Orlando Bonifácio
Rachide Antônio Nacuenha
Sidónia Eduardo
Zito Muemede
Teorema de Cayley e Classes Laterais
Universidade Rovuma
Lichinga
2025
Orlando Bonifácio
Rachide Antônio Nacuenha
Sidónia Eduardo
Zito Muemede
Teorema de Cayley e Classes Laterais
(Licenciatura em ensino de Matemática com habilitações em Estatística)
Trabalho de pesquisa de disciplina de Estruturas
Algébricas, a ser entregue ao Departamento de
Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática para
fins avaliativos sob orientação do docente da cadeira,
[Link].
Universidade Rovuma
Lichinga
2025
Índice
1. Introdução................................................................................................................................. 4
2. Teorema de Cayley................................................................................................................... 5
2.1. Translação ......................................................................................................................... 5
2.1.1. Translação à esquerda e à direita ............................................................................... 5
2.2. Proposições sobre translação ............................................................................................ 5
2.3. Teorema de Cayley ........................................................................................................... 6
3. Classes Laterais – Teorema de Lagrange ................................................................................. 7
3.1. Classe lateral ..................................................................................................................... 7
3.1.1. Classe Lateral (à esquerda e à direita) ....................................................................... 7
3.2. Proposições sobre Classe Lateral ...................................................................................... 8
3.3. Teorema de Lagrange ....................................................................................................... 9
4. Exercício resolvido ................................................................................................................. 10
5. Conclusão ............................................................................................................................... 12
6. Referencial Bibliográfica ....................................................................................................... 13
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1. Introdução
A Teoria dos Grupos é um ramo fundamental da Álgebra Abstrata, amplamente utilizada na
matemática pura e aplicada, com aplicações que vão desde a simetria em física até a criptografia
moderna. Dentro deste contexto, destacam-se dois conceitos importantes: o Teorema de Cayley e
as classes laterais.
O Teorema de Cayley estabelece que todo grupo finito pode ser representado como um subgrupo
de um grupo de permutações, revelando que todos os grupos finitos são essencialmente grupos de
simetrias. Esse resultado é de grande importância teórica, pois garante que qualquer estrutura de
grupo pode ser "inserida" dentro do contexto das permutações, facilitando seu estudo. Por outro
lado, o conceito de classe lateral está intimamente relacionado à ideia de particionar um grupo em
subconjuntos disjuntos a partir de um subgrupo. As classes laterais permitem compreender a
estrutura interna dos grupos e são fundamentais para o enunciado e a demonstração do Teorema
de Lagrange, que relaciona as ordens de subgrupos com a ordem do grupo principal.
[Link] Geral
Estudar e compreender os conceitos de Teorema de Cayley e Classes Laterais.
[Link] Específicos
Definir o Teorema de Cayley e interpretar seu significado na Teoria dos Grupos.
Demonstrar o Teorema de Cayley com um exemplo prático e acessível.
Apresentar o conceito de classe lateral (esquerda e direita) em um grupo com relação a um
subgrupo.
Construir exemplos de classes laterais e analisar sua utilidade na organização da estrutura
interna de um grupo.
1.3. Metodologia
Para a materialização deste trabalho, usamos a pesquisa bibliográfica. Segundo GIL (2002), na
pesquisa bibliográfica são utilizados livros, artigos científicos de onde serão subtraídos os
conceitos para ilustração do trabalho, isso porque a pesquisa bibliográfica tem o objectivo conhecer
as diferentes contribuições científicas sobre um determinado tema.
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2. Teorema de Cayley
O Teorema de Cayley é um resultado super importante na Teoria dos Grupos (álgebra abstrata).
Ele diz basicamente o seguinte: Todo grupo finito G é isomorfo a um subgrupo do grupo simétrico
Sₙ, onde n é a ordem de G (ou seja, o número de elementos de G).
2.1. Translação
A translação, no contexto da Teoria dos Grupos, refere-se à ação de um grupo G sobre si mesmo
por multiplicação à esquerda ou à direita, o que leva diretamente à construção das classes laterais
e à representação do grupo como permutações, como enunciado no Teorema de Cayley.
2.1.1. Translação à esquerda e à direita
Seja G um grupo, para cada 𝑎 ∈ 𝐺, a aplicação.
𝛿𝑎 : 𝐺 → 𝐺
Tal que 𝛿𝑎 (𝑥) = 𝑎𝑥, para qualquer 𝑥 ∈ 𝐺, será chamada translação á esquerda definida por a. de
maneira análoga se define a translação a direita.
