Tratamentos Farmacológicos em Medicina
Tratamentos Farmacológicos em Medicina
CURSO DE MEDICINA
TURMA XXI – SUB A3
Manuella Baldi
TUTORIAL 3
FARMACOLOGIA
CURITIBA
2024
UNIVERSIDADE POSITIVO
CURSO DE MEDICINA
TURMA XXI - SUB A3
Manuella Baldi
TUTORIAL 3
CURITIBA
2024
SUMÁRIO
1 paciente 35 anos................................................................................................... 1
1.1 PRIMEIRA OPÇÃO TRATAMENTO ................................................................. 1
1.2 Mecanismo de ação e efeitos colaterais ........................................................... 1
1.3 SEGUNDA OPÇÃO DE TRATAMENTO .......................................................... 1
1.4 MECANISMO DE AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS ..................................... 1
2 PACIENTE 65 ANOS ........................................................................................... 1
2.1 primeira opção de tratamento ............................................................................. 1
2.2 MECANISMO DE AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS ..................................... 2
2.3 SEGUNDA OPÇÃO DE TRATAMENTO .......................................................... 2
2.4 MECANISMO DE AÇÃO E EFEITOS ADVERSOS ........................................ 2
REFERÊNCIAS:.................................................................................................................. 2
1 PACIENTE 35 ANOS
Psyllium, uma colher de chá duas vezes ao dia, por 2-3 dias. Maior ingestão de
água. Realizar exercícios físicos. (MARIA ET AL.)
2 PACIENTE 65 ANOS
REFERÊNCIAS:
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos clínicos avaliaram pacientes adultos com diagnóstico de infecção do trato respiratório
superior (inclusive sinusite e amigdalite recorrente) ou inferior, assim como infecção da pele e
do tecido subcutâneo, e compararam a eficácia clínica e bacteriológica de amoxicilina +
clavulanato de potássio administrada três vezes ao dia. Não se observou nenhuma diferença
significativa nas taxas de sucesso clínico e bacteriológico entre os grupos testados, em todas
as indicações avaliadas. Notou-se uma pequena redução da incidência de diarreia, como
evento adverso, no grupo que recebeu amoxicilina + clavulanato de potássio em comparação
ao que recebeu amoxicilina + clavulanato de potássio três vezes ao dia.
A amoxicilina + clavulanato de potássio 400 mg + 57 mg/5 mL foi comparada a amoxicilina
+ clavulanato de potássio 250 mg + 62,5 mg/5 mL três vezes ao dia para pacientes pediátricos
com diagnóstico de otite média aguda, amigdalite recorrente e infecção do trato respiratório
inferior. Os resultados clínicos observados foram equivalentes entre os grupos testados.
Observou-se melhor tolerabilidade a amoxicilina + clavulanato de potássio 400 mg + 57 mg/5
mL em comparação a amoxicilina + clavulanato de potássio 250 mg + 62,5 mg/5 mL
administrada três vezes ao dia, especialmente com relação à incidência de diarreia (26,7% dos
pacientes do grupo de amoxicilina + clavulanato de potássio 400 mg + 57 mg/5 mL versus
9,6% dos que receberam amoxicilina + clavulanato de potássio 250 mg + 62,5 mg/5 mL três
vezes ao dia; p < 0,0001). BAX, R. Development of a twice daily dosing regimen of
amoxicillin/clavulanate. Int J Antimicrob Agents. 30 Suppl 2: S118-21, 2007.
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Código ATC J01CR02
Mecanismo de ação
A amoxicilina + clavulanato de potássio contém como princípios ativos a amoxicilina,
quimicamente D-(-)-alfa-aminop-hidroxibenzilpenicilina, e o clavulanato de potássio, sal
potássico do ácido clavulânico.
A amoxicilina é um antibiótico semissintético com amplo espectro de ação antibacteriana
contra muitos microrganismos gram-positivos e gram-negativos. É também, no entanto,
sensível à degradação por betalactamases; portanto, o espectro de ação da amoxicilina isolada
não inclui os microrganismos que produzem essas enzimas. O ácido clavulânico é um
betalactâmico estruturalmente relacionado às penicilinas que tem a capacidade de inativar
grande variedade de enzimas betalactamases, comumente produzidas por microrganismos
resistentes às penicilinas e às cefalosporinas. Tem, em particular, boa atividade contra o
plasmídeo mediador das betalactamases, clinicamente importante e frequentemente
responsável pela transferência de resistência à droga. É, em geral, menos eficaz contra
betalactamases do tipo 1 mediadas por cromossomos.
A presença do ácido clavulânico na fórmula do medicamento protege a amoxicilina da
degradação pelas enzimas betalactamases e estende de forma efetiva o espectro antibacteriano
da amoxicilina por incluir muitas bactérias normalmente resistentes a ela e a outras
penicilinas e cefalosporinas. Assim, amoxicilina + clavulanato de potássio tem as
propriedades características de antibiótico de amplo espectro e de inibidor de betalactamases.
Propriedades Farmacocinéticas
Realizaram-se estudos farmacocinéticos com crianças, e um deles comparou amoxicilina +
clavulanato de potássio em administração de três vezes ao dia com o uso duas vezes ao dia.
Todos esses dados indicam que a farmacocinética de eliminação observada em adultos
também se aplica a crianças com função renal madura.
O momento da administração de amoxicilina + clavulanato de potássio em relação ao início
da refeição não tem efeitos marcantes sobre a farmacocinética da amoxicilina em pacientes
adultos. Em um estudo sobre biodisponibilidade, o momento de administração em relação ao
início da refeição teve efeito marcante sobre a farmacocinética do clavulanato. No que se
refere à AUC e à Cmáx do clavulanato, os valores médios mais altos e as menores
variabilidades interpacientes foram atingidos com a administração de amoxicilina +
clavulanato de potássio no início da refeição em comparação ao estado de jejum ou ao período
de 30 ou 150 minutos após o início da refeição.
As concentrações séricas de amoxicilina atingidas com amoxicilina + clavulanato de potássio
são similares às produzidas pela administração oral de doses equivalentes de amoxicilina
isolada.
Efeitos Farmacodinâmicos
Na lista abaixo, os microrganismos foram categorizados de acordo com a sensibilidade in
vitro a amoxicilina/ clavulanato.
Espécies comumente
sensíveis Bactérias gram-
positivas:
- aeróbias – Staphylococcus aureus (sensível a meticilina)*, Staphylococcus saprophyticus
(sensível a meticilina), Staphylococcus coagulase-negativo (sensível a meticilina),
Enterococcus faecalis, Streptococcus pyogenes*†, Bacillus anthracis, Listeria monocytogenes,
Nocardia asteroides, Streptococcus agalactiae*†, Streptococcus spp. (outros
betahemolíticos)*†.
- anaeróbias – Clostridium sp., Peptococcus niger, Peptostreptococcus magnus,
Peptostreptococcus micros, Peptostreptococcus spp.
Bactérias gram-negativas:
- aeróbias – Bordetella pertussis, Haemophilus influenzae*, Haemophilus parainfluenzae,
Helicobacter pylori, Moraxella catarrhalis*, Neisseria gonorrhoeae, Vibrio cholerae,
Pasteurella multocida.
