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Regra de Três e Equações do 2º Grau

O documento aborda a regra de três simples e composta, explicando como resolver problemas envolvendo grandezas proporcionais. Exemplos práticos ilustram a aplicação da regra de três em diferentes contextos, como energia solar e construção. Além disso, o texto introduz equações do segundo grau, suas formas canônicas e a fórmula de Bhaskara para resolução.

Enviado por

Jeferson Bueno
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Regra de Três e Equações do 2º Grau

O documento aborda a regra de três simples e composta, explicando como resolver problemas envolvendo grandezas proporcionais. Exemplos práticos ilustram a aplicação da regra de três em diferentes contextos, como energia solar e construção. Além disso, o texto introduz equações do segundo grau, suas formas canônicas e a fórmula de Bhaskara para resolução.

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1

Regra de três simples:


Regra de três simples é um processo prático para resolver problemas que envolvam quatro valores
dos quais conhecemos três deles. Devemos, portanto, determinar um valor a partir dos três já
conhecidos.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na
mesma linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência
2º Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º Montar a proporção e resolver a equação.
Exemplos:
1) Com uma área de absorção de raios solares de 1,2m 2, uma lancha com motor movido a energia
solar consegue produzir 400 watts por hora de energia. Aumentando-se essa área para 1,5m 2, qual
será a energia produzida?
Solução:
Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a área de absorção, a energia solar aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando – aumenta), podemos afirmar que as grandezas
são diretamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no mesmo sentido (para
baixo) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a energia produzida será de 500 watts por hora.

2) Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso


em 3 horas. Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de
480km/h?
Solução:
Identificação do tipo de relação:

Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).
Observe que: Aumentando a velocidade, o tempo do percurso diminui.
Como as palavras são contrárias (aumentando – diminui), podemos afirmar que as grandezas são
inversamente proporcionais. Assim sendo, colocamos uma outra seta no sentido contrário (para
cima) na 1ª coluna. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
2

Logo, o tempo desse percurso seria de 2,5 horas ou 2 horas e 30 minutos.

3) Bianca comprou 3 camisetas e pagou R$120,00. Quanto ela pagaria se comprasse 5 camisetas
do mesmo tipo e preço?
Solução:
Observe que:
Aumentando o número de camisetas, o preço aumenta.
Como as palavras correspondem (aumentando – aumenta), podemos afirmar que as grandezas
são diretamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, a Bianca pagaria R$200,00 pelas 5 camisetas.

4) Uma equipe de operários, trabalhando 8 horas por dia, realizou determinada obra em 20 dias.
Se o número de horas de serviço for reduzido para 5 horas, em que prazo essa equipe fará o
mesmo trabalho?
Solução:
Observe que: Diminuindo o número de horas trabalhadas por dia, o prazo para término aumenta.
Como as palavras são contrárias (diminuindo – aumenta), podemos afirmar que as grandezas são
inversamente proporcionais. Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Regra de três composta:


A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m 3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
necessários para descarregar 125m3?
Solução:
Identificação dos tipos de relação:
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x (2ª coluna).

A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.


Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões.
Portanto a relação é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação
é diretamente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o
termo x com o produto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:
3

Logo, serão necessários 25 caminhões.

2) Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos


serão montados por 4 homens em 16 dias?
Solução:
Observe que:
Aumentando o número de homens, a produção de carrinhos aumenta. Portanto a relação é
diretamente proporcional (não precisamos inverter a razão).
Aumentando o número de dias, a produção de carrinhos aumenta. Portanto a relação também é
diretamente proporcional (não precisamos inverter a razão). Devemos igualar a razão que contém
o termo x com o produto das outras razões.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, serão montados 32 carrinhos.

3) Dois pedreiros levam 9 dias para construir um muro com 2m de altura. Trabalhando 3 pedreiros
e aumentando a altura para 4m, qual será o tempo necessário para completar esse muro?
Inicialmente colocamos uma seta para baixo na coluna que contém o x. Depois colocam-se flechas
concordantes para as grandezas diretamente proporcionai com a incógnita e discordantes para as
inversamente proporcionais, como mostra a figura abaixo:

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, para completar o muro serão necessários 12 dias.

Exercícios complementares
Agora chegou a sua vez de tentar. Pratique tentando fazer esses exercícios:
1) Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas. Quantas horas levarão 10 torneiras para
encher 2 piscinas? Resposta: 6 horas.
4

2) Uma equipe composta de 15 homens extrai, em 30 dias, 3,6 toneladas de carvão. Se for
aumentada para 20 homens, em quantos dias conseguirão extrair 5,6 toneladas de carvão?
Resposta: 35 dias.
3) Vinte operários, trabalhando 8 horas por dia, gastam 18 dias para construir um muro de 300m.
Quanto tempo levará uma turma de 16 operários, trabalhando 9 horas por dia, para construir um
muro de 225m? Resposta: 15 dias.
4) Um caminhoneiro entrega uma carga em um mês, viajando 8 horas por dia, a uma velocidade
média de 50 km/h. Quantas horas por dia ele deveria viajar para entregar essa carga em 20 dias, a
uma velocidade média de 60 km/h? Resposta: 10 horas por dia.
5) Com uma certa quantidade de fio, uma fábrica produz 5400m de tecido com 90cm de largura
em 50 minutos. Quantos metros de tecido, com 1 metro e 20 centímetros de largura, seriam
produzidos em 25 minutos? Resposta: 2025 metros.

Equações do 2º grau
Introdução às equações algébricas
Equações algébricas são equações nas quais a incógnita x está sujeita a operações algébricas
como: adição, subtração, multiplicação, divisão e radiciação.
Exemplos:
ax+b=0
a x² + bx + c = 0
ax4 + b x² + c = 0

Uma equação algébrica está em sua forma canônica, quando ela pode ser escrita como:

onde n é um número inteiro positivo (número natural). O maior expoente da incógnita em uma
equação algébrica é denominado o grau da equação e o coeficiente do termo de mais alto grau é
denominado coeficiente do termo dominante.
Exemplo: A equação 4x²+3x+2=0 tem o grau 2 e o coeficiente do termo dominante é 4. Neste caso,
dizemos que esta é uma equação do segundo grau.
A fórmula quadrática de Sridhara (Bhaskara)
Mostraremos na sequência como o matemático Sridhara, obteve a Fórmula (conhecida como
sendo) de Bhaskara, que é a fórmula geral para a resolução de equações do segundo grau. Um
fato curioso é que a Fórmula de Bhaskara não foi descoberta por ele, mas pelo matemático hindu
Sridhara, pelo menos um século antes da publicação de Bhaskara, fato reconhecido pelo próprio
Bhaskara, embora o material construído pelo pioneiro não tenha chegado até nós.
O fundamento usado para obter esta fórmula foi buscar uma forma de reduzir a equação do
segundo grau a uma do primeiro grau, através da extração de raízes quadradas de ambos os
membros da mesma.
Seja a equação:
a x² + b x + c = 0
com a não nulo e dividindo todos os coeficientes por a, temos:
x² + (b/a) x + c/a = 0
Passando o termo constante para o segundo membro, teremos:
x² + (b/a) x = -c/a
Prosseguindo, faremos com que o lado esquerdo da equação seja um quadrado perfeito e para
isto somaremos o quadrado de b/2a a ambos os membros da equação para obter:
x² + (b/a) x + (b/2a)² = -c/a + (b/2a)²
5

Simplificando ambos os lados da equação, obteremos:


[x+(b/2a)]2 = (b² – 4ac) / 4a²
Notação: Usaremos a notação R[x] para representar a raiz quadrada de x≥0. R[5] representará a
raiz quadrada de 5. Esta notação está sendo introduzida aqui para fazer com que a página seja
carregada mais rapidamente, pois a linguagem HTML ainda não permite apresentar notações
matemáticas na Internet de uma forma fácil.
Extraindo a raiz quadrada de cada membro da equação e lembrando que a raiz quadrada de todo
número real não negativo é também não negativa, obteremos duas respostas para a nossa
equação:
x + (b/2a) = + R[(b²-4ac) / 4a²]
ou
x + (b/2a) = – R[(b²-4ac) / 4a²]
que alguns, por preguiça ou descuido, escrevem:

contendo um sinal ± que é lido como mais ou menos. Lembramos que este sinal ± não tem
qualquer significado em Matemática.
Como estamos procurando duas raízes para a equação do segundo grau, deveremos sempre
escrever:
x’ = -b/2a + R[b²-4ac] /2a
ou
x” = -b/2a – R[b²-4ac] /2a
A fórmula de Bhaskara ainda pode ser escrita como:

onde D (às vezes usamos a letra maiúscula “delta” do alfabeto grego) é o discriminante da
equação do segundo grau, definido por:
D = b² – 4ac
Equação do segundo grau

Uma equação do segundo grau na incógnita x é da forma:


a x² + b x + c = 0
onde os números reais a, b e c são os coeficientes da equação, sendo que a deve ser diferente de
zero. Essa equação é também chamada de equação quadrática, pois o termo de maior grau está
elevado ao quadrado.
Equação Completa do segundo grau
Uma equação do segundo grau é completa, se todos os coeficientes a, b e c são diferentes de zero.
Exemplos:
2 x² + 7x + 5 = 0
3 x² + x + 2 = 0
Equação incompleta do segundo grau
Uma equação do segundo grau é incompleta se b=0 ou c=0 ou b=c=0. Na equação incompleta o
coeficiente a é diferente de zero.
Exemplos:
4 x² + 6x = 0
3 x² + 9 = 0
2 x² = 0
Resolução de equações incompletas do 2o. grau
Equações do tipo ax²=0: Basta dividir toda a equação por a para obter:
6

x² = 0
significando que a equação possui duas raízes iguais a zero.
Equações do tipo ax²+c=0: Novamente dividimos toda a equação por a e passamos o termo
constante para o segundo membro para obter:
x² = -c/a
Se -c/a for negativo, não existe solução no conjunto dos números reais.
Se -c/a for positivo, a equação terá duas raízes com o mesmo valor absoluto (módulo) mas de
sinais contrários.
Equações do tipo ax²+bx=0: Neste caso, fatoramos a equação para obter:
x (ax + b) = 0
e a equação terá duas raízes:
x’ = 0 ou x” = -b/a
Exemplos gerais
4x²=0 tem duas raízes nulas.
4x²-8=0 tem duas raízes: x’=R[2], x”= -R[2]
4x²+5=0 não tem raízes reais.
4x²-12x=0 tem duas raízes reais: x’=3, x”=0
Resolução de equações completas do 2o. grau
Como vimos, uma equação do tipo: ax²+bx+c=0, é uma equação completa do segundo grau e para
resolvê-la basta usar a fórmula quadrática (atribuída a Bhaskara), que pode ser escrita na forma:

onde D=b²-4ac é o discriminante da equação.


