Fundamentação teórica
Sobre a Educação
Segundo Abbagnano (2007, p. 305), o termo educação provém do latim “educatio”:
um processo que consiste na transmissão de técnicas culturais que permitem a afirmação e
integridade do indivíduo na natureza e proteger-se diante dos outros integrantes da
sociedade.
O termo que Platão usou para designar a educação foi o termo Paideia, que do
grego significa a formação do cáracter ou a acção de conduzir crianças na trilha da virtude.
(NOGUEIRA JR., 2009, p. 28).
Para Durkheim, a educação "é ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as
gerações que não se encontrem ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar
e desenvolver, na criança, certo numero de estados fisicos, intelectuais e morais,
reclamados pela sociedade politica, no seu conjunto, e pelo meio especial a que a criança,
particularmente, se destine" (LAKATOS, 1990, p. 217).
Segundo Libâneo (2006, Pp. 22-23), «a educação corresponde, pois, a toda
modalidade de influências e inter-relações que convergem para a formação de traços de
personalidade social e do carácter, implicando uma concepção de mundo, idéias, valores
(...)», o fim da educação é a moralidade alcançada pela instrução e pelo ensino.
A educação informal e formal não são no fundo a mesma coisa, a educação informal
é a transmissão e aquisição de conhecimentos, experiências, ideias, valores, práticas, que de
certa forma não está vinculada com nenhuma instituição vocacionada à educação. A
educação formal é caracterizada pela presença de certos elementos que não fazem parte da
educação informal: objecivos definidos, a intencionalidade, tarefas a cumprir pelo
professor, aluno e encarregado (Ibidem, p. 17-18).
De acordo com Paulo Freire, a educação é o esforço de mobilizar, organizar e
capacitar as classes sociais com conhecimentos científicos e técnicos. Para o exercício
desse esforço é preciso que haja um poder e uma instituição. Trara-se do poder político e da
escola. Daí que a educação torna-se uma prática política, misturada à tarefa educativa, uma
vez que a sociedade se transforma passo a passo com propostas sociais vindas da educação
(FREIRE e NOGUEIRA, 1993, p. 19).
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A este pensamento, Niskier (2012, Pp. 24-25) sustenta que qualquer experiência
relacionada com a organização social é um fenómeno político, uma vez que a educação
forma a personalidade de acordo com a realidade social e política.
O inglês John Locke (1632-1704) propôs-se a fazer uma teoria do conhecimento e
estudou as origens das ideias e do pensamento; foi o formulador da teoria empirista. Para o
qual, a educação era uma disciplina cujo pensamento central constituía-se no amor à
verdade e que a preparação para todas as virtudes acontecerá pelo seu exercício prático
constante. O seu pensamento influenciou grandemente o pensamento revolucionário dos
filósofos franceses, específicamente Rousseau (Ibidem, Pp. 74, 114-115).
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é considerado como um pensador metódico e
doutrinário. A iluminação (a razão) lhe era o método rumo à doutrina. Para ele, três obras
de sua autoria estavam profunadmente ligadas; o Emílio, o Discurso sobre a desigualdade e
o Contrato social. O Emílio serve de medida de toda a pedagogia para formar um homem
que tenha relações consigo próprio e com seus semelhantes; o Discurso sobre a
desigualdade aborda o problema político (de conciliação entre liberdade, autoridade,
indivíduo e Estado) como origem de toda desiguldade social através da desigualdade da
educação; no Contrato Social propõe-se a ideia de uma organização política reguladora (o
Governo) que tende à perfeição referente ao alcance de um denominador social comum
(NISKIER, 2012, Pp. 120-121).
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Considerações finais
Segundo Jean-Jacques Rousseau, seu conceito de educação é centrado no aluno e seus
apontamentos em relação à interação e a liberdade, podem ser considerados bastante atuais,
mas devem apenas servir como alvo de reflexões de educadores no contexto da educação
contemporânea.
No entanto, a obra de Rousseau é importante enquanto um elemento problematizador
de liberdade e autonomia que constitui o ideário de educação natural. Mas, não pode ser
considerado um receituário, pois a educação idealizada por Rousseau era educação
individualizada, não cabendo transpô-la para a escola atual. Por tanto, não se pode negar a
importância das obras de Rousseau hoje. Nem descartar sua análise, que já problematizava
“o mundo do capital” e suas influências nefastas sobre os indivíduos, antes mesmo, que ele
se colocasse como dominante.
Ao estudar os livros contidos na obra Emílio, ou da Educação de Rousseau, pode-se
perceber a preocupação que o preceptor tem em cuidar de Emílio, para que ele esteja
preparado em viver em sociedade, lembrando que a função do preceptor é de instruir o
Emílio para que ele possa agir corretamente, não se desviando de tudo que lhe foi ensinado,
a preparação do educando foi feita com o máximo de cuidado, respeitando todas as etapas,
afim de que nada pudesse escapar ou ser adiantado. Porém o próprio Rousseau tem a
consciência de que o seu papel não é se isolar Emílio do mundo afim de não ser
corrompido. Ao contrário, Rousseau sabe que chegará uma fase da vida, que o próprio
indivíduo terá que fazer as suas próprias escolhas.
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CRONOGRAMA
ANO LECTIVO 2022/2023
TEMPO DE TRABLHO
ACTIVIDADES julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
1ª Q 2ª Q 1ª Q 2ª Q 1ª Q 2ª Q 1ª Q 2ª Q 1ª Q 2ª Q 1ª Q 2ª Q
Elaboração do projecto e envio ao X
tutor
Parecer e aprovação do tutor X
Pesquisa e tratamento dos cap. I e X
II
Envio dos cap. I e II ao tutor X
Considerações do tutor X
Correcção dos cap. I e II X
Envio dos cap. I e II corrigidos X
Pesquisa e tratamento do cap. III X
Envio do cap. III ao tutor X
Correcção do cap. III X
Elaboração da conclusão X
Elaboração dos elementos pré- X
textuais e pós-textuais
Envio da primeira versão do TFC X
Considerações do tutor X
Correcções e revisão final X
Envio da versão final do TFC X
Elaboração dos slides em X
powerpoint
Ensaio e preparação da defesa X
Pré-defesa X
Defesa do TFC X
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Referências bibliográficas
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coordenada e revista po Alfredo Bosi. Martins Fontes, São Paulo.
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LIBÂNO, José Carlos. (2006). Didáctica. Editora Cortez-São Paulo.
LUCKESI, Cipriano Carlos. (1994). Filosofia da educação. São Paulo: Cortez.
NKUANSAMBU, Afonso. (2018). Metodologia de investigação científica, critérios para
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NOGUEIRA Jr., Renato. (2009). Aprendendo a ensinar: uma introdução aos fundamentos
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Tradução de Lourdes Santos Macha do. 3.º Ed. São Paulo. Abril Cultural (Os Pensadores), 1983.
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