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Contabilidade Geral: Ativos e Passivos

O documento aborda a contabilidade geral conforme a legislação brasileira, incluindo a classificação de ativos e passivos, critérios de avaliação e a demonstração de resultados. Destaca a importância da correta avaliação de bens, reservas de lucros e a apresentação de demonstrações financeiras. Além disso, menciona a necessidade de ajustes periódicos e a proposta de destinação do lucro líquido do exercício.

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Jheneffer Paz
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Contabilidade Geral: Ativos e Passivos

O documento aborda a contabilidade geral conforme a legislação brasileira, incluindo a classificação de ativos e passivos, critérios de avaliação e a demonstração de resultados. Destaca a importância da correta avaliação de bens, reservas de lucros e a apresentação de demonstrações financeiras. Além disso, menciona a necessidade de ajustes periódicos e a proposta de destinação do lucro líquido do exercício.

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Receita Federal (Analista) – Contabilidade Geral – Prof.

Marcondes Fortaleza

benefícios, riscos e controle desses bens; c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº
11.638,de 2007)
VI – no intangível: os direitos que tenham
por objeto bens incorpóreos destinados à d) (revogada). (Redação dada pela Lei nº
manutenção da companhia ou exercidos 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº
com essa finalidade, inclusive o fundo de 11.638,de 2007)
comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007) § 2° Será ainda registrado como reserva de
capital o resultado da correção monetária
Parágrafo único. Na companhia em que o do capital realizado, enquanto não-
ciclo operacional da empresa tiver duração capitalizado.
maior que o exercício social, a classificação
no circulante ou longo prazo terá por base o § 3º Serão classificadas como ajustes de
prazo desse ciclo. avaliação patrimonial, enquanto não com-
putadas no resultado do exercício em obe-
Passivo Exigível diência ao regime de competência, as con-
trapartidas de aumentos ou diminuições de
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive valor atribuídos a elementos do ativo e do
financiamentos para aquisição de direitos do passivo, em decorrência da sua avaliação a
ativo não circulante, serão classificadas no valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou,
passivo circulante, quando se vencerem no em normas expedidas pela Comissão de Va-
exercício seguinte, e no passivo não circulante, lores Mobiliários, com base na competência
se tiverem vencimento em prazo maior, conferida pelo § º do art. 177 desta Lei. (Re-
observado o disposto no parágrafo único do art. dação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
179 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941,
de 2009) § 4º Serão classificados como reservas
de lucros as contas constituídas pela
Resultados de Exercícios Futuros (Revogado apropriação de lucros da companhia.
pela Lei nº 11.941, de 2009)
§ 5º As ações em tesouraria deverão ser
Patrimônio Líquido destacadas no balanço como dedução da
conta do patrimônio líquido que registrar
Art. 182. A conta do capital social discriminará a origem dos recursos aplicados na sua
o montante subscrito e, por dedução, a parcela aquisição.
ainda não realizada.
Critérios de Avaliação do Aivo
§ 1º Serão classificadas como reservas de
capital as contas que registrarem: Art. 183. No balanço, os elementos do ativo
serão avaliados segundo os seguintes critérios:
a) a contribuição do subscritor de ações
que ultrapassar o valor nominal e a parte I – as aplicações em instrumentos finan-
do preço de emissão das ações sem valor ceiros, inclusive derivativos, e em direitos
nominal que ultrapassar a importância e títulos de créditos, classificados no ativo
destinada à formação do capital social, circulante ou no realizável a longo prazo:
inclusive nos casos de conversão em ações (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
de debêntures ou partes beneficiárias;
a) pelo seu valor justo, quando se tratar
b) o produto da alienação de partes de aplicações destinadas à negociação ou
beneficiárias e bônus de subscrição; disponíveis para venda; e (Redação dada
pela Lei nº 11.941, de 2009)

[Link] 1503
b) pelo valor de custo de aquisição ou quando houver efeito relevante. (Incluído
valor de emissão, atualizado conforme pela Lei nº 11.638,de 2007)
disposições legais ou contratuais, ajustado
ao valor provável de realização, quando este § 1º Para efeitos do disposto neste artigo,
for inferior, no caso das demais aplicações considera-se valor justo: (Redação dada
e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela Lei nº 11.941, de 2009)
pela Lei nº 11.638,de 2007) a) das matérias-primas e dos bens em
II – os direitos que tiverem por objeto mer- almoxarifado, o preço pelo qual possam ser
cadorias e produtos do comércio da compa- repostos, mediante compra no mercado;
nhia, assim como matérias-primas, produ- b) dos bens ou direitos destinados à venda,
tos em fabricação e bens em almoxarifado, o preço líquido de realização mediante
pelo custo de aquisição ou produção, dedu- venda no mercado, deduzidos os impostos e
zido de provisão para ajustá-lo ao valor de demais despesas necessárias para a venda,
mercado, quando este for inferior; e a margem de lucro;
III – os investimentos em participação no c) dos investimentos, o valor líquido pelo
capital social de outras sociedades, ressal- qual possam ser alienados a terceiros.
vado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo
custo de aquisição, deduzido de provisão d) dos instrumentos financeiros, o valor
para perdas prováveis na realização do seu que pode se obter em um mercado ativo,
valor, quando essa perda estiver comprova- decorrente de transação não compulsória
da como permanente, e que não será modi- realizada entre partes independentes; e,
ficado em razão do recebimento, sem custo na ausência de um mercado ativo para
para a companhia, de ações ou quotas bo- um determinado instrumento financeiro:
nificadas; (Incluída pela Lei nº 11.638,de 2007)

