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Relatório de Experimentos em Óptica Física

O relatório apresenta experimentos práticos em óptica física, focando na caracterização de efeitos ópticos como interferência e difração. Três experimentos foram realizados para determinar o comprimento de onda de um laser e as dimensões de fendas usando o princípio de difração e interferência. Os resultados obtidos mostraram consistência com a literatura, validando os métodos experimentais utilizados.

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joao.vaoliveira
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Relatório de Experimentos em Óptica Física

O relatório apresenta experimentos práticos em óptica física, focando na caracterização de efeitos ópticos como interferência e difração. Três experimentos foram realizados para determinar o comprimento de onda de um laser e as dimensões de fendas usando o princípio de difração e interferência. Os resultados obtidos mostraram consistência com a literatura, validando os métodos experimentais utilizados.

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

UNIDADE ACADÊMICA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO

RELATÓRIO LABORATÓRIO FISICA GERAL 4

ÓPTICA FÍSICA

Cabo de Santo Agostinho -


2024
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIDADE ACADÊMICA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO

ALLAN VITOR RAMOS DE LIMA


FILIPE GABRIEL MACIEL DE OLIVEIRA
JEFFERSON MULLER BERNARDINO DE LIMA
JOAO GABRIEL VIRGINIO DA SILVA
LUIZ FILIPE AQUINO DA SILVA
NATHALLYA LUIZA FERREIRA DE LIMA

RELATÓRIO LABORATÓRIO FISICA GERAL 4


ÓPTICA FÍSICA

Relatório de projeto apresentado à Unidade


Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho (UACSA),
da Universidade Federal Rural de Pernambuco
(UFRPE), em cumprimento às exigências da
disciplina Física Geral IV, ministrada pelo Prof. Dr.
Albert Stevens Reyna Ocas, para compor a nota da
2ª V. A.

Cabo de Santo Agostinho -


2024
RESUMO

A era da informação em que estamos imersos se baseia quase que totalmente na física das
ondas eletromagnéticas, sendo uma de suas vertentes de estudo a óptica física. Esta se ocupa
da caracterização dos efeitos ópticos, tais quais a interferência e difração. O presente trabalho
busca, por intermédio de experimentos práticos, tornar palpável e transladar do campo das
ideias o funcionamento teórico dos feixes luminosos descritos pela literatura, dissipando a
abstração e estudando didaticamente seu funcionamento. Foram realizados três experimentos;
para o primeiro, o objetivo foi determinar o valor do comprimento de onda (λ) de um laser,
utilizando o princípio da difração em redes. O experimento foi montado utilizando um sistema
de lentes, com o intuito de manejar o feixe de luz e projetá-lo sobre uma grade de difração.
Para o segundo experimento, o objetivo foi determinar os valores de “a” (largura da fenda) e
“d” (distância entre os centros das fendas) por meio do estudo dos fenômenos de interferência
e difração da luz, utilizando o Experimento de Young. Neste experimento, um feixe de luz
coerente atravessa duas fendas, resultando em um padrão de franjas de interferência e
difração. Os valores de intensidade das franjas foram registrados e, posteriormente com base
nos ângulos descobertos, foram alcançados os valores de “a” e “d”. Já no terceiro
experimento, foi utilizado o fenômeno de difração e o princípio de Babinet para determinar a
espessura de dois fios, sendo um fio de cabelo e um fio de tecido. Um laser foi projetado
sobre os fios, e o padrão de difração observado em um anteparo permitiu medir a distância
entre as franjas claras e escuras. Com esses dados foi possível calcular a espessura dos fios.

Palavras-chaves: Laser, feixe de luz, experimento, óptica, lentes.


