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Literatura e Sociedade na Primeira República

"Literatura como Missão" analisa o papel da literatura brasileira na Primeira República, destacando como escritores representaram as realidades sociais e contribuíram para a identidade cultural do país. O livro explora correntes literárias da época e o engajamento dos escritores em debates sociais e políticos, além de abordar o contexto histórico que influenciou sua produção. A obra oferece uma visão abrangente da relação entre literatura, sociedade e política, evidenciando os escritores como agentes de transformação.

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Literatura e Sociedade na Primeira República

"Literatura como Missão" analisa o papel da literatura brasileira na Primeira República, destacando como escritores representaram as realidades sociais e contribuíram para a identidade cultural do país. O livro explora correntes literárias da época e o engajamento dos escritores em debates sociais e políticos, além de abordar o contexto histórico que influenciou sua produção. A obra oferece uma visão abrangente da relação entre literatura, sociedade e política, evidenciando os escritores como agentes de transformação.

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"Literatura como Missão" é uma obra que analisa o papel da literatura brasileira

durante a Primeira República (1889-1930), período marcado por profundas


transformações sociais, políticas e culturais no Brasil. Escrito por Boris
Schnaiderman e Nicolai Sevcenko, o livro explora como os escritores e intelectuais
da época responderam às tensões e desafios desse período.

Os autores destacam como a literatura foi vista como uma missão pelos escritores,
que se viram diante do desafio de representar as realidades sociais do país e, ao
mesmo tempo, contribuir para a construção de uma identidade cultural brasileira.
Eles discutem as diferentes correntes literárias que surgiram durante a Primeira
República, como o Parnasianismo, o Simbolismo e o Modernismo, e examinam como esses
movimentos refletiram e influenciaram as mudanças sociais e políticas do Brasil.

Além disso, o livro aborda o papel dos escritores como intelectuais engajados, que
não apenas produziam obras literárias, mas também participavam ativamente dos
debates sobre a sociedade e a política brasileiras. Os autores também exploram o
contexto histórico e cultural em que esses escritores estavam inseridos, destacando
as influências internacionais e as questões nacionais que moldaram sua produção
literária.

Em suma, "Literatura como Missão" oferece uma análise profunda e abrangente da


relação entre literatura, sociedade e política durante a Primeira República no
Brasil, destacando o papel dos escritores como agentes de transformação e
construtores da identidade cultural brasileira.

primeira parte conta como o Rio de Janeiro (final do século XIX) recebeu uma
quantidade imensa de pessoas, vindos de diversos locais além de abrigar os que já
ali estavam

"Assim a maior cidade brasileira veria sua população no período de 1890 a 1900
passar de 522.651 habitantes para 691.565" (p.52)

Esses números agravaram em muito as mazelas da cidade, entre as doenças citadas,


algumas são: tuberculose, malária, febre tifóide, lepra, escarlatina e febre
amarela. Além disso, ainda haviam os outros problemas como fome, baixos salários,
desemprego, miséria, etc.

Tudo isso gerou na população uma elevação no custo de alimentação e de moradia, e,


por conseguinte, transporte.

"Surgiram daí os primeiros estímulos para as organizações populares e operárias,


que se dedicavam a pressionar o governo central através de meetings (sempre no
largo de São Francisco) e comissões, e os industriais através de greves." (p.53)

ver na Pag. 55 descrição de Lima Barreto sobre os bairros pobres do Rio de Janeiro.

Têm-se então a descrição do centro da cidade que, apinhado de gente, foi mencionado
da seguinte forma no texto:

"Era aí nesse 'centro' que as agruras da população humilde chegavam ao extremo. Se,
em 1906, a densidade demográfica do subúrbio chegava a 191 habitantes por km², na
zona urbana ela atingia 3928 pessoas por km², dando plena substância a expressão
'infernos sociais' com que Alcindo Guanabara, parafraseando Tolstoi, procurava
caracterizar as zonas de maior concentração popular. Nesses núcleos é que se
localizavam as habitações coletivas, precárias, insalubres e superpovoadas, já
estigmatizadas por Aluísio Azevedo no seu O Cortiço em 1890" (p.55)

Ver a descrição de João do Rio sobre as "zungas", as casas de hospedaria mais


baratas na página 56/57.

As providências do Estado para com essa situação foram interessantes. Em um trecho,


ele diz:

"Mas a polícia é feroz: a lei manda considerar vagabundo todo o indivíduo que não
tem domicílio certo, - e não quer saber se esse indivíduo tem ou não tem a
probabilidade de arranjar qualquer domicílio" (p.59)

Descrição na página 60 das ocupações dos pobres.

O texto ainda menciona que mesmo essas ocupações não sendo reconhecidas em caráter
oficial, eram respeitadas e toleradas, diferente dos pedintes e mendigos que eram
caçados pelas autoridades.

É falado também de um exponencial aumento em relação à criminalidade e alcoolismo,


este último por sua vez sendo visto como um fator negativo que influencia um grande
número de pessoas a agirem de maneira mais "animalesca" e incentiva-os a cometerem
crimes diversos.

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