Urinálise
Prof. Esp. Helton Resende da Silva
MBA – Gestão em Saúde – UNIP-SP
CRBM – 1590 / 3ª Região
COLHEITA DE AMOSTRA
• PRIMEIRA MICÇÃO DA MANHÃ
• VOLUME : 50 – 100 mL
• USAR FRASCOS LIMPOS E LIVRES DE RESTOS DE
LÍQUIDOS
• HOMENS: EVITAR CONTAMINAÇÃO – DISPENSAR
O 1º JATO
• MULHERES - HIGIENE ÍNTIMA
• CRIANÇAS - COLETOR
COLHEITA DE AMOSTRA
CUIDADOS COM A URINA
CUIDADOS COM A URINA
CUIDADOS COM A URINA
• GUARDAR NO REFRIGERADOR
• EVITAR O CRESCIMENTO BACTERIANO
URINA DE 24 HORAS
• COLETAR EM FRASCOS LIMPOS DE VIDRO OU
PLÁSTICOS
• COLETAR TODO O VOLUME NAS 24H
• DESPREZAR A 1ª MICÇÃO – COLETAR O RESTANTE
• VOLUME IMPORTANTE ENTRA NO CÁLCULO DA PT
• OBSERVAR TIPO DE EXAME E AMOSTRA BIOLÓGICA
• PT E EAS
Elementos Anormais e
Sedimentoscopia
• Conceito
• Objetivos
• Características Físicas
• Características Químicas
• Estudo Microscópico do Sedimento
EAS
OBJETIVOS:
• Avaliação da função renal.
• Afecção do trato urinário.
• Diagnóstico e avaliação da eficácia do
tratamento.
EAS
Características Físicas
• Volume
• Cor
• Aspecto
• Odor
• pH
• Densidade
EAS
VOLUME
• Adulto - 1000 a 2000mL
• Volume diurno/noturno
• Oligúria - menos de 50mL
• Poliúria - maior 2000mL
EAS
COR
• Amarelo-citrino
• Urocromo/urobilina
• Incolor – ingestão de água
• Castanho – icterícias
• Vermelho – presença de hemácias
• Verde – infecção por Pseudomonas
EAS
ASPECTO
• Reação – ácida, translúcida
• Turvação – precipitação de cristais
ODOR
• Urina odor – presença de ácidos voláteis
• Amoniacal – hidrólise bacteriana da
uréia
EAS
EAS
pH
• Acidez urinária – concentração de íons hidrogênio
• Mudança de pH – dietas
EAS
DENSIDADE
• Concentração de soluto presente na urina – varia
inversamente ao volume
• Normal – 1014 a 1025
EAS
EAS
EAS
Características Químicas
Glicose
Albumina (proteína)
Acetona
Sais biliares
Hemoglobina / Hemácia
Nitrito
EAS
EAS
EAS
EAS
EAS
100 x 400 x
EAS
Modo de uso:
– Centrifugar a urina por 5 minutos a 1.500 rpm;
– Misturar adequadamente 10ml da amostra de urina em um tubo cônico.
– Eliminar 9ml do liquido sobrenadante;
– Homogeneizar o precipitado para suspensão dos sedimentos urinários;
– Coletar uma pequena quantidade do sedimento com o auxilio de uma pipeta Pasteur e preencher o poço disponível da lâmina;
– Com uma ampliação de 100x pesquise os campos com os 18 círculos;
– Ler a 400x de engrandecimento um circulo por vez e determine o número médio de elementos por círculo;
– Multiplicar por 1000 o número de elementos encontrados nos 9 círculos, não havendo necessidade de ler os 18 círculos…
– O Valor indica o número de elementos celulares presentes em 1ml de urina.
EAS
EAS
EAS
GLICOSE
Glicosúria – glicose na urina
Melitúria - qualquer açúcar na urina
Significado clínico da glicosúria
Diabetes melito
Reabsorção tubular deficiente
EAS
GLICOSE
• Provas de identificação
Testes com tiras reativas (glicose –oxidase) –
positiva somente para a glicose
Prova de Benedict (redução do íon cúprico a
cuproso) – positiva para todos os açúcares
encontrados na urina menos sacarose
Outros açúcares : REAÇÃO DE BIAL- (cloridrato
de orcinol) - positivo para pentose
Tiras reativas
(glicose –oxidase)
Glicose-oxidase CLINITEST INTERPRETAÇÃO
Positivo Positivo Presença de glicose
Positivo (+) Negativo Pequena qtde. glicose
Positivo (4+) Negativo Interferência de
agentes oxidantes
Negativo Positivo Presença de outra
substância redutora
que não a glicose
EAS
GLICOSE
• Glicosúria sem hiperglicemia
• Glicosúria da gravidez e Síndrome de Falcone
• Glicosúria com hiperglicemia
• Diabetes melito e enfarto do miocárdio
EAS
ALBUMINA
Quantidades insignificantes
eliminadas não são detectadas na
urina normal
Condições patológicas: albuminúria
– pode oscilar 200mg até 50g / L
EAS
ALBUMINA
Interpretação do grau de Albuminúria:
Traços < 0,5 g / L
(+) 1,0 g / L
(++) até 3 g / L
(+++) de 5 – 10 g / L
(++++) superior a 10 g / L
EAS
ACETONA
Diabetes – deficiência do metabolismo da glicose
Acúmulo de aceto-acetil-coenzima A
Principal estímulo: restrição de carboidratos da
dieta
Excesso de acetona – acidose metabólica
Método de Rothera (nitroprussiato de sódio +
sulfato de amônia)
EAS
SAIS BILIARES
Urobilina e seus cromógenos
(urobilinogênio)
Prova de Ehrlich
Casos de urobilinúria aumentada: icterícia
hemolítica, cirrose hepática
EAS
HEMOGLOBINA / HEMÁCIAS
Fita – normalmente detecta hemoglobina.