IV – os demais investimentos, pelo custo 1) o valor que se pode obter em um


de aquisição, deduzido de provisão para mercado ativo com a negociação de outro
atender às perdas prováveis na realização instrumento financeiro de natureza, prazo
do seu valor, ou para redução do custo de e risco similares; (Incluído pela Lei nº
aquisição ao valor de mercado, quando este 11.638,de 2007)
for inferior;
2) o valor presente líquido dos fluxos de
V – os direitos classificados no imobilizado, caixa futuros para instrumentos financeiros
pelo custo de aquisição, deduzido do de natureza, prazo e risco similares; ou
saldo da respectiva conta de depreciação, (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)
amortização ou exaustão;
3) o valor obtido por meio de modelos
VI – (revogado); (Redação dada pela Lei nº matemático-estatísticos de precificação de
11.941, de 2009) instrumentos financeiros. (Incluído pela Lei
nº 11.638,de 2007)
VII – os direitos classificados no intangível,
pelo custo incorrido na aquisição § 2º A diminuição do valor dos elementos
deduzido do saldo da respectiva conta de dos ativos imobilizado e intangível será
amortização; (Incluído pela Lei nº 11.638,de registrada periodicamente nas contas de:
2007) (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

VIII – os elementos do ativo decorrentes de a) depreciação, quando corresponder à


operações de longo prazo serão ajustados a perda do valor dos direitos que têm por
valor presente, sendo os demais ajustados objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou

1504 [Link]
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perda de utilidade por uso, ação da natureza I – as obrigações, encargos e riscos, conhe-
ou obsolescência; cidos ou calculáveis, inclusive Imposto so-
bre a Renda a pagar com base no resultado
b) amortização, quando corresponder do exercício, serão computados pelo valor
à perda do valor do capital aplicado na atualizado até a data do balanço;
aquisição de direitos da propriedade
industrial ou comercial e quaisquer II – as obrigações em moeda estrangeira,
outros com existência ou exercício de com cláusula de paridade cambial, serão
duração limitada, ou cujo objeto sejam convertidas em moeda nacional à taxa de
bens de utilização por prazo legal ou câmbio em vigor na data do balanço;
contratualmente limitado;
III – as obrigações, os encargos e os riscos
c) exaustão, quando corresponder à perda classificados no passivo não circulante
do valor, decorrente da sua exploração, de serão ajustados ao seu valor presente,
direitos cujo objeto sejam recursos minerais sendo os demais ajustados quando houver
ou florestais, ou bens aplicados nessa efeito relevante. (Redação dada pela Lei nº
exploração. 11.941, de 2009)
§ 3º A companhia deverá efetuar, periodi- Critérios de Avaliação em Operações
camente, análise sobre a recuperação dos Societárias
valores registrados no imobilizado e no in-
tangível, a fim de que sejam: (Redação dada (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
pela Lei nº 11.941, de 2009)
Art. 184-A. A Comissão de Valores Mobiliários
I – registradas as perdas de valor do capital estabelecerá, com base na competência
aplicado quando houver decisão de inter- conferida pelo § 3º do art. 177 desta Lei,
romper os empreendimentos ou atividades normas especiais de avaliação e contabilização
a que se destinavam ou quando comprova- aplicáveis à aquisição de controle, participações
do que não poderão produzir resultados su- societárias ou negócios. (Incluído pela Lei nº
ficientes para recuperação desse valor; ou 11.941, de 2009)
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)
Correção Monetária
II – revisados e ajustados os critérios utiliza-
dos para determinação da vida útil econô- (Revogado pela Lei nº 7.730, de 1989)
mica estimada e para cálculo da deprecia-
ção, exaustão e amortização. (Incluído pela SEÇÃO IV
Lei nº 11.638,de 2007) DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU
§ 4º Os estoques de mercadorias fungíveis PREJUÍZOS ACUMULADOS
destinadas à venda poderão ser avaliados
pelo valor de mercado, quando esse for Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos
o costume mercantil aceito pela técnica acumulados discriminará:
contábil. I – o saldo do início do período, os ajustes
de exercícios anteriores e a correção
Critérios de Avaliação do Passivo monetária do saldo inicial;
Art. 184. No balanço, os elementos do passivo II – as reversões de reservas e o lucro líquido
serão avaliados de acordo com os seguintes do exercício;
critérios:

[Link] 1505
III – as transferências para reservas, os divi- que não se caracterizem como despesa;
dendos, a parcela dos lucros incorporada ao (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
capital e o saldo ao fim do período.
VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores e o seu montante por ação do capital social.
serão considerados apenas os decorrentes
de efeitos da mudança de critério contábil, § 1º Na determinação do resultado do
ou da retificação de erro imputável a exercício serão computados:
determinado exercício anterior, e que não a) as receitas e os rendimentos ganhos
possam ser atribuídos a fatos subsequentes. no período, independentemente da sua
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos realização em moeda; e
acumulados deverá indicar o montante b) os custos, despesas, encargos e perdas,
do dividendo por ação do capital social pagos ou incorridos, correspondentes a
e poderá ser incluída na demonstração essas receitas e rendimentos.
das mutações do patrimônio líquido, se
elaborada e publicada pela companhia. § 2º (Revogado). (Redação dada pela Lei
nº 11.638,de 2007) (Revogado pela Lei nº
SEÇÃO V 11.638,de 2007)

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO SEÇÃO VI


EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E
APLICAÇÕES DE RECURSOS
Art. 187. A demonstração do resultado do
exercício discriminará: DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE
CAIXA E DO VALOR ADICIONADO
I – a receita bruta das vendas e serviços, as
deduções das vendas, os abatimentos e os (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
impostos;
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos
II – a receita líquida das vendas e serviços, o IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão,
custo das mercadorias e serviços vendidos e no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
o lucro bruto; 2007)
III – as despesas com as vendas, as despesas I – demonstração dos fluxos de caixa – as
financeiras, deduzidas das receitas, as alterações ocorridas, durante o exercício,
despesas gerais e administrativas, e outras no saldo de caixa e equivalentes de caixa,
despesas operacionais; segregando-se essas alterações em, no
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela
outras receitas e as outras despesas; Lei nº 11.638,de 2007)
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) a) das operações; (Redação dada pela Lei nº
V – o resultado do exercício antes do Impos- 11.638,de 2007)
to sobre a Renda e a provisão para o impos- b) dos financiamentos; e (Redação dada
to; pela Lei nº 11.638,de 2007)
VI – as participações de debêntures, em- c) dos investimentos; (Redação dada pela
pregados, administradores e partes bene- Lei nº 11.638,de 2007)
ficiárias, mesmo na forma de instrumentos
financeiros, e de instituições ou fundos de II – demonstração do valor adicionado – o
assistência ou previdência de empregados, valor da riqueza gerada pela companhia, a