- anaeróbias – Bacteroides spp. (inclusive B. fragilis), Capnocytophaga spp., Eikenella
corrodens, Fusobacterium spp.
(inclusive F. nucleatum), Porphyromonas spp. Prevotella spp.
Bactérias gram-positivas:
Aeróbias: Corynebacterium sp., Enterococcus faecium, Streptococcus pneumoniae*†,
Streptococcus do grupo Viridans.
Organismos inerentemente
resistentes Bactérias gram-
negativas:
Aeróbias: Acinetobacter spp., Citrobacter freundii, Enterobacter spp., Hafnia alvei, Legionella
pneumophila, Morganella morganii, Providencia spp., Pseudomonas spp., Serratia spp.,
Stenotrophomas maltophilia, Yersinia enterolitica
Propriedades
Farmacocinéticas Absorção
Os dois componentes do medicamento, a amoxicilina e o ácido clavulânico, são totalmente
solúveis em solução aquosa com pH fisiológico. Ambos são rapidamente e bem absorvidos,
por administração via oral. Absorção de amoxicilinaclavulanato é otimizada quando tomada
no início de uma refeição.
Distribuição
Após a administração intravenosa, pode-se detectar concentrações terapêuticas da amoxicilina
e do ácido clavulânico nos tecidos e no fluido intersticial. Foram encontradas concentrações
terapêuticas de ambas as drogas na vesícula biliar, tecido abdominal, pele, tecido adiposo e
tecidos musculares; no que se refere aos fluidos, elas foram observadas no sinovial, no
peritoneal, na bile e no pus.
Nem a amoxicilina nem o ácido clavulânico possuem alta ligação a proteínas; estudos
demonstram que, do total dessas drogas no plasma, cerca de 25% do ácido clavulânico e 18%
da amoxicilina são ligados a proteínas. Segundo estudos feitos com animais, não há
evidências de que algum dos componentes se acumule em qualquer órgão.
A amoxicilina, como a maioria das penicilinas, pode ser detectada no leite materno, que
também contém traços de clavulanato. Com exceção do risco de sensibilização associado com
essa excreção, não existem efeitos prejudiciais conhecidos para o recém-nascido lactente.
Estudos sobre reprodução realizados com animais demonstraram que a amoxicilina e o ácido
clavulânico penetram na barreira placentária. No entanto, não se detectou nenhuma evidência
de comprometimento da fertilidade nem de dano ao feto.
Metabolismo
A amoxicilina também é parcialmente eliminada pela urina, como ácido peniciloico inativo,
em quantidades equivalentes à proporção de 10% a 25% da dose inicial. O ácido clavulânico é
extensivamente metabolizado no homem para 2,5-di-hidro-4-(2-hidroxietil)-5-oxo-1H-pirol-
3-ácido carboxílico e 1-amino-4-hidroxibutano-2-ona e eliminado pela urina e pelas fezes
como dióxido de carbono no ar expirado.
Eliminação
Assim como outras penicilinas, a amoxicilina tem como principal via de eliminação os rins. Já
o clavulanato é eliminado tanto por via renal como não renal.
4. CONTRAINDICAÇÕES
A amoxicilina + clavulanato de potássio é contraindicada para pacientes com
hipersensibilidade a betalactâmicos, como penicilinas e cefalosporinas. Também é
contraindicada para pacientes com histórico prévio de icterícia/disfunção hepática associadas
ao seu uso ou ao uso de amoxicilina + clavulanato de potássio.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Antes de iniciar o tratamento com amoxicilina + clavulanato de potássio, deve-se fazer uma
pesquisa cuidadosa sobre reações prévias de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas
ou a outros alérgenos.
Foi relatada colite pseudomembranosa com o uso de antibióticos, que pode ter gravidade
variada entre leve e risco à vida. Portanto, é importante considerar o diagnóstico em pacientes
que desenvolvam diarreia durante ou após o uso de antibióticos. Se ocorrer diarreia
prolongada ou significativa, ou o paciente sentir cólicas abdominais, o tratamento deve ser
interrompido imediatamente e a condição do paciente investigada.
Deve ser usado com precaução em pacientes com evidência de insuficiência hepática.
Em pacientes com insuficiência renal, a posologia deve ser ajustada de acordo com o grau de
insuficiência (vide ‘’Posologia e Modo de Usar – Posologia para insuficiência renal’’).
Gravidez e Lactação
Estudos sobre reprodução com animais (camundongos e ratos em doses até dez vezes da dose
humana) com amoxicilina + clavulanato de potássio em administração oral e parenteral não
demonstraram efeitos teratogênicos. Em um único estudo, feito com mulheres que tiveram
parto prematuro e ruptura precoce da bolsa amniótica (pPROM), relatou-se que o uso
profilático de amoxicilina + clavulanato de potássio pode estar associado ao aumento do risco
de enterocolite necrotizante no neonato. Como ocorre com todos os medicamentos, o uso de
amoxicilina + clavulanato de potássio deve ser evitado na gravidez, especialmente durante o
primeiro trimestre, a menos que o médico o considere essencial.
A amoxicilina + clavulanato de potássio pode ser administrada durante o período de lactação.
Com exceção do risco de sensibilidade associado à excreção de pequenas quantidades da
droga no leite materno, não há efeitos nocivos conhecidos para o bebê lactente.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de probenecida não é recomendável. A probenecida diminui a secreção
tubular renal da amoxicilina. O uso concomitante com amoxicilina + clavulanato de potássio
pode resultar no aumento e no prolongamento dos níveis de amoxicilina no sangue, mas não
de ácido clavulânico.
O uso concomitante de alopurinol durante o tratamento com amoxicilina pode aumentar a
probabilidade de reações alérgicas da pele. Não há dados sobre o uso de amoxicilina +
clavulanato de potássio com alopurinol.
Tal como ocorre com outros antibióticos, amoxicilina + clavulanato de potássio pode afetar a
flora intestinal, levando à menor reabsorção de estrógenos, e assim reduzir a eficácia dos
contraceptivos orais combinados.
Há, na literatura, casos raros de aumento da INR em pacientes que usam acenocumarol ou
varfarina e recebem um ciclo de tratamento com amoxicilina. Se a coadministração for
necessária, o tempo de protrombina e a INR devem ser cuidadosamente monitorados com a
adição ou remoção de amoxicilina.
Em pacientes que receberam micofenolato de mofetila, foi relatada uma redução na
concentração do metabólito ativo ácido micofenólico (MPA) de cerca de 50% após o início do
uso de amoxicilina + ácido clavulânico por via oral. A mudança no nível pré-dose pode não
representar com precisão alterações na exposição geral ao MPA.
As penicilinas podem reduzir a excreção de metotrexato causando um potencial aumento na
toxicidade.
A suspensão oral, após a reconstituição, ficará estável por sete dias, devendo, para isso, ser
conservada em refrigerador (2ºC a 8ºC). Não congelar (vide “Modo de Usar”, em “Posologia
e Modo de Usar”). Se não for mantida na geladeira, a suspensão escurece gradativamente,
apresentando coloração amarelo-escura após 48 horas e marrom-tijolo em 96 horas. Depois de
oito dias, mesmo guardada na geladeira, a suspensão torna-se amarelo-escura e, em dez dias,
passa a marrom-tijolo. Portanto, após sete dias, o produto deve ser descartado.
