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Mãe de Rapunzel e a Magia da Flor

Rapunzel é uma princesa com cabelos mágicos sequestrada por uma bruxa chamada Gothel, que usa o poder da flor dourada para se manter jovem. Em seu aniversário de 18 anos, Rapunzel deseja ver as luzes flutuantes que aparecem no céu, mas Gothel a impede de sair da torre. A história se desenrola com a entrada de Flynn Rider, um ladrão que acaba se envolvendo com Rapunzel e sua busca por liberdade.

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Dominique
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Mãe de Rapunzel e a Magia da Flor

Rapunzel é uma princesa com cabelos mágicos sequestrada por uma bruxa chamada Gothel, que usa o poder da flor dourada para se manter jovem. Em seu aniversário de 18 anos, Rapunzel deseja ver as luzes flutuantes que aparecem no céu, mas Gothel a impede de sair da torre. A história se desenrola com a entrada de Flynn Rider, um ladrão que acaba se envolvendo com Rapunzel e sua busca por liberdade.

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1

RAPUNZEL
CENA I
NARRADOR: Era uma vez um único raio de sol que caiu do céu. Dele, nasceu uma bela
flor dourada e mágica. Ela tinha poderes incríveis, e podia curar doentes e feridos. Mas,
por acaso, foi encontrada por uma velha bruxa que morava na floresta. Ela descobriu
que ao cantar um feitiço para a flor, podia ficar jovem novamente.

GOTHEL: Brilha linda flor


Teu poder venceu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Uma vez foi meu

NARRADOR: Ao invés de dividir o presente do sol com o mundo, a Bruxa Gothel o


escondeu, e usou a flor para ficar jovem por centenas de anos. Com o passar do tempo,
a história virou apenas uma lenda. Em um reino não muito distante, existia um Rei e
uma Rainha que eram amados por seu povo. A Rainha estava esperando um bebê, mas
ficou muito doente. Então todos foram em busca da flor mágica. Até que, por acaso, a
encontraram. A magia curou a Rainha. Então, uma garotinha saudável, uma princesa
de lindos cabelos dourados nasceu. Seu nome era Rapunzel. O Rei e a Rainha, para
celebrar o nascimento da filha, iluminaram os céus com lanternas. Tudo estava perfeito.
Mas em uma noite, Gothel invadiu o castelo e descobriu que os cabelos da princesa
tinham herdado o poder do sol. No entanto, eles eram indestrutíveis. Ela não poderia
roubá-los. Para ter o poder para si, ela sequestrou a princesa e desapareceu. Todos
procuraram por anos, mas nunca encontraram. Gothel criou a princesa como se fosse
sua filha, mentindo para que ela nunca saísse da torre em que moravam. No entanto,
as paredes não mantinham tudo afastado. No aniversário da princesa, o Rei e a Rainha
sempre acenderam luzes pelo reino, esperando que sua filha voltasse um dia.
CENA II
(Música – Quando Minha Vida Vai Começar?)
RAPUNZEL: Mais uma vez o dia está começando
Às sete em ponto devo varrer o chão
Tudo encerar, polir pra ficar brilhando
Faço assim, e no fim, sete e quinze já são

Então começo a ler um livro ou dois ou três


A minha galeria eu pinto outra vez
Depois violão e tricô tentando imaginar
Quando a minha vida vai começar

Depois do almoço jogos e usar o forno


Papel machê, balé e jogar xadrez
Vasos, ventriloquia e fazer adornos
Alongar, retocar, escalar, sem timidez

Então voltar a ler se um tempo me sobrar


Pintar um pouco mais sem nunca terminar
Depois o meu cabelo inteiro escovar
Mas sem sair deste mesmo lugar
2

Imaginando mas quando, mas quando


A minha vida vai começar?

Amanhã de noite irão aparecer


As mesmas luzes convidando a descer

Como será?
Preciso descobrir
Minha mãe agora bem podia deixar eu ir

PASCAL: (Puxa o braço de Rapunzel e aponta para fora)

RAPUNZEL: Ora, Pascal, eu também adoraria ir lá pra fora, mas aí não tem jeito.
Mamãe nunca deixaria, sabe o quanto ela fala que o mundo é perigoso.

PASCAL: (Faz careta zombando de Gothel)

RAPUNZEL: Vamos, deixe de ser rabugento! Venha me ajudar a terminar o crochê que
estou fazendo…. ou podemos pintar mais das luzes brilhantes que aparecem no céu!
(Sai empolgada e Pascal vai se arrastando atrás dela)
CENA III
(Uma criada aparece segurando uma linda coroa. Ela a limpa e a coloca dentro de um
cofre. Logo em seguida, entram os Bandidos e Flynn Rider.)
FLYNN RIDER: Não foi fácil passar por todos aqueles guardas. Mas nossa, vocês viram
que castelo lindo… que vista! É isso, rapazes, decidi: Eu quero um castelo!

BANDIDO 01: Se esse trabalho der certo, você compra seu castelo. Agora vai, vê se
arromba logo esse cofre!

FLYNN RIDER: (Se aproxima e começa a trabalhar)

CAPITÃO DA GUARDA: (Em off) Rápido, as testemunhas viram os invasores indo em


direção ao tesouro!

BANDIDO 02: Se apressa logo, Flynn!

FLYNN RIDER: Não se apressa a perfeição. (Consegue abrir e pegar a coroa) A-ha! Eu
sou mesmo incrível.

CAPITÃO DA GUARDA: (Entrando) Bandidos!

FLYNN RIDER: Onde?! Nossa, que perigo! Deviam dar uma melhorada na segurança
do local viu?

BANDIDOS: Corram! (Os Bandidos fogem e empurram o Guarda Real)


FLYNN RIDER: O dia hoje vai ser ótimo! (Sai)

CAPITÃO DA GUARDA: Estão roubando a coroa da princesa, chamem reforços! (Sai)


CENA IV
(Rapunzel e Pascal entram)
3

RAPUNZEL: Hoje o dia vai ser ótimo, Pascal! Sabe por que? Finalmente vou falar pra
mamãe que quero sair.

PASCAL: (Comemora)

RAPUNZEL: E não vou aceitar um não como resposta! Que orgulho de mim mesma.
Me sinto tão corajosa!

GOTHEL: (Em off) Rapunzel!

RAPUNZEL: Ahh! (Se assusta) Pascal, vamos, se esconda! Não deixe ela te ver.

PASCAL: (Sai)

GOTHEL: Rapunzel, já estou velha de tanto esperar!

RAPUNZEL: Só um segundo, mamãe! (Sai de cena e volta com Gothel)

GOTHEL: Rapunzel, minha querida, como você aguenta jogar esses cabelos todo dia,
sem falta? parece absolutamente exaustivo!

RAPUNZEL: Imagina, mamãe. Não é nada!

GOTHEL: Então não sei por que demora tanto! (Ri) Ah, querida, brincadeirinha. (Pega
um espelho de mão e começa a se olhar)

RAPUNZEL: (Rindo sem jeito) Então tá… mamãe, como você sabe amanhã é um dia
muito especial e…

GOTHEL: (Interrompendo Rapunzel e a puxando para perto do espelho) Rapunzel, olhe


aqui no espelho: sabe o que eu vejo aí? Vejo uma jovem forte, segura e de uma beleza
extraordinária. E olha, você está comigo! (Ri) Brincadeirinha, não leve tudo com tanta
seriedade.

RAPUNZEL: Tá bem… então, como eu ia dizendo…

GOTHEL: Rapunzel, a sua mãe está com um grande cansaço. Você canta para mim,
querida? Falamos depois.

RAPUNZEL: Mas é claro; é pra já mamãe! (Ansiosa) (Separa dois bancos, senta a mãe
em um, se senta em outro e entrega o cabelo para Gothel)
RAPUNZEL: (Cantando bem rápido) Brilha linda flor
Teu poder vencer
Traz de volta já
O que uma vez foi meu

GOTHEL: Espera, espera!! (Tentando absorver a magia)

RAPUNZEL: (Ignorando e ainda indo rápido) Cura o que feriu


Ache o que perdeu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
GOTHEL: (Consegue) Rapunzel!
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RAPUNZEL: Mamãe, eu estava dizendo que amanhã é um dia muito especial e você
não disse nada então eu vou falar: amanhã é o meu aniversário!!! (Empolgada)

GOTHEL: Não, não, não, não pode ser. Eu me lembro muito bem! Foi ano passado,
querida!

