Mãe de Rapunzel e a Magia da Flor
Mãe de Rapunzel e a Magia da Flor
RAPUNZEL
CENA I
NARRADOR: Era uma vez um único raio de sol que caiu do céu. Dele, nasceu uma bela
flor dourada e mágica. Ela tinha poderes incríveis, e podia curar doentes e feridos. Mas,
por acaso, foi encontrada por uma velha bruxa que morava na floresta. Ela descobriu
que ao cantar um feitiço para a flor, podia ficar jovem novamente.
Como será?
Preciso descobrir
Minha mãe agora bem podia deixar eu ir
RAPUNZEL: Ora, Pascal, eu também adoraria ir lá pra fora, mas aí não tem jeito.
Mamãe nunca deixaria, sabe o quanto ela fala que o mundo é perigoso.
RAPUNZEL: Vamos, deixe de ser rabugento! Venha me ajudar a terminar o crochê que
estou fazendo…. ou podemos pintar mais das luzes brilhantes que aparecem no céu!
(Sai empolgada e Pascal vai se arrastando atrás dela)
CENA III
(Uma criada aparece segurando uma linda coroa. Ela a limpa e a coloca dentro de um
cofre. Logo em seguida, entram os Bandidos e Flynn Rider.)
FLYNN RIDER: Não foi fácil passar por todos aqueles guardas. Mas nossa, vocês viram
que castelo lindo… que vista! É isso, rapazes, decidi: Eu quero um castelo!
BANDIDO 01: Se esse trabalho der certo, você compra seu castelo. Agora vai, vê se
arromba logo esse cofre!
FLYNN RIDER: Não se apressa a perfeição. (Consegue abrir e pegar a coroa) A-ha! Eu
sou mesmo incrível.
FLYNN RIDER: Onde?! Nossa, que perigo! Deviam dar uma melhorada na segurança
do local viu?
RAPUNZEL: Hoje o dia vai ser ótimo, Pascal! Sabe por que? Finalmente vou falar pra
mamãe que quero sair.
PASCAL: (Comemora)
RAPUNZEL: E não vou aceitar um não como resposta! Que orgulho de mim mesma.
Me sinto tão corajosa!
RAPUNZEL: Ahh! (Se assusta) Pascal, vamos, se esconda! Não deixe ela te ver.
PASCAL: (Sai)
GOTHEL: Rapunzel, minha querida, como você aguenta jogar esses cabelos todo dia,
sem falta? parece absolutamente exaustivo!
GOTHEL: Então não sei por que demora tanto! (Ri) Ah, querida, brincadeirinha. (Pega
um espelho de mão e começa a se olhar)
RAPUNZEL: (Rindo sem jeito) Então tá… mamãe, como você sabe amanhã é um dia
muito especial e…
GOTHEL: Rapunzel, a sua mãe está com um grande cansaço. Você canta para mim,
querida? Falamos depois.
RAPUNZEL: Mas é claro; é pra já mamãe! (Ansiosa) (Separa dois bancos, senta a mãe
em um, se senta em outro e entrega o cabelo para Gothel)
RAPUNZEL: (Cantando bem rápido) Brilha linda flor
Teu poder vencer
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
RAPUNZEL: Mamãe, eu estava dizendo que amanhã é um dia muito especial e você
não disse nada então eu vou falar: amanhã é o meu aniversário!!! (Empolgada)
GOTHEL: Não, não, não, não pode ser. Eu me lembro muito bem! Foi ano passado,
querida!
RAPUNZEL: Essa é a graça dos aniversários, né? são um evento anual… Mamãe, eu
vou fazer 18 agora. E eu queria perguntar… o que eu queria mesmo pra esse
aniversário… na verdade o que quero há vários anos né?
GOTHEL: Por favor, Rapunzel, pare! Pare de tagarelar. Sabe que detesto quando você
fica falando sem parar com esse blá blá blá… é muito irritante. Brincadeirinha, você é
maravilhosa, eu te amo tanto querida.
GOTHEL: O que?
RAPUNZEL: Eu queria que você me levasse para ver as luzes flutuantes (Mostra a
pintura)
RAPUNZEL: Aí é que tá. Eu mapeei as estrelas e elas são sempre as mesmas. Mas
essas aparecem apenas uma vez no ano todos os anos. E só no meu aniversário,
mamãe. Aí eu fico pensando que elas aparecem por mim. Eu preciso vê-las mamãe,
mas não da janela, que é pouco. Pessoalmente. Eu preciso saber o que elas são.
GOTHEL: Rapunzel.
RAPUNZEL: Sim!?
