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Princípios da Educação Inclusiva e Especial

O documento aborda os princípios que fundamentam a prática pedagógica na educação especial e inclusiva, destacando a importância do respeito à dignidade humana e da equidade de oportunidades. Define inclusão como o acesso pleno à vida em sociedade, enfatizando a convivência entre alunos com e sem deficiência. Além disso, apresenta um contexto histórico e legal da educação inclusiva no Brasil, mencionando marcos legais e diretrizes que garantem direitos e condições para todos os educandos.

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Princípios da Educação Inclusiva e Especial

O documento aborda os princípios que fundamentam a prática pedagógica na educação especial e inclusiva, destacando a importância do respeito à dignidade humana e da equidade de oportunidades. Define inclusão como o acesso pleno à vida em sociedade, enfatizando a convivência entre alunos com e sem deficiência. Além disso, apresenta um contexto histórico e legal da educação inclusiva no Brasil, mencionando marcos legais e diretrizes que garantem direitos e condições para todos os educandos.

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CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS

Princípios que Fundamentam a Prática Pedagógica


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PRINCÍPIOS QUE FUNDAMENTAM A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA


EDUCAÇÃO ESPECIAL E NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Princípios são a base, são norteadores das ações que serão tomadas. Na educação como
um todo existem princípios que devem ser seguidos, a própria legislação os descreve, atu-
almente 14 (catorze) princípios. Assim também a educação especial, a educação inclusiva,
possuem princípios ligados à sua ação como o princípio do respeito a dignidade humana, a
equidade nas condições e oportunidades para que os alunos cheguem ao sucesso escolar;
o princípio da sociabilidade, da convivência coletiva, da educabilidade que parte da noção de
que todos podem responder e estar em ambiente educativo.

O QUE É INCLUSÃO?

Entende-se por inclusão a garantia, a todos, do acesso contínuo ao espaço comum da


vida em sociedade, devendo se orientar por relações de acolhimento à diversidade humana,
de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades
de desenvolvimento, com qualidade, em todas as dimensões da vida.
Inclusão é garantir que as pessoas viver de forma plena em sociedade. É romper com
palavras como discriminação, barreiras, limitações para garantir uma vida plena a essas pes-
soas, uma vez que todos têm os mesmos direitos.

Qual é a diferença entre Educação Especial e Educação Inclusiva?

Conceito de Educação Especial: educação especial é uma modalidade de ensino que


visa promover o desenvolvimento das potencialidades de pessoas portadoras de necessidades
especiais, condutas típicas ou altas habilidades, e que abrange os diferentes níveis e graus do
sistema de ensino. Possui um conceito mais pontual e público-alvo mais definido: estudantes
com deficiência; transtornos globais do desenvolvimento; e os superdotados e altas habilida-
des. Essa modalidade de ensino possui como característica principal a transversalidade.
5m
Não existem alunos sem deficiência na educação especial. Já na educação inclusiva
todos os alunos com e sem deficiência tem a oportunidade de conviverem e aprenderem
juntos. É um consigna atual, uma teoria, uma concepção, que parte da premissa de que no
processo educacional todos devem ter as mesmas oportunidades. Assim sendo, todos que
ANOTAÇÕES

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de algum modo sofram qualquer tipo de preconceito estão abarcados pela educação inclu-
siva como o magro, o gordo, o alto, o baixo, o negro, o indígena, o pobre, o orfao, as dis-
cussões sobre religião, gênero e sexualidade etc. e não apenas os estudantes da educação
especial (estudantes com deficiência; transtornos globais do desenvolvimento; e os superdo-
tados e altas habilidades).

CONTEXTO HISTÓRICO E LEGAL DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Tem início com a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a ideia de Dignidade da
Pessoa Humana, resgatado no momento em que havia a exclusão da pessoa com deficiên-
cia, segregação social.
Esse processo de elaboração de direitos que assegurem a participação de todos e a efe-
tivação de uma sociedade inclusiva fica latente a partir de 1948 na elaboração da Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
O processo de inclusão foi orientado a partir das diretrizes preconizadas a partir da Con-
ferência Educação para Todos (em 1990) e da Declaração de Salamanca (em 1994). O Brasil
é signatários desses documentos, que influenciam a política educacional do país.
Tais documentos internacionais foram sancionados na legislação brasileira e traçavam
como objetivo, entre outras questões, a ampliação da oferta da Educação Especial nas esco-
las regulares – Educação Inclusiva.
10m
A Convenção de Guatemala, em 1999, reafirma que “as pessoas portadoras de defi-
ciência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que outras pessoas e
que estes direitos, inclusive o de não ser submetido à discriminação com base na deficiência,
emanam da dignidade e da igualdade que são inerentes a todo ser humano”. A igualdade e
a dignidade são princípios norteadores da educação inclusiva.

