MANUAL DEPROCEDIMENTOS
OPERACIONAIS PADRÃO
PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS
MAIO 2023
PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
ATENÇÃO PRIMARIA A SAÚDE
MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAUDE
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA A
SAÚDE
Manual elaborado por/data: Patricia Aparecida Kuhl Coren Vigência: 2023
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Elaboração
PATRICIA APARECIDA KUHL
Colaboradores
PATRICIA APARECIDA KUHL
ALEXANDRE ENGEL
LUCIANA NEGRINI
LUCIANE POLITELO
Manual elaborado por/data: Patricia Aparecida Kuhl Coren Vigência: 2023
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Apresentação
O Manual de Procedimento Operacional Padrão (POP) trata-se de uma ferramenta importante
como guia para os profissionais de saúde, contendo informações técnicas, que subsidiam as rotinas para o
desenvolvimento das atividades de forma segura e com qualidade.
A Secretaria Municipal da Saúde de Mafra vem reforçar a importância de garantir a padronização
das ações, com foco nos resultados positivos de boas práticas, possibilitando a rastreabilidade do processo,
uniformidade das ações, auditorias internas e externas.
O processo de construção deste Manual foi devido a necessidade de descrever novos
procedimentos e revisar os já existentes, sendo sistematizado por Módulo, Capítulo e Assunto. A
padronização se fez necessária para fortalecer o processo de trabalho dos profissionais de saúde na
Atenção Primária à Saúde.
Cada POP, obedece a critérios técnicos, padroniza as ações assistenciais da equipe de saúde,
estabelece fluxo e organiza o processo de trabalho, define responsabilidades e demonstra sequência das
ações para o desempenho da atividade com qualidade e forma segura.
Os Manuais estão classificados em 3 Módulos:
- Módulo 1: Prevenção e Controle de Infecção
- Módulo 2: Procedimentos Assistenciais
- Módulo 3: Atendimento
Cabe salientar que eventuais revisões e atualizações deste Manual, devem ser devidamente
aprovadas pelo Departamento de Atenção Primária à Saúde, antes da implementação. Os POP’s serão
revisados anualmente, de forma a garantir sua atualização contínua.
Concluímos que se faz necessária a apreciação deste Manual portodos os profissionais ditos
como responsáveis pela prática, e que sejam utilizados rotineiramente nos processos detrabalho.
Este material foi elaborado e produzido pelas Enfermeira do ESF Osvaldo Sampaio Patricia Aparecida Kuhl
da Secretaria Municipal da Saúde de Mafra, sendo permitida a reprodução parcial ou total desde
que indicada a fonte e sem fins comerciais.
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Sumário
Apresentação............................................................................................................................ 4
SEGURANÇA DO PACIENTE ........................................................................................................ 8
CAPÍTULO1 ............................................................................................................................. 10
ASSISTÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃODEMEDICAMENTOS ........................................................... 10
POP 1.1 –VIA AÉREA ......................................................................................................................... 12
POP 1.2 –VIA ENDOVENOSA.............................................................................................................. 13
POP 1.2.1 – ADMINISTRAÇÃO DE NORIPURUM INJETÁVEL –VIAENDOVENOSA .................................. 14
POP 1.3 –VIA INTRAMUSCULAR ........................................................................................................ 17
POP 1.3.1 - VIA INTRAMUSCULAR – TÉCNICAEM“Z” .......................................................................... 21
POP 1.4 –VIA NASAL ......................................................................................................................... 23
POP 1.5 –VIA OCULAR ....................................................................................................................... 24
POP 1.6 –VIA ORAL ........................................................................................................................... 25
POP 1.7 –OTOLÓGICA (AURICULAR) .................................................................................................. 27
POP 1.8 –VIA RETAL .......................................................................................................................... 28
POP 1.9 – VIA SONDA NASOGÁSTRICA/ENTERAL ............................................................................... 29
POP 1.10 –VIA SUBCUTÂNEA ............................................................................................................ 30
POP 1.10.1 – APLICAÇÃODE INSULINA............................................................................................... 32
POP 1.10.2 – APLICAÇÃO DE INSULINA NPH E REGULAR NAMESMASERINGA..................................... 36
POP 1.10.3 – APLICAÇÃO DE INSULINA NPH-CANETA ........................................................................ 40
POP 1.11 –VIA SUBLINGUAL .............................................................................................................. 43
POP 1.12 –VIA TÓPICA ...................................................................................................................... 44
POP 1.13 –VIA VAGINAL .................................................................................................................... 45
POP 1.14 – ESPAÇADOR –COMO USAR .............................................................................................. 46
CAPÍTULO2 ............................................................................................................................. 49
ASSISTÊNCIA EM SALADEURGÊNCIA/EMERGÊNCIA ................................................................. 49
POP 2.1 –ASPIRAÇÃO NASOGÁSTRICA ............................................................................................... 50
POP 2.2 - ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES VIA TRAQUEOSTOMIA ............................................................. 51
POP 2.3 - ATENDIMENTO PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA-ADULTO ................................................. 54
POP 2.4 - ATENDIMENTO PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA-PEDIÁTRICO ........................................... 56
POP 2.5 – AUXÍLIO INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL .............................................................................. 60
POP 2.6 – PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA ........................................................................................... 61
POP 2.7 – OXIMETRIA DE PULSO ....................................................................................................... 63
POP 2.7.1- OXIMETRIA DE PULSO ...................................................................................................... 65
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CAPÍTULO3 ............................................................................................................................. 66
ASSISTÊNCIANASSONDAGENS ................................................................................................. 66
POP 3.1 – SONDAGEM GÁSTRICA/NASOENTERAL .............................................................................. 67
POP 3.2 – SONDAGEM VESICAL DE DEMORA ..................................................................................... 71
POP 3.3 – AUTOCATETERISMO VESICAL INTERMITENTE –TÉCNICALIMPA .......................................... 74
POP 3.4 – SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO......................................................................................... 77
POP 3.5 – TROCA DA SONDA DE CISTOSTOMIA ................................................................................. 79
CAPÍTULO4 ............................................................................................................................. 81
ASSISTÊNCIA NO CONTROLE DOSSINAISVITAIS ........................................................................ 81
POP 4.1 - VERIFICAÇÃOTEMPERATURACORPORAL............................................................................. 82
POP 4.2 - VERIFICAÇÃODOPULSO ...................................................................................................... 84
POP 4.3 - VERIFICAÇÃO DAFREQUÊNCIARESPIRATÓRIA ..................................................................... 86
POP 4.4 - VERIFICAÇÃO DAPRESSÃOARTERIAL ................................................................................... 88
CAPÍTULO5 ............................................................................................................................. 90
ASSISTÊNCIA NO CONTROLE DASMEDIDASANTROPOMÉTRICAS .............................................. 90
5.1 - AFERIÇÃO DE PESO –BALANÇAANTROPOMÉTRICA .................................................................... 91
5.2 - AFERIÇÃO DE PESO – BALANÇA ELETRÔNICADIGITALINFANTIL................................................... 92
5.3 – AFERIÇÃODE ESTATURA ........................................................................................................... 93
5.4 - AFERIÇÃO DE PERÍMETRO CEFÁLICO ......................................................................................... 94
CAPÍTULO6 ............................................................................................................................. 95
ASSISTÊNCIA NOS TESTES E EXAMESDESAÚDE ........................................................................ 95
POP 6.1 - COLETA DE URINA DE PACIENTE COMCATETERISMOVESICAL ............................................. 96
POP 6.2 – REALIZAÇÃODEELETROCARDIOGRAMA.............................................................................. 97
POP 6.3 – EXAME PREVENTIVO DE CÂNCER DE COLODEÚTERO ....................................................... 100
POP 6.4 – EXAME CLÍNICODEMAMA ............................................................................................... 107
POP 6.5 – TESTE DEGLICEMIACAPILAR............................................................................................. 111
POP 6.5.1 – RECOMENDAÇÕES PARA AUTOMONITORIZAÇÃO DA GLICOSECAPILAR(AMGC) ............. 113
POP 6.6 – MONITORAMENTO DA GLICEMIA CAPILAR-SOFTWARE.................................................... 116
POP 6.7 – COLETA DE SECREÇÃODENASOFARINGE .......................................................................... 118
POP 6.7.1– COLETA DE SECREÇÃO DE NASOFARINGE - SUSPEITA DE NOVO CORONAVÍRUS - SARS-
CoV-2/COVID-19 ............................................................................................................................ 120
POP 6.8 – DIAPASÃO –TESTESENSITIVO ........................................................................................... 123
POP 6.9 – MONOFILAMENTO –TESTESENSITIVO .............................................................................. 125
POP 6.10 – COLETA DE EXAME SWAB –AMOSTRAVAGINAL ............................................................. 127
POP 6.11 – COLETA DE EXAME SWAB –AMOSTRAANAL ................................................................... 129
POP 6.12 – TESTEDOPEZINHO ......................................................................................................... 131
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ASSISTÊNCIA NOSPROCEDIMENTOS AMBULATORIAIS ........................................................... 132
POP 7.1 - RETIRADADE PONTOS ...................................................................................................... 133
POP 7.2-TRICOTOMIA ..................................................................................................................... 134
POP 7.3 – INSERÇÃO DE DISPOSITIVOINTRAUTERINO ...................................................................... 135
POP 7.4- LAVAGEMDE OUVIDO ....................................................................................................... 137
CAPÍTULO8 ........................................................................................................................... 139
ASSISTÊNCIANOSCURATIVOS ................................................................................................ 139
POP 8.1 –CURATIVO SIMPLES.......................................................................................................... 140
POP 8.2 –CURATIVOCONTAMINADO ............................................................................................... 142
POP 8.3 – CURATIVODETRAQUEOSTOMIA....................................................................................... 145
POP 8.4 – LIMPEZAE IRRIGAÇÃO ..................................................................................................... 147
POP 8.5 – MENSURAÇÃODALESÃO .................................................................................................. 149
POP 8.6 – MENSURAÇÃO DO DESCOLAMENTODALESÃO ................................................................. 151
POP 8.7 – COLETA DE MATERIAL PARA CULTURASDELESÕES ........................................................... 152
POP 8.8 – PREVENÇÃO DE LESÃOPORPRESSÃO................................................................................ 155
CAPÍTULO9 ........................................................................................................................... 157
ASSISTÊNCIA NA PREVENÇÃODEQUEDAS .............................................................................. 157
POP 9.1 – PREVENÇÃO DE QUEDAS NA UNIDADE BÁSICADESAÚDE ................................................. 158
POP 9.2 – PREVENÇÃO DE QUEDASNO DOMICÍLIO .......................................................................... 160
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SEGURANÇA DO PACIENTE
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IDENTIFICAÇÃO SEGURA DO PACIENTE
Sempre confirmar antes dos atendimentos os 3 marcadores de segurança: nome, data de
nascimento e nome da mãe.
Apresentação de documentos:
Solicitar documento de identificação com foto para checagem.
Obrigatório apresentar CPF para cadastro
Viabilizar Cartão Nacional do SUS (CNS) sempre que necessário
Lembrar de atualizar o endereço e telefone
Observação:
1- A identificação correta e confirmação dos dados de identificação do usuário devem
ocorrer em todos os processos realizados dentro daUBS;
2- O paciente que não possui o CNS há possibilidade de consulta nos Dados Cadastrais, se
não for localizado neste módulo, pode ser verificado e realizado no Módulo CADWEB.
CAPÍTULO 1:
ASSISTÊNCIA NA
ADMINISTRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS
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Fonte: Enfermeira Andrea Dantas (Especialista em Gestão do Trabalho e Educação em Saúde)
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.1 - VIA AÉREA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, solução prescrita, oxigênio ou ar comprimido e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar a medicação com solução a ser administrada.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Orientar o paciente e ou/ acompanhante sobre o procedimento.
5º Colocar o paciente em posição de Fowler semi-Fowler
6º Conectar o kit nebulizador ao extensor e este ao fluxômetro;
Acionar o fluxômetro lentamente até visualizar névoa que sai pelo bocal do nebulizador (+/- 03
7º
litros);
8º Manter a nebulização até o término da medicação, ou durante o tempo prescrito.
9º Desprezar os resíduos em local próprio.
10º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
11º Higienizar as mãos (POP).
12º Checar em prescrição e anotar intercorrências.
13º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.2 - VIA ENDOVENOSA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico, administrar grande volume de soluções, drogas contra indicadas e
obter efeito imediato do medicamento administrado.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Seringa e agulha, garrote, algodão, luvas de procedimento, micropore ou esparadrapo,
álcool antisséptico a 70% e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Preparar a medicação a ser administrada.
5º Orientar o paciente e/ou familiar sobre o procedimento.
6º Posicionar o paciente adequadamente expondo a área a ser puncionada.
7º Calçar as luvas.
8º Garrotear o membro a ser puncionado.
Realizar antissepsia local com álcool antisséptico a 70% e algodão, de forma ampla de baixo para
9º
cima.
10º Introduzir a agulha com o bisel para cima e ao retornar sangue, soltar o garrote.
11º Administrar a medicação prescrita.
Retirar conjunto de seringa com agulha em movimento único ativando o dispositivo de segurança
12º
da agulha.
13º Fazer pressão com algodão contra o local da aplicação (não massagear).
14º Reposicionar o paciente confortavelmente.
Desprezar os resíduos em local próprio, se agulha não tiver dispositivo de segurança, não recapar
15º
agulha.
16º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
17º Retirar as luvas.
18º Higienizar as mãos (POP).
19º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
20º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.2.1 – ADMINISTRAÇÃO DE NORIPURUM INJETÁVEL – VIA ENDOVENOSA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Administrar o medicamento de forma correta e segura, evitando o surgimento de efeitos colaterais
como dor, inflamação e manchas na pele.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Prescrição médica, medicamento trazido pelo paciente, formulário termo de
responsabilidade, algodão, seringa, solução de cloreto de sódio a 0,9% p/v, scalpe, micropore, suporte de soro,
maca, bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
3° Apresentar-se ao paciente.
4º Verificar prescrição médica e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
registro).
5º Preencher Formulário de Registro de Aplicação de Injetáveis na Unidade de Saúde (POP). ANEXO 1
Garantir a privacidade do paciente utilizando o biombo, se necessário.
6º Aferir a pressão arterial antes, durante e ao término da administração do medicamento.
7º Cuidados Importantes
As ampolas devem ser visualmente inspecionadas quanto a sedimentos e danos antes de serem
utilizadas.
Devem-se usar somente aquelas livres de sedimento e que apresentem solução homogênea.
Uma vez aberta a ampola, a administração deve ser imediata.
A solução diluída deve ser marrom e límpida.
Cada ampola é destinada a uma única aplicação.
8º Instruções para abertura da ampola
A ampola apresenta no local de ruptura uma micro incisão, o que facilita sua abertura.
A ampola apresenta em sua haste duas identificações coloridas: um ponto azul, que é o ponto de
ruptura, e acima um anel roxo para identificação do produto.
Para correta abertura da ampola:
Segure a ampola com uma das mãos, deixando o ponto de ruptura azul voltado para fora.
Deve-se ter cautela para não deixar o produto entrar em contato com a roupa, poiscausa
manchas.
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Quebre a ampola pressionando com o polegar da outra mão a parte superior da ampola e
fazendo uma flexão para trás com o dedo indicador.
Diluição
9º
Diluir somente com solução de cloreto de sódio estéril 0,9% p/v.
1 ml de NORIPURUM EV (20 mg de ferro) em 20 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% p/v
5 ml (100 mg de ferro) em pelo menos 100 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% p/v
Até 25 ml (500 mg de ferro) em no máximo 500 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% p/v
Concentração de ferro 100 mg 200 mg 300 mg 400 mg 500 mg
Velocidade mínima de infusão 15 min 30 min 1,5 h 2,5 h 3,5 h
Para administração da dose única máxima tolerada de 7 mg de ferro/kg de peso corporal, deve-se
respeitar o tempo de infusão de no mínimo três horas e meia, qualquer que seja a dose total.
10º Via endovenosa:
Pode-se administrar a solução por infusão, por injeção endovenosa lenta ou diretamente na linha
do dialisador.
Não é necessário o uso de equipo fotossensível para a administração do medicamento.
Evitar acomodar o paciente em ambiente com incidência de luz solar direta.
Realizar o procedimento conforme POP de administração de medicamento via endovenosa.
Após a aplicação, estender o braço do paciente. Deve-se ter cautela com o extravasamento
paravenoso, pois causa dor, inflamação e manchas na pele.
11º Advertências e Precauções:
Respeitar o tempo de infusão do medicamento e intervalo de 24 horas entre as aplicações.
O limite da dose máxima por aplicação é de 200mg (2 ampolas) e da dose máxima semanal é de
500mg.
A administração parenteral de preparados de ferro pode causar reações alérgicas ou anafiláticas,
que podem ser potencialmente letais. Observar efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos
após aplicação.
Reações de hipersensibilidade também foram relatadas após doses anteriores sem eventos.
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Se apresentar sintomas como tonturas, confusão ou delírios após a administração de
NORIPURUM EV, orientar a não conduzir veículos ou utilizar máquinas até que os sintomas
tenham diminuído.
Observação:
1- Embora conste na bula a informação de que pode ser administrado Noripurum não diluído, por
injeção endovenosa lenta,a uma velocidade máxima de 1ml por minuto(uma ampola de 5ml em
5 minutos), não excedendo a dose de 10 ml (200 mg de ferro) por injeção, recomendamos o uso
endovenoso preferencialmente diluído (soluçãofisiológica).
ALERTA PARA A PRIMEIRA INFUSÃO:
A bula refere que o tratamento deve ser iniciado com uma dose reduzida (de
teste), a fim de determinar a sensibilidade do paciente.
Na primeira administração, recomenda-se a aplicação de uma dose teste de 1ml
de solução:
Adultos e crianças com mais de 14kg - (20mg de Ferro) em 2 minutos e aguardar
15 minutos, antes de infundir o restante.
Crianças com menos de 14kg: utilizar a metade da dose recomendada (1,5mg de
Ferro/ Kg), antes de infundir o restante.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.3 - VIA INTRAMUSCULAR
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Seringa de 5 ml ou 3 ml, agulha 25x7 ou 25x 08, algodão, álcool antisséptico e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Preparar a medicação a ser administrada, seguindo as instruções do fabricante.
Orientar o paciente para manter posição que auxilie o relaxamento do músculo onde será feita a
5º
injeção, evitando extravasamento e minimizando a dor.
6º Expor o local de aplicação.
7º Realizar antissepsia local com álcool antisséptico 70% e algodão (aguardar secagem).
8º Posicionar a seringa a 90º introduzindo agulha, com bisel lateralizado.
Aspirar suavemente o êmbolo com a mão livre e observar a presença de sangue. Caso houver,
9º
retirar a seringa com agulha e reiniciar o procedimento.
Injetar o medicamento, empurrando o êmbolo lentamente, garantindo uma administração
10º
intramuscular.
Retirar conjunto de seringa com agulha em movimento único ativando o dispositivo de segurança
11º
da agulha.
12º Fazer pressão com algodão contra o local da aplicação (não massagear).
Desprezar os resíduos em local próprio, se agulha não tiver dispositivo de segurança não recapar
13º
agulha
14º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
15º Higienizar as mãos (POP).
16º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
17º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
Observação:
1- Caso venha sangue na seringa, retirar imediatamente e aplicar em outro local.
2- Injeções de mais de 3 ml não devem ser aplicadas no deltoide.
Nos casos de anti-inflamatório, administrar preferencialmente na região glútea.
3- O volume máximo para injeção IM é de 5 [Link] acima de 5 ml, fracionar e aplicar
em locais diferentes.
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4- O músculo deltóide é contraindicado em pacientes com complicações vasculares dos
membros superiores, pacientes com parestesia ou paralisia dos braços, e aquelas que
sofreram mastectomia.
5- A agulha deve ser sempre introduzida em posição perpendicular à pele,ou seja, em um
ângulo de 90°.
6- O bisel da agulha deve ser posicionado de forma LATERAL, minimizando as agressões
as fibras musculares, minimizando a dor durante o procedimento e as complicações.
7- Podem ser aplicadas soluções aquosas, oleosas e suspensões.
8- ANEXO 5 – QUADRO REFERENCIAL DE APLICAÇÃO DE MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR:
LOCAL X VOLUME
TÉCNICA DE APLICAÇÃO:
A administração de medicamento IM de maneira segura, depende da avaliação adequada
da musculatura considerando a característica e irritabilidade da droga, volume compatível com
o tamanho da musculatura escolhida, distância em relação a vasos e nervos importantes,
espessura do tecido adiposo e depositar o medicamento na musculatura profunda.
