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Metabolismo e Acidose na Sepse

O documento aborda a relação entre metabolismo e acidose na sepse, destacando como a hipoperfusão leva à acidose lática devido ao acúmulo de ácido lático. Também discute os tipos de acidose que podem ocorrer na sepse, suas consequências e métodos de diagnóstico e tratamento. A acidose, se não tratada, pode resultar em disfunção enzimática, depressão cardiovascular e alterações neurológicas.

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Metabolismo e Acidose na Sepse

O documento aborda a relação entre metabolismo e acidose na sepse, destacando como a hipoperfusão leva à acidose lática devido ao acúmulo de ácido lático. Também discute os tipos de acidose que podem ocorrer na sepse, suas consequências e métodos de diagnóstico e tratamento. A acidose, se não tratada, pode resultar em disfunção enzimática, depressão cardiovascular e alterações neurológicas.

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Metabolismo e Acidose: Relação com a Sepse

O metabolismo é o conjunto de reações químicas que mantêm o funcionamento das


células. Na sepse, a alteração no metabolismo pode levar à acidose metabólica,
principalmente pela produção excessiva de ácido lático.

Metabolismo Energético e Produção de Ácido Lático

Metabolismo Aeróbico (Normal)

• Quando há oxigênio suficiente, as células produzem energia (ATP) pela fosforilação


oxidativa, dentro das mitocôndrias.
• O piruvato, gerado na glicólise, entra no ciclo de Krebs, e a cadeia respiratória
transforma glicose em ATP.
• Esse processo não gera ácido lático em excesso.

Metabolismo Anaeróbico (Sepse e Hipóxia)

• Na sepse, há vasodilatação, queda da pressão arterial e diminuição da perfusão


tecidual, levando à hipóxia (falta de oxigênio nas células).
• Sem oxigênio suficiente, o metabolismo aeróbico fica prejudicado e o corpo passa a
usar o metabolismo anaeróbico.
• No metabolismo anaeróbico, o piruvato não entra no ciclo de Krebs e é convertido
em lactato pela enzima lactato desidrogenase (LDH).
• Isso leva ao acúmulo de ácido lático no sangue, causando acidose lática, uma das
principais formas de acidose metabólica na sepse.

Tipos de Acidose na Sepse

Acidose Lática

Causa: Produção excessiva de lactato devido à hipoperfusão tecidual.


Consequências: Redução do pH sanguíneo, disfunção celular e piora do quadro
séptico.

Acidose Metabólica por Insuficiência Renal

Causa: Na sepse, os rins podem falhar e não excretar íons H⁺ e ácidos orgânicos.
Consequências: Acúmulo de ácidos no sangue, agravando a acidose.

Acidose Respiratória Secundária

Causa: Se houver falência respiratória na sepse, o paciente pode reter CO₂, que se
combina com água formando ácido carbônico (H₂CO₃), reduzindo o pH.
Consequências: Agravamento do estado ácido-base e necessidade de suporte
ventilatório.


Consequências da Acidose no Organismo

Se não corrigida, a acidose pode levar a:


Disfunção enzimática – Enzimas celulares funcionam melhor em pH normal (7,35–7,45); abaixo
disso, começam a falhar.
Depressão cardiovascular – O coração perde força de contração, piorando a hipotensão.
Alterações neurológicas – O paciente pode ter confusão, letargia e até coma.
Distúrbios eletrolíticos – A acidose pode causar hipercalemia (aumento de potássio), levando a
arritmias fatais.

Diagnóstico e Tratamento da Acidose na Sepse

Diagnóstico
• Gasometria arterial: Mostra pH baixo (<7,35), bicarbonato reduzido e lactato aumentado (>2
mmol/L).
• Dosagem de lactato sérico: Indica a gravidade da hipoperfusão.

Tratamento

Reposição volêmica – Soro fisiológico ou Ringer lactato para restaurar a perfusão.


Correção da causa da sepse – Uso de antibióticos, controle da infecção.
Oxigenação e suporte ventilatório – Para melhorar a oferta de O₂ aos tecidos.
Drogas vasoativas (noradrenalina) – Para aumentar a pressão e melhorar a perfusão tecidual.
Bicarbonato de sódio (casos graves) – Se pH < 7,1, pode ser usado para tamponar

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