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da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais
adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
alternativa mais completa.
Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO. do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO. texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali-
ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve
será mais consciente e segura.
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de
necessitar de um bom léxico internalizado. Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um 01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
confronto entre todas as partes que compõem o texto. 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
até o fim, ininterruptamente;
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- umas três vezes ou mais;
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
diante de uma temática qualquer. 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
Denotação e Conotação
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres-
ensão;
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con-
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. respondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada perguntou e o que se pediu;
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. 11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
exata ou a mais completa;
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações lógica objetiva;
diferenciadas em seus leitores. 13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis-
mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste resposta;
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e definindo o tema e a mensagem;
esclareçam o sentido. 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
Como Ler e Entender Bem um Texto simos na interpretação do texto.
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu de fome.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- do fato (= morte de "ele").
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo
Ex.: Ele morreu faminto.
nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar
palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça quando morreu.;
a memória visual, favorecendo o entendimento. 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
as estão coordenadas entre si;
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. Cunegundes
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto
com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen- TEXTO NARRATIVO
tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui
As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for-
não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica
ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar
da fonte e na identificação do autor.
dos fatos.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou
resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce-
heroína, personagem principal da história.
to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa-
Língua Portuguesa 1 A Opção Certa Para a Sua Realização
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O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota- sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-
gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.
contracena em primeiro plano. Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de
apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é
sas, são os figurantes de influência menor, indireta, não decisiva na narra- feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
ção.
O narrador que está a contar a história também é uma personagem, Formas de apresentação da fala das personagens
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. três maneiras de comunicar as falas das personagens.
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não vés do diálogo.
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e Exemplo:
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
perante os acontecimentos. val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o os verbos de locução podem ser omitidos.
desenlace ou desfecho.
Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens.
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, Exemplo:
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por vir”.
resses entre as personagens.
Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, Exemplo:
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos. “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto.
Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares,
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que esti-
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano vesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora, sem fa-
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance zer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, eles? Só sendo doido mesmo”.
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- (José Lins do Rego)
cionados ao principal.
Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- TEXTO DESCRITIVO
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são
extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
narrativo. tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- unificada.
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari-
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
to que aconteceu depois. pouco.
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
espírito. tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo,
que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o fenomênico, ela é exata e dimensional.
aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri- Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
zado por: personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, pe-
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às la enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento,
personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon- com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, social
tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. e econômico.
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra- Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o
tiva que é feito em 1a pessoa. observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
- visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per- partes mais típicas desse todo.
Língua Portuguesa 2 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e
visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de
típicos. intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro
Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de
se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se-
incêndio, de uma briga, de um naufrágio. quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas.
Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti-
lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos
predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for-
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- mação textual.
mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.
Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
TEXTO DISSERTATIVO verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques-
tão, e pressupõe um exame crítico do assunto sobre o qual se vai escrever Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a
com clareza, coerência e objetividade. linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre
agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica-
ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- são).
do o contexto.
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em: Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua
Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob- propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
jetiva da definição do ponto de vista do autor. relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- dão tornem esta produção altamente evocativa.
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a
sencadeia a conclusão. paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo
Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não
possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu-
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in-
mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para
rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer
junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese
na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
e opinião.
bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente autoexplicativo, daí
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é
vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico
a obra ou ação que realmente se praticou.
uma relação interdiscursiva e intertextual.
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so-
As metáforas, metonímias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en-
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido.
tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa-
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou
zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje-
utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a
que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da
respeito de algo.
oposição, tudo isto em forma de piada.
O TEXTO ARGUMENTATIVO
Baseado em Adilson Citelli Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir
A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte- através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito,
rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou
discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e
ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível,
referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação...
Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo”
tipo de texto solicitado. São Paulo SP, Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário
que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de
um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua
TIPOLOGIA TEXTUAL
análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do
conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi- A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles
va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir, verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia
ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os
análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é interlocutores.
soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo
viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo
do ponto de vista de algo/alguém. falamos sozinhos.
Língua Portuguesa 3 A Opção Certa Para a Sua Realização
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É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que
travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz
existem tipos textuais e gêneros textuais. pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa
ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, que não intervém nem como ator nem como testemunha.
ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pon-
retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. tos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que
É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fa-
nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e zem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes
Dissertação. acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes.
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo
um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado A Novela
assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em
prosa. É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de
complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá-
conceituam como gêneros textuais as diversas situações rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes.
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se-
iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto A Obra Teatral
do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico.
Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas,
Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é
tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvol-
extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta
vendo diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens,
gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando
quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes
mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte
nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído
O Conto pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos,
mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos
É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos per- das personagens.
feitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilí-
brio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encon-
que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse trar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espon-
conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. tânea das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações
da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e
Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem
entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem
recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. os turnos de palavras.
Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena persona-
gens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresen- As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da repre-
tação das características destes personagens, assim como para as indica- sentação cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor
ções de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. e os atores orientam sua interpretação.
Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão
personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta-
travessões, para indicar a mudança de interlocutor). to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi-
nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua-
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a dros, que correspondem a mudanças de cenografias.
linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na
apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as
futuro). chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos
atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação.
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de Estas notações apresentam com frequência orações unimembres e/ou
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". bimembres de predicado não verbal.
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção O Poema
e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predo-
minam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descri- Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição es-
ções e nos diálogos. pacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão
relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com
O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos miste-
chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu preten- riosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para
dente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a histó- captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pre-
ria familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no tende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo
passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua
sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo,
A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilida- relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apre-
de: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um sentar ensinamentos morais (como nas fábulas).
artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sono-
definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou ro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte
apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série
impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que
anos 40."
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compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali- antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses
dade depende desta distribuição. textos.
Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre
distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas a posição adotada pela redação.
diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama- A Notícia
das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas
sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu- Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou
em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma pessoas.
palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou
As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que
h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também
contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor-
incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro-
mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo,
xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma
sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma. não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de
ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, similares.
pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequen-
É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa
te na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos
últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin- pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três
cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a partes claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento.
assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal O título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a
atenção do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal
acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de-
El País, 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze
zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento,
são considerados dissílabos. palavras. A introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser
um resumo de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes
As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas dife- que não aparecem na introdução.
rentes combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à
progressão temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à
margem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da
informativa vinculada ao tema central.
primeira pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir
Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos meca- o eu ou o nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo,
nismos de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como
criação de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábu- nosso país ou minha cidade).
los, metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos
Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracida-
estilísticos que dão ambiguidade ao poema.
de: somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue com-
provar de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a
certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descar-
TEXTOS JORNALÍSTICOS tado que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte,
Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu por- recorre ao discurso direto, como, por exemplo:
tador (jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara
informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em dos Deputados durante a próxima semana.
que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade,
condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal.
produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas.
Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações
De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das
informação nacional, informação internacional, informação local, sociedade, notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é
economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos. frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela
polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o por um patrulheiro.
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto
da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor- A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê?
dado. quem? como? quando? por quê e para quê?.
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns O Artigo de Opinião
são as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as
crônicas, as resenhas de espetáculos. Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atua-
lidade que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é
A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à considerado, ou merece ser, objeto de debate.
medida que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publi-
citários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesqui-
sa e as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a
amplamente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos
referiremos a eles em outro momento. posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia,
enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de
Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões
suas seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação
cuidada, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informa- Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se
ção linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as expli- organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
cações do texto. ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e
que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na pu- tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar
blicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no
a primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos início do texto.
jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização
Língua Portuguesa 5 A Opção Certa Para a Sua Realização
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A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas
Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ci-
para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as
ências em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-
seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações,
se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais.
as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas
e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta- ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas
lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos,
estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem
informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os sintática canônica (sujeito-verbo-predicado).
argumentos usados na validade da tese.
Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semân-
A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de tica, e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido
temas derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus das palavras.
respectivos comentários.
O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábu-
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresen- los a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é,
tam uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, evitam os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem
com frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao
argumentativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor termo polissêmico nesse contexto.
da informação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer A Definição
o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes
artigos, opta-se por orações complexas que incluem proposições causais Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que
para as fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, con- determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci-
cessivas e condicionais. ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração
de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura através de um processo de sinonímia.
ideológica do autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que
circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por
Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas
estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do
do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence,
entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. "animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que
nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal.
Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias
mencionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores
texto de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor mais qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se
aceite ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, referem: Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou
cenas e opiniões como positivas ou negativas. parte do Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente
antes de terminar o inverno.
A Reportagem
Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La
É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que,
Real Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou
para informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma
introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus
figura-chave para o conhecimento deste tópico.
traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a pu- unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem-
blicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs-
atenção dos leitores. tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do
Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi-
A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, reali-
ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-
zada com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As te antes de terminar o inverno".
perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. As definições contêm, também, informações complementares relacio-
nadas, por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se
A Entrevista
inclui o termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo
Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente medi- ("do lat. piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
ante uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido
Essas informações complementares contêm frequentemente
com fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade,
abreviaturas, cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário:
uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas
Lat., Latim; Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc.
detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve
somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias bási-
dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com cas da estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos
os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas quais diferentes informações costumam ser codificadas através de tipogra-
podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações fias diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologi-
sobre as declarações do entrevistado. as, etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco median-
te barras paralelas e /ou números.
Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessa-
riamente incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma
conversação possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer
destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas continuar em exercício; adiar o término de.
derivados.
A Nota de Enciclopédia
Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe
uma garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama
de quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli-
de propostas e de réplicas. tude desta expansão.
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A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de A Monografia
temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem-
se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu- Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um
los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os determinado tema é recolhida em diferentes fontes.
temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia, Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados
população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc. com base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como
Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos
quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por qualificados ou de especialistas no tema.
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra-
As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coe-
dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie- rente dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem
dades: terrestres e aquáticos. como indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lin- exemplo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os
guagem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona-
responde às exigências de concisão e de precisão. gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos,
teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que
As características inerentes aos objetos apresentados aparecem atra- esta valorização fique explícita.
vés de adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas
pretas no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o
juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa tema a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que,
dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam conjugando seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará
qualidades próprias daquilo a que se referem. as primeiras antecipações sobre a informação que espera encontrar e
formulará as hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o
O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido tema, estes textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o
predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de que cada uma das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais
ligação - ser, estar, parecer, etc. estarão listadas nas referências bibliográficas, de acordo com as normas
que regem a apresentação da bibliografia.
O Relato de Experimentos O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do
texto que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de
Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em construções de discurso direto ou de discurso indireto.
manipular o ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos
que descrevem experimentos. Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modifica-
ções, tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da econo-
O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mia dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda
mas que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é tramitação referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam
necessário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações a palavra de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que
para concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para consta- incluem o nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida -
tar o que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições declara Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos
uma planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se sinais que distinguem frequentemente o discurso direto.
colocar suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições
de luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por ou-
fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que tro, em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos
circunstâncias obtém-se um melhor crescimento. subordinadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações,
pronomes pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais
A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas cate-
auxiliares, etc.
gorias: uma corresponde às condições em que o experimento se realiza,
isto é, ao registro da situação de experimentação; a outra, ao processo Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
observado. nutrem-se do liberalismo’
Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que co- Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu
meçam com se (condicionais) e com quando (condicional temporal): pensamento nutriam -se do liberalismo'
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi
planta crescerá mais rápido. (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os
Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do
mostrar manchas marrons devido ao excesso de umidade. emissor.
Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o au-
tempo aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é tor recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classi-
possível observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ficação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte
...; de advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os
mesmo momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente dados apresentados e o princípio de classificação adotado.
essencial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apre-
senta as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipóte-
das etapas do processo. se, sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das
fontes consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência
O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado estabelecida entre os fatos e a conclusão.
em um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira
pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser- Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo
vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos.
observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente Os conectores lógicos oracionais e extra oracionais são marcas linguís-
entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa, ticas relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem
do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. entre os dados e para avaliar sua coerência.
Língua Portuguesa 7 A Opção Certa Para a Sua Realização
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A Biografia As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitu-
almente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acom-
É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s). panhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos).
Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia.
As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres,
Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresen- com verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou
tar ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens orações unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo
cuja ação foi qualificada como relevante na história. (misturar a farinha com o açúcar).
Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as
que a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem
sua construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conec- acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que
tividade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa-
(Seus cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as
cidade natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados
temporais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote
da novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realida- em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até
de), etc. que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre-
A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta- quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo:
se nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apre- Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste
sentados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui
apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação pode intervir outro membro da equipe.
simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados TEXTOS EPISTOLARES
pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a
importância que a eles atribui. Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por es-
crito com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeça-
Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não - lho. Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de
autorizadas" de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma carac- uma empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos
terística que parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de designados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora).
revelar a personagem através de uma profusa acumulação de aspectos
negativos, especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de
altamente reprovados pela opinião pública. forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo
das características contidas no texto.
TEXTOS INSTRUCIONAIS
Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organiza-
Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais di- ção espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabe-
versas atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou lece o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de
animais domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto
Dentro desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culi- em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação
nárias até os complexos manuais de instrução para montar o motor de um e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de
avião. Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta
receitas e manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
etc. Mas todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido
função apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em
descritiva para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendi- relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo
da. formal.
A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencio- A Carta
nais cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade,
estão amplamente difundidos os modelos de regulamentos de coproprieda- As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e ar-
de; então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste gumentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa,
tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para expressiva e apelativa).
introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e
deveres das partes envolvidas. Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto
é, aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um
Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instru- amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
cionais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o
alimentos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido
uma dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a
textos incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego dimensão expressiva da mensagem.
frequente e sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de aborda-
gem e de produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor co-
instruções. nhecido, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transpare-
cer marcas da oralidade: frases inconclusas, nas quais as reticências
As Receitas e as Instruções habilitam múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las;
perguntas que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que
Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções encerram em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de
para organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, exclamação que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas
fabricar um móvel, consertar um objeto, etc. expressões que refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.
Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enun-
especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista ciativas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as
de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen-
dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a
to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de
a outra, desenvolve as instruções. diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati-
vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições.
Língua Portuguesa 8 A Opção Certa Para a Sua Realização
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A Solicitação adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias. Cada
novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos sobre o
É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de adequar-
pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos efeitos.
possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um
emprego, uma vaga em uma escola, etc. Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e
Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ce- política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o
der ou não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda não
recorre ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários, aos
para a abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana de
consideração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da quali-
o maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se dade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e banhei-
estes textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado, ro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a rua, com
Antônio Gonzalez, [Link]. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto o bairro, com a cidade.
Politécnico a fim de solicitar-lhe...) “Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um
As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é,
singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor certamente, melhor do que este em que estamos vivendo.
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-
ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige- Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido
se a...). preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de
Mello)
A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o
primeiro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições 1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a
que reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados qual este deve ser
por frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos (A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades
em algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condi- humanas e o respeito ao mundo natural.
ções; por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua (B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativida-
apelação. de economicamente viável.
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram (C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros
um amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão para todos os indivíduos de uma comunidade.
tanto de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem (D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a apro-
desenvolver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como veitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural.
de construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o (E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui-
solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos.
os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio
enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido). 2. Considere as seguintes afirmações:
I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência do
A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal ma- fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico.
neira que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja
solicitação de bolsas de estudo, etc. formas de desenvolvimento nocivas e predatórias.
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana Maria
III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém
Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS. do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem fa-
zendo dela.
Em relação ao texto está correto APENAS que se afirmar em
EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS (A) I. (B))II.
(C) III. (D) I e II. (E) II e III.
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que se- 3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do
gue. texto em:
(A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer
No coração do progresso conclusão.
Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que (B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica =
classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à invenção seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem preconcei-
do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no novo to.
emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim acerta a (C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das
mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e convidar o ações voluntariosas.
leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre pareceu abrir (D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida =
todas as portas para uma vida melhor. práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida.