2) Adicione água filtrada (em temperatura ambiente) até atingir a marca indicada no frasco.
3) Recoloque a tampa e agite bem até que o pó se misture totalmente com a água.
4) Espere a espuma baixar e veja se a suspensão atinge realmente a marca indicada no frasco.
Se não atingir exatamente a marca, adicione mais água filtrada (em temperatura ambiente)
até chegar ao nível certo. Agite novamente e espere até que o produto (sem espuma) atinja a
marca indicada no frasco. Repita essa operação quantas vezes forem necessárias até que o
produto atinja o nível correto.
3) A seringa dosadora não pode conter ar. Para retirá-la, puxe e empurre o êmbolo vazio. Em
seguida, encaixe a seringa na boca do frasco. Segure o frasco de cabeça para baixo e puxe o
êmbolo do dosador até que a dose prescrita se alinhe com a base do dosador.
4) Introduza o dosador na boca e pressione devagar o êmbolo para que o líquido não saia com
muita força. Lave bem o dosador após a utilização.
5) Enxague bem a seringa em água limpa. Deixe a seringa secar completamente antes do
próximo uso.
6) Lembre-se de mantê-lo na geladeira pelo período máximo de sete dias, de agitar o frasco e
de retirar o ar da seringa toda vez que uma dose for administrada. Após sete dias, o produto
deve ser descartado.
Posologia
A dosagem depende da idade, peso e função renal do paciente e da gravidade da infecção.
As doses são expressas de acordo com o conteúdo de amoxicilina/clavulanato, exceto quando
as doses são declaradas de acordo com o componente individual.
Para minimizar a potencial intolerância gastrointestinal, administre no início de uma refeição.
A absorção de amoxicilina + clavulanato de potássio é otimizada quando tomada no início de
uma refeição.
O tratamento não deve ser estendido por mais de 14 dias sem revisão. A terapia pode ser
iniciada por via parenteral e continuada por via oral.
A amoxicilina + clavulanato de potássio pó para suspensão oral é apresentada em frascos que
contêm um copo dosador e uma seringa dosadora. Para a preparação das suspensões, vide
“Modo de Usar”, acima.
Adultos e Crianças
A dose diária usualmente recomendada é:
- Dose baixa: 25/3,6 a 45/6,4 mg/kg/dia divididos em duas doses para infecções leves a
moderadas (infecções do trato respiratório superior, como amigdalite recorrente; infecções do
trato respiratório inferior e infecções da pele e dos tecidos moles);
- Dose alta: 45/ 6,4 a 70/10 mg/kg/dia divididos em duas doses para tratamento de
infecções mais graves (infecções do trato respiratório superior, como otite média e sinusite;
infecções do trato respiratório inferior, como broncopneumonia, e infecções do trato urinário).
Não há dados clínicos disponíveis de doses acima de 45/6,4 mg/kg/dia em crianças menores
de 2 anos.
Não há dados clínicos com amoxicilina + clavulanato de potássio suspensão oral 400 mg + 57
mg/5 mL para recomendar uma posologia para crianças com menos de 2 meses de idade.
Insuficiência renal
Para pacientes com taxa de filtração glomerular (TFG) > 30 mL/min, nenhum ajuste de
dosagem é necessário. Para pacientes com TFG < 30 mL/min, amoxicilina + clavulanato de
potássio não é recomendável.
Insuficiência hepática
Administrar com cautela e monitorar a função hepática em intervalos regulares. No momento,
as evidências são insuficientes para servir como base de recomendação de dosagem.
9. REAÇÕES ADVERSAS
Usaram-se dados de estudos clínicos feitos com grande número de pacientes para determinar a
frequência das reações indesejáveis (de muito comuns a raras). A frequência de todas as
outras reações indesejáveis (isto é, aquelas que ocorreram em nível menor que 1/10.000) foi
determinada utilizando-se principalmente dados de pós-comercialização e se refere à taxa de
relatos, e não à frequência real.
Utilizou-se a seguinte convenção na classificação da frequência das reações: muito comuns (>
1/10), comuns (> 1/100 a < 1/10), incomuns (> 1/1.000 a < 1/100), raras (> 1/10.000 a <
1/1.000) e muito raras (< 1/10.000).
10. SUPERDOSE
Sinais e Sintomas
Sintomas gastrointestinais e distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico podem ser evidenciados.
Foi observada cristalúria por uso de amoxicilina, em alguns casos levando à insuficiência
renal (vide “Advertências e Precauções”).
Tratamento
Os sintomas gastrointestinais podem ser tratados sintomaticamente, com atenção ao equilíbrio
hídrico/eletrolítico. Amoxicilina + clavulanato de potássio pode ser removido da circulação
por hemodiálise.
Um estudo prospectivo de 51 pacientes pediátricos em um centro de controle de intoxicações
sugeriu que superdosagens inferiores a 250 mg/kg de amoxicilina não estão associadas a
sintomas clínicos significativos e não requerem esvaziamento gástrico.
Abuso e dependência
Dependência, vício e abuso recreativo não foram relatados para este medicamento.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 30/11/2023.
bula-prof-304561-EMS-v2
BULA: PARACETAMOL E FOSFATO DE CODEÍNA
USO ORAL
COMPOSIÇÃO:
1. INDICAÇÕES
Este medicamento é indicado para o alívio de dores de grau moderado a intenso, como nas
decorrentes de traumatismo (entorses, luxações, contusões, distensões, fraturas), pós-
operatório, pós-extração dentária, neuralgia, lombalgia, dores de origem articular e condições
similares.
2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em um estudo clínico aberto, 50 atletas com traumatismos articulares e osteomusculares
agudos, necessitando de analgesia, receberam 1 comprimido da associação paracetamol 500
mg + codeína 30 mg, sendo permitido, a partir da 4ª hora, que tomassem 1 a 2 comprimidos
com intervalo de 4 horas, até a 24ª hora. Setenta e oito por centro (78%) dos investigadores
classificaram a eficácia do tratamento como excelente (46%) e boa (32%). A média da
redução da dor (avaliada pela escala visual analógica) já a partir de 30 minutos foi de 54%
(p<0,001) quando comparada à dor inicial, e de 84% na 24ª hora de tratamento. Oitenta e oito
por cento
(88%) dos pacientes avaliaram a tolerabilidade do tratamento com a associação paracetamol
500mg + codeína 30mg como excelente (72%) e boa (16%).1
Em estudo duplo cego randomizado, 120 pacientes sofrendo de dor resultante de cirurgia
odontológica foram tratados com dose única de paracetamol 1.000 mg, codeína 60 mg,
paracetamol 1.000 mg + codeína 60 mg ou placebo. Uma análise fatorial demonstrou que
1.000 mg de paracetamol + 60 mg de codeína promoveram efeito analgésico significativo (p
< 0,05), avaliado através de diferentes medidas de eficácia. A incidência de eventos adversos
não pareceu ser diferente entre os tratamentos, inclusive no tratamento com placebo.2
Referências bibliográficas
1. Lasmar [Link] articulares e osteomusculares agudos em atletas: analgesia com
associação paracetamol-codeína. Farmacologia Clínica. 1988; 97(4): 277-82.