No caso de G ser um grupo aditivo, a translação a esquerda definida por um elemento 𝑎 ∈ 𝐺 é
assim definida: 𝛿𝑎 (𝑥) = 𝑎 + 𝑥.
2.2. Proposições sobre translação
Proposição 1: Toda translação é uma bijeção, ou seja, é uma permutação dos elementos de G.
Demonstração: Seja 𝛿𝑎 uma translação de G e suponhamos 𝛿𝑎 (𝑥) = 𝛿𝑎 (𝑦). Entao 𝑎𝑥 = 𝑎𝑦 e,
portanto, x = y, uma vez que todo elemento de um grupo é regular. Isso mostra que 𝛿𝑎 é injetora.
Para mostrar que é sobrejectora, dado um elemento qualquer 𝑦 ∈ 𝐺 tal que 𝑎𝑥 = 𝑦. O elemento
𝑎−1 𝑦 ∈ 𝐺. Então 𝛿𝑎 é sobrejetora.
Adota-se a notação T(G) para indicar o conjunto das translações em G e S(G) foi a notação adotada
para o conjunto das permutações dos elementos de G, então a proposição anterior nos diz que
𝑇(𝐺) ⊂ 𝑆(𝐺).
Proposição 2:
(i) A composição de translação é uma operação sobre T(G);
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(ii) A inversa da translação 𝛿𝑎 é a translação 𝛿𝑎 ;
(iii) T(G) é um subgrupo (𝑆(𝐺), 𝜊) das permutações dos elementos de G.
Demonstração:
(i) Sejam 𝛿𝑎 e 𝛿𝑏 translações de G. então:
(𝛿𝑎 𝜊𝛿𝑏 )(𝑥) = 𝛿𝑎 (𝛿𝑏 (𝑥)) = 𝛿𝑎 (𝑏𝑥) = (𝑎𝑏)𝑥 = 𝛿𝑎𝑏 (𝑥) o que mostra que 𝛿𝑎 𝜊𝛿𝑏 = 𝛿𝑎𝑏 .
(ii) Como 𝛿𝑎 é bijetora, procede falar em aplicação inversa neste caso. E o enunciado já
aponta “candidata’’: a translação 𝛿𝑎−1. Vamos verificar.
• Como (𝛿𝑎 𝜊𝛿𝑎−1 )(𝑥) = 𝛿𝑎 (𝛿𝑎−1 (𝑥)) = 𝛿𝑎 (𝑎−1 𝑥) = 𝑎(𝑎−1 𝑥) = (𝑎𝑎−1 )𝑥 = 𝑥 = 𝑖𝐺 (𝑥),
então (𝛿𝑎 𝜊 𝛿𝑎−1 ) = 𝑖𝐺 .
• Da mesma forma que se prova que (𝛿𝑎 𝜊𝛿𝑎−1 ) = 𝑖𝐺 . Portanto, efetivamente, 𝛿𝑎−1 é inversa
de 𝛿𝑎 , isto é, ( 𝛿𝑎 ) 1 = 𝛿𝑎−1 .
(iii) Sejam 𝛿𝑎 𝑒 𝛿𝑏 ∈ 𝑇(𝐺). Então:
𝛿𝑎 𝜊 (𝛿𝑏 )−1 = 𝛿𝑎 𝜊 (𝛿𝑎−1 ) = 𝛿𝑎𝑏−1
De onde 𝛿𝑎 𝜊 (𝛿𝑏 )−1 ∈ 𝑇(𝐺) e, portanto, T(G) é um subgrupo de S(G).
2.3. Teorema de Cayley
Se G é um grupo, a aplicação 𝒇: 𝑮 → 𝑻(𝑮) que associa a cada elemento 𝒂 a translação 𝛿𝑎 ,
(isto é, 𝑓(𝑎) = 𝛿𝑎 ) é um isomorfismo de grupos.
Demonstração:
• Se 𝒂 e 𝒃 ∈ 𝑮 𝒆 𝒇(𝒂) = 𝒇(𝒃), então 𝛿𝑎 = 𝛿𝑏 . Portanto, 𝛿𝑎 (𝑥) = 𝛿𝑏 (𝑥), qualquer que
seja 𝑥 ∈ 𝐺. Lembrando que a definição de translação, temos que 𝑎𝑥 = 𝑏𝑥, qualquer que
seja 𝑥 ∈ 𝐺. Em particular, para o elemento neutro 𝑒, 𝑎𝑒 = 𝑏𝑒, ou seja, 𝑎 = 𝑏. Isso mostra
que f é injetora.