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sua distribuição entre os elementos que Proposta de Desinação do Lucro


contribuíram para a geração dessa riqueza,
tais como empregados, financiadores, Art. 192. Juntamente com as demonstrações
acionistas, governo e outros, bem como a financeiras do exercício, os órgãos da
parcela da riqueza não distribuída. (Redação administração da companhia apresentarão
dada pela Lei nº 11.638,de 2007) à assembleia-geral ordinária, observado o
disposto nos artigos 193 a 203 e no estatuto,
proposta sobre a destinação a ser dada ao lucro
líquido do exercício.
CAPÍTULO XVI
LUCRO, RESERVAS E DIVIDENDOS SEÇÃO II
RESERVAS E RETENÇÃO DE LUCROS
SEÇÃO I
LUCRO Reserva Legal
Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco
Dedução De Prejuízos E Imposto por cento) serão aplicados, antes de qualquer
Sobre A Renda outra destinação, na constituição da reserva
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento)
Art. 189. Do resultado do exercício serão
do capital social.
deduzidos, antes de qualquer participação,
os prejuízos acumulados e a provisão para o § 1º A companhia poderá deixar de
Imposto sobre a Renda. constituir a reserva legal no exercício em
que o saldo dessa reserva, acrescido do
Parágrafo único. o prejuízo do exercício será
montante das reservas de capital de que
obrigatoriamente absorvido pelos lucros
trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30%
acumulados, pelas reservas de lucros e pela
(trinta por cento) do capital social.
reserva legal, nessa ordem.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar
Paricipações a integridade do capital social e somente
poderá ser utilizada para compensar
Art. 190. As participações estatutárias de em-
prejuízos ou aumentar o capital.
pregados, administradores e partes benefici-
árias serão determinadas, sucessivamente e Reservas Estatutárias
nessa ordem, com base nos lucros que rema-
nescerem depois de deduzida a participação an- Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde
teriormente calculada. que, para cada uma:
Parágrafo único. Aplica-se ao pagamento I – indique, de modo preciso e completo, a
das participações dos administradores e sua finalidade;
das partes beneficiárias o disposto nos
parágrafos do artigo 201. II – fixe os critérios para determinar a
parcela anual dos lucros líquidos que serão
Lucro Líquido destinados à sua constituição; e

Art. 191. Lucro líquido do exercício é o III – estabeleça o limite máximo da reserva.
resultado do exercício que remanescer depois
de deduzidas as participações de que trata o
Reservas para Coningências
artigo 190. Art. 195. A assembleia-geral poderá, por
proposta dos órgãos da administração, destinar

[Link] 1507
parte do lucro líquido à formação de reserva § 2º O orçamento poderá ser aprovado pela
com a finalidade de compensar, em exercício assembleia-geral ordinária que deliberar
futuro, a diminuição do lucro decorrente de sobre o balanço do exercício e revisado
perda julgada provável, cujo valor possa ser anualmente, quando tiver duração superior
estimado. a um exercício social. (Redação dada pela
Lei nº 10.303, de 2001)
§ 1º A proposta dos órgãos da administração
deverá indicar a causa da perda prevista e Reserva de Lucros a Realizar
justificar, com as razões de prudência que a
recomendem, a constituição da reserva. Art. 197. No exercício em que o montante do
dividendo obrigatório, calculado nos termos
§ 2º A reserva será revertida no exercício do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a
em que deixarem de existir as razões que parcela realizada do lucro líquido do exercício,
justificaram a sua constituição ou em que a assembleia-geral poderá, por proposta dos
ocorrer a perda. órgãos de administração, destinar o excesso
Reserva de Incenivos Fiscais à constituição de reserva de lucros a realizar.
(Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007) § 1º Para os efeitos deste artigo, considera-
Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por se realizada a parcela do lucro líquido
proposta dos órgãos de administração, do exercício que exceder da soma dos
destinar para a reserva de incentivos fiscais seguintes valores: (Redação dada pela Lei
a parcela do lucro líquido decorrente de nº 10.303, de 2001)
doações ou subvenções governamentais para I – o resultado líquido positivo da equiva-
investimentos, que poderá ser excluída da base lência patrimonial (art. 248); e (Incluído
de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do pela Lei nº 10.303, de 2001)
caput do art. 202 desta Lei). (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007) II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos
em operações ou contabilização de ativo e
Retenção de Lucros passivo pelo valor de mercado, cujo prazo
de realização financeira ocorra após o tér-
Art. 196. A assembleia-geral poderá, por mino do exercício social seguinte. (Redação
proposta dos órgãos da administração, deliberar dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
reter parcela do lucro líquido do exercício
prevista em orçamento de capital por ela § 2º A reserva de lucros a realizar somente
previamente aprovado. poderá ser utilizada para pagamento do
dividendo obrigatório e, para efeito do
§ 1º O orçamento, submetido pelos órgãos inciso III do art. 202, serão considerados
da administração com a justificação da como integrantes da reserva os lucros a
retenção de lucros proposta, deverá realizar de cada exercício que forem os
compreender todas as fontes de recursos primeiros a serem realizados em dinheiro.
e aplicações de capital, fixo ou circulante, (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
e poderá ter a duração de até 5 (cinco)
exercícios, salvo no caso de execução, por
prazo maior, de projeto de investimento.
§ 2º O orçamento poderá ser aprovado na
assembleia-geral ordinária que deliberar
sobre o balanço do exercício.