(E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que
Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema, está planificado.
via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendi-
mento, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma 4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento
represa monumental era progresso. Cada novo produto químico era um pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada.
progresso. As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscrimina- Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta-
damente a palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco: mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na or-
desde que a Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e dem em que surgem, por
tornou-se, efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preserva- (A) houve - garantiria – é (B) haveria - garantiu - teria sido
ção ambiental e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino (C) haveria - garantisse – fosse (D) haverá - garantisse - e
planeta. (E) havia - garantiu – é
Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso. Do
5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na
ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que frase:
concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza e (A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso
a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o
algumas conotações mágicas.
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(B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu (C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo
sentido real muitos equívocos ideológicos. irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha mágica.
(C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega a (D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre-
representarem, de fato, qualquer avanço significativo. sas, costuma trazer também uma série de consequências ambientais
(D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a que, nem sempre, foram avaliadas.
fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida. (E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalistas
(E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, com segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma per-
nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da vida. manente avaliação.
6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24.
frase: De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pelos
(A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à livre
atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula
mão. perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen-
(B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso.
nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará.
(C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou em A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 milhões
ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida. o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três anos na
(D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido e as
depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos. horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por
(E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três
representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar pro- anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São
gresso. Carlos.
A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular
7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da constru- os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien-
ção ou da expressividade do texto: tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a
I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios
tanto atende à concordância com academias. com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e
II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia.
exprime um dever imperioso, uma necessidade premente.
III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo, Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria acio-
anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplorada nou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a
no texto. pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à
Está correto APENAS o que se afirmar em livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não
(A) I. (B)) II. anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados
(C) III. (D) I e II. (E) II e III. pelos protestos.
O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as
8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais
palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas
que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos. essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os ser abolidas.
elementos sublinhados, na ordem dada, por: (Folha de [Link], 29.09.07. Adaptado)
(A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam
(B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na
11. De acordo com o texto, é correto afirmar que
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe
(A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo
(D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam
dos protestos ocorridos nos últimos anos.
(E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam
(B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafamen-
tos já foram pagos pelos manifestantes.
9. Está clara e correta a redação da seguinte frase:
(A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois que (C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e
é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário que são permitidos pela Carta de 1988.
reflitamos sobre seu verdadeiro sentido. (D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos
(B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo, de rua em horários e locais predeterminados.
devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso (E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos
coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor. das manifestações feitas de forma abusiva.
(C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa
atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua melho- 12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para
ria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja. solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao
(D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer restante da população. A saída estaria principalmente na
jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para (A) sensatez.
que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros. (B) Carta de 1998.
(E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba- (C) Justiça.
riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco- (D) Companhia de Engenharia de Tráfego.
logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida práti- (E) na adoção de medidas amplas e profundas.
ca.
13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que
10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período: param as ruas de São Paulo representam um custo para a população
(A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir
porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida. (A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego
(B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações apa- (CET).
rentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, impor- (B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas
tantíssima. em engarrafamentos.
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(C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São 21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a
Carlos. palavra arbitrar é um sinônimo de
(D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e (A) julgar. (B) almejar.
São Carlos. (C) condenar. (D) corroborar. (E) descriminar.
(E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de São
Paulo. 22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os
protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos
14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão das uma relação de
manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é equi- (A) tempo. (B) posse.
parada, no texto, (C) causa. (D) origem. (E) finalidade.
(A) a R$ 3,3 milhões.
(B) ao total de usuários da cidade de São Carlos. 23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, substi-
(C) ao total de usuários da cidade de São Paulo. tuindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as regras
(D) ao total de combustível economizado. de regência verbal, a seguinte frase:
(A) O poder público deveria obedecer para horários e locais.
(E) a uma distância de 231 km.
(B) O poder público deveria obedecer a horários e locais.
(C) O poder público deveria obedecer horários e locais.
15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os (D) O poder público deveria obedecer com horários e locais.
protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de (E) O poder público deveria obedecer os horários e locais.
(A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça.
(B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir 24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou um
protestos abusivos. líder de sindicato – obtém-se:
(C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para (A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria.
impedir protestos em horários de pico. (B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria.
(D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem- (C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria.
sucedida de desestimular protestos abusivos. (D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria.
(E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em (E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato.
impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi-
mentadas.
Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34.
16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de
Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau- DIPLOMA E MONOPÓLIO
sados em cada manifestação é Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medi-
(A) pertinente. (B) indiferente. cina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os
(C) irrelevante. (D) onerosa. (E) inofensiva. enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência
(sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o
17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como
sindical explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o
(A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998. exercício profissional?
(B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição.
(C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifestan- Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas
te da responsabilidade pelos danos causados. ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam
(D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje,
poderá entrar com recurso. nem 20% advogam.
(E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegurados, Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é
um manifestante será punido. um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante.
Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se
18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é
conflito, destaca-se mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa
(A) multa a líderes sindicais. polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução
(B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar
Tráfego. nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são tam-
(C) o fim dos protestos em qualquer via pública. bém úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido
(D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua. na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC,
(E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani- não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática
festações. monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também
se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –, dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concor-
substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de rência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...)
acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase:
(Veja, 07.03.2007. Adaptado)
(A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios.
(B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios.
(C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios. 25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as
(D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios. frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direi-
(E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios. to e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram
resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras.
20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil (A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina
e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a locução no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
conjuntiva no entanto indica uma relação de guiços entre diplomas e carreiras.
(A) causa e efeito. (B) oposição. (B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina
(C) comparação. (D) condição. no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os
(E) explicação. enguiços entre diplomas e carreiras.
Língua Portuguesa 11 A Opção Certa Para a Sua Realização
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(C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina (D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en- advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so-
guiços entre diplomas e carreiras. ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel.
(D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina (E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II.
no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os en- As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corpora-
guiços entre diplomas e carreiras. ções deviam fiscalizá-la.
(E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medici-
31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem,
na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala-
os enguiços entre diplomas e carreiras.
das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão.
26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de (A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico.
acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para (B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista.
aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam, (C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC.
e apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sem- (D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa.
pre ____________. (E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento.
(A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na
32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma
política e no mundo dos negócios
culta.
(B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na
(A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os
política e no mundo dos negócios graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão.
(C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na (B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhe-
política e no mundo dos negócios
cimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo
(D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de
de conhecimento.
destaque na política e no mundo dos negócios
(C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB.
(E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na
(D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As
política e no mundo dos negócios
corporações deviam almejar do interesse da sociedade.
27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida (E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de
pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se restringir à concorrência.
uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e III
dificuldade das provas, ...
estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I e III.
(A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpora-
I. O advogado é aprovado na OAB.
tivos.
II. O advogado raciocina com lógica.
(B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do
III. O advogado defende o cliente no tribunal.
ensino básico.
(C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária. (A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e
(D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa. defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
(E) No curso de direito, lê-se bastante. (B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá
de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB.
28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto
(C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e
no singular como no plural como em: A maioria dos advogados ocu-
defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
pam postos de destaque na política e no mundo dos negócios.
(D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque
(A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional.
raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB.
(B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis-
(E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na
tração em nível de bacharelado.
OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso.
(C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação.
(D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba- 34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili-
lho com bons profissionais. dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência
(E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais. vem entre vírgulas para, no contexto,
(A) garantir a atenção do leitor.
29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo
(B) separar o sujeito do predicado.
verbal entre as orações. (C) intercalar uma reflexão do autor.
(A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento, (D) corrigir uma afirmação indevida.
poderiam defender bem seus clientes. (E) retificar a ordem dos termos.
(B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram
intelectualmente.
(C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abaixo.
severa.
(D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser SOBRE ÉTICA
melhor. A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acepções.
(E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resol- Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o com-
vem brevemente. portamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez, “a
teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da moral,
30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal
relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim,
está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em:
nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser estu-
(A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência
dado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a descre-
promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes
ver as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências, ser
defenderão.
capaz de explicar valorações comportamentais.
(B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo
fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria filo-
profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la. sófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo espe-
(C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É culativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na convivên-
preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio- cia humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre
nar-lhes. os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos morais.
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Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto descri- (C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou Moral,
tível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à situação
agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no comporta- do homem.
mento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento (D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento huma-
do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a no, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do mesmo.
colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os valores morais (E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu-
dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral em realização, mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo-
pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especialmente de digni- logia usada.
dade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria
metodologicamente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim, 42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores
objetivamente, de um agir, de um comportamento consequencial, capaz de morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deve-
tornar possível e correta a convivência. (Adaptado do site Doutrina Jus rá ser:
Navigandi) (A) seria dado.
(B) teriam dado.
35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende (C) seriam dados.
da leitura do texto, (D) teriam sido dados.
(A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo. (E) fora dado.
(B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra.
(C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam.
(D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito. Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abaixo.
(E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos. O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR
36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retoma- Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, esta-
da na seguinte expressão do texto: mos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se
(A) núcleo especulativo e reflexivo. não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respei-
(B) objeto descritível de uma Ciência. tá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele
(C) explicação dos fatos morais. não consegue respeitar.
(D) parte da Filosofia.
(E) comportamento consequencial. A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respei-
37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida tar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imperfei-
como aquela em que se considera, sobretudo, ções nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem
(A) o valor desejável da ação humana. moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a
(B) o fundamento filosófico da moral. adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
(C) o rigor do método de análise. padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de
(D) a lucidez de quem investiga o fato moral. um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais ga-
(E) o rigoroso legado da jurisprudência. nham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regra-
das por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos
38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos
homens exemplares, mas por moralizadores que tentam remir suas pró-
revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa-
prias falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
ção
outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos pagam
(A) filosófica. (B) descritiva.
pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo Calligaris,
(C) prescritiva. (D) contestatária. (E) tradicionalista.
Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli-
nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên- 43. Atente para as afirmações abaixo.
teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso: I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se
(A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão) preocupa com os padrões morais de conduta.
(B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate) II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o ho-
(C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa- mem moral acaba por impô-lo à conduta alheia.
ção. (provisório) III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os
(D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda) padrões de conduta que ele cobra dos outros.
(E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessi-
vo) Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase: (B) II.
(A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três (C) III.
acepções de Ética. (D) I e II.
(B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com (E) II e III.
muita frequência, associada aos valores morais.
(C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixariam 44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu
de ter a dignidade humana como balizamento. um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator
(D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor determinante para que
de que se impregna a conduta dos indivíduos. (A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos
(E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân- padrões morais para avaliar sua conduta.
cias, atentar para a observância dos valores éticos. (B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem
moral e o homem moralizador.
41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário (C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte-
sobre o texto: rizar um homem moralizador.
(A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma (D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de um
apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito. homem moral e o de um moralizador.
(B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada um (E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas atitu-
em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo. des tomadas pelo homem moral.
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45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplifi- 49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos
car uma sociedade na qual refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto
(A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos. (A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes.
(B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos. (B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes.
(C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral (C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta.
comum. (D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos.
(D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra moral. (E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes.
(E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis.
50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um
46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes, segmento do texto em:
o sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em: (A) serviu de chamariz ondeu ao chamado.
(A) significativos desdobramentos dela. (B) alguma suspeita sardinha
(B) determinados antecedentes dela. (C) teimoso aproveitamento
(C) reconhecidos fatores que a causam. (D) o princípio mesmo do comércio
(D) consequentes aspectos que a relativizam. (E) Agem para salvaguardar
(E) valores comuns que ela propicia.
51. Atente para as afirmações abaixo.
47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um
frase: cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no
(A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera, já primeiro parágrafo.
não podia ser considerado um hipócrita. II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o
(B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores autor não compactua com a justificativa dos feirantes.
morais que eles imporão aos outros. III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera-
(C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas servis- ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de
se de controle dos demais cidadãos. seres humanos.
(D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri- Em relação ao texto, é correto o que se afirmar APENAS em
zava-se um ato típico do moralizador. (A) I.
(E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões (B) II.
morais que eles próprios não respeitam. (C) III.
(D) I e II.
48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na (E) II e III.
frase:
(A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não cos-
52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons-
tuma acusar em si mesmo.
trução do texto: no contexto do
(B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral
(A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a
ele não costuma impingir na dos outros.
expressão verbal querem pagar.
(C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos
(B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben-
em que ele acusa seus semelhantes.
tender a existência de “fregueses” que não compram nada.
(D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não
(C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada
abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas.
com o sentido de de toda maneira.
(E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de
(D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada
cujo ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é
com o sentido de a fim de resguardar.
capaz.
(E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente ao
de mesmo não sendo.
Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo.
53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para
FIM DE FEIRA preencher de modo correto a lacuna da frase:
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam (A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) de
a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas.
mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas cheias (B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a provi-
de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está dência que fará esquecer que ali funcionou uma feira.
pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a (C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as
metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os fregueses compra- sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo
dores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da barraca de humano.
pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, (D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da
ou uma ponta de cação obviamente desprezada. coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto.
(E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o razoável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de ou-
que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora. tros.
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu-
gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para 54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio. (A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carên-
Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso. cia dos mais pobres.
E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assis- (B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional
tentes sociais, alegam. coleta de um fim de feira.
(C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os fun- nessa narrativa.
cionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é (D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor
liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente cheiro de em distinguir os diferentes caracteres humanos.
peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada por tão (E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humil-
diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito) de coleta de que trata a crônica.
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RESPOSTAS b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados
de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.
1. A 11. C 21. A 31. E 41. B 51. D
c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro,
2. B 12. A 22. E 32. B 42. A 52. E
chapeuzinho, cãozito, etc.
3. E 13. B 23. B 33. A 43. C 53. D
4. C 14. E 24. A 34. C 44. D 54. A
5. A 15. D 25. E 35. E 45. B DISTINÇÃO ENTRE X E CH:
6. E 16. A 26. D 36. B 46. A 1. Escrevem-se com X
7. B 17. C 27. A 37. A 47. E a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote,
8. A 18. D 28. C 38. C 48. D feixe, etc.
9. D 19. E 29. B 39. D 49. B c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc.
10. B 20. B 30. D 40. E 50. C d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de
árvore que produz o látex).
e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-
chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa-
ORTOGRAFIA: EMPREGO DAS LETRAS E das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja,
ACENTUAÇÃO GRÁFICA. pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-
cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar:
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço).
modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua.
2. Escrevem-se com CH:
Eis algumas observações úteis: a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre-
DISTINÇÃO ENTRE J E G buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
1. Escrevem-se com J: sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-
bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-
a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste, la, piche, pichar, tchau.
canjerê, pajé, etc. b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije- distingue pelo contraste entre o x e o ch.
cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc. Exemplos:
c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei, • brocha (pequeno prego)
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis. • broxa (pincel para caiação de paredes)
• chá (planta para preparo de bebida)
d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc. • xá (título do antigo soberano do Irã)
• chalé (casa campestre de estilo suíço)
e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais • xale (cobertura para os ombros)
mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija. • chácara (propriedade rural)
• xácara (narrativa popular em versos)
2. Escrevem-se com G:
• cheque (ordem de pagamento)
a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem, • xeque (jogada do xadrez)
ferrugem, etc. • cocho (vasilha para alimentar animais)
b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO: • coxo (capenga, imperfeito)
estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc.
c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir.
DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C
Observe o quadro das correlações:
Correlações Exemplos
DISTINÇÃO ENTRE S E Z t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
1. Escrevem-se com S:
ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter
a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. - detenção; reter - retenção
b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer-
rt - rs são;
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu-
pel - puls inverter - inversão; divertir - diversão
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa,
corr - curs impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc.
sent - sens correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. ced - cess sentir - senso, sensível, consenso
ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter-
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for gred - gress cessão.
erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege- exceder - excessivo (exceto exceção)
se análise, trombose, etc. prim - press agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão -
progresso - progressivo
tir - ssão
e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres-
causa. são.
admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina (re)percutir - (re)percussão
em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc.
g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten- PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES
der: pretensão; repreender: repreensão, etc.
ONDE-AONDE
2. Escrevem-se em Z. Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi-
a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o vale sempre a PARA ONDE.
mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização, AONDE você vai?
organizado; realizar: realização, realizado, etc. AONDE nos leva com tal rapidez?
