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Interpretação de Textos para Concursos

O documento fornece orientações sobre leitura e interpretação de textos, enfatizando a importância de compreender o contexto e a lógica da língua. Destaca a necessidade de uma leitura atenta e múltiplas revisões para captar a essência do texto, além de abordar elementos constitutivos de narrativas e descrições. Também discute a diferença entre denotação e conotação, e a importância do foco narrativo na construção de significados.

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Interpretação de Textos para Concursos

O documento fornece orientações sobre leitura e interpretação de textos, enfatizando a importância de compreender o contexto e a lógica da língua. Destaca a necessidade de uma leitura atenta e múltiplas revisões para captar a essência do texto, além de abordar elementos constitutivos de narrativas e descrições. Também discute a diferença entre denotação e conotação, e a importância do foco narrativo na construção de significados.

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
alternativa mais completa.

Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento


do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
será mais consciente e segura.
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali-
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
necessitar de um bom léxico internalizado.
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um até o fim, ininterruptamente;
confronto entre todas as partes que compõem o texto. 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
umas três vezes ou mais;
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
diante de uma temática qualquer. 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
Denotação e Conotação ensão;
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- respondente;
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, perguntou e o que se pediu;
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. exata ou a mais completa;
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- lógica objetiva;
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
diferenciadas em seus leitores. 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra resposta;
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim definindo o tema e a mensagem;
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
esclareçam o sentido. 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
simos na interpretação do texto.
Como Ler e Entender Bem um Texto
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu de fome.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- do fato (= morte de "ele").
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo Ex.: Ele morreu faminto.
nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para quando morreu.;
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
a memória visual, favorecendo o entendimento. as estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,
de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim
Cunegundes
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.

No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da TEXTO NARRATIVO
época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-  As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for-
tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar
não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica dos fatos.
da fonte e na identificação do autor. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de heroína, personagem principal da história.
resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce-
to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa- O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota-
da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal
adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por contracena em primeiro plano.

Língua Portuguesa 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é
sas, são os figurantes de influência menor, indireta, não decisiva na narra- feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
ção.
O narrador que está a contar a história também é uma personagem, Formas de apresentação da fala das personagens
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. três maneiras de comunicar as falas das personagens.

Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso-  Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não vés do diálogo.
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e Exemplo:
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
perante os acontecimentos. val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
 Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios
travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o
desenlace ou desfecho. os verbos de locução podem ser omitidos.

Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente,  Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens.
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a Exemplo:
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
resses entre as personagens. que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-
nos sombrios por vir”.
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten-
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,  Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos. mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
 Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- Exemplo:
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- hora, sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés
cionados ao principal. no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.
 Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- (José Lins do Rego)
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- TEXTO DESCRITIVO
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são ex- Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
tensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
narrativo.
 Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, unificada.
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa-
to que aconteceu depois. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari-
ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo pouco.
material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu  Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
espírito. transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
 Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o
aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri- que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti-
zado por: vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às  Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon- personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos,
tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen-
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra- to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so-
tiva que é feito em 1a pessoa. cial e econômico .
- visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,  Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o
aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per- observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra- para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. partes mais típicas desse todo.
 Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de  Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos
apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma
Língua Portuguesa 2 A Opção Certa Para a Sua Realização
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visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
típicos. desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e
 Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de
se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro
incêndio, de uma briga, de um naufrágio. deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de
 Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se-
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas.
lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a
predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti-
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos
mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for-
mação textual.
TEXTO DISSERTATIVO
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques- verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
tão, e pressupõe um exame crítico do assunto sobre o qual se vai escrever recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
com clareza, coerência e objetividade.
Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos
com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica-
do o contexto. ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-
são).
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em:
 Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob- unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
jetiva da definição do ponto de vista do autor. propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
 Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias dão tornem esta produção altamente evocativa.
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um
sencadeia a conclusão. texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a
 Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu-
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
e opinião. junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter
na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente autoexplicativo, daí
a obra ou ação que realmente se praticou. vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou uma relação interdiscursiva e intertextual.
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so-
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. As metáforas, metonímias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en-
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa-
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje- zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é
respeito de algo. que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da
oposição, tudo isto em forma de piada.
O TEXTO ARGUMENTATIVO
Baseado em Adilson Citelli Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir
A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte- através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito,
rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou
discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e
ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível,
referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação...
tipo de texto solicitado. Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo”
São Paulo SP, Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário
que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de
um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua TIPOLOGIA TEXTUAL
análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do
conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi- A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles
va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir, verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia
ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os
análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é interlocutores.
soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo
viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo
do ponto de vista de algo/alguém. falamos sozinhos.

Língua Portuguesa 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


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É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos
travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que anos 40."
existem tipos textuais e gêneros textuais.
O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz
ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos
ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa
retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. que não intervém nem como ator nem como testemunha.
É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pon-
nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e tos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que
Dissertação. as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fa-
zem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes.
um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado
assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em
prosa. A Novela
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de
conceituam como gêneros textuais as diversas situações complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá-
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se- converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes.
iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto
do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico.
A Obra Teatral
Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é
extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas,
gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvol-
mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte vendo diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens,
quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes
O Conto
nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído
É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos per- pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos,
feitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilí- mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos
brio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, das personagens.
que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse
Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encon-
conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido.
trar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espon-
Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem tânea das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações
entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e
recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem
Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena persona- para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem
gens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresen- os turnos de palavras.
tação das características destes personagens, assim como para as indica-
As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da repre-
ções de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos.
sentação cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor
Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das e os atores orientam sua interpretação.
personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os
Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão
travessões, para indicar a mudança de interlocutor).
temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta-
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi-
linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua-
apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao dros, que correspondem a mudanças de cenografias.
futuro).
Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação.
Estas notações apresentam com frequência orações unimembres e/ou
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção bimembres de predicado não verbal.
e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predo-
minam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descri- O Poema
ções e nos diálogos.
Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição es-
O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência pacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão
chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu preten- relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com
dente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a histó- uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos miste-
ria familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no riosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para
passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pre-
sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". tende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo
poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua
A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilida- versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo,
de: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apre-
artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo sentar ensinamentos morais (como nas fábulas).
definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou
apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sono-
ro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte

Língua Portuguesa 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização
métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses
compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali- textos.
dade depende desta distribuição. O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre
Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à a posição adotada pela redação.
distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas A Notícia
diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama-
das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou
sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu- pessoas.
em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma
As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que
palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou
contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor-
h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também
incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro- mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo,
xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de
ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações
sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma.
similares.
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos,
pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequen- É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa
te na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três
últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin- partes claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento.
O título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a
cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a
atenção do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal
assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal
acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de- El País, 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze
palavras. A introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser
zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento,
um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes
são considerados dissílabos.
que não aparecem na introdução.
As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas dife-
A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à
rentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à
progressão temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade margem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da
informativa vinculada ao tema central. primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir
o eu ou o nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo,
Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos meca- não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como
nismos de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a nosso país ou minha cidade).
criação de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábu-
Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracida-
los, metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos
de: somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue com-
estilísticos que dão ambiguidade ao poema.
provar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a
certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descar-
tado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte,
TEXTOS JORNALÍSTICOS recorre ao discurso direto, como, por exemplo:
Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu por- O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara
tador (jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função dos Deputados durante a próxima semana.
informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em
que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade, O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal.
condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades
Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações
produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas.
enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das
De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é
informação nacional, informação internacional, informação local, sociedade, frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela
economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
por um patrulheiro.
A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê?
da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor- quem? como? quando? por quê e para quê?.
dado.
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns O Artigo de Opinião
são as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atua-
crônicas, as resenhas de espetáculos. lidade que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é
A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à considerado, ou merece ser, objeto de debate.
medida que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publi- Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesqui-
citários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios sa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a
amplamente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia,
referiremos a eles em outro momento. enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de
Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões
suas seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se
cuidada, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informa- organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
ção linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as expli- ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e
cações do texto. que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na pu- tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar
blicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no
a primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos início do texto.

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A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe
argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas uma garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez
para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as de quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo
seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações, de propostas e de réplicas.
as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade
e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta- TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa
estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ci-
informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os ências em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-
argumentos usados na validade da tese. se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais.

A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas
temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas
respectivos comentários. suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos,
as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresen- sintática canônica (sujeito-verbo-predicado).
tam uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam,
com frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semân-
argumentativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor tica, e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido
da informação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer das palavras.
o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes
artigos, opta-se por orações complexas que incluem proposições causais O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábu-
para as fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, con- los a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é,
cessivas e condicionais. evitam os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem
mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura termo polissêmico nesse contexto.
ideológica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que
circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. A Definição
Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar
estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que
determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci-
do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das
ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração
entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito.
de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir
Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias através de um processo de sinonímia.
mencionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por
texto de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas
aceite ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do
cenas e opiniões como positivas ou negativas. termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence,
A Reportagem "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que
nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal.
É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores
para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma mais qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se
figura-chave para o conhecimento deste tópico. referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou
A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a pu- parte do Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente
blicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a antes de terminar o inverno.
atenção dos leitores. Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La
Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou
A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, reali- introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus
zada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem-
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs-
A Entrevista tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do
Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi-
Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente medi- ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-
ante uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido te antes de terminar o inverno".
com fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade,
uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas As definições contêm, também, informações complementares relacio-
detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve nadas, por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se
somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo
dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com ("do lat. piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas
podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações Essas informações complementares contêm frequentemente
sobre as declarações do entrevistado. abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário:
Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc.
Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessa-
riamente incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias bási-
conversação possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas cas da estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos
destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas quais diferentes informações costumam ser codificadas através de tipogra-
derivados. fias diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologi-
as, etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco median-
te barras paralelas e /ou números.

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Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado
coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira
continuar em exercício; adiar o término de. pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser-
vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo
observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente
A Nota de Enciclopédia entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa,
do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos.
Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama
descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli- A Monografia
tude desta expansão. Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um
A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de determinado tema é recolhida em diferentes fontes.
temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem- Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados
se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu- com base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como
los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos
temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, qualificados ou de especialistas no tema.
população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc.
As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coe-
Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos rente dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem
quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por como indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra- exemplo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os
dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie- aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona-
dades: terrestres e aquáticos. gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos,
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lin- teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que
guagem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que esta valorização fique explícita.
responde às exigências de concisão e de precisão. Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o
As características inerentes aos objetos apresentados aparecem atra- tema a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que,
vés de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas conjugando seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará
pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito as primeiras antecipações sobre a informação que espera encontrar e
juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa formulará as hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o
dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o
qualidades próprias daquilo a que se referem. que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais
estarão listadas nas referências bibliográficas, de acordo com as normas
O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido que regem a apresentação da bibliografia.
predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de
ligação - ser, estar, parecer, etc. O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do
texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de
O Relato de Experimentos construções de discurso direto ou de discurso indireto.
Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modifica-
manipular o ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos ções, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da econo-
que descrevem experimentos. mia dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda
O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, tramitação referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam
mas que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é a palavra de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que
necessário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida -
para concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para consta- declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos
tar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições sinais que distinguem frequentemente o discurso direto.
uma planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por ou-
colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições tro, em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos
de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes subordinadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações,
fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que pronomes pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais
circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. auxiliares, etc.
A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas cate- Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
gorias: uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, nutrem-se do liberalismo’
isto é, ao registro da situação de experimentação; a outra, ao processo
observado. Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu
pensamento nutriam -se do liberalismo'
Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que co-
meçam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi
(dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do
planta crescerá mais rápido. emissor.
Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o au-
mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade. tor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classi-
Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável ficação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte
tempo aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os
possível observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos dados apresentados e o princípio de classificação adotado.
...; de advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipóte-
mesmo momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente se, sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das
essencial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apre- fontes consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência
senta as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma estabelecida entre os fatos e a conclusão.
das etapas do processo.

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Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da
problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos. especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista
de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen-
Os conectores lógicos oracionais e extra oracionais são marcas linguís- to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.),
ticas relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem a outra, desenvolve as instruções.
entre os dados e para avaliar sua coerência.
As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitu-
A Biografia almente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acom-
É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s). panhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos).
Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia. As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres,
Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresen- com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou
tar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens orações unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo
cuja ação foi qualificada como relevante na história. (misturar a farinha com o açúcar).
Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as
que a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem
sua construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conec- acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que
tividade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa-
(Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as
cidade natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados
temporais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote
da novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realida- em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até
de), etc. que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre-
quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo:
A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta- Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste
se nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apre- momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui
sentados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de pode intervir outro membro da equipe.
apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação
simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados TEXTOS EPISTOLARES
pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por es-
importância que a eles atribui. crito com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeça-
Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não - lho. Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de
autorizadas" de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma carac- uma empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos
terística que parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de designados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora).
revelar a personagem através de uma profusa acumulação de aspectos Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de
negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo
altamente reprovados pela opinião pública. das características contidas no texto.
TEXTOS INSTRUCIONAIS Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organiza-
Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais di- ção espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabe-
versas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou lece o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de
animais domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto
Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culi- em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação
nárias até os complexos manuais de instrução para montar o motor de um e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de
avião. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta
receitas e manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido
função apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em
descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendi- relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo
da. formal.
A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencio- A Carta
nais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e ar-
estão amplamente difundidos os modelos de regulamentos de coproprieda- gumentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa,
de; então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste expressiva e apelativa).
tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para
introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto
deveres das partes envolvidas. é, aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um
amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instru- tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o
cionais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido
alimentos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a
uma dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes dimensão expressiva da mensagem.
textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego
frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de aborda- Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor co-
gem e de produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as nhecido, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transpare-
instruções. cer marcas da oralidade: frases inconclusas, nas quais as reticências
habilitam múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las;
As Receitas e as Instruções perguntas que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que
Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de
para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas
fabricar um móvel, consertar um objeto, etc. expressões que refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.

Língua Portuguesa 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enun- Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso. Do
ciativas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que
dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza e
subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o
diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati- adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias. Cada
vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições. novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos sobre o
homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de adequar-
A Solicitação se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos efeitos.
É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e
pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o
possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda não
emprego, uma vaga em uma escola, etc. é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários, aos
Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ce- industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana de
der ou não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da quali-
recorre ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente dade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e banhei-
para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e ro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a rua, com
consideração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com o bairro, com a cidade.
o maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se “Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um
estes textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é,
Antônio Gonzalez, [Link]. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto certamente, melhor do que este em que estamos vivendo.
Politécnico a fim de solicitar-lhe...) Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor Mello)
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-
ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige- 1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a
se a...). qual este deve ser
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o (A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades
primeiro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições humanas e o respeito ao mundo natural.
que reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados (B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativida-
por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos de economicamente viável.
em algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condi- (C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros
ções; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua para todos os indivíduos de uma comunidade.
apelação. (D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a apro-
veitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural.
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram
(E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui-
um amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão
ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos.
tanto de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem
desenvolver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como
2. Considere as seguintes afirmações:
de construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o
I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência do
solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta
fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico.
os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio
II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja
enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido).
formas de desenvolvimento nocivas e predatórias.
A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal ma- III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém
neira que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem fa-
solicitação de bolsas de estudo, etc. zendo dela.
Em relação ao texto está correto APENAS que se afirmar em
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria
(A) I. (B))II.
Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS.
(C) III. (D) I e II. (E) II e III.