Para esse discriminante D há três possíveis situações:
Se D<0, não há solução real, pois não existe raiz quadrada real de número negativo.
Se D=0, há duas soluções iguais:
x’ = x” = -b / 2a
Se D>0, há duas soluções reais e diferentes:
x’ = (-b + R[D])/2a
x” = (-b – R[D])/2a
O uso da fórmula de Bhaskara
Você pode realizar o Cálculo das Raízes da Equação do segundo grau com a entrada dos
coeficientes a, b e c em um formulário, mesmo no caso em que D é negativo, o que força a
existência de raízes complexas conjugadas. Para estudar estas raízes, visite o nosso link Números
Complexos.
Mostraremos agora como usar a fórmula de Bhaskara para resolver a equação:
x² – 5 x + 6 = 0
Identificar os coeficientes: a=1, b= -5, c=6
Escrever o discriminante D = b²-4ac.
Calcular D=(-5)²-4×1×6=25-24=1
Escrever a fórmula de Bhaskara:

Substituir os valores dos coeficientes a, b e c na fórmula:


x’ = (1/2)(5+R[1]) = (5+1)/2 = 3
x” = (1/2)(5-R[1]) = (5-1)/2 = 2
Equações fracionárias do segundo grau
São equações do segundo grau com a incógnita aparecendo no denominador.
7

Exemplos:
3/(x² – 4) + 1/(x – 3) = 0
3/(x²-4)+1/(x-2)=0
Para resolver este tipo de equação, primeiramente devemos eliminar os valores de x que anulam
os denominadores, uma vez que tais valores não servirão para as raízes da equação, pois não
existe fração com denominador igual a 0. Na sequência extraímos o mínimo múltiplo comum de
todos os termos dos denominadores das frações, se houver necessidade.
Consideremos o primeiro exemplo:
3/(x² – 4) + 1/(x – 3) = 0
x deve ser diferente de 3, diferente de 2 e diferente de -2, assim podemos obter o mínimo
múltiplo comum entre os termos como:
MMC(x) = (x² – 4)(x – 3)
Reduzindo as frações ao mesmo denominador que deverá ser MMC(x), teremos:
[3(x-3) + 1(x²-4)] / (x²-4)(x-3) = 0
o que significa que o numerador deverá ser:
3(x – 3) + 1(x² – 4) = 0
que desenvolvido nos dá:
x2 + 3x – 13 = 0
que é uma equação do segundo grau que pode ser resolvida pela fórmula de Bhaskara. Não
existirão números reais satisfazendo esta equação.
Consideremos agora o segundo exemplo:
(x+3)/(2x-1)=2x/(x+4)
O mínimo múltiplo comum entre 2x-1 e x+4 é MMC=(2x-1)(x-4) (o produto entre estes fatores) e
MMC somente se anulará se x=1/2 ou x= -4. Multiplicando os termos da equação pelo MMC,
teremos uma sequência de expressões como:
(x+3)(x+4)=2x(2x-1)
x² + 7x + 12 = 4x² – 2x
-3x² + 9x + 12 = 0
3x² – 9x – 12 = 0
x² – 3x – 4 = 0
(x-4)(x+1) = 0
Solução: x’=4 ou x”= -1
Estudemos outro exemplo:
3/(x²-4)+1/(x-2)=0
O mínimo múltiplo comum é MMC=x²-4=(x-2)(x+2) e este MMC somente se anulará se x=2 ou x= -
2. Multiplicando os termos da equação pelo MMC, obteremos:
3 + (x+2)=0
cuja solução é x= -5
Equações bi-quadradas
São equações do 4o. grau na incógnita x, da forma geral:
a x4 + b x² + c = 0
Na verdade, esta é uma equação que pode ser escrita como uma equação do segundo grau
através da substituição:
y = x²
para gerar
a y² + b y + c = 0
Aplicamos a fórmula quadrática para resolver esta última equação e obter as soluções y’ e y” e o
procedimento final deve ser mais cuidadoso, uma vez que
x² = y’ ou x² = y”
e se y’ ou y” for negativo, as soluções não existirão para x.
8

Exemplos:
Para resolver x4-13x²+36=0, tomamos y=x², para obter y²-13y+36=0, cujas raízes são y’=4 ou y”=9,
assim:
x² = 4 ou x² = 9
o que garante que o conjunto solução é:
S = { 2, -2, 3, -3}
Para resolver x4-5x²-36=0, tomamos y=x², para obter y²-5y-36=0, cujas raízes são y’= -4 ou y”=9 e
desse modo:
x² = -4 ou x² = 9
o que garante que o conjunto solução é:
S = {3, -3}
Se tomarmos y=x² na equação x 4+13x²+36=0, obteremos y²+13y+36=0, cujas raízes são y’= -4 ou
y”= -9 e dessa forma:
x² = -4 ou x² = -9
o que garante que o conjunto solução é vazio.

Sequências numéricas
Definição: Na matemática, a sequência numérica ou sucessão numérica corresponde a uma função
dentro de um agrupamento de números. De tal modo, os elementos agrupados numa sequência
numérica seguem uma sucessão, ou seja, uma ordem no conjunto.
Ao representarmos uma sequência numérica, devemos colocar seus elementos entre parênteses.
Veja alguns exemplos de sequências numéricas:
 (2, 4, 6, 8, 10, 12, … ) é uma sequência de números pares positivos.
 (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11…) é uma sequência de números naturais.
 (10, 20, 30, 40, 50…) é uma sequência de números múltiplos de 10.
 (10, 15, 20, 30) é uma sequência de números múltiplos de 5, maiores que cinco e
menores que 35.
As sequências numéricas podem ser finitas, quando é possível “contar” os seus elementos, ou
infinitas, quanto não é possível “contar” os seus elementos. Visualize, nos dois casos, as
representações matemáticas.
Sequência finita: (a1, a2, a3, …, an)
Sequência infinita: (a1, a2, a3, …, an,…)
Leitura dos termos acima:
a1 → a índice 1 (primeiro termo)
a2 → a índice 2 (segundo termo)
a3 → a índice 3 (terceiro termo)
an → a índice n (enésimo termo)
Veja exemplos de sequências finitas e infinitas:
Sequência finita: (5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19)
Sequência infinita (3, 5, 7, 11, 13, 17,…)
Sequências definidas de forma recursiva
Dizemos que uma sequência esta recursivamente definida quando são dados o seu primeiro termo
e uma lei explícita que relaciona seu n-ésimo termo, com um ou mais termos anteriores, i.e. é
explicitamente dada uma função. Sequências definidas recursivamente são, também, chamadas
de sequências indutivas ou recorrentes.
São as sequências de progressão aritmética e progressão geométrica.
Progressões Aritméticas e Progressões Geométricas
Assim, enquanto a progressão aritmética (PA) é uma sequência de números reais determinada por
uma constante r (razão) a qual é encontrada pela soma entre um número e outro; a progressão
geométrica (PG) é uma sequência numérica cuja razão (r) constante é determinada pela
9

multiplicação de um elemento com o quociente (q) ou razão da PG. Para compreender melhor,
veja abaixo os exemplos:
PA = (4,7,10,13,16…an…) PA infinita de razão (r) 3
PG (1, 3, 9, 27, 81, …), PG crescente de razão (r) 3

Questão 1. (BB 2012 – Cesgranrio). Uma sequência numérica infinita (e1, e2, e3,…, en,…) é tal que
a soma dos n termos iniciais é igual a n² + 6n. O quarto termo dessa sequência é igual a
(A) 9
(B) 13
(C) 17
(D) 32
(E) 40
Resolução:
Calculando a soma dos 3 primeiros termos:
n² + 6n = 3² + 6.3 = 9 + 18 = 27
Calculando a soma dos 4 primeiros termos:
n² + 6n = 4² + 6.4 = 16 + 24 = 40
Logo, o quarto termo é 40 – 27 = 13
Resposta: B

Questão 2 (Banestes 2015). A senha de meu cofre é dada por uma sequência de seis números,
todos menores que 100, que obedece a determinada lógica. Esqueci o terceiro número dessa
sequência, mas lembro-me dos demais. São eles: {32, 27, __, 30, 38, 33}. Assim, qual o terceiro
número da sequência?
1. a) 35
2. b) 31
3. c) 34
4. d) 40
5. e) 28
Resolução:
Analisando a sequência, é possível verificar que o número 35 pode ser inserido na terceira
posição, utilizando a lógica:
Ora subtrai-se 5, ora soma-se 8…
Veja:
32 – 5 = 27
27 + 8 = 35
35 – 5 = 30
30 + 8 = 38
38 – 5 = 33
Resposta: A = 35

Questão 3 (IBGE 2016). Considere a sequência infinita IBGEGBIBGEGBIBGEG… A 2016ª e a 2017ª


letras dessa sequência são, respectivamente:
(A) BG;
(B) GE;
(C) EG;
(D) GB;
(E) BI.
Resolução:
Perceba que a sequência sempre repete as 6 letras IBGEGB.
10

Dividindo 2016 por 6:


2016/6 = 336
Daí, a sequência se repetirá 336 vezes até a posição 2016.
De onde concluímos que a letra B ocupa a posição 2016 e a letra I ocupa a posição 2017.
Resposta: E

Progressão aritmética
Conceito de Progressão Aritmética – PA
Chama-se Progressão Aritmética – PA – à toda sequência numérica cujos termos a partir do
segundo, são iguais ao anterior somado com um valor constante denominado razão.
Exemplos:
A = ( 1, 5, 9, 13, 17, 21, … ) razão = 4 (PA crescente)
B = ( 3, 12, 21, 30, 39, 48, … ) razão = 9 (PA crescente)
C = ( 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, … ) razão = 0 (PA constante)
D = ( 100, 90, 80, 70, 60, 50, … ) razão = -10 ( PA decrescente)
Termo Geral de uma PA
Seja a PA genérica (a1, a2, a3, … , an, …) de razão r.
De acordo com a definição podemos escrever:
a2 = a1 + 1.r
a3 = a2 + r = (a1 + r) + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = (a1 + 2r) + r = a1 + 3r
……………………………………………..
Podemos inferir (deduzir) das igualdades acima que: an = a1 + (n – 1) . r
A expressão an = a1 + (n – 1) . r é denominada termo geral da PA.
Nesta fórmula, temos que an é o termo de ordem n (n-ésimo termo) , r é a razão e a1 é o primeiro
termo da Progressão Aritmética – PA.
Exemplos:
Qual o milésimo número ímpar positivo?
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, … ) onde o primeiro termo a 1= 1, a razão r = 2 e queremos calcular o
milésimo termo a1000. Nestas condições, n = 1000 e poderemos escrever:
a1000 = a1 + (1000 – 1).2 = 1 + 999.2 = 1 + 1998 = 1999.
Portanto, 1999 é o milésimo número ímpar.
Qual o número de termos da PA: ( 100, 98, 96, … , 22) ?
Temos a1 = 100, r = 98 -100 = – 2 e an = 22 e desejamos calcular n.
Substituindo na fórmula do termo geral, fica: 22 = 100 + (n – 1). (- 2) ;
logo, 22 – 100 = – 2n + 2 e, 22 – 100 – 2 = – 2n de onde conclui-se que – 80 = – 2n ,
de onde vem n = 40.
Portanto, a PA possui 40 termos.
Através de um tratamento simples e conveniente da fórmula do termo geral de uma PA, podemos
generaliza-la da seguinte forma:
Sendo aj o termo de ordem j (j-ésimo termo) da PA e a k o termo de ordem k ( k-ésimo termo) da
PA, poderemos escrever a seguinte fórmula genérica:
aj = ak + (j – k).r
Exemplos:
Se numa PA o quinto termo é 30 e o vigésimo termo é 60, qual a razão?
Temos a5 = 30 e a20 = 60.
Pela fórmula anterior, poderemos escrever:
a20 = a5 + (20 – 5) . r e substituindo fica: 60 = 30 + (20 – 5).r ;
60 – 30 = 15r ; logo, r = 2.
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Numa PA de razão 5, o vigésimo termo vale 8. Qual o terceiro termo?