2. Bentley KC, Head T. The additive analgesic of acetaminophen 1.000 mg and codeine 60 mg
in dental pain. Clinical Pharmacology & Therapeutics. 1987; 42(6): 634-40.
3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
• codeína
A codeína é um analgésico opioide e antitussígeno. A codeína é um medicamento analgésico
que age nos receptores μ-opiáceos predominantemente através de seu metabólito ativo
morfina, que é formado quase que exclusivamente pela enzima geneticamente polimórfica
2D6 do citocromo P450 (CYP2D6). A codeína também se liga fracamente aos receptores κ,
que mediam a analgesia, miose e sedação.
Os principais efeitos da codeína são no sistema nervoso central (SNC). A codeína é um
agonista opiáceo, sua afinidade pelo receptor opiáceo é baixa. A codeína assemelha-se à
morfina em possuir ações analgésicas, antitussígenas e antidiarreicas.
• paracetamol
O paracetamol é um analgésico não salicilato, não opiáceo de ação central. O paracetamol é
um analgésico/antipirético clinicamente comprovado, e acredita-se que produz a analgesia
pela elevação do limiar da dor e antipirese através da ação no centro hipotalâmico regulador
do calor. Estudos de dose única (12,5 mg/kg) de paracetamol em crianças febris mostraram
um início de redução da febre em 15 a 30 minutos.
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
• codeína
A codeína é rapidamente e bem absorvida após administração oral de comprimidos e líquido,
com uma biodisponibilidade de 5080%. A codeína pode logo ser detectada no plasma, de
0,17 a 1 hora (h) após administração oral. A Tmáx da 30 mg e 60 mg de codeína ocorreu em
0,75 a 1 h e 0,61 a 1,3 h com Cmáx de 61 a 89,1 ng/mL e 122,8 a 214,2 ng/mL,
respectivamente. A ASC para 30 mg e 60 mg de codeína é de 216 e 354,6 ng·h·mL e 417 a
734 ng·h·mL. A codeína pode ser administrada com ou sem alimentos. Quando as doses de
30 mg de codeína e 1.000 mg de paracetamol são administradas juntas, nenhuma interação
farmacocinética medicamentosa entre a codeína e o paracetamol foi demonstrada.
• paracetamol
O paracetamol oral é rapidamente e quase que completamente absorvido a partir do trato
gastrointestinal, principalmente no intestino delgado. A absorção ocorre por transporte
passivo. A taxa de absorção oral depende principalmente da taxa de esvaziamento gástrico.
A biodisponibilidade relativa varia de 85% a 99%. As concentrações plasmáticas máximas
são normalmente atingidas cerca de 30 a 60 minutos após a administração oral.
Para indivíduos adultos, as concentrações plasmáticas máximas ocorrem em 1 hora após a
ingestão, e varia de 14,8 a 17,6 μg/mL para uma dose única de 1.000 mg. Concentrações
plasmáticas máximas no estado de equilíbrio após doses de 1.000 mg a cada 6 horas variam
de 17,6 a 18,2 μg/mL. Os dados farmacocinéticos agrupados de cinco estudos patrocinados
pela empresa de 59 crianças febris com idades de 6 meses a 11 anos, mostraram que a
concentração média máxima de 12,08 ± 3,92 μg/mL foi obtida em 51 ± 39 min. (mediana, 35
min.) após uma dose de 12,5 mg/kg.
Embora as concentrações máximas de paracetamol sejam retardadas quando administradas
com alimentos, a extensão da absorção não é afetada. O paracetamol pode ser administrado
independentemente dos horários das refeições.
Distribuição
• codeína
A codeína entra nos tecidos rapidamente e se concentra nos rins, pulmões, fígado e baço. A
codeína é menos de 10% ligada a proteínas com um volume de distribuição (Vd) entre 3 a 4
L/kg.
• paracetamol
O paracetamol aparenta ser amplamente distribuído ao longo da maioria dos tecidos
corporais, exceto gordura. Seu volume aparente de distribuição é 0,7 a 1 L/kg em crianças e
adultos. Uma proporção relativamente pequena (10% a 25%) de paracetamol se liga às
proteínas plasmáticas.
Metabolismo
• codeína
A codeína é metabolizada por O- e N-demetilação no fígado em morfina, norcodeína e outros
metabólitos incluindo normorfina e hidrocodona. Aproximadamente 50% sofrem
metabolismo pré-sistêmico no intestino e fígado.
O metabolismo para morfina é mediado pela isoenzima CYP2D6 do citocromo P450, que
mostra polimorfismo genético. Uma proporção significativa da população é de
metabolizadores fracos ou rápidos de codeína devido a diferenças genéticas no metabolismo.
Como consequência, eles apresentam efeitos analgésicos opioides ou eventos adversos
imprevisíveis. A etnia é um fator na ocorrência de variabilidade de CYP2D6. Pacientes que
são metabolizadores fracos (PMs) de CYP2D6, possuem uma deficiência ou são
completamente desprovidos desta enzima e não irão obter efeito adequado.
Aproximadamente 7 a 10% dos caucasianos, 0,5 a 1% dos chineses, japoneses e hispânicos,
1% dos árabes e 3% dos afro-americanos são metabolizadores fracos. Metabolizadores
ultrarrápidos convertem codeína em morfina mais rápida e completamente. Em
metabolizadores ultrarrápidos (UMs), há um risco aumentado de desenvolver efeitos
colaterais de toxicidade opioide mesmo em doses baixas. Sintomas gerais de toxicidade
opioide incluem depressão do estado mental, hipoventilação, miose e hipoperistaltismo. A
prevalência da presença deste genótipo de CYP2D6 varia e é estimada em 0,5 a 2% em
asiáticos; 1 a 10% em caucasianos; 3 a 6,5% em afro-americanos; e 16 a 29% nos africanos
do Norte, etíopes e árabes.
• paracetamol
O paracetamol é principalmente metabolizado no fígado e envolve três vias principais:
conjugação com glicuronídeo; conjugação com sulfato; e oxidação através da via da enzima
do citocromo P450. A via oxidativa forma um intermediário reativo, que é detoxificado pela
conjugação com glutationa para formar cisteína inerte e metabólitos do ácido mercaptúrico. A
principal isoenzima do citocromo P450 envolvida in vivo parece ser CYP2E1, embora
CYP1A2 e CYP3A4 tenham sido consideradas as vias menores com base em dados
microssômicos in vitro. Subsequentemente, ambos CYP1A2 e CYP3A4 mostraram ter
contribuição insignificante in vivo.
Em adultos, grande parte do paracetamol é conjugado com ácido glicurônico e, em uma
extensão menor, com sulfato. Os metabólitos derivados do glicuronídeo, sulfato e glutationa
carecem de atividade biológica. Em bebês prematuros, recém-nascidos e crianças jovens, o
conjugado sulfato predomina. Em adultos com comprometimento hepático de diferentes
gravidades e etiologia, vários estudos do metabolismo demonstraram que a biotransformação
de paracetamol é semelhante àquele dos adultos saudáveis, mas de alguma forma mais lento.