ÍNDICE DE FIGURAS

FIGURA 1 - SISTEMA DO EXPERIMENTO 1...................................................................................8


FIGURA 2 - REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA DO EXPERIMENTO 1.................................................8
FIGURA 3 - GRADES DE DIFRAÇÃO.............................................................................................9
FIGURA 4 - PADRÃO DE DIFRAÇÃO COM A GRADE DE 4 LINHAS POR MILÍMETRO.......................9
FIGURA 5 - PADRÃO DE DIFRAÇÃO COM A GRADE DE 8 LINHAS POR MILÍMETRO.......................9
FIGURA 6 - PADRÃO DE DIFRAÇÃO COM A GRADE DE 10 LINHAS POR MILÍMETRO...................10
FIGURA 7 - MEDIÇÃO DE FRANJAS............................................................................................15
FIGURA 8 - MONTAGEM DO EXPERIMENTO...............................................................................15
FIGURA 9 - MEDIÇÃO DA INTENSIDADE....................................................................................16
FIGURA 10 - GRÁFICO DE TENSÃO X THETA.............................................................................18
FIGURA 11 - FUNÇÃO DA INTENSIDADE DAS FRANJAS COM A E D ALTERADOS PARA MELHOR
SE AJUSTA À CURVA TEÓRICA............................................................................................19

FIGURA 12 - CURVA EXPERIMENTAL E CURVA TEÓRICA AJUSTADA PARA MELHORES


PARÂMETROS ACHADOS.....................................................................................................19

FIGURA 13- ILUSTRAÇÃO PRINCÍPIO DE BABINET.....................................................................21


FIGURA 14 - MONTAGEM DO EXPERIMENTO 03........................................................................22
FIGURA 15 - PADRÕES DE INTERFERÊNCIA E DIFRAÇÃO DO FIO DE CABELO............................22
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO GERAL..................................................................................................6

2. EXPERIMENTO 1............................................................................................................7

2.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS.............................................................................7

2.2. DETALHAMENTO.....................................................................................................8

2.3. CÁLCULO EXPERIMENTAL..................................................................................10

2.3.1. REDE DE DIFRAÇÃO 1...................................................................................10

2.3.2. REDE DE DIFRAÇÃO 2...................................................................................12

3. EXPERIMENTO 02........................................................................................................14

3.1. MATERIAL E EQUIPAMENTOS.............................................................................14

3.2. DETALHAMENTO...................................................................................................14

3.3. CÁLCULOS E GRÁFICOS.......................................................................................16

3.4. CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO 2...................................................................20

4. EXPERIMENTO 3..........................................................................................................21

4.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS...........................................................................21

4.2. DETALHAMENTO DO EXPERIMENTO 3............................................................21

4.3. CÁLCULOS E EXPLICAÇÕES DO EXPERIMENTO 3........................................22

4.4. CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO 3...................................................................23

5. CONCLUSÃO..................................................................................................................25

REFERÊNCIAS......................................................................................................................26
1. INTRODUÇÃO GERAL

A espectroscopia de infravermelho (IR) está presente em diversos braços do grande


aglomerado da pesquisa e aplicação. Exemplo disso é o uso da (IR) como forma de análise na
indústria alimentícia e pesquisas envolvendo caracterização de moléculas. A utilização da
espectroscopia de IR vem aprimorando-se com o avanço das tecnologias das grandes
fabricantes de instrumentação óptica. Com esse avanço, temos cada vez mais resolução e
faixa de análise para nossos espectros, ocasionando um aumento significativo na fidelidade da
análise. Acompanhado disso, está a variedade de opções no mercado.

