2. A) ilegal, pois exige contraditório prévio obrigatório.
2. c) O réu invocar a cláusula na contestação. A cláusula de eleição de foro estrangeiro só é
válida se invocada pelo réu na contestação. As demais opções não têm relação direta com
a validação da cláusula.
Prova 1.
QUESTÃO 03 (VALOR: 1.0 PONTO)
Um estrangeiro que responde a processo penal no brasil eh solicitado para o país onde foi
cobrado por crime doloso anterior. De acordo com a Lei de migração a doutrina a
providência jurídica a ser adotada seria:
A) conceder a extradição antes da conclusão do processo no Brasil
B) Recusar a extradição, por litispendência
C) adiar a entrega até o cumprimento da pena extraditando cumprimento da pena ou
liberação judicial
d) Enviar o extraditando imediatamente ao país requerente
e) Consultar o Itamaraty sobre a conveniência diplomática
QUESTÃO 04 (VALOR: 1,0 PONTO)
Um estrangeiro residente no Brasil há 11 anos, comete crime doloso e é condenado. Sua
companheira é brasileira e o casal tem filhos em comum. A autoridade competente pretende
instaurar processo de expulsão. Considerando a Lei de Migração:
a) A expulsão não poderá ser feita, pois há vinculo familiar protegido pela Lei.
b) A existência de filhos não impede a expulsão
c) A expulsão é automática, pois se trata de crime doloso.
d) A expulsão dependerá de prévia autorização judicial.
e) O tempo de residência inferior a 15 anos autoriza a expulsão, Independentemente de
vinculos
Prova 2.
Um estrangeiro, residente no Brasil desde os 10 anos de idade, foi condenado por crime
comum. Nos termos da Constituição Federal e da Lei de Migração, a expulsão é:
A) Obrigatória, independentemente da idade de Ingresso.
B) Vedada pela Lei de Migração.
C) Possível, mas depende de ratificação legislativa.
D) Vedada, pois a residência desde a infância impede a expulsão.
E) Exigida por tratados internacionais.
Dois países pedem simultaneamente a extradição de um estrangeiro por crimes distintos.
Um dos paises é o local da infração mais grave. Segundo a Lei de Migração:
a) O pedido mais antigo tem prioridade,
b) A nacionalidade do extraditando prevalece.
c) O Estado onde ocorreu o crime mais grave tem preferência.
d) O Brasil escolhe o pais com maior interesse político.
E) deve-se aplicar a lei do país de origem do extraditando.
Um estrangeiro com status de refugiado é alvo de pedido de extradição por crime de
opinião. Segundo a legislação
a) O refúgio não impede a extradição, pois o crime é extraterritorial.
b) O Brasil poderá extraditá-lo, desde que haja tratado.
c) A extradição será admitida se houver reciprocidade.
d) A extradição será vedada pela proteção ao refúgio e à natureza do crime.
e) A extradição será deferida caso ele aceite voluntariamente.
domiciliados fora do Brasil , mas com bens localizados no Brasil, teremos e seguinte
solução da controvérsia
a) A jurisdição será estrangeira.
b) O julgamento se dara em arbitragem compulsória.
c) O caso será julgado na ONU.
d) O foro será eleito conforme Código Comercial.
e) A jurisdição brasileira é competente, em razão da localização dos bens.
subjetiva:
Um estrangeiro com mais de 70 anos, residente no Brasil há 15 anos, é condenado por
crime doloso grave. À luz da Lei de
Migração, analise a possibilidade jurídica da expulsão nesse caso, considerando os limites
legais e os principios da dignidade humana e proteção à unidade familiar.
Resposta: A expulsão desse estrangeiro, nas condições apresentadas, é juridicamente
vedada, exceto se houver comprovação específica de que ele representa risco à segurança
nacional ou à ordem pública.
Caso não haja tal comprovação, a expulsão violaria os limites legais expressos e princípios
fundamentais, como:
A dignidade da pessoa humana;
A proteção à unidade familiar;
A não discriminação por idade.
Portanto, a expulsão seria considerada ilegal ou inconstitucional, podendo ser objeto de
controle judicial.
A cláusula contratual de foro exclusivo estrangeiro consta de contrato firmado entre uma
empresa estrangeira e uma consumidora domiciliada no Brasil. Avalie a eficácia dessa
cláusula perante a jurisdição brasileira e os princípios de proteção do consumidor.
Resposta: A cláusula de foro exclusivo estrangeiro inserida em contrato firmado entre uma
empresa estrangeira e uma consumidora domiciliada no Brasil não possui eficácia perante a
jurisdição brasileira, pois viola os princípios de proteção ao consumidor, especialmente o da
facilitação do acesso à justiça e o da hipossuficiência. Conforme o art. 22, II, do CPC, a
autoridade judiciária brasileira é competente para julgar ações decorrentes de relações de
consumo quando o consumidor reside no Brasil, ainda que haja cláusula contratual em
sentido contrário. Assim, por se tratar de norma de ordem pública e de proteção, prevalece
a jurisdição brasileira.
Um contrato internacional é celebrado entre uma empresa brasileira e uma espanhola. O
local de celebração é Paris, e o contrato não indica qual norma será aplicada em caso de
litígio. Analise, com base na LINDB, qual legislação deve ser aplicada ao contrato e
fundamente sua resposta com base nas regras de conexão pertinentes.
Resposta: Com base na LINDB, na ausência de cláusula expressa sobre a legislação
aplicável, o contrato será regido pela lei do domicílio do proponente, conforme art. 9º, §
2º. O local de assinatura (Paris) não define a lei aplicável, servindo apenas como
circunstância do fato jurídico, e não como critério de conexão principa
Considere a seguinte situação hipotética: Um estrangeiro teve seu pedido de nacionalidade
brasileira indeferido por não comprovar vinculo com o pais, apesar de ter filho brasileiro e
residência há três anos. Analise se a decisão & compativel com e sistema jurídico brasileiro.
Resposta: A decisão não é compatível com o sistema jurídico brasileiro, pois a
existência de filho brasileiro e residência há três anos já são suficientes para
demonstrar vínculo e permitir a naturalização ordinária, conforme a Lei de Migração.
Avalie a constitucionalidade de um ato de extradição de brasileiro naturalizado por crime
praticado após a naturalização, com base nos dispositivos constitucionais e na
jurisprudência do STF. A extradição é juridicamente válida? Justifique sua resposta.
Reposta: A extradição de brasileiro naturalizado por crime comum praticado após a
naturalização é inconstitucional, exceto se houver envolvimento com tráfico de
drogas. Portanto, a extradição é juridicamente inválida, conforme o art. 5º, LI da CF e a
jurisprudência do STF.