GOTHEL: Nunca mais me peça para sair dessa torre. Nunca!
RAPUNZEL: Sim mamãe.
GOTHEL: Ah, eu te amo tanto querida.
RAPUNZEL: Eu te amo mais.
GOTHEL: Te amo muito mais (Beija a testa da Rapunzel)
GOTHEL: Não se esqueça, e obedeça
Sua mãe sabe mais
GOTHEL: (Em off) Rapunzel, querida, quer que eu me jogue da torre? O cabelo, por
favor!!
FLYNN RIDER: (Entrando segurando um cartaz de procurado) Não, não, não, isso é
muito ruim!
FLYNN RIDER: Não é isso, olha só meu cartaz! (Mostra) Eles nunca acertam meu nariz.
FLYNN RIDER: Você só diz isso, porque ficaram muito bem no cartaz de vocês.
FLYNN RIDER: Olhem, eles estão quase nos alcançando. Vocês são muito mais
assustadores, fiquem aqui para distraí-los e nos encontramos amanhã no ponto de
encontro.
FLYNN RIDER: O que? Depois de tudo o que já passamos juntos vocês não confiam
em mim? (Os Bandidos ficam em silêncio) Magoou. Tá bom, vem cá que eu entrego
(Flynn Rider finge que vai pegar, mas assim que o bandido se aproxima, ele
rapidamente o empurra em cima do outro e sai correndo)
BANDIDOS: Rider!!!
(Ao final da luta, os três saem. Flynn Rider entra em cena, Maximus entra logo atrás.
faz uma pequena marcação. Flynn Rider despista Maximus e por acaso encontra a torre
de Rapunzel.)
FLYNN RIDER: Que lugar estranho pra se fazer uma torre. Mas cavalo dado não se
olha os dentes, é um ótimo esconderijo. (Se alonga) Vai ser uma escalada e tanto (Entra)
CENA VI
FLYNN RIDER: (Entrando. Olha ao redor e pega a bolsa. Rapunzel está escondida em
um canto com uma frigideira.) Enfim sós, querida! (Rapunzel o atinge com a frigideira.
Ele cai.)
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RAPUNZEL: Ah! (Dá um grito assustada e se afasta. Aos poucos volta a se aproximar,
sempre com a frigideira. Ela o cutuca. Nenhuma reação.) (Pascal entra em cena) Pascal,
será que ele ainda está vivo?
RAPUNZEL: Ai Meu Deus, eu não posso ser que nem um daqueles criminosos terríveis
dos livros!!!
RAPUNZEL: Tem razão! Mamãe falou que eles são monstros e tem dentes afiados! Só
estava me defendendo… (Se aproxima e olha melhor o rosto dele) Engraçado, os
dentes parecem normais… e monstros não deveriam ser feios? Acho que cometi um
erro ao bater nele…
RAPUNZEL: Ah! (Bate nele de novo) Pascal, me ajuda a prender ele! (Os dois o
arrastam e o encostam na parede) Ele é… pesado… pronto! (Pega uma corda de tricô
e o amarra) Tá bem, tá bem…. tem uma pessoa amarrada na minha casa… uma pessoa
amarrada na minha casa… (Se empolga) tem uma pessoa amarrada na minha casa!!
(Dá pulinhos de alegria) Sou muito frágil para cuidar de mim mesma, né, mamãe? Fala
isso aqui pra minha frigideira (Tenta fazer uma manobra e deixa a frigideira cair)
(Percebe a bolsa que Flynn Rider deixou cair)
GOTHEL: Eu trouxe um monte de avelãs, para fazermos aqueles biscoitos que você
adora. Surpresa!!
GOTHEL: Oh, Rapunzel, eu odeio deixar você sozinha após uma discussão, ainda mais
quando eu não fiz nada de errado. (Vai desempacotar as coisas e vê o lençol) Rapunzel,
o que é isso?
RAPUNZEL: Roupa suja! Vou lavar mais tarde… não, espera, eu tenho que te contar…
RAPUNZEL: Não, mamãe, a senhora acha que não sou forte o bastante para cuidar de
mim mesma lá fora…
GOTHEL: Oh, querida, eu sei que você não é forte para cuidar de si mesma lá fora.
GOTHEL: Rapunzel…
GOTHEL: Chega dessas luzes, Rapunzel! Você não vai sair desta torre nunca!
(Rapunzel se encolhe e fica em silêncio) Ah, excelente, agora eu sou a vilã.
(Rapunzel olha para onde está Flynn Rider, olha para o mural com a pintura das luzes)
RAPUNZEL: Só ia dizer, mamãe que eu sei o que eu quero de aniversário agora.