Dorso glútea (DG):
Colocar o paciente em decúbito ventral ou lateral, com os pés voltados para dentro, para um
bom relaxamento. A posição de pé é contraindicada, pois há completa contração dos músculos
glúteos, mas, quando for necessário, pedir para o paciente ficar com os pés virados para
dentro, pois ajudará no relaxamento.
Localizar o músculo grande glúteo e traçar uma cruz imaginária, a partir da espinha ilíaca
póstero-superior até o trocânter do fêmur.
Administrar a injeção no quadrante superior externo da cruz imaginária.
Indicada para adolescentes e adultos com bom desenvolvimento muscular e excepcionalmente
em crianças com mais de 2 anos, com no mínimo 1 ano de deambulação.
1
(Fonte: Nota Técnica COREN/PR nº 01/2017)
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Ventro glútea (VG):
Paciente pode estar em decúbito sentado lateral, ventral ou dorsal.
Colocar a mão esquerda no quadril direito do paciente.
Localizar com a falange distal do dedo indicador a espinha ilíaca ântero-superior direita.
Estender o dedo médio ao longo da crista ilíaca.
Espalmar a mão sobre a base do grande trocânter do fêmur e formar com o indicador em
triângulo.
Indicada para crianças acima de 03 anos, pacientes magros, idosos ou caquéticos.
Face Vasto Lateral da Coxa (FVLC):
Colocar o paciente em decúbito dorsal, lateral ou sentado.
Traçar um retângulo delimitado pela linha média anterior da coxa,na frente da perna e na
linha média lateral da coxa do lado da perna, 12-15 cm do grande trocânter do fêmur e de 9-12
cm acima do joelho, numa faixa de 7-10 cm de largura.
Indicado para lactantes e crianças acima de 1 mês, e adultos.
Deltóide:
Posicionar o cliente de forma adequada expondo a área a ser puncionada, preferencialmente
sentado, com antebraço flexionado, expondo completamente o braço e o ombro.
Localizar músculo deltóide que fica 2 ou 3 dedos abaixo do acrômio. Traçar um triângulo
imaginário com a base voltada para cima e administrar a medicação no centro do triângulo
imaginário.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
MÚSCULOS INDICADOS PARA ADMINISTRAÇÃO E VOLUME PERMITIDO EM ADULTO
Região anterolateral da coxa (vasto lateral): até 4 ml.
Região Dorsoglútea (quadrante superior externo): Recomendado 4ml, não ultrapassar volume
máximo 5 ml. Volume acima de 5 ml, fracionar e aplicar em locais diferentes.
Região Ventroglútea (Hochstetter): até 4 ml.
Região Deltóidea (4 cm abaixo do acrômio): até 2 ml.
CRIANÇAS:
A seleção do sítio para injeção IM em criança deve considerar a idade, peso e desenvolvimento
muscular, quantidade de tecido adiposo, tipo de medicamento e velocidade de absorção.
1
(Fonte: Nota Técnica COREN/PR nº 01/2017)
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.3.1 - VIA INTRAMUSCULAR – TÉCNICA EM “Z”
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Administrar medicamento na técnica ideal para evitar o refluxo do medicamento para a camada
subcutânea, evitando o aparecimento de nódulos doloridos por reação inflamatória, principalmente no caso de
aplicações feitas com soluções oleosas (como *Perlutan e Anticoncepcionais*) e à base de ferro (como
Noripurum). O Noripurum pode deixar manchas escuras na pele.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Água, sabão, papel toalha, bandeja, algodão, almotolia com álcool a 70°, seringa, caixa
de perfuro cortante agulhas do tamanho apropriado: Adultos magros – 25x7, adultos com ossos bem
desenvolvidos ou obesos– 30x7 ou 30x8, crianças bem desenvolvidas – 25x7 ou 25x8, crianças e adolescentes
obesos – 30x7, crianças muito pequenas – 20x5,5 (exceto para aplicação de suspensões de penicilina). As agulhas
com calibre 25x7 ou 30x7 são usadas para soluções aquosas. As de calibre 25x8 ou 30x8 são reservadas para
soluções oleosas e para suspensões de penicilina, para facilitar a aplicação e não entupir a agulha.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Confirmar a prescrição.
2º Higienizar as mãos (POP).
3º Preparar o material necessário.
4º Abrir a embalagem da seringa e colocar a agulha de aspiração em forma asséptica.
5º Aspirar o medicamento do frasco/ampola.
6º Trocar de agulha.
Orientar o usuário e colocá-lo em posição para a aplicação. Via e local da aplicação: IM - a região
7º mais utilizada é a região glútea nos quadrantes súpero-externos da região glútea.
8º Fazer antissepsia da pele em região com algodão umedecido em álcool antisséptico 70%.
Tirar a proteção da agulha com a mão não dominante, segurando a seringa entre o polegar e o
9º dedo indicador da mão dominante.
Puxar a pele firmemente para o lado ou para baixo com a parte lateral da mão esquerda (se for
10º canhoto faça com a mão oposta). Ou com os dedos da mão espalmada, esticar firmemente a pele.
Introduza a agulha mantendo sempre a pele esticada, segure a seringa com o polegar e o dedo
11º indicador da mão esquerda.
Puxe o êmbolo discretamente para trás e observe se há refluxo de sangue. Caso isso não ocorra,
12º
faça a aplicação.
Aguardar aproximadamente 10 segundos antes de retirar a agulha, acionando o dispositivo de
13º
segurança
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14º O estiramento da pele somente cessará após retirada da agulha.
Descartar a seringa e agulha na caixa de perfuro cortante, se a agulha não tiver dispositivo de
15º
segurança, não recapar agulha.
16º Orientar o usuário quanto ao retorno e outras informações.
17º Higienizar as mãos (POP).
18º Registrar o procedimento no prontuário eletrônico.
Observação:
A técnica em Z é o método de aplicação mais usado para os Anticoncepcionais Injetáveis, pois
evita o refluxo do medicamento a formação de nódulos, e o escurecimento da pele.
Não massagear o local após a aplicação.
1- De acordo com PRADO (2002) esta técnica de aplicação para injeções IM é indicada
quando medicações irritantes, como o ferro, podem infiltrar-se para tecidos
subcutâneos e pele, inclusive manchando. Com a técnica em Z os planos superficiais
(pele e tecido subcutâneo) voltam à posição original e o canal formado pela agulha
assume um trajeto irregular (em Z), que impede o refluxo do produto.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.4 - VIA NASAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, gaze, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos.
2° Preparar o material necessário e medicação prescrita.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3° registro).
4º Orientar paciente quanto ao procedimento.
5º Calçar luva de procedimento se necessário.
6º Posicionar o paciente inclinando a cabeça para trás.
7º Aplicar a medicação prescrita.
8º Manter a cabeça inclinada por 1 minuto.
9º Reposicionar o paciente confortavelmente.
10º Desprezar os resíduos em local próprio.
11º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
12º Retirar as luvas se utilizada.
Higienizar as mãos (POP).
13º
14º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
15º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.5 - VIA OCULAR
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, gaze, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário e medicação prescrita.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3° registro).
4º Orientar paciente quanto ao procedimento.
5º Calçar luva de procedimento se necessário.
6º Posicionar o paciente inclinando a cabeça para trás.
7º Solicitar que o mesmo olhe para cima e tracionar a pálpebra inferior para baixo.
Instilar a medicação no canto interno do olho ou distribuir a pomada na extensão da pálpebra
8º
inferior, sem tocar o frasco ou bisnaga na conjuntiva do paciente.
9º Reposicionar o paciente confortavelmente.
Recolher o material e desprezar os resíduos em local próprio, mantendo o local limpo e
10º
organizado.
11º Retirar as luvas se utilizado.
12º Higienizar as mãos (POP).
13º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências;
14º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.6 - VIA ORAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Informar o quanto ao procedimento.
5º Posicionar o paciente sentado.
6º Ofereça água em um copo.
Orientar o paciente a ingerir os medicamentos um de cada vez ou em quantidades que ele possa
7º
deglutir com facilidade.
8º Certificar se o paciente deglutiu os medicamentos.
9º Desprezar os resíduos em local próprio.
10º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
11º Higienizar as mãos (POP).
12º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
13º Caso houver intercorrências comunicar o enfermeiro ou o médico.
Observação:
Lactentes:
Levantar a cabeça do lactente.
Abrir a boca, empurrando o queixo para baixo.
Colocar o conta-gotas ou seringa no canto da boca e lentamente derramar o medicamento.
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Pré-escolares:
Levantar a cabeça e ombros da criança.
Colocar a seringa ou copinho na boca da criança e lentamente derramar o medicamento.
Escolares:
Ensinar a criança a engolir o medicamento (quando pílula).
Se não conseguir, triturar a pílula e misturar com um líquido.
EQUIVALÊNCIA DE MEDIDAS
1 colher de sopa 15 ml
1 colher de sobremesa 10 ml
1 colher de chá 5 ml
1 colher de café 3 ml
1 medida 5 ml
20 gotas 1 ml
FONTE: Manual de Procedimentos e Cuidados de Enfermagem _ Prefeitura Municipal de Florianópolis,2012
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.7 – OTOLÓGICA (AURICULAR)
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Administração de medicação via otológica
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, gaze, cuba rim, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Orientar paciente quanto ao procedimento.
5º Calçar as luvas se necessário.
6º Posicionar o paciente em decúbito lateral.
7º Tracionar o pavilhão auricular para cima.
8º Administrar o medicamento.
9º Reposicionar o paciente confortavelmente.
Recolher o material e desprezar os resíduos em local próprio, mantendo o local limpo e
10º organizado.
11º Retirar as luvas se utilizada.
12º Higienizar as mãos.
13º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências;
14º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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Capítulo 1: Administração de Medicação Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.8 - VIA RETAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, gaze, luva de procedimento, biombo e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3° registro).
4º Orientar o paciente quanto ao procedimento.
5º Posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo.
6º Calçar as luvas.
7º Introduzir o medicamento via retal.
8º Pedir para o paciente que retenha o medicamento por alguns minutos.
9º Reposicionar o paciente confortavelmente.
10º Desprezar os resíduos em local próprio.
11º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
12º Retirar as luvas.
13º Higienizar as mãos (POP).
14º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
15º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.9 - VIA SONDA NASOGÁSTRICA/ENTERAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, seringa 20 ml, copo, água filtrada, bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Preparar a medicação a ser administrada.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
2°
registro).
3° Higienizar as mãos (POP).
4º Orientar paciente quanto ao procedimento.
5º Elevar a cabeceira da cama a 45°.
6º Verificar o posicionamento da sonda.
Administrar o medicamento, lavar a sonda com 20 ml de água e após a administração da
7º
medicação.
8º Deixar a sonda fechada por 30 minutos após a administração da medicação.
9º Desprezar os resíduos em local próprio.
10º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
11º Higienizar as mãos (POP).
12º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências.
13º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.10 - VIA SUBCUTÂNEA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Seringa de 01 ml, agulha 13x 4,5, álcool antisséptico, algodão, medicação prescrita e
bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material necessário.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3° registro).
Escolher local de aplicação (deltoide ou face externa do braço ou face externa da coxa ou parede
4º abdominal ou região escapular)
A medicação subcutânea deve ser feita longe de áreas vermelhas, cicatrizes, inflamações, hérnias,
5º feridas cirúrgicas ou feridas de pele (escoriações).
6º Expor o local de aplicação;
7º Realizar a antissepsia do local com álcool antisséptico e algodão.
8º Fazer uma prega no tecido subcutâneo
9º Perfurar a pele a um ângulo de 90º de entrada, com o bisel lateralizado.
Aspirar suavemente o êmbolo com a mão livre e observar a presença de sangue. Caso houver, retirar
10º a seringa com agulha e reiniciar o procedimento.
11º Injetar o medicamento, empurrando o êmbolo, garantindo uma administração subcutânea.
Retirar a seringa com agulha acionando o dispositivo de segurança
12º
Fazer pressão com algodão contra o local da aplicação (não massagear)
13º
14º Desprezar os resíduos em local próprio, se agulha não tiver dispositivo de segurança, não recapar
15º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
16º Higienizar as mãos (POP).
16º Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências;
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17º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
Observação:
1. Na aplicação da heparina subcutânea, para evitar traumatismo do tecido, não é
recomendado aspirar (puxar êmbolo) antes de injetar amedicação.
2. Realizar rodízio dos locais de aplicação(deltoide,face externa do braço,face externa da coxa,
parede abdominal e região escapular).
3. Sempre usar seringas e agulhas próprias para injeções subcutâneas.
4. Aplicar injeção seguindo as instruções do laboratório e as orientações específicas de cada
médico.
5. Administrar um volume máximo entre 0,5 ml e 1 ml (o tecido subcutâneo é extremamente
sensível a soluções irritantes e grandes volumes de medicamento).
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.10.1 – APLICAÇÃO DE INSULINA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Manter os níveis glicêmicos controlados, reduzindo os riscos de complicações a longo prazo.
MATERIAIS: Seringa de insulina com agulha 6mm, algodão, frasco de insulina, álcool asséptico a 70%,
bandeja.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Profissional Médico e Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Preparar material - Frasco de Insulina, seringa agulhada, algodão, álcool antisséptico 70%
3º Retirar o frasco de insulina da geladeira 15 minutos antes da aplicação (insulina gelada provoca dor)
4º Verificar prescrição.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
5º
registro).
Homogeneizar corretamente o frasco de Insulina
Humana NPH.
6º
7º
Movimentar o frasco vinte vezes: realizar
movimentos suaves (Inter palmar, circular ou
pêndulo). Não agitar!
8º
Higienizar a borracha do frasco de insulina com álcool
antisséptico 70%, aguardar a secagem.
Manter o protetor da agulha e aspirar a quantidade
9º
de ar até a graduação correspondente à dose de
insulina prescrita.
10º
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Retirar o protetor da agulha.
11º Colocar o frasco de insulina em uma superfície plana
e injetar o ar da seringa dentro dele.
Posicionar o frasco de cabeça para baixo, sem retirar
a agulha, e aspirar a insulina até a dose prescrita.
(Se aparecerem bolhas de ar na seringa, dê pequenas
12º
batidas no local para eliminá-las)
Empurrar suavemente o êmbolo e aspirar a
13º
quantidade de insulina que faltar.
(As bolhas de ar, se não removidas, dificultam o
preparo e causam erro na dose da insulina)
BRAÇOS – Região posterior externa do braço, três a
quatro dedos* abaixo do ombro e três a quatro
dedos* acima do cotovelo.
NÁDEGAS – Região superior lateral externa da
nádega.
Escolha do local da aplicação
14º COXAS – Região anterior e lateral externa, três a
quatro dedos* abaixo da virilha e três aquatro
É importante fazer rodízio dos dedos* acima do joelho.
locais de aplicação, para evitar
problemas na pele ABDOME – Regiões laterais direita e esquerda,
distantes três dedos* do umbigo.
- Número deaplicações/dia
- Preservar região que será mais utilizada em
15º atividade física.
- Presença de obstáculos (lesão, fístula, exames ou
O que CONSIDERAR: incisão cirúrgica).
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- Distância média de dois dedos entre os pontos de
aplicação
- Intervalo para repetir o mesmo ponto de aplicação
deve ser no mínimo de 14dias
Gestante:
1º trimestre pode fazer normal
2º trimestre fazer prega
3º trimestre evitar a aplicação de insulina na região
abdominal especialmente ao redor do umbigo
realizar conforme orientado na foto
Na Unidade de Saúde fazer assepsia com algodão
umedecido em álcool 70% e aguardar a secagem.
16º
No domicilio orientar limpeza da pele com água e
sabão.
Limpeza da pele
Segurar a seringa com a mão dominante (direita se você
17º for destro, esquerda se for canhoto) como se fosse um
lápis.
Atenção: a agulha deve estar em ângulo de 90º com a
18º pele para adultos e ângulo de 45º para crianças e
adolescentes.
Não precisa aspirar antes de injetar a insulina.
19º
20º Injetar a insulina pressionando delicada e lentamente
o êmbolo até o final.
21º Contar até dez (impedindo assim a saída da insulina).
22º
Retirar a agulha e acionar dispositivo de segurança
23º
Pressionar o local com o algodão por alguns
24º
segundos.
Não fazer massagem no local após a aplicação, pois
25º isso acelera o processo de absorção da insulina.
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Desprezar seringa em local apropriado, se agulha não tiver dispositivo de segurança (não
26º
reencapar).
27º
28º Realizar registros necessários (prontuário eletrônico, checagem de prescrição).
29º Orientar paciente sobre cuidados com armazenamento da insulina.
30º Reforçar orientação sobre uso correto do glicosímetro.
Tirar dúvidas, orientar e realizar encaminhamentos para demais membros da equipe
sempre que necessário(médico,nutricionista,educadorfísico,farmacêutico,técnicode
enfermagem).
Observação:
1- Ver ANEXO 2– Orientação para Domicílio – Uso Individual
2- Orientação para domicílio: Oministério da Saúde no Caderno de AtençãoBásica-nº16
– 2006 (Portaria 2583 de 10 de Outubro de 2007) recomenda adequada a reutilização
do conjunto de seringa/agulha, pela mesma pessoa, por até 08 aplicações. Observar os
seguintes cuidados: a seringa deve ser retampada e guardada, em temperatura
ambiente ou sob refrigeração (na gaveta ou porta da geladeira). A orientação está
disponível em versões impressa e eletrônica no endereço:
http//[Link]/dab/documentos/cadernos/documentos/abcad [Link].
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.10.2 – APLICAÇÃO DE INSULINA NPH E REGULAR NA MESMA SERINGA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Manter os níveis glicêmicos controlados, reduzindo os riscos de complicações a longo prazo.
MATERIAIS: Seringa de insulina, algodão, frasco de insulina NPH, frasco de insulina Regular, álcool 70%,
bandeja.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Profissional Médico e de Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Preparar material - Frascos de Insulina, seringa agulhada, algodão, álcool antisséptico 70%
3º Retirar o frasco de insulina da geladeira 15 minutos antes da aplicação (insulina gelada provoca dor)
4º Verificar prescrição.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
5º
registro).
Passo 1:
1. Homogeneizar a insulina NPH, rolar delicadamente o frasco de insulina 20 vezes
entre as mãos para obter aspecto branco e leitoso.
2. Desinfetar a membrana de borracha com álcool antisséptico 70% e aguardar
secagem.
3. Aspirar ar até a graduação correspondente à dose de insulina NPH prescrita.
4. Injetar o ar no frasco de insulina NPH e retirar a agulha do frasco sem aspirar a
insulina NPH,reservar.
Passo 2:
5. Aspirar com a seringa um volume de ar igual à dose de solução de insulina Regular
(transparente) a ser injetada.
6. Injetar o ar dentro do frasco-ampola de solução de Insulina Regular(transparente).
7. Virar o frasco-ampola juntamente com a seringa de cabeça para baixo e aspirar a
dose correta de solução de insulina para a seringa.
8. Expulsar todo o ar para fora da seringa e verificar se a dose está correta.
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Passo 3:
9. Introduzir a agulha da seringa que contém a insulina Regular no frasco-ampola de
suspensão de insulina NPH (leitosa).
10. Virar o frasco-ampola juntamente com a seringa de cabeça para baixo e aspirar a
dose correta de suspensão de insulina para a seringa.
11. Expulsar todo o ar para fora da seringa e verificar se a dose está correta.
12. Injetar a mistura imediatamente.
*O total de insulina na seringa deve corresponder à soma das doses das duas insulinas.
13. Misturar sempre a solução de insulina Regular (transparente) e a suspensão de
insulina NPH (leitosa) na mesma sequência.
A ordem da aspiração é muito importante!
O objetivo é diminuir a possibilidade de entrada de insulina NPH no frasco de
insulina Regular, alterando a capacidade de ação rápida desta insulina em outra
aplicação.
14. Remover a agulha do frasco, protegendo-a até o momento da aplicação.
15. Se após aspirar as duas insulinas houver bolhas ou a dose aspirada for maior que a
soma das doses prescritas, o excesso não deve ser devolvido aos frascos.
16. Descartar a seringa com a insulina e reiniciar o procedimento com uma nova
seringa.
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Escolher local de aplicação
17. BRAÇOS–Região posterior externa do braço,três a quatro dedos*abaixo do ombro e
três a quatro dedos* acima do cotovelo.
18. NÁDEGAS – Região superior lateral externa da nádega.
19. COXAS – Região anterior e lateral externa, três a quatro dedos* abaixo da virilha e
três a quatro dedos* acima do joelho.
ABDOME – Regiões laterais direita e esquerda, distantes três dedos* do umbigo.
Precaução
20. Evitar a aplicação de insulina na região abdominal especialmente ao redor do
umbigo no último trimestre de gestação.