RAPUNZEL: Essa é a graça dos aniversários, né? são um evento anual… Mamãe, eu
vou fazer 18 agora. E eu queria perguntar… o que eu queria mesmo pra esse
aniversário… na verdade o que quero há vários anos né?

GOTHEL: Por favor, Rapunzel, pare! Pare de tagarelar. Sabe que detesto quando você
fica falando sem parar com esse blá blá blá… é muito irritante. Brincadeirinha, você é
maravilhosa, eu te amo tanto querida.

PASCAL: (Aparece um pouco de seu esconderijo e encoraja Rapunzel)

RAPUNZEL: Eu quero ir ver as luzes flutuantes!!

GOTHEL: O que?

RAPUNZEL: Eu queria que você me levasse para ver as luzes flutuantes (Mostra a
pintura)

GOTHEL: É isso? ah, você quer dizer as estrelas.

RAPUNZEL: Aí é que tá. Eu mapeei as estrelas e elas são sempre as mesmas. Mas
essas aparecem apenas uma vez no ano todos os anos. E só no meu aniversário,
mamãe. Aí eu fico pensando que elas aparecem por mim. Eu preciso vê-las mamãe,
mas não da janela, que é pouco. Pessoalmente. Eu preciso saber o que elas são.

GOTHEL: Você quer ir lá fora?


(Música – Sua Mãe Sabe Mais)
GOTHEL: Você é tão frágil como as flores
Ainda é uma mudinha e muito nova
Sabe porque estamos nesta torre?

Isso ai, para manter você sã e salva


Este dia chegaria eu já sabia
Ver que o ninho já não satisfaz
Mas ainda não, shiu, confia coração
Sua mãe sabe mais!
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Sua mãe sabe mais


Ouça o que eu digo
É um mundo assustador
Sua mãe sabe mais
Cheio de perigos, acredite por favor
Homens do mal, galhos envenenados, canibais e cobras
A praga cem, insetos enormes, dentes afiados
Pare eu imploro já estou assustada
Mamãe está aqui, vem que eu te protejo
Deixe de sonhar demais
Pule o drama vem com a mama
Sua mãe sabe mais

Sua mãe sabe mais


Você por sua conta, não vai saber se virar
Toda desleixada, imatura tonta, eles vão te devorar
Crédula, ingênua, levemente suja, boba e um tanto vaga
E ainda por cima olha que gorducha
Eu só digo por que te amo
Sua mãe entende, quer te dá ajuda
E só um pedido faz

GOTHEL: Rapunzel.
RAPUNZEL: Sim!?
GOTHEL: Nunca mais me peça para sair dessa torre. Nunca!
RAPUNZEL: Sim mamãe.
GOTHEL: Ah, eu te amo tanto querida.
RAPUNZEL: Eu te amo mais.
GOTHEL: Te amo muito mais (Beija a testa da Rapunzel)
GOTHEL: Não se esqueça, e obedeça
Sua mãe sabe mais

GOTHEL: Tchauzinho! Eu já volto, minha flor querida! (Sai)

RAPUNZEL: Vou estar aqui… (Desanimada)

GOTHEL: (Em off) Rapunzel, querida, quer que eu me jogue da torre? O cabelo, por
favor!!

RAPUNZEL: Estou indo! (Sai)


CENA V
(Entram os Bandidos)

BANDIDO 01: Venha logo, Flynn!

BANDIDO 02: Eles estão quase nos alcançando.


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FLYNN RIDER: (Entrando segurando um cartaz de procurado) Não, não, não, isso é
muito ruim!

BANDIDO 01: Por isso eu mandei você se apressar.

FLYNN RIDER: Não é isso, olha só meu cartaz! (Mostra) Eles nunca acertam meu nariz.

BANDIDO 02: Não é hora para essas besteiras.

FLYNN RIDER: Você só diz isso, porque ficaram muito bem no cartaz de vocês.

(Entram em cena o Capitão da Guarda e o cavalo Maximus)

(Música – Instrumental: Perseguição/Luta)

CAPITÃO DA GUARDA: Aí estão vocês!

FLYNN RIDER: Corram! (Todos saem e o Capitão da Guarda vai atrás)

(Flynn Rider e o Bandidos voltam a aparecer, eles estão cansados)

FLYNN RIDER: Olhem, eles estão quase nos alcançando. Vocês são muito mais
assustadores, fiquem aqui para distraí-los e nos encontramos amanhã no ponto de
encontro.

BANDIDO 01: Primeiro, você passa a coroa.

FLYNN RIDER: O que? Depois de tudo o que já passamos juntos vocês não confiam
em mim? (Os Bandidos ficam em silêncio) Magoou. Tá bom, vem cá que eu entrego
(Flynn Rider finge que vai pegar, mas assim que o bandido se aproxima, ele
rapidamente o empurra em cima do outro e sai correndo)

BANDIDOS: Rider!!!

BANDIDO 01: Vamos logo atrás dele!


CAPITÃO DA GUARDA: (Entrando acompanhado de Maximus) Vocês dois não a lugar
nenhum. Maximus, vá atrás do outro! Recupere aquela bolsa. (Maximus sai) Vocês,
estão presos em nome do rei.

BANDIDO 02: Acho que não. (Lutam)

(Ao final da luta, os três saem. Flynn Rider entra em cena, Maximus entra logo atrás.
faz uma pequena marcação. Flynn Rider despista Maximus e por acaso encontra a torre
de Rapunzel.)

FLYNN RIDER: Que lugar estranho pra se fazer uma torre. Mas cavalo dado não se
olha os dentes, é um ótimo esconderijo. (Se alonga) Vai ser uma escalada e tanto (Entra)

CENA VI
FLYNN RIDER: (Entrando. Olha ao redor e pega a bolsa. Rapunzel está escondida em
um canto com uma frigideira.) Enfim sós, querida! (Rapunzel o atinge com a frigideira.
Ele cai.)
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RAPUNZEL: Ah! (Dá um grito assustada e se afasta. Aos poucos volta a se aproximar,
sempre com a frigideira. Ela o cutuca. Nenhuma reação.) (Pascal entra em cena) Pascal,
será que ele ainda está vivo?

PASCAL: (Dá de ombros, sinalizando que não sabe)

RAPUNZEL: Ai Meu Deus, eu não posso ser que nem um daqueles criminosos terríveis
dos livros!!!

PASCAL: (Aponta para Flynn Rider e faz careta de monstro)

RAPUNZEL: Tem razão! Mamãe falou que eles são monstros e tem dentes afiados! Só
estava me defendendo… (Se aproxima e olha melhor o rosto dele) Engraçado, os
dentes parecem normais… e monstros não deveriam ser feios? Acho que cometi um
erro ao bater nele…

FLYNN RIDER: (Acordando) O que?

RAPUNZEL: Ah! (Bate nele de novo) Pascal, me ajuda a prender ele! (Os dois o
arrastam e o encostam na parede) Ele é… pesado… pronto! (Pega uma corda de tricô
e o amarra) Tá bem, tá bem…. tem uma pessoa amarrada na minha casa… uma pessoa
amarrada na minha casa… (Se empolga) tem uma pessoa amarrada na minha casa!!
(Dá pulinhos de alegria) Sou muito frágil para cuidar de mim mesma, né, mamãe? Fala
isso aqui pra minha frigideira (Tenta fazer uma manobra e deixa a frigideira cair)
(Percebe a bolsa que Flynn Rider deixou cair)

RAPUNZEL: O que é isso? (Tira a coroa de dentro da bolsa e a experimenta de várias


maneiras até que a coloca na cabeça)

GOTHEL: (Em off) Rapunzel, jogue seus cabelos!!

RAPUNZEL: Essa não, a mamãe! Rápido Pascal, precisamos escondê-lo! (Pegam um


lençol e jogam em cima dele) Perfeito!

GOTHEL: (Em off) Eu tenho uma grande surpresa!

RAPUNZEL: Eu também tenho!!

GOTHEL: A minha surpresa é maior que a sua!

RAPUNZEL: Eu tenho sérias dúvidas... (Sai e retorna com Gothel)

GOTHEL: Eu trouxe um monte de avelãs, para fazermos aqueles biscoitos que você
adora. Surpresa!!

RAPUNZEL: Eu tenho que te contar uma coisa…

GOTHEL: Oh, Rapunzel, eu odeio deixar você sozinha após uma discussão, ainda mais
quando eu não fiz nada de errado. (Vai desempacotar as coisas e vê o lençol) Rapunzel,
o que é isso?

