidamente sinalizadas; braço;
II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal for-
entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da ma que deixe livre uma distância lateral de segurança;
pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do c) retomar, após a efetivação da manobra, a faixa de trânsito de ori-
local, da circulação, do veículo e as condições climáticas; gem, acionando a luz indicadora de direção do veículo ou fazendo gesto
III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se apro- convencional de braço, adotando os cuidados necessários para não pôr
ximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem: em perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que ultrapassou;
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele XII - os veículos que se deslocam sobre trilhos terão preferência de
que estiver circulando por ela; passagem sobre os demais, respeitadas as normas de circulação.
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; § 1º As normas de ultrapassagem previstas nas alíneas a e b do in-
ciso X e a e b do inciso XI aplicam-se à transposição de faixas, que pode
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor; ser realizada tanto pela faixa da esquerda como pela da direita.
IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circu- § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas
lação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão
dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos
especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;
Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o
V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamen- propósito de ultrapassá-lo, deverá:
tos, só poderá ocorrer para que se adentre ou se saia dos imóveis ou
áreas especiais de estacionamento; I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a
faixa da direita, sem acelerar a marcha;
VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passa-
gem, respeitadas as demais normas de circulação; II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na
qual está circulando, sem acelerar a marcha.
VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os
de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão
além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os
e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados ultrapassem possam se intercalar na fila com segurança.
por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha Art. 31. O condutor que tenha o propósito de ultrapassar um veículo
intermitente, observadas as seguintes disposições: de transporte coletivo que esteja parado, efetuando embarque ou de-
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximi- sembarque de passageiros, deverá reduzir a velocidade, dirigindo com
dade dos veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem atenção redobrada ou parar o veículo com vistas à segurança dos pedes-
pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessá- tres.
rio; Art. 32. O condutor não poderá ultrapassar veículos em vias com
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no pas- duplo sentido de direção e pista única, nos trechos em curvas e em
seio, só atravessando a via quando o veículo já tiver passado pelo local; aclives sem visibilidade suficiente, nas passagens de nível, nas pontes e
viadutos e nas travessias de pedestres, exceto quando houver sinaliza-
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha ção permitindo a ultrapassagem.
intermitente só poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de
urgência; Art. 33. Nas interseções e suas proximidades, o condutor não poderá
efetuar ultrapassagem.
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar
com velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, Art. 34. O condutor que queira executar uma manobra deverá certifi-
obedecidas as demais normas deste Código; car-se de que pode executá-la sem perigo para os demais usuários da
via que o seguem, precedem ou vão cruzar com ele, considerando sua
VIII - os veículos prestadores de serviços de utilidade pública, quan- posição, sua direção e sua velocidade.
do em atendimento na via, gozam de livre parada e estacionamento no
local da prestação de serviço, desde que devidamente sinalizados, Art. 35. Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslo-
devendo estar identificados na forma estabelecida pelo CONTRAN; camento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e
com a devida antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu
IX - a ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.
pela esquerda, obedecida a sinalização regulamentar e as demais nor-
mas estabelecidas neste Código, exceto quando o veículo a ser ultrapas- Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição
sado estiver sinalizando o propósito de entrar à esquerda; de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.
Conhecimentos Específicos 6 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 36. O condutor que for ingressar numa via, procedente de um lo- Art. 43. Ao regular a velocidade, o condutor deverá observar cons-
te lindeiro a essa via, deverá dar preferência aos veículos e pedestres tantemente as condições físicas da via, do veículo e da carga, as condi-
que por ela estejam transitando. ções meteorológicas e a intensidade do trânsito, obedecendo aos limites
máximos de velocidade estabelecidos para a via, além de:
Art. 37. Nas vias providas de acostamento, a conversão à esquerda
e a operação de retorno deverão ser feitas nos locais apropriados e, I - não obstruir a marcha normal dos demais veículos em circulação
onde estes não existirem, o condutor deverá aguardar no acostamento, à sem causa justificada, transitando a uma velocidade anormalmente
direita, para cruzar a pista com segurança. reduzida;
Art. 38. Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em II - sempre que quiser diminuir a velocidade de seu veículo deverá
lotes lindeiros, o condutor deverá: antes certificar-se de que pode fazê-lo sem risco nem inconvenientes
para os outros condutores, a não ser que haja perigo iminente;
I - ao sair da via pelo lado direito, aproximar-se o máximo possível
do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço III - indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a sina-
possível; lização devida, a manobra de redução de velocidade.
II - ao sair da via pelo lado esquerdo, aproximar-se o máximo possí- Art. 44. Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento, o condutor
vel de seu eixo ou da linha divisória da pista, quando houver, caso se do veículo deve demonstrar prudência especial, transitando em velocida-
trate de uma pista com circulação nos dois sentidos, ou do bordo es- de moderada, de forma que possa deter seu veículo com segurança para
querdo, tratando-se de uma pista de um só sentido. dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferên-
cia.
Parágrafo único. Durante a manobra de mudança de direção, o con-
dutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que Art. 45. Mesmo que a indicação luminosa do semáforo lhe seja favo-
transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeita- rável, nenhum condutor pode entrar em uma interseção se houver possi-
das as normas de preferência de passagem. bilidade de ser obrigado a imobilizar o veículo na área do cruzamento,
obstruindo ou impedindo a passagem do trânsito transversal.
Art. 39. Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos
locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela Art. 46. Sempre que for necessária a imobilização temporária de um
existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofere- veículo no leito viário, em situação de emergência, deverá ser providen-
çam condições de segurança e fluidez, observadas as características da ciada a imediata sinalização de advertência, na forma estabelecida pelo
via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de CONTRAN.
pedestres e ciclistas.
Art. 47. Quando proibido o estacionamento na via, a parada deverá
Art. 40. O uso de luzes em veículo obedecerá às seguintes determi- restringir-se ao tempo indispensável para embarque ou desembarque de
nações: passageiros, desde que não interrompa ou perturbe o fluxo de veículos
ou a locomoção de pedestres.
I - o condutor manterá acesos os faróis do veículo, utilizando luz bai-
xa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de iluminação Parágrafo único. A operação de carga ou descarga será regulamen-
pública; tada pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e é conside-
rada estacionamento.
II - nas vias não iluminadas o condutor deve usar luz alta, exceto ao
cruzar com outro veículo ou ao segui-lo; Art. 48. Nas paradas, operações de carga ou descarga e nos esta-
cionamentos, o veículo deverá ser posicionado no sentido do fluxo,
III - a troca de luz baixa e alta, de forma intermitente e por curto perí- paralelo ao bordo da pista de rolamento e junto à guia da calçada (meio-
odo de tempo, com o objetivo de advertir outros motoristas, só poderá fio), admitidas as exceções devidamente sinalizadas.
ser utilizada para indicar a intenção de ultrapassar o veículo que segue à
frente ou para indicar a existência de risco à segurança para os veículos § 1º Nas vias providas de acostamento, os veículos parados, esta-
que circulam no sentido contrário; cionados ou em operação de carga ou descarga deverão estar situados
fora da pista de rolamento.
IV - o condutor manterá acesas pelo menos as luzes de posição do
veículo quando sob chuva forte, neblina ou cerração; § 2º O estacionamento dos veículos motorizados de duas rodas será
feito em posição perpendicular à guia da calçada (meio-fio) e junto a ela,
V - O condutor utilizará o pisca-alerta nas seguintes situações: salvo quando houver sinalização que determine outra condição.
a) em imobilizações ou situações de emergência; § 3º O estacionamento dos veículos sem abandono do condutor po-
b) quando a regulamentação da via assim o determinar; derá ser feito somente nos locais previstos neste Código ou naqueles
regulamentados por sinalização específica.
VI - durante a noite, em circulação, o condutor manterá acesa a luz
de placa; Art. 49. O condutor e os passageiros não deverão abrir a porta do
veículo, deixá-la aberta ou descer do veículo sem antes se certificarem
VII - o condutor manterá acesas, à noite, as luzes de posição quando de que isso não constitui perigo para eles e para outros usuários da via.
o veículo estiver parado para fins de embarque ou desembarque de
passageiros e carga ou descarga de mercadorias. Parágrafo único. O embarque e o desembarque devem ocorrer sem-
pre do lado da calçada, exceto para o condutor.
Parágrafo único. Os veículos de transporte coletivo regular de pas-
sageiros, quando circularem em faixas próprias a eles destinadas, e os Art. 50. O uso de faixas laterais de domínio e das áreas adjacentes
ciclos motorizados deverão utilizar-se de farol de luz baixa durante o dia às estradas e rodovias obedecerá às condições de segurança do trânsito
e a noite. estabelecidas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.
Art. 41. O condutor de veículo só poderá fazer uso de buzina, desde Art. 51. Nas vias internas pertencentes a condomínios constituídos
que em toque breve, nas seguintes situações: por unidades autônomas, a sinalização de regulamentação da via será
implantada e mantida às expensas do condomínio, após aprovação dos
I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes; projetos pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.
II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um Art. 52. Os veículos de tração animal serão conduzidos pela direita
condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo. da pista, junto à guia da calçada (meio-fio) ou acostamento, sempre que
Art. 42. Nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo, não houver faixa especial a eles destinada, devendo seus condutores
salvo por razões de segurança. obedecer, no que couber, às normas de circulação previstas neste Códi-
Conhecimentos Específicos 7 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
go e às que vierem a ser fixadas pelo órgão ou entidade com circunscri- § 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade má-
ção sobre a via. xima será de:
Art. 53. Os animais isolados ou em grupos só podem circular nas vi- I - nas vias urbanas:
as quando conduzidos por um guia, observado o seguinte:
a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido:
I - para facilitar os deslocamentos, os rebanhos deverão ser divididos
em grupos de tamanho moderado e separados uns dos outros por espa- b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;
ços suficientes para não obstruir o trânsito; c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;
II - os animais que circularem pela pista de rolamento deverão ser d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais;
mantidos junto ao bordo da pista.
II - nas vias rurais:
Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só
poderão circular nas vias: a) nas rodovias:
I - utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos proteto- 1) 110 (cento e dez) quilômetros por hora para automóveis, camione-
res; tas e motocicletas; (Redação dada pela Lei nº 10.830, de 2003)
II - segurando o guidom com as duas mãos; 2) noventa quilômetros por hora, para ônibus e microônibus;
III - usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações 3) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos;
do CONTRAN. b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora.
Art. 55. Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores § 2º O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição
só poderão ser transportados: sobre a via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidades
I - utilizando capacete de segurança; superiores ou inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.
II - em carro lateral acoplado aos veículos ou em assento suplemen- Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da ve-
tar atrás do condutor; locidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de
trânsito e da via.
III - usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações
do CONTRAN. Art. 63. (VETADO)
Art. 56. (VETADO) Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos devem ser trans-
portadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo
Art. 57. Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista CONTRAN.
de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no
bordo direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e
própria a eles destinada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações
rápido e sobre as calçadas das vias urbanas. regulamentadas pelo CONTRAN.
Parágrafo único. Quando uma via comportar duas ou mais faixas de Art. 66. (VETADO)
trânsito e a da direita for destinada ao uso exclusivo de outro tipo de veícu- Art. 67. As provas ou competições desportivas, inclusive seus ensai-
lo, os ciclomotores deverão circular pela faixa adjacente à da direita. os, em via aberta à circulação, só poderão ser realizadas mediante
Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de prévia permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via
bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou e dependerão de:
acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos I - autorização expressa da respectiva confederação desportiva ou
da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado de entidades estaduais a ela filiadas;
para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
II - caução ou fiança para cobrir possíveis danos materiais à via;
Parágrafo único. A autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via
poderá autorizar a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos III - contrato de seguro contra riscos e acidentes em favor de tercei-
veículos automotores, desde que dotado o trecho com ciclofaixa. ros;
Art. 59. Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo órgão IV - prévio recolhimento do valor correspondente aos custos opera-
ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de cionais em que o órgão ou entidade permissionária incorrerá.
bicicletas nos passeios.
Parágrafo único. A autoridade com circunscrição sobre a via arbitrará
Art. 60. As vias abertas à circulação, de acordo com sua utilização, os valores mínimos da caução ou fiança e do contrato de seguro.
classificam-se em:
I - vias urbanas: CAPÍTULO III-A
(Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
a) via de trânsito rápido; CAPÍTULO III-A
DA CONDUÇÃO DE VEÍCULOS POR MOTORISTAS PROFISSIONAIS
b) via arterial;
Art. 67-A. É vedado ao motorista profissional, no exercício de sua
c) via coletora;
profissão e na condução de veículo mencionado no inciso II do art. 105
d) via local; deste Código, dirigir por mais de 4 (quatro) horas ininterruptas. (Incluído
Lei nº 12.619, de 2012)
II - vias rurais:
§ 1o Será observado intervalo mínimo de 30 (trinta) minutos para
a) rodovias; descanso a cada 4 (quatro) horas ininterruptas na condução de veículo
b) estradas. referido no caput, sendo facultado o fracionamento do tempo de direção
e do intervalo de descanso, desde que não completadas 4 (quatro) horas
Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por contínuas no exercício da condução. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as
condições de trânsito. § 2o Em situações excepcionais de inobservância justificada do
tempo de direção estabelecido no caput e desde que não comprometa a
Conhecimentos Específicos 8 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
segurança rodoviária, o tempo de direção poderá ser prorrogado por até § 6º Onde houver obstrução da calçada ou da passagem para pe-
1 (uma) hora, de modo a permitir que o condutor, o veículo e sua carga destres, o órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deverá asse-
cheguem a lugar que ofereça a segurança e o atendimento demandados. gurar a devida sinalização e proteção para circulação de pedestres.
(Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
Art. 69. Para cruzar a pista de rolamento o pedestre tomará precau-
§ 3o O condutor é obrigado a, dentro do período de 24 (vinte e qua- ções de segurança, levando em conta, principalmente, a visibilidade, a
tro) horas, observar um intervalo de, no mínimo, 11 (onze) horas de distância e a velocidade dos veículos, utilizando sempre as faixas ou
descanso, podendo ser fracionado em 9 (nove) horas mais 2 (duas), no passagens a ele destinadas sempre que estas existirem numa distância
mesmo dia. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) de até cinquenta metros dele, observadas as seguintes disposições:
§ 4o Entende-se como tempo de direção ou de condução de veícu- I - onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via deverá
lo apenas o período em que o condutor estiver efetivamente ao volante ser feito em sentido perpendicular ao de seu eixo;
de um veículo em curso entre a origem e o seu destino, respeitado o
disposto no § 1o, sendo-lhe facultado descansar no interior do próprio II - para atravessar uma passagem sinalizada para pedestres ou de-
veículo, desde que este seja dotado de locais apropriados para a nature- limitada por marcas sobre a pista:
za e a duração do descanso exigido. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) a) onde houver foco de pedestres, obedecer às indicações das lu-
§ 5o O condutor somente iniciará viagem com duração maior que 1 zes;
(um) dia, isto é, 24 (vinte e quatro) horas após o cumprimento integral do b) onde não houver foco de pedestres, aguardar que o semáforo ou
intervalo de descanso previsto no § 3o. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos;
§ 6o Entende-se como início de viagem, para os fins do disposto no III - nas interseções e em suas proximidades, onde não existam fai-
§ 5o, a partida do condutor logo após o carregamento do veículo, consi- xas de travessia, os pedestres devem atravessar a via na continuação da
derando-se como continuação da viagem as partidas nos dias subse- calçada, observadas as seguintes normas:
quentes até o destino. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
a) não deverão adentrar na pista sem antes se certificar de que po-
§ 7o Nenhum transportador de cargas ou de passageiros, embar- dem fazê-lo sem obstruir o trânsito de veículos;
cador, consignatário de cargas, operador de terminais de carga, operador
de transporte multimodal de cargas ou agente de cargas permitirá ou b) uma vez iniciada a travessia de uma pista, os pedestres não deve-
ordenará a qualquer motorista a seu serviço, ainda que subcontratado, rão aumentar o seu percurso, demorar-se ou parar sobre ela sem neces-
que conduza veículo referido no caput sem a observância do disposto no sidade.
§ 5o. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) Art. 70. Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as fai-
§ 8o (VETADO). (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) xas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos
locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as
Art 67-B. VETADO). (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) disposições deste Código.
Art. 67-C. O motorista profissional na condição de condutor é res- Parágrafo único. Nos locais em que houver sinalização semafórica
ponsável por controlar o tempo de condução estipulado no art. 67-A, com de controle de passagem será dada preferência aos pedestres que não
vistas na sua estrita observância. (Incluído Lei nº 12.619, de 2012) tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo
Parágrafo único. O condutor do veículo responderá pela não obser- liberando a passagem dos veículos.
vância dos períodos de descanso estabelecidos no art. 67-A, ficando Art. 71. O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via manterá,
sujeito às penalidades daí decorrentes, previstas neste Código. (Incluído obrigatoriamente, as faixas e passagens de pedestres em boas condi-
Lei nº 12.619, de 2012) ções de visibilidade, higiene, segurança e sinalização.
Art. 67-D. (VETADO). (Incluído Lei nº 12.619, de 2012)
CAPÍTULO V
CAPÍTULO IV DO CIDADÃO
DOS PEDESTRES E CONDUTORES DE VEÍCULOS NÃO MOTORIZADOS Art. 72. Todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar, por
Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou pas- escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinali-
sagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais zação, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem
para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos perti-
de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao nentes a este Código.
fluxo de pedestres. Art. 73. Os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional
§ 1º O ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por
pedestre em direitos e deveres. escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de
atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se
§ 2º Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.
não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de
rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da Parágrafo único. As campanhas de trânsito devem esclarecer quais
pista, em fila única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas as atribuições dos órgãos e entidades pertencentes ao Sistema Nacional
situações em que a segurança ficar comprometida. de Trânsito e como proceder a tais solicitações.
§ 3º Nas vias rurais, quando não houver acostamento ou quando não CAPÍTULO VI
for possível a utilização dele, a circulação de pedestres, na pista de DA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
rolamento, será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da
pista, em fila única, em sentido contrário ao deslocamento de veículos, Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui de-
exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a ver prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
segurança ficar comprometida.
§ 1º É obrigatória a existência de coordenação educacional em cada
§ 4º (VETADO) órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito.
§ 5º Nos trechos urbanos de vias rurais e nas obras de arte a serem § 2º Os órgãos ou entidades executivos de trânsito deverão promo-
construídas, deverá ser previsto passeio destinado à circulação dos ver, dentro de sua estrutura organizacional ou mediante convênio, o
pedestres, que não deverão, nessas condições, usar o acostamento. funcionamento de Escolas Públicas de Trânsito, nos moldes e padrões
estabelecidos pelo CONTRAN.
Conhecimentos Específicos 9 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 75. O CONTRAN estabelecerá, anualmente, os temas e os cro- II – televisão; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
nogramas das campanhas de âmbito nacional que deverão ser promovi-
das por todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, III – jornal; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
em especial nos períodos referentes às férias escolares, feriados prolon- IV – revista; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
gados e à Semana Nacional de Trânsito.
V – outdoor. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
§ 1º Os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito deve-
rão promover outras campanhas no âmbito de sua circunscrição e de § 3o Para efeito do disposto no § 2o, equiparam-se ao fabricante o
acordo com as peculiaridades locais. montador, o encarroçador, o importador e o revendedor autorizado dos
veículos e demais produtos discriminados no § 1o deste artigo. (Incluído
§ 2º As campanhas de que trata este artigo são de caráter perma- pela Lei nº 12.006, de 2009).
nente, e os serviços de rádio e difusão sonora de sons e imagens explo-
rados pelo poder público são obrigados a difundi-las gratuitamente, com Art. 77-C. Quando se tratar de publicidade veiculada em outdoor
a frequência recomendada pelos órgãos competentes do Sistema Nacio- instalado à margem de rodovia, dentro ou fora da respectiva faixa de
nal de Trânsito. domínio, a obrigação prevista no art. 77-B estende-se à propaganda de
qualquer tipo de produto e anunciante, inclusive àquela de caráter institu-
Art. 76. A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e cional ou eleitoral. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações
coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsi- Art. 77-D. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) especificará o
to e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos conteúdo e o padrão de apresentação das mensagens, bem como os
Municípios, nas respectivas áreas de atuação. procedimentos envolvidos na respectiva veiculação, em conformidade
com as diretrizes fixadas para as campanhas educativas de trânsito a
Parágrafo único. Para a finalidade prevista neste artigo, o Ministério que se refere o art. 75. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
da Educação e do Desporto, mediante proposta do CONTRAN e do
Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, diretamente ou Art. 77-E. A veiculação de publicidade feita em desacordo com as
mediante convênio, promoverá: condições fixadas nos arts. 77-A a 77-D constitui infração punível com as
seguintes sanções: (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
I - a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdis-
ciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito; I – advertência por escrito; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
II - a adoção de conteúdos relativos à educação para o trânsito nas II – suspensão, nos veículos de divulgação da publicidade, de qual-
escolas de formação para o magistério e o treinamento de professores e quer outra propaganda do produto, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias;
multiplicadores; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
III - a criação de corpos técnicos interprofissionais para levantamento III – multa de 1.000 (um mil) a 5.000 (cinco mil) vezes o valor da U-
e análise de dados estatísticos relativos ao trânsito; nidade Fiscal de Referência (Ufir), ou unidade que a substituir, cobrada
do dobro até o quíntuplo, em caso de reincidência. (Incluído pela Lei nº
IV - a elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito jun- 12.006, de 2009).
to aos núcleos interdisciplinares universitários de trânsito, com vistas à
integração universidades-sociedade na área de trânsito. § 1o As sanções serão aplicadas isolada ou cumulativamente, con-
forme dispuser o regulamento. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
Art. 77. No âmbito da educação para o trânsito caberá ao Ministério
da Saúde, mediante proposta do CONTRAN, estabelecer campanha § 2o Sem prejuízo do disposto no caput deste artigo, qualquer infra-
nacional esclarecendo condutas a serem seguidas nos primeiros socor- ção acarretará a imediata suspensão da veiculação da peça publicitária
ros em caso de acidente de trânsito. até que sejam cumpridas as exigências fixadas nos arts. 77-A a 77-D.
(Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
Parágrafo único. As campanhas terão caráter permanente por inter-
médio do Sistema Único de Saúde - SUS, sendo intensificadas nos Art. 78. Os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desporto, do
períodos e na forma estabelecidos no art. 76. Trabalho, dos Transportes e da Justiça, por intermédio do CONTRAN,
desenvolverão e implementarão programas destinados à prevenção de
Art. 77-A. São assegurados aos órgãos ou entidades componentes acidentes.
do Sistema Nacional de Trânsito os mecanismos instituídos nos arts. 77-
B a 77-E para a veiculação de mensagens educativas de trânsito em Parágrafo único. O percentual de dez por cento do total dos valores
todo o território nacional, em caráter suplementar às campanhas previs- arrecadados destinados à Previdência Social, do Prêmio do Seguro
tas nos arts. 75 e 77. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009). Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de
Via Terrestre - DPVAT, de que trata a Lei nº 6.194, de 19 de dezembro
Art. 77-B. Toda peça publicitária destinada à divulgação ou promo- de 1974, serão repassados mensalmente ao Coordenador do Sistema
ção, nos meios de comunicação social, de produto oriundo da indústria Nacional de Trânsito para aplicação exclusiva em programas de que trata
automobilística ou afim, incluirá, obrigatoriamente, mensagem educativa este artigo.
de trânsito a ser conjuntamente veiculada. (Incluído pela Lei nº 12.006,
de 2009). Art. 79. Os órgãos e entidades executivos de trânsito poderão firmar
convênio com os órgãos de educação da União, dos Estados, do Distrito
§ 1o Para os efeitos dos arts. 77-A a 77-E, consideram-se produtos Federal e dos Municípios, objetivando o cumprimento das obrigações
oriundos da indústria automobilística ou afins: (Incluído pela Lei nº estabelecidas neste capítulo.
12.006, de 2009).
I – os veículos rodoviários automotores de qualquer espécie, incluí- CAPÍTULO VII
dos os de passageiros e os de carga; (Incluído pela Lei nº 12.006, de DA SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO
2009).
Art. 80. Sempre que necessário, será colocada ao longo da via, sina-
II – os componentes, as peças e os acessórios utilizados nos veícu- lização prevista neste Código e em legislação complementar, destinada a
los mencionados no inciso I. (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009). condutores e pedestres, vedada a utilização de qualquer outra.
§ 2o O disposto no caput deste artigo aplica-se à propaganda de na- § 1º A sinalização será colocada em posição e condições que a tor-
tureza comercial, veiculada por iniciativa do fabricante do produto, em nem perfeitamente visível e legível durante o dia e a noite, em distância
qualquer das seguintes modalidades: (Incluído pela Lei nº 12.006, de compatível com a segurança do trânsito, conforme normas e especifica-
2009). ções do CONTRAN.
I – rádio; (Incluído pela Lei nº 12.006, de 2009).
Conhecimentos Específicos 10 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
§ 2º O CONTRAN poderá autorizar, em caráter experimental e por a serem praticados por todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional
período prefixado, a utilização de sinalização não prevista neste Código. de Trânsito.
Art. 81. Nas vias públicas e nos imóveis é proibido colocar luzes, pu- Art. 92. (VETADO)
blicidade, inscrições, vegetação e mobiliário que possam gerar confusão,
interferir na visibilidade da sinalização e comprometer a segurança do Art. 93. Nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em
trânsito. pólo atrativo de trânsito poderá ser aprovado sem prévia anuência do
órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do projeto
Art. 82. É proibido afixar sobre a sinalização de trânsito e respectivos conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso ade-
suportes, ou junto a ambos, qualquer tipo de publicidade, inscrições, quadas.
legendas e símbolos que não se relacionem com a mensagem da sinali-
zação. Art. 94. Qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veí-
culos e pedestres, tanto na via quanto na calçada, caso não possa ser
Art. 83. A afixação de publicidade ou de quaisquer legendas ou sím- retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado.
bolos ao longo das vias condiciona-se à prévia aprovação do órgão ou
entidade com circunscrição sobre a via. Parágrafo único. É proibida a utilização das ondulações transversais
e de sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos
Art. 84. O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos padrões e
via poderá retirar ou determinar a imediata retirada de qualquer elemento critérios estabelecidos pelo CONTRAN.
que prejudique a visibilidade da sinalização viária e a segurança do
trânsito, com ônus para quem o tenha colocado. Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interrom-
per a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua
Art. 85. Os locais destinados pelo órgão ou entidade de trânsito com segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de
circunscrição sobre a via à travessia de pedestres deverão ser sinaliza- trânsito com circunscrição sobre a via.
dos com faixas pintadas ou demarcadas no leito da via.
§ 1º A obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou
Art. 86. Os locais destinados a postos de gasolina, oficinas, estacio- manutenção da obra ou do evento.
namentos ou garagens de uso coletivo deverão ter suas entradas e
saídas devidamente identificadas, na forma regulamentada pelo CON- § 2º Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com
TRAN. circunscrição sobre a via avisará a comunidade, por intermédio dos
meios de comunicação social, com quarenta e oito horas de antecedên-
Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em: cia, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos
a serem utilizados.
I - verticais;
§ 3º A inobservância do disposto neste artigo será punida com multa
II - horizontais; que varia entre cinquenta e trezentas UFIR, independentemente das
III - dispositivos de sinalização auxiliar; cominações cíveis e penais cabíveis.
IV - luminosos; § 4º Ao servidor público responsável pela inobservância de qualquer
das normas previstas neste e nos arts. 93 e 94, a autoridade de trânsito
V - sonoros; aplicará multa diária na base de cinquenta por cento do dia de vencimen-
VI - gestos do agente de trânsito e do condutor. to ou remuneração devida enquanto permanecer a irregularidade.
Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua
CAPÍTULO IX
construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de
DOS VEÍCULOS
manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e
horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segu-
rança na circulação. Seção I
Disposições Gerais
Parágrafo único. Nas vias ou trechos de vias em obras deverá ser a-
fixada sinalização específica e adequada. Art. 96. Os veículos classificam-se em:
Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência: I - quanto à tração:
I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e a) automotor;
outros sinais; b) elétrico;
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais; c) de propulsão humana;
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito. d) de tração animal;
Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por e) reboque ou semi-reboque;
inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta.
II - quanto à espécie:
§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é
responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua a) de passageiros:
falta, insuficiência ou incorreta colocação.
1 - bicicleta;
§ 2º O CONTRAN editará normas complementares no que se refere
2 - ciclomotor;
à interpretação, colocação e uso da sinalização.
3 - motoneta;
CAPÍTULO VIII 4 - motocicleta;
DA ENGENHARIA DE TRÁFEGO, DA OPERAÇÃO, DA FISCALIZAÇÃO
E DO POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO 5 - triciclo;
Art. 91. O CONTRAN estabelecerá as normas e regulamentos a se- 6 - quadriciclo;
rem adotados em todo o território nacional quando da implementação
7 - automóvel;
das soluções adotadas pela Engenharia de Tráfego, assim como padrões
8 - microônibus;
Conhecimentos Específicos 11 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9 - ônibus; § 2º Será tolerado um percentual sobre os limites de peso bruto total
e peso bruto transmitido por eixo de veículos à superfície das vias,
10 - bonde;
quando aferido por equipamento, na forma estabelecida pelo CONTRAN.
11 - reboque ou semi-reboque;
§ 3º Os equipamentos fixos ou móveis utilizados na pesagem de veí-
12 - charrete; culos serão aferidos de acordo com a metodologia e na periodicidade
estabelecidas pelo CONTRAN, ouvido o órgão ou entidade de metrologia
b) de carga:
legal.
1 - motoneta;
Art. 100. Nenhum veículo ou combinação de veículos poderá transi-
2 - motocicleta; tar com lotação de passageiros, com peso bruto total, ou com peso bruto
total combinado com peso por eixo, superior ao fixado pelo fabricante,
3 - triciclo; nem ultrapassar a capacidade máxima de tração da unidade tratora.
4 - quadriciclo; Parágrafo único. O CONTRAN regulamentará o uso de pneus extra-
5 - caminhonete; largos, definindo seus limites de peso.
6 - caminhão; Art. 101. Ao veículo ou combinação de veículos utilizado no transpor-
te de carga indivisível, que não se enquadre nos limites de peso e di-
7 - reboque ou semi-reboque; mensões estabelecidos pelo CONTRAN, poderá ser concedida, pela
8 - carroça; autoridade com circunscrição sobre a via, autorização especial de trânsi-
to, com prazo certo, válida para cada viagem, atendidas as medidas de
9 - carro-de-mão; segurança consideradas necessárias.
c) misto: § 1º A autorização será concedida mediante requerimento que espe-
cificará as características do veículo ou combinação de veículos e de
1 - camioneta;
carga, o percurso, a data e o horário do deslocamento inicial.
2 - utilitário;
§ 2º A autorização não exime o beneficiário da responsabilidade por
3 - outros; eventuais danos que o veículo ou a combinação de veículos causar à via
ou a terceiros.
d) de competição;
§ 3º Aos guindastes autopropelidos ou sobre caminhões poderá ser
e) de tração: concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, autorização
1 - caminhão-trator; especial de trânsito, com prazo de seis meses, atendidas as medidas de
segurança consideradas necessárias.
2 - trator de rodas;
Art. 102. O veículo de carga deverá estar devidamente equipado
3 - trator de esteiras;
quando transitar, de modo a evitar o derramamento da carga sobre a via.
4 - trator misto;
Parágrafo único. O CONTRAN fixará os requisitos mínimos e a for-
f) especial; ma de proteção das cargas de que trata este artigo, de acordo com a sua
natureza.
g) de coleção;
III - quanto à categoria: Seção II
a) oficial; Da Segurança dos Veículos
b) de representação diplomática, de repartições consulares de car- Art. 103. O veículo só poderá transitar pela via quando atendidos os
reira ou organismos internacionais acreditados junto ao Governo brasilei- requisitos e condições de segurança estabelecidos neste Código e em
ro; normas do CONTRAN.
c) particular; § 1º Os fabricantes, os importadores, os montadores e os encarro-
çadores de veículos deverão emitir certificado de segurança, indispensá-
d) de aluguel; vel ao cadastramento no RENAVAM, nas condições estabelecidas pelo
CONTRAN.
e) de aprendizagem.
§ 2º O CONTRAN deverá especificar os procedimentos e a periodi-
Art. 97. As características dos veículos, suas especificações básicas, cidade para que os fabricantes, os importadores, os montadores e os
configuração e condições essenciais para registro, licenciamento e encarroçadores comprovem o atendimento aos requisitos de segurança
circulação serão estabelecidas pelo CONTRAN, em função de suas veicular, devendo, para isso, manter disponíveis a qualquer tempo os
aplicações. resultados dos testes e ensaios dos sistemas e componentes abrangidos
Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia au- pela legislação de segurança veicular.
torização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas Art. 104. Os veículos em circulação terão suas condições de segu-
no veículo modificações de suas características de fábrica. rança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas
Parágrafo único. Os veículos e motores novos ou usados que sofre- mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade esta-
rem alterações ou conversões são obrigados a atender aos mesmos belecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA
limites e exigências de emissão de poluentes e ruído previstos pelos para emissão de gases poluentes e ruído.
órgãos ambientais competentes e pelo CONTRAN, cabendo à entidade § 1º (VETADO)
executora das modificações e ao proprietário do veículo a responsabili-
dade pelo cumprimento das exigências. § 2º (VETADO)
Art. 99. Somente poderá transitar pelas vias terrestres o veículo cujo § 3º (VETADO)
peso e dimensões atenderem aos limites estabelecidos pelo CONTRAN. § 4º (VETADO)
§ 1º O excesso de peso será aferido por equipamento de pesagem § 5º Será aplicada a medida administrativa de retenção aos veículos
ou pela verificação de documento fiscal, na forma estabelecida pelo reprovados na inspeção de segurança e na de emissão de gases poluen-
CONTRAN. tes e ruído.
Conhecimentos Específicos 12 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a Art. 109. O transporte de carga em veículos destinados ao transporte
serem estabelecidos pelo CONTRAN: de passageiros só pode ser realizado de acordo com as normas estabe-
lecidas pelo CONTRAN.
I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do
CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de Art. 110. O veículo que tiver alterada qualquer de suas característi-
passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé; cas para competição ou finalidade análoga só poderá circular nas vias
públicas com licença especial da autoridade de trânsito, em itinerário e
II - para os veículos de transporte e de condução escolar, os de horário fixados.
transporte de passageiros com mais de dez lugares e os de carga com
peso bruto total superior a quatro mil, quinhentos e trinta e seis quilogra- Art. 111. É vedado, nas áreas envidraçadas do veículo:
mas, equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e
tempo; I - (VETADO)
III - encosto de cabeça, para todos os tipos de veículos automotores, II - o uso de cortinas, persianas fechadas ou similares nos veículos
segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN; em movimento, salvo nos que possuam espelhos retrovisores em ambos
os lados.
IV - (VETADO)
III - aposição de inscrições, películas refletivas ou não, painéis deco-
V - dispositivo destinado ao controle de emissão de gases poluentes rativos ou pinturas, quando comprometer a segurança do veículo, na
e de ruído, segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN. forma de regulamentação do CONTRAN. (Incluído pela Lei nº 9.602, de
1998)
VI - para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira,
traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo. Parágrafo único. É proibido o uso de inscrição de caráter publicitário
ou qualquer outra que possa desviar a atenção dos condutores em toda
VII - equipamento suplementar de retenção - air bag frontal para o a extensão do pára-brisa e da traseira dos veículos, salvo se não colocar
condutor e o passageiro do banco dianteiro. (Incluído pela Lei nº 11.910, em risco a segurança do trânsito.
de 2009)
Art. 112. (Revogado pela Lei nº 9.792, de 1999)
§ 1º O CONTRAN disciplinará o uso dos equipamentos obrigatórios
dos veículos e determinará suas especificações técnicas. Art. 113. Os importadores, as montadoras, as encarroçadoras e fa-
bricantes de veículos e autopeças são responsáveis civil e criminalmente
§ 2º Nenhum veículo poderá transitar com equipamento ou acessório por danos causados aos usuários, a terceiros, e ao meio ambiente,
proibido, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrati- decorrentes de falhas oriundas de projetos e da qualidade dos materiais
vas previstas neste Código. e equipamentos utilizados na sua fabricação.
§ 3º Os fabricantes, os importadores, os montadores, os encarroça-
dores de veículos e os revendedores devem comercializar os seus Seção III
veículos com os equipamentos obrigatórios definidos neste artigo, e com Da Identificação do Veículo
os demais estabelecidos pelo CONTRAN.
Art. 114. O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres
§ 4º O CONTRAN estabelecerá o prazo para o atendimento do dis- gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes,
posto neste artigo. conforme dispuser o CONTRAN.
§ 5o A exigência estabelecida no inciso VII do caput deste artigo § 1º A gravação será realizada pelo fabricante ou montador, de mo-
será progressivamente incorporada aos novos projetos de automóveis e do a identificar o veículo, seu fabricante e as suas características, além
dos veículos deles derivados, fabricados, importados, montados ou do ano de fabricação, que não poderá ser alterado.
encarroçados, a partir do 1o (primeiro) ano após a definição pelo Contran
das especificações técnicas pertinentes e do respectivo cronograma de § 2º As regravações, quando necessárias, dependerão de prévia au-
implantação e a partir do 5o (quinto) ano, após esta definição, para os torização da autoridade executiva de trânsito e somente serão processa-
demais automóveis zero quilômetro de modelos ou projetos já existentes das por estabelecimento por ela credenciado, mediante a comprovação
e veículos deles derivados. (Incluído pela Lei nº 11.910, de 2009) de propriedade do veículo, mantida a mesma identificação anterior,
inclusive o ano de fabricação.
§ 6o A exigência estabelecida no inciso VII do caput deste artigo
não se aplica aos veículos destinados à exportação. (Incluído pela Lei nº § 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia permissão da autorida-
11.910, de 2009) de executiva de trânsito, fazer, ou ordenar que se faça, modificações da
identificação de seu veículo.
Art. 106. No caso de fabricação artesanal ou de modificação de veí-
culo ou, ainda, quando ocorrer substituição de equipamento de seguran- Art. 115. O veículo será identificado externamente por meio de pla-
ça especificado pelo fabricante, será exigido, para licenciamento e regis- cas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura, obedecidas
tro, certificado de segurança expedido por instituição técnica credenciada as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN.
por órgão ou entidade de metrologia legal, conforme norma elaborada § 1º Os caracteres das placas serão individualizados para cada veí-
pelo CONTRAN. culo e o acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu rea-
Art. 107. Os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual proveitamento.
ou coletivo de passageiros, deverão satisfazer, além das exigências § 2º As placas com as cores verde e amarela da Bandeira Nacional
previstas neste Código, às condições técnicas e aos requisitos de segu- serão usadas somente pelos veículos de representação pessoal do
rança, higiene e conforto estabelecidos pelo poder competente para Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do
autorizar, permitir ou conceder a exploração dessa atividade. Senado Federal e da Câmara dos Deputados, do Presidente e dos
Art. 108. Onde não houver linha regular de ônibus, a autoridade com Ministros do Supremo Tribunal Federal, dos Ministros de Estado, do
circunscrição sobre a via poderá autorizar, a título precário, o transporte Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República.
de passageiros em veículo de carga ou misto, desde que obedecidas as § 3º Os veículos de representação dos Presidentes dos Tribunais
condições de segurança estabelecidas neste Código e pelo CONTRAN. Federais, dos Governadores, Prefeitos, Secretários Estaduais e Munici-
Parágrafo único. A autorização citada no caput não poderá ex- pais, dos Presidentes das Assembleias Legislativas, das Câmaras Muni-
ceder a doze meses, prazo a partir do qual a autoridade pública respon- cipais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e do Distrito Federal, e
sável deverá implantar o serviço regular de transporte coletivo de passa- do respectivo chefe do Ministério Público e ainda dos Oficiais Generais
geiros, em conformidade com a legislação pertinente e com os dispositi- das Forças Armadas terão placas especiais, de acordo com os modelos
vos deste Código. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998) estabelecidos pelo CONTRAN.
Conhecimentos Específicos 13 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou arrastar ma- I - nota fiscal fornecida pelo fabricante ou revendedor, ou documento
quinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de equivalente expedido por autoridade competente;
construção ou de pavimentação são sujeitos, desde que lhes seja facul-
tado transitar nas vias, ao registro e licenciamento da repartição compe- II - documento fornecido pelo Ministério das Relações Exteriores,
tente, devendo receber numeração especial. quando se tratar de veículo importado por membro de missões diplomáti-
cas, de repartições consulares de carreira, de representações de orga-
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica aos veículos de uso bélico. nismos internacionais e de seus integrantes.
§ 6º Os veículos de duas ou três rodas são dispensados da placa di- Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Regis-
anteira. tro de Veículo quando:
§ 7o Excepcionalmente, mediante autorização específica e funda- I - for transferida a propriedade;
mentada das respectivas corregedorias e com a devida comunicação aos
órgãos de trânsito competentes, os veículos utilizados por membros do II - o proprietário mudar o Município de domicílio ou residência;
Poder Judiciário e do Ministério Público que exerçam competência ou III - for alterada qualquer característica do veículo;
atribuição criminal poderão temporariamente ter placas especiais, de
forma a impedir a identificação de seus usuários específicos, na forma de IV - houver mudança de categoria.
regulamento a ser emitido, conjuntamente, pelo Conselho Nacional de § 1º No caso de transferência de propriedade, o prazo para o propri-
Justiça - CNJ, pelo Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP e etário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do
pelo Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN. (Incluído pela Lei nº novo Certificado de Registro de Veículo é de trinta dias, sendo que nos
12.694, de 2012) demais casos as providências deverão ser imediatas.
Art. 116. Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do § 2º No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo
Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados, somente quando Município, o proprietário comunicará o novo endereço num prazo de
estritamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão trinta dias e aguardará o novo licenciamento para alterar o Certificado de
usar placas particulares, obedecidos os critérios e limites estabelecidos Licenciamento Anual.
pela legislação que regulamenta o uso de veículo oficial.
§ 3º A expedição do novo certificado será comunicada ao órgão exe-
Art. 117. Os veículos de transporte de carga e os coletivos de pas- cutivo de trânsito que expediu o anterior e ao RENAVAM.
sageiros deverão conter, em local facilmente visível, a inscrição indicativa
de sua tara, do peso bruto total (PBT), do peso bruto total combinado Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Registro de Veícu-
(PBTC) ou capacidade máxima de tração (CMT) e de sua lotação, veda- lo serão exigidos os seguintes documentos:
do o uso em desacordo com sua classificação.
I - Certificado de Registro de Veículo anterior;
CAPÍTULO X II - Certificado de Licenciamento Anual;
DOS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL III - comprovante de transferência de propriedade, quando for o ca-
Art. 118. A circulação de veículo no território nacional, independen- so, conforme modelo e normas estabelecidas pelo CONTRAN;
temente de sua origem, em trânsito entre o Brasil e os países com os IV - Certificado de Segurança Veicular e de emissão de poluentes e
quais exista acordo ou tratado internacional, reger-se-á pelas disposições ruído, quando houver adaptação ou alteração de características do
deste Código, pelas convenções e acordos internacionais ratificados. veículo;
Art. 119. As repartições aduaneiras e os órgãos de controle de fron- V - comprovante de procedência e justificativa da propriedade dos
teira comunicarão diretamente ao RENAVAM a entrada e saída temporá- componentes e agregados adaptados ou montados no veículo, quando
ria ou definitiva de veículos. houver alteração das características originais de fábrica;
Parágrafo único. Os veículos licenciados no exterior não poderão sa- VI - autorização do Ministério das Relações Exteriores, no caso de
ir do território nacional sem prévia quitação de débitos de multa por veículo da categoria de missões diplomáticas, de repartições consulares
infrações de trânsito e o ressarcimento de danos que tiverem causado a de carreira, de representações de organismos internacionais e de seus
bens do patrimônio público, respeitado o princípio da reciprocidade. integrantes;
VII - certidão negativa de roubo ou furto de veículo, expedida no Mu-
CAPÍTULO XI
nicípio do registro anterior, que poderá ser substituída por informação do
DO REGISTRO DE VEÍCULOS
RENAVAM;
Art. 120. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou
VIII - comprovante de quitação de débitos relativos a tributos, encar-
semi-reboque, deve ser registrado perante o órgão executivo de trânsito
gos e multas de trânsito vinculados ao veículo, independentemente da
do Estado ou do Distrito Federal, no Município de domicílio ou residência
responsabilidade pelas infrações cometidas;
de seu proprietário, na forma da lei.
IX - (Revogado pela Lei nº 9.602, de 1998)
§ 1º Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Fe-
deral somente registrarão veículos oficiais de propriedade da administra- X - comprovante relativo ao cumprimento do disposto no art. 98,
ção direta, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando houver alteração nas características originais do veículo que
de qualquer um dos poderes, com indicação expressa, por pintura nas afetem a emissão de poluentes e ruído;
portas, do nome, sigla ou logotipo do órgão ou entidade em cujo nome o
veículo será registrado, excetuando-se os veículos de representação e XI - comprovante de aprovação de inspeção veicular e de poluentes
os previstos no art. 116. e ruído, quando for o caso, conforme regulamentações do CONTRAN e
do CONAMA.
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica ao veículo de uso bélico.
Art. 125. As informações sobre o chassi, o monobloco, os agregados
Art. 121. Registrado o veículo, expedir-se-á o Certificado de Registro e as características originais do veículo deverão ser prestadas ao RE-
de Veículo - CRV de acordo com os modelos e especificações estabele- NAVAM:
cidos pelo CONTRAN, contendo as características e condições de invul-
nerabilidade à falsificação e à adulteração. I - pelo fabricante ou montadora, antes da comercialização, no caso
de veículo nacional;
Art. 122. Para a expedição do Certificado de Registro de Veículo o
órgão executivo de trânsito consultará o cadastro do RENAVAM e exigirá II - pelo órgão alfandegário, no caso de veículo importado por pes-
do proprietário os seguintes documentos: soa física;
Conhecimentos Específicos 14 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
III - pelo importador, no caso de veículo importado por pessoa jurídi- Art. 135. Os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual
ca. ou coletivo de passageiros de linhas regulares ou empregados em qual-
quer serviço remunerado, para registro, licenciamento e respectivo
Parágrafo único. As informações recebidas pelo RENAVAM serão emplacamento de característica comercial, deverão estar devidamente
repassadas ao órgão executivo de trânsito responsável pelo registro, autorizados pelo poder público concedente.
devendo este comunicar ao RENAVAM, tão logo seja o veículo registra-
do.
CAPÍTULO XIII
Art. 126. O proprietário de veículo irrecuperável, ou definitivamente DA CONDUÇÃO DE ESCOLARES
desmontado, deverá requerer a baixa do registro, no prazo e forma
estabelecidos pelo CONTRAN, sendo vedada a remontagem do veículo Art. 136. Os veículos especialmente destinados à condução coletiva
sobre o mesmo chassi, de forma a manter o registro anterior. de escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida
pelo órgão ou entidade executivos de trânsito dos Estados e do Distrito
Parágrafo único. A obrigação de que trata este artigo é da compa- Federal, exigindo-se, para tanto:
nhia seguradora ou do adquirente do veículo destinado à desmontagem,
quando estes sucederem ao proprietário. I - registro como veículo de passageiros;
Art. 127. O órgão executivo de trânsito competente só efetuará a II - inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigató-
baixa do registro após prévia consulta ao cadastro do RENAVAM. rios e de segurança;
Parágrafo único. Efetuada a baixa do registro, deverá ser esta co- III - pintura de faixa horizontal na cor amarela, com quarenta centí-
municada, de imediato, ao RENAVAM. metros de largura, à meia altura, em toda a extensão das partes laterais
e traseira da carroçaria, com o dístico ESCOLAR, em preto, sendo que,
Art. 128. Não será expedido novo Certificado de Registro de Veículo em caso de veículo de carroçaria pintada na cor amarela, as cores aqui
enquanto houver débitos fiscais e de multas de trânsito e ambientais, indicadas devem ser invertidas;
vinculadas ao veículo, independentemente da responsabilidade pelas
infrações cometidas. IV - equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e
tempo;
Art. 129. O registro e o licenciamento dos veículos de propulsão hu-
mana, dos ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão à V - lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas nas extremi-
regulamentação estabelecida em legislação municipal do domicílio ou dades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha dispostas
residência de seus proprietários. na extremidade superior da parte traseira;
VI - cintos de segurança em número igual à lotação;
CAPÍTULO XII
DO LICENCIAMENTO VII - outros requisitos e equipamentos obrigatórios estabelecidos pe-
lo CONTRAN.
Art. 130. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou
semi-reboque, para transitar na via, deverá ser licenciado anualmente Art. 137. A autorização a que se refere o artigo anterior deverá ser
pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal, onde afixada na parte interna do veículo, em local visível, com inscrição da
estiver registrado o veículo. lotação permitida, sendo vedada a condução de escolares em número
superior à capacidade estabelecida pelo fabricante.
§ 1º O disposto neste artigo não se aplica a veículo de uso bélico.
Art. 138. O condutor de veículo destinado à condução de escolares
§ 2º No caso de transferência de residência ou domicílio, é válido, deve satisfazer os seguintes requisitos:
durante o exercício, o licenciamento de origem.
I - ter idade superior a vinte e um anos;
Art. 131. O Certificado de Licenciamento Anual será expedido ao ve-
ículo licenciado, vinculado ao Certificado de Registro, no modelo e espe- II - ser habilitado na categoria D;
cificações estabelecidos pelo CONTRAN. III - (VETADO)
§ 1º O primeiro licenciamento será feito simultaneamente ao registro. IV - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser
§ 2º O veículo somente será considerado licenciado estando quita- reincidente em infrações médias durante os doze últimos meses;
dos os débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito e ambi- V - ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamen-
entais, vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade tação do CONTRAN.
pelas infrações cometidas.
Art. 139. O disposto neste Capítulo não exclui a competência muni-
§ 3º Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua a- cipal de aplicar as exigências previstas em seus regulamentos, para o
provação nas inspeções de segurança veicular e de controle de emis- transporte de escolares.
sões de gases poluentes e de ruído, conforme disposto no art. 104.