21. A medida dos dedos deve ser da pessoa que usa insulina.
22. Realizar o rodízio nos locais de aplicação de insulina para prevenir a lipodistrofia e
consequente descontrole glicêmico
23. O ideal é aguardar de 20 a 30 dias para aplicar no mesmo ponto.
24. A distância entre dois pontos de aplicação deve ser de 3cm (dois dedos)
Técnica
25. Segurar a seringa com a mão dominante (direita se você for destro, esquerda se for
canhoto) como se fosse um lápis.
26. Introduzir a agulha com um movimento firme e rápido.
*Atenção:
A agulha deve estar em ângulo de 90º com a pele.
Não precisa aspirar antes de injetar a insulina.
27. Injetar a insulina pressionando delicada e lentamente o êmbolo até ofinal.
28. Contar até dez (impedindo assim a saída dainsulina).
29. Retirar a agulha e acionar dispositivo de segurança
30. Pressionar o local com o algodão por alguns segundos.
*Não faça massagem no local após a aplicação, pois isso acelera o processo de
absorção da insulina
31. Desprezar seringa em local apropriado, se agulha não tiver dispositivo de segurança
(não recapar).
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32. Realizar registros necessários (prontuário eletrônico, checagem de prescrição).
33. Orientar paciente sobre cuidados com armazenamento da insulina.
34. Reforçar orientação sobre uso correto doglicosímetro.
35. Tirar dúvidas, orientar e realizar encaminhamentos para demais membros da
equipe sempre que necessário (médico, nutricionista, educador físico,
farmacêutico, técnico de enfermagem e odontologia)
Observação:
1- Ver ANEXO 3 – ORIENTAÇÕES PARA DOMICÍLIO – USO COMBINADO.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.10.3 – APLICAÇÃO DE INSULINA NPH- CANETA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Manter os níveis glicêmicos controlados, reduzindo os riscos de complicações a longo prazo.
MATERIAIS: Caneta de insulina descartável, agulha 4mm, algodão, álcool a 70%.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Profissional Médico e de Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Retirar a caneta de insulina da geladeira 15minutos antes da aplicação (insulina gelada provoca dor).
2º Verificar prescrição.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3º registro).
Higienizar as mãos (POP).
4º
Preparar material:
- Caneta de Insulina preenchida,
- Algodão,
5º - Alcool 70%,
- Agulha 4mm
A caneta é de uso individual, devendo ser trocado
agulha/dia.
Retire o lacre protetor da agulha.
6º Alinhe a agulha com a caneta ainda com sua tampa
protetora, mantenha-a em linha reta até que se consiga
fixá-la (rosqueie a agulha).
Homogeneizar corretamente a caneta de Insulina Humana
NPH.
Movimentar a caneta vinte vezes: realizar movimentos
suaves (interpalmar, circular ou pêndulo). Não agitar!
7º
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Retire as tampas protetoras antes da aplicação (tampa
maior (transparente) e a tampa menor (verde).
8º
Fazer teste de segurança:
Selecionar a dose de 2 unidades girando o seletor de
dosagem.
9º Segurar a caneta com a agulha apontando para cima.
Pressionar o botão da injeção todo para dentro.
Verifique se a insulina sai da ponta da agulha
Selecionar dosagem prescrita
Você pode selecionar as dosagens de 1 em 1 unidade,
sendo o mínimo 1 unidade e o máximo 80 unidades.
Se você precisar de uma dosagem superior a 80, será
10º necessário aplicar duas ou mais injeções.
Caso ajuste uma dose maior que a necessária,você
poderá retornar à dosagem correta, movimentando o
seletor de dosagem.
Escolher local de aplicação e realizar assepsia de pele.
Aplicar via subcutânea no Ângulo de 90º (POP)
Não precisa fazer prega
11º
Mantenha a agulha na pele, segurando o botão da caneta
pressionado contando lentamente até 10 antes de retirar
a agulha da pele.
12º
Isto garantirá que toda a dosagem seja aplicada.
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Recoloque a tampa para proteger e reduzir o risco de se
machucar acidentalmente com a agulha.
Descarte da agulha
Descarte a agulha na caixa de pérfuro- cortante
13º
Em domicilio orientar descarte em embalagem rígida (Ex.:
garrafa PET, caixa de leite). Leve até UBS para descarte
seguro.
A utilização da caneta de insulina deve atender a Nota
OBSERVAÇÃO: Técnica 204/2019-CGAFB/DAF/SCTIE/MS
14º INFORMAÇÃO Nº 04/2019-CRMAF/SMS - Anexo 10
FORMULÁRIO - Anexo 11
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.11 - VIA SUBLINGUAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Separar o medicamento.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Conferir o rótulo da medicação prescrita, imediatamente antes de fornecer ao paciente.
5º Informar o paciente ou familiar quanto ao procedimento,
Orientar o paciente como proceder ao receber o medicamento: não deglutir, não falar e não
6º
comer durante 5 minutos.
7º Administrar o medicamento, colocando-o em baixo da língua
8º Desprezar os resíduos em local próprio.
9º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
10º Higienizar as mãos (POP).
11º Checar em prescrição e anotar intercorrências;
12º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.12 - VIA TÓPICA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Medicamento prescrito, luva de procedimento e bandeja.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Separar o medicamento.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Conferir o rótulo da medicação prescrita, imediatamente antes de utilizá-la.
5º Informar o paciente ou familiar quanto ao procedimento.
6º Calçar as luvas.
7º Posicionar o paciente expondo a área a ser medicada.
8º Aplicar o medicamento com o auxílio de espátula ou gaze.
9º Reposicionar a paciente confortavelmente.
10º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
11º Retirar as luvas.
12º Higienizar as mãos (POP).
13º Checar em prescrição e anotar intercorrências.
14º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.13 - VIA VAGINAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Auxiliar no tratamento terapêutico.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Avental, medicamento prescrito, luva de procedimento e bandeja, biombo se
necessário.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Separar o medicamento.
Verificar os nove certos (paciente, medicação, dose, via, horário, tempo, validade, abordagem e
3°
registro).
4º Conferir o rótulo da medicação prescrita, imediatamente antes de utilizá-la.
5º Informar o paciente ou familiar quanto ao procedimento,
6º Isolar o leito com biombo, se necessário.
Posicionar em decúbito dorsal com as pernas afastadas, mantendo-as cobertas até o início do
7º
procedimento.
8º Calçar as luvas.
9º Realizar higiene íntima.
Expor a área perineal e abrir os pequenos lábios com a mão não dominante, expondo o orifício
10º
vaginal.
11º Introduzir em movimentos rotatórios o tubo aplicador no orifício e pressionar seu êmbolo.
12º Desprezar os resíduos em local próprio.
13º Reposicionar a paciente confortavelmente.
14º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
15º Retirar as luvas.
16º Higienizar as mãos (POP).
17º Checar em prescrição e anotar intercorrências;
18º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 1: Assistência na Administração de Medicamentos
POP 1.14 – ESPAÇADOR – COMO USAR
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Garantir que a dose exata do medicamento chegue aos pulmões da criança, pois elas não conseguem
coordenar a respiração durante o uso dos medicamentos inalatórios.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Espaçador e bombinha
AGENTE: Médico/ Farmacêutico/ Paciente x familiar/cuidador
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
4º Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
Orientar o paciente a ficar sentado ou de pé e posicionar a cabeça ligeiramente inclinada para
5º cima para que o pó inalado possa ir diretamente para as vias respiratórias e não fique acumulado
no céu da boca, na garganta ou na língua.
Uso em crianças acima de 2 anos
Colocar a válvula no espaçador.
Agitar a bombinha vigorosamente, com o bocal para baixo, por 6 a 8 vezes.
Encaixar a bombinha no espaçador.
Pedir para a criança soltar o ar dos pulmões.
Colocar o espaçador na boca, entre os dentes da criança e peça para fechar os lábios.
Disparar a bombinha em spray e esperar que a criança respire pela boca (pelo espaçador) de 6 a 8
vezes de forma lenta e profunda. Tapar o nariz pode ajudar a criança a não respirar pelo nariz.
Retire o espaçador da boca.
Lavar a boca e os dentes e depois cuspir a água.
Se for necessário usar a bombinha 2 vezes seguida, espere cerca de 30 segundos e então repita os
passos começando pelo passo 4.
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Spray com espaçador em crianças pequenas
Colocar a criança sentada ou no colo, com a cabeça mais em pé. Retire bico ou chupeta.
Agitar o spray vigorosamente, retire a tampinha e acople o espaçador ao bocal do spray.
Adaptar bem a máscara à face da criança, cobrindo nariz e boca ou apenas a boca conforme a
orientação do médico. Peça-a que abra a boca. A máscara deve ser adequada para o tamanho da
criança, para evitar escapes.
Acionar o spray.
Com a máscara bem aderida ao rosto, aguarde que a criança respire naturalmente por 6 vezes
seguidas.
Retirar a máscara do rosto e em seguida limpe a face e os lábios da criança, com água.
Uso em bebês e crianças até 2 anos
(Uso de espaçadores que possuem forma de nebulizador, envolvendo o nariz e a boca)
Colocar a máscara no bocal do espaçado
Agitar a bombinha com vigor, com o bucal para baixo, durante alguns segundos
Encaixar a bombinha no espaçado
Sente-se e coloque o bebê numa de suas pernas
Coloque a máscara no rosto do bebê, cobrindo nariz e boca
Dispare a bombinha em spray 1 vez e espere o bebê inspirar por cerca de 5 a 10 vezes através da
máscara.
Retire a máscara do rosto do bebê.
Limpar a boca do bebê com uma fralda limpa molhada somente com água;
Lavar a máscara e o espaçador somente com água e sabão neutro, deixando secar naturalmente,
sem passar toalha ou pano de prato.
Se for necessário usar a bombinha mais uma vez, comece pelo passo 2.
6º Higienizar as mãos (POP).
7º Fazer as anotações de enfermagem em prontuário eletrônico
Observação:
1- Limpeza: Ver POP – Limpeza e desinfecção do espaçador, disponível no módulo
“Documentos Orientativos” no e-Saúde: Manual de Prevenção e Controle de Infecção.
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2- A membrana que vem junto ao bocal do espaçador é uma válvula que se desloca
quando a criança respira através do espaçador. Durante a inspiração, ela permite que
a medicação seja inalada. Mas, durante a expiração, ela impede que o ar exalado pela
criança entre no espaçador e dilua a medicação. Portanto, não jogue a válvulafora.
3- No ANEXO 9 consta a Normatização para o Fornecimento de Espaçador (CRM):
Termo derecebimento.
Orientações para domicílio sobre uso e limpeza (do espaçador e máscara)
Orientações para domicílio: Como fazer um espaçador artesanal
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CAPÍTULO 2:
ASSISTÊNCIA EM SALA DE
URGÊNCIA/EMERGÊNCIA
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de
Urgência/Emergência
POP 2.1 - ASPIRAÇÃO NASOGÁSTRICA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Retirar secreções das vias aéreas superiores, promovendo a permeabilidade das mesmas, prevenir e
auxiliar no tratamento das infecções respiratórias.
MATERIAIS NECESSÁRIOS:
Aspirador cirúrgico (frasco, látex) portátil, sonda estéril, gazes, seringa, ampola de solução de fisiológica 0,9%,
ressuscitador manual (ambú); compressa estéril, EPIs (luva de procedimento, óculos, máscara e avental).
AGENTE: Enfermagem e Fisioterapia
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Preparar o material.
3° Explicar ao paciente/ familiar o procedimento.
4º Colocar os EPIs.
5º Inserir o cateter através na cavidade nasal e oral delicadamente sem aspirar.
6º Aplicar a sucção por 2 a 3 segundos em cada etapa da técnica.
7º Retirar a sonda lentamente com movimentos em espiral.
8º Repetir a técnica se necessário.
9º Desconectar a sonda desprezando-a em local próprio.
10º Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
11º Desprezar os resíduos em local próprio.
12º Fazer desinfecção do aspirador e conexões conforme POP.
13º Retirar as luvas e higienizar as mãos (POP).
Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar intercorrências (aspecto,
14º quantidade e coloração).
15º Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
Observação:
1- Realizar higiene oral após aspiração da cavidade oral.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de
Urgência/Emergência
POP 2.2 - ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES VIA TRAQUEOSTOMIA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Aspirar secreções das vias aéreas, promovendo a permeabilidade das mesmas, prevenir e auxiliar no
tratamento das infecções respiratórias.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: bandeja, luvas estéreis, cateter de aspiração, látex estéril, aspirador cirúrgico, cuba
rim, gaze estéril, seringa, solução fisiológica, máscara, avental.
AGENTE: Enfermagem e Fisioterapia
PASSOS AÇÃO
1° Higienizar as mãos (POP).
2° Ler a prescrição do paciente.
3° Separar e organizar o material a ser utilizado.
Preparar o material sem contaminar os conteúdos, colocando soro fisiológico na cuba rim e uma
4º
certa quantidade de água no vidro de aspiração e conecte-o)
5º Apresentar-se ao paciente e/ou acompanhante
6º Checar dados de identificação e orientar o paciente/familiar sobre o procedimento a ser realizado.
7º Promover a privacidade do paciente utilizando o biombo se necessário.
Posicionar adequadamente o paciente para o procedimento com cabeceira da cama 30° a 45°; a
8º
menos que seja contra-indicado.
9º Colocar EPIs: gorro, máscara cirúrgica descartável, óculos de proteção e avental
10º Instalar oxímetro de pulso.
11º Proteger com papel toalha a região do tórax para proteção do tórax em relação a secreção.
12º Calçar luvas estéril.
13º Realizar aspiração das vias aéreas.
Considerar contaminada a mão não dominante, com esta mão conecte o látex ao aspirador e o
14º
látex à sonda de aspiração.
15º Abrir a válvula do aspirador e manter a pressão entre 80 e 120 mmHg.
Com a mão dominante (estéril) insira o cateter clampado no orifício da traqueostomia cerca de 10
16º
a 12cm, ou até que perceba resistência, ou ainda o paciente tossir (neste momento recuar 1cm).
17º Desclampar o cateter e retirar executando movimentos circulares.
18º Enxaguar as secreções do cateter, inserindo a extremidade na cuba de solução fisiológica.
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19º Limpar a sonda externamente com gaze estéril se necessário.
Executar a aspiração, intermitentemente, por abertura e fechamento do vácuo existente na sonda,
20º não excedendo mais de 15 segundos de aspiração, observando sinais de dificuldade respiratória e
hipóxia.
21º Lavar a sonda e a extensão do aspirador após o procedimento com solução fisiológica até limpar.
22º Fechar a fonte de vácuo.
Retirar a sonda do sistema de aspiração, deixando a extremidade do sistema protegido, pode ser
23º
com a embalagem da sonda de aspiração.
Realizar limpeza de secreções, caso existam, ao redor do orifício da traqueostomia com gaze
24º
estéril POP.
Descartar o material utilizado e retirar luvas, desprezando-os em sacos de resíduos contaminados
25º (saco branco).
26º Higienizar as mãos (POP).
27º Deixar paciente confortável e ambiente em ordem.
Realizar as anotações necessárias (incluindo a descrição do aspecto, características, coloração,
28º
quantidade e possíveis intercorrências), em prontuário eletrônico
Observação:
Cuidados Especiais
A frequência da aspiração é determinada pelo acúmulo de secreções sendo dependente da
avaliação do profissiona lde saúde a partir da identificação de alterações no padrão
respiratório.
O calibre da sonda é definido de acordo como calibre do tubo oro traqueal, a sonda deve ter a
metade do diâmetro interno da traqueostomia. Para paciente adulto indica-se os cateteres de
nº 12 a 14 e para crianças cateteres de nº 8 a 10, conforme diâmetro do tubo oro traqueal. O
tamanho correto do cateter minimiza a chance de criar uma pressão negativa,oque pode levar
atelectasia.
Para lactente ou criança traqueostomizada, deve-se posicionar em decúbito dorsal com o
pescoço levemente estendido, o que permite que a sonda de aspiração siga mais facilmente a
curvatura natural da traqueia.
A sonda deve ser inserida para aspiração durante a inspiração do paciente, sempre que possível.
Desligar a dieta enteral 5 minutos antes de iniciar o procedimento, caso o paciente esteja em
terapia nutricional.
Orientar/realizar higiene oral.
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O sistema de aspiração precisa ser conectado a uma fonte de vácuo em rede ou aspirador
portátil de secreções para o seu funcionamento. Quando não estiver em uso deve ter sua
extremidade protegida.
O frasco de vidro de aspiração deve ser esvaziado para atingir cerca de dois terços de sua
capacidade, substituindo-o por um outro frasco, ou providenciar limpeza e desinfecção.
Atenção especial para a pressão adequada do vacuômetro entre 80 e 120 mmHg. Para crianças
recomenda-se que a calibração do aparelho de aspiração ou manômetro esteja ajustada entre
80 a 100 mmHg, pois uma pressão excessiva pode causar mudança na pressão negativa para os
pulmões e promover um pneumotórax.
Os autores PASSOS et al (2000), DREYER et al (2003) e GONZÁLEZ et al (2004) afirmam que a
adequada umidificação dos gases inspirados e a hidratação do paciente evitam a formação de
rolhas de secreção. Não é recomendada a instilação rotineira de soro fisiológico a 0,9% na
traquéia para fluidificar as secreções, exceto após avaliação da real necessidade do paciente.
Esse procedimento provoca hipoxemia, além de infecções, podendo prejudicar o bem estar do
paciente. (Revista Eletrônica de Enfermagem – Vol 8, Número 1, 2006 – UFG Goiás – GO/Brasil
Realizar a ausculta pulmonar antes e após o procedimento para avaliar os ruídos adventícios
(roncos).
Manter a bolsa ventilatória manual (Ambú) caso o cliente apresente desconforto respiratório e
permanência da hipóxia entre as aspirações.
Monitorar os sinais vitais e a saturação de O2 durante o procedimento de aspiração,atentando
para alterações da frequência cardíaca de 20 batimentos por minuto para mais ou menos e a
saturação de oxigênio menor que 90%.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.3 - ATENDIMENTO PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - ADULTO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Recuperação da função cardiorrespiratória.
Materiais necessários: Bolsa de emergência, ressuscitador manual (ambú), medicações de emergência, fonte de
oxigênio, frasco de aspiração conectado à rede, seringa de 20ml, oxímetro de pulso, material para Intubação.
PASSOS AGENTE AÇÃO
1º Checar irresponsividade.
2º Chamar ajuda – médico e equipe de enfermagem.
Médico
3º Posicionar bolsa de emergência.
Enfermagem
4º Manter o paciente em superfície rígida.
5º Solicitar ajuda da equipe para contato com o SAMU
6° Checar pulso carotídeo, num intervalo de 5 a 10 segundos.
7° Expor o tórax.
Iniciar compressões torácicas, com a região da palma da mão, linha dos mamilos
8°
(terço médio do esterno).
9º Ciclo adulto:
Enfermagem 30 compressões com 2 ventilações (ambú).
Profundidade: 5 centímetros ou 2 polegadas.
Ao término das 30 compressões realizar 2 ventilações de 1 segundo cada e intervalo
de 5 segundos.
Realizar 5 ciclos ou 2 minutos para reavaliar o ritmo cardíaco. Após, intermitente.
10º Puncionar acesso venoso calibroso.
Enfermagem
11º Preparar material para Intubação.
12º Médico Realizar a Intubação endotraqueal.
13º Enfermagem Realizar aspiração de vias aéreas se necessário.
14º Solicitar a administração de medicamentos de emergência.
Médico
15º Checar pulso carotídeo/femural e Oximetria.
16º Manter paciente ventilado até a chegada do SAMU.
Enfermagem
17º Realizar a anotação de enfermagem.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
18º Realizar transferência conforme a necessidade.
Enfermagem
19º Manter local organizado e repor materiais utilizados com registros necessários.
Observação:
1- Se não houver possibilidade de ventilação com auxílio de ambú, fazer compressões
com a frequência mínima de 100 por minuto.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.4 - ATENDIMENTO PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - PEDIÁTRICO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Recuperação da função cardiorrespiratória.
Materiais necessários: Bolsa de emergência, ressuscitador manual (ambú), medicações de emergência, fonte
de oxigênio, frasco de aspiração conectado à rede, seringa de 20ml, oxímetro de pulso, material para
Intubação.
PASSOS AGENTE AÇÃO
1º Checar irresponsividade.
2º Chamar ajuda do médico e equipe de enfermagem.
Médico
3º Posicionar bolsa de emergência.
Enfermagem
4º Manter o paciente em superfície rígida.
5º Solicitar ajuda da equipe para contato com o SAMU
Vias Aéreas
6º Avaliar imediatamente o nível de consciência e padrão respiratório.
7º Colocar a criança em posição supina sobre uma superfície firme.
Médico Inclinar a cabeça com suavidade elevando o mento (queixo) para manter as vias
8º
Enfermagem aéreas livres*, cuidando para não hiperestender excessivamente o pescoço.
Colocar um coxim pequeno sob a nuca ou ombro da criança, mantendo a cabeça
9º
em posição adequada e permitindo melhor perviabilidade das vias aéreas.