RAPUNZEL: Tinta nova. Tinta branca feita daquelas conchinas que você me trouxe uma
vez.
GOTHEL: Só que isso vai demorar muito tempo, Rapunzel. Quase três dias de viagem.
RAPUNZEL: Só achei que isso seria melhor do que me levar para as luzes… as
estrelas.
GOTHEL: (Suspira e vai abraçar Rapunzel) Vai ficar bem sozinha, minha flor?
GOTHEL: (Pega suas coisas) Volto daqui a três dias. Eu te amo tanto, querida.
RAPUNZEL: Eu sei porque você está aqui e eu não tenho medo de você.
FLYNN RIDER: (Pigarreia) Eu não te conheço e nem sei como acabei te encontrando.
Mas poderia te dizer… (Ligando o charme) e aí? Tudo bem? Meu nome é Flynn Rider.
Como vai seu dia?
RAPUNZEL: Rapunzel.
FLYNN RIDER: Tá, saúde. O negócio é o seguinte. Eu tava numa roubada, andando
pela floresta, eu vi sua torre e… epa, pera aí! Cadê minha mochila???
RAPUNZEL: Agora sim eu escondi onde você nunca vai achar. Então… o que quer
fazer com meu cabelo? Cortar?
FLYNN RIDER: Não! A única coisa que eu quero de você é que me deixe sair daqui.
RAPUNZEL: Você deu azar, meu cabelo é indestru… espera! Meu cabelo não te
interessa?
FLYNN RIDER: Por que seu cabelo me interessaria? Olha, estavam atrás de mim, eu
vi uma torre e subi. Fim da história!
FLYNN RIDER: É!
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RAPUNZEL: Hm… (Se vira para conversar com Pascal) É, eu sei, ele pode me levar.
Não, também não acho que ele esteja mentindo. Ele não tem dentes afiados. Mas eu
tenho alguma outra escolha? (Vira de volta) Tudo bem, Flynn Rider. Eu vou te oferecer
um acordo.
RAPUNZEL: (Apontando para o cenário) Olha pra cá. Você sabe o que essas coisas
são?
FLYNN RIDER: Tá falando das lanternas que eles fazem pra princesa?
RAPUNZEL: Lanternas? Eu sabia que não eram estrelas! Bom, amanhã à noite eles
vão iluminar o céu com essas lanternas. Você vai ser meu guia, vai me levar para as
lanternas e me trazer de volta em segurança. E aí, só aí, eu te devolvo sua mochila.
Esse é o acordo.
FLYNN RIDER: É, não vai rolar não. Infelizmente o reino e eu não estamos num
momento de muita simpatia, por isso não vai dar pra te levar.
RAPUNZEL: Alguma coisa te trouxe aqui, Flynn Rider. Chame do que quiser. Acaso,
destino…
RAPUNZEL: Pois então confie no que eu vou te dizer. Você pode derrubar essa torre
pedra por pedra, mas sem minha ajuda, você nunca vai achar sua mochila preciosa.
FLYNN RIDER: Deixa eu ver se eu entendi. Eu te levo pra ver as lanternas, trago de
volta em segurança, e aí você me devolve a mochila?
FLYNN RIDER: (Suspira) Tá legal. Eu não queria começar a apelar, mas você não me
dá uma escolha. Aqui vai o biquinho. (Faz biquinho, Rapunzel permanece não
impressionada) Hoje o dia tá meio difícil pra mim, isso normalmente não acontece. Tá,
beleza. Te levo pra ver as lanternas.
FLYNN RIDER: Tá, tá! (Vai andando na frente dela e Rapunzel hesita) Você vem?
RAPUNZEL: (Variando nas emoções) Eu não acredito no que eu fiz! Eu não acredito
no que eu fiz… eu não acredito no que eu fiz!!! Mamãe vai ficar furiosa… mas o que os
olhos não veem o coração não sente, né? Não, mas ela vai sentir sim! Mas esse lugar
é maravilhoso! Eu sou uma péssima filha. Eu vou voltar. Não, eu não vou voltar nunca
mais! Eu sou um ser humano desprezível. Mas esse é o melhor dia da minha vida! Não,
esse é o pior dia da minha vida. (Começa a chorar)
FLYNN RIDER: Olha só… não pude deixar de perceber que você tá no meio de um
conflito interno.
RAPUNZEL: O quê?
RAPUNZEL: Magoá-la?
FLYNN RIDER: Eu sei que tenho, é complicado mesmo. Olha, eu nem devia dizer isso,
mas… vou te liberar do acordo.