RAPUNZEL: Roupa suja! Vou lavar mais tarde… não, espera, eu tenho que te contar…

GOTHEL: Espero que não seja a conversa sobre as estrelas…


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RAPUNZEL: Luzes flutuantes! E sim, essa é a conversa…

GOTHEL: Achei que o assunto estivesse encerrado, querida.

RAPUNZEL: Não, mamãe, a senhora acha que não sou forte o bastante para cuidar de
mim mesma lá fora…

GOTHEL: Oh, querida, eu sei que você não é forte para cuidar de si mesma lá fora.

RAPUNZEL: Mas se a senhora…

GOTHEL: Rapunzel, essa conversa está encerrada!

RAPUNZEL: Confie em mim…

GOTHEL: Rapunzel…

RAPUNZEL: Eu sei que eu…

GOTHEL: Chega dessas luzes, Rapunzel! Você não vai sair desta torre nunca!
(Rapunzel se encolhe e fica em silêncio) Ah, excelente, agora eu sou a vilã.

(Rapunzel olha para onde está Flynn Rider, olha para o mural com a pintura das luzes)
RAPUNZEL: Só ia dizer, mamãe que eu sei o que eu quero de aniversário agora.

GOTHEL: E o que é que você quer?

RAPUNZEL: Tinta nova. Tinta branca feita daquelas conchinas que você me trouxe uma
vez.

GOTHEL: Só que isso vai demorar muito tempo, Rapunzel. Quase três dias de viagem.

RAPUNZEL: Só achei que isso seria melhor do que me levar para as luzes… as
estrelas.

GOTHEL: (Suspira e vai abraçar Rapunzel) Vai ficar bem sozinha, minha flor?

RAPUNZEL: Sei que estarei segura se eu não sair daqui.

GOTHEL: (Pega suas coisas) Volto daqui a três dias. Eu te amo tanto, querida.

RAPUNZEL: Eu te amo mais.

GOTHEL: Eu te amo muito mais. (As duas saem e Rapunzel retorna)


CENA VII
RAPUNZEL: Vamos, me ajude Pascoal!

(Rapunzel e Pascal colocam Flynn Rider em uma cadeira)

PASCAL: (Dá um tapa em Flynn Rider para ele acordar)

FLYNN RIDER: (Acordando e percebendo que está amarrado em uma correntinha de


tricô) Isso é… tricô?
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RAPUNZEL: Lutar é inútil!

FLYNN RIDER: Hã?

RAPUNZEL: Eu sei porque você está aqui e eu não tenho medo de você.

FLYNN RIDER: Quê?

RAPUNZEL: Quem é você e como conseguiu me encontrar?

FLYNN RIDER: Ah…

RAPUNZEL: Quem é você e como conseguiu me encontrar?

FLYNN RIDER: (Pigarreia) Eu não te conheço e nem sei como acabei te encontrando.
Mas poderia te dizer… (Ligando o charme) e aí? Tudo bem? Meu nome é Flynn Rider.
Como vai seu dia?

RAPUNZEL: Quem mais sabe da minha localização, Flynn Rider?


FLYNN RIDER: Olha só, loirinha…

RAPUNZEL: Rapunzel.

FLYNN RIDER: Tá, saúde. O negócio é o seguinte. Eu tava numa roubada, andando
pela floresta, eu vi sua torre e… epa, pera aí! Cadê minha mochila???

RAPUNZEL: Eu escondi! Num lugar onde você nunca vai achar.

FLYNN RIDER: Tá bem ali, não tá?

(Rapunzel bate nele com a frigideira novamente e esconde melhor a bolsa)

PASCAL: (Dá um tapa para acordar Flynn Rider novamente)

FLYNN RIDER: (Acordando) Quer parar com isso?

RAPUNZEL: Agora sim eu escondi onde você nunca vai achar. Então… o que quer
fazer com meu cabelo? Cortar?

FLYNN RIDER: Quê?

RAPUNZEL: Pra vender?

FLYNN RIDER: Não! A única coisa que eu quero de você é que me deixe sair daqui.

RAPUNZEL: Você deu azar, meu cabelo é indestru… espera! Meu cabelo não te
interessa?

FLYNN RIDER: Por que seu cabelo me interessaria? Olha, estavam atrás de mim, eu
vi uma torre e subi. Fim da história!

RAPUNZEL: Isso é verdade mesmo?

FLYNN RIDER: É!
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RAPUNZEL: Hm… (Se vira para conversar com Pascal) É, eu sei, ele pode me levar.
Não, também não acho que ele esteja mentindo. Ele não tem dentes afiados. Mas eu
tenho alguma outra escolha? (Vira de volta) Tudo bem, Flynn Rider. Eu vou te oferecer
um acordo.

FLYNN RIDER: Acordo?

RAPUNZEL: (Apontando para o cenário) Olha pra cá. Você sabe o que essas coisas
são?

FLYNN RIDER: Tá falando das lanternas que eles fazem pra princesa?

RAPUNZEL: Lanternas? Eu sabia que não eram estrelas! Bom, amanhã à noite eles
vão iluminar o céu com essas lanternas. Você vai ser meu guia, vai me levar para as
lanternas e me trazer de volta em segurança. E aí, só aí, eu te devolvo sua mochila.
Esse é o acordo.
FLYNN RIDER: É, não vai rolar não. Infelizmente o reino e eu não estamos num
momento de muita simpatia, por isso não vai dar pra te levar.

RAPUNZEL: Alguma coisa te trouxe aqui, Flynn Rider. Chame do que quiser. Acaso,
destino…

FLYNN RIDER: Cavalo…

RAPUNZEL: Então decidi confiar em você.

FLYNN RIDER: Péssima decisão.

RAPUNZEL: Pois então confie no que eu vou te dizer. Você pode derrubar essa torre
pedra por pedra, mas sem minha ajuda, você nunca vai achar sua mochila preciosa.

FLYNN RIDER: Deixa eu ver se eu entendi. Eu te levo pra ver as lanternas, trago de
volta em segurança, e aí você me devolve a mochila?

RAPUNZEL: É uma promessa. E quando eu faço uma promessa, eu nunca, nunca


quebro. Eu juro.

FLYNN RIDER: (Suspira) Tá legal. Eu não queria começar a apelar, mas você não me
dá uma escolha. Aqui vai o biquinho. (Faz biquinho, Rapunzel permanece não
impressionada) Hoje o dia tá meio difícil pra mim, isso normalmente não acontece. Tá,
beleza. Te levo pra ver as lanternas.

RAPUNZEL: Jura??? (Começa a desamarrá-lo) Você não vai se arrepender!

FLYNN RIDER: Tá, tá! (Vai andando na frente dela e Rapunzel hesita) Você vem?

(Música – Quando Minha Vida Vai Começar)

RAPUNZEL: Até que enfim chegou é a minha hora


O mundo está tão perto, é preciso ousar
Mas se tiver de ser tem que ser agora
Será?
Não! Lá vou eu
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Tocar a grama, a terra


Do jeito que pensei
Sentir o sopro da brisa
Tal como imaginei
Completamente livre
Como sempre sonhei

Sair andando, correndo


Dançando em frente
Pulando, cabelos voando, soltando
Alisando, enrolando
E enfim declarando
Minha vida começa aqui!

RAPUNZEL: (Variando nas emoções) Eu não acredito no que eu fiz! Eu não acredito
no que eu fiz… eu não acredito no que eu fiz!!! Mamãe vai ficar furiosa… mas o que os
olhos não veem o coração não sente, né? Não, mas ela vai sentir sim! Mas esse lugar
é maravilhoso! Eu sou uma péssima filha. Eu vou voltar. Não, eu não vou voltar nunca
mais! Eu sou um ser humano desprezível. Mas esse é o melhor dia da minha vida! Não,
esse é o pior dia da minha vida. (Começa a chorar)

FLYNN RIDER: Olha só… não pude deixar de perceber que você tá no meio de um
conflito interno.

RAPUNZEL: O quê?

FLYNN RIDER: Eu só tô pegando uns pedaços da história, claro. Mãe superprotetora,


não te deixava sair, é, isso é coisa seríssima. Mas deixa eu aliviar sua consciência.
Crescer tem essa etapa. Um pouco de rebeldia, de aventura, é saudável até!

RAPUNZEL: Você acha?


FLYNN RIDER: Eu tenho certeza! Sabe, você tá pensando demais, tem que se jogar.
Tudo bem, a sua mãe vai ficar magoada? Sim. Vai arrasar o coração dela? Claro! Mas
você não pode evitar!