Art. 132. Os veículos novos não estão sujeitos ao licenciamento e te- CAPÍTULO XIII-A
rão sua circulação regulada pelo CONTRAN durante o trajeto entre a DA CONDUÇÃO DE MOTO-FRETE
fábrica e o Município de destino. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, igualmente, aos Art. 139-A. As motocicletas e motonetas destinadas ao transporte
veículos importados, durante o trajeto entre a alfândega ou entreposto remunerado de mercadorias – moto-frete – somente poderão circular nas
alfandegário e o Município de destino. vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivo de trânsi-
to dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-se, para tanto: (Incluído
Art. 133. É obrigatório o porte do Certificado de Licenciamento Anu- pela Lei nº 12.009, de 2009)
al.
I – registro como veículo da categoria de aluguel; (Incluído pela Lei
Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário an- nº 12.009, de 2009)
tigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro
de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transfe- II – instalação de protetor de motor mata-cachorro, fixado no chassi
rência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter do veículo, destinado a proteger o motor e a perna do condutor em caso
que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas de tombamento, nos termos de regulamentação do Conselho Nacional
reincidências até a data da comunicação. de Trânsito – Contran; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Conhecimentos Específicos 15 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
III – instalação de aparador de linha antena corta-pipas, nos termos infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias,
de regulamentação do Contran; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009) durante os últimos doze meses.
IV – inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigató- § 2o São os condutores da categoria B autorizados a conduzir veí-
rios e de segurança. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009) culo automotor da espécie motor-casa, definida nos termos do Anexo I
deste Código, cujo peso não exceda a 6.000 kg (seis mil quilogramas),
§ 1o A instalação ou incorporação de dispositivos para transporte de ou cuja lotação não exceda a 8 (oito) lugares, excluído o do motorista.
cargas deve estar de acordo com a regulamentação do Contran. (Incluí- (Incluído pela Lei nº 12.452, de 2011)
do pela Lei nº 12.009, de 2009)
§ 3º Aplica-se o disposto no inciso V ao condutor da combinação de
§ 2o É proibido o transporte de combustíveis, produtos inflamáveis veículos com mais de uma unidade tracionada, independentemente da
ou tóxicos e de galões nos veículos de que trata este artigo, com exce- capacidade de tração ou do peso bruto total. (Renumerado pela Lei nº
ção do gás de cozinha e de galões contendo água mineral, desde que 12.452, de 2011)
com o auxílio de side-car, nos termos de regulamentação do Contran.
(Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009) Art. 144. O trator de roda, o trator de esteira, o trator misto ou o e-
quipamento automotor destinado à movimentação de cargas ou execu-
Art. 139-B. O disposto neste Capítulo não exclui a competência mu- ção de trabalho agrícola, de terraplenagem, de construção ou de pavi-
nicipal ou estadual de aplicar as exigências previstas em seus regula- mentação só podem ser conduzidos na via pública por condutor habilita-
mentos para as atividades de moto-frete no âmbito de suas circunscri- do nas categorias C, D ou E.
ções. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009)
Art. 145. Para habilitar-se nas categorias D e E ou para conduzir veí-
CAPÍTULO XIV culo de transporte coletivo de passageiros, de escolares, de emergência
DA HABILITAÇÃO ou de produto perigoso, o candidato deverá preencher os seguintes
requisitos:
Art. 140. A habilitação para conduzir veículo automotor e elétrico se-
rá apurada por meio de exames que deverão ser realizados junto ao I - ser maior de vinte e um anos;
órgão ou entidade executivos do Estado ou do Distrito Federal, do domi- II - estar habilitado:
cílio ou residência do candidato, ou na sede estadual ou distrital do
próprio órgão, devendo o condutor preencher os seguintes requisitos: a) no mínimo há dois anos na categoria B, ou no mínimo há um ano
na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria D; e
I - ser penalmente imputável;
b) no mínimo há um ano na categoria C, quando pretender habilitar-
II - saber ler e escrever; se na categoria E;
III - possuir Carteira de Identidade ou equivalente. III - não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser
Parágrafo único. As informações do candidato à habilitação serão reincidente em infrações médias durante os últimos doze meses;
cadastradas no RENACH. IV - ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento
Art. 141. O processo de habilitação, as normas relativas à aprendi- de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do
zagem para conduzir veículos automotores e elétricos e à autorização CONTRAN.
para conduzir ciclomotores serão regulamentados pelo CONTRAN. Parágrafo único. A participação em curso especializado previsto no
§ 1º A autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de inciso IV independe da observância do disposto no inciso III. (Incluído
tração animal ficará a cargo dos Municípios. pela Lei nº 12.619, de 2012)
§ 2º (VETADO) Art. 146. Para conduzir veículos de outra categoria o condutor deve-
rá realizar exames complementares exigidos para habilitação na catego-
Art. 142. O reconhecimento de habilitação obtida em outro país está ria pretendida.
subordinado às condições estabelecidas em convenções e acordos
internacionais e às normas do CONTRAN. Art. 147. O candidato à habilitação deverá submeter-se a exames
realizados pelo órgão executivo de trânsito, na seguinte ordem:
Art. 143. Os candidatos poderão habilitar-se nas categorias de A a E,
obedecida a seguinte gradação: I - de aptidão física e mental;
I - Categoria A - condutor de veículo motorizado de duas ou três ro- II - (VETADO)
das, com ou sem carro lateral; III - escrito, sobre legislação de trânsito;
II - Categoria B - condutor de veículo motorizado, não abrangido pela IV - de noções de primeiros socorros, conforme regulamentação do
categoria A, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos CONTRAN;
quilogramas e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído o do
motorista; V - de direção veicular, realizado na via pública, em veículo da cate-
goria para a qual estiver habilitando-se.
III - Categoria C - condutor de veículo motorizado utilizado em trans-
porte de carga, cujo peso bruto total exceda a três mil e quinhentos § 1º Os resultados dos exames e a identificação dos respectivos e-
quilogramas; xaminadores serão registrados no RENACH. (Renumerado do parágrafo
único, pela Lei nº 9.602, de 1998)
IV - Categoria D - condutor de veículo motorizado utilizado no trans-
porte de passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o do § 2º O exame de aptidão física e mental será preliminar e renovável
motorista; a cada cinco anos, ou a cada três anos para condutores com mais de
sessenta e cinco anos de idade, no local de residência ou domicílio do
V - Categoria E - condutor de combinação de veículos em que a uni- examinado. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
dade tratora se enquadre nas categorias B, C ou D e cuja unidade aco-
plada, reboque, semirreboque, trailer ou articulada tenha 6.000 kg (seis § 3o O exame previsto no § 2o incluirá avaliação psicológica prelimi-
mil quilogramas) ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a 8 nar e complementar sempre que a ele se submeter o condutor que
(oito) lugares. (Redação dada pela Lei nº 12.452, de 2011) exerce atividade remunerada ao veículo, incluindo-se esta avaliação para
os demais candidatos apenas no exame referente à primeira habilitação.
§ 1º Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá estar habili- (Redação dada pela Lei nº 10.350, de 2001)
tado no mínimo há um ano na categoria B e não ter cometido nenhuma
Conhecimentos Específicos 16 A Opção Certa Para a Sua Realização
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§ 4º Quando houver indícios de deficiência física, mental, ou de pro- Parágrafo único. As penalidades aplicadas aos instrutores e exami-
gressividade de doença que possa diminuir a capacidade para conduzir o nadores serão de advertência, suspensão e cancelamento da autoriza-
veículo, o prazo previsto no § 2º poderá ser diminuído por proposta do ção para o exercício da atividade, conforme a falta cometida.
perito examinador. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
Art. 154. Os veículos destinados à formação de condutores serão i-
§ 5o O condutor que exerce atividade remunerada ao veículo terá dentificados por uma faixa amarela, de vinte centímetros de largura,
essa informação incluída na sua Carteira Nacional de Habilitação, con- pintada ao longo da carroçaria, à meia altura, com a inscrição AUTO-
forme especificações do Conselho Nacional de Trânsito – Contran. ESCOLA na cor preta.
(Incluído pela Lei nº 10.350, de 2001)
Parágrafo único. No veículo eventualmente utilizado para aprendiza-
Art. 148. Os exames de habilitação, exceto os de direção veicular, gem, quando autorizado para servir a esse fim, deverá ser afixada ao
poderão ser aplicados por entidades públicas ou privadas credenciadas longo de sua carroçaria, à meia altura, faixa branca removível, de vinte
pelo órgão executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, de centímetros de largura, com a inscrição AUTO-ESCOLA na cor preta.
acordo com as normas estabelecidas pelo CONTRAN.
Art. 155. A formação de condutor de veículo automotor e elétrico se-
§ 1º A formação de condutores deverá incluir, obrigatoriamente, cur- rá realizada por instrutor autorizado pelo órgão executivo de trânsito dos
so de direção defensiva e de conceitos básicos de proteção ao meio Estados ou do Distrito Federal, pertencente ou não à entidade credenci-
ambiente relacionados com o trânsito. ada.
§ 2º Ao candidato aprovado será conferida Permissão para Dirigir, Parágrafo único. Ao aprendiz será expedida autorização para apren-
com validade de um ano. dizagem, de acordo com a regulamentação do CONTRAN, após aprova-
ção nos exames de aptidão física, mental, de primeiros socorros e sobre
§ 3º A Carteira Nacional de Habilitação será conferida ao condutor legislação de trânsito.(Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998)
no término de um ano, desde que o mesmo não tenha cometido nenhu-
ma infração de natureza grave ou gravíssima ou seja reincidente em Art. 156. O CONTRAN regulamentará o credenciamento para pres-
infração média. tação de serviço pelas auto-escolas e outras entidades destinadas à
formação de condutores e às exigências necessárias para o exercício
§ 4º A não obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, tendo em das atividades de instrutor e examinador.
vista a incapacidade de atendimento do disposto no parágrafo anterior,
obriga o candidato a reiniciar todo o processo de habilitação. Art. 157. (VETADO)
§ 5º O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN poderá dispensar Art. 158. A aprendizagem só poderá realizar-se: (Vide Lei nº 12.217,
os tripulantes de aeronaves que apresentarem o cartão de saúde expe- de 2010)
dido pelas Forças Armadas ou pelo Departamento de Aeronáutica Civil,
respectivamente, da prestação do exame de aptidão física e mental. I - nos termos, horários e locais estabelecidos pelo órgão executivo
(Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998) de trânsito;
Art. 149. (VETADO) II - acompanhado o aprendiz por instrutor autorizado.
Art. 150. Ao renovar os exames previstos no artigo anterior, o condu- § 1º Além do aprendiz e do instrutor, o veículo utilizado na aprendi-
tor que não tenha curso de direção defensiva e primeiros socorros deve- zagem poderá conduzir apenas mais um acompanhante. (Renumerado
rá a eles ser submetido, conforme normatização do CONTRAN. do parágrafo único pela Lei nº 12.217, de 2010).
Parágrafo único. A empresa que utiliza condutores contratados para § 2o Parte da aprendizagem será obrigatoriamente realizada duran-
operar a sua frota de veículos é obrigada a fornecer curso de direção te a noite, cabendo ao CONTRAN fixar-lhe a carga horária mínima cor-
defensiva, primeiros socorros e outros conforme normatização do CON- respondente. (Incluído pela Lei nº 12.217, de 2010).
TRAN. Art. 159. A Carteira Nacional de Habilitação, expedida em modelo
Art. 151. No caso de reprovação no exame escrito sobre legislação único e de acordo com as especificações do CONTRAN, atendidos os
de trânsito ou de direção veicular, o candidato só poderá repetir o exame pré-requisitos estabelecidos neste Código, conterá fotografia, identifica-
depois de decorridos quinze dias da divulgação do resultado. ção e CPF do condutor, terá fé pública e equivalerá a documento de
identidade em todo o território nacional.
Art. 152. O exame de direção veicular será realizado perante uma
comissão integrada por três membros designados pelo dirigente do órgão § 1º É obrigatório o porte da Permissão para Dirigir ou da Carteira
executivo local de trânsito, para o período de um ano, permitida a recon- Nacional de Habilitação quando o condutor estiver à direção do veículo.
dução por mais um período de igual duração. § 2º (VETADO)
§ 1º Na comissão de exame de direção veicular, pelo menos um § 3º A emissão de nova via da Carteira Nacional de Habilitação será
membro deverá ser habilitado na categoria igual ou superior à pretendida regulamentada pelo CONTRAN.
pelo candidato.
§ 4º (VETADO)
§ 2º Os militares das Forças Armadas e Auxiliares que possuírem
curso de formação de condutor, ministrado em suas corporações, serão § 5º A Carteira Nacional de Habilitação e a Permissão para Dirigir
dispensados, para a concessão da Carteira Nacional de Habilitação, dos somente terão validade para a condução de veículo quando apresentada
exames a que se houverem submetido com aprovação naquele curso, em original.
desde que neles sejam observadas as normas estabelecidas pelo CON- § 6º A identificação da Carteira Nacional de Habilitação expedida e a
TRAN. da autoridade expedidora serão registradas no RENACH.
§ 3º O militar interessado instruirá seu requerimento com ofício do § 7º A cada condutor corresponderá um único registro no RENACH,
Comandante, Chefe ou Diretor da organização militar em que servir, do agregando-se neste todas as informações.
qual constarão: o número do registro de identificação, naturalidade,
nome, filiação, idade e categoria em que se habilitou a conduzir, acom- § 8º A renovação da validade da Carteira Nacional de Habilitação ou
panhado de cópias das atas dos exames prestados. a emissão de uma nova via somente será realizada após quitação de
débitos constantes do prontuário do condutor.
§ 4º (VETADO)
§ 9º (VETADO)
Art. 153. O candidato habilitado terá em seu prontuário a identifica-
ção de seus instrutores e examinadores, que serão passíveis de punição
conforme regulamentação a ser estabelecida pelo CONTRAN.
Conhecimentos Específicos 17 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
§ 10. A validade da Carteira Nacional de Habilitação está condicio- Art. 163. Entregar a direção do veículo a pessoa nas condições pre-
nada ao prazo de vigência do exame de aptidão física e mental. (Incluído vistas no artigo anterior:
pela Lei nº 9.602, de 1998)
Infração - as mesmas previstas no artigo anterior;
§ 11. A Carteira Nacional de Habilitação, expedida na vigência do
Código anterior, será substituída por ocasião do vencimento do prazo Penalidade - as mesmas previstas no artigo anterior;
para revalidação do exame de aptidão física e mental, ressalvados os Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do artigo ante-
casos especiais previstos nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998) rior.
Art. 160. O condutor condenado por delito de trânsito deverá ser Art. 164. Permitir que pessoa nas condições referidas nos incisos do
submetido a novos exames para que possa voltar a dirigir, de acordo art. 162 tome posse do veículo automotor e passe a conduzi-lo na via:
com as normas estabelecidas pelo CONTRAN, independentemente do
reconhecimento da prescrição, em face da pena concretizada na senten- Infração - as mesmas previstas nos incisos do art. 162;
ça. Penalidade - as mesmas previstas no art. 162;
§ 1º Em caso de acidente grave, o condutor nele envolvido poderá Medida administrativa - a mesma prevista no inciso III do art. 162.
ser submetido aos exames exigidos neste artigo, a juízo da autoridade
executiva estadual de trânsito, assegurada ampla defesa ao condutor. Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra subs-
tância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº
§ 2º No caso do parágrafo anterior, a autoridade executiva estadual 11.705, de 2008)
de trânsito poderá apreender o documento de habilitação do condutor até
a sua aprovação nos exames realizados. Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por
CAPÍTULO XV 12 (doze) meses. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
DAS INFRAÇÕES
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e
Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer retenção do veículo, observado o disposto no § 4o do art. 270 da Lei no
preceito deste Código, da legislação complementar ou das resoluções do 9.503, de 23 de setembro de 1997 - do Código de Trânsito Brasileiro.
CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas adminis- (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
trativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capí-
tulo XIX. Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em
caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses. (Redação dada
Parágrafo único. As infrações cometidas em relação às resoluções pela Lei nº 12.760, de 2012)
do CONTRAN terão suas penalidades e medidas administrativas defini-
das nas próprias resoluções. Art. 166. Confiar ou entregar a direção de veículo a pessoa que,
mesmo habilitada, por seu estado físico ou psíquico, não estiver em
Art. 162. Dirigir veículo: condições de dirigi-lo com segurança:
I - sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Infração - gravíssima;
Dirigir:
Penalidade - multa.
Infração - gravíssima;
Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segu-
Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo; rança, conforme previsto no art. 65:
II - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir Infração - grave;
cassada ou com suspensão do direito de dirigir:
Penalidade - multa;
Infração - gravíssima;
Medida administrativa - retenção do veículo até colocação do cinto
Penalidade - multa (cinco vezes) e apreensão do veículo; pelo infrator.
III - com Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir Art. 168. Transportar crianças em veículo automotor sem observân-
de categoria diferente da do veículo que esteja conduzindo: cia das normas de segurança especiais estabelecidas neste Código:
Infração - gravíssima; Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (três vezes) e apreensão do veículo; Penalidade - multa;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação; Medida administrativa - retenção do veículo até que a irregularidade
seja sanada.
IV - (VETADO)
Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à
V - com validade da Carteira Nacional de Habilitação vencida há
segurança:
mais de trinta dias:
Infração - leve;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa;
Art. 170. Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando
Medida administrativa - recolhimento da Carteira Nacional de Habili-
a via pública, ou os demais veículos:
tação e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado;
Infração - gravíssima;
VI - sem usar lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar de audi-
ção, de prótese física ou as adaptações do veículo impostas por ocasião Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
da concessão ou da renovação da licença para conduzir:
Medida administrativa - retenção do veículo e recolhimento do do-
Infração - gravíssima; cumento de habilitação.
Penalidade - multa; Art. 171. Usar o veículo para arremessar, sobre os pedestres ou veí-
culos, água ou detritos:
Medida administrativa - retenção do veículo até o saneamento da ir-
regularidade ou apresentação de condutor habilitado. Infração - média;
Conhecimentos Específicos 18 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Penalidade - multa. I - em pista de rolamento de rodovias e vias de trânsito rápido:
Art. 172. Atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substân- Infração - grave;
cias:
Penalidade - multa;
Infração - média;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Penalidade - multa.
II - nas demais vias:
Art. 173. Disputar corrida por espírito de emulação:
Infração - leve;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa (três vezes), suspensão do direito de dirigir e a-
preensão do veículo; Art. 180. Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível:
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e Infração - média;
remoção do veículo. Penalidade - multa;
Art. 174. Promover, na via, competição esportiva, eventos organiza- Medida administrativa - remoção do veículo.
dos, exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo, ou
deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito Art. 181. Estacionar o veículo:
com circunscrição sobre a via: I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento
Infração - gravíssima; da via transversal:
Penalidade - multa (cinco vezes), suspensão do direito de dirigir e Infração - média;
apreensão do veículo; Penalidade - multa;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e Medida administrativa - remoção do veículo;
remoção do veículo.
II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinquenta centímetros
Parágrafo único. As penalidades são aplicáveis aos promotores e a um metro:
aos condutores participantes.
Infração - leve;
Art. 175. Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou
exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem Penalidade - multa;
com deslizamento ou arrastamento de pneus:
Medida administrativa - remoção do veículo;
Infração - gravíssima;
III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro:
Penalidade - multa, suspensão do direito de dirigir e apreensão do
Infração - grave;
veículo;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e
remoção do veículo. Medida administrativa - remoção do veículo;
Art. 176. Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima: IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código:
I - de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo fazê-lo; Infração - média;
II - de adotar providências, podendo fazê-lo, no sentido de evitar pe- Penalidade - multa;
rigo para o trânsito no local;
Medida administrativa - remoção do veículo;
III - de preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e
da perícia; V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de
trânsito rápido e das vias dotadas de acostamento:
IV - de adotar providências para remover o veículo do local, quando
determinadas por policial ou agente da autoridade de trânsito; Infração - gravíssima;
V - de identificar-se ao policial e de lhe prestar informações necessá- Penalidade - multa;
rias à confecção do boletim de ocorrência:
Medida administrativa - remoção do veículo;
Infração - gravíssima;
VI - junto ou sobre hidrantes de incêndio, registro de água ou tampas
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir; de poços de visita de galerias subterrâneas, desde que devidamente
Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação. identificados, conforme especificação do CONTRAN:
Art. 177. Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente Infração - média;
de trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes: Penalidade - multa;
Infração - grave;
Medida administrativa - remoção do veículo;
Penalidade - multa.
VII - nos acostamentos, salvo motivo de força maior:
Art. 178. Deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de
adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária Infração - leve;
tal medida para assegurar a segurança e a fluidez do trânsito: Penalidade - multa;
Infração - média; Medida administrativa - remoção do veículo;
Penalidade - multa. VIII - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia
Art. 179. Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na via públi- ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros
ca, salvo nos casos de impedimento absoluto de sua remoção e em que centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, grama-
o veículo esteja devidamente sinalizado: dos ou jardim público:
Conhecimentos Específicos 19 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Infração - grave; Penalidade - multa;
Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo;
Medida administrativa - remoção do veículo; XIX - em locais e horários de estacionamento e parada proibidos pe-
la sinalização (placa - Proibido Parar e Estacionar):
IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à
entrada ou saída de veículos: Infração - grave;
Infração - média; Penalidade - multa;
Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo.
Medida administrativa - remoção do veículo; § 1º Nos casos previstos neste artigo, a autoridade de trânsito aplica-
rá a penalidade preferencialmente após a remoção do veículo.
X - impedindo a movimentação de outro veículo:
§ 2º No caso previsto no inciso XVI é proibido abandonar o calço de
Infração - média; segurança na via.
Penalidade - multa; Art. 182. Parar o veículo:
Medida administrativa - remoção do veículo; I - nas esquinas e a menos de cinco metros do bordo do alinhamento
XI - ao lado de outro veículo em fila dupla: da via transversal:
Infração - grave; Infração - média;
Penalidade - multa; Penalidade - multa;
Medida administrativa - remoção do veículo; II - afastado da guia da calçada (meio-fio) de cinquenta centímetros
a um metro:
XII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação de
veículos e pedestres: Infração - leve;
Infração - grave; Penalidade - multa;
Penalidade - multa; III - afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais de um metro:
Medida administrativa - remoção do veículo; Infração - média;
XIII - onde houver sinalização horizontal delimitadora de ponto de Penalidade - multa;
embarque ou desembarque de passageiros de transporte coletivo ou, na IV - em desacordo com as posições estabelecidas neste Código:
inexistência desta sinalização, no intervalo compreendido entre dez
metros antes e depois do marco do ponto: Infração - leve;
Infração - média; Penalidade - multa;
Penalidade - multa; V - na pista de rolamento das estradas, das rodovias, das vias de
trânsito rápido e das demais vias dotadas de acostamento:
Medida administrativa - remoção do veículo;
Infração - grave;
XIV - nos viadutos, pontes e túneis:
Penalidade - multa;
Infração - grave;
VI - no passeio ou sobre faixa destinada a pedestres, nas ilhas, refú-
Penalidade - multa; gios, canteiros centrais e divisores de pista de rolamento e marcas de
Medida administrativa - remoção do veículo; canalização:
XV - na contramão de direção: Infração - leve;
Infração - média; Penalidade - multa;
Penalidade - multa; VII - na área de cruzamento de vias, prejudicando a circulação de
veículos e pedestres:
XVI - em aclive ou declive, não estando devidamente freado e sem
calço de segurança, quando se tratar de veículo com peso bruto total Infração - média;
superior a três mil e quinhentos quilogramas: Penalidade - multa;
Infração - grave; VIII - nos viadutos, pontes e túneis:
Penalidade - multa; Infração - média;
Medida administrativa - remoção do veículo; Penalidade - multa;
XVII - em desacordo com as condições regulamentadas especifica- IX - na contramão de direção:
mente pela sinalização (placa - Estacionamento Regulamentado):
Infração - média;
Infração - leve;
Penalidade - multa;
Penalidade - multa;
X - em local e horário proibidos especificamente pela sinalização
Medida administrativa - remoção do veículo; (placa - Proibido Parar):
XVIII - em locais e horários proibidos especificamente pela sinaliza- Infração - média;
ção (placa - Proibido Estacionar):
Penalidade - multa.
Infração - média;
Conhecimentos Específicos 20 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 183. Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na mudança de Art. 191. Forçar passagem entre veículos que, transitando em senti-
sinal luminoso: dos opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao realizar
operação de ultrapassagem:
Infração - média;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 184. Transitar com o veículo:
Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal
I - na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da
exclusiva para determinado tipo de veículo, exceto para acesso a imóveis pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáti-
lindeiros ou conversões à direita: cas do local da circulação e do veículo:
Infração - leve; Infração - grave;
Penalidade - multa; Penalidade - multa.
II - na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação Art. 193. Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas,
exclusiva para determinado tipo de veículo: ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros centrais e
Infração - grave; divisores de pista de rolamento, acostamentos, marcas de canalização,
gramados e jardins públicos:
Penalidade - multa.
Infração - gravíssima;
Art. 185. Quando o veículo estiver em movimento, deixar de conser-
vá-lo: Penalidade - multa (três vezes).
I - na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, ex- Art. 194. Transitar em marcha à ré, salvo na distância necessária a
ceto em situações de emergência; pequenas manobras e de forma a não causar riscos à segurança:
II - nas faixas da direita, os veículos lentos e de maior porte: Infração - grave;
Infração - média; Penalidade - multa.
Penalidade - multa. Art. 195. Desobedecer às ordens emanadas da autoridade compe-
tente de trânsito ou de seus agentes:
Art. 186. Transitar pela contramão de direção em:
Infração - grave;
I - vias com duplo sentido de circulação, exceto para ultrapassar ou-
tro veículo e apenas pelo tempo necessário, respeitada a preferência do Penalidade - multa.
veículo que transitar em sentido contrário: Art. 196. Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regu-
Infração - grave; lamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da
marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de
Penalidade - multa; direção ou de faixa de circulação:
II - vias com sinalização de regulamentação de sentido único de cir- Infração - grave;
culação:
Penalidade - multa.
Infração - gravíssima;
Art. 197. Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo para a fai-
Penalidade - multa. xa mais à esquerda ou mais à direita, dentro da respectiva mão de
Art. 187. Transitar em locais e horários não permitidos pela regula- direção, quando for manobrar para um desses lados:
mentação estabelecida pela autoridade competente: Infração - média;
I - para todos os tipos de veículos: Penalidade - multa.
Infração - média; Art. 198. Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado:
Penalidade - multa; Infração - média;
Art. 188. Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou per- Penalidade - multa.
turbando o trânsito:
Art. 199. Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da frente
Infração - média; estiver colocado na faixa apropriada e der sinal de que vai entrar à
Penalidade - multa. esquerda:
Art. 189. Deixar de dar passagem aos veículos precedidos de bate- Infração - média;
dores, de socorro de incêndio e salvamento, de polícia, de operação e Penalidade - multa.
fiscalização de trânsito e às ambulâncias, quando em serviço de urgência
e devidamente identificados por dispositivos regulamentados de alarme Art. 200. Ultrapassar pela direita veículo de transporte coletivo ou de
sonoro e iluminação vermelha intermitentes: escolares, parado para embarque ou desembarque de passageiros,
salvo quando houver refúgio de segurança para o pedestre:
Infração - gravíssima;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 190. Seguir veículo em serviço de urgência, estando este com
prioridade de passagem devidamente identificada por dispositivos regu- Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cin-
lamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitentes: quenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração - grave; Infração - média;
Penalidade - multa. Penalidade - multa.
Conhecimentos Específicos 21 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 202. Ultrapassar outro veículo: Art. 210. Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial:
I - pelo acostamento; Infração - gravíssima;
II - em interseções e passagens de nível; Penalidade - multa, apreensão do veículo e suspensão do direito de
dirigir;
Infração - grave;
Medida administrativa - remoção do veículo e recolhimento do do-
Penalidade - multa. cumento de habilitação.
Art. 203. Ultrapassar pela contramão outro veículo: Art. 211. Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de sinal lu-
I - nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente; minoso, cancela, bloqueio viário parcial ou qualquer outro obstáculo, com
exceção dos veículos não motorizados:
II - nas faixas de pedestre;
Infração - grave;
III - nas pontes, viadutos ou túneis;
Penalidade - multa.
IV - parado em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas, cru-
zamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação; Art. 212. Deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea:
V - onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos Infração - gravíssima;
opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela: Penalidade - multa.
Infração - gravíssima; Art. 213. Deixar de parar o veículo sempre que a respectiva marcha
Penalidade - multa. for interceptada:
Art. 204. Deixar de parar o veículo no acostamento à direita, para I - por agrupamento de pessoas, como préstitos, passeatas, desfiles
aguardar a oportunidade de cruzar a pista ou entrar à esquerda, onde e outros:
não houver local apropriado para operação de retorno: Infração - gravíssima;
Infração - grave; Penalidade - multa.
Penalidade - multa. II - por agrupamento de veículos, como cortejos, formações militares
Art. 205. Ultrapassar veículo em movimento que integre cortejo, e outros:
préstito, desfile e formações militares, salvo com autorização da autori- Infração - grave;
dade de trânsito ou de seus agentes:
Penalidade - multa.
Infração - leve;
Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veí-
Penalidade - multa. culo não motorizado:
Art. 206. Executar operação de retorno: I - que se encontre na faixa a ele destinada;
I - em locais proibidos pela sinalização; II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde
II - nas curvas, aclives, declives, pontes, viadutos e túneis; para o veículo;
III - passando por cima de calçada, passeio, ilhas, ajardinamento ou III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:
canteiros de divisões de pista de rolamento, refúgios e faixas de pedes- Infração - gravíssima;
tres e nas de veículos não motorizados;
Penalidade - multa.
IV - nas interseções, entrando na contramão de direção da via trans-
versal; IV - quando houver iniciado a travessia mesmo que não haja sinali-
zação a ele destinada;
V - com prejuízo da livre circulação ou da segurança, ainda que em
locais permitidos: V - que esteja atravessando a via transversal para onde se dirige o
veículo:
Infração - gravíssima;
Infração - grave;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 207. Executar operação de conversão à direita ou à esquerda
em locais proibidos pela sinalização: Art. 215. Deixar de dar preferência de passagem:
Infração - grave; I - em interseção não sinalizada:
Penalidade - multa. a) a veículo que estiver circulando por rodovia ou rotatória;
Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obri- b) a veículo que vier da direita;
gatória:
II - nas interseções com sinalização de regulamentação de Dê a Pre-
Infração - gravíssima; ferência:
Penalidade - multa. Infração - grave;
Art. 209. Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem si- Penalidade - multa.
nalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às áreas destina-
das à pesagem de veículos ou evadir-se para não efetuar o pagamento Art. 216. Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar adequadamente
do pedágio: posicionado para ingresso na via e sem as precauções com a segurança
de pedestres e de outros veículos:
Infração - grave;
Infração - média;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Conhecimentos Específicos 22 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 217. Entrar ou sair de fila de veículos estacionados sem dar pre- XIV - nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque
ferência de passagem a pedestres e a outros veículos: e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de
pedestres:
Infração - média;
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Penalidade - multa.
Art. 218. Transitar em velocidade superior à máxima permitida para
o local, medida por instrumento ou equipamento hábil, em rodovias, vias Art. 221. Portar no veículo placas de identificação em desacordo
de trânsito rápido, vias arteriais e demais vias: (Redação dada pela Lei nº com as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN:
11.334, de 2006)
Infração - média;
I - quando a velocidade for superior à máxima em até 20% (vinte por
cento): (Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006) Penalidade - multa;
Infração - média; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006) Medida administrativa - retenção do veículo para regularização e a-
preensão das placas irregulares.
Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006)
Parágrafo único. Incide na mesma penalidade aquele que confeccio-
II - quando a velocidade for superior à máxima em mais de 20% (vin- na, distribui ou coloca, em veículo próprio ou de terceiros, placas de
te por cento) até 50% (cinquenta por cento): (Redação dada pela Lei nº identificação não autorizadas pela regulamentação.
11.334, de 2006)
Art. 222. Deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de
Infração - grave; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006) emergência, o sistema de iluminação vermelha intermitente dos veículos
de polícia, de socorro de incêndio e salvamento, de fiscalização de
Penalidade - multa; (Redação dada pela Lei nº 11.334, de 2006) trânsito e das ambulâncias, ainda que parados:
III - quando a velocidade for superior à máxima em mais de 50% Infração - média;
(cinquenta por cento): (Incluído pela Lei nº 11.334, de 2006)
Penalidade - multa.
Infração - gravíssima; (Incluído pela Lei nº 11.334, de 2006)
Art. 223. Transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz al-
Penalidade - multa [3 (três) vezes], suspensão imediata do direito de ta de forma a perturbar a visão de outro condutor:
dirigir e apreensão do documento de habilitação. (Incluído pela Lei nº
11.334, de 2006) Infração - grave;
Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da Penalidade - multa;
velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo o
trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o Medida administrativa - retenção do veículo para regularização.
permitam, salvo se estiver na faixa da direita: Art. 224. Fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias providas
Infração - média; de iluminação pública:
Penalidade - multa. Infração - leve;
Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compa- Penalidade - multa.
tível com a segurança do trânsito: Art. 225. Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais
I - quando se aproximar de passeatas, aglomerações, cortejos, prés- condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas ou omitir-se
titos e desfiles: quanto a providências necessárias para tornar visível o local, quando:
Infração - gravíssima; I - tiver de remover o veículo da pista de rolamento ou permanecer
no acostamento;
Penalidade - multa;
II - a carga for derramada sobre a via e não puder ser retirada imedi-
II - nos locais onde o trânsito esteja sendo controlado pelo agente da atamente:
autoridade de trânsito, mediante sinais sonoros ou gestos;
Infração - grave;
III - ao aproximar-se da guia da calçada (meio-fio) ou acostamento;
Penalidade - multa.
IV - ao aproximar-se de ou passar por interseção não sinalizada;
Art. 226. Deixar de retirar todo e qualquer objeto que tenha sido utili-
V - nas vias rurais cuja faixa de domínio não esteja cercada; zado para sinalização temporária da via:
VI - nos trechos em curva de pequeno raio; Infração - média;
VII - ao aproximar-se de locais sinalizados com advertência de obras Penalidade - multa.
ou trabalhadores na pista;
Art. 227. Usar buzina:
VIII - sob chuva, neblina, cerração ou ventos fortes;
I - em situação que não a de simples toque breve como advertência
IX - quando houver má visibilidade; ao pedestre ou a condutores de outros veículos;
X - quando o pavimento se apresentar escorregadio, defeituoso ou II - prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
avariado;
III - entre as vinte e duas e as seis horas;
XI - à aproximação de animais na pista;
IV - em locais e horários proibidos pela sinalização;
XII - em declive;
V - em desacordo com os padrões e frequências estabelecidas pelo
XIII - ao ultrapassar ciclista: CONTRAN:
Infração - grave; Infração - leve;
Penalidade - multa; Penalidade - multa.
Conhecimentos Específicos 23 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou fre- XX - sem portar a autorização para condução de escolares, na forma
quência que não sejam autorizados pelo CONTRAN: estabelecida no art. 136:
Infração - grave; Infração - grave;
Penalidade - multa; Penalidade - multa e apreensão do veículo;
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização. XXI - de carga, com falta de inscrição da tara e demais inscrições
previstas neste Código;
Art. 229. Usar indevidamente no veículo aparelho de alarme ou que
produza sons e ruído que perturbem o sossego público, em desacordo XXII - com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com
com normas fixadas pelo CONTRAN: lâmpadas queimadas:
Infração - média; Infração - média;
Penalidade - multa e apreensão do veículo; Penalidade - multa.
Medida administrativa - remoção do veículo. XXIII - em desacordo com as condições estabelecidas no art. 67-A,
relativamente ao tempo de permanência do condutor ao volante e aos
Art. 230. Conduzir o veículo: intervalos para descanso, quando se tratar de veículo de transporte de
I - com o lacre, a inscrição do chassi, o selo, a placa ou qualquer ou- carga ou de passageiros: (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
tro elemento de identificação do veículo violado ou falsificado; Infração - grave; (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
II - transportando passageiros em compartimento de carga, salvo por Penalidade - multa; (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na
forma estabelecida pelo CONTRAN; Medida administrativa - retenção do veículo para cumprimento do
tempo de descanso aplicável; (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
III - com dispositivo anti-radar;
XXIV- (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
IV - sem qualquer uma das placas de identificação;
Art. 231. Transitar com o veículo:
V - que não esteja registrado e devidamente licenciado;
I - danificando a via, suas instalações e equipamentos;
VI - com qualquer uma das placas de identificação sem condições de
legibilidade e visibilidade: II - derramando, lançando ou arrastando sobre a via:
Infração - gravíssima; a) carga que esteja transportando;
Penalidade - multa e apreensão do veículo; b) combustível ou lubrificante que esteja utilizando;
Medida administrativa - remoção do veículo; c) qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente:
VII - com a cor ou característica alterada; Infração - gravíssima;
VIII - sem ter sido submetido à inspeção de segurança veicular, Penalidade - multa;
quando obrigatória;
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização;
IX - sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou ino-
perante; III - produzindo fumaça, gases ou partículas em níveis superiores
aos fixados pelo CONTRAN;
X - com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido
pelo CONTRAN; IV - com suas dimensões ou de sua carga superiores aos limites es-
tabelecidos legalmente ou pela sinalização, sem autorização:
XI - com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeitu-
oso, deficiente ou inoperante; Infração - grave;
XII - com equipamento ou acessório proibido; Penalidade - multa;
XIII - com o equipamento do sistema de iluminação e de sinalização Medida administrativa - retenção do veículo para regularização;
alterados; V - com excesso de peso, admitido percentual de tolerância quando
XIV - com registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo aferido por equipamento, na forma a ser estabelecida pelo CONTRAN:
viciado ou defeituoso, quando houver exigência desse aparelho; Infração - média;
XV - com inscrições, adesivos, legendas e símbolos de caráter publi- Penalidade - multa acrescida a cada duzentos quilogramas ou fração
citário afixados ou pintados no pára-brisa e em toda a extensão da parte de excesso de peso apurado, constante na seguinte tabela:
traseira do veículo, excetuadas as hipóteses previstas neste Código;
a) até seiscentos quilogramas - 5 (cinco) UFIR;
XVI - com vidros total ou parcialmente cobertos por películas refleti-
vas ou não, painéis decorativos ou pinturas; b) de seiscentos e um a oitocentos quilogramas - 10 (dez) UFIR;
XVII - com cortinas ou persianas fechadas, não autorizadas pela le- c) de oitocentos e um a um mil quilogramas - 20 (vinte) UFIR;
gislação; d) de um mil e um a três mil quilogramas - 30 (trinta) UFIR;
XVIII - em mau estado de conservação, comprometendo a seguran- e) de três mil e um a cinco mil quilogramas - 40 (quarenta) UFIR;
ça, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão
de poluentes e ruído, prevista no art. 104; f) acima de cinco mil e um quilogramas - 50 (cinquenta) UFIR;
XIX - sem acionar o limpador de pára-brisa sob chuva: Medida administrativa - retenção do veículo e transbordo da carga
excedente;
Infração - grave;
VI - em desacordo com a autorização especial, expedida pela autori-
Penalidade - multa; dade competente para transitar com dimensões excedentes, ou quando a
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização; mesma estiver vencida:
Conhecimentos Específicos 24 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Infração - grave; Penalidade - multa.
Penalidade - multa e apreensão do veículo; Art. 237. Transitar com o veículo em desacordo com as especifica-
ções, e com falta de inscrição e simbologia necessárias à sua identifica-
Medida administrativa - remoção do veículo; ção, quando exigidas pela legislação:
VII - com lotação excedente; Infração - grave;
VIII - efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando Penalidade - multa;
não for licenciado para esse fim, salvo casos de força maior ou com
permissão da autoridade competente: Medida administrativa - retenção do veículo para regularização.
Infração - média; Art. 238. Recusar-se a entregar à autoridade de trânsito ou a seus
agentes, mediante recibo, os documentos de habilitação, de registro, de
Penalidade - multa; licenciamento de veículo e outros exigidos por lei, para averiguação de
Medida administrativa - retenção do veículo; sua autenticidade:
IX - desligado ou desengrenado, em declive: Infração - gravíssima;
Infração - média; Penalidade - multa e apreensão do veículo;
Penalidade - multa; Medida administrativa - remoção do veículo.
Medida administrativa - retenção do veículo; Art. 239. Retirar do local veículo legalmente retido para regulariza-
ção, sem permissão da autoridade competente ou de seus agentes:
X - excedendo a capacidade máxima de tração:
Infração - gravíssima;
Infração - de média a gravíssima, a depender da relação entre o ex-
cesso de peso apurado e a capacidade máxima de tração, a ser regula- Penalidade - multa e apreensão do veículo;
mentada pelo CONTRAN; Medida administrativa - remoção do veículo.
Penalidade - multa; Art. 240. Deixar o responsável de promover a baixa do registro de
Medida Administrativa - retenção do veículo e transbordo de carga veículo irrecuperável ou definitivamente desmontado:
excedente. Infração - grave;
Parágrafo único. Sem prejuízo das multas previstas nos incisos V e Penalidade - multa;
X, o veículo que transitar com excesso de peso ou excedendo à capaci-
dade máxima de tração, não computado o percentual tolerado na forma Medida administrativa - Recolhimento do Certificado de Registro e
do disposto na legislação, somente poderá continuar viagem após des- do Certificado de Licenciamento Anual.
carregar o que exceder, segundo critérios estabelecidos na referida
legislação complementar. Art. 241. Deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de
habilitação do condutor:
Art. 232. Conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório
referidos neste Código: Infração - leve;
Infração - leve; Penalidade - multa.
Penalidade - multa; Art. 242. Fazer falsa declaração de domicílio para fins de registro, li-
cenciamento ou habilitação:
Medida administrativa - retenção do veículo até a apresentação do
documento. Infração - gravíssima;
Art. 233. Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta di- Penalidade - multa.
as, junto ao órgão executivo de trânsito, ocorridas as hipóteses previstas Art. 243. Deixar a empresa seguradora de comunicar ao órgão exe-
no art. 123: cutivo de trânsito competente a ocorrência de perda total do veículo e de
Infração - grave; lhe devolver as respectivas placas e documentos:
Penalidade - multa; Infração - grave;
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização. Penalidade - multa;
Art. 234. Falsificar ou adulterar documento de habilitação e de identi- Medida administrativa - Recolhimento das placas e dos documentos.
ficação do veículo: Art. 244. Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
Infração - gravíssima; I - sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de prote-
Penalidade - multa e apreensão do veículo; ção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas
pelo CONTRAN;
Medida administrativa - remoção do veículo.
II - transportando passageiro sem o capacete de segurança, na for-
Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do ma estabelecida no inciso anterior, ou fora do assento suplementar
veículo, salvo nos casos devidamente autorizados: colocado atrás do condutor ou em carro lateral;
Infração - grave; III - fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda;
Penalidade - multa; IV - com os faróis apagados;
Medida administrativa - retenção do veículo para transbordo. V - transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas
circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança:
Art. 236. Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em
casos de emergência: Infração - gravíssima;
Infração - média; Penalidade - multa e suspensão do direito de dirigir;
Conhecimentos Específicos 25 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Medida administrativa - Recolhimento do documento de habilitação; Infração - grave;
VI - rebocando outro veículo; Penalidade - multa;
VII - sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventual- Medida administrativa - retenção para o transbordo.
mente para indicação de manobras;
Art. 249. Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição,
VIII – transportando carga incompatível com suas especificações ou quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou desembarque
em desacordo com o previsto no § 2o do art. 139-A desta Lei; (Redação de passageiros e carga ou descarga de mercadorias:
dada pela Lei nº 12.2009, de 2009)
Infração - média;
IX – efetuando transporte remunerado de mercadorias em desacordo
com o previsto no art. 139-A desta Lei ou com as normas que regem a Penalidade - multa.
atividade profissional dos mototaxistas: (Incluído pela Lei nº 12.2009, de Art. 250. Quando o veículo estiver em movimento:
2009)
I - deixar de manter acesa a luz baixa:
Infração – grave; (Incluído pela Lei nº 12.2009, de 2009)
a) durante a noite;
Penalidade – multa; (Incluído pela Lei nº 12.2009, de 2009)
b) de dia, nos túneis providos de iluminação pública;
Medida administrativa – apreensão do veículo para regularização.
(Incluído pela Lei nº 12.2009, de 2009) c) de dia e de noite, tratando-se de veículo de transporte coletivo de
passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles destinadas;
§ 1º Para ciclos aplica-se o disposto nos incisos III, VII e VIII, além
de: d) de dia e de noite, tratando-se de ciclomotores;
a) conduzir passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele II - deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob
destinado; chuva forte, neblina ou cerração;
b) transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver III - deixar de manter a placa traseira iluminada, à noite;
acostamento ou faixas de rolamento próprias; Infração - média;
c) transportar crianças que não tenham, nas circunstâncias, condi- Penalidade - multa.
ções de cuidar de sua própria segurança.
Art. 251. Utilizar as luzes do veículo:
§ 2º Aplica-se aos ciclomotores o disposto na alínea b do parágrafo
anterior: I - o pisca-alerta, exceto em imobilizações ou situações de emergên-
cia;
Infração - média;
II - baixa e alta de forma intermitente, exceto nas seguintes situa-
§ 3o A restrição imposta pelo inciso VI do caput deste artigo não se ções:
aplica às motocicletas e motonetas que tracionem semi-reboques espe-
cialmente projetados para esse fim e devidamente homologados pelo a) a curtos intervalos, quando for conveniente advertir a outro condu-
órgão competente.(Incluído pela Lei nº 10.517, de 2002) tor que se tem o propósito de ultrapassá-lo;
Penalidade - multa. b) em imobilizações ou situação de emergência, como advertência,
utilizando pisca-alerta;
Art. 245. Utilizar a via para depósito de mercadorias, materiais ou
equipamentos, sem autorização do órgão ou entidade de trânsito com c) quando a sinalização de regulamentação da via determinar o uso
circunscrição sobre a via: do pisca-alerta:
Infração - grave; Infração - média;
Penalidade - multa; Penalidade - multa.
Medida administrativa - remoção da mercadoria ou do material. Art. 252. Dirigir o veículo:
Parágrafo único. A penalidade e a medida administrativa incidirão I - com o braço do lado de fora;
sobre a pessoa física ou jurídica responsável.
II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou
Art. 246. Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à entre os braços e pernas;
segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via terrestre como na
III - com incapacidade física ou mental temporária que comprometa a
calçada, ou obstaculizar a via indevidamente:
segurança do trânsito;
Infração - gravíssima;
IV - usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a
Penalidade - multa, agravada em até cinco vezes, a critério da auto- utilização dos pedais;
ridade de trânsito, conforme o risco à segurança.
V - com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais re-
Parágrafo único. A penalidade será aplicada à pessoa física ou jurí- gulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipa-
dica responsável pela obstrução, devendo a autoridade com circunscri- mentos e acessórios do veículo;
ção sobre a via providenciar a sinalização de emergência, às expensas
VI - utilizando-se de fones nos ouvidos conectados a aparelhagem
do responsável, ou, se possível, promover a desobstrução.
sonora ou de telefone celular;
Art. 247. Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fi-
Infração - média;
la única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de tração
animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a eles destinados: Penalidade - multa.
Infração - média; Art. 253. Bloquear a via com veículo:
Penalidade - multa. Infração - gravíssima;
Art. 248. Transportar em veículo destinado ao transporte de passa- Penalidade - multa e apreensão do veículo;
geiros carga excedente em desacordo com o estabelecido no art. 109:
Conhecimentos Específicos 26 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Medida administrativa - remoção do veículo. condições exigidas para o trânsito do veículo na via terrestre, conserva-
ção e inalterabilidade de suas características, componentes, agregados,
Art. 254. É proibido ao pedestre: habilitação legal e compatível de seus condutores, quando esta for
I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá- exigida, e outras disposições que deva observar.
las onde for permitido; § 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decor-
II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo rentes de atos praticados na direção do veículo.
onde exista permissão; § 4º O embarcador é responsável pela infração relativa ao transporte
III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando de carga com excesso de peso nos eixos ou no peso bruto total, quando
houver sinalização para esse fim; simultaneamente for o único remetente da carga e o peso declarado na
nota fiscal, fatura ou manifesto for inferior àquele aferido.
IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trân-
sito, ou para a prática de qualquer folguedo, esporte, desfiles e similares, § 5º O transportador é o responsável pela infração relativa ao trans-
salvo em casos especiais e com a devida licença da autoridade compe- porte de carga com excesso de peso nos eixos ou quando a carga pro-
tente; veniente de mais de um embarcador ultrapassar o peso bruto total.
V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou sub- § 6º O transportador e o embarcador são solidariamente responsá-
terrânea; veis pela infração relativa ao excesso de peso bruto total, se o peso
declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for superior ao limite legal.
VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica;
§ 7º Não sendo imediata a identificação do infrator, o proprietário do
Infração - leve; veículo terá quinze dias de prazo, após a notificação da autuação, para
Penalidade - multa, em 50% (cinquenta por cento) do valor da infra- apresentá-lo, na forma em que dispuser o CONTRAN, ao fim do qual,
ção de natureza leve. não o fazendo, será considerado responsável pela infração.
Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a § 8º Após o prazo previsto no parágrafo anterior, não havendo identi-
circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto ficação do infrator e sendo o veículo de propriedade de pessoa jurídica,
no parágrafo único do art. 59: será lavrada nova multa ao proprietário do veículo, mantida a originada
pela infração, cujo valor é o da multa multiplicada pelo número de infra-
Infração - média; ções iguais cometidas no período de doze meses.
Penalidade - multa; § 9º O fato de o infrator ser pessoa jurídica não o exime do disposto
no § 3º do art. 258 e no art. 259.
Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o
pagamento da multa. Art. 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo
com sua gravidade, em quatro categorias:
CAPÍTULO XVI I - infração de natureza gravíssima, punida com multa de valor cor-
DAS PENALIDADES respondente a 180 (cento e oitenta) UFIR;
Art. 256. A autoridade de trânsito, na esfera das competências esta- II - infração de natureza grave, punida com multa de valor corres-
belecidas neste Código e dentro de sua circunscrição, deverá aplicar, às pondente a 120 (cento e vinte) UFIR;
infrações nele previstas, as seguintes penalidades:
III - infração de natureza média, punida com multa de valor corres-
I - advertência por escrito; pondente a 80 (oitenta) UFIR;
II - multa; IV - infração de natureza leve, punida com multa de valor correspon-
III - suspensão do direito de dirigir; dente a 50 (cinquenta) UFIR.