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Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre- 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
ga-se ONDE sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
ONDE estão os livros? Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
Não sei ONDE te encontrar. Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
MAU - MAL
MAU é adjetivo (seu antônimo é bom). 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
Escolheu um MAU momento. religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
Era um MAU aluno. do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
MAL pode ser: 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República,
a) advérbio de modo (antônimo de bem). etc.
Ele se comportou MAL. 5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação,
Seu argumento está MAL estruturado Estado, Pátria, União, República, etc.
b) conjunção temporal (equivale a assim que).
MAL chegou, saiu 6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
c) substantivo: órgãos públicos, etc.:
O MAL não tem remédio, Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco
Ela foi atacada por um MAL incurável. do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e
CESSÃO significa o ato de ceder. científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os
Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais. Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os Manhã, Manchete, etc.
torcedores.
8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião: Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.
Assistimos a uma SESSÃO de cinema.
Reuniram-se em SESSÃO extraordinária. 9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do
Oriente, o falar do Norte.
SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão: Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes.
Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos. 10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o
Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
HÁ / A Escrevem-se com letra inicial minúscula:
Na indicação de tempo, emprega-se: 1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz): nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval,
HÁ dois meses que ele não aparece. ingleses, ave-maria, um havana, etc.
Ele chegou da Europa HÁ um ano.
A para indicar tempo futuro: 2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando
Daqui A dois meses ele aparecerá. empregados em sentido geral:
Ela voltará daqui A um ano. São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria.
FORMAS VARIANTES 3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio
Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc.
uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos.
aluguel ou aluguer hem? ou hein? 4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
"Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis)
alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso,
amídala ou amígdala infarto ou enfarte mirra." (Manuel Bandeira)
assobiar ou assoviar laje ou lajem
assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula
azaléa ou azaleia nenê ou nenen
REGRAS DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA
bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu
ORTOGRAFIA
bílis ou bile quatorze ou catorze Por Paula Perin dos Santos
cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar
carroçaria ou carroceria taramela ou tramela O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
debulhar ou desbulhar ou relampar internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros:
porcentagem ou percentagem 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
fleugma ou fleuma dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo
Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve
sua implementação.
Escrevem-se com letra inicial maiúscula: É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
1) a primeira palavra de período ou citação. uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
letra maiúscula. subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
Língua Portuguesa 16 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen-
Leis ou Acordos. tes (semivogal+vogal):
A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.
uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o
ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na 3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra. Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
temo, público, pároco, proparoxítona.
Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
Alfabeto 4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
palavras importadas do idioma inglês, como: IMPORTANTE
km – quilômetro, Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
kg – quilograma se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros. Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos
de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
Trema Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus 5. Trema
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso, permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
o “ü” lê-se “i”) como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
6. Acento Diferencial
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou O acento diferencial permanece nas palavras:
não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou pôde (passado), pode (presente)
“LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos pôr (verbo), por (preposição)
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S” Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
verbo está no singular ou plural:
Ex.
SINGULAR PLURAL
Chá Mês nós
Ele tem Eles têm
Gás Sapé cipó
Ele vem Eles vêm
Dará Café avós
Pará Vocês compôs Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como:
vatapá pontapés só conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
Aliás português robô
dá-lo vê-lo avó
recuperá-los Conhecê-los pô-los
DIVISÃO SILÁBICA
guardá-la Fé compô-los
Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
réis (moeda) Véu dói
GU.
méis céu mói 1- chave: cha-ve
pastéis Chapéus anzóis aquele: a-que-le
ninguém parabéns Jerusalém palha: pa-lha
manhã: ma-nhã
Resumindo: guizo: gui-zo
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí- a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas 2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço
palavras. reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em: flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma
L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. globo: glo-bo fraco: fra-co
N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do
R – câncer, caráter, néctar, repórter. atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so
X – tórax, látex, ônix, fênix. prato: pra-to
PS – fórceps, Quéops, bíceps. Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.
Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs. 3- correr: cor-rer desçam: des-çam
ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão. passar: pas-sar exceto: ex-ce-to
I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis. fascinar: fas-ci-nar
ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
Não se separam as letras que representam um ditongo.
UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro
US – ânus, bônus, vírus, Vênus. cárie: cá-rie
Língua Portuguesa 17 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Separam-se as letras que representam um hiato. sílabas são distinguidas pela maneira como são entonadas. Em português,
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el o conceito de “tom” existe quando se diferencia uma pergunta de uma
rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o afirmação (ex.: “o açúcar é branco.”; “o açúcar é branco?”) ou em uma frase
exclamativa: “(ex.: “como o açúcar é branco!”).
Não se separam as letras que representam um tritongo. Nota 2: Em nenhuma palavra de até três sílabas existem vogais subtô-
6- Paraguai: Pa-ra-guai nicas em português. E em algumas preposições, artigos, pronomes e
saguão: sa-guão conjunções com uma ou duas sílabas (ex.: por, em, para, um, o, pelo), não
existem vogais tônicas.
Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
que a antecede. Quanto ao timbre
7- torna: tor-na núpcias: núp-cias - Vogais abertas: São as vogais articuladas ao se abrir o máximo
técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter a boca. Por exemplo: nas palavras “amora” e “café”, todas as vogais são
absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz abertas.
- Vogais fechadas: São as vogais articuladas ao se abrir o mínimo
Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba
a boca. Por exemplo: nas palavras “êxodo” e “fôlego”, todas as vogais são
que a segue
fechadas.
8- pneumático: pneu-má-ti-co
gnomo: gno-mo Alguns gramáticos da língua portuguesa ainda classificam as vogais “e”
psicologia: psi-co-lo-gia e “o” na categoria de vogais reduzidas quando são átonas no fim de uma
palavra, que em geral são pronunciadas como “i” e “u”. Por exemplo, nas
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente, palavras “análise” e “camelo”.
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em Quanto ao modo de articulação
sílabas separadas.
- Vogais orais: São as vogais pronunciadas completamente atra-
9- sublingual: sub-lin-gual vés da cavidade oral. Em português, existem sete vogais orais, a saber: “a”,
sublinhar: sub-li-nhar “ê”, “é”, “i”, “ô”, “ó” e “u”.
sublocar: sub-lo-car - Vogais nasais: São as vogais pronunciadas em que uma parte
do ar usado para a pronúncia escapa pela cavidade nasal. Em português,
Preste atenção nas seguintes palavras: existem seis vogais nasais. Nas palavras: “maçã”, “armazém”, “capim”,
trei-no so-cie-da-de “garçom”, “compra” e “fundo”, os grafemas assinalados em negrito repre-
gai-o-la ba-lei-a sentam vogais nasais. Também são nasais os ditongos “ão”, “ãe”, “õe”,
des-mai-a-do im-bui-a “âim” (como em “câimbra”) e o ditongo “ui” da palavra “muito”.
ra-diou-vin-te ca-o-lho
te-a-tro co-e-lho
Quanto ao ponto de articulação
du-e-lo ví-a-mos
a-mné-sia gno-mo - Vogais anteriores: São as vogais pronunciadas com a parte tra-
co-lhei-ta quei-jo seira da língua curvada para baixo. Em português, são anteriores as vogais
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co “a”, “â”, “o”, “ó” e “u”.
dig-no e-nig-ma - Vogais posteriores: São as vogais pronunciadas com a parte tra-
e-clip-se Is-ra-el seira da língua curvada para cima. Em português, são posteriores as vogais
mag-nó-lia “e”, “é” e “i”.
Nota 1: Alguns gramáticos da língua portuguesa consideram as vogais
“a” e “â” como vogais médias ou vogais centrais, porque nessas vogais, em
PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS. português, não há curvatura da língua.
Nota 2: Em alguns idiomas como o alemão, para cada vogal anterior
Morfologia - Estrutura e formação de palavras. existe uma posterior correspondente. As vogais posteriores derivadas de
Em linguística, um fonema é a menor unidade sonora (fonética) de uma vogais anteriores são representadas pelo trema (ä, ö, u).
língua que estabelece contraste de significado para diferenciar palavras.
Por exemplo, a diferença entre as palavras prato e trato, quando faladas, SEMIVOGAIS
está apenas no primeiro fonema: P na primeira e T na segunda. As semivogais são fonemas que não ocupam a posição de núcleo da
sílaba, devendo, portanto, associam-se a uma vogal para formarem uma
Classificação dos Fonemas sílaba. Em português, somente os fonemas representados pelas letras “i” e
“u” em ditongos e tritongos são considerados semivogais. Um ditongo é
Os fonemas são classificados em vogais, semivogais e consoantes.
sempre formado por uma vogal mais uma semivogal. Quando a semivogal
VOGAIS vem antes da vogal, o ditongo é dito “crescente” (como em “jaguar”). Quan-
Vogal é o fonema produzido pelo ar que, expelido dos pulmões, faz vi- do a semivogal vem depois, o ditongo é dito “decrescente” (como em “de-
brar as cordas vocais e não encontra nenhum obstáculo na sua passagem mais”). Nos ditongos “ui” e “iu”, uma das letras é sempre considerada vogal
pelo aparelho fonador. Classificam-se em: e a outra é semivogal. No caso dos tritongos, todos eles são formados por
Quanto à intensidade uma vogal intercalada entre duas semivogais.
- Vogal tônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico prin-
cipal da palavra. CONSOANTES
- Vogal subtônica: é a vogal onde se encontra o acento prosódico Consoantes são fonemas assilábicos que se produzem após ultrapas-
secundário da palavra. sar um obstáculo que se opõe à corrente de ar no aparelho fonador. Estes
- Vogal átona: é uma vogal onde não existe qualquer acento prosó- obstáculos incluem os lábios, os dentes, a língua, o palato, o véu palatino e
a úvula. Classificam-se da seguinte maneira:
dico.
Exemplo: Na palavra automaticamente, o primeiro “e” é a vogal tônica,
o segundo “a” é a vogal subtônica, e as demais vogais são átonas. Quanto ao papel das cordas vocais
Nota 1: Em alguns idiomas como o chinês não existe o conceito de in- - Consoantes surdas: São as consoantes pronunciadas sem que as
tensidade da vogal. Em seu lugar, existe o conceito de tom, em que as cordas vocais sejam postas em vibração. São surdas as seguintes conso-
antes em português: f, k, p, s, t, ch.
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- Consoantes sonoras: São as consoantes pronunciadas com a vibra- dade, que não convém inserir nas noções elementares de que estamos
ção das cordas vocais. São sonoras as seguintes consoantes em portu- tratando. A Letra é a representação gráfica, isto é, uma representação
guês: b, d, g, j, l, lh, m, n, nh, r, v, z. escrita de um determinado som.
Quanto ao modo de articulação LETRAS FONEMAS EXEMPLOS
- Consoantes oclusivas: São as consoantes pronunciadas fechando-se A Ã (AM, AN) - A ANTA DO CAMPO - ÁRVORE
totalmente o aparelho fonador, sem dar espaço para o ar sair. São oclusi-
vas as seguintes consoantes: p, t, k, b, d, g. B BÊ BOI BRAVO - BALEIA
- Consoantes fricativas: São as consoantes pronunciadas através de C SÊ - KÊ CERVO – COBRA
uma corrente de ar que se fricciona em um obstáculo. São fricativas as D DÊ DROMEDÁRIO - DINOSSAURO
seguintes consoantes em português: f, j, s, ch, v, z.
E Ê – EM, EN - E ELEFANTE – ENTE – ÉGUA
- Consoantes laterais: São as consoantes pronunciadas ao fazer pas-
sar a corrente de ar nos dois cantos da boca ao lado da língua. Em portu- F FÊ FOCA - FLAMINGO
guês, são laterais apenas as consoantes “l” e “lh”.
G JÊ - GUÊ GIRAFA – GATO
- Consoantes vibrantes: São as consoantes pronunciadas através da
vibração de algum elemento do aparelho fonador, em geral a língua ou o H Ø HIPOPÓTAMO - HOMEM
véu palatino. Em português, são vibrantes apenas as duas variedades do I IM - I ÍNDIO - IGREJA
“r”, como em “carro” e em “caro”.
J JÊ JIBÓIA - JACARÉ
- Consoantes nasais: São as consoantes em que o ar sai pelas fossas
nasais, em vez da boca. Em português, são nasais as consoantes “m”, “n” e L LÊ - U LEÃO - SOL
“nh”.
M MÊ – (~) MACACO – CAMBUÍ
Quanto ao ponto de articulação
N NÊ – (~) NATUREZA – PONTE
- Consoantes bilabiais: São as consoantes pronunciadas com o
contato dos dois lábios. Em português, são bilabiais as consoantes: p, b, m. O Õ (OM, ON) – O – Ô ONÇA – AVÓ – AVÔ
- Consoantes dentais: São as consoantes pronunciadas com a P PÊ PORCO - PATO
língua entre os dentes. Não existem consoantes dentais em português. Em
Q KÊ QUERO-QUERO - QUEIJO
outros idiomas, pode ser citado como exemplo o “th” do inglês.
- Consoantes alveolares: São as consoantes pronunciadas com o R RRÊ – RÊ RATO BURRO – ARARA
contato da língua nos alvéolos dos dentes. Em português, são alveolares as S SÊ – ZÊ – Ø SAPO – CASA – NASCER
consoantes: t, d, n, s, z, l e o “r” fraco.
T TÊ TATU - TUBARÃO
- Consoantes labiodentais: São as consoantes pronunciadas com
o contato dos lábios na arcada superior dos dentes. Em português, são U U – UM, UN URUBU – ATUM
labiodentais as consoantes “f” e “v”.
V U – UM, UN VACA - VEADO
- Consoantes palatais: São as consoantes pronunciadas com o XARÉU – EXEMPLO – MÁXIMO
contato da língua com o palato. Em português, são palatais as seguintes X XÊ – ZÊ – SÊ – Ø - KSÊ – EXCETO - TÁXI
consoantes: j, ch, lh e nh.
Z ZÊ ZEBRA - ZORRO
- Consoantes retroflexivas: São as consoantes pronunciadas com
a língua curvada. Em português, somente em alguns dialetos do Brasil têm Tradicionalmente, costuma-se classificar os fonemas em vogais, semi-
uma consoante retroflexiva, o chamado “r” caipira.
vogais e consoantes, com algumas divergências entre os autores.
- Consoantes velares: São as consoantes pronunciadas com a
parte traseira da língua no véu palatino. Em português, são velares as
VOGAIS
consoantes: k, g e rr (na maioria dos dialetos).
aeiou
- Consoantes uvulares: São as consoantes pronunciadas através
da vibração da úvula. Em português, somente o dialeto fluminense tem uma As vogais são sons musicais produzidos pela vibração das cordas vo-
consoante uvular; no caso, o “r” forte. Também é considerado uvular o “h” cais. São chamados fonemas silábicos, pois constituem o fonema central
aspirado de idiomas como o inglês. de toda sílaba.
- Consoantes glotais: São as consoantes pronunciadas através da
vibração da glote. Não há consoantes glotais em português e em pratica- AS VOGAIS SÃO CLASSIFICADAS CONFORME:
mente nenhum dos idiomas ocidentais. Exemplos de idiomas com consoan- Função Das Cavidades Bucal E Nasal
tes glotais são o hebraico e o árabe. Orais - a, e, i, o, u
Nota: No Brasil, é perceptível a diferença de pronúncia da palavra tia Nasais - ã, ê, î, õ, û.
entre pessoas do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo. De Zona De Articulação
modo geral, para os primeiros, a letra “t” é um fonema palatal (pronunciado
Média - a
mais ou menos como “txia”, enquanto para os segundos representa um
fonema alveolar. Ainda que — assim como em prato e trato — os sons Anteriores - e, i
correspondentes à letra t de tia sejam diferentes (isto é, letras iguais e sons Posteriores - o, u
diferentes), o fonema é um só, visto que, na língua, não se estabelece
distinção de significado ao pronunciar-se /tia/ ou /txia/. Timbre
Abertas - á, é, ó
Fonética
Fechadas - ê, ô
Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo-
nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os Reduzidas - fale, hino.
quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. Por exemplo, em ‘pato’ e
‘bato’ é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre si as duas Intensidade
palavras. Tal som recebe a denominação de Fonema. Pelo visto, pode-se
Tônicas - saci, óvulo, peru
dizer que cada letra do nosso alfabeto representa um fonema, mas fica a
advertência de que num estudo mais profundo a teoria mostra outra reali- Átonas - moço, uva, vida.