Respiração Artificial (ambu)
Iniciar a ventilação pulmonar imediatamente após a criança estar adequadamente
10º
posicionada, caso não tenha ocorrido retorno espontâneo.
Adaptar a máscara de tamanho adequado à face da criança, envolvendo a boca e
11º
o nariz.
Médico Conectar o ressuscitador manual no cilindro de oxigênio, com fluxo entre 10 a 15
12º
Enfermagem litros/minuto.
Iniciar a ventilação com 2 ventilações profundas (1 a 1,5 segundo/ respiração)
13º
para expandir áreas pulmonares colapsadas.
14º Aplicar a frequência ventilatória de aproximadamente 20 ventilações/ minuto.
Ventilar suavemente, evitando altos fluxos de oxigênio e ventilações muito
15º rápidas (para vencer a alta resistência devido ao calibre reduzido das vias aéreas
da criança).
Avaliar visualmente a movimentação do tórax da criança e através de ausculta de
16º
ápices pulmonares.
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Médico Atentar para obstrução das vias aéreas por posicionamento incorreto da cabeça
17º
Enfermagem da criança ou devido a presença de corpo estranho.
A Compressão Torácica
Checar pulso **
18º - Crianças menores de 1 ano: artéria braquial e femoral.
- Crianças maiores de 1 ano: artéria braquial, femoral e carótida.
19º Expor o tórax.
Iniciar as compressões torácicas imediatamente após checar a ausência de pulso
20º
central conforme a idade da criança:
Recém-nascidos
Comprimir o esterno imediatamente abaixo da intersecção da linha
intermamilar e esternal.
Envolver o tórax do recém-nascido com as mãos, colocando os polegares
sobre o esterno e os outros dedos sobre a coluna.
Aplicar a frequência de aproximadamente 120 compressões/minuto.
Coordenar a compressão torácica com a respiração: a cada 3 compressões
torácicas aplica-se uma ventilaçãopulmonar.
Crianças de 1 mês a 1 ano
Comprimir o esterno a um dedo abaixo da intersecção da linha
intermamilar com a linha esternal. (A compressão do apêndice xifoide é
prejudicial).
Executar a compressão com dois ou três dedos de uma das mãos, a outra
mão pode servir de suporte abaixo das costas dacriança.
Aplicar a frequência de aproximadamente 100 compressões/minuto.
Coordenar a compressão torácica com a respiração: a cada 5 compressões
torácicas aplica-se uma ventilação pulmonar.
Crianças de 1 a 8 anos
Comprimir o esterno dois dedos acima do apêndice xifóide.
Executar a compressão com a região tenar da mão dominante (porção
muscular na palma da mão, logo abaixo do polegar), sem colocar os dedos
sobre as costelas.
Posicionar-se acima da criança e manter os seus braços esticados durante
a compressão.
Aplicar a frequência de aproximadamente 100 compressões/minuto.
Coordenar a compressão torácica com a respiração: a cada 5 compressões
torácicas aplica-se uma ventilaçãopulmonar.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Crianças maiores de 8 anos
Utilizar a mesma técnica do adulto: comprimir o esterno linha dos
mamilos (terço médio do esterno).
Executar a compressão com a região da tenar da mão, colocando uma
mão sobre a outra.
Médico Atentar para não alterar a posição do pescoço e da cabeça durante acompressão
21º
Enfermagem torácica, impedindo a permeabilidade das vias aéreas (na ausência de intubação).
Médico
22º Avaliar continuamente a eficácia das manobras (a cada 5 ciclos ou 2 minutos).
Enfermagem
23º Puncionar acesso venoso calibroso.
Enfermagem
24º Preparar material para Intubação.
Realizar a intubação traqueal se não houver retorno imediato da respiração
25º Médico
espontânea com os procedimentos anteriores.
26º Enfermagem Realizar aspiração de vias aéreas se necessário.
Solicitar a administração de medicamentos de emergência.
27º
Médico
28º Checar pulso carotídeo/femural e Oximetria.
29º Manter paciente ventilado até a chegada do SAMU.
30º Realizar a anotação de enfermagem.
Enfermagem Realizar transferência conforme a necessidade.
31º
32º Manter local organizado e repor materiais utilizados com registros necessários.
Observação:
* O estado de inconsciência produz o relaxamento dos músculos do pescoço, da parede posterior da
faringe e da língua causando obstrução das vias aéreas.
** A ausculta cardíaca não se correlaciona obrigatoriamente com a geração de pulso, portanto não
deve ser realizada para essa finalidade.
1- Compressão Torácica:
O tempo de compressão deve ser igual ao tempo de relaxamento.
O diâmetro anteroposterior do tórax deve diminuir de 1/3 a metade durante a compressão.
2- Intubação:
As cânulas de intubação traqueal para crianças abaixo de 8 anos devem ser desprovidas de cuff.
O diâmetro interno varia conforme a idade, mas em geral é igual ao diâmetro do quinto dedo das
mãos e igual ao diâmetro dasnarinas.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Idade da Criança Tamanho da Cânula
Recém-nascido prematuro 2,5 a 3,0
Recém-nascido termo 3,0 a 3,5
Primeiro ano 3,5 a 4,0
Maiores de 1 ano (idade em anos) + 4
4
3- Em situações fora da UBS:
Se a criança está irresponsiva a um estímulo tátil, mas apresenta esforço respiratório, deverá ser
transportada imediatamente à UBS ou UPA mais próxima,respeitando a posição em que ela se
sente mais confortável.
Se a criança estiver em apnéia, a ressuscitação deve ser imediatamente iniciada enquanto se
providencia a chamada de socorro.
Iniciar a manobra de ressuscitação Boca-a-boca ou boca-a-boca/nariz:
Fazer uma inspiração profunda e insuflar o pulmão da criança.
Abranger a boca e o nariz da criança quando menor de 1 ano de idade e somente a boca nas crianças
acima de 1 ano.
Manter esse método de ventilação até viabilizar outro método mais efetivo.
Fazer compressões com a frequência mínima de 100 por minuto.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.5 - AUXÍLIO INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Auxiliar o médico no momento da Intubação endotraqueal para recuperação do padrão respiratório
adequado ao paciente.
Materiais necessários: Jogo de laringoscópio, cânula endotraqueal, luvas estéreis, luvas de procedimento, fio
guia, ressuscitador manual – (ambú) e máscara, estetoscópio; cânula de guedel, aspirador montado, sonda de
aspiração descartável, frasco de umidificador, conexão extensora, água destilada para umidificador, fluxômetro
de oxigênio, máscara, óculos de proteção individual, cadarço, seringa de 20 ml e oxímetro de pulso.
PASSOS AGENTE AÇÃO
Higienizar as mãos (POP).
Reunir o material necessário.
1º Enfermagem
Calçar as luvas de procedimento.
Auxiliar no posicionamento do paciente.
2º Enfermagem Colocar o oxímetro de pulso.
Abrir o pacote com a cânula, testar o cuff (balonete) com auxílio de uma
3º Enfermagem
seringa de 20 ml. Manter a embalagem como campo estéril.
4º Enfermagem Adaptar a lâmina do laringoscópio ao cabo e checar a lâmpada.
Paramentar-se com máscara e óculos de EPI.
5º Médico Calçar luva estéril.
Realizar a Intubação de acordo com protocolo.
6º Enfermagem Fixar a cânula com cadarço.
7º Enfermagem Reposicionar o paciente.
Desprezar os resíduos em local próprio.
Recolher o material mantendo o local limpo e organizado.
Retirar as luvas.
8º Enfermagem Higienizar as mãos.
Checar e registrar o procedimento realizado em prescrição e anotar
intercorrências;
Caso houver intercorrências comunicar enfermeiro e/ou médico.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.6 - PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Instalar cateter em trajeto venoso periférico para a administração de medicamentos, infusão de
soluções, eletrólitos, medicamentos, contrastes, hidratação do paciente e para a coleta de sangue venoso,
manutenção de uma via de acesso venosa.
Materiais: Álcool antisséptico, algodão hidrófilo, luvas de procedimentos, garrote, cateter de punção periférica
adequado, esparadrapo ou micropore, caneta, tampa de cateter endovenoso.
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
4º Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
5º Solicitar a cooperação do paciente durante a realização do procedimento.
6º Calçar as luvas.
7º Escolher a veia a ser puncionada e definir o calibre do dispositivo intravenoso.
8º Garrotear o membro de 5 a 10 cm acima do local escolhido aproximadamente.
9º Fazer antissepsia da região com algodão embebido em álcool antisséptico com movimentos
circulares do centro para a periferia ou de baixo para cima.
10º Posicionar o bisel para cima, tracionando levemente a pele do local a ser puncionado, introduzindo
a agulha com ângulo de 15º a 25º graus.
Punção com cateter intravenoso flexível (Abocat):
Observar o refluxo sanguíneo, segurar o mandril e deslizar o todo o cateter para dentro da luz do
vaso suavemente;
11º
Pressione com os dedos 2 cm acima do local puncionado a fim de reter o fluxo sanguíneo do vaso.
Retirar a agulha que difere de acordo com o modelo e tipo de dispositivo de segurança utilizado,
até que o mesmo esteja devidamente travado.
Punção com cateter intravenoso rígido (Scalp):
Segurar o escalpe de modo que as duas abas fiquem juntas certificando-se de que o bisel esteja
voltado para cima;
Perfurar pele e observar o refluxo sanguíneo; ausência de edema e hematoma;
Liberar o garrote;
Conectar o extensor no dispositivo e injetar solução salina para verificar a permeabilidade do vaso;
Realizar a fixação do dispositivo junto à pele do paciente com micropore ou esparadrapo;
Ocluir o sistema com oclusor adequado;
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Identificar o procedimento anotando data, hora, calibre do dispositivo, e nome do profissional que
realizou o procedimento;
12º Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
13º Higienizar as mãos (POP).
14º Deixar o paciente em posição confortável.
15º Organizar o ambiente.
16º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
17º Comunicar o enfermeiro e/ou médico em caso de alterações.
Observação:
1. Em caso de crianças, preferencialmente utilizar-se de talas, para suporte e fixação do acesso
venoso, a fim de evitar manipulação e acidentes com o mesmo;
Optar inicialmente pela punção das extremidades se possível, evitando proximidade as articulações.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.7 - OXIMETRIA DE PULSO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de saúde
Objetivos: Identificar sinais vitais através de sensor de oximetria, manter controle de saturação e pulso
permanente.
Materiais: Oxímetro, cabo e sensor de oximetria, álcool 70 %
PASSOS AGENTE AÇÃO
Médico e/ou
1º Prescrever o procedimento.
Enfermeiro
2º Higienizar as mãos (POP).
3º Separar e organizar o material a ser utilizado.
Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente sobre o procedimento a ser
4º
realizado.
Fixar sensor de oximetria em um dos dedos da mão (preferencialmente), pés,
5º
lóbulo da orelha.
6º Ligar oxímetro e adequar a configuração (adulto ou pediátrico).
7º Selecionar alarme de frequência cardíaca e saturação máxima (CPM).
8º Manter oximetria permanente até alta do paciente da sala de observação.
9º Enfermagem Após observar traçado completo, com curvas regulares realizar a leitura dos
valores mensurados.
10º Desligar o equipamento se/quando solicitado.
11º Recolher o equipamento e acondicionando-os em local apropriado.
12º Higienizar as mãos (POP).
13º Deixar o paciente em posição confortável.
14º Organizar o ambiente.
15º Anotar os parâmetros observados no período, conforme periodicidade prescrita
no prontuário do paciente.
16º Comunicar o médico e/ou enfermeiro em caso de alterações.
Observação:
1- O uso de unhas esmaltadas pode prejudicar a leitura da saturação. Recomenda-se
remover esmalte com acetona e algodão, se houver.
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Fatores de risco:
1- Não estabelecer FC mínima emáxima.
2- Ligar equipamento em rede elétrica própria.
3- Manter equipamento em rede elétrica.
4- Em oximetria de criança, fixar sensor pediátrico na sola do pé ou 1° pododáctilo de
MMII.
5- Evitar a instalação de oximetria no mesmo membro de manguito de pressãoarterial.
Sinais comuns de oxigenaçãoinadequada:
1-Inquietação;
2- Respiração rápida e curta; 3-
Frequência cardíacarápida;
4- Necessidade de sentar-se para respirar;
5- Abertura das asas do nariz;
6- Hipertensão;
7- Confusão, estupor ecoma;
8- Cianose da pele, dos lábios e da base das unhas;
9- Extremidades frias.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 2: Assistência em Sala de Observação
Urgência/Emergência
POP 2.7.1- OXIMETRIA DE PULSO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Identificar através de sensor de oximetria, manter controle de saturação e pulso
Materiais: Oxímetro, álcool antisséptico 70 %, gaze ou algodão, bateria/pilha/cabo
Agente: Profissionais da Saúde
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
4º Fazer desinfecção do sensor do aparelho com álcool antisséptico 70% com gaze e ou algodão.
5º Observar se as unhas do usuário estão livres de esmalte e/ou unhas postiças
6º Aplicar álcool em gel 70% nas mãos do usuário que será testado para assepsia.
7º Orientar aquecimento das mãos do usuário por meio de fricção.
8º Ligar o aparelho Oxímetro e adequar a configuração (adulto ou pediátrico).
9º Inserir dedo no sensor alinhando o receptor e o emissor de luz.
10º Manter a mão do usuário abaixo do nível do coração.
11º Verificar pulsação por 1 minuto, com auxílio de cronômetro, para comparação com o valor obtido
pelo aparelho. Se forem semelhantes significa um bom resultado
12º Registrar valores obtidos em planilha para posterior registro no e-saude.
13º Desligar o equipamento se/quando solicitado.
14º Recolher o equipamento e acondicionando-os em local apropriado.
15º Higienizar as mãos (POP).
16º Organizar o ambiente.
17º Anotar os parâmetros observados no período, conforme periodicidade prescrita no prontuário do
paciente.
18º Comunicar o médico e/ou enfermeiro em caso de alterações.
Observação:
Situações que possam interferir no resultado: luminosidade excessiva, circulação deficiente,
tabagismo, tremores, anemia severa, icterícia, onicomicose
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CAPÍTULO 3:
ASSISTÊNCIA NAS
SONDAGENS
PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 3: Assistência nas Sondagens
POP 3.1 - SONDAGEM GÁSTRICA/ NASOENTERAL
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Administrar suporte nutricional e medicamentos ao paciente impossibilitado de fazê-lo por via oral.
Materiais: Sonda nasogástrica, seringa de 20 ml, gel lubrificante, luvas de procedimento, gazes, estetoscópio,
cuba rim, esparadrapo ou micropore, álcool 70%, papel toalha, bandeja.
Agente: Enfermeiro
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Reunir todo o material a ser utilizado e levar até a cabeceira do paciente.
3º Escolher o calibre** da sonda de acordo com a finalidade da sondagem e idade do paciente.
4º Verificar prescrição e explicar o procedimento ao paciente.
5º Colocar o paciente em posição de Fowler.
6º Proteger o tórax com papel toalha e apoiar uma cuba rim (em caso de vômitos).
7º Calçar as luvas de procedimento.
8º Retirar prótese dentária se necessário, com auxílio de gaze ou papel toalha.
9º Verificar as narinas examinando as fossas nasais em busca de possível obstrução ou sujidades.
10º Limpar a pele do nariz e testa com gaze umedecida em álcool 70%.
11º Retirar a sonda da embalagem e segurá-la com uma gaze.
12º Medir externamente a distância entre a ponta do nariz, o lóbulo da orelha e deste para ao
apêndice xifoide, acrescendo 5 cm* (SNG) e 20 cm (SNE).
13º Demarcar com esparadrapo ou micropore.
14º Segurar a sonda enrolada na mão dominante, deixando livre aproximadamente 10 cm da
extremidade e lubrificar essa distância.
15º Pedir para o paciente hiperestender a cabeça e introduzir a sonda na narina escolhida, com
movimentos para baixo e para trás, avançando delicadamente ao longo do assoalho do nariz (até a
primeira medição).
16º Pedir ao paciente para baixar a cabeça (queixo em direção ao peito) estimulando-o a engolir
seguindo com a introdução da sonda até que a marca com fita esteja na parte externa da narina.
17º Interromper o procedimento e remover a sonda se houver sinais de sofrimento como cianose,
tosse, dificuldade respiratória ou incapacidade de falar.
18º Testar o posicionamento da sonda conforme técnica descrita na observação “TESTE DE
VERIFICAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DA SONDA”.
19º Remover o mandril do interior da sonda enteral.
20º Fechar a sonda ou mantê-la aberta conformem prescrição.
21º Fixar com micropore ou esparadrapo de maneira a não prejudicar a visão do paciente,
identificando com data da inserção e calibre.
22º Deixar o paciente confortável no leito.
Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
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PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Anotar na fixação da sonda: nome de quem realizou o procedimento, data, horário e nº da sonda.
Organizar o ambiente.
23º Retirar luvas de procedimento.
24º Higienizar as mãos (POP).
25º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
Observação:
*O acréscimo de aproximadamente 5cm corresponde a região da sonda que contém
os orifícios.
** Escolha do calibre
IDADE CALIBRE (Nº)
Neonato a 18 meses 04 e 06
18 meses a 6 anos 06 e 08
Adulto (para infusão de nutrientes) 06, 08, 10 e 12
Adulto (lavagem ou drenagem do conteúdo gástrico) ou 14, 16 e 18
maior dependendo da indicação clínica do paciente
1- Se sondagem oral: medir da rima labial ao lóbulo da orelha e deste ao apêndice xifóide
e proceder igualmente sondagem nasogástrica. Não lubrificar com gel.
2- Se alguma obstrução aparecer e impedir a progressão da sonda não forçar,uma
rotação suave da sonda pode ajudar. Se não resolver, retirar a sonda e tentar em outra
narina.
3- Para facilitar a passagem da sonda em paciente cooperativo, oferecer pequenas
quantidades de água durante a introdução da sonda, caso não haja restrição.
4- Realizar troca de fixação diariamente ou sempre que necessário, variando as posições
de fixação para evitar lesionar a pele.
5- Evitar forçar o septo nasal e a asa do nariz durante a fixação da sonda, evitando
traumatismo (necrose).
6- O tempo de permanência da sonda é de 7dias.
7- Manter observação constante quanto ao deslocamento da sonda através da marcação
externa.
8- Realizar os testes ao iniciar uma nova dieta e antes de administrar medicamentos.
9- Elevar a cabeceira (45º a 90º) antes da administração de dieta ou medicamento.
10- Lembrar que a lavagem do cateter após a administração de cada dieta e de cada
medicamento é de extrema importância para evitar: a obstrução da sonda e as reações
de incompatibilidade e interações entre as drogas e a dieta.
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TESTES DE VERIFICAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DA SONDA:
1- Observar retorno do conteúdo gástrico ou se necessário aspirar a sonda com seringa.
2- Colocar o estetoscópio sobre o epigástrio e injetar 15 ml de ar na sonda, se for adulto
e de 1 a 3 ml em crianças de acordo com sua idade. Observar "ruído de cascata" na
injeção do ar.
3- Nos casos de sonda nasoenteral, avaliar a necessidade de realização de exame Raio-X
no período de 2 a 3 horas após a introdução da sonda. Seguir rotina estabelecida pelo
Distrito Sanitário para deslocamento do paciente para a realização do exame na UPA.
RETIRADA DA SONDA GÁSTRICA:
Conferir a prescrição médica para retirada da sonda
Higienizar as mãos;
Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente;
Reunir o material na bandeja e colocá-la sobre a mesa de cabeceira;
Zelar pela privacidade utilizando o biombo;
Colocar a toalha sobre o tórax do paciente;
Colocar o paciente em posição de Fowler alta ou com a cabeceira da cama elevada no
mínimo a30º
Retirar o esparadrapo que fixa a sonda;
Calçar as luvas de procedimento;
Conectar a seringa na extremidade da sonda e lavá-la com 10 ml de SF0,9%
Instruir o paciente a respirar fundo e a segurar a respiração;
Clampar a sonda e começar a retirá-la lentamente com o auxílio de uma gaze até que ela
saia por inteiro;
Limpar as narinas e realizar a inspeção da condição das mesmas;
Realizar a higiene oral;
Reposicionar o paciente;
Recompor a unidade;
Higienizar as mãos(POP);
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Documentar a retirada da sonda no prontuário, destacando o motivo da retirada e se
houve intercorrências.
ENCAMINHAMENTO PARA UPA PARA REALIZAÇÃO DO RAIO X:
Enfermeiro da UBS:
Passar a sonda nasoenteral na UBS ou no domicílio;
Realizar o encaminhamento para UPA via sistema ou receituário (no caso de domicílio);
Aguardar o período de 2 horas para realização do Raio X;
Verificar a possibilidade do transporte do DS ou transporte da família, caso o transporte do DS
não esteja disponível.