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Limite da Consituição de Reservas e SEÇÃO III


Retenção de Lucros Dividendos
Art. 198. A destinação dos lucros para Origem
constituição das reservas de que trata o artigo
194 e a retenção nos termos do artigo 196 Art. 201. A companhia somente pode pagar
não poderão ser aprovadas, em cada exercício, dividendos à conta de lucro líquido do exercício,
em prejuízo da distribuição do dividendo de lucros acumulados e de reserva de lucros; e
obrigatório (artigo 202). à conta de reserva de capital, no caso das ações
preferenciais de que trata o § 5º do artigo 17.
Limite do Saldo das Reservas de
Lucro § 1º A distribuição de dividendos com
inobservância do disposto neste artigo
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) implica responsabilidade solidária dos
administradores e fiscais, que deverão repor
Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto à caixa social a importância distribuída, sem
as para contingências, de incentivos fiscais e de prejuízo da ação penal que no caso couber.
lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital
social. Atingindo esse limite, a assembleia § 2º Os acionistas não são obrigados a
deliberará sobre aplicação do excesso na restituir os dividendos que em boa-fé
integralização ou no aumento do capital social tenham recebido. Presume-se a má-fé
ou na distribuição de dividendos. (Redação quando os dividendos forem distribuídos
dada pela Lei nº 11.638,de 2007) sem o levantamento do balanço ou em
desacordo com os resultados deste.
Reserva de Capital
Dividendo Obrigatório
Art. 200. As reservas de capital somente
poderão ser utilizadas para: Art. 202. Os acionistas têm direito de receber
como dividendo obrigatório, em cada exercício,
I – absorção de prejuízos que ultrapassarem a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou,
os lucros acumulados e as reservas de lucros se este for omisso, a importância determinada
(artigo 189, parágrafo único); de acordo com as seguintes normas: (Redação
II – resgate, reembolso ou compra de ações; dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

III – resgate de partes beneficiárias; I – metade do lucro líquido do exercício


diminuído ou acrescido dos seguintes
IV – incorporação ao capital social; valores: (Redação dada pela Lei nº 10.303,
de 2001)
V – pagamento de dividendo a ações
preferenciais, quando essa vantagem lhes a) importância destinada à constituição da
for assegurada (artigo 17, § 5º). reserva legal (art. 193); e (Incluída pela Lei
nº 10.303, de 2001)
Parágrafo único. A reserva constituída com
o produto da venda de partes beneficiárias b) importância destinada à formação da
poderá ser destinada ao resgate desses reserva para contingências (art. 195) e
títulos. reversão da mesma reserva formada em
exercícios anteriores; (Incluída pela Lei nº
10.303, de 2001)
II – o pagamento do dividendo determinado
nos termos do inciso I poderá ser limitado

[Link] 1509
ao montante do lucro líquido do exercício § 4º O dividendo previsto neste artigo não
que tiver sido realizado, desde que a será obrigatório no exercício social em que
diferença seja registrada como reserva de os órgãos da administração informarem
lucros a realizar (art. 197); (Redação dada à assembleia-geral ordinária ser ele
pela Lei nº 10.303, de 2001) incompatível com a situação financeira
da companhia. O conselho fiscal, se em
III – os lucros registrados na reserva de funcionamento, deverá dar parecer sobre
lucros a realizar, quando realizados e se essa informação e, na companhia aberta,
não tiverem sido absorvidos por prejuízos seus administradores encaminharão à
em exercícios subsequentes, deverão ser Comissão de Valores Mobiliários, dentro de
acrescidos ao primeiro dividendo declarado 5 (cinco) dias da realização da assembleia-
após a realização. (Redação dada pela Lei nº geral, exposição justificativa da informação
10.303, de 2001) transmitida à assembleia.
§ 1º O estatuto poderá estabelecer o § 5º Os lucros que deixarem de ser
dividendo como porcentagem do lucro ou distribuídos nos termos do § 4º serão
do capital social, ou fixar outros critérios registrados como reserva especial e, se
para determiná-lo, desde que sejam não absorvidos por prejuízos em exercícios
regulados com precisão e minúcia e não subsequentes, deverão ser pagos como
sujeitem os acionistas minoritários ao dividendo assim que o permitir a situação
arbítrio dos órgãos de administração ou da financeira da companhia.
maioria.
§ 6º Os lucros não destinados nos termos
§ 2º Quando o estatuto for omisso e dos arts. 193 a 197 deverão ser distribuídos
a assembleia-geral deliberar alterá-lo como dividendos. (Incluído pela Lei nº
para introduzir norma sobre a matéria, 10.303, de 2001)
o dividendo obrigatório não poderá ser
inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do Dividendos de Ações Preferenciais
lucro líquido ajustado nos termos do inciso
I deste artigo. (Redação dada pela Lei nº Art. 203. O disposto nos artigos 194 a 197, e
10.303, de 2001) 202, não prejudicará o direito dos acionistas
preferenciais de receber os dividendos fixos ou
§ 3º A assembleia-geral pode, desde que mínimos a que tenham prioridade, inclusive os
não haja oposição de qualquer acionista atrasados, se cumulativos.
presente, deliberar a distribuição de
dividendo inferior ao obrigatório, nos Dividendos Intermediários
termos deste artigo, ou a retenção de todo
o lucro líquido, nas seguintes sociedades: Art. 204. A companhia que, por força de lei
(Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001) ou de disposição estatutária, levantar balanço
semestral, poderá declarar, por deliberação dos
I – companhias abertas exclusivamente para
órgãos de administração, se autorizados pelo
a captação de recursos por debêntures não
estatuto, dividendo à conta do lucro apurado
conversíveis em ações; (Incluído pela Lei nº
nesse balanço.
10.303, de 2001)
§ 1º A companhia poderá, nos termos de
II – companhias fechadas, exceto nas con-
disposição estatutária, levantar balanço e
troladas por companhias abertas que não
distribuir dividendos em períodos menores,
se enquadrem na condição prevista no inci-
desde que o total dos dividendos pagos
so I. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
em cada semestre do exercício social não

