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Tipos e Tratamento da Gangrena

O trabalho investiga a gangrena, uma condição potencialmente fatal resultante da insuficiência arterial que leva à morte do tecido. O documento aborda suas definições, tipos (seca, húmida e gasosa), causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, destacando a importância do reconhecimento precoce e da intervenção médica. Além disso, enfatiza a prevenção através do controle de doenças crônicas e cuidados com lesões.
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Tipos e Tratamento da Gangrena

O trabalho investiga a gangrena, uma condição potencialmente fatal resultante da insuficiência arterial que leva à morte do tecido. O documento aborda suas definições, tipos (seca, húmida e gasosa), causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, destacando a importância do reconhecimento precoce e da intervenção médica. Além disso, enfatiza a prevenção através do controle de doenças crônicas e cuidados com lesões.
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INSTITUTO POLITÉCNICO LOMAR

TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

TEMA:

GANGRENA

TMG 13

DISCENTES:

Agrena Mutembe

Belissima Fungai

Dalton Tomas

Elton Oliva

Laste Aizeque

Rosa Mario

Julho, 2025
INSTITUTO POLITÉCNICO LOMAR

TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE

MUSCULO ESQUELETICO

3º GRUPO

DOCENTE :

[Link] Muianga

Chimoio, Julho 2025


Índice
Introdução......................................................................................................................4
Objectivos......................................................................................................................5
Definição........................................................................................................................6
Etiologia.........................................................................................................................6
Quadro clinico................................................................................................................7
Classificação..................................................................................................................7
Gangrena seca.............................................................................................................7-8
Gangrena húmida...........................................................................................................9
Gangrena gasosa..........................................................................................................10
Fatores de risco............................................................................................................11
Diagnóstico..................................................................................................................12
Diagnóstico Diferencial...............................................................................................12
Complicações...............................................................................................................12
Tratamento...................................................................................................................13
Conduta........................................................................................................................13
Prevenção da gangrena................................................................................................13
Conclusão.....................................................................................................................14
Referencias bibliográficas............................................................................................15
Intodução

No presente trabalho pretende-se debater um pouco sobre a gangrena, onde ela é


definida como uma manifestação tardia de uma insuficiência arterial, nesse tema
abordamos muito mais sobre classificação de gangrena onde encontramos os tiopos de
gangrena mais frequentes, tem isso e mais detalhes sobre gangrena.

4
[Link]

1.1. Objectivos gerais

 Estudar sobre gangrena, tipos de gangrena.


 Compeender e seaber diagnosticar a gangrena.

1.2. Objectivos especificos

 Descrever cada tipo de gangrena.


 Identificar os factores de risco da gangrena e tratar.

5
DEFINIÇÃO

A gangrena é geralmente uma manifestação tardia de uma insuficiência arterial,


potencialmente fatal que deve ser prevenida e reconhecida precocemente. É a 1ª causa
de amputação no Mundo (incluindo Moçambique).

É o termo usado para a descrição de tecido morto (necrose), geralmente devido a perda
de suprimento sanguíneo. As áreas mais frequentemente acometidas são as
extremidades dos membros, dos dedos e áreas submetidas a pressão (Hálux, Calcâneo).

A gangrena ela afeta principalmente as extremidades, como dedos dos pés e mãos, mas
também pode atingir órgãos internos. Apresenta-se de diferentes formas, dependendo,
por exemplo, de suas causas e da velocidade em que o processo se instala. Se não
tratada de forma rápida e eficaz, pode desenvolver complicações, como a amputação de
membros, ou, até mesmo, a morte do doente.

ETIOLOGIA

 A causa primária da gangrena é a redução do suprimento sanguíneo aos tecidos.

 As causas mais comuns são:


 Traumatismos com lesão arterial
 Síndrome compartimental
 Infecções (clostrídeo perfringens)
 Diabetes, tabagismo, aterosclerose, embolismo, frio intenso, insuficiência
arterial aguda
 Infecções bacterianas;
 Falta de irrigação sanguínea, a qual acarreta a falta de nutrientes e oxigênio nos
tecidos, desencadeando a sua morte, já que eles são levados aos tecidos pelo
sangue;
 Traumas na pele, como congelamento e lesões (essas últimas podem, inclusive,
ser portas de entrada para bactérias).