A distinção entre hemoglobinúria e
hematúria só pode ser feita pelo exame
microscópico
EAS
NITRITO
Diagnóstico precoce de infecções da bexiga
Detecção de infecções do T. Urinário
Avaliar a terapia com antibióticos
Detectar periodicamente infecções recorrentes
EAS
NITRITO
Reação de Greiss – redução de nitrato a
nitrito
ESTUDO MICROSCÓPICO
DO SEDIMENTO
SEDIMENTOSCOPIA
• Células Epiteliais
• Leucócitos ou Piócitos
• Hemácias
• Cristais
• Cilindros
ESTUDO MICROSCÓPICO DO
SEDIMENTO
CÉLULAS EPITELIAIS
São úteis como índice possível de contaminação por
secreções vaginais na mulher e pelo prepúcio em
homens.
Células Epiteliais
Leucócitos ou Piócitos
Podem vir de qualquer parte do T. Urinário
Somente a inclusão de piócitos em cilindros
pode ser considerada como indício de sua
origem renal
O achado de inúmeros leucócitos constitui um
indicador razoavelmente bom de infecção
urinária, embora relatos indiquem resultado
falso-positivo.
Leucócitos ou Piócitos
Hemácias
Em condições normais, o número de hemácias no
sedimento NÃO deve exceder 2 ou 3 por campo.
A distinção entre hemoglobinúria e hematúria só
pode ser feita pelo exame microscópico.
Em geral seu aparecimento está relacionado à
presença de cálculos renais, glomerulonefrite e
tumores.
Hemácias
Causas de erro:
Fita negativa e presença de hemácias no sedimento:
CAUSAS:
hemólise devido a urina alcalina;
falta de homogeneização da amostra antes de realizar o teste
Hemácias
Cristais
São formados pela precipitação de sais na urina.
Seu aparecimento deve-se à elevada concentração das
substâncias que os formam.
CRISTAIS DE URINA ÁCIDA: urato amorfos, cistina, ácido
úrico, bilirrubina, oxalato de cálcio etc.
CRISTAIS DE URINA ALCALINA: fosfatos amorfos, fosfato
triplo, carbonato de cálcio etc.
Urina Ácida - Cristais
Ácido Úrico
Urina Ácida - Cristais
Uratos amorfos
Oxalato de cálcio
Urina Alcalina - Cristais
Fosfato Triplo
Biurato de amônia
Cristais Anormais
A maioria dos cristais anormais tem forma
característica, sendo também encontrados em urina
ácida ou neutra.
Os mais importantes são:
Tirosina e Leucina casos graves de hepatite
Bilirrubina hepatopatias graves
Cistina erro metabólico (não é absorvida no rim)
Colesterol raros
Cilindros
• São aglomerados proteicos que adquirem
forma dos túbulos renais onde são formados.
• Sua presença sugere um nefropatia e possível
processo urológico.
Tipos de Cilindros
• HIALINOS:
Possuem o mesmo significado da albuminúria e podem aparecer
em pequenas quantidades. Seu número pode aumentar depois
do esforço físico.
• GRANULOSOS:
São sempre patológicos e indicam descamação e lesão tubular.
Aparecem na urina de pacientes com doenças renais, como
nefrose necrótica.
Tipos de Cilindros
• CÉREOS:
Geralmente largos e de prognóstico mais grave .
Correspondem a distúrbios degenerativos profundos e
avançados dos túbulos.
• HEMÁTICOS:
Resultantes da aderência de hemácias à superfície de
cilindros hialinos. Refletem hemorragia glomerular.
Tipos de Cilindros
• LEUCOCITÁRIOS:
São constituídos basicamente por leucócitos, piócitos e
bactérias. São característicos da pielonefrite.
• CELULARES:
Constituídos por células descamativas do epitélio.
CILINDROS
Cilindros Granulosos (Finos)
CILINDROS
Cilindros Granulosos (Largos)
CILINDROS
Cilindros Hemáticos
CILINDROS
Cilindro Piocitário
Cilindros Céreos
SEDIMENTOSCOPIA - outros
Espermatozoides
Leveduras
URINA DE 24 HORAS
• Os testes realizados tem a finalidade de avaliar a
função renal.