1510 [Link]
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exceda o montante das reservas de capital Art. 243. O relatório anual da administração
de que trata o § 1º do artigo 182. deve relacionar os investimentos da companhia
em sociedades coligadas e controladas e
§ 2º O estatuto poderá autorizar os mencionar as modificações ocorridas durante o
órgãos de administração a declarar exercício.
dividendos intermediários, à conta de
lucros acumulados ou de reservas de lucros § 1º São coligadas as sociedades nas quais
existentes no último balanço anual ou a investidora tenha influência significativa.
semestral. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

Pagamento de Dividendos § 2º Considera-se controlada a sociedade


na qual a controladora, diretamente ou
Art. 205. A companhia pagará o dividendo de através de outras controladas, é titular de
ações nominativas à pessoa que, na data do direitos de sócio que lhe assegurem, de
ato de declaração do dividendo, estiver inscrita modo permanente, preponderância nas
como proprietária ou usufrutuária da ação. deliberações sociais e o poder de eleger a
maioria dos administradores.
§ 1º Os dividendos poderão ser pagos por
cheque nominativo remetido por via postal § 3º A companhia aberta divulgará as
para o endereço comunicado pelo acionista informações adicionais, sobre coligadas
à companhia, ou mediante crédito em e controladas, que forem exigidas pela
conta-corrente bancária aberta em nome Comissão de Valores Mobiliários.
do acionista.
§ 4º Considera-se que há influência
§ 2º Os dividendos das ações em custódia significativa quando a investidora detém ou
bancária ou em depósito nos termos dos exerce o poder de participar nas decisões
artigos 41 e 43 serão pagos pela companhia das políticas financeira ou operacional da
à instituição financeira depositária, que será investida, sem controlá-la. (Incluído pela Lei
responsável pela sua entrega aos titulares nº 11.941, de 2009)
das ações depositadas.
§ 5º É presumida influência significativa
§ 3º O dividendo deverá ser pago, salvo quando a investidora for titular de 20%
deliberação em contrário da assembleia- (vinte por cento) ou mais do capital votante
geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data da investida, sem controlá-la. (Incluído pela
em que for declarado e, em qualquer caso, Lei nº 11.941, de 2009)
dentro do exercício social.
SEÇÃO II
(...) Art. 248. No balanço patrimonial da companhia,
os investimentos em coligadas ou em
controladas e em outras sociedades que façam
parte de um mesmo grupo ou estejam sob
CAPÍTULO XX controle comum serão avaliados pelo método
SOCIEDADES COLIGADAS, da equivalência patrimonial, de acordo com as
CONTROLADORAS E CONTROLADAS seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)
SEÇÃO I I – o valor do patrimônio líquido da coligada
INFORMAÇÕES NO RELATÓRIO DA ou da controlada será determinado com
ADMINISTRAÇÃO base em balanço patrimonial ou balancete
de verificação levantado, com observância
das normas desta Lei, na mesma data, ou

[Link] 1511
até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da
data do balanço da companhia; no valor de
patrimônio líquido não serão computados
os resultados não realizados decorrentes de
negócios com a companhia, ou com outras
sociedades coligadas à companhia, ou por
ela controladas;
II – o valor do investimento será determina-
do mediante a aplicação, sobre o valor de
patrimônio líquido referido no número an-
terior, da porcentagem de participação no
capital da coligada ou controlada;
III – a diferença entre o valor do investimen-
to, de acordo com o número II, e o custo de
aquisição corrigido monetariamente; so-
mente será registrada como resultado do
exercício:
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado
na coligada ou controlada;
b) se corresponder, comprovadamente, a
ganhos ou perdas efetivos;
c) no caso de companhia aberta, com
observância das normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários.

1512 [Link]
Receita Federal (Analista) – Contabilidade Geral – Prof. Marcondes Fortaleza

PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE

Resolução CFC nº 750/93 seu sentido mais amplo de ciência social, cujo
objeto é o patrimônio das entidades.
Dispõe sobre os Princípios de Contabilidade
(PC). Art. 3º São Princípios de Contabilidade:
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, I – o da ENTIDADE;
no exercício de suas atribuições legais e
regimentais, CONSIDERANDO a necessidade II – o da CONTINUIDADE;
de prover fundamentação apropriada para III – o da OPORTUNIDADE;
interpretação e aplicação das Normas Brasileiras
de Contabilidade, IV – o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;

RESOLVE: V – o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA;


(Revogado pela Resolução CFC nº. 1.282/10)
VI – o da COMPETÊNCIA; e
CAPÍTULO I VII) – o da PRUDÊNCIA.
DOS PRINCÍPIOS E DE SUA
OBSERVÂNCIA SEÇÃO I
O PRINCÍPIO DA ENTIDADE
Art. 1º Constituem PRINCÍPIOS DE CONTABILI-
DADE (PC) os enunciados por esta Resolução. Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o
Patrimônio como objeto da Contabilidade e
§ 1º A observância dos Princípios de afirma a autonomia patrimonial, a necessidade
Contabilidade é obrigatória no exercício da diferenciação de um Patrimônio particular
da profissão e constitui condição de no universo dos patrimônios existentes,
legitimidade das Normas Brasileiras de independentemente de pertencer a uma pessoa,
Contabilidade (NBC). um conjunto de pessoas, uma sociedade ou
§ 2º Na aplicação dos Princípios de instituição de qualquer natureza ou finalidade,
Contabilidade há situações concretas e a com ou sem fins lucrativos. Por consequência,
essência das transações deve prevalecer nesta acepção, o Patrimônio não se confunde
sobre seus aspectos formais. com aqueles dos seus sócios ou proprietários,
no caso de sociedade ou instituição.
Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence
à ENTIDADE, mas a recíproca não é
CAPÍTULO II verdadeira. A soma ou agregação contábil
DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE de patrimônios autônomos não resulta em
E DA ENUMERAÇÃO nova ENTIDADE, mas numa unidade de
natureza econômico-contábil.
Art. 2º Os Princípios de Contabilidade
representam a essência das doutrinas e SEÇÃO II
teorias relativas à Ciência da Contabilidade, O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
consoante o entendimento predominante nos
universos científico e profissional de nosso Art. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe
País. Concernem, pois, à Contabilidade no que a Entidade continuará em operação