IV - apreensão do veículo; § 1º Os valores das multas serão corrigidos no primeiro dia útil de
cada mês pela variação da UFIR ou outro índice legal de correção dos
V - cassação da Carteira Nacional de Habilitação; débitos fiscais.
VI - cassação da Permissão para Dirigir; § 2º Quando se tratar de multa agravada, o fator multiplicador ou ín-
VII - frequência obrigatória em curso de reciclagem. dice adicional específico é o previsto neste Código.
§ 1º A aplicação das penalidades previstas neste Código não elide § 3º (VETADO)
as punições originárias de ilícitos penais decorrentes de crimes de trânsi- § 4º (VETADO)
to, conforme disposições de lei.
Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes
§ 2º (VETADO) números de pontos:
§ 3º A imposição da penalidade será comunicada aos órgãos ou en- I - gravíssima - sete pontos;
tidades executivos de trânsito responsáveis pelo licenciamento do veícu-
lo e habilitação do condutor. II - grave - cinco pontos;
Art. 257. As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário III - média - quatro pontos;
do veículo, ao embarcador e ao transportador, salvo os casos de des- IV - leve - três pontos.
cumprimento de obrigações e deveres impostos a pessoas físicas ou
jurídicas expressamente mencionados neste Código. § 1º (VETADO)
§ 1º Aos proprietários e condutores de veículos serão impostas con- § 2º (VETADO)
comitantemente as penalidades de que trata este Código toda vez que
§ 3o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
houver responsabilidade solidária em infração dos preceitos que lhes
couber observar, respondendo cada um de per si pela falta em comum Art. 260. As multas serão impostas e arrecadadas pelo órgão ou en-
que lhes for atribuída. tidade de trânsito com circunscrição sobre a via onde haja ocorrido a
infração, de acordo com a competência estabelecida neste Código.
§ 2º Ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração
referente à prévia regularização e preenchimento das formalidades e
Conhecimentos Específicos 27 A Opção Certa Para a Sua Realização
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§ 1º As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Fe- § 2º Decorridos dois anos da cassação da Carteira Nacional de Habi-
deração diversa da do licenciamento do veículo serão arrecadadas e litação, o infrator poderá requerer sua reabilitação, submetendo-se a
compensadas na forma estabelecida pelo CONTRAN. todos os exames necessários à habilitação, na forma estabelecida pelo
CONTRAN.
§ 2º As multas decorrentes de infração cometida em unidade da Fe-
deração diversa daquela do licenciamento do veículo poderão ser comu- Art. 264. (VETADO)
nicadas ao órgão ou entidade responsável pelo seu licenciamento, que
providenciará a notificação. Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cas-
sação do documento de habilitação serão aplicadas por decisão funda-
§ 3º (Revogado pela Lei nº 9.602, de 1998) mentada da autoridade de trânsito competente, em processo administra-
tivo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa.
§ 4º Quando a infração for cometida com veículo licenciado no exte-
rior, em trânsito no território nacional, a multa respectiva deverá ser paga Art. 266. Quando o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais
antes de sua saída do País, respeitado o princípio de reciprocidade. infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as respectivas penali-
dades.
Art. 261. A penalidade de suspensão do direito de dirigir será aplica-
da, nos casos previstos neste Código, pelo prazo mínimo de um mês até Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito
o máximo de um ano e, no caso de reincidência no período de doze à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa,
meses, pelo prazo mínimo de seis meses até o máximo de dois anos, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze
segundo critérios estabelecidos pelo CONTRAN. meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator,
entender esta providência como mais educativa.
§ 1o Além dos casos previstos em outros artigos deste Código e ex-
cetuados aqueles especificados no art. 263, a suspensão do direito de § 1º A aplicação da advertência por escrito não elide o acréscimo do
dirigir será aplicada quando o infrator atingir, no período de 12 (doze) valor da multa prevista no § 3º do art. 258, imposta por infração posteri-
meses, a contagem de 20 (vinte) pontos, conforme pontuação indicada ormente cometida.
no art. 259. (Redação dada pela Lei nº 12.547, de 2011)
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos pedestres, po-
§ 2º Quando ocorrer a suspensão do direito de dirigir, a Carteira Na- dendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de
cional de Habilitação será devolvida a seu titular imediatamente após segurança viária, a critério da autoridade de trânsito.
cumprida a penalidade e o curso de reciclagem.
Art. 268. O infrator será submetido a curso de reciclagem, na forma
§ 3o A imposição da penalidade de suspensão do direito de dirigir estabelecida pelo CONTRAN:
elimina os 20 (vinte) pontos computados para fins de contagem subse-
quente. (Incluído pela Lei nº 12.547, de 2011) I - quando, sendo contumaz, for necessário à sua reeducação;
§ 4o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012) II - quando suspenso do direito de dirigir;
Art. 262. O veículo apreendido em decorrência de penalidade aplica- III - quando se envolver em acidente grave para o qual haja contribu-
da será recolhido ao depósito e nele permanecerá sob custódia e res- ído, independentemente de processo judicial;
ponsabilidade do órgão ou entidade apreendedora, com ônus para o seu IV - quando condenado judicialmente por delito de trânsito;
proprietário, pelo prazo de até trinta dias, conforme critério a ser estabe-
lecido pelo CONTRAN. V - a qualquer tempo, se for constatado que o condutor está colo-
cando em risco a segurança do trânsito;
§ 1º No caso de infração em que seja aplicável a penalidade de a-
preensão do veículo, o agente de trânsito deverá, desde logo, adotar a VI - em outras situações a serem definidas pelo CONTRAN.
medida administrativa de recolhimento do Certificado de Licenciamento
Anual. CAPÍTULO XVII
§ 2º A restituição dos veículos apreendidos só ocorrerá mediante o DAS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
prévio pagamento das multas impostas, taxas e despesas com remoção Art. 269. A autoridade de trânsito ou seus agentes, na esfera das
e estada, além de outros encargos previstos na legislação específica. competências estabelecidas neste Código e dentro de sua circunscrição,
§ 3º A retirada dos veículos apreendidos é condicionada, ainda, ao deverá adotar as seguintes medidas administrativas:
reparo de qualquer componente ou equipamento obrigatório que não I - retenção do veículo;
esteja em perfeito estado de funcionamento.
II - remoção do veículo;
§ 4º Se o reparo referido no parágrafo anterior demandar providência
que não possa ser tomada no depósito, a autoridade responsável pela III - recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação;
apreensão liberará o veículo para reparo, mediante autorização, assi-
nando prazo para a sua reapresentação e vistoria. IV - recolhimento da Permissão para Dirigir;
§ 5o O recolhimento ao depósito, bem como a sua manutenção, o- V - recolhimento do Certificado de Registro;
correrá por serviço público executado diretamente ou contratado por VI - recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual;
licitação pública pelo critério de menor preço. (Incluído pela Lei nº
12.760, de 2012) VII - (VETADO)
Art. 263. A cassação do documento de habilitação dar-se-á: VIII - transbordo do excesso de carga;
I - quando, suspenso o direito de dirigir, o infrator conduzir qualquer IX - realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de
veículo; substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíqui-
ca;
II - no caso de reincidência, no prazo de doze meses, das infrações
previstas no inciso III do art. 162 e nos arts. 163, 164, 165, 173, 174 e X - recolhimento de animais que se encontrem soltos nas vias e na
175; faixa de domínio das vias de circulação, restituindo-os aos seus proprie-
III - quando condenado judicialmente por delito de trânsito, observa- tários, após o pagamento de multas e encargos devidos.
do o disposto no art. 160. XI - realização de exames de aptidão física, mental, de legislação, de
§ 1º Constatada, em processo administrativo, a irregularidade na ex- prática de primeiros socorros e de direção veicular. (Incluído pela Lei nº
pedição do documento de habilitação, a autoridade expedidora promove- 9.602, de 1998)
rá o seu cancelamento.
Conhecimentos Específicos 28 A Opção Certa Para a Sua Realização
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§ 1º A ordem, o consentimento, a fiscalização, as medidas adminis- Parágrafo único. O Contran disciplinará as margens de tolerância
trativas e coercitivas adotadas pelas autoridades de trânsito e seus quando a infração for apurada por meio de aparelho de medição, obser-
agentes terão por objetivo prioritário a proteção à vida e à incolumidade vada a legislação metrológica. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de
física da pessoa. 2012)
§ 2º As medidas administrativas previstas neste artigo não elidem a Art. 277. O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de
aplicação das penalidades impostas por infrações estabelecidas neste trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito poderá ser submetido
Código, possuindo caráter complementar a estas. a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por meios
§ 3º São documentos de habilitação a Carteira Nacional de Habilita- técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran, permita
ção e a Permissão para Dirigir. certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determi-
ne dependência. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
§ 4º Aplica-se aos animais recolhidos na forma do inciso X o dispos-
to nos arts. 271 e 328, no que couber. § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Art. 270. O veículo poderá ser retido nos casos expressos neste Có- § 2o A infração prevista no art. 165 também poderá ser caracteriza-
digo. da mediante imagem, vídeo, constatação de sinais que indiquem, na
forma disciplinada pelo Contran, alteração da capacidade psicomotora ou
§ 1º Quando a irregularidade puder ser sanada no local da infração, produção de quaisquer outras provas em direito admitidas. (Redação
o veículo será liberado tão logo seja regularizada a situação. dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
§ 2º Não sendo possível sanar a falha no local da infração, o veículo § 3o Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas es-
poderá ser retirado por condutor regularmente habilitado, mediante tabelecidas no art. 165 deste Código ao condutor que se recusar a se
recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual, contra recibo, submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput deste artigo.
assinalando-se ao condutor prazo para sua regularização, para o que se (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
considerará, desde logo, notificado.
Art. 278. Ao condutor que se evadir da fiscalização, não submetendo
§ 3º O Certificado de Licenciamento Anual será devolvido ao condu- veículo à pesagem obrigatória nos pontos de pesagem, fixos ou móveis,
tor no órgão ou entidade aplicadores das medidas administrativas, tão será aplicada a penalidade prevista no art. 209, além da obrigação de
logo o veículo seja apresentado à autoridade devidamente regularizado. retornar ao ponto de evasão para fim de pesagem obrigatória.
§ 4º Não se apresentando condutor habilitado no local da infração, o Parágrafo único. No caso de fuga do condutor à ação policial, a a-
veículo será recolhido ao depósito, aplicando-se neste caso o disposto preensão do veículo dar-se-á tão logo seja localizado, aplicando-se, além
nos parágrafos do art. 262. das penalidades em que incorre, as estabelecidas no art. 210.
§ 5º A critério do agente, não se dará a retenção imediata, quando Art. 279. Em caso de acidente com vítima, envolvendo veículo equi-
se tratar de veículo de transporte coletivo transportando passageiros ou pado com registrador instantâneo de velocidade e tempo, somente o
veículo transportando produto perigoso ou perecível, desde que ofereça perito oficial encarregado do levantamento pericial poderá retirar o disco
condições de segurança para circulação em via pública. ou unidade armazenadora do registro.
Art. 271. O veículo será removido, nos casos previstos neste Código,
para o depósito fixado pelo órgão ou entidade competente, com circuns- CAPÍTULO XVIII
crição sobre a via. DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
Seção I
Parágrafo único. A restituição dos veículos removidos só ocorrerá Da Autuação
mediante o pagamento das multas, taxas e despesas com remoção e
estada, além de outros encargos previstos na legislação específica. Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de trânsito, la-
vrar-se-á auto de infração, do qual constará:
Art. 272. O recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação e da
Permissão para Dirigir dar-se-á mediante recibo, além dos casos previs- I - tipificação da infração;
tos neste Código, quando houver suspeita de sua inautenticidade ou
II - local, data e hora do cometimento da infração;
adulteração.
III - caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e es-
Art. 273. O recolhimento do Certificado de Registro dar-se-á median-
pécie, e outros elementos julgados necessários à sua identificação;
te recibo, além dos casos previstos neste Código, quando:
IV - o prontuário do condutor, sempre que possível;
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;
V - identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente au-
II - se, alienado o veículo, não for transferida sua propriedade no
tuador ou equipamento que comprovar a infração;
prazo de trinta dias.
VI - assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como
Art. 274. O recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual dar-
notificação do cometimento da infração.
se-á mediante recibo, além dos casos previstos neste Código, quando:
§ 1º (VETADO)
I - houver suspeita de inautenticidade ou adulteração;
§ 2º A infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade
II - se o prazo de licenciamento estiver vencido;
ou do agente da autoridade de trânsito, por aparelho eletrônico ou por
III - no caso de retenção do veículo, se a irregularidade não puder equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio
ser sanada no local. tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo CON-
TRAN.
Art. 275. O transbordo da carga com peso excedente é condição pa-
ra que o veículo possa prosseguir viagem e será efetuado às expensas § 3º Não sendo possível a autuação em flagrante, o agente de trânsi-
do proprietário do veículo, sem prejuízo da multa aplicável. to relatará o fato à autoridade no próprio auto de infração, informando os
dados a respeito do veículo, além dos constantes nos incisos I, II e III,
Parágrafo único. Não sendo possível desde logo atender ao disposto para o procedimento previsto no artigo seguinte.
neste artigo, o veículo será recolhido ao depósito, sendo liberado após
sanada a irregularidade e pagas as despesas de remoção e estada. § 4º O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o au-
to de infração poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda,
Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre
litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades previstas no art. a via no âmbito de sua competência.
165. (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Conhecimentos Específicos 29 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Seção II Parágrafo único. A autoridade de trânsito que receber o recurso de-
Do Julgamento das Autuações e Penalidades verá remetê-lo, de pronto, à autoridade que impôs a penalidade acompa-
nhado das cópias dos prontuários necessários ao julgamento.
Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da competência estabe-
lecida neste Código e dentro de sua circunscrição, julgará a consistência Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser interposto, na
do auto de infração e aplicará a penalidade cabível. forma do artigo seguinte, no prazo de trinta dias contado da publicação
ou da notificação da decisão.
Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro
julgado insubsistente: § 1º O recurso será interposto, da decisão do não provimento, pelo
responsável pela infração, e da decisão de provimento, pela autoridade
I - se considerado inconsistente ou irregular; que impôs a penalidade.
II - se, no prazo máximo de trinta dias, não for expedida a notificação Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será apreciado no
da autuação. (Redação dada pela Lei nº 9.602, de 1998) prazo de trinta dias:
Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao propri- I - tratando-se de penalidade imposta pelo órgão ou entidade de
etário do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro trânsito da União:
meio tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da penali-
dade. a) em caso de suspensão do direito de dirigir por mais de seis me-
ses, cassação do documento de habilitação ou penalidade por infrações
§ 1º A notificação devolvida por desatualização do endereço do pro- gravíssimas, pelo CONTRAN;
prietário do veículo será considerada válida para todos os efeitos.
b) nos demais casos, por colegiado especial integrado pelo Coorde-
§ 2º A notificação a pessoal de missões diplomáticas, de repartições nador-Geral da JARI, pelo Presidente da Junta que apreciou o recurso e
consulares de carreira e de representações de organismos internacionais por mais um Presidente de Junta;
e de seus integrantes será remetida ao Ministério das Relações Exterio-
res para as providências cabíveis e cobrança dos valores, no caso de II - tratando-se de penalidade imposta por órgão ou entidade de
multa. trânsito estadual, municipal ou do Distrito Federal, pelos CETRAN E
CONTRANDIFE, respectivamente.
§ 3º Sempre que a penalidade de multa for imposta a condutor, à ex-
ceção daquela de que trata o § 1º do art. 259, a notificação será encami- Parágrafo único. No caso da alínea b do inciso I, quando houver a-
nhada ao proprietário do veículo, responsável pelo seu pagamento. penas uma JARI, o recurso será julgado por seus próprios membros.
§ 4º Da notificação deverá constar a data do término do prazo para Art. 290. A apreciação do recurso previsto no art. 288 encerra a ins-
apresentação de recurso pelo responsável pela infração, que não será tância administrativa de julgamento de infrações e penalidades.
inferior a trinta dias contados da data da notificação da penalidade.
(Incluído pela Lei nº 9.602, de 1998) Parágrafo único. Esgotados os recursos, as penalidades aplicadas
nos termos deste Código serão cadastradas no RENACH.
§ 5º No caso de penalidade de multa, a data estabelecida no pará-
grafo anterior será a data para o recolhimento de seu valor. (Incluído pela CAPÍTULO XIX
Lei nº 9.602, de 1998) DOS CRIMES DE TRÂNSITO
Art. 283. (VETADO)
Seção I
Art. 284. O pagamento da multa poderá ser efetuado até a data do
Disposições Gerais
vencimento expressa na notificação, por oitenta por cento do seu valor.
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores,
Parágrafo único. Não ocorrendo o pagamento da multa no prazo es-
previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e
tabelecido, seu valor será atualizado à data do pagamento, pelo mesmo
do Código de Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo
número de UFIR fixado no art. 258.
diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que
Art. 285. O recurso previsto no art. 283 será interposto perante a au- couber.
toridade que impôs a penalidade, a qual remetê-lo-á à JARI, que deverá
§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o
julgá-lo em até trinta dias.
disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de
§ 1º O recurso não terá efeito suspensivo. 1995, exceto se o agente estiver: (Renumerado do parágrafo único pela
Lei nº 11.705, de 2008)
§ 2º A autoridade que impôs a penalidade remeterá o recurso ao ór-
gão julgador, dentro dos dez dias úteis subsequentes à sua apresenta- I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa
ção, e, se o entender intempestivo, assinalará o fato no despacho de que determine dependência; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
encaminhamento.
II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição
§ 3º Se, por motivo de força maior, o recurso não for julgado dentro automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de
do prazo previsto neste artigo, a autoridade que impôs a penalidade, de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente; (Incluído
ofício, ou por solicitação do recorrente, poderá conceder-lhe efeito sus- pela Lei nº 11.705, de 2008)
pensivo.
III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a
Art. 286. O recurso contra a imposição de multa poderá ser interpos- via em 50 km/h (cinquenta quilômetros por hora). (Incluído pela Lei nº
to no prazo legal, sem o recolhimento do seu valor. 11.705, de 2008)
§ 1º No caso de não provimento do recurso, aplicar-se-á o estabele- § 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, deverá ser ins-
cido no parágrafo único do art. 284. taurado inquérito policial para a investigação da infração penal. (Incluído
pela Lei nº 11.705, de 2008)
§ 2º Se o infrator recolher o valor da multa e apresentar recurso, se
julgada improcedente a penalidade, ser-lhe-á devolvida a importância Art. 292. A suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a
paga, atualizada em UFIR ou por índice legal de correção dos débitos habilitação para dirigir veículo automotor pode ser imposta como penali-
fiscais. dade principal, isolada ou cumulativamente com outras penalidades.
Art. 287. Se a infração for cometida em localidade diversa daquela Art. 293. A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a
do licenciamento do veículo, o recurso poderá ser apresentado junto ao permissão ou a habilitação, para dirigir veículo automotor, tem a duração
órgão ou entidade de trânsito da residência ou domicílio do infrator. de dois meses a cinco anos.
Conhecimentos Específicos 30 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
§ 1º Transitada em julgado a sentença condenatória, o réu será inti- Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:
mado a entregar à autoridade judiciária, em quarenta e oito horas, a
Permissão para Dirigir ou a Carteira de Habilitação. Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição
de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
§ 2º A penalidade de suspensão ou de proibição de se obter a per-
missão ou a habilitação para dirigir veículo automotor não se inicia en- Parágrafo único. No homicídio culposo cometido na direção de veí-
quanto o sentenciado, por efeito de condenação penal, estiver recolhido culo automotor, a pena é aumentada de um terço à metade, se o agente:
a estabelecimento prisional. I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;
Art. 294. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal, ha- II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada;
vendo necessidade para a garantia da ordem pública, poderá o juiz,
como medida cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem risco
ou ainda mediante representação da autoridade policial, decretar, em pessoal, à vítima do acidente;
decisão motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo
dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção. veículo de transporte de passageiros.
Parágrafo único. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo auto-
cautelar, ou da que indeferir o requerimento do Ministério Público, caberá motor:
recurso em sentido estrito, sem efeito suspensivo.
Penas - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibi-
Art. 295. A suspensão para dirigir veículo automotor ou a proibição ção de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automo-
de se obter a permissão ou a habilitação será sempre comunicada pela tor.
autoridade judiciária ao Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, e ao
órgão de trânsito do Estado em que o indiciado ou réu for domiciliado ou Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se ocor-
residente. rer qualquer das hipóteses do parágrafo único do artigo anterior.
Art. 296. Se o réu for reincidente na prática de crime previsto neste Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de
Código, o juiz aplicará a penalidade de suspensão da permissão ou prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente,
habilitação para dirigir veículo automotor, sem prejuízo das demais por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública:
sanções penais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não
Art. 297. A penalidade de multa reparatória consiste no pagamento, constituir elemento de crime mais grave.
mediante depósito judicial em favor da vítima, ou seus sucessores, de
Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor
quantia calculada com base no disposto no § 1º do art. 49 do Código
do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se
Penal, sempre que houver prejuízo material resultante do crime.
trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.
§ 1º A multa reparatória não poderá ser superior ao valor do prejuízo
Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para
demonstrado no processo.
fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída:
§ 2º Aplica-se à multa reparatória o disposto nos arts. 50 a 52 do
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Código Penal.
Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora
§ 3º Na indenização civil do dano, o valor da multa reparatória será
alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoa-
descontado.
tiva que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 12.760, de
Art. 298. São circunstâncias que sempre agravam as penalidades 2012)
dos crimes de trânsito ter o condutor do veículo cometido a infração:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou
I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
risco de grave dano patrimonial a terceiros; automotor.
II - utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adultera- § 1o As condutas previstas no caput serão constatadas por: (Inclu-
das; ído pela Lei nº 12.760, de 2012)
III - sem possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação; I - concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro
de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar
IV - com Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação de catego- alveolar; ou (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
ria diferente da do veículo;
II - sinais que indiquem, na forma disciplinada pelo Contran, altera-
V - quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais ção da capacidade psicomotora. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
com o transporte de passageiros ou de carga;
§ 2o A verificação do disposto neste artigo poderá ser obtida medi-
VI - utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamen- ante teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemu-
tos ou características que afetem a sua segurança ou o seu funciona- nhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito à
mento de acordo com os limites de velocidade prescritos nas especifica- contraprova. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
ções do fabricante;
§ 3o O Contran disporá sobre a equivalência entre os distintos tes-
VII - sobre faixa de trânsito temporária ou permanentemente desti- tes de alcoolemia para efeito de caracterização do crime tipificado neste
nada a pedestres. artigo. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
Art. 299. (VETADO) Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão
Art. 300. (VETADO) ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento
neste Código:
Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito
de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova impo-
exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela. sição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o condenado que deixa
Seção II de entregar, no prazo estabelecido no § 1º do art. 293, a Permissão para
Dos Crimes em Espécie Dirigir ou a Carteira de Habilitação.
Conhecimentos Específicos 31 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsi-
de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela to será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego,
autoridade competente, desde que resulte dano potencial à incolumidade de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.
pública ou privada:
Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas
Penas - detenção, de seis meses a dois anos, multa e suspensão ou de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de
proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito.
automotor.
Art. 321. (VETADO)
Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida
Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de Art. 322. (VETADO)
dirigir, gerando perigo de dano: Art. 323. O CONTRAN, em cento e oitenta dias, fixará a metodologia
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. de aferição de peso de veículos, estabelecendo percentuais de tolerân-
cia, sendo durante este período suspensa a vigência das penalidades
Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor previstas no inciso V do art. 231, aplicando-se a penalidade de vinte
a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de UFIR por duzentos quilogramas ou fração de excesso.
dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou
mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com Parágrafo único. Os limites de tolerância a que se refere este artigo,
segurança: até a sua fixação pelo CONTRAN, são aqueles estabelecidos pela Lei nº
7.408, de 25 de novembro de 1985.
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.
Art. 324. (VETADO)
Art. 310-A. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.619, de 2012)
Art. 325. As repartições de trânsito conservarão por cinco anos os
Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas documentos relativos à habilitação de condutores e ao registro e licenci-
proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembar- amento de veículos, podendo ser microfilmados ou armazenados em
que de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movi- meio magnético ou óptico para todos os efeitos legais.
mentação ou concentração de pessoas, gerando perigo de dano:
Art. 326. A Semana Nacional de Trânsito será comemorada anual-
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. mente no período compreendido entre 18 e 25 de setembro.
Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente automobilísti- Art. 327. A partir da publicação deste Código, somente poderão ser
co com vítima, na pendência do respectivo procedimento policial prepara- fabricados e licenciados veículos que obedeçam aos limites de peso e
tório, inquérito policial ou processo penal, o estado de lugar, de coisa ou dimensões fixados na forma desta Lei, ressalvados os que vierem a ser
de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o perito, ou juiz: regulamentados pelo CONTRAN.
Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. Parágrafo único. (VETADO)
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, ainda que não ini- Art. 328. Os veículos apreendidos ou removidos a qualquer título e
ciados, quando da inovação, o procedimento preparatório, o inquérito ou os animais não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de
o processo aos quais se refere. noventa dias, serão levados à hasta pública, deduzindo-se, do valor
arrecadado, o montante da dívida relativa a multas, tributos e encargos
CAPÍTULO XX legais, e o restante, se houver, depositado à conta do ex-proprietário, na
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS forma da lei.
Art. 313. O Poder Executivo promoverá a nomeação dos membros Art. 329. Os condutores dos veículos de que tratam os arts. 135 e
do CONTRAN no prazo de sessenta dias da publicação deste Código. 136, para exercerem suas atividades, deverão apresentar, previamente,
certidão negativa do registro de distribuição criminal relativamente aos
Art. 314. O CONTRAN tem o prazo de duzentos e quarenta dias a crimes de homicídio, roubo, estupro e corrupção de menores, renovável
partir da publicação deste Código para expedir as resoluções necessá- a cada cinco anos, junto ao órgão responsável pela respectiva conces-
rias à sua melhor execução, bem como revisar todas as resoluções são ou autorização.
anteriores à sua publicação, dando prioridade àquelas que visam a
diminuir o número de acidentes e a assegurar a proteção de pedestres. Art. 330. Os estabelecimentos onde se executem reformas ou recu-
peração de veículos e os que comprem, vendam ou desmontem veícu-
Parágrafo único. As resoluções do CONTRAN, existentes até a data los, usados ou não, são obrigados a possuir livros de registro de seu
de publicação deste Código, continuam em vigor naquilo em que não movimento de entrada e saída e de uso de placas de experiência, con-
conflitem com ele. forme modelos aprovados e rubricados pelos órgãos de trânsito.
Art. 315. O Ministério da Educação e do Desporto, mediante propos- § 1º Os livros indicarão:
ta do CONTRAN, deverá, no prazo de duzentos e quarenta dias contado
da publicação, estabelecer o currículo com conteúdo programático relati- I - data de entrada do veículo no estabelecimento;
vo à segurança e à educação de trânsito, a fim de atender o disposto II - nome, endereço e identidade do proprietário ou vendedor;
neste Código.
III - data da saída ou baixa, nos casos de desmontagem;
Art. 316. O prazo de notificação previsto no inciso II do parágrafo ú-
nico do art. 281 só entrará em vigor após duzentos e quarenta dias IV - nome, endereço e identidade do comprador;
contados da publicação desta Lei. V - características do veículo constantes do seu certificado de regis-
Art. 317. Os órgãos e entidades de trânsito concederão prazo de até tro;
um ano para a adaptação dos veículos de condução de escolares e de VI - número da placa de experiência.
aprendizagem às normas do inciso III do art. 136 e art. 154, respectiva-
mente. § 2º Os livros terão suas páginas numeradas tipograficamente e se-
rão encadernados ou em folhas soltas, sendo que, no primeiro caso,
Art. 318. (VETADO) conterão termo de abertura e encerramento lavrados pelo proprietário e
Art. 319. Enquanto não forem baixadas novas normas pelo CON- rubricados pela repartição de trânsito, enquanto, no segundo, todas as
TRAN, continua em vigor o disposto no art. 92 do Regulamento do Códi- folhas serão autenticadas pela repartição de trânsito.
go Nacional de Trânsito - Decreto nº 62.127, de 16 de janeiro de 1968.
Conhecimentos Específicos 32 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
§ 3º A entrada e a saída de veículos nos estabelecimentos referidos 1982, 8.102, de 10 de dezembro de 1990, os arts. 1º a 6º e 11 do Decre-
neste artigo registrar-se-ão no mesmo dia em que se verificarem assina- to-lei nº 237, de 28 de fevereiro de 1967, e os Decretos-leis nºs 584, de
ladas, inclusive, as horas a elas correspondentes, podendo os veículos 16 de maio de 1969, 912, de 2 de outubro de 1969, e 2.448, de 21 de
irregulares lá encontrados ou suas sucatas ser apreendidos ou retidos julho de 1988.
para sua completa regularização.
§ 4º As autoridades de trânsito e as autoridades policiais terão aces- ANEXO I
so aos livros sempre que o solicitarem, não podendo, entretanto, retirá- DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
los do estabelecimento. Para efeito deste Código adotam-se as seguintes definições:
§ 5º A falta de escrituração dos livros, o atraso, a fraude ao realizá-lo ACOSTAMENTO - parte da via diferenciada da pista de rolamento
e a recusa de sua exibição serão punidas com a multa prevista para as destinada à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emer-
infrações gravíssimas, independente das demais cominações legais gência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local
cabíveis. apropriado para esse fim.
Art. 331. Até a nomeação e posse dos membros que passarão a in- AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO - pessoa, civil ou policial
tegrar os colegiados destinados ao julgamento dos recursos administrati- militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das
vos previstos na Seção II do Capítulo XVIII deste Código, o julgamento atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito
dos recursos ficará a cargo dos órgãos ora existentes. ou patrulhamento.
Art. 332. Os órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de AR ALVEOLAR - ar expirado pela boca de um indivíduo, originário
Trânsito proporcionarão aos membros do CONTRAN, CETRAN e CON- dos alvéolos pulmonares. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012)
TRANDIFE, em serviço, todas as facilidades para o cumprimento de sua
missão, fornecendo-lhes as informações que solicitarem, permitindo-lhes AUTOMÓVEL - veículo automotor destinado ao transporte de pas-
inspecionar a execução de quaisquer serviços e deverão atender pron- sageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.
tamente suas requisições.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO - dirigente máximo de órgão ou enti-
Art. 333. O CONTRAN estabelecerá, em até cento e vinte dias após dade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa
a nomeação de seus membros, as disposições previstas nos arts. 91 e por ele expressamente credenciada.
92, que terão de ser atendidas pelos órgãos e entidades executivos de
BALANÇO TRASEIRO - distância entre o plano vertical passando
trânsito e executivos rodoviários para exercerem suas competências.
pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto mais recuado do
§ 1º Os órgãos e entidades de trânsito já existentes terão prazo de veículo, considerando-se todos os elementos rigidamente fixados ao
um ano, após a edição das normas, para se adequarem às novas dispo- mesmo.
sições estabelecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo.
BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas,
§ 2º Os órgãos e entidades de trânsito a serem criados exercerão as não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e
competências previstas neste Código em cumprimento às exigências ciclomotor.
estabelecidas pelo CONTRAN, conforme disposto neste artigo, acompa-
BICICLETÁRIO - local, na via ou fora dela, destinado ao estaciona-
nhados pelo respectivo CETRAN, se órgão ou entidade municipal, ou
mento de bicicletas.
CONTRAN, se órgão ou entidade estadual, do Distrito Federal ou da
União, passando a integrar o Sistema Nacional de Trânsito. BONDE - veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
Art. 334. As ondulações transversais existentes deverão ser homolo- BORDO DA PISTA - margem da pista, podendo ser demarcada por
gadas pelo órgão ou entidade competente no prazo de um ano, a partir linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à
da publicação deste Código, devendo ser retiradas em caso contrário. circulação de veículos.
Art. 335. (VETADO) CALÇADA - parte da via, normalmente segregada e em nível dife-
rente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de
Art. 336. Aplicam-se os sinais de trânsito previstos no Anexo II até a
pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinali-
aprovação pelo CONTRAN, no prazo de trezentos e sessenta dias da
zação, vegetação e outros fins.
publicação desta Lei, após a manifestação da Câmara Temática de
Engenharia, de Vias e Veículos e obedecidos os padrões internacionais. CAMINHÃO-TRATOR - veículo automotor destinado a tracionar ou
arrastar outro.
Art. 337. Os CETRAN terão suporte técnico e financeiro dos Estados
e Municípios que os compõem e, o CONTRANDIFE, do Distrito Federal. CAMINHONETE - veículo destinado ao transporte de carga com pe-
so bruto total de até três mil e quinhentos quilogramas.
Art. 338. As montadoras, encarroçadoras, os importadores e fabri-
cantes, ao comerciarem veículos automotores de qualquer categoria e CAMIONETA - veículo misto destinado ao transporte de passageiros
ciclos, são obrigados a fornecer, no ato da comercialização do respectivo e carga no mesmo compartimento.
veículo, manual contendo normas de circulação, infrações, penalidades,
direção defensiva, primeiros socorros e Anexos do Código de Trânsito CANTEIRO CENTRAL - obstáculo físico construído como separador
Brasileiro. de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído por marcas
viárias (canteiro fictício).
Art. 339. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir crédito especial
no valor de R$ 264.954,00 (duzentos e sessenta e quatro mil, novecen- CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO - máximo peso que a unidade
tos e cinquenta e quatro reais), em favor do ministério ou órgão a que de tração é capaz de tracionar, indicado pelo fabricante, baseado em
couber a coordenação máxima do Sistema Nacional de Trânsito, para condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento
atender as despesas decorrentes da implantação deste Código. de força e resistência dos elementos que compõem a transmissão.
Art. 340. Este Código entra em vigor cento e vinte dias após a data CARREATA - deslocamento em fila na via de veículos automotores
de sua publicação. em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico ou de uma
classe.
Art. 341. Ficam revogadas as Leis nºs 5.108, de 21 de setembro de
1966, 5.693, de 16 de agosto de 1971, 5.820, de 10 de novembro de CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana utilizado no trans-
1972, 6.124, de 25 de outubro de 1974, 6.308, de 15 de dezembro de porte de pequenas cargas.
1975, 6.369, de 27 de outubro de 1976, 6.731, de 4 de dezembro de CARROÇA - veículo de tração animal destinado ao transporte de
1979, 7.031, de 20 de setembro de 1982, 7.052, de 02 de dezembro de carga.
Conhecimentos Específicos 33 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
CATADIÓPTRICO - dispositivo de reflexão e refração da luz utilizado INFRAÇÃO - inobservância a qualquer preceito da legislação de
na sinalização de vias e veículos (olho-de-gato). trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do Conselho
Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou
CHARRETE - veículo de tração animal destinado ao transporte de entidade executiva do trânsito.
pessoas.
INTERSEÇÃO - todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifur-
CICLO - veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana. cação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamen-
CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação tos ou bifurcações.
exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica. INTERRUPÇÃO DE MARCHA - imobilização do veículo para atender
CICLOMOTOR - veículo de duas ou três rodas, provido de um motor circunstância momentânea do trânsito.
de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centíme- LICENCIAMENTO - procedimento anual, relativo a obrigações do
tros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de proprietário de veículo, comprovado por meio de documento específico
fabricação não exceda a cinquenta quilômetros por hora. (Certificado de Licenciamento Anual).
CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada LOGRADOURO PÚBLICO - espaço livre destinado pela municipali-
fisicamente do tráfego comum. dade à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou à circula-
CONVERSÃO - movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de ção de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.
mudança da direção original do veículo. LOTAÇÃO - carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros,
CRUZAMENTO - interseção de duas vias em nível. que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de
carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA - qualquer elemento que tenha a
função específica de proporcionar maior segurança ao usuário da via, LOTE LINDEIRO - aquele situado ao longo das vias urbanas ou ru-
alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua rais e que com elas se limita.
integridade física e dos demais usuários da via, ou danificar seriamente o LUZ ALTA - facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até
veículo. uma grande distância do veículo.
ESTACIONAMENTO - imobilização de veículos por tempo superior LUZ BAIXA - facho de luz do veículo destinada a iluminar a via dian-
ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros. te do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo injustificáveis
ESTRADA - via rural não pavimentada. aos condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrá-
rio.
ETILÔMETRO - aparelho destinado à medição do teor alcoólico no
ar alveolar. (Incluído pela Lei nº 12.760, de 2012) LUZ DE FREIO - luz do veículo destinada a indicar aos demais usuá-
rios da via, que se encontram atrás do veículo, que o condutor está
FAIXAS DE DOMÍNIO - superfície lindeira às vias rurais, delimitada aplicando o freio de serviço.
por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou entidade de trânsi-
to competente com circunscrição sobre a via. LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) - luz do veículo des-
tinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor tem o propó-
FAIXAS DE TRÂNSITO - qualquer uma das áreas longitudinais em sito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.
que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas viárias
longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circula- LUZ DE MARCHA À RÉ - luz do veículo destinada a iluminar atrás
ção de veículos automotores. do veículo e advertir aos demais usuários da via que o veículo está
efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha à ré.
FISCALIZAÇÃO - ato de controlar o cumprimento das normas esta-
belecidas na legislação de trânsito, por meio do poder de polícia adminis- LUZ DE NEBLINA - luz do veículo destinada a aumentar a ilumina-
trativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades ção da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.
executivos de trânsito e de acordo com as competências definidas neste LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) - luz do veículo destinada a indicar a
Código. presença e a largura do veículo.
FOCO DE PEDESTRES - indicação luminosa de permissão ou im- MANOBRA - movimento executado pelo condutor para alterar a po-
pedimento de locomoção na faixa apropriada. sição em que o veículo está no momento em relação à via.
FREIO DE ESTACIONAMENTO - dispositivo destinado a manter o MARCAS VIÁRIAS - conjunto de sinais constituídos de linhas, mar-
veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um reboque, se cações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, apostos ao
este se encontra desengatado. pavimento da via.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR - dispositivo destinado a di- MICROÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com ca-
minuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço. pacidade para até vinte passageiros.
FREIO DE SERVIÇO - dispositivo destinado a provocar a diminuição MOTOCICLETA - veículo automotor de duas rodas, com ou sem si-
da marcha do veículo ou pará-lo. de-car, dirigido por condutor em posição montada.
GESTOS DE AGENTES - movimentos convencionais de braço, ado- MOTONETA - veículo automotor de duas rodas, dirigido por condu-
tados exclusivamente pelos agentes de autoridades de trânsito nas vias, tor em posição sentada.
para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou
emitir ordens, sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) - veículo automotor cuja carroçaria
constante deste Código. seja fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalida-
des análogas.
GESTOS DE CONDUTORES - movimentos convencionais de braço,
adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar ou indicar que NOITE - período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o nascer
vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de do sol.
velocidade ou parada.
ÔNIBUS - veículo automotor de transporte coletivo com capacidade
ILHA - obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações
ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção. com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
Conhecimentos Específicos 34 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA - imobilização do veículo, RENACH - Registro Nacional de Condutores Habilitados.
pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou descarregamen-
to de animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores.
executivo de trânsito competente com circunscrição sobre a via. RETORNO - movimento de inversão total de sentido da direção ori-
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO - monitoramento técnico baseado nos ginal de veículos.
conceitos de Engenharia de Tráfego, das condições de fluidez, de esta- RODOVIA - via rural pavimentada.
cionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências tais
como veículos quebrados, acidentados, estacionados irregularmente SEMI-REBOQUE - veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua
atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
pedestres e condutores. SINAIS DE TRÂNSITO - elementos de sinalização viária que se utili-
PARADA - imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo es- zam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle luminosos,
tritamente necessário para efetuar embarque ou desembarque de passa- dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a
geiros. ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
PASSAGEM DE NÍVEL - todo cruzamento de nível entre uma via e SINALIZAÇÃO - conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de se-
uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria. gurança colocados na via pública com o objetivo de garantir sua utiliza-
ção adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior seguran-
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO - movimento de passagem à ça dos veículos e pedestres que nela circulam.
frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor
velocidade, mas em faixas distintas da via. SONS POR APITO - sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos
agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar ou indicar o
PASSAGEM SUBTERRÂNEA - obra de arte destinada à transposi- direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou com-
ção de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres ou veículos. pletando sinalização existente no local ou norma estabelecida neste
PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em Código.
desnível aéreo, e ao uso de pedestres. TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e
PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios, da roda
caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interfe- sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido de arrefecimento,
rências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcional- expresso em quilogramas.
mente, de ciclistas. TRAILER - reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro,
PATRULHAMENTO - função exercida pela Polícia Rodoviária Fede- ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camio-
ral com o objetivo de garantir obediência às normas de trânsito, assegu- nete, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou
rando a livre circulação e evitando acidentes. para atividades comerciais.
PERÍMETRO URBANO - limite entre área urbana e área rural. TRÂNSITO - movimentação e imobilização de veículos, pessoas e
animais nas vias terrestres.
PESO BRUTO TOTAL - peso máximo que o veículo transmite ao
pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS - passagem de um veículo de uma
faixa demarcada para outra.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO - peso máximo transmitido ao
pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semi- TRATOR - veículo automotor construído para realizar trabalho agrí-
reboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques. cola, de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equi-
pamentos.
PISCA-ALERTA - luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de
advertência, destinada a indicar aos demais usuários da via que o veícu- ULTRAPASSAGEM - movimento de passar à frente de outro veículo
lo está imobilizado ou em situação de emergência. que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma
faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.
PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veí-
culos, identificada por elementos separadores ou por diferença de nível UTILITÁRIO - veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu
em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais. uso, inclusive fora de estrada.
PLACAS - elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado VEÍCULO ARTICULADO - combinação de veículos acoplados, sen-
ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter perma- do um deles automotor.
nente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolo ou legendas pré- VEÍCULO AUTOMOTOR - todo veículo a motor de propulsão que
reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito. circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o trans-
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO - função exercida pe- porte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos
las Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos relaciona- utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende
dos com a segurança pública e de garantir obediência às normas relati- os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre
vas à segurança de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando trilhos (ônibus elétrico).
acidentes. VEÍCULO DE CARGA - veículo destinado ao transporte de carga,
PONTE - obra de construção civil destinada a ligar margens opostas podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.
de uma superfície líquida qualquer. VEÍCULO DE COLEÇÃO - aquele que, mesmo tendo sido fabricado
REBOQUE - veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo há mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabri-
automotor. cação e possui valor histórico próprio.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA - implantação de sinalização de regu- VEÍCULO CONJUGADO - combinação de veículos, sendo o primeiro
lamentação pelo órgão ou entidade competente com circunscrição sobre um veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos de traba-
a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, lho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
horários e dias. VEÍCULO DE GRANDE PORTE - veículo automotor destinado ao
REFÚGIO - parte da via, devidamente sinalizada e protegida, desti- transporte de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil
nada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma. quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.
Conhecimentos Específicos 35 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
VEÍCULO DE PASSAGEIROS - veículo destinado ao transporte de 1.1.1. Formas e Cores
pessoas e suas bagagens. A forma padrão do sinal de regulamentação é a circular, e as cores
são vermelha, preta e branca:
VEÍCULO MISTO - veículo automotor destinado ao transporte simul-
tâneo de carga e passageiro.
Características dos Sinais de Regulamentação
VIA - superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, Forma Cor
compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e canteiro cen-
tral. Fundo Branca
Símbolo Preta
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos es-
peciais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade Tarja Vermelha
direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível. Orla Vermelha
VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, ge- OBRIGAÇÃO / PROIBIÇÃO
Letras Preta
ralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros RESTRIÇÃO
e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões
da cidade.
Constituem exceção, quanto à forma, os sinais R-1 – Parada Obriga-
VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito tória e R-2 – Dê a Preferência, com as características:
que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou
arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade. Sinal
Cor
VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não se- Forma Código
maforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas. Fundo Vermelha
VIA RURAL - estradas e rodovias. R-1 Orla interna Branca
VIA URBANA - ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares aber- Orla externa Vermelha
tos à circulação pública, situados na área urbana, caracterizados princi-
Letras Branca
palmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES - vias ou conjunto de vias destina- Fundo Branca
das à circulação prioritária de pedestres. R-2
VIADUTO - obra de construção civil destinada a transpor uma de- Orla Vermelha
pressão de terreno ou servir de passagem superior.
1.1.2. Dimensões Mínimas
Devem ser observadas as dimensões mínimas dos sinais, conforme
RESOLUÇÃO Nº 160, DE 22 DE ABRIL DE 2004. o ambiente em que são implantados, considerando-se que o aumento no
tamanho dos sinais implica em aumento nas dimensões de orlas, tarjas e
Aprova o Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro. símbolos.
Art. 1º. Fica aprovado o Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro - a) sinais de forma circular
CTB, anexo a esta Resolução. Diâmetro
Tarja mínima Orla mínima
Via mínimo
(m) (m)
Art. 2º Os órgãos e entidades de trânsito terão até 30 de junho de (m)
2006 para se adequarem ao disposto nesta Resolução. Urbana 0,40 0,040 0,040
Rural (estrada) 0,50 0,050 0,050
Art. 3º. Esta Resolução entra em vigor 90 (noventa) dias após a data Rural (rodovia) 0,75 0,075 0,075
de sua publicação.
Áreas protegidas
por legislação 0,30 0,030 0,030
ANEXO especial(*)
ANEXO II DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, ar-
1. SINALIZAÇÃO VERTICAL
queológico e natural
É um subsistema da sinalização viária cujo meio de comunicação es-
tá na posição vertical, normalmente em placa, fixado ao lado ou suspen-
b) sinal de forma octogonal – R-1
so sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter permanente e,
eventualmente, variáveis, através de legendas e/ou símbolos pré- Orla interna Orla externa
reconhecidos e legalmente instituídos. Lado mínimo branca vermelha
Via
(m) mínima mínima
A sinalização vertical é classificada de acordo com sua função, com- (m) (m)
preendendo os seguintes tipos: Urbana 0,25 0,020 0,010
- Sinalização de Regulamentação; Rural (estrada) 0,35 0,028 0,014
- Sinalização de Advertência; Rural (rodovia) 0,40 0,032 0,016
- Sinalização de Indicação.
Áreas protegidas
por legislação 0,18 0,015 0,008
1.1. SINALIZAÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO
especial(*)
Tem por finalidade informar aos usuários as condições, proibições,
obrigações ou restrições no uso das vias. Suas mensagens são imperati-
vas e o desrespeito a elas constitui infração. (*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, ar-
queológico e natural
Conhecimentos Específicos 36 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c) sinal de forma triangular – R-2
Lado mínimo Orla mínima
Via
(m) (m)
Urbana 0,75 0,10
Rural (estrada) 0,75 0,10
Rural (rodovia) 0,90 0,15 R-6c R-7 R-8a
Áreas protegidas por Proibido parar e Proibido ultrapas- Proibido mudar de
0,40 0,06 estacionar sar faixa ou pista de
legislação especial(*)
trânsito da esquer-
da para a direita
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, ar-
queológico e natural As informações complementares, cujas característi-
cas são descritas no item 1.1.5, possuem a forma retangular.
1.1.3. Dimensões Recomendadas
a) sinais de forma circular
Via Diâmetro (m) Tarja (m) Orla (m) R-8b R-9 R-10
Urbana (de Proibido mudar de Proibido trânsito de Proibido trânsito de
0,75 0,075 0,075 faixa ou pista de caminhão veículos automoto-
trânsito rápido)
Urbana trânsito da direita res
0,50 0,050 0,050 para a esquerda
(demais vias)
Rural (estrada) 0,75 0,075 0,075
Rural (rodovia) 1,00 0,100 0,100
b) sinal de forma octogonal – R-1
R-11 R-12 R-13
Proibido Trânsito Proibido trânsito de Proibido trânsito de
de veículos de bicicletas tratores e máqui-
tração animal nas de obras
c) sinal de forma triangular – R-2
R-14 R-15 R-16
Peso bruto total Altura máxima Largura máxima
máximo permitido permitida permitida
1.1.4. Conjunto de Sinais de Regulamentação
R-17 R-18 R-19
Peso máximo Comprimento Velocidade máxi-
permitido por eixo máximo permitido ma permitida
R1- R2- R3-
Parada Obrigatória Dê a preferência Sentido proibido
R-20 R-21 R-22
Proibido acionar Alfândega Uso obrigatório de
R4a- R4b- R5a- buzina ou sinal corrente
Proibido virar à Proibido virar à Proibido retornar à sonoro
esquerda direita esquerda
R-23 R-24a R-24b
R5b- R6a- R6b- Conserve-se à Sentido de circula- Passagem obriga-
Proibido retornar à Proibido estacionar Estacionamento direita ção de via/pista tória
direita Regulamentado
Conhecimentos Específicos 37 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
uso do veículo, condições de estacionamento, além de outras, deve ser
utilizada uma placa adicional ou incorporada à placa principal, formando
um só conjunto, na forma retangular, com as mesmas cores do sinal de
regulamentação.
Características das Informações Complementares
R-25a R-25b R-25c Cor
Vire à direita Vire à direita Siga em frente ou Fundo Branca
à esquerda Orla interna (opcional) Vermelha
Orla externa Branca
Tarja Vermelha
Legenda Preta
Não se admite acrescentar informação complementar para os sinais
R-25d R-26 R-27 R-1 - Parada Obrigatória e R-2 - Dê a Preferência.
