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Mito e Filosofia na Grécia Antiga

O documento explora a transição do pensamento mítico para a filosofia na Grécia antiga, destacando a importância dos mitos na cultura e na compreensão do mundo. A filosofia emergiu no século VI a.C. com pensadores como Tales e Pitágoras, que buscavam explicações racionais para a realidade, em contraste com a sabedoria prática dos sábios orientais. O texto também discute fatores como a redescoberta da escrita, a introdução da moeda e a formação da pólis que contribuíram para a consolidação da democracia e a nova ordem social.

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Mito e Filosofia na Grécia Antiga

O documento explora a transição do pensamento mítico para a filosofia na Grécia antiga, destacando a importância dos mitos na cultura e na compreensão do mundo. A filosofia emergiu no século VI a.C. com pensadores como Tales e Pitágoras, que buscavam explicações racionais para a realidade, em contraste com a sabedoria prática dos sábios orientais. O texto também discute fatores como a redescoberta da escrita, a introdução da moeda e a formação da pólis que contribuíram para a consolidação da democracia e a nova ordem social.

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TEMA DA AULA: O MITO E A FILOSOFIA: CONTINUIDADE OU RUPTURA?

MATERIAL DE APOIO

As origens da filosofia

Para os povos antigos, o mito era um componente importante da cultura,


permeando todos os segmentos sociais e suas instituições. Para os gregos da Antiguidade,
as divindades eram personificações de elementos da natureza, das virtudes e dos defeitos
da humanidade. Os deuses gregos, habitantes do monte Olimpo, eram imortais, embora
tivessem comportamentos semelhantes aos dos homens: às vezes benevolentes, mas
também agiam por inveja ou vingança.

Atena é a deusa grega da sabedoria e da justiça, entre outras virtudes que lhe eram
atribuídas. A coruja, sua ave predileta, com frequência a acompanha nas representações
que os artistas dão à sua imagem. Mais conhecida como coruja de Minerva - nome latino
da deusa Atena, tornou-se símbolo da filosofia, por ser Atena a deusa da razão. São
inúmeras as interpretações em torno desse símbolo. A coruja é uma ave noturna sempre
alerta; de visão aguda, é capaz de enxergar no escuro, além de girar quase completamente
a cabeça, o que lhe permite olhar por todos os ângulos.

O mito é a forma mais remota de crença, por meio da qual os povos se relacionam
com o sobrenatural. De modo geral, o mito está impregnado do desejo humano de
afugentar a insegurança, os temores e a angústia diante do desconhecido, do perigo e da
morte. Para tanto, os relatos míticos se sustentam pela crença em forças superiores, cuja
existência não precisa ser comprovada. São elas que protegem ou ameaçam,
recompensam ou castigam.

Etimologia

Mito. Do grego mythos, significa "palavra expressa", "narrativa". A consciência


mítica é predominante em culturas de tradição oral, que transmitem o conhecimento
verbalmente.

Examinando racionalmente os mitos, tendemos a concluir que não passam de


lendas, histórias fantasiosas, portanto inverossímeis. No entanto, para os gregos antigos,
os povos indígenas e outras comunidades tradicionais, trata-se da maneira como se
responde às perguntas sobre a origem dos deuses e do mundo. Podemos dizer que o mito
vivido é uma verdade. Não na concepção atual do que é a verdade, mas como relato que
não necessita de comprovações, porque o critério de adesão ao mito é a crença, a fé.

Esse "falar sobre o mundo" (mítico) está impregnado do desejo humano de


compreendê-lo, afugentando a insegurança, os temores e a angústia diante do
desconhecido e da morte.

A mitologia grega

A passagem da consciência mítica para a filosofia deveu-se a um longo processo


de transformações políticas, sociais e econômicas que culminaram no aparecimento dos
primeiros sábios gregos no século VI a.C. Vamos investigar as características do
pensamento mítico, que predominava antes do advento da filosofia na Grécia e que ainda
permanece vivo nos costumes das sociedades tradicionais.