3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do


EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS texto em:
(A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que se- conclusão.
gue. (B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica =
No coração do progresso seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem preconcei-
Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que to.
classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à invenção (C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das
do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no novo ações voluntariosas.
emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim acerta a (D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida =
mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e convidar o práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida.
leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre pareceu abrir (E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que
todas as portas para uma vida melhor. está planificado.
4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento
Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema,
pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada.
via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendi-
Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta-
mento, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma
mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na or-
represa monumental era progresso. Cada novo produto químico era um
dem em que surgem, por
progresso. As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscrimina-
(A) houve - garantiria – é
damente a palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco:
(B) haveria - garantiu - teria sido
desde que a Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e
(C) haveria - garantisse – fosse
tornou-se, efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preserva-
(D) haverá - garantisse - e
ção ambiental e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino
(E) havia - garantiu – é
planeta.
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5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na 10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:
frase: (A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a
(A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida.
algumas conotações mágicas. (B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações apa-
(B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu rentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, impor-
sentido real muitos equívocos ideológicos. tantíssima.
(C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega a (C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo
representarem, de fato, qualquer avanço significativo. irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha mágica.
(D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a (D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre-
fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida. sas, costuma trazer também uma série de consequências ambientais
(E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, com que, nem sempre, foram avaliadas.
nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da vida. (E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalistas
segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma per-
6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na manente avaliação.
frase:
(A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24.
atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pelos
mão. protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à livre
(B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula
nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará. perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen-
(C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou em tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso.
ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida.
(D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 milhões
depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos. o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três anos na
(E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido e as
representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar pro- horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por
gresso. protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três
anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São
7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da constru- Carlos.
ção ou da expressividade do texto: A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular
I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien-
tanto atende à concordância com academias. tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a
II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios
exprime um dever imperioso, uma necessidade premente. com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e
III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo, locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia.
anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplorada
no texto. Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria acio-
Está correto APENAS o que se afirmar em nou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a
(A) I. pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à
(B)) II. livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não
(C) III. anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados
(D) I e II. pelos protestos.
(E) II e III. O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as
categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais
8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a
vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas
palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos
essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam
que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos. ser abolidas.
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os
(Folha de [Link], 29.09.07. Adaptado)
elementos sublinhados, na ordem dada, por:
(A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam
(B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na 11. De acordo com o texto, é correto afirmar que
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe (A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo
(D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam dos protestos ocorridos nos últimos anos.
(E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam (B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafamen-
tos já foram pagos pelos manifestantes.
9. Está clara e correta a redação da seguinte frase: (C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e
(A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois que são permitidos pela Carta de 1988.
é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário que (D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos
reflitamos sobre seu verdadeiro sentido. de rua em horários e locais predeterminados.
(B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo, (E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos
devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso das manifestações feitas de forma abusiva.
coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor.
(C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa 12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para
atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua melho- solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao
ria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja. restante da população. A saída estaria principalmente na
(D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer (A) sensatez.
jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para
(B) Carta de 1998.
que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros.
(C) Justiça.
(E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba-
riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco- (D) Companhia de Engenharia de Tráfego.
logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida práti- (E) na adoção de medidas amplas e profundas.
ca.

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13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que 20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil
param as ruas de São Paulo representam um custo para a população e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a locução
da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir conjuntiva no entanto indica uma relação de
(A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (A) causa e efeito. (B) oposição.
(CET). (C) comparação. (D) condição. (E) explicação.
(B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas
em engarrafamentos. 21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a
(C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São palavra arbitrar é um sinônimo de
Carlos. (A) julgar. (B) almejar.
(D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e (C) condenar. (D) corroborar. (E) descriminar.
São Carlos.
22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os
(E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de São
protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos
Paulo.
uma relação de
14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão das (A) tempo. (B) posse.
manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é equi- (C) causa. (D) origem. (E) finalidade.
parada, no texto,
23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, substi-
(A) a R$ 3,3 milhões.
tuindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as regras
(B) ao total de usuários da cidade de São Carlos. de regência verbal, a seguinte frase:
(C) ao total de usuários da cidade de São Paulo. (A) O poder público deveria obedecer para horários e locais.
(D) ao total de combustível economizado. (B) O poder público deveria obedecer a horários e locais.
(E) a uma distância de 231 km. (C) O poder público deveria obedecer horários e locais.
(D) O poder público deveria obedecer com horários e locais.
15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os (E) O poder público deveria obedecer os horários e locais.
protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de
(A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça. 24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou um
(B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir líder de sindicato – obtém-se:
protestos abusivos. (A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria.
(C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para (B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria.
impedir protestos em horários de pico. (C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria.
(D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem- (D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria.
sucedida de desestimular protestos abusivos. (E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato.
(E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em
impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi- Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34.
mentadas. DIPLOMA E MONOPÓLIO
Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medi-
16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de
cina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os
Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau-
enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência
sados em cada manifestação é
(sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o
(A) pertinente. (B) indiferente.
monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como
(C) irrelevante. (D) onerosa. (E) inofensiva.
explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o
exercício profissional?
17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder
sindical Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas
(A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998. ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam
(B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição. postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje,
(C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifestan- nem 20% advogam.
te da responsabilidade pelos danos causados. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é
(D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante.
poderá entrar com recurso. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se
(E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegurados, não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é
um manifestante será punido. mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa
polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução
18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar
conflito, destaca-se nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são tam-
(A) multa a líderes sindicais. bém úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido
(B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC,
Tráfego. não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática
(C) o fim dos protestos em qualquer via pública. monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também
(D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua. se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
(E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani- dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concor-
festações. rência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...)
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –,
substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de
25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as
acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase:
(A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios. frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direi-
(B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios. to e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram
(C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios. resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras.
(D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios. (A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina
(E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios. no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
guiços entre diplomas e carreiras.

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(B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina (C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio-
enguiços entre diplomas e carreiras. nar-lhes.
(C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina (D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en- advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so-
guiços entre diplomas e carreiras. ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel.
(D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina (E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II.
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os en- As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corpora-
guiços entre diplomas e carreiras. ções deviam fiscalizá-la.
(E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medici- 31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem,
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala-
os enguiços entre diplomas e carreiras. das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão.
(A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico.
26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de
(B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista.
acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para
(C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC.
aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam,
(D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa.
e apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sem-
(E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento.
pre ____________.
(A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na 32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma
política e no mundo dos negócios culta.
(B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na (A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os
política e no mundo dos negócios graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão.
(C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na (B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhe-
política e no mundo dos negócios cimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo
(D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de de conhecimento.
destaque na política e no mundo dos negócios (C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB.
(E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na (D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As
política e no mundo dos negócios corporações deviam almejar do interesse da sociedade.
(E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de
27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida
restringir à concorrência.
pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se
uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a 33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e III
dificuldade das provas, ... estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I e III.
(A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpora- I. O advogado é aprovado na OAB.
tivos. II. O advogado raciocina com lógica.
(B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do III. O advogado defende o cliente no tribunal.
ensino básico. (A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e
(C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária. defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
(D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa. (B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá
(E) No curso de direito, lê-se bastante. de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB.
(C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e
28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto
defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
no singular como no plural como em: A maioria dos advogados ocu-
(D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque
pam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB.
(A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional.
(E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na
(B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis-
OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso.
tração em nível de bacharelado.
(C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação. 34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili-
(D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba- dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência
lho com bons profissionais. vem entre vírgulas para, no contexto,
(E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais. (A) garantir a atenção do leitor.
(B) separar o sujeito do predicado.
29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo
(C) intercalar uma reflexão do autor.
verbal entre as orações.
(D) corrigir uma afirmação indevida.
(A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento,
(E) retificar a ordem dos termos.
poderiam defender bem seus clientes.
(B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram
intelectualmente. Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abaixo.
(C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais SOBRE ÉTICA
severa. A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acepções.
(D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o com-
melhor. portamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez, “a
(E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resol- teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da moral,
vem brevemente. relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim,
nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser estu-
30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal dado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a descre-
está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em: ver as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências, ser
(A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência capaz de explicar valorações comportamentais.
promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria filo-
defenderão. sófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo espe-
(B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo culativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na convivên-
fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a cia humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre
profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la. os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos morais.

Língua Portuguesa 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto descri- (C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou Moral,
tível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à situação
agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no comporta- do homem.
mento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento (D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento huma-
do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a no, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do mesmo.
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os valores morais (E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu-
dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral em realização, mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo-
pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especialmente de digni- logia usada.
dade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria
metodologicamente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim, 42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores
objetivamente, de um agir, de um comportamento consequencial, capaz de morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deve-
tornar possível e correta a convivência. (Adaptado do site Doutrina Jus rá ser:
Navigandi) (A) seria dado.
(B) teriam dado.
35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende (C) seriam dados.
da leitura do texto, (D) teriam sido dados.
(A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo. (E) fora dado.
(B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra.
(C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam. Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abaixo.
(D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito.
(E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos. O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, esta-
36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retoma- mos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se
da na seguinte expressão do texto: não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respei-
(A) núcleo especulativo e reflexivo. tá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele
(B) objeto descritível de uma Ciência. não consegue respeitar.
(C) explicação dos fatos morais.
(D) parte da Filosofia. A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
(E) comportamento consequencial. Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respei-
tar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imperfei-
37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida ções nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem
como aquela em que se considera, sobretudo, moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a
(A) o valor desejável da ação humana. adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
(B) o fundamento filosófico da moral. padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de
(C) o rigor do método de análise. um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais ga-
(D) a lucidez de quem investiga o fato moral. nham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regra-
(E) o rigoroso legado da jurisprudência. das por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos
homens exemplares, mas por moralizadores que tentam remir suas pró-
38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos prias falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa- outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos pagam
ção pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo Calligaris,
(A) filosófica. (B) descritiva. Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
(C) prescritiva. (D) contestatária. (E) tradicionalista.
43. Atente para as afirmações abaixo.
39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli- I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se
nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên- preocupa com os padrões morais de conduta.
teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso: II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o ho-
(A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão) mem moral acaba por impô-lo à conduta alheia.
(B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate) III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os
(C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa- padrões de conduta que ele cobra dos outros.
ção. (provisório) Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em
(D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda) (A) I. (B) II.
(E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessi- (C) III. (D) I e II. (E) II e III.
vo)
44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu
40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase: um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator
(A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três determinante para que
acepções de Ética. (A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos
(B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com padrões morais para avaliar sua conduta.
muita frequência, associada aos valores morais. (B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem
(C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixariam moral e o homem moralizador.
de ter a dignidade humana como balizamento. (C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte-
(D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor rizar um homem moralizador.
de que se impregna a conduta dos indivíduos. (D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de um
(E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân- homem moral e o de um moralizador.
cias, atentar para a observância dos valores éticos. (E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas atitu-
des tomadas pelo homem moral.
41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário
sobre o texto: 45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplifi-
(A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma car uma sociedade na qual
apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito. (A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos.
(B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada um (B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos.
em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo.
Língua Portuguesa 13 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral 50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um
comum. segmento do texto em:
(D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra moral. (A) serviu de chamariz amado.
(E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis. (B) alguma suspeita sardinha
(C) teimoso aproveitamento
46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes, (D) o princípio mesmo do comércio
o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em: (E) Agem para salvaguardar
(A) significativos desdobramentos dela.
(B) determinados antecedentes dela. 51. Atente para as afirmações abaixo.
(C) reconhecidos fatores que a causam. I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um
(D) consequentes aspectos que a relativizam. cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no
(E) valores comuns que ela propicia. primeiro parágrafo.
II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o
47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na autor não compactua com a justificativa dos feirantes.
frase: III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera-
(A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera, já ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de
não podia ser considerado um hipócrita. seres humanos.
(B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores Em relação ao texto, é correto o que se afirmar APENAS em
morais que eles imporão aos outros. (A) I. (B) II.
(C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas servis- (C) III. (D) I e II. (E) II e III.
se de controle dos demais cidadãos.
(D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri- 52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons-
zava-se um ato típico do moralizador. trução do texto: no contexto do
(E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões (A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a
morais que eles próprios não respeitam. expressão verbal querem pagar.
(B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben-
48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na tender a existência de “fregueses” que não compram nada.
frase: (C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada
(A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não cos- com o sentido de de toda maneira.
tuma acusar em si mesmo. (D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada
(B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral com o sentido de a fim de resguardar.
ele não costuma impingir na dos outros. (E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente ao
(C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos de mesmo não sendo.
em que ele acusa seus semelhantes.
(D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não 53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para
abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas. preencher de modo correto a lacuna da frase:
(E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de cujo (A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) de
ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é capaz. as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas.
(B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a provi-
Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo. dência que fará esquecer que ali funcionou uma feira.
FIM DE FEIRA (C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as
sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam humano.
a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou (D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da
mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas cheias coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto.
de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está (E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro
pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de ou-
metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os fregueses compra- tros.
dores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da barraca de
pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, 54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
ou uma ponta de cação obviamente desprezada. (A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carên-
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o cia dos mais pobres.
que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora. (B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu- coleta de um fim de feira.
gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para (C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado
salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio. nessa narrativa.
Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso. (D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor
E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assis- em distinguir os diferentes caracteres humanos.
tentes sociais, alegam. (E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humil-
de coleta de que trata a crônica.
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os fun-
cionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é
RESPOSTAS
liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente cheiro de
peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada por tão 1. A 11. C 21. A 31. E 41. B 51. D
diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito) 2. B 12. A 22. E 32. B 42. A 52. E
3. E 13. B 23. B 33. A 43. C 53. D
49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos 4. C 14. E 24. A 34. C 44. D 54. A
refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto 5. A 15. D 25. E 35. E 45. B
(A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes. 6. E 16. A 26. D 36. B 46. A
(B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes. 7. B 17. C 27. A 37. A 47. E
(C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta. 8. A 18. D 28. C 38. C 48. D
(D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos. 9. D 19. E 29. B 39. D 49. B
(E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes. 10. B 20. B 30. D 40. E 50. C

Língua Portuguesa 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ORTOGRAFIA. ALFABETO. VOGAL, SEMIVOGAL E b) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc.
CONSOANTES, LETRAS MAIÚSCULAS E MINÚS- c) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de
CULAS. ENCONTRO VOCÁLICO. ENCONTRO CON- árvore que produz o látex).
SONANTAL. DÍGRAFOS. SÍLABA: NÚMERO DE SÍ-
d) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-
LABAS, SÍLABA TÔNICA E SUA CLASSIFICAÇÃO. chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa-
das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja,
As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua. radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar:
Eis algumas observações úteis: en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço).
DISTINÇÃO ENTRE J E G
1. Escrevem-se com J: 2. Escrevem-se com CH:
a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste, a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre-
canjerê, pajé, etc. buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije- bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-
cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. la, piche, pichar, tchau.
c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se
d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. distingue pelo contraste entre o x e o ch.

e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais


mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. Exemplos:
2. Escrevem-se com G: • brocha (pequeno prego)
a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem,
• broxa (pincel para caiação de paredes)
ferrugem, etc.
• chá (planta para preparo de bebida)
b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO:
estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc. • xá (título do antigo soberano do Irã)
c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. • chalé (casa campestre de estilo suíço)
• xale (cobertura para os ombros)
DISTINÇÃO ENTRE S E Z
1. Escrevem-se com S: • chácara (propriedade rural)
a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. • xácara (narrativa popular em versos)
b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios • cheque (ordem de pagamento)
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu-
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa, • xeque (jogada do xadrez)
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc.
• cocho (vasilha para alimentar animais)
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. • coxo (capenga, imperfeito)
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for
erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege- DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C
se análise, trombose, etc. Observe o quadro das correlações:
e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, Correlações Exemplos
causa. t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter
f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina - detenção; reter - retenção
em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc. rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer-
rt - rs são;
g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten- pel - puls inverter - inversão; divertir - diversão
der: pretensão; repreender: repreensão, etc. corr - curs impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
sent - sens correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão
2. Escrevem-se em Z. ced - cess sentir - senso, sensível, consenso
a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter-
mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização, gred - gress cessão.
organizado; realizar: realização, realizado, etc. exceder - excessivo (exceto exceção)
b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados prim - press agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão -
de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. progresso - progressivo
tir - ssão
c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro, imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres-
são.
chapeuzinho, cãozito, etc.
admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
(re)percutir - (re)percussão

DISTINÇÃO ENTRE X E CH:


PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES
1. Escrevem-se com X
a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote, ONDE-AONDE
feixe, etc. Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi-
vale sempre a PARA ONDE.