RAPUNZEL: Magoá-la?

FLYNN RIDER: Em parte…

RAPUNZEL: E arrasar o coração?

FLYNN RIDER: Em pedacinhos.

RAPUNZEL: Você tem razão, ela vai se decepcionar!

FLYNN RIDER: Eu sei que tenho, é complicado mesmo. Olha, eu nem devia dizer isso,
mas… vou te liberar do acordo.

RAPUNZEL: O quê?

FLYNN RIDER: É isso aí, nem precisa agradecer. A gente dá meia-volta, eu te deixo
em casa, leva sua frigideira, seu sapo… (Empurra Pascal pra ela) aí eu recupero minha
mochila e você volta pra sua relação de mãe e filha baseada em confiança e voilá! A
gente se despede com uma linda amizade! Que tal?
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RAPUNZEL: Não! Eu vou ver as lanternas.

FLYNN RIDER: (Estressado) Ah, para com isso! O quê que eu tenho que fazer pra
recuperar minha mochila?

RAPUNZEL: (Apontando a frigideira) Eu vou te acertar!

FLYNN RIDER: Quer saber? Tudo bem. Mas você disse que precisa estar em
segurança, né? Você nunca saiu de casa, deve ser assustador o mundo aqui fora.
Precisamos evitar ao máximo bandidos e valentões. Ei, tive uma ideia! Tá com fome?
Eu sei um lugar perfeito pra gente almoçar.

RAPUNZEL: Sério? Onde?

FLYNN RIDER: Você vai sentir pelo cheiro. Vem! (Saem)

CENA VIII
MAXIMUS: (Entra farejando o ambiente, seguindo o rastro de Flynn Rider. Escuta som
de passos e se esconde, ficando de “tocaia”. Gothel entra em cena e ele pula na sua
frente.)

GOTHEL: Ah! (Se assusta) Ah, é só um burrinho do palácio… mas onde está seu
cavaleiro? (Percebe algo) Rapunzel! (Corre para fora)

MAXIMUS: (Faz gesto indicando que a achou maluca e sai farejando)


(Gothel entra novamente)

GOTHEL: Rapunzel, jogue seus cabelos! Rapunzel? (Espera a resposta) A passagem


secreta! (Sai de cena e sobe para a torre) Rapunzel?! (Revira tudo até que encontra a
bolsa de Flynn Rider) O que? (Vê a coroa) Não…. (Continua procurando na bolsa e
encontra o cartaz de procurado do Flynn Rider) Flynn Rider? Ah… você roubou a mulher
errada! (Pega uma adaga e sai de cena)
CENA IX
(Rapunzel e Flynn Rider entram)

FLYNN RIDER: Eu sei que é aqui em algum lugar… ah, olha ali! Patinho fofo. Não
esquenta, viu? É um lugar charmoso, perfeito pra você. Não queremos que você se
assuste e desista da sua aventura, né?

RAPUNZEL: Ah, eu gosto de patinhos!

FLYNN RIDER: Legal!

(Homens do bar começam a entrar, Rapunzel aponta a frigideira)

FLYNN RIDER: Tá sentindo o aroma? Deixa penetrar bem. O que acha? Eu não sei
você, mas pra mim é cheiro de sovaco de bode. Concorda comigo?

(Um Homem tenta pegar no cabelo de Rapunzel e ela se assusta)

HOMEM 01: É muito cabelo…


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FLYNN RIDER: É, ela tá deixando crescer. Ei, isso aí é sangue no seu bigode? Loirinha,
olha isso aqui! Tem sangue no bigode dele! (Rapunzel está aterrorizada) Ih, loirinha, cê
não tá muito legal. Talvez seja melhor te levar pra casa mesmo. Esse lugar aqui era 5
estrelas, então se você não segurou a onda, talvez seja melhor voltar pra sua torre.
(Direcionando ela para a saída quando outro homem se mete na frente dele com um
panfleto)

HOMEM 02: É você?

FLYNN RIDER: (Vendo de perto o panfleto) Ah não, agora tá virando maldade.

DONO DO BAR: É ele sim! Greno, vai chamar a guarda! Essa recompensa vai me
render um gancho novinho… (Ele e mais dois homens começam a encurralar Flynn
Rider)

HOMEM 01: Ei, eu preciso do dinheiro também!

HOMEM 02: Eu preciso mais do que você!

RAPUNZEL: Parem! Devolvam o meu guia! (Sobe na cadeira) SOLTEM ELE AGORA!
(Todos olham pra ela) Tudo bem. Eu não sei que lugar é esse, mas eu preciso do Flynn
pra me levar até as lanternas porque eu sonhei com elas a minha vida inteira! Tenham
um pouco de sensibilidade! Vocês nunca tiveram um sonho na vida?

DONO DO BAR: Eu tive um sonho uma vez…

(Música – Um Sonho Eu Tenho)

DONO DO BAR: Sou malvado e violento


Meu riso é tão rosnento
As minhas mãos têm marcas bem à vista
Apesar de ser marmanjo
Do meu jeito e do meu gancho
Meu sonho sempre foi ser pianista

Imagine eu no palco tocando mozart


Martelando as teclas de marfim
O meu forte, na verdade
É a minha habilidade
Obrigado!
Pois lá no fundo um sonho eu tenho, sim!

BÊBADOS: Você tem, sim!


Um sonho, sim!

DONO DO BAR: Afinal não sou tão rude e mau assim


Eu às vezes causo dores
Mas sou um dos sonhadores
Como todo mundo, um sonho eu tenho, sim
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HOMEM FEIO: Tenho marcas, cicatrizes


Inchaços e varizes
E nem a minha cara é muito boa
Tenho dedos de montão
Pescoço inchado e narigão
E ainda assim procuro uma pessoa

Imagine eu com uma linda moça


Dentro de um barquinho, bem assim
Apesar de desordeiro
Sou amante, não guerreiro
Pois, lá no fundo, um sonho eu tenho sim
Eu tenho, sim! (Você tem, sim!)
Um sonho, sim! (Um sonho, sim!)

E eu sei que um dia vou amar enfim


Apesar da cara horrível
Minha alma é sensível
Como todo mundo, um sonho eu tenho, sim!

BÊBADOS: Thor quer ir embora e ser florista


Gunther é um bom decorador
Ulf adora mímica
Os doces do átila são um primor
Um tricota, outro borda
Outro faz teatro e moda
E o vladimir tem coleção de unicórnios

DONO DO BAR: Qual é o seu sonho?

FLYNN RIDER: É comigo isso ai?

DONO DO BAR: Você sonha com o que?

FLYNN RIDER: Não, não, não, não... desculpem crianças, não sei cantar.

FLYNN RIDER: Tenho sonhos, mas nem tanto


Mais simples, por enquanto
São em algum lugar ensolarado
Numa ilha, no verão
Bronzeado e solteirão
Com pilhas de dinheiro ao meu lado

RAPUNZEL: Eu tenho, sim! (Você tem, sim)


Um sonho, sim! (Um sonho, sim)
Que as lanternas flutuantes são pra mim
Quanto mais se vão as horas
Mais eu gosto aqui de fora
Eu sou igual, um sonho eu tenho, sim!

BÊBADOS: Você tem, sim! (Um sonho, sim)


Nós temos, sim! (Um sonho, sim)
Vejam que afinal ninguém é tão ruim
Não é o fim
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Somos brutos
Maus
Golpistas
E grotescos otimistas
Pois lá no fundo, um sonho temos, sim!

Eu tenho, sim!
Um sonho, sim!
Eu tenho, sim!
Um sonho, sim!
Eu tenho, sim!

RAPUNZEL: Um sonho, sim!

TODOS: Pois, lá no fundo, um sonho eu tenho, sim!

(Gothel entrou durante a música e observa tudo de longe)

GRENO: (Voltando) Encontrei os guardas!

CAPITÃO DA GUARDA: (Entrando junto com um Guarda e os dois Bandidos presos)


Cadê o Rider? Cadê ele? Eu sei que ele está aqui em algum lugar. Virem esse lugar de
cabeça pra baixo se precisarem!

(Flynn Rider havia puxado Rapunzel, e estava escondido. O Dono do Bar se aproxima
dos dois.)

DONO DO BAR: Vocês dois, usem a porta dos fundos enquanto ganho um tempo com
o Guarda. Vá lá e viva o seu sonho.