A civilização grega teve início por volta do século XX a.C. (entre 2000 e 1900
a.C.), quando invasores de origem indo-europeia ocuparam a Península Balcânica, entre
o Mar Tirreno e a Ásia Menor. Por conta do terreno acidentado, a nova civilização
espalhou-se por diversas regiões que, embora autônomas, preservaram alguma identidade
cultural, como a língua e as crenças.

A religião dos gregos era politeísta e os deuses eram imortais, embora


apresentassem características humanas.

Na Grécia antiga, os mitos eram recitados de memória em praça pública pelos


aedos e rapsodos, cantores ambulantes e poetas, como Homero e Hesíodo. Porém, nem
sempre é possível identificar a autoria desses poemas, por resultarem de produção coletiva
e anônima.

A filosofia nasceu no Ocidente

O pensamento filosófico surgiu na Grécia, no século VI a.C., mais propriamente


nas colônias gregas, com os primeiros pensadores: Tales de Mileto, Pitágoras de Samos e
Heráclito de Éfeso. Embora reconheçamos a importância de outros sábios que viveram
no Oriente durante o mesmo período, suas doutrinas ainda não eram propriamente
filosóficas. Em que aqueles sábios se distinguem dos pensadores gregos?

A diferença está no fato de que os sábios orientais não se aprofundaram em


questões abstratas. Eles se concentraram na formulação de doutrinas que estimulavam a
boa conduta para facilitar o convívio harmônico. Em outras palavras, tratava-se de uma
sabedoria vinculada a aspectos práticos do comportamento humano, e não propriamente
teóricos ou argumentativos. Além disso, muitas vezes esse saber não se desprendia do
componente mítico-religioso.

Em contraposição, os primeiros filósofos gregos, mesmo quando sofriam


influências religiosas, problematizam a realidade: buscavam explicitar o princípio
constituinte das coisas. Questionavam, por exemplo: qual é o ser de todas as coisas?
Quando as coisas mudam, existe algo que permanece idêntico? O que é o movimento?
Que tipos de mudança existem? As respostas dadas a essas questões sustentam-se pela
razão (logos). O logos integra toda teoria que precisa ser fundamentada com argumentos.
Por isso, dizemos que a Grécia foi o berço da filosofia.

É interessante observar que a primazia concedida pelos gregos ao racional ocorreu


igualmente com a geometria. Foram os filósofos gregos Tales e Pitágoras que ampliaram
e deram um sentido diferente a esse tipo de conhecimento, não apenas por interesse
prático, mas também para elaborar demonstrações racionais e abstratas. Embora egípcios,
hindus e chineses de épocas mais recuadas também identificassem diversas propriedades
geométricas, essas eram apenas aplicadas a conhecimentos empíricos - com base na
experiência -, visando construir estruturas muitas vezes grandiosas.

Etimologia

O termo "logos" deriva do verbo grego "légō", que significa "dizer", "falar", "contar" ou
"explicar".

Em filosofia, "logos" pode se referir a:

Discurso: A forma como pensamos e expressamos nossos pensamentos através da


linguagem.

Razão: A capacidade humana de raciocinar, analisar e compreender o mundo.

Uma nova ordem humana

Alguns autores chamaram de "milagre grego" a passagem da mentalidade mítica


para o pensamento crítico racional e filosófico, destacando o caráter repentino e único
desse processo. Outros estudiosos, porém, criticam essa visão simplista e afirmam que a
filosofia na Grécia não foi fruto de um salto, de um "milagre" realizado por um povo
privilegiado, mas o coroamento de um processo gestado ao longo do tempo.