Língua Portuguesa 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
AONDE você vai? 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
AONDE nos leva com tal rapidez? sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
ga-se ONDE O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
ONDE estão os livros?
Não sei ONDE te encontrar. 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
MAU - MAL do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
MAU é adjetivo (seu antônimo é bom).
Escolheu um MAU momento.
4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República,
Era um MAU aluno.
etc.
MAL pode ser: 5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação,
a) advérbio de modo (antônimo de bem). Estado, Pátria, União, República, etc.
Ele se comportou MAL.
Seu argumento está MAL estruturado 6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
b) conjunção temporal (equivale a assim que). órgãos públicos, etc.:
MAL chegou, saiu Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco
c) substantivo: do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
O MAL não tem remédio,
Ela foi atacada por um MAL incurável. 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e
científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os
CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
CESSÃO significa o ato de ceder. Manhã, Manchete, etc.
Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais.
A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os 8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
torcedores. Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.

SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião: 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do
Assistimos a uma SESSÃO de cinema. Oriente, o falar do Norte.
Reuniram-se em SESSÃO extraordinária. Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.

SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão: 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o
Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes. Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos.
Escrevem-se com letra inicial minúscula:
HÁ / A 1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
Na indicação de tempo, emprega-se: nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval,
HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz): ingleses, ave-maria, um havana, etc.
HÁ dois meses que ele não aparece.
Ele chegou da Europa HÁ um ano. 2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando
A para indicar tempo futuro: empregados em sentido geral:
Daqui A dois meses ele aparecerá. São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria.
Ela voltará daqui A um ano. 3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio
Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.
FORMAS VARIANTES
Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer 4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos. "Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis)
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso,
aluguel ou aluguer hem? ou hein?
mirra." (Manuel Bandeira)
alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia
amídala ou amígdala infarto ou enfarte
assobiar ou assoviar laje ou lajem NOÇÕES BÁSICAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA
assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula
azaléa ou azaleia nenê ou nenen ORTOGRAFIA OFICIAL
Por Paula Perin dos Santos
bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu
O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
bílis ou bile quatorze ou catorze Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros:
carroçaria ou carroceria taramela ou tramela 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
debulhar ou desbulhar ou relampar ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo
porcentagem ou percentagem Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
fleugma ou fleuma falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve
sua implementação.
EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
Escrevem-se com letra inicial maiúscula: que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
1) a primeira palavra de período ou citação. as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de
letra maiúscula. Leis ou Acordos.

Língua Portuguesa 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de- Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui tes (semivogal+vogal):
uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.
ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na
melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra. 3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante temo, público, pároco, proparoxítona.
a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
Alfabeto
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo
 Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
palavras importadas do idioma inglês, como: IMPORTANTE
km – quilômetro, Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
kg – quilograma se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos
Trema de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai 5. Trema
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso, Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai
o “ü” lê-se “i”) permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)

QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA 6. Acento Diferencial


1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou O acento diferencial permanece nas palavras:
não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou pôde (passado), pode (presente)
“LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos pôr (verbo), por (preposição)
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”
Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
Ex. verbo está no singular ou plural:
Chá Mês nós
SINGULAR PLURAL
Gás Sapé cipó
Ele tem Eles têm
Dará Café avós
Ele vem Eles vêm
Pará Vocês compôs
vatapá pontapés só
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como:
Aliás português robô conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
dá-lo vê-lo avó
recuperá-los Conhecê-los pô-los
guardá-la Fé compô-los EMPREGO DE LETRAS E DIVISÃO SILÁBICA.
réis (moeda) Véu dói
Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
méis céu mói
GU.
pastéis Chapéus anzóis 1- chave: cha-ve
ninguém parabéns Jerusalém aquele: a-que-le
palha: pa-lha
Resumindo: manhã: ma-nhã
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que guizo: gui-zo
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí-
lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam
palavras. a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em: reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar
flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma
 L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.
globo: glo-bo fraco: fra-co
 N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do
 R – câncer, caráter, néctar, repórter. atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so
 X – tórax, látex, ônix, fênix. prato: pra-to
 PS – fórceps, Quéops, bíceps.
 Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs. Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.
3- correr: cor-rer desçam: des-çam
 ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
passar: pas-sar exceto: ex-ce-to
 I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis. fascinar: fas-ci-nar
 ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
 UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns. Não se separam as letras que representam um ditongo.
 US – ânus, bônus, vírus, Vênus. 4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro
cárie: cá-rie

Língua Portuguesa 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Separam-se as letras que representam um hiato. sílabas são distinguidas pela maneira como são entonadas. Em português,
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el o conceito de “tom” existe quando se diferencia uma pergunta de uma
rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o afirmação (ex.: “o açúcar é branco.”; “o açúcar é branco?”) ou em uma frase
exclamativa: “(ex.: “como o açúcar é branco!”).
Não se separam as letras que representam um tritongo. Nota 2: Em nenhuma palavra de até três sílabas existem vogais subtô-
6- Paraguai: Pa-ra-guai nicas em português. E em algumas preposições, artigos, pronomes e
saguão: sa-guão conjunções com uma ou duas sílabas (ex.: por, em, para, um, o, pelo), não
existem vogais tônicas.
Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
que a antecede. Quanto ao timbre
7- torna: tor-na núpcias: núp-cias - Vogais abertas: São as vogais articuladas ao se abrir o máximo
técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter a boca. Por exemplo: nas palavras “amora” e “café”, todas as vogais são
absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz abertas.
- Vogais fechadas: São as vogais articuladas ao se abrir o mínimo
Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba
a boca. Por exemplo: nas palavras “êxodo” e “fôlego”, todas as vogais são
que a segue
fechadas.
8- pneumático: pneu-má-ti-co
gnomo: gno-mo Alguns gramáticos da língua portuguesa ainda classificam as vogais “e”
psicologia: psi-co-lo-gia e “o” na categoria de vogais reduzidas quando são átonas no fim de uma
palavra, que em geral são pronunciadas como “i” e “u”. Por exemplo, nas
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente, palavras “análise” e “camelo”.
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em Quanto ao modo de articulação
sílabas separadas.
- Vogais orais: São as vogais pronunciadas completamente atra-
9- sublingual: sub-lin-gual vés da cavidade oral. Em português, existem sete vogais orais, a saber: “a”,
sublinhar: sub-li-nhar “ê”, “é”, “i”, “ô”, “ó” e “u”.
sublocar: sub-lo-car - Vogais nasais: São as vogais pronunciadas em que uma parte
do ar usado para a pronúncia escapa pela cavidade nasal. Em português,
Preste atenção nas seguintes palavras: existem seis vogais nasais. Nas palavras: “maçã”, “armazém”, “capim”,
trei-no so-cie-da-de “garçom”, “compra” e “fundo”, os grafemas assinalados em negrito repre-
gai-o-la ba-lei-a sentam vogais nasais. Também são nasais os ditongos “ão”, “ãe”, “õe”,
“âim” (como em “câimbra”) e o ditongo “ui” da palavra “muito”.
des-mai-a-do im-bui-a
ra-diou-vin-te ca-o-lho
te-a-tro co-e-lho Quanto ao ponto de articulação
du-e-lo ví-a-mos - Vogais anteriores: São as vogais pronunciadas com a parte tra-
a-mné-sia gno-mo seira da língua curvada para baixo. Em português, são anteriores as vogais
“a”, “â”, “o”, “ó” e “u”.
co-lhei-ta quei-jo
- Vogais posteriores: São as vogais pronunciadas com a parte tra-
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co
seira da língua curvada para cima. Em português, são posteriores as vogais
dig-no e-nig-ma “e”, “é” e “i”.
e-clip-se Is-ra-el Nota 1: Alguns gramáticos da língua portuguesa consideram as vogais
mag-nó-lia “a” e “â” como vogais médias ou vogais centrais, porque nessas vogais, em
português, não há curvatura da língua.
Nota 2: Em alguns idiomas como o alemão, para cada vogal anterior
Morfologia - Estrutura e formação de palavras. existe uma posterior correspondente. As vogais posteriores derivadas de
Em linguística, um fonema é a menor unidade sonora (fonética) de uma vogais anteriores são representadas pelo trema (ä, ö, u).
língua que estabelece contraste de significado para diferenciar palavras.
Por exemplo, a diferença entre as palavras prato e trato, quando faladas,
SEMIVOGAIS
está apenas no primeiro fonema: P na primeira e T na segunda.
As semivogais são fonemas que não ocupam a posição de núcleo da
sílaba, devendo, portanto, associam-se a uma vogal para formarem uma
Classificação dos Fonemas
sílaba. Em português, somente os fonemas representados pelas letras “i” e
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes. “u” em ditongos e tritongos são considerados semivogais. Um ditongo é
sempre formado por uma vogal mais uma semivogal. Quando a semivogal
VOGAIS vem antes da vogal, o ditongo é dito “crescente” (como em “jaguar”). Quan-
Vogal é o fonema produzido pelo ar que, expelido dos pulmões, faz vi- do a semivogal vem depois, o ditongo é dito “decrescente” (como em “de-
brar as cordas vocais e não encontra nenhum obstáculo na sua passagem mais”). Nos ditongos “ui” e “iu”, uma das letras é sempre considerada vogal
pelo aparelho fonador. Classificam-se em: e a outra é semivogal. No caso dos tritongos, todos eles são formados por
uma vogal intercalada entre duas semivogais.
Quanto à intensidade
- Vogal tônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico principal
da palavra. CONSOANTES
- Vogal subtônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico se- Consoantes são fonemas assilábicos que se produzem após ultrapas-
cundário da palavra. sar um obstáculo que se opõe à corrente de ar no aparelho fonador. Estes
obstáculos incluem os lábios, os dentes, a língua, o palato, o véu palatino e
- Vogal átona: é uma vogal onde não existe qualquer acento prosódi-
a úvula. Classificam-se da seguinte maneira:
co.
Exemplo: Na palavra automaticamente, o primeiro “e” é a vogal tônica,
o segundo “a” é a vogal subtônica, e as demais vogais são átonas. Quanto ao papel das cordas vocais
Nota 1: Em alguns idiomas como o chinês não existe o conceito de in- - Consoantes surdas: São as consoantes pronunciadas sem que as
tensidade da vogal. Em seu lugar, existe o conceito de tom, em que as cordas vocais sejam postas em vibração. São surdas as seguintes conso-
antes em português: f, k, p, s, t, ch.

Língua Portuguesa 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


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- Consoantes sonoras: São as consoantes pronunciadas com a vibra- dade, que não convém inserir nas noções elementares de que estamos
ção das cordas vocais. São sonoras as seguintes consoantes em portu- tratando. A Letra é a representação gráfica, isto é, uma representação
guês: b, d, g, j, l, lh, m, n, nh, r, v, z. escrita de um determinado som.

Quanto ao modo de articulação LETRAS FONEMAS EXEMPLOS


- Consoantes oclusivas: São as consoantes pronunciadas fechando-se A Ã (AM, AN) - A ANTA DO CAMPO - ÁRVORE
totalmente o aparelho fonador, sem dar espaço para o ar sair. São oclusi-
B BÊ BOI BRAVO - BALEIA
vas as seguintes consoantes: p, t, k, b, d, g.
- Consoantes fricativas: São as consoantes pronunciadas através de C SÊ - KÊ CERVO – COBRA
uma corrente de ar que se fricciona em um obstáculo. São fricativas as D DÊ DROMEDÁRIO - DINOSSAURO
seguintes consoantes em português: f, j, s, ch, v, z.
E Ê – EM, EN - E ELEFANTE – ENTE – ÉGUA
- Consoantes laterais: São as consoantes pronunciadas ao fazer pas-
sar a corrente de ar nos dois cantos da boca ao lado da língua. Em portu- F FÊ FOCA - FLAMINGO
guês, são laterais apenas as consoantes “l” e “lh”. G JÊ - GUÊ GIRAFA – GATO
- Consoantes vibrantes: São as consoantes pronunciadas através da
vibração de algum elemento do aparelho fonador, em geral a língua ou o H Ø HIPOPÓTAMO - HOMEM
véu palatino. Em português, são vibrantes apenas as duas variedades do I IM - I ÍNDIO - IGREJA
“r”, como em “carro” e em “caro”.
J JÊ JIBÓIA - JACARÉ
- Consoantes nasais: São as consoantes em que o ar sai pelas fossas
nasais, em vez da boca. Em português, são nasais as consoantes “m”, “n” e L LÊ - U LEÃO - SOL
“nh”. M MÊ – (~) MACACO – CAMBUÍ
Quanto ao ponto de articulação
N NÊ – (~) NATUREZA – PONTE
- Consoantes bilabiais: São as consoantes pronunciadas com o
contato dos dois lábios. Em português, são bilabiais as consoantes: p, b, m. O Õ (OM, ON) – O – Ô ONÇA – AVÓ – AVÔ
- Consoantes dentais: São as consoantes pronunciadas com a P PÊ PORCO - PATO
língua entre os dentes. Não existem consoantes dentais em português. Em
Q KÊ QUERO-QUERO - QUEIJO
outros idiomas, pode ser citado como exemplo o “th” do inglês.
- Consoantes alveolares: São as consoantes pronunciadas com o R RRÊ – RÊ RATO BURRO – ARARA
contato da língua nos alvéolos dos dentes. Em português, são alveolares as S SÊ – ZÊ – Ø SAPO – CASA – NASCER
consoantes: t, d, n, s, z, l e o “r” fraco.
T TÊ TATU - TUBARÃO
- Consoantes labiodentais: São as consoantes pronunciadas com
o contato dos lábios na arcada superior dos dentes. Em português, são U U – UM, UN URUBU – ATUM
labiodentais as consoantes “f” e “v”. V U – UM, UN VACA - VEADO
- Consoantes palatais: São as consoantes pronunciadas com o XARÉU – EXEMPLO – MÁXIMO
contato da língua com o palato. Em português, são palatais as seguintes X XÊ – ZÊ – SÊ – Ø - KSÊ – EXCETO - TÁXI
consoantes: j, ch, lh e nh.
Z ZÊ ZEBRA - ZORRO
- Consoantes retroflexivas: São as consoantes pronunciadas com
a língua curvada. Em português, somente em alguns dialetos do Brasil têm
uma consoante retroflexiva, o chamado “r” caipira. Tradicionalmente, costuma-se classificar os fonemas em vogais, semi-
vogais e consoantes, com algumas divergências entre os autores.
- Consoantes velares: São as consoantes pronunciadas com a
parte traseira da língua no véu palatino. Em português, são velares as
consoantes: k, g e rr (na maioria dos dialetos). VOGAIS
- Consoantes uvulares: São as consoantes pronunciadas através aeiou
da vibração da úvula. Em português, somente o dialeto fluminense tem uma As vogais são sons musicais produzidos pela vibração das cordas vo-
consoante uvular; no caso, o “r” forte. Também é considerado uvular o “h” cais. São chamados fonemas silábicos, pois constituem o fonema central
aspirado de idiomas como o inglês. de toda sílaba.
- Consoantes glotais: São as consoantes pronunciadas através da
vibração da glote. Não há consoantes glotais em português e em pratica- AS VOGAIS SÃO CLASSIFICADAS CONFORME:
mente nenhum dos idiomas ocidentais. Exemplos de idiomas com consoan- Função Das Cavidades Bucal E Nasal
tes glotais são o hebraico e o árabe. Orais - a, e, i, o, u
Nota: No Brasil, é perceptível a diferença de pronúncia da palavra tia Nasais - ã, ê, î, õ, û.
entre pessoas do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo. De
modo geral, para os primeiros, a letra “t” é um fonema palatal (pronunciado
mais ou menos como “txia”, enquanto para os segundos representa um Zona De Articulação
fonema alveolar. Ainda que — assim como em prato e trato — os sons Média - a
correspondentes à letra t de tia sejam diferentes (isto é, letras iguais e sons
Anteriores - e, i
diferentes), o fonema é um só, visto que, na língua, não se estabelece
distinção de significado ao pronunciar-se /tia/ ou /txia/. Posteriores - o, u
Fonética Timbre
Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo- Abertas - á, é, ó
nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os Fechadas - ê, ô
quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. Por exemplo, em ‘pato’ e Reduzidas - fale, hino.
‘bato’ é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre si as duas
palavras. Tal som recebe a denominação de Fonema. Pelo visto, pode-se Intensidade
dizer que cada letra do nosso alfabeto representa um fonema, mas fica a Tônicas - saci, óvulo, peru
advertência de que num estudo mais profundo a teoria mostra outra reali- Átonas - moço, uva, vida.