Língua Portuguesa 19 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Semivogais - I U TONICIDADE
Só há duas semivogais: I e U, quando se incorporam à vogal numa Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que
mesma sílaba da palavra, formando-se um ditongo ou tritongo. Por exem- se pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. Por exem-
plo: cai-ça-ra, te-sou-ro, Pa-ra-guai. plo, em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá, pá.
Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras
Características Das Semivogais: em:
Ficam sempre ao lado de outra vogal na mesma sílaba da palavra. Oxítonas
São átonas. Quando a tônica é a última sílaba. (sabor, dominó)
CONSOANTES Paroxítonas
As consoantes são fonemas que soam com alguma vogal. Portanto, Quando a tônica é a penúltima. (quadro, mártir)
são fonemas assilábicos, isto é, sozinhos não formam sílaba.
BCDFGHJLMNPQRSTVXZ Proparoxítonas
Quando a tônica é a antepenúltima. (úmido, cálice)
ENCONTROS VOCÁLICOS Obs: A maioria das palavras de nossa língua é paroxítona.
À sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de
encontro vocálico. Por exemplo, cooperativa. MONOSSÍLABOS
TRÊS SÃO OS ENCONTROS VOCÁLICOS: DITONGO Átonos
É a reunião de uma vogal junto a uma semivogal, ou a reunião de uma São os de pronúncia branda, os que têm a vogal fraca, inacentuada.
semivogal junto a uma vogal em uma só sílaba. Por exemplo, rei-na-do. Também são chamados clíticos. Incluem-se na lista dos monossílabos
átonos, os artigos, as preposições, as conjunções, os pronomes pessoais
OS DITONGOS CLASSIFICAM-SE EM: oblíquos, as combinações pronominais e o pronome relativo ‘que’. Por
exemplo, a, de, nem, lhe, no, me, se.
Crescentes
A semivogal antecede a vogal. Ex: quadro.
Tônicos
São os de pronúncia forte, independentemente de sinal gráfico sobre a
Decrescentes sílaba. Por exemplo, pé, gás, foz, dor.
A vogal antecede a semivogal. Ex: rei.
Observações: Rizotônicas
Sendo aberta a vogal do ditongo, diz-se que ele é oral aberto. Ex: céu. São as palavras cujo acento tônico incide no radical. Por exemplo, des-
Sendo fechada, diz-se que é oral fechado. Ex: ouro. crevo, descreves, descreve.
Sendo nasal, diz-se que é nasal. Ex: pão.
Após a vogal, as letras E e O, que se reduzem, respectivamente, a I e Arrizotônicas
U, têm valor de semivogal. Ex: mãe; anão. São as palavras cujo acento tônico fica fora do radical. Por exemplo,
descreverei, descreverás, descreverá.
TRITONGO Obs: As denominações rizotônico e arrizotônico dizem respeito especi-
almente às formas verbais.
É o encontro, na mesma sílaba, de uma vogal tônica ladeada de duas
semivogais. Ex: sa-guão; U-ru-guai. ENCONTROS CONSONANTAIS
Pelos exemplos dados, conclui-se que os tritongos podem ser nasais O agrupamento de duas ou mais consoantes numa mesma palavra de-
ou orais. nomina-se encontro consonantal. Os encontros consonantais podem ser:
HIATO Conjuntos ou inseparáveis, terminados em L ou R. Por exemplo, ple-
beu e crô-ni-ca. Exceto: sub-li-nhar.
É o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em
duas diferentes emissões de voz. Por exemplo, mi-ú-do, bo-a-to, hi-a-to. Disjuntos ou separáveis por vogal não representada na escrita, mas
que é percebida, na pronúncia, entre as duas consoantes. Por exemplo, rit-
O hiato forma um encontro vocálico disjunto, isto é, na separação da
mo, ad-mi-rar, ob-je-ti-vo.
palavra em sílabas, cada vogal fica em uma sílaba diferente.
DÍGRAFOS
SÍLABA São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados composta para um som simples. Há os seguintes dígrafos:
numa só emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classi- Os terminados em H, representados pelos grupos ch, lh, nh. Por exem-
fica-se em: plo, chave, malha, ninho.
Monossílabo Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e ss.
Possui uma só sílaba. (fé, sol) Por exemplo, carro, pássaro.
Dissílabo Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs. Por exemplo, guerra, quilo, nascer,
Possui duas sílabas. (casa, pombo) cresça, exceto.
Trissílabo As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer-
rando a sílaba por em uma palavra. Por exemplo, pomba, campo, onde,
Possui três sílabas. (cidade, atleta) canto, manto.
Polissílabo Não há como confundir encontro consonantal com dígrafo por uma ra-
Possui mais de três sílabas. (escolaridade, reservatório). zão muito simples: os dígrafos são consoantes que se combinam, mas não
formam um encontro consonantal por constituírem um só fonema.
Língua Portuguesa 20 A Opção Certa Para a Sua Realização
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ESTRUTURA DE PALAVRAS grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, al-
coômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e
As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários latino / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);
elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das Onomatopeia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun-
palavras. zum, miau);
Exs.:
Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua
cinzeiro = cinza + eiro
compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)
endoidecer = en + doido + ecer
predizer = pre + dizer Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se-
qüência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de
Os principais elementos móficos são: siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)
RADICAL Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala-
É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra. vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos
Exs.: amarelecer = amarelo + ecer
enterrar = en + terra + ar
pronome = pro + nome
PREFIXO CLASSES DE PALAVRAS E SUAS FLEXÕES.
É o elemento mórfico que vem antes do radical. VERBOS: CONJUGAÇÃO, EMPREGO DOS TEMPOS,
Exs.: anti - herói in - feliz MODOS E VOZES VERBAIS.
SUFIXO
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES.
É o elemento mórfico que vem depois do radical.
Exs.: med - onho cear – ense SUBSTANTIVOS
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no-
me aos seres em geral.
As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a São, portanto, substantivos.
língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá- a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra,
bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado.
mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba-
Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala- lho, corrida, tristeza beleza altura.
vras encontramos a seguinte divisão:
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor) a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie:
palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha) rio, cidade, pais, menino, aluno
b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento.
palavras simples - só possuem um radical (couve, flor) Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor, cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair.
aguardente) c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro-
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci-
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con-
mento dos seguintes processos de formação:
creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta,
Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi- fada, bruxa, saci.
cais. São dois tipos de composição. d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só
justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol, existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo,
sexta-feira); pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão,
portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza.
elementos (pernalta, de perna + alta).
Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje-
Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o tivos
acréscimo de afixos. São cinco tipos de derivação. trabalhar - trabalho
correr - corrida
prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil); alto - altura
sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente); belo - beleza
parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo
e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável
pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva; FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua
regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se
portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal.
substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda /
b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa:
de ajudar);
florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro.
imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio,
("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio tempo, sol.
a comum). d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de-
colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol.
Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros
processos para formação de palavras, como:
COLETIVOS
Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo
por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo, de seres da mesma espécie.
Língua Portuguesa 21 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Veja alguns coletivos que merecem destaque: Gênero
alavão - de ovelhas leiteiras Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini-
alcateia - de lobos no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta.
álbum - de fotografias, de selos Podemos classificar os substantivos em:
antologia - de trechos literários escolhidos a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma
armada - de navios de guerra para o masculino, outra para o feminino:
armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) aluno/aluna homem/mulher
arquipélago - de ilhas menino /menina carneiro/ovelha
assembleia - de parlamentares, de membros de associações
atilho - de espigas de milho Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas
atlas - de cartas geográficas, de mapas pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo:
banca - de examinadores padrinho/madrinha bode/cabra
bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios cavaleiro/amazona pai/mãe
bando - de aves, de pessoal em geral
cabido - de cônegos b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única
cacho - de uvas, de bananas forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se
cáfila - de camelos em:
cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam
cancioneiro - de poemas, de canções animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca.
caravana - de viajantes Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve-
cardume - de peixes mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê-
clero - de sacerdotes mea
colmeia - de abelhas
concílio - de bispos 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti-
congregação - de professores, de religiosos go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a
congresso - de parlamentares, de cientistas estudante, este dentista.
conselho - de ministros
consistório - de cardeais sob a presidência do papa 3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam
constelação - de estrelas pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar-
corja - de vadios tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn-
elenco - de artistas juge, a pessoa, a criatura.
enxame - de abelhas Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim:
enxoval - de roupas uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
esquadra - de navios de guerra
esquadrilha - de aviões Alguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
falange - de soldados, de anjos São masculinos São femininos
farândola - de maltrapilhos o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
fato - de cabras o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
fauna - de animais de uma região o teorema o ágape a análise a usucapião
o trema o caudal a cal a bacanal
feixe - de lenha, de raios luminosos o edema o champanha a cataplasma a líbido
flora - de vegetais de uma região o eclipse o alvará a dinamite a sentinela
frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus o lança-perfume o formicida a comichão a hélice
girândola - de fogos de artifício o fibroma o guaraná a aguardente
o estratagema o plasma
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros o proclama o clã
junta - de bois, médicos, de examinadores
júri - de jurados Mudança de Gênero com mudança de sentido
legião - de anjos, de soldados, de demônios
Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
malta - de desordeiros
Veja alguns exemplos:
manada - de bois, de elefantes o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo)
matilha - de cães de caça o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal)
ninhada - de pintos o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora)
nuvem - de gafanhotos, de fumaça o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão)
panapaná - de borboletas o lotação (veículo) a lotação (capacidade)
pelotão - de soldados o lente (o professor) a lente (vidro de aumento)
penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas Plural dos Nomes Simples
plantel - de animais de raça, de atletas 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
quadrilha - de ladrões, de bandidos casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
ramalhete - de flores 2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
réstia - de alhos, de cebolas a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
récua - de animais de carga corações; grandalhão, grandalhões.
romanceiro - de poesias populares b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
resma - de papel guardiães.
revoada - de pássaros c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
súcia - de pessoas desonestas cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.
vara - de porcos Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
vocabulário - de palavras de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães;
ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,
grau. armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.
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4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar, Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí- por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda-
fens (ou hífenes). marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones. dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou
5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani- salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate.
mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules. Adjetivos Compostos
6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil, Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona.
fósseis; réptil, répteis. Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino-
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar- americanos; cívico-militar, cívico-militares.
ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis. 1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos
pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni- amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses; 2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-
burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases. dos-mudos > surdas-mudas.
São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os 3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho.
substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix,
os ônix.
Graus do substantivo
8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs- Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais
tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri- podem ser: sintéticos ou analíticos.
mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi-
tos.
Analítico
Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
Substantivos só usados no plural nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande.
afazeres anais
arredores belas-artes Sintético
cãs condolências Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
confins exéquias
férias fezes Principais sufixos aumentativos
núpcias óculos AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO,
olheiras pêsames ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes) povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
ça.
Plural dos Nomes Compostos Principais Sufixos Diminutivos
1. Somente o último elemento varia: ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara- ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim,
b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo,
mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; homúncula, apícula, velhusco.
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo
ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- Observações:
comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- • Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela- rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc.
melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc.
• É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe-
2. Somente o primeiro elemento é flexionado: tivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz,
rabo, burros-sem-rabo; ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc.
b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-
correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; zinho, pequenito.
banana-maçã, bananas-maçã.
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu-
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
diferentes para designar o sexo:
3. Ambos os elementos são flexionados: bode - cabra genro - nora
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- burro - besta padre - madre
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- carneiro - ovelha padrasto - madrasta
compromissos. cão - cadela padrinho - madrinha
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- cavalheiro - dama pai - mãe
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, compadre - comadre veado - cerva
caras-pálidas. frade - freira zangão - abelha
frei – soror etc.
São invariáveis:
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi-
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; ADJETIVOS
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem-
desocupa-o-copo; FLEXÃO DOS ADJETIVOS
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o Gênero
perde-ganha, os perde-ganha. Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
Língua Portuguesa 23 A Opção Certa Para a Sua Realização
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a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne- Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico:
ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu- - Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade -
lher simples; aluno feliz - aluna feliz. muito trabalhador, excessivamente frágil, etc.
b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, - Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti-
outra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / ho- quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc.
mem alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se- Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara-
melhante a dos substantivos. tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais:
Número NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO
a) Adjetivo simples ABSOLUTO
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os RELATIVO
substantivos simples: bom melhor ótimo
pessoa honesta pessoas honestas melhor
regra fácil regras fáceis mau pior péssimo
homem feliz homens felizes pior
Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in- grande maior máximo
variáveis: maior
blusa vinho blusas vinho pequeno menor mínimo
camisa rosa camisas rosa menor
b) Adjetivos compostos
Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele- Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:
mento varia, tanto em gênero quanto em número: acre - acérrimo ágil - agílimo
acordos sócio-político-econômico acordos sócio-político-econômicos agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo
causa sócio-político-econômica causas sócio-político-econômicas
amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo
acordo luso-franco-brasileiro acordo luso-franco-brasileiros
lente côncavo-convexa lentes côncavo-convexas amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo
camisa verde-clara camisas verde-claras áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo
sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo
benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo
Observações: célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo
1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo
camisa verde-abacate camisas verde-abacate eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
sapato marrom-café sapatos marrom-café
fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
blusa azul-marinho blusas azul-marinho incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo
camisa azul-celeste camisas azul-celeste íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo
3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
variam: magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
menino surdo-mudo meninos surdos-mudos manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo
menina surda-muda meninas surdas-mudas negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo
pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo)
Graus do Adjetivo possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo
pressas em dois graus: público - publicíssimo pudico - pudicíssimo
- o comparativo sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo
- o superlativo salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo
Comparativo simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual, velho - vetérrimo visível - visibilíssimo
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo: voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo
- Comparativo de igualdade:
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. Adjetivos Gentílicos e Pátrios
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. Argélia – argelino Bagdá - bagdali
- Comparativo de superioridade: Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro. Bóston - bostoniano Braga - bracarense
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico. Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
- Comparativo de inferioridade: Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. bucarestense Campos - campista
Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. Cairo - cairota Caracas - caraquenho
Canaã - cananeu Ceilão - cingalês
Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- Catalunha - catalão Chipre - cipriota
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: Chicago - chicaguense Córdova - cordovês
- Superlativo absoluto Coimbra - coimbrão, conim- Creta - cretense
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: bricense Cuiabá - cuiabano
Esta cidade é poluidíssima. Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho
Esta cidade é muito poluída. Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense,
Egito - egípcio capixaba
- Superlativo relativo Equador - equatoriano Évora - eborense
Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a Filipinas - filipino Finlândia - finlandês
outros seres: Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano
Este rio é o mais poluído de todos. Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense
Este rio é o menos poluído de todos. Gabão - gabonês Galiza - galego
Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino
Língua Portuguesa 24 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Goiânia - goianense Granada - granadino 3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente.
Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco Ele saiu (ele)
Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano Eles sairam (eles)
Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho Convidei-o (o)
Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense Convidei-os (os)
Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita
João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense Os pronomes pessoais são os seguintes:
La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
Macapá - macapaense Macau - macaense singular 1ª eu me, mim, comigo
Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe 2ª tu te, ti, contigo
3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe
Madri - madrileno Manaus - manauense
plural 1ª nós nós, conosco
Marajó - marajoara Minho - minhoto 2ª vós vós, convosco
Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco 3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes
Montevidéu - montevideano Natal - natalense
Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano
Pequim - pequinês Pisa - pisano PRONOMES DE TRATAMENTO
Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-
Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância
Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.
São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano Veja, a seguir, alguns desses pronomes:
PRONOME ABREV. EMPREGO
Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho Vossa Eminência V .Ema cardeais
Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano Vossa Excelência [Link] altas autoridades em geral Vossa
Veneza - veneziano Vitória - vitoriense Magnificência V. Mag a reitores de universidades
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral
Locuções Adjetivas Vossa Santidade V.S. papas
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs- Vossa Senhoria [Link] funcionários graduados
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem Vossa Majestade V.M. reis, imperadores
ser substituídas por um adjetivo correspondente. São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
cês.
PRONOMES EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS,
ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito.
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre-
Considera-se errado seu emprego como complemento:
senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.
Convidaram ELE para a festa (errado)
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome
Receberam NÓS com atenção (errado)
substantivo.