No período arcaico (do século VIII ao VI a.C.), a Grécia passou por


transformações muito específicas nas relações sociais e políticas, proporcionando a lenta
passagem do mito para a reflexão filosófica. A nova visão do mundo e do indivíduo que
então se esboçava resultou de inúmeros fatores, analisados pelo estudioso francês Jean-
Pierre Vernant, como apresentamos na sequência.

a) A redescoberta da escrita

Na Grécia, a escrita já existira no período micênico, mas desapareceu no século


XII a.C., para ressurgir apenas entre os séculos IX e VIII a.C., por influência dos fenícios.
Nesse ressurgimento, a escrita assumiu uma nova função. Enquanto os rituais eram cheios
de fórmulas mágicas, os escritos passaram a ser divulgados em praça pública, sujeitos à
discussão e à crítica. Isso não significava que a escrita se tornasse acessível a todos, muito
pelo contrário, já que a maioria da população era constituída de analfabetos. O que ocorria
era a dessacralização da escrita, ou seja, sua desvinculação do sagrado.

A vantagem da escrita é que ela fixa a palavra para além de quem a proferiu, o que
exige maior rigor e clareza, e estimula o pensamento crítico. Desse modo, a escrita traz a
possibilidade de maior abstração, de reflexão aprimorada.

b) A moeda

Na época da aristocracia rural, a economia grega era pré-monetária, pois a riqueza


estava baseada em terras e rebanhos. As relações sociais, impregnadas de caráter
sobrenatural, eram fortemente marcadas pela posição social de pessoas consideradas
superiores em razão da origem divina de seus ancestrais. No entanto, o desenvolvimento
do comércio marítimo favoreceu a expansão do mundo grego e a colonização da Magna
Grécia (sul da Península Itálica e Sicília) e da Jônia (hoje litoral da Turquia). A moeda,
surgida por volta do século VII a.C., facilitou os negócios e enriqueceu os comerciantes,
o que acelerou a substituição dos valores aristocráticos por valores da nova classe em
ascensão.

Além desse efeito político de democratização de um valor, a moeda sobrepunha


aos símbolos sagrados o caráter racional de sua concepção: a moeda é uma convenção
humana, noção abstrata de valor que estabelece a medida comum entre valores diferentes.
c) A lei escrita

Até então, a justiça dependia da interpretação da vontade divina ou da


arbitrariedade dos reis, mas os legisladores Drácon, Sólon e Clístenes sinalizaram uma
nova era, porque, com a lei escrita, a norma se tornava comum a todos e sujeita à discussão
e à modificação.

As reformas da legislação fundaram a pólis sobre nova base, porque, ao


expressarem o ideal igualitário da democracia nascente, a unificação do corpo social
enfraqueceu a hierarquia do poder aristocrático das famílias.

d) O cidadão da pólis

O nascimento da polis (a cidade Estado grega), na passagem do século VIII para


o século VII a.C., foi um acontecimento decisivo. O fato de ter como centro a ágora (praça
pública), espaço onde eram debatidos assuntos de interesse comum, favorecia o
desenvolvimento do discurso político. Elaborava-se desse modo o novo ideal de justiça,
pelo qual todo cidadão tinha direito ao poder. A noção de justiça assumia caráter político,
e não apenas moral, ou seja, não se referia apenas ao indivíduo e aos interesses da tradição
familiar, mas à sua atuação na comunidade.

Assim ficava garantido o princípio da isonomia, a igualdade perante a lei, do


mesmo modo que o da isegoria, a igualdade do direito à palavra na assembleia. De fato,
a pólis se construiu pela autonomia da palavra, não mais a palavra mágica dos mitos,
enunciada pelos deuses e, portanto, consensual, comum a todos, mas a palavra humana
do conflito, da discussão, da argumentação.