RAPUNZEL: O quê?
FLYNN RIDER: É isso aí, nem precisa agradecer. A gente dá meia-volta, eu te deixo
em casa, leva sua frigideira, seu sapo… (Empurra Pascal pra ela) aí eu recupero minha
mochila e você volta pra sua relação de mãe e filha baseada em confiança e voilá! A
gente se despede com uma linda amizade! Que tal?
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FLYNN RIDER: (Estressado) Ah, para com isso! O quê que eu tenho que fazer pra
recuperar minha mochila?
FLYNN RIDER: Quer saber? Tudo bem. Mas você disse que precisa estar em
segurança, né? Você nunca saiu de casa, deve ser assustador o mundo aqui fora.
Precisamos evitar ao máximo bandidos e valentões. Ei, tive uma ideia! Tá com fome?
Eu sei um lugar perfeito pra gente almoçar.
CENA VIII
MAXIMUS: (Entra farejando o ambiente, seguindo o rastro de Flynn Rider. Escuta som
de passos e se esconde, ficando de “tocaia”. Gothel entra em cena e ele pula na sua
frente.)
GOTHEL: Ah! (Se assusta) Ah, é só um burrinho do palácio… mas onde está seu
cavaleiro? (Percebe algo) Rapunzel! (Corre para fora)
FLYNN RIDER: Eu sei que é aqui em algum lugar… ah, olha ali! Patinho fofo. Não
esquenta, viu? É um lugar charmoso, perfeito pra você. Não queremos que você se
assuste e desista da sua aventura, né?
FLYNN RIDER: Tá sentindo o aroma? Deixa penetrar bem. O que acha? Eu não sei
você, mas pra mim é cheiro de sovaco de bode. Concorda comigo?
FLYNN RIDER: É, ela tá deixando crescer. Ei, isso aí é sangue no seu bigode? Loirinha,
olha isso aqui! Tem sangue no bigode dele! (Rapunzel está aterrorizada) Ih, loirinha, cê
não tá muito legal. Talvez seja melhor te levar pra casa mesmo. Esse lugar aqui era 5
estrelas, então se você não segurou a onda, talvez seja melhor voltar pra sua torre.
(Direcionando ela para a saída quando outro homem se mete na frente dele com um
panfleto)
DONO DO BAR: É ele sim! Greno, vai chamar a guarda! Essa recompensa vai me
render um gancho novinho… (Ele e mais dois homens começam a encurralar Flynn
Rider)
RAPUNZEL: Parem! Devolvam o meu guia! (Sobe na cadeira) SOLTEM ELE AGORA!
(Todos olham pra ela) Tudo bem. Eu não sei que lugar é esse, mas eu preciso do Flynn
pra me levar até as lanternas porque eu sonhei com elas a minha vida inteira! Tenham
um pouco de sensibilidade! Vocês nunca tiveram um sonho na vida?
FLYNN RIDER: Não, não, não, não... desculpem crianças, não sei cantar.
Somos brutos
Maus
Golpistas
E grotescos otimistas
Pois lá no fundo, um sonho temos, sim!
Eu tenho, sim!
Um sonho, sim!
Eu tenho, sim!
Um sonho, sim!
Eu tenho, sim!
(Flynn Rider havia puxado Rapunzel, e estava escondido. O Dono do Bar se aproxima
dos dois.)
DONO DO BAR: Vocês dois, usem a porta dos fundos enquanto ganho um tempo com
o Guarda. Vá lá e viva o seu sonho.
DONO DO BAR: Eu estava falando dela. O seu sonho é uma porcaria. Agora vão! (Flynn
Rider sai)
RAPUNZEL: Muito obrigada por tudo. (Dá um beijo em sua bochecha e sai)
DONO DO BAR: (Para o Capitão da Guarda) Ora, meu bom senhor, acho que esse é o
homem que procuram! (Joga alguém aleatório diante dele)
DONO DO BAR: Aqui não pode entrar animal além dos meus clientes.
TODOS: É!
CAPITÃO DA GUARDA: Ele foi pelos fundos! Você! (Aponta para o Guarda) Não deixe
que esses dois escapem! (Sai)
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BANDIDO 01: Pode deixar… (Se solta e dá um soco no Guarda, que cai desmaiado)
agora vamos! (Solta o irmão)
BANDIDO 02: Vamos pegar aquela tiara! (Saem. Gothel os estava observando.)
DONO DO BAR: (Vê Gothel e se aproxima dela) Ei, chamem a polícia que essa morena
acabou de roubar meu coração.