2. EXPERIMENTO 1

2.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS


 Suporte Graduado;  Grades de difração;
 Lente Delgada Convergente;  Paquímetro digital;
 Lente Delgada Divergente;  Trena;
 Laser de Neodímio;

6
2.2. DETALHAMENTO

A priori, foi necessário montar um sistema de lentes capaz de mostrar o padrão de


difração ocasionada pelas grades de difração (figura 3). Utilizando um suporte graduado
(figura 1), foi fixado e ajustado todo o equipamento, sendo o laser de neodímio posicionado
apontado para a parede (anteparo). Após o laser, posicionou-se uma lente delgada divergente,
de forma que a luz do laser a atravessasse, no intuito de aumentar sua área transversal, em
seguida, a 12cm, foi posicionada uma lente delgada convergente para focalizar a luz no ponto
desejado. Por fim, como barreira final para a luz, foi posto um suporte que manteria as grades
de difração (Figura 3) na altura correta, suporte este que permitiria a troca de lentes sem
alteração dos ajustes do sistema. Utilizando a trena, foi medido a distância da grade de
difração à tela de observação (3,6m). É importante citar que a distância dos componentes é
devido a distância focal das lentes, sendo 2cm para a lente divergente e 10cm para a lente
convergente.

Figura 1 - Sistema do Experimento 1

Fonte: Autoral, 2024


Figura 2 - Representação do Sistema do Experimento 1

Fonte: Autoral, 2024

7
Assim que o suporte e as lentes foram bem-posicionados, utilizando as grades de
difração disponíveis (figura 3), foi possível adquirir os seguintes padrões de difração; observe
as figuras 4, 5 e 6.

Figura 3 - Grades de Difração

Fonte: Autoral, 2024

Figura 4 - Padrão de difração com a grade de 4 linhas por milímetro

Fonte: Autoral, 2024


Figura 5 - Padrão de difração com a grade de 8 linhas por milímetro

Fonte: Autoral, 2024

Note, o ideal para visualização mais nítida dos padrões de difração seria realizar o
experimento em um ambiente com oclusão parcial ou total de fontes primarias externas (luz
solar). Entretanto, como isso não foi possível, optou-se em alguns casos por utilizar
superfícies menos rugosas para observação (papel);
8
Figura 6 - Padrão de difração com a grade de 10 linhas por milímetro

Fonte: Autoral, 2024


Por meio das imagens dos padrões de difração, foi possível constatar que à medida que
a quantidade de linhas por milímetro aumentava, proporcionalmente, a distância entre as
claras também aumentava. Sendo assim, foi possível reunir os dados necessário para
determinar o comprimento de onda do laser.

Tabela 1: Números de máximos periféricos para um lado do máximo central relacionados a distância do
máximo central até o último máximo observado
- 4 linhas/mm 8 linhas/mm 10 linhas/mm
N° de Máximos 9 7 5
Y (mm) 81 126,42 113,16
Fonte: Autoral, 2024

Para a tabela 1, Y é a distância da franja clara central para a última franja observável
de um dos lados, que foi medido pelo paquímetro digital, sendo feito com cada uma das
grades de difração. Que fique claro que pode haver uma taxa de erro ocasionada pelo
operador ou pela máquina, sendo esse o motivo da teoria não bater corretamente com a
prática. Posteriormente, na conclusão dessa partição, é mais bem discutida essas nuances.

2.3. CÁLCULO EXPERIMENTAL

2.3.1. REDE DE DIFRAÇÃO 1

A primeira rede de difração utilizada possui 4 linhas por milímetro. Sendo assim,
usando a seguinte expressão, disponibilizada em sala de aula durante o experimento pelo
orientador, para encontrarmos a relação entre a distância entre as fendas (d) e o diâmetro das
fendas (a);

9
Figura 6.1: Triângulo de referência para cálculos

Fonte: Autoral, 2024

a=Nd (1)
Logo,

a (2)
a=Nd ⇒ d =
N

Numericamente,

−3
10 −4 (3)
d= ⇒ d=2, 5 ∙10 m.
4

Através de um paquímetro digital, mediu-se que a última franja clara foi vista, para a
rede de difração 2, a uma distância y u=81mm da franja clara central, sendo essa a nona franja
observada a olho nu (m=9). Utilizando a equação para o experimento de Young para
máximos (franjas claras) (Halliday e Resnick, 2016);

dsenθ=m λ ; m=1 , 2 ,3 , … (4)

y u=D tg(θ) (5)