Temos r = 5, a20 = 8.
Logo, o termo procurado será: a3 = a20 + (3 – 20).5
a3 = 8 –17.5 = 8 – 85 = – 77.
Propriedades das Progressões Aritméticas
Numa PA, cada termo (a partir do segundo) é a média aritmética dos termos vizinhos deste.
Exemplo:
PA : ( m, n, r ) ; portanto, n = (m + r) / 2
Assim, se lhe apresentarem um problema de PA do tipo:
Três números estão em PA, … , a forma mais inteligente de resolver o problema é considerar que a
PA é do tipo:
(x – r, x, x + r), onde r é a razão da PA.
Numa PA, a soma dos termos equidistantes dos extremos é constante.
Exemplo:
PA : ( m, n, r, s, t); portanto, m + t = n + s = r + r = 2r
Estas propriedades facilitam sobremaneira a solução de problemas.
Soma dos n primeiros termos de uma PA
Seja a PA ( a1, a2, a3, …, an-1, an).
A soma dos n primeiros termos S n = a1 + a2 + a3 + … + an-1 + an , pode ser deduzida facilmente, da
aplicação da segunda propriedade acima.
Temos:
Sn = a1 + a2 + a3 + … + an-1 + an
É claro que também poderemos escrever a igualdade acima como:
Sn = an + an-1 + … + a3 + a2 + a1
Somando membro a membro estas duas igualdades, vem:
2. Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + … + (an + a1)
Logo, pela segunda propriedade acima, as n parcelas entre parênteses possuem o mesmo valor
(são iguais à soma dos termos extremos a 1 + an ) , de onde concluímos inevitavelmente que:
[Link] = (a1 + an).n , onde n é o número de termos da PA.
Daí então, vem finalmente que:

Exemplo:
Calcule a soma dos 200 primeiros números ímpares positivos.
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, … )
Precisamos conhecer o valor de a200 .
Mas, a200 = a1 + (200 – 1).r = 1 + 199.2 = 399
Logo, Sn = [(1 + 399). 200] / 2 = 40.000
Portanto, a soma dos duzentos primeiros números ímpares positivos é igual a 40000.
Exercícios resolvidos e propostos:
1 – Qual é o número mínimo de termos que se deve somar na P.A. (7/5 , 1 , 3/5 , … ) , a partir do
primeiro termo, para que a soma seja negativa?
*a) 9
b) 8
c) 7
d)6
e) 5
SOLUÇÃO:
Temos: a1 = 7/5 e r = 1 – 7/5 = 5/5 – 7/5 = -2/5, ou seja: r = -2/5.
Poderemos escrever então, para o n-ésimo termo an:
12

an = a1 + (n – 1).r = 7/5 + (n – 1).(-2/5)


an = 7/5 – 2n/5 + 2/5 = (7/5 + 2/5) –2n/5 = 9/5 –2n/5 = (9 – 2n)/5
A soma dos n primeiros termos, pela fórmula vista anteriormente será então:
Sn = (a1 + an). (n/2) = [(7/5) + (9 – 2n)/5].(n/2) = [(16 – 2n)/5].(n/2)
Sn = (16n – 2n2) / 10
Ora, nós queremos que a soma Sn seja negativa; logo, vem:
(16n – 2n2) / 10 < 0
Como o denominador é positivo, para que a fração acima seja negativa, o numerador deve ser
negativo. Logo, deveremos ter:
16n – 2n2 < 0
Portanto, n(16 – 2n ) < 0
Ora, como n é o número de termos, ele é um número inteiro e positivo. Portanto, para que o
produto acima seja negativo, deveremos ter:16 – 2n < 0, de onde vem 16 < 2n ou 2n > 16 ou n > 8.
Como n é um número inteiro positivo, deduzimos imediatamente que n = 9.
Portanto, a alternativa correta é a letra A.

2 – As medidas dos lados de um triângulo são expressas por x + 1, 2x , x 2 – 5 e estão em P.A. ,


nesta ordem. O perímetro do triângulo vale:
a) 8
b) 12
c) 15
*d) 24
e) 33
SOLUÇÃO:
Ora, se x + 1, 2x , x2 – 5 formam uma P.A. , podemos escrever:
2x – (x + 1) = (x2 – 5) – 2x
2x – x –1 + 5 – x2 + 2x = 0
3x + 4 – x2 = 0
Multiplicando por (-1) ambos os membros da igualdade acima, fica:
x2 – 3x – 4 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau acima encontraremos x = 4 ou x = – 1.
Assim, teremos:
x = 4: os termos da P.A . serão: x+1, 2x, x 2 – 5 ou substituindo o valor de x encontrado: 5, 8, 11, que
são as medidas dos lados do triângulo. Portanto, o perímetro do triângulo (soma das medidas dos
lados) será igual a 5+8+11 = 24.
O valor negativo de x não serve ao problema, já que levaria a valores negativos para os lados do
triângulo, o que é uma impossibilidade matemática, pois as medidas dos lados de um triângulo são
necessariamente positivas. Portanto, a alternativa correta é a letra D.

3 – UFBA – Um relógio que bate de hora em hora o número de vezes correspondente a cada hora,
baterá , de zero às 12 horas x vezes. Calcule o dobro da terça parte de x.
Resp: 60
SOLUÇÃO:
Teremos que:
0 hora o relógio baterá 12 vezes. (Você não acha que bateria 0 vezes, não é?).
1 hora o relógio baterá 1 vez
2 horas o relógio baterá 2 vezes
3 horas o relógio baterá 3 vezes
12 horas o relógio baterá 12 vezes.
Logo, teremos a seguinte seqüência:
13

(12, 1, 2, 3, 4, 5, … , 12)
A partir do segundo termo da seqüência acima, temos uma PA de 12 termos, cujo primeiro termo
é igual a 1, a razão é 1 e o último termo é 12.
Portanto, a soma dos termos desta PA será:
S = (1 + 12).(12/2) = 13.6 = 78
A soma procurada será igual ao resultado anterior (a PA em vermelho acima) mais as 12batidas da
zero hora. Logo, o número x será igual a x = 78 + 12 = 90.
Logo, o dobro da terça parte de x será: 2. (90/3) = 2.30 = 60, que é a resposta do problema
proposto.

4 – UFBA – Numa progressão aritmética, o primeiro termo é 1 e a soma do n-ésimo termo com o
número de termos é 2. Calcule a razão dessa progressão.
Resp: r = -1
SOLUÇÃO:
Temos: a1 = 1 e an + n = 2, onde an é o n-ésimo termo.
Fazendo n = 2, vem: a2 + 2 = 2, de onde vem imediatamente que a2 = 0.
Daí, r = a2 – a1 = 0 – 1 = -1, que é a resposta procurada.
5 – A soma dos múltiplos positivos de 8 formados por 3 algarismos é:
a) 64376
b) 12846
c) 21286
d) 112
*e) 61376
SOLUÇÃO:
Números com 3 algarismos: de 100 a 999.
Primeiro múltiplo de 8 maior do que 100 = 104 (que é igual a 8×13)
Maior múltiplo de 8 menor do que 999 = 992 (que é igual a 8×124)
Temos então a PA: (104, 112, 120, 128, 136, … , 992).
Da fórmula do termo geral an = a1 + (n – 1) . r poderemos escrever:
992 = 104 + (n – 1).8, já que a razão da PA é 8.
Daí vem: n = 112
Aplicando a fórmula da soma dos n primeiros termos de uma PA, teremos finalmente:
Sn = S112 = (104 + 992).(112/2) = 61376
A alternativa correta é portanto, a letra E.

6 – Determinar o centésimo termo da progressão aritmética na qual a soma do terceiro termo


com o sétimo é igual a 30 e a soma do quarto termo com o nono é igual a 60.
Resp: 965
SOLUÇÃO:
Podemos escrever:
a3 + a7 = 30
a4 + a9 = 60
Usando a fórmula do termo geral, poderemos escrever:
a1 + 2r + a1 + 6r = 30 ou 2.a1 + 8r = 30
a1 + 3r + a1 + 8r = 60 ou 2.a1 + 11r = 60
Subtraindo membro a membro as duas expressões em negrito, vem:
3r = 30 , de onde concluímos que a razão é igual a r = 10.
Substituindo numa das equações em negrito acima, vem:
2.a1 + 8.10 = 30, de onde tiramos a1 = – 25.
Logo, o centésimo termo será:
14

a100 = a1 + 99r = – 25 + 99.10 = 965


Progressão geométrica
Definição
Entenderemos por progressão geométrica –PG – como qualquer seqüência de números reais ou
complexos, onde cada termo a partir do segundo, é igual ao anterior, multiplicado por uma
constante denominadarazão.
Exemplos:
(1,2,4,8,16,32, … ) PG de razão 2
(5,5,5,5,5,5,5, … ) PG de razão 1
(100,50,25, … ) PG de razão ½
(2,-6,18,-54,162, …) PG de razão -3
Fórmula do termo geral
Seja a PG genérica: (a1, a2, a3, a4, … , a n, … ) , onde a1 é o primeiro termo, e an é o n-ésimo termo,
ou seja, o termo de ordem n. Sendo q a razão da PG, da definição podemos escrever:
a2 = a 1 . q
a3 = a2 . q = (a1 . q) . q = a1 . q2
a4 = a3 . q = (a1 . q2) . q = a1 . q3
…………………………………………
Infere-se (deduz-se) que: an = a1 . qn-1 , que é denominada fórmula do termo geral da PG.
Genericamente, poderemos escrever: aj = ak . qj-k
Exemplos:
a) Dada a PG (2,4,8,… ), pede-se calcular o décimo termo.
Temos: a1 = 2, q = 4/2 = 8/4 = … = 2. Para calcular o décimo termo, ou seja, a10, vem pela fórmula:
a10 = a1 . q9 = 2 . 29 = 2. 512 = 1024
b) Sabe-se que o quarto termo de uma PG crescente é igual a 20 e o oitavo termo é igual a 320.
Qual a razão desta PG?
Temos a4 = 20 e a8 = 320. Logo, podemos escrever: a8 = a4 . q8-4 . Daí, vem: 320 = 20.q4
Então q4 =16 e portanto q = 2.
Nota: Uma PG genérica de 3 termos, pode ser expressa como:
(x/q, x, xq), onde q é a razão da PG.

Propriedades principais
P1 – em toda PG, um termo é a média geométrica dos termos imediatamente anterior e posterior.
Exemplo: PG (A,B,C,D,E,F,G)
Temos então: B2 = A . C ; C2 = B . D ; D2 = C . E ; E2 = D . F etc.
P2 – o produto dos termos equidistantes dos extremos de uma PG é constante.
Exemplo: PG ( A,B,C,D,E,F,G)
Temos então: A . G = B . F = C . E = D . D = D2

Soma dos n primeiros termos de uma PG


Seja a PG (a1, a2, a3, a4, … , an , …) . Para o cálculo da soma dos n primeiros termos Sn , vamos
considerar o que segue:
Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + … + an-1 + an
Multiplicando ambos os membros pela razão q vem:
Sn . q = a1 . q + a2 .q + …. + an-1 . q + an .q .
Logo, conforme a definição de PG, podemos reescrever a expressão acima como:
Sn . q = a2 + a3 + … + an + an . q
Observe que a2 + a3 + … + an é igual a Sn – a1 . Logo, substituindo, vem:
15

Sn . q = Sn – a1 + an . q
Daí, simplificando convenientemente, chegaremos à seguinte fórmula da soma:

Se substituirmos a n = a1 . qn-1 , obteremos uma nova apresentação para a fórmula da soma, ou


seja:

Exemplo:
Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG (1,2,4,8,…). Temos:

Observe que neste caso a1 = 1.