Língua Portuguesa 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Semivogais - I U TONICIDADE
Só há duas semivogais: I e U, quando se incorporam à vogal numa Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que
mesma sílaba da palavra, formando-se um ditongo ou tritongo. Por exem- se pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. Por exem-
plo: cai-ça-ra, te-sou-ro, Pa-ra-guai. plo, em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá, pá.
Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras
Características Das Semivogais: em:
Ficam sempre ao lado de outra vogal na mesma sílaba da palavra. Oxítonas
São átonas. Quando a tônica é a última sílaba. (sabor, dominó)

Paroxítonas
CONSOANTES
Quando a tônica é a penúltima. (quadro, mártir)
As consoantes são fonemas que soam com alguma vogal. Portanto,
são fonemas assilábicos, isto é, sozinhos não formam sílaba.
Proparoxítonas
BCDFGHJLMNPQRSTVXZ
Quando a tônica é a antepenúltima. (úmido, cálice)
Obs: A maioria das palavras de nossa língua é paroxítona.
ENCONTROS VOCÁLICOS
À sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de MONOSSÍLABOS
encontro vocálico. Por exemplo, cooperativa.
Átonos
São os de pronúncia branda, os que têm a vogal fraca, inacentuada.
TRÊS SÃO OS ENCONTROS VOCÁLICOS: DITONGO Também são chamados clíticos. Incluem-se na lista dos monossílabos
É a reunião de uma vogal junto a uma semivogal, ou a reunião de uma átonos, os artigos, as preposições, as conjunções, os pronomes pessoais
semivogal junto a uma vogal em uma só sílaba. Por exemplo, rei-na-do. oblíquos, as combinações pronominais e o pronome relativo ‘que’. Por
exemplo, a, de, nem, lhe, no, me, se.
OS DITONGOS CLASSIFICAM-SE EM:
Crescentes Tônicos
A semivogal antecede a vogal. Ex: quadro. São os de pronúncia forte, independentemente de sinal gráfico sobre a
sílaba. Por exemplo, pé, gás, foz, dor.
Decrescentes
A vogal antecede a semivogal. Ex: rei. Rizotônicas
Observações: São as palavras cujo acento tônico incide no radical. Por exemplo, des-
Sendo aberta a vogal do ditongo, diz-se que ele é oral aberto. Ex: céu. crevo, descreves, descreve.
Sendo fechada, diz-se que é oral fechado. Ex: ouro.
Sendo nasal, diz-se que é nasal. Ex: pão. Arrizotônicas
Após a vogal, as letras E e O, que se reduzem, respectivamente, a I e São as palavras cujo acento tônico fica fora do radical. Por exemplo,
U, têm valor de semivogal. Ex: mãe; anão. descreverei, descreverás, descreverá.
Obs: As denominações rizotônico e arrizotônico dizem respeito especi-
TRITONGO almente às formas verbais.
É o encontro, na mesma sílaba, de uma vogal tônica ladeada de duas
semivogais. Ex: sa-guão; U-ru-guai. ENCONTROS CONSONANTAIS
Pelos exemplos dados, conclui-se que os tritongos podem ser nasais O agrupamento de duas ou mais consoantes numa mesma palavra de-
ou orais. nomina-se encontro consonantal. Os encontros consonantais podem ser:

Conjuntos ou inseparáveis, terminados em L ou R. Por exemplo, ple-


HIATO beu e crô-ni-ca. Exceto: sub-li-nhar.
É o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em Disjuntos ou separáveis por vogal não representada na escrita, mas
duas diferentes emissões de voz. Por exemplo, mi-ú-do, bo-a-to, hi-a-to. que é percebida, na pronúncia, entre as duas consoantes. Por exemplo, rit-
O hiato forma um encontro vocálico disjunto, isto é, na separação da mo, ad-mi-rar, ob-je-ti-vo.
palavra em sílabas, cada vogal fica em uma sílaba diferente.
DÍGRAFOS
SÍLABA São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados composta para um som simples. Há os seguintes dígrafos:
numa só emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classi- Os terminados em H, representados pelos grupos ch, lh, nh. Por exem-
fica-se em: plo, chave, malha, ninho.
Monossílabo Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e ss.
Possui uma só sílaba. (fé, sol) Por exemplo, carro, pássaro.
Dissílabo Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs. Por exemplo, guerra, quilo, nascer,
Possui duas sílabas. (casa, pombo) cresça, exceto.
Trissílabo As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer-
rando a sílaba por em uma palavra. Por exemplo, pomba, campo, onde,
Possui três sílabas. (cidade, atleta) canto, manto.
Polissílabo Não há como confundir encontro consonantal com dígrafo por uma ra-
Possui mais de três sílabas. (escolaridade, reservatório). zão muito simples: os dígrafos são consoantes que se combinam, mas não
formam um encontro consonantal por constituírem um só fonema.

Língua Portuguesa 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ESTRUTURA DE PALAVRAS grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcaloide, al-
coômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e
As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários latino / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);
elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das  Onomatopeia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun-
palavras. zum, miau);
Exs.:
 Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua
cinzeiro = cinza + eiro
compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)
endoidecer = en + doido + ecer
predizer = pre + dizer  Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se-
quência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de
Os principais elementos móficos são: siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)
RADICAL  Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala-
É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra. vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos
Exs.: amarelecer = amarelo + ecer
enterrar = en + terra + ar
pronome = pro + nome
PREFIXO CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS
É o elemento mórfico que vem antes do radical. – FLEXÕES DE GÊNERO, NÚMERO E GRAU. VERBOS –
Exs.: anti - herói in - feliz REGULARES E AUXILIARES (SER, TER, HAVER E ESTAR)
– CONJUGAÇÃO EM TODOS OS MODOS E TEMPOS SIM-
SUFIXO PLES E FORMAS NOMINAIS. ARTIGOS (ARTIGOS DEFINI-
É o elemento mórfico que vem depois do radical. DOS: O, A, OS, AS; ARTIGOS INDEFINIDOS: UM, UMA,
Exs.: med - onho cear – ense
UNS, UMAS). GÊNERO: MASCULINO E FEMININO.
FRASES AFIRMATIVAS E NEGATIVAS
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
SUBSTANTIVOS
As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a
língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá-
bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no-
mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. me aos seres em geral.
Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala- São, portanto, substantivos.
vras encontramos a seguinte divisão: a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra,
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado.
 palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor) b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba-
 palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha) lho, corrida, tristeza beleza altura.
 palavras simples - só possuem um radical (couve, flor) CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
 palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie:
aguardente) rio, cidade, pais, menino, aluno
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci- b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento.
mento dos seguintes processos de formação:
Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi- cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair.
cais. São dois tipos de composição.
c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro-
 justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol,
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-
sexta-feira);
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con-
 aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta,
elementos (pernalta, de perna + alta). fada, bruxa, saci.
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só
Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o
existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo,
acréscimo de afixos. São cinco tipos de derivação.
pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão,
 prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil); portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
 sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente); trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza.
Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje-
 parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo tivos
e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável trabalhar - trabalho
pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva; correr - corrida
 regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se alto - altura
substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / belo - beleza
de ajudar);
 imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua
("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio
portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal.
a comum).
b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa:
florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro.
Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio,
processos para formação de palavras, como: tempo, sol.
 Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de-
por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo, colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol.

Língua Portuguesa 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
COLETIVOS FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e
de seres da mesma espécie. grau.
Veja alguns coletivos que merecem destaque: Gênero
alavão - de ovelhas leiteiras Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini-
alcateia - de lobos no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta.
álbum - de fotografias, de selos
antologia - de trechos literários escolhidos Podemos classificar os substantivos em:
armada - de navios de guerra a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma
armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) para o masculino, outra para o feminino:
arquipélago - de ilhas aluno/aluna homem/mulher
assembleia - de parlamentares, de membros de associações menino /menina carneiro/ovelha
atilho - de espigas de milho
atlas - de cartas geográficas, de mapas Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas
banca - de examinadores pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo:
bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios padrinho/madrinha bode/cabra
bando - de aves, de pessoal em geral cavaleiro/amazona pai/mãe
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única
cáfila - de camelos forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se
cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves em:
cancioneiro - de poemas, de canções 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam
caravana - de viajantes animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca.
cardume - de peixes Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve-
clero - de sacerdotes mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê-
colmeia - de abelhas mea
concílio - de bispos 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti-
congregação - de professores, de religiosos go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a
congresso - de parlamentares, de cientistas estudante, este dentista.
conselho - de ministros 3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam
consistório - de cardeais sob a presidência do papa pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar-
constelação - de estrelas tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn-
corja - de vadios juge, a pessoa, a criatura.
elenco - de artistas Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim:
enxame - de abelhas uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
enxoval - de roupas
esquadra - de navios de guerra Alguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
São masculinos São femininos
esquadrilha - de aviões
falange - de soldados, de anjos o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
farândola - de maltrapilhos o teorema o ágape a análise a usucapião
fato - de cabras o trema o caudal a cal a bacanal
fauna - de animais de uma região o edema o champanha a cataplasma a líbido
feixe - de lenha, de raios luminosos o eclipse o alvará a dinamite a sentinela
o lança-perfume o formicida a comichão a hélice
flora - de vegetais de uma região o fibroma o guaraná a aguardente
frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus o estratagema o plasma
girândola - de fogos de artifício o proclama o clã
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros
junta - de bois, médicos, de examinadores Mudança de Gênero com mudança de sentido
júri - de jurados Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
legião - de anjos, de soldados, de demônios Veja alguns exemplos:
malta - de desordeiros o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo)
o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal)
manada - de bois, de elefantes o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora)
matilha - de cães de caça o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão)
ninhada - de pintos o lotação (veículo) a lotação (capacidade)
nuvem - de gafanhotos, de fumaça o lente (o professor) a lente (vidro de aumento)
panapaná - de borboletas
pelotão - de soldados Plural dos Nomes Simples
penca - de bananas, de chaves 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
pinacoteca - de pinturas casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
plantel - de animais de raça, de atletas 2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
quadrilha - de ladrões, de bandidos a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
ramalhete - de flores corações; grandalhão, grandalhões.
réstia - de alhos, de cebolas b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
récua - de animais de carga guardiães.
romanceiro - de poesias populares c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
resma - de papel cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.
revoada - de pássaros Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
súcia - de pessoas desonestas de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charla-
vara - de porcos tães; ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.
vocabulário - de palavras 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,
armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.

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4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí- dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou
fens (ou hífenes). salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate.
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones.
5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani- Adjetivos Compostos
mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis. Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona.
Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules. Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino-
6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil, americanos; cívico-militar, cívico-militares.
fósseis; réptil, répteis. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar- segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos
ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis. amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-
pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni- dos-mudos > surdas-mudas.
cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses; 3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho.
burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases.
São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os Graus do substantivo
substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix, Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais
os ônix. podem ser: sintéticos ou analíticos.
8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-
tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri- Analítico
mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi- Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
tos. nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande.
Substantivos só usados no plural Sintético
afazeres anais Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
arredores belas-artes
cãs condolências Diminutivo/aumentativo
confins exéquias
férias fezes
núpcias óculos Principais sufixos aumentativos
olheiras pêsames AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO,
viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes) ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
Plural dos Nomes Compostos ça.
1. Somente o último elemento varia: Principais Sufixos Diminutivos
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara- ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim,
mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo,
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo homúncula, apícula, velhusco.
ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- Observações:
comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- • Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela- rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc.
melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc.
2. Somente o primeiro elemento é flexionado: • É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe-
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; tivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
rabo, burros-sem-rabo; mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz,
b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc.
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-
correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-
banana-maçã, bananas-maçã. zinho, pequenito.
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu-
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
diferentes para designar o sexo:
3. Ambos os elementos são flexionados: bode - cabra genro - nora
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- burro - besta padre - madre
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- carneiro - ovelha padrasto - madrasta
compromissos. cão - cadela padrinho - madrinha
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- cavalheiro - dama pai - mãe
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, compadre - comadre veado - cerva
caras-pálidas. frade - freira zangão - abelha
frei – soror etc.
São invariáveis:
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi-
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; ADJETIVOS
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem- FLEXÃO DOS ADJETIVOS
desocupa-o-copo; Gênero
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
perde-ganha, os perde-ganha. a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda- lher simples; aluno feliz - aluna feliz.