É importante ressaltar que a administração diária consecutiva de 4 g por dia induz à
glicuronidação (uma via atóxica) em adultos saudáveis e com fígado comprometido,
resultando no aumento da depuração total de paracetamol ao longo do tempo e acúmulo
plasmático limitado.
Eliminação
• codeína
A codeína e seus metabólitos ativos, como morfina, são excretados quase que totalmente
pelos rins, principalmente como conjugados com ácido glicurônico. Apenas 3% a 16% da
dose de codeína administrada, seja de maneira isolada ou com paracetamol, é excretada não
metabolizada na urina. O T½ para 30 mg e 60 mg de codeína é 1,5 a 2,2 h e 2,1 a 4,5 h,
respectivamente. Para codeína administrada com paracetamol, o T½ é semelhante ao de
codeína isolada. No entanto, em um estudo de pacientes em hemodiálise, o T½ médio foi de
13 ± 3,3 h em comparação com indivíduos saudáveis no estudo com T½ de 4,5 ± 0,8 h.
Pacientes com comprometimento renal devem ser dosados e titulados cuidadosamente devido
ao possível acúmulo do medicamento e do metabólito.
A codeína possui uma depuração sistêmica relatada de 252 mL/min. e a sua depuração ao ser
administrada com paracetamol é de 291 mL/min. Embora nenhuma recomendação específica
de administração esteja disponível para pacientes com disfunção hepática, doses menores e
intervalos de dose prolongados devem ser considerados para se evitar acúmulo do
medicamento.
• paracetamol
A meia-vida de eliminação do paracetamol é de cerca de 1 a 3,5 horas. É aproximadamente
uma hora mais longa em recém-nascidos e em pacientes cirróticos. O paracetamol é
eliminado do organismo como conjugado de glicuronídeo (45-60%) e sulfato (25-35%), tióis
(5-10%) como metabólitos de cisteína e mercapturato, e catecóis (3-6%) que são excretados
na urina. A depuração renal de paracetamol não metabolizado é de cerca de 3,5% da dose.
Toxicologia geral
• codeína
Vários estudos de doses agudas e repetidas de codeína foram realizados em animais.
Reduções discretas a moderadas no peso corporal com doses de 200 a 400 mg/kg de peso
corporal/dia foram os únicos efeitos observados.
• paracetamol
Vários estudos de toxicidade aguda, subaguda e crônica em animais mostram que os efeitos
tóxicos do paracetamol aparecem apenas com quantidades muito acima das doses
terapêuticas.
Toxicologia genética
• codeína
Descobriu-se que a codeína era negativa em diversos estudos in vivo e in vitro e é
considerada não genotóxica.
A codeína (até 10.000 μg/placa) e o fosfato de codeína (até 500 μg/placa) foram não
mutagênicos no teste de Ames, com ou sem ativação metabólica de S9. A codeína também
foi negativa nos ensaios de genotoxicidade conduzidos em E. coli e células germinativas de
Drosophila melanogaster. A codeína foi negativa para a indução de aberrações
cromossômicas em células de ovário de hamster chinês (CHO) (até 3500 μg/ml na ausência
de S9, ou até 10.000 μg/ml na presença de ativação metabólica de S9), mas não mostrou
induzir um aumento significativo nas alterações de cromátides irmãs nas células CHO
cultivadas na ausência e presença de ativação metabólica. A codeína foi negativa em um
estudo de micronúcleo in vivo em camundongos quando administrada via intraperitoneal até
500 mg/kg/dia por cinco dias consecutivos. A codeína não mostrou evidência de ligação ao
DNA in vitro com ou sem ativação metabólica de S9. Um relatório recente também concluiu
que a codeína não é mutagênica no ensaio de micronúcleo em camundongos em uma dose
oral de 26 mg/kg/dia em estudos agudos, bem como subagudos (7 dias).
• paracetamol
O paracetamol não mostrou qualquer evidência de atividade mutagênica em concentrações
variando de 0,1 a 50 mg/placa quando testado para mutagenicidade no ensaio de salmonela
(TA1535, TA1537, TA1538, TA100, TA97 e TA98) ou microssomo de mamíferos. O
paracetamol não é mutagênico conforme demonstrado por resultados negativos no teste de
Ames, mas se mostrou positivo como um clastógeno como demonstrado por resultados
positivos no ensaio de aberrações cromossômicas.
Considerando estudos in vitro e in vivo, uma revisão abrangente e conclusiva, aceita pelo
Comitê de Patentes de Produtos Médicos (CPMP) da União Europeia, relata que os efeitos
genotóxicos do paracetamol aparecem apenas em doses induzindo toxicidade hepática e da
medula óssea pronunciada e que o nível limiar para genotoxicidade não é alcançado nas doses
recomendadas em bula.
Carcinogenicidade
• codeína
De acordo com estudos precursores de 2 anos conduzidos pelo Programa Nacional de
Toxicologia (NTP), não há evidência de atividade carcinogênica da codeína em ratos e
camundongos F344/N machos ou fêmeas expostos a 400 ppm (15 mg/kg/dia), 800 ppm (30
mg/kg/dia para machos e 40 mg/kg/dia para fêmeas) ou 1600 ppm (70 mg/kg/dia para
machos e 80 mg/kg/dia para fêmeas), bem como camundongos B6C3F1 machos e fêmeas
expostos a 750 ppm (100 mg/kg/dia), 1500 ppm (200 mg/kg/dia) ou 3000 ppm (300
mg/kg/dia). No entanto, feocromocitoma benigno da glândula adrenal e
fibroadenoma/adenocarcinoma da glândula mamária foram observados em todos os grupos de
dose de ratos machos e fêmeas, respectivamente. Em todos os grupos de dose de
camundongos machos e fêmeas, foi observada hiperplasia de células foliculares da glândula
tireoide. Os efeitos neoplásicos não foram observados nestes estudos conduzidos em ratos,
bem como em camundongos.
• paracetamol
Baseado em vários estudos de longo prazo, o paracetamol não indica um potencial
carcinogênico em doses não hepatotóxicas. Os resultados de carcinogenicidade de 2 anos do
NTP em roedores mostraram que não há evidência de atividade carcinogênica de paracetamol
em ratos F344/N machos (22, 109 e 222 mg/kg de paracetamol até 103 semanas). Não há
evidência ambígua da atividade carcinogênica em ratos fêmeas (24, 118 e 240 de mg/kg de
paracetamol até 103 semanas), com base no aumento de incidências de leucemia de células
mononucleares. Não houve evidência de atividade carcinogênica em camundongos machos
(79, 411 e 880 mg/kg de paracetamol até 103 semanas) e fêmeas (98, 534 e 987 mg/kg de
paracetamol até 103 semanas). O nível sem observação de efeito adverso (NOAEL) para
ratos machos mostrou ser 268 mg/kg. No entanto, o NOAEL para ratos fêmeas foi 118 mg/kg
com base na incidência de leucemia de células mononucleares. Além disso, o NOAEL para
camundongos machos e fêmeas foi de 880 e 987 mg/kg, respectivamente. Adicionalmente, os
estudos precursores do NTP mostraram que paracetamol não é carcinogênico quando
administrado em doses não hepatotóxicas de até 300 mg/kg/dia em ratos e de até 1000
mg/kg/dia em camundongos.
