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Psicologia e Pluralidade Racial no Brasil

O documento discute a pluralidade racial no Brasil e o papel da Psicologia frente ao racismo, destacando a necessidade de posturas antirracistas e inclusivas. Aborda a construção da identidade negra, os impactos do preconceito e a interseccionalidade, além de enfatizar a importância da decolonialidade na prática psicológica. O racismo estrutural é identificado como um determinante social da saúde mental, exigindo ações interseccionais e políticas públicas sensíveis ao contexto racial.

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Psicologia e Pluralidade Racial no Brasil

O documento discute a pluralidade racial no Brasil e o papel da Psicologia frente ao racismo, destacando a necessidade de posturas antirracistas e inclusivas. Aborda a construção da identidade negra, os impactos do preconceito e a interseccionalidade, além de enfatizar a importância da decolonialidade na prática psicológica. O racismo estrutural é identificado como um determinante social da saúde mental, exigindo ações interseccionais e políticas públicas sensíveis ao contexto racial.

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Anna Cecília

6.1 - Pluralidade Racial: um novo desafio para a


Psicologia

Objetivos: Compreender a diversidade racial no Brasil e analisar o papel da


Psicologia frente ao racismo.

Conceito: Reconhecimento da diversidade étnico-racial no Brasil.

Crítica: Silenciamento histórico de saberes negros e indígenas.

Pluralidade racial: Reconhecimento da existência e da contribuição de


diferentes grupos étnico-raciais.

Racismo estrutural: Presente nas instituições, perpetua desigualdades.

Branquitude: Posição de privilégio, muitas vezes invisibilizada.

Democracia racial (mito): Falsa ideia de harmonia entre raças no Brasil.

Racialização: Atribuição de significados sociais com base na raça.

Teorias racialistas: Pseudociências que justificaram o racismo com


argumentos biológicos

Psicologia: Deve adotar posturas antirracistas, decoloniais e inclusivas,


questionando seus próprios fundamentos eurocêntricos

Temas: Racismo estrutural, branquitude, mito da democracia racial,


racialização, teorias racialistas.

6.2 - O ser negro: construção de subjetividades em


afrodescendentes

Anna Cecília 1
Objetivos: Analisar como se constrói a identidade negra e os impactos do
preconceito.

Conceitos principais: Miscigenação e ideologia do branqueamento:

Identidade Negra: Construída social e historicamente; marcada por


resistência.

Fanon e Neusa Santos Souza: Impacto do olhar colonizador e da tentativa


de embranquecimento e apagamento da identidade negra.

Frantz Fanon: Internalização do olhar do opressor → conflito identitário


(“máscara branca”).

Neusa Santos Souza: Processo de "tornar-se negro" como superação


de negações internas.

Interseccionalidade: Encontro entre raça, gênero, classe e sexualidade.

Racismo + sexismo + classe → mulher negra sofre múltiplas opressões.

Preconceitos: De marca (aparência) e de origem (classe/geografia).

Cultura como resistência: Religiosidade afro, arte, oralidade, quilombos,


música…

6.3 - Uma história de lutas e vitórias: a identidade


afrodescendente

Objetivos: Refletir sobre identidade racial e as lutas da população negra.

Identidade racial: Construída num contexto de opressão e resistência.

Fanon: Racismo causa alienação psíquica; é preciso romper com essa


lógica.

Cida Bento: “Pacto narcísico da branquitude” sustenta o silêncio e os


privilégios brancos.

Mulheres negras: Vivenciam opressões interligadas e são protagonistas de


saberes populares.

Mídia e estereótipos: Reforço de imagens negativas do negro (criminoso,


serviçal).

Anna Cecília 2
Reconstrução identitária: Afirmar-se como negro é também um ato político
e de cura.

6.4 - Racismo Estrutural e Saúde Mental

Objetivos: Compreender os impactos do racismo na saúde mental.

Racismo estrutural: Está nas normas, políticas, instituições e afeta o


acesso a direitos.

Racismo como determinante social da saúde: Impactos na


subjetividade negra.

Saúde mental: Racismo cotidiano gera estresse crônico, ansiedade,


depressão.

Racismo internalizado pode causar autodepreciação e sentimento de


não pertencimento.

Microagressões e “máscaras sociais” causam cisões internas.

Psicologia: Deve promover práticas clínicas antirracistas e sensíveis ao


contexto racial.

Políticas públicas: Necessidade de ações interseccionais e inclusivas.

Resolução CFP nº 018/2002: Reconhece o racismo como causa de


sofrimento psíquico.

Política Nacional de Saúde da População Negra: Reconhece o racismo


como determinante social.

6.5 - Decolonialidade e Psicologia

Objetivos: Criticar o eurocentrismo na Psicologia e propor uma prática


decolonial.

Colonialidade: Herança do colonialismo que estrutura saberes e práticas


psicológicas.

Anna Cecília 3
Do saber: Supremacia de conhecimentos eurocêntricos.

Do ser: Hierarquização entre seres humanos; negação da subjetividade


de corpos racializados.

Decolonialidade: Propõe rupturas com modelos universais e a valorização


de saberes ancestrais, comunitários e [Link] decolonial:
Escuta situada, ética, que valoriza territórios e modos diversos de existir.

Transformações propostas: Revisão curricular e práticas comunitárias.

Psicologia ética no cuidado, escuta plural, compromisso com justiça


social.

Psicologia como ferramenta política de transformação.

Atuação em territórios vulnerabilizados (quilombolas, indígenas,


periféricos).

Untitled

Semana 6

Anna Cecília 4

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