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Bactérias Clinicamente Relevantes em Farmácia

O documento aborda a microbiologia de bactérias clinicamente relevantes, incluindo gêneros como Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus, Enterobacteriaceae, Pseudomonas, Haemophilus, Legionella e Mycobacterium. Cada gênero é descrito em termos de características, patogenicidade, infecções associadas e fatores de risco. O foco é na importância dessas bactérias na saúde humana e nas infecções que podem causar.

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Anna Costa
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O documento aborda a microbiologia de bactérias clinicamente relevantes, incluindo gêneros como Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus, Enterobacteriaceae, Pseudomonas, Haemophilus, Legionella e Mycobacterium. Cada gênero é descrito em termos de características, patogenicidade, infecções associadas e fatores de risco. O foco é na importância dessas bactérias na saúde humana e nas infecções que podem causar.

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Microbiologia

Licenciatura em Farmácia
2024-2025
Bactérias clinicamente relevantes

2
Staphylococcus spp Streptococcus spp. Enterococcus spp.

Bactérias
Enterobacteriaceae Clinicamente Pseudomonas spp.
relevantes

Mycobacterium
Haemophilus spp. Legionella
spp.

3
Staphylococcus spp.:

• Cocos Gram positivos em cacho


• Staphylé- cacho
• Kokkos- grânulo

• Características gerais :
• Anaeróbios facultativos
• Produzem catalase (enzima que catalisa o H2O2)

• A maioria são não móveis


• São capazes de crescer em meios contendo alta concentração de sal
• Crescem em temperaturas de 18-40ºC.
4
Staphylococcus spp.:

Presentes na pele e mucosas, o género compreende 40 espécies muitas das quais


encontradas no Homem.

• Staphylococcus aureus (S. aureus) – coloniza as narinas

• Staphylococcus epidermidis (S. epidermidis) – coloniza a pele e mucosas

• Staphylococcus capitis (S. capitis) - coloniza as glândulas sebáceas

• S. haemolyticus e S. hominis – coloniza zonas perto de glândulas apócrinas (axilas)

Microrganismos oportunistas

5
Staphylococcus spp.:

Associados a doença humana:


• Staphylococcus aureus
• Staphylococcus epidermidis
• Staphylococcus haemolyticus
• Staphylococcus lugdunensis
• Staphylococcus saprophyticus

Infeções mais frequentes:


• Infeções da pele e tecidos moles
• Infeções respiratórias
• Infeções ósseas
• Infeções do trato urinário
• Infeções do coração
• Bacteriémia 6
Staphylococcus spp. :

• Fatores de risco incluem a presença de um corpo estranho (ex. farpa, sutura,


prótese e cateter), procedimento cirúrgico e uso de antibióticos que
suprimem a microbiota.

• Sob risco:
• crianças com pouca higiene pessoal (infeções cutâneas)
• pacientes com cateteres (bacteremia e endocardite)
• pacientes com função pulmonar comprometida ou infeção respiratória
antecedente (pneumonia)

7
Staphylococcus spp.:
Staphylococcus aureus é o principal agente patogénico neste género
bacteriano :
• As colónias de S. aureus são douradas como resultado da produção de
carotenoides durante o crescimento
• Produz a enzima coagulase, proteína A e ácido teicóico ribitol- espécie
especifico
• Fatores de virulência que incluem componentes estruturais que
facilitam a adesão e evitam a fagocitose e uma variada produção de
toxinas hidrolíticas.

MRSA (S. aureus resistentes a meticilina) – principal


causa de infeções da pele e tecidos moles adquiridas na
comunidade.
8
Streptococcus spp.:

• Cocos Gram positivos dispostos aos pares ou em cadeias

• A maioria anaeróbios facultativos


• alguns crescem apenas em atmosfera enriquecida em CO2
• Exigências nutricionais complexas
• Catalase negativos

9
Streptococcus spp.:

Para identificar os microrganismos pode utilizar-se


• propriedades bioquímicas
• propriedades sorológicas (Grupos de Lancefield - carbohidratos da parede
celular)

10
Streptococcus spp.:

11
Streptococcus spp.:

• Padrão de hemólise:
• Hemólise completa –- hemólise
• Hemólise incompleta – α- hemólise
• Ausência de hemólise – γ- hemólise

12
Streptococcus pyogenes (beta- hemólise):
• Carbohidratos grupo específico A
• Virulência determinada pela capacidade de evitar a
fagocitose, aderir e invadir células do hospedeiro e
produzir toxinas
• Disseminação pessoa a pessoa ou rutura da pele após
contato com individuo infetado.
• Responsável por doenças supurativas- faringite, infeções
em tecidos moles…) e não supurativas (febre reumática e
glomerulonefrite).
• Indivíduos de maior risco: crianças de 5-15 anos
(faringite); crianças entre 2 a 5 anos com higiene pessoal
deficiente, pacientes com infeções de tecidos moles.

13
Streptococcus pyogenes (beta- hemólise):

14
Streptococcus pyogenes (beta- hemólise):

15
Streptococcus pyogenes (beta- hemólise):

16
Streptococcus pyogenes (beta- hemólise):

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Streptococcus agalactiae (beta- hemólise):

• S. agalactiae, que quer leite (S. mastitidis, mastite bovina)


• Carbohidratos grupo específico B
• Virulência determinada pela capacidade de evitar a fagocitose (mediada pela cápsula).

• Responsável por doenças em neonatos (meningite, pneumonia e bacterémia), infeções


em mulheres grávidas (endometrite, infeções em feridas e trato urinário) e em adultos
(infeções em ossos e articulações…).

• Doença de início precoce em recém-nascidos, adquirida da mãe durante a gravidez ou


no momento do parto, mulheres com colonização genital.