10
Isolando theta da eq (5) e usando eq (4).

C . o . yu (6)
tgθ= =
C.a D

( ) ⇒ θ=1,288 ° (7)
−3
81∙ 10
θ=arctg
3,6

−4
d ∙ senθ (2 , 5 ∙10 )∙ sen (1,288) (8)
λ= = =6,248 ∙10−7 m ⇒ λ=624 , 8 nm
9 9

2.3.2. REDE DE DIFRAÇÃO 2

Analogamente ao que foi desenvolvido anteriormente, agora com 8linhas / mm;

−3
a 10 −4 (9)
d= = ⇒ d=1 , 25∙ 10 m
N 8

Através de um paquímetro eletrônico, mediu-se que a última franja clara foi vista para a rede
de difração 2 a uma distância y u=126 , 42mm da franja clara central, sendo essa a sétima
franja observada a olho nu (m=7 ). Com isso, pela equação 1;

d ∙ senθ=7 ∙ λ (10)

( ) ⇒ θ=2,011° (11)
−3
126 , 42∙ 10
θ=arctg
3,6

Explicitando lambda da equação (10):

−4
d ∙ senθ (1 , 25 ∙10 )∙ sen (2,011° ) (12)
λ= = =6,267 ∙10−7 m ⇒ λ=626 , 7 nm
7 9

2.3.3. REDE DE DIFRAÇÃO 3

Analogamente como desenvolvido antes, agora com 10 linhas/mm.


11
−3
a 10 −4 (13)
d= = ⇒ d=1 ∙10 m
N 10

Mediu-se que a última franja clara foi vista para a rede de difração 2 a uma distância
y u=113 ,16 mm da franja clara central, sendo essa a quinta franja observada a olho nu (m=5 ).
Com isso, pela equação 1;

d ∙ senθ=5 ∙ λ (14)

( ) (15)
−3
113 ,16 ∙ 10
θ=arctg ⇒θ=1,800 °
3,6

−4
d ∙ senθ (1 ∙10 )∙ sen(1,800 ° ) (16)
λ= = =6,282∙ 10−7 m⇒ λ=628 ,2 nm
7 5

2.4. CONCLUSÕES

Tabela 2: Resultado dos cálculos para o comprimento de onda


Rede de difração Rede 1 Rede 2 Rede 3
Comprimento de onda
624,8 626,7 628,2
(lambda, nm)
Fonte: Cálculos da sessão 2.3.1, 2.3.2 e 2.3.3

Embasado nos dados obtidos, percebemos um padrão nos resultados do comprimento


de onda para a luz do laser, sendo esse padrão satisfatório perante o número de observações
realizadas. Com isso, os cálculos apontam veracidade e semelhança a descrição literária,
rememorada intuitivamente ao olhar a coloração da luz emitida pelo laser. O pequeno erro
observado posterior a casa das dezenas pode ser explicado pela teoria dos erros, implícitos e
naturais a qualquer experimento (Humberto, 2006). Por mais precisas que fossem as medições
e os equipamentos, ainda sim surgiriam pequenos erros. Estes podendo ser mitigados com a
interação do processo experimental, aumentando a exatidão/acurácia da resposta (Humberto,
2006). A posteriori, para fim de confirmação dos resultados, viu-se ao olhar para o feixe
luminoso do laser a coloração avermelhada que, segunda a literatura, encontra-se no intervalo
do espectro da luz visível entre 620nm e750 nm, o que coincide com os resultados
experimentais (Halliday e Renick, 2016). Não foi citado os erros implícitos a limitação de

12
casas decimais dos softwares dos equipamentos eletrônicos pois as casas decimais foram
truncadas em 3, com uma tolerância de 4 algarismos significativos.