Siga em frente ou Siga em frente Ônibus, caminhões
à direita e veículos de Nos casos em que houver símbolos, estes devem ter a forma e co-
grande porte res definidas em legislação específica.
mantenham-se à Exemplos:
direita
R-28 R-29 R-30
Duplo sentido de Proibido trânsito de Pedestre, ande
circulação pedestres pela esquerda
R-31 R-32 R-33
Pedestre, ande Circulação exclusi- Sentido de circula-
pela direita va de ônibus ção na rotatória
R-34 R-35a R-35b
Circulação exclusi- Ciclista, transite à Ciclista, transite à
va de bicicletas esquerda direita
R-36a R-36b R-37
Pedestres à direita, Pedestres à es- Proibido trânsito de
ciclistas à esquer- querda, ciclistas à motocicletas,
da direita motonetas e
ciclomotores
R-38 R-39 R-40
Proibido trânsito de Circulação exclusi- Trânsito proibido a
ônibus va de caminhão carros de mão
1.1.5. Informações Complementares
Sendo necessário acrescentar informações para complementar os
sinais de regulamentação, como período de validade, características e
Conhecimentos Específicos 38 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A-1a A-1b A-2a A-13b A-14 A-15
Curva acentuada à Curva acentuada à Curva à esquerda Confluência à direita Semáforo à frente Parada obrigatória à
esquerda direita frente
A-2b A-3a A-3b
Curva à direita Pista sinuosa à Pista sinuosa à A-16 A-17 A-18
esquerda direita Bonde Pista irregular Saliência ou lombada
A-4a A-4b A-5a
Curva acentuada em Curva acentuada em Curva em “S” à
“S” à esquerda “S” à direita esquerda A-19 A-20a A-20b
Depressão Declive acentuado Aclive acentudo
A-5b A-6 A-7a
Curva em “S” à direita Cruzamento de vias Via lateral à esquerda
A-21a A-21b A-21c
Estreitamento de pista Estreitamento de Estreitamento de
ao centro pista à esquerda pista à direita
A-7b A-3 A-9
Via lateral à direita Interseção em “T” Bifurcação em “Y”
A-21d A-21e A-22
Alargamento de pista Alargamento de pista Ponte estreita
à esquerda à direita
A-10a A-10b A-11a
Entroncamento obli- Entroncamento Junções sucessivas
quo à esquerda obliquo à direita contrárias, primeira à
esquerda A-23 A-24 A-25
Ponte móvel Obras Mão dupla adiante
A-11b A-12 A-13a
Junções sucessivas Interseção em círculo Confluência à es- A-26a A-26b A-27
contrárias, primeira à querda Sentido único Sentido duplo Área com desmoro-
direita namento
Conhecimentos Específicos 39 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A-28 A-29 A-30a
Pista escorregadia Projeção de cascalho Trânsito de ciclistas
A-30b A-30c A-31
Passagem sinalizada Trânsito compartilha- Trânsito de tratores
de ciclistas do por ciclistas e ou maquinário agríco-
pedestres la
A-32a A-32b A-33a
Trânsito de pedestres Passagem sinalizada Área escolar
de pedestres 1.2. Sinalização de Advertência
Tem por finalidade alertar os usuários da via para condições poten-
cialmente perigosas, indicando sua natureza.
1.2.1. Formas e Cores
A forma padrão dos sinais de advertência é quadrada, devendo uma
das diagonais ficar na posição vertical. À sinalização de advertência
estão associadas as cores amarela e preta.
A-33b A-34 A-35 Características dos Sinais de Advertência
Passagem sinalizada Crianças Animais
de escolares
Forma Cor
Fundo Amarela
Símbolo Preta
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Legenda Preta
A-36 A-37 A-38
Animais selvagens Altura limitada Largura limitada Constituem exceções:
· quanto à cor:
- o sinal A-24 – Obras, que possui fundo e orla externa na cor la-
ranja;
- o sinal A-14 – Semáforo à Frente, que possui símbolo nas cores
preta, vermelha, amarela e verde;
- todos os sinais que, quando utilizados na sinalização de obras,
A-39 A-40 possuem fundo na cor laranja.
Passagem de nível Passagem de nível · quanto à forma, os sinais A-26a – Sentido Único, A-26b – Senti-
sem barreira com barreira do Duplo e A-41 – Cruz de Santo André.
Sinal
Cor
Forma Código
A-26a Fundo Amarela
A-26b Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Seta Preta
A-41 Fundo Amarela
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
A Sinalização Especial de Advertência e as Informações Comple-
Conhecimentos Específicos 40 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
mentares, cujas características são descritas nos itens 1.2.4 e 1.2.5,
possuem a forma retangular.
1.2.2. Dimensões Mínimas
Devem ser observadas as dimensões mínimas dos sinais, conforme
a via em que são implantados, considerando-se que o aumento no
tamanho dos sinais implica em aumento nas dimensões de orlas e sím-
bolos.
a) Sinais de forma quadrada
Lado mínimo Orla externa Orla interna b) Sinalização Especial para Pedestres
Via
(m) mínima (m) mínima (m)
Urbana 0,45 0,010 0,020
Rural (estrada) 0,50 0,010 0,020
Rural (rodovia) 0,60 0,010 0,020 c) Sinalização Especial de Advertência somente para rodovias,
estradas e vias de trânsito rápido
Áreas protegidas por
0,30 0,006 0,012
legislação especial(*)
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, arqueológi-
co e natural Obs.: Nos casos de placas de advertência desenhadas numa placa
adicional, o lado mínimo pode ser de 0,300 m.
b) Sinais de forma retangular
Lado Lado Orla Orla
maior menor externa interna
Via
mínimo mínimo mínima mínima
(m) (m) (m) (m)
Urbana 0,50 0,25 0,010 0,020 1.2.5. Informações Complementares
Rural (estrada) 0,80 0,40 0,010 0,020 Havendo necessidade de fornecer informações complementares aos
Rural (rodovia) 1,00 0,50 0,010 0,020 sinais de advertência, estas devem ser inscritas em placa adicional ou
Áreas protegidas incorporada à placa principal formando um só conjunto, na forma retan-
Por legislação especi- 0,40 0,20 0,006 0,012 gular, admitida a exceção para a placa adicional contendo o número de
al(*) linhas férreas que cruzam a pista. As cores da placa adicional devem ser
as mesmas dos sinais de advertência.
(*) relativa a patrimônio histórico, artístico, cultural, arquitetônico, ar-
Características das Informações Complementares
queológico e natural
Cor
c) Cruz de Santo André Fundo Amarela
Parâmetro Variação Orla interna Preta
Relação entre dimensões de largura e comprimen- Orla externa Amarela
de 1:6 a 1:10
to dos braços Legenda Preta
Ângulos menores formados entre os dois braços entre 45º e 55º Tarja Preta
1.2.3. Conjunto de Sinais de Advertência
1.2.4. Sinalização Especial de Advertência Exemplos:
Estes sinais são empregados nas situações em que não é possível a
utilização dos sinais apresentados no item 1.2.3.
O formato adotado é retangular, de tamanho variável em função das
informações nelas contidas, e suas cores são amarela e preta:
Características da Sinalização Especial de Advertência
Cor
Fundo Amarela
Símbolo Preta
Orla interna Preta
Orla externa Amarela
Legenda Preta
Tarja Preta
Na sinalização de obras, o fundo e a orla externa devem ser na cor
laranja.
Exemplos:
a) Sinalização Especial para Faixas ou Pistas Exclusivas de Ô-
nibus
Conhecimentos Específicos 41 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Na sinalização de obras, o fundo e a orla externa devem ser na cor
laranja. Dimensões mínimas (m)
1.3. SINALIZAÇÃO DE INDICAÇÃO Largura 0,51
Tem por finalidade identificar as vias e os locais de interesse, bem
Altura 0,45
como orientar condutores de veículos quanto aos percursos, os destinos,
as distâncias e os serviços auxiliares, podendo também ter como função Orla interna 0,02
a educação do usuário. Suas mensagens possuem caráter informativo ou Orla externa 0,01
educativo.
As placas de indicação estão divididas nos seguintes grupos: Exemplos:
1.3.1. Placas de Identificação
Posicionam o condutor ao longo do seu deslocamento, ou com rela-
ção a distâncias ou ainda aos locais de destino.
a) Placas de Identificação de Rodovias e Estradas
Características das Placas de Identificação de Rodovias e Estradas
Pan-Americanas
Forma Cor
b) Placas de Identificação de Municípios
Fundo Branca Características das Placas de Identificação de Municípios
Orla interna Preta Forma Cor
Fundo Azul
Orla externa Branca
Retangular, com lado Orla interna Branca
Legenda Preta
maior na horizontal Orla externa Azul
Legenda Branca
Dimensões mínimas (m)
Altura 0,45
Dimensões mínimas (m)
Chanfro Inclinado 0,14
Altura das letras 0,20 (*)
Largura Superior 0,44
Orla interna 0,02
Largura Inferior 0,41
Orla externa 0,01
Orla Interna 0,02
Orla Externa 0,01 (*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
quitetônico, etc.), podem apresentar altura de letra inferior, desde que
Características das Placas de Identificação de Rodovias e Estradas atenda os critérios de legibilidade
Federais
Forma Cor Exemplos:
Fundo Branca
Orla interna Preta
Orla externa Branca FLORIANÓPOLIS GOIÂNIA
Tarja Preta c) Placas de Identificação de Regiões de Interesse de Tráfego e
Logradouros
Legendas Preta
A parte de cima da placa deve indicar o bairro ou avenida/rua da ci-
dade. A parte de baixo a região ou zona em que o bairro ou avenida/rua
Dimensões mínimas (m) estiver situado. Esta parte da placa é opcional.
Largura 0,40
Altura 0,45 Características das Placas de Identificação de Regiões de Interesse
de Tráfego e Logradouros
Orla interna 0,02
Orla externa 0,01 Forma Cor
Tarja 0,02 Fundo Azul
Exemplos: Orla interna Branca
Retangular Orla externa Azul
Tarja Branca
Legendas Branca
Dimensões mínimas (m)
Características das Placas de Identificação de Rodovias e Estradas Altura das letras 0,10
Estaduais Orla interna 0,02
Forma Cor Orla externa 0,01
Fundo Branca Tarja 0,01
Orla interna Preta
Orla externa Branca
Legendas Preta
Conhecimentos Específicos 42 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplos:
f) Placas de Identificação de Limite de Municípios / Divisa de Es-
tados / Fronteira / Perímetro Urbano
Características das Placas de Identificação de Limite de Municípios /
Divisa de Estados / Fronteira / Perímetro Urbano
Forma Cor
d) Placas de Identificação Nominal de Pontes, Viadutos, Túneis Fundo Azul
e Passarelas Orla interna Branca
Características das Placas de Identificação Nominal de Pontes, Via- Retangular, com lado
dutos, Túneis e Passarelas Orla externa Azul
maior na horizontal
Tarja Branca
Forma Cor Legendas Branca
Fundo Azul
Orla interna Branca Dimensões mínimas (m)
Retangular, com lado Altura das letras 0,12
Orla externa Azul
maior na horizontal
Tarja Branca Orla interna 0,02
Legendas Branca Orla externa 0,01
Tarja 0,01
Dimensões mínimas (m)
Altura das letras 0,10 Exemplos:
Orla interna 0,02
Orla externa 0,01
Tarja 0,01
Exemplos:
g) Placas de Pedágio
Características das Placas de Pedágio
e) Placas de Identificação Quilométrica Forma Cor
Características das Placas de Identificação Quilométrica Fundo Azul
Forma Cor Orla interna Branca
Fundo Azul Retangular, com lado Orla externa Azul
Orla interna Branca maior na horizontal Tarja Branca
Retangular, com lado
Orla externa Azul Legendas Branca
maior na vertical
Tarja Branca Seta Branca
Legendas Branca
Dimensões mínimas (m)
Dimensões mínimas (m) Altura das letras 0,20
Altura da letra 0,150 Orla interna 0,02
Altura da letra (ponto cardeal) 0,125 Orla externa 0,01
Altura do algarismo 0,150 Tarja 0,01
Orla interna 0,020
Orla externa 0,010
Tarja(*) 0,010
(*) quando separar a informação adicional do ponto cardeal
Na utilização em vias urbanas as dimensões devem ser determina-
das em função do local e do objetivo da sinalização.
Exemplos:
Conhecimentos Específicos 43 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplos:
1.3.2. Placas de Orientação de Destino
Indicam ao condutor a direção que o mesmo deve seguir para atingir
determinados lugares, orientando seu percurso e/ou distâncias.
a) Placas Indicativas de Sentido (Direção)
Características das Placas Indicativas de Sentido
Mensagens de Nomes de
Mensagens de Loca-
Rodovias/Estradas ou Associ-
Forma lidades
adas aosseus Símbolos
Cor Cor
Fundo Verde Fundo Azul
Orla Orla
Branca Branca
interna interna
Orla Orla
Retangular, Verde Azul
externa externa
com
Tarja Branca Tarja Branca
lado maior na
horizontal Legen- Legen-
Branca Branca
das das
Setas Branca Setas Branca
b) Placas Indicativas de Distância
De acordo com a Características das Placas Indicativas de Distância
Símbolos -
rodovia / estrada Mensagens de Nomes de Rodovi-
Mensagens de
as/Estradas ou Associadas aos
Forma Localidades
Dimensões mínimas (m) seus Símbolos
Cor Cor
VIA URBANA 0,125(*)
Altura das letras Fundo Verde Fundo Azul
VIA RURAL 0,150(*) Retangu- Orla interna Branca Orla interna Branca
Orla interna 0,020 lar, com Orla externa Verde Orla externa Azul
Orla externa 0,010 lado
maior na Tarja Branca Tarja Branca
Tarja 0,010 horizontal Legendas Branca Legendas Branca
Símbolos - De acordo com a rodovia / estrada
(*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
quitetônico, etc.) , podem apresentar altura de letra inferior, desde que Dimensões mínimas (m)
atenda os critérios de legibilidade
VIA URBANA 0,125(*)
Altura das letras
Exemplos: VIA RURAL 0,150(*)
Orla interna 0,020
Orla externa 0,010
Tarja 0,010
(*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
quitetônico, etc. ) , podem apresentar altura de letra inferior, desde que
atenda os critérios de legibilidade
Exemplos:
Conhecimentos Específicos 44 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Características das Placas Educativas
Forma Cor
Fundo Branca
c) Placas Diagramadas Orla interna Preta
Características das Placas Diagramadas Orla externa Branca
Retangular
Mensagens de Nomes deRo- Tarja Preta
Mensagens de Locali-
dovias/Estradas ou Associa- Legendas Preta
Forma dades
das aos seus Símbolos
Cor Cor Pictograma Preta
Fundo Verde Fundo Azul
Orla interna Branca Orla interna Branca Dimensões mínimas (m)
Retangular, Orla externa Verde Orla externa Azul Altura da letra(placas VIA URBANA 0,125(*)
com lado Tarja Branca Tarja Branca paracondutores) VIA RURAL 0,150(*)
maior na Legendas Branca Legendas Branca Altura das letras (placas para pedestres) 0,050
horizontal Setas Branca Setas Branca Orla interna 0,020
De acordo com a Orla externa 0,010
Símbolos -
rodovia / estrada
Tarja 0,010
Dimensões mínimas (m) Pictograma 0,200 x 0,200
Altura das VIA URBANA 0,125(*) (*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
letras VIA RURAL 0,150(*) quitetônico, etc.), podem apresentar altura de letra inferior, desde que
Orla interna 0,020 atenda os critérios de legibilidade
Exemplos:
Orla externa 0,010
Tarja 0,010
(*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
quitetônico , etc. ) , podem apresentar altura de letra inferior, desde que
atenda os critérios de legibilidade
Exemplos:
1.3.4. Placas de Serviços Auxiliares
Indicam aos usuários da via os locais onde os mesmos podem dis-
por dos serviços indicados, orientando sua direção ou identificando estes
serviços.
Quando num mesmo local encontra-se mais de um tipo de serviço,
os respectivos símbolos podem ser agrupados numa única placa.
a) Placas para Condutores
Características das Placas de Serviços Auxiliares para Condutores
Forma Cor
Fundo Azul
Quadro interno Branca
Placa: retangular Seta Branca
1.3.3. Placas Educativas Quadro interno:
Tem a função de educar os usuários da via quanto ao seu compor- quadrada Legenda Branca
tamento adequado e seguro no trânsito. Podem conter mensagens que Fundo Branca
reforcem normas gerais de circulação e conduta. Pictograma
Figura Preta
Constitui exceção a placa indicativa de “Pronto Socorro” onde o
Símbolo deve ser vermelho.
Conhecimentos Específicos 45 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Dimensões mínimas (m)
Quadro in- VIA URBANA 0,20 x 0,20
terno VIA RURAL 0,40 x 0,40
Exemplos de Pictogramas:
S-1 S-2 S-3 S-4 1.3.5. Placas de Atrativos Turísticos
Área de estaciona Serviço Serviço Abasteci mento Indicam aos usuários da via os locais onde os mesmos podem dis-
mento telefônico mecânico por dos atrativos turísticos existentes, orientando sobre sua direção ou
identificando estes pontos de interesse.
Exemplos de Pictogramas:
Atrativos Turísticos Naturais
S-5 S-6 S-7 S-8
Pronto socorro Terminal Restaurante Borracheiro
rodoviário
TNA-01 TNA-02 TNA-03 TNA-04
S-9 S-10 S-11 S-12 Praia Cachoeira e Patrimônio Estância
Hotel Área de Aeroporto Transporte sobre Quedas d´ Natural Hidromineral
campismo água água
Atrativos Históricos e Culturais
S-13 S-14 S-15 S-16
Terminal ferroviário Ponto de Informação Pedágio
parada turística
Exemplos de Placas: THC-01 THC-02 THC-03 THC-04
Templo Arquitetura Museu Espaço cultu-
Histórica ral
Área Para a Prática de Esportes
Obs.: Os pictogramas podem ser utilizados opcionalmente nas pla- TDA-1 TDA-2 TDA-3
cas de orientação. Aeroclube Marina Área para esportes náuticos
b) Placas para Pedestres Áreas de Recreação
Características das Placas de Serviços Auxiliares para Pedestres
Forma Cor
Fundo Azul
Orla interna Branca
Orla externa Azul TAR-01 TAR-02 TAR-03
Retangular, lado maior Tarja Branca Área de descanso Barco de passeio Parque
na horizontal Legendas Branca
Seta Branca Locais para Atividades de Interesse Turístico
Fundo Branca
Pictograma
Figura Preta
Dimensões mínimas (m)
TIT-01 TIT-02 TIT-03
Altura das letras 0,05 FestasPopulares Teatro Convenções
Orla interna 0,02
Orla externa 0,01
Tarja 0,01
Pictograma 0,20 x 0,20
TIT-04 TIT-05 TIT-06
Exemplos: Artesanato Zoológico Planetário
Conhecimentos Específicos 46 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplos:
TIT-07 TIT-08 TIT-09
Feira Típica Exposição agropecuária Rodeio
TIT-10
Pavilhão de feirase
exposições
a) Placas de Identificação de Atrativo Turístico
Características das Placas de Identificação de Atrativo Turístico
Forma Cor
Fundo Marrom
Orla interna Branca
Orla externa Marrom
Retangular c) Placas Indicativas de Distância de Atrativos Turísticos
Legendas Branca
Características das Placas Indicativas de Distância de Atrativos Tu-
Fundo Branca rísticos
Pictograma
Figura Preta
Forma Cor
Dimensões mínimas (m) Fundo Marrom
Altura das letras 0,10 Orla interna Branca
Pictograma 0,40 x 0,40 Orla externa Marrom
Retangular
Orla interna 0,02 Legendas Branca
Orla externa 0,01 Fundo Branca
Pictograma
Figura Preta
Exemplos de Placas:
Dimensões mínimas (m)
Altura da letra VIA URBANA 0,125(*)
(placas paracondutores) VIA RURAL 0,150(*)
Altura da letra (placas para pedestres) 0,050
Pictograma 0,200 x 0,200
Orla interna 0,020
b) Placas Indicativas de Sentido de Atrativo Turístico Orla externa 0,010
Características de Placas Indicativas de Sentido
(*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar-
Forma Cor quitetônico, etc), podem apresentar altura de letra inferior, desde que
Fundo Marrom atenda os critérios de legibilidade
Orla interna Branca Exemplos:
Orla externa Marrom
Tarja Branca
Retangular
Legendas Branca
Setas Branca
Fundo Branca
Pictograma
Figura Preta
Dimensões mínimas (m)
Altura da letra VIA URBANA 0,125(*)
(placas para-
VIA RURAL 0,150(*)
condutores)
Altura da letra (placas para pedestres) 0,050 2. SINALIZAÇÃO HORIZONTAL
Pictograma 0,200 x 0,200 É um subsistema da sinalização viária que se utiliza de linhas, mar-
cações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento
Orla interna 0,020 das vias.
Orla externa 0,010
Têm como função organizar o fluxo de veículos e pedestres; contro-
Tarja 0,010 lar e orientar os deslocamentos em situações com problemas de geome-
tria, topografia ou frente a obstáculos; complementar os sinais verticais
(*) áreas protegidas por legislação especial (patrimônio histórico, ar- de regulamentação, advertência ou indicação. Em casos específicos, tem
quitetônico, etc), podem apresentar altura de letra inferior, desde que poder de regulamentação.
atenda os critérios de legibilidade
Conhecimentos Específicos 47 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2.1. CARACTERÍSTICAS SIMPLES SECCIONADA
A sinalização horizontal mantém alguns padrões cuja mescla e a
forma de coloração na via definem os diversos tipos de sinais.
2.1.1. Padrão de Traçado
Seu padrão de traçado pode ser:
- Contínuo: são linhas sem interrupção pelo trecho da via onde
estão demarcando; podem estar longitudinalmente ou transver- DUPLA CONTINUA
salmente apostas à via.
- Tracejado ou Seccionado: são linhas interrompidas, com espa-
çamentos respectivamente de extensão igual ou maior que o tra-
ço.
- Símbolos e Legendas: são informações escritas ou desenhadas DUPLA CONTINUA/SECCIONADA
no pavimento, indicando uma situação ou complementando sina-
lização vertical existente.
2.1.2. Cores
A sinalização horizontal se apresenta em cinco cores:
- Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos opostos;
na delimitação de espaços proibidos para estacionamento e/ou DUPLA SECCIONADA
parada e na marcação de obstáculos.
- Vermelha: utilizada para proporcionar contraste, quando neces-
sário, entre a marca viária e o pavimento das ciclofaixas e/ou ci-
clovias, na parte interna destas, associada à linha de bordo
branca ou de linha de divisão de fluxo de mesmo sentido e nos
símbolos de hospitais e farmácias (cruz). - Largura das linhas: mínima 0,10 m
- Branca: utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido; na máxima 0,15 m
delimitação de trechos de vias, destinados ao estacionamento - Distância entre as linhas: mínima 0,10 m
regulamentado de veículos em condições especiais; na marca- máxima 0,15 m
ção de faixas de travessias de pedestres, símbolos e legendas. - Relação entre A e B: mínima 1:2
- Azul: utilizada nas pinturas de símbolos de pessoas portadoras máxima 1:3
de deficiência física, em áreas especiais de estacionamento ou - Cor: amarela
de parada para embarque e desembarque.
- Preta: utilizada para proporcionar contraste entre o pavimento e Exemplos de Aplicação:
a pintura. ULTRAPASSAGEM PERMITIDA PARA OS DOIS SENTIDOS
Para identificação da cor, neste documento, é adotada a seguinte
convenção:
ULTRAPASSAGEM PERMITIDA SOMENTE NO SENTIDO B
2.2. CLASSIFICAÇÃO
A sinalização horizontal é classificada em:
- marcas longitudinais;
- marcas transversais; ULTRAPASSAGEM PROIBIDA PARA OS DOIS SENTIDOS
- marcas de canalização;
- marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada;
- inscrições no pavimento.
2.2.1. Marcas Longitudinais
Separam e ordenam as correntes de tráfego, definindo a parte da
pista destinada normalmente à circulação de veículos, a sua divisão em
faixas, a separação de fluxos opostos, faixas de uso exclusivo de um tipo b) Linhas de Divisão de Fluxo de Mesmo Sentido
de veículo, reversíveis, além de estabelecer as regras de ultrapassagem Separam os movimentos veiculares de mesmo sentido e regulamen-
e transposição. tam a ultrapassagem e a transposição.
De acordo com a sua função, as marcas longitudinais são subdividi- CONTÍNUA
das nos seguintes tipos:
a) Linhas de Divisão de Fluxos Opostos
Separam os movimentos veiculares de sentidos contrários e regula-
mentam a ultrapassagem e os deslocamentos laterais, exceto para
acesso à imóvel lindeiro.
SECCIONADA
SÍMPLES CONTÍNUA
Conhecimentos Específicos 48 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
AB TRACEJADA
- Largura da linha: mínima 0,10 m
máxima 0,20 m
- Demarcação de faixa exclusiva no fluxo
Largura da linha: mínima 0,20 m
máxima 0,30 m
- Relação entre A e B: mínima 1:2
máxima 1:3
- Cor: branca
- Largura da linha: a mesma da linha à qual dá continuidade
Exemplos de Aplicação:
- Relação entre A e B = 1:1
- Cor branca, quando dá continuidade a linhas brancas; cor ama-
rela, quando dá continuidade a linhas amarelas.
Exemplo de Aplicação:
Proibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-C
Permitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-F
c) Linha de Bordo
Delimita a parte da pista destinada ao deslocamento de veículos.
CONTÍNUA
2.2.3. Marcas Transversais
Ordenam os deslocamentos frontais dos veículos e os harmonizam
com os deslocamentos de outros veículos e dos pedestres, assim como
informam os condutores sobre a necessidade de reduzir a velocidade e
indicam travessia de pedestres e posições de parada.
- Largura da linha: mínima 0,10 m
máxima 0,30 m Em casos específicos têm poder de regulamentação.
- Cor: branca
De acordo com a sua função, as marcas transversais são subdividi-
Exemplos de Aplicação: das nos seguintes tipos:
PISTA DUPLA
a) Linha de Retenção
Indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo.
- Largura da linha: mínima 0,30 m
máxima 0,60 m
- Cor: branca
Exemplo de Aplicação:
PISTA ÚNICA – DUPLO SENTIDO DE CIRCULAÇÃO
d) Linha de Continuidade
Proporciona continuidade a outras marcações longitudinais, quando b) Linhas de Estímulo à Redução de Velocidade
há quebra no seu alinhamento visual. Conjunto de linhas paralelas que, pelo efeito visual, induzem o con-
dutor a reduzir a velocidade do veículo.
Conhecimentos Específicos 49 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
TIPO PARALELA
- Largura da linha - A: mínima 0,30 m
- Largura da linha: mínima 0,20 m máxima 0,40 m
máxima 0,40 m - Distância entre as linhas - B: mínima 0,30 m
- Cor: branca máxima 0,80 m
- Largura da faixa - C: em função do volume de pedestres e da vi-
Exemplo de Aplicação Antecedendo um Obstáculo Transversal sibilidade
mínima 3,00 m
recomendada 4,00 m
- Largura da linha - D: mínima 0,40 m
máxima 0,60 m
- Largura da faixa - E: mínima 3,00 m
recomendada 4,00 m
branca
E
c) Linha de “Dê a Preferência” D
Indica ao condutor o local limite em que deve parar o veículo, quan- branca
do necessário, em locais sinalizados com a placa R-2. Cor: branca
Exemplos de Aplicação:
- Largura da linha: mínima 0,20 m
máxima 0,40 m
- Relação entre A e B: 1:1
- Dimensões recomendadas: A = 0,50 m
B = 0,50 m
- Cor: branca
amarela
amarela
amarela
Exemplo de Aplicação:
d) Faixas de Travessia de Pedestres
Regulamentam o local de travessia de pedestres.
TIPO ZEBRADA
Conhecimentos Específicos 50 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
e) Marcação de Cruzamentos Rodocicloviários - Largura das linhas internas - B: mínima 0,10 m
Regulamenta o local de travessia de ciclistas. - Espaçamento entre os eixos das linhas internas - C: mínimo 1,00 m
- Cor: amarela
CRUZAMENTO EM ÂNGULO RETO
Exemplo de Aplicação:
CRUZAMENTO OBLÍQUO
- Lado do quadrado ou losango: mínimo 0,40 m
máximo 0,60 m
- Relação: A = B = C g) Marcação de Área de Cruzamento com Faixa Exclusiva
- Cor: branca Indica ao condutor a existência de faixa(s) exclusiva(s).
Exemplo de Aplicação:
- Lado do quadrado: mínimo 1,00 m
- Cor: amarela - para faixas exclusivas no contra-fluxo
branca - para faixas exclusivas no fluxo
f) Marcação de Área de Conflito
Assinala aos condutores a área da pista em que não devem parar e Exemplo de Aplicação:
estacionar os veículos, prejudicando a circulação.
2.2.4. Marcas de Canalização
Orientam os fluxos de tráfego em uma via, direcionando a circulação
de veículos. Regulamentam as áreas de pavimento não utilizáveis.
Devem ser na cor branca quando direcionam fluxos de mesmo sen-
tido e na proteção de estacionamento e na cor amarela quando direcio-
nam fluxos de sentidos opostos.
SEPARAÇÃO DE FLUXO DE TRÁFEGO DE SENTIDOS OPOSTOS
- Largura da linha de borda externa - A: mínima 0,15 m
Conhecimentos Específicos 51 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
SEPARAÇÃO DE FLUXO DE TRÁFEGO DO MESMO SENTIDO ILHAS DE CANALIZAÇÃO E REFÚGIO PARA PEDESTRES
CANTEIRO CENTRAL FORMADO COM MARCAS DE CANALIZA-
ÇÃO COM CONVERSÃO À ESQUERDA
Dimensões Circulação Área de proteção
de estaciona-
mento
Largura da linha lateral A mínima 0,10 m mínima 0,10 m
Largura da linha lateral B mínima 0,30 m mínima 0,10 m
máxima 0,50 m máxima 0,40 m
Largura da linha lateral C mínima 1,10 m mínima 0,30 m
MARCA DE ALTERNÂNCIA DO MOVIMENTO DE FAIXAS POR
máxima 3,50 m máxima 0,60 m
SENTIDO
Exemplos de Aplicação:
ORDENAÇÃO DE MOVIMENTOS EM TREVOS COM ALÇAS E
FAIXAS DE ACELERAÇÃO / DESACELERAÇÃO
ILHAS DE CANALIZAÇÃO ENVOLVENDO OBSTÁCULOS NA PIS-
TA
SENTIDO ÚNICO
SENTIDO DUPLO
ORDENAÇÃO DE MOVIMENTO EM RETORNOS COM FAIXA ADI-
CIONAL PARA O MOVIMENTO
ACOMODAÇÃO PARA INÍCIO DE CANTEIRO CENTRAL
SENTIDO DUPLO
Conhecimentos Específicos 52 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
SENTIDO ÚNICO É opcional o uso destas sinalizações quando utilizadas junto ao mar-
co do ponto de parada de transporte coletivo.
PROTEÇÃO DE ÁREAS DE ESTACIONAMENTO
- Largura da linha: mínima 0,10 m
máxima 0,20 m
- Cor: amarela
Exemplos de Aplicação:
2.2.5 Marcas de Delimitação e Controle de Estacionamento e/ou MARCA DELIMITADORA PARA PARADA DE ÔNIBUS EM FAIXA
Parada DE TRÂNSITO
Delimitam e propiciam melhor controle das áreas onde é proibido ou
regulamentado o estacionamento e a parada de veículos, quando asso-
ciadas à sinalização vertical de regulamentação. Em casos específicos,
tem poder de regulamentação. De acordo com sua função as marcas de
delimitação e controle de estacionamento e parada são subdivididas nos
seguintes tipos:
a) Linha de Indicação de Proibição de Estacionamento e/ou Pa-
rada
Delimita a extensão da pista ao longo da qual aplica-se a proibição
de estacionamento ou de parada e estacionamento estabelecida pela MARCA DELIMITADORA PARA PARADE DE ÔNIBUS EM FAIXA
sinalização vertical correspondente. DE ESTACIONAMENTO
- Largura da linha: mínima 0,10 m
máxima 0,20 m
- Cor: amarela
Exemplo de Aplicação:
MARCA DELIMITADORA PARA PARADE DE ÔNIBUS FEITA EM
REENTRÂNCIA DE CALÇADA
b) Marca Delimitadora de Parada de Veículos Específicos
Delimita a extensão da pista destinada à operação exclusiva de pa-
rada. Deve sempre estar associada ao sinal de regulamentação corres-
pondente.
Conhecimentos Específicos 53 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
MARCA DELIMITADORA PARA PARADA DE ÔNIBUS EM FAIXA - Cor: branca
DE TRÂNSITO COM AVANÇO DE CALÇADA NA FAIXA DE ESTACIO- · Em ângulo:
NAMENTO - Linha contínua
MARCA DELIMITADORA PARA PARADA DE ÔNIBUS COM SU-
PRESSÃO DE PARTE DA MARCAÇÃO
- Dimensões: A = mínima 0,10 m
máxima 0,20 m
B = largura efetiva da vaga
C = comprimento da vaga
D = mínima 0,20 m
máxima 0,30 m
B e C, estabelecidas em função das dimensões dos veículos a utili-
zar as vagas.
- Cor: branca
Exemplos de Aplicação:
ESTACIONAMENTO PARALELO AO MEIO FIO
c) Marca Delimitadora de Estacionamento Regulamentado
Delimita o trecho de pista no qual é permitido o estacionamento es-
tabelecido pelas normas gerais de circulação e conduta ou pelo sinal R-
6b.
· Paralelo ao meio-fio:
- Linha simples contínua ou tracejada
MARCA COM DELIMITAÇÃO DA VAGA
MARCA SEM DELIMITAÇÃO DA VAGA
- Largura da linha: mínima 0,10 m
máxima 0,20 m
- Relação: 1:1
Conhecimentos Específicos 54 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ESTACIONAMENTO EM ÂNGULO
- Comprimento da seta:
Fluxo veicular: mínimo 5,00 m
máximo 7,50 m
Fluxo pedestre (somente seta ”Siga em Frente” com parte da haste
suprimida):
mínimo 2,00 m
máximo 4,00 m
- Cor: branca
·
INDICATIVO DE MUDANÇA OBRIGATÓRIO DE FAIXA
ESTACIONAMENTO EM ÁREAS ISOLADAS
- Comprimento da seta: mínimo 5,00 m
máximo 7,50 m
- Cor: branca
·
INDICATIVO DE MOVIMENTO EM CURVA (USO EM SITUAÇÃO
DE CURVA ACENTUADA)
- Comprimento da seta: mínimo 4,50 m
- Cor: branca
2.2.6 Inscrições no Pavimento Exemplos de Aplicação:
Melhoram a percepção do condutor quanto às condições de opera-
ção da via, permitindo-lhe tomar a decisão adequada, no tempo apropri-
ado, para as situações que se lhe apresentarem. São subdivididas nos
seguintes tipos:
a) Setas Direcionais
Conhecimentos Específicos 55 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
- Dimensões: comprimento mínimo 3,60 m
máximo 6,00 m
- Cor: branca
· "CRUZ DE SANTO ANDRÉ"
INDICATIVO DE CRUZAMENTO RODOFERROVIÁRIO
- Comprimento: 6,00 m
- Cor: branca
· "BICICLETA"
INDICATIVO DE VIA, PISTA OU FAIXA DE TRÂNSITO DE USO DE
CICLISTAS
Cor: branca
· "SERVIÇOS DE SAÚDE"
INDICATIVO DE ÁREA OU LOCAL DE SERVIÇOS DE SAÚDE
- Dimensão: diâmetro mínimo 1,20 m
- Cor: conforme indicado
· “DEFICIENTE FÍSICO”
INDICATIVO DE LOCAL DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS
QUE TRANSPORTAM OU QUE SEJAM CONDUZIDOS POR PESSOAS
PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS FÍSICAS
- Dimensão: lado mínimo 1,20 m
- Cor: conforme indicado
b) Símbolos
Indicam e alertam o condutor sobre situações específicas na via Exemplos de Aplicação:
CRUZAMENTO RODOFERROVIÁRIO
· "DÊ A PREFERÊNCIA"
INDICATIVO DE INTERSEÇÃO COM VIA QUE TEM PREFERÊN-
CIA
Conhecimentos Específicos 56 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
CRUZAMENTO COM VIA PREFERENCIAL 3. DISPOSITIVOS AUXILIARES
Dispositivos Auxiliares são elementos aplicados ao pavimento da via,
junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente
e segura a operação da via. São constituídos de materiais, formas e
cores diversos, dotados ou não de refletividade, com as funções de:
- incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via
ou de obstáculos à circulação;
- reduzir a velocidade praticada;
- oferecer proteção aos usuários;
- alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou
c) Legendas que requeiram maior atenção.
Advertem acerca de condições particulares de operação da via e Os Dispositivos Auxiliares são agrupados, de acordo com suas fun-
complementam os sinais de regulamentação e advertência. ções, em:
- Dispositivos Delimitadores;
- Dispositivos de Canalização;
- Dispositivos de Sinalização de Alerta;
- Alterações nas Características do Pavimento;
- Dispositivos de Proteção Contínua;
- Dispositivos Luminosos;
- Dispositivos de Proteção a Áreas de Pedestres e/ou Ciclistas;
- Dispositivos de Uso Temporário.
3.1. DISPOSITIVOS DELIMITADORES
São elementos utilizados para melhorar a percepção do condutor
quanto aos limites do espaço destinado ao rolamento e a sua separação
em faixas de circulação. São apostos em série no pavimento ou em
suportes, reforçando marcas viárias, ou ao longo das áreas adjacentes a
elas.
Podem ser mono ou bidirecionais em função de possuírem uma ou
duas unidades refletivas. O tipo e a(s) cor(es) das faces refletivas são
definidos em função dos sentidos de circulação na via, considerando
como referencial um dos sentidos de circulação, ou seja, a face voltada
para este sentido.
Tipos de Dispositivos Delimitadores:
Obs: Para legendas curtas a largura das letras e algarismos podem
ser maiores. · Balizadores - unidades refletivas mono ou bidirecionais, afixa-
das em suporte.
- Comprimento mínimo:
- Cor do elemento refletivo:
Para legenda transversal ao fluxo veicular: 1,60 m
branca – para ordenar fluxos de mesmo sentido;
Para legenda longitudinal ao fluxo veicular: 0,25 m
amarela – para ordenar fluxos de sentidos opostos;
- Cor: branca
vermelha – em vias rurais, de pista simples, duplo sentido de
circulação, podem ser utilizadas unidades refletivas na cor ver-
Exemplos de Legendas:
melha, junto ao bordo da pista ou acostamento do sentido opos-
to.
Exemplo:
· Balizadores de Pontes, Viadutos, Túneis, Barreiras e Defen-
sas – unidades refletivas afixadas ao longo do guarda-corpo
e/ou mureta de obras de arte, de barreiras e defensas.
- Cor do elemento refletivo:
branca – para ordenar fluxos de mesmo sentido;
amarela – para ordenar fluxos de sentidos opostos;
vermelha – em vias rurais, de pista simples, duplo sentido de
circulação, podem ser utilizadas unidades refletivas na cor ver-
melha, afixados no guarda-corpo ou mureta de obras de arte,
barreiras e defensas do sentido oposto.
Conhecimentos Específicos 57 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplo:
· Tachas – elementos contendo unidades refletivas, aplicados di-
retamente no pavimento.
- Cor do corpo: branca ou amarela, de acordo com a marca viária
que complementa. · Cilindros Delimitadores
- Cor do elemento refletivo: Exemplo:
branca – para ordenar fluxos de mesmo sentido;
amarela – para ordenar fluxos de sentidos opostos,
vermelha – em rodovias, de pista simples, duplo sentido de cir-
culação, podem ser utilizadas unidades refletivas na cor verme-
lha, junto à linha de bordo do sentido oposto.
- Especificação mínima: Norma ABNT.
Exemplos:
Exemplo de aplicação:
- Cor do Corpo: preta
- Cor do Material Refletivo: amarela.
3.2. DISPOSITIVOS DE CANALIZAÇÃO
Os dispositivos de canalização são apostos em série sobre a super-
fície pavimentada.
· Tachões – elementos contendo unidades refletivas, aplicados di-
retamente no pavimento. Tipos de Dispositivos de Canalização:
- Cor do corpo: amarela · Prismas – tem a função de substituir a guia da calçada (meio-
- Cor do elemento refletivo: fio) quando não for possível sua construção imediata.
branca – para ordenar fluxos de mesmo sentido; - Cor: branca ou amarela, de acordo com a marca viária que com-
amarela – para ordenar fluxos de sentidos opostos; plementa.
vermelha – em rodovias, de pista simples, duplo sentido de cir- Exemplo:
culação, podem ser utilizadas unidades refletivas na cor verme-
lha, junto à linha de bordo do sentido oposto.
- Especificação mínima: Norma ABNT.
Exemplos:
· Segregadores – tem a função de segregar pistas para uso ex-
clusivo de determinado tipo de veículo ou pedestres.
- Cor: amarela.
Conhecimentos Específicos 58 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplo: RELAÇÃO DE LADOS: 1:3
Marcador de Perigo indicando que a passagem pode-
3.3. DISPOSITIVOS DE SINALIZAÇÃO DE ALERTA rá ser feita tanto pela direita como pela esquerda
São elementos que têm a função de melhorar a percepção do con-
dutor quanto aos obstáculos e situações geradoras de perigo potencial à
sua circulação, que estejam na via ou adjacentes à mesma, ou quanto a
mudanças bruscas no alinhamento horizontal da via.
Possuem as cores amarela e preta quando sinalizam situações per-
manentes e adquirem cores laranja e branca quando sinalizam situações
temporárias, como obras.
RELAÇÃO DE LADOS: 1:3
Tipos de Dispositivos de Sinalização de Alerta:
· Marcadores de Obstáculos – unidades refletivas apostas no
próprio obstáculo, destinadas a alertar o condutor quanto à exis-
tência de obstáculo disposto na via ou adjacente a ela.
Obstáculos com Obstáculos com Obstáculos com
passagem só pela passagem por passagem só · Marcadores de Alinhamento – unidades refletivas fixadas em su-
direita ambos os lados pela esquerda porte, destinadas a alertar o condutor do veículo quando houver altera-
ção do alinhamento horizontal da via.
3.4. ALTERAÇÕES NAS CARACTERÍSTICAS DO PAVIMENTO
São recursos que alteram as condições normais da pista de rola-
mento, quer pela sua elevação com a utilização de dispositivos físicos
colocados sobre a mesma, quer pela mudança nítida de características
do próprio pavimento. São utilizados para:
- estimular a redução da velocidade;
- aumentar a aderência ou atrito do pavimento;
- alterar a percepção do usuário quanto a alterações de ambiente
Exemplo de aplicação: e uso da via, induzido-o a adotar comportamento cauteloso;
- incrementar a segurança e/ou criar facilidades para a circulação
de pedestres e/ou ciclistas.
3.5. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTÍNUA
São elementos colocados de forma contínua e permanente ao longo
da via, confeccionados em material flexível, maleável ou rígido, que têm
· Marcadores de Perigo – unidades refletivas fixadas em suporte como objetivo:
destinadas a alertar o condutor doveículo quanto a situação potencial de - evitar que veículos e/ou pedestres transponham determinado
perigo. local;
- evitar ou dificultar a interferência de um fluxo de veículos sobre o
Marcador de Perigo Marcador de Perigo Marcador de perigo
fluxo oposto.
indicando que a indicando que a passa- indicando que a pas-
passagem deverá gem poderá ser feita sagem deverá ser feita
ser feita pela direita tanto pela direita como pela esquerda Tipos de Dispositivos para Fluxo de Pedestres e Ciclistas:
pela esquerda · Gradis de Canalização e Retenção
Devem ter altura máxima de 1,20 m e permitir intervisibilidade entre
veículos e pedestres.
Exemplos:
Conhecimentos Específicos 59 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3.6. DISPOSITIVOS LUMINOSOS
São dispositivos que se utilizam de recursos luminosos para propor-
cionar melhores condições de visualização da sinalização, ou que, con-
jugados a elementos eletrônicos, permitem a variação da sinalização ou
de mensagens, como por exemplo:
- advertência de situação inesperada à frente;
- mensagens educativas visando o comportamento adequado dos
· Dispositivos de Contenção e Bloqueio usuários da via;
Exemplo: - orientação em praças de pedágio e pátios públicos de estacio-
namento;
- informação sobre condições operacionais das vias;
- orientação do trânsito para a utilização de vias alternativas;
- regulamentação de uso da via.
Tipos de Dispositivos Luminosos:
· Painéis Eletrônicos
Exemplos:
Tipos de Dispositivos para Fluxo Veicular:
· Defensas Metálicas
Especificação mínima: Norma ABNT
Exemplos:
· Painéis com Setas Luminosas
Exemplos:
· Barreiras de Concreto
Especificação mínima: Norma ABNT
Exemplos:
3.7. DISPOSITIVOS DE USO TEMPORÁRIO
São elementos fixos ou móveis diversos, utilizados em situações es-
peciais e temporárias, como operações de trânsito, obras e situações de
emergência ou perigo, com o objetivo de alertar os condutores, bloquear
e/ou canalizar o trânsito, proteger pedestres, trabalhadores, equipamen-
tos, etc.
Aos dispositivos de uso temporário estão associadas as cores laran-
ja e branca.
· Dispositivos Anti-ofuscamento Tipos de Dispositivos de Uso Temporário:
Especificação mínima: Norma ABNT · Cones
Exemplo: Especificação mínima: Norma ABNT
Exemplo:
Conhecimentos Específicos 60 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Cilindro
Especificação mínima: Norma ABNT
Exemplo:
DESMONTAVEIS
· Balizador Móvel
Exemplo:
· Barreiras
Exemplos:
Fixas
· Tambores
Exemplos:
MÓVEIS
· Fita Zebrada
Exemplo:
Cancelas
· Cavaletes
Exemplos:
ARTICULADOS
Vista Frontal
Vista Lateral
Conhecimentos Específicos 61 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
PLÁSTICAS
· Tapumes
Exemplos:
· Bandeiras
· Gradis Exemplos:
Exemplos:
· Faixas
Exemplos:
· Elementos Luminosos Complementares
Exemplos:
4. SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA
A sinalização semafórica é um subsistema da sinalização viária que
se compõe de indicações luminosas acionadas alternada ou intermiten-
temente através de sistema elétrico/eletrônico, cuja função é controlar os
deslocamentos.
Conhecimentos Específicos 62 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Existem dois (2) grupos:
- a sinalização semafórica de regulamentação;
- a sinalização semafórica de advertência.
Formas e Dimensões
SEMÁFORO DESTINADO A FORMA DO FOCO DIMENSÃO DA LENTE
Diâmetro: 200 mm ou
Movimento Veicular Circular
300 mm
Movimento de Pedestres e
Quadrada Lado mínimo: 200 mm - Com símbolos, que podem estar isolados ou integrando um semá-
Ciclistas
foro de três ou duas indicações luminosas.
Exemplos:
4.1. SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA DE REGULAMENTAÇÃO
DIREÇÃO CONTROLADA
A sinalização semafórica de regulamentação tem a função de efetuar
o controle do trânsito num cruzamento ou seção de via, através de
indicações luminosas, alternando o direito de passagem dos vários fluxos
de veículos e/ou pedestres.
4.1.1. Características
Compõe-se de indicações luminosas de cores preestabelecidas, a-
grupadas num único conjunto, dispostas verticalmente ao lado da via ou
suspensas sobre ela, podendo neste caso ser fixadas horizontalmente.
4.1.2. Cores das Indicações Luminosas CONTROLE OU FAIXA REVERSÍVEL
As cores utilizadas são:
a) Para controle de fluxo de pedestres:
- Vermelha: indica que os pedestres não podem atravessar.
- Vermelha Intermitente: assinala que a fase durante a qual os
pedestres podem atravessar está a ponto de terminar. Isto indica
que os pedestres não podem começar a cruzar a via e os que
tenham iniciado a travessia na fase verde se desloquem o mais DIREÇÃO LIVRE
breve possível para o local seguro mais próximo.
- Verde: assinala que os pedestres podem atravessar.
b) Para controle de fluxo de veículos:
- Vermelha: indica obrigatoriedade de parar.
- Amarela: indica “atenção”, devendo o condutor parar o veículo,
salvo se isto resultar em situação de perigo.
b) Para Pedestres
- Verde: indica permissão de prosseguir na marcha, podendo o
condutor efetuar as operações indicadas pelo sinal luminoso,
respeitadas as normas gerais de circulação e conduta.
4.1.3. Tipos
a) Para Veículos:
- Compostos de três indicações luminosas, dispostas na sequên-
cia preestabelecida abaixo:
4.2. SINALIZAÇÃO SEMAFÓRICA DE ADVERTÊNCIA
A sinalização semafórica de advertência tem a função de advertir da
existência de obstáculo ou situação perigosa, devendo o condutor reduzir
a velocidade e adotar as medidas de precaução compatíveis com a
segurança para seguir adiante.
4.2.1. Características
Compõe-se de uma ou duas luzes de cor amarela, cujo funciona-
mento é intermitente ou piscante alternado, no caso de duas indicações
luminosas.
O acendimento das indicações luminosas deve ser na sequência
verde, amarelo, vermelho, retornando ao verde.
Para efeito de segurança recomenda-se o uso de, no mínimo, dois
conjuntos de grupos focais por aproximação, ou a utilização de um
conjunto de grupo focal composto de dois focos vermelhos, um amarelo
e um verde
No caso de grupo focal de regulamentação, admite-se o uso isolado
- Compostos de duas indicações luminosas, dispostas na se-
da indicação luminosa em amarelo intermitente, em determinados horá-
quência preestabelecida abaixo. Para uso exclusivo em controles de
rios e situações específicas. Fica o condutor do veículo obrigado a redu-
acesso específico, tais como praças de pedágio e balsa.
zir a velocidade e respeitar o disposto no Artigo 29, inciso III, alínea C.
Conhecimentos Específicos 63 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5. SINALIZAÇÃO DE OBRAS Ordem de parada para todos os
A Sinalização de Obras tem como característica a utilização dos si- veículos que venham de direções
nais e elementos de Sinalização Vertical, Horizontal, Semafórica e de que cortem ortogonalmente a
Dispositivos e Sinalização Auxiliares combinados de forma que: direção indicada pelos braços
- os usuários da via sejam advertidos sobre a intervenção realiza- estendidos, qualquer que seja o
da e possam identificar seu caráter temporário; sentido de seu deslocamento.