Expressar-se por meio do debate fez nascer a política, que permite ao indivíduo
tecer seu destino em praça pública. Da instauração da ordem humana surgiu a cidadão da
polis, figura inexistente no mundo das sociedades tradicionais e das aristocracias rurais.

e) A consolidação da democracia

Os regimes oligárquicos ainda não tinham sido extirpados, mas algumas das
cidades-Estado gregas já estavam consolidando os ideais democráticos, inspiradas no
modelo de Atenas. O apogeu da democracia ateniense ocorreu no século Va.C., quando
Péricles governava. Os cidadãos livres, fossem ricos ou pobres, tinham acesso à
assembleia. Tratava-se de uma democracia direta, em que não eram escolhidos
representantes, e cada cidadão participava diretamente das decisões de interesse comum.
É bom lembrar, porém, que a maior parte da população se achava excluída do
processo político. Grupos como o de escravos, mulheres e estrangeiros (metecos), mesmo
que estes últimos fossem prósperos comerciantes, não eram considerados cidadãos.

Apesar disso, o que vale enfatizar é a mutação do ideal político e uma concepção
inovadora de poder, a democracia.

Principais mitos da Grécia antiga

O mito grego de criação do mundo

Para os gregos, no início havia o amor. Eros, de Joseph Paelinck (1781-1839).

Toda mitologia explica como nasceu o mundo. Na mitologia grega não é diferente. O que
deu início a tudo que conhecemos? Qual o princípio do universo?
Para os gregos, no início de tudo só havia trevas, habitadas por duas entidades
primordiais: Érebo, a personificação da escuridão, e Nyx, a própria noite. No meio do
vazio original, só existiam essas duas entidades irmãs, filhas do Caos. E teria continuado
assim não fosse a sua separação, que resulta na divisão entre a Terra (Gaia) e o Céu
(Urano).

Quando Nyx e Érebo se separam, também nasce Eros, o deus do amor. Segundo o
historiador Pierre Grimal, é o amor que "assegura a coesão do universo nascente". No
princípio da existência, para os gregos, havia o amor. Bonito, né?

O mito de Prometeu

Prometeu, de Theodoor Rombouts (1597-1637).

A história de Prometeu é uma das mais famosas da mitologia grega. Prometeu é um titã
de segunda geração que participou da batalha contra os deuses, vencida por Zeus. E foi
este mesmo Zeus quem condenou Prometeu a um dos destinos mais terríveis que se possa
imaginar. O crime? Roubar o fogo dos deuses e compartilhá-lo com os homens.

O castigo a que Zeus condenou Prometeu é horripilante. Todos os dias uma água devoraria
o fígado do indefeso titã, acorrentado a uma rocha. Para piorar, o martírio se repetiria
diariamente, já que o fígado se reconstituiria durante a noite, ficando novinho em folha
para águia repetir o serviço no dia seguinte. Consegue imaginar um castigo pior?
O mito de Pandora

A Caixa de Pandora, de Charles Edward Perugini (1839-1918).

Pandora é a primeira mulher na mitologia grega. Ela foi enviada por Zeus à Terra como
um presente para os homens. Na sua ida à Terra, Pandora levou consigo uma caixa e
recebeu dos deuses a advertência de jamais abri-la. Ela não sabia, mas dentro da caixa
havia todos os males que podemos imaginar, como guerras, pestes e fome. Detalhe: até
então, o mundo dos homens era regido pela paz.
Mas a curiosidade de Pandora falou mais alto. Passado um tempo, ela abriu a caixa,
deixando escapar tudo o que havia lá dentro. Ela ainda tentou desfazer o erro, voltando a
fechar a caixa, mas já era tarde. A única coisa que restou lá dentro foi a esperança.
Afrodite, Helena e a Guerra de Troia

O Rapto de Helena, de Juan de la Corte (1597-1660).

A relação da deusa Afrodite com a Guerra de Troia é bem curiosa. Tudo começou com
um concurso, promovido durante o casamento do herói Peleu com a deusa Tétis, para
saber quem era a deusa mais bonita do mundo. Concorriam Hera, Afrodite e Atena. Cada
uma prometeu algum benefício ao juiz, Páris, príncipe de Troia, que acabou escolhendo
o suborno oferecido por Afrodite: a mulher mais bonita do mundo.