3. EXPERIMENTO 02

Objetivo: Determinar o valor de “a” e “d”;

Princípio: Experimento de Young com os fenômenos de interferência e difração;

3.1. MATERIAL E EQUIPAMENTOS

 Laser de hélio-neônio;  Trasladador;


 Duas lentes;  Multímetro;
 Lente com várias fendas;

3.2. DETALHAMENTO

Este experimento baseia-se no princípio do Experimento de Young com duas


fendas. O Experimento de Young demonstra dois fenômenos fundamentais da física
ondulatória: a difração e a interferência da luz. Inicialmente, o experimento é
composto por um conjunto de fendas com largura “a” e espaçamento “d” entre seus
centros. A difração ocorre quando uma onda passa por uma abertura. A quantidade de
difração aumenta à medida que a largura da fenda se aproxima do comprimento de
onda da luz. Se a fenda for muito maior que o comprimento de onda, a difração será
mínima. A interferência ocorre quando um feixe de luz coerente atravessa duas fendas,
gerando um padrão de franjas claras e escuras. A posição e o espaçamento dessas
franjas dependem da distância entre as fendas. Quanto menor a distância entre as
fendas, maior será o espaçamento entre as franjas de interferência. A intensidade da
luz difratada varia, tendo o eixo central (ângulo zero) como valor de pico, com
máximos e mínimos subsequentes tendendo a zero. A intensidade da luz coerente
permanece constante nos máximos e é zero nos mínimos.

A montagem do experimento envolve os equipamentos citados anteriormente:


um laser de hélio-neônio para emitir o feixe de luz, duas lentes para ampliar e colimar
13
o feixe, uma lente com várias fendas, um trasladador para mover o detector de franjas,
e um multímetro para captar o sinal, convertê-lo em tensão e apresentar o valor
medido. A medição foi realizada do quarto mínimo de difração de um lado até o quarto
mínimo do lado oposto. O trasladador tem a função de ajustar a posição do detector de
intensidade, que mede a tensão. A mudança de posição é mensurada em passos, sendo
que o passo 20 foi estabelecido como padrão para medir a intensidade das franjas.
Durante a prática, a quarta franja mínima foi tomada como ponto zero. A partir daí,
foram percorridos 20 passos por vez, com medições realizadas até atingir a quarta
franja mínima do lado oposto. No total, foram medidos 190 pontos, correspondendo a
uma distância total de 3800 passos.

Figura 7 - Medição de Franjas

Fonte: Autor

Figura 8 - Montagem do Experimento

14
Fonte: Autor

Figura 9 - Medição da intensidade

Fonte: Autor

3.3. CÁLCULOS E GRÁFICOS

Nesta seção descrevemos como foi obtido os valores de “d” associado as


equações (1) e (2), que são os espaçamentos entre 2 fendas. Além disso, acharemos o
“a” , equação (3), que está associado a metade do comprimento de uma única fenda.
Ademais, foram obtidos, usando um multímetro, amplificador óptico e detector de
fótons os valores de tensão elétrica, já que para fins experimentais podemos aproximar
a nossa intensidade dada em [W/m²] para Tensão Elétrica [V], e com esse valor
15
poderemos achar os valores buscados. Além de usar um transladador que possui uma
resolução de micrometro. Adquirindo a cada 100 µm um valor associado de tensão, e
também um valor D = 1,11 m, que representa a distância das fendas até o anteparo. A
estratégia será achar valores de theta, após achar esses valores, usaremos os ângulos
associados aos máximos e mínimos de interferência e difração. Achando, então,
algumas medidas e fazendo sua média para saber qual o valor mais próximo do real
modificando o gráfico.

dsenθ=m λ (17)

( 12 ) λ
dsenθ= m+
(18)

asenθ=m λ (19)

y=D tan ⁡(θ) (20)

Com Equação (4), podemos isolar o theta e obtermos a equação (5), com ela teremos
com a Tabela (1) valores de tensão, deslocamento e ângulo. Após usarmos a equação (5),
temos que achar os valores de theta que estão associados aos mínimos de interferência e de
difração, e para fazermos essa localização precisamos apenas achar os menores valores de
tensão e os maiores valores de tensão para sabermos quais thetas estão associados e
representados na Tabela (2). Com isso, teremos todos os valores necessários para acharmos os
valores d e a, e também poderemos usar mais de um theta para fazermos uma média e
assegurar um valor mais fidedigno.