GOTHEL: Oh, pare com isso seu galante… (Aponta a faca pra ele) a trilha dos fundos,
para onde ela vai?
DONO DO BAR: Eita que confusão… bom, fiz o que pude. Agora todo mundo limpando
tudo, bora! (Tiram as coisas e saem)
CENA X
(Flynn Rider e Rapunzel entram. Tudo está bem escuro, Flynn Rider carrega uma
lanterna.)
FLYNN RIDER: Tenho que admitir, não sabia que você era capaz dessas coisas. Foi
bem… impressionante.
RAPUNZEL: Eu sei! (Empolgada) Quer dizer, sei disso. Então, Flynn… você é de onde?
FLYNN RIDER: Opa, opa, loira, desculpa, mas não falo disso. Passado é passado.
Estou bem mais interessado no seu. Sei que não posso falar do seu cabelo.
RAPUNZEL: Não.
RAPUNZEL: Isso.
RAPUNZEL: Camaleão.
FLYNN RIDER: Detalhes. Então, se você quer ver as lanternas tanto assim, por que
não fez isso há um tempão?
RAPUNZEL: É que…
RAPUNZEL: Flynn?
(Música – A Perseguição)
RAPUNZEL: Eu que vou acabar com vocês! (Usa vários golpes com a frigideira e
derruba eles) Vem, eu te protejo! (Pega a mão do Flynn Rider e o puxa)
FLYNN RIDER: Não, não, não! Sou bonito demais para morrer agora. Ainda nem fiquei
rico.
RAPUNZEL: Se eu morrer aqui, minha mãe vai me matar... deve haver alguma solução!
FLYNN RIDER: Calma, vou tentar tirar a gente dessa. (Tenta forçar uma saída e
machuca a mão) Ai, minha mão!
FLYNN RIDER: (Segurando Rapunzel) Ei, não adianta, está muito escuro… não dá pra
enxergar nada…
RAPUNZEL: Isso tudo é minha culpa… se ao menos eu tivesse escutado minha mãe…
me desculpe, Flynn. (Começa a chorar)
FLYNN RIDER: José.
RAPUNZEL: O que?
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FLYNN RIDER: Meu nome mesmo é José Bezerra. Uma hora você ia descobrir.
RAPUNZEL: (Tendo uma ideia) Eu disse que o meu cabelo mágico brilha quando
começo a cantar. É isso!
RAPUNZEL: Conseguimos!
RAPUNZEL: José!
(Pascal sorri)
CENA XII
(Entram os Bandidos)
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GOTHEL: (Entrando. Ela está com alguns fios grisalhos e um pouco de olheiras. Sem
Rapunzel, está envelhecendo.) (Cantarola para chamar atenção) Ou… quem sabe
prefiram parar de bancar os cachorros correndo atrás do rabo e raciocinar um pouco?
(Mostra a mochila)
GOTHEL: Ora, Parem, não há necessidade. (Entrega a mochila) Bom, se era só isso
que vocês queriam então podem ir embora. Eu ia oferecer uma coisa que vale mil tiaras,
vocês seriam ricos demais e essa nem era a melhor parte! (Rí) Enfim, ces't la vie.
Divirtam-se com a tiara!
GOTHEL: Nossa senhora está no céu, querido. Eu sou bem jovem. Agora vamos!
(Bandidos sorriem e saem junto com Gothel)
CENA XIII
(Entram Rapunzel e Flynn Rider. Rapunzel começa a enrolar o cabelo na mão dele.)
FLYNN RIDER: Você tá sendo bem misteriosa enrolando seu cabelo mágico na minha
mão machucada. Ai!
RAPUNZEL: Desculpa. É que… eu não quero que se apavore (Eles se encaram por um
momento e ela começa a cantar)
RAPUNZEL: Ah… desde sempre, eu acho. A mamãe diz que quando eu era bebê,
tentaram se sequestrar para usá-lo, ele não consegue ser cortado, sabe? Um dom como
esse precisa ser protegido. Por isso que a mamãe nunca me deixou… por isso eu nunca
saí da… (Suspira)
FLYNN RIDER: Nunca saiu daquela torre? E você ainda vai voltar?
RAPUNZEL: Bom, tem umas regras… não consigo trazer ninguém de volta dos mortos,
apesar de conseguir curar doenças e alguns ferimentos. Mamãe disse que eu também
tenho que querer muito que ele funcione, sem isso a magia não cura ninguém…. bom,
quanto ao resto eu estou aprendendo.