Porém, a mulher mais bonita do mundo, a semideusa Helena, já era casada, e com
ninguém menos do que Menelau, rei de Esparta. Findo o concurso, Páris foi buscar o seu
"presente" - na verdade, foi sequestrar Helena. Revoltado, Menelau, junto de seu irmão
Agamenon e outros aliados gregos, partiram para Troia para tentar recuperar Helena. Eis
o início da guerra.
O mito de Narciso e Eco

Narciso, de Caravaggio (1571-1610)


Sabe o adjetivo "narcisista"? Vem desse mito. Narciso era filho da ninfa Liríope, que
consultando o oráculo descobriu que seu filho só viveria enquanto não se conhecesse.
Quando cresceu, Narciso se tornou o mais belo dos rapazes. Recusou uma fila de
pretendentes, inclusive a ninfa Eco, que devido a uma maldição imposta por Hera só era
capaz de repetir o final das frases ditas por seu interlocutor. Desdenhada, Eco se isolou,
definhou e morreu.

O jovem Narciso era tão belo, mas tão belo, que acabou se apaixonando por sua própria
imagem refletida nas águas do rio. Por não poder consumar seu amor, desesperou-se.
Segundo conta o poeta Ovídio, ele começou a esmurrar o próprio peito e se transformou
em flor. Narciso foi punido por excesso de vaidade.

REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando:


introdução à filosofia. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Moderna, 2009.

HIPERCULTURA. Mitologia grega: os 20 principais mitos da Grécia Antiga.


Disponível em: [Link]
grecia-antiga/. Acesso em: 25 junho de 2025.
Atividade (quiz) Filosofia

Exercício de fixação

1.A palavra “mito” tem origem no grego mythos, que significa:

a) Verdade absoluta

b) Força divina

c) Palavra expressa, narrativa


d) Relato científico

[Link] foi o titã que roubou o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens?

a) Atlas

b) Prometeu

c) Cronos

d) Zeus

3.O que restou na Caixa de Pandora após a liberação de todos os males?

a) O medo
b) O conhecimento

c) A esperança

d) O amor

4.O mito de Narciso é uma metáfora para:

a) O perigo da ambição desenfreada

b) O amor idealizado entre humanos e deuses

c) A vaidade e o amor-próprio em excesso


d) A fidelidade às tradições orais

[Link] era o objetivo central dos primeiros filósofos gregos?

a) Divulgar mitos populares

b) Aplicar o conhecimento à construção de templos

c) Refletir racionalmente sobre a origem das coisas

d) Servir às decisões políticas


6.O que significa a palavra logos no contexto filosófico grego?
a) Fé revelada

b) Crença popular

c) Discurso racional e argumentativo

d) Tradição oral
Gabarito

1. c) Palavra expressa, narrativa

→ Mythos em grego significa algo falado, uma narrativa contada — diferente de logos,
que é o discurso racional.

2.b) Prometeu

→ Prometeu é o titã que desafiou Zeus ao roubar o fogo dos deuses para entregar à
humanidade. Por isso, foi severamente punido.

3.c) A esperança

→ Ao abrir a caixa, Pandora libertou todos os males do mundo, mas a esperança


permaneceu dentro dela — um detalhe simbólico muito marcante.

4.c) A vaidade e o amor-próprio em excesso

→ Narciso representa o amor exagerado pela própria imagem. Ao se apaixonar por si


mesmo, não consegue amar ninguém e acaba punido por sua vaidade.

5.c) Refletir racionalmente sobre a origem das coisas

→ Os primeiros filósofos buscavam explicações sobre o mundo com base na razão,


questionando a natureza das coisas e os princípios do universo.

6.c) Discurso racional e argumentativo

→ Logos representa o pensamento estruturado pela razão, com base em argumentos, em


contraposição ao mythos, que é narrativo e simbólico.

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