As opções de transporte
Na UPA:
Paciente passa pela recepção e é encaminhado para Procedimento.
Médico solicita o Raio X e verifica a localização da sonda.
Se a sonda estiver no local indicado o paciente é liberado para casa.
Caso a sonda não esteja no local indicado, o Enfermeiro da UPA reposiciona e aguarda
novamente o intervalo de 2 horas para reavaliação.
*Situações que caracterizam exceções: contatar com Enfermeiro da UPA para discussão do
caso e avaliação conjunta.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 3: Assistência nas Sondagens
POP 3.2 – SONDAGEM VESICAL DE DEMORA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Possibilitar controle hídrico adequado, tratamento da retenção urinária, obter amostras de urina para
exames, monitorização do débito urinário, irrigação urinária.
Materiais: Material de cateterismo vesical com campo fenestrado estéril, cateter de Foley estéril, gel anestésico,
seringa de 20 ml, ampolas de água destilada estéril, solução antisséptica (PVPI tópico), esparadrapo, coletor de
urina sistema fechado,luva de procedimento,luva estéril,recipiente para lixo,compressas de gaze estéril,biombo,
bandeja, compressas, água e sabão.
Agente: Enfermeiro
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente/familiar sobre o procedimento a ser realizado.
4º Verificar prescrição.
5º Garantir a privacidade do paciente utilizando biombo.
6º Colocar o paciente em posição de litotomia, expondo apenas os genitais.
7º Realizar higiene íntima do paciente se necessário.
Posicionar o paciente:
- sexo feminino: posição ginecológica, decúbito dorsal com os joelhos flexionados, os pés sobre o
8º leito mantendo os joelhos afastados, expondo apenas a genitália.
- sexo masculino: decúbito dorsal, com pernas estendidas e ligeiramente afastadas, expondo
apenas a genitália.
9º Higienizar as mãos (POP).
10º Abrir o pacote do cateterismo entre as pernas do paciente, com a ponta próxima a região glútea.
11º Dispor o saco de lixo próximo à maca.
12º Abrir e colocar sobre o campo: agulha, seringa, sonda vesical e gazes, mantendo técnica asséptica.
13º Colocar solução antisséptica (PVPI) na cuba redonda.
14º Abrir a embalagem do coletor urinário e posicionar a ponta da extensão sobre o campo.
15º Fixar a extensão na borda do campo com a presilha e a bolsa coletora na lateral da maca.
16º Abrir a ampola de água destilada e deixa-la sobre o campo.
17º Abrir o gel anestésico e colocá-lo sobre a gaze.
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18º Calçar as luvas estéreis.
19º Aspirar a água destilada com o auxílio de outra pessoa.
20º Testar o cuff (balonete), introduzindo a quantidade de água recomendada pelo fabricante.
21º Conectar a sonda na extensão do coletor.
22º Proceder à assepsia:
- sexo feminino:
Retrair com a mão não dominante os grandes lábios e manter a posição ao longo do
procedimento.
Realizar antissepsia da região perineal com PVPI tópico e gaze estéril com movimentos únicos
usando a pinça na mão dominante
Pegar gazes estéreis saturadas com solução antisséptica (PVPI) e fazer antissepsia da vulva e
meato uretral, utilizando as bolas de gaze, uma para cada região, desprezando-as na sequência.
Limpar ao longo da dobra dos grandes lábios, posteriormente ao longo dos pequenos lábios e
finalizando no meato uretral, fazendo a antissepsia com movimentos em sentido único.
- sexo masculino:
Erguer o pênis com o indicador e polegar, elevar até uma posição quase vertical e expor a glande
Limpar o corpo do pênis em movimentos circulares do centro para fora.
23º Limpar o meato urinário até atingir toda a glande.
24º Colocar o campo fenestrado estéril sobre a região genital, expondo apenas a genitália do paciente.
(na ausência do campo utilizar compressa de gaze estéril para proteção da área).
25º Lubrificar o cateter com gel anestésico.
26º Introduzir o cateter no meato urinário até a presença de urina (aproximadamente 10 cm para
mulher e 20 cm para homem) para assegurar o posicionamento no interior da bexiga.
Observar refluxo urinário:
27º Se ausente: Não injetar.
Se presente: injetar com a seringa, na via do balonete com a quantidade indicada pelo fabricante
com água destilada.
28º Tracionar delicadamente a sonda até encontrar resistência.
29º Conectar o cateter ao coletor de urina de sistema fechado estéril.
30º Fixar a sonda com esparadrapo em (mulher) face interna da coxa, (homem) região supra púbica do
paciente.
31º Identificar na bolsa coletora: o calibre da sonda, nome do profissional que realizou o
procedimento, data e horário.
32º Deixar o paciente em posição confortável.
33º Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
34º Retirar as luvas.
35º Higienizar as mãos (POP).
36º Organizar o ambiente.
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37º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
38º Comunicar o médico em caso de alterações.
Observação:
1- Realizar previamente antes da introdução o teste da sonda insuflando ar na mesma
observando se o balonete apresenta-se íntegro e funcionante;
2- Caso haja dificuldade ou resistência na sondagem vesical avisar ao médico de plantão
e interromper o procedimento;
3- Atentar para o volume de diurese do paciente sondado como também verificar
densidade e aspecto da urina.
4- Trocar a sonda vesical de demora a cada 31 dias para mulheres e 21 dias para homens
ou conforme prescrição médica.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 3: Assistência nas Sondagens
POP 3.3 – AUTOCATETERISMO VESICAL INTERMITENTE – TÉCNICA LIMPA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Esvaziamento vesical com prevenção de infecção urinária e resgate ao auto cuidado.
Materiais: Cateter, gel lubrificante ou cateter urinário já lubrificado, gaze, pedaços de algodão ou toalha, papel
toalha, espelho para mulheres, sabonete neutro, jarra com água e bacia para realização da técnica na cama.
Agente: Paciente (com ou sem auxílio)
PASSOS AÇÃO
1º Organizar todo o material a ser utilizado.
2º Assegurar que todo o material esteja acessível (descrito acima).
3º Higienizar as mãos (POP).
Sexo masculino:
1º Preparar o cateter: abrir a embalagem sem tocar no cateter, lubrificando a ponta que será
introduzida no pênis nos primeiros 10 cm*.
2º Manusear a bisnaga sem encostá-la no cateter, espalhando o gel lubrificante de maneira
homogênea (igual).
3º Deixar o cateter preparado ao alcance das mãos.
4º Ficar em frente ou próximo ao vaso sanitário ou sente-se caso preferir.
5º Urinar sempre que possível antes de usar o cateter.
6º Lavar a região genital com água e sabão (é necessário limpar a glande corretamente).
7º Expor a glande retraindo o prepúcio, fazendo a limpeza com movimentos circulares com algodão
umedecido ou toalha.
8º Segurar o prepúcio evitando que a roupa toque na glande.
9º Realizar o procedimento somente na certeza de que o cateter não esteja contaminado. Se ele
tocar na roupa ou pele, deve ser descartado e recomeçar o procedimento.
10º Segurar o pênis com firmeza com a mão não dominante, apoiando-o na palma da mão
perpendicularmente e próximo ao abdome, expondo a glande (facilitando a introdução do
cateter), apertando delicadamente para abrir a uretra.
11º Introduzir o cateter lentamente com a mão dominante até a urina começar a drenar, (se sentir
resistência diminuir a angulação do pênis e girar o cateter lentamente).
12º Direcionar o cateter para o vaso sanitário e aguardar o esvaziamento total da urina.
13º Retirar aproximadamente um centímetro do cateter após parar de drenar a urina, garantindo que
não fique resíduo.
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14º Retirar o cateter lentamente, podendo ser girado enquanto o remove, pare o movimento cada vez
que sair urina.
15º Desprezar o cateter no lixo apropriado (nunca no vaso sanitário).
16º Higienizar as mãos (POP).
17º Guardar o material.
18º Recolocar a roupa.
Sexo feminino:
1º Preparar o cateter: abrir a embalagem sem tocar no cateter, lubrificando a ponta que será
introduzida na uretra nos primeiros 5 cm*.
2º Manusear a bisnaga sem encostá-la no cateter, espalhando o gel lubrificante de maneira
homogênea (igual).
3º Deixar o cateter preparado ao alcance das mãos.
4º Tirar a roupa de modo a sentar no vaso sanitário com as pernas afastadas.
5º Urinar sempre que possível antes de usar o cateter.
6º Afastar os pequenos lábios com os dedos polegar e indicador da mão não dominante até visualizar
o meato urinário.
7º Umedecer a gaze ou toalha e passe sabão até fazer espuma, limpando a região dos pequenos
lábios de cima para baixo.
8º Realizar o procedimento somente na certeza de que o cateter não esteja contaminado. Se ele
tocar na roupa ou pele, deve ser descartado e recomeçar o procedimento.
9º Afastar os pequenos lábios com os dedos polegar e indicador da mão não dominante
10º Utilizar espelho para visualizar orifícios: superior = meato urinário e inferior = vaginal.
11º Introduzir o cateter lentamente no orifício superior, até a urina começar a drenar.
12º Direcionar o cateter para o vaso sanitário e aguardar o esvaziamento total da urina.
13º Retirar aproximadamente um centímetro do cateter após parar de drenar a urina, garantindo que
não fique resíduo.
14º Retirar o cateter lentamente, podendo ser girado enquanto o remove, pare o movimento cada vez
que sair urina.
15º Desprezar o cateter no lixo apropriado (nunca no vaso sanitário).
14º Higienizar as mãos (POP).
15º Guardar o material.
16º Recolocar a roupa.
17º Recolocar a roupa.
* Casos onde houver indicação do uso de bolsa ou frasco coletor:
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A bolsa poderá ser substituída por uma garrafa plástica.
No momento da retirada do cateter da embalagem, abrir a garrafa plástica ou frasco coletor.
Posicionar a extremidade do cateter (local de saída da urina) no gargalo da garrafa ou frasco
coletor e adaptar.
Utilizar se necessário papel higiênico para evitar a saída do cateter da garrafa (proteção).
Observação:
1- As toalhas devem ser bem lavadas e passadas a ferro quente.
2- Observar os intervalos recomendados conforme orientação médica.
3- Sempre que houver dúvidas procure a Unidade de Saúde para orientação e auxílio.
4- Nos casos onde houver necessidade de avaliar ou mensurar o débito urinário, deve-se
usar uma bolsa coletora ou frasco coletor, onde será registrado: volume de urina
drenado, cor, aspecto e cheiro. Posteriormente desprezar a urina no vaso sanitário.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 3: Assistência nas Sondagens
POP 3.4 – SONDAGEM VESICAL DE ALÍVIO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Possibilitar esvaziamento vesical e alivio da retenção urinária.
Materiais: sonda uretral estéril, gel anestésico, solução anti-séptica (PVPI tópico), luva estéril, cuba , recipiente
para lixo, compressas de gaze estéril, biombo, toalha, bacia, compressas, água e sabão.
Agente: Enfermeiro
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente/familiar sobre o procedimento a ser realizado.
4º Verificar prescrição.
5º Garantir a privacidade do paciente utilizando biombo.
6º Colocar o paciente em posição de litotomia, expondo apenas os genitais.
7º Realizar higiene íntima do paciente utilizando a bacia, compressa e sabão.
8º Posicionar o paciente:
- sexo feminino: posição ginecológica, decúbito dorsal com os joelhos flexionados, os pés sobre o
leito mantendo os joelhos afastados, expondo apenas osgenitais.
- sexo masculino: decúbito dorsal, com pernas estendidas e ligeiramente afastadas, expondo
apenas osgenitais.
9º Higienizar as mãos (POP).
10º Abrir o pacote do cateterismo entre as pernas do paciente, com a ponta próxima a região glútea.
11º Dispor o saco de lixo próximo à maca.
12º Abrir e colocar sobre o campo: agulha, seringa, sonda vesical e gazes, mantendo técnica asséptica.
13º Colocar solução antisséptica (PVPI) na cuba redonda.
14º Abrir a embalagem do coletor urinário e posicionar a ponta da extensão sobre o campo.
15º Fixar a extensão na borda do campo com a presilha e a bolsa coletora na lateral da maca.
16º Abrir a ampola de água destilada e deixa-la sobre o campo.
17º Abrir o gel anestésico e colocá-lo sobre a gaze.
18º Calçar as luvas estéreis.
19º Aspirar a água destilada com o auxílio de outra pessoa.
20º Conectar a sonda na extensão do coletor.
21º Proceder à assepsia:
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- sexo feminino:
Retrair com a mão não dominante os grandes lábios e manter a posição ao longo do procedimento.
Realizar antissepsia da região perineal com PVPI tópico e gaze estéril com movimentos únicos
usando a pinça na mão dominante
Pegar gazes estéreis saturadas com solução antisséptica (PVPI) e fazer antissepsia da vulva e meato
uretral, utilizando as bolas de gaze, uma para cada região, desprezando-as na sequência.
Limpar ao longo da dobra dos grandes lábios, posteriormente ao longo dos pequenos lábios e
finalizando no meato uretral, fazendo a antissepsia com movimentos em sentido único.
- sexo masculino:
Erguer o pênis com o indicador e polegar, elevar até uma posição quase vertical e expor a glande
Limpar o corpo do pênis e em movimentos circulares do centro para fora.
Limpar o meato urinário até atingir toda a glande.
22º Colocar o campo fenestrado estéril sobre a região genital, expondo apenas a genitália do paciente.
(na ausência do campo utilizar compressa de gaze estéril para proteção da área).
23º Lubrificar o cateter com gel anestésico.
24º Introduzir o cateter no meato urinário ( aproximadamente 10 cm para mulher e 20 cm para
homem) até que a urina flua.
25º Realizar o esvaziamento da bexiga completamente.
26º Remover a sonda suavemente, quando a urina parar de fluir.
25º Observar o aspecto e densidade da urina.
27º Secar a área.
28º Desprezar o material coletado ou encaminhar para exame, se necessário.
29º Deixar o paciente em posição confortável.
30º Recolher o material, descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
31º Retirar as luvas.
32º Higienizar as mãos (POP).
33º Anotar o procedimento realizado, registrando o aspecto do material coletado.
34º Comunicar o médico em caso de alterações.
Observação:
1- Realizar previamente antes da introdução o teste da sonda insuflando ar na mesma
observando se o balonete apresenta-se íntegro efuncionante.
2- Caso haja dificuldade ou resistência na sondagem vesical avisar ao médico de plantão
e interromper oprocedimento.
3- Descrever o aspecto e densidade da urina como: presença ou ausência de grumos,
urina límpida ou turva, com ou sem sedimentação, coloração, odor e volume.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 3: Assistência nas Sondagens
POP 3.5 – TROCA DA SONDA DE CISTOSTOMIA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Realizar a troca de sonda em cistostomia seguindo a técnica asséptica
Materiais: cuba rim, campo fenestrado (se disponível, e caso não tenha utilizar gaze estéril), pinça, gaze, ampola
de água destilada, seringa de 20ml e cuba redonda, e ainda: sonda vesical, luvas esterilizadas, luvas de borracha,
fita adesiva, frasco com solução antisséptica (PVPI), saco plástico, recipiente para a coleta de urina.
Agente: Enfermeiro
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Orientar o usuário sobre o procedimento que será realizado, posicionando-o confortavelmente.
4º Abrir os pacotes com o material estéril, seguindo técnica asséptica.
5º Fazer a desinfecção das ampolas de água destilada com álcool 70%.
6º Abrir as ampolas deixando-as fora do campo.
7º Retirar a seringa agulha e sonda da embalagem original, dispondo sobre o campo estéril.
8º Despejar PVPI tópico na cuba redonda.
9º Expor a região supra perineal.
10º Higienizar as mãos (POP).
11º Calçar as luvas estéreis.
12º Segurar a ampola com gaze estéril e aspirar a água destilada para dentro da seringa, cuidando para
não contaminar as luvas.
13º Deixar a seringa sobre o campo estéril.
14º Abrir a embalagem estéril da sonda (se houver).
15º Testar o cuff (balonete) com ar.
16º Realizar a limpeza com gaze embebida em solução fisiológica na região em volta da sonda e secar.
17º Desconectar a sonda da bolsa coletora com a mão esquerda e bloqueando a saída com gaze estéril
18º Desinsuflar o balonete.
19º Retirar a sonda com a mão esquerda e imediatamente colocar sonda estéril com a mão direita.
20º Insuflar balonete com 10 - 20 ml de água destilada.
21º Conectar a bolsa coletora à sonda com a mão direita (luva estéril).
22º Fixar a bolsa se necessário.
23º Orientar usuário e família sobre os cuidados com a sonda e higiene.
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24º Recolher os materiais desprezando-os em lixo específico e os permanentes levar até o Expurgo.
25º Desprezar as luvas em lixo específico.
26º Higienizar as mãos (POP).
27º Registrar o procedimento realizado em prontuário eletrônico.
Observação:
1- A troca da sonda deve ser no menor tempo possível.
2- A limpeza da área em torno da cistostomia e a troca do curativo devem ser realizadas
diariamente.
3- Mantenha a bolsa coletora sempre abaixo do nível da cama, e não deixe que ela fique
muito cheia, para evitar que a urina retorne para dentro da bexiga.
4- Orientar o familiar e/ou usuário:
Lavar a bolsa coletora uma vez ao dia,com água e sabão quando desconectar a
bolsa da sonda, bloqueie a sonda com uma gaze estéril, para que a urina não vaze.
A sonda não precisa de nenhum tipo de fixação externa.
Ter cuidado para não puxar a sonda, porque poderá ferir a uretra e haver
sangramentos.
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CAPÍTULO 4:
ASSISTÊNCIA NO
CONTROLE DOS
SINAIS VITAIS
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 4: Assistência no Controle dos Sinais Vitais
POP 4.1 - VERIFICAÇÃO TEMPERATURA CORPORAL
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Verificar a temperatura corporal do paciente.
Materiais: Termômetro digital, algodão hidrófilo, álcool 70%, surfic.
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Realizar desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool 70%.
4º Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
5º Enxugar a axila do paciente e colocar o bulbo do termômetro no côncavo da axila, de maneira que
o mesmo fique em contato direto com a pele.
6º Solicitar ao paciente ou acompanhante para comprimir o braço de encontro ao corpo, colocando a
mão no ombro oposto.
7º Retirar o termômetro após o alarme.
8º Verificar a temperatura no visor do termômetro.
9º Realizar desinfecção do termômetro com algodão embebido em surfic.
10º Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
11º Higienizar as mãos (POP).
12º Deixar o paciente em posição confortável.
13º Organizar o ambiente.
14º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
15º Comunicar o médico em caso de alterações.
Observação:
Locais possíveis de aferição de temperatura corporal:
Axilar – mais comum;
Dobra inguinal – geralmente em recém-nascido;
Boca / oral;
Ânus/Retal
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Conceitos
Hipertermia /Febre: se refere a temperatura corporal acima de faixa normal e geralmente indica que
um processo patológico está ocorrendo no organismo, como um processo infeccioso, inflamatório, etc
Hiportermia: Temperatura corporal abaixo da média normal, pele fria e palidez.
Referencial para Temperatura
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 4: Assistência no Controle dos Sinais Vitais
POP 4.2 - VERIFICAÇÃO DO PULSO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Verificar o ritmo de contrações do coração e avaliar sua amplitude ou força de choque.
Materiais: Relógio com ponteiro de segundos.
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
3º
Manter o paciente em repouso e confortável, com o braço apoiado na cama, mesa ou colo e com a
4º
palma da mão voltada para baixo.
5º Aquecer as mãos (se necessário).
6º Localizar o pulsar da artéria escolhida com o dedo indicador e médio, exercendo leve pressão.
Contar o número de pulsações sentidas durante um minuto utilizando relógio com ponteiro de
7º
segundos.
8º Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
9º Higienizar as mãos (POP).
10º Deixar o paciente em posição confortável.
11º Organizar o ambiente.
12º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
13º Comunicar o médico e/ou enfermeiro em caso de alterações.
Observação:
1- No caso da avaliação do pulso apical, colocar o estetoscópio sobre o 5º espaço
intercostal, com o paciente em decúbito dorsal, contando o número de pulsações
durante um minuto;
2- Não usar o polegar para verificar o pulso, pois a própria pulsação pode ser confundida
com a pulsação do paciente;
3- Procurar sentir bem o pulso antes de iniciar a contagem. Se necessário,repeti-la;
4- Não exercer pressão muito forte sobre a artéria, pois pode impedir de sentir os
batimentos.