Soma dos termos de uma PG decrescente e ilimitada


Considere uma PG ILIMITADA (infinitos termos) e decrescente. Nestas condições, podemos
considerar que no limite teremos an = 0. Substituindo na fórmula anterior, encontraremos:

Exemplo:
Resolva a equação: x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + … =100
Ora, o primeiro membro é uma PG de primeiro termo x e razão 1/2. Logo, substituindo na fórmula,
vem:

Daí, vem: x = 100 . 1/2 = 50

Exercícios resolvidos e propostos


6.1 – Se a soma dos três primeiros termos de uma PG decrescente é 39 e o seu produto é 729 ,
então sendo a, b e c os três primeiros termos , pede-se calcular o valor de a2 + b2 + c2.
Solução:
Sendo q a razão da PG, poderemos escrever a sua forma genérica: (x/q, x, xq).
Como o produto dos 3 termos vale 729, vem:
x/q . x . xq = 729 de onde concluímos que:
x3 = 729 = 36 = 33 . 33 = 93 , logo, x = 9.
Portanto a PG é do tipo: 9/q, 9, 9q
É dado que a soma dos 3 termos vale 39, logo:
9/q + 9 + 9q = 39 de onde vem: 9/q + 9q – 30 = 0
Multiplicando ambos os membros por q, fica:
9 + 9q2 – 30q = 0
Dividindo por 3 e ordenando, fica:
3q2 – 10q + 3 = 0, que é uma equação do segundo grau.
Resolvendo a equação do segundo grau acima encontraremos q = 3 ou q = 1/3.
Como é dito que a PG é decrescente, devemos considerar apenas o valor
q = 1/3, já que para q = 3, a PG seria crescente.
Portanto, a PG é:
9/q, 9, 9q, ou substituindo o valor de q vem: 27, 9, 3.
O problema pede a soma dos quadrados, logo:
16

a2 + b2 + c2 = 272 + 92 + 32 = 729 + 81 + 9 = 819

6.2 – Sabe-se que S = 9 + 99 + 999 + 9999 + … + 999…9 onde a última parcela contém n algarismos.
Nestas condições, o valor de 10n+1 – 9(S + n) é:
A)1
*B) 10
C) 100
D) -1
E) -10
Solução:
Observe que podemos escrever a soma S como:
S = (10 – 1) + (100 – 1) + (1000 – 1) + (10000 – 1) + … + (10 n – 1)
S = (10 – 1) + (102 – 1) + (103 – 1) + (104 – 1) + … + (10n – 1)
Como existem n parcelas, observe que o número (– 1) é somado n vezes,
resultando em n(-1) = – n.
Logo, poderemos escrever:
S = (10 + 102 + 103 + 104 + … + 10n ) – n
Vamos calcular a soma Sn = 10 + 102 + 103 + 104 + … + 10n , que é uma PG de primeiro termo a 1 =
10, razão q = 10 e último termo an = 10n . Teremos:
Sn = (an.q – a1) / (q –1) = (10n . 10 – 10) / (10 – 1) = (10n+1 – 10) / 9
Substituindo em S, vem:
S = [(10n+1 – 10) / 9] – n
Deseja-se calcular o valor de 10n+1 – 9(S + n)
Temos que S + n = [(10n+1 – 10) / 9] – n + n = (10n+1 – 10) / 9
Substituindo o valor de S + n encontrado acima, fica:
10n+1 – 9(S + n) = 10n+1 – 9(10n+1 – 10) / 9 = 10n+1 – (10n+1 – 10) = 10

6.3 – O limite da expressão onde x é positivo, quando o número de radicais


aumenta indefinidamente é igual a:
A)1/x
*B) x
C) 2x
D) n.x
E) 1978x
Solução:
Observe que a expressão dada pode ser escrita como:
x1/2. x1/4 . x1/8 . x1/16 . … = x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + …
O expoente é a soma dos termos de uma PG infinita de primeiro termo a 1 = 1 /2 e razão q = 1 /2.
Logo, a soma valerá: S = a1 / (1 – q) = (1 /2) / 1 – (1 /2) = 1
Então, x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + … = x1 = x

6.4 – UEFS – Os números que expressam os ângulos de um quadrilátero, estão em progressão


geométrica de razão 2. Um desses ângulos mede:
a) 28°
b) 32°
c) 36°
*d) 48°
e) 50°
Solução:
17

Seja x o menor ângulo interno do quadrilátero em questão. Como os ângulos estão em Progressão
Geométrica de razão 2, podemos escrever a PG de 4 termos:
( x, 2x, 4x, 8x ).
Ora, a soma dos ângulos internos de um quadrilátero vale 360º . Logo,
x + 2x + 4x + 8x = 360º
15.x = 360º
Portanto, x = 24º . Os ângulos do quadrilátero são, portanto: 24º, 48º, 96º e 192º.
O problema pede um dos ângulos. Logo, alternativa D.

Estruturas lógicas
O assunto estruturas lógicas se divide em:
Proposições lógicas
Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser expressa de forma afirmativa ou
negativa, na qual atribuímos um dos valores lógicos verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca para
ambas. Também conhecida por sentença fechada.
Ex.:
Paris é a capital da França – Sentença declarativa verdadeira, então damos o valor lógico (V)
5 é um número par – Sentença declarativa falsa, então damos o valor lógico (F)
5 + 5 = 11 – Sentença declarativa falsa, então damos o valor lógico (F)

As sentenças exclamativas, interrogativas, imperativas e abertas não são proposições:


Ex.:
Que prova fácil! – Sentença exclamativa
Para onde você está indo? – Sentença interrogativa
Entre no carro agora! – Sentença imperativas
Ele está nadando – Sentença aberta (sentença que não dá para identificar se é V ou F)
Princípios que dominam as preposições:
Princípio da identidade: Uma proposição verdadeira será sempre verdadeira e uma proposição
falsa será sempre falsa.
Princípio da não contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Princípio do terceiro excluído: uma proposição ou será verdadeira, ou será falsa, não há outra
possibilidade.
Temos proposição simples e composta:
Proposição simples:
É formada por apenas uma proposição e têm apenas os valores lógicos verdadeiro (V) e falso (F).
Proposição composta:
As proposições compostas são formadas por duas ou mais proposições simples que são ligadas
através de conectivos lógicos como “e” e “ou” por exemplo.
Ex.: Irei para a escola e ao teatro
Proposição simples 1= irei para a escola
Proposição simples 2= ao teatro
Proposição composta= Irei para a escola e ao teatro

Por causa dos conectivos conseguimos dar um valor lógico para a expressão.
As proposições compostas têm mais combinações de valores lógicos, pois dependerá da
quantidade de proposições simples que a compõe.
18

Para atribuirmos os valores lógicos de proposição composta, devemos construir uma tabela
verdade.

Tabela verdade: É uma tabela matemática usada no campo do raciocínio lógico, para verificar se
uma proposição composta é válida.

Para sabermos quantas linhas terá nossa tabela verdade é só pegar o algarismo 2 e elevá-lo ao
número de proposições simples.
Ex.: Duas proposições simples: 2² = 4
Três proposições simples: 2³ = 8

Tabela verdade
Tabela verdade é uma tabela matemática usada no campo do raciocínio lógico, para verificar se
uma proposição composta é válida.
Vamos agora aprender como se constrói uma tabela verdade.
Para sabermos quantas linhas terá nossa tabela verdade é só pegar o algarismo 2 e elevá-lo ao
número de proposições simples.
Ex.: Duas proposições simples: 2² = 4
Três proposições simples: 2³ = 8

Vamos construir as duas:

Tabela verdade com duas proposições


Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são duas, então:
2² = 4
Temos então 4 linhas nesta tabela verdade.

Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os valores lógicos verdadeiro
(V) e falso (F)
São 4 linhas, então 4/2 = 2 Ficará duas verdadeiras e duas falsas colocadas simultaneamente
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 2/2 = 1
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocadas alternadamente

Tabela verdade com três proposições


É o mesmo processo:
Algarismo 2 elevado ao número de proposições que sabemos que são três, então:
2³ = 8
Temos então 8 linhas nesta tabela verdade.
19

Na primeira coluna é só dividir o número de linhas por dois e colocar os valores lógicos verdadeiro
(V) e falso (F).
São 8 linhas, então 8/2 = 4 Ficará quatro verdadeiras e quatro falsas colocadas alternadamente
Na segunda coluna é só dividir o resultado da primeira por dois 4/2 = 2. Ficará duas verdadeiras e
duas falsas colocadas alternadamente
Na terceira coluna é só dividir o resultado da segunda por dois 2/2 = 1
Ficará uma verdadeira e uma falsa colocada alternadamente.

Conectivos lógicos
O conectivo lógico é um símbolo ou palavra que usamos para conectar duas ou mais proposições
para que elas sejam válidas, de modo que a proposição composta formada dependa apenas das
proposições que a originou. Por causa dos conectivos conseguimos dar um valor lógico para esta
proposição formada.

Negação (Conectivo ~ ou ¬)
Conectivo: “não”
Símbolo: ~ ou ¬
Esquema: ~p ou ¬p (não p)
Proposição p: O carro é amarelo
Proposição ~p: O carro não é amarelo
ou ~p : Não é verdade que o carro é amarelo
ou ~p : É falso que o carro é amarelo

Tabela verdade:
20

O carro é amarelo (p)


Uma proposição: 2¹ = 2

Conjunção (conectivo “e”)


Disjunção Exclusiva:
Conectivo “e” é denominado conjunção e seu símbolo é o acento circunflexo “^”
O esquema é p ^ q (p e q)
Será verdadeira somente se todas as proposições forem verdadeiras

Ex.:
Irei para a escola e ao teatro
p ^ q (p e q)

Tabela verdade:
Irei para a escola (p)
irei para ao teatro (q)
2 proposições = 2² = 4

A regra para conjunção é que a proposição resultante só será verdadeira se todas as proposições
simples forem verdadeiras

Conectivo “ou”, denominado disjunção cujo símbolo é a letra: v ou v


Temos dois tipos de disjunção, a disjunção inclusiva e a disjunção exclusiva.

Disjunção inclusiva
Símbolo “v”
Conectivo “ou”
Esquema: p v q (p ou q)

Ex.: Como ou bebo


Embora tenha usado o conectivo ou, nada me impede de fazer as duas coisas, ou seja, significa
uma inclusão.

Tabela verdade
Proposição 1: como
Proposição 2: bebo
Tem duas proposições: 2² = 4
21

A proposição só será falsa se todas as proposições simples forem falsas

Disjunção exclusiva
Símbolo “v”
Conectivo “ou…ou”
Esquema: p v q (p ou q)

Ex.: Ou como ou bebo


Com a repetição do conectivo ou, ele exclui a possibilidade de fazer as duas coisas, ou seja,
significa uma exclusão.

Tabela verdade
Proposição 1: Ou como
Proposição 2: Ou bebo
Tem duas proposições: 2² = 4

A proposição só será verdadeira se uma das proposições simples for “F” (não ocorrer) e a outra
“V” (ocorrer), independentemente da ordem. Não pode acontecer “V” (ocorre) ou “F” (não
ocorrer) nos dois casos, caso aconteça a proposição resultante desta operação será falsa.

Então, a diferença principal entre as duas disjunções é:

Disjunção inclusiva: Pode ocorrer uma ação ou ambas.


Disjunção exclusiva: Pode ocorrer somente uma ação.

Condicional (conectivo “se…então”)


Símbolo “→”
Conectivo “se…então”
Esquema: p → q (se p então q)

Ele dá uma condição para que a outra proposição exista

Ex.: Se nasci em Minas Gerais, então sou mineiro

Tabela verdade:
22

Proposição 1: se nasci em Minas Gerais


Proposição 2: então sou mineiro
Tem duas proposições: 2² = 4

A condicional só será falsa se a proposição antecedente for verdadeira e a proposição


consequente for falsa.

Bicondicional (conectivo “…se e somente se…” )


Símbolo “↔”
Conectivo “…se e somente se…”
Esquema: p ↔ q (p se somente se q)
As proposições são equivalentes, ou seja, para ser verdadeira, ambas proposições têm que ser
verdadeira ou ambas têm que ser falsa.

Tabela verdade:
Proposição 1: Pedro é enfermeiro
Proposição 2: Márcia é médica

Lê-se: Pedro é enfermeiro se e somente se Márcia é médica

Tem duas proposições: 2² = 4

Tautologia, Contradição e Contingência


Classificação das proposições compostas:
Proposição composta são proposição que tem duas ou mais proposições simples
Tautologia
Contradição
Contingência

Tautologia:
Na lógica proposicional, a tautologia é uma proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro para

A proposição (p ou não p) ficando assim, p ∨ (~p)


todas as variadas proposições.
23

Onde:
Usa-se o conectivo “ou”
Símbolo: v lê-se “ou”
p: proposição p
~p: proposição não p

A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V(verdadeiro).
A tautologia normalmente é uma disjunção inclusiva.

Contradição:
Contradição é uma proposição cujo valor lógico é sempre falso, ou seja, ao contrário da tautologia
A proposição (p e não p) ficando assim, p Λ (~p)
Onde:
Usa-se o conectivo “e”
Símbolo: Λ lê-se “e”
p: proposição p
~p: proposição não p

A proposição p Λ (~p) é uma contradição, pois o seu valor lógico será sempre F (falso).
A contradição normalmente é uma conjunção.