FLYNN RIDER: Pode deixar!

DONO DO BAR: Eu estava falando dela. O seu sonho é uma porcaria. Agora vão! (Flynn
Rider sai)

RAPUNZEL: Muito obrigada por tudo. (Dá um beijo em sua bochecha e sai)

DONO DO BAR: (Para o Capitão da Guarda) Ora, meu bom senhor, acho que esse é o
homem que procuram! (Joga alguém aleatório diante dele)

CAPITÃO DA GUARDA: Maximus, venha aqui!

MAXIMUS: (Entra e começa a farejar)

DONO DO BAR: Aqui não pode entrar animal além dos meus clientes.

TODOS: É!

CAPITÃO DA GUARDA: Calados!

MAXIMUS: (Para de repente e aponta para os fundos)

CAPITÃO DA GUARDA: Ele foi pelos fundos! Você! (Aponta para o Guarda) Não deixe
que esses dois escapem! (Sai)
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GUARDA: Vocês ouviram, né? Por favor, não fujam.

BANDIDO 01: Pode deixar… (Se solta e dá um soco no Guarda, que cai desmaiado)
agora vamos! (Solta o irmão)

BANDIDO 02: Vamos pegar aquela tiara! (Saem. Gothel os estava observando.)

DONO DO BAR: (Vê Gothel e se aproxima dela) Ei, chamem a polícia que essa morena
acabou de roubar meu coração.

TODOS: É, vai lá chefe!

GOTHEL: Oh, pare com isso seu galante… (Aponta a faca pra ele) a trilha dos fundos,
para onde ela vai?

DONO DO BAR: Aff…. ela vai para as cavernas!

GOTHEL: Obrigada. Eu fico com isso (Pega uma bebida e sai)

DONO DO BAR: Eita que confusão… bom, fiz o que pude. Agora todo mundo limpando
tudo, bora! (Tiram as coisas e saem)
CENA X
(Flynn Rider e Rapunzel entram. Tudo está bem escuro, Flynn Rider carrega uma
lanterna.)

FLYNN RIDER: Tenho que admitir, não sabia que você era capaz dessas coisas. Foi
bem… impressionante.

RAPUNZEL: Eu sei! (Empolgada) Quer dizer, sei disso. Então, Flynn… você é de onde?

FLYNN RIDER: Opa, opa, loira, desculpa, mas não falo disso. Passado é passado.
Estou bem mais interessado no seu. Sei que não posso falar do seu cabelo.

RAPUNZEL: Não.

FLYNN RIDER: Nem da sua mãe.

RAPUNZEL: Isso.

FLYNN RIDER: Na boa, até me assusta perguntar do sapo…

RAPUNZEL: Camaleão.

FLYNN RIDER: Detalhes. Então, se você quer ver as lanternas tanto assim, por que
não fez isso há um tempão?

RAPUNZEL: É que…

CAPITÃO DA GUARDA: (Entra com Maximus) Rider!!!

RAPUNZEL: Flynn?

FLYNN RIDER: Corre!! (Puxa ela e a perseguição começa)


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(Música – A Perseguição)

RAPUNZEL: Flynn, quem é ele? (Aponta para o Capitão da Guarda)

FLYNN RIDER: Ele não gosta de mim.

RAPUNZEL: Quem são eles? (Aponta para os Bandidos)

FLYNN RIDER: Também não gostam de mim.

RAPUNZEL: E ele? (Aponta para Maximus)

FLYNN RIDER: Resumindo, ninguém aqui gosta de mim.


CAPITÃO DA GUARDA: Como vocês dois escaparam? (Para os Bandidos) Não
importa, Maximus e eu damos conta de vocês.

BANDIDOS: Nós é que vamos acabar com o Flynn.

RAPUNZEL: Eu que vou acabar com vocês! (Usa vários golpes com a frigideira e
derruba eles) Vem, eu te protejo! (Pega a mão do Flynn Rider e o puxa)

FLYNN RIDER: Uou…. (Saem)

(Após um momento, os outros acordam e começam a ir atrás deles. Há um barulho de


explosão.)

BANDIDO 01: A caverna está ruindo.

BANDIDO 02: Vamos sair daqui! (Saem)

CAPITÃO DA GUARDA: Mas que droga! Maximus, vamos embora! (Saem)


CENA XI
(Flynn Rider e Rapunzel retornam. Tudo está escuro.)

FLYNN RIDER: Não, não, não! Sou bonito demais para morrer agora. Ainda nem fiquei
rico.

RAPUNZEL: Se eu morrer aqui, minha mãe vai me matar... deve haver alguma solução!

FLYNN RIDER: Calma, vou tentar tirar a gente dessa. (Tenta forçar uma saída e
machuca a mão) Ai, minha mão!

RAPUNZEL: Você está bem? Deixa eu tentar…

FLYNN RIDER: (Segurando Rapunzel) Ei, não adianta, está muito escuro… não dá pra
enxergar nada…

RAPUNZEL: Isso tudo é minha culpa… se ao menos eu tivesse escutado minha mãe…
me desculpe, Flynn. (Começa a chorar)
FLYNN RIDER: José.

RAPUNZEL: O que?
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FLYNN RIDER: Meu nome mesmo é José Bezerra. Uma hora você ia descobrir.

RAPUNZEL: O meu cabelo mágico brilha quando eu começo a cantar.

FLYNN RIDER: O que?

RAPUNZEL: (Tendo uma ideia) Eu disse que o meu cabelo mágico brilha quando
começo a cantar. É isso!

RAPUNZEL: Brilha linda flor


Teu poder venceu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Cura o que se feriu
Salva o que se perdeu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Uma vez foi meu

(Luzes se acendem com a magia)

FLYNN RIDER: Uou. Mas o que…


RAPUNZEL: José! Uma saída! Vamos! (Sai)

FLYNN RIDER: Espera! (Vai atrás dela)

(Reaparecem fora do palco, as luzes se acendem)

RAPUNZEL: Conseguimos!

FLYNN RIDER: O cabelo dela brilha.

RAPUNZEL: Viva! Eu tô viva!

FLYNN RIDER: Eu nunca podia imaginar… o cabelo dela brilha mesmo!

RAPUNZEL: José!

FLYNN RIDER: Por que o cabelo dela brilha?

RAPUNZEL: (Mais alto) José!

FLYNN RIDER: O quê?!

RAPUNZEL: Não é só o brilho.

(Pascal sorri)

FLYNN RIDER: Por que ele tá sorrindo pra mim? (Saem)

CENA XII
(Entram os Bandidos)
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BANDIDO 01: Eu vou matar aquele Rider!

BANDIDO 02: A gente alcança ele no reino e recupera a tiara. Anda!

GOTHEL: (Entrando. Ela está com alguns fios grisalhos e um pouco de olheiras. Sem
Rapunzel, está envelhecendo.) (Cantarola para chamar atenção) Ou… quem sabe
prefiram parar de bancar os cachorros correndo atrás do rabo e raciocinar um pouco?
(Mostra a mochila)

(Os bandidos apontam as espadas)

GOTHEL: Ora, Parem, não há necessidade. (Entrega a mochila) Bom, se era só isso
que vocês queriam então podem ir embora. Eu ia oferecer uma coisa que vale mil tiaras,
vocês seriam ricos demais e essa nem era a melhor parte! (Rí) Enfim, ces't la vie.
Divirtam-se com a tiara!

BANDIDO 01: Qual a melhor parte?

GOTHEL: Vão poder se vingar do Flynn Rider.

BANDIDO 02: Gostei dessa senhora…

GOTHEL: Nossa senhora está no céu, querido. Eu sou bem jovem. Agora vamos!
(Bandidos sorriem e saem junto com Gothel)
CENA XIII
(Entram Rapunzel e Flynn Rider. Rapunzel começa a enrolar o cabelo na mão dele.)

FLYNN RIDER: Você tá sendo bem misteriosa enrolando seu cabelo mágico na minha
mão machucada. Ai!

RAPUNZEL: Desculpa. É que… eu não quero que se apavore (Eles se encaram por um
momento e ela começa a cantar)

RAPUNZEL: Brilha linda flor


Teu poder venceu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Cura o que se feriu
Salva o que se perdeu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Uma vez foi meu

(Flynn Rider olha para a própria mão e começa a surtar)

RAPUNZEL: Não se apavore!