θ=arctan ( Dy ) (21)

16
Tabela 1 Valores de Theta que estão ligados as suas ordens(m) e um valor médio usado

Fonte:Autor

17
Figura 10 - Gráfico de Tensão x Theta

Fonte: Autor
Assim, usando Im = 1,707 obtemos por meio de uma média os valores para d =
0,002920121 m e a=0,000368705 m. Com esse valor, precisamos agora achar qual curva
teórica usando as equações (6), (7) e (8) se ajusta melhor com base nesses valores. E assim foi
feito um gráfico que permitia uma mudança livre dos parâmetros para encontrar o melhor
parâmetro possível em testes.

sen ² (α ) (22)
I ( θ )=I m co s 2 ( β )
α²

πdsen (θ) (23)


β=
λ

πdsen (θ) (24)


α=
λ

18
Figura 11 - Função da Intensidade das Franjas com a e d alterados para melhor se ajusta à curva teórica

Fonte: Autoral, 2024.

Figura 12 - Curva Experimental e Curva Teórica ajustada para melhores parâmetros achados

Fonte: Autor

19
O ajuste foi feito da seguinte forma: O parâmetro d está relacionado diretamente à
resolução da figura, ou seja, ao espaçamento entre os picos, que em resumo, quanto maior o d,
maior será a separação entre os máximos de interferência. Já o parâmetro a está ligado à
envoltória e qual próximo o mínimo de difração está mais próximo do máximo central, ou
seja, ele afeta o tamanho dos picos de interferência. Podemos perceber isso quando dividimos
a equação (1) por (3), para obtermos d/a, que indica em qual m está o mínimo de difração.
Aumentando o a, teremos um mínimo próximo ao máximo central. Diante disso, foi feito
ajustes com base na melhor posição de resolução usando o d e tamanho de pico a (Figura (5)),
gerando assim, nossa figura (6) por cima da figura (4). Portanto, obtivemos a = 0,128 µm e
d=0,280 mm.

3.4. CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO 2

Podemos concluir que os pontos extraídos de tensão, posição y e os ângulos


nos forneceram uma base de dados para estimar os valores d1 = 2,92mm e a1 =
368,7µm, porém foi necessário alterar esses valores para melhor adequar a curva e os
pontos, procurando o melhor fit para os resultados experimentais. Esses resultados d2 =
2,80mm e a2 = 128µm fornecem uma aproximação melhorada para os parâmetros da
nossa curva, entretanto podemos perceber que existe uma assimetria nos primeiros
picos de interferência (m=1), como também irregularidades nos picos das demais
interferências. Podemos explicar isso como um erro associado à instabilidade do
amplificador óptico e o multímetro usado, além de que a sala que estavam sendo
realizadas as medições estava sob constante mudança de luminosidade, pois havia
muito movimento em frente as janelas. Além de que, a obtenção dos pontos foi feita de
uma maneira sem muito cuidado, pois era preciso total escuridão na sala para o
background não interferir no resultado.

Portanto, a ausência da simetria afeta levemente nossa curva Sync, mas os


resultados e dados obtidos foram coerentes com o esperado para um experimento de
dupla fenda de Young, que sofre fenômeno de interferência e de difração. Também foi
observado a interação e relação entre os parâmetros a e d, e o quanto são importantes
para modelar corretamente um gráfico Sync da resposta do experimento.