• Como uma translação é sempre do tipo 𝛿𝑎 , como 𝑎 ∈ 𝐺, então necessariamente f é
sobrejetora.
• Para quaisquer 𝑎, 𝑏 ∈ 𝐺:
𝒇(𝒂, 𝒃) = 𝛿𝑎𝑏 = 𝛿𝑎 𝜊 𝛿𝑏 = 𝑓(𝑎) 𝜊 𝑓(𝑏)
E portanto, f é um homomorfismo de grupos.
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O teorema mostra que o grupo T(G) é uma representação do grupo G. como os elementos de T(G)
são particulares permutações dos elementos de G, então efetivamente todo grupo pode ser
representado por um grupo de permutações dos elementos de G.
3. Classes Laterais – Teorema de Lagrange
[Link] lateral
Seja 𝐺 um grupo e 𝐻 um subgrupo de 𝐺. Para qualquer elemento 𝑎 ∈ 𝐺 , a classe lateral à
esquerda de 𝐻 em 𝐺 determinada por 𝑎 é o conjunto:
𝒂𝑯 = {𝒂𝒉 𝚰 𝐡𝛜𝐇}
Ou seja, você fixa o elemento a e multiplica à esquerda por todos os elementos do subgrupo H.
De modo semelhante, a classe lateral à direita é
𝑯𝒂 = {𝒉𝒂 𝚰 𝐡𝛜𝐇}
3.1.1. Classe Lateral (à esquerda e à direita)
Consideremos, a título d motivação para o conceito a ser introduzido que, um subgrupo não trivial
H do grupo aditivo ℤ. H possui um elemento 𝑛>1 tal que 𝐻 = [𝑛] =
{0, ±𝑛. ±2𝑛, … }.Observamos então que, quaisquer que sejam 𝑎, 𝑏 ∈ ℤ: 𝑎 ≡ 𝑏 (𝑚𝑜𝑑 𝑛) se, e
somente se, 𝑎 − 𝑏 ∈ 𝐻
Fato esse que estabelece uma correspondência entre subgrupos de ℤ e as relações de congruência,
modulo n, sobre ℤ.
Essa observação pode ser generalizada, como veremos a seguir, para um grupo arbitrário (𝐺,∗) e
para um subgrupo arbitrário H de G. para a demonstração desse fato usaremos mais uma vez, por
simplicidade, a notação multiplicativa para indicar a operação do grupo G.
Para cada 𝑎 ∈ 𝐺, a classe de equivalencia aH definida pela relacao ≈ , é chamada classe lateral á
direita, modulo H, determinada por a.
a) Se 𝑎 ∈ 𝐺, entao 𝑎𝐻 ≠ ∅;
b) Se 𝑎, 𝑏 ∈ 𝐺, entao 𝑎𝐻 = 𝑏𝐻 ou 𝑎𝐻 ∩ 𝑏𝐻 = ∅;
c) A união de todas as classes laterais é igual a G.
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O conjunto quociente de G por essa relação, denotado por 𝐺/𝐻, é o conjunto das classes laterais
𝑎𝐻(𝑎 ∈ 𝐺). Um dos elementos desse conjunto; e o próprio H, pois 𝐻 = 𝑒𝐻.
De maneira análoga se demostrar que a relação ≅ definida por "𝑎 ≅ 𝑏 se, e somente se, 𝑎𝑏 −1 ∈
𝐻" tambem é uma relacao de equivalencia sobre o grupo G,
Só que, neste caso, a classe de equivalência de elemento 𝑎 ∈ 𝐺 é o subconjunto 𝐻𝑎 = {ℎ𝑎 |ℎ ∈
𝐻}, chamado classe lateral ä esquerda, modulo H, determinada por a.
É claro que, se G for comutativo, então 𝑎𝐻 = 𝐻𝑎, para qualquer 𝑎 ∈ 𝐺.
3.2. Proposições sobre Classe Lateral
Proposição 1:
(i) A relação ≈ sobre G definida por “𝑎 ≈ 𝑏 se, somente se, 𝑎−1 𝑎 ∈ 𝐻” é uma relação de
equivalência.
(ii) Se 𝑎 ∈ 𝐺, entao a classe de equivalência determinada por a é o conjunto 𝑎𝐻 = {𝑎ℎ|ℎ ∈
𝐻}.