Constituição Federal – 1988

O artigo 205 define a educação como um direito de todos, direito social previsto no art. 6º,
que garante o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação
para o trabalho.
ANOTAÇÕES

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No art. 206, estabelece a igualdade de condições de acesso e permanência na escola


como um princípio. Por fim, garante que é dever do Estado oferecer o atendimento educacio-
nal especializado (AEE), preferencialmente na rede regular de ensino. Em prol da inclusão.
1994 – Portaria do Ministério da Educação (MEC) n. 1.793: recomenda a inclusão de
conteúdos relativos aos aspectos éticos, políticos e educacionais da normalização e integra-
ção da pessoa portadora de necessidades especiais nos currículos de formação de docen-
tes. Sugere que a mudança também ocorra na formação docente que deve estar atrelada a
educação especial, por meio da capacitação profissional dos professores. Ocasião em que
não havia a concepção de inclusão da pessoa com deficiência, mas de integração.
1996 – Lei n. 9.394 – Lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB): define
em seu art. 58 a educação especial, assegura o atendimento aos educandos com necessi-
dades especiais e estabelece critérios de caracterização das instituições privadas sem fins
lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial para fins de apoio
técnico e financeiro pelo poder público. Apenas em 2013 houve alteração da LDB de uma
perspectiva de integração para perspectiva de inclusão.
15m
1999 – Decreto n. 3.298: esse decreto regulamenta a Lei n. 7.853/1989, dispõe sobre a
Política nacional para a integração da pessoa portadora de deficiência. A educação especial é
definida como uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino. Esta-
belecia várias normas relativas ao acesso à educação. Trazia uma concepção da adequação
do aluno a escola e matrícula compulsória quando considerado adequado para escola regu-
lar, do contrário seguia na escola especial.
Apesar de ter sido um marco na construção da atual educação inclusiva, houve uma evo-
lução na legislação de modo que atualmente existem ações e normas mais inclusivas, como
a Lei Brasileira de Inclusão, Decretos, e distribuição de cartilhas educativas sobre inclusão.
2010 – Resolução da Câmara de educação básica do Conselho nacional de educa-
ção (CNE/CEB) n. 4: institui as diretrizes curriculares nacionais para a educação básica.
2001 – Resolução CNE/CEB n. 2: institui as diretrizes nacionais para a educação espe-
cial na educação básica. Afirma que os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos,
cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades
educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qua-
lidade para todos. Atualmente estão desatualizadas.
ANOTAÇÕES

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Parecer CNE/CP n. 9: institui as diretrizes curriculares nacionais para a formação de


professores da educação básica em nível superior. Estabelece que a educação básica deve
ser inclusiva, para atender a uma política de integração dos estudantes com necessida-
des educacionais especiais nas classes comuns dos sistemas de ensino. Isso exige que a
formação dos docentes das diferentes etapas inclua conhecimentos relativos à educação
desses alunos.
20m

2009 – Resolução n. 4 que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para


a Educação Básica

Trata da operacionalização do AEE. Em seu artigo 29 parágrafo 1º, a Resolução n. 4 rea-


firma que os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino
regular e, em horário contrário, no Atendimento Educacional Especializado (AEE), como ser-
viço complementar ou suplementar à escolarização.

PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS


ANOTAÇÕES

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PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS – II

Desde a Constituição de 1988, o Brasil optou por uma política educacional inclusiva, rati-
ficando as Declarações de 1990 e 1994 e a Convenção de 2006, esta última deu origem a
Lei Brasileira de Inclusão. A perspectiva era a evolução da integração para a inclusão, garan-
tindo os mesmos direitos a todas as pessoas.
Outros instrumentos importantes foram o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA,
ao estabelecer o atendimento especializado para a criança e o adolescente Educação Inclu-
siva e Atendimento Educacional Especializado 45 (art. 54, inciso III), e a LDB que traz um
capítulo dedicado exclusivamente à Educação Especial.

LDB E A EDUCAÇÃO ESPECIAL

Conceitua, determina seu público-alvo e onde ocorre a educação especial. Texto de 2013
que foi alterado em razão do conceito e de um erro formal.

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação
escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
§ 1º Haverá, quando necessário, serviço de apoio especializado, na escola regular, para atender
às peculiaridades da clientela de educação especial.
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sem-
pre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas
classes comuns de ensino regular.
ANOTAÇÕES

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§ 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput deste artigo, tem início na educação in-
fantil e estende-se ao longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo único do art.
60 desta Lei.
25m Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais:

Obs.: a expressão “educando com necessidades especiais” deve ser substituída para me-
lhor entendimento e compreensão por “educandos com estudantes com deficiência;
transtornos globais do desenvolvimento; e os superdotados e altas habilidades”.

I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às


suas necessidades;

Obs.: trata das adequações necessárias ao ambiente escolar para que possa receber es-
ses alunos.

II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclu-
são do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor
tempo o programa escolar para os superdotados;
III – professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento
especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses
educandos nas classes comuns;
IV – educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade,
inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho com-
petitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam
uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;
V – acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o
respectivo nível do ensino regular.

EDUCAÇÃO BILÍNGUE DE SURDOS

Alteração da LDB de 2021 em seu art. 60-A para inclusão da educação bilíngue de surdos,
nova modalidade, em prol da reafirmação e respeito à diversidade e garantia da inclusão total
dos alunos.
ANOTAÇÕES

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• Entende-se por educação bilíngue de surdos, para os efeitos desta Lei, a modalidade
de educação escolar oferecida em Língua Brasileira de Sinais (Libras), como primeira
língua, e em português escrito, como segunda língua, em escolas bilíngues de surdos,
classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de
surdos, para educandos surdos, surdo-cegos, com deficiência auditiva sinalizantes,
surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas,
optantes pela modalidade de educação bilíngue de surdos.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Carlinhos Costa.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES

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