Teratogenicidade
• codeína
A codeína demonstrou não ser teratogênica em embriões de ratos e galinhas. Em hamsters e
ratos, os efeitos teratogênicos foram observados após uma injeção subcutânea de alta dose no
dia 8 de gestação.
Ratos que receberam até 120 mg/kg/dia por via oral nos dias da gestação (GD) de 6 a 15 e
coelhos que receberam até 30 mg/kg/dia nos GD de 6 a 18 não mostraram efeitos
teratogênicos. A codeína não foi teratogênica no embrião de galinha, mas mostrou ser
teratogênica em roedores após injeção subcutânea. Em hamsters dourados não consanguíneos
de Lakeview, uma injeção subcutânea única de fosfato de codeína (73 mg de codeína de
base/kg) no dia 8 da gestação causou craniosquise em 6% de fetos de 12 dias. A
administração de 110 mg/kg de fosfato de codeína em camundongos JBT/Jd no GD 9 causou
dilatação hidrocefálica do quarto ventrículo cerebral em 15% dos fetos de 13 dias. Em
camundongos albinos CF-1, injeção subcutânea de 100 mg/kg de sulfato de codeína no GD 8
e 9 produziu ossificação tardia de vários ossos em fetos de 18 dias.
• paracetamol
O paracetamol não demonstrou ser teratogênico em ratos ou camundongos. O paracetamol a
250 mg/kg/dia durante a organogênese não afetou a duração, o peso ou a incidência fetal de
reabsorções, e não causou má formação ou fetotoxicidade em ratos. Nenhum efeito adverso
no desenvolvimento do embrião a termo foi observado após o tratamento de camundongos
fêmeas com 1430 mg/kg/dia de paracetamol no GD 8 ao 3. Nenhum efeito teratogênico do
paracetamol foi observado nas doses de 100 e 250 mg/kg/dia administradas a camundongos
entre o GD 6 e 13. O NOAEL para os efeitos embriotóxicos foi determinado como 250
mg/kg. Quando paracetamol foi administrado por gavagem a ratas prenhes a 150, 500 ou
1500 mg/kg/dia do primeiro dia da gravidez até o termo, não houve anormalidades
morfológicas, mas lesões microscópicas dependentes da dose no fígado e rins maternos foram
observadas. Um NOAEL de 125 mg/kg foi estabelecido para os achados de fígado e rins
maternos.
Fertilidade
• codeína
As doses nas quais foram observadas toxicidade de desenvolvimento em animais foram
várias vezes mais altas do que as doses recomendadas em humanos.
Em uma toxicidade reprodutiva e do desenvolvimento para codeína oral conduzida em
hamsters sírios LGV (GD 5-15, até 150 mg/kg/dia), NOAELs para toxicidade materna e do
desenvolvimento foram estabelecidos como 50 e 10 mg/kg/dia, respectivamente. Em um
estudo semelhante conduzido em camundongos Swiss CD-1 (GD 6-15, até 300 mg/kg/dia),
NOAELs para toxicidade materna e do desenvolvimento mostraram ser 150 e 75 mg/kg/dia,
respectivamente. Quando a base de codeína foi administrada por via oral em ratos na dose de
120 mg/kg no momento da implantação, foi observada embriotoxicidade. As doses nas quais
estas toxicidades do desenvolvimento foram observadas são geralmente várias vezes maiores
do que as exposições humanas estimadas quando codeína é prescrita.
• paracetamol
As doses nas quais foram encontradas toxicidade reprodutiva ou efeitos na fertilidade em
animais foram muito maiores do que as doses recomendadas em humanos.
Em um estudo de toxicidade reprodutiva conduzido por NTP, os camundongos foram
alimentados com uma dieta consistindo de paracetamol 0,25, 0,5, e 1,0% (357, 715 e 1430
mg/kg, respectivamente) na fase de criação contínua (consiste de uma exposição prematura
de 7 dias, um período de coabitação de 98 dias e um período de segregação de 21 dias, que
dura um total de 18 semanas) do estudo. A exposição contínua de camundongos a
paracetamol 1% levou aos efeitos cumulativos na reprodução com crescimento tardio e
esperma anormal em camundongos F1, e reduziu o peso no nascimento de crias F2, embora
não tenha havido sinais de embrio ou teratogenicidade em doses menores. Um NOAEL de
715 mg/kg foi estabelecido para embriotoxicidade. Atrofia testicular e redução no peso dos
testículos foram observadas em estudos de fertilidade de paracetamol (0,5, 0,7, 1,1, 1,4, 2,5,
3,0, 3,5 e 4,0 g/kg/dia durante 100 dias) em ratos. Não houve efeito na gestação ou prole
quando paracetamol foi administrado em níveis de dose de 600 mg/kg/dia na dieta de ratos
machos por 60 dias antes do acasalamento e em ratos fêmeas de 14 dias antes do
acasalamento até o final da gestação.
4. CONTRAINDICAÇÕES
Este medicamento não deve ser administrado a pacientes que tenham previamente
apresentado hipersensibilidade ao paracetamol, à codeína ou aos excipientes da formulação.
A codeína é contraindicada para dor em crianças abaixo de 12 anos.
A codeína é contraindicada para o tratamento da dor pós-operatória em crianças abaixo de 18
anos que foram submetidas à tonsilectomia e/ou adenoidectomia.
Este medicamento é contraindicado em metabolizadores ultrarrápidos de CYP2D6 que
convertem a codeína no seu metabólito ativo completamente e mais rápido que outras
pessoas. Esses indivíduos podem apresentar sinais de overdose/toxicidade incluindo sintomas
tais como sonolência extrema, confusão ou respiração superficial, o que pode ser fatal.
Produtos que contêm codeína são contraindicados em mães que estejam amamentando.
5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
• codeína
- A codeína não é recomendada para dor em adolescentes de 12 a 18 anos de idade.
- Risco de morte em metabolizadores ultrarrápidos de codeína: estes indivíduos convertem
codeína em seu metabólito ativo, morfina, completamente e mais rápido que outras pessoas.
Esta conversão rápida resulta em níveis séricos de morfina maiores do que os esperados.
Mesmo na posologia indicada, os indivíduos que são metabolizadores ultrarrápidos podem ter
depressão respiratória fatal ou de risco à vida ou apresentar sinais de superdose (tais como
sonolência extrema, confusão ou respiração superficial).
Depressão respiratória e morte ocorreram em crianças que receberam codeína no período pós-
operatório após tonsilectomia e/ou adenoidectomia e apresentavam evidência de serem
metabolizadores ultrarrápidas de codeína (ou seja, múltiplas cópias do gene para a isoenzima
2D6 do citocromo P450 ou concentrações altas de morfina). Crianças que são
metabolizadores ultrarrápidos de codeína com apneia obstrutiva do sono quando tratadas com
codeína para dor após tonsilectomia e/ou adenoidectomia podem ser particularmente
sensíveis aos efeitos depressores respiratórios da codeína. A codeína é contraindicada em
metabolizadores ultrarrápidos de CYP2D6.