- sejam preservadas as condições de segurança e fluidez do trân-
sito e de acessibilidade;
- os usuário sejam orientados sobre caminhos alternativos;
- sejam isoladas as áreas de trabalho, de forma a evitar a deposi- Braços estendidos horizontalmen-
ção e/ou lançamento de materiais sobre a via. te com a palma da mão para a
Na sinalização de obras, os elementos que compõem a sinalização frente.
vertical de regulamentação, a sinalização horizontal e a sinalização Ordem de parada para todos os
semafórica têm suas características preservadas. veículos que venham de direções
A sinalização vertical de advertência e as placas de orientação de que cortem ortogonalmente a
destino adquirem características próprias de cor, sendo adotadas as direção indicada pelo braço
combinações das cores laranja e preta. Entretanto, mantém as caracte- estendido, qualquer que seja o
rísticas de forma, dimensões, símbolos e padrões alfanuméricos: sentido de seu deslocamento
Sinalização vertical de Cor utilizada para Sinalização Braço estendido horizontalmente,
de Obras com a palma da mão para frente,
Advertência ou de Indicação
do lado do trânsito a que se
Fundo Laranja destina.
Símbolo Preta
Orla Preta
Tarjas Preta
Setas Preta
Letras Preta
Ordem de diminuição da veloci-
Os dispositivos auxiliares obedecem as cores estabelecidas no capí- dade
tulo 3 deste Anexo, mantendo as características de forma, dimensões,
símbolos e padrões alfanuméricos.
São exemplos de sinalização de obras:
Braço estendido horizontalmente,
com a palma da mão para baixo,
fazendo movimentos verticais.
Ordem de parada para os veícu-
los aos quais a luz é dirigida
6. GESTOS Braço estendido horizontalmente,
a) Gestos de Agentes da Autoridade de Trânsito agitando uma luz vermelha para
As ordens emanadas por gestos de Agentes da Autoridade de Trân- um determinado veículo.
sito prevalecem sobre as regras de circulação e as normas definidas por
outros sinais de trânsito. Os gestos podem ser:
Significado Sinal
Ordem de parada obrigatória para
todos os veículos. Quando execu-
tada em interseções, os veículos
que já se encontrem nela não são
obrigados a parar. Ordem de seguir
Braço levantado, com movimento
de antebraço para a retaguarda e
a palma da mão voltada para trás.
Braço levantado verticalmente,
com a palma da mão pra a frente.
Conhecimentos Específicos 64 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
b) Gestos de Condutores cia conhecida. Veículo mal conservado polui mais e consome mais
Obs.: Válido para todos os tipos de veículos. combustível. Seja solidário com o meio ambiente, cuidando bem do seu
Significado Sinal carro.
Oficinas
Para garantir que o veículo esteja em bom estado de conservação, é
importante levá-lo em uma oficina de sua confiança. O motorista deve
Dobrar à esquerda conversar com mecânico e explicar a forma como conduz o veículo e em
quais condições o mesmo é submetido. Esses fatores são importantes
para avaliação personalizada do veículo. O mecânico deve ser um con-
sultor, assim como a relação de médico e paciente. Quanto mais infor-
mações ele tiver, melhor será o diagnóstico do problema, além de prever
possíveis falhas.
Dobrar à direita Peças de qualidade e de procedência conhecida
Quando o motorista precisa trocar uma peça do carro na oficina de
sua confiança, é importante que exija do mecânico o item que foi substi-
tuído e a embalagem do novo componente.
Só utilize peças de qualidade que estejam de acordo com as especi-
ficações do fabricante e de procedência conhecida.
Lojas
Diminuir a marcha ou parar
Em caso de comprar peças diretamente em lojas especializadas, o
motorista deve optar por estabelecimentos conhecidos e sempre deve
pedir a nota fiscal. Desconfie de preços muito baixos que podem ser sinal
de que o componente não é de qualidade compatível com as especifica-
7. SINAIS SONOROS ções do fabricante do veículo.
Sinais de apito Significado Emprego Verifique se a embalagem está intacta e lacrada. A caixa do produto
liberar o trânsito em direção / deve identificar a peça, o nome, o telefone e o CNPJ do fabricante.
um silvo breve siga Analise o componente e confira se ele realmente tem aparência de
sentido indicado pelo agente.
dois silvos breves pare indicar parada obrigatória novo.
diminuir a quando for necessário fazer Peça um catálogo e veja se as especificações da peça são compatí-
um silvo longo veis com o modelo do carro. Fonte: [Link]
marcha diminuir a marcha dos veículos.
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto Itens de Manutenção preventiva
com os gestos dos agentes. Pneus e Direção:
a) Verificar o desgaste e se há avarias na estrutura (bolhas ou cortes):
a cada 8.000 km
NOÇÕES ELEMENTARES SOBRE MECÂNICA b) Calibrar todos os pneus periodicamente: a cada 1.000 km
BÁSICA DE VEÍCULOS AUTOMOTORES. c) Fazer o rodízio conforme o indicado no manual do proprietário: a
cada 8.000 km
NOÇÕES BÁSICAS DE MECÂNICA AUTOMOTIVA d) Fazer balanceamento de todas as rodas, inclusive do estepe: a cada
01 - MANUTENÇÃO PREVENTIVA 10.000 km
Segurança e) Checar a geometria e verificar as torres: a cada 10.000 km
A manutenção preventiva do veículo garante a segurança no trânsi- f) Verificar o nível do fluido da direção hidráulica: a cada 10.000 km
to. Estudo inédito realizado no Brasil revela que 27% dos acidentes são
causados por falta de manutenção do veículo. Os itens de segurança Freios:
(direção, freios, suspensão, pneus e rodas) quando não estão em boas a) Verificar o nível do fluido de freio: a cada 10.000 km
condições podem colocar em risco a segurança do motorista, ocupantes
b) Substituir o fluido de freio: conforme orientação do manual do propri-
e terceiros. É importante fazer manutenção regular desses itens em uma
etário
oficina de sua confiança.
c) Verificar as pastilhas nos freios a disco, substituindo-as quando
Economia
houver desgaste: a cada 10.000 km
A manutenção preventiva do veículo é a forma mais econômica de
d) Verificar o estado dos discos de freio, substituindo-os quando neces-
mantê-lo em bom estado de conservação, fator importante para a valori-
sário: a cada 10.000 km
zação na hora da revenda. Além disso, levar o veículo periodicamente à
oficina de sua confiança permite que as revisões sejam programadas, e) Verificar o estado das lonas de freio e se há vazamentos nos cilin-
evitando quebras inesperadas que podem afetar o seu orçamento. Assim dros de rodas: a cada 10.000 km
como a sua saúde, a do seu carro deve ser feita de forma preventiva. f) Avaliar o servo-freio pelo acionamento do pedal: a cada 40.000 km
Assim você e sua família estão em segurança. Veículo que não está com g) Checar o freio de estacionamento e regular se necessário: a cada
o motor regulado e com peças desgastadas consome mais combustível 10.000 km
que o normal e perde desempenho. Por isso, se o consumo de combus-
tível aumentou acima da média pode ser um sinal de que está na hora de
Motor:
levar o carro para revisão em uma oficina de sua confiança.
a) Reapertar tampa de válvulas e tampa do cárter para evitar vazamen-
Ecologia
tos: a cada 10.000 km
A manutenção preventiva do veículo também garante a melhoria da
b) Trocar correia dentada: a cada 40.000 km preventivamente
qualidade do ar que respiramos. Cuidar do carro também é uma ação
ecologicamente correta. Com o tempo de uso, as peças sofrem desgaste c) Verificar nível do óleo: semanalmente
natural e devem ser substituídas por outras de qualidade que estejam de d) Trocar óleo do motor: conforme orientação do manual do proprietário
acordo com as especificações do fabricante e que sejam de procedên- e) Substituir o filtro de óleo: a cada troca de óleo ou a cada 10.000 km
Conhecimentos Específicos 65 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Sistema de transmissão: b) Verificar nível de água dos limpadores, adicionar aditivo de limpeza
a) Checar óleo do câmbio e trocar conforme orientações do fabricante: dos vidros: mensalmente
a cada 10.000 km c) Lubrificar fechaduras: a cada 20.000 km
b) Chegar o sistema e o acionamento da transmissão: a cada 40.000 Fonte: [Link]
km
c) Verificar cabo, folga e funcionamento da embreagem: a cada 20.000 02 - FUNCIONAMENTO BÁSICO DOS MOTORES
km O MOTOR A QUATRO TEMPOS
Pontos Mortos e Curso: Durante seu movimento no interior do cilin-
Sistema de emissões de gases: dro, o pistão atinge dois pontos extremos que são o Ponto Morto Alto
a) Verificar a integridade do sistema de escapamento: a cada 20.000 (PMA) e o Ponto Morto Baixo (PMB). A distância entre os dois pontos
km mortos chama-se Curso.
b) Avaliar integridade e eficiência do catalisador e da sonda lambda: a
cada 20.000 km
Sistema de alimentação de combustível:
a) Limpar o bico ou bicos injetores: a cada 30.000 km
b) Limpar e regular carburador: a cada 20.000 km
c) Checar estado das velas de ignição e substituir se necessário: a
cada 20.000 km 1. Funcionamento do Motor a Quatro Tempos
d) Troque o filtro de combustível, se necessário: a cada 20.000 km O motor a pistão não parte por si só. É preciso girá-lo algumas vezes
até ocorrer a primeira combustão no cilindo. O funcionamento do motor
e) Substitua o filtro de ar: a cada 20.000 km ocorre através da repetição de ciclos. Um ciclo é formado pela sequência
de quatro etapas denominadas tempos, durante os quais ocorrem as
Suspensão e rodas: chamadas seis fases.
a) Verificar a existência de vazamentos ou batentes danificados nos
amortecedores: a cada 10.000 km 2. Primeiro Tempo: ADMISSÃO
b) Checar estado dos calços e das molas helicoidais: a cada 10.000 km O primeiro tempo chama-se "admissão" e corresponde ao movimen-
c) Checar estado e a existência de folgas nos pivôs, buchas e termi- to do pistão do PMA (Ponto Morto Alto) para o PBM (Ponto Morto Baixo)
nais: a cada 40.000 km com a válvula de admissão aberta. Nesse tempo, ocorre a primeira fase,
d) Verificar ruídos e folgas nos rolamentos das rodas: a cada 10.000 que chama-se também "admissão", porque o pistão aspira a mistura de
km ar e combustível para dentro do cilindro. Quando o pistão chega ao PMB,
e) Verificar as juntas homocinéticas, substituindo-as quando apresenta- a válvula de admissão fecha-se, e a mistura fica presa dentro do cilindro.
rem vazamentos: a cada 10.000km O mecanismo que abre e fecha as válvulas chama-se sistema de
comando de válvulas!
Sistema de arrefecimento:
a) Verificar nível do líquido: semanalmente
b) Verificar estado das mangueiras e possíveis vazamentos: a cada
20.000 km
c) Verificar o funcionamento da ventoinha: a cada 30.000 km
d) Drenar e limpar o sistema: a cada 30.000 km
e) Trocar o líquido e o aditivo do reservatório de expansão ou radiador:
a cada 30.000 km
Correias:
Verificar o estado e ajustar a tensão se necessário das correias:
a) bomba d'água: a cada 20.000 km
b) alternador: a cada 20.000 km
c) direção hidráulica: a cada 20.000 km
Ar-condicionado:
a) Verificar estado e tensão da correia do compressor: a cada 20.000
km
b) Verificar funcionamento e limpeza do sistema: a cada 20.000 km
Sistema elétrico:
a) Regulagem dos faróis: a cada 10.000 km
b) Verificar se há lâmpadas ou fusíveis queimados: mensalmente
c) Testar o funcionamento de comandos e equipamentos elétricos: a
cada 30.000 km 3. Segundo Tempo: COMPRESSÃO
d) Verificar nível d'água da bateria (se necessário) e avaliar carga: a O segundo tempo chama-se "compressão", e corresponde ao movi-
cada 10.000 mento do pistão do PMB para o PMA com as duas válvulas fechadas.
Neste tempo ocorre a segunda fase, que também chama-se "compres-
Outros itens: são", porque o pistão comprime a mistura de ar e combustível que ficou
a) Trocar as palhetas dos limpadores de pára-brisas: a cada 20.000 km presa dentro do cilindro. À primeira vista a compressão parece ser um
Conhecimentos Específicos 66 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
desperdício de trabalho, mas sem a mesma, a combustão produziria 2. Primeiro Tempo: Admitindo que o motor já esteja em funciona-
pouca potência mecânica e a energia do combustível perder-se-ia sob mento, o pistão sobe comprimindo a mistura no cilindro e produzindo um
forma de calor. rarefação no cárter. Aproximando-se do ponto morto alto, dá-se a ignição
e a combustão da mistura. Ao mesmo tempo, dá-se a admissão da
4. Terceiro Tempo: TEMPO MOTOR mistura nova no cárter, devido à rarefação que se formou durante a
subida do pistão.
Antes do 3º tempo, ocorre a terceira fase, denominada "ignição",
quando a vela produz uma faísca, dando início à quarta fase, que é a
"combustão". O 3º tempo (Tempo Motor) corresponde à descida do
pistão do PMA para o PMB, provocada pela forte pressão dos gases
queimados que se expandem. Essa é a quinta fase de funcionamento do
motor, e chama-se "expansão". O motor pode agora funcionar sozinho,
pois o impulso dado é suficiente para mantê-lo girando até a próxima
combustão.
5. Quarto Tempo: EXAUSTÃO
O 4º tempo chama-se "escapamento", "escape" ou "exaustão" e cor-
responde à subida do pistão do PMB para o PMA com a válvula de
escapamento aberta. Nesse tempo ocorre a sexta fase, que chama-se
também "exaustão", porque os gases queimados são expulsos do cilin-
dro pelo pistão. Quando este chega ao PMA, a válvula de exaustão
fecha-se, encerrando o primeiro ciclo, e então tudo se repete, na mesma
sequência.
3. Segundo Tempo: Neste tempo, os gases da combustão se expan-
dem, fazendo o pistão descer, comprimindo a mistura no cárter. Aproxi-
mando-se o ponto morto baixo, o pistão abre a janela de exaustão,
permitindo a saída do gases queimados. A seguir abre-se a janela de
transferência, e a mistura comprimida no cárter invade o cilindro, expul-
sando os gases queimados.
Notas: Tempo é o conjunto das fases que ocorrem quando o pistão
percorre um curso.
O MOTOR A DOIS TEMPOS
1. O motor a dois tempos recebe esse nome porque seu ciclo é
constituído por apenas dois tempos, conforme veremos no item seguinte.
Mecanicamente ele é bastante simples e possui poucas peças mó- Nota: Durante o ciclo de dois tempos ocorrem também seis fases
veis. O próprio pistão funciona como válvula deslizante, abrindo e fe- como no motor a quatro tempos, das quais quatro (admissão, compres-
chando janelas, por onde a mistura é admitida e os gases queimados são são, ignição e combustão) ocorrem no primeiro tempo e duas (expansão
expulsos. e exaustão) no segundo tempo.
4. Vantagens e desvantagens: O motor a dois tempos é mais sim-
ples, mais leve e mais potente que o motor a quatro tempos, porque
produz um tempo motor em cada volta do eixo de manivelas. Além disso,
seu custo é menor, sendo por isso muito utilizado em aviões ultra-leves e
autogiros.
Contudo, não é usado nos aviões em geral, devido às seguintes
desvantagens:
a) É pouco econômico, porque uma parte da mistura admitida no
cilindro foge juntamente com os gases queimados;
b) Após o escampamento, uma parte dos gases queimados permanece
no cilindro, contaminando a mistura nova admitida;
Conhecimentos Específicos 67 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c) O motor a dois tempos se aquece mais, porque as combustões da temperatura provocado pela compressão da mistura inflamável. As
ocorrem com maior frequência; principais diferenças entre o motor a gasolina e o motor diesel são as
d) A lubrificação é imperfeita, porque é preciso fazê-la através do óleo seguintes: enquanto o motor a gasolina funciona com a taxa de
diluído no combustível; compressão que varia de 8:1 a 12:1, no motor diesel esta varia de 14:1 a
e) O motor é menos flexível do que o de quatro tempos, isto é, a sua 25:1. Dai a robustez de um relativamente a outro.
eficiência diminui mais acentuadamente quando variam as condições
de rotação, altitude, temperatura, etc... fonte: [Link] Enquanto o motor a gasolina aspira a mistura - ar + combustível -
para a câmara de combustão e queima a partir de uma faísca elétrica
CICLO DE UM MOTOR DIESEL fornecida pela vela de ignição no momento de máxima compressão. No
motor diesel não existe uma aspiração, mas sim uma injeção de óleo
A. No primeiro estágio do ciclo de combustão, chamado indução, o ar é (combustível) no momento de máxima compressão, a alta taxa de
aspirado para o interior do cilindro, penetrando nele através da vál- oxigênio faz com que o óleo entre em combustão, produzindo a explosão
vula de entrada. sem a necessidade da ignição elétrica. O Engenheiro Rudolf Diesel,
B. Durante o segundo estágio, a compressão, o pistão sobe e compri- chegou a esse método quando aperfeiçoava máquinas a vapor.
me o ar dentro do cilindro, em proporção muito mais elevada do que
num motor a gasolina comum.
03 - INJEÇÃO ELETRÔNICA
C. Na ignição, o combustível é injetado no ar comprimido a alta tempe-
ratura, entrando em combustão espontânea e forçando o movimento Injeção Eletrônica
do pistão para baixo. Devido à rápida evolução dos motores dos automóveis, além de fato-
D. No último estágio, denominado exaustão, os gases que se formaram res como controle de emissão de poluentes e economia de combustível,
na fase anterior são expelidos do interior do cilindro pelo movimento o velho carburador que acompanhou praticamente todo o processo de
ascendente do pistão. evolução automotiva, já não supria as necessidades dos novos veículos.
Foi então que começaram a ser aprimorados os primeiros sistemas de
injeção eletrônica de combustível, uma vez que desde a década de 50 já
No motor diesel a descida do pistão não aspira mistura combustível; existiam sistemas "primitivos", para aplicações específicas.
somente ar puro entra no cilindro. E, quando o pistão se desloca para
cima, apenas esse ar sofre compressão. A compressão interna no cilin-
dro atinge um grau muito mais elevado que nos motores a gasolina -
suas taxas de compressão vão de 14:1 a 25:1. Em consequência, a
temperatura do ar comprimido eleva-se consideravelmente, chegando a
ultrapassar os 700º. À medida que o pistão se aproxima do limite máximo
de seu curso, um fino jato de combustível é impulsionado para o interior
do cilindro. Devido à alta compressão, o ar fica tão quente que, ao rece-
ber o combustível, faz este entrar em combustão espontânea, dispen-
sando a presença da vela de ignição (ou ignição eletrônica). [Link]
são Francisco.
Para que o motor tenha um funcionamento suave, econômico e não
contamine o ambiente, ele necessita receber a perfeita mistura
ar/combustível em todas as faixas de rotação. Um carburador, por melhor
que seja e por melhor que esteja sua regulagem, não consegue alimentar
o motor na proporção ideal de mistura em qualquer regime de funciona-
mento. Os sistemas de injeção eletrônica têm essa característica de
permitir que o motor receba somente o volume de combustível que ele
necessita.
O motor a diesel ou motor de ignição por compressão é um motor
de combustão interna inventado pelo engenheiro alemão Rudolf Diesel
(1858-1913), em que a combustão do combustível se faz pelo aumento Sistema single-point
Conhecimentos Específicos 68 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
uma tensão que servirá de sinal para a unidade de comando. Atra-
vés deste sinal enviado pela sonda lambda, a unidade de comando
pode variar a quantidade de combustível injetado.
• SENSOR DE PRESSÃO - Os sensores de pressão possuem diferen-
tes aplicações. Medem a pressão absoluta no tubo de aspiração (co-
letor) e informam à unidade de comando em que condições de aspi-
ração e pressão o motor está funcionando, para receber o volume
exato de combustível.
• POTENCIÔMETRO DA BORBOLETA - O potenciômetro da borbole-
ta de aceleração está fixado no corpo da borboleta e é acionado a-
través do eixo da borboleta de aceleração. Este dispositivo informa
para a unidade de comando todas as posições da borboleta de ace-
leração. Desta maneira, a unidade de comando obtém informações
mais precisas sobre os diferentes regimes de funcionamento do mo-
tor, utilizando-as para influenciar também na quantidade de combus-
tível pulverizado.
• MEDIDOR DE MASSA DE AR - O medidor de massa de ar está
instalado entre o filtro de ar e a borboleta de aceleração e tem a fun-
Sistema multi-point
ção de medir a corrente de ar aspirada. Através dessa informação, a
Mais do que isto, os conversores catalíticos - ou simplesmente cata- unidade de comando calculará o exato volume de combustível para
lizadores - tiveram papel decisivo no desenvolvimento de sistemas de as diferentes condições de funcionamento do motor.
injeção eletrônicos. Para que sua eficiência fosse plena, seria necessário
medir a quantidade de oxigênio presente no sistema de exaustão e • MEDIDOR DE FLUXO DE AR - Tem como função informar à unida-
alimentar o sistema com esta informação para corrigir a proporção da de de comando a quantidade e a temperatura do ar admitido, para
mistura. O primeiro passo neste sentido, foram os carburadores eletrôni- que tais informações influenciem na quantidade de combustível pul-
cos, mas cuja difícil regulagem e problemas que apresentaram, levaram verizada. A medição da quantidade de ar admitida se baseia na me-
ao seu pouco uso. dição da força produzida pelo fluxo de ar aspirado, que atua sobre a
palheta sensora do medidor, contra a força de uma mola. Um poten-
Surgiram então os primeiros sistemas de injeção single-point ou mo- ciômetro transforma as diversas posições da palheta sensora em
noponto, que basicamente consistiam de uma válvula injetora ou bico, uma tensão elétrica, que é enviada como sinal para a unidade de
que fazia a pulverização do combustível junto ao corpo da borboleta do comando. Alojado na carcaça do medidor de fluxo de ar encontra-se
acelerador. Basicamente o processo consiste em que toda vez que o também um sensor de temperatura do ar, que deve informar à uni-
pedal do acelerador é acionado, esta válvula (borboleta), se abre admi- dade de comando a temperatura do ar admitido durante a aspiração,
tindo mais ar. Um sensor no eixo da borboleta, indica o quanto de ar está para que esta informação também influencie na quantidade de com-
sendo admitido e a necessidade de maior quantidade de combustível, bustível a ser injetada.
que é reconhecida pela central de gerenciamento e fornece o combustí-
vel adicional. • ATUADOR DA MARCHA LENTA - O atuador de marcha lenta fun-
Para que o sistema possa suprir o motor com maiores quantidades ciona tem a função de garantir uma marcha lenta estável, não só na
de combustível de acordo com a necessidade, a linha de alimentação fase de aquecimento, mas em todas as possíveis condições de fun-
dos bicos (injetores) é pressurizada e alimentada por uma bomba de cionamento do veículo no regime de marcha lenta. O atuador de
combustível elétrica, a qual envia doses maiores que as necessárias marcha lenta possui internamente duas bobinas (ímãs) e um induzi-
para que sempre o sistema possa alimentar adequadamente o motor em do, onde está fixada uma palheta giratória que controla um “bypass”
qualquer regime em que ele funcione. O excedente retorna ao tanque. de ar. Controlado pela unidade de comando, são as diferentes posi-
Nos sistemas single point a alimentação é direta ao bico único. No siste- ções do induzido, juntamente com a palheta giratória, que permitem
ma multi-point, em que existe um bico para cada cilindro, localizado uma quantidade variável de ar na linha de aspiração. A variação da
antes da válvula de admissão, existe uma linha de alimentação única quantidade de ar é determinada pelas condições de funcionamento
para fornecer combustível para todos os injetores. momentâneo do motor, onde a unidade de comando, através dos
sensores do sistema, obtém tais informações de funcionamento,
Seja no caso de sistemas single-point ou multi-point, os bicos injeto- controlando assim o atuador de marcha lenta.
res dosam a quantidade de combustível liberada para o motor pelo
tempo em que permanecem abertos. As válvulas de injeção são aciona- • SENSOR DE TEMPERATURA - Determina o atingimento da tempe-
das eletromagneticamente, abrindo e fechando através de impulsos ratura ideal de funcionamento e corrige a quantidade de mistura en-
elétricos provenientes da unidade de comando. Quando e por quanto viada ao motor.
tempo devem ficar abertas estas válvulas, depende de uma série de • SENSOR DE VELOCIDADE DO MOTOR - Este sensor determina a
medições feitas por diversos sensores distribuídos pelo veículo. Assim, que rotação o motor opera instantaneamente. Entre outras razões,
não são apenas o sensor no corpo da borboleta e a sonda lambda que geralmente esta leitura é cruzada com a dos aceleradores eletrôni-
determinam o quanto de combustível deve ser liberado a mais ou a cos para determinar a "vontade" do motorista e dosar as quantidades
menos, mas também os itens que se seguem: necessárias de mistura, de acordo com as curvas de torque e potên-
• UNIDADE CENTRAL DE INJEÇÃO - Também chamado “corpo de cia ideais do motor.
borboleta” engloba vários componentes e sensores. Montado no co- A evolução dos sistemas de injeção de combustível, possibilitou não
letor de admissão, ele alimenta os cilindros do motor. Na unidade apenas as características e vantagens acima descritas, como também
central de injeção encontram-se a válvula de injeção, o potenciôme- propiciou a incorporação do sistema de ignição. Desta forma os
tro da borboleta, o atuador de marcha lenta, o regulador de pressão modernos sistemas de injeção, também são responsáveis pelo
e o sensor de temperatura do ar. gerenciamento do ponto de ignição. Alguns dos principais itens nesta
• SONDA LAMBDA - Funciona como um nariz eletrônico. A sonda tarefa, são:
lambda vai montada no cano de escape do motor, em um lugar onde • SENSOR DE ROTAÇÃO - Na polia do motor está montada uma roda
se atinge uma temperatura necessária para a sua atuação em todos dentada magnética com marca de referência. A unidade de comando
os regimes de funcionamento do motor. A sonda lambda fica em calcula a posição do virabrequim e o número de rotações do motor,
contato com os gases de escape, de modo que uma parte fica cons- originando o momento correto da faísca e da injeção de combustível.
tantemente exposta aos gases provenientes da combustão e outra • SENSOR DE DETONAÇÃO - Instalado no bloco do motor, o sensor
parte da sonda lambda fica em contato com o ar exterior. Se a quan- de detonação converte as vibrações do motor em sinais elétricos.
tidade de oxigênio não for ideal em ambas as partes, será gerada Estes sinais permitem que o motor funcione com o ponto de ignição
Conhecimentos Específicos 69 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
o mais adiantado possível, conseguindo maior potência sem prejuízo O sistema de lubrificação típico de um motor é composto por diver-
para o motor. sos componentes que fazem circular óleo no sistema, controlam a pres-
• BOBINAS PLÁSTICAS - As bobinas plástica têm como função gerar são do mesmo e fazem a sua filtragem de maneira que ocorra uma
a alta tensão necessária para produção de faíscas nas velas de igni- lubrificação adequada em todas as áreas de atrito, sob todas as condi-
ção, como as tradicionais bobinas asfálticas. Dimensões mais com- ções de funcionamento. Os principais componentes que influem no
pactas, menor peso, melhor resistência às vibrações, mais potência, funcionamento adequado do sistema são:
são algumas das vanta-gens oferecidas pelas bobinas plásticas. A- • Filtro de sucção
lém disso, as bobinas plásticas possibilitaram o aparecimento dos • Bomba de óleo
sistemas de ignição direta, ou seja, sistemas com bobinas para cada
vela ou par de velas, eliminando dessa forma a necessidade do dis- • Válvula aliviadora de pressão
tribuidor. Com suas características inovadoras, as bobinas plásticas • Filtro de óleo
garantem um perfeito funcionamento dos atuais sistemas de ignição, • Galerias principais e tributárias
em função da obtenção de tensões de saída mais elevadas.
• Canais de lubrificação de mancais e bielas
Vale salientar que tanto para o sistema de injeção, como o de igni-
ção, a lista de componentes (sensores e atuadores), costuma ser um
tanto mais extensa e que varia tanto de acordo com o fabricante como
também de um modelo para outro. Sistemas mais recentes e sofisticados
podem conter mais de uma centena de elementos e realizar outra cente-
na de operações, interagindo com o sistema de ar-condicionado, direção
hidráulica, câmbio automático, controles de tração e de estabilidade,
entre outros. O óleo que circula dentro do motor fica depositado na parte baixa do
O gerenciamento de todas as leituras efetuadas pelos diversos sen- bloco, conhecida como cárter, já que neste ponto - não apenas por
sores, de forma a determinar basicamente quando e em que quantidades razões físicas - ele mantém-se mais resfriado em relação ao que circula
o combustível deve ser fornecido ao motor e, em que momento deve pelo motor. Do cárter, o óleo é sugado pela bomba de óleo através de
ocorrer a faísca (nos sistemas que incorporam a ignição), fica a cargo da um tudo coletor - que tem em sua extremidade um filtro de malha grossa
ECU (Eletronic Control Unit), ou Unidade de Controle Eletrônico. Para (filtro de sucção) para retenção das partículas maiores de metal e outros
tanto, utiliza-se de um programa que visa "decidir" o que fazer em cada possíveis fragmentos que possam danificar a bomba, além de realizar
situação e de acordo com a "vontade" do motorista, visando proporcionar uma filtragem preliminar.
o melhor rendimento possível, dentro de parâmetros adequados de A bomba, por pressão força o lubrificante através do filtro de óleo,
consumo e de poluição. Fonte: www. [Link] W.J. que tem por função reter as partículas menores que estejam em suspen-
são no óleo e que poderiam interferir em sua viscosidade adequada, bem
04 - SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO;
como aumentariam o atrito e até mesmo a abrasividade no contato das
O sistema de lubrificação do motor garante que todas as suas peças partes móveis.
móveis - especialmente pistões, virabrequins, eixo do comando de válvu-
las, bielas e tuchos - funcionem sem que as superfícies de contato entre O lubrificante que sai do filtro segue por diversas passagens (peque-
eles e demais componentes realizem muito atrito entre si, diminuindo nos canais perfurados ou criados na fundição do bloco), atingindo todos
assim os desgaste elevado e superaquecimento. os componentes que precisam lubrificação. O primeiro fluxo chega à
chamada galeria principal de óleo, disposta longitudinalmente ao bloco,
com o justo objetivo de atingir assim toda a sua extensão. Desta galeria,
derivam outros canais ou orifícios (conforme o motor) que atingem pri-
meiramente o virabrequim, atuando sobre os mancais principais.
Aqui também podem haver variações de um motor para outro, mas
em geral por meio de pequenos canais perfurados no virabrequim, o óleo
é conduzido aos casquilhos das bielas. Estas por sua vez, também
através de canais que ligam a cabeça ao pé da biela ou apenas uma
passagem em sua cabeça, esguicham óleo dentro do corpo do pistão e
nas paredes do cilindro. Seja qual for a forma de lubrificação do cilindro,
o anel inferior do pistão (anel de óleo) "raspa" a sua parede no movimen-
to de descida, com o objetivo de que o lubrificante não seja queimado na
combustão.
Conhecimentos Específicos 70 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
na (talvez 70%) se converte em calor, e o trabalho do sistema de arrefe-
cimento é controlar esse calor. Para ter uma ideia, o sistema de arrefe-
cimento de um carro rodando numa estrada dissipa calor suficiente para
aquecer duas casas de tamanho médio! A tarefa principal do sistema de
arrefecimento é transferir calor para o ar, impedindo que o motor supera-
queça, mas o sistema também tem outras tarefas importantes.
O motor em seu carro roda melhor numa temperatura média. Quan-
do ele está frio, seus componentes se desgastam mais rapidamente, o
motor é menos eficiente e emite mais poluentes. Cabe aos sistemas de
arrefecimento permitir que o motor se aqueça com a maior velocida-
de possível e, então, mantê-lo numa temperatura constante.
Fundamentos básicos
O combustível é queimado constantemente no motor do seu carro.
Muito do calor dessa combustão sai diretamente pelo sistema de esca-
pamento, mas um pouco dele é absorvido pelo motor, aquecendo-o. O
Além de suprir algum óleo ao virabrequim, bielas e pistões, a galeria motor funciona melhor quando o seu líquido arrefecedor está a aproxi-
principal tem derivações (como efluentes de um rio), chamadas de san- madamente 90ºC (200ºF). A esta temperatura:
grias ou tributárias, que tem o papel de distribuir fluido ao sistema de • a câmara de combustão está quente o suficiente para vaporizar
comando de válvulas. Uma outra sangria também alimenta as corrente completamente o combustível, permitindo melhor combustão e redu-
ou engrenagens sincronizadoras do comando de válvulas, em motores zindo as emissões;
que utilizam este sistema de sincronização.
• o óleo usado para lubrificar o motor fica menos viscoso (mais fino),
A pressão gerada pela bomba de óleo, geralmente varia bastante por isso as partes do motor se movem mais livremente e ele desper-
durante os diversos regimes de funcionamento de um motor, já que seu diça menos força movendo seus próprios componentes;
acionamento é feito pelo virabrequim ou pelo comando, condicionando • as partes de metal se desgastam menos.
maiores pressões apenas quando são mais elevadas as rotações do Há dois tipos de sistemas de arrefecimento encontrados em carros:
motor, justamente quando aumenta a exigência de lubrificação. arrefecimento a líquido e arrefecimento a ar.
Por estas razões que motores (carburados) que tem marcha lenta ir-
regular, apresentam indicações de baixa pressão de óleo. Um motor frio Arrefecimento a líquido
por outro lado costuma registrar maior pressão de óleo do que um quen- O sistema de arrefecimento a líquido faz circular um fluido por man-
te, em função do aumento de viscosidade, que faz com que a bomba gueiras e partes do motor. Ao passar pelo motor quente o líquido absor-
encontre maior dificuldade para fazer o óleo passar pelas estreitas gale- ve calor, resfriando o motor. Depois que o fluido deixa o motor ele passa
rias e pelo filtro, além de explicar porque o indicador de pressão de óleo por um trocador de calor, ou radiador, que transfere o calor do fluido para
se acende toda vez que se dá partida em um motor frio. Para evitar o ar que passa pelo radiador.
danos a bomba nestas ou em outras situações em que a pressão suba
demasiadamente, é que existe a válvula aliviadora de pressão, que faz Arrefecimento a ar
parte do óleo retornar ao cárter.
Alguns carros mais antigos (o Fusca e seus derivados, por exemplo)
Apesar do sistema de vedação dos pistões, quando estes não estão e uns poucos contemporâneos usam motores refrigerados a ar. Em vez
devidamente ajustados, estão gastos ou quebrados, ou ainda em regi- de haver um líquido circulando pelo motor, o bloco e o cabeçote são
mes extremos de funcionamento, parte dos gases escapa entre as dotados de aletas que aumentam a área de absorção de calor e de
paredes de cilindros e pistões, aumentando a pressão do sistema. Para contato com o ar, conduzindo o calor para longe do motor. Uma potente
resolver este problema, existe um sistema de emissão do cárter ou de ventoinha força o ar sobre essas aletas, que resfriam o motor ao acelerar
respiro, que consiste de uma mangueira que liga o sistema ao carburador a transferência de calor para o ar. Quando o motor é exposto ao fluxo de
ou filtro de ar e retornando ao motor para queima. Esta mangueira con- ar, como nas motocicletas, a ventoinha pode ser dispensada.
duz os gases liberados por uma válvula de uma via, que se abre toda vez
que a pressão dos gases do motor aumenta demais. Como a maioria dos carros é arrefecida a líquido, neste artigo dare-
mos atenção a esse sistema.
Pressão do óleo muito baixa Indica que pode haver vazamento de
óleo, problemas com a bomba ou insuficiência de óleo. Qualquer que
Tubulação
seja a razão, pare o carro imediatamente e chame um mecânico. Pros-
seguir rodando nestas condições, pode acarretar danos sérioso por Há muitos tubos, mas não só isso, no sistema de arrefecimento de
lubrificação inadequada ou inexistente de diversas partes do motor! um carro. Vamos começar pela bomba d'água, nesta página, e seguir por
todo o sistema nas próximas seções.
Pressão do óleo muito alta Indica que o filtro de óleo pode estar de-
masiadamente sujo ou até mesmo entupido, a válvula de alívio pode ter A bomba d'água manda para o bloco do motor o fluido, que passa
problemas ou alguma galeria entupida. Apesar ser um pouco menos ao redor dos cilindros e depois pelo cabeçote do motor, por passagens
grave, da mesma forma providencie reparo urgente, pois se for caso de existentes para esse fim. Há uma válvula termostática (sensível à tempe-
entupimento de galerias, os riscos serão tão graves como na situação ratura) no ponto de saída do fluido. Se a válvula termostática está fecha-
anterior. Fonte: [Link]. da, o sistema de mangueiras ao redor dela manda o fluido diretamente
de volta à bomba d'água, para circular pelo bloco e cabeçote apenas; se
05 - ARREFECIMENTO; aberta, o fluido passa pelo radiador primeiro e então volta para a bomba
Sistemas de arrefecimento d'água.
Karim Nice
Introdução Há também um circuito separado para o sistema de aquecimento
Os motores a gasolina melhoraram um bocado em seus mais de 100 (popularmente chamado de ar quente). Esse circuito pega o fluido do
anos de vida, mas ainda não são muito eficientes na transformação de cabeçote e o faz passar pelo núcleo do aquecedor antes de voltar à
energia química em força mecânica. A maior parte da energia na gasoli- bomba d'água.
Conhecimentos Específicos 71 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Enquanto gira, a bomba d'água usa força centrífuga para mandar
fluido para fora, fazendo o líquido ser puxado do centro continuamente. A
entrada para a bomba está localizada perto do centro para que o fluido
que retorna do radiador bata nas pás da bomba, e essas lancem o fluido
para fora da bomba, de onde pode seguir para o motor.
O fluido que sai da bomba passa primeiro pelo bloco do motor, pelo
cabeçote, pelo radiador e finalmente volta para a bomba Em alguns
motores mais modernos o fluxo começa pelo cabeçote, a parte mais
quente, e só depois continua pelo bloco.
Motor
O bloco e o cabeçote do motor têm muitas passagens, moldadas du-
rante a fundição ou usinadas, para permitir que o fluido corra livremente,
chegando às partes mais críticas do motor.
Em carros com câmbio automático também há um circuito separado,
dentro do radiador, para resfriar o fluido do câmbio. O óleo do câmbio é
bombeado para um segundo trocador de calor dentro do radiador.
Fluido
Os carros rodam em regiões muito diversas – em alguns lugares a
temperatura pode ficar abaixo de 0; em outros, muito acima de 40º C.
Por isso, qualquer fluido usado no arrefecimento do motor precisa ter um
ponto de congelamento muito baixo, um ponto de ebulição muito alto e
deve ter a capacidade de armazenar muito calor.
A água é um dos fluidos mais eficazes na conservação de calor, mas
ela congela numa temperatura muito alta para ser usada em motores de
automóveis. O fluido que a maioria dos carros usa é uma mistura de
água e etileno-glicol (C2H6O2), também conhecido como aditivo de radia- Note que as paredes do cabeçote são finas e que o bloco do
dor ou anticongelante. Adicionando-se etileno-glicol à água, os pontos de motor é praticamente oco
ebulição e de congelamento melhoram significativamente. As temperaturas na câmara de combustão do motor podem chegar a
50/50 70/30 2.500º C, o que torna vital resfriar a área ao redor do cabeçote. As áreas
Água pura ao redor das válvulas de escapamento são especialmente importantes, e
C2H6O2/Água C2H6O2/Água
quase todos os espaços do cabeçote ao redor das válvulas que não têm
Ponto de congelamento 0º C -37º C -55º C função estrutural são preenchidos com o líquido de arrefecimento. Se o
motor ficar sem refrigeração por muito tempo, ele pode fundir. Quando
Ponto de ebulição 100º C 106º C 113º C isto acontece, é porque o metal se aqueceu tanto que o pistão se soldou
ao cilindro – e geralmente o motor é destruído.
A temperatura do líquido de arrefecimento pode chegar, às vezes, de
121º C a 135º C. Mesmo com a adição do etileno-glicol, essas tempera-
turas ferveriam o líquido de arrefecimento; logo, algo mais tem de ser
feito para elevar o ponto de ebulição.
O sistema de arrefecimento usa pressão para elevar ainda mais o
ponto de ebulição do líquido de arrefecimento. Assim como a temperatu-
ra de ebulição é mais alta numa panela de pressão, a temperatura do
líquido de arrefecimento ficará mais alta se o sistema for pressurizado. A
maioria dos carros tem um limite de pressão de 14 a 15 libras por pole-
gada quadrada (lb/pol²), ou 0,96 a 1,03 bar, o que aumenta o ponto de O cabeçote também tem grandes condutos para o líquido de
ebulição outros 25º C, permitindo que o líquido de arrefecimento suporte arrefecimento passar
as altas temperaturas.
Uma maneira interessante de reduzir as demandas para o sistema
O anticongelante também contém aditivos para resistir à corrosão.
de arrefecimento é reduzir a quantidade de calor que é transferida da
Bomba d'água câmara de combustão para as partes metálicas do motor. Por isso,
A bomba d'água é uma simples bomba centrífuga acionada por uma alguns motores têm a parte interna do topo do cabeçote revestida com
correia conectada ao virabrequim. A bomba faz o fluido circular sempre uma fina camada de cerâmica, que não conduz bem o calor. Dessa
que o motor está ligado. maneira menos calor é transferido ao metal, e mais calor vai para fora
pelo escapamento.
Radiador
Um radiador é uma espécie de trocador de calor. Ele é projetado pa-
ra transferir calor do líquido de arrefecimento quente que ali circula para
o ar que é jogado nele por uma ventoinha ou pelo ar que passa por ele
estando veículo em velocidade superior a 60 km/h em média.
Os carros mais modernos usam radiadores de alumínio, feitos pela
soldagem de finas aletas de alumínio a tubos achatados do mesmo
metal. O líquido de arrefecimento flui da entrada até a saída por muitos
tubos montados num arranjo paralelo. As aletas conduzem o calor dos
tubos e o transferem para o ar que passa pelo radiador.
Conhecimentos Específicos 72 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Algumas vezes os tubos têm um tipo de palheta inserida neles cha- temperaturas baixas, essa passagem é completamente bloqueada,
mada de agitador, o que aumenta a turbulência do fluido em circulação. forçando todo o líquido arrefecedor contido no motor a circular somente
Se o fluxo de fluido fosse muito suave, somente o fluido tocando os tubos dentro dele, com o que ele se aquece rapidamente.
seria resfriado diretamente. A quantidade de calor transferida para os Uma vez que a temperatura do líquido atinja de 80° C a 90° C, a
tubos pelo fluido circulando através deles depende da diferença de válvula termostática começa a abrir, permitindo que o líquido seja envia-
temperatura entre o tubo e o fluido que o toca. Se o fluido em contato dor para o radiador. Quando o líquido chega a 93~103° C, a válvula está
com o tubo esfria rapidamente, menos calor será transferido. Criando totalmente aberta.
uma turbulência dentro do tubo, todo o fluido se mistura, mantendo alta a Caso a combinação de baixa temperatura ambiente e pouca ou ne-
temperatura do fluido que toca os tubos, e assim mais calor pode ser nhuma utilização de potência faça o líquido arrefecedor esfriar demais, a
extraído - e todo o fluido dentro do tubo é usado de forma eficaz. válvula termostática se fecha, mantendo o motor em temperatura normal.
Uma válvula termostática fechada e aberta
Se você quiser, pode fazer uma experiência prática para ver uma
válvula termostática em ação – parece mágica. É só colocar uma válvula
Foto do radiador mostrando o tanque lateral com arrefecedor numa panela com água fervente. Quando a temperatura da válvula
chegar ao ponto certo ela vai se abrir uns 2 cm. Lojas de autopeças
Normalmente, os radiadores têm um tanque de cada lado - e dentro vendem válvulas termostáticas bem baratas.
do tanque pode haver um arrefecedor de câmbio. A foto acima mostra a O segredo da válvula termostática está num pequeno cilindro locali-
entrada e a saída do óleo do câmbio. O arrefecedor de câmbio é como zado na parte da peça virada para o motor. O cilindro é preenchido com
um radiador dentro do radiador, mas em vez de trocar calor com o ar, o uma cera que começa a derreter em torno de 80º C (as válvulas podem
óleo troca calor com o líquido de arrefecimento no radiador. se abrir a temperaturas diferentes, mas a de 80º C é a mais comum).
Tampa do radiador Uma haste conectada à válvula pressiona a cera. Quando a cera derrete,
A tampa do radiador aumenta o ponto de ebulição do líquido arrefe- ela se expande significativamente, empurrando a haste para fora do
cedor (que o povo chama de água do radiador) em até 25º C (45º F). cilindro e abrindo a válvula. Se você leu Como funcionam os termômetros
Como uma simples tampa faz isso? Do mesmo jeito que uma panela de e fez a experiência com a garrafa e a palha, você viu este processo em
pressão aumenta a temperatura de ebulição da água. A tampa é, na ação. Porém, a cera se expande um pouco mais porque está mudando
verdade, uma válvula de alívio de pressão (como o peso calibrado das de estado sólido para líquido, além de se expandir por causa do calor.
panelas de pressão). Em carros, essa tampa normalmente é regulada Esta mesma técnica é usada na abertura automática de janelas em
para 15 lb/pol² ou 1,03 bar . O ponto de ebulição da água aumenta estufas de plantas e clarabóia
quando colocada sob pressão. Ventoinha
Assim como o termostato, a ventoinha precisa operar de modo a
permitir ao motor manter uma temperatura constante.
Carros com tração dianteira têm ventoinhas elétricas porque nor-
malmente o motor é montado transversalmente, o que significa que a
saída do motor é voltada para a lateral do carro. As ventoinhas são
controladas por um interruptor termostático ou pela central eletrônica do
motor e são ligadas quando a temperatura do líquido de arrefecimento
sobe acima do ponto estabelecido, desligando quando a temperatura cai
abaixo desse ponto.
Quando o fluido no sistema de arrefecimento esquenta, ele se ex-
pande e faz aumentar a pressão. A tampa é o único lugar por onde a
pressão pode escapar. A mola na tampa determina a pressão máxima no
sistema de arrefecimento. Quando a pressão chega a 15 lb/pol²/1,03 bar,
ela empurra e faz a válvula se abrir, permitindo que o líquido de arrefeci-
mento escorra pelo tubo do vaso de expansão para o fundo dele. Isto
mantém o ar fora do sistema. Quando o líquido do radiador esfria, um
vácuo é criado no sistema de arrefecimento, abrindo outra válvula com
mola e sugando de volta a água do vaso de expansão para substituir a
água que tinha sido expelida.
Válvula termostática
O principal trabalho da válvula termostática é permitir que o motor Ventoinha de arrefecimento com acoplamento viscoso
chegue rapidamente à temperatura ideal e então mantê-la constante. Ele Carros de tração traseira com motores longitudinais normalmente
faz isto regulando a quantidade de água que atravessa o radiador. Em têm ventoinhas de arrefecimento acionadas pelo motor. Essas ventoi-
Conhecimentos Específicos 73 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
nhas costumam ter embreagem de acoplamento tipo viscoso O sistema é O conjunto de peças usadas para ligar e desligar o motor do sistema
posicionado no cubo da ventoinha, no fluxo de ar vindo através do radia- de transmissão e efetuar a progressão do torque do motor permitindo
dor, e é semelhante ao acoplamento viscoso às vezes encontrado em uma partida suave do veículo, chama-se embreagem, e localiza-se entre
carros de tração nas quatro rodas. a caixa de mudanças e o volante do motor.
s. Só que nesses dispositivos a cera derrete a uma temperatura mais A embreagem é um dispositivo muito usado no veículo. A cada mu-
baixa. dança de marcha, ela é acionada. Seus componentes são passíveis de
desgaste e podem apresentar inconvenientes que devem ser imediata-
Ar quente mente solucionados para não estendê-los a outras partes do motor,
como o câmbio.
Diz a sabedoria popular (com razão) que se o carro está superaque-
cendo todas as janelas devem ser abertas e o ar quente deve ser acio- O câmbio permite as mudanças de marchas de forma suave e segu-
nado na máxima temperatura. Isso pode ajudar porque o sistema de ra. Na manutenção da caixa de câmbio, não esqueça de verificar o nível
aquecimento é, na verdade, um sistema de arrefecimento secundário que de óleo e a data da troca do mesmo.
espelha o sistema principal do carro. O óleo recomendado é o de base mineral, multiviscoso, e deve con-
ter aditivo de extrema pressão. Esses óleos são indicados para engrena-
gens com alta solicitação de carga.
Fique atento para o sistema de transmissão do seu veículo
- Engates de marchas difíceis, dificuldade de subir ladeiras, pedal de
embreagem duro, alto consumo de combustível, são alguns sinais de
que a embreagem está no final de sua vida útil.
- Se a embreagem estiver patinando não viaje com o veículo e evite
efetuar ultrapassagens.
- A troca correta de marchas é importante para a conservação e
desempenho do veículo, por isso o câmbio deve ser movimentado
com firmeza, sem forçar a penetração das marchas evitando assim
danos ao mecanismo seletor.
- Ao reduzir a velocidade mantenha o veículo engrenado para aumen-
tar a vida útil de pastilhas e lonas.
- Não descanse o pé no pedal da embreagem e não segure o carro
Tubulação do sistema de ar quente nos aclives com a embreagem, evitando desgaste prematuro de todo
conjunto.
A parte central do ar quente, localizada no painel do carro, é na ver-
dade um pequeno radiador. O ventilador do aquecedor sopra ar por esse 07 - SUSPENSÃO;
radiador em direção à cabine do carro. O sistema de suspensão tem uma função importantíssima no auto-
móvel. É ela que absorve por meio dos seus componentes todas as
irregularidades do solo e não permite que trancos e solavancos cheguem
até os usuários. Também é responsável pela estabilidade do automóvel.
Os principais componentes do sistema de suspensão são:
• Molas;
• Amortecedores;
• Barras estabilizadoras;
• Pinos esféricos (pivôs);
• Bandejas de suspensão.
Sem as molas e os amortecedores que permitem a movimentação
controlado do sistema, o desconforto seria muito grande, principalmente
O núcleo do sistema de ar quente se parece com um pequeno em pisos irregulares. Isso sem falar na vida útil do veículo, que diminuiria
radiador muito com os fortes impactos sofridos.
O radiador do ar quente recebe líquido de arrefecimento vindo Com os impactos transferidos para o veículo, há sofrimentos tanto
do cabeçote e o devolve à bomba, o que permite ao sistema funcionar do usuário como para o automóvel.
esteja a válvula termostática aberta ou fechada.