FLYNN RIDER: Bom… não. Na verdade, ele tinha dinheiro suficiente para fazer o que
quisesse. Podia ir a qualquer lugar do mundo! E pra um adolescente sem nada… sei lá,
parecia ser a melhor opção do mundo. (Ficam em silêncio por um momento) Não conta
pra ninguém sobre isso, tá bem? Pode acabar com minha reputação.
FLYNN RIDER: Bom, uma reputação falsa é tudo na vida né? (Os dois ficam em silêncio
se olhando novamente. Flynn Rider pigarreia.) Bom… é melhor eu pegar um pouco mais
de lenha pro fogo. (Se levanta)
RAPUNZEL: Escuta. Só pra registrar, eu gosto muito mais de José Bezerra do que de
Flynn Rider.
(Gothel está com mais cabelos brancos e algumas rugas ao redor do olho)
RAPUNZEL: Mamãe!
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GOTHEL: Ora, foi super fácil! Foi só seguir o som da completa e absoluta traição que
logo eu cheguei aqui.
GOTHEL: É a preocupação que você me causou! Nós vamos pra casa, Rapunzel.
Agora.
GOTHEL: Tá aí porque fugir foi uma besteira. Querida, todo esse romance que você
inventou só prova que você é muito ingênua para estar aqui. Por que ele gostaria de
você, sinceramente? Já se olhou? Acha que impressionou o rapaz? Não seja tolinha,
vem com a mamãezinha…sua mãe...
RAPUNZEL: Não!
RAPUNZEL: Não é!
FLYNN RIDER: Loirinha! Posso te fazer uma pergunta? Tem alguma chance dessa
minha mão ganhar tipo uma super força? Eu não vou mentir, isso seria muito bacana!
(Vê que ela está diferente) Ei, tá tudo bem?
CENA XIV
(Rapunzel e Flynn Rider entram se espreguiçando)
FLYNN RIDER: Então, hoje finalmente é o grande dia, hein loirinha? Tá animada?
(Maximus começa a puxar Flynn Rider por um lado e Rapunzel pelo outro braço)
(Rapunzel consegue separá-los e entra no meio quando Maximus tenta ir pra cima de
Flynn Rider novamente)
RAPUNZEL: Uou uou uou, calma aí rapaz! Sossega! (Ele vai obedecendo) Calma,
calma. Isso! Agora fica. Fica. Isso! (Como se estivesse falando com um cachorrinho e
alisando o cavalo) Muito bem, você é um bom garoto! Tá cansado de perseguir esse
bandido por aí? (Maximus faz que sim)
RAPUNZEL: (Ainda para o cavalo) Olha. Hoje é meio que o dia mais importante da
minha vida. E eu queria que você não prendesse ele hoje, tá? (Maximus fica indignado)
Só por 24 horas, e aí pode ir atrás dele o quanto você quiser, tá legal? (Flynn Rider
estende a mão para apertar, Maximus vira a cara) E também é meu aniversário… pra
sua informação. (Maximus aperta a mão de Flynn Rider frustrado) Finalmente é o grande
dia!
FLYNN RIDER: Bom, é o dia mais importante da sua vida, achei que merecia ver de
camarote. (Eles se encaminham para o barco. Rapunzel vai em silêncio, nervosa.) Ei,
cê tá bem?
RAPUNZEL: Tô assustada.
RAPUNZEL: Eu passei 18 anos olhando pela janela e sonhando com o que eu iria sentir
quando visse aquelas luzes subindo no céu. E se não for do jeito que eu sonhei?
FLYNN RIDER: Acho que essa é a melhor parte. Vai procurar um novo sonho.
(O Rei e a Rainha entram no proscênio, desolados, com uma lanterna na mão. Eles se
abraçam, consolando um ao outro, e saem pela plateia.)
FLYNN RIDER: Ei, eu tenho mais uma surpresa. (Mostra as lanternas. Rapunzel se
emociona.)
RAPUNZEL: Eu também tenho uma coisa pra você. (Entrega a mochila) Eu já devia ter
te devolvido, mas eu tava com medo. E quer saber? Eu não tenho mais medo. Entende?
FLYNN RIDER: Hã? Ah sim, tá, claro (Olhando para a mochila) Eu só… preciso resolver
uma coisa.
CENA XV
FLYNN RIDER: Ah, olha só! Aí está você. Cadê o outro, hein? Olha, eu procurei vocês
por toda parte desde que a gente se separou. E aí, como é que tá? Cê tá diferente,
cortou o cabelo? (Bandido olha pra ele) Enfim, só queria dizer que eu não devia fugido.