FLYNN RIDER: (Fingindo) Eu não tô apavorado! Você tá apavorada? Nada, eu só tô


interessado no seu cabelo e nas propriedades mágicas que ele possui. Desde quando
você faz isso?
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RAPUNZEL: Ah… desde sempre, eu acho. A mamãe diz que quando eu era bebê,
tentaram se sequestrar para usá-lo, ele não consegue ser cortado, sabe? Um dom como
esse precisa ser protegido. Por isso que a mamãe nunca me deixou… por isso eu nunca
saí da… (Suspira)

FLYNN RIDER: Nunca saiu daquela torre? E você ainda vai voltar?

RAPUNZEL: Não! Bom, sim… é complicado.

FLYNN RIDER: (Percebendo o clima estranho e tentando desconversar) Mas isso é


incrível, que tipo de coisa seus cabelos podem fazer?

RAPUNZEL: Bom, tem umas regras… não consigo trazer ninguém de volta dos mortos,
apesar de conseguir curar doenças e alguns ferimentos. Mamãe disse que eu também
tenho que querer muito que ele funcione, sem isso a magia não cura ninguém…. bom,
quanto ao resto eu estou aprendendo.

FLYNN RIDER: Entendi…

(Pascal chega perto e a abraça)

RAPUNZEL: Então… José Bezerra, né?


FLYNN RIDER: É, pois é… eu vou te poupar dessa triste história do jovem José Bezerra
porque ela é… é meio deprê, sabe? (Rapunzel chega mais perto, Flynn Rider respira
fundo) Tinha um livro que eu costumava ler todas as noites pras criancinhas. “As
Aventuras de Flynnigan Ryder”. Pilantra, fanfarrão, se dava bem com a mulherada. Não
que ele se gabasse, claro.

RAPUNZEL: Ele também era ladrão?

FLYNN RIDER: Bom… não. Na verdade, ele tinha dinheiro suficiente para fazer o que
quisesse. Podia ir a qualquer lugar do mundo! E pra um adolescente sem nada… sei lá,
parecia ser a melhor opção do mundo. (Ficam em silêncio por um momento) Não conta
pra ninguém sobre isso, tá bem? Pode acabar com minha reputação.

RAPUNZEL: Ah… e isso te preocupa?

FLYNN RIDER: Bom, uma reputação falsa é tudo na vida né? (Os dois ficam em silêncio
se olhando novamente. Flynn Rider pigarreia.) Bom… é melhor eu pegar um pouco mais
de lenha pro fogo. (Se levanta)

RAPUNZEL: Escuta. Só pra registrar, eu gosto muito mais de José Bezerra do que de
Flynn Rider.

FLYNN RIDER: Bom… então você é a primeira. Mas valeu.

(Flynn Rider sai, Gothel entra)

(Gothel está com mais cabelos brancos e algumas rugas ao redor do olho)

GOTHEL: Puxa, achei que ele nunca ia sair.

RAPUNZEL: Mamãe!
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GOTHEL: Olá, querida.

RAPUNZEL: Mas como… como me encontrou?

GOTHEL: Ora, foi super fácil! Foi só seguir o som da completa e absoluta traição que
logo eu cheguei aqui.

RAPUNZEL: Mamãe… (Percebe a aparência abatida de Gothel) você está um pouco


diferente…

GOTHEL: É a preocupação que você me causou! Nós vamos pra casa, Rapunzel.
Agora.

RAPUNZEL: Você não entende! Eu tô numa jornada incrível e eu já vi e aprendi tanta


coisa! Até conheci alguém…

GOTHEL: (Ironicamente) Sim, o ladrão procurado! Estou tão orgulhosa. (Começa a


puxá-la)

RAPUNZEL: Mamãe, espera! Eu acho… acho que ele gosta de mim.


GOTHEL: Gosta de você? Ora Rapunzel, quem é que aguenta?

RAPUNZEL: Mas mamãe…

(Música – Sua Mãe Sabe Mais: Reprise)

GOTHEL: Tá aí porque fugir foi uma besteira. Querida, todo esse romance que você
inventou só prova que você é muito ingênua para estar aqui. Por que ele gostaria de
você, sinceramente? Já se olhou? Acha que impressionou o rapaz? Não seja tolinha,
vem com a mamãezinha…sua mãe...

RAPUNZEL: Não!

GOTHEL: Não? Oh, eu já sei o que é isso

GOTHEL: Rapunzel sabe mais


Rapunzel é tão madura agora
Uma moça de juízo
Rapunzel sabe mais, se tem tanta certeza
Vá em frente e entregue isso

RAPUNZEL: Como descobriu?

GOTHEL: Isso, eu juraria


É o único motivo
De ele ter vindo aqui

RAPUNZEL: Não é!

GOTHEL: Ouça, querida


Ele vai sair correndo e sem hesitação
Se Rapunzel sabe mais
Se gosta desse tipo
Faça um teste, vá atrás
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RAPUNZEL: Mamãe, espera!

GOTHEL: Se ele mente, não lamente


Sua mãe sabe mais

(Gothel sai, Flynn Rider volta)

FLYNN RIDER: Loirinha! Posso te fazer uma pergunta? Tem alguma chance dessa
minha mão ganhar tipo uma super força? Eu não vou mentir, isso seria muito bacana!
(Vê que ela está diferente) Ei, tá tudo bem?

RAPUNZEL: Ah! Desculpa, tá tudo bem sim. Só tô um pouco distraída.

FLYNN RIDER: Bom, enfim, porque o negócio é o seguinte. A beleza eu já tenho,


sempre tive né? Mas super força? (Os dois vão saindo enquanto ele fala, e Gothel com
os Bandidos entram do outro lado, demonstrando que estavam vendo tudo) Imagina só
as possibilidades! (Saem)

GOTHEL: Paciência, garotos. A vingança é um prato que se come frio. (Saem)

CENA XIV
(Rapunzel e Flynn Rider entram se espreguiçando)

FLYNN RIDER: Então, hoje finalmente é o grande dia, hein loirinha? Tá animada?

RAPUNZEL: Bom, eu…

(Entra Maximus atrás de Flynn Rider)

FLYNN RIDER: Espero que tenha vindo pra se desculpar.

(Maximus começa a puxar Flynn Rider por um lado e Rapunzel pelo outro braço)

RAPUNZEL: Solta ele!

(Rapunzel consegue separá-los e entra no meio quando Maximus tenta ir pra cima de
Flynn Rider novamente)

RAPUNZEL: Uou uou uou, calma aí rapaz! Sossega! (Ele vai obedecendo) Calma,
calma. Isso! Agora fica. Fica. Isso! (Como se estivesse falando com um cachorrinho e
alisando o cavalo) Muito bem, você é um bom garoto! Tá cansado de perseguir esse
bandido por aí? (Maximus faz que sim)

FLYNN RIDER: Como é que é?


RAPUNZEL: Ninguém te dá valor, não é?

FLYNN RIDER: Ah, para com isso! Ele é um cavalo mau!

RAPUNZEL: Nada disso, ele é uma gracinha e um amorzinho! Não é, garoto?

FLYNN RIDER: Você só pode estar de brincadeira.


23

RAPUNZEL: (Ainda para o cavalo) Olha. Hoje é meio que o dia mais importante da
minha vida. E eu queria que você não prendesse ele hoje, tá? (Maximus fica indignado)
Só por 24 horas, e aí pode ir atrás dele o quanto você quiser, tá legal? (Flynn Rider
estende a mão para apertar, Maximus vira a cara) E também é meu aniversário… pra
sua informação. (Maximus aperta a mão de Flynn Rider frustrado) Finalmente é o grande
dia!

(Música – Dança do Reino)

HOMEM: Para os barcos!

FLYNN RIDER: (Estendendo o braço para Rapunzel) Vamos?

RAPUNZEL: Pra onde vamos?

FLYNN RIDER: Bom, é o dia mais importante da sua vida, achei que merecia ver de
camarote. (Eles se encaminham para o barco. Rapunzel vai em silêncio, nervosa.) Ei,
cê tá bem?

RAPUNZEL: Tô assustada.

FLYNN RIDER: Por quê?

RAPUNZEL: Eu passei 18 anos olhando pela janela e sonhando com o que eu iria sentir
quando visse aquelas luzes subindo no céu. E se não for do jeito que eu sonhei?

FLYNN RIDER: Vai ser sim.

RAPUNZEL: Mas e se for? O que vem depois?

FLYNN RIDER: Acho que essa é a melhor parte. Vai procurar um novo sonho.

(O Rei e a Rainha entram no proscênio, desolados, com uma lanterna na mão. Eles se
abraçam, consolando um ao outro, e saem pela plateia.)