No automóvel podem vir a causar trincas na sua estrutura, que prati-
camente comprometeria todo o veículo.
06 - TRANSMISSÃO;
Outro problema seria aqueles incômodos ruídos do painel do auto-
A transmissão é um conjunto de dispositivos utilizados para trans- móvel, que com a vibração e os impactos sofridos, aumentariam em
mitir a força produzida no motor às rodas motrizes, para que o veícu- muito. E todos nós sabemos como é chato esse barulho.
lo entre movimento. O sistema é composto pela embreagem, caixa de
marchas, diferencial, semi-árvores, homocinéticas e rodas. Esses com- Para quem já andou num carrinho feito com rolamentos na juventude
ponentes estão ligados e possuem interdependência de funcionamento. sabe muito bem o que é um veículo sem suspensão.
Num automóvel com motor dianteiro, a transmissão passa por todos Molas e amortecedores trabalham em conjunto. A mola absorve os
estes componentes. Eles impõem às rodas a potência do motor trans- impactos sofridos pelas rodas e os amortecedores seguram a sua disten-
formada em energia mecânica. são brusca, evitando oscilações no veículo.
Quando colocamos um carro em movimento, inicialmente, pisamos Nos veículos leves, a maioria das suspensões utilizam a mola heli-
na embreagem para engrenar uma marcha. O movimento é transmitido coidal, que é formada por uma barra de aço enrolado em forma de espi-
ao diferencial que movimentará as rodas através das semi-árvores. ral. Existem também outros tipos de molas, como as barras de torção
Conhecimentos Específicos 74 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(utilizado nos veículos VW como o Fusca, a Brasília, etc) e as semi- A recomendação dos especialistas é que a calibragem seja feita a
elípticas (utilizadas em veículos de carga). cada quinze dias, inclusive do estepe. O ideal é calibrar o pneu quando
A mola helicoidal pode trabalhar tanto na dianteira como na traseira ele estiver frio. “Pode parecer exagero, mas é muito importante a manu-
do veículo. Seu posicionamento na suspensão depende da sua constru- tenção da pressão. Vários fatores podem causar a perda de pressão,
ção e estrutura. Entre os tipos de suspensões mais utilizadas no Brasil como furos, um prego que ficou no furo, uma válvula que não funciona
estão as do tipo Mc Phearson e as de duplo triângulos, ambos suspen- direito, uma roda amassada etc. Isso compromete a performance do
sões independentes. Fonte: [Link] pneu”, destaca o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli, Rober-
to Falkenstein.
08 - DIREÇÃO; Sobre o nível de pressão, Falkenstein ressalta que se deve seguir as
recomendações especificadas no manual do carro. “Essa calibragem
Chama-se direção o conjunto de órgãos que permite ao motorista ideal é buscada em testes e é a que permite obter o melhor equilíbrio”,
conduzir o veículo na direção desejada. É composta em geral do volante, afirma o diretor da Pirelli.
da coluna, da caixa, dos braços e das barras de direção.
O excesso de pressão também é prejudicial. De acordo com o ge-
A caixa de direção, composta de uma árvore sem-fim e um setor rente de produtos e serviços técnicos da Continental Pneus, Gilberto
dentado, é o mecanismo responsável pela mudança na direção da rota- Viviani, nesse caso, o pneu tem contato com o solo apenas por meio da
ção que se dá ao volante e pela redução da força necessária a virar as parte central da banda de rodagem e se desgasta com muito mais rapi-
rodas. dez. As distâncias de frenagem também são maiores.
Nos veículos mais pesados e nos automóveis mais caros também
podem ser encontradas direções hidráulicas que reduzam em até qua-
renta por cento o esforço do motorista. Na hora do rodízio
O rodízio aumenta a vida útil do pneu. A operação deve ser feita a
cada 10 mil quilômetros e os pneus devem ser calibrados logo em segui-
09 - FREIOS; da. Roberto Falkenstein, da Pirelli, recomenda que o proprietário faça
Destinam-se os freios a reduzir a velocidade, parar ou manter para- também o alinhamento da rodas. “Aproveite para fazer verificar também
dos os veículos. a cambagem (o ângulo de inclinação das rodas)”, reforça.
O de estacionamento é mecânico, usando alavancas e excêntricos
para forçar as sapatas contra os tambores traseiros.
Segundo Falkenstein, essa é a oportunidade de observar o pneu,
Os freios de serviço, porém, são hidráulicos, pois os mecânicos exi- principalmente para checar a existência de cortes ou furos. É recomen-
giam demasiado esforço do motorista e não eram eficientes com o au- dável ainda examinar o estado dos pneus a cada três meses, já que um
mento da velocidade. desgaste irregular pode indicar necessidade de alinhamento ou calibra-
Um cilindro-mestre cheio de fluido para freios é ligado aos cilindros gem. “Dependendo das condições do carro, pode-se perder o pneu muito
das rodas por meio de tubulações. Ao se pressionar o pedal do freio, ele antes dos dois anos”, diz o diretor da Pirelli.
comprime o fluido do cilindro-mestre e, pelos princípios da hidrostática, Para verificar o desgaste, observe periodicamente o indicador de
este esforço é transferido, multiplicado, para os cilindros das rodas, os desgaste da rodagem (TWI), que existe em todo pneu e mostra o limite
quais pressionam as sapatas contra os tambores de freio. certo para se efetuar a troca.
O atrito das sapatas no tambor transforma a energia mecânica em Pneu novos na frente ou atrás?
energia térmica, que se dissipa na atmosfera. Com o progressivo aumen-
to de velocidade, os freios a tambor se mostraram deficientes por causa No caso dos carros com tração dianteira, um erro muito comum feito
do aquecimento excessivo em caso de uso prolongado. no Brasil é a colocação de pneus novos na frente, deixando os antido na
parte de trás. Nesse caso, apesar de ser maior o desgaste dos pneus
Assim, generalizaram-se os freios a disco, que são permanentemen- dianteiros, segundo o gerente da Michelin, o certo é deixar os pneus
te refrigerados pela corrente de ar. novos na parte traseira do carro, porque ela precisa mais de aderência,
uma vez que não conta com a força motriz.
10 - PNEUS Apesar de a troca parcial dos pneus ser mais econômica, o certo
Toda a tecnologia implantada no desenvolvimento de um pneu pode mesmo, segundo Renato Silva, é trocar todos os pneus antigos por
ser comprometida se ele não for calibrado. Se as condições de pressão novos ao mesmo tempo. “Ao longo da vida eles ficam com a mesma
não forem adequadas, além de comprometer a segurança do veículo — concentração de desgaste e comportamento similar”, afirma. “O sulco da
a estabilidade diminui e o condutor perde a capacidade de manejo — o borracha do pneu movimenta, se os quatro pneus estão com a mesma
carro consumirá mais combustível. Por isso, é muito importante a manu- profundidade, os sulcos mexem por igual”, acrescenta. Fonte:
tenção constante dos pneus. [Link] Noticias/Carros/
“Se o carro roda com 30 libras, e você deixa com 20% a menos, na
cidade pode nem perceber, mas na estrada faz uma enorme diferença. A ELETRICIDADE NO AUTOMÓVEL
Aqueles 3% de economia de combustível que se consegue com o de- Com o avanço tecnológico dos componentes eletrônicos dos veícu-
senvolvimento de pneus com baixa resistência ao rolamento se perdem. los e o surgimento de tantos outros ligados diretamente a sua mecânica,
Além disso, o pneu perde até 30% de vida útil e a segurança fica com- bem como outros instrumentos como computadores de bordo, a parte
prometida”, afirma o gerente de marketing de produto de pneus de pas- elétrica passou a ser de fundamental importância para o bom funciona-
seio e caminhonete da Michelin América do Sul, Renato Silva. mento de todo o sistema, juntamente com o alternador.
Conhecimentos Específicos 75 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Dentro do sistema elétrico do veículo, podemos destacar a bateria, "Componentes como a bomba elétrica, os vários sensores do motor
que é o coração de todo o sistema, ela é um acumulador de energia, que e a injeção eletrônica trabalham com pontos de tensão diferentes",
faz toda a parte elétrica do veículo funcionar. O nome correto da bateria, explica o instalador Eduardo Rahal Tavares, consultor técnico da Revista
é bateria de acumuladores, pois é essa a sua função, ela acumula ener- Car Stéreo Brasil. "Se não estiver tudo muito bem blindado e aterrado, o
gia química que se transformará em energia elétrica. campo magnético pode facilmente causar interferência diretamente no
A grosso modo, o alternador do veículo é o responsável em produzir pré-amplificador do equipamento".
a energia elétrica para todo o veículo (inclusive recarregar a bateria), Cabos RCA muito próximos de cabos elétricos do automóvel são ví-
mas só funciona quando o motor estiver ligado, ficando a bateria como a timas frequentes das interferências vindas do motor.
responsável em produzir essa energia quando o veículo estiver com o
seu motor desligado. Bateria
Dentro da bateria existe uma solução de 20% de ácido sulfúrico e Se você vai deixar seu carro parado por mais de um mês é aconse-
80% de água destilada, chamada de eletrólitos, solução essa que deverá lhável desligar os dois cabos da bateria.
cobrir as placas da bateria.
Não desligar os terminais com o motor funcionando.
As placas são isoladas entre si e estão dentro de vasos que são li-
gados em série (cada vaso possui normalmente 2 volts) alternando a sua Não recarregar a bateria sem desligar os terminais.
polaridade e possuem a função de realizar a reação química que produzi- Carregar a bateria com um carregador: Respeite as instruções do
rá a energia elétrica, a esse conjunto nós chamamos de elementos da fabricante de carregador de baterias.
bateria. A bateria esta ligada aos outros sistemas, através de cabos que Desligar a bateria começando pelo terminal (-). Ao voltar a ligar co-
são presos em dois pinos, um positivo e outro negativo, na sua parte meçar pelo terminal (+). Verificar que os terminais da bateria e as respec-
externa e para facilitar a identificação, o pólo positivo (+) é o mais grosso tivas braçadeiras estão limpos. Se estiverem com uma massa branca ou
e o negativo (-) o mais fino. O pólo negativo é o terra. esverdeada, é importante limpa-los.
Na água destilada estão ausentes os sais minerais e outras substân- A alimentação elétrica permanente é necessária para abastecer os
cia que existem na água comum, como os sais podem, em algum mo- sistemas eletrônicos. Depois de ter desligado e religado a bateria, ligue a
mento, colocar em contato uma placa positiva com outra negativa, que chave e espere 15/20 segundos antes de virar o motor de arranque.
podem estragar a bateria ou diminuir acentuadamente o seu tempo de Fazer uma "chupeta", colocar o motor para funcionar partindo de uma
vida, é aconselhável que só se use água destilada para completar a bateria auxiliar : - ligar o cabo vermelho aos terminais (+) das duas
solução. baterias. - ligar uma das extremidades do outro cabo (preto) ao terminal
(-) da bateria auxiliar. - ligar a outra extremidade do cabo a um ponto da
CUIDADOS NO MANUSEIO COM A BATERIA Toda bateria produz massa do veiculo avariado o mais longe possível da bateria.
gases explosivos, dessa forma evite provocar fogo, produzir faíscas ou - acionar o motor e deixar trabalhar, espere voltar a marcha lenta e
fumar próximo a bateria, mesmo sendo a probabilidade pequena, o desligue os cabos.
acidente pode acontecer; Como a bateria possui solução ácida que é
bastante corrosiva, evite inclina-la de modo a que essa solução vaze Como funciona o Sistema de Ignição
pelas rolhas de colocação de água destilada; Mantenha sempre fora do Para que a mistura de combustível+ar se queime no interior do cilin-
alcance de crianças; dro do motor, produzindo assim a força mecânica que o movimenta, é
Leia o manual de instruções de cada bateria, ele possui informações preciso um ponto de partida. Este ponto de partida é uma faísca que
importantes; inflama a mistura, e que é produzida por uma série de dispositivos que
Quando uma bateria se descarrega, ela precisa de 24 horas para re- formam o sistema de ignição.
carregar (recarregadores) ou de algumas horas contínuas de uso do A finalidade do sistema de ignição é gerar uma faísca nas velas, pa-
veículo. ra que o combustível seja inflamado. Os sistemas de ignição utilizam
diversos componentes que vêm passando por alterações no decorrer dos
SAIBA COMO AUMENTAR O TEMPO DE VIDA DA SUA BATERIAS tempos. Assim, o sistema tradicional tem a configuração mostrada na
Não deixe luzes, equipamentos de som ou outro equipamento que foto abaixo.
consuma energia ligado (ou por muito tempo ligado), quando o veículo A bateria, neste sistema, é a fonte primária de energia, fornecendo
estiver desligado, pois a energia utilizada será exclusivamente a da uma tensão em torno de 12V nos veículos modernos (nos tipos mais
bateria; antigos podíamos encontrar também sistemas de 6V e nos mais moder-
Uma bateria descarregada pode ser identificada por dificuldade da nos chegaremos aos 36V).
partida do motor, luzes fracas (ou se apagam quando se tenta ligar o Esta tensão, muito baixa, não pode produzir faíscas. Para que ocorra
motor), problemas relacionados ao regulador de voltagem, correias uma faísca ou centelha é preciso que a eletricidade rompa a rigidez
frouxas ou fio terra solto; dielétrica do ar.
Não permita que testem a bateria fechando o curto- circuito entre os Explicamos o que é isso: o ar, em condições normais é um isolante,
pólos, pois além de não ser confiável esse procedimento, a bateria pode mas se a tensão elétrica subir muito, ele não consegue mais isolá-la e
ferver (o que não caracteriza defeito) e/ou estragar. uma centelha é produzida. Esta centelha consiste na passagem da
A constatação de defeitos só pode ser feita através de aparelhos que eletricidade pelo próprio ar, que momentaneamente se torna condutor.
testam todos os elementos da bateria. Para o ar seco, em condições normais, a rigidez dielétrica é da or-
dem de 10.000 volts por centímetros. Isso significa que para produzir
uma faísca de um centímetro precisamos de 10.000v, e para 2 centíme-
Efeito batedeira tros precisamos de 20 000v e assim por diante.
Os vários tipos de ruídos podem ser agrupados em três categoria: os Para o caso das velas do automóvel uma faísca com menos de 0,5
originados por interferência dos componentes elétricos do motor; aqueles cm é suficiente para inflamar a mistura, de modo que uma tensão da
gerados pelas chamadas interferências de RF (sinal de rádio frequência); ordem de 4000 a 5000 volts é mais que suficiente.
e finalmente os que tem origem de má regulagem de alguns equipamen-
tos. Ora, existe uma boa diferença entre os 12v da bateria e os 5000
volts que precisamos para produzir a faísca. Para elevar a tensão da
O tal "efeito batedeira", por exemplo, é um típico ruído da primeira bateria usamos então dois componentes básicos: o platinado e a bobina.
categoria. Um problema desse tipo, cuja origem está na parte elétrica do
motor, acontece quando o dispositivo de isolamento de um ou mais A bobina de ignição é na realidade um transformador que possui
componentes elétricos falha, deixando escapar o campo eletromagnético dois enrolamentos de fio de cobre num núcleo de ferro. O primeiro enro-
gerado por eles. Com frequência o "vazamento" é forte o bastante para lamento, denominado "primário", consiste em poucas voltas de fio gros-
vencer a malha de proteção dos cabos que integram o sistema de áudio. so, já que nele vai circular uma corrente intensa sob o regime de baixa
A interferência vira ruído e vai parar nos alto-falantes. tensão (os 12v da bateria). A corrente normal para um veículo de passeio
Conhecimentos Específicos 76 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
está em torno de 3 ampères. Bobinas especiais para carros de corrida ou que o platinado fecha (ou abre) existe um tempo mínimo para que as
"preparados" podem operar com correntes maiores. O enrolamento linhas de força do campo magnético se expandam totalmente (ou con-
secundário, por outro lado, consiste em milhares de voltas de um fio traiam). Isso significa que ele deve permanecer por um bom tempo
muito fino, já que agora temos um regime de alta tensão e baixa corren- mínimo fechado para que haja possibilidade da corrente na bobina subir
te. de zero até o seu valor máximo e assim o campo magnético se expandir
A bobina possui como função elevar os 12 volts da bateria para uma totalmente com a máxima transferência de energia para o secundário na
tensão em torno de 20.000 volts, que são transmitidos para as velas. forma de alta tensão.
No funcionamento, quando por um breve instante circula uma cor- Nas baixas rotações do motor isto não é problema, pois o platinado
rente pelo primário, um forte campo magnético é criado no núcleo de consegue o tempo de fechamento necessário para obter o máximo de
metal ferroso onde está enrolada esta bobina. Este campo tem suas energia para a faísca, mas nas altas rotações a indutância da bobina
linhas de força em expansão, o que causa uma indução de alta tensão começa a fazer efeito.
no secundário que está enrolado no mesmo núcleo. Esta indutância é a "oposição à variação da corrente" que justamen-
Num transformador, a tensão que obteremos no secundário depende te impede que ela cresça rapidamente até o valor máximo. Nas altas
da relação de espiras entre os dois enrolamentos. Isso significa, que no rotações, a energia da faísca tende a decrescer, e a principal conse-
secundário tivermos 50 000 voltas de fio e no primário 100 voltas (uma quência disso é a perda do rendimento do motor, pois a mistura começa
relação de 500 para 1), e se aplicarmos 12 volts, teremos na saída 12 x a não ser totalmente queimada.
500 = 6000 volts, o que é suficiente para produzir uma boa faísca. Por Com menor faísca temos uma combustão incompleta, havendo uma
outro lado a corrente ficará reduzida na mesma proporção, de modo que redução na potência do motor, além de manifestar uma tendência a
o produto tensão x corrente, que determina a potência se mantém cons- maior consumo de combustível (acelera-se mais para compensar a perda
tante. do rendimento).
Importante no funcionamento de um transformador, como a bobina Outro problema vem do fato da corrente controlada pelo platinado
de ignição, é que ele só consegue operar com variação de corrente, o num sistema convencional ser muito intensa, atuando ainda sobre uma
que significa que a corrente de uma bateria que é contínua, não é apro- carga fortemente indutiva (a bobina).
priada para este dispositivo. Cada vez que o platinado abre seus contatos, a contração do forte
Para que a corrente seja modificada e para que a bobina só entre campo magnético da bobina gera uma alta tensão "de retorno" também
em funcionamento nos instantes em que precisamos de faísca, entra em no primário, e que "volta" ao platinado produzindo uma pequena faísca.
ação o platinado, que nada mais é do que um contato elétrico controlado Mesmo com a presença de um "condensador" (capacitor), cuja finalidade
pela própria rotação do motor. é amortecer esta alta tensão de retorno, ainda assim, a energia envolvida
Numa bobina, só ocorre a indução de tensão no secundário pelos bre- na faísca é suficiente para queimar, com o tempo, os contatos do plati-
ves instantes em que a corrente é estabelecida ou desligada do primário. nado.
Quando a corrente é estabelecida, a variação de sua intensidade de zero
até o máximo é responsável pelo aparecimento de linhas de força de um Sistemas Modernos
campo magnético que se expande. Este campo corta as espiras do enro- O uso de dispositivos eletrônicos permite uma melhora considerável
lamento secundário, provocando a indução de alta tensão no enrolamento no desempenho de um sistema de ignição. Existem diversos sistemas de
secundário. Quando a corrente é desligada, novamente teremos a indução, ignição "eletrônicos" que são amplamente usados, com resultados sem-
pois as linhas de força do campo magnético vão se contrair até zero, pre melhores que os sistemas tradicionais.
cortando novamente as espiras do enrolamento secundário.
Veja então que os processos de indução de alta tensão para as faís-
cas nas velas é um processo dinâmico que exige interrupção e o estabe- Exemplos:
lecimento da corrente em momentos certos. a) Ignição assistida:
Para um motor de quatro tempos, quatro cilindros portanto, como o Este é o sistema mais simples que faz uso de componentes eletrôni-
de um carro comum, a cada volta do eixo devem ser produzidas 2 faís- cos melhorando muito o desempenho de qualquer veículo. Os transisto-
cas em posições bem determinadas de cada pistão, para haver o funcio- res funcionam como "chaves eletrônicas", controlando a corrente intensa
namento correto. da bobina a partir de uma corrente de comando muito menor, que circula
O platinado é então acionado por um eixo excêntrico de modo a ligar pelo platinado.
e desligar 4 vezes a corrente, produzindo assim 4 pulsos no enrolamento Podemos reduzir em até 100 vezes a corrente do platinado, o que
primário da bobina de ignição que resultam em 4 pulsos de alta tensão significa, em princípio, uma durabilidade muito maior para este elemento
no secundário e nas velas. já que não existem mais as faíscas que causam sua deterioração.
No sistema de ignição do carro encontramos, um outro elemento im- O transistor que controla praticamente toda corrente da bobina deve
portante que é o distribuidor, onde está localizado o platinado. ter características especiais; deve ser capaz de ligar e desligar rapida-
A finalidade do distribuidor é levar a cada vela a alta tensão no mo- mente, o que significa que deve ser um dispositivo de "comutação"
mento em que ela deve entrar em ação. O distribuidor consiste num rápida, e além disso, deve ser capaz de suportar a alta tensão de "retor-
sistema de contatos móveis, que gira comandado pela própria rotação do no" que a bobina produz.
motor, de modo a 'distribuir' a alta tensão entre as velas. Transistores de pelo menos 5 ampéres de corrente de coletor e ten-
Outro item visto no interior do distribuidor também é o rotor que ser- sões máximas da ordem de 500V ou mais são os recomendados para
ve de ponte de condução do cabo da bobina até o cabo das velas. este tipo de sistema, devendo ainda ser montados em bons radiadores
de calor.
O elo final da cadeia é formado por um conjunto de velas. Como já
vimos, a finalidade das velas é produzir as faíscas que inflamam a mistu- Conforme podemos ver, sua adaptação aos veículos que possuem
ra de ar com combustível no interior dos cilindros. ignição tradicional é bastante simples. Apenas em alguns casos, em que
existe resistência limitadora em série com a bobina, é que temos um
pouco mais de trabalho com sua eliminação.
Limitações
Este sistema de ignição é o convencional, sendo utilizado na maioria b) Ignição por descarga capacitativa:
dos veículos. Além de ter um desempenho razoável dentro de certos
limites, como utiliza poucos elementos é bastante confiável. Este é sem dúvida, o sistema mais moderno e mais utilizado nos ve-
ículos, inclusive de linha, tanto pelo seu ótimo desempenho como pela
No entanto, alguns pequenos defeitos existem, e é justamente na sua confiabilidade. O sistema de ignição por descarga capacitativa tem
tentativa de eliminá-los que são criados sistemas mais avançados e um circuito básico.
sofisticados, principalmente com base em dispositivos eletrônicos.
Numa primeira etapa temos um circuito inversor, em que dois tran-
Um primeiro problema a ser considerado é que a intensidade da fa- sistores oscilam em contrafase de modo a elevar a bobina de 12V para
ísca depende do tempo de abertura do platinado. Entre o instante em
Conhecimentos Específicos 77 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
aproximadamente 600v. Conforme vimos, a tensão contínua na bateria sistema: a mistura ar/gasóleo é queimada apenas com recurso à com-
"não passa" por uma bobina, sendo por isso necessário fazer uma trans- pressão dos gases. As velas que estes motores têm, são apenas de pré-
formação em pulsos, o que o que é conseguido com transistores que aquecimento das câmaras de combustão do motor. Nos motores a
ligam e desligam alternadamente em grandes velocidades(entre 500 e gasolina, para a mistura ar/combustível deflagrar é necessário uma
5000 vezes por segundo). faísca. Essa faísca é produzida pelo sistema de ignição. Este é constituí-
Os 6000 volts obtidos são retificados e depois usados para carregar do entre outros, por bobina, interruptor, distribuidor e velas.
um ou mais capacitores de grande valor. Uma carga deste capacitor
corresponde ao que precisamos para uma boa faísca na vela do motor, Interruptor e bobina
independente da sua velocidade. A partir da década de oitenta, com os avanços da eletrônica, estes
A seguir, vem a segunda fase em que temos um elemento de dispa- dois componentes deixaram de dar grandes problemas. O interruptor
ro que permita a descarga muito rápida do capacitor (ou capacitores) necessário para produzir corrente no circuito de alta tensão da bobina,
através do enrolamento primário da bobina de ignição. era dantes feito com recurso aos conhecidos platinados. O seu nome
O dispositivo usado chama-se SCR (Silicon Controlled Rectifier ou deriva de ter os contactos de platina. Hoje em dia os automóveis têm
Diodo Controlado de Silício), e funciona como uma chave que "liga" a interruptores eletrônicos, dispensando pois os problemáticos platinados.
corrente entre seu ânodo e cátodo quando um impulso elétrico é aplicado Sendo apenas necessário garantir que nunca chegue umidade aos
à sua comporta ou "gate". A comporta (gate) é então ligada ao platinado. circuitos eletrônicos.
Na comutação do platinado, uma fraca corrente é suficiente para Pois se tal acontecer, apenas resta colocar uma ignição nova. Nor-
provocar a condução do SRC e com isso a descarga do capacitor através malmente este circuito vem protegido por uma capa plástica. Se lhe
da bobina de ignição, produzindo então a alta tensão que necessitamos parecer pouco impermeável, não hesite em recorrer à fita isoladora e a
para as faíscas. sprays anti-umidade.
Veja que, neste sistema, o tempo de descarga não depende do tem-
po de comutação do platinado, pois uma vez disparado o SRC ele se Distribuidor
mantém ligado até a descarga do capacitor. Isso quer dizer que tanto nas Nos motores de quatro cilindros, o distribuidor consiste num contato
baixas como nas altas rotações, a energia da faísca é a mesma e o rotativo e quatro contatos fixos no interior de uma tampa de material
rendimento do motor se mantém. isolante. Esta tampa deverá estar perfeitamente limpa e seca, tanto por
Além disso, temos que considerar que uma descarga de 6000V na fora como por dentro. O contacto rotativo deverá ser controlado com
bobina, em lugar de apenas 12V, possibilita uma faísca muito mais regularidade, se o seu desgaste for superior a meio milímetro, deverá ser
eficiente. substituído. Estes contatos estão sujeitos a corrosão e incrustações.
Só essas enormes vantagens em relação aos sistemas convencio- Com uma escova de cobre dê um pequeno polimento até o metal brilhar.
nais já justificam o uso da ignição por descarga capacitativa. O circuito, é Verifique também o estado das proteções de borracha dos terminais dos
claro, deve ser muito dimensionado no sentido de que, entre duas faís- cinco fios da tampa do distribuidor. Só borrachas em bom estado podem
cas na mais alta rotação, haja tempo suficiente para que o capacitor se garantir um correto isolamento e a não penetração da terrível umidade.
carregue completamente. Quando comprar velas não se esqueça de ver bem se são as indica-
Outra vantagem é a baixíssima corrente de platinado, que além de das para a sua viatura.
prolongar a vida útil deste componente permite uma operação com muito Nos motores modernos de injeção, as velas podem aguentar mais
maior confiabilidade. De fato, nos sistemas comuns, o acúmulo de capas de 20 000 km. Com a atual tendência das marcas em fazer espaçar ao
de óxido nos contatos reduzem a eficiência da comutação, provocando máximo as revisões periódicas dos carros, existem motores que fazem
variações da corrente da bobina que refletem na forma das faíscas com mais de 40 000 km com as mesmas velas. Tudo isto dentro dos prazos
energias irregulares. previstos pelos fabricantes. E se na maioria das vezes não acontecem
O resultado da irregularidade é um menor rendimento para o motor, problemas, o que é um fato é que o motor está a perder até 20% do seu
além de um consumo maior de combustível. Para completar, este siste- rendimento, pelo fato das velas já não estarem em perfeitas condições.
ma também pode ser facilmente adaptado em veículos que tenham o Se se fizer as contas: quanto gasta a mais com um aumento de 20% de
sistema convencional de ignição. consumo de gasolina, e que uma vela custa pouco mais de quinhentos
escudos. Rapidamente se conclui que o investimento nas velas é amorti-
C) Ignição sem platinado zado em três vezes que encha o depósito de gasolina. Para além do fato
de o motor trabalhar com uma combustão muito mais eficaz, e ter um
A eliminação do platinado possibilita um desempenho ainda melhor funcionamento mais regular principalmente a frio.
do motor, além de maior confiabilidade para o sistema de ignição. Todo o
sistema começa a partir de um módulo de comando, que é ligado à
bobina e ao distribuidor. Não é preciso observar que a principal vanta- Mudança de velas
gem deste sistema está na ausência total de contatos mecânicos, que Como atrás foi salientado apesar de uma vela poder durar várias de-
podem acumular sujeiras ou falhar. zenas de milhares de quilômetros, ela perde rapidamente eficácia. Assim
é conveniente cada 5000 km retirá-las, limpá-las com aguarrás e verificar
Ordem de Ignição a folga entre o elétrodo central e a massa. Se a vela apresentar-se em
mau estado: com incrustações de carvão, fuligem, óleo ou tenham os
É a sequência de combustão nos vários cilindros do motor. elétrodos demasiado gastos, é conveniente substituí-la. É óbvio que
Usualmente encontra-se a ordem 1342 para os motores de quatro ci- deverá substituir todas as velas do motor, não apenas as que estão
lindros, pois o virabrequim tende a está em uma posição mais adequada gastas, pois isso provocaria um funcionamento caótico do motor. O ideal
para receber o impacto daquele cilindro. Descreveremos mais adiante é mudar as velas cada 10 000 km.
em lição única, o sistema de ignição do veículo.
Como desmontar as velas
Problemas de ignição Desligar os cabos de alta tensão, colocar etiquetas nos cabos para
O desenvolvimento tecnológico dos motores dos automóveis, tornou- saber a que cilindro pertencem.
os de uma fiabilidade e durabilidade impensáveis há poucas décadas Se a vela tiver sido bem montada, poderá desapertá-la sem grande
atrás. Existem, contudo, alguns pontos que se não borram esta pintura, esforço. Para evitar que a sujidade penetre no motor, limpe com uma
são suficientes para dar algumas dores de cabeça. Estamos a falar do escova macia a superfície em torno da vela. Utilize uma chave de caixa
sistema de ignição, que continua a ser o calcanhar de Aquiles da mecâ- especial de velas. Certifique-se que a chave está bem encaixada, de
nica automóvel. modo a evitar estalar o isolamento de porcelana, o que inutilizaria a vela.
Quando se fala do sistema de ignição, está implícito que estamos a Depois da vela limpa e a sua folga regulada, lubrifique a rosca com óleo
falar de motores a gasolina. Pois os motores a gasóleo não têm este antes de a voltar a montar.
Conhecimentos Específicos 78 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
11 - SISTEMA ELÉTRICO. funcionamento do veículo todas as lâmpadas de indicadores do painel
O sistema elétrico é muito importante pois ele afeta diretamente no devem se apagar indicando que está tudo correto.
bom funcionamento das luzes de sinalização dos faróis, da luz de freio e Esse alarme visual alerta o condutor ao bom funcionamento ou aos
da luz de marcha ré e também afeta o motor. possíveis danos nos componentes de segurança do veículo.
Além dos componentes citados acima, temos: Fiação - Bateria - Al-
ternador - Motor de Partida Luz do Freio
Esta luz acendo toda vez que o sistema de freio está com baixo nível
Bateria de fluído ou com desgastes excessivos nas pastilhas e lonas de freio, o
A bateria recebe a energia produzida pelo alternador, deixando as- que pode resultar em perda parcial ou total do freio. É recomendável
sim disponível para ligar o motor de partida quando acionado e os equi- fazer uma checagem das condições do freio a cada 10 mil quilômetros,
pamentos elétrico. A bateria geralmente está no compartimento do motor. ou uma vez ao ano.
O mau funcionamento e o mau uso de algum destes itens compro-
mete a vida útil da bateria automotiva,podendo gerar sobrecarga, fuga de Luz da Bateria
corrente e outros fatores que prejudicam diretamente a bateria. A luz de alerta da bateria acende quando há algum problema no al-
ternador (Recarregador da Bateria), aquele dispositivo responsável por
Motor de Partida produzir energia elétrica para a autonomia do veículo; lembra? Uma falha
É um componente que te a Função de iniciar a partida do [Link] no alternador pode provocar até uma parada do motor.
iniciar a chave para a posição da partida, estamos acionando-o e ele
dará o giro inicial para o funcionamento do motor principal do veículo. O Luz do Óleo
motor de partida consome muita energia. Então, se o motor do veículo A luz de pressão do óleo do motor tem uma importante função: avi-
não "pegar" logo, ficar insistindo só irá descarregar a bateria. sar o condutor do veículo que é necessário uma parada de emergência,
Cada tentativa deve durar até 7 segundos, com intervalos de 20 se- pois a falta de pressão ou até mesmo a falta de óleo lubrificante do motor
gundo entre uma tentativa e [Link], você poderá proteger o veículo acarreta em superaquecer e danificar irreversivelmente os componentes
de uma possível pane elétrica. do motor, no qual será necessário uma retificação completa.
Evite este transtorno e verifique com frequência o nível do óleo do
Alternador motor.
O alternador é um componente gerador de eletricidade, responsável
em recarregar a bateria e alimentar os componentes, tais como: Luz da Temperatura
• bobina No caso da temperatura, a luz serve para indicar um defeito no sis-
tema de ventilação do motor. O problema pode ser causado por diversos
• distribuidor
fatores, desde falta de água até um defeito no radiador (trocador de
• velas calor). Recomendo que você cheque toda a semana o nível de água.
• aparelhos de som Além disso, é importante verificar se a ventoinha do radiador está funcio-
nando corretamente.
• luz interna
• lâmpada.
Luz do Sistema de Injeção Eletrônica
Está diretamente ligado ao motor do veículo através de uma correia
Você deve verificar o funcionamento desta luz no momento da parti-
que transmite o movimento do motor, fazendo gerar eletricidade do tipo
da e logo após a mesma deverá apagar.A lâmpada permanecendo acesa
alternada, daí a origem do seu nome.
indica que o gerenciamento elétrico (Injeção Eletrônica) do motor está
A correia do alternador deve estar em bom estado e esticado com a com alguma avaria.
tensão correta, conforme estabelece o fabricante.
Neste caso é necessário usar um scanner "aparelho de diagnóstico
Motor "pesado", com ruí estranhos, requer pronta revisão de alterna- veicular". Faça uma visita a uma oficina de sua confiança.
dor bomba d'aguá, polias e correias.
Luz do Freio ABS
Fiação Elétrica
Esta lâmpada varia de acordo com o modelo do veículo. Quando a
Os fios e cabos elétricos (chicote) são; responsáveis pela condução mesma permanece acesa, após a partida, indica que o sistema de ge-
da eletricidade para os diversos pontos do veículo. O contato de fios renciamento eletrônico do freio está inoperante, funcionando de uma
desencapados ou soltos com partes metálicas do veículo gera curto- forma convencional. Se isto ocorre, você deve fazer uma visita à oficina,
circuito, danifica acessórios, queima fusí e pode até originar incêndios. pois, corre o risco de perda parcial ou total do freio.
Deve se evitar ligações improvisadas e adaptações não originais de
acessórios elétricos (as tais "gambiarras" ou "quebra galhos").
Luz do Imobilizador
O sistema de imobilização do motor tem como finalidade bloquear o
Fusíveis
funcionamento do carro se a chave não for reconhecida pelo sistema
São elementos de proteção do sistema elétrico que só permitem eletrônico. Se este sistema danificar, o sintoma permite um breve funcio-
passagem de corrente elétrica até um valor pré-estabelecido. namento do motor de aproximadamente 2 segundos e logo após o desli-
Quando a corrente elétrica que vai para equipamentos e acessórios gamento acontecerá e ficará a luz do imobilizador piscando.
sofre uma descarga ou um curto-circuito, o fusível queima e protehe os Recomenda-se que o veículo seja levado a uma concessionária para
equipamentos. Se estiver queimado, devemos substituí-lo por outro igual. uma nova codificação.
Se voltar a queimar, cada dispositivo ou acessório elétrico daquele setor
Um bom motorista deve ficar atento às indicações da luzes de alerta
terá que ser examinado, para verificação da causa.
no painel de seu carro!
A falta ou mau funcionamento de luzes, limpador de pará-brisa e bu-
zina afeta diretamente a segurança podendo causar acidentes.
Ajuste o Farol
Quando o farol apresenta regulagem baixa, ele não é capaz de a-
E quando a luz acende no painel?
presentar a luminosidade adequada. Por outro lado, quando a regula-
Luzes de alerta do painel gem é alta demais, os faróis ofuscam a visão do motorista que vem em
As luzes indicadoras de alerta se acendem no painel todas as vezes sentido contrário.
que é ligada a chave de ignição para um prevê diagnóstico e logo após o
Conhecimentos Específicos 79 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A regulagem correta deve ser feita a cada seis meses. Os faróis ten-
dem a ficar desregulados com as trepidações que o veículo sofre no dia-
a-dia ou, ainda, quando um serviço não é realizado com cuidado, como a
troca de pneus. Fonte: [Link]
11 - SISTEMA DE IGNIÇÃO
Como funciona o Sistema de Ignição
Para que a mistura de combustível+ar se queime no interior do cilin-
dro do motor, produzindo assim a força mecânica que o movimenta, é
preciso um ponto de partida. Este ponto de partida é uma faísca que
inflama a mistura, e que é produzida por uma série de dispositivos que
formam o sistema de ignição.
Sistemas Modernos
O uso de dispositivos eletrônicos permite uma melhora considerável
no desempenho de um sistema de ignição. Existem diversos sistemas de
ignição "eletrônicos" que são amplamente usados, com resultados sem-
pre melhores que os sistemas tradicionais.
Exemplos:
a) Ignição assistida:
Este é o sistema mais simples que faz uso de componentes eletrôni-
A finalidade do sistema de ignição é gerar uma faísca nas velas, pa- cos melhorando muito o desempenho de qualquer veículo. Os transisto-
ra que o combustível seja inflamado. Os sistemas de ignição utilizam res funcionam como "chaves eletrônicas", controlando a corrente intensa
diversos componentes que vêm passando por alterações no decorrer dos da bobina a partir de uma corrente de comando muito menor, que circula
tempos. Assim, o sistema tradicional tem a configuração mostrada na pelo platinado.
foto abaixo. Podemos reduzir em até 100 vezes a corrente do platinado, o que
A bateria, neste sistema, é a fonte primária de energia, fornecendo significa, em princípio, uma durabilidade muito maior para este elemento
uma tensão em torno de 12V nos veículos modernos (nos tipos mais já que não existem mais as faíscas que causam sua deterioração.
antigos podíamos encontrar também sistemas de 6V e nos mais moder- O transistor que controla praticamente toda corrente da bobina deve
nos chegaremos aos 36V). ter características especiais; deve ser capaz de ligar e desligar rapida-
mente, o que significa que deve ser um dispositivo de "comutação"
Esta tensão, muito baixa, não pode produzir faíscas. Para que ocorra
rápida, e além disso, deve ser capaz de suportar a alta tensão de "retor-
uma faísca ou centelha é preciso que a eletricidade rompa a rigidez
no" que a bobina produz.
dielétrica do ar.
Transistores de pelo menos 5 ampéres de corrente de coletor e ten-
Explicamos o que é isso: o ar, em condições normais é um isolante, sões máximas da ordem de 500V ou mais são os recomendados para
mas se a tensão elétrica subir muito, ele não consegue mais isolá-la e este tipo de sistema, devendo ainda ser montados em bons radiadores
uma centelha é produzida. Esta centelha consiste na passagem da de calor.
eletricidade pelo próprio ar, que momentaneamente se torna condutor.
Conforme podemos ver, sua adaptação aos veículos que possuem
Para o ar seco, em condições normais, a rigidez dielétrica é da or- ignição tradicional é bastante simples. Apenas em alguns casos, em que
dem de 10.000 volts por centímetros. Isso significa que para produzir existe resistência limitadora em série com a bobina, é que temos um
uma faísca de um centímetro precisamos de 10.000v, e para 2 centíme- pouco mais de trabalho com sua eliminação.
tros precisamos de 20 000v e assim por diante.
Para o caso das velas do automóvel uma faísca com menos de 0,5 b) Ignição por descarga capacitativa:
cm é suficiente para inflamar a mistura, de modo que uma tensão da Este é sem dúvida, o sistema mais moderno e mais utilizado nos ve-
ordem de 4000 a 5000 volts é mais que suficiente. ículos, inclusive de linha, tanto pelo seu ótimo desempenho como pela
Ora, existe uma boa diferença entre os 12v da bateria e os 5000 sua confiabilidade. O sistema de ignição por descarga capacitativa tem
volts que precisamos para produzir a faísca. Para elevar a tensão da um circuito básico. Fonte: www .[Link]/consertos-de-carro
bateria usamos então dois componentes básicos: o platinado e a bobina.
A bobina de ignição é na realidade um transformador que possui
dois enrolamentos de fio de cobre num núcleo de ferro. O primeiro enro- DIREÇÃO DEFENSIVA
lamento, denominado "primário", consiste em poucas voltas de fio gros-
so, já que nele vai circular uma corrente intensa sob o regime de baixa DIREÇÃO PREVENTIVA
tensão (os 12v da bateria).
TRÂNSITO SEGURO É UM DIREITO DE TODOS
A corrente normal para um veículo de passeio está em torno de 3 Em 23 de setembro de 1997 é promulgada pelo Congresso Na-
ampéres. Bobinas especiais para carros de corrida ou "preparados" cional a Lei no 9.503 que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro,
podem operar com correntes maiores. O enrolamento secundário, por sancionada pela Presidência da República, entrando em vigor em 22
outro lado, consiste em milhares de voltas de um fio muito fino, já que de janeiro de 1998, estabelecendo, logo em seu artigo primeiro,
agora temos um regime de alta tensão e baixa corrente. aquela que seria a maior de suas diretrizes, qual seja, a de que o
A bobina possui como função elevar os 12 volts da bateria para uma “trânsito seguro é um direito de todos e um dever dos órgãos e
tensão em torno de 20.000 volts, que são transmitidos para as velas. entidades do Sistema Nacional de Trânsito”.
No funcionamento, quando por um breve instante circula uma cor-
rente pelo primário, um forte campo magnético é criado no núcleo de No intuito do aprimoramento da formação do condutor, dados os
metal ferroso onde está enrolada esta bobina. Este campo tem suas alarmantes índices de acidentalidade no trânsito, que hoje represen-
linhas de força em expansão, o que causa uma indução de alta tensão tam 1,5 milhão de ocorrências, com 34 mil mortes e 400 mil feridos
no secundário que está enrolado no mesmo núcleo. por ano, com um custo social estimado em R$ 10 bilhões, o Código
Conhecimentos Específicos 80 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
de Trânsito Brasileiro trouxe a exigência de cursos teórico-técnicos e RISCOS, PERIGOS E ACIDENTES
de prática de direção veicular, incluindo direção defensiva, proteção Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho,
ao meio ambiente e primeiros socorros. Estendeu, ainda, essa exi- quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando,
gência aos condutores já habilitados, por ocasião da renovação da praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade.
Carteira Nacional de Habilitação (art. 150), de modo a também atua-
lizá-los e instrumentalizá-los na identificação de situações de risco Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma
no trânsito, estimulando comportamentos seguros, tendo como meta pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de
a redução de acidentes de trânsito no Brasil. acontecer um acidente.
Como resultado de amplas discussões no âmbito do Sistema Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas
Nacional de Trânsito, o processo de habilitação foi revisto e consoli- cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles
dado na Resolução nº 168 do Conselho Nacional de Trânsito – são sempre ruins para todos. Mas você pode ajudar a evita-los e
CONTRAN, que entrará em vigor em 19 de junho de 2005, em substi- colaborar para diminuir:
tuição à Resolução nº 50. ¦ o sofrimento de muitas pessoas, causados por mortes e feri-
mentos, inclusive com sequelas físicas e/ou mentais, muitas
Visando à melhora do processo de ensino-aprendizagem nos vezes irreparáveis;
cursos de habilitação de condutores, o Ministério das Cidades, por ¦ prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do
meio do Denatran, publica o presente material didático sobre Direção trabalho;
Defensiva. ¦ constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos
judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e
Esta iniciativa representa uma importante meta do Governo Lula até mesmo prisão dos responsáveis.
em relação à Política Nacional de Trânsito, divulgada em setembro
de 2004, tendo como foco o aprimoramento da formação do condutor
ACIDENTE NÃO ACONTECE POR ACASO, POR OBRA DO
brasileiro.
DESTINO, OU POR AZAR.
OLÍVIO DE OLIVEIRA DUTRA AILTON BRASILIENSE PIRES Ministro
de Estado das Cidades Presidente do CONTRAN Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos
acidentes: estima-se em 10 bilhões de reais, todos os anos, que
poderiam ser aproveitados, por exemplo, na construção de milhares
EDUCANDO COM VALORES de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros.
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades
humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e
a convivência social no trânsito. Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o
comportamento seguro no trânsito, atendendo a diretriz da “preser-
vação da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual deri-
Trânsito.
vam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para
o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio às
discriminações de qualquer espécie, atitude necessária à promoção E esta ocasião é uma excelente oportunidade que você tem para
da justiça. ler com atenção este material didático e conhecer e aprender como
evitar situações de perigo no trânsito, diminuindo as possibilidades
O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a pos- de acidentes.
sibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é neces-
sário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças Estude-a bem. Aprender os conceitos da Direção Defensiva vai
das pessoas para garantir a igualdade o que, por sua vez, fundamen- ser bom para você, para seus familiares, para seus amigos e tam-
ta a solidariedade. bém para seu país.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da
DIREÇÃO DEFENSIVA
sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e
de suas consequências. Direção defensiva, ou direção segura, é a melhor maneira de di-
rigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar a vida, a
saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direção defensiva?
Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida social,
que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar
comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação É a forma de dirigir, que permite a você reconhecer antecipada-
do direito de mobilidade a todos os cidadãos e a exigir dos governan- mente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com
tes ações de melhoria dos espaços públicos. você, com seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros
usuários da via.
Comportamentos expressam princípios e valores que a socieda-
de constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e leva para o Para isso, você precisa aprender os conceitos da direção defen-
trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as contradições e siva e usar este conhecimento com eficiência. Dirigir sempre com
conflitos entre os segmentos sociais e mesmo entre os papéis que atenção, para poder prever o que fazer com antecedência e tomar as
cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, “esperto”, “levar vantagem” decisões certas para evitar acidentes.
ou “ter o automóvel como status”, são valores presentes em parte da
sociedade. Mas são insustentáveis do ponto de vista das necessida-
des da vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mu- A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece por a-
dar. caso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria dos aciden-
tes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores e
aos pedestres uma boa dose de responsabilidade.
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade e
respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no
convívio social, portanto na convivência no trânsito. É a escolha dos Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.
princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão
harmonioso, mais seguro e mais justo. relacionados com:
Conhecimentos Específicos 81 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
¦ Os Veículos; O HÁBITO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA E PERIÓDICA
¦ Os Condutores; GERA ECONOMIA E EVITA ACIDENTES DE TRÂNSITO.
¦ As Vias de Trânsito; PNEUS
¦ O Ambiente; Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e
manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
¦ O Comportamento das pessoas.
¦ Calibragem: siga as recomendações do fabricante do veículo,
observando a situação de carga (vazio e carga máxima).
Vamos examinar separadamente os principais riscos e perigos. Pneus murchos têm sua vida útil diminuída, prejudicam a es-
tabilidade, aumentam o consumo de combustível e reduzem
ATRAVESSAR A RUA NA FAIXA É UM DIREITO DO PEDES- a aderência em piso com água.
TRE. RESPEITE-O. ¦ Desgaste: o pneu deverá ter sulcos de, no mínimo, 1,6 milí-
Seu veículo dispõe de equipamentos e sistemas importantes pa- metros de profundidade. A função dos sulcos é permitir o es-
ra evitar situações de perigo que possam levar a acidentes, como coamento de água para garantir perfeita aderência ao piso e
freios, suspensão, sistema de direção, iluminação, pneus e outros. a segurança, em caso de piso molhado.
¦ Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm bolhas
Outros equipamentos são destinados a diminuir os impactos ou cortes. Estas deformações podem causar um estouro ou
causados em casos de acidentes, como os cintos de segurança, o uma rápida perda de pressão.
“air-bag” e a carroçaria. ¦ Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou dimen-
Manter esses equipamentos em boas condições é importante pa- sões diferentes das recomendadas pelo fabricante para não
ra que eles cumpram suas funções. reduzir a estabilidade e desgastar outros componentes da
suspensão.
MANUTENÇÃO PERIÓDICA E PREVENTIVA
Você pode identificar outros problemas de pneus com facilidade.
Todos os sistemas e componentes do seu veículo se desgastam
Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o balancea-
com o uso. O desgaste de um componente pode prejudicar o funcio-
mento das rodas. O veículo puxando para um dos lados indica um
namento de outros e comprometer a sua segurança.
possível problema com a calibragem dos pneus ou com o alinhamen-
to da direção. Tudo isso pode reduzir a estabilidade e a capacidade
Isso pode ser evitado, observando a vida útil e a durabilidade de- de frenagem do veículo.
finida pelos fabricantes para os componentes, dentro de certas
condições de uso.
O VEÍCULO
A ESTABILIDADE DO VEÍCULO TAMBÉM ESTÁ RELACIONA-
Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito de
DA COM A CALIBRAGEM CORRETA DOS PNEUS.
fazer periodicamente a manutenção preventiva. Ela é fundamental
para minimizar o risco de acidentes de trânsito. Não se esqueça que todas estas recomendações também se a-
plicam ao pneu sobressalente (estepe), nos veículos em que ele é
exigido.
Respeite os prazos e as orientações do manual do proprietário e,
sempre que necessário, use profissionais habilitados.
CINTO DE SEGURANÇA
Uma manutenção feita em dia evita quebras, custos com conser- O cinto de segurança existe para limitar a movimentação dos o-
tos e, principalmente, acidentes. cupantes de um veículo, em casos de acidentes ou numa freada
brusca. Nestes casos, o cinto impede que as pessoas se choquem
com as partes internas do veículo ou sejam lançados para fora dele,
O VEÍCULO reduzindo assim a gravidade das possíveis lesões.