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b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou- - Superlativo relativo
tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a
alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa outros seres:
Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se- Este rio é o mais poluído de todos.
melhante a dos substantivos. Este rio é o menos poluído de todos.
Número Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico:
a) Adjetivo simples - Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade -
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os muito trabalhador, excessivamente frágil, etc.
substantivos simples:
pessoa honesta pessoas honestas
- Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti-
regra fácil regras fáceis
quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc.
homem feliz homens felizes

Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in- Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara-
variáveis: tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais:
blusa vinho blusas vinho NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO
camisa rosa camisas rosa ABSOLUTO
RELATIVO
b) Adjetivos compostos bom melhor ótimo
Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele- melhor
mento varia, tanto em gênero quanto em número: mau pior péssimo
acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos pior
causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas grande maior máximo
acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros maior
lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas pequeno menor mínimo
camisa verde-clara camisas verde-claras menor
sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros

Observações: Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:


1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: acre - acérrimo ágil - agílimo
camisa verde-abacate camisas verde-abacate agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo
sapato marrom-café sapatos marrom-café amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo
áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo
blusa azul-marinho blusas azul-marinho benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo
camisa azul-celeste camisas azul-celeste célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo
cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo
3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
variam:
fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo
menino surdo-mudo meninos surdos-mudos
menina surda-muda meninas surdas-mudas
frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo
íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo
Graus do Adjetivo livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
pressas em dois graus: manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo
- o comparativo negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo
- o superlativo pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo)
possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
Comparativo próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma público - publicíssimo pudico - pudicíssimo
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual, sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo: salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo
- Comparativo de igualdade: simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. velho - vetérrimo visível - visibilíssimo
voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo
- Comparativo de superioridade:
Adjetivos Gentílicos e Pátrios
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro.
Argélia – argelino Bagdá - bagdali
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico.
Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano
Bóston - bostoniano Braga - bracarense
- Comparativo de inferioridade: Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. bucarestense Campos - campista
Cairo - cairota Caracas - caraquenho
Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- Canaã - cananeu Ceilão - cingalês
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: Catalunha - catalão Chipre - cipriota
- Superlativo absoluto Chicago - chicaguense Córdova - cordovês
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: Coimbra - coimbrão, conim- Creta - cretense
Esta cidade é poluidíssima. bricense Cuiabá - cuiabano
Esta cidade é muito poluída. Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho

Língua Portuguesa 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense, PRONOMES PESSOAIS
Egito - egípcio capixaba Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis-
Equador - equatoriano Évora - eborense curso:
Filipinas - filipino Finlândia - finlandês 1ª pessoa: quem fala, o emissor.
Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano Eu sai (eu)
Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense Nós saímos (nós)
Gabão - gabonês Galiza - galego Convidaram-me (me)
Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino Convidaram-nos (nós)
Goiânia - goianense Granada - granadino 2ª pessoa: com quem se fala, o receptor.
Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco Tu saíste (tu)
Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano Vós saístes (vós)
Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho Convidaram-te (te)
Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense Convidaram-vos (vós)
Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente.
João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense Ele saiu (ele)
La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho Eles sairam (eles)
Macapá - macapaense Macau - macaense Convidei-o (o)
Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe Convidei-os (os)
Madri - madrileno Manaus - manauense
Marajó - marajoara Minho - minhoto Os pronomes pessoais são os seguintes:
Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
Montevidéu - montevideano Natal - natalense singular 1ª eu me, mim, comigo
Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano 2ª tu te, ti, contigo
3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe
Pequim - pequinês Pisa - pisano
plural 1ª nós nós, conosco
Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro 2ª vós vós, convosco
Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense 3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes
Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar
São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano PRONOMES DE TRATAMENTO
Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-
Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância
Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
Veneza - veneziano Vitória - vitoriense você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.

Veja, a seguir, alguns desses pronomes:


PRONOME ABREV. EMPREGO
Locuções Adjetivas Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs- Vossa Eminência V .Ema cardeais
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem Vossa Excelência [Link] altas autoridades em geral Vossa
ser substituídas por um adjetivo correspondente. Magnificência V. Mag a reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral
Vossa Santidade V.S. papas
Vossa Senhoria [Link] funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores
PRONOMES São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
cês.
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre- EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso. 1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS,
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito.
substantivo. Considera-se errado seu emprego como complemento:
• Ele chegou. (ele) Convidaram ELE para a festa (errado)
• Convidei-o. (o) Receberam NÓS com atenção (errado)
EU cheguei atrasado (certo)
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex- ELE compareceu à festa (certo)
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
• Esta casa é antiga. (esta)
pronomes retos:
• Meu livro é antigo. (meu) Convidei ELE (errado)
Chamaram NÓS (errado)
Classificação dos Pronomes Convidei-o. (certo)
Há, em Português, seis espécies de pronomes: Chamaram-NOS. (certo)
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas
de tratamento: 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
reto seu emprego como complemento:
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo;
Informaram a ELE os reais motivos.
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; Emprestaram a NÓS os livros.
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá- Eles gostam muito de NÓS.
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou-
trem, nada, cada, algo. 4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in- errado seu emprego como complemento:
terrogativas. Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado)
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo)
Língua Portuguesa 25 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
MIM e TI: sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
Ninguém irá sem EU. (errado) finitivo:
Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado) Deixei-o sair.
Ninguém irá sem MIM. (certo) Vi-o chegar.
Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo) Sofia deixou-se estar à janela.

Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam vendo as orações reduzidas de infinitivo:
como sujeito de um verbo no infinitivo. Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
A mim, ninguém me engana.
Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri- A ti tocou-te a máquina mercante.
gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de
sujeito. Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas-
mo vicioso e sim ênfase.
5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo,
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em exercendo função sintática de adjunto adnominal:
que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Querida, gosto muito de SI. (errado) Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
Preciso muito falar CONSIGO. (errado)
Querida, gosto muito de você. (certo) 12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar
Preciso muito falar com você. (certo) uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-
déstia:
Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os
Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes.
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos:
Vós sois minha salvação, meu Deus!
Ele feriu-se
Cada um faça por si mesmo a redação
13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
O professor trouxe as provas consigo
nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando
6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados falamos dessa pessoa:
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios.
14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE,
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com- VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª
binações possíveis são as seguintes: pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como
me+o=mo me + os = mos pronomes de terceira pessoa:
te+o=to te + os = tos Você trouxe seus documentos?
lhe+o=lho lhe + os = lhos Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
nos + o = no-lo nos + os = no-los
vos + o = vo-lo vos + os = vo-los COLOCAÇÃO DE PRONOMES
lhes + o = lho lhes + os = lhos Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A,
NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições:
A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos 1. Antes do verbo - próclise
a, as. Eu te observo há dias.
me+a=ma me + as = mas
te+a=ta te + as = tas 2. Depois do verbo - ênclise
Observo-te há dias.
- Você pagou o livro ao livreiro? 3. No interior do verbo - mesóclise
- Sim, paguei-LHO. Observar-te-ei sempre.
Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que
representa o livreiro) com O (que representa o livro).
Ênclise
8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos direto ou indireto.
O pai esperava-o na estação agitada.
indiretos:
O menino convidou-a. (V.T.D ) Expliquei-lhe o motivo das férias.
O filho obedece-lhe. (V.T. l ) Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
1. Quando o verbo iniciar a oração:
Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
Voltei-me em seguida para o céu límpido.
aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as
2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
verbos transitivos diretos:
Eu lhe vi ontem. (errado) 3. Com o imperativo afirmativo:
Nunca o obedeci. (errado) Companheiros, escutai-me.
4. Com o infinitivo impessoal:
Eu o vi ontem. (certo)
Nunca lhe obedeci. (certo) A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
destino na mesa.

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5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM: 1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS.
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo. 2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS.
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética. 3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
franco. Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de
você).
Próclise
Na linguagem culta, a próclise é recomendada: Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui-
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos, dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s).
interrogativos e conjunções. Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Tudo me parecia que ia ser comida de avião. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles.
Quem lhe ensinou esses modos? Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio.
Quem os ouvia, não os amou.
Que lhes importa a eles a recompensa? Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro-
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância.
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo): Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as
Papai do céu o abençoe. suas mãos).
A terra lhes seja leve. Não me respeitava a adolescência.
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM: A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face.
Em se animando, começa a contagiar-nos. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos.
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse. Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir:
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja 1. Cálculo aproximado, estimativa:
pausa entre eles. Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra. O nosso homem não se deu por vencido.
Chama-se Falcão o meu homem
Mesóclise 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum
Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente Eu cá tenho minhas dúvidas
e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam Cornélio teve suas horas amargas
precedidos de palavras que reclamem a próclise. 4. Afetividade, cortesia
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. Como vai, meu menino?
Dir-se-ia vir do oco da terra. Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo
Mas: No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren-
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. tes de família.
Jamais se diria vir do oco da terra. É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?
Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível: Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida-
Lembrarei-me (!?) de.
Diria-se (!?) Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando
não sabia o que dizer.
O Pronome Átono nas Locuções Verbais
1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou PRONOMES DEMONSTRATIVOS
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
Podemos contar-lhe o ocorrido. coisa designada em relação à pessoa gramatical.
Podemos-lhe contar o ocorrido.
Não lhes podemos contar o ocorrido. Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto
O menino foi-se descontraindo. de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está
O menino foi descontraindo-se. longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o
O menino não se foi descontraindo. livro está longe de ambas as pessoas.
2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico
ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. Os pronomes demonstrativos são estes:
"Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des- ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa
cartes ." ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa
Tenho-me levantado cedo. AQUELE (e variações), próprio (e variações)
Não me tenho levantado cedo. MESMO (e variações), próprio (e variações)
SEMELHANTE (e variação), tal (e variação)
O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta. Emprego dos Demonstrativos
Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da 1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se:
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua- a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que
gem escrita. fala).
Este documento que tenho nas mãos não é meu.
PRONOMES POSSESSIVOS Isto que carregamos pesa 5 kg.
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente:
indo-lhes a posse de alguma coisa. Este coração não pode me trair.
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o Esta alma não traz pecados.
livro pertence a 1ª pessoa (eu) Tudo se fez por este país..
Eis as formas dos pronomes possessivos: c) Para indicar o momento em que falamos:
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. Neste instante estou tranquilo.
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. Deste minuto em diante vou modificar-me.
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS.

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d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do 7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
momento em que falamos: ISSO ou AQUELE (e variações).
Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro.
Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem.
Um dia destes estive em Porto Alegre. O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres.
e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames.
qual se inclui o momento em que falamos: A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os
Nesta semana não choveu. homens superiores.
Neste mês a inflação foi maior.
Este ano será bom para nós. 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante:
Este século terminará breve. A menina ia cair, nisto, o pai a segurou
f) Para indicar aquilo de que estamos tratando:
Este assunto já foi discutido ontem. 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE,
Tudo isto que estou dizendo já é velho. ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO.
g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Tal era a situação do país.
Só posso lhe dizer isto: nada somos. Não disse tal.
Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. Tal não pôde comparecer.

2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha
quem se fala): QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como
Esse documento que tens na mão é teu? Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL
Isso que carregas pesa 5 kg. ou OUTRO TAL:
b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente: Suas manias eram tais quais as minhas.
Esse teu coração me traiu. A mãe era tal quais as filhas.
Essa alma traz inúmeros pecados. Os filhos são tais qual o pai.
Quantos vivem nesse pais? Tal pai, tal filho.
c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese- É pronome substantivo em frases como:
jamos distância: Não encontrarei tal (= tal coisa).
O povo já não confia nesses políticos. Não creio em tal (= tal coisa)
Não quero mais pensar nisso.
d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: PRONOMES RELATIVOS
Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. Veja este exemplo:
O que você quer dizer com isso? Armando comprou a casa QUE lhe convinha.
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que
falamos: A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo
Um dia desses estive em Porto Alegre. casa é um pronome relativo.
Comi naquele restaurante dia desses.
f) Para indicar aquilo que já mencionamos: PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re-
Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.
Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan- A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
te. No exemplo dado, o antecedente é casa.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: Outros exemplos de pronomes relativos:
a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos.
3ª. O lugar onde paramos era deserto.
Aquele documento que lá está é teu? Traga tudo quanto lhe pertence.
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. Leve tantos ingressos quantos quiser.
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso?
Naquele instante estava preocupado. Eis o quadro dos pronomes relativos:
Daquele instante em diante modifiquei-me. VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele
século, para exprimir que o tempo já decorreu. Masculino Feminino
o qual a qual quem
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, os quais as quais
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou cujo cujos cuja cujas que
variações) para a primeira: quanto quanta quantas onde
Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso quantos
e aquela tranquila.
Observações:
5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE, 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente,
pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL.
Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose? O médico de quem falo é meu conterrâneo.
Com um frio destes não se pode sair de casa. 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem
Nunca vi uma coisa daquelas. sempre um substantivo sem artigo.
Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar?
6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos
reforçativo: de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas.
Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos. Tenho tudo quanto quero.
Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas. Leve tantos quantos precisar.
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou.

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4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz.
EM QUE. 1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural:
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural).
PRONOMES INDEFINIDOS 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais:
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de 1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser
modo vago, impreciso, indeterminado. a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço.
1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO, b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme-
SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO cemos.
Exemplos: 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser
Algo o incomoda? a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces.
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis.
Não faças a outrem o que não queres que te façam. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser
Quem avisa amigo é. a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela
Encontrei quem me pode ajudar. adormece.
Ele gosta de quem o elogia. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles
adormecem.
2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA 3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante
CERTAS. em relação ao fato que comunica. Há três modos em português.
Cada povo tem seus costumes. a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
Certas pessoas exercem várias profissões. A cachorra Baleia corria na frente.
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
Talvez a cachorra Baleia corra na frente.
PRONOMES INTERROGATIVOS c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de pedido
modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. Corra na frente, Baleia.
Exemplos: 4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
Que há? em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
Que dia é hoje? a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Reagir contra quê? Fecho os olhos, agito a cabeça.
Por que motivo não veio? b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
Quem foi? em que se fala:
Qual será? Fechei os olhos, agitei a cabeça.
Quantos vêm? c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
Quantas irmãs tens? Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
VERBO presente.

CONCEITO Veja o esquema dos tempos simples em português:


“As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando- Presente (falo)
as no tempo. INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re- Imperfeito (falava)
ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e Mais- que-perfeito (falara)
gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas. Futuro do presente (falarei)
Assim fiz. Morreram.” do pretérito (falaria)
(Clarice Lispector) Presente (fale)
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir: Futuro (falar)
a) Estado:
Não sou alegre nem sou triste. Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
Sou poeta. se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema
b) Mudança de estado: dos tempos simples.
Meu avô foi buscar ouro. Infinitivo impessoal (falar)
Mas o ouro virou terra. Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
c) Fenômeno: FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
Chove. O céu dorme. Particípio (falado)
VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
estado e fenômeno, situando-se no tempo.
a) agente do fato expresso.
FLEXÕES O carroceiro disse um palavrão.
O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- (sujeito agente)
xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em O verbo está na voz ativa.
si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: b) paciente do fato expresso:
• a ação de cantar. Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
• a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). (sujeito paciente)
• o número gramatical (plural). O verbo está na voz passiva.
• o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito). c) agente e paciente do fato expresso:
• o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no O carroceiro machucou-se.
passado (indicativo). (sujeito agente e paciente)
• que o sujeito pratica a ação (voz ativa). O verbo está na voz reflexiva.