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ARTÉRIAS MAIS COMUMENTE USADAS PARA VERIFICAR O PULSO:
Radial – face anterior do pulso, acima do polegar;
Carótida – face anterior do pescoço;
Temporal – sobre o osso temporal, entre a sobrancelha e orelha da criança;
Femoral – na parte média da regiãoinguinal;
Umeral – face anterior do braço, na região de flexão do cotovelo;
Dorsal do pé – dorso do pé, entre o 1º e 2dedos;
Poplítea – na região de flexão do joelho;
Apical – linha média clavicular no 5º espaço intercostal.
Referencial para Frequência Cardíaca (FC)
Taquicardia: excessiva rapidez na função cardíaca. Termo usado para frequência cardíaca
acima de 100 batimentos por minuto, nos adultos
Bradicardia: lentidão dos batimentos cardíacos. Termo usado para frequência cardíaca abaixo
de 60 batimentos por minuto, nos adultos
Frequência Ápico-Radial: é a quantidades de sons ouvidos no ápice cardíaco e os abatimentos
do pulso radial, durante um minuto. A contagem apical e radial deve ser as mesmas.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 4: Assistência no Controle dos Sinais Vitais
POP 4.3 - VERIFICAÇÃO DA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Verificar frequência e padrão respiratório do paciente.
Material: Relógio de segundos.
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
Observar a respiração como se estivesse verificando o pulso (como a respiração, em certo grau,
4º
está sujeita ao controle voluntário, deve ser aferida sem que o paciente perceba).
5º Colocar a mão no pulso do paciente a fim de disfarçar a observação.
6º Observar os movimentos de abaixamento e elevação do tórax ou abdômen.
7º Recolher o material e acondicionando-os em local apropriado.
8º Higienizar as mãos (POP).
9º Deixar o paciente em posição confortável.
10º Organizar o ambiente.
11º Anotar o procedimento realizado, e a frequência respiratória no prontuário do paciente.
12º Comunicar o médico e/ou enfermeiro em caso de alterações.
Observação:
1- Em crianças até 2 anos a respiração éabdominal.
2- Não contar a respiração logo após esforços dopaciente.
Tipos de respiração Características
Eupnéia Respiração normal em ritmo e frequência.
Taquipnéia Respiração com um ritmo ou frequência mais rápido do que o normal.
Bradipnéia Respiração com um ritmo ou frequência mais lenta do que o normal
Hiperpnéia Respiração rápida e profunda interrompida por curtos períodos de apnéia
Ortopneia Respiração com desconforto e aumento do esforço quando em repouso ou deitado
Apnéia Ausência de respiração
Dispnéia Dificuldade na respiração, com esforço, desconforto aumentado, ventilação curta
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Referencial para Frequência Respiratória (FR)
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Capítulo 4: Assistência no Controle dos Sinais Vitais
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS
POP 4.4 - VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Mensurar a pressão arterial.
Materiais: Estetoscópio, esfigmomanômetro,
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
Auxiliar o paciente a manter uma posição confortável para relaxar o mesmo e reduzir a
4º possibilidade de elevação da PRESSÃO ARTERIAL por estresse ou desconforto, por no mínimo cinco
minutos.
5º Colocar o paciente deitado ou sentado com pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso
recostado na cadeira.
6º Expor o braço do paciente apoiando em superfície, liberando-o de vestimentas que o comprimam
com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido; O braço deve estar na
altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou quarto espaço intercostal).
Colocar o manguito, ajustando-o quatro centímetros acima da dobra do cotovelo, de forma que a
7º
coluna de mercúrio ou manômetro fique bem visível.
Posicionar o manguito alinhando a indicação do aparelho com a artéria braquial. Observar para
8º que os prolongamentos de borracha não se cruzem.
9º Palpar a artéria braquial com os dedos indicador e médio.
Método auscultatório: colocar as olivas do estetoscópio no ouvido com a curvatura para frente e
10º posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria braquial, sem compressão
excessiva.
11º Orientar paciente para que não fale durante o procedimento
Segurar a pêra de borracha com a mão dominante e com os dedos polegar e indicador, fechando
12º
totalmente a válvula.
Insuflar ar no manguito pressionando a pêra até que o manômetro atinja um ponto de 40 mmHg
13º
acima de sua pressão sistólica esperada.
Abrir a válvula lentamente com os dedos polegar e indicador, e observar no manômetro ou na
14º coluna de mercúrio a descida gradual do ponteiro ou mercúrio.
Determinar a pressão sistólica/máxima no momento do aparecimento do primeiro som.
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Manter a válvula aberta, observando o manômetro o número correspondente a mudança ou
15º
parada do som, o que indicará a pressão diastólica/mínima.
16º Abrir lentamente a pêra de borracha e deixar sair todo o ar do manguito.
17º Retirar o manguito do braço do paciente e o estetoscópio dos ouvidos.
18º Recolocar o paciente em posição terapêutica ou confortável.
19º Realizar a desinfecção do material (POP).
20º Higienizar as mãos (POP).
21º Organizar o ambiente.
22º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
23º Comunicar o médico e/ou enfermeiro em caso de alterações.
Observação:
1- Optar preferencialmente por aferir pressão arterial em membro oposto ao acesso
venoso (quando presente).
2- Os valores mensurados de pressão arterial são distintos entre membros superiores
direito e esquerdo.
3- Pacientes com mastectomia unilateral, aferir a pressão no membro superior
oposto,em caso de mastectomia bilateral, aferir em membros inferiores, evitando
assim a formação de linfedema – “acúmulo de linfa nos tecidos moles do corpo como a
região axilar”.
4- Paciente com ausência de membros superiores, ou impossibilitados (pós cirúrgicos,
queimados, fraturados ou com fístulas), aferir em membros inferiores.
5- Certificar-se antes de realizar o exame se o paciente não está com a bexiga cheia,
praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos,ingeriu bebidas alcoólicas,café ou
alimentos esses últimos em quantidades significativas, fumou nos 30 minutos
anteriores.
6- Manguito: utilizar tamanho de manguito adequado. O uso incorreto acarretará na
imprecisão dos resultados obtidos. Quando utilizado manguito apertado, ou seja
inferiores às necessidades, resultará em pressão arterial super estimada, quando
usado com folga levará à pressão arterial menor que a real (Linha Guia de Hipertensão
2018 – SESA -PR)
CÓDIGO DESCRIÇÃO CIRCUNFERENCIA DO BRAÇO
65.05.05.50847-7 ESFIGMOMANÔMETRO, adulto 26 a 32cm
65.05.05.51922-4 ESFIGMOMANÔMETRO, obeso 32 a 44cm
65.05.05.51923-8 ESFIGMOMANÔMETRO, infantil 12a 16 cm à 20 cm
7- Realizar higienização do equipamento entre atendimento com desinfetante hospitalar
surfic1%
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CAPÍTULO 5:
ASSISTÊNCIA NO
CONTROLE DAS MEDIDAS
ANTROPOMÉTRICAS
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 5: Assistência no Controle das Medidas
Antropométricas
5.1 - AFERIÇÃO DE PESO – BALANÇA ANTROPOMÉTRICA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: verificar o crescimento pondero-estatural e detectar variações patológicas do equilíbrio entre peso e
altura
MATERIAIS: balança mesa auxiliar para balança, lençol descartável, carteira da criança (se necessário).
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Explicar o procedimento
3º Destravar a balança.
4º Constatar que a balança está calibrada.
5º Travar a balança novamente.
Adultos:
Solicitar ao paciente subir na balança descalço e com o mínimo de roupas possível.
Posicionar o paciente de costas para a balança, no centro do equipamento, com postura ereta,
com os pés juntos e os braços estendidos ao longo do corpo.
Orientar para que não se apoie na balança e permaneça olhando para frente.
Crianças que ficam em pé sozinhas:
Posicionar o paciente de costas para a balança, no centro do equipamento, com postura ereta,
com os pés juntos e os braços estendidos ao longo do corpo.
Orientar para que não se apoie na balança e permaneça olhando para frente.
Orientar a mãe ou responsável a manter-se próximo à criança.
Crianças que não ficam em pé sozinhas:
Posicionar o responsável pela criança de costas para a balança, no centro do equipamento, com
postura ereta, com os pés juntos, segurando a criança junto ao corpo.
Posteriormente pesar somente o responsável pela criança e calcular a diferença entre as duas
pesagens.
6º Destravar a balança.
7º Mover os cursores, maior e menor, sobre a escala numérica para registrar o peso.
8º Esperar até que a agulha do braço e o fiel estejam nivelados.
9º Realizar a leitura de frente para o equipamento com os olhos no mesmo nível da escala.
10º Travar a balança.
11º Solicitar que o paciente desça do equipamento.
12º Retornar os cursores ao zero na escala numérica e manter travada.
13º Registrar o peso no prontuário eletrônico e/ou na Carteira da Criança.
Observação:
1- Antes da pesagem retirar acessórios como carteira, celular, chaves, entre outros.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 5: Assistência no Controle das
Medidas Antropométricas
5.2 - AFERIÇÃO DE PESO – BALANÇA ELETRÔNICA DIGITAL INFANTIL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Acompanhar o crescimento pondero-estatural e detectar variações patológicas do equilíbrio entre
peso e altura.
MATERIAIS: Balança digital, papel descartável, mesa auxiliar para a balança , carteira da criança.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Ligar a balança e certificar-se que está zerada.
3º Solicitar a mãe ou responsável para despir a criança (retirar inclusive a fralda).
4º Posicionar a criança, sentada ou deitada, no centro da balança.
Orientar a mãe ou responsável a manter-se próximo da balança, sem tocar na criança e no
5º
equipamento.
6º Realizar a leitura, quando o valor do peso estiver fixo no visor da balança.
7º Retirar a criança ou solicitar para que o responsável a retire.
8º Registrar o peso no prontuário eletrônico e na Carteira da Criança.
9º Realizar assepsia do prato da balança (POP).
10º Higienizar as mãos (POP).
Observação:
1. Estar atento a segurança do paciente (a balança deve estar em móvel seguro)
2. Realizar limpeza do equipamento entre atendimentos com desinfetante hospitalar surfic 1%
POP
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 5: Assistência no Controle das
Medidas Antropométricas
5.3 – AFERIÇÃO DE ESTATURA
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Estimar num dado momento, a altura de uma criança a fim de detectar variações patológicas dos
parâmetros normais.
Materiais necessários: antropômetro, fita métrica ou balança antropométrica, carteira da criança (se
necessário).
Agente: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
Lactentes:
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Colocar o bebê sobre uma superfície reta, mantendo o alinhamento corporal.
3º
Apoiar delicadamente o vértice da cabeça contra a parte vertical do antropômetro em ângulo
reto.
4º Colocar os pés em ângulo reto, aproximando ao máximo a placa limitadora.
5º Retirar o antropômetro e colocá-lo em posição confortável.
6º Higienizar as mãos (POP).
7º Registrar o valor no prontuário eletrônico e na Caderneta da Criança.
Crianças maiores (que ficam em pé):
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Explicar o procedimento à criança e/ou acompanhante.
3º Colocar a criança de costas para a escala de medidas.
Suspender a escala métrica, fazendo com que a haste repouse sobre a cabeça do paciente, sem
4º
pressionar.
Manter a criança em posição ereta, com a cabeça em posição anatômica, com os pés juntos,
5º
encostados na escala métrica.
6º Travar a haste.
7º Fazer a leitura.
8º Auxiliar criança a descer da balança.
9º Higienizar as mãos (POP).
10º Registrar no prontuário eletrônico e na Caderneta da Criança.
Observação:
1- Se for utilizada fita métrica, o paciente deve ficar com os calcanhares, nádegas,
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ombros e cabeça encostada na parede.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 5: Assistência no Controle das
Medidas Antropométricas
5.4 - AFERIÇÃO DE PERÍMETRO CEFÁLICO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Acompanhar o crescimento do crânio e do cérebro, permitindo a identificação precoce de possíveis
alterações de volume intracraniano.
MATERIAIS: Fita métrica, carteira da criança.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Posicionar a criança em decúbito dorsal.
Elevar a cabeça da criança suavemente, com uma das mãos e com a outra mão colocar a fita
3º
métrica ao redor do crânio.
2º Passar a fita sobre os ossos occipital e parietais, até o frontal.
3º Fazer a leitura.
4º Reposicionar a criança confortavelmente.
5º Retirar a criança ou solicitar para que o responsável a retire.
6º Registrar o perímetro cefálico no prontuário eletrônico e na Carteira da Criança.
7º Higienizar as mãos (POP).
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CAPÍTULO 6:
ASSISTÊNCIA
NOS TESTES E EXAMES
DE SAÚDE
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.1 - COLETA DE URINA DE PACIENTE COM CATETERISMO VESICAL
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Realizar a coleta de urina em pacientes com sonda vesical.
MATERIAIS: água, sabão, papel toalha, álcool antisséptico 70%, gaze, seringa e agulha (30x8 ou 40x12), frasco
estéril de coleta de urina.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Preparar todo o material necessário (deixar a seringa e agulha conectada).
2º Posicionar o paciente orientando como o procedimento será realizado.
3º Higienizar rigorosamente as mãos antes de manusear o sistema de drenagem (POP).
4º Verificar se a sonda foi fechada há 30 minutos.
5º Calçar as luvas de procedimento.
6º Realizar a desinfecção da válvula de látex, friccionando por 30 segundos.
7º Introduzir a agulha na válvula e aspirar a urina (nunca colher a urina da bolsa coletora).
Transferir a urina da seringa para o frasco estéril de coleta cuidando para não contaminar (atentar
8º
para não tocar na parte interna do frasco ou tampa).
9º Abrir a pinça ou o clamp da sonda após a coleta.
10º Identificar o frasco com etiqueta com código de barras.
11º Colocar o frasco identificado na caixa de transporte para laboratório.
12º Retirar as luvas.
13º Higienizar as mãos (POP).
14º Confirmar coleta no sistema informatizado.
15º Registrar as orientações realizadas.
Observação:
1- No agendamento do exame orientar o paciente ou cuidador para fechar a sonda 30
minutos antes de ir ao Unidade de Saúde, ou antes, da coleta emdomicílio.
2- Cuidar para não elevar a bolsa acima da região supra-púbica para que a urina não
retorne.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.2 – REALIZAÇÃO DE ELETROCARDIOGRAMA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Auxiliar no diagnóstico dos distúrbios anatômicos, metabólicos, iônicos e hemodinâmicos e das
arritmias cardíacas.
MATERIAIS: Eletrocardiógrafo, álcool 70%, gel condutor, papel toalha, peras ou eletrodos e cardioclips.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Preparar todo o material necessário.
2º Apresentar-se ao paciente e orientar como o procedimento será realizado.
3º Posicionar o paciente em decúbito supino com o tórax descoberto.
Solicitar para que retire relógio e demais adornos que contenham metal (correntes, moedas, cinto
4º
com fivela, sutiã).
5º Higienizar as mãos (POP).
Passar álcool 70% ou gel eletrocondutor nos cardioclips que entrarão em contato com os pulsos e
6º
tornozelos do paciente.
Posicionar os 4 (quatro) cardioclips conforme indicado na figura abaixo. (Figura 1)
Posicionar as peras, preferencialmente com álcool 70% ou gel condutor, no tórax do paciente
7º
conforme esquema abaixo. (Figura 2)
8º Conectar todos os eletrodos conforme indicação abaixo.
9º Verificar se todos os cabos estão conectados corretamente.
10º Ligar o aparelho.
11º Umidificar a superfície de contato dos eletrodos com álcool 70% ou gel condutor.
12º Realizar o exame.
Identificar o exame com nome do paciente, idade, data, sexo, peso, altura, horário e nome do
13º profissionalque realizou.
14º Retirar todos os eletrodos ou peras e cardioclips.
15º Auxiliar a se vestir caso necessário.
16º Reposicionar o paciente confortavelmente.
17º Higienizar as mãos (POP).
18º Registrar o procedimento no prontuário.
19º Orientar a data de retorno para retirada do laudo/resultado.
21º Enviar o exame para laudo via sistema Wincardio e Thundera*
Observação:
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* Seguir os passos descritos no Guia Rápido de Exame Repouso Wincardio e Thundera,
disponível no módulo “Documentos Orientativos” no e-Saúde.
1- A posição incorreta dos eletrodos pode dificultar a interpretação do exame.
2- Realizar o exame preferencialmente em sala isolada, sem interferência de
equipamentos eletrônicos.
3- Evitar realizar o exame após exercício físico, consumo de café ou em outras situações
de estresse.
4- Deve-se optar primeiramente pela utilização do álcool 70%, caso não ocorra boa
condução utilizar o gel condutor. Para o uso do álcool, não é necessária grande
quantidade.
5- Não usar cabos de extensões de energia.
6- Manter sempre limpas as partes de metal das peras e dos cardioclips, para garantir a
qualidade do exame.
7- Entre os atendimentos realizar desinfecção conforme POP.
8- Ao final de todos os exames proceder a limpeza e desinfecção do aparelho, mantendo-
o em local seguro.
9- Guardar todos os acessórios e cabos sem dobrar.
Figura 1 – Posição dos cardioclips
POSIÇÃO CÓDIGO COR
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BRAÇO DIREITO BD VERMELHA
BRAÇO ESQUERDO BE AMARELA
PERNA DIREITA PD PRETA
PERNA ESQUERDA PE VERDE
Figura 2 – Posição das peras/eletrodos
PERAS/ELETRODOS
DERIVAÇÃO POSIÇÃO COR
V1 Colocado no quarto espaço intercostal á direita do esterno VERMELHA
V2 Colocado no quarto espaço intercostal á esquerda do esterno AMARELA
V3 Colocado entre V2 e V4 VERDE
V4 Colocado no quinto espaço intercostal na linha hemiclavicular PRETA
V5 Colocado entre V4 e V6 AZUL
V6 Colocado no quinto espaço intercostal na linha hemiaxilar VERMELHA
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.3 – EXAME PREVENTIVO DE CÂNCER DE COLO DE ÚTERO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: detectar lesões pré-neoplásicas e neoplásicas de colo de útero, proporcionando o diagnóstico
precoce da doença, bem como processos inflamatórios.
MATERIAIS: formulário de requisição do exame, lápis, lâmina com extremidade fosca, espátula de Ayres, escova
cervical, espéculo, luvas de procedimento, camisola/ avental, mesa ginecológica, lâmpada auxiliar, fixador de
lâmina. Se necessário: biombo, soro fisiológico, gaze, pinça Cheron.
INDICAÇÃO: Todas as mulheres que iniciaram atividade sexual, deve realizar o exame preventivo periódico,
especialmente as que têm entre 25 e 64 anos. Mulheres que antecedem ou ultrapassam a faixa etária de
rastreamento e que desejam realizar o exame, não deverá ocorrer impedimento, desde que já tenham iniciado a
vida sexual.
FREQUÊNCIA: Cada 3 anos se os dois primeiros exames anuais forem normais.
Mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o exame, com 2 exames no intervalo de 1 a 3 anos, se ambos
forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais.
AGENTE: Enfermeiro (a)
PASSOS AÇÃO
Agendamento do exame
Não utilizar duchas ou medicamentos vaginais nas 48 horas anteriores à realização do exame.
1º Não ter relações sexuais (principalmente com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame,
Aguardar 5 dias após o término da menstruação,pois a presença de sangue pode alterar o
resultado. Aguardar 7 dias após o término do uso de creme vaginal.
Higiene corporal habitual no dia do exame.
Entrevista/Anamnese
Certificar de que as orientações prévias à coleta foram seguidas.
Orientar a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite que o
diagnóstico seja feito cedo e reduza a mortalidade por câncer do colo do útero.
2º Orientar sobre as etapas do exame, podendo causar no máximo um pequeno desconforto.
Realizar registro em prontuário eletrônico:
Anamnese
Identificação, condições gerais de saúde, atividade física, tabagismo, alcoolismo/outras drogas,
história familiar de câncer, histórico individual e familiar de doenças crônicas, e outras queixas.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Dados específicos da saúde sexual e reprodutiva
Menarca, ciclo menstrual, DUM,atividade sexual, climatério/menopausa, gestações, partos(vaginal
e cesárea), cirurgia pélvica prévia, abortos, filhos vivos, amamentação, uso de método
contraceptivo, uso de reposição hormonal, pruridos, leucorréia, dispareunia, sinusiorragia, disúria,
hematúria, data do último preventivo, hábito de realizar o autoexame das mamas, data da última
mamografia.
Preparação da lâmina
3º
Separar previamente o material a ser utilizado.
Verificar a integridade da lâmina.
Identificar a lâmina com as iniciais do nome da mulher, utilizando lápis ou grafite na extremidade
fosca.
Identificar o frasco/caixa da lâmina com caneta esferográfica, preenchendo o nome completo, data
e demais campos solicitados.
Realização do exame
Se necessário solicitar que a paciente troque de roupa e coloque um avental e esvazie a bexiga.
Higienizar as mãos.
Preparar o material a ser usado na mesa auxiliar.