EU cheguei atrasado (certo)
• Ele chegou. (ele)
ELE compareceu à festa (certo)
• Convidei-o. (o)
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex-
pronomes retos:
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
Convidei ELE (errado)
• Esta casa é antiga. (esta)
Chamaram NÓS (errado)
• Meu livro é antigo. (meu)
Convidei-o. (certo)
Chamaram-NOS. (certo)
Classificação dos Pronomes
Há, em Português, seis espécies de pronomes:
3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas
ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
de tratamento:
reto seu emprego como complemento:
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões;
Informaram a ELE os reais motivos.
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo;
Emprestaram a NÓS os livros.
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde;
Eles gostam muito de NÓS.
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá-
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou-
4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se
trem, nada, cada, algo.
errado seu emprego como complemento:
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in-
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado)
terrogativas.
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo)
PRONOMES PESSOAIS Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de
Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis- preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas
curso: MIM e TI:
1ª pessoa: quem fala, o emissor. Ninguém irá sem EU. (errado)
Eu sai (eu) Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado)
Nós saímos (nós) Ninguém irá sem MIM. (certo)
Convidaram-me (me) Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo)
Convidaram-nos (nós)
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e
Tu saíste (tu) TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam
Vós saístes (vós) como sujeito de um verbo no infinitivo.
Convidaram-te (te) Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Convidaram-vos (vós) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Língua Portuguesa 25 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri- 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de A mim, ninguém me engana.
sujeito. A ti tocou-te a máquina mercante.
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas-
5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados mo vicioso e sim ênfase.
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em
que os referidos pronomes não sejam reflexivos: 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo,
Querida, gosto muito de SI. (errado) exercendo função sintática de adjunto adnominal:
Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Querida, gosto muito de você. (certo) Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
Preciso muito falar com você. (certo)
12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar
Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos: déstia:
Ele feriu-se Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes.
Cada um faça por si mesmo a redação Vós sois minha salvação, meu Deus!
O professor trouxe as provas consigo
13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais falamos dessa pessoa:
pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios. Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com- 14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE,
binações possíveis são as seguintes: VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª
me+o=mo me + os = mos pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como
te+o=to te + os = tos pronomes de terceira pessoa:
lhe+o=lho lhe + os = lhos Você trouxe seus documentos?
nos + o = no-lo nos + os = no-los Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
vos + o = vo-lo vos + os = vo-los
lhes + o = lho lhes + os = lhos COLOCAÇÃO DE PRONOMES
Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A,
A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições:
a, as. 1. Antes do verbo - próclise
me+a=ma me + as = mas Eu te observo há dias.
te+a=ta te + as = tas
2. Depois do verbo - ênclise
- Você pagou o livro ao livreiro? Observo-te há dias.
- Sim, paguei-LHO.
3. No interior do verbo - mesóclise
Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que Observar-te-ei sempre.
representa o livreiro) com O (que representa o livro).
Ênclise
8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a
complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos direto ou indireto.
indiretos:
O pai esperava-o na estação agitada.
O menino convidou-a. (V.T.D )
Expliquei-lhe o motivo das férias.
O filho obedece-lhe. (V.T. l )
Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a
Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as 1. Quando o verbo iniciar a oração:
construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de Voltei-me em seguida para o céu límpido.
verbos transitivos diretos: 2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
Eu lhe vi ontem. (errado)
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
Nunca o obedeci. (errado)
3. Com o imperativo afirmativo:
Eu o vi ontem. (certo) Companheiros, escutai-me.
Nunca lhe obedeci. (certo)
4. Com o infinitivo impessoal:
A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
destino na mesa.
como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM:
sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo.
finitivo:
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
Deixei-o sair. A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
Vi-o chegar.
franco.
Sofia deixou-se estar à janela.
Próclise
É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
vendo as orações reduzidas de infinitivo: 1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
interrogativos e conjunções.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Língua Portuguesa 26 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Tudo me parecia que ia ser comida de avião. A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles.
Quem lhe ensinou esses modos? Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio.
Quem os ouvia, não os amou.
Que lhes importa a eles a recompensa? Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro-
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez. nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância.
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo): Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as
Papai do céu o abençoe. suas mãos).
A terra lhes seja leve. Não me respeitava a adolescência.
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM: A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face.
Em se animando, começa a contagiar-nos. O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos.
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir:
pausa entre eles. 1. Cálculo aproximado, estimativa:
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova. Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra. 2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história
O nosso homem não se deu por vencido.
Mesóclise Chama-se Falcão o meu homem
Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum
e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam Eu cá tenho minhas dúvidas
precedidos de palavras que reclamem a próclise. Cornélio teve suas horas amargas
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. 4. Afetividade, cortesia
Dir-se-ia vir do oco da terra. Como vai, meu menino?
Mas: Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris.
Jamais se diria vir do oco da terra. No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren-
Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível: tes de família.
Lembrarei-me (!?)
Diria-se (!?) É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?
Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida-
O Pronome Átono nas Locuções Verbais de.
1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal. Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando
Podemos contar-lhe o ocorrido. não sabia o que dizer.
Podemos-lhe contar o ocorrido.
Não lhes podemos contar o ocorrido. PRONOMES DEMONSTRATIVOS
O menino foi-se descontraindo.
São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
O menino foi descontraindo-se.
coisa designada em relação à pessoa gramatical.
O menino não se foi descontraindo.
Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto
de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está
2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico
longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o
ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio.
livro está longe de ambas as pessoas.
"Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des-
cartes ."
Tenho-me levantado cedo. Os pronomes demonstrativos são estes:
Não me tenho levantado cedo. ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa
ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa
O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o AQUELE (e variações), próprio (e variações)
auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta. MESMO (e variações), próprio (e variações)
Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da SEMELHANTE (e variação), tal (e variação)
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua-
gem escrita. Emprego dos Demonstrativos
1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que
PRONOMES POSSESSIVOS fala).
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- Este documento que tenho nas mãos não é meu.
indo-lhes a posse de alguma coisa. Isto que carregamos pesa 5 kg.
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente:
livro pertence a 1ª pessoa (eu) Este coração não pode me trair.
Eis as formas dos pronomes possessivos: Esta alma não traz pecados.
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. Tudo se fez por este país..
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. c) Para indicar o momento em que falamos:
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Neste instante estou tranquilo.
1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. Deste minuto em diante vou modificar-me.
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. momento em que falamos:
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile.
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem.
você). Um dia destes estive em Porto Alegre.
e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui-
qual se inclui o momento em que falamos:
dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s).
Nesta semana não choveu.
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. Neste mês a inflação foi maior.
Língua Portuguesa 27 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Este ano será bom para nós. 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante:
Este século terminará breve. A menina ia cair, nisto, o pai a segurou
f) Para indicar aquilo de que estamos tratando:
Este assunto já foi discutido ontem. 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE,
Tudo isto que estou dizendo já é velho. ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO.
g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: Tal era a situação do país.
Só posso lhe dizer isto: nada somos. Não disse tal.
Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. Tal não pôde comparecer.
2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha
quem se fala): QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como
Esse documento que tens na mão é teu? Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL
Isso que carregas pesa 5 kg. ou OUTRO TAL:
b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente: Suas manias eram tais quais as minhas.
Esse teu coração me traiu. A mãe era tal quais as filhas.
Essa alma traz inúmeros pecados. Os filhos são tais qual o pai.
Quantos vivem nesse pais? Tal pai, tal filho.
c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese- É pronome substantivo em frases como:
jamos distância: Não encontrarei tal (= tal coisa).
O povo já não confia nesses políticos. Não creio em tal (= tal coisa)
Não quero mais pensar nisso.
d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: PRONOMES RELATIVOS
Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. Veja este exemplo:
O que você quer dizer com isso? Armando comprou a casa QUE lhe convinha.
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que
falamos: A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo
Um dia desses estive em Porto Alegre. casa é um pronome relativo.
Comi naquele restaurante dia desses.
f) Para indicar aquilo que já mencionamos: PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re-
Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio. feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.
Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan- A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
te. No exemplo dado, o antecedente é casa.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: Outros exemplos de pronomes relativos:
a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos.
3ª. O lugar onde paramos era deserto.
Aquele documento que lá está é teu? Traga tudo quanto lhe pertence.
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. Leve tantos ingressos quantos quiser.
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante.
Naquele instante estava preocupado. Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso?
Daquele instante em diante modifiquei-me. Eis o quadro dos pronomes relativos:
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele
Masculino Feminino
século, para exprimir que o tempo já decorreu.
o qual a qual quem
os quais as quais
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas,
cujo cujos cuja cujas que
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou
quanto quanta quantas onde
variações) para a primeira:
quantos
Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso
e aquela tranquila.
Observações:
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente,
5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE,
vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL.
pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural:
O médico de quem falo é meu conterrâneo.
Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose?
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem
Com um frio destes não se pode sair de casa.
sempre um substantivo sem artigo.
Nunca vi uma coisa daquelas.
Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar?
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos
6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter
de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas.
reforçativo:
Tenho tudo quanto quero.
Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
Leve tantos quantos precisar.
Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou.
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a
7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
EM QUE.
ISSO ou AQUELE (e variações).
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô.
Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro.
O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres.
PRONOMES INDEFINIDOS
Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de
A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os modo vago, impreciso, indeterminado.
homens superiores. 1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO,
SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO
Língua Portuguesa 28 A Opção Certa Para a Sua Realização
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Exemplos: 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser
Algo o incomoda? a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces.
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis.
Não faças a outrem o que não queres que te façam. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser
Quem avisa amigo é. a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela
Encontrei quem me pode ajudar. adormece.
Ele gosta de quem o elogia. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles
2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA adormecem.
CERTAS.
3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante
Cada povo tem seus costumes.
em relação ao fato que comunica. Há três modos em português.
Certas pessoas exercem várias profissões.
a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso.
A cachorra Baleia corria na frente.
PRONOMES INTERROGATIVOS b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
Talvez a cachorra Baleia corra na frente.
Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de
c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
modo impreciso à 3ª pessoa do discurso.
Exemplos: pedido
Que há? Corra na frente, Baleia.
Que dia é hoje? 4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
Reagir contra quê?
a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Por que motivo não veio?
Quem foi? Fecho os olhos, agito a cabeça.
Qual será? b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
em que se fala:
Quantos vêm?
Quantas irmãs tens? Fechei os olhos, agitei a cabeça.
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
VERBO O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
presente.
CONCEITO Veja o esquema dos tempos simples em português:
“As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando-
as no tempo.
Presente (falo)
Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re-
INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e
Imperfeito (falava)
gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas.
Mais- que-perfeito (falara)
Assim fiz. Morreram.”
Futuro do presente (falarei)
(Clarice Lispector)
do pretérito (falaria)
Presente (fale)
Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir:
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
a) Estado:
Futuro (falar)
Não sou alegre nem sou triste.
Sou poeta.
Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
b) Mudança de estado:
se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema
Meu avô foi buscar ouro.
dos tempos simples.
Mas o ouro virou terra.
Infinitivo impessoal (falar)
c) Fenômeno:
Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
Chove. O céu dorme.
FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de
Particípio (falado)
estado e fenômeno, situando-se no tempo.
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
FLEXÕES a) agente do fato expresso.
O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- O carroceiro disse um palavrão.
xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em (sujeito agente)
si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: O verbo está na voz ativa.
• a ação de cantar.
• a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). b) paciente do fato expresso:
• o número gramatical (plural). Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
• o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito). (sujeito paciente)
• o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no O verbo está na voz passiva.
passado (indicativo).
• que o sujeito pratica a ação (voz ativa). c) agente e paciente do fato expresso:
O carroceiro machucou-se.
Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz. (sujeito agente e paciente)
1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural: O verbo está na voz reflexiva.
O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural). 6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical.
2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais: Falo - Estudam.
1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço. fora do radical.
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme- Falamos - Estudarei.
cemos.
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7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em: E não houve convencê-lo do contrário.
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto -
cantei - cantarei – cantava - cantasse. Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse. De há muito que esta árvore não dá frutos.
c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa, De há muito não o vejo.
como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-
nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc. O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o
pessoa do singular:
mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma-
Vai haver eleições em outubro.
tado - morto - enxugado - enxuto.
e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju- Começou a haver reclamações.
gação. Não pode haver umas sem as outras.
Parecia haver mais curiosos do que interessados.
verbo ser: sou - fui
Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
verbo ir: vou - ia
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO construída de três modos:
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou Hajam vista os livros desse autor.
explícito. Quase todos os verbos são pessoais. Haja vista os livros desse autor.
O Nino apareceu na porta. Haja vista aos livros desse autor.
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci-
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais: CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar,
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
etc.
sentido da frase.
Garoava na madrugada roxa.
Exemplo:
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer: Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa)
Houve um espetáculo ontem.
A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva)
Há alunos na sala.
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa
claros. passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser-
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico. vando o mesmo tempo.
Fazia dois anos que eu estava casado.
Faz muito frio nesta região? Outros exemplos:
Os calores intensos provocam as chuvas.
O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na Eu o acompanharei.
3ª pessoa do singular - quando significa: Ele será acompanhado por mim.
1) EXISTIR Todos te louvariam.
Há pessoas que nos querem bem. Serias louvado por todos.
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá. Prejudicaram-me.
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios. Fui prejudicado.
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores. Condenar-te-iam.
Serias condenado.
2) ACONTECER, SUCEDER
Houve casos difíceis na minha profissão de médico. EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS
Não haja desavenças entre vós. a) Presente
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos. Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
- um fato que ocorre no momento em que se fala.
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado: Eles estudam silenciosamente.
Há meses que não o vejo. Eles estão estudando silenciosamente.
Haverá nove dias que ele nos visitou. - uma ação habitual.
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava. Corra todas as manhãs.
O fato aconteceu há cerca de oito meses. - uma verdade universal (ou tida como tal):
Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no O homem é mortal.
pretérito imperfeito, e não no presente: A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa.
Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada. - fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar
Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos. maior realce à narrativa.
Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo. Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis".
Havia (e não HÁ) muito tempo que a polícia o procurava. É o chamado presente histórico ou narrativo.
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos:
4) REALIZAR-SE Amanhã vou à escola.
Houve festas e jogos. Qualquer dia eu te telefono.
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
Todas as noites havia ensaios das escolas de samba. b) Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar:
5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e - um fato passado contínuo, habitual, permanente:
seguido de infinitivo): Ele andava à toa.
Em pontos de ciência não há transigir. Nós vendíamos sempre fiado.
Não há contê-lo, então, no ímpeto. - um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre
Não havia descrer na sinceridade de ambos. por exemplo, no início das fábulas, lendas, histórias infantis.
Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas. Era uma vez...
Língua Portuguesa 30 A Opção Certa Para a Sua Realização
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- um fato presente em relação a outro fato passado. Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
Eu lia quando ele chegou. Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
MAGOAR
c) Pretérito Perfeito
Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
ocorrido, concluído. ram
Estudei a noite inteira. Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
momento presente.
Tenho estudado todas as noites. APIEDAR-SE
Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
vos, apiadam-se
d) Pretérito mais-que-perfeito
Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em vos, apiedem-se
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou.
MOSCAR
e) Futuro do Presente Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
futuro em relação ao momento em que se fala. quem
Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
Irei à escola.
RESFOLEGAR
f) Futuro do Pretérito Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: resfolgam
- um fato futuro, em relação a outro fato passado. Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
- Eu jogaria se não tivesse chovido. resfolguem
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto. Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece
- Seria realmente agradável ter de sair?
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às NOMEAR
Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
vezes, ironia.
Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
- Daria para fazer silêncio?! nomeavam
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-
Modo Subjuntivo ram
a) Presente Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar: Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
- um fato presente, mas duvidoso, incerto. Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear
Talvez eles estudem... não sei.
- um desejo, uma vontade: COPIAR
Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram
b) Pretérito Imperfeito Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá-
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma reis, copiaram
hipótese, uma condição. Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem
Se eu estudasse, a história seria outra. Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem
Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo.
e) Pretérito Perfeito ODIAR
Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram
características do modo subjuntivo).
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis,
Que tenha estudado bastante é o que espero. odiaram
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem
do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar
passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo:
Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- CABER
lamente. Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
e) Futuro Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu- Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam
ído em relação a outro fato futuro.