Língua Portuguesa 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


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6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de 5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical. seguido de infinitivo):
Falo - Estudam. Em pontos de ciência não há transigir.
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está Não há contê-lo, então, no ímpeto.
fora do radical. Não havia descrer na sinceridade de ambos.
Falamos - Estudarei. Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
E não houve convencê-lo do contrário.
7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto - Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
cantei - cantarei – cantava - cantasse. há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou De há muito que esta árvore não dá frutos.
nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse. De há muito não o vejo.
c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa,
como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe- O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o pessoa do singular:
mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma- Vai haver eleições em outubro.
tado - morto - enxugado - enxuto. Começou a haver reclamações.
e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju- Não pode haver umas sem as outras.
gação. Parecia haver mais curiosos do que interessados.
verbo ser: sou - fui Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
verbo ir: vou - ia
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO construída de três modos:
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou Hajam vista os livros desse autor.
explícito. Quase todos os verbos são pessoais. Haja vista os livros desse autor.
O Nino apareceu na porta. Haja vista aos livros desse autor.
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci- CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais: Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar, sentido da frase.
etc. Exemplo:
Garoava na madrugada roxa. Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa)
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva)
Houve um espetáculo ontem.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa
Há alunos na sala.
passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser-
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos
vando o mesmo tempo.
claros.
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico. Outros exemplos:
Fazia dois anos que eu estava casado. Os calores intensos provocam as chuvas.
Faz muito frio nesta região? As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei.
O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) Ele será acompanhado por mim.
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na Todos te louvariam.
3ª pessoa do singular - quando significa: Serias louvado por todos.
1) EXISTIR Prejudicaram-me.
Há pessoas que nos querem bem. Fui prejudicado.
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá. Condenar-te-iam.
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios. Serias condenado.
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores.
EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS
2) ACONTECER, SUCEDER a) Presente
Houve casos difíceis na minha profissão de médico. Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
Não haja desavenças entre vós. - um fato que ocorre no momento em que se fala.
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos. Eles estudam silenciosamente.
Eles estão estudando silenciosamente.
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado: - uma ação habitual.
Há meses que não o vejo. Corra todas as manhãs.
Haverá nove dias que ele nos visitou. - uma verdade universal (ou tida como tal):
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava. O homem é mortal.
O fato aconteceu há cerca de oito meses. A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa.
Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no - fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar
pretérito imperfeito, e não no presente: maior realce à narrativa.
Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada. Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis".
Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos. É o chamado presente histórico ou narrativo.
Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo. - fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos:
Havia (e não HÁ) muito tempo que a polícia o procurava. Amanhã vou à escola.
Qualquer dia eu te telefono.
4) REALIZAR-SE b) Pretérito Imperfeito
Houve festas e jogos. Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar:
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos. - um fato passado contínuo, habitual, permanente:
Todas as noites havia ensaios das escolas de samba. Ele andava à toa.

Língua Portuguesa 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Nós vendíamos sempre fiado. AGUAR
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
por exemplo, no início das fábulas, lendas, histórias infantis. Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
Era uma vez...
- um fato presente em relação a outro fato passado. MAGOAR
Eu lia quando ele chegou. Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
c) Pretérito Perfeito ram
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
ocorrido, concluído. Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
Estudei a noite inteira. APIEDAR-SE
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
momento presente. vos, apiadam-se
Tenho estudado todas as noites. Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
vos, apiedem-se
d) Pretérito mais-que-perfeito Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): MOSCAR
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou. Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
e) Futuro do Presente quem
Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato
futuro em relação ao momento em que se fala. RESFOLEGAR
Irei à escola. Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
resfolgam
f) Futuro do Pretérito Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: resfolguem
- um fato futuro, em relação a outro fato passado. Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece
- Eu jogaria se não tivesse chovido.
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto. NOMEAR
- Seria realmente agradável ter de sair? Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
nomeavam
vezes, ironia.
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-
- Daria para fazer silêncio?! ram
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
Modo Subjuntivo Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
a) Presente Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
- um fato presente, mas duvidoso, incerto. COPIAR
Talvez eles estudem... não sei. Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
- um desejo, uma vontade: Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá-
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
reis, copiaram
b) Pretérito Imperfeito Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem
hipótese, uma condição.
Se eu estudasse, a história seria outra. ODIAR
Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo. Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
e) Pretérito Perfeito Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam
Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram
um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis,
odiaram
características do modo subjuntivo).
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
Que tenha estudado bastante é o que espero. Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito
do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato CABER
passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo: Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
lamente. Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos,
e) Futuro coubéreis, couberam
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu- Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam
Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis,
ído em relação a outro fato futuro.
coubessem
Quando eu voltar, saberei o que fazer. Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
VERBOS IRREGULARES imperativo negativo
DAR
Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão CRER
Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam
Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Conjugam-se como crer, ler e descrer
Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
DIZER
MOBILIAR Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem disseram

Língua Portuguesa 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam requeiram
Presente do subjuntivo
diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, requerêsseis, requeressem,
dissesse Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem requerem
Particípio dito Gerúndio requerendo
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer Particípio requerido
O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram REAVER
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Presente do indicativo reavemos, reaveis
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam ram
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam reouveram
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou-
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem vésseis, reouvessem
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
reouverem
PERDER O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen-
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem ta a letra v
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam SABER
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
PODER Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam soubéreis, souberam
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, pude- Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
ram soubessem
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
pudessem VALER
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Gerúndio podendo Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
Particípio podido
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no TRAZER
imperativo negativo Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
PROVER Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, proveem Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram
Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram trouxéreis, trouxeram
Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê- Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
reis, proveram Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam
Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove- Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
riam Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam trouxessem
Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
rem
Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem
provessem Gerúndio trazendo
Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Particípio trazido
Gerúndio provendo
Particípio provido VER
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem
QUERER Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram
Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram
Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês
Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé- Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam
reis, quiseram Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem
Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis, Particípio visto
quisessem
Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem ABOLIR
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam
REQUERER Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram
Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis,
Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste, aboliram
requereram Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão
Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos, Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam
requerereis, requereram Presente do subjuntivo não há
Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis, Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis,
requererão abolissem
Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere- Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
ríeis, requereriam Imperativo afirmativo abole, aboli
Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram Imperativo negativo não há

Língua Portuguesa 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
Infinitivo impessoal abolir Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
Gerúndio abolindo
Particípio abolido REMIR
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
AGREDIR
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem RIR
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
COBRIR Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Particípio coberto Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
FALIR Gerúndio rindo
Presente do indicativo falimos, falis Particípio rido
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Conjuga-se como rir: sorrir
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram VIR
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Presente do subjuntivo não há Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Imperativo afirmativo fali (vós) Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Imperativo negativo não há Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Gerúndio falindo Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Particípio falido Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
FERIR Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Gerúndio vindo
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Particípio vindo
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir

MENTIR SUMIR
Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir

FUGIR
Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam ADVÉRBIO
Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam

IR
Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-
Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão vérbio, exprimindo uma circunstância.
Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Os advérbios dividem-se em:
Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram 1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures,
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan-
Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão te, através, defronte, aonde, etc.
Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão 2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre,
Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve,
Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc.
Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem 3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior,
Gerúndio indo melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc.
Particípio ido 4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema-
OUVIR
siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem,
Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem mal, quase, apenas, etc.
Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam 5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc.
Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Particípio ouvido
6) NEGAÇÃO: não.
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto,
PEDIR provavelmente, etc.
Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Há Muitas Locuções Adverbiais
Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam 1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra-
Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc.
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite,
POLIR às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de
Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
repente, de vez em quando, de longe em longe, etc.

Língua Portuguesa 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom XVI 16 dezesseis décimo dezesseis
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- sexto avos
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis- XVII 17 dezessete décimo dezessete
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc. sétimo avos
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. oitavo
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, avos
etc. XX 20 vinte vigésimo vinte avos
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
XL 40 quarenta quadragé- quarenta
simo avos
Advérbios Interrogativos
L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? simo avos
LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
Palavras Denotativas avos
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, mo
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. XC 90 noventa nonagésimo noventa
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. avos
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. C 100 cem centésimo centésimo
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc.
tos tésimo tésimo
Você lá sabe o que está dizendo, homem... D 500 quinhen- quingenté- quingenté-
Mas que olhos lindos! tos simo simo
Veja só que maravilha! DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
mo mo
NUMERAL DCC 700 setecen- septingenté- septingenté-
tos simo simo
DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté-
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. simo simo
O numeral classifica-se em: CM 900 novecen- nongentési- nongentési-
- cardinal - quando indica quantidade. tos mo mo
- ordinal - quando indica ordem. M 1000 mil milésimo milésimo
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
- fracionário - quando indica fracionamento. Emprego do Numeral
Exemplos: Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc.
Silvia comprou dois livros. empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
Antônio marcou o primeiro gol. João Paulo II (segundo) ano lll (ano terceiro)
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço. Luis X (décimo) ano I (primeiro)
O galinheiro ocupava um quarto da quintal. Pio lX (nono) século lV (quarto)

QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS De 11 em diante, empregam-se os cardinais:


Leão Xlll (treze) ano Xl (onze)
Algarismos Numerais
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte)
nos cos tivos
I 1 um primeiro simples - Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
II 2 dois segundo duplo meio XX Salão do Automóvel (vigésimo)
dobro VI Festival da Canção (sexto)
III 3 três terceiro tríplice terço lV Bienal do Livro (quarta)
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto XVI capítulo da telenovela (décimo sexto)
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo emprego do ordinal.
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo Hoje é primeiro de setembro
IX 9 nove nono nônuplo nono
X 10 dez décimo décuplo décimo Não é aconselhável iniciar período com algarismos
XI 11 onze décimo onze avos
primeiro 16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia
XII 12 doze décimo doze avos
segundo A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi-
nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois
XIII 13 treze décimo treze avos
(= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse
terceiro
caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um,
XIV 14 quatorze décimo quatorze
página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a
quarto avos
folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o
XV 15 quinze décimo quinze avos numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas.
quinto

Língua Portuguesa 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ARTIGO O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
Não aprovo nem permitirei essas coisas.
Os livros não só instruem mas também divertem.
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número. as flores.
Dividem-se em
• definidos: O, A, OS, AS 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). sar disso, em todo caso.
Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
geral. Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
terminado). O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
CONJUNÇÃO Hoje não atendo, em todo caso, entre.

Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
Conjunções Coordenativas Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. Ou você estuda ou arruma um emprego.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
entanto, etc. Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequên- (Luís de Camões)
cia.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
Conjunções Subordinativas As árvores balançam, logo está ventando.
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por-
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. que, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem
que, etc. causar incêndios.
6) INTEGRANTES: que, se, etc. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa-
de forma que, de modo que, etc. tivo:
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam.
mais, etc.
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc. "Quis dizer mais alguma coisa a não pôde."
(Jorge Amado)

VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES Conjunções subordinativas


As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à
Examinemos estes exemplos: outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que
1º) Tristeza e alegria não moram juntas. traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou
2º) Os livros ensinam e divertem. hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo).
3º) Saímos de casa quando amanhecia. Abrangem as seguintes classes:
1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já
No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração:
que, uma vez que, desde que.
é uma conjunção.
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa:
No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão li- efeito).
gando orações: são também conjunções. Como estivesse de luto, não nos recebeu.
Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da Desde que é impossível, não insistirei.
mesma oração.
No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma de- 2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão
penda da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto)
isso, a conjunção E é coordenativa. quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma (= como).
à outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjun- Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento.
ção QUANDO é subordinativa. O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa.
As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinati- "Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias."
vas. (Paulo Mendes Campos)

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS "Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa."


As conjunções coordenativas podem ser: (Antônio Olavo Pereira)
1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
também, mas ainda, senão também, como também, bem como.

Língua Portuguesa 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
"E pia tal a qual a caça procurada." Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
(Amadeu de Queirós) "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
cânti)
"Por que ficou me olhando assim feito boba?"
(Carlos Drummond de Andrade) 10) Integrantes: que, se.
Sabemos que a vida é breve.
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Veja se falta alguma coisa.
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero.
Os governantes realizam menos do que prometem. Observação:
Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por porém, não consigna esta espécie de conjunção.
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que
(= embora não). Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer.
Beba, nem que seja um pouco. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. to. Assim, a conjunção que pode ser:
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas 1) Aditiva (= e):
afirmações. Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. A nós que não a eles, compete fazê-lo.
2) Explicativa (= pois, porque):
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que Apressemo-nos, que chove.
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que. 3) Integrante:
Ficaremos sentidos, se você não vier. Diga-lhe que não irei.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. 4) Consecutiva:
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos Não vão a uma festa que não voltem cansados.
que os mosquitos se opusessem." Onde estavas, que não te vi?
(Ferreira de Castro) 5) Comparativa (= do que, como):
A luz é mais veloz que o som.
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não Ficou vermelho que nem brasa.
são como (ou conforme) dizem. 6) Concessiva (= embora, ainda que):
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
(Machado de Assis) Beba, um pouco que seja.
7) Temporal (= depois que, logo que):
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de 8) Final (= pare que):
forma que, de maneira que, sem que, que (não). Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. 9) Causal (= porque, visto que):
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos. "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. Coaraci)
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam.
Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe-
7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). disse. (sem que = embora não)
Afastou-se depressa para que não o víssemos. 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse. (sem que = se não,caso não)
Fiz-lhe sinal que se calasse. 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
(sem que = que não)
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados. PREPOSIÇÃO

Observação: Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter-
São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o
que e na medida em que. A forma correta é à medida que: segundo, um subordinado ou consequente.
"À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." Exemplos:
(Maria José de Queirós) Chegaram a Porto Alegre.
Discorda de você.
9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre Fui até a esquina.
que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, Casa de Paulo.
etc.
Venha quando você quiser. Preposições Essenciais e Acidentais
Não fale enquanto come. As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA,
Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra. DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e
Desde que o mundo existe, sempre houve guerras. ATRÁS.

Língua Portuguesa 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo
tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, do sujeito.
conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, Nosso colega está doente.
segundo, senão, tirante, visto, etc. Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
PERMANECER, etc.
Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
INTERJEIÇÃO comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Nosso colega está doente.
A moça permaneceu sentada.
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
ser: transitivo.
- alegria: ahl oh! oba! eh! O avião sobrevoou a praia.
- animação: coragem! avante! eia! Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
- admiração: puxa! ih! oh! nossa! O sabiá voou alto.
- aplauso: bravo! viva! bis! Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- desejo: tomara! oxalá! • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- dor: aí! ui! de proposição.
- silêncio: psiu! silêncio! Minha equipe venceu a partida.
- suspensão: alto! basta! • Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo auxílio de preposição.
valor de uma interjeição. Ele precisa de um esparadrapo.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
complemento com auxilio de preposição.
Damos uma simples colaboração a vocês.
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO: 3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
SUJEITO E PREDICADO. intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
predicativo do sujeito.
Os rapazes voltaram vitoriosos.
FRASE • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
O tempo está nublado. Ele morreu rico.
Socorro! • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
Que calor! ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
direto ou indireto.
ORAÇÃO Elegemos o nosso candidato vereador.
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
A fanfarra desfilou na avenida. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
As festas juninas estão chegando. Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
PERÍODO compreensão do enunciado.
Período é a frase estruturada em oração ou orações. 1. OBJETO DIRETO
O período pode ser: Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.
Fui à livraria ontem.
• composto - quando constituído por mais de uma oração.
Fui à livraria ontem e comprei um livro. 2. OBJETO INDIRETO
Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
transitivo indireto.
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO As crianças precisam de CARINHO.
São dois os termos essenciais da oração:
3. COMPLEMENTO NOMINAL
SUJEITO Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
O sujeito pode ser: Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
- simples: quando tem um só núcleo O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
núcleo: rosas) (advérbio).
- composto: quando tem mais de um núcleo
O burro e o cavalo saíram em disparada. 4. AGENTE DA PASSIVA
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo) Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na
- oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal voz passiva.
Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) A mãe é amada PELO FILHO.
- indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO.
Come-se bem naquele restaurante. Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO.
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito
Choveu ontem. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
Há plantas venenosas. TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo
PREDICADO
alguma circunstância.
Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
São termos acessórios da oração:
O predicado classifica-se em:

Língua Portuguesa 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1. ADJUNTO ADNOMINAL 2. ADVERSATIVA:
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
substantivos. Pode ser expresso: (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
• pelos adjetivos: água fresca, A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
• pelos artigos: o mundo, as ruas O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
• pelos numerais: três garotos; sexto ano
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos 3. ALTERNATIVAS:
Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
2. ADJUNTO ADVERBIAL (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, Mudou o natal OU MUDEI EU?
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
Cheguei cedo. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
José reside em São Paulo. (C. Meireles)

4. CONCLUSIVAS:
3. APOSTO Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
desenvolve ou resume outro termo da oração. etc).
Dr. João, cirurgião-dentista, Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
5. EXPLICATIVAS:
4. VOCATIVO Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
interpelar alguém ou alguma coisa. Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Tem compaixão de nós, ó Cristo. Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
Professor, o sinal tocou.
Rapazes, a prova é na próxima semana. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
ANÁLISE SINTÁTICA: COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta. CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
Fui ao cinema.
O pássaro voou. ORAÇÃO PRINCIPAL
Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
PERÍODO COMPOSTO por um conectivo.
No período composto há mais de uma oração. ELES DISSERAM que voltarão logo.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens ELE AFIRMOU que não virá.
folgam.) PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)

Período composto por coordenação ORAÇÃO SUBORDINADA


Apresenta orações independentes. Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
nem sempre é a primeira do período.
Período composto por subordinação Quando ele voltar, eu saio de férias.
Apresenta orações dependentes. Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
(É bom) (que você estude.) Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
Período composto por coordenação e subordinação
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
período é também conhecido como misto. Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.) de um substantivo.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas
ORAÇÃO COORDENADA substantivas classificam-se em:
Oração coordenada é aquela que é independente. 1) SUBJETIVA (sujeito)
As orações coordenadas podem ser: Convém que você estude mais.
- Sindética: Importa que saibas isso bem. .
Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
coordenativa.
Viajo amanhã, mas volto logo. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
- Assindética: Desejo QUE VENHAM TODOS.
Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou Pergunto QUEM ESTÁ AI.
ponto e vírgula.
Chegou, olhou, partiu. 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto)
A oração coordenada sindética pode ser: Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS.
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE.
1. ADITIVA: Daremos o prêmio A QUEM O MERECER.
Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
também: 4) COMPLETIVA NOMINAL
Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Complemento nominal.
Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. Ser grato A QUEM TE ENSINA.
A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. Sou favorável A QUE O PRENDAM.