6
QUADRO CLINICO

Os sintomas da gangrena variam conforme o tipo apresentado, no entanto é necessário


estar atento aos sintomas abaixo:

 Febre persistente;
 Alterações na pele, como o aparecimento de edemas, lesões, mudanças em sua
temperatura local (calor ou frio) e na coloração (palidez ou escurecimento);
 Mau odor em lesões.

CLASSIFICAÇÃO

Do ponto de vista fisiopatológico e sindromático a gangrena pode ser classificada em:


seca, húmida e gasosa

1. Gangrena seca – também chamada de gangrena não infectada. Os sintomas


iniciam com o aparecimento de uma linha eritematosa ao redor do tecido
afectado, que com o tempo tornase fria e edemaciada, e quando o tecido necrosa
é possível a existência de dor. Logo a seguir, o tecido necrosado torna-se duro,
enrugado, de cor negra e insensível, terminando com o seu desprendimento e
formação de uma úlcera. Não há sinais de inflamação.

Comum em pessoas que apresentam problemas circulatórios e diabetes. Esse


tipo de gangrena, também conhecido como “mumificação”, caracteriza-se por se
desenvolver de forma lenta, apresentando perda de líquidos, devido tanto à falta
de fluxo de nutrientes no local quanto à drenagem e evaporação.

Características:
 Seca e enrugada: A pele afetada fica seca, enrugada e com uma coloração que
varia do marrom ao preto.
 Sem sinais de infecção: Não há sinais de infecção como inchaço, pus ou odor
forte.
 Isquemia: Resulta da falta de fluxo sanguíneo para a área afetada, levando à
morte do tecido.

7
 Progressão lenta: Geralmente se desenvolve lentamente ao longo do tempo.

Causas:
 Doenças vasculares: Aterosclerose, bloqueando as artérias e reduzindo o fluxo
sanguíneo.
 Diabetes: O diabetes pode levar a problemas circulatórios e neuropatia,
aumentando o risco de gangrena seca.
 Tabagismo: O tabagismo afeta a circulação sanguínea e aumenta o risco.

Tratamento:
 Revascularização:Se detectada precocemente, o tratamento pode incluir
procedimentos para restaurar o fluxo sanguíneo, como angioplastia ou cirurgia
de bypass.
 Amputação:Em casos mais avançados ou quando a revascularização não é
possível, a amputação pode ser necessária para remover o tecido morto e
prevenir complicações.
 Controle de infecção:Se a gangrena seca evoluir para gangrena úmida devido à
infecção, o tratamento com antibióticos e remoção cirúrgica do tecido infectado
pode ser necessário.
Prevenção:
 Controle de doenças crônicas:Manter a pressão arterial, o colesterol e o açúcar
no sangue sob controle é fundamental para prevenir a gangrena seca em pessoas
com diabetes e doenças vasculares.
 Cuidados com os pés:Pessoas com diabetes devem ter cuidados especiais com
os pés, incluindo inspeção regular e tratamento rápido de feridas.
 Parar de fumar:O tabagismo é um fator de risco significativo para doenças
vasculares e gangrena, portanto, parar de fumar é essencial para a prevenção.

2. Gangrena húmida – também chamada de gangrena infectada, o tecido


necrosado de cor negra é mole, húmido, por vezes com pús e odor fétido. Febre

8
alta e aparência tóxica são achados comuns. Pode evoluir para sépsis e morte.
Constitui uma urgência cirúrgica.

Esse tipo de gangrena pode afetar tanto extremidades quanto órgãos internos e é
causado pela ação de bactérias. Se não tratada rapidamente, pode espalhar-se,
ocasionando, inclusive, a morte do doente.