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam
Quando eu voltar, saberei o que fazer. Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis,
coubessem
VERBOS IRREGULARES Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem
DAR O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão imperativo negativo
Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram CRER
Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem
Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam
Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam
Conjugam-se como crer, ler e descrer
MOBILIAR
Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam DIZER
Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem
Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
AGUAR disseram
Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
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Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam requeiram
Presente do subjuntivo
diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, requerêsseis, requeressem,
dissesse Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem requerem
Particípio dito Gerúndio requerendo
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer Particípio requerido
O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem REAVER
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão ram
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam reouveram
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou-
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem vésseis, reouvessem
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer reouverem
O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen-
PERDER ta a letra v
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam SABER
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
PODER Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam soubéreis, souberam
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, pude- Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
ram soubessem
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
pudessem VALER
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Gerúndio podendo Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
Particípio podido
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no TRAZER
imperativo negativo Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
PROVER
Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram
Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, proveem
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam
trouxéreis, trouxeram
Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram
Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê-
Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
reis, proveram
Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão
Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove-
Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
riam
trouxessem
Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
rem
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem
Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
Gerúndio trazendo
provessem
Particípio trazido
Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo
VER
Particípio provido
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram
QUERER
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram
Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês
Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam
Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem
reis, quiseram
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Particípio visto
Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
quisessem
ABOLIR
Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam
REQUERER
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram
Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis,
Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
aboliram
requereram
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão
Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam
requerereis, requereram
Presente do subjuntivo não há
Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis,
requererão
abolissem
Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
ríeis, requereriam
Imperativo afirmativo abole, aboli
Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Imperativo negativo não há
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Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem POLIR
Infinitivo impessoal abolir Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Gerúndio abolindo Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
Particípio abolido Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I.
REMIR
AGREDIR Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam RIR
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
COBRIR Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Particípio coberto Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
FALIR Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Presente do indicativo falimos, falis Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Gerúndio rindo
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Particípio rido
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram Conjuga-se como rir: sorrir
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam VIR
Presente do subjuntivo não há Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Imperativo afirmativo fali (vós) Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Imperativo negativo não há Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Gerúndio falindo Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Particípio falido Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
FERIR Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Gerúndio vindo
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. Particípio vindo
Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir
MENTIR
Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem SUMIR
Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir
FUGIR
Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam
ADVÉRBIO
IR
Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-
Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão vérbio, exprimindo uma circunstância.
Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram Os advérbios dividem-se em:
Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram 1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures,
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan-
Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam te, através, defronte, aonde, etc.
Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre,
Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve,
Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc.
Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem 3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior,
Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc.
Gerúndio indo 4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema-
Particípio ido siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem,
mal, quase, apenas, etc.
OUVIR 5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efetivamente, etc.
Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem 6) NEGAÇÃO: não.
Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto,
Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Particípio ouvido
provavelmente, etc.
PEDIR
Há Muitas Locuções Adverbiais
Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem 1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra-
Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc.
Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam 2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite,
Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de
Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir repente, de vez em quando, de longe em longe, etc.
Língua Portuguesa 33 A Opção Certa Para a Sua Realização
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3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- oitavo
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis- XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc. avos
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- XX 20 vinte vigésimo vinte avos
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. XL 40 quarenta quadragé- quarenta
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, simo avos
etc. L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. simo avos
LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
Advérbios Interrogativos avos
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
mo
Palavras Denotativas LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te-
XC 90 noventa nonagésimo noventa
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão,
avos
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc.
C 100 cem centésimo centésimo
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc.
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. tos tésimo tésimo
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. D 500 quinhen- quingenté- quingenté-
Você lá sabe o que está dizendo, homem... tos simo simo
Mas que olhos lindos! DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
Veja só que maravilha! mo mo
DCC 700 setecen- septingenté- septingenté-
tos simo simo
NUMERAL DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté-
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. simo simo
O numeral classifica-se em: CM 900 novecen- nongentési- nongentési-
- cardinal - quando indica quantidade. tos mo mo
- ordinal - quando indica ordem. M 1000 mil milésimo milésimo
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
- fracionário - quando indica fracionamento.
Exemplos: Emprego do Numeral
Silvia comprou dois livros. Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc.
Antônio marcou o primeiro gol. empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço. João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro)
O galinheiro ocupava um quarto da quintal. Luis X (décimo) ano I (primeiro)
Pio lX (nono) século lV (quarto)
QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS
De 11 em diante, empregam-se os cardinais:
Algarismos Numerais
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze)
Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
nos cos tivos Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte)
I 1 um primeiro simples -
II 2 dois segundo duplo meio Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
dobro XX Salão do Automóvel (vigésimo)
III 3 três terceiro tríplice terço VI Festival da Canção (sexto)
IV 4 quatro quarto quádruplo quarto lV Bienal do Livro (quarta)
V 5 cinco quinto quíntuplo quinto XVI capítulo da telenovela (décimo sexto)
VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo emprego do ordinal.
IX 9 nove nono nônuplo nono
X 10 dez décimo décuplo décimo Hoje é primeiro de setembro
XI 11 onze décimo onze avos
primeiro Não é aconselhável iniciar período com algarismos
XII 12 doze décimo doze avos
segundo 16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia
XIII 13 treze décimo treze avos
terceiro A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi-
XIV 14 quatorze décimo quatorze nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois
quarto avos (= a trigésima segunda página).
XV 15 quinze décimo quinze avos Os cardinais um e dois não variam nesse caso porque está subenten-
quinto dida a palavra número. Casa número vinte e um, página número trinta e
XVI 16 dezesseis décimo dezesseis dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a folha vinte e um, a folha
sexto avos trinta e dois.
XVII 17 dezessete décimo dezessete Na linguagem forense, vemos o numeral flexionado: a folhas vinte e
sétimo avos uma a folhas trinta e duas.
Língua Portuguesa 34 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ARTIGO Os livros não só instruem mas também divertem.
As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
as flores.
Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná-
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número.
2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
Dividem-se em
pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
• definidos: O, A, OS, AS
passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS.
sar disso, em todo caso.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular.
Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado).
Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso,
A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
geral.
O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde-
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
terminado).
Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido.
Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
Hoje não atendo, em todo caso, entre.
CONJUNÇÃO
3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
Conjunções Coordenativas Ou você estuda ou arruma um emprego.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
entanto, etc. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, etc. (Luís de Camões)
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por consequência.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, pois, etc. 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
Conjunções Subordinativas As árvores balançam, logo está ventando.
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por-
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. que, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem
etc. causar incêndios.
6) INTEGRANTES: que, se, etc. Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa-
forma que, de modo que, etc. tivo:
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais, Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam.
etc.
10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc. "Quis dizer mais alguma coisa a não pôde."
(Jorge Amado)
VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES Conjunções subordinativas
As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à
Examinemos estes exemplos: outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que
1º) Tristeza e alegria não moram juntas. traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou
2º) Os livros ensinam e divertem. hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo).
3º) Saímos de casa quando amanhecia.
No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é Abrangem as seguintes classes:
uma conjunção. 1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já
que, uma vez que, desde que.
No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: efeito).
orações: são também conjunções.
Como estivesse de luto, não nos recebeu.
Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da Desde que é impossível, não insistirei.
mesma oração.
No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa 2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão
da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto)
conjunção E é coordenativa. quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à (= como).
outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento.
QUANDO é subordinativa. O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa.
As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas. "Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias."
(Paulo Mendes Campos)
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
As conjunções coordenativas podem ser: "Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa."
1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas (Antônio Olavo Pereira)
também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
O agricultor colheu o trigo e o vendeu. "E pia tal a qual a caça procurada."
Não aprovo nem permitirei essas coisas. (Amadeu de Queirós)
Língua Portuguesa 35 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
"Por que ficou me olhando assim feito boba?" 10) Integrantes: que, se.
(Carlos Drummond de Andrade) Sabemos que a vida é breve.
Veja se falta alguma coisa.
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas.
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. Observação:
Os governantes realizam menos do que prometem. Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda porém, não consigna esta espécie de conjunção.
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
(= embora não). por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
Beba, nem que seja um pouco. tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. to. Assim, a conjunção que pode ser:
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. 1) Aditiva (= e):
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
afirmações. A nós que não a eles, compete fazê-lo.
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. 2) Explicativa (= pois, porque):
Apressemo-nos, que chove.
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que 3) Integrante:
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que. Diga-lhe que não irei.
Ficaremos sentidos, se você não vier. 4) Consecutiva:
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. Não vão a uma festa que não voltem cansados.
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos Onde estavas, que não te vi?
que os mosquitos se opusessem." 5) Comparativa (= do que, como):
(Ferreira de Castro) A luz é mais veloz que o som.
Ficou vermelho que nem brasa.
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não 6) Concessiva (= embora, ainda que):
são como (ou conforme) dizem. Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
Beba, um pouco que seja.
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." 7) Temporal (= depois que, logo que):
(Machado de Assis) Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
8) Final (= pare que):
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de 9) Causal (= porque, visto que):
forma que, de maneira que, sem que, que (não). "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. Coaraci)
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos.
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe-
Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. disse. (sem que = embora não)
2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). (sem que = se não,caso não)
Afastou-se depressa para que não o víssemos. 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse. (sem que = que não)
Fiz-lhe sinal que se calasse. 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. PREPOSIÇÃO
À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo. Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter-
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados. mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o
segundo, um subordinado ou consequente.
Observação:
São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida Exemplos:
que e na medida em que. A forma correta é à medida que: Chegaram a Porto Alegre.
"À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem." Discorda de você.
(Maria José de Queirós) Fui até a esquina.
9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre Casa de Paulo.
que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que,
etc. Preposições Essenciais e Acidentais
Venha quando você quiser. As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA,
Não fale enquanto come. DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e
Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra. ATRÁS.
Desde que o mundo existe, sempre houve guerras. Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou-
Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia. tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora,
"Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval- conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo,
cânti) segundo, senão, tirante, visto, etc.
Língua Portuguesa 36 A Opção Certa Para a Sua Realização
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INTERJEIÇÃO Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Nosso colega está doente.
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem A moça permaneceu sentada.
ser:
- alegria: ahl oh! oba! eh! 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
- animação: coragem! avante! eia! transitivo.
- admiração: puxa! ih! oh! nossa! O avião sobrevoou a praia.
- aplauso: bravo! viva! bis! Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
- desejo: tomara! oxalá! O sabiá voou alto.
- dor: aí! ui! Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- silêncio: psiu! silêncio! • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- suspensão: alto! basta! de proposição.
Minha equipe venceu a partida.
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo • Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
valor de uma interjeição. auxílio de preposição.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! Ele precisa de um esparadrapo.
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
complemento com auxilio de preposição.
FUNÇÕES SINTÁTICAS DE TERMOS E DE ORA- Damos uma simples colaboração a vocês.
ÇÕES. PROCESSOS SINTÁTICOS: SUBORDINA-
3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
ÇÃO E COORDENAÇÃO. intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
predicativo do sujeito.
FRASE Os rapazes voltaram vitoriosos.
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
O tempo está nublado. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Socorro! Ele morreu rico.
Que calor! • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
ORAÇÃO ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. direto ou indireto.
A fanfarra desfilou na avenida. Elegemos o nosso candidato vereador.
As festas juninas estão chegando.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
PERÍODO Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
Período é a frase estruturada em oração ou orações. significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
O período pode ser: compreensão do enunciado.
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). 1. OBJETO DIRETO
Fui à livraria ontem. Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
• composto - quando constituído por mais de uma oração. transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.
Fui à livraria ontem e comprei um livro.
2. OBJETO INDIRETO
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
São dois os termos essenciais da oração: transitivo indireto.
As crianças precisam de CARINHO.
SUJEITO 3. COMPLEMENTO NOMINAL
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por
O sujeito pode ser: um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
- simples: quando tem um só núcleo Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas; O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
núcleo: rosas) Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
- composto: quando tem mais de um núcleo (advérbio).
O burro e o cavalo saíram em disparada.
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo) 4. AGENTE DA PASSIVA
- oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na
Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu) voz passiva.
- indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal A mãe é amada PELO FILHO.
Come-se bem naquele restaurante. O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO.
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO.
Choveu ontem.
Há plantas venenosas. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma
PREDICADO função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo
Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. alguma circunstância.
O predicado classifica-se em: São termos acessórios da oração:
1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo 1. ADJUNTO ADNOMINAL
do sujeito. Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os
Nosso colega está doente. substantivos. Pode ser expresso:
Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER, • pelos adjetivos: água fresca,
PERMANECER, etc. • pelos artigos: o mundo, as ruas
Língua Portuguesa 37 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas 2. ADVERSATIVA:
• pelos numerais: três garotos; sexto ano Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
2. ADJUNTO ADVERBIAL O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio.
Cheguei cedo. 3. ALTERNATIVAS:
José reside em São Paulo. Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
(ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
3. APOSTO Mudou o natal OU MUDEI EU?
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
desenvolve ou resume outro termo da oração. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
Dr. João, cirurgião-dentista, (C. Meireles)
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 4. CONCLUSIVAS:
Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
4. VOCATIVO PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou etc).
interpelar alguém ou alguma coisa. Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
Tem compaixão de nós, ó Cristo. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
Professor, o sinal tocou.
Rapazes, a prova é na próxima semana. 5. EXPLICATIVAS:
Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta.
Fui ao cinema. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
O pássaro voou. É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
PERÍODO COMPOSTO A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
No período composto há mais de uma oração. CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens ORAÇÃO PRINCIPAL
folgam.) Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
por um conectivo.
Período composto por coordenação ELES DISSERAM que voltarão logo.
Apresenta orações independentes. ELE AFIRMOU que não virá.
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)
Período composto por subordinação ORAÇÃO SUBORDINADA
Apresenta orações dependentes. Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
(É bom) (que você estude.) introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
nem sempre é a primeira do período.
Período composto por coordenação e subordinação Quando ele voltar, eu saio de férias.
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
período é também conhecido como misto. Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.)
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
ORAÇÃO COORDENADA Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função
Oração coordenada é aquela que é independente. de um substantivo.
As orações coordenadas podem ser: Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas
- Sindética: substantivas classificam-se em:
Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção 1) SUBJETIVA (sujeito)
coordenativa. Convém que você estude mais.
Viajo amanhã, mas volto logo. Importa que saibas isso bem. .
É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
- Assindética: 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou Desejo QUE VENHAM TODOS.
ponto e vírgula. Pergunto QUEM ESTÁ AI.
Chegou, olhou, partiu.
A oração coordenada sindética pode ser: 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto)
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS.
1. ADITIVA: Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE.
Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas, Daremos o prêmio A QUEM O MERECER.
também:
Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
4) COMPLETIVA NOMINAL
Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. Complemento nominal.
A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. Ser grato A QUEM TE ENSINA.
Sou favorável A QUE O PRENDAM.
Língua Portuguesa 38 A Opção Certa Para a Sua Realização
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5) PREDICATIVA (predicativo) 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) oração principal:
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
Não sou QUEM VOCÊ PENSA. QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
6) APOSITIVAS (servem de aposto) 10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
7) AGENTE DA PASSIVA ORAÇÕES REDUZIDAS
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. gerúndio, infinitivo e particípio.
Exemplos:
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
um adjetivo. • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: conseguirás.
1) EXPLICATIVAS: • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, ATENTOS.
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
informação. entristeceu-se.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. MAIS.
• SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
2) RESTRITIVAS: me.
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase:
Pedra QUE ROLA não cria limo. CONCORDÂNCIAS: NOMINAL E VERBAL.
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem.
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui. Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante
se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de Principais Casos de Concordância Nominal
um advérbio. 1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em
gênero e número com o substantivo.
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico.
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. normalmente para o plural.
O tambor soa PORQUE É OCO. Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma para o masculino plural.
comparação. Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.
O som é menos veloz QUE A LUZ. 4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. próximo:
Trouxe livros e revista especializada.
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite: 5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi-
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. mo.
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado. Dedico esta música à querida tia e sobrinhos.
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o
sujeito.
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: Meus amigos estão atrapalhados.
SE O CONHECESSES, não o condenarias. 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica-
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? tivo no gênero da pessoa a quem se refere.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo.
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato 8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo
com outro: vão para o singular ou para o plural.
Fiz tudo COMO ME DISSERAM. Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros).
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. 9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier
precedido de artigo e o segundo não vão para o plural.
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado: Já estudei o primeiro e segundo livros.
A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. 10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural.
Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro.
Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a
que se referem.
7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto: Ela mesma veio até aqui.
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. Eles chegaram sós.
Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. Eles próprios escreveram.