Auxiliar a paciente a subir na mesa/maca.
4º Orientar a paciente a ficar em posição ginecológica respeitando a sua privacidade,cobrindo- a com
lençol.
Utilizar biombo caso necessário.
Examinar as mamas e fazer orientações (POP).
Calçar as luvas de procedimento.
Posicionar a lâmpada auxiliar.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Inspeção da genitália externa
Vulva - se há lesões esbranquiçadas ou hipercrômicas, nódulos, verrugas e/ouferidas.
Vagina – o aspecto, a existência de lesões, pólipos, verrugas, leucorréias, ou outras
alterações.
Introdução do espéculo
Escolha o espéculo mais adequado ao tamanho da vagina da paciente*
Não lubrificar o espéculo com qualquer tipo de óleo, glicerina, creme ou vaselina.**
Posicionar o espéculo desviando do meato urinário.
Introduzir suavemente o espéculo no canal vaginal rotacionando a fenda da abertura de forma que
fique levemente inclinada ou na posiçãohorizontal.
Abrir o espéculo delicadamente após a introdução completa no canal vaginal.
Observar as paredes vaginais e do colo uterino. (Descrever com detalhes a inspeção do colo é de
suma importância para auxiliar no diagnóstico colpocitológico).
Em caso de dificuldade para visualizar o colo,solicitar à paciente para tossir e posteriormente
tentar manobras delicadas com o espéculo ou manobra de manipulação delicada com os dedos
para afastar as paredesvaginais.
Se houver grande quantidade de muco ou secreção no colo, retire o excesso delicadamente com
uma gaze montada em uma pinça Cheron, sem esfregar, para não perder a qualidade do material a
ser colhido.
Coleta da ectocérvice
Introduzir a ponta mais longa da espátula de Ayres (do lado que apresenta reentrância) no orifício
externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa ectocervical em
movimento rotativo de 360º, em torno de todo o orifício, procurando exercer uma pressão firme,
mas delicada, sem agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da amostra.
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Coleta da endocérvice
Coletar o material do canal cervical utilizando a escova cervical, fazendo um giro de 360º;
Percorrendo todo o contorno do orifício cervical.
Giro de 360°
Colocação do material na lâmina
Estender o material sobre a lâmina de maneira delicada para a obtenção de um esfregaço
uniformemente distribuído, fino e sem destruição celular.
Colocar a amostra ectocervical no sentido transversal, na metade superior da lâmina, próximo da
região fosca.
Inserir o material retirado da endocérvice na metade inferior da lâmina, no sentido longitudinal.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Fixação do esfregaço
Observar a data de validade do fixador.
Fixar imediatamente o material na lâmina, borrifando com o spray fixador a uma distância de 20
cm.
Finalização do exame
Depositar a lâmina no frasco/caixa.
Fechar o espéculo e retirá-lo delicadamente.
Retirar as luvas.
Auxiliar a paciente sair da mesa.
Higienizar as mãos (POP).
Orientar sobre o recebimento do resultado, entregando-lhe o cartão com a data prevista.
Organizar a sala para receber a próxima paciente.
Registrar todas as informações em prontuário eletrônico.
Conferir a identificação do frasco/caixa com a da requisição.
Encaminhar a caixa com a amostra juntamente com a requisição (em forma de envelope, para
proteger as lâminas)
Observação:
* Tamanho Pequeno: deve ser utilizado em mulheres que não tiveram parto vaginal (normal),
jovens, menopausadas.
Tamanho médio: utilizado em condições intermediárias ou em caso de dúvida,
** No caso de pessoas idosas com vaginas extremamente ressecadas, recomenda-se molhar o
espéculo com soro fisiológico.
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1- Qualquer contato da mulher com o serviço de saúde é momento oportuno de
identificação daquelas não rastreadas e proceder a coleta do exame citopatológico.
2- A utilização de lubrificantes, espermicidas ou medicamentos vaginais devem ser
evitadas por recobrirem os elementos celulares, dificultando assim a avaliação
microscópica, prejudicando a qualidade da amostra.
3- Orienta-se evitar a realização de exames intravaginais, como a ultrassonografia nas 48
horas que antecedem à coleta, por motivo da utilização do gel transdutor no momento
do exame.
4- Embora usual, a recomendação de abstinência sexual prévia à coleta só é justificada
quando são utilizados preservativos com lubrificante ou espermicidas. A presença de
espermatozoides não compromete a avaliação microscópica.
5- A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina
única.
6- A amostra de fundo de saco vaginal não é recomendada, pois o material coletado é de
baixa qualidade para o diagnóstico oncótico.
7- Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde
ou a do bebê.
COLETA EM GRÁVIDAS:
- Pode ser feita em qualquer período da gestação, preferencialmente no 1º trimestre podendo
ser realizada até o 7ºmês.
- A coleta deve ser feita com a espátula deAyres.
- Não é indicada a coleta endocervical.
HISTERECTOMIZADAS:
Total: Não há necessidade de rastreamento, porém não deve haver impedimento quando a
mulher deseja realizar o exame.
Sub total com permanência do colo uterino: deve seguir o roteiro de rastreamento.
ADEQUABILIDADE DA AMOSTRA:
Amostra insatisfatória para avaliação:
Amostra cuja leitura esteja prejudicada por natureza técnica ou devido à presença de: sangue,
piócitos, artefatos de dessecamento, contaminantes externos ou intensa superposição celular.
*Orienta-se repetir a coleta em 6 a 12 semanas, quando possível.
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Amostra satisfatória para avaliação:
Amostra com células em quantidade representativa, permitindo a conclusão diagnóstica.
Podem estar presentes células representativas dos epitélios do colo do útero: células
escamosas; células glandulares (não inclui o epitélio endometrial) e células metaplásicas.
Esfregaços normais somente com células escamosas:
A amostra deve conter células do canal cervical (coletada com escova) e da ectocérvice
(coletada com espátula de Ayre).
*Deve ser repetido com intervalo de um ano e com dois exames normais anuais consecutivos,
o intervalo poderá ser de três anos.
Para análise e interpretação do resultado – seguir Orientação Técnica 43 - Conduta a ser
tomada a partir do laudo do citopatológico cérvico-vaginal
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.4 – EXAME CLÍNICO DE MAMA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Rastrear e detectar precocemente alterações nas mamas, contribuindo para o estadiamento em fase
inicial do câncer.
MATERIAIS: camisola/ avental, mesa ginecológica, biombo (se necessário).
FREQUENCIA: Sempre que necessário, e/ou no momento da coleta do preventivo de câncer uterino.
AGENTE: Enfermeiro (a)
PASSOS AÇÃO
1º Solicitar que a paciente troque de roupa e coloque uma camisola para mais conforto.
2º Higienizar as mãos (POP).
3º Auxiliar a paciente a subir na mesa/maca.
Solicitar à mulher para sentar-se na mesa/maca, com os pés apoiados na escada auxiliar, sempre
4º respeitando sua privacidade.
5º Utilizar biombo caso necessário.
Informar a mulher sobre o câncer da mama, sinas de alerta, fatores de risco, detecção precoce e a
6º
composição e variabilidade da mama normal, enquanto realiza o exame clínico.
Incentivar a mulher a realizar a auto palpação das mamas sempre que se sentir confortável (no
7º banho, durante a troca de roupa ou em outra situação cotidiana).
Orientar quais são as 5 alterações consideradas sinais de alerta:
1- Nódulo ou espessamento que pareçam diferentes do tecido das mamas.
2- Mudança no contorno das mamas (retração, abaulamento).
8º
3- Desconforto ou dor em uma única mama que seja persistente.
4- Mudanças no mamilo (retração e desvio).
5- Secreção espontânea pelo mamilo, principalmente se for unilateral.
9º Realizar a inspeção estática, inspeção dinâmica, palpação das mamas e das cadeias ganglionares.
Inspeção dinâmica
10º Solicitar para que a mulher abaixe os braços lentamente, realizando contração da musculatura
peitoral, comprimindo as palmas das mãos uma contra a outra diante do tórax, ou comprimindo o
quadril com as mãos colocadas uma de cada lado.
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Observar sinais de abaulamento ou retração ao promover o deslizamento das mamas sobre o
11º músculo peitoral.
12º Questionar se a mulher sentiu alguma dor ou incômodo durante o movimentorealizado.
Palpação das mamas
13º Manter a mulher sentada, com o braço homolateral relaxado e o antebraço repousando sobre o
antebraço homolateral do examinador, para a palpação das cadeias ganglionares axilares.
14º Solicitar à mulher para deitar-se na mesa/maca em decúbito dorsal, cobrindo-a com um lençol.
15º Iniciar a palpação com a mão correspondente a mama a ser examinada colocada sob acabeça.
Aplicar três níveis de pressão em sequência em cada área examinada: pressão leve, média e
16º profunda, correspondendo ao tecido subcutâneo, ao nível intermediário e mais profundamente à
parede torácica.
Realizar movimentos circulares com as polpas digitais do 2º, 3º e 4º dedos da mão (como se
17º
estivesse contornando a extremidade de uma moeda).
18º Palpar a região da aréola e da papila (mamilo) sem comprimir*.
19º Observar possíveis alterações na temperatura da pele e a existência de nódulos.
Avaliar descarga papilar aplicando compressão unidigital suave sobre a região areolar, em sentido
20º
radial, contornando a papila**.
21º Orientar a mulher sobre as condições observadas durante o exame clínico.
22º Auxiliar a descer da mesa/maca.
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23º Higienizar as mãos.
Registrar em prontuário detalhadamente os casos de presença de nódulos, incluindo informações
24º
quanto ao seu tamanho, consistência, contorno, superfície, mobilidade e localização.
Descrever o aspecto da secreção, se houver: uni ou bilateral, uni ou multiductal, espontânea ou
25º provocada pela compressão de algum ponto específico, coloração e relação com algum nódulo ou
espessamento palpável.
Observação:
*Em mulher que realizou mastectomia, deve-se palpar a parede do tórax, a pele e a cicatriz
cirúrgica.
** A saída da secreção pode ser provocada pela compressão digital de um nódulo ou área de
espessamento, podendo estar localizado em qualquer região da mama.
1- Na estratégia de diagnóstico precoce é fundamental a educação da mulher e dos
profissionais de saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas do câncer de
mama, assim como o acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.
2- As evidências atuais ainda são insuficientes para avaliar os benefícios e malefícios do
exame clínico das mamas associado à mamografia como estratégia de rastreamento.
Porém no contexto do diagnóstico precoce de mulheres com sinais e sintomas
suspeitos, o exame clínico de mama parece ter benefícios em relação à sobrevida.
(USPSTF,2009).
3- Os casos alterados e suspeitos, devem ser encaminhados para investigação diagnóstica
junto ao médico da Unidade e posteriormente encaminhado ao serviço de referência
para o diagnóstico do câncer de mama.
4- Os principais achados no exame clínico de mamam que necessitam de referência
urgente para investigação diagnóstica são os seguintes (NICE,2005):
Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo, independente da idade.
Nódulo mamário persistente por mais de um ciclo menstrual em mulheres com mais
de 30 anos ou presente depois damenopausa.
Nódulo mamário em mulheres com história prévia de câncer demama.
Nódulo mamário em mulheres com alto risco para câncer demama.
Alteração unilateral na pele da mama, como eczema, edema cutâneo semelhante à
casca de laranja, retração cutânea ou distorções domamilo.
Descarga papilar sanguinolenta unilateral e espontânea (secreções transparentes ou
rosadas também devem ser investigadas).
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Homens com 50 anos ou mais com massa sub areolar unilateral de consistência firme
com ou sem distorção de mamilo ou associada a mudanças napele.
Indicação de mamografia:
A mamografia de rotina é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos a cada 2 anos.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.5 – TESTE DE GLICEMIA CAPILAR
Aparelho marca Roche
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Realizar o teste de glicemia com qualidade.
MATERIAIS: Algodão, álcool 70%, agulha com dispositivo de segurança, aparelho glicosímetro, fita teste, luvas.
FREQUENCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Preparar o material necessário.
2º Higienizar mãos (POP).
Calçar luvas de procedimento.
3º
4º Abrir o frasco de tiras de glicemia, retirar a tira teste fechando o frasco após o uso.
Inserir a extremidade metálica da fita no monitor de glicemia ativando – o
5º
6º Realizar assepsia do dedo onde será feita a punção.*
Iniciar o teste quando aparecer o símbolo e mensagem aplicar gota no visor o que significa que o
7º
medidor está pronto.
8º Preparar a agulha com dispositivo de segurança, removendo o lacre da ponta.
Segurar e encostar a agulha com dispositivo de segurança firmemente contra o dedo.
9º
Manter pressão moderada no dedo escolhido, sem massagear a área
Apertar o botão de disparo realizando a punção capilar.
10º
Encostar a borda amarela da tira de teste na gota de sangue, a tira irá sugar a gota, aparecendo o
11º
resultado em até 4 segundos
12º Realizar a leitura do resultado que aparecerá no visor do aparelho.
13º Retirar tira de teste usada puxando -a para fora do monitor e desprezar em lixo infectante
14º Realizar desinfecção do aparelho entre atendimentos (POP).
15º Retirar luvas e higienizar as mãos (POP).
16º Manter aparelho em local seguro.
17º Registrar resultado as orientações realizadas em prontuário eletrônico.
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Observação:
*Para punção na falange distal colocar o polegar acima ou abaixo, bem distante do local a ser
puncionado.
Valor de Referência para controle de glicemia:
Jejum = 80 a 130 mg/dl
Pré Prandial = DE 80 A 130 mg/dL
Ao deitar = até 160 mg/dL
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.5.1 – RECOMENDAÇÕES PARA AUTOMONITORIZAÇÃO DA GLICOSE CAPILAR (AMGC)
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Realizar o teste de glicemia com qualidade.
FREQUÊNCIA: Sempre que necessário.
AGENTE: Enfermeiro, Farmacêutico e Médico
FARMACÊUTICO: Orientar e supervisionar os relatórios de resultado de exames
PASSOS AÇÃO
1º Observações importantes:
Potencializar o programa com educação em diabetes para melhor gerir os resultados. O
simples ato de realizar os testes sem a adequada tomada de atitude não se reflete em
benefícios ao paciente.
Realizar avaliação da prescrição dos usuários, lembrando que não existe nenhuma
recomendação padrão que sirva para todos os pacientes. Individualização é a regra.
A frequência de testes varia com o tipo de DM, o esquema de insulinização empregado e a
estabilidade do quadro.
A otimização da utilização das tiras de glicemia passa pelo adequado preenchimento dos
dados do software de AMGC.
2º Tipos de Prescrições x automonitorização da glicemia Capilar:
Em uso de insulina NPH ao deitar,bedtime (esquema padrão inicial para o uso da insulina,
habitualmente associado a antidiabéticos orais):
Fazer dosagem da glicemia capilar em jejum.
Orientar o ajuste de dose conforme a glicemia de jejum. Um esquema simples é orientar o
aumento de 1U de insulina por dia até a obtenção da meta de glicemia entre 80 e
130mg/dl.
Orientar após o início da insulinização o retorno do paciente em uma semana na Unidade
de Saúde, com os controles glicêmicos e seus devidos ajustes de dose.
Em uso de insulina NPH ou Regular duas ou mais vezes ao dia:
Recomenda-se os controles de glicemia capilar nos seguintes horários: jejum, antes do
almoço, antes do jantar e ao deitar.
O exame de glicemia capilar pré prandial deve ser realizado imediatamente antes da
ingesta alimentar.
Orientar o retorno do usuário na Unidade de Saúde em uma semana para os devidos
ajustes na dose de insulina.
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Meta /Valor Referencial
3º
As metas de glicemia de jejum e pré prandiais são entre 80 e 130mg/dl.
A meta de glicemia ao deitar é de até 160mg/dl.
4º Lembrar:
Esquema de insulinização plena (NPH e regular 2 a 3 vezes por dia) utiliza-se em média 1 U de
insulina por kg sendo 50 a 60% da dose insulina NPH e 40 a 50% de insulina regular. Tentar sempre
respeitar estas proporções na prescrição de NPH e regular.
Esquema convencional clássico(NPHeregular2x/dia)utiliza-se dois terços da dose antes do café e
um terço antes do jantar sendo que a dose antes do café é de 2/3 NPH e 1/3 regular e antes do
jantar metade da dose de NPH e metade da dose de regular.
Orientações para adequações da dose de insulina:
5º
Aumentar a dose da insulina NPH da noite se houver aumento da glicemia de jejum.
Aumentar uma unidade (1U) de insulina por dia até a obtenção da meta deglicemia entre
80 e 130mg/dl
Este passo é fundamental para o controle glicêmico. Outros ajustes só devem ser feitos após este
controle.
Checar as glicemias antes do almoço,antes do jantar e ao deitar somente após a
estabilização da glicemia de jejum.
Iniciar ou aumentar a dose da insulina regular no café da manhã se a glicemia antes do
almoço estiver elevada.
Se aglicemia antes do jantar estiver elevada há duas opções de ajuste: iniciar ou aumentar a
dose da insulina NPH da manhã ou iniciar/aumentar a dose da insulina regular antes do
almoço.
Iniciar ou aumentar a dose da insulina regular no jantar se a glicemia ao deitar estiver
elevada.
6º Ajuste da automonitorização glicêmica
Diminuir a frequência da AMG após a estabilização do quadro (glicemias capilares e
hemoglobina glicada na meta).
Continuar a fazer glicemias capilares em jejum 3 a 4 x/semana para pacientes com insulina
bedtime nas metas.
Realizar 2 testes ao dia alternando os horários entre jejum, antes do almoço, antes do
jantar e ao deitar para pacientes com insulinização plena nas metas.
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7º Hipoglicemia
Orientar o paciente a realizar a glicemia capilar sempre que apresente sintomas
compatíveis com hipoglicemia (fome, fraqueza, tontura, tremores e sudorese excessiva).
Se tiver hipoglicemia (menor que 70 mg/dl) com manutenção de consciência deve-se
orientar ingerir cerca de 15 gramas de carboidrato de ação rápida (copo de água com uma
colher de sopa rasa de açúcar, 150 ml de refrigerante normal, 150 ml de suco de laranja ou
uma colher de mel por exemplo).
Repetir a glicemia capilar 15 minutos após a ingesta do açúcar, se a glicemia subiu
recomenda-se ingerir um carboidrato complexo (um pão francês ou 1 fatia de pão) para
evitar nova hipoglicemia na evolução. Se a glicemia não tiver subido recomenda-se repetir
as 15g de açúcar e refazer o mesmo processo.
Se tiver hipoglicemia com perda de consciência deve-se encaminhar imediatamente para a
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para administração de glicose por via endovenosa.
8º Hiperglicemia
Orientar o paciente a realizar a glicemia capilar sempre que apresente sintomas
compatíveis com hiperglicemia aguda e cetoacidose (poliúria, polidipsia, fraqueza, astenia,
dor abdominal e hálito cetônico).
Se glicemia acima de 250 mg/dl deve-se administrar 10 U de insulina regular, estimular a
ingesta hídrica e repetir a glicemia em uma hora.
Se tiver náuseas e vômito impossibilitando a ingesta hídrica bem como rebaixamento nível
de consciência (sonolência, tontura, desorientação, desmaio), deve ser imediatamente
conduzido à Unidade de Pronto atendimento(UPA).
Bibliografia:
1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015- 2016.2015.
2. Sociedade Brasileira de Diabetes. Manual de Contagem de Carboidratos para Pessoas com
Diabetes.2016
3. American Diabetes Association. Standards of medical care in Diabetes 2018. D. Care. 2018; 41(1):
S4-S144.
4. Saudek CD, Kalyani RR, Brancati FL. Johns Hopkins Diabetes Guide. Treatment and Management of
Diabetes.2012.
Anexos:
Anexo2-Orientação para uso de insulina em Domicílio–NPHe/ouRegular usadas separadamente.
Anexo 3 - Orientação para uso de insulina em Domicílio – Uso combinado NPH+Regular na mesma
seringa
Anexo 4 – Termo de Responsabilidade – Cessão de uso do aparelho de glicemia
Anexo 6 – Mapa Glicêmico – Controle da Automonitorização da Glicose Capilar
Anexo 7 – Recomendação/Orientação para pacientes em uso de insulina
Anexo 8 – informação para os usuários dos insumos fornecidos e critérios
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.6 – MONITORAMENTO DA GLICEMIA CAPILAR - SOFTWARE
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Realizar monitoramento dos resultados e entrega de fitas para pacientes.
MATERIAIS: Computador software, aparelho de glicemia do paciente
FREQUENCIA: Mensalmente.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Receber paciente em uso de aparelho de glicemia e fitas.
Seguir a Normatização para o fornecimento de insumos aos portadores de diabete em uso de
2º insulina.