A tiara é toda de vocês. Vou sentir saudade, mas acho que é o melhor. (Vai saindo)
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BANDIDO 01: Sabemos que encontrou uma coisa muito mais valiosa do que a tiara.
Queremos a garota.
FLYNN RIDER: O quê? Não. Eu não vou deixar vocês levarem ela.
BANDIDO 02: (Entrando atrás dele e dando um golpe na cabeça dele) Nós não demos
essa opção. (Os Bandidos saem levando Flynn Rider)
CENA XVI
RAPUNZEL: Tá tudo bem, Pascal. Ele vai voltar logo, logo. Eu acho… você acha que…
ele não deve ter me abandonado pela tiara, né?
(Entram os Bandidos)
BANDIDO 02: Acredite no que quiser. A essa hora ele já deve estar num barco bem
longe daqui.
BANDIDO 01: Pode chamar, ele não vai ouvir. Foi uma troca justa. A tiara pela garota
de cabelo mágico.
BANDIDO 02: Quanto acha que alguém pagaria para ficar jovem para sempre?
(Os Bandidos começam a correr atrás dela. Rapunzel foge e nessa hora Gothel entra,
com os cabelos quase completamente brancos.)
GOTHEL: Mudança de planos, rapazes. Não posso deixar que descubram sobre mim
ou Rapunzel…
GOTHEL: Velha? (Se irritando) Eu sou uma feiticeira poderosa e SOU LINDA! (Joga um
feitiço nos dois. Luz verde. Os Bandidos somem.) Essa magia irá garantir que cheguem
até a Guarda Real… (Coloca a mão no peito) mas a magia sempre tem um preço….
meu tempo está se esgotando…. (Sai)
GOTHEL: Isso não importa agora. Ah, minha menina preciosa. (Rapunzel a abraça)
Você está bem, querida? Se machucou?
CENA XVII
(Capitão da Guarda entra com Flynn Rider, que está amarrado. Maximus entra e
observa escondido.)
FLYNN RIDER: Você não me entende, eu preciso sair daqui! Rapunzel está me
esperando, ela…
CAPITÃO DA GUARDA: Eu não preciso fazer nada, seu bandido. Você vai pagar pelos
seus crimes. Quem diria que alguém entregaria você de presente para a Guarda Real
ein? A recompensa foi muito útil. (Maximus sai)
CENA XVIII
GOTHEL: Pronto, Rapunzel, vamos esquecer esse incidente. Vá se lavar que sua mãe
fez biscoitos deliciosos para nós duas… (Vê que Rapunzel está triste) eu tentei de
verdade, Rapunzel, tentei lhe avisar como é horrível lá fora. O mundo é cruel, egoísta e
sombrio. Qualquer sinal de alegria que ele encontra, ele destrói. (Gothel sai)
(Rapunzel aperta contra o peito a bandeira que Flynn Rider lhe deu com o brasão do
reino. Ela o olha com atenção e percebe em seu mural e nas pinturas dos quadros que
o símbolo se repete.)
RAPUNZEL: Pascal…. eu sabia que isso era familiar… esse símbolo… eu o pintei
durante anos… sempre pensei que eu o vi em um sonho… mas acho que era uma
memória! (Toma uma decisão) Mamãe tem muito o que explicar. (Sai)
CENA XIX
(Entra Flynn Rider sendo conduzido pelo Capitão da Guarda. Outro Guarda carrega um
dos Bandidos. Flynn Rider se aproxima dele irritado.)
FLYNN RIDER: Vamos, me diga, quem te contou? Como você ficou sabendo dos
poderes dela?
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FLYNN RIDER: Você não entende, ela está correndo perigo! (É arrastado para fora)
CENA XX
GOTHEL: Ora, fale alto Rapunzel, sabe que odeio quando resmunga.
RAPUNZEL: Eu sou a princesa perdida, não sou? (Gothel fica em silêncio) Eu
resmunguei, mamãe? Será que devo chamar você assim?
GOTHEL: Oh, Rapunzel, você ouviu o que está falando? Acreditar numa besteira
dessas…
RAPUNZEL: Passei a minha vida inteira me escondendo das pessoas que me usariam
pelos meus poderes… é por isso que você está mudando, não é? Usava meus poderes
para ficar jovem…
GOTHEL: Rapunzel…
RAPUNZEL: Não! Você errou, sobre mim. Se lembra da regra dos meus poderes? Eu
preciso querer usá-los, se não, eles não funcionam. E eu nunca vou deixar você usar
meu cabelo outra vez! (A empurra)
GOTHEL: Quer me transformar na vilã? Que assim seja… então eu sou a vilã… (Faz
um gesto com os braços, acende a luz verde e Rapunzel fica paralisada. Gothel fica
tonta.) olhe o que você está fazendo com sua mãe... (Sai levando Rapunzel com sua
magia)
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CENA XXI
(Flynn Rider entra novamente acompanhado pelo Capitão da Guarda. Dessa vez,
Maximus entra acompanhado do Dono do Bar.)