FLYNN RIDER: Ei, eu tenho mais uma surpresa. (Mostra as lanternas. Rapunzel se
emociona.)

(Música – Vejo Enfim a Luz Brilhar)

RAPUNZEL: Tantos dias, olhando das janelas


Tantos anos, presa sem saber
Tanto tempo, nunca percebendo
Como tentei não ver?

Mas aqui, a luz das estrelas


Bem aqui, vejo o meu lugar
Sim, aqui consigo sentir
Estou onde devo estar
24

Vejo enfim a luz brilhar


Já passou o nevoeiro
Vejo enfim a luz brilhar
Para o alto me conduz
E ela pode transformar
De uma vez o mundo inteiro

Tudo é novo, pois agora eu vejo


É você a luz

FLYNN RIDER: Tantos dias, sonhando acordado


Tantos anos, vivendo a vida em vão
Tanto tempo nunca enxergando
As coisas do jeito que são
Ela, aqui, à luz das estrelas
Com ela aqui, vejo quem eu sou
Ela que me faz sentir que eu sei pra onde vou

OS DOIS: Vejo enfim a luz brilhar


Já passou o nevoeiro
Vejo enfim a luz brilhar
Para o alto me conduz
E ela pode transformar
De uma vez o mundo inteiro

Tudo é novo, pois agora eu vejo


É você a luz
É você a luz

RAPUNZEL: Eu também tenho uma coisa pra você. (Entrega a mochila) Eu já devia ter
te devolvido, mas eu tava com medo. E quer saber? Eu não tenho mais medo. Entende?

FLYNN RIDER: (Recusando a mochila) Tô começando a entender.


(Os dois estão quase se beijando quando Flynn Rider vê de longe um dos bandidos e
fica distraído)
RAPUNZEL: Tá tudo bem?

FLYNN RIDER: Hã? Ah sim, tá, claro (Olhando para a mochila) Eu só… preciso resolver
uma coisa.

RAPUNZEL: Tudo bem.

FLYNN RIDER: Eu já volto. (Sai)

CENA XV

(Flynn Rider entra sozinho, e um dos Bandidos entra logo depois)

FLYNN RIDER: Ah, olha só! Aí está você. Cadê o outro, hein? Olha, eu procurei vocês
por toda parte desde que a gente se separou. E aí, como é que tá? Cê tá diferente,
cortou o cabelo? (Bandido olha pra ele) Enfim, só queria dizer que eu não devia fugido.
A tiara é toda de vocês. Vou sentir saudade, mas acho que é o melhor. (Vai saindo)
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BANDIDO 01: Escondendo o jogo de novo, hein Rider?

FLYNN RIDER: Quê?

BANDIDO 01: Sabemos que encontrou uma coisa muito mais valiosa do que a tiara.
Queremos a garota.

FLYNN RIDER: O quê? Não. Eu não vou deixar vocês levarem ela.

BANDIDO 02: (Entrando atrás dele e dando um golpe na cabeça dele) Nós não demos
essa opção. (Os Bandidos saem levando Flynn Rider)

CENA XVI

(Entra Rapunzel com Pascal)

RAPUNZEL: Tá tudo bem, Pascal. Ele vai voltar logo, logo. Eu acho… você acha que…
ele não deve ter me abandonado pela tiara, né?

(Entram os Bandidos)

BANDIDO 01: Foi exatamente isso que ele fez.

RAPUNZEL: O quê? Não. Impossível. Ele não faria isso.

BANDIDO 02: Acredite no que quiser. A essa hora ele já deve estar num barco bem
longe daqui.

RAPUNZEL: (Entrando em desespero) Não. José! José!

BANDIDO 01: Pode chamar, ele não vai ouvir. Foi uma troca justa. A tiara pela garota
de cabelo mágico.
BANDIDO 02: Quanto acha que alguém pagaria para ficar jovem para sempre?

(Os Bandidos começam a correr atrás dela. Rapunzel foge e nessa hora Gothel entra,
com os cabelos quase completamente brancos.)

GOTHEL: Mudança de planos, rapazes. Não posso deixar que descubram sobre mim
ou Rapunzel…

BANDIDO 01: Quem é essa velha?

BANDIDO 02: Sai do meio, Coroa, ou acabamos com você.

GOTHEL: Velha? (Se irritando) Eu sou uma feiticeira poderosa e SOU LINDA! (Joga um
feitiço nos dois. Luz verde. Os Bandidos somem.) Essa magia irá garantir que cheguem
até a Guarda Real… (Coloca a mão no peito) mas a magia sempre tem um preço….
meu tempo está se esgotando…. (Sai)

(Rapunzel entra novamente sozinha, olhando pra trás preocupada)

GOTHEL: (Entrando) Rapunzel!

RAPUNZEL: Mamãe? O que está acontecendo com a senhora?


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GOTHEL: Isso não importa agora. Ah, minha menina preciosa. (Rapunzel a abraça)
Você está bem, querida? Se machucou?

RAPUNZEL: Mamãe, como você…

GOTHEL: Eu fiquei preocupada com você e te segui, querida. Vi quando te atacaram.


Vamos embora logo antes que eles acordem. Conversamos melhor em casa (Vai na
frente para sair de cena. Rapunzel fica parada, atônita. Gothel abre os braços e
Rapunzel corre para o abraço novamente.)

RAPUNZEL: Você estava certa, mamãe. Estava certa sobre tudo.

GOTHEL: Eu sei, querida, eu sei. (Saem)

CENA XVII
(Capitão da Guarda entra com Flynn Rider, que está amarrado. Maximus entra e
observa escondido.)

FLYNN RIDER: Você não me entende, eu preciso sair daqui! Rapunzel está me
esperando, ela…
CAPITÃO DA GUARDA: Eu não preciso fazer nada, seu bandido. Você vai pagar pelos
seus crimes. Quem diria que alguém entregaria você de presente para a Guarda Real
ein? A recompensa foi muito útil. (Maximus sai)

FLYNN RIDER: O que ela deve estar pensando agora….

CAPITÃO DA GUARDA: Pare de resmungar, passa! (Saem)

CENA XVIII

(Gothel entra com Rapunzel)

GOTHEL: Pronto, Rapunzel, vamos esquecer esse incidente. Vá se lavar que sua mãe
fez biscoitos deliciosos para nós duas… (Vê que Rapunzel está triste) eu tentei de
verdade, Rapunzel, tentei lhe avisar como é horrível lá fora. O mundo é cruel, egoísta e
sombrio. Qualquer sinal de alegria que ele encontra, ele destrói. (Gothel sai)

(Rapunzel aperta contra o peito a bandeira que Flynn Rider lhe deu com o brasão do
reino. Ela o olha com atenção e percebe em seu mural e nas pinturas dos quadros que
o símbolo se repete.)

RAPUNZEL: Pascal…. eu sabia que isso era familiar… esse símbolo… eu o pintei
durante anos… sempre pensei que eu o vi em um sonho… mas acho que era uma
memória! (Toma uma decisão) Mamãe tem muito o que explicar. (Sai)

CENA XIX

(Entra Flynn Rider sendo conduzido pelo Capitão da Guarda. Outro Guarda carrega um
dos Bandidos. Flynn Rider se aproxima dele irritado.)

FLYNN RIDER: Vamos, me diga, quem te contou? Como você ficou sabendo dos
poderes dela?
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BANDIDO 01: Foi aquela senhora… ela é uma bruxa!!

FLYNN RIDER: Senhora… ah, não, deve ser a mãe dela!

CAPITÃO DA GUARDA: Para de conversa, vamos!

FLYNN RIDER: Você não entende, ela está correndo perigo! (É arrastado para fora)

CENA XX

(Gothel entra em cena. Logo em seguida Rapunzel entra.)

RAPUNZEL: Eu sou a princesa perdida? (Fala baixo)

GOTHEL: Ora, fale alto Rapunzel, sabe que odeio quando resmunga.
RAPUNZEL: Eu sou a princesa perdida, não sou? (Gothel fica em silêncio) Eu
resmunguei, mamãe? Será que devo chamar você assim?

GOTHEL: Oh, Rapunzel, você ouviu o que está falando? Acreditar numa besteira
dessas…

RAPUNZEL: Você então, esse tempo inteiro mentiu?