Língua Portuguesa 38 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5) PREDICATIVA (predicativo) 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
Não sou QUEM VOCÊ PENSA.
9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
6) APOSITIVAS (servem de aposto) oração principal:
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
7) AGENTE DA PASSIVA
10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR)
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de ORAÇÕES REDUZIDAS
um adjetivo. Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
gerúndio, infinitivo e particípio.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: Exemplos:
1) EXPLICATIVAS: • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
informação. conseguirás.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. ATENTOS.
• AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
2) RESTRITIVAS: entristeceu-se.
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo • É interesse ESTUDARES MAIS = É interessante QUE ESTUDES
indispensáveis ao sentido da frase: MAIS.
Pedra QUE ROLA não cria limo. • SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. me.
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS SINAIS DE PONTUAÇÃO: PONTO FINAL, DOIS


Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de PONTOS, PONTO DE INTERROGAÇÃO E PONTO
um advérbio.
DE EXCLAMAÇÃO.
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em:
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão:
pausas da linguagem oral.
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE.
O tambor soa PORQUE É OCO. PONTO
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla-
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos
comparação. comuns ele é chamado de simples.
O som é menos veloz QUE A LUZ.
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite:
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. PONTO DE INTERROGAÇÃO
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. É usado para indicar pergunta direta.
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. Onde está seu irmão?
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
A mim ?! Que ideia!
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese:
SE O CONHECESSES, não o condenarias.
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? PONTO DE EXCLAMAÇÃO
É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
com outro: Ó jovens! Lutemos!
Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. VÍRGULA
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado: sa na fala. Emprega-se a vírgula:
• Nas datas e nos endereços:
A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Largo do Paissandu, 128.
Tenho medo disso QUE ME PÉLO!
• No vocativo e no aposto:
7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto: Meninos, prestem atenção!
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Termópilas, o meu amigo, é escritor.
Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
• Nos termos independentes entre si:
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
Língua Portuguesa 39 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam
caso é usado o duplo emprego da vírgula: uma cadeia de frase:
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa- • A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
droeira. • A ponte Rio – Niterói.
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
• Após alguns adjuntos adverbiais:
No dia seguinte, viajamos para o litoral. ASPAS
São usadas para:
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
da vírgula: • Indicar citações textuais de outra autoria.
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor. "A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles)

• Após a primeira parte de um provérbio. • Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se
O que os olhos não veem, o coração não sente. expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaísmo, formas populares:
Há quem goste de “jazz-band”.
• Em alguns casos de termos oclusos: Não achei nada "legal" aquela aula de inglês.
Eu gostava de maçã, de pera e de abacate.
• Para enfatizar palavras ou expressões:
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
RETICÊNCIAS
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento. • Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc.
Não me disseste que era teu pai que... "Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.

• Para realçar uma palavra ou expressão. • Em casos de ironia:


Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome... A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente.
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão.
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também... PARÊNTESES
Empregamos os parênteses:
• Nas indicações bibliográficas.
PONTO E VÍRGULA "Sede assim qualquer coisa.
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém serena, isenta, fiel".
alguma simetria entre si. (Meireles, Cecília, "Flor de Poemas").
"Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
cido, guardando consigo a ponta farpada. " • Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos
• Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu fora das órbitas. Amália se volta)".
interior. (G. Figueiredo)
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
calmo, resolveu o problema sozinho. • Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória:
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo, morrendo de
fome."
DOIS PONTOS (C. Lispector)
• Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas? • Para isolar orações intercaladas:
• Para indicar uma citação alheia: "Estou certo que eu (se lhe ponho
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de Minha mão na testa alçada)
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar- Sou eu para ela."
que". (M. Bandeira)
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri-
or: COLCHETES [ ]
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. ASTERISCO
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
alguma nota (observação).
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar BARRA
palavras ou frases A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
– "Quais são os símbolos da pátria? abreviaturas.
– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra ANTÔNIMOS/SINÔNIMOS
vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma Quanto à significação, as palavras podem ser:
coisa". (M. Palmério). 1. Sinônimas - quando apresentam sentidos semelhantes: falecer e
morrer, belo e bonito; longe e distante, etc.
• Usa-se para separar orações do tipo: 2. Antônimas - quando têm significação oposta: triste e alegre, bondade
– Avante!- Gritou o general. e maldade, riqueza e pobreza.
3. Homônimas - quando são escritas ou pronunciadas de modo idêntico
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
mas são diferentes quanto ao significado.

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Os homônimos podem ser: e conteúdo (garrafa, por bebida); (3) lugar e produto (porto, por vinho do
a) perfeitos - quando possuem a mesma grafia (homógrafos) e a Porto); (4) matéria e objeto (cobre, por moeda de cobre); (5) concreto e
mesma pronúncia (homófonos): abstrato (bandeira, por pátria); (6) autor e obra (um Portinari, por um quadro
cura (padre) - cura (do v. curar) pintado por Portinari); (7) a parte pelo todo (vela, por embarcação). O
verão (estação) - verão (verbo ver) eufemismo é a expressão que suaviza o significado inconveniente de outra,
são (sadio) - são (verbo ser) como chamar uma pessoa estúpida de "pouco inteligente", ou "descuida-
b) imperfeitos - quando têm a mesma grafia mas pronúncia diferente do", ao invés de "grosseiro".
(homógrafos) ou a mesma pronúncia mas grafia diferente (homó-
fonos). Exemplos: selo (substantivo) - selo (verbo selar) / ele (pro- Figuras de construção e de pensamento. Tanto as figuras de constru-
nome) - ele (letra) ção quanto as de pensamento são às vezes englobadas como "figuras
literárias". As primeiras são: assindetismo (falta de conectivos), sindetismo
4. Parônimas - quando se assemelham na forma mas têm significados (abuso de conectivos), redundância (ou pleonasmo), reticência (ou interrup-
diferentes. ção), transposição (ou anástrofe, isto é, a subversão da ordem habitual dos
Exemplos: descriminar (inocentar) - discriminar (distinguir) / discente termos). As principais figuras de pensamento são a comparação (ou ima-
(relativo a alunos) - docente (relativo a professores) gem), a antítese (ou realce de pensamentos contraditórios), a gradação, a
hipérbole (ou exagero, como na frase: "Já lhe disse milhares de vezes"), a
lítotes (ou diminuição, por humildade ou escárnio, como quando se diz que
alguém "não é nada tolo", para indicar que é esperto).
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Figuras de sintaxe. Quando se busca maior expressividade, muitas ve-
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a zes usam-se lacunas, superabundâncias e desvios nas estruturas da frase.
seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. Nesse caso, a coesão gramatical dá lugar à coesão significativa. Os pro-
A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no cessos que ocorrem nessas particularidades de construção da frase cha-
seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias mam-se figuras de sintaxe. As mais empregadas são a elipse, o zeugma, o
interpretações. anacoluto, o pleonasmo e o hipérbato.
Na elipse ocorre a omissão de termos, facilmente depreendidos do con-
Observe os exemplos: texto geral ou da situação ("Sei que [tu] me compreendes."). Zeugma é uma
Denotação forma de elipse que consiste em fazer participar de dois ou mais enuncia-
As estrelas do céu. dos um termo expresso em apenas um deles ("Eu vou de carro, você [vai]
Vesti-me de verde. de bicicleta."). O anacoluto consiste na quebra da estrutura regular da frase,
O fogo do isqueiro. interrompida por outra estrutura, geralmente depois de uma pausa ("Quem
o feio ama, bonito lhe parece."). O pleonasmo é a repetição do conteúdo
Conotação significativo de um termo, para realçar a ideia ou evitar ambiguidade ("Vi
As estrelas do cinema. com estes olhos!"). Hipérbato é a inversão da ordem normal das palavras
O jardim vestiu-se de flores. na oração, ou das orações no período, com finalidade expressiva, como na
O fogo da paixão. abertura do Hino Nacional Brasileiro: "Ouviram do Ipiranga as margens
plácidas / de um povo heróico o brado retumbante. ("As margens plácidas
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.") ©En-
As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido cyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
figurado:
Construí um muro de pedra - sentido próprio Metaplasmo
Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. As palavras, tanto no tempo quanto no espaço, estão sujeitas a altera-
A água pingava lentamente – sentido próprio. ções fonéticas, que chegam por vezes a desfigurá-las. Só se admite que a
palavra "cheio" era, em sua origem latina, o vocábulo plenus, porque leis
fonéticas e documentos provam essa identidade.
FIGURAS DE LINGUAGEM Metaplasmo é a alteração fonética que ocorre na evolução dos fone-
mas, dos vocábulos e até das frases. Os metaplasmos que dizem respeito
Consideradas pelos autores clássicos gregos e romanos como inte- aos fonemas são vários. Na transformação do latim em português alguns
grantes da arte da retórica, de grande importância literária, as figuras de foram frequentíssimos, como o abrandamento, a queda, a simplificação e a
linguagem contribuem também para a evolução da língua. vocalização.
Figuras de linguagem são maneiras de falar diferentes do cotidiano No caso do abrandamento, as consoantes fortes (proferidas sem voz)
comum, com o fim de chamar a atenção por meio de expressões mais tendem a ser proferidas com voz, quando intervocálicas (lupus > lobo,
vivas. Visa também dar relevo ao valor autônomo do signo linguístico, o que defensa > defesa). Na queda, as consoantes brandas tendem a desaparer
é característica própria da linguagem literária. As figuras podem ser de na mesma posição (luna > lua, gelare > gear). Excetuam-se m, r, e por
dicção (ou metaplasmos), quando dizem respeito à própria articulação dos vezes g (amare > amar, legere > ler, regere > reger). O b, excetuando-se
vocábulos; de palavra (ou tropos), quando envolvem a significação dos também, muda-se em v (debere > dever).
termos empregados; de pensamento, que ocorre todas as vezes que se
apresenta caprichosamente a linguagem espiritual; ou de construção, Ocorre a simplificação quando as consoantes geminadas reduzem-se a
quando é conseguida por meios sintáticos. singelas (bucca > boca, caballus > cavalo). O atual digrama ss não constitui
exceção, porque pronunciado simplesmente como ç (passus > passo).
Metaplasmos. Todas as figuras que acrescentam, suprimem, permutam Quanto ao rr, para muitos conserva a geminação, na pronúncia trilada,
ou transpõem fonemas nas palavras são metaplasmos. Assim, por exem- como no castelhano (terra > terra); para outros os dois erres se simplificam
plo, mui em vez de muito; enamorado, em vez de namorado; cuidoso, em num r uvular, muito próximo do r grasseyé francês.
vez de cuidadoso; desvario, em vez de desvairo.
Consiste a vocalização na troca das consoantes finais de sílabas interi-
Figuras de palavras. As principais figuras de palavras são a metáfora, ores em i, ou u: (acceptus > aceito, absente > ausente). Muitos brasileiros
a metonímia e o eufemismo. Recurso essencial na poesia, a metáfora é a estendem isso ao l, como em "sol", que proferem "çóu", criando um ditongo
transferência de um termo para outro campo semântico, por uma compara- que não existe em português.
ção subentendida (como por exemplo quando se chama uma pessoa astuta Os vocábulos revelam, em sua evolução, metaplasmos que se classifi-
de "águia"). A metonímia consiste em designar um objeto por meio de um cam como de aumento, de diminuição, e de troca. Como exemplos de
termo designativo de outro objeto, que tem com o primeiro uma dentre acréscimos anotam-se os fonemas que se agregam às antigas formas. Em
várias relações: (1) de causa e efeito (trabalho, por obra); (2) de continente
"estrela" há um e inicial, e mais um r, que não havia no originário stella.