Contingência
Contingência é uma proposição cujo valor lógico pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, não é nem
uma tautologia e nem uma contradição, é uma proposição indeterminada.
A proposição (se p então ~p) ficando assim, p →(~p)
Onde:
Usa-se o conectivo “se…então”
Símbolo:→
p: proposição p
~p: proposição não p

A proposição p →(~p) é uma contingência, pois seu valor lógico pode ser verdadeiro (V) ou falso
(F).
24

A contingência normalmente é uma condicional. A maioria das proposições compostas são


contingências.

É muito pedido em provas que você identifique qual proposição


é uma tautologia e é muito raro pedir para você identificar se é uma contradição ou
contingência.

QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Água Santa – RS
Define-se por contradição a operação lógica que assume como valores falsos (F) para quaisquer
valores das proposições componentes. Sendo assim, assinale a alternativa que contém um caso de
contradição.
A p ^ ~p
B p ^ ~q
Cpvq
Dp^q
Epvq

QUESTÃO 2
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRA-PR
Sejam P1, P2 e C duas premissas e a conclusão, respectivamente, julgue o item acerca da lógica da

O argumento P1 ∧ P2 → C a seguir é uma tautologia.


argumentação e dos diagramas lógicos.

P1: Nem estudou, nem passou; P2: Estudou ou passou; C: Estudou se, e somente se, passou.
Certo
Errado

QUESTÃO 3
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-ES
Considere a seguinte proposição: “Neste concurso, Pedro será aprovado ou não será aprovado.”.
Analisando segundo a lógica, essa afirmação é um exemplo claro de
A contradição.
B equivalência.
C redundância.
D repetição.
E tautologia.

QUESTÃO 4
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS
Trata-se de um exemplo de tautologia a proposição:
A Se dois é par então é verão em Gramado.
B É verão em Gramado ou não é verão em Gramado.
C Maria é alta ou Pedro é alto.
D É verão em Gramado se e somente se Maria é alta.
E Maria não é alta e Pedro não é alto.

QUESTÃO 5
25

Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Gramado – RS


Trata-se de um exemplo de contradição a proposição:
A Dois é um número par e ímpar.
B Gramado é uma cidade bonita se e somente se faz frio.
C Maria é alta e Pedro é baixo.
D Se dois é um número par então Maria é alta.
E Se Pedro é baixo então Maria é alta.

QUESTÃO 6
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: UERGS
Trata-se de uma tautologia a proposição apresentada na alternativa:
A Chove e faz frio.
B Pedro estuda ou não estuda na Uergs.
C Se é verão então faz calor.
D Maria é alta e gosta de estudar.
E Jorge estuda ou joga futebol.

QUESTÃO 7
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Sapucaia do Sul – RS
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de contradição.
A Maria é estudiosa.
B Pedro não é inteligente.
C Dez é um número primo.
D Dois é um número par.
E O elefante vive no zoológico.

QUESTÃO 8
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santa Cecília do Sul – RS
Das alternativas abaixo, assinale a que indica uma tautologia.
A p v (~p)
B p ^ (~p)T
C p –> q
Dpvq
Ep^q

QUESTÃO 9
Ano: 2018 Banca: Gestão Concurso Órgão: EMATER-MG
Considere a proposição simples p. É uma tautologia a proposição composta descrita em
Apᴧ~p
Bp→~p
Cp↔~p
D ~ (p ᴧ ~ p)

QUESTÃO 10
Ano: 2017 Banca: IADES Órgão: CRF – DF

A p ∧ v.
Assinale a alternativa que apresenta uma tautologia.

B p ∨ p.
C p ∧ ~p.
D p ∨ q → p ∧ q.
26

E p ∨ ~p.

RESPOSTAS DAS QUESTÕES


RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 CERTO
RESPOSTA DA QUESTÃO 3 LETRA E
RESPOSTA DA QUESTÃO 4 LETRA B
RESPOSTA DA QUESTÃO 5 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 6 LETRA B
RESPOSTA DA QUESTÃO 7 LETRA C
RESPOSTA DA QUESTÃO 8 LETRA A
RESPOSTA DA QUESTÃO 9 LETRA D
RESPOSTA DA QUESTÃO 10 LETRA E

Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e


conclusões

Lógica da argumentação
A lógica é como pensamos sobre o que sabemos, ou pelo menos, achamos que sabemos.
A argumentação é como usamos nosso raciocínio para tentar convencer alguém sobre algo que
acreditamos estar correto. Esta argumentação para fazer sentido tem que estar baseado em
informações disponíveis e preferencialmente sobre dados corretos.
A lógica de Argumentação é a proposição (premissas) do raciocínio lógico, ou seja, é baseada no
que pode ser verdadeiro ou falso. Estas premissas têm uma explicação lógica para que possamos
concluir algo.

Analogias
Este raciocínio faz comparações (semelhanças) entre casos conhecidos com desconhecidos.
Ela defende que existe alguma semelhança entre as proposições.
É uma premissa parcial que nos leva a uma outra premissa que nos deve dar informações para que
cheguemos a uma conclusão. Estas premissas têm que ser verdadeiras.
Exemplos:
Todos os animais são irracionais
Todas os coelhos são animais
Conclusão: todas os coelhos são irracionais

QUESTÃO DE CONCURSO
Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUNPRESP-EXE

Acerca dos argumentos racionais, julgue o item a seguir.


No diálogo a seguir, a resposta de B é fundamentada em um raciocínio por analogia.
A: O que eu faço para ser rico assim como você?
B: Como você sabe, eu não nasci rico. Eu alcancei o padrão de vida que tenho hoje trabalhando
muito duro. Logo, você também conseguirá ter esse padrão de vida trabalhando muito duro.
Certo
Errado
Como vimos anteriormente o raciocínio por analogia faz comparações (semelhanças) entre casos
conhecidos com desconhecidos.
27

No raciocínio por analogia, comparamos uma situação conhecida com uma desconhecida. A
analogia é utilizada para “concluir” algo a partir de uma situação anterior. Agora analisando a
questão, temos:
A: O que eu faço para ser rico assim como você?
B: Como você sabe, eu não nasci rico. Eu alcancei o padrão de vida que tenho hoje trabalhando
muito duro.
Conclusão: Logo, você também conseguirá ter esse padrão de vida trabalhando muito duro.
Podemos ver que A não é rico e B não nasceu rico, mas B trabalhou muito duro para ser rico.
Usando o raciocínio por analogia chegamos a conclusão que se A trabalhar muito duro ficará rico
como B.
RESPOSTA DA QUESTÃO: CORRETO

Inferências:
Inferência é a ação de inferir, ou seja, deduzir algo tirando uma conclusão. É um método que parte
de uma ou mais premissas para achar novas proposições. Se a inferência for válida, significa que a
nova proposição foi
Inferência: é o processo a partir de uma ou mais premissas se chegar a novas proposições. Quando
a inferência é dada como válida, significa que a nova proposição pode ser utilizada em outras
inferências.
Partindo de algumas hipóteses podemos inferir uma conclusão.
Silogismo: É fundamental para a inferência. É uma maneira de deduzir que é formada por duas
premissas (proposições) e uma conclusão. Você chega a uma conclusão através da dedução de
informações contidas nas duas premissas.
Nem todas as inferências oferecem conclusões verdadeiras.
Por exemplo: Podemos afirmar que todos as zebras são animais de quatro patas, mas não se pode
inferir que todos os animais de quatro patas são zebras.
Quanto mais características tenha a premissa, maior é a chance de inferir corretamente.
Se perguntarem para você qual é o animal de quatro patas que tem listras, você poderá inferir
com uma margem maior de acerto que pode ser uma zebra.

Regras de inferências

Modus Ponens (MP) Modus Tollens (MT)

1ª premissa: p → q 1ª premissa: p → q
2ª premissa: p (1ª premissa é 2ª premissa: ~q (negando
verdadeira) a 2ª premissa)
Conclusão: q Conclusão: ~p

Ex.: Ex.:
Se eu não tiver aula, eu vou ao Se eu não tiver aula, eu
cinema vou ao cinema
Se eu não tiver aula (premissa Eu não fui ao cinema
verdadeira) (negando a premissa)
28

Conclusão: logo, eu vou ao Conclusão: logo, eu tive


cinema aula

Deduções e conclusões
Existem dois processos de raciocínio:
Dedução
A dedução parte de uma certeza (uma premissa universal) para poder chegar a uma conclusão, ou
seja, ela vai do todo a uma parte. Ela parte de algo abrangente para descobrir uma verdade
particular. Ele tem mais segurança na conclusão por que usa premissas já aceita pelas pessoas.
Ex.:
Pedro é natural de Belo Horizonte
Belo Horizonte é uma cidade de Minas Gerais
Quem nasce em Minas Gerais é mineiro
Logo, Pedro é mineiro
Indução
É o oposto da dedução, pois parte de casos particulares, buscando semelhanças entre eles para se
definir uma premissa universal, ou seja, ela vai da parte ao todo.
Ex.: O cão da Maria tem rabo
O cão do João tem rabo
O cão do Pedro tem rabo
Todo cão é um animal
Logo, todo animal tem rabo
Conclusão
É uma proposição que tem a resposta final da inferência que foi baseada nas premissas dadas.
Normalmente ela começa com as expressões logo, por isso, portanto….

Equivalência e implicação lógica


Implicação Lógica
Relembrando a operação lógica da condicional p→q (lê-se: se p então q)
Você está lembrado quando estudamos as proposições condicionais e utilizamos o símbolo → ?
Vamos recordar!
Na condicional p→q, p é chamado de antecedente e q é o consequente. O símbolo “→” é
chamado símbolo de implicação. Note que, neste caso, p e q são proposições simples.
O símbolo → representa uma operação matemática entre as proposições p e q que tem como
resultado a proposição p → q, como valor lógico V ou F.
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta que só admite valor lógico
falso no caso em que a proposição p é verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas
demais situações.
O valor lógico da condicional de duas proposições é definido pela seguinte tabela-verdade:
29

Vamos rever esta operação lógica por meio de uma situação:


Suponha que um determinado pai faz a seguinte promessa para seu filho: “Se fizer sol amanhã,
então viajaremos para a praia”.
Há 4 possibilidades:
1. Fez sol e viajaram para a praia.
2. Fez sol e não viajaram para a praia.
3. Não fez sol e viajaram para a praia.
4. Não fez sol e não viajaram para a praia.

Compare cada uma destas possibilidades levantadas anteriormente com os valores lógicos
colocados na tabela e responda a seguinte pergunta:
Em qual das possibilidades a situação foi descumprida?
Não é difícil concluir que na possibilidade 2, a situação foi descumprida. Você deve estar se
perguntando sobre a possibilidade 3. Afinal, se não fez sol, como viajaram para a praia? Parece
estranho, não? Na verdade, temos que tomar um certo cuidado, o pai só disse o que fariam se
fizesse sol, mas não disse o que fariam se não fizesse sol. Esta é razão da condicional na linha 3 ser
logicamente verdadeira. Temos que ter muita atenção, especialmente nesta parte. Esta é a parte
que as pessoas, em geral, apresentam mais dificuldades de compreensão. Por este motivo vamos
discutir um pouco mais sobre o assunto.
Utilizamos com frequência sentenças condicionais, como: “Se hoje chover, então vou ficar em
casa”. Vamos ver as quatro possibilidades para esta situação:
1. Choveu e fiquei em casa.
2. Choveu e não fiquei em casa.
3. Não choveu e fiquei em casa.
4. Não choveu e não fiquei em casa.