FUNCIONAMENTO DO VEÍCULO Para isso, os cintos de segurança devem estar em boas condi-
Você mesmo(a) pode observar o funcionamento de seu veículo, ções de conservação e todos os ocupantes devem usá-los, inclusive
seja pelas indicações do painel, ou por uma inspeção visual simples: os passageiros dos bancos traseiros, mesmo as gestantes e as
¦ Combustível: veja se o indicado no painel é suficiente para crianças.
chegar ao destino;
¦ Nível de óleo de freio, do motor e de direção hidráulica: Faça sempre uma inspeção dos cintos:
observe os respectivos reservatórios, conforme manual do ¦ Veja se os cintos não têm cortes, para não se romperem nu-
proprietário; ma emergência;
¦ Nível de óleo do sistema de transmissão (câmbio): para veí- ¦ Confira se não existem dobras que impeçam a perfeita elasti-
culos de transmissão automática, veja o nível do reservató- cidade;
rio. Nos demais veículos, procure vazamentos sob o veículo; ¦ Teste o travamento para ver se está funcionando perfeita-
¦ Água do radiador: nos veículos refrigerados a água, veja o mente;
nível do reservatório de água; ¦ Verifique se os cintos dos bancos traseiros estão disponíveis
¦ Água do sistema limpador de pára-brisa: verifique o reserva- para utilização dos ocupantes.
tório de água;
¦ Palhetas do limpador de pára-brisa: troque, se estiverem res- Uso correto do cinto:
secadas; ¦ Ajuste firmemente ao corpo, sem deixar folgas;
¦ Desembaçador dianteiro e traseiro (se existirem): verifique se ¦ A faixa inferior deverá ficar abaixo do abdome, sobretudo pa-
estão funcionando corretamente; ra as gestantes.
¦ Funcionamento dos faróis: verifique visualmente se todos es-
tão acendendo (luzes baixa e alta); DIREÇÃO DEFENSIVA O VEÍCULO
¦ Regulagem dos faróis: faça através de profissionais habilita- ¦ A faixa transversal deve vir sobre o ombro, atravessando o
dos; peito, sem tocar o pescoço;
¦ Lanternas dianteiras e traseiras, luzes indicativas de direção, ¦ Não use presilhas. Elas anulam os efeitos do cinto de segu-
luz de freio e luz de ré: inspeção visual. rança.
Conhecimentos Específicos 82 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Transporte as crianças com até dez anos de idade só no banco FREIOS
traseiro do veículo, e acomodadas em dispositivo de retenção afixa- O sistema de freios desgasta-se com o uso do seu veículo e tem
do ao cinto de segurança do veículo, adequado à sua estatura, peso sua eficiência reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias
e idade. para frear com segurança e podem causar acidentes.
Alguns veículos não possuem banco traseiro. Excepcionalmente, Os principais componentes do sistema de freios são: sistema hi-
e só nestes casos, você poderá transportar crianças menores de 10 dráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo do tipo de
anos no banco dianteiro, utilizando o cinto de segurança. Dependen- veículo.
do da idade, elas deverão ser colocadas em cadeiras apropriadas,
com a utilização do cinto de segurança.
Veja aqui as principais razões de perda de eficiência e como ins-
pecionar:
Se o veículo tiver “air bag” para o passageiro, é recomendável
que você o desligue, enquanto estiver transportando a criança. ¦ Nível de fluido baixo: é só observar o nível do reservatório;
¦ Vazamento de fluido: observe a existência de manchas no
O cinto de segurança é de utilização individual. Transportar cri- piso, sob o veículo;
ança, no colo, ambos com o mesmo cinto, poderá acarretar lesões ¦ Disco e pastilhas gastos: verifique com profissional habilita-
graves e até a morte da criança. do;
¦ Lonas gastas: verifique com profissional habilitado.
As pessoas, em geral, não têm a noção exata do significado do
impacto de uma colisão no trânsito. Quando você atravessa locais encharcados ou com poças de
água, utilizando veículo com freios a lona, pode ocorrer a perda de
Saiba que, segundo as leis da física, colidir com um poste, ou eficiência momentânea do sistema de freios. Observando as condi-
com um objeto fixo semelhante, a 80 quilômetros por hora, é o mes- ções do trânsito no local, reduza a velocidade e pise no pedal de
mo que cair de um prédio de 9 andares. freio algumas vezes para voltar à normalidade.
SUSPENSÃO Nos veículos dotados de sistema ABS (central eletrônica que re-
A finalidade da suspensão e dos amortecedores é manter a es- cebe sinais provenientes das rodas e que gerencia a pressão no
tabilidade do veículo. Quando gastos, podem causar a perda de cilindro e no comando dos freios, evitando o bloqueio das rodas)
controle do veículo e seu capotamento, especialmente em curvas e verifique, no painel, a luz indicativa de problemas no funcionamento.
nas frenagens. Verifique periodicamente o estado de conservação e
o funcionamento deles, usando como base o manual do fabricante e
levando o veículo a pessoal especializado. Ao dirigir, evite utilizar tanto as freadas bruscas, como as desne-
cessárias, pois isto desgasta mais rapidamente os componentes do
sistema de freios. É só dirigir com atenção, observando a sinaliza-
DIREÇÃO ção, a legislação e as condições do trânsito.
A direção é um dos mais importantes componentes de segurança
do veículo, um dos responsáveis pela dirigibilidade. Folgas no siste-
ma de direção fazem o veículo “puxar’ para um dos lados, podendo PARA FREAR COM SEGURANÇA É PRECISO ESTAR ATEN-
levar o condutor a perder o seu controle. Ao frear, estes defeitos são TO.
aumentados. Você deve verificar periodicamente o funcionamento MANTENHA DISTÂNCIA SEGURA E FREIOS EM BOM ESTA-
correto da direção e fazer as revisões preventivas nos prazos previs- DO.
tos no manual do fabricante, com pessoal especializado. O CONDUTOR
COMO EVITAR DESGASTE FÍSICO RELACIONADO À MANEI-
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO RA DE SENTAR E DIRIGIR
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto pa- A sua posição correta ao dirigir evita desgaste físico e contribui
ra você enxergar bem o seu trajeto, como para ser visto por todos os para evitar situações de perigo. Siga as orientações:
outros usuários da via e assim, garantir a segurança no trânsito. Sem ¦ Dirija com os braços e pernas ligeiramente dobrados, evitan-
iluminação, ou com iluminação deficiente, você poderá ser causa de do tensões;
colisão e de outros acidentes. Confira e evite as principais ocorrên-
cias: ¦ Apóie bem o corpo no assento e no encosto do banco, o mais
próximo possível de um ângulo de 90 graus;
¦ Faróis queimados, em mau estado de conservação ou desa-
linhados: reduzem a visibilidade panorâmica e você não con- ¦ Ajuste o encosto de cabeça de acordo com a altura dos ocu-
segue ver tudo o que deveria; pantes do veículo, de preferência na altura dos olhos;
¦ Segure o volante com as duas mãos, como os ponteiros do
relógio na posição de 9 horas e 15 minutos. Assim você en-
VER E SER VISTO POR TODOS TORNA O TRÂNSITO MAIS xerga melhor o painel, acessa melhor os comandos do veícu-
SEGURO. lo e, nos veículos com “air bag”, não impede o seu funciona-
¦ Lanternas de posição queimadas ou com defeito, à noite ou mento;
em ambientes escurecidos (chuva, penumbra): comprome- ¦ Procure manter os calcanhares apoiados no assoalho do veí-
tem o reconhecimento do seu veículo pelos demais usuários culo e evite apoiar os pés nos pedais, quando não os estiver
da via; usando;
¦ Luzes de freio queimadas ou com mau funcionamento (à noi- ¦ Utilize calçados que fiquem bem fixos aos seus pés, para que
te ou de dia): você freia e isso não é sinalizado aos outros você possa acionar os pedais rapidamente e com segurança;
motoristas. Eles vão ter menos tempo e distância para frear
¦ Coloque o cinto de segurança, de maneira que ele se ajuste
com segurança;
firmemente ao seu corpo. A faixa inferior deve passar pela
¦ Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas ou região do abdome e a faixa transversal passar sobre o peito
com mau funcionamento: impedem que os outros motoristas e não sobre o pescoço;
compreendam sua manobra e isso pode causar acidentes.
¦ Fique em posição que permita enxergar bem as informações
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das luzes e do painel e verifique sempre o funcionamento de sistemas
lanternas. importantes como, por exemplo, a temperatura do motor.
Conhecimentos Específicos 83 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
USO CORRETO DOS RETROVISORES diminui o desempenho, limitando a percepção de situações de perigo
Quanto mais você enxerga o que acontece à sua volta enquanto e reduzindo a capacidade de ação e reação.
dirige, maior a possibilidade de evitar situações de perigo.
Outros fatores que reduzem a concentração, apesar de muitos
Nos veículos com o retrovisor interno, sente-se na posição corre- não perceberem isso:
ta e ajuste-o numa posição que dê a você uma visão ampla do vidro ¦ Usar o telefone celular ao dirigir, mesmo que seja vivavoz;
traseiro. Não coloque bagagens ou objetos que impeçam sua visão
¦ Assistir televisão a bordo ao dirigir;
através do retrovisor interno;
¦ Ouvir aparelho de som em volume que não permita ouvir os
sons do seu próprio veículo e dos demais;
A POSIÇÃO CORRETA AO DIRIGIR PRODUZ MENOS DES-
¦ Transportar animais soltos e desacompanhados no interior
GASTE FÍSICO E AUMENTA A SUA SEGURANÇA.
do veículo;
Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem ser ajusta-
¦ Transportar, no interior do veículo, objetos que possam se
dos de maneira que você, sentado na posição de direção, enxergue
deslocar durante o percurso.
o limite traseiro do seu veículo e com isso reduza a possibilidade de
“pontos cegos” ou sem alcance visual. Se não conseguir eliminar
esses “pontos cegos”, antes de iniciar uma manobra, movimente a Nós não conseguimos manter nossa atenção concentrada duran-
cabeça ou o corpo para encontrar outros ângulos de visão pelos te o tempo todo enquanto dirigimos. Constantemente somos levados
espelhos externos, ou através da visão lateral. Fique atento também a pensar em outras coisas, sejam elas importantes ou não.
aos ruídos dos motores dos outros veículos e só faça a manobra se
estiver seguro de que não vai causar acidentes. Force a sua concentração no ato de dirigir, acostumando-se a
observar sempre e alternadamente:
O problema da concentração: telefones, rádios e outros me- ¦ As informações no painel do veículo, como velocidade, com-
canismos que diminuem sua atenção ao dirigir bustível, sinais luminosos;
Como tomamos decisões no trânsito? ¦ Os espelhos retrovisores;
Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas, fei- ¦ A movimentação de outros veículos à sua frente, à sua tra-
tas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a dirigir, não seira ou nas laterais;
mais pensamos em todas as coisas que temos que fazer ao volante. ¦ A movimentação dos pedestres, em especial nas proximida-
Este automatismo acontece após repetirmos muitas vezes os mes- des dos cruzamentos;
mos movimentos ou procedimentos.
¦ A posição de suas mãos no volante.
Isso, no entanto, esconde um problema que está na base de
O CONSTANTE APERFEIÇOAMENTO
muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro leva alguns
O ato de dirigir apresenta riscos e pode gerar grandes conse-
décimos de segundo para registrar as imagens que enxergamos.
quências, tanto físicas, como financeiras. Por isso, dirigir exige
Isso significa que, por mais atento que você esteja ao dirigir um
aperfeiçoamento e atualização constantes, para a melhoria do de-
veículo, vão existir, num breve espaço de tempo, situações que você
sempenho e dos resultados.
não consegue observar.
Você dirige um veículo que exige conhecimento e habilidade,
Os veículos em movimento mudam constantemente de posição.
passa por lugares diversos e complexos, nem sempre conhecidos,
onde também circulam outros veículos, pessoas e animais. Por isso,
Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um carro percorre 22 você tem muita responsabilidade sobre tudo o que faz no volante.
metros, em um único segundo. Se acontecer uma emergência, entre
perceber o problema, tomar a decisão de frear, acionar o pedal e o
É muito importante para você, conhecer as regras de trânsito, a
veículo parar totalmente, vão ser necessários, pelo menos, 44 me-
técnica de dirigir com segurança e saber como agir em situações de
tros.
risco. Procure sempre revisar e aperfeiçoar seus conhecimentos
sobre tudo isso.
CONCENTRAÇÃO E REFLEXOS DIMINUEM MUITO COM O
USO DE ÁLCOOL E DROGAS.
TODAS AS NOSSAS ATIVIDADES EXIGEM APERFEIÇOA-
ACONTECE O MESMO SE VOCÊ NÃO DORMIR OU DORMIR MENTO E ATUALIZAÇÃO.
MAL.
VIVER É UM ETERNO APRENDIZADO.
Se você estiver pouco concentrado ou não puder se concentrar
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgentemente
totalmente na direção, seu tempo normal de reação vai aumentar,
sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa, ultrapassar pela
transformando os riscos do trânsito em perigos no trânsito. Alguns
direita, circular em velocidades incompatíveis com a segurança,
dos fatores que diminuem a sua concentração e retardam os refle-
circular entre veículos em movimento e sem guardar distância segura
xos:
têm resultado num preocupante aumento no número de acidentes
¦ Consumir bebida alcóolica; envolvendo motocicletas em todo o país. São muitas mortes e feri-
¦ Usar drogas; mentos graves que causam invalidez permanente e que poderiam ser
¦ Usar medicamento que modifica o comportamento, de acordo evitados, simplesmente com uma direção mais segura. Se você
com seu médico; dirige uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e não deixe de
¦ Ter participado, recentemente, de discussões fortes com fa- seguir as orientações abaixo:
miliares, no trabalho, ou por qualquer outro motivo; Regras de segurança para condutores de motocicletas e ciclo-
¦ Ficar muito tempo sem dormir, dormir pouco ou dormir muito motores:
mal; ¦ É obrigatório o uso de capacete de segurança para o condu-
¦ Ingerir alimentos muito pesados, que acarretam sonolência. tor e o passageiro;
¦ É obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção;
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a con- ¦ É proibido transportar crianças com menos de 7 anos de ida-
centração, afeta a coordenação motora, muda o comportamento e de;
Conhecimentos Específicos 84 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
¦ É obrigatório manter o farol aceso quando em circulação, de ¦ Diminua a velocidade, com antecedência, usando o freio e,
dia ou de noite; se necessário, reduza a marcha, antes de entrar na curva e
¦ As ultrapassagens devem ser feitas sempre pela esquerda; de iniciar o movimento do volante;
¦ A velocidade deve ser compatível com as condições e cir- ¦ Comece a fazer a curva com movimentos suaves e contínuos
cunstâncias do momento, respeitando os limites fixados pela no volante, acelerando gradativamente e respeitando a velo-
regulamentação da via; cidade máxima permitida. À medida que a curva for termi-
nando, retorne o volante à posição inicial, também com mo-
¦ Não circule entre faixas de tráfego;
vimentos suaves;
¦ Utilize roupas claras, tanto o condutor quanto o passageiro;
¦ Procure fazer a curva, movimentando o menos que puder o
¦ Solicite ao “carona” que movimente o corpo da mesma ma- volante, evitando movimentos bruscos e oscilações na dire-
neira que o condutor para garantir a estabilidade nas curvas; ção.
¦ Segure o guidom com as duas mãos.
DECLIVES
Regras de segurança para ciclomotores: Você percebe que à frente tem um declive acentuado: antes que
¦ O condutor de ciclomotor (veículo de duas rodas, motoriza- a descida comece, teste os freios e mantenha o câmbio engatado
dos, de até 50 cilindradas) deve conduzir este tipo de veículo numa marcha reduzida durante a descida.
pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no cen-
tro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre Nunca desça com o veículo desengrenado. Porque, em caso de
que não houver acostamento ou faixa própria a ele destina- necessidade, você não vai ter a força do motor para ajudar a parar
da; ou a reduzir a velocidade e os freios podem não ser suficientes.
¦ É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de trânsito
rápido e sobre as calçadas das vias urbanas. Não desligue o motor nas descidas. Com ele desligado, os freios
não funcionam adequadamente, e o veículo pode atingir velocidades
MOTOCICLETAS SÃO COMO OS DEMAIS VEÍCULOS: DEVEM descontroladas. Além disso, a direção poderá travar, se você desli-
RESPEITAR OS LIMITES DE VELOCIDADE, MANTER DISTÂNCIA gar o motor.
SEGURA, ULTRAPASSAR APENAS PELA ESQUERDA E NÃO
CIRCULAR ENTRE VEÍCULOS. ULTRAPASSAGEM
VIA DE TRÂNSITO Onde há sinalização proibindo a ultrapassagem, não ultrapasse.
Via pública é a superfície por onde transitam veículos, pessoas e A sinalização é a representação da lei e foi implantada por pessoal
animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, a ilha e técnico que já calculou que naquele trecho não é possível a ultra-
o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais (estradas ou rodovi- passagem, porque há perigo de acidente.
as).
Cada via tem suas características, que devem ser observadas VIA DE TRÂNSITO
para diminuir os riscos de acidentes. Nos trechos onde houver sinalização permitindo a ultrapassa-
gem, ou onde não houver qualquer tipo de sinalização, só ultrapasse
FIXAÇÃO DA VELOCIDADE se a faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre e, mesmo assim,
Você tem a obrigação de dirigir numa velocidade compatível com só tome a decisão considerando a potência do seu veículo e a velo-
as condições da via, respeitando os limites de velocidade estabeleci- cidade do veículo que vai à frente.
dos.
Nas subidas só ultrapasse quando já estiver disponível a terceira
Embora os limites de velocidade sejam os que estão nas placas faixa, destinada a veículos lentos. Não existindo esta faixa, siga as
de sinalização, há determinadas circunstâncias momentâneas nas mesmas orientações anteriores, mas considere que a potência exigi-
condições da via – tráfego, condições do tempo, obstáculos, aglome- da do seu veículo vai ser maior que na pista plana.
ração de pessoas – que exigem que você reduza a velocidade e
redobre sua atenção, para dirigir com segurança. Quanto maior a Para ultrapassar, acione a seta para esquerda, mude de faixa a
velocidade, maior é o risco e mais graves são os acidentes e maior a uma distância segura do veículo à sua frente e só retorne à faixa
possibilidade de morte no trânsito. normal de tráfego quando puder enxergar o veículo ultrapassado
pelo retrovisor.
O tempo que se ganha utilizando uma velocidade mais elevada
não compensa os riscos e o estresse. Por exemplo, a 80 quilômetros Nos declives, as velocidades de todos os veículos são muito
por hora você percorre uma distância de 50 quilômetros em 37 minu- maiores. Para ultrapassar, tome cuidado adicional com a velocidade
tos e a 100 quilômetros por hora você vai demorar 30 minutos para necessária para a ultrapassagem. Lembre-se que você não pode
percorrer a mesma distância. exceder a velocidade máxima permitida naquele trecho da via.
CURVAS
Outros veículos podem querer ultrapassá-lo. Não dificulte a ul-
Ao fazermos uma curva, sentimos o efeito da força centrífuga, a
trapassagem, mantendo a velocidade do seu veículo ou até mesmo
força que nos “joga” para fora da curva e exige um certo esforço para
reduzindo-a ligeiramente.
não deixar o veículo sair da trajetória. Quanto maior a velocidade,
mais sentimos essa força. Ela pode chegar ao ponto de tirar o veícu-
lo de controle, provocando um capotamento ou a travessia na pista, NÃO TENHA PRESSA. AGUARDE UMA CONDIÇÃO PERMITI-
com colisão com outros veículos ou atropelamento de pedestres e DA E SEGURA PARA FAZER A ULTRAPASSAGEM.
ciclistas.
ESTREITAMENTO DE PISTA
A velocidade máxima permitida numa curva leva em considera- Qualquer estreitamento de pista aumenta riscos. Pontes estreitas
ção aspectos geométricos de construção da via. Para sua segurança ou sem acostamento, obras, desmoronamento de barreiras, presença
e conforto, acredite na sinalização e adote os seguintes procedimen- de objetos na pista, por exemplo, provocam estreitamentos. Assim
tos: que você enxergar a sinalização ou perceber o estreitamento, redo-
bre sua atenção, reduza a velocidade e a marcha e, quando for
Conhecimentos Específicos 85 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
possível a passagem de apenas um veículo por vez, aguarde o condutor e do estado particular de conservação do veículo. Por essa
momento oportuno, alternando a passagem com os outros veículos razão, você deve respeitar sempre a sinalização e adequar o seu
que vêm em sentido oposto. comportamento aos limites de seu veículo.
VIA DE TRÂNSITO CALÇADAS OU PASSEIOS PÚBLICOS
ACOSTAMENTO As calçadas são para o uso exclusivo de pedestres e só podem
É uma parte da via, mas diferenciada da pista de rolamento, des- ser utilizadas pelos veículos para acesso a lotes ou garagens.
tinada à parada ou estacionamento de veículos em situação de
emergência, à circulação de pedestres e de bicicletas, neste último Mesmo nestes casos, o tráfego de veículos sobre a calçada deve
caso, quando não houver local apropriado. É proibido trafegar com ser feito com muitos cuidados, para não ocasionar atropelamento de
veículos automotores no acostamento, pois isso pode causar aciden- pedestres.
tes com outros veículos parados ou atropelamentos de pedestres ou A parada ou estacionamento de veículos sobre as calçadas retira
de ciclistas. o espaço próprio do pedestre, levando-o a transitar na pista de
rolamento, onde evidentemente corre o perigo de ser atropelado.
Pode ocorrer em trechos da via um desnivelamento do acosta-
mento em relação à pista de rolamento, um “degrau” entre um e Por essa razão, é proibida a circulação, parada ou estaciona-
outro. Nestes casos, você deve redobrar sua atenção. Concentre-se mento de veículos automotores nas calçadas.
no alinhamento da via e permaneça a uma distância segura do seu
limite, evitando que as rodas caiam no acostamento e isso possa
causar um descontrole do veículo. Você também deve ficar atento em vias sem calçadas, ou quan-
do elas estiverem em construção ou deterioradas, forçando o pedes-
tre a caminhar na pista de rolamento.
Se precisar parar no acostamento, procure um local onde não
haja desnível ou ele esteja reduzido. Se for extremamente necessá-
rio parar, primeiro reduza a velocidade, o mais suavemente possível AS CALÇADAS OU PASSEIOS PÚBLICOS SÃO ESPAÇOS DO
para não causar acidente com os veículos que venham atrás e sina- PEDESTRE.
lize com a seta. Após parar o veículo, sinalize com o triângulo de ÁRVORES/VEGETAÇÃO
segurança e o pisca-alerta. Árvores e vegetação nos canteiros centrais de avenidas ou nas
calçadas podem esconder placas de sinalização. Por não ver essas
placas, os motoristas podem ser induzidos a fazer manobras que
tragam perigo de colisões entre veículos ou do atropelamento de
CONDIÇÕES DO PISO DA PISTA DE ROLAMENTO
pedestres e de ciclistas.
Ondulações, buracos, elevações, inclinações ou alterações do ti-
po de piso podem desestabilizar o veículo e provocar a perda do
controle. Ao notar árvores ou vegetação que possam estar encobrindo a
sinalização, redobre sua atenção, até reduzindo a velocidade, para
poder identificar restrições de circulação e com isso evitar acidentes.
Passar por buracos, depressões ou lombadas pode causar de-
sequilíbrio em seu veículo, danificar componentes ou ainda fazer
você perder a dirigibilidade. Ainda você pode agravar o problema se CRUZAMENTOS ENTRE VIAS
usar incorretamente os freios ou se fizer um movimento brusco com Em um cruzamento, a circulação de veículos e de pessoas se al-
a direção. tera a todo instante. Quanto mais movimentado, mais conflito haverá
entre veículos, pedestres e ciclistas, aumentando os riscos de coli-
sões e atropelamentos.
Ao perceber antecipadamente estas ocorrências na pista, reduza
a velocidade, usando os freios. Mas, evite acioná-los durante a
passagem pelos buracos, depressões e lombadas, porque isso vai É muito comum, também, a presença de equipamentos como “o-
aumentar o desequilíbrio de todo o conjunto. relhões”, postes, lixeiras, banca de jornais e até mesmo cavaletes
com propagandas, junto às esquinas, reduzindo ainda mais a per-
cepção dos movimentos de pessoas e veículos.
É PROIBIDO E PERIGOSO TRAFEGAR PELO ACOSTAMEN-
TO. ELE SE DESTINA A PARADAS DE EMERGÊNCIA E AO TRÁ-
FEGO DE PEDESTRES E CICLISTAS. Assim, ao se aproximar de um cruzamento, independentemente
TRECHOS ESCORREGADIOS de existir algum tipo de sinalização, você deve redobrar a atenção e
reduzir a velocidade do veículo.
O atrito do pneu com o solo é reduzido pela presença de água,
óleo, barro, areia ou outros líquidos ou materiais na pista e essa
perda de aderência pode causar derrapagens e descontrole do Lembre-se sempre de algumas regras básicas:
veículo. ¦ Se não houver sinalização, a preferência de passagem é do
veículo que se aproxima do cruzamento pela direita;
Fique sempre atento ao estado do pavimento da via e procure ¦ Se houver a placa PARE, no seu sentido de direção, você
adequar sua velocidade a essa situação. Evite mudanças abruptas deve parar, observar se é possível atravessar e só aí movi-
de velocidade e frenagens bruscas, que tornam mais difícil o controle mentar o veículo;
do veículo nessas condições. ¦ Numa rotatória, a preferência de passagem é do veículo que
já estiver circulando na mesma;
SINALIZAÇÃO ¦ Havendo sinalização por semáforo, o condutor deverá fazer a
A sinalização é um sistema de comunicação para ajudar você a passagem com a luz verde. Sob a luz amarela você deverá
dirigir com segurança. As várias formas de sinalização mostram o reduzir a marcha e parar. Com a luz amarela, você só deverá
que é permitido e o que é proibido fazer, advertem sobre perigos na fazer a travessia se já tiver entrado no cruzamento ou se esta
via e também indicam direções a seguir e pontos de interesse. condição for a mais segura para impedir que o veículo que
vem atrás colida com o seu.
A sinalização é projetada com base na engenharia e no compor- Nos cruzamentos com semáforos, você deve observar apenas o
tamento humano, independentemente das habilidades individuais do foco de luz que controla o tráfego da via em que você está e aguar-
Conhecimentos Específicos 86 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
dar o sinal verde antes de movimentar seu veículo, mesmo que PISO MOLHADO REDUZ A ADERÊNCIA DOS PNEUS. VELO-
outros veículos, ao seu lado, se movimentem. CIDADE REDUZIDA E PNEUS EM BOM ESTADO EVITAM ACI-
DENTES.
NEBLINA OU CERRAÇÃO
Sob neblina ou cerração, você deve imediatamente acender a luz
CRUZAMENTOS SÃO ÁREAS DE RISCO NO TRÂNSITO. RE- baixa do farol (e o farol de neblina se tiver), aumentar a distância do
DUZA A VELOCIDADE E RESPEITE A SINALIZAÇÃO. veículo à sua frente e reduzir a sua velocidade, até sentir mais segu-
Algumas condições climáticas e naturais afetam as condições de rança e conforto. Não use o farol alto porque ele reflete a luz nas
segurança do trânsito. Sob estas condições, você deverá adotar partículas de água, e reduz ainda mais a visibilidade.
atitudes que garantam a sua segurança e a dos demais usuários da
via
Lembre-se que nestas condições o pavimento fica úmido e es-
corregadio, reduzindo a aderência dos pneus.
CHUVA
A chuva reduz a visibilidade de todos, deixa a pista molhada e
escorregadia e pode criar poças de água se o piso da pista for irre- Caso sinta muita dificuldade em continuar trafegando, pare em
gular, não tiver inclinação favorável ao escoamento de água, ou se local seguro, como um posto de abastecimento. Em virtude da pouca
estiver com buracos. visibilidade, na neblina, geralmente não é seguro parar no acosta-
mento. Use o acostamento somente em caso extremo e de emergên-
cia e utilize, nestes casos, o pisca-alerta.
É bom ficar alerta desde o início da chuva, quando a pista, ge-
ralmente, fica mais escorregadia, devido à presença de óleo, areia
ou impurezas. SOB NEBLINA, REDUZA A VELOCIDADE E USE A LUZ BAIXA
DO FAROL.
VENTO
E, tomar ainda mais cuidado, no caso de chuvas intensas, quan-
do a visibilidade é ainda mais reduzida e a pista é recoberta por uma Ventos muito fortes, ao atingir seu veículo em movimento, podem
lâmina de água podendo aparecer muito mais poças. deslocá-lo ocasionando a perda de estabilidade e o descontrole, que
podem ser causa de colisões com outros veículos ou mesmo capo-
tamentos.
Nesta situação, redobre sua atenção, acione a luz baixa do farol,
aumente a distância do veículo à sua frente e reduza a velocidade
até sentir conforto e segurança. Evite pisar no freio de maneira Há trechos de rodovias onde são frequentes os ventos fortes.
brusca, para não travar as rodas e não deixar o veículo derrapar, Acostume-se a observar o movimento da vegetação às margens da
pela perda de aderência. Se o seu veículo tem freios ABS (que não via. É uma boa orientação para identificar a força do vento. Em
deixa travar as rodas), aplique a força no pedal mantendo-o pressio- alguns casos, estes trechos encontram- se sinalizados. Notando
nado até o seu controle total. movimentos fortes da vegetação ou vendo a sinalização correspon-
dente, reduza a velocidade para não ser surpreendido e para manter
a estabilidade.
No caso de chuvas de granizo (chuva de pedra), o melhor a fazer
é parar o veículo em local seguro e aguardar o seu fim. Ela não dura
muito nestas circunstâncias. Os ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar
de outros veículos maiores em velocidade, no mesmo sentido ou no
sentido contrário de tráfego ou até mesmo na saída de túneis. A
Ter os limpadores de pára-brisa sempre em bom estado, o de- velocidade deverá ser reduzida, adequando-se a marcha do motor
sembaçador e o sistema de sinalização do veículo funcionando para diminuir a probabilidade de desestabilização do veículo.
perfeitamente aumentam as suas condições de segurança e o seu
conforto nestas ocasiões.
FUMAÇA PROVENIENTE DE QUEIMADAS
O estado de conservação dos pneus e a profundidade dos seus A fumaça produzida pelas queimadas nos terrenos à margem da
sulcos são muito importantes para evitar a perda de aderência na via provoca redução da visibilidade. Além disso, a fuligem provenien-
chuva. te da queimada pode reduzir a aderência do piso.
Nos casos de queimadas, redobre sua atenção e reduza a velo-
AQUAPLANAGEM OU HIDROPLANAGEM cidade. Ligue a luz baixa do farol e, depois que entrar na fumaça,
não pare o veículo na pista, já que com a falta de visibilidade, os
Com água na pista, pode ocorrer a aquaplanagem, que é a perda outros motoristas podem não vê-lo parado na pista.
da aderência do pneu com o solo. É quando o veículo flutua na água
e você perde totalmente o controle sobre ele. A aquaplanagem pode CONDIÇÃO DE LUZ
acontecer com qualquer tipo de veículo e em qualquer piso. A falta ou o excesso de luminosidade podem aumentar os riscos
no trânsito. Ver e ser visto é uma regra básica para a direção segura.
Para evitar esta situação de perigo, você deve observar com a- Confira como agir:
tenção a presença de poças de água sobre a pista, mesmo não ¦ Farol Alto ou Farol Baixo Desregulado
havendo chuva, e reduzir a velocidade utilizando os freios, antes de A luz baixa do farol deve ser utilizada obrigatoriamente à noite,
entrar na região empoçada. Na chuva, aumenta a possibilidade de mesmo em vias com iluminação pública. A iluminação do veículo à
perda de aderência. Neste caso, reduza a velocidade e aumente a noite, ou em situações de escuridão, por chuva ou em túneis, permite
distância do veículo à sua frente. aos outros condutores, e especialmente aos pedestres e aos ciclis-
tas, observarem com antecedência o movimento dos veículos e com
Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é recomen- isso, se protegerem melhor.
dável a utilização dos freios. Segure a direção com força para manter
o controle de seu veículo. Usar o farol alto ou o farol baixo desregulado ao cruzar com ou-
tro veículo, pode ofuscar a visão do outro motorista. Por isso, mante-
O estado de conservação dos pneus e a profundidade de seus nha sempre os faróis regulados e, ao cruzar com outro veículo,
sulcos são igualmente importantes para evitar a perda de aderência. acione com antecedência a luz baixa.
Conhecimentos Específicos 87 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Quando ficamos de frente a um farol alto ou um farol desregula- Dê preferência de passagem aos veículos que se deslocam so-
do, perdemos momentaneamente a visão (ofuscamento). bre trilhos, respeitadas as normas de circulação.
Nesta situação, procure desviar sua visão para uma referência Ao dirigir um veículo de maior porte, tome todo o cuidado e seja
na faixa à direita da pista. responsável pela segurança dos veículos menores, pelos não moto-
rizados e pela segurança dos pedestres.
Quando a luz do farol do veículo que vem atrás refletir no retro-
visor interno, ajuste-o para desviar o facho de luz. A maioria dos Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de
veículos tem este dispositivo. Verifique o manual do proprietário. transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando o embarque
ou desembarque de passageiros
Recomenda-se o uso da luz baixa do veículo, mesmo durante o
dia, nas rodovias. No caso das motocicletas, ciclomotores e do OUTRAS REGRAS GERAIS E IMPORTANTES
transporte coletivo de passageiros, estes últimos quando trafegarem VEÍCULOS DE MAIOR PORTE SÃO RESPONSÁVEIS PELA
em faixa própria, o uso da luz baixa do farol é obrigatória. SEGURANÇA DOS VEÍCULOS MENORES.
¦ Penumbra (ausência de luz) Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização
para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias com
A penumbra (lusco-fusco), é uma ocorrência frequente na pas- duplo sentido de direção e pista única, nos trechos em curvas e em
sagem do final da tarde para o início da noite ou do final da madru- aclives. Não ultrapasse veículos em pontes, viadutos e nas travessi-
gada para o nascer do dia ou ainda, quando o céu está nublado ou as de pedestres, exceto se houver sinalização que permita.
se chove com intensidade.
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um re-
MANTENHA FARÓIS REGULADOS E UTILIZE-OS DE FORMA torno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. Nas rodo-
CORRETA. vias sem acostamento, siga a sinalização indicativa de permissão.
TORNE O TRÂNSITO SEGURO EM QUALQUER LUGAR OU
CIRCUNSTÂNCIA. Não freie bruscamente o seu veículo, exceto por razões de segu-
Sob estas condições, tão importante quanto ver, é também ser rança.
visto. Ao menor sinal de iluminação precária acenda o farol baixo.
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a passagem
¦ Inclinação da Luz Solar de outros veículos. Nem mesmo se você estiver na via preferencial e
com o semáforo verde para você.
No início da manhã ou no final da tarde, a luz do sol “bate na ca-
ra”. O sol, devido à sua inclinação, pode causar ofuscamento, redu- Aguarde, antes do cruzamento, o trânsito fluir e vagar um espaço
zindo sua visão. Nem é preciso dizer que isso representa perigo de no trecho de via à frente.
acidentes. Procure programar sua viagem para evitar estas condi-
ções. OUTRAS REGRAS GERAIS E IMPORTANTES
Use a sinalização de advertência (triângulo de segurança) e o
O ofuscamento pode acontecer também pelo reflexo do sol em pisca-alerta quando precisar parar temporariamente o veículo na
alguns objetos polidos, como garrafas, latas ou pára-brisas. pista de rolamento.
Em todas estas condições, reduza a velocidade do veículo, utili- Em locais onde o estacionamento é proibido, você deverá parar
ze o quebra-sol (pala de proteção interna) ou até mesmo um óculos apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desembar-
protetor (óculos de sol) e procure observar uma referência do lado que de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a interrom-
direito da pista. per o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres.
O ofuscamento também poderá acontecer com os motoristas que Não abra a porta nem a deixe aberta, sem ter a certeza que isso
vêm em sentido contrário, quando são eles que têm o sol pela frente. não vai trazer perigo para você ou para os outros usuários da via.
Neste caso, redobre sua atenção, reduza a velocidade para seu Cuide para que os seus passageiros não abram ou deixem abertas
maior conforto e segurança e acenda o farol baixo para garantir que as portas do veículo.
você seja visto por eles.
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da
Nos cruzamentos com semáforos, o sol, ao incidir contra os fo- calçada, exceto no caso do condutor.
cos luminosos, pode impedir que você identifique corretamente a
sinalização. Nestes casos, reduza a velocidade e redobre a atenção,
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego den-
até que tenha certeza da indicação do semáforo.
so e com baixa velocidade, observando atentamente o movimento de
veículos, pedestres e ciclistas, devido à possibilidade da travessia de
Antes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condi- pedestres fora da faixa e a aproximação excessiva de outros veícu-
ções de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, como los, que podem acarretar acidentes.
cintos de segurança, encosto de cabeça, extintor de incêndio, triân-
gulo de segurança, pneu sobressalente, limpador de pára-brisa,
Estas situações ocorrem em horários préestabelecidos, conheci-
sistema de iluminação e buzina, além de observar se o combustível é
dos como “horários de pico”.
suficiente para chegar ao seu local de destino.
São os horários de entrada e saída de trabalhadores e acesso a
Tenha, a todo o momento, domínio de seu veículo, dirigindo-o
escolas, sobretudo em pólos geradores de tráfego, como “shopping
com atenção e com os cuidados indispensáveis à segurança do
centers”, supermercados, praças esportivas, etc.
trânsito.
Conhecimentos Específicos 88 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Mantenha uma distância segura do veículo da frente. Uma boa var quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de nariz e gar-
distância permite que você tenha tempo de reagir e acionar os freios ganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
diante de uma situação de emergência e haja tempo também para
que o veículo, uma vez freado, pare antes de colidir.
A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os princi-
pais são: distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva,
Em condições normais da pista e do clima, o tempo necessário surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda de concentra-
para manter a distância segura é de, aproximadamente, dois segun- ção, aumento do batimento cardíaco e alergias.
dos.
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a socie-
Existe uma regra simples – regra dos dois segundos – que pode dade, para a qual todos devem contribuir. Alguns procedimentos
ajudar você a manter a distância segura do veículo da frente: contribuem para a redução da poluição atmosférica e da poluição
sonora:
OUTRAS REGRAS GERAIS E IMPORTANTES ¦ Regule e faça a manutenção periódica do seu motor;
1. Escolha um ponto fixo à margem da via; ¦ Calibre periodicamente os pneus;
2. Quando o veículo que vai à sua frente passar pelo ponto fixo, ¦ Não carregue excesso de peso;
comece a contar; ¦ Troque de marcha na rotação correta do motor;
3. Conte dois segundos pausadamente. Uma maneira fácil é ¦ Evite reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e
contar seis palavras em sequência “cinquenta e um, cinquen- freadas excessivas;
ta e dois”. ¦ Desligue o motor numa parada prolongada;
4. A distância entre o seu veículo e o que vai à frente vai ser ¦ Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto ou pa-
segura se o seu veículo passar pelo ponto fixo após a conta- rado no trânsito;
gem de dois segundos.
¦ Mantenha o escapamento e o silencioso em boas condições;
5. Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova contagem.
¦ Faça a manutenção periódica do equipamento destinado a
Repita até estabelecer a distância segura.
reduzir os poluentes – catalizador (nos veículos em que é
previsto).
Para veículos com mais de 6 metros de comprimento ou sob
chuva, aumente o tempo de contagem: “cinquenta e um, cinquenta e
RESPEITO AO MEIO AMBIENTE E CONVÍVIO SOCIAL
dois, cinquenta e três”.
VOCÊ E O MEIO AMBIENTE
A sujeira jogada na via pública ou nas margens das rodovias es-
EVITE COLISÕES, MANTENDO DISTÂNCIA SEGURA. timula a proliferação de insetos e de roedores, o que favorece a
RESPEITO AO MEIO AMBIENTE E CONVÍVIO SOCIAL transmissão de doenças contagiosas. Outros materiais jogados no
Preservar o meio ambiente é um dever de toda a sociedade. meio ambiente, como latas e garrafas plásticas levam muito tempo
para serem absorvidos pela natureza. Custa muito caro para a soci-
edade manter limpos os espaços públicos e recuperar a natureza
Poluição veicular e poluição sonora afetada. Por isso:
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves amea- ¦ Mantenha sempre sacos de lixo dentro do veículo. Não jogue
ças à nossa qualidade de vida. Os principais causadores da poluição lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à margem
do ar são os veículos automotores. Os gases que saem do escapa- das rodovias;
mento contêm monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, hidrocar-
¦ Entulhos devem ser transportados para locais próprios. Não
bonetos, óxidos de enxofre e material particulado (fumaça preta).
jogue entulho nas vias e suas margens;
¦ Em caso de acidente com transporte de produtos perigosos
A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do (químicos, inflamáveis, tóxicos), procure isolar a área e im-
combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor é a pedir que eles atinjam rios, mananciais e a flora;
queima do combustível, ou melhor dizendo, quanto melhor regulado
¦ Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo em
estiver seu veículo, menor será a poluição.
local próprio. Não derrame óleo ou descarte materiais na via
e nos espaços públicos;
A presença desses gases na atmosfera não é só um problema ¦ Ao observar situações que agridam a natureza, sujem os es-
para cada uma das pessoas, é um problema para toda a coletividade paços públicos ou que também possam causar riscos para o
de nosso planeta. trânsito, solicite ou colabore na sua remoção ou limpeza.
¦ O espaço público é de todos, faça a sua parte mantendo o
O monóxido de carbono não tem cheiro, não tem gosto e é inco- limpo e conservado.
lor, sendo difícil sua identificação pelas pessoas. Mas é extremamen-
te tóxico e causa tonturas, vertigens, alterações no sistema nervoso
central e pode ser fatal, em altas doses, em ambientes fechados. VOCÊ E SUA RELAÇÃO COM O OUTRO
Na Introdução, falamos sobre o relacionamento das pessoas no
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel, provoca trânsito. Para melhorar o convívio e a qualidade de vida, existem
coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e também pode ser alguns princípios que devem ser a base das nossas relações no
fatal, em doses altas. trânsito:
¦ Dignidade da pessoa humana: Princípio universal do qual de-
rivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamen-
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos com-
tais para o convívio social democrático.
bustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo aumento
da incidência de câncer no pulmão, provocam irritação nos olhos, no ¦ Igualdade de direitos
nariz, na pele e no aparelho respiratório.
É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente através da
A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das
suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas e agra- pessoas para garantir a igualdade, fundamentando a solidariedade.
Conhecimentos Específicos 89 A Opção Certa Para a Sua Realização
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¦ Participação É o princípio que fundamenta a mobilização das trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma das
pessoas para organizar-se em torno dos problemas de trânsi- infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente da data
to e suas consequências para a sociedade. da última penalidade recebida.
¦ Co-responsabilidade pela vida social Valorizar comportamen-
tos necessários à segurança no trânsito e à efetivação do di- Para algumas infrações, em razão da sua gravidade e conse-
reito de mobilidade a todos os cidadãos. Tanto o Governo quências, a multa poderá ser multiplicada em 3 ou até mesmo 5
quanto a população têm sua parcela de contribuição para um vezes.
trânsito melhor e mais seguro. Faça a sua parte.
O respeito à pessoa humana e a convivência solidária tornam o RECURSOS
trânsito mais seguro. Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a NO-
TIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO será encaminhada ao endereço do
proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário poderá indicar o
Quando um motorista não cumpre qualquer item da legislação de condutor que dirigia o veículo e também encaminhar recurso da
trânsito ele está cometendo uma infração, e fica sujeito às penalida- autuação ao órgão de trânsito.
des previstas na Lei.
A partir da NOTIFICAÇÃO DA PENALIDADE, o proprietário do
As infrações de trânsito normalmente geram também riscos de veículo poderá recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infra-
acidentes. Por exemplo: Não respeitar o sinal vermelho num cruza- ções – JARI. Caso o recurso seja indeferido, poderá, ainda, recorrer
mento pode causar uma colisão entre veículos, ou atropelamento de ao Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN (no caso do Distrito
pedestres ou de ciclistas. Federal ao CONTRANDIFE) e em alguns casos específicos ao CON-
TRAN, para avaliação do recurso em segunda e última instância.
As infrações de trânsito são classificadas, pela sua gravidade em
LEVES, MÉDIAS, GRAVES e GRAVÍSSIMAS. CRIME DE TRÂNSITO
Classificam-se as infrações descritas no CTB, em administrati-
PENALIDADES E MEDIDAS ADMINISTRATIVAS vas, civis e penais. As infrações penais, resultantes de ação delituo-
Toda infração é passível de uma penalização. Uma multa, por sa, estão sujeitas às regras gerais do Código Penal e seu processa-
exemplo. Algumas infrações, além da penalidade podem ter uma mento pelo Código de Processo Penal. O infrator, além das penali-
consequência administrativa, ou seja, o agente de trânsito deverá dades impostas administrativamente pela autoridade de trânsito, será
adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir que o con- submetido ao processo judicial, que, julgado culpado, a pena poderá
dutor continue dirigindo em condições irregulares. ser prestação de serviços à comunidade, multa, suspensão do direito
de dirigir e até detenção.
INFRAÇÃO E PENALIDADE
As medidas administrativas são: Casos mais frequentes, compreendem o dirigir sem habilitação,
alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a segurança
¦ Retenção do veículo;
da via, nas proximidades de escolas, gerando perigo de dano, cuja
¦ Remoção do veículo; pena poderá ser de detenção de seis meses a um ano, além de
¦ Recolhimento do documento de habilitação (CNH ou eventual ajuizamento de ação civil para reparar prejuízos a terceiros.
Permissão para Dirigir);
¦ Recolhimento do certificado de licenciamento; O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo
¦ Transbordo do excesso de carga. condutor que não tenha curso de direção defensiva e primeiros
socorros, deverá a eles ser submetido, cabendo ao Conselho Nacio-
nal de Trânsito – CONTRAN a sua regulamentação.
As penalidades são as seguintes:
¦ Advertência por escrito;
Por meio da Resolução CONTRAN nº 168, de 14 de dezembro
¦ Multa; de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005, são estabelecidos
¦ Suspensão do direito de dirigir; os currículos, a carga horária e a forma de cumprimento ao disposto
¦ Apreensão do veículo; no referido artigo 150, existindo três formas possíveis de cumprimen-
¦ Cassação do documento de habilitação; to ao disposto na Lei:
¦ Frequência obrigatória em curso de reciclagem.
¦ Realização do Curso com presença em sala de aula
Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima permitida,
em mais de 20%, em rodovias, tem como consequência, além das O condutor deverá participar de curso oferecido pelo órgão exe-
penalidades (multa e suspensão do direito de dirigir), também o cutivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), ou por
recolhimento do documento de habilitação (medida administrativa). entidades por ele credenciadas, obrigando-se a frequentar de forma
integral 15 horas de aula, sendo 10 horas relativas a direção defen-
VALORES E PONTUAÇÃO DE MULTAS siva e 5 horas relativas a primeiros socorros. O fornecimento do
Gravidade Valor Pontos certificado de participação com a frequência de comparecimento de
Leve R$ 53,20 3 100% das aulas poderá ser suficiente para o cumprimento da exi-
gência legal.
Média R$ 85,13 4
Grave R$ 127,69 5
¦ Realização de Curso à Distância – modalidade Ensino a Dis-
Gravíssima R$ 191,54 7 tância (EAD)
INFRINGIR AS LEIS DE TRÂNSITO TAMBÉM É UM FATOR DE
RISCO DE ACIDENTE. Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou
do Distrito Federal (Detran) ou por entidades especializadas por ele
INFRAÇÃO E PENALIDADE credenciadas, conforme regulamentação específica, devidamente
Se você atingir 20 pontos vai ter sua Carteira Nacional de Habili- homologadas pelo Denatran, com os requisitos mínimos estabeleci-
tação suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade de dos no Anexo IV da Resolução 168.
Conhecimentos Específicos 90 A Opção Certa Para a Sua Realização
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RENOVAÇÃO DA CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO Em caso de parada respiratória, é necessário iniciar imediatamente a
¦ Validação de Estudo – forma autodidata respiração artificial boca-a-boca ou por compressão ritmada na base do
tórax, à razão de 16 vezes por minuto. A ventilação do local é muito
O condutor poderá estudar sozinho, por meio de material didáti-
importante para qualquer paciente vítima de choque, anemia ou asfixia.
co contendo os conteúdos de direção defensiva e de primeiros socor-
ros.
Identificação das lesões. As lesões mais sérias que se podem detec-
tar nos acidentados e vítimas de mal súbito são ferimentos que sangram,
Os condutores que participem de cursos a distância ou que estu- fratura do crânio, choque, anemia aguda e asfixia, capazes de causar a
dem na forma autodidata deverão se submeter a um exame a ser morte se providências imediatas não forem tomadas. Assim, é importante
realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito identificá-las para poder tomar imediatamente as medidas adequadas.
Federal (Detran), com prova de 30 questões, sendo exigido o apro-
veitamento de no mínimo 70% para aprovação. A hemorragia se denuncia nas próprias vestes, pelas manchas de
sangue. Basta rasgar o tecido no local manchado para localizar o feri-
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção defen- mento. Há suspeita de fratura de crânio quando a vítima de acidente
siva e de primeiros socorros em órgãos ou instituições oficialmente permanece desacordada e, sobretudo, se sangra pelo ouvido ou pelo
reconhecidas, poderão aproveitar esses cursos, desde que o condu- nariz. O choque e a anemia aguda apresentam quadros semelhantes: o
tor apresente a documentação comprobatória. paciente apresenta palidez, pulso fraco, sede intensa, vista escura,
suores frios, ansiedade e falta de ar. A asfixia, que pode ocorrer nos
traumatismos de tórax, de crânio, queimaduras generalizadas e trauma-
tismos da face, identifica-se pela coloração arroxeada da face (cianose),
NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS pela dificuldade de respirar e pela inconsciência, que logo se instala. O
grau de consciência se testa fazendo perguntas ao acidentado ou belis-
cando-o para provocar reação.