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Observem-se essas evoluções: foresta > floresta, ante > antes. "Brata", ELIPSE = é a omissão de um termo da frase facilmente subentendido.
oriundo de blatta, diz-se atualmente "barata". Decréscimos são supressões Por exemplo: "Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade
como as observadas na transformação de episcopus em "bispo". Ou em aborrecida, no mar tanta tormenta e tanto engano"(Camões). Os casos
amat > ama, polypus > polvo, enamorar > namorar. mais comuns são de verbos (ser e haver), a conjunção integrante(que), a
preposição(de) das orações subordinadas substantivas indiretas e comple-
Apontam-se trocas em certas transformações. Note-se a posição do r
tivas nominais, sujeito oculto.
em: pigritia > preguiça, crepare > quebrar, rabia > raiva. Os acentos tam-
bém se deslocam às vezes, deslizando para a frente (produção), como em ZEUGMA = é a omissão de um termo já expresso anteriormente na fra-
júdice > juiz, ou antecipando-se (correpção), como em amassémus > se. Por exemplo: Nem ele entende a nós, nem nós a ele.
amássemos. A crase (ou fusão) é um caso particular de diminuição, carac-
terístico aliás da língua portuguesa, e consiste em se reduzirem duas ou PLEONASMO = consiste na repetição de uma mesma ideia por meio
três vogais consecutivas a uma só: avoo > avô, avoa > avó, aa > à, maior > de vocábulos ou expressões diferentes. Por exemplo: Resta-me a mim
mor, põer > pôr. A crase é também normal em casos como "casa amarela" somente uma esperança.
(káz ãmáréla). POLISSÍNDETO = é a repetição de uma conjunção. Por exemplo: E ro-
Os metaplasmos são, em literatura, principalmente na poesia, figuras la, e rebola, como uma bola.
de dicção. Os poetas apelam para as supressões, para as crases, para os ANACOLUTO = consiste na interrupção do esquema sintático inicial da
hiatos, como para recursos de valor estilístico. A um poeta é lícito dizer no frase, que termina por outro esquema sintático. Por exemplo: Este, o rei
Brasil: "E o rosto of'rece a ósculos vendidos" (Gonçalves Dias). Quando que têm não foi nascido príncipe(Camões).
Bilac versifica: "Brenha rude, o luar beija à noite uma ossada" dá ao encon-
tro u-a um tratamento diferente daquele que lhe notamos adiante em: ONOMATOPEIA = consiste no uso de palavras que imitam o som ou a
"Contra esse adarve bruto em vão rodavam "no ar". No ar reduzido a um voz natural dos seres. Graças a seu valor descritivo, é também excelente
ditongo constitui uma sinérese. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publi- subsídio da linguagem afetiva. Por exemplo: Os sinos bimbalhavam ruido-
cações Ltda. samente.
RETICÊNCIA = consiste na proposital suspensão do pensamento,
FIGURAS DE ESTILO quando se julga o silêncio mais expressivo que as palavras. Por exemplo:
METÁFORA = significa transposição. Consiste no uso de uma palavra Nós dois … e, entre nós dois, implacável e forte.
ou expressão em outro sentido que não o próprio, fundamentando-se na
íntima relação de semelhança entre coisas e fatos. A metáfora é sempre SILEPSE = concordância ideológica. A concordância não é feita com o
uma imagem, isto é, representação mental de uma realidade sensível. É elemento gramatical expresso, mas sim com a ideia, com o sentido real.
uma espécie de comparação latente ou abreviada. Por exemplo: Paulo é
A silepse pode ser: de gênero = Vossa Majestade mostrou-se genero-
um touro. so. ([Link] = feminino e generoso = masculino); de número = O povo
COMPARAÇÃO = consiste em comparar dois termos, em que vêm ex- lhe pediram que ficasse. (o povo = singular e pediram = plural); de pessoa =
pressos termos comparativos, constituindo-se em intermediário entre o Os brasileiros somos nós.(os brasileiros = 3ª pessoa e somos = 1ª pessoa).
sentido próprio e o figurado. Por exemplo: Paulo é forte como um touro. ANTÍTESE = consiste na exposição de uma ideia através de conceitos
ou pensamentos opostos, quer fazendo confrontos, quer associando-os.
METONÍMIA = significa mudança de nome. Consiste na troca de um
Por exemplo: Buscas a vida, e eu a morte; procuras a luz, e eu as trevas.
nome por outro com o qual esteja em íntima relação por uma circunstância,
de modo que um implique o outro. Há metonímia quando se emprega: IRONIA = consiste no uso de uma expressão, pela qual dizemos o con-
 o efeito pela causa = Sócrates tomou a morte(= o veneno). trário do que pensamos com intenção sarcástica e entonação apropriada.
 a causa pelo efeito = Vivo do meu trabalho(= do produto de meu Por exemplo: A excelente D. Celeste era mestra na arte de judiar dos
trabalho). alunos.
 o autor pela obra = Eu li Castro Alves(= a obra de Castro Alves).
EUFEMISMO = consiste no uso de uma expressão em sentido figurado
 o continente pelo conteúdo = Traga-me um copo d’água(= a água para suavizar, atenuar uma expressão rude ou desagradável. Por exemplo:
do copo). Ficou rico por meios ilícitos (= roubou).
 a marca pelo produto = Comprei um gol(= carro).
 o conteúdo pelo continente = As ondas fustigavam a areia(= a HIPÉRBOLE = consiste em exagerar a realidade, a fim de impressionar
praia). o espírito de quem ouve. Por exemplo: Ele se afogava num dilúvio de
 o instrumento pela pessoa = Ele é um bom garfo(= comilão). cartas.
 o sinal pela coisa significada = A cruz dominará o Oriente(= Cristi- PROSOPOPEIA = consiste na personificação de coisas e evocação de
anismo). deuses ou de mortos. Por exemplo: As estrelas disseram-me: aqui esta-
 o lugar pelo produto = Ele só fuma Havana(= cigarro da cidade de mos.
Havana).
ANTONOMÁSIA = substituição de um nome próprio por um nome co-
SINÉDOQUE = consiste em alcançar ou restringir a significação própria mum, por uma apelido ou por um título que tornou a pessoa conhecida. Por
de uma palavra. É o emprego do mais pelo menos ou vice-versa, isto é, a exemplo: O Mártir da Inconfidência (para Tiradentes).
troca de um nome pelo outro de modo que um contenha o outro. PERÍFRASE = rodeio de palavras, circunlóquio: por exemplo: A mais
 a parte pelo todo = No horizonte surgia uma vela(= um navio). antiga das profissões (a prostituição).
 o todo pela parte = O mundo é egoísta(= os homens).
 o singular pelo plural = O homem é mortal(= os homens). SINESTESIA = figura que se baseia na soma de sensações percebidas
por diferentes órgãos dos sentidos. Por exemplo: A ondulação sonora e
 a espécie pelo gênero = Ganhei o pão com o suor do rosto(= ali-
táctil entrava pelos meus ouvidos.
mento).
 o indivíduo pela classe = Ele é um Atenas(= cidade culta). PARADOXO = expressão contraditória. Por exemplo: Ia divina, num
 a espécie pelo indivíduo = No entender do Apóstolo…(São Paulo). simples vestido roxo, que a vestia como se a despisse (Raul Pompéia).
 a matéria pelo instrumento = Ela possui lindos bronzes(= objetos).
APÓSTROFE = é uma invocação, um chamado emotivo. Por exemplo:
 o abstrato pelo concreto = A audácia vencerá(= os audaciosos). Deuses impassíveis… Por que é que nos criastes? (Antero de Quental).
GRADAÇÃO = é a disposição das ideias numa ordem gradativa. Por
CATACRESE = é o desvio da significação de uma palavra por outra,
exemplo: Homens simples, fortes, bravos… hoje míseros escravos sem ar,
ante a inexistência de vocábulo apropriado. Origina-se da semelhança
sem luz, sem razão… (Castro Alves).
formal entre dois objetos, dois seres. É uma metáfora estereotipada. Por
exemplo: Dente de alho; pernas da mesa.
Língua Portuguesa 42 A Opção Certa Para a Sua Realização
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ASSÍNDETO = é a ausência de conectivos numa sequência de frases. Veja um exemplo:
Por exemplo: Destrançou os cabelos, soltou-os, trançou-os de novo (Pedro - Como vai?
Rabelo).
- Tudo bem!
HIPÉRBATO = é uma inversão dos termos da frase, uma alteração na - Claro! Sem dúvida...
ordem direta. Por exemplo: Já da morte o palor me cobre o rosto (Álvares
de Azevedo). - Sabe... hum!.., hum! Tá me entendendo?
- Claro! é isso aí.
ANÁFORA = é a repetição de um termo no início das frases ou versos.
Por exemplo: Tem mais sombra no encontro que na espera. Tem mais A função metalinguística concentra-se no próprio código: procura falar
samba a maldade que a ferida (Chico Buarque de Holanda). do próprio código, ou verificar-se ele é comum ao emissor e ao receptor. o
texto abaixo serve como exemplo de uso dessa função de linguagem:
ALITERAÇÃO = é a repetição de sons consonantais iguais ou seme- - O médico disse que eu estou com um pólipo no intestino.
lhantes. Por exemplo: E as cantilenas de serenos sons amenos fogem
fluidas, fluindo à fina flor dos fenos (Eugênio de Castro). - Mas o que é pólipo?
- Pólipo é um tumor pediculado.
ASSONÂNCIA = é a repetição de sons vocálicos iguais ou semelhan-
tes. Por exemplo: Até amanhã, sou Ana da cama, da cana, fulana, sacana - E o que é pediculado?
(Chico Buarque de Holanda). - É um tumor em forma de pedículo.
PARANOMÁSIA = é o encontro de duas palavras muito semelhantes - Mas o que é pedículo?
quanto à forma. Por exemplo: Ser capaz, como um rio, (…) de lavar do -...Deixa para lá... de qualquer forma, é bom mesmo você ir tirar esse
límpido a mágoa da mancha (Thiago de Mello). “pólipo”.
Fonte: [Link] Dizemos que há metalinguagem quando se utiliza um código para se
falar dele próprio.
Assim, um filme que discorre sobre o próprio cinema, um poema que
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO fala sobre a própria poesia, são exemplos de utilização da metalinguagem.
A função poética centraliza -se na própria mensagem.
A comunicação verbal se processa da seguinte forma: o emissor envia
mensagem ao receptor. Para que possa ser compreendida, a mensagem É importante saber que dificilmente você encontrará um texto que ocor-
requer um contexto, isto é, uma situação a que ela se refere; um código ra apenas uma única função da linguagem. Um mesmo texto pode apresen-
pelo menos parcialmente comum entre o emissor e o receptor e, finalmente, tar diversas funções da linguagem. Mas sempre haverá uma predominante.
um canal que torne possível a comunicação.
No ato de comunicação verbal, podemos dar maior ênfase a um fator
do que a outro. Daí a existência de seis funções da linguagem: PROVA SIMULADA
. Emotiva
01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
. Conativa
(A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
. Referencial (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
. Fática (C) O processo foi julgado em segunda estância.
. Metalinguística (D) O problema passou despercebido na votação.
. Poética (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
A função emotiva centraliza -se no próprio emissor, na primeira pessoa
02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
do discurso, procurando expressar sentimentos e emoções. O uso de
(A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
interjeições e sinais de pontuação, com o ponto de exclamação e as reti-
(B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
cências, é característica dessa função da linguagem.
(C) A colega não se contera diante da situação.
Ex: meu amor, tem dó! (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
Ah! morena, tem pena... (E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
A função conativa centraliza -se no receptor, na segunda pessoa (com 03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
quem está falando), procurando influenciá-lo. O uso do imperativo é a (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
característica dessa função da linguagem. (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
Os anúncios publicitários, na intenção de convencer o receptor, utilizam (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
em larga a função conativa. (D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
Ex: não deixe a peteca cair. (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em
Observe a força expressiva dos verbos no modo imperativo na tentativa conformidade com a norma culta.
de influenciar o comportamento do receptor. Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
A função referencial centraliza -se no contexto, no referente, e tem por interior da concha de moluscos reúne outras características interes-
finalidade a própria informação, procurando transmitir dados da realidade santes, como resistência e flexibilidade.
de maneira objetiva, utiliza, Sobretudo, a denotação. (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria.
“O plano econômico divulgado pelo governo é relevante, por repor a re-
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de
forma fiscal na agenda do dia, mas não passa de uma tentativa de pacto componentes para a indústria.
entre União, Estados e Municípios contra o contribuinte”.
(C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de compo-
(Folha de São Paulo, 08/11/92) nentes para a indústria.
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de
A função fática centraliza -se no canal e tem por finalidade estabelecer, componentes para a indústria.
prolongar ou interromper o processo de comunicação. Quando atendemos (E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
ao telefone e dizemos “alô”. Estamos fazendo uso dessa função da lingua- componentes para a indústria.
gem.

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05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
ele está empregado conforme o padrão culto. dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. (A) seus ... lhes ... los ... lhes (B) delas ... a elas ... lhes ... deles
(B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (C) seus ... nas ... los ... deles (D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. (E) seus ... lhes ... eles ... neles
(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro.
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
com o padrão culto.
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está (A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
correta em: (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
(A) As características do solo são as mais variadas possível. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada. (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações.
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
direto e indireto em:
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
flexão de grau. (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- (D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
te as férias. (E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos.
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
estatal ciência e tecnologia. (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
(A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.
(C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à
16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
(E) a ... do ... sobre o ... à
do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima
eles devem estar aptos comercializar seus produtos. urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex-
(A) ao ... a ... à (B) àquele ... à ... à celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
(C) àquele...à ... a (D) ao ... à ... à rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das
(E) àquele ... a ... a Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se
programar e participar do referido evento.
10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a Atenciosamente,
norma culta. ZZZ
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso Assistente de Gabinete.
trarão grandes benefícios às pesquisas. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
com o meio ambiente. (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
vendo projetos na área médica. (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
sentadas pelos economistas. (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no
litoral ou aproveitam férias ali. 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
respeitam as regras de pontuação.
11. A frase correta de acordo com o padrão culto é: (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou,
(A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às que temos uma arrecadação bem maior que a prevista.
chuvas. (B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma
(B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla- sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada.
mações. (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade
(C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à Policial, confessou sua participação no referido furto.
cultura. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste
(D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.
culpa. (E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
(E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados.

12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó- 18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e
cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen-
investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele- te, apenas a:
ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação (A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral.
aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido- (B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período.
res. (C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas.
(Texto adaptado) (D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames.

Língua Portuguesa 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato;
O livro de registro do processo que você procurava era o que estava IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
sobre o balcão. V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
Está correto o contido apenas em
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem a
(A) processo e livro. (A) I, II e III. (B) I, II e IV.
(B) livro do processo. (C) I, III e IV. (D) II, III e IV. (E) III, IV e V.
(C) processos e processo.
(D) livro de registro. 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro...,
(E) registro e processo. indicando concessão, é:
(A) para poder trabalhar fora.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período (B) como havia programado.
acima: (C) assim que recebeu o prêmio.
I. há, no período, duas orações; (D) porque conseguiu um desconto.
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal; (E) apesar do preço muito elevado.
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais;
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro.
27. É importante que todos participem da reunião.
Está correto o contido apenas em
(A) II e IV. (B) III e IV. O segmento que todos participem da reunião, em relação a
(C) I, II e III. (D) I, II e IV. (E) I, III e IV. É importante, é uma oração subordinada
(A) adjetiva com valor restritivo.
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do (B) substantiva com a função de sujeito.
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: (C) substantiva com a função de objeto direto.
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; (D) adverbial com valor condicional.
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura (E) substantiva com a função de predicativo.
pelo Juiz;
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen- 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe-
te ao da palavra mas; lecida pelo termo como é de
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór- (A) comparatividade. (B) adição.
dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. (C) conformidade. (D) explicação. (E) consequência.

Está correto o contido apenas em 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
(A) II e IV. (B) III e IV. franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
(C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) II, III e IV. contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di-
versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. possíveis franqueados.
Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
to, a alternativa correta é: relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (A) digo ... portanto ... mas (B) como ... pois ... mas
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (C) ou seja ... embora ... pois (D) ou seja ... mas ... portanto
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. (E) isto é ... mas ... como
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais.
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. 30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos
investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados.
23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci- A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí-
dos galhos da velha árvore. rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi-
Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre da, sem alterar o sentido da frase, é:
o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar. (A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ...
(A) Quem podou? e Quando podou? (B) Concluído o processo de seleção dos investidores ...
(B) Qual jardineiro? e Galhos de quê?
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ...
(C) Que jardineiro? e Podou o quê?
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores...
(D) Que vizinho? e Que galhos?
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ...
(E) Quando podou? e Podou o quê?
RESPOSTAS
24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili- 01. D 11. B 21. B
dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua- 02. A 12. A 22. A
ção em: 03. C 13. C 23. C
(A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas. 04. E 14. E 24. E
(C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia. 05. A 15. C 25. D
(D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
(E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas. 06. B 16. A 26. E
25. Felizmente, ninguém se machucou. 07. D 17. B 27. B
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
Considere: 08. E 18. E 28. C
I. felizmente completa o sentido do verbo machucar; 09. C 19. D 29. D
II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
modo; 10. D 20. A 30. B

Língua Portuguesa 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
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Língua Portuguesa 46 A Opção Certa Para a Sua Realização

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