12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere.
8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: Muito obrigado. (masculino singular)
À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. Muito obrigada. (feminino singular).
QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo. 13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica
invariável quando é advérbio.
Língua Portuguesa 39 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Quero meio quilo de café. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
Minha mãe está meio exausta. um pronome relativo.
É meio-dia e meia. (hora) Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- Fui eu que fiz a lição
tivo a que se referem. Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí-
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. veis.
A expressão em anexo é invariável. • que: Fui eu que fiz a lição.
Trouxe em anexo estas fotos. • quem: Fui eu quem fez a lição.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- • o que: Fui eu o que fez a lição.
em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
Vocês falaram alto demais. terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a
O combustível custava barato. este sua impessoalidade.
Você leu confuso. Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Ela jura falso. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos,
sofrem variação normalmente. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
Esses pneus custam caro.
1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
Conversei bastante com eles.
pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-
Conversei com bastantes pessoas. RECER concordam com o predicativo.
Estas crianças moram longe. Tudo são esperanças.
Conheci longes terras.
Aquilo parecem ilusões.
Aquilo é ilusão.
CONCORDÂNCIA VERBAL
CASOS GERAIS 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con-
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. corda sempre com o nome ou pronome que vier depois.
O menino chegou. Os meninos chegaram. Que são florestas equatoriais?
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. Quem eram aqueles homens?
O pessoal ainda não chegou.
A turma não gostou disso. 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com
Um bando de pássaros pousou na árvore. a expressão numérica.
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao São oito horas.
plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural. Hoje são 19 de setembro.
Os Estados Unidos são um grande país. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
Os Lusíadas imortalizaram Camões.
Os Alpes vivem cobertos de neve. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. fica no singular.
Flores já não leva acento. Três batalhões é muito pouco.
O Amazonas deságua no Atlântico. Trinta milhões de dólares é muito dinheiro.
Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica.
4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome 5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular.
no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen- Maria era as flores da casa.
temente. O homem é cinzas.
A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios.
A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER
5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o concorda com o predicativo.
sujeito paciente. Dançar e cantar é a sua atividade.
Vende-se um apartamento. Estudar e trabalhar são as minhas atividades.
Vendem-se alguns apartamentos.
6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER
verbo para a 3ª pessoa do singular. concorda com o pronome.
Precisa-se de funcionários. A ciência, mestres, sois vós.
7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no Em minha turma, o líder sou eu.
singular e o verbo no singular ou no plural.
Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo,
8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural. apenas um deles deve ser flexionado.
Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. Os meninos parecem gostar dos brinquedos.
9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular. Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
Mais de um jurado fez justiça à minha música.
10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando
empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo REGÊNCIAS: NOMINAL E VERBAL.
no singular.
As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição.
Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati-
11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o
calmente do outro.
sujeito.
Deu uma hora. A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e
Deram três horas. adjetivos).
Bateram cinco horas.
Naquele relógio já soaram duas horas. Exemplos:
12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da - acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM
frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito. EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
Ela é que faz as bolas. PARA = passagem
Eu é que escrevo os programas. A regência verbal trata dos complementos do verbo.
Língua Portuguesa 40 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto) • ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
• pretender (transitivo indireto) • agradecer - Agradeço as graças a Deus.
No sítio, aspiro o ar puro da montanha. • pedir - Pedi um favor ao colega.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã.
2. OBEDECER - transitivo indireto 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
Devemos obedecer aos sinais de trânsito. O amor implica renúncia.
3. PAGAR - transitivo direto e indireto • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição
Já paguei um jantar a você. COM:
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. O professor implicava com os alunos
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas. • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi-
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto ção EM:
Prefiro Comunicação à Matemática. Implicou-se na briga e saiu ferido
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A:
Informei-lhe o problema. Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
7. ASSISTIR - morar, residir: Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
Assisto em Porto Alegre.
• amparar, socorrer, objeto direto 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
O médico assistiu o doente. como sujeito:
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª
Assistimos a um belo espetáculo. pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di-
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto ficuldade, será objeto indireto.
Assiste-lhe o direito. Custou-me confiar nele novamente.
Custar-te-á aceitá-la como nora.
8. ATENDER - dar atenção
Atendi ao pedido do aluno.
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DA CRASE.
Atenderam o freguês com simpatia.
Crase é a fusão da preposição A com outro A.
9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem.
A moça queria um vestido novo.
• GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto
O professor queria muito a seus alunos.
EMPREGO DA CRASE
• em locuções adverbiais:
à vezes, às pressas, à toa...
10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto
Todos visamos a um futuro melhor.
• em locuções prepositivas:
• APONTAR, MIRAR - objeto direto
em frente à, à procura de...
O artilheiro visou a meta quando fez o gol.
• pör o sinal de visto - objeto direto
• em locuções conjuntivas:
O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia.
à medida que, à proporção que...
11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto
• pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a,
Devemos obedecer aos superiores.
as
Desobedeceram às leis do trânsito.
Fui ontem àquele restaurante.
Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão:
12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE
Refiro-me àquilo e não a isto.
• exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos.
A CRASE É FACULTATIVA
Ele estabeleceu-se na Avenida São João.
• diante de pronomes possessivos femininos:
Entreguei o livro a(à) sua secretária.
13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo.
Essas tuas justificativas não procedem.
• diante de substantivos próprios femininos:
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se
Dei o livro à(a) Sônia.
com a preposição DE.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani
CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A.
• Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo
O secretário procedeu à leitura da carta.
A:
Viajaremos à Colômbia.
14. ESQUECER E LEMBRAR
(Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
• quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto:
Esqueci o nome desta aluna. • Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília,
Lembrei o recado, assim que o vi. Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve-
• quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto: neza, etc.
Esqueceram-se da reunião de hoje. Viajaremos a Curitiba.
Lembrei-me da sua fisionomia. (Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa. • Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos. modifique.
• pagar - Pago o 13° aos professores. Ela se referiu à saudosa Lisboa.
• dar - Daremos esmolas ao pobre. Vou à Curitiba dos meus sonhos.
Língua Portuguesa 41 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida: PONTO DE INTERROGAÇÃO
Às 8 e 15 o despertador soou. É usado para indicar pergunta direta.
Onde está seu irmão?
• Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo- Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
da” ou "maneira": A mim ?! Que ideia!
Aos domingos, trajava-se à inglesa.
Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
• Antes da palavra casa, se estiver determinada: Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
Referia-se à Casa Gebara. Ó jovens! Lutemos!
• Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar. VÍRGULA
Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa). A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-
sa na fala. Emprega-se a vírgula:
• Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo. • Nas datas e nos endereços:
Voltou à terra onde nascera. São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Chegamos à terra dos nossos ancestrais. Largo do Paissandu, 128.
Mas:
Os marinheiros vieram a terra. • No vocativo e no aposto:
O comandante desceu a terra. Meninos, prestem atenção!
Termópilas, o meu amigo, é escritor.
• Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o
artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente: • Nos termos independentes entre si:
Vou até a (á ) chácara. O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
Cheguei até a(à) muralha
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
• A QUE - À QUE caso é usado o duplo emprego da vírgula:
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa-
ocorrerá crase: droeira.
Houve um palpite anterior ao que você deu.
Houve uma sugestão anterior à que você deu. • Após alguns adjuntos adverbiais:
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não No dia seguinte, viajamos para o litoral.
ocorrerá crase.
Não gostei do filme a que você se referia. • Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
Não gostei da peça a que você se referia. da vírgula:
O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor.
A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do
de: • Após a primeira parte de um provérbio.
Meu palpite é igual ao de todos O que os olhos não veem, o coração não sente.
Minha opinião é igual à de todos.
• Em alguns casos de termos oclusos:
NÃO OCORRE CRASE Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
• antes de nomes masculinos:
Andei a pé. RETICÊNCIAS
Andamos a cavalo. • São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
Não me disseste que era teu pai que ...
• antes de verbos: • Para realçar uma palavra ou expressão.
Ela começa a chorar. Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
Cheguei a escrever um poema.
• em expressões formadas por palavras repetidas: • Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
Estamos cara a cara. Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
• antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona:
PONTO E VÍRGULA
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza.
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém
Escrevi a Vossa Excelência.
alguma simetria entre si.
Dirigiu-se gentilmente à senhora. "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
• quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural: cido, guardando consigo a ponta farpada. "
Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas. • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu
interior.
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
calmo, resolveu o problema sozinho.
EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO
DOIS PONTOS
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as
• Enunciar a fala dos personagens:
pausas da linguagem oral.
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
PONTO
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla- • Para indicar uma citação alheia:
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de
comuns ele é chamado de simples. passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris- que".
to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
Língua Portuguesa 42 A Opção Certa Para a Sua Realização
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• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri- BARRA
or: A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. abreviaturas.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. SEMÂNTICA: SINONÍMIA, ANTONÍMIA,
HOMONÍMIA, PARONÍMIA, POLISSEMIA
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar
Quanto à significação, as palavras podem ser:
palavras ou frases
1. Sinônimas - quando apresentam sentidos semelhantes: falecer e
– "Quais são os símbolos da pátria?
morrer, belo e bonito; longe e distante, etc.
– Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
2. Antônimas - quando têm significação oposta: triste e alegre, bondade
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra
e maldade, riqueza e pobreza.
vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma
3. Homônimas - quando são escritas ou pronunciadas de modo idêntico
coisa". (M. Palmério).
mas são diferentes quanto ao significado.
• Usa-se para separar orações do tipo:
Os homônimos podem ser:
– Avante!- Gritou o general.
a) perfeitos - quando possuem a mesma grafia (homógrafos) e a
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
mesma pronúncia (homófonos):
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam cura (padre) - cura (do v. curar)
uma cadeia de frase: verão (estação) - verão (verbo ver)
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí. são (sadio) - são (verbo ser)
• A ponte Rio – Niterói.
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. b) imperfeitos - quando têm a mesma grafia mas pronúncia diferente
(homógrafos) ou a mesma pronúncia mas grafia diferente (homó-
ASPAS fonos). Exemplos: selo (substantivo) - selo (verbo selar) / ele (pro-
São usadas para: nome) - ele (letra)
• Indicar citações textuais de outra autoria.
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) 4. Parônimas - quando se assemelham na forma mas têm significados
diferentes.
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se Exemplos: descriminar (inocentar) - discriminar (distinguir) / discente
expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares: (relativo a alunos) - docente (relativo a professores)
Há quem goste de “jazz-band”.
Não achei nada "legal" aquela aula de inglês. DENOTAÇAO E CONOTAÇAO
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a
• Para enfatizar palavras ou expressões: seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original.
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc. A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se no
"Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias
interpretações.
• Em casos de ironia:
A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente. Observe os exemplos:
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão. Denotação
As estrelas do céu.
PARÊNTESES Vesti-me de verde.
Empregamos os parênteses: O fogo do isqueiro.
• Nas indicações bibliográficas.
"Sede assim qualquer coisa. Conotação
serena, isenta, fiel". As estrelas do cinema.
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). O jardim vestiu-se de flores.
O fogo da paixão.
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO
fora das órbitas. Amália se volta)". As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido
(G. Figueiredo) figurado:
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: Construí um muro de pedra - sentido próprio
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-lo, morrendo de
fome." Maria tem um coração de pedra – sentido figurado.
(C. Lispector) A água pingava lentamente – sentido próprio.
• Para isolar orações intercaladas:
"Estou certo que eu (se lhe ponho
Minha mão na testa alçada)
FIGURAS DE LINGUAGEM
Sou eu para ela."
(M. Bandeira)
COLCHETES [ ] Consideradas pelos autores clássicos gregos e romanos como inte-
Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. grantes da arte da retórica, de grande importância literária, as figuras de
linguagem contribuem também para a evolução da língua.
ASTERISCO Figuras de linguagem são maneiras de falar diferentes do cotidiano
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para comum, com o fim de chamar a atenção por meio de expressões mais
alguma nota (observação). vivas. Visa também dar relevo ao valor autônomo do signo linguístico, o que
Língua Portuguesa 43 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
é característica própria da linguagem literária. As figuras podem ser de na mesma posição (luna > lua, gelare > gear). Excetuam-se m, r, e por
dicção (ou metaplasmos), quando dizem respeito à própria articulação dos vezes g (amare > amar, legere > ler, regere > reger). O b, excetuando-se
vocábulos; de palavra (ou tropos), quando envolvem a significação dos também, muda-se em v (debere > dever).
termos empregados; de pensamento, que ocorre todas as vezes que se
Ocorre a simplificação quando as consoantes geminadas reduzem-se a
apresenta caprichosamente a linguagem espiritual; ou de construção,
singelas (bucca > boca, caballus > cavalo). O atual digrama ss não constitui
quando é conseguida por meios sintáticos.
exceção, porque pronunciado simplesmente como ç (passus > passo).
Metaplasmos. Todas as figuras que acrescentam, suprimem, permutam Quanto ao rr, para muitos conserva a geminação, na pronúncia trilada,
ou transpõem fonemas nas palavras são metaplasmos. Assim, por exem- como no castelhano (terra > terra); para outros os dois erres se simplificam
plo, mui em vez de muito; enamorado, em vez de namorado; cuidoso, em num r uvular, muito próximo do r grasseyé francês.
vez de cuidadoso; desvario, em vez de desvairo. Consiste a vocalização na troca das consoantes finais de sílabas interi-
Figuras de palavras. As principais figuras de palavras são a metáfora, ores em i, ou u: (acceptus > aceito, absente > ausente). Muitos brasileiros
a metonímia e o eufemismo. Recurso essencial na poesia, a metáfora é a estendem isso ao l, como em "sol", que proferem "çóu", criando um ditongo
transferência de um termo para outro campo semântico, por uma compara- que não existe em português.
ção subentendida (como por exemplo quando se chama uma pessoa astuta Os vocábulos revelam, em sua evolução, metaplasmos que se classifi-
de "águia"). A metonímia consiste em designar um objeto por meio de um cam como de aumento, de diminuição, e de troca. Como exemplos de
termo designativo de outro objeto, que tem com o primeiro uma dentre acréscimos anotam-se os fonemas que se agregam às antigas formas. Em
várias relações: (1) de causa e efeito (trabalho, por obra); (2) de continente "estrela" há um e inicial, e mais um r, que não havia no originário stella.
e conteúdo (garrafa, por bebida); (3) lugar e produto (porto, por vinho do Observem-se essas evoluções: foresta > floresta, ante > antes. "Brata",
Porto); (4) matéria e objeto (cobre, por moeda de cobre); (5) concreto e oriundo de blatta, diz-se atualmente "barata". Decréscimos são supressões
abstrato (bandeira, por pátria); (6) autor e obra (um Portinari, por um quadro como as observadas na transformação de episcopus em "bispo". Ou em
pintado por Portinari); (7) a parte pelo todo (vela, por embarcação). O amat > ama, polypus > polvo, enamorar > namorar.
eufemismo é a expressão que suaviza o significado inconveniente de outra,
como chamar uma pessoa estúpida de "pouco inteligente", ou "descuida- Apontam-se trocas em certas transformações. Note-se a posição do r
do", ao invés de "grosseiro". em: pigritia > preguiça, crepare > quebrar, rabia > raiva. Os acentos tam-
bém se deslocam às vezes, deslizando para a frente (produção), como em
Figuras de construção e de pensamento. Tanto as figuras de constru- júdice > juiz, ou antecipando-se (correpção), como em amassémus >
ção quanto as de pensamento são às vezes englobadas como "figuras amássemos. A crase (ou fusão) é um caso particular de diminuição, carac-
literárias". As primeiras são: assindetismo (falta de conectivos), sindetismo terístico aliás da língua portuguesa, e consiste em se reduzirem duas ou
(abuso de conectivos), redundância (ou pleonasmo), reticência (ou interrup- três vogais consecutivas a uma só: avoo > avô, avoa > avó, aa > à, maior >
ção), transposição (ou anástrofe, isto é, a subversão da ordem habitual dos mor, põer > pôr. A crase é também normal em casos como "casa amarela"
termos). As principais figuras de pensamento são a comparação (ou ima- (káz ãmáréla).
gem), a antítese (ou realce de pensamentos contraditórios), a gradação, a
hipérbole (ou exagero, como na frase: "Já lhe disse milhares de vezes"), a Os metaplasmos são, em literatura, principalmente na poesia, figuras
lítotes (ou diminuição, por humildade ou escárnio, como quando se diz que de dicção. Os poetas apelam para as supressões, para as crases, para os
alguém "não é nada tolo", para indicar que é esperto). hiatos, como para recursos de valor estilístico. A um poeta é lícito dizer no
Brasil: "E o rosto of'rece a ósculos vendidos" (Gonçalves Dias). Quando
Figuras de sintaxe. Quando se busca maior expressividade, muitas ve- Bilac versifica: "Brenha rude, o luar beija à noite uma ossada" dá ao encon-
zes usam-se lacunas, superabundâncias e desvios nas estruturas da frase. tro u-a um tratamento diferente daquele que lhe notamos adiante em:
Nesse caso, a coesão gramatical dá lugar à coesão significativa. Os pro- "Contra esse adarve bruto em vão rodavam "no ar". No ar reduzido a um
cessos que ocorrem nessas particularidades de construção da frase cha- ditongo constitui uma sinérese. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publi-
mam-se figuras de sintaxe. As mais empregadas são a elipse, o zeugma, o cações Ltda.
anacoluto, o pleonasmo e o hipérbato.