Características
 Inchaço e bolhas:A área afetada geralmente fica inchada e podem surgir bolhas
contendo líquido.
 Aspecto úmido e fétido:O tecido necrosado apresenta um aspecto úmido e pode
exalar um odor desagradável devido à proliferação bacteriana.
 Descoloração da pele:A pele pode mudar de cor, passando por tons pálidos,
avermelhados, marrons e finalmente preto-azulados ou esverdeados.
 Dor intensa seguida de perda de sensibilidade: A dor inicial pode ser seguida
por dormência e perda de sensibilidade na área afetada.
 Infecção bacteriana:A presença de bactérias é o que diferencia a gangrena
úmida da gangrena seca, sendo que a infecção pode se espalhar rapidamente
para outras partes do corpo.
Causas:
 Lesões e ferimentos: Traumas, queimaduras, congelamento, esmagamento e
outros tipos de lesões podem interromper o fluxo sanguíneo e levar à morte do
tecido, que pode ser invadido por bactérias.
 Infecções bacterianas: Infecções graves como a fascite necrosante podem
causar gangrena úmida.
 Doenças subjacentes: Condições como diabetes e doenças vasculares periféricas
podem aumentar o risco de gangrena úmida devido à má circulação sanguínea.

Tratamento
 Antibióticos:O tratamento com antibióticos é essencial para combater a infecção
bacteriana e pode ser administrado por via oral ou intravenosa.

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 Desbridamento:Remoção do tecido morto para eliminar a fonte da infecção e
promover a cicatrização.
 Amputação:Em casos graves, pode ser necessária a amputação da área afetada
para evitar a disseminação da infecção.
 Tratamento de suporte:Cuidados com a ferida, controle da dor e tratamento de
condições subjacentes, como diabetes.
É importante procurar atendimento médico imediato se houver suspeita de
gangrena úmida, pois o tratamento rápido é crucial para evitar complicações
graves, como choque séptico e morte.

3. Gangrena gasosa – é causada pelo Clostridio perfrigens e outras espécies


(produtoras de gás), e caracteristicamente apresenta-se com edema, bolhas e
vesículas serohemorrágicas, odor fético e com crepitação à palpação (pela
presença de gás).

Também chamada de gangrena bolhosa, esse tipo atinge os músculos e é


causado por bactérias anaeróbias que produzem toxinas e liberam gases, o que
leva a uma aparência bolhosa da pele com o passar do tempo. Essas bactérias se
desenvolvem geralmente em lesões cirúrgicas onde há falta de irrigação
sanguínea. Esse tipo de gangrena, se não tratado rapidamente, também pode
ocasionar a morte do doente.

A gangrena gasosa geralmente se desenvolve depois de lesões ou cirurgias.

Características
 Lesões profundas e severas

10
 Envolvem o músculo

Causas:

A gangrena gasosa é causada principalmente por bactérias anaeróbias do gênero


Clostridium, que se proliferam em tecidos com baixo teor de oxigênio.

Sintomas:

 Os sintomas incluem dor intensa na área afetada, inchaço, bolhas com secreção
marrom-avermelhada ou sanguinolenta, coloração bronzeada, cinza ou roxa da
pele, e crepitação palpável (sensação de gás sob a pele).
Tratamento:

 O tratamento envolve a administração de altas doses de antibióticos de amplo


espectro, desbridamento cirúrgico do tecido necrosado, ressuscitação com
fluidos intravenosos.

FATORES DE RISCO

 Problemas circulatórios: alguns problemas, como a aterosclerose, afetam o


fluxo sanguíneo para determinadas regiões, o que pode desencadear a morte do
tecido naquele local.
 Diabetes: o excesso de açúcar no sangue pode causar danos em vasos
sanguíneos, afetando assim a circulação.
 Tabagismo: pode desencadear danos nos vasos sanguíneos, comprometendo a
circulação.
 Obesidade: o excesso de peso pode afetar a circulação sanguínea devido à
compressão de vasos, além do fato de que algumas doenças que podem estar
associadas com a obesidade, como a diabetes, são também fatores de risco para a
gangrena
 Imunossupressão: a baixa imunidade desencadeada por doenças, como a aids, e
tratamentos, como a quimioterapia, podem deixar o organismo mais fragilizado
para o combate contra uma infecção.