DONO DO BAR: Eu pensei que meu bar era uma espelunca! Mas isso aqui tá mais
derrubado ainda. E fácil de invadir que é uma beleza, rapaz.
DONO DO BAR: Vá salvar a garota, Rider. Eu distraio todo mundo aqui. (Usa uma
frigideira como arma)
FLYNN RIDER: (Para Maximus) Olha, sei que a gente começou com o pé errado, mas
quero te agradecer de verdade... você é um amigo e…
FLYNN RIDER: Rapunzel, eu achei que não te veria outra vez... (Olha situação) o que
está acontecendo?
GOTHEL: Calada, Rapunzel. (Se volta para Flynn Rider) Você, rapaz, já me causou
problemas demais. Precisava que você subisse para ensinar uma lição a minha filha.
FLYNN RIDER: Quer apostar? (Tenta se aproximar, mas Gothel o impede com magia
e o arremessa contra a parede. Uma adaga está numa mesa próxima.)
GOTHEL: Minha flor, eu irei deixá-lo em paz... se você concordar em vir comigo e usar
seus poderes.
FLYNN RIDER: Rapunzel, não faça isso… você merece ser feliz, ser livre.
GOTHEL: Me desobedeça e eu juro que irei lançar um feitiço que irá trazer azar e
infelicidade para esse homem enquanto você estiver viva. Jamais ficarão juntos. Mas
venha comigo e ele logo, logo irá esquecê-la, poderá encontrar seu próprio sonho longe
de nós…
RAPUNZEL: Eu aceito. Se deixá-lo ir, irei com você. Jamais irei fugir novamente e
cantarei para você todas as noites… mãe. Por favor, só não o machuque…
FLYNN RIDER: (Para Gothel) Você jamais vai me usar para controlar, Rapunzel. (Flynn
Rider pega a adaga e enfia em si mesmo)
RAPUNZEL: NÃO! (Se solta da magia de Gothel e corre até Flynn Rider)
RAPUNZEL: Mamãe…
RAPUNZEL: José (Volta até ele e o apoia) Onde você estava com a cabeça?! (Tenta
curá-lo) Brilha linda flor... seu poder venceu... por que não está funcionando?
RAPUNZEL: Vai ficar tudo bem, eu só tenho que querer muito e... por que não
funciona?! O corte está muito fundo… por favor, fica comigo…
RAPUNZEL: O que?
(Rapunzel chora)
FLYNN RIDER: Já tinha lhe dito que tenho uma queda por loiras? (Rapunzel ri e o
abraça. Os dois se beijam.) (Saem de cena)
CENA XXIII
(Rei e Rainha estão em cenas, nervosos. O Capitão da Guarda os acompanha.)
(Flynn Rider entra acompanhado de Rapunzel. O Rei e a Rainha olham para Rapunzel
e aos poucos a reconhecem.)
NARRADOR: Bom, ainda bem que as lágrimas de Rapunzel também possuem uma
magia poderosa, aparentemente com regras diferentes da do seu cabelo. Por isso estou
aqui e pude vê-la reencontrar sua família. Houve uma celebração por todo o reino para
comemorar a volta da princesa perdida. Sonhos se realizaram por todo lugar. Aquele
cara virou o pianista mais famoso do mundo! (Dono do bar entra e agradece) Esse outro
encontrou o amor verdadeiro! (Entra o Homem Feio acompanhado de sua namorada) E
graças ao Maximus, o crime do reino diminuiu bastante. E as maçãs também. (Maximus
entra comendo uma maçã) Pascal nunca mudou. (Pascal agradece e sai) Finalmente,
Rapunzel estava em casa e com sua família. (Rapunzel entra) Ela provou ser uma
princesa pela qual valeu a pena esperar. Governou com a mesma sabedoria e bondade
de seus pais. (Flynn Rider sai da cabine de som e vai ao palco) E quanto a mim? Voltei
a ser chamado de José. E, claro, depois da Rapunzel pedir muito, eu aceitei o pedido
de casamento dela.
RAPUNZEL: José…
31
RAPUNZEL: E estamos vivendo felizes para sempre! (Se beijam. Luzes se apagam.)
FIM