Caro aluno, é importantíssimo que você aprenda que na lógica matemática não nos preocupamos
com qualquer relação de causa e efeito entre o antecedente e o consequente de uma implicação.
30

O que há é uma relação entre os valores lógicos. Neste exemplo, ficou claro para você que na
possibilidade 2, a situação foi descumprida; isto é, “choveu e não fiquei em casa”? É provável que
você tenha dúvidas com relação à possibilidade 3. Afinal, se não choveu, como fiquei em casa?
Voltamos a dizer, sendo o antecedente (p) logicamente falso, não importa o valor lógico do
consequente (q), pois o valor lógico da condicional será sempre verdadeiro!
Desta forma, releia o conceito:
A proposição condicional “se p então q” é uma proposição composta que só admite valor lógico
falso no caso em que a proposição p é verdadeira e a proposição q é falsa, sendo verdade nas
demais situações.
E qual é a importância da implicação?
O conceito de implicação é essencial para os diversos campos do conhecimento. Como exemplo,
podemos citar as implicações lógicas de um discurso que remete a explicação ou demonstração de
argumentos, e isto não é restrito à Matemática. É comum aparecerem declarações do tipo:
“Sempre que isto ocorre, e, é verdadeiro, implica que aquilo também é verdadeiro”. Pense nas
diversas áreas, tais como: Medicina, Direito, Engenharia, Educação, Propaganda e Marketing,
Processamento de Dados e tantas outras áreas, que utilizam inúmeras implicações. Enfim vivemos
imersos em um mundo de implicações lógicas! Pense a este respeito.

teoremas que constituem as teorias matemáticas. Um teorema é uma proposição do tipo p ⇒ q,


A implicação é muito importante na linguagem matemática porque aparece sistematicamente nos

do que provar que a proposição p ⇒ q é verdadeira e sendo p verdadeira, por hipótese, implica
onde p é uma proposição verdadeira na teoria em questão. Demonstrar um teorema não é mais

é o antecedente da implicação p ⇒q. A proposição q, que é o consequente da implicação, é


dizer que q é também verdadeira. Num teorema é comum chamarmos a proposição p de hipótese,

denominada de tese. As demonstrações de teoremas são essenciais para o desenvolvimento de


habilidades e competências relacionadas à experimentação, observação e percepção, realização
de conjecturas, desenvolvimento de argumentações convincentes, entre outras.

aparecem dois símbolos matemáticos → e ⇒. Vamos diferenciá-los?


O símbolo P⇒ Q (P implica Q) representa a implicação lógica. Observe neste conceito que

Diferenciação dos símbolos → e ⇒


1. O símbolo → (p → q) Lê-se: se p….. então q representa uma operação matemática
entre as proposições p e q que tem como resultado a proposição p → q, com valor
lógico V ou F.
31

2. O símbolo ⇒ ( P⇒ Q) Lê-se: P implica Q representa a não ocorrência de VF na


tabela-verdade de P → Q, ou ainda que o valor lógico da condicional P → Q será
sempre V, ou então que P → Q é uma tautologia.
Você já deve ter se familiarizado com o primeiro (símbolo →), pois fizemos uso dele em vários

(verdadeiro ou falso), já o segundo (símbolo ⇒) passaremos a ver agora com mais detalhes. Tenha
exemplos envolvendo a operação lógica da condicional em que podíamos fazer um julgamento

sempre em mente que o símbolo ⇒ representa uma implicação, cuja condicional será sempre
tautológica, isto é, será sempre logicamente verdadeira. Vamos agora ver alguns exemplos e
verificar a implicação lógica indicada em cada caso.
Exemplos:

Vamos comprovar isto para o 1ª exemplo dado. p ^ q ⇒ p


Considere a situação:
p: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil.
q: A taxa de desemprego cairá nos próximos três anos.
p ^ q: Marina Silva vencerá as eleições para a Presidência do Brasil e a taxa de desemprego cairá
nos próximos três anos.
Vamos agora verificar como ficam os possíveis valores lógicos das proposições:

Relembrando: Você está lembrado que a proposição composta da conjunção p ^ q (p e q)


somente será verdadeira quando as proposições p e q forem verdadeiras.

também, logo dizemos que p ^ q implica p e, tem a seguinte notação: p ^ q ⇒ p. E mais, se você
Perceba que quando p ^ q é verdadeira (1ª possibilidade, veja o quadro acima), p é verdadeira

fizer a condicional (p ^ q) → p, ela será sempre verdadeira, ou seja uma tautologia.

2º exemplo: p ⇒ q → p Vamos verificar esta implicação.

lógica ( P implica uma proposição Q, indica-se por P ⇒ Q), é que sempre que temos um
Atenção: A intenção aqui, caro aluno, é que você perceba que o ponto fundamental da implicação

antecedente verdadeiro, teremos um consequente verdadeiro também.


32

Vamos verificar se “p” de fato implica a proposição composta “q → p” (p ⇒ q → p)


Atenção: A proposição condicional q→p (lê-se: “se q então p”) é uma proposição composta que só
admite valor lógico falso no caso em que a proposição q é verdadeira e a proposição p é falsa,
sendo verdade nas demais situações. (veja a 3ª coluna da tabela seguinte)

p ⇒ q → p, pois o condicional p→ (q→p) é tautológica.

que p implica a proposição composta q → p. (p ⇒ q → p)


Perceba que quando p é verdadeira (1ª e 2ª colunas), q→p é verdadeira também, logo dizemos

Vamos agora mostrar as implicações no 3º e 4º exemplos.

3º exemplo: p Λ q ⇒ p v q

Caro aluno, não se assuste com o tamanho das tabelas-verdade. Você deve organizar as colunas, e
para iniciar, atribua todos os valores lógicos possíveis para as proposições simples p e q. (são
quatro situações; isto é, são quatro linhas).
Para compreender a tabela acima, você deverá retomar as operações da conjunção e disjunção,
além, obviamente, da condicional.
Observe que na 3ª coluna (p Λ q), temos uma conjunção, e que ela é logicamente verdadeira
apenas quando as proposições simples p e q são ambas verdadeiras, e logicamente falsas nas
demais situações.
Observe que na 4ª coluna (p v q), temos uma disjunção, e que ela é logicamente falsa apenas
quando as proposições simples p e q são ambas falsas, e logicamente verdadeiras nas demais
situações. Até aqui, tudo bem? Se ficou claro, então vamos entender melhor a 5ª coluna.
Na 5ª e última coluna, temos a condicional (p Λ q) → (p v q) logicamente verdadeira para todas as

Podemos verificar a implicação p Λ q ⇒ p v q, por meio da condicional (p Λ q) → (p v q), pois,


situações, pois a condicional só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente falso.

neste exemplo, ela é sempre verdadeira e, portanto, tautológica. Você também pode verificar a
implicação dada observando que quando a proposição p Λ q é verdadeira, temos que p v q,
também, é verdadeira (1ª linha). Logo, está verificada a implicação dada.

4º exemplo: p ⇒ p v q
33

Neste 4º exemplo, também verificamos a implicação p ⇒ p v q , pois a condicional p → (p v q) é


tautológica.
Observe que quando a proposição p é verdadeira, temos que p v q, também, é verdadeira (1ª e 2ª
linhas). Logo, está verificada a implicação dada.
Observação O fato de dizer que uma proposição P implica uma proposição Q, não garante dizer o
caminho inverso, isto é, que Q também implica P.
Abaixo estudaremos as situações que envolvem o caminho de ida e de volta quando consideramos
as implicações. Neste caso chamaremos de equivalências lógicas.
Equivalência Lógica
implicação lógica (P implica uma proposição Q, indica-se por P ⇒ Q), é que sempre que temos um
Caro aluno, estudamos as implicações lógicas e foi enfatizado que o ponto fundamental da

antecedente verdadeiro, teremos um consequente verdadeiro também. Está lembrado? Vimos


também que se uma proposição P implica uma proposição Q, não garante dizer o caminho
inverso, isto é, que Q também implica P. Neste capítulo trataremos de ver as situações que
envolvem o caminho de ida e de volta quando consideramos as implicações. Estas implicações são
denominadas de equivalências lógicas.
Conceito:

(indica-se pela notação P ⇔ Q – o símbolo ⇔ é uma forma abreviada de dizer que duas
Diz-se que uma proposição composta P é logicamente equivalente a uma proposição composta Q

proposições são logicamente equivalentes) quando, as tabelas verdade destas duas proposições
compostas são idênticas. De outra forma, podemos dizer que as proposições P e Q são

equivalentes, se a bicondicional P Q for uma tautologia.


E para iniciar este estudo das equivalências lógicas, considere as seguintes proposições:
1. Não vi ninguém.
2. Vi alguém.
Na primeira proposição temos uma dupla negação, logo se “não vi ninguém” (dupla negação),
então “vi alguém”.(afirmação) Podemos concluir que estas proposições são equivalentes. Desta
forma, tenha cuidado ao usar “não vi ninguém” com o sentido de pessoa alguma foi vista. Isto é
lógico para você?
Podemos construir uma tabela-verdade e colocar todos os valores lógicos possíveis. Vamos ver
como ficam?
Para esta construção, considere p: vi alguém
34

Perceba que a última coluna da tabela-verdade é a bicondicional e ela é sempre verdadeira, e


portanto tautológica.
Os valores lógicos de p e ~(~p) são idênticos. Desta forma, podemos concluir que estas
proposições são logicamente equivalentes. E também são equivalentes as proposições compostas
p→~(~p) e ~(~p) → p, e esta equivalência expressa a lei da dupla negação.
Podemos indicar estas equivalências da seguinte forma:

Vamos trabalhar esta noção de equivalência por meio de alguns outros exemplos:
1º Exemplo: Veja as seguintes sentenças:
 Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha.
 Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado.
Parece intuitivo que sejam logicamente equivalentes?
É verdade, pois possuem o mesmo “conteúdo lógico”.
Vamos analisar melhor esta situação, utilizando agora os conceitos da Lógica Matemática. E para
isto, considere as proposições:
p: Hoje é sábado.
q: Hoje é dia de pegar um cineminha.
Vamos verificar como ficam os possíveis valores lógicos na tabela-verdade para cada sentença
dada inicialmente:
 Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q)

Você lembra que a condicional p→q será logicamente falsa apenas quando o antecedente (p) é
verdadeiro e o consequente (q) é falso? Veja a possibilidade 2. (2ª linha da tabela)
Vamos agora para a segunda sentença. E para isto, considere as proposições p e q e suas negações
~p e ~q
35

Se você observar atentamente as tabelas, facilmente perceberá que as últimas colunas das
tabelas, que são das proposições condicionais (p→q) e (~q→~p), são idênticas. Desta forma,
podemos concluir que há aqui uma equivalência lógica. Assim sendo, as sentenças I e II, são
equivalentes:
I -Se hoje é sábado, então hoje é dia de pegar um cineminha. (p→q)
II -Se hoje não é dia de pegar um cineminha, então hoje não é sábado. (~q→~p)

(p→q) ⇔ (~q→~p) (Esta equivalência é denominada de Contrapositiva da condicional dada.)


Simbolicamente representamos esta equivalência da seguinte maneira:

Releia o conceito inicial de equivalência lógica e observe que:


(p→q) corresponde a proposição composta
P (~q→~p) corresponde a proposição composta Q
É importante que você valorize aquilo que temos estudado dentro da Lógica Matemática, pois
certamente a fundamentação teórica é importante para o entendimento de situações, inclusive as

Vamos ver mais alguns exemplos de equivalência entre proposições (P ⇔ Q). Nosso objetivo é que
do nosso cotidiano.

você entenda a construção das tabelas-verdade como um instrumento importante de verificação


das equivalências lógicas, pois sempre que os valores lógicos das proposições P e Q forem
idênticos, elas serão equivalentes.
2º Exemplo: Vamos para o seguinte enunciado:

p∧q⇔q∧p.
Verificar a equivalência das proposições a seguir:

p ∧ q corresponde a proposição composta P.


observação:

q ∧ p corresponde a proposição composta Q.