[Link] 1513
no futuro e, portanto, a mensuração e a sofrer variações decorrentes dos seguintes
apresentação dos componentes do patrimônio fatores:
levam em conta esta circunstância.
a) Custo corrente. Os ativos são
SEÇÃO III reconhecidos pelos valores em caixa ou
O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE equivalentes de caixa, os quais teriam
de ser pagos se esses ativos ou ativos
Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se equivalentes fossem adquiridos na data ou
ao processo de mensuração e apresentação no período das demonstrações contábeis.
dos componentes patrimoniais para produzir Os passivos são reconhecidos pelos valores
informações íntegras e tempestivas. em caixa ou equivalentes de caixa, não
descontados, que seriam necessários para
Parágrafo único. A falta de integridade liquidar a obrigação na data ou no período
e tempestividade na produção e na das demonstrações contábeis;
divulgação da informação contábil pode
ocasionar a perda de sua relevância, por b) Valor realizável. Os ativos são mantidos
isso é necessário ponderar a relação entre pelos valores em caixa ou equivalentes de
a oportunidade e a confiabilidade da caixa, os quais poderiam ser obtidos pela
informação. venda em uma forma ordenada. Os passivos
são mantidos pelos valores em caixa e
SEÇÃO IV equivalentes de caixa, não descontados,
O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO que se espera seriam pagos para liquidar
as correspondentes obrigações no curso
VALOR ORIGINAL normal das operações da Entidade;
Art. 7º O Princípio do Registro pelo Valor c) Valor presente. Os ativos são mantidos
Original determina que os componentes do pelo valor presente, descontado do fluxo
patrimônio devem ser inicialmente registrados futuro de entrada líquida de caixa que
pelos valores originais das transações, expressos se espera seja gerado pelo item no curso
em moeda nacional. normal das operações da Entidade. Os
§ 1º As seguintes bases de mensuração passivos são mantidos pelo valor presente,
devem ser utilizadas em graus distintos descontado do fluxo futuro de saída líquida
e combinadas, ao longo do tempo, de de caixa que se espera seja necessário para
diferentes formas: liquidar o passivo no curso normal das
operações da Entidade;
I – Custo histórico. Os ativos são registrados
pelos valores pagos ou a serem pagos em d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo
caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor pode ser trocado, ou um passivo liquidado,
justo dos recursos que são entregues para entre partes conhecedoras, dispostas a isso,
adquiri-los na data da aquisição. Os passivos em uma transação sem favorecimentos; e
são registrados pelos valores dos recursos e) Atualização monetária. Os efeitos da
que foram recebidos em troca da obrigação alteração do poder aquisitivo da moeda
ou, em algumas circunstâncias, pelos nacional devem ser reconhecidos nos
valores em caixa ou equivalentes de caixa, registros contábeis mediante o ajustamento
os quais serão necessários para liquidar o da expressão formal dos valores dos
passivo no curso normal das operações; e componentes patrimoniais.
II – Variação do custo histórico. Uma vez § 2º São resultantes da adoção da
integrado ao patrimônio, os componentes atualização monetária:
patrimoniais, ativos e passivos, podem

1514 [Link]
Receita Federal (Analista) – Contabilidade Geral – Prof. Marcondes Fortaleza

I – a moeda, embora aceita universalmente de que ativos e receitas não sejam


como medida de valor, não representa superestimados e que passivos e despesas
unidade constante em termos do poder não sejam subestimados, atribuindo maior
aquisitivo; confiabilidade ao processo de mensuração
e apresentação dos componentes
II – para que a avaliação do patrimônio possa patrimoniais.
manter os valores das transações originais,
é necessário atualizar sua expressão Art. 11. A inobservância dos Princípios de
formal em moeda nacional, a fim de que Contabilidade constitui infração nas alíneas “c”,
permaneçam substantivamente corretos os “d” e “e” do art. 27 do Decreto-Lei n.º 9.295,
valores dos componentes patrimoniais e, de 27 de maio de 1946 e, quando aplicável, ao
por consequência, o do Patrimônio Líquido; Código de Ética Profissional do Contabilista.
e
III – a atualização monetária não representa
nova avaliação, mas tão somente o
ajustamento dos valores originais para
determinada data, mediante a aplicação
de indexadores ou outros elementos aptos
a traduzir a variação do poder aquisitivo da
moeda nacional em um dado período.

SEÇÃO VI
O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA
Art. 9º O Princípio da Competência determina
que os efeitos das transações e outros eventos
sejam reconhecidos nos períodos a que se
referem, independentemente do recebimento
ou pagamento.
Parágrafo único. O Princípio da Competên-
cia pressupõe a simultaneidade da confron-
tação de receitas e de despesas correlatas.

SEÇÃO VII
O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA
Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a
adoção do menor valor para os componentes do
ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre
que se apresentem alternativas igualmente
válidas para a quantificação das mutações
patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
Parágrafo único. O Princípio da Prudência
pressupõe o emprego de certo grau de
precaução no exercício dos julgamentos
necessários às estimativas em certas
condições de incerteza, no sentido

[Link] 1515
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.330/11

Aprova a ITG 2000 – Escrituração Contábil.