Na elipse ocorre a omissão de termos, facilmente depreendidos do con- FIGURAS DE ESTILO
texto geral ou da situação ("Sei que [tu] me compreendes."). Zeugma é uma METÁFORA = significa transposição. Consiste no uso de uma palavra
forma de elipse que consiste em fazer participar de dois ou mais enuncia- ou expressão em outro sentido que não o próprio, fundamentando-se na
dos um termo expresso em apenas um deles ("Eu vou de carro, você [vai] íntima relação de semelhança entre coisas e fatos. A metáfora é sempre
de bicicleta."). O anacoluto consiste na quebra da estrutura regular da frase, uma imagem, isto é, representação mental de uma realidade sensível. É
interrompida por outra estrutura, geralmente depois de uma pausa ("Quem uma espécie de comparação latente ou abreviada. Por exemplo: Paulo é
o feio ama, bonito lhe parece."). O pleonasmo é a repetição do conteúdo um touro.
significativo de um termo, para realçar a ideia ou evitar ambiguidade ("Vi
com estes olhos!"). Hipérbato é a inversão da ordem normal das palavras COMPARAÇÃO = consiste em comparar dois termos, em que vêm ex-
na oração, ou das orações no período, com finalidade expressiva, como na pressos termos comparativos, constituindo-se em intermediário entre o
abertura do Hino Nacional Brasileiro: "Ouviram do Ipiranga as margens sentido próprio e o figurado. Por exemplo: Paulo é forte como um touro.
plácidas / de um povo heróico o brado retumbante. ("As margens plácidas
do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.") ©En- METONÍMIA = significa mudança de nome. Consiste na troca de um
cyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. nome por outro com o qual esteja em íntima relação por uma circunstância,
de modo que um implique o outro. Há metonímia quando se emprega:
Metaplasmo o efeito pela causa = Sócrates tomou a morte(= o veneno).
As palavras, tanto no tempo quanto no espaço, estão sujeitas a altera- a causa pelo efeito = Vivo do meu trabalho(= do produto de meu
ções fonéticas, que chegam por vezes a desfigurá-las. Só se admite que a trabalho).
palavra "cheio" era, em sua origem latina, o vocábulo plenus, porque leis o autor pela obra = Eu li Castro Alves(= a obra de Castro Alves).
fonéticas e documentos provam essa identidade. o continente pelo conteúdo = Traga-me um copo d’água(= a água
do copo).
Metaplasmo é a alteração fonética que ocorre na evolução dos fone- a marca pelo produto = Comprei um gol(= carro).
mas, dos vocábulos e até das frases. Os metaplasmos que dizem respeito
o conteúdo pelo continente = As ondas fustigavam a areia(= a
aos fonemas são vários. Na transformação do latim em português alguns
praia).
foram frequentíssimos, como o abrandamento, a queda, a simplificação e a
o instrumento pela pessoa = Ele é um bom garfo(= comilão).
vocalização.
o sinal pela coisa significada = A cruz dominará o Oriente(= Cristi-
No caso do abrandamento, as consoantes fortes (proferidas sem voz) anismo).
tendem a ser proferidas com voz, quando intervocálicas (lupus > lobo, o lugar pelo produto = Ele só fuma Havana(= cigarro da cidade de
defensa > defesa). Na queda, as consoantes brandas tendem a desaparer Havana).
Língua Portuguesa 44 A Opção Certa Para a Sua Realização
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SINÉDOQUE = consiste em alcançar ou restringir a significação própria PROSOPOPEIA = consiste na personificação de coisas e evocação de
de uma palavra. É o emprego do mais pelo menos ou vice-versa, isto é, a deuses ou de mortos. Por exemplo: As estrelas disseram-me: aqui esta-
troca de um nome pelo outro de modo que um contenha o outro. mos.
a parte pelo todo = No horizonte surgia uma vela(= um navio). ANTONOMÁSIA = substituição de um nome próprio por um nome co-
o todo pela parte = O mundo é egoísta(= os homens). mum, por uma apelido ou por um título que tornou a pessoa conhecida. Por
exemplo: O Mártir da Inconfidência (para Tiradentes).
o singular pelo plural = O homem é mortal(= os homens).
a espécie pelo gênero = Ganhei o pão com o suor do rosto(= ali- PERÍFRASE = rodeio de palavras, circunlóquio: por exemplo: A mais
mento). antiga das profissões (a prostituição).
o indivíduo pela classe = Ele é um Atenas(= cidade culta). SINESTESIA = figura que se baseia na soma de sensações percebidas
por diferentes órgãos dos sentidos. Por exemplo: A ondulação sonora e
a espécie pelo indivíduo = No entender do Apóstolo…(São Paulo). táctil entrava pelos meus ouvidos.
a matéria pelo instrumento = Ela possui lindos bronzes(= objetos).
PARADOXO = expressão contraditória. Por exemplo: Ia divina, num
o abstrato pelo concreto = A audácia vencerá(= os audaciosos). simples vestido roxo, que a vestia como se a despisse (Raul Pompéia).
APÓSTROFE = é uma invocação, um chamado emotivo. Por exemplo:
CATACRESE = é o desvio da significação de uma palavra por outra, Deuses impassíveis… Por que é que nos criastes? (Antero de Quental).
ante a inexistência de vocábulo apropriado. Origina-se da semelhança
formal entre dois objetos, dois seres. É uma metáfora estereotipada. Por GRADAÇÃO = é a disposição das ideias numa ordem gradativa. Por
exemplo: Dente de alho; pernas da mesa. exemplo: Homens simples, fortes, bravos… hoje míseros escravos sem ar,
sem luz, sem razão… (Castro Alves).
ELIPSE = é a omissão de um termo da frase facilmente subentendido.
Por exemplo: "Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade ASSÍNDETO = é a ausência de conectivos numa sequência de frases.
aborrecida, no mar tanta tormenta e tanto engano"(Camões). Os casos Por exemplo: Destrançou os cabelos, soltou-os, trançou-os de novo (Pedro
mais comuns são de verbos (ser e haver), a conjunção integrante(que), a Rabelo).
preposição(de) das orações subordinadas substantivas indiretas e comple- HIPÉRBATO = é uma inversão dos termos da frase, uma alteração na
tivas nominais, sujeito oculto. ordem direta. Por exemplo: Já da morte o palor me cobre o rosto (Álvares
ZEUGMA = é a omissão de um termo já expresso anteriormente na fra- de Azevedo).
se. Por exemplo: Nem ele entende a nós, nem nós a ele.
ANÁFORA = é a repetição de um termo no início das frases ou versos.
PLEONASMO = consiste na repetição de uma mesma ideia por meio Por exemplo: Tem mais sombra no encontro que na espera. Tem mais
de vocábulos ou expressões diferentes. Por exemplo: Resta-me a mim samba a maldade que a ferida (Chico Buarque de Holanda).
somente uma esperança.
ALITERAÇÃO = é a repetição de sons consonantais iguais ou seme-
POLISSÍNDETO = é a repetição de uma conjunção. Por exemplo: E ro- lhantes. Por exemplo: E as cantilenas de serenos sons amenos fogem
la, e rebola, como uma bola. fluidas, fluindo à fina flor dos fenos (Eugênio de Castro).
ANACOLUTO = consiste na interrupção do esquema sintático inicial da ASSONÂNCIA = é a repetição de sons vocálicos iguais ou semelhan-
frase, que termina por outro esquema sintático. Por exemplo: Este, o rei tes. Por exemplo: Até amanhã, sou Ana da cama, da cana, fulana, sacana
que têm não foi nascido príncipe(Camões). (Chico Buarque de Holanda).
ONOMATOPEIA = consiste no uso de palavras que imitam o som ou a PARANOMÁSIA = é o encontro de duas palavras muito semelhantes
voz natural dos seres. Graças a seu valor descritivo, é também excelente quanto à forma. Por exemplo: Ser capaz, como um rio, (…) de lavar do
subsídio da linguagem afetiva. Por exemplo: Os sinos bimbalhavam ruido- límpido a mágoa da mancha (Thiago de Mello).
samente.
Fonte: [Link]
RETICÊNCIA = consiste na proposital suspensão do pensamento,
quando se julga o silêncio mais expressivo que as palavras. Por exemplo:
Nós dois … e, entre nós dois, implacável e forte.
PROVA SIMULADA
SILEPSE = concordância ideológica. A concordância não é feita com o
elemento gramatical expresso, mas sim com a ideia, com o sentido real.
01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
A silepse pode ser: de gênero = Vossa Majestade mostrou-se genero- (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
so. ([Link] = feminino e generoso = masculino); de número = O povo (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
lhe pediram que ficasse. (o povo = singular e pediram = plural); de pessoa = (C) O processo foi julgado em segunda estância.
Os brasileiros somos nós.(os brasileiros = 3ª pessoa e somos = 1ª pessoa). (D) O problema passou despercebido na votação.
(E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
ANTÍTESE = consiste na exposição de uma ideia através de conceitos
ou pensamentos opostos, quer fazendo confrontos, quer associando-os. 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
Por exemplo: Buscas a vida, e eu a morte; procuras a luz, e eu as trevas. (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
IRONIA = consiste no uso de uma expressão, pela qual dizemos o con- (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
trário do que pensamos com intenção sarcástica e entonação apropriada. (C) A colega não se contera diante da situação.
Por exemplo: A excelente D. Celeste era mestra na arte de judiar dos (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
alunos. (E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
EUFEMISMO = consiste no uso de uma expressão em sentido figurado 03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
para suavizar, atenuar uma expressão rude ou desagradável. Por exemplo: (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
Ficou rico por meios ilícitos (= roubou). (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
(C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
HIPÉRBOLE = consiste em exagerar a realidade, a fim de impressionar
(D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
o espírito de quem ouve. Por exemplo: Ele se afogava num dilúvio de
(E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
cartas.
Língua Portuguesa 45 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em 11. A frase correta de acordo com o padrão culto é:
conformidade com a norma culta. (A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às
Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do chuvas.
interior da concha de moluscos reúne outras características interes- (B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla-
santes, como resistência e flexibilidade. mações.
(A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de (C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à
componentes para a indústria. cultura.
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de (D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da
componentes para a indústria. culpa.
(C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de compo- (E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria.
nentes para a indústria.
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó-
componentes para a indústria. cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis
(E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele-
componentes para a indústria. ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação
aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido-
05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema res.
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que (Texto adaptado)
ele está empregado conforme o padrão culto. Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
(A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
(B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. (A) seus ... lhes ... los ... lhes
(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. (B) delas ... a elas ... lhes ... deles
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. (C) seus ... nas ... los ... deles
(D) delas ... a elas ... lhes ... seu
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está (E) seus ... lhes ... eles ... neles
correta em:
(A) As características do solo são as mais variadas possível. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. com o padrão culto.
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada. (A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
flexão de grau.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- direto e indireto em:
te as férias. (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. (B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
(E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
estatal ciência e tecnologia. (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
(A) à ... sobre o ... do ... para (B) a ... ao ... do ... para (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
(C) à ... do ... sobre o ... a (D) à ... ao ... sobre o ... à (D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
(E) a ... do ... sobre o ... à (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração
eles devem estar aptos comercializar seus produtos. de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo
(A) ao ... a ... à (B) àquele ... à ... à Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima
(C) àquele...à ... a (D) ao ... à ... à urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex-
(E) àquele ... a ... a celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das
10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se
norma culta. programar e participar do referido evento.
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso Atenciosamente,
trarão grandes benefícios às pesquisas. ZZZ
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando Assistente de Gabinete.
com o meio ambiente. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
vendo projetos na área médica. (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
sentadas pelos economistas. (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
litoral ou aproveitam férias ali. (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos
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17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se 23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci-
respeitam as regras de pontuação. dos galhos da velha árvore.
(A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou, Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre
que temos uma arrecadação bem maior que a prevista. o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar.
(B) Indagamos, sabendo que a resposta é óbvia: que se deve a uma (A) Quem podou? e Quando podou?
sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada. (B) Qual jardineiro? e Galhos de quê?
(C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade (C) Que jardineiro? e Podou o quê?
Policial, confessou sua participação no referido furto. (D) Que vizinho? e Que galhos?
(D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste (E) Quando podou? e Podou o quê?
funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.
(E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados.
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili-
dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e
correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua-
predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen- ção em:
te, apenas a:
(A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral.
(B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas.
(B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período.
(C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia.
(D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas.
Leia o período para responder às questões de números 19 e 20.
25. Felizmente, ninguém se machucou.
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
O livro de registro do processo que você procurava era o que estava
Considere:
sobre o balcão.
I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem a II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
(A) processo e livro. modo;
(B) livro do processo. III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do fato;
(C) processos e processo. IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
(D) livro de registro. V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
(E) registro e processo. Está correto o contido apenas em
(A) I, II e III. (B) I, II e IV.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período (C) I, III e IV. (D) II, III e IV. (E) III, IV e V.
acima:
I. há, no período, duas orações; 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro...,
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal; indicando concessão, é:
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; (A) para poder trabalhar fora.
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro.
(B) como havia programado.
Está correto o contido apenas em
(A) II e IV. (C) assim que recebeu o prêmio.
(B) III e IV. (D) porque conseguiu um desconto.
(C) I, II e III. (E) apesar do preço muito elevado.
(D) I, II e IV.
(E) I, III e IV. 27. É importante que todos participem da reunião.
O segmento que todos participem da reunião, em relação a
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do É importante, é uma oração subordinada
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: (A) adjetiva com valor restritivo.
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; (B) substantiva com a função de sujeito.
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura (C) substantiva com a função de objeto direto.
pelo Juiz; (D) adverbial com valor condicional.
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen- (E) substantiva com a função de predicativo.
te ao da palavra mas;
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór-
28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe-
dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar.
lecida pelo termo como é de
Está correto o contido apenas em (A) comparatividade. (B) adição.
(A) II e IV. (C) conformidade. (D) explicação. (E) consequência.
(B) III e IV.
(C) I, II e III. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
(D) I, III e IV. franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
(E) II, III e IV. contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di-
versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. possíveis franqueados.
Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
to, a alternativa correta é: relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (A) digo ... portanto ... mas
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. (B) como ... pois ... mas
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. (C) ou seja ... embora ... pois
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. (D) ou seja ... mas ... portanto
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. (E) isto é ... mas ... como
Língua Portuguesa 47 A Opção Certa Para a Sua Realização
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30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos _______________________________________________________
investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados.
A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí- _______________________________________________________
rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi- _______________________________________________________
da, sem alterar o sentido da frase, é:
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ... _______________________________________________________
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... _______________________________________________________
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ...
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores...
_______________________________________________________
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... _______________________________________________________
RESPOSTAS _______________________________________________________
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01. D 11. B 21. B
_______________________________________________________
02. A 12. A 22. A
_______________________________________________________
03. C 13. C 23. C
_______________________________________________________
04. E 14. E 24. E
_______________________________________________________
05. A 15. C 25. D
_______________________________________________________
06. B 16. A 26. E
_______________________________________________________
07. D 17. B 27. B
_______________________________________________________
08. E 18. E 28. C
_______________________________________________________
09. C 19. D 29. D
_______________________________________________________
10. D 20. A 30. B
_______________________________________________________
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