Vamos recorrer à tabela-verdade e colocar os valores lógicos de cada proposição.
36

Perceba que neste caso, as colunas das proposições “p ∧ q” e “q ∧ p” são idênticas, logo são
equivalentes, e sendo equivalentes, a coluna da bicondicional tem sempre valores lógicos
verdadeiros, e portanto a bicondicional é considerada tautológica.
Uma aplicação bastante interessante de equivalência lógica entre as proposições condicionais e as
proposições com o conectivo “ou” (disjunção) é:

em proposição com o conectivo “ou” (disjunção), pois são equivalentes. (p→q) ⇔ (~p v q ).
3º Exemplo: Neste 3º exemplo, verificaremos uma transformação de uma proposição condicional

Achou estranha esta equivalência? Podemos compreendê-la, utilizando a tabela-verdade. Para


que não fiquemos trabalhando apenas com letras e para que não vejamos este tópico com
estranheza e distância, vamos buscar uma solução para o enunciado abaixo:
Enunciado: Transforme, através da equivalência por disjunção, a proposição condicional “Se
estudo, passo no teste”.
Veja que inicialmente temos as seguintes proposições:
p: estudo
q: passo no teste
A proposição dada no enunciado é a proposição composta que podemos representar

Veja, se utilizarmos a equivalência citada anteriormente (p→q) ⇔ ( ~p v q), podemos escrever:


matematicamente por p→q e a pedida é ( ~p v q ).

A proposição condicional “Se estudo, passo no teste” (p→q) é logicamente equivalente a


proposição com o conectivo “ou” (disjunção) “Não estudo ou passo no teste” (~p v q)
Vamos verificar esta equivalência, por meio da tabela-verdade.

Observe que os valores lógicos das proposições “p→q” e “~p v q” são idênticos.
Resumindo
Vale destacar que toda equivalência é uma implicação lógica por natureza. Diferentemente, a
implicação não se trata necessariamente de uma equivalência lógica. Podemos então dizer que
toda equivalência é uma implicação lógica, mas nem toda implicação é uma equivalência lógica.

Leis de Morgan
Raciocínio Lógico Leis de Morgan
Leis de Morgan

Negar proposição com conectivos ∧ (e) ou ∨ (ou)


Leis de Morgan – Negativa de uma proposição composta

~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q
~(P∨Q) ≡ ~P ∧ ~Q

Para aplicar as regras:

Inverter os conectivos (∧→∨ e ∨→∧)


Negar as proposições

Exemplo
Negar a proposição: “Pedro não sofreu acidente de trabalho ou Pedro está aposentado”
P: Pedro não sofreu acidente de trabalho
37

Conectivo: ∨ (ou)
Q: Pedro está aposentado

Afirmativa: P∨Q

Lei de Morgan: ~P ∧ ~Q
Negação: ~(P∨Q)

Conectivo: ∧ (e)
~P: Pedro sofreu acidente de trabalho

~Q: Pedro não está aposentado

Logo: “Pedro sofreu acidente de trabalho e Pedro não está aposentado”

Negar proposição com conectivo → (se…então…)

~(P→Q) ≡ P ∧ ~Q

Para aplicar as regras:


Substituir o conectivo → pelo conectivo∧
Negar a segunda parte da proposição

Exemplo
Negar a proposição: “Se você faz dieta, então você emagrece”

P: você faz dieta


Conectivo: → (se…então…)
Q: você emagrece

Afirmativa: P→Q

Lei de Morgan: P ∧ ~Q
Negação: ~(P→Q)

Conectivo: ∧ (e)
P: Você faz dieta

~Q: você não emagrece

Logo: “Você faz dieta e não emagrece”

Questões comentadas
FUNCAB – MDA – 2014 – Administrador de Dados
Determine a negação da proposição “Lívia é estudiosa e Marcos decora”.
Lívia é estudiosa ou Marcos decora
Lívia não é estudiosa e Marcos decora.
Lívia não é estudiosa ou Marcos decora.
Lívia não é estudiosa ou Marcos não decora.
Marcos não decora e Lívia é estudiosa.

Comentário:
Quebrando a sentença em P e Q:
P: Lívia é estudiosa
38

Conectivo: ∧ (e)

Aplicando a lei de Morgan: ~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q


Q: Marcos decora

Conectivo: ∨ (ou)
~P: Lívia não é estudiosa

~Q: Marcos não decora


Logo: Lívia não é estudiosa ou Marcos não decora
Gabarito: D

FCC – TJ / AP – 2014 – Técnico Judiciário / Área Judiciária e Administrativa


Vou à academia todos os dias da semana e corro três dias na semana. Uma afirmação que
corresponde à negação lógica da afirmação anterior é
Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.
Vou à academia quase todos os dias da semana e corro dois dias na semana.
Nunca vou à academia durante a semana e nunca corro durante a semana.
Não vou à academia todos os dias da semana e não corro três dias na semana.
Se vou todos os dias à academia, então corro três dias na semana.

Comentário:
Quebrando a sentença em P e Q:

Conectivo: ∧ (e)
P: Vou à academia todos os dias da semana

Aplicando a lei de Morgan: ~(P∧Q) ≡ ~P ∨ ~Q


Q: Corro três dias na semana

Conectivo: ∨ (ou)
~P: Não vou à academia todos os dias da semana

~Q: Não corro três dias na semana


Logo: Não vou à academia todos os dias da semana ou não corro três dias na semana.
Gabarito: A

Diagramas lógicos – Diagrama de Venn


As questões de raciocínio lógico que usam os diagramas utilizam os quantificadores:
Todo/ qualquer
Existe/ pelo menos um/ algum
Nenhum
Eles são muito utilizados em questões que todos fazem algo ou somente alguns fazem ou nenhum
fazem ou fazem os dois.
Por exemplo uma reunião de condomínio que irão decidir sobre duas propostas (A e B). Eles
podem concordar com as duas propostas (todo), com somente uma das propostas (alguns) ou com
nenhuma das propostas (nenhum).
Com o diagrama de Venn fica mais fácil visualizar a situação:
39

Vou explicar melhor cada um destes quantificadores:

Todo/ qualquer
Exemplo:
Todo mineiro gosta de queijo
Dois conjuntos: mineiro e gosta de queijo
João gosta de queijo

Diagrama:

João faz parte do conjunto que gosta de queijo e não de mineiro, pois não se especificou se ele era
mineiro ou não.
Não tem como afirmar que ele é mineiro, mas se especificar que ele é mineiro ele passaria para o
outro conjunto (de mineiro).
Obs.: todos que estão no conjunto de mineiro (menor) faz parte do conjunto que gosta de queijo
(maior), mas nem todos que estão no conjunto que gosta de queijo faz parte do conjunto de
mineiro.

Existe/ pelo menos um/ algum


Exemplo:
Existem casas azuis
Dois conjuntos: o de casas e as de cor azul
Diagrama:
40

Eu sei que existem casas azuis, mas não posso garantir que não exista casa amarela ou verde. A
intersecção dos dois contos garante que ali só tem casa azul.

Nenhum
Exemplo:
Nenhum estudante gosta de matemática
Diagrama:

Se alguém gosta de matemática, ele não é estudante. Como os conjuntos não se conectam, não
pode ter nenhum estudante que gosta de matemática.

Vamos analisar questões de concursos:


QUESTÃO 1
Ano: 2017 Banca: FGV Órgão: IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor
Na assembleia de um condomínio, duas questões independentes foram colocadas em votação
para aprovação. Dos 200 condôminos presentes, 125 votaram a favor da primeira questão, 110
Não houve votos em branco ou anulados.
O número de condôminos que votaram a favor das duas questões foi:
A 80;
B 75;
C 70;
D 65;
E 60.
Vamos usar o diagrama de Venn:
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A pergunta é: Quantos condôminos votaram a favor das duas questões?


É muito simples:
200 (número de condôminos) – 45 (contra as duas) = 155
125 + 110 = 235 -155 = 80
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
QUESTÃO 2
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CREFONO-5° Região
Em uma academia de artes marciais que tem 288 alunos, 172 alunos praticam judô, 93 alunos
praticam caratê e 25% dos alunos praticam ambas as modalidades.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item.
É correto afirmar que 96 alunos não praticam nenhuma das duas modalidades.
Certo
Errado
Vamos resolver:
Diagrama de Venn

Vamos calcular 25% de 288 usando a regra de três simples:


288 ———– 100%
x————— 25%
100X = 288 x 25
100X = 7.200
X = 7.200/ 100
X = 72
O diagrama então fica assim:
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Agora muito importante o cálculo para não errar.


Agora sabendo que 72 alunos praticam as duas modalidades (intersecção), temos que saber
quantos alunos praticam somente judô e caratê
Somente Judô: 172-72 = 100
Somente Caratê: 93 – 72 = 21
Vamos ao diagrama novamente:

Agora é só calcular a união dos conjuntos e saberemos quantos praticam judô e caratê:
100 + 72 + 21 = 193 alunos praticam judô, caratê ou ambas.

Ele pergunta: É correto afirmar que 96 alunos não praticam nenhuma das duas modalidades.

Ele quer saber se tem 96 alunos que não praticam nenhuma das modalidades.
288 (número se alunos) – 193 (pratica pelo menos uma modalidade) = 95 , ou seja,
95 alunos não praticam nenhuma das duas modalidades e a afirmativa seria 96 então:
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 ERRADO

Princípios de contagem
O princípio fundamental da contagem nos diz que sempre devemos multiplicar os números de
opções entre as escolhas que podemos fazer. Por exemplo, para montar um computador, temos 3
diferentes tipos de monitores, 4 tipos de teclados, 2 tipos de impressora e 3 tipos de “CPU”. Para
saber o número de diferentes possibilidades de computadores que podem ser montados com
essas peças, somente multiplicamos as opções:
3 x 4 x 2 x 3 = 72
Então, têm-se 72 possibilidades de configurações diferentes.
Um problema que ocorre é quando aparece a palavra “ou”, como na questão:
Quantos pratos diferentes podem ser solicitados por um cliente de restaurante, tendo disponível 3
tipos de arroz, 2 de feijão, 3 de macarrão, 2 tipos de cervejas e 3 tipos de refrigerante, sendo que
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o cliente não pode pedir cerveja e refrigerante ao mesmo tempo, e que ele obrigatoriamente
tenha de escolher uma opção de cada alimento?
A resolução é simples: 3 x 2 x 3 = 18, somente pela comida. Como o cliente não pode pedir cerveja
e refrigerantes juntos, não podemos multiplicar as opções de refrigerante pelas opções de cerveja.
O que devemos fazer aqui é apenas somar essas possibilidades:
(3 x 2 x 3) x (2 + 3) = 90
Resposta para o problema: existem 90 possibilidades de pratos que podem ser montados com as
comidas e bebidas disponíveis.
Outro exemplo:
No sistema brasileiro de placas de carro, cada placa é formada por três letras e quatro algarismos.
Quantas placas onde o número formado pelos algarismos seja par, podem ser formadas?
Primeiro, temos de saber que existem 26 letras. Segundo, para que o número formado seja par,
teremos de limitar o ultimo algarismo à um número par. Depois, basta multiplicar.
26 x 26 x 26 = 17.576 -> parte das letras
10 x 10 x 10 x 5 = 5.000 -> parte dos algarismos, note que na última casa temos apenas 5
possibilidades, pois queremos um número par (0 , 2 , 4 , 6 , 8).
Agora é só multiplicar as partes: 17.576 x 5.000 = 87.880.000
Resposta para a questão: existem 87.880.000 placas onde a parte dos algarismos formem um
número par.