Objeivo

1. Esta Interpretação estabelece critérios e procedimentos a serem adotados pela entidade


para a escrituração contábil de seus fatos patrimoniais, por meio de qualquer processo,
bem como a guarda e a manutenção da documentação e de arquivos contábeis e a
responsabilidade do profissional da contabilidade.

Alcance

2. Esta Interpretação deve ser adotada por todas as entidades, independente da natureza e
do porte, na elaboração da escrituração contábil, observadas as exigências da legislação e
de outras normas aplicáveis, se houver.

Formalidades da escrituração contábil

3. A escrituração contábil deve ser realizada com observância aos Princípios de Contabilidade.
4. O nível de detalhamento da escrituração contábil deve estar alinhado às necessidades de
informação de seus usuários. Nesse sentido, esta Interpretação não estabelece o nível
de detalhe ou mesmo sugere um plano de contas a ser observado. O detalhamento dos
registros contábeis é diretamente proporcional à complexidade das operações da entidade
e dos requisitos de informação a ela aplicáveis e, exceto nos casos em que uma autoridade
reguladora assim o requeira, não devem necessariamente observar um padrão pré-
definido.

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Receita Federal (Analista) – Contabilidade Geral – Prof. Marcondes Fortaleza

5. A escrituração contábil deve ser executada:


a) em idioma e em moeda corrente nacionais;
b) em forma contábil;
c) em ordem cronológica de dia, mês e ano;
d) com ausência de espaços em branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou emendas; e
e) com base em documentos de origem externa ou interna ou, na sua falta, em elementos
que comprovem ou evidenciem fatos contábeis.
6. A escrituração em forma contábil de que trata o item 5 deve conter, no mínimo:
a) data do registro contábil, ou seja, a data em que o fato contábil ocorreu;
b) conta devedora;
c) conta credora;
d) histórico que represente a essência econômica da transação ou o código de histórico
padronizado, neste caso baseado em tabela auxiliar inclusa em livro próprio;
e) valor do registro contábil;
f) informação que permita identificar, de forma unívoca, todos os registros que integram um
mesmo lançamento contábil.
7. O registro contábil deve conter o número de identificação do lançamento em ordem
sequencial relacionado ao respectivo documento de origem externa ou interna ou, na sua
falta, em elementos que comprovem ou evidenciem fatos contábeis.
8. A terminologia utilizada no registro contábil deve expressar a essência econômica da
transação.
9. Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em forma não
digital, devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:
a) serem encadernados;
b) terem suas folhas numeradas sequencialmente;
c) conterem termo de abertura e de encerramento assinados pelo titular ou representante
legal da entidade e pelo profissional da contabilidade regularmente habilitado no Conselho
Regional de Contabilidade.
10. Os livros contábeis obrigatórios, entre eles o Livro Diário e o Livro Razão, em forma digital,
devem revestir-se de formalidades extrínsecas, tais como:
a) serem assinados digitalmente pela entidade e pelo profissional da contabilidade
regularmente habilitado;
b) serem autenticados no registro público competente.

[Link] 1517
11. Admite-se o uso de códigos e/ou abreviaturas, nos históricos dos lançamentos, desde que
permanentes e uniformes, devendo constar o significado dos códigos e/ou abreviaturas
noivro Diário ou em registro especial revestido das formalidades extrínsecas de que tratam
os itens 9 e 10.
12. A escrituração contábil e a emissão de relatórios, peças, análises, demonstrativos e
demonstrações contábeis são de atribuição e de responsabilidade exclusivas do profissional
da contabilidade legalmente habilitado.
13. As demonstrações contábeis devem ser transcritas no Livro Diário, completando-se
com as assinaturas do titular ou de representante legal da entidade e do profissional da
contabilidade legalmente habilitado.

Livro diário e livro razão


14. No Livro Diário devem ser lançadas, em ordem cronológica, com individualização, clareza e
referência ao documento probante, todas as operações ocorridas, e quaisquer outros fatos
que provoquem variações patrimoniais.
15. Quando o Livro Diário e o Livro Razão forem gerados por processo que utilize fichas ou
folhas soltas, deve ser adotado o registro “Balancetes Diários e Balanços”.
16. No caso da entidade adotar processo eletrônico ou mecanizado para a sua escrituração
contábil, os formulários de folhas soltas, devem ser numerados mecânica ou
tipograficamente e encadernados em forma de livro.
17. Em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e
encadernação em forma de livro, porém o arquivo magnético autenticado pelo registro
público competente deve ser mantido pela entidade.
18. Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da
escrituração contábil.
19. A entidade é responsável pelo registro público de livros contábeis em órgão competente
e por averbações exigidas pela legislação de recuperação judicial, sendo atribuição do
profissional de contabilidade a comunicação formal dessas exigências à entidade.

Escrituração contábil de ilial


20. A entidade que tiver unidade operacional ou de negócios, quer como filial, agência,
sucursal ou assemelhada, e que optar por sistema de escrituração descentralizado, deve
ter registros contábeis que permitam a identificação das transações de cada uma dessas
unidades.
21. A escrituração de todas as unidades deve integrar um único sistema contábil.

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Receita Federal (Analista) – Contabilidade Geral – Prof. Marcondes Fortaleza

22. A opção por escrituração descentralizada fica a critério da entidade.


23. Na escrituração descentralizada, deve ser observado o mesmo grau de detalhamento dos
registros contábeis da matriz.
24. As contas recíprocas relativas às transações entre matriz e unidades, bem como entre estas,
devem ser eliminadas quando da elaboração das demonstrações contábeis da entidade.
25. As despesas e as receitas que não possam ser atribuídas às unidades devem ser registradas
na matriz e distribuídas para as unidades de acordo com critérios da administração da
entidade.