• Através desses exames é possível medir a rapidez
com que os rins retiram uma substância do sangue
(depuração) ou se o paciente é portador de
insuficiência renal.
TESTES REALIZADOS
EM URINA DE 24 HORAS
• PROTEÍNA
• CREATININA
• CLEARENCE DE CREATININA / URÉIA
• CÁLCIO
• ÁCIDO ÚRICO
Proteínas
• Amostra: Urina de 24 horas
• Método: Folin e Denis
• Reagentes: HCl 1,5% e Ác. Sulfossalicílico 3%
• Valores de Referência: 15 a 150 mg/24 horas ou 0,02 - 0,15 g / 24 horas
• CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):
Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas OU Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas
100 100000
• Patologias associadas: glomerulonefrite, síndrome nefrótica e
nefropatias tóxicas
Creatinina na Urina
• Amostra: Urina de 24 horas
• Método: Jaffé mod.
• Reagentes: Tungístico, Pícrico e Sol. Alcalina
• Valores de Referência: Homens: 21 – 26 mg/kg/24 h
Mulheres: 16 – 22 mg/kg/24 h
• CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):
Creatinina Urina = Abs x Fator Fator = 50_____
Abs Padrão
Clearence (Depuração)
de Creatinina / Uréia
• Mede a rapidez (vol/24 horas) com que os rins são
capazes de retirar uma substância filtrável do
sangue (taxa de filtração glomerular - TFG);
• A depuração da uréia é utilizada também na
avaliação da taxa de filtração glomerular;
entretanto a creatinina é mais usada, pois
independe da ingestão de proteínas na alimentação
e não é afetada pelo volume urinário;
Clearence (Depuração)
de Creatinina / Uréia
• Amostra: Urina de 24 horas
• Método: Jaffé mod.
• Reagentes: Tungstico, Pícrico e Sol. Alcalina
• Valores de Referência: Homens: mg/kg/24 horas
Mulheres: mg/kg/24 horas
• CÁLCULO (Resultado expresso em mL/min/24 horas):
Depuração da Creatinina = Cr. Urina x vol x 1,73
Cr. Soro x 1440 x Sup. Corporal
Clearence (Depuração)
de Creatinina / Uréia
• CÁLCULO (Resultado expresso em mL/min/24 horas):
Depuração da Creatinina = Cr. Urina x vol x 1,73
Cr. Soro x 1440 x Sup. Corporal
• A superfície corporal é calculada por meio de um
nomograma, a partir da altura e peso do paciente
• Patologias associadas: glomerulonefrite, IRA, IRC...
Cálcio
• Amostra: Urina de 24 horas
• Método: DOLES Reagentes: HCl p.a. e reagente de cor
• Valores de Referência: 50 a 150 mg/24 horas
• Nas dietas ricas em cálcio, pode chegar até 300 mg/24
horas
• CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):
Cálcio = Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas
100
• Principais patologias: mieloma múltiplo, carcinoma, litíase
Ácido Úrico
• Amostra: Urina de 24 horas
• Método: DOLES
• Reagentes: Bicromato de Potássio e Bicarbonato de
Sódio
• Valores de Referência: 250 a 750 mg/24 horas
• CÁLCULO (Resultado expresso em mg/24 horas):
Ácido Úrico = Abs x Fator x Vol (mL) 24 horas
100
• Principais patologias: gota...
Questionamentos mais comuns:
• A menstruação interfere no exame de urina?
Sim, pois o sangue menstrual pode misturar-se a urina. O ideal é
fazê-lo fora do período menstrual. Mas, se for urgente, lave a
vulva e coloque tampão vaginal imediatamente antes de colher
a urina.
Questionamentos mais comuns:
• A urina precisa ser a primeira da manhã?
Não. Pode ser colhida em qualquer horário. Sempre
que possível fique pelo menos 4 horas sem urinar
antes de colher a amostra para exame. Para
exames comuns (EAS)- e cultura, (necessita ser
colhido em frasco estéril. É preciso colher jato
médio; para outros exames a amostra poderá ser
diferente.
Questionamentos mais comuns:
• Cremes e óvulos vaginais interferem no exame de
urina?
Não, mas para não misturar esses medicamentos
na amostra introduza um tampão vaginal e faça
assepsia antes de colher.
Questionamentos mais comuns:
• Remédios interferem em exames laboratoriais?
• Alguns, sim. Antibióticos, anti-inflamatórios e
aspirina, por exemplo, alteram os testes de
coagulação do sangue.
• Antes do exame informe todos medicamentos que
esteja tomando.
Questionamentos mais comuns:
• O fumo interfere ?
• As alterações provocadas são lentas. Ao que se
saiba fumar horas antes de colher sangue altera
apenas a curva glicêmica (usada no rastreamento
de diabetes) e os testes de agregação
plaquetárias.
Questionamentos mais comuns:
• Pode-se fazer exame de sangue gripado, resfriado ou
com febre?
• Apenas se os exames destinam-se ao estudo das
sintomas relatados. Salvo orientação médica exames
de rotina devem ser feitos com o paciente em seus
estado normal.