Demonstração
(i)
• Como 𝑒 = 𝑎−1 𝑎 ∈ 𝐻, entao 𝑎 ≈ 𝑎 e, portanto, vale a reflexividade para a relacao em
estudo.
• Se 𝑎 ≈ 𝑏, então 𝑎 −1 𝑏 ∈ 𝐻; mas, sendo H um subgrupo de G, entao (𝑎−1 𝑏)−1 =
𝑏 −1 𝑎 ∈ 𝐻. Isso mostra que 𝑏 ≈ 𝑎 e, portanto, que a simetria também se verifica para
≈.
• Suponha 𝑎 ≈ 𝑏 e 𝑏 ≈ 𝑐; entao 𝑎−1 𝑏, 𝑏 −1 𝑐 ∈ 𝐻; daí, (𝑎 −1 𝑏)( 𝑏 −1 𝑐) = 𝑎−1 𝑐 ∈ 𝐻 e,
portanto, 𝑎 ≈ 𝑐, de onde a transitividade também vale neste caso.
(ii)
• Seja 𝑎̅ a classe de equivalencia do elemento a. Se 𝑥 ∈ 𝑎̅, entao 𝑥 ≈ 𝑎, ou seja, 𝑥 −1 𝑎 ∈
𝐻. Portanto, 𝑥 −1 𝑎 = ℎ, para um conveniente elemento ℎ ∈ 𝐻. Daí. 𝑥 = 𝑎ℎ 1
e,
1
portanto, 𝑥 ∈ 𝑎𝐻, uma vez que ℎ ∈ 𝐻.
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• Por outro lado, se 𝑥 ∈ 𝑎𝐻, entao 𝑥 = 𝑎ℎ, para algum ℎ ∈ 𝐻. Daí, 𝑥 1 𝑎 = ℎ 1
∈ 𝐻e,
portanto, 𝑥 ≈ 𝑎. De onde 𝑥 ∈ 𝑎̅.
Dessas conclusões, segue que 𝑎̅ = 𝑎𝐻.
3.3. Teorema de Lagrange
Seja H um subgrupo de um grupo finito de G. então 𝑜(𝐺) = 𝑜(𝐻)(𝐺: 𝐻) e, portanto, 𝑜(𝐻)|𝑜(𝐺).
Demonstração:
𝐺
Suponhamos (𝐺: 𝐻) = 𝑟 e seja 𝐻 = {𝑎1 𝐻, 𝑎2 𝐻, … , 𝑎𝑖 𝐻}.Entao, devido ä proposicao 1, 𝐺 = 𝑎1 𝐻 ∪
𝑎2 𝐻 … ∪ 𝑎1 𝐻 𝑒 𝑎𝑖 𝐻 ∩ 𝑎𝑗 𝐻 = ∅, sempre que 𝑖 ≠ 𝑗. Mas devido a proposição 2, o numero de
elementos de H, ou seja, é igual a 𝑜(𝐻). Portanto:
𝑜(𝐺) = 𝑜(𝐻) + ⋯ + 𝑜(𝐻)
Em que o numero de parcelas é 𝑟 = (𝐺: 𝐻). De onde:
𝑜(𝐺) = (𝐺: 𝐻𝐻)𝑜(𝐻)
E 𝑜(𝐻) | 𝑜(𝐺)
Diga-se de passagem, que, apesar de nome, não é de Lagrange, matemático do qual já falamos na
abertura deste capitulo, a demonstração geral que acabamos de fazer desse teorema. Na época de
Lagrange, o conceito geral de grupo ainda não havia sido formulado. Na verdade, Lagrange apenas
usou o teorema numa situação muito particular, mas extremamente importante, em pesquisa que
visava encontrar uma ligação entre a solução algébrica das equações e as permutações das raízes
dessas equações.
3.3.1. Corolário 1: Seja G um grupo finito. Então a ordem (período) de um elemento 𝑎 ∈ 𝐺
divide a ordem de G e o quociente é (G:H), em que 𝐻 = [𝑎].
Demonstração: basta lembrar que a ordem de a é igual à ordem de [a] e que, devido ao teorema de
Lagrange:
𝑜(𝐺) = (𝐺: 𝐻)𝑜([𝑎]).
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3.3.2. Corolário 2: se a é um elemento de um grupo finito G, então 𝑎𝑜(𝐺) = 𝑒(elemento neutro
do grupo).