Documentação contábil
26. Documentação contábil é aquela que comprova os fatos que originam lançamentos na
escrituração da entidade e compreende todos os documentos, livros, papéis, registros e
outras peças, de origem interna ou externa, que apoiam ou componham a escrituração.
27. A documentação contábil é hábil quando revestida das características intrínsecas ou
extrínsecas essenciais, definidas na legislação, na técnica-contábil ou aceitas pelos “usos e
costumes”.
28. Os documentos em papel podem ser digitalizados e armazenados em meio magnético,
desde que assinados pelo responsável pela entidade e pelo profissional da contabilidade
regularmente habilitado, devendo ser submetidos ao registro público competente.

Contas de compensação
29. Contas de compensação constituem sistema próprio para controle e registro dos fatos
relevantes que resultam em assunção de direitos e obrigações da entidade cujos efeitos
materializar-se-ão no futuro e que possam se traduzir em modificações no patrimônio da
entidade.
30. Exceto quando de uso mandatório por ato de órgão regulador, a escrituração das contas de
compensação não é obrigatória. Nos casos em que não forem utilizadas, a entidade deve
assegurar-se que possui outros mecanismos que permitam acumular as informações que
de outra maneira estariam controladas nas contas de compensação.

[Link] 1519
Reiicação de lançamento contábil
31. Retificação de lançamento é o processo técnico de correção de registro realizado com erro
na escrituração contábil da entidade e pode ser feito por meio de:
a) estorno;
b) transferência; e
c) complementação.
32. Em qualquer das formas citadas no item 31, o histórico do lançamento deve precisar o
motivo da retificação, a data e a localização do lançamento de origem.
33. O estorno consiste em lançamento inverso àquele feito erroneamente, anulando-o
totalmente.
34. Lançamento de transferência é aquele que promove a regularização de conta indevidamente
debitada ou creditada, por meio da transposição do registro para a conta adequada.
35. Lançamento de complementação é aquele que vem posteriormente complementar,
aumentando ou reduzindo o valor anteriormente registrado.
36. Os lançamentos realizados fora da época devida devem consignar, nos seus históricos, as
datas efetivas das ocorrências e a razão do registro extemporâneo.

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CÓDIGO CIVIL – Lei nº 10.406/2002

CAPÍTULO IV Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e


DA ESCRITURAÇÃO moeda corrente nacionais e em forma contábil,
por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem
Art. 1.179. O empresário e a sociedade em- intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões,
presária são obrigados a seguir um sistema de rasuras, emendas ou transportes para as
contabilidade, mecanizado ou não, com base na margens.
escrituração uniforme de seus livros, em corres- Parágrafo único. É permitido o uso de
pondência com a documentação respectiva, e a código de números ou de abreviaturas, que
levantar anualmente o balanço patrimonial e o constem de livro próprio, regularmente
de resultado econômico. autenticado.
§ 1º Salvo o disposto no art. 1.180, o Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com indivi-
número e a espécie de livros ficam a critério duação, clareza e caracterização do documento
dos interessados. respectivo, dia a dia, por escrita direta ou repro-
§ 2º É dispensado das exigências deste dução, todas as operações relativas ao exercício
artigo o pequeno empresário a que se da empresa.
refere o art. 970. § 1º Admite-se a escrituração resumida
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por do Diário, com totais que não excedam
lei, é indispensável o Diário, que pode ser subs- o período de trinta dias, relativamente a
tituído por fichas no caso de escrituração meca- contas cujas operações sejam numerosas ou
nizada ou eletrônica. realizadas fora da sede do estabelecimento,
desde que utilizados livros auxiliares
Parágrafo único. A adoção de fichas não regularmente autenticados, para registro
dispensa o uso de livro apropriado para o individualizado, e conservados os
lançamento do balanço patrimonial e do de documentos que permitam a sua perfeita
resultado econômico. verificação.
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os § 2º Serão lançados no Diário o balanço
livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, patrimonial e o de resultado econômico,
antes de postos em uso, devem ser autenticados devendo ambos ser assinados por técnico
no Registro Público de Empresas Mercantis. em Ciências Contábeis legalmente
habilitado e pelo empresário ou sociedade
Parágrafo único. A autenticação não se fará
empresária.
sem que esteja inscrito o empresário, ou a
sociedade empresária, que poderá fazer Art. 1.185. O empresário ou sociedade empre-
autenticar livros não obrigatórios. sária que adotar o sistema de fichas de lança-
mentos poderá substituir o livro Diário pelo li-
Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no art.
vro Balancetes Diários e Balanços, observadas
1.174, a escrituração ficará sob a responsabili-
as mesmas formalidades extrínsecas exigidas
dade de contabilista legalmente habilitado, sal-
para aquele.
vo se nenhum houver na localidade.

[Link] 1521
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços Parágrafo único. Lei especial disporá sobre
será escriturado de modo que registre: as informações que acompanharão o
balanço patrimonial, em caso de sociedades
I – a posição diária de cada uma das contas coligadas.
ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo,
em forma de balancetes diários; Art. 1.189. O balanço de resultado econômico,
ou demonstração da conta de lucros e perdas,
II – o balanço patrimonial e o de resultado acompanhará o balanço patrimonial e dele
econômico, no encerramento do exercício. constarão crédito e débito, na forma da lei
Art. 1.188. O balanço patrimonial deverá especial.
exprimir, com fidelidade e clareza, a situação Art. 1.194. O empresário e a sociedade
real da empresa e, atendidas as peculiaridades empresária são obrigados a conservar em boa
desta, bem como as disposições das leis guarda toda a escrituração, correspondência
especiais, indicará, distintamente, o ativo e o e mais papéis concernentes à sua atividade,
passivo. enquanto não ocorrer prescrição ou decadência
no tocante aos atos neles consignados.

1522 [Link]

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