18
Streptococcus pneumoniae (alfa- hemólise):

• Pneumococos são encapsulados, formato oval ou lanceolado dispostos aos pares


(diplococos) ou em cadeias curtas.

• Capacidade em colonizar a orofaringe, disseminação para tecidos (pneumolisina).

• Responsável por pneumonia, sinusite, otite média, meningite e bacterémia.

• Disseminação a partir da nasofaringe ou orofaringe.

• A colonização é maior em crianças pequenas contactantes com doença viral


respiratória, ou idosos.

19
Streptococcus pneumoniae (alfa- hemólise):

20
Enterococcus spp. (gama- hemólise):

• Classificados inicialmente como Streptococcus do grupo D, cocos Gram positivos


frequentemente aos pares e cadeias curtas.

• Atualmente existem 38 espécies de Enterocococcus sendo reconhecidos como


patogéneos humanos: E. faecalis e faecium.

• Virulência mediada pela capacidade de aderir aos tecidos, secreção de citolisinas e


proteases.

• Responsável por infeções do trato urinário, feridas e intra-abdominais.

• A maioria das infeções deve-se da microbiota do paciente ou colonização a partir de


outro.

• Pacientes com risco elevado, aqueles que se encontram hospitalizados


por grandes períodos de tempo e sujeitos a antibioterapia.
21
Enterobacteriaceae

• A família Enterobacteriaceae é a maior e mais heterogénea coleção de bacilos


Gram negativos

• São móveis (flagelos perítricos) ou não móveis

• Sem esporos

• Anaeróbios facultativos

• fermentam a glicose e são oxidase negativos.

• Há mais de 40 géneros e centenas de espécies e subespécies.

22
Enterobacteriaceae

• Microrganismos ubiquitários encontrados no solos, água e vegetação


• Fazem parte da flora normal da maioria dos animais
• Causam uma variedade de doenças em humanos:
• 30-35% das bacterémias;
• mais de 70% de infeções urinárias e intestinais.

23
Enterobacteriaceae

24
Enterobacteriaceae

25
Enterobacteriaceae
• Virulência associada a endotoxina, cápsula, variação de antigénios, sistema de
secreção tipo III, sequestração de fatores de crescimento.

26
Pseudomonas spp. e Microrganismos relacionados

• Bastonetes não fermentadores, pequenos tipicamente dispostos aos pares


• Aeróbios obrigatórios
• Cápsula de polissacarídeo mucóide
• Algumas espécies produzem pigmentos difusíveis (piocianina, pioverdina e
piorrubina).
• Existem ~2 mil espécies neste género, P. aeruginosa é a espécie mais importante.
• Múltiplos fatores de virulência, incluindo adesinas (flagelos, pili, LPS, cápsula),
enzimas e toxinas secretadas (elastases, protéases, fosfolipases).

27
Pseudomonas e Microrganismos relacionados

• Amplamente distribuídos na natureza e em ambientes hospitalares húmidos (ex.


flores, pias, banheiros, equipamentos de ventilação mecânica e de diálise).

• Podem colonizar transitoriamente o trato respiratório e gastrointestinal,


principalmente de pacientes hospitalizados.

• As doenças incluem:
• infeções respiratórias e urinárias
• Pele e tecidos moles
• Ouvidos e olhos
• Endocardite
• Bacterémia

28
Haemophilus spp. e bactérias relacionadas

• Haemo “sangue”; philos “amante”, requer sangue para crescer.


• Caracterizados por serem cocobacilos gram negativos.
• Pequenos e pleomórficos.
• Anaeróbios facultativos, fermentadores.
• A maioria requer o factor X (hemina) e V (NAD) para crescimento.

29
Haemophilus e bactérias relacionadas

• H. ducreyi é transmitido por contato sexual.


• H. influenza subdividido sorologicamente em tipos de a a f
• o tipo b é o que é clinicamente mais virulento, tendo sido um grave
problema pediátrico.
• Responsável por meningite, conjuntivite, sinusite, pneumonia …

30
Haemophilus e bactérias relacionadas

31
Legionella

• Bacilos Gram negativos, não fermentadores

• Pleomórficos e finos e coram fracamente

• São nutricionalmente fastidiosos (L-cisteína e sais de ferro).

• Capazes de se multiplicar dentro dos macrófagos e inibem a fusão do


fagolisossoma.

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Legionella
• Causam infeções epidémicas e esporádicas
• Encontradas comumente em águas naturais, torres de resfriamento,
condensadores e suprimentos de água.

33
Legionella
• Responsável por febre de pontiac e doença do legionário.

• Pacientes em alto risco, aqueles que têm a função pulmonar


comprometida ou a imunidade celular diminuída.
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Mycobacterium spp.
• Bacilos aeróbios fracamente gram positivos, fortemente acido resistentes

• Parede celular rica em lípidos tornando o microrganismo resistente a


desinfetantes, detergentes

• Imóveis, não formadores de esporos, podem formar filamentos

• Fastidiosos e crescem lentamente (8 semanas)

• Cerca de 130 espécies, apenas algumas causam infeções em humanos. M.


tuberculosis, M. leprae, M. avium …

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Mycobacterium

• Capacidade de crescer dentro dos macrófagos, a infeção primária é pulmonar.

• Disseminação mundial, 1/3 da população mundial é infetada (9 milhões de


casos para 2 milhões de mortes)

• A população de maior risco, pacientes imunocomprometidos, indivíduos que


fazem uso abusivo de álcool e drogas, desabrigados e pacientes expostos a
doentes (disseminação pessoa-a-pessoa por aerossóis)

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Mycobacterium tuberculosis

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Mycobacterium tuberculosis

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