- A codeína destina-se apenas para utilização a curto prazo. Não tome continuamente sem
supervisão médica.
- A codeína é um agente opioide e apresenta o risco de uso indevido e abuso. Tolerância,
dependência psicológica e/ou física pode ocorrer com o uso prolongado e/ou com altas doses
de codeína.
- A codeína deve ser usada com cautela em pacientes com distúrbios convulsivos, lesões na
cabeça e em condições na qual a pressão intracraniana está elevada.
- A codeína deve ser usada com cautela em pacientes com função respiratória comprometida,
como asma brônquica, edema pulmonar, doença obstrutiva das vias aéreas, depressão
respiratória aguda, doença pulmonar grave, obesidade, apneia obstrutiva do sono ou distúrbios
obstrutivos do intestino e em pacientes com risco de íleo paralítico. A terapia deve ser
interrompida aos primeiros sinais de dor abdominal ou problemas respiratórios.
- A codeína deve ser utilizada com cautela em pacientes que fazem uso de medicações
serotoninérgicas. Pergunte ao seu paciente se ele está utilizando medicamentos
serotoninérgicos, antes de prescrever codeína.
Pacientes com comprometimento renal e hepático devem consultar um médico antes de usar
este medicamento.
O uso deste medicamento deve ser descontinuado no primeiro sinal de toxicidade por codeína
incluindo sintomas como confusão, respiração superficial e sonolência extrema os quais
podem ser fatais.
Oriente seu paciente a não ingerir bebidas alcoólicas, quando estiver usando este
medicamento. Pergunte ao seu paciente se ele está usando medicações benzodiazepínicas ou
outros sedativos. O uso concomitante de opioides com benzodiazepínicos ou outros
depressores do sistema nervoso central (SNC), incluindo o álcool, pode resultar em sedações
profundas, depressão respiratória, coma e morte.
paracetamol
- Advertência de superdose de paracetamol: administrar mais do que a dose recomendada
(superdose) pode causar dano hepático. Em caso de superdose, oriente seu paciente a procurar
auxílio médico imediatamente. Um cuidado médico rápido é fundamental para adultos, assim
como para crianças, mesmo se você não perceber nenhum sinal ou sintoma.
- Advertência sobre álcool: avaliar com cautela a indicação de uso de paracetamol ou outros
antipiréticos (produtos para adultos) em usuários crônicos de álcool.
- Pacientes com doença hepática devem consultar um médico antes de usar.
- Reações cutâneas sérias, como pustulose exantemática generalizada aguda, Síndrome de
Stevens Johnson e necrólise epidérmica tóxica foram relatadas muito raramente em pacientes
recebendo paracetamol. Pacientes devem ser informados sobre os sinais de reações cutâneas
graves, e o uso do medicamento deve ser descontinuado no primeiro aparecimento de erupção
cutânea ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade.
- Não utilizar nenhum outro produto contendo paracetamol.
- Para produtos contendo um sulfito como excipiente: este produto contém um sulfito que pode
causar reações do tipo alérgicas incluindo sintomas anafiláticos e episódios asmáticos de risco
à vida ou de menor gravidade em determinadas pessoas susceptíveis. A prevalência geral de
sensibilidade ao sulfito na população geral é desconhecida e provavelmente baixa. A
sensibilidade ao sulfito é observada mais frequentemente em pessoas asmáticas do que em
não asmáticas.
- Se os sintomas persistirem ou piorarem, ou se ocorrerem novos sintomas, o paciente deve
parar de usar e consultar um médico.
Oriente o seu paciente a não ultrapassar o limite máximo diário de paracetamol, a não
consumir outro medicamento contendo paracetamol (devido ao risco de superdosagem)
e a não consumir álcool durante o uso deste medicamento, pois essas ações aumentam o
risco de dano hepático.
• paracetamol
Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas ou que estejam
amamentando para paracetamol. Quando administrado à mãe em doses recomendadas, o
paracetamol atravessa a placenta e alcança a circulação fetal em 30 minutos após a ingestão e
é efetivamente metabolizado por conjugação com sulfato fetal. Quando tomado de acordo
com as instruções, o paracetamol não afeta adversamente a mãe grávida ou o feto.
Lactação
• codeína
Em doses recomendadas, a codeína e seus metabólitos ativos estão presentes no leite materno
em concentrações muito baixas.
Em mulheres com metabolismo normal de codeína (atividade normal de CYP2D6), a
quantidade de codeína secretada no leite materno é baixa e dependente da dose. Apesar do
uso comum dos produtos contendo codeína para tratar a dor pós-parto, relatos de eventos
adversos em lactentes são raros. No entanto, algumas mulheres são metabolizadoras
ultrarrápidas de codeína. Estas mulheres atingem níveis séricos maiores do que os esperados
do metabólito ativo da codeína, morfina, levando a níveis maiores do que os esperados de
morfina no leite materno e altos níveis séricos de morfina potencialmente perigosos nos
bebês amamentados. Ocorreram mortes em lactentes que foram expostos a altos níveis de
morfina no leite materno, pois suas mães eram metabolizadoras ultrarrápidas de codeína.
Portanto, o uso materno de codeína pode potencialmente levar a reações adversas graves,
incluindo morte, em lactentes. A codeína é contraindicada em mulheres amamentando.
• paracetamol
O paracetamol é excretado no leite materno em concentrações baixas (0,1% a
1,85% da dose materna ingerida). A ingestão materna de paracetamol em doses
recomendadas não apresenta risco para o lactente.
A combinação de codeína e paracetamol é contraindicada durante a amamentação e não deve
ser usado durante a gravidez a menos que o benefício potencial do tratamento para a mãe
supere os possíveis riscos para o feto em desenvolvimento. Pergunte a sua paciente se ela está
gestante antes de prescrever a medicação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista.
Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o
tratamento, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência,
expondo o paciente a quedas ou acidentes.
6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Depressores do SNC
O uso concomitante com depressores do sistema nervoso central (SNC) (por exemplo,
barbitúricos, hidrato de cloral, benzodiazepínicos, fenotiazinas, álcool e relaxantes
musculares de ação central) pode causar depressão aditiva no SNC e depressão respiratória.
Analgésicos opioides
Uso concomitante com outros agonistas do receptor opioide pode causar depressão aditiva no
SNC, depressão respiratória e efeitos hipotensores.
Inibidores de CYP2D6
Acredita-se que a analgesia da codeína seja dependente da isoenzima CYP2D6 do citocromo
P450 catalisada pela o-demetilação para formar o metabólito ativo morfina, embora outros
mecanismos tenham sido citados. Interações com quinidina, metadona e paroxetina
(inibidores de CYP2D6) levando à diminuição de concentrações plasmáticas de morfina
foram descritas, o que pode ter potencial para diminuir a analgesia da codeína.