Os instantes que se seguem a casos graves de traumatismo, quei-
maduras, choque ou qualquer outra emergência de saúde são decisivos Outras lesões não causam morte imediata, mas podem ter graves
para o acidentado. Nesses momentos, é necessário proporcionar cuida- conseqüências para a vítima se não forem atendidas corretamente num
dos básicos à vítima, com rapidez e eficiência, até que possa receber primeiro momento. Por essa razão é importante reconhecê-las. Diagnos-
assistência médica. tica-se fratura de coluna vertebral quando o paciente apresenta paralisia
ou dormência nos membros inferiores. A fratura dos membros se eviden-
Primeiros socorros são as medidas que se aplicam imediatamente
cia pela deformação local, dificuldade de movimentos e dor ao menor
ao acidentado ou vítima de mal súbito a fim de evitar o agravamento de
toque. A luxação faz com que o membro se apresente incapaz de execu-
seu estado ou mesmo a morte por asfixia, hemorragia ou choque. Entre
tar movimento, doloroso e deformado ao nível da junta. A entorse produz
as primeiras medidas a serem adotadas em todos os casos, destacam-se
dificuldade de movimento na articulação afetada, que se apresenta
a remoção da vítima, sua colocação em posição correta, o restabeleci-
dolorida e inchada. O diagnóstico das queimaduras é imediato; no caso
mento da respiração e a identificação do mal que o acometeu ou das
de queimadura generalizada, suspeitar de um possível choque.
lesões que sofreu, para que se possa proporcionar o socorro adequado.
Remoção da vítima. Em princípio, o leigo não deve transportar um Descrição das lesões e medidas de emergência
paciente em estado grave, mas às vezes isso terá de ser feito e, freqüen- Dá-se o nome de traumatismo a toda lesão produzida por agente
temente, com meios improvisados. Será necessário então todo cuidado mecânico (martelo, faca, projétil), físico (eletricidade, calor, irradiação
para não agravar as lesões já existentes, sobretudo nos casos de fratura, atômica), químico (água sanitária, soda cáustica) ou, ainda, biológico
e utilizar um meio de transporte que atenda à necessidade de conforto da (picada de animal venenoso, ingestão de planta tóxica). De acordo com
vítima. essa classificação, devem-se considerar alguns tipos de lesões, que
deixam prever as conseqüências imediatas a prevenir.
Se o acidentado estiver preso às ferragens de um veículo, a escom-
bros de um desabamento, ou inconsciente pela fumaça de um incêndio, Contusão. Chama-se contusão o traumatismo produzido por uma le-
sua remoção terá que ser imediata, pois embora até certo ponto perigo- são, que tanto poderá traduzir-se por uma mancha escura (equimose)
sa, é indispensável para evitar a morte. Em certas circunstâncias, será como por um tumor de sangue (hematoma). As contusões são dolorosas
necessário recorrer ao corpo de bombeiros para libertar a vítima. En- e não se acompanham de ruptura da pele. A parte contundida deve ficar
quanto se aguarda o socorro, deve-se favorecer a respiração do aciden- em repouso sob ação da bolsa de gelo nas primeiras horas e do banho
tado, tranqüilizá-lo e procurar estancar a hemorragia, se houver. de luz nos dias subseqüentes.
Posição correta. O decúbito dorsal, com o corpo estendido em senti- Ferida. O traumatismo produzido por um corte sobre a superfície do
do horizontal, é a posição mais aconselhável para o acidentado, pois a corpo denomina-se ferida. Pode ser superficial, quando afeta apenas a
posição sentada favorece o desmaio e o choque. Quando a vítima está epiderme (escoriação ou arranhadura), ou profunda, quando provoca
inconsciente, é preciso colocá-la de lado, ou apenas com a cabeça hemorragia às vezes mortal. Sendo o ferimento produzido por um punhal,
inclinada para o lado, para que possa respirar melhor e não sofrer asfixia canivete ou projétil, os órgãos profundos, como o coração, podem ser
em caso de ter vômitos. No caso de fratura da mandíbula ou lesões da atingidos, o que pode provocar a morte. As feridas podem ser ainda
boca, é preferível colocar o paciente em decúbito ventral (deitado de puntiformes (produzidas por prego), lineares (navalha) ou irregulares
bruços). Somente os portadores de lesões do tórax, dos membros supe- (ferida do couro cabeludo, por queda). Um pequeno ferimento nos dedos
riores e da face poderão ficar sentados ou com a cabeça elevada, desde ou na mão pode acarretar paralisia definitiva, pois nessas partes do
que não sofram desmaios. corpo são muito superficiais os tendões e os nervos.
Respiração. É muito importante observar a respiração dos traumati- Além disso, as feridas podem contaminar-se facilmente, o que dá lu-
zados, sobretudo quando estão inconscientes. A respiração barulhenta, gar a infecções, com febre e formação de íngua. As feridas sujas de
entrecortada ou imperceptível deve despertar no observador a suspeita terra, fragmentos de roupa etc. estão sujeitas a infecção, inclusive tetâni-
de dificuldade respiratória, com possibilidade de asfixia. Nesses casos, ca. Os ferimentos que se apresentem inoculados de fragmentos de
começa-se por limpar a boca do paciente de qualquer secreção, sangue roupa, pedaços de madeira etc., podem ser lavados com água fervida se
ou matéria vomitada, o que pode ser feito colocando-se entre suas o socorro médico vai tardar. Se o corpo estranho for uma faca ou haste
arcadas dentárias um objeto firme e macio, como uma rolha, para proce- metálica, que se encontre encravada profundamente, é preferível não
der à limpeza. Depois, vira-se a cabeça para um dos lados, fecha-se a retirá-lo, pois poderá ocorrer hemorragia mortal. Quando o corpo estra-
boca do paciente segurando-lhe a mandíbula e deslocando-lhe a cabeça nho estiver prejudicando a respiração, como no caso dos traumatismos
um pouco para trás, para facilitar a respiração. da boca e nariz, deve-se removê-lo. Os pequenos corpos estranhos
Conhecimentos Específicos 91 A Opção Certa Para a Sua Realização
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(espinhos de roseira, farpas de madeira) podem servir de veículo para terceiro graus. As queimaduras de trinta por cento da superfície corporal,
infecções e para o tétano. sobretudo do tronco, e, principalmente, na criança, estão sujeitas ao
choque e mesmo à morte do paciente. Exigem, portanto, tratamento
Ferida venenosa. A lesão produzida por agente vulnerante envene- hospitalar, de preferência em serviços especializados.
nado (mordedura de cobra, picada de escorpião, flechas), que inocula
veneno ou peçonha nos tecidos, pode acarretar reação inflamatória local Na queimadura de primeiro grau, ou eritema, como a queimadura
ou envenenamento mortal do indivíduo. O tratamento resume-se em produzida por banhos de sol prolongados, a pele fica vermelha e com
colocar um garrote ou torniquete acima da lesão, extrair o veneno por ardor. Na de segundo grau, ou flictena, observa-se formação de bolhas
sucção, retirar o ferrão no caso de inseto, aplicar soro antivenenoso que contêm um líquido gelatinoso e amarelado. Costuma também ser
quando indicado, soltar o garrote aos poucos e fazer um curativo local dolorosa e pode infectar-se quando se rompem as bolhas. Na queimadu-
com anti-séptico e gaze esterilizada. ra de terceiro grau, ou escara, verifica-se a mortificação da pele e tecidos
Esmagamento. Nos desastres que envolvem veículos e nos desmo- subjacentes. A lesão transforma-se aos poucos numa ulceração sangran-
ronamentos pode haver uma lesão grave, que afeta os membros, deno- te e depois em grande cicatriz.
minada esmagamento. O membro atingido sofre verdadeiro trituramento,
com fratura exposta, hemorragia e estado de choque da vítima. O desta- O tratamento local da queimadura grave é menos importante que
camento acidental ou cirúrgico de um membro denomina-se amputação. prevenir complicações que podem ser fatais, entre elas o choque e as
Nos pequenos esmagamentos que afetam apenas dedos e mão, a infecções generalizadas.
repercussão sobre o estado geral é bem menor. O socorro imediato
consiste em evitar anemia aguda ou choque. Posteriormente, a vítima Entorse. Decorrente de um movimento brusco e exagerado de um
poderá estar sujeita a infecção, especialmente gangrenosa e tetânica. articulação, como o tornozelo, o entorse não deve ser confundido com a
luxação, em que a extremidade do osso se afasta de seu lugar. É uma
Choque. O estado depressivo decorrente de um traumatismo violen- lesão benigna, embora muito dolorosa, que se acompanha de inchação
to, hemorragia acentuada ou queimadura generalizada denomina-se da junta e impossibilidade de movimento. A imobilização deve ser o
choque. Pode também ocorrer em pequenos ferimentos, como os que primeiro socorro, mas pode-se empregar também bolsa de gelo, nas
penetram o tórax. Diagnostica-se pelos seguintes sintomas: (1) palidez primeiras horas.
da face, com lábios arroxeados ou descorados, se houver hemorragia;
(2) pele fria, principalmente nas mãos e nos pés; (3) suores frios e visco- Luxação. O deslocamento permanente de uma extremidade óssea
sos na face e no tronco; (4) prostração acentuada e voz fraca; (5) falta de que forma articulação denomina-se luxação. Em certos casos, a luxação
ar, respiração rápida e ansiedade; (6) pulso fraco e rápido; (7) sede, se repete a um simples movimento (luxação reincidente). As luxações
sobretudo se houver hemorragia; (8) consciência presente, embora mais comuns são as da mandíbula e do ombro. O primeiro socorro
diminuída. consiste no repouso e imobilização da parte afetada.
Para combater o choque, removem-se todas as peças do vestuário Fratura. A ruptura súbita e violenta de um osso denomina-se fratura.
que se encontrarem molhadas, para que não se agrave o resfriamento do Como causas de fraturas citam-se, principalmente, as quedas e os
enfermo, e cobre-se seu corpo com cobertores ou roupas de que se atropelamentos. As fraturas se localizam principalmente nos seguintes
disponha no momento, a fim de aquecê-lo. A vítima pode ingerir chá ou pontos: (1) membros superiores e inferiores, tanto mais graves quanto
café quente se estiver consciente e sem vômitos; ao mesmo tempo, mais próximas do tronco; (2) bacia, em geral grave, acompanhada de
deve-se tranqüilizá-la, prometendo-lhe socorro médico imediato e instan- choque, com possíveis lesões da bexiga e do reto, com hemorragia
do-a a permanecer imóvel. Mesmo no caso dos queimados, observa-se interna; (3) crânio, fratura das mais graves por afetar o encéfalo, protegi-
um resfriamento das extremidades do paciente, o que leva à necessida- do pela caixa craniana, e produzir eventualmente lesões cerebrais,
de de cobri-lo. O aquecimento do doente, no entanto, não deve provocar responsáveis pelo choque, paralisia dos membros, coma e morte do
sudorese. paciente; (4) coluna, fratura que ocorre, em geral, nas quedas, atropela-
mentos e nos mergulhos em local raso.
Hemorragia. A perda sangüínea através de um ferimento ou pelos o-
rifícios naturais, como as narinas, quando ultrapassa 500g no adulto, A fratura de crânio é freqüente nos casos de acidentes automobilísti-
provoca anemia aguda, cujos sintomas se assemelham aos do choque: cos. O primeiro socorro deve chegar pelo aparelho respiratório, pois os
palidez, sede, escurecimento da vista, pulso fraco, descoramento dos pacientes podem sucumbir por asfixia. Deve-se pôr de lado a cabeça,
lábios, falta de ar e desmaios. A hemorragia venosa caracteriza-se pelo limpar a boca com o dedo protegido por um lenço e controlar a respira-
sangue escuro, em jato lento e contínuo. A hemorragia arterial se distin- ção. O choque pode ocorrer. Já no caso de fraturas de coluna, o prog-
gue pelo sangue vermelho rutilante, em jato forte e intermitente. nóstico é mais grave se o paciente apresentar paralisia ou dormência dos
membros inferiores. As fraturas do pescoço (coluna cervical) são quase
Quando a hemorragia é pequena ou venosa, é preferível fazer uma sempre fatais. Faz-se necessário um cuidado especial no sentido de não
compressão sobre o ferimento, utilizando um pedaço de gaze, um lenço praticar manobras que possam agravar a lesão da medula.
bem limpo ou um pedaço de algodão. Sobre o curativo passa-se uma
Irradiação atômica. As explosões atômicas determinam dois tipos de
gaze ou uma tira de pano. Se a hemorragia é abundante ou arterial,
lesões. A primeira, imediata, provocada pela ação calórica desenvolvida,
improvisa-se um garrote (tubo de borracha, gravata ou cinto) que será
e a segunda, de ação progressiva, determinada pela radioatividade. Nos
colocado uns quatro dedos transversos acima do ferimento e apertado
pacientes atingidos, o primeiro socorro deve ser o da sua remoção do
até que a hemorragia cesse. Caso o socorro médico demore, a cada
local, combate ao choque e tratamento das queimaduras quase sempre
meia hora afrouxa-se o garrote por alguns segundos, apertando-o nova-
generalizadas. O paciente irradiado não apresenta perigo para os de-
mente. Na hemorragia pelas narinas, basta comprimir com o dedo,
mais, desde que não tenha ingerido substância radioativa ou permaneci-
externamente, a asa do nariz.
do com fragmentos de material radioativo no corpo.
Na hemorragia pós-parto ou pós-aborto, coloca-se a paciente numa Mordida de animal. Os indivíduos com ferimentos produzidos por
posição de declive, com o quadril e os membros inferiores em nível mais mordidas de animais (cão, gato, morcego) devem ser objeto de cuidado
elevado. Se a localização do ferimento tornar impossível a utilização do especial além do tratamento das feridas: é necessário certificar-se de
garrote, usa-se o método da compressão ao nível da ferida, com a mão que o animal não é portador de hidrofobia. Como o período de incubação
ou com o dedo, em caso de extrema emergência. da doença é longo, recomenda-se manter o animal em observação. Em
caso de se confirmar a suspeita, administra-se soro anti-rábico à vítima.
Queimadura. Toda lesão produzida pelo calor sobre a superfície do
corpo define-se como queimadura. Dependendo do grau de extensão, a Socorro às doenças de manifestação súbita
queimadura pode ser localizada ou generalizada; de acordo com a Desmaio. A perda brusca e de curta duração da consciência deno-
profundidade, classifica-se em queimadura de primeiro, segundo e mina-se desmaio. Ocorre quando a pressão sangüínea cai e os centros
Conhecimentos Específicos 92 A Opção Certa Para a Sua Realização
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encefálicos deixam de receber quantidade suficiente de oxigênio. Na desliza aos poucos as mãos e levanta os braços até encontrar resistên-
maior parte das vezes, o desmaio sobrevém quando a pessoa está de pé cia nos ombros do afogado. Deixa então que os braços voltem à posição
e, ao perder a consciência, ela cai. Para prevenir o desmaio, deve-se inicial, completando o ciclo, que deve ser repetido 12 vezes por minuto.
deitar a pessoa com queixa de náusea, tonteira, obscurecimento da ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
visão, palidez, sudorese e bocejos repetidos. O socorro consiste em
afrouxar as roupas da vítima, erguer-lhe ligeiramente os pés e certificar- ASFIXIA
se de que suas vias aéreas estão desobstruídas. As lesões provocadas pela asfixia quase sempre resultam em se-
qüelas e no surgimento de disfunções nervosas, já que o cérebro não
Convulsões. As contrações musculares violentas e involuntárias de- dispõe da mesma capacidade de regeneração que os demais órgãos do
nominam-se convulsões. As que correspondem a crises epilépticas se corpo humano.
acompanham de perda de consciência. Os músculos apresentam contra- O termo asfixia define um estado físico que determina a interrupção
ções espasmódicas que duram alguns minutos. O socorro consiste em da atividade cerebral por anoxia, isto é, pela carência de oxigênio. Outra
evitar que a vítima se machuque na queda ou durante a crise espasmó- de suas causas é a retenção do dióxido de carbono no sangue, fenôme-
dica, afastando objetos contundentes de suas proximidades. É conveni- no denominado hipercapnia.
ente pôr um travesseiro ou peça de roupa dobrada sob a cabeça do
paciente, mas não se deve tentar contê-lo ou amarrá-lo. Com cuidado Cabe ressaltar que a asfixia só é causada por agentes mecânicos,
para não ser mordido, o socorrista deve colocar um objeto firme e macio responsáveis pela suspensão da atividade respiratória, tais como estran-
entre as arcadas dentárias do paciente, para evitar que morda a língua. gulamento ou imersão prolongada, já que a inalação de gases tóxicos,
Ao findar a crise, vira-se para o lado a cabeça do paciente para evitar embora passível de provocar anoxia, não resulta em hipercapnia.
asfixia por vômitos.
O conceito de asfixia mecânica é amplamente utilizado em medicina
Ataque cardíaco. A maior parte das crises cardíacas começa com legal, uma vez que pode ser conseqüência de ação violenta. Pode ser
dor intensa ou sensação de compressão no tórax, especialmente atrás causada por enforcamento, estrangulamento, sufocação ou imersão,
do esterno. A dor pode propagar-se para o braço esquerdo, ou ambos os embora possa também ser resultado de causas clínicas, tais como
braços, queixo e epigástrio. Outros sintomas que caracterizam o infarto edema da glote, em processos alérgicos; formação de membranas
do miocárdio são a sensação de angústia, a dificuldade de respirar, diftéricas; ou ainda acidentes fortuitos como ingestão de corpos estra-
náusea e sudorese. O socorro médico deve ser solicitado de imediato, nhos ou impacto direto sobre a garganta.
relatando-se os sintomas para que a ambulância chegue aparelhada com
equipamento de oxigenoterapia, para o caso de tratar-se de infarto do Manifestação peculiar registrada com relativa freqüência é a deno-
miocárdio. A vítima deve ser mantida em posição confortável, sentada ou minada asfixia neonatal, na qual o recém-nascido não inicia o processo
recostada, tranqüila e absolutamente imóvel. ©Encyclopaedia Britannica respiratório, seja devido à atelectasia (achatamento dos alvéolos pulmo-
do Brasil Publicações Ltda. nares), seja por ingestão de líquido amniótico ou qualquer outro corpo
estranho.
AFOGAMENTO
Milhares de pessoas morrem afogadas a cada ano no mundo, na As medidas a serem postas em prática em caso de asfixia variam,
maioria banhistas inexperientes. Em segundo lugar vêm os afogamentos devido à multiplicidade dos possíveis fatores causais, mas todas têm de
causados por acidentes com pequenas embarcações. ser aplicadas com urgência. O princípio básico do tratamento da asfixia é
a reativação da função respiratória ou, no caso de recém-nascidos, o
O afogamento é um processo de sufocação por imersão em um lí- início da ventilação pulmonar. O método mais simples é a respiração
quido, usualmente água. O líquido obstrui a boca e as narinas, cortando boca a boca, o qual, não obstante, apresenta inconvenientes como a
o suprimento de oxigênio do organismo. A vítima deixa de se debater, falta de assepsia. Existem equipamentos de emergência, entre eles as
perde a consciência, exala o ar residual armazenado nos alvéolos do máscaras faciais, os tubos orais ou orofaríngeos e as bolsas infláveis
pulmão e afunda. O coração bate ainda, débil, por algum tempo. Mas com máscaras e válvulas, que evitam a respiração repetida de um mes-
pára, e a morte sobrevém. O salvamento consiste em tirar da água o mo volume de ar. Outro recurso empregado em situações de máxima
acidentado e em tentar revivê-lo o mais depressa possível. No mar, em urgência, devido à obstrução das vias respiratórias, é a incisão praticada
rios e piscinas, o salva-vidas deve aproximar-se da vítima por trás e, diretamente na traquéia, técnica conhecida como traqueotomia. ©Ency-
mantendo sua cabeça ligeiramente fora d'água e o corpo na horizontal, clopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
tirá-lo da água. Depois, é preciso remover qualquer peça de roupa que
dificulte a respiração do afogado e tirar de sua boca água e areia, que CHOQUE (FISIOLOGIA)
atrapalham a entrada do ar. A seguir, nos casos em que não se disponha A criação dos centros de terapia intensiva, com pessoal especializa-
de um aparelho para respiração mecânica ou pulmão artificial, recorre-se do, monitorização do paciente e outros recursos da medicina reduziu
à respiração artificial. substancialmente a mortalidade decorrente do choque fisiológico.
Os dois métodos mais difundidos de respiração artificial são (1) boca Choque é o termo utilizado para designar o estado patológico provo-
a boca e (2) método de Holger-Nielsen. No primeiro, a vítima é deitada cado por uma insuficiência circulatória aguda, caracterizada sobretudo
de costas. Depois de limpada a boca, o queixo é puxado para a frente e por abrupta e persistente falha no fornecimento de sangue aos tecidos.
para cima a fim de abrir passagem ao ar. O operador coloca sua boca Toda vez que ocorrem deficiências em um dos três elementos básicos da
sobre a do paciente, selando-a hermeticamente; depois, fecha-lhe as circulação - o coração, a quantidade normal do sangue circulante e um
narinas. Então, alternadamente, sopra na boca da vítima e retira a sua tono vascular eficiente - a insuficiência circulatória pode levar ao choque.
para permitir-lhe expirar. Se a vítima é uma criança, o operador pode, ao
Quanto às causas, o estado de choque pode assim classificar-se: (1)
mesmo tempo, apertar levemente o abdome superior para ajudar a
choque hipovolêmico: o mais freqüente, em geral ocasionado por hemor-
expiração. Deve-se soprar 12 a 15 vezes por minuto na boca do afogado.
ragia ou por desidratação, isto é, perda aguda do volume circulante; (2)
No método Holger-Nielsen, a vítima é posta de bruços e a respiração choque por insuficiência vascular funcional: decorrente de distúrbios do
se faz mediante pressão nas costas e elevação dos braços do afogado, tono vascular, desencadeados por reações de hipersensibilidade, intoxi-
que é deitado com os cotovelos dobrados e as mãos superpostas. A cação por drogas em geral, traumatismos graves; (3) choque misto:
face, apoiada no braço, é voltada para um lado. Quem aplica a respira- caracterizado pela associação de alterações funcionais vasculares
ção artificial apóia um joelho junto à cabeça de quem a recebe e coloca acrescidas do déficit de volume, pode ocorrer em função de alguns
as mãos nas costas da vítima, de modo que os polegares se toquem e a processos infecciosos (peritonite, desidratação + infecção etc.) e como
parte posterior das palmas fique sobre uma linha imaginária, estendida complicação de certos estados patológicos; (4) choque cardiogênico: tipo
entre as axilas. O aplicante se inclina lentamente para a frente, mantendo de choque que compromete primordialmente o coração, sendo a insufici-
os cotovelos rígidos até colocar os braços em posição quase vertical, e ência circulatória desencadeada ou mantida por deficiência aguda do
pressiona as costas da vítima. Depois, movimentando-se para trás, bombeamento cardíaco.
Conhecimentos Específicos 93 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Sintomas do choque são: diminuição do nível de consciência, ansie- exemplo), líquidos (como a água em temperaturas elevadas) ou gasosos
dade, mal-estar, depressão, inquietação, sonolência e apatia. A sensibili- (como o vapor de uma caldeira). Além dos agentes térmicos, o gelo,
dade, os reflexos e a motilidade ficam deprimidos. Ocorrem também produtos químicos cáusticos (ácidos e bases fortes) e certas radiações
palidez de pele e mucosas, umidade e resfriamento, às vezes cianose. O podem originar uma queimadura.
paciente pode queixar-se de sede intensa, indicação de que mais líquido
é necessário à manutenção do balanço hídrico do organismo. Por igual As características da afecção dependem tanto da natureza do agen-
motivo observa-se diminuição ou ausência de diurese. te etiológico quanto do tempo de atuação do mesmo sobre o tecido
afetado. Em geral, os corpos em estado gasoso determinam lesões de
O tratamento do paciente pode ser resumido na reposição correta do caráter difuso e com pequeno grau de penetração. Os líquidos se disse-
volume sanguíneo, procurando atingir um equilíbrio hidreletrolítico nor- minam por maiores extensões, mas seu efeito se prolonga por menos
mal, na administração de drogas que atuem beneficamente na microcir- tempo. Os sólidos freqüentemente produzem lesões menos extensas,
culação, nos medicamentos que auxiliem o rendimento cardíaco, nos bem delimitadas e com maior profundidade. As radiações podem causar
antibióticos etc. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. alterações mais graves segundo o tipo, a distância da fonte emissora e o
tempo de exposição.
FRATURA
O advento da radiologia tornou mais rápida e eficaz a identificação Classificação e efeitos. A avaliação das queimaduras leva em consi-
de uma fratura, sem manipulação da parte afetada e independentemente deração a profundidade, a extensão e a etiologia. Quanto à profundida-
dos principais sintomas: dor, mobilidade anormal, crepitação, deformida- de, classificam-se em graus: são de primeiro grau as queimaduras leves
de, edema e outros. e superficiais, que alcançam somente a epiderme; de segundo grau são
as que alcançam toda a epiderme e parcialmente a derme; de terceiro
Fratura é a interrupção na continuidade de um osso, ou de uma carti- grau são as que alcançam toda a epiderme e a derme e, parcial ou
lagem, provocada geralmente por traumatismo. Existem ainda outros totalmente, outros tecidos mais profundamente situados.
tipos de fraturas: patológicas, que decorrem de fatores congênitos e
hereditários, desequilíbrios hormonais, deficiências vitamínicas, tumores Quanto à extensão, classificam-se segundo a porcentagem da su-
ósseos e outras causas; fraturas por fadiga ou sobrecarga, que apare- perfície lesada, o que determina as possibilidades de sobrevivência.
cem durante a atividade funcional, sobretudo nos pés, depois de longas Muitas pessoas podem sobreviver a uma queimadura de segundo grau
caminhadas; e as obstétricas, sofridas por recém-nascidos em partos que afete setenta por cento da área do corpo, mas poucas podem resistir
laboriosos. Em virtude da calcificação incompleta, as crianças têm ossos com vida a queimaduras de terceiro grau que afetem cinqüenta por cento
mais vulneráveis a fraturas, assim como os adultos idosos, e especial- da área corporal. Quanto à etiologia, classificam-se em simples e com-
mente as mulheres, que desenvolvem osteoporose após a menopausa. plexas. Do primeiro tipo são as que resultam apenas da atuação do calor
(queimaduras por líquidos, vapores, sólidos aquecidos, substâncias
Quanto ao grau, as fraturas dividem-se em completas, quando as inflamáveis etc.). As queimaduras complexas são causadas por eletrici-
duas partes do osso se separam inteiramente, e incompletas, como na dade, raios X, bombas atômicas etc.
fissura, em que o osso racha mas não se divide, e na inflexão, em que à
rachadura se acrescenta um arqueamento. Segundo a configuração, as Uma forma rápida e eficaz de avaliar à primeira vista a gravidade de
fraturas definem-se como longitudinais, transversais, oblíquas, espiróides uma lesão por queimadura é a chamada "regra dos nove", por meio da
e complexas. De acordo com a localização no osso, são epifisárias, qual se pode determinar com razoável precisão a superfície afetada,
metafisárias ou diafisárias. sobretudo em adultos. Segundo essa regra, a cabeça e o pescoço repre-
sentam nove por cento da superfície total; os braços, nove por cento
Quanto ao estado das partes moles, existem fraturas subcutâneas cada um; as pernas 18% cada uma; as costas e a parte anterior do
ou fechadas, e expostas ou abertas, quando a pele é lesada e o foco de tronco, 18% de cada lado (esquerdo e direito).
fratura se comunica com o exterior. O número de lesões no osso deter-
mina que a fratura seja única, quando há um só traço no mesmo osso; Ao atuar sobre o revestimento cutâneo, o calor produz inicialmente
múltipla, se este se quebrar em mais de um segmento; cominutiva, se dor, cuja intensidade depende de terem ou não sido atingidas as termi-
houver mais de dois fragmentos; ou configurada como esmagamento, nações nervosas sensitivas da pele e de que elas tenham ou não sido
quando há muitas lesões na arquitetura óssea. destruídas. Também conforme a gravidade do caso, as queimaduras
causam perda de grandes quantidades de líquidos vitais do organismo.
O traumatismo provocador da fratura pode resultar de uma ação di- Palidez, queda de pressão sangüínea, frio nas extremidades do corpo e
reta, como a do choque de um automóvel, ou de mecanismos indiretos: mesmo a perda dos sentidos são conseqüências comuns. A lesão dos
arrancamento, flexão, compressão, deslizamento e torção. Os fragmen- vasos sangüíneos pode originar sangramento.
tos do osso fraturado apresentam-se sem desvio, quando não existe
alteração de seus eixos, ou com desvio, que pode ser angular, lateral, de O quadro geral se agrava com a perda de sais e íons, sobretudo de
rotação e longitudinal. sódio e potássio, o que altera de forma drástica o equilíbrio iônico e
osmótico do indivíduo. Além de transtornos nervosos e emocionais, a
O tratamento de um fraturado inclui três providências básicas: redu-
vítima também se encontra sujeita ao risco de infecções, inclusive a
ção, para reconduzir o osso a sua forma anterior; imobilização, que visa
tetânica, dado que as áreas atingidas se encontram sem a proteção de
a manter a redução e permitir a consolidação correta; e mobilização,
seus tecidos tegumentares. A ação de germes gram-negativos tem sido a
recuperação funcional e fisioterapia. A reparação se faz pelo calo ósseo,
principal causa de morte de vítimas de queimaduras depois de vencida a
que evolui por fases: calo fibroso, calo provisório e calo definitivo. As
fase do choque. Outra complicação temível das queimaduras é o com-
fraturas estão sujeitas a complicações imediatas -- lesão vascular, nervo-
prometimento das funções renais, pois como a função excretora da pele
sa e de órgãos viscerais ou parenquimatosos, interposição de partes
está paralisada em grande parte, as toxinas acumuladas no organismo
moles etc. -- e tardias, como infecção, consolidação viciosa, necrose,
podem provocar septicemia, processo infeccioso generalizado em que o
rigidez articular e outras. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publica-
sangue desempenha papel propagador. As cicatrizes viciosas, que
ções Ltda.
deformam o corpo e provocam aderências, são uma das seqüelas que
mais afetam psicologicamente o queimado.
QUEIMADURA
Entre os acidentes que ocorrem com maior freqüência e que mais
Tratamento. No atendimento a queimados é necessário, inicialmen-
graves lesões podem causar encontram-se as queimaduras. Mesmo
te, considerar a área atingida: se a queimadura for generalizada, o cho-
quando superficiais, podem acarretar complicações se a área atingida for
que deve ser a primeira preocupação. Deve-se considerar essa hipótese
muito extensa.
antes mesmo que se instale e logo pôr o paciente em repouso absoluto,
Queimadura é a afecção resultante da ação do calor sobre o reves- protegê-lo contra o resfriamento, fazê-lo ingerir bebidas quentes e tran-
timento cutâneo. Pode ser provocada por corpos sólidos (brasas, por qüilizá-lo. Num primeiro momento, o tratamento das queimaduras procu-
Conhecimentos Específicos 94 A Opção Certa Para a Sua Realização
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ra aliviar a dor, restabelecer os líquidos perdidos e evitar infecções. 5. Nos sinais luminosos de controle de veículos, a luz vermelha
Alcançados esses objetivos, busca-se a recuperação dos tecidos afeta- indica:
dos e a cicatrização das áreas atingidas, com a menor desfiguração a) ordem de parar o veículo.
possível. Deve-se levar em conta que, mesmo depois de afastada a fonte b) trânsito livre.
causadora da queimadura, pode permanecer nos tecidos um calor resi-
dual que continua provocando lesões. Por esse motivo, com o objetivo de c) advertência.
eliminar inteiramente o calor, a área deve ser submetida a esfriamento
mediante, por exemplo, o uso de água em temperatura inferior à da pele, 6. Os sinais de trânsito, além de serem inscritos em placas e
o que também alivia a dor. pintados no leito da via pública, podem ainda ser:
a) luminosos e sonoros.
O tratamento local é feito em função da extensão da queimadura e b) luminosos e por gestos.
de sua profundidade. O problema principal é a limpeza da superfície c) luminosos, sonoros e por gestos.
queimada quando esta se encontra poluída por resíduos carbonizados.
Nesse caso, emprega-se sabão líquido e água ou soro fisiológico mor- 7. O uso da luz amarelo-alaranjada, isoladamente ou com a luz
nos. O uso de anti-séptico não é recomendável, mesmo quando associa- verde, significa que o condutor deve:
dos a substâncias anestésicas, porque, embora aliviem a dor, agravam a a) parar, a menos que já se encontre na zona de cruzamento.
destruição dos tecidos. Se a área afetada for reduzida, deve ser coberta b) parar rapidamente o seu veículo.
com um tecido suave e neutro, como gaze. Se, ao contrário, for extensa, c) reduzir a velocidade do seu veículo.
o melhor é deixá-la ao ar livre, desde que a vítima esteja acomodada em
local submetido a rigorosa assepsia. O emprego local de substâncias 8. Os sinais sonoros executados por buzinas deverão ser de um
popularmente tidas como eficazes para tratar queimaduras, como rodelas toque breve e somente serão usados para:
de cebolas, casca de batata, fuligem, pó de café etc., deve ser evitado, a) advertência.
por aumentar a possibilidade de contaminação das lesões e facilitar as b) apressar o pedestre.
infecções.
c) chamar pessoas.
Queimaduras solares. A exposição prolongada da pele aos raios so-
lares pode provocar queimaduras, sobretudo em pessoas de pele muito 9. Quando uma via de mão dupla for dividida ao centro por duas
clara ou não habituadas ao banho de sol. Tais lesões, em geral extensas, faixas amarelas contínuas significa:
são quase sempre superficiais (de primeiro grau) e raramente atingem a) proibido ultrapassar nos dois sentidos.
maior profundidade. b) permitido ultrapassar nos dois sentidos.
c) proibido ultrapassar pela direita.
Clinicamente manifestam-se pelo aparecimento de eritema (verme-
lhidão) acompanhado de ardor e dor de intensidade variável. A forte 10. Quando uma via de mão dupla for dividida ao centro por marca
ardência se exacerba com estímulos externos, como o contato com as amarela seccionada significa:
vestes ou mesmo o sopro da brisa. Entre o quarto e o quinto dias, a a) é permitido ultrapassar.
coloração de avermelhada torna-se escura, o que indica a mortificação b) é proibido ultrapassar.
das camadas superiores da pele. Inicia-se então a fase de descamação, c) é proibido ultrapassar pela direita.
quase sempre acompanhada de intenso prurido. É comum certo grau de
insolação associar-se às queimaduras solares. Em determinadas situa- 11. O sinal sonoro usado pelo policial de trânsito para informar ao
ções, a insolação apresenta gravidade maior que a própria queimadura. condutor que o trânsito está impedido em todas as direções é:
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. a) um silvo longo e um breve.
b) dois silvos longos.
c) dois silvos breves.
PROVA SIMULADA
12. Quando o condutor encontrar marca em linha contínua divi-
dindo a via em duas mãos direcionais, ele:
1. A sinalização de trânsito é feita por meio de:
a) pode ultrapassar pela esquerda.
a) marcos, marcas, luzes, gestos, sons, placas e barreiras. b) pode ultrapassar pela direita.
b) marcos, marcas, placas e barreiras. c) está proibido de realizar ultrapassagem.
c) marcos, marcas, placas, luzes e gestos. 13. O condutor deve observar as placas de advertência para:
a) evitar danos ao veículo.
2. Três silvos breves emitidos pelo agente da autoridade de b) saber quais os perigos que existem na via e sua natureza.
trânsito significa que o condutor deve: c) fazer ultrapassagens.
a) acender as lanternas do seu veículo.
b) diminuir a marcha do seu veículo. 14. Os sinais que servem para o controle de fluxo de pedestres, de
veículos e advertência são:
c) seguir em frente com atenção.
a) sinais luminosos.
b) placas de regulamentação.
3. Nos sinais luminosos são usadas cores com os seguintes c) placas de advertência.
significados:
a) vermelho: pare - verde: atenção. 15. As placas indicativas de sentido de circulação servem para
b) verde: atenção - vermelho: pare - amarelo: siga. indicar ao condutor:
a) o sentido de circulação da via na qual deseja entrar ou cruzar.
c) amarelo: atenção - vermelho: pare - verde: siga.
b) o caminho mais curto para chegar ao seu destino.
c) que a via está interrompida adiante.
4. Os sinais luminosos quanto a finalidade são:
a) de controle de fluxo de pedestre, controle de fluxo de veículos e de 16. A placa "PONTO DE PARADA" indica o local para:
advertência. a) carga e descarga de mercadoria.
b) de controle de fluxo de veículos, controle de fluxo de pedestres e de b) parada dos veículos de transporte coletivo ou individual de passa-
regulamentação. geiro.
c) verde, amarelo e vermelho. c) estacionamento de táxi.
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17. Nos sinais luminosos de controle de veículos, a luz verde 28. As placas que servem para indicar aos condutores e pedestres
indica: os locais onde podem utilizar serviços são:
a) ordem de parar o veículo. a) indicativas de Serviço Médico.
b) advertência. b) indicativas de Serviço Mecânico.
c) trânsito livre. c) indicativas de Serviços Auxiliares.
18. Chama-se passagem de nível:
a) todo cruzamento no mesmo nível. 29. A placa que indica o local ou ponto de parada dos veículos de
b) todo cruzamento de nível rodoferroviário. transporte coletivo ou individual de passageiros é:
c) cruzamento sobre pontes e viadutos. a) embarque e desembarque.
b) ponto de parada.
19. Os sinais luminosos (semáforos) são usados também para: c) estacionamento regulamentado.
a) avisar os condutores dos riscos existentes na via.
30. As placas que têm a função de educar condutores e pedestres
b) avisar os condutores da existência de um cruzamento de linha
quanto ao seu comportamento no trânsito são:
férrea.
a) serviços auxiliares.
c) interromper o trânsito de veículos a fim de permitir o trânsito de b) informativas.
pedestres. c) educativas.
20. As placas que indicam o sentido de circulação da via, na qual o 31. "Parada Obrigatória" é uma placa de:
condutor pretende entrar ou cruzar, são: a) advertência.
a) as educativas. b) regulamentação.
b) as de serviços auxiliares. c) indicação.
c) as indicativas de sentido de circulação.
32. As placas que indicam a ocorrência de condições perigosas na
21. A placa que avisa ao condutor de veículo da existência, adian- via são:
te, de alteração do sentido único da via para sentido duplo de a) mão dupla e início de pista dupla.
trânsito é: b) proibido retornar e proibido mudar de faixa de trânsito.
a) bifurcação em T. c) área com desmoronamento e vento lateral.
b) mão dupla adiante.
c) fim de pista dupla. 33. A placa que informa ao condutor do veículo a existência, adi-
ante, de um trecho de via perigosa pela irregularidade de sua su-
perfície é:
22. A placa que avisa ao condutor de veículo da existência, adian-
a) pista irregular.
te, de estreitamento das pistas nos dois lados é: b) pista sinuosa.
a) obras. c) saliência ou lombada.
b) maquinaria agrícola.
c) estreitamento de pista ao centro. 34. A placa que informa ao condutor de veículo que, adiante, os
fluxos de tráfego de via passam a ser separados por um can-
23. A placa que indica ao condutor de veículo a obrigação de teiro central é:
circular no sentido indicado é: a) cruzamento de vias.
a) sentido obrigatório. b) início de pista dupla.
b) siga em frente ou a direita. c) estreitamento de pista.
c) siga em frente ou a esquerda.
35. A mensagem "Respeite a Sinalização" está inscrita nas placas:
24. A placa que indica ao condutor do veículo que existe um obs- a) educativas.
táculo adiante e que a passagem é obrigatoriamente feita pela b) de advertência.
direita é: c) de regulamentação.
a) desvio.
36. "Evite Danos à Sinalização". Esta é uma placa de:
b) sentido de circulação.
a) advertência.
c) passagem obrigatória. b) educação.
c) indicação.
25. Com exceção das placas "Parada Obrigatória" e "Dê a Prefe-
rência", as demais placas que têm formato circular (redonda) 37. Linhas, marcações, símbolos e legendas pintadas nas vias
com fundo branco, tarja vermelha e símbolos e letras pretos são:
são de: a) placas de advertência.
a) educação. b) placas de regulamentação.
b) indicação. c) marcas.
c) regulamentação.
38. A sinalização através de marcas no solo serve para;
26. As placas que têm o formato quadrado, cor amarela e símbolo a) indicar as vias preferenciais.
preto, são: b) indicar os perigos existentes na via.
a) de indicação. c) orientar o condutor no deslocamento e limitar área de estaciona-
b) de advertência. mento.
c) educativas.
39. Quando o policial de trânsito movimenta o braço direito para
cima e para baixo, está determinando que o condutor do veícu-
27. A placa: veículos lentos usem a faixa da direita é de:
lo:
a) serviços auxiliares. a) diminua a marcha.
b) educativas. b) mantenha-se à direita.
c) regulamentação. c) pare o veículo.
Conhecimentos Específicos 96 A Opção Certa Para a Sua Realização
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40. O condutor de veículo com o braço estendido para fora hori- 52. De acordo com os sinais sonoros abaixo, marque a resposta
zontalmente, a mão fazendo movimentos para cima e para bai- que corresponde ao sinal "PARE":
xo, indica para os outros condutores: a) dois silvos breves.
a) o trânsito permite ultrapassagem. b) um silvo breve.
b) perigo, pare. c) três silvos breves.
c) diminuir a marcha ou parar.
53. Quando uma via de mão dupla for dividida ao centro por duas
41. A placa "Estacionamento Regulamentado" é usada para sinali- faixas amarelas contínuas significa:
zar: a) permitido ultrapassar nos dois sentidos.
a) áreas de segurança. b) proibido ultrapassar pela direita.
b) áreas especiais de estacionamento. c) proibido ultrapassar nos dois sentidos
c) vias expressas.
54. A importância e o objetivo da sinalização está em informar aos
42. A placa de regulamentação utilizada nas áreas de segurança é: usuários da via sobre:
a) proibido estacionar. a) condições da via.
b) proibido parar e estacionar. b) restrições impostas ao trânsito.
c) permitido trânsito de pedestres. c) todas as alternativas estão corretas.
55. São formas de sinalização:
43. A sinalização utilizada a fim de controlar o movimento dos
a) gestos, sons e barreiras.
veículos e dos pedestres é:
b) placas, luzes, marcas e marcos.
a) placa de advertência.
c) as alternativas "a" e "b" estão corretas.
b) placa educativa.
c) sinal luminoso.
56. As placas de sinalização, quanto à sua função, podem ser:
a) de regulamentação e educativas.
44. Quando o semáforo indica verde para os condutores, significa: b) de advertência e indicação.
a) que devem diminuir a velocidade. c) de regulamentação, advertência e indicação.
b) que devem parar o veículo.
c) que podem seguir. 57. A função das placas de sinalização é:
a) advertir, regulamentar e indicar.
45. Quando o semáforo de pedestres indicar a cor verde, significa: b) regulamentar e educar.
a) que os pedestres podem fazer a travessia com segurança. c) advertir e regulamentar.
b) que o trânsito está livre para os veículos.
c) advertência para veículos e pedestres. 58. A finalidade das placas de regulamentação é:
a) educar os condutores.
46. "Ultrapasse mas com Segurança". Esta placa faz parte das b) informar aos usuários as condições, proibições ou restrições no uso
placas do tipo: da via.
a) educativas. c) advertir pedestres.
b) advertência.
c) indicação. 59. As faixas seccionadas ou as contínuas, as faixas para pedes-
tres, os sinais e as palavras inscritas no solo são marcas que
47. As marcas separadoras de faixas de trânsito em vias de mão caracterizam:
dupla que proíbem ao condutor ultrapassar outro veículo em a) sinalização vertical.
movimento são: b) sinalização horizontal.
a) brancas seccionadas. c) sinalização por gestos.
b) amarelas seccionadas.
c) amarelas contínuas. 60. A finalidade dos "Marcos Quilométricos" é informar os usuá-
rios da via sua:
48. As marcas separadoras de faixas de trânsito que permitem ao a) distância do ponto mais próximo para abastecimento de seu veícu-
condutor ultrapassar outro veículo em movimento são: lo.
b) localização em termos de distância do serviço telefônico mais
a) amarelas contínuas.
próximo.
b) brancas contínuas.
c) localização em termos de distância em relação ao início da mesma.
c) seccionadas.
61. A finalidade dos "Marcos de Obstrução" é delimitar os:
49. As placas que tem a finalidade de informar aos usuários as a) espaços na via para circulação de veículos de carga.
restrições no uso das vias são de: b) espaços na via que indicam obstáculos ou situações de risco.
a) educação. c) espaços na via que indicam a realização de obras.
b) indicação.
c) regulamentação. 62. "Barreiras Fixas ou Móvel Dobrável" advertem o condutor que
ele deve:
50. As placas com finalidade de fornecer aos condutores informa- a) aumentar a velocidade para dar passagem aos veículos de trans-
ções úteis ao seu deslocamento são: porte coletivo.
a) placas de indicação. b) reduzir a velocidade para efetuar desvios seguros.
b) placas de regulamentação. c) reduzir a velocidade para passagem de pedestres.
c) placas luminosas.
63. As placas de rodovias que têm os "Brasões Interamericana,
51. De acordo com os sinais sonoros abaixo, marque a resposta Pan-Americana e Nacional", na cor preta e branca são de:
que corresponde ao sinal "diminua a marcha": a) regulamentação.
a) três silvos breves. b) educativas.
b) um silvo longo. c) indicação.
c) dois silvos breves.
Conhecimentos Específicos 97 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
64. As placas de sentido de direção e de distância, de forma retan- 76. As marcas utilizadas para reduzir pontos de conflito entre
gular, cor verde e branca, indicam que você está trafegando fluxos de tráfego em cruzamentos, chamam-se:
em: a) marcação de áreas neutras.
a) rodovias estaduais. b) interseção em rótula.
b) rodovias expressas. c) linhas de bordo.
c) rodovias de primeira classe e vias expressas.
77. Marcas que indicam locais para circulação, parada ou estacio-
65. As placas de sentido de direção e de distância, de forma retan- namento exclusivo de veículos específicos inscritas em áreas
gular, cor verde e branca, indicam que você está trafegando de estabelecimentos especiais, de embarque, desembarque de
em rodovias de Primeira Classe e Vias Expressas. No caso de passageiros, cargas e estacionamento reservado a veículos
você trafegar em outras rodovias sem ser de Primeira Classe específicos chamam-se:
ou Vias Expressas, você as identifica pelas cores: a) interseções em rótula.
a) verde e preta. b) branca e verde. c) branca e preta. b) marcação de áreas neutras.
c) marcação de áreas reservadas.
66. As placas de "Sentido de Circulação", de forma retangular, são
nas cores:
a) preta e verde. b) preta e branca. c) verde e branca. 78. A marcação de áreas de estacionamento que indicam ao con-
dutor que ali é permitido estacionar é na cor:
67. Uma placa educativa é identificada por: a) amarela. b) branca. c) azul.
a) branca e azul, forma redonda.
b) branca e preta, forma retangular. 79. A marcação de áreas de estacionamento que indicam ao con-
c) branca e verde, forma quadrada. dutor a necessidade de procurar outra área para estacionar é
na cor:
68. Quando um agente da autoridade de trânsito emitir três silvos a) amarela. b) branca. c) verde.
longos, os condutores entendem que:
a) devem seguir em frente. 80. As marcas que advertem aos condutores sobre a existência de
b) devem ficar a postos. local onde deverão redobrar a atenção ou de áreas reservadas
c) devem diminuir a marcha. a outros usuários da via chamam-se:
a) legendas. b) símbolos. c) linhas.
69. De acordo com os sinais sonoros abaixo, marque a resposta
que corresponde ao sinal "ATENÇÃO! SIGA": GABARITO
a) um silvo breve. b) dois silvos breves. c) três silvos breves.
01. A 11. A 21. B 31. B
70. Marcas que delineiam a parte da pista destinada à circulação 02. A 12. C 22. C 32. C
de veículos, separando-a do acostamento, chamam-se: 03. C 13. B 23. A 33. A
a) linhas planas. b) linhas férreas. c) linhas de bordo. 04. A 14. A 24. C 34. B
05. A 15. A 25. C 35. A
71. Linhas transversais inscritas na cor branca que, através de 06. C 16. B 26. B 36. B
efeito visual, estimulam os condutores a reduzirem a velocida- 07. A 17. C 27. C 37. C
de, alcançando a mais adequada à via ou situação, chamam-se 08. A 18. B 28. C 38. C
linhas de: 09. A 19. C 29. B 39. A
a) estímulo ao aumento de velocidade. 10. A 20. C 30. C 40. C
b) estímulo à redução de velocidade. 41. B 51. B 61. B 71. B
c) estímulo aos condutores de veículos coletivos. 42. B 52. A 62. B 72. A
43. C 53. C 63. C 73. C
72. A forma de sinalização existente que prevalece sobre as regras 44. C 54. C 64. C 74. A
de circulação e normas definidas por outros sinais de trânsito 45. A 55. C 65. C 75. C
é: 46. A 56. C 66. B 76. B
a) gestos da autoridade de trânsito. 47. C 57. A 67. B 77. C
b) gestos dos pedestres para executar a travessia da via. 48. C 58. B 68. B 78. B
c) gestos e sinais luminosos. 49. C 59. B 69. A 79. A
50. A 60. C 70. C 80. B
73. As marcas na cor branca que advertem os condutores da Testes extraídos de [Link]
existência de movimentação de pedestres na área chamam-se: Centro Formação de Condutores Almada
a) linhas de estímulo à redução de velocidade.
b) linhas de bordo. ___________________________________
c) faixa de travessia de pedestres.
___________________________________
74. As marcas inscritas sempre na cor branca antes das faixas de
pedestres e cruzamentos com ciclovias, ferrovias e outras vias ___________________________________
de uso rodoviário, indicam aos condutores o local limite onde ___________________________________
deverão parar os veículos para cederem o direito de passagem
aos outros usuários da via. Elas chamam-se: ___________________________________
a) linhas de retenção.
_______________________________________________________
b) linhas de bordo.
c) linhas de estímulo à redução de velocidade. _______________________________________________________
75. As áreas marcadas na pista onde a circulação de veículos deve _______________________________________________________
ser evitada chamam-se: _______________________________________________________
a) linhas de retenção.
b) faixa de travessia de pedestres. _______________________________________________________
c) marcação de áreas neutras. _______________________________________________________
Conhecimentos Específicos 98 A Opção Certa Para a Sua Realização