Diagnóstico
O diagnóstico é clinico baseado na anamnese e no exame físico.

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No caso de gangrena gososa

 Exame e cultura de líquidos da ferida


 Às vezes, cirurgia exploratória ou biópsia para obter uma amostra de tecido

A suspeita de gangrena gasosa baseia-se nos sintomas e nos resultados de um exame


físico.

São tiradas radiografias para verificar se há bolhas gasosas no tecido muscular, ou é


realizada uma tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética
(RM) para verificar se há áreas de tecido muscular morto. Esses achados apoiam o
diagnóstico. Porém, bolhas gasosas podem também ocorrer em outras infecções
anaeróbias.

Os líquidos da ferida são examinados ao microscópio para verificar a presença de


clostrídios e amostras dele são enviadas a um laboratório onde a bactéria, se presente,
pode ser cultivada e testada. As culturas podem confirmar a presença de clostrídios.
Porém, nem todas as pessoas com clostrídios têm gangrena gasosa.

A confirmação do diagnóstico frequentemente requer cirurgia exploratória ou retirada


de uma amostra de tecido para exame ao microscópio (biópsia) para verificar as
alterações características no músculo.

Diagnóstico Diferencial

 Gangrena gasosa
 Gangrena húmida
 Gangrena seca

Complicações

 Amputação
 Sépsis, insuficiência renal e respiratória aguda
 Coagulação vascular disseminada, hemólise generalizada
 Morte

TRATAMENTO

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O tratamento da gangrena consiste em remoção do tecido lesionado, oxigenoterapia
hiperbárica (modalidade terapêutica realizada com o objetivo de aumentar a
concentração de oxigênio transportado pelo sangue) e administração de antibiótico.
Quanto mais precocemente iniciado o tratamento, melhores os prognósticos de
recuperação.

Conduta
A gangrena húmida e gasosa apresentam elevado risco de complicações, podendo até
mesmo levar a morte.
Em ambos casos, o manejo específico será descrito na aula de emergências. Abaixo,
descrevem-se os princípios para o manejo da gangrena seca, que incluem:
 Estabilizar o paciente: estabilização dos sinais vitais, fluídoterapia de acordo
com as necessidades
 Tratamento sintomático: AINES (ex: ibubrofeno ou diclofenac nas doses
habituais)
 Iniciar antibióticoterapia: penicilina cristalizada 3.000.000 UI de 6/6h associada
a gentamicina 80mg de 8/8h)
 Transferir logo que possível para uma unidade com capacidade cirúrgica.

Prevenção da gangrena

 Controle da diabetes;
 Controle do peso;
 Evitar o consumo de tabaco;
 Tomar cuidado com temperaturas muito baixas;
 Cuidar adequadamente de lesões para evitar o surgimento de infecções.

Limpeza imediata dos ferimentos graves, permitir a circulação sanguínea e tratamento


preventivo com antibióticos são as etapas mais eficazes na prevenção da gangrena
gasosa.

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Conclusão

Pela observação dos aspectos analisados neste trabalho, que abordamos sobre gangrena,
visto que a gangrena húmida e gasosa apresentam elevado risco de complicações,
podendo até mesmo levar a morte… Nos detalhes de cada componente de gangrena,
tivemos como conclusão o aproveitamento da matéria abordado neste trabalho para o
conhecimento que um estudante de TMG deve ter, este trabalho foi muito importante
para nos os membros do grupo, pois saímos em grande vantagem na aprendizagem e
espero que tenha ajudado também aos colegas a esclarecer as duvidas quem tinham
sobre esta patologia.

14
Referencias bibliográficas

 Manual de Formação Para Técnicos de Medicina Geral


Sistema Músculo-Esquelético e Tecidos Moles Versão 2.0
 «Gangrene Symptoms». NHS. 13 de outubro de 2015. Consultado em 12 de
dezembro de 2017
 Laucks SS. gangrene. Surg Clin North Am 1994; 74: 1339-52.

 Smith GL, Bunker CB, Dinneen MD. gangrene. Br J Urol 1998; 81: 347-55

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