PROBABILIDADE
INTRODUÇÃO
Em um jogo, dois dados são lançados simultaneamente, somando-se, em seguida, os pontos
obtidos na face superior de cada um deles. Ganha quem acertar a soma desses pontos. Antes de
apostar, vamos analisar todos os possíveis resultados que podem ocorrer em cada soma.
Indicando os números da face superior dos dados pelo par ordenado (a, b), onde a é o número do
primeiro dado e b o número do segundo, temos as seguintes situações possíveis:
a + b = 2, no caso (1, 1);
a + b = 3, nos casos (1, 2) e (2, 1);
a + b = 4, nos casos (1, 3), (2, 2) e (3,1);
a + b = 5, nos casos (1,4), (2,3), (3, 2) e (4, 1)
a + b = 6, nos casos (1, 5), (2, 4), (3, 3), (4,2) e (5, 1);
a + b = 7, nos casos (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4,3), (5, 2) e (6, 1);
a + b = 8, nos casos (2, 6), (3, 5), (4, 4), (5, 3) e (6, 2);
a + b = 9, nos casos (3, 6), (4, 5), (5, 4) e (6,3);
a + b = 10, nos casos (4, 6), (5, 5) e (6, 4);a + b = 11, nos casos (5, 6) e (6,5);
a + b = 12, no caso (6, 6).
É evidente que, antes de lançar os dois dados, não podemos prever o resultado “soma dos pontos
obtidos”; porém, nossa chance de vencer será maior se apostarmos em a + b = 7, pois essa soma
pode ocorre de seis maneiras diferentes.
Situações como essa, onde podemos estimar as chances de ocorrer um determinado evento, são
estudas pela teoria das probabilidades. Essa teoria, criada a partir dos “jogos de azar”, é hoje um
instrumento muito valioso e utilizado por profissionais de diversas áreas, tais como economistas,
administradores e biólogos.
ESPAÇO AMOSTRAL
Um experimento que pode apresentar resultados diferentes, quando repetido nas mesmas
condições, é chamado experimento aleatório.
Chamamos Espaço Amostral ao conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento
aleatório. Dizemos que um espaço amostral é equiprovável quando seus elementos têm a mesma
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chance de ocorrer. No exemplo acima temos, como espaço amostral 36 possibilidades, para a
ocorrência de quaisquer eventos.
No exemplo de uma moeda lançando-se para cima, a leitura da face superior pode apresentar o
resultado “cara” (K) ou “coroa” (C). Trata-se de um experimento aleatório, tendo cada resultado a
mesma chance de ocorrer.
Neste caso, indicando o espaço amostral por S1 e por n(S1) o número de seus elementos, temos:
S1 = {K, C} e n(S1) = 2
Se a moeda fosse lançada duas vezes, teríamos os seguintes resultados: (K, K),(K, C), (C, K), (C, C).
Neste caso, indicando o espaço amostral por S2 e por n(S2) o número de seus elementos, temos:
S2 = {(K, K), (K, C), (C, K), (C, C)} e n(S2) = 4
Chama-se evento a qualquer subconjunto de um espaço amostral. Considerando o lançamento de
um dado e a leitura dos pontos da face superior, temos o espaço amostral:
S= {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(S) = 6
Um exemplo que podemos elucidar de evento é “ocorrência de número par”. Indicando esse
evento por A, temos:
A = {2, 4, 6} e n(A) = 3
PROBABILIDADE DE OCORRER UM EVENTO
Ainda levando-se em consideração o exemplo acima, “ocorrência de número par”,no lançamento
de um dado, teremos:
P(A)=n(A)/n(S)= 3/6 = 1/2
Conclui-se que a probabilidade de o evento “ocorrência de número par” ocorrer é 50% ou ½. Isto
quer dizer que ao lançarmos um dado ao acaso teremos 50% de chance de obter um número par,
na face do dado.
Voltando ao nosso primeiro exemplo, onde num jogo, ganha quem conseguir a soma das faces.
Vimos que a probabilidade de ocorrer o número 7 era maior, pois tínhamos diversas maneiras de
ocorrer. Chamaremos o evento “ocorrência da soma 7” entre os dois dados, de E:
n(E) = 6;
n(S) = 36.
portanto:
P(E) = n(E)/n(S) =6/36= 1/6
temos então que 16,7% é a probabilidade do evento ocorrer.
Exercícios Resolvidos
R1) Qual a probabilidade do número da placa de um carro ser um número par?
Resolução: Para o número da placa de uma carro ser um número par, devemos ter um número par
no algarismo das unidades, logo o espaço amostral (S) e o evento (E)serão:
S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} Þ n(S) = 10
E = {2, 4, 6, 8, 0} Þ n(E) = 5
Portanto a Probabilidade de ocorrer o referido evento será:
P(E) = n(E)/n(S) =5/10 =1/2
Resposta: 50% ou ½
R2) O número da chapa de um carro é par. A probabilidade de o algarismo das unidades ser zero é:
a )1/10
b )1/2
c )4/9
d )5/9
e )1/5
Resolução:
Se a placa de um carro é um número par, então, independentemente do número de algarismos
que tenha a placa o algarismo das unidades será, necessariamente, um número par.
O espaço amostral, neste caso:
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S = {2, 4, 6, 8, 0} Þ n(S) = 5
O evento é “ocorrência do zero”, logo só podemos ter ocupando o último algarismo o número
zero:
E = {0} Þ n(E) = 1
P(E) = n(E)/n(S) = 1/5
Resposta: 20% ou 1/5
PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS
Consideremos dois eventos A e B de um mesmo espaço amostral S.
A probabilidade da união de dois eventos A e B é igual à soma das probabilidades desses eventos,
menos a probabilidade da intersecção de A com B.”
Neste caso, ainda, os eventos são ditos Eventos Independentes.

Operações com conjuntos


União de conjuntos: AUB é formado por todos os elementos que pertence ao conjunto A e
conjunto B

A= {1,2,3,4,5} e B={ 4,5,6,7,8} AUB={1,2,3,4,5,6,7,8}

Intersecção de conjuntos: A∩B é formada pelos elementos que se repetem nos conjuntos.

A= {1,2,3,4,5} e B={ 4,5,6,7,8} A∩B={4,5}

Propriedades da União e intersecção


Dados três conjuntos A. B e C teremos as seguintes propriedades:
Propriedade distributiva
A∩(BUC)=(A∩B)U(A∩C)
AU(B∩C)=)AUB) ∩(AUC)
Propriedade associativa
(AUB)U C=AU(BUC)
(A∩B) ∩C=A∩(B∩C)
Propriedade Comutativa
AUB=BUA
A∩B=B∩A
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Diferença de conjunto: A-B é formada por todos os elementos de A menos os elementos iguais de
B

A= {1,2,3,4,5} e B={ 4,5,6,7,8} A-B={1,2,3}

Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos,


geométricos e matriciais.
Além dos conhecimentos de raciocínio lógico que você deve ter como tabela verdade, diagramas
de Venn, conectivos, estruturas lógicas dentre outros, você deve ter conhecimento sobre
aritmética (números), geometria e matrizes.
Faremos então várias questões de concurso que envolve estes conhecimentos.

Raciocínio lógico: Problemas aritméticos


Para resolver problemas aritméticos de raciocínio lógico é necessário o conhecimento de
aritmética, ou seja, operações com números, ou seja, operações de adição, subtração,
multiplicação, divisão, frações, múltiplos e divisores e números pares e ímpares.

QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2015 Banca: IDECAN Órgão: PRODEB
Sabe‐se que 100 celulares foram testados e verificou ‐se que 40 aparelhos apresentavam
problemas na bateria, 28 apresentavam problemas no display e 35 não apresentavam nenhum
desses dois tipos de problemas. O número de aparelhos que apresentavam problemas na bateria e
no display é:
A 3.
B 5.
C 7.
D 9.
SOLUÇÃO:
Número de celulares: 100
Problemas na bateria: 40
Problemas no display: 28
Celular sem problemas: 35
100 (total dos celulares) – 35 (celulares sem problema)
= 65 celulares com problema.
Vamos agora somar os celulares que tem problema:
40 (Problemas na bateria) + 28 (Problemas no display)= 68
Então,
68 (celulares com problemas) – 65 (com um ou outro problema) = 3 celulares tem os dois
problemas.
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA A
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QUESTÃO 2
Ano: 2017 Banca: Quadrix Órgão: CRF – AL
Lia e Ana são amigas e suas idades são 20 e 26 anos, respectivamente. Daqui a quantos anos a
soma de suas idades será igual a 100 anos?
A Em 27 anos.
B Em 34 anos.
C Em 46 anos.
D Em 54 anos.
E Em 56 anos.
SOLUÇÃO:
Primeiro soma as idades: 20 + 26 = 46
Segundo subtrai este valor de 100 = 100 – 46 = 54
Agora é só dividir o resultado por 2 = 54 / 2 = 27
RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA A

Raciocínio lógico: Problemas geométricos


Para resolver problemas geométricos de raciocínio lógico é necessário o conhecimento de
geometria básica.

QUESTÃO DE CONCURSO
QUESTÃO 1
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: FUNAPE
Toda a população adulta de 2.120.000 habitantes de um país será vacinada contra determinado
vírus. O governo do país comprou 6 m3 da vacina. A dose de vacina é de 1,5 mL, e cada habitante
adulto tem que receber duas doses. Sabendo que 1 mL corresponde à 1 cm3, no programa de
vacinação de adultos descrito,
A sobrarão 120 mil doses de vacina.
B faltarão 12 mil doses de vacina.
C sobrarão 60 mil doses de vacina.
D faltarão 240 mil doses de vacina.
E faltarão 120 mil doses de vacina.
SOLUÇÃO:
População (número de pessoas a serem vacinadas) = 2.120.000 habitantes
Vacina comprada (disponível) = 6 m3
Cada dose = 1,5 ml
Cada 1 ml corresponde a 1 cm3
Habitante tem que receber duas doses = 1,5 x 2 = 3 cm3
Vamos converter a quantidade comprada para cm3:
1 m3 = 1.000.000 cm3 logo
6 m3 = 6.000.000 cm3
6.000.000 (cm3 comprado) dividido por 3 (cm3 dose por habitante) = 2.000,000
Então 2.000.000 de pessoas serão vacinadas
Logo;
2.120.000 (habitantes totais) – 2.000.000 (habitantes vacinados) = 120.000
Então faltarão 120.000 habitantes a serem vacinados
Como cada habitante recebem duas doses: 120.000 x 2 = 240.000
Faltarão então 240.000 doses da vacina para atender a todos
RESPOSTA LETRA D
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Raciocínio lógico: Problemas matriciais


Para resolver problemas matriciais de raciocínio lógico é necessário o conhecimento de matrizes.

QUESTÕES DE CONCURSOS
QUESTÃO 1
Ano: 2010 Banca: UFMT Órgão: Prefeitura de Cuiabá – MT
Em cada um dos quatro dias de desfile de carnaval, a temperatura foi medida em graus Celsius, no
meio da multidão, em três momentos distintos. Cada elemento aij da matriz A abaixo corresponde
à medida da temperatura no momento i do dia j.

Qual foi, respectivamente, o momento e o dia em que se registrou a maior temperatura durante
os desfiles?

A 2.º e 4.º
B 2.º e 2.º
C 3.º e 2.º
D 3.º e 4.º
SOLUÇÃO
Maior temperatura é 40,3 que fica na linha 2 e coluna 2 a2×2
RESPOSTA DA QUESTÃO 1 LETRA B

QUESTÃO 2
Ano: 2014 Banca: IDECAN Órgão: Prefeitura de Ubatuba – SP
Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas das décadas de 60, 70 e 80, cujos
números de músicas de cada década são sempre iguais conforme indicado a seguir: ⚫ Programa
A: cinco canções da década de 60, três da década de 70 e quatro da década de 80; e, ⚫ Programa
B: oito canções da década de 60, duas da década de 70 e sete da década de 80. Considere que nos
dois primeiros meses a partir das estreias desses programas os mesmos foram apresentados várias
vezes: ⚫ 1º mês: 50 programas A e 20 programas B; e, ⚫ 2º mês: 30 programas A e 40 programas
B. A matriz que representa a quantidade de músicas exibidas nos dois meses considerados é
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SOLUÇÃO:
ENUNCIADO: Uma rádio apresenta dois programas com músicas antigas das décadas de 60, 70 e
80, cujos números de músicas de cada década são sempre iguais conforme indicado a seguir:
Programa A: cinco canções da década de 60, três da década de 70 e quatro da década de 80;
Programa B: oito canções da década de 60, duas da década de 70 e sete da década de 80.
Montando uma matriz:

Considere que nos dois primeiros meses a partir das estreias desses programas os mesmos foram
apresentados várias vezes:
1º mês: 50 programas A e 20 programas B; e,
2º mês: 30 programas A e 40 programas B.
Montando agora outra matriz:
50

RESPOSTA DA QUESTÃO 2 LETRA C

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