Medicamentos serotonérgicos
O uso concomitante de opioides com outras drogas que afetam o sistema neurotransmissor
serotoninérgico, como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores
seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSNs), antidepressivos tricíclicos
(ADTs), triptanos, antagonistas dos receptores 5-HT3, drogas que afetam o sistema
neurotransmissor da serotonina (por exemplo, mirtazapina, trazodona, tramadol) e inibidores
da monoaminoxidase (MAO) (usados para tratar transtornos psiquiátricos e outros, como
linezolida e azul de metileno endovenoso) podem resultar na síndrome da serotonina.
Flucloxacilina
Acidose metabólica de alto gap aniônico devido ao ácido piroglutâmico (5-oxoprolinemia)
tem sido relatada com o uso concomitante de doses terapêuticas de paracetamol e
flucloxacilina. Pacientes relatados como de maior risco são mulheres idosas com doenças
subjacentes, por exemplo, sepse, anormalidades da função renal e desnutrição. A maioria dos
pacientes melhoram após interromper a utilização de um ou de ambos os medicamentos. Os
pacientes devem ser instruídos a perguntarem ao seu médico se estão utilizando o antibiótico
flucloxacilina antes de utilizar este medicamento.
Em adultos, nas dores de grau mais intenso (como por exemplo, as decorrentes de
determinados pós-operatórios, traumatismos graves, neoplasias) recomendam-se 2
comprimidos a cada 6 horas, não ultrapassando o máximo de 8 comprimidos de paracetamol
+ fosfato de codeína em um período de 24 horas.
9. REAÇÕES ADVERSAS
Dados de estudos clínicos
A segurança de codeína e paracetamol a partir de dados de estudos clínicos é baseada em
dados de 27 estudos clínicos randomizados, controlados por placebo, de dose única ou doses
múltiplas, para o tratamento da dor secundária à cirurgia dentária, cirurgia geral ou artrite
reumatoide.
A tabela a seguir inclui eventos adversos que ocorreram quando mais de um evento foi
relatado, e a incidência foi maior do que o placebo e em ≥ 1% dos pacientes. O traço (-)
representa uma incidência de < 1%.
Classe de codeína/paracetam
codeína/paracetam codeína/paracetam Placebo
ol dose única de
Sistema / ol dose única de 60 ol múltiplas doses
30/300 mg1.000 (N=1017
Órgão mg/6001.000 mg de 30-60 mg/300-
mg )
Termo (N=965) 1.000 mg (N=249)
(N=337) %
preferencial % (frequência) % (frequência)
% (frequência)
Distúrbios
gastrintestinai
s - - 7,2 (comum) -
Constipação - 1,0 (comum) - -
Boca seca 12,8 (muito 11,3 (muito 16,5 (muito 7,8
Náusea comum) comum) comum) 4,6
Vômito 8,3 (comum) 8,2 (comum) 8,8 (comum)
Distúrbios do
sistema 2,6
nervoso
5,6 (comum) 4,7 (comum) 9,6 (comum) 2,8
Tontura
3,6 (comum) 7,5 (comum) 10,8 (muito
Sonolência
comum)
Distúrbios
gerais e
condições do -
local de - 1,0 (comum)
administração -
Hiperidrose
Dados pós-comercialização
Reações adversas ao medicamento (ADRs) identificadas durante a experiência pós-
comercialização com codeína e paracetamol estão incluídas na tabela a seguir. As frequências
são fornecidas de acordo com a seguinte convenção:
A codeína é um agente opioide. Opioides têm sido associados com as seguintes reações
adversas:
• Sedação
• Vertigem
• Broncoespasmo
• Distúrbio gastrointestinal, como dispepsia, náusea, vômito, constipação
• Humor eufórico
• Dependência de drogas pode se desenvolver após o uso prolongado de altas doses
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da
Anvisa
10. SUPERDOSE
• codeína
Riscos de superdose por codeína incluem parada cardiorrespiratória, edema cerebral, coma,
estado confusional, convulsão, hipotensão, hipóxia, íleo paralítico, miose, insuficiência renal,
depressão respiratória e insuficiência respiratória, letargia e vômito. Em particular, agitação
e/ou convulsões podem ocorrer em crianças jovens após superdose.
• paracetamol
Transtornos Hepatobiliares
Se um produto contendo paracetamol de liberação prolongada estiver envolvido ou se a
formulação exata não for conhecida, recomenda-se obter um nível adicional de paracetamol
plasmático de 4 a 6 horas após o nível inicial de paracetamol, pois esses níveis continuarão
aumentando com os produtos de liberação prolongada e podem alterar as decisões de
tratamento.
Em adultos e adolescentes (≥ 12 anos de idade), pode ocorrer toxicidade hepática após
ingestão de mais de 7,5 a 10 gramas durante um período de 8 horas ou menos. Fatalidades
são pouco frequentes (menos de 3-4% dos casos não tratados) e foram raramente relatadas
com superdoses de menos de 15 gramas. Em crianças (< 12 anos de idade), uma superdose
aguda de menos de 150 mg/kg não foi associada com toxicidade hepática. Os sintomas
iniciais após uma superdose potencialmente hepatotóxica podem incluir: anorexia, náusea,
vômito, diaforese, palidez e mal-estar geral. Evidência clínica e laboratorial de toxicidade
hepática podem não ser aparentes até 48 a 72 horas pós-ingestão.
Toxicidade grave ou fatalidades foram extremamente infrequentes após uma superdose aguda
de paracetamol em crianças jovens, possivelmente devido a diferenças na maneira em que as
mesmas metabolizam paracetamol.
A tabela a seguir apresenta os eventos clínicos associados com a superdose de paracetamol
que, se observados com superdose são considerados esperados, incluindo eventos fatais
devido à insuficiência hepática fulminante ou suas sequelas.
Distúrbios metabólicos e
nutricionais Diminuição do
Apetite.
Distúrbios gastrintestinais
Vômito, náusea, desconforto abdominal.
Distúrbios hepatobiliares
Necrose hepática, insuficiência hepática aguda, icterícia, hepatomegalia, desconforto
hepático.
Distúrbios gerais e condições do local de
administração Palidez, hiperidrose, mal-
estar.
Investigações
Aumento de bilirrubina sérica, aumento de enzimas hepáticas, aumento da proporção
do índice de normatização internacional
(INR), tempo de protrombina prolongado, aumento de fosfato sérico, aumento de
lactato sérico.
Os seguintes eventos clínicos são sequelas da insuficiência hepática aguda e podem ser fatais.
Se estes eventos ocorrerem no contexto de insuficiência hepática aguda associados com
superdose de paracetamol (adultos e adolescentes: ≥ 12 anos de idade: > 7,5 g em 8 horas;
crianças < 12 anos de idade: > 150 mg/kg em 8 horas), eles são considerados esperados.
Infecções e infestações
Sepse, infecção fúngica, infecção bacteriana.
Distúrbios cardíacos
Cardiomiopatia.
Distúrbios vasculares
Hipotensão.
Distúrbios gastrintestinais
Pancreatite, hemorragia gastrintestinal.
Distúrbios renais e
urinários Insuficiência renal
aguda.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 28/07/2023.