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Sistema de Cifragem de Acordes Musicais

O documento apresenta um sistema de cifragem musical que utiliza uma combinação de símbolos para representar acordes, destacando a importância de compreender diferentes representações. Ele também explica a relação entre o alfabeto musical anglo-saxão e as notas latinas, além de descrever como montar acordes com 9, 11 e 13. A estrutura dos acordes é detalhada, incluindo tônicas, tipos de terça e sétima, dissonâncias e alterações.

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Sistema de Cifragem de Acordes Musicais

O documento apresenta um sistema de cifragem musical que utiliza uma combinação de símbolos para representar acordes, destacando a importância de compreender diferentes representações. Ele também explica a relação entre o alfabeto musical anglo-saxão e as notas latinas, além de descrever como montar acordes com 9, 11 e 13. A estrutura dos acordes é detalhada, incluindo tônicas, tipos de terça e sétima, dissonâncias e alterações.

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SISTEMA DE CIFRAGEM E

MONTAGEM DE ACORDES
 SISTEMA DE CIFRAGEM
 ALFABETO MUSICAL
 MONTAGEM COM 9
 MONTAGEM COM 11
 MONTAGEM COM 13

Sistema de cifragem
Os acordes cifrados possuem uma nomenclatura própria, que é feita através de
símbolos e da combinação destes símbolos. Essa combinação segue uma lógica, e
através dela é possível representar qualquer tipo de acorde existente ou que venha a
ser inventado.
No entanto, existem vários “dialetos” dentro da linguagem da cifragem. São formas
diferentes de representar um acorde, por vezes errôneas, mas no entanto
consagradas pelo uso. Não podemos nos ancorar num modelo e dizer que ele é o
certo e desprezar os demais, porque fatalmente, mais cedo ou mais tarde, estaremos
lendo algo que não foi escrito por nós e talvez lá, os acordes não estejam escritos do
nosso modo “perfeito” e, com certeza vamos nos atrapalhar.
A representação do acorde é feita por uma soma de no máximo cinco partes, que
juntas, abrangerão toda e qualquer possibilidade.
Veja abaixo:

[Link] Página 1 de 4
Tônica + Tipo da Terça + Tipo da Sétima + Dissonâncias + Alterações

Tônica É representada pelas letras do alfabeto de A a G (com os


acidentes, se necessário).
Tipo da Terça No caso da Terça menor, o símbolo será um “m” minúsculo.
Se a Terça for maior, a ausência de símbolo será a indicação
de que ela é maior.
Tipo da No caso da sétima maior , o símbolo para representá-la será
Sétima “M7”. Quando for a sétima menor o símbolo “7” é o seu
indicativo.
Dissonâncias São todos os graus não alterados e que não pertençam à
(ou tensões) tétrade
(1, 3, 5, 7). As dissonâncias são a 2ª, 4ª, 6ª, 9ª, 11ª e a 13ª.
Lembre-se que a 9ª, 11ª e 13ª equivalem à 2ª, 4ª e 6ª uma
oitava acima.
Alterações São todos os graus com acidentes com exceção da b3 e da b7
que já foram representadas acima.

O alfabeto musical
É de origem anglo-saxonica. Enquanto nós, os latinos, usamos os nomes: Dó, Ré,
Mi, Fá, Sol, Lá, Si para denominar as notas, os anglo-saxãos usam as letras A, B, C,
D, E, F, G. A princípio, seria lógico concluir que a letra A seria nota Dó, mas na
verdade a letra A representa a nossa nota Lá. Então a relação das letras com as notas
se faz desta maneira:

C D E F G A B
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

As letras na cifragem são usadas para indicar a tônica do acorde. Caso ela apareça
sozinha, significa que estamos falando de um acorde (tríade) maior. Se o acorde
(tríade) for menor, a letra virá acompanhada de um “m” minúsculo. Se a tônica for
uma nota com acidente (com sustenido ou bemol), basta colocar o acidente após a
letra, e não antes como fazemos para escrever na pauta. Exemplos:

[Link] Página 2 de 4
Ré maior: D
Fá sustenido menor: F#m
Si bemol maior: Bb

Tônica Tipo da Terça Tipo da Sétima Dissonâncias Alterações

Letras Maior: --- Maior: M7 2,4,6,9,11,13 b5, 5#, b9


A,B,C,D,E,F,G Menor: m Menor: 7 9#, 11#, b13

Tipo da Terça (menor): m, mi, -


Tipo da Sétima: M7, maj7, 7+, ∆7
Alterações: b9, 9-, 9#, 9+, b5, 5-, 5#, 5+, 11#, 11+, b13, 13-

Montagem com 9
Você pode simplesmente somar o intervalo de 9 em uma tétrade comum, como por
exemplo um C7+/9, que seriam as notas C + E + G + B + D, como também poderia
substituir o intervalo de 5 pela 9, o que não causaria nenhum grande estrago ao
acorde, sendo que muitas vezes é exatamente isto que acontece para que a
sonoridade do acorde não fique tão carregada

Montagem com 11
A lógica comum seria de adicionarmos uma 11 em um acorde com todos os
intervalos anteriores: T + 3 + 5 + 7 + 9 + 11, mas isto seria praticamente impossível
de soar como um acorde natural, seu som ficaria muito carregado, então nós
utilizaremos as mesmas idéias do acorde com 9, simplesmente raciocinando com a
11, como por exemplo um C7+/11, que seriam as notas C + E + B + F.

Montagem com 13
O acorde com 13 segue as mesmas regras do acorde com 11, ficando então no
exemplo C7+/13 com as notas C + E + B + A
Não se esqueça que a regra básica é sempre seguir uma escala de origem, se a escala
que você está utilizando contém as notas: C – D – E – F – G – A – B, que seriam os
intervalos : T + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7, na montagem do acorde de C seria impossível
aparecer por exemplo um intervalo de 11#, pois nesta seqüência e no acorde de C o
seu 11 intervalo é um F (11 natural) e não um F# (11 aumentado).

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