20
4. EXPERIMENTO 3

Objetivo: Determinar o valor da espessura dos fios utilizados (cabelo e tecido);


Princípio: Experimento de uma fenda com difração e princípio de Babinet;

4.1. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

 Suporte Graduado;  Fio de cabelo;


 Lente Delgada Convergente;  Paquímetro digital;
 Lente Delgada Divergente;  Trena;
 Laser de Neodímio;

4.2. DETALHAMENTO DO EXPERIMENTO 3

Neste experimento foram utilizados 3 tipos de materiais: 2 fios de cabelos de colegas


de classe e um fio de tecido qualquer. O objetivo é encontrar o valor de seus diâmetros com o
experimento de fenda simples, esse valor seria o “a” da equação de difração.

Seguindo o princípio de Babinet, o padrão observado quando a luz incide sobre uma
abertura de qualquer forma é o mesmo sobre um objeto que é o complementar da abertura.

Figura 13- Ilustração princípio de Babinet

Fonte: DONADELLI, 2019.

Os fios foram colocados na frente de um laser com o objetivo de gerar o padrão de


difração para cada fio, assim poderíamos observar os máximos e mínimos que cada geraria.
Colocamos uma cartolina branca para ser o anteparo e observamos o padrão de difração
21
formado nela. Para cada fio, medimos a distância da franja clara central até a última franja
escura com um paquímetro digital, e usaremos esse dado para calcular o diâmetro “a” do
cabelo. Para todos os cálculos a distância do cabelo à cartolina é 110cm.

Tabela 2 - Dados Obtidos


Dados Coletados
- 1º Fio 2º Fio 3º Fio
N° de Mínimos 9 6 7
Y (mm) 70,64 72,74 15,03
Fonte: Autoral, 2024

Figura 14 - Montagem do experimento 03

Fonte: Autoral, 2024

Figura 15 - Padrões de interferência e difração do fio de cabelo

Fonte: Autoral, 2024

4.3. CÁLCULOS E EXPLICAÇÕES DO EXPERIMENTO 3

Para Calcularmos de forma mais precisa os diâmetros de cada fio, utilizaremos


a média dos comprimentos de onda encontrados no experimento 1. Tirando a média
aritmética dos 3 comprimentos de onda temos que o λlaser = 626,57 nm. Utilizaremos a
22
relação que temos entre a Eq. 3, Eq. 4 e Eq. 5 da página 15 onde acharemos “a”
(largura da fenda ou nesse caso espessura dos fios) da seguinte forma:

n.D. λ (25)
a=
y

Para o primeiro fio foram observadas 9 franjas escuras de cada lado da franja
central. A distância entre a 9ª franja escura e a franja central é de 70,64 mm. Com isso
substituindo os dados na equação, temos que:
−9
9 .1 , 1. 626 , 57. 10 (26)
a=
0,07064
Encontramos que o 1° fio tem um valor de 87,8μm. Repetindo o mesmo processo para
os outros fios temos que o 2º fio tem 56,85μm e o último fio tem 321μm.

A partir dos resultados obtidos neste experimento, foi possível determinar a


espessura dos três fios analisados: dois fios de cabelo e um fio de tecido. O método de
difração com laser, baseado no princípio de Babinet, permitiu a visualização do padrão
de máximos e mínimos de difração, o que possibilitou o cálculo das espessuras
utilizando a fórmula derivada das equações de difração. O primeiro fio de cabelo
apresentou uma espessura de 87,8 μm, enquanto o segundo fio, mais fino, apresentou
uma espessura de 56,85 μm. Já o fio de tecido, significativamente mais grosso,
apresentou uma espessura de 321 μm. Esses resultados estão de acordo com as
expectativas, uma vez que fios de cabelo tendem a ter espessuras na casa de dezenas
de micrômetros, e o fio de tecido, por sua natureza, é mais espesso. Portanto, o
experimento foi bem-sucedido na determinação precisa das espessuras dos fios,
validando a eficácia do método de difração para esse tipo de análise.