Demonstração: Seja h a ordem de a. Portanto, h é o menor inteiro estritamente positivo tal que
𝑎ℎ = 𝑒( elemento neutro do grupo). Mas, devido ao corolário anterior:
𝑜(𝐺) = (𝑔: 𝐻)ℎ
Em que 𝐻 = [𝑎]. Portanto:
𝑎𝑜𝐺 = 𝑎(𝐺:𝐻)ℎ = (𝑎ℎ )(𝐺:𝐻) = 𝑒 (𝐺:𝐻) = 𝑒.
3.3.3. Corolário 3: Seja G um grupo finito cuja ordem é um número primo, Então G é cíclico e
os únicos subgrupos de G são os triviais, ou seja, {e} e o próprio G.
Demonstração: seja 𝑝 = 𝑜(𝐺). Como 𝑝 > 1, o grupo G possui um elemento a diferente do
elemento neutro. Assim, 𝐻 = [𝑎], o teorema de Lagrange garante que 𝑜(𝐻)|𝑝. Logo, 𝑜(𝐻) =
1 𝑜𝑢 𝑝 e, portanto, 𝐻 = 𝐺. Como a primeira dessas hipóteses é impossível, então 𝐻 = 𝐺 e,
portanto, G é cíclico. Por outro lado, se J é um subgrupo de G, então, ainda devido ao teorema de
Lagrange, 𝑜(𝐽) |𝑜(𝐺) = 1 𝑜𝑢 𝑝 e, portanto, 𝐽 = {𝐸} 𝑜𝑢 𝐽 = 𝐺.
4. Exercício resolvido
Seja a um elemento fixo do grupo G (multiplicativo). Prove que 𝑓: 𝐺 → 𝐺 definida por 𝑓(𝑥) =
1
𝑎𝑥𝑎 é um isomorfismo.
Resolução:
Homomorfismo:
para todos 𝑥, 𝑦 ∈ 𝐺, precisamos mostrar que 𝑓(𝑥𝑦) = 𝑓(𝑥)𝑓(𝑦)
𝑓(𝑥𝑦) = (𝑎𝑥𝑦)𝑎−1
= (𝑎𝑥)(𝑎𝑦)𝑎−1 = 𝑓(𝑥)𝑓(𝑦)
Injetora:
Para todo 𝑥, 𝑦 ∈ 𝐺, se 𝑓(𝑥) = 𝑓(𝑦), então precisamos mostrar que 𝑥 = 𝑦.
Se 𝑓(𝑥) = 𝐹(𝑦), então 𝑎𝑥𝑎−1 = 𝑎𝑦𝑎−1 .
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Multiplicando ambos os lados por 𝑎−1 na esquerda e na direita, obtemos 𝑥 = 𝑦.
Sobrejeção:
Para todo 𝑦 ∈ 𝐺, existe um 𝑥 ∈ 𝐺 tal que 𝑓(𝑥) = 𝑦.
Seja 𝑦 ∈ 𝐺, entao 𝑓(𝑎−1 𝑦𝑎) = (𝑎−1 𝑦𝑎)𝑎−1 = 𝑦.
Portanto, 𝑎−1 𝑦𝑎 é uma pre-imagem de y sob f.
Elemento neutro:
𝑓(𝑒) = 𝑒 para o elemento neutro e de G
𝒇(𝒆) = (𝒂𝒆)𝒂−𝟏 = (𝒂)(𝑎−1 ) = 𝑒
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5. Conclusão
O Teorema de Cayley e o Teorema de Lagrange fornecem ferramentas essenciais para o estudo da
estrutura e das propriedades dos grupos. Através da compreensão desses teoremas, podemos
analisar as relações entre diferentes grupos e suas características internas.
O estudo dos grupos é fundamental para diversas áreas do conhecimento, e os resultados
apresentados neste trabalho servem como base para investigações mais aprofundadas em
matemática, física, computação e outras áreas.
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6. Referencial Bibliográfica
Anton, H., & Rorres, C. (2013). Elementary linear algebra: Applications version (11th ed.). Wiley.
Domingues, H., & Iezzi, G. (2003) Álgebra Moderna. (4aEd.). São Paulo, Actual.
Gil, A. C. (2002). Como Elaborar Projecto de Pesquisa. 4ª Edição, São Paulo, Editora Atlas.
Rotman, J. J. (1995). An introduction to the theory of groups (4th ed.). Springer-Verlag.