GOTHEL: Tudo o que eu fiz foi para proteger você…

RAPUNZEL: Passei a minha vida inteira me escondendo das pessoas que me usariam
pelos meus poderes… é por isso que você está mudando, não é? Usava meus poderes
para ficar jovem…

GOTHEL: Rapunzel…

RAPUNZEL: Eu deveria ter me escondido de você!

GOTHEL: Rapunzel, aonde você está indo…

RAPUNZEL: Vou atrás do José…

GOTHEL: Querida, ele nunca mais irá encontrar você…

RAPUNZEL: O que você fez?

GOTHEL: Só o entreguei às autoridades. Ele passará o resto da vida na prisão,


pagando pelos incontáveis crimes que cometeu. Mas isso é bom, minha flor, ele não era
bom para você... (Tenta pegar nela, mas Rapunzel a segura)

RAPUNZEL: Não! Você errou, sobre mim. Se lembra da regra dos meus poderes? Eu
preciso querer usá-los, se não, eles não funcionam. E eu nunca vou deixar você usar
meu cabelo outra vez! (A empurra)

GOTHEL: Quer me transformar na vilã? Que assim seja… então eu sou a vilã… (Faz
um gesto com os braços, acende a luz verde e Rapunzel fica paralisada. Gothel fica
tonta.) olhe o que você está fazendo com sua mãe... (Sai levando Rapunzel com sua
magia)
28

CENA XXI
(Flynn Rider entra novamente acompanhado pelo Capitão da Guarda. Dessa vez,
Maximus entra acompanhado do Dono do Bar.)

DONO DO BAR: Eu pensei que meu bar era uma espelunca! Mas isso aqui tá mais
derrubado ainda. E fácil de invadir que é uma beleza, rapaz.

CAPITÃO DA GUARDA: Quem é você?

FLYNN RIDER: O que você está fazendo aqui?


DONO DO BAR: Um amigo nosso disse que você precisava de ajuda. (Entra Maximus)
Sim, de tanto lidar com meus clientes aprendi a falar que nem um cavalo.

CAPITÃO DA GUARDA: Você me traiu, Maximus.

MAXIMUS: (Faz que sim)

DONO DO BAR: Vá salvar a garota, Rider. Eu distraio todo mundo aqui. (Usa uma
frigideira como arma)

FLYNN RIDER: Frigideiras, quem diria, não é?


(Música – Fuga)

FLYNN RIDER: (Para Maximus) Olha, sei que a gente começou com o pé errado, mas
quero te agradecer de verdade... você é um amigo e…

MAXIMUS: (Relincha impaciente)

FLYNN RIDER: É, tem razão. Vamos atrás da Rapunzel! (Saem)


CENA XXII
(Maximus e Flynn Rider chegam na torre)

FLYNN RIDER: (Para Maximus) Obrigado, amigão, me espere na floresta. (Maximus


sai) Rapunzel! (Para a entrada da torre) Rapunzel, jogue seus cabelos! (Ele ve algo lá
dentro) Ainda bem que ela está aqui! (Entra)

(Quando as cortinas se abrem Rapunzel está amarrada. Gothel a está prendendo.


Gothel está bem velha. com os cabelos grisalhos, várias rugas e olheiras profundas.)

FLYNN RIDER: Rapunzel, eu achei que não te veria outra vez... (Olha situação) o que
está acontecendo?

RAPUNZEL: José, por favor, você tem que fugir…

GOTHEL: Calada, Rapunzel. (Se volta para Flynn Rider) Você, rapaz, já me causou
problemas demais. Precisava que você subisse para ensinar uma lição a minha filha.

FLYNN RIDER: Solte ela!

GOTHEL: Ela é minha, garoto… ninguém irá tirá-la de mim.


29

FLYNN RIDER: Quer apostar? (Tenta se aproximar, mas Gothel o impede com magia
e o arremessa contra a parede. Uma adaga está numa mesa próxima.)

RAPUNZEL: Por favor, deixe ele em paz.

GOTHEL: Minha flor, eu irei deixá-lo em paz... se você concordar em vir comigo e usar
seus poderes.
FLYNN RIDER: Rapunzel, não faça isso… você merece ser feliz, ser livre.

GOTHEL: Me desobedeça e eu juro que irei lançar um feitiço que irá trazer azar e
infelicidade para esse homem enquanto você estiver viva. Jamais ficarão juntos. Mas
venha comigo e ele logo, logo irá esquecê-la, poderá encontrar seu próprio sonho longe
de nós…

RAPUNZEL: Eu aceito. Se deixá-lo ir, irei com você. Jamais irei fugir novamente e
cantarei para você todas as noites… mãe. Por favor, só não o machuque…

GOTHEL: Agora está sendo razoável.

FLYNN RIDER: Rapunzel… não sacrifique seus sonhos por mim…

RAPUNZEL: Você não entende…

FLYNN RIDER: (Para Gothel) Você jamais vai me usar para controlar, Rapunzel. (Flynn
Rider pega a adaga e enfia em si mesmo)

RAPUNZEL: NÃO! (Se solta da magia de Gothel e corre até Flynn Rider)

GOTHEL: Garoto imbecil! (Começando a passar mal) Rapunzel, o tempo está


acabando, venha…

RAPUNZEL: Você não pode mais me controlar!

(Gothel começa a ficar tonta e tenta se aproximar, mas acaba se desequilibrando.


Rapunzel percebe e tenta segurá-la, mas Gothel cai da torre.)

RAPUNZEL: Mamãe…

FLYNN RIDER: Rapunzel…

RAPUNZEL: José (Volta até ele e o apoia) Onde você estava com a cabeça?! (Tenta
curá-lo) Brilha linda flor... seu poder venceu... por que não está funcionando?

FLYNN RIDER: Rapunzel…

RAPUNZEL: Por que você não me deixou ir com ela…?

FLYNN RIDER: Eu não podia deixar nada lhe acontecer…

RAPUNZEL: Vai ficar tudo bem, eu só tenho que querer muito e... por que não
funciona?! O corte está muito fundo… por favor, fica comigo…

FLYNN RIDER: Rapunzel!


30

RAPUNZEL: O que?

FLYNN RIDER: Você é o meu sonho.

RAPUNZEL: E você é o meu… (Flynn Rider morre)

RAPUNZEL: Cura o que se feriu


Ache o que se perdeu
Traz de volta já
O que uma vez foi meu
Uma vez foi meu

(Rapunzel chora)

(Música instrumental. Luzes brilham. Flynn Rider ressuscita.)

FLYNN RIDER: Rapunzel?

RAPUNZEL: O que…? José?

FLYNN RIDER: Já tinha lhe dito que tenho uma queda por loiras? (Rapunzel ri e o
abraça. Os dois se beijam.) (Saem de cena)
CENA XXIII
(Rei e Rainha estão em cenas, nervosos. O Capitão da Guarda os acompanha.)

RAINHA: Você tem certeza?

CAPITÃO DA GUARDA: Eu pessoalmente fiquei impressionado com o quanto ela se


parece com a princesa…

REI: Acho que veremos em breve…

(Flynn Rider entra acompanhado de Rapunzel. O Rei e a Rainha olham para Rapunzel
e aos poucos a reconhecem.)

REI: É nossa menina! (Se abraçam) (Todos saem)

NARRADOR: Bom, ainda bem que as lágrimas de Rapunzel também possuem uma
magia poderosa, aparentemente com regras diferentes da do seu cabelo. Por isso estou
aqui e pude vê-la reencontrar sua família. Houve uma celebração por todo o reino para
comemorar a volta da princesa perdida. Sonhos se realizaram por todo lugar. Aquele
cara virou o pianista mais famoso do mundo! (Dono do bar entra e agradece) Esse outro
encontrou o amor verdadeiro! (Entra o Homem Feio acompanhado de sua namorada) E
graças ao Maximus, o crime do reino diminuiu bastante. E as maçãs também. (Maximus
entra comendo uma maçã) Pascal nunca mudou. (Pascal agradece e sai) Finalmente,
Rapunzel estava em casa e com sua família. (Rapunzel entra) Ela provou ser uma
princesa pela qual valeu a pena esperar. Governou com a mesma sabedoria e bondade
de seus pais. (Flynn Rider sai da cabine de som e vai ao palco) E quanto a mim? Voltei
a ser chamado de José. E, claro, depois da Rapunzel pedir muito, eu aceitei o pedido
de casamento dela.
RAPUNZEL: José…
31

FLYNN RIDER: Tá certo, eu que pedi.

RAPUNZEL: E estamos vivendo felizes para sempre! (Se beijam. Luzes se apagam.)

FIM

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