4.4. CONCLUSÕES DO EXPERIMENTO 3

Os resultados do experimento demonstram que o método de difração a laser é


eficiente para medir espessuras de fios com precisão. O primeiro fio de cabelo
apresentou 87,8 μm de espessura, enquanto o segundo fio, mais fino, teve 56,85 μm. O
fio de tecido, significativamente mais grosso, apresentou uma espessura de 321 μm.
Esses valores estão de acordo com o esperado para fios capilares e tecidos, reforçando
a confiabilidade do método. A aplicação do princípio de Babinet permitiu uma análise
detalhada das diferenças de espessura entre os materiais. A técnica de difração

23
mostrou-se sensível e precisa para detectar variações de espessura, oferecendo uma
alternativa viável a métodos tradicionais. O experimento validou o uso dessa
abordagem para medir materiais finos, como fios de cabelo e tecidos, com alta
precisão. Assim, o método pode ser considerado uma ferramenta útil em pesquisas que
envolvem a caracterização de materiais delicados, especialmente em situações que
outros equipamentos podem ser menos práticos ou precisos.

24
5. CONCLUSÃO
A priori, apesar das dificuldades enfrentadas durante a montagem e calibração dos
experimentos, é possível afirmar que os objetivos propostos foram atingidos. O experimento
1, que continha o objetivo de determinar o comprimento de onda de um laser através da
análise de redes de difrações com valores diferentes, obteve uma média de 626,57 nm
(nanômetros) que coincide de maneira bem próxima com a realidade, estimada entre 620 nm e
700 nm para luz de cor vermelha.

Para o experimento 2, objetivava-se determinar os parâmetros “a” que é a


largura das fendas e “d” que é a distância entre as fendas através da aplicação do
experimento de Young. Como resultado dessa aplicação, obteve-se um conjunto de
pontos medidos através da relação de intensidade e o ângulo. Assim, gerou-se o
gráfico do experimento relacionado aos fenômenos de difração e interferência. Para
que os valores descobertos sejam validados, propôs-se uma aproximação entre os
gráficos dos pontos medidos com os parâmetros determinados. De modo lógico, todo
software tem uma limitação, bem como o experimento realizado não está livre de erros
humanos ocorridos durante a medição. Dito isto, a aproximação não coincidiu
totalmente com a medição real, contudo, visivelmente, é possível assumir que os
valores estão na vizinhança do valor correto.

Em relação ao experimento 3, cujo objetivo era determinar a espessura de um


fio de cabelo, o resultado obtido se encaixa nos parâmetros práticos dos fios, que por
sua vez, prova a eficácia do princípio.

Para finalizar, os experimentos aplicados demonstram precisão e exatidão em


seus resultados em relação aos valores reais. Conclusões como essas geram
oportunidades para novas aplicações desses princípios na modernidade. Portanto,
percebe-se a aplicação prática de conceitos físicos estudados nas aulas teóricas,
demonstrando suas nuances e variações. Observou-se também que erros estão
presentes e são elementos, muitas vezes, protagonistas em experimentos, considerando
que, no mundo real, é impossível alcançar as condições perfeitas descritas pela teoria.
Isso pode ser justificado pela imprecisão natural dos equipamentos de medição, não
importando o quão sofisticado estes sejam. Dessa forma, é indispensável análise e

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ponderação de tais desvios, a fim de tomar medidas suficientes para minimizá-los e
evitar ambiguidades, visando resultados precisos na medida do possível.

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REFERÊNCIAS

HALLIDAY, D; RESNICK, R. & WALKER, J. 2016. Fundamentos de Física - Óptica e Física


Moderna, Vol. 4, 10ª ed. LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora.

MARISILVIA. Difração e Interferência. São Paulo: Instituto de Física da Universidade de


São Paulo, 2019.

V. Thomsen. “Precision and The Terminology of Measurement”. The Physics Teacher, Vol.
35, pp.15-17, Jan. 1997.

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