Importante
Informações sobre Recebimento de Insumos para Automonitoramento da Glicemia Capilar
(ANEXOI)
Cadastro do Glicosímetro e do usuário no software (ANEXOII)
Instruções de uso do glicosímetro (ANEXOIII)
O aparelho é de uso exclusivo do paciente (ANEXO IV) - Termo de Cessão de uso
Planilha de automonitoramento de glicemia capilar (ANEXOV)
Atentar para que o horário apresentado no aparelho seja conforme com o horário local (hora de
3º Brasília).
Cadastro novos usuários
São dados obrigatórios: Cadastro definitivo na US; Nome do paciente; Data de nascimento; Número
4º
do cartão nacional; CPF.
Estar inscrito em programa de diabéticos.
Primeiro fornecimento
5º Prescrição obrigatória: glicosimetro, lanceta dor, fita de glicemia e
lancetas Fornecer ao paciente fitas conforme previsto na normatização.
Exames prescritos/dia Quantidade máxima permitida no e-saude Quantidade suficiente
para prescrição* para:
Fitas* Lancetas *
1 200 200 6 meses e 20 dias
2 200 200 3 meses e 10 dias
3 200 200 2 meses e 6 dias
4 200 200 1 mês e 20 dias
*Quantidade máxima permitida no e-saude para prescrição mas o prescritor deve avaliar o prazo que o usuário deve
retornar para reavaliação e nova prescrição e desta forma, definir a quantidade de fitas e lancetas prescritas.
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Orientar o usuário sobre a obrigatorieda de do comparecimento às consultas agendadas
conforme avaliação do controle metabólico seguindo os agendamentos de retorno conforme
6º
avaliação adequado, inadequado ou ruim.
Realizar as orientações quanto ao uso correto do glicosímetro, conforme prescrição médica.
7º
Opção 1 = Uso de insulina com uma única aplicação a noite:
Realizar teste em jejum (ao acordar/manhã)
Opção 2 = Uso de insulina com duas ou mais aplicações ao dia:
Realizar 2 (intercalando horários) a 4 testes ao dia nos seguintes horários:
Antes do café
Antes do almoço
Antes do jantar
Ao deitar
Para quem está utilizando Insulina Regular pode ser útil, conforme recomendação médica
realizar testes 2 horas após refeições (não se deve realizar com intervalos que não sejam
de 2 horas após a refeição).
Eventualmente pode ser necessário realizar glicemia às 03:00 horas para
investigar hipoglicemias.
8º Realizar orientações do uso correto da insulina (POP).
Realizar orientações e encaminhamentos necessários quando na interpretação de exames,
9º estiverem fora dos critérios de normalidade esperados.
10º Realizar os registros de atendimento no sistema softwer e prontuário e-saude.
Sempre que solicitado pelo usuário, sobre quais insumos são disponibilizados e dos critérios
estabelecidos, a equipe pode disponibilizar a informação contida no anexo 1 da Normatização.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.7 – COLETA DE SECREÇÃO DE NASOFARINGE
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Obter o diagnóstico precoce para impedir a disseminação da doença.
MATERIAIS: Um swab (alginalado, com haste metálica, ultrafino, flexível e estéril), 1 tubo com meio de transporte
Reagan-Lowe, avental descartável, máscara, óculos e luvas de procedimentos.
FREQUÊNCIA: A coleta do material de casos suspeitos de coqueluche será realizada preferencialmente no início
dos sintomas característicos da doença (período catarral), antes da antibioticoterapia específica ou no máximo
três dias de uso desta.
AGENTE: Médico, Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
Retirar um tubo de transporte Reagan Lowe da geladeira 30 minutos antes da coleta (deve estar
1º
a temperatura ambiente).
2º Preparar todo o material necessário.
3º Higienizar as mãos (POP).
4º Orientar o usuário sobre a realização do procedimento e colocá-lo em posição confortável.
5º Colocar EPIs (máscara, avental descartável, óculos e luvas)
6º Introduzir delicadamente o swab ultrafino em uma das narinas, girando-o sobre seu eixo, até
encontrar resistência.
7º Manter o swab em contato com a nasofaringe por 10 segundos, girando-o.
8º Retirar o swab suavemente da narina.
Estriar (passar) o swab na superfície inclinada do meio de transporte, e a seguir, introduzi-lo no
9º
meio/ gel.
10º Identificar o tubo com os dados e números de identificação do paciente.
11º Realizar a notificação e registrar na GAL.
Encaminhar ao Laboratório de referência abrigado da luz, a temperatura ambiente, e
12º
preferencialmente no período máximo de até seis horas após a coleta*.
13º Retirar os EPIs (máscara, óculos, avental e luvas).
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14º Higienizar as mãos (POP).
14º Registrar o procedimento no prontuário eletrônico.
Observação:
*Na impossibilidade de um encaminhamento dentro desse período, o material deverá
sempre ser mantido a temperatura ambiente e colocado em uma caixa de isopor ou
recipiente devidamente identificado.
Não coletar amostras de casos suspeitos com:
Mais de 30 dias comtosse
Em uso de antibiótico há mais de 3dias.
Quando já tiver sido coletada amostra de suspeitos sintomáticos no grupo de
investigação.
Utilizar somente um swab e um tubo de transporte com o meio para cada usuário.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.7.1– COLETA DE SECREÇÃO DE NASOFARINGE - SUSPEITA DE NOVO CORONAVÍRUS - SARS-CoV-2 /
COVID-19
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Obter o diagnóstico precoce para impedir a disseminação da doença.
MATERIAIS: swab de rayon (orofaringe e nasofaringe), espátula de madeira, avental descartável, máscara PFF2 ou
N95, óculos de proteção ou máscara de escudo facial, luvas de procedimentos, papel toalha, álcool gel
FREQUÊNCIA: Conforme fluxo estabelecido – investigação coronavirus
AGENTE: Médico, Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Lavar as mãos com agua e sabão
2º Preparar todo o material necessário.
3º Higienizar as mãos com álcool em gel
Colocar EPIs (máscara PFF2 ou N95, avental descartável, óculos de proteção ou viseira e luvas de
4º
procedimentos).
5º Explicar o procedimento para o paciente
6º Oferecer papel toalha e solicitar ao paciente que assoe o nariz e descarte o papel após.
Posicionar o paciente sentado, preferencialmente com a cabeça apoiada na parede, orientando-o
7º
que evite movimentos com a cabeça durante a coleta
Realizar a coleta por swab combinado, ou seja, 3swabs de rayon, sendo 1 da orofaringe e 2 de
nasofaringe (1 amostra de cada narina), devendo as coletas serem acondicionadas em um único
tubo de 3 amostras, conforme ilustração.
Orientação
8º Realizar identificação do frasco com dados do paciente
Coleta orofaringe
Proceder a coleta da orofaringe, com auxílio da espátula de madeira abaixe a língua para melhor
visualização da região a ser coletado o material.
Introduzir e esfregar o swab na região posterior da faringe e tonsilas, evitando tocar na língua e
9º nos dentes.
Colocar imediatamente amostra coletada no tubo previamente identificado, realizando corte ou
10º
quebra da haste para poder fechar a tampa do frasco ao término do procedimento.
Coleta nasofaringe
Examinar a fossa nasal do paciente com o intuito de verificar a presença de secreções e a posição
11º
do corneto inferior e médio. A inspeção é feita deslocando-se a ponta do nariz para cima com o
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dedo polegar e inclinando-se a cabeça do paciente. Pedir para o paciente assoar (limpar) o nariz
caso haja secreções. O objetivo do swab é colher um esfregaço de células e não secreção nasal.
Introduzir o swab na cavidade nasal (cercade5cm),direcionando-o para cima (direção dos olhos),
com uma angulação de 30 a 45º em relação ao lábio superior. É importante certificar-se que o
swab ultrapassou superiormente o corneto inferior atingindo o meato médio.
O lacrimejamento é uma resposta normal a inserção
12º
Após a introdução,esfregar o coletor com movimentos circulares delicados ,pressionando-o
13º contra a parede lateral do nariz(emdireção à orelha do paciente). Remover o coletor do nariz do
paciente cuidadosamente e introduzi-lo, imediatamente, no tubo.
Colocar imediatamente amostra coletada no tubo de 3 amostras já identificado, realizando corte
14º ou quebra da haste para poder fechar a tampa do frasco.
Orientação Colher swab nas duas narinas (um swab para cada narina).
Acondicionar as amostras em pote ou saco plástico e colocar dentro da caixa térmica resfriada
15º
com “gelox” congelado
Realizar a notificação e registrar na GAL:
Campo "FINALIDADE": Investigação
Campo "DESCRIÇÃO": COVID-19
16º Campo "AGRAVO": COVID-19
NOTIFICAÇÃO SINAN:COVID-19
Campo "PESQUISA": Pesquisa de Vírus Respiratório
Registrar em Prontuário eletrônico
A amostra coletada deverá ser encaminhada ao LACEN/PR (Setor de Biologia Molecular) para a
17º
pesquisa de vírus Influenza e outros vírus respiratórios.
Identificar a caixa térmica contendo a amostra com a requisição do GAL impressa a fixada na
parte externa da caixa.
Para o transporte, preparar a caixa térmica com “gelox” congelados. Colocar em pote ou saco
plástico, a amostra identificada. Acondicionando-a no interior da caixa térmica e lacrá-la com fita
adesiva.
18º
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Se a amostra não puder ser transportada logo após a coleta, deve-se identificar bem o frasco,
19º guardá-lo dentro do pote ou saco plástico,acondicioná-lo na geladeira de amostras ou
congelando em freezer, onde não seja manuseada até o transporte ao LACEN.
20º Retirar EPI´s desprezando os descartáveis em lixo infectante, procedendo a higienização do
óculos de proteção ou viseira conforme POP
21º Lavar as mãos
Observações:
Deve ser feita apenas uma coleta de amostra de swab combinado (3 swabs de rayon,
sendo 1 da orofaringe e 2 de nasofaringe) para cada paciente.
Preferencialmente acondicionar em um pote plástico;
Não armazenar as amostras em geladeira de alimentos, medicamentos ou de vacinas;
Não colocar a caixa térmica dentro da geladeira.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.8 – DIAPASÃO – TESTE SENSITIVO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Avaliar sensibilidade
MATERIAIS: Diapasão, biombo, luvas de procedimento.
FREQUÊNCIA: Sempre que necessário realizar avaliação dos pés.
AGENTE: Enfermagem e Fisioterapia
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
Escolher um ambiente calmo e relaxante e orientar o paciente sobre o procedimento a ser
4º
realizado.
Método para a avaliação da Sensibilidade Térmica utilizando o diapasão
5º Esclarecer o paciente sobre o teste.
Aplicar o cabo do diapasão no dorso da mão para que o paciente compreenda a sensação
6º térmica (fria) que será esperada no dorso dos pés.
Aplicar o cabo do diapasão no dorso dos dois pés, sem que o paciente visualize. Ele deve
informar se sente a temperatura fria ou se essa sensação está diminuída ou ausente.
7º
Método para a avaliação da Sensibilidade Vibratória utilizando diapasão de 128Hz
8º Esclarecer o paciente sobre o teste.
9º Solicitar a paciente que informe quando começar e quando deixar de sentir a vibração.
Segurar o cabo do diapasão com uma mão e aplicar sobre a palma da outra mão um golpe
10º suficiente para produzir a vibração das hastes superiores.
Aplicar o diapasão sobre o pulso, ou o cotovelo, ou a clavícula do paciente de modo que ele saiba
11º o que será testado.
Aplicar a ponta do cabo do diapasão perpendicularmente e com pressão constante sobre a
região interfalangeana de cada hálux. O local de escolha para o teste é a parte óssea no lado
12º dorsal da região interfalangeana do hálux, em ambos os pés, mas alternativamente o maléolo
lateral pode ser utilizado. A pessoa examinada não deve ser capaz de ver se ou onde o
examinador aplica o diapasão.
13º Manter o cabo do diapasão até que a pessoa informe não sentir mais a vibração
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Se o paciente é incapaz de perceber a vibração no hálux, o teste é repetido em segmentos mais
14º
proximais, como o maléolo ou tuberosidade da tíbia.
Repetir esta aplicação duas vezes, mas alterne com, pelo menos, uma simulação, na qual o
15º diapasão não vibre.
Teste positivo: se o paciente responder corretamente a, pelo menos, duas das três
aplicações.
16º Teste negativo: com duas de três respostas incorretas, ou seja, com risco de ulcerações.
Teste anormal (sensibilidade protetora plantar ausente): se o paciente perder a sensação
de vibração enquanto o examinador ainda perceber o diapasão em vibração.
19º Registrar as informações em prontuário eletrônico.
Fonte: Adaptado de Boulton et al. (2008) e Brasil (2013).
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.9 – MONOFILAMENTO – TESTE SENSITIVO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Avaliar sensibilidade cutânea
MATERIAIS: Monofilamento (Kit Semmes Weinstein)
FREQUÊNCIA: Sempre que necessário realizar avaliação dos pés.
AGENTE: Enfermagem e Fisioterapia
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
Escolher um ambiente calmo e relaxante e orientar o paciente sobre o procedimento a ser
4º
realizado.
5º Esclarecer o paciente sobre o teste.
6º Solicitar ao mesmo que diga “sim” cada vez que perceber o contato com o monofilamento.
Aplicar com leve pressão o monofilamento no dorso da mão para que o paciente compreenda a
7º sensação tátil que será esperada na planta dos pés.
Aplicar o monofilamento perpendicular à superfície da pele, sem que a pessoa examinada veja o
8º momento do toque.
Pressionar com força suficiente apenas para encurvar o monofilamento, sem que ele deslize
9º
sobre a pele.
O tempo total entre o toque para encurvar o monofilamento e sua remoção não deve exceder 2
10º segundos.
Perguntar, aleatoriamente, se o paciente sentiu ou não a pressão/toque (SIM ou NÃO) e em qual
11º pé está sendo tocado.
12º Serão pesquisados quatro pontos (hálux, 1ª, 3ª e 5ª cabeças dos metatarsos) em ambas as
regiões plantares dos pés. Não aplicar em locais próximos a lesões.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
Aplicar três vezes no mesmo local, alternando com uma vez sem tocar, contabilizando no mínimo
13º três perguntas por aplicação.
A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três
14º aplicações.
A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das três
15º aplicações.
16º Realizar limpeza do produto após cada uso conforme POP.
17º O monofilamento não é de uso individual ou descartável.
Manter o monofilamento em repouso por 24 horas a cada dez pacientes examinados (para
18º manter a tensão de 10g) - a vida útil do produto é de 18 meses.
19º Realizar registros necessários em prontuário eletrônico.
Fonte: Adaptado de Boulton et al. (2008) e Brasil (2013).
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.10 – COLETA DE EXAME SWAB – AMOSTRA VAGINAL
Elaboração: Laboratório Municipal – Manual de Orientações Gerais para Coleta de Materiais Biológicos para
Exames Laboratoriais – 10ª revisão – 2017 e Memorando 54/2018.
Setor Responsável: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Objetivos: Obter o diagnóstico precoce para “PESQUISA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE GRUPO B – GBS -
PARA GESTANTE”, código SMS [Link]-3.
Materiais: swab, gaze estéril, maca, lençol descartável e luva de procedimento.
Agente: Médico, Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
Orientações:
1- Para a realização do exame, recomenda-se a coleta de material anal e vaginal, de gestantes com idade
gestacional entre a 35ª e a 37ªsemana.
2- No momento da solicitação do exame deve ser selecionado os dois exames: swab vaginal e swab anal.
3- Especificamente para a pesquisa de GBS, as amostras permanecem viáveis por até 24 horas após a
coleta, desde que mantida em meio de transporte e em temperatura ambiente
4- Caso a coleta não seja encaminhada no mesmo dia ao laboratório,deve ser identificada manualmente no
momento da coleta, sendo a sua confirmação no sistema somente no dia do envio da amostra ao
laboratório (impressão de etiquetas).
5- Utilizar dois meios de transporte (Stuart) um para cadaSwab.
PASSOS AÇÃO
Recomendações antes da coleta:
Não evacuar antes da realização dacoleta.
Não usar creme vaginal
1º
Tomar banho, sem fazer ducha íntima vaginal.
Não poderá ser realizado o exame em caso desangramento
Registrar o uso de antibiótico citando qual medicamento em uso no momento (informar nos
dados clínicos ou via memorando enviado juntamente comamostra).
2º Acompanhar a gestante até a sala ginecológica.
3º Realizar lavagem das mãos.
4º Preparar material em bandeja que será utilizado.
5º Posicionar a gestante na maca em decúbito dorsal com as pernas levemente fletida.
6º Calçar luvas de procedimento.
Como proceder a coleta
7º Coletar SEM USO DO ESPÉCULO, o material da região vaginal inferior (introito vaginal)
8º Introduzir o swab com o material coletado no meio de transporte (Stuart).
9º Fechar bem e identificar a amostra (tipo da amostra e nome da paciente).
10º Manter em temperatura ambiente por até 24 horas.
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Observação:
1- Conforme Protocolo Mãe Curitibana também deve ser realizada a coleta de swab anal
(POP).
2- Estreptococo Agalactiae do grupo B (BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO B) é um potencial
agente causador de infecções neonatais, podendo evoluir para óbito.
3- A reposição dos meios de transporte STUARTserárealizada via memorando informando
o quantitativo a ser utilizado na semana, evitando estoque naUBS.
4- Parecer Coren024/2014 de são Paulo traz como conclusão“Se a coleta for realizada por
técnico ou auxiliar de enfermagem, necessariamente deverá ocorrer sob orientação e
supervisão do enfermeiro”
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.11 – COLETA DE EXAME SWAB – AMOSTRA ANAL
Elaboração: Manual de Orientações Gerais para Coleta de Materiais Biológicos para
Exames Laboratoriais e Memorando 54/2018.
Setor Responsável: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Objetivos: Obter o diagnóstico precoce para “PESQUISA DE STREPTOCOCCUS AGALACTIAE GRUPO B – GBS -
PARA GESTANTE”, código SMS [Link]-3.
Materiais: swab, gaze estéril, maca, lençol descartável e luva de procedimento.
Agente: Médico, Enfermeiro, Técnico e Auxiliar de enfermagem
Orientações:
1- Para a realização do exame, recomenda-se a coleta de material anal e vaginal, de gestantes com idade
gestacional entre a 35ª e a 37ªsemana.
2- No momento da solicitação do exame deve ser selecionado os dois exames: swab vaginal e swabanal.
3- Especificamente para a pesquisa de GBS, as amostras permanecem viáveis por até 24 horas após a
coleta, desde que mantida em meio de transporte e em temperatura ambiente
4- Caso a coleta não seja encaminhada no mesmo dia ao laboratório,deve ser identificada manualmente no
momento da coleta, sendo a sua confirmação no sistema somente no dia do envio da amostra ao
laboratório (impressão de etiquetas).
5- Utilizar dois meios de transporte (Stuart) um para cadaSwab.
PASSOS AÇÃO
Recomendações antes da coleta:
Não evacuar antes da realização dacoleta.
Não usar cremevaginal
1º
Tomar banho, sem fazer ducha íntimavaginal.
Não poderá ser realizado o exame em caso desangramento
Registrar o uso de antibiótico citando qual medicamento em uso no momento (informar
nos dados clínicos ou via memorando enviado juntamente comamostra).
2º Acompanhar a gestante até a sala ginecológica.
3º Realizar lavagem das mãos.
4º Preparar material em bandeja que será utilizado.
5º Posicionar a gestante na maca em decúbito dorsal com as pernas levemente fletida.
6º Calçar luvas de procedimento.
Como proceder a coleta
7º Introduzir levemente o swab no ânus (aproximadamente 1 cm)
8º Fazer movimentos giratórios para absorver o material da região.
9º Retirar e colocar o swab dentro do meio de transporte.
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10º Fechar bem e identificar a amostra.
11º Manter o frasco em temperatura ambiente por até 24 horas.
Observação:
1- Conforme Protocolo de Enfermagem também deve ser realizada a coleta de
swabvaginal (POP).
2- Estreptococo Agalactiae do grupo B (BETA HEMOLÍTICO DO GRUPO B) é um potencial
agente causador de infecções neonatais, podendo evoluir para óbito.
3- Areposição dos meios de transporte STUART será realizada via memorando
informando o quantitativo a ser utilizado na semana, evitando estoque naUBS.
4- Parecer Coren 024/2014 de São Paulo traz como conclusão“Se a coleta for realizada
por técnico ou auxiliar de enfermagem, necessariamente deverá ocorrer sob
orientação e supervisão do enfermeiro”
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 6: Assistência nos Testes e Exames de Saúde
POP 6.12 – TESTE DO PEZINHO
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivos: Tem por objetivo diagnosticar e tratar precocemente doenças que podem causar deficiência
intelectual, entre outros danos à saúde do bebê, se não forem tratadas desde os seus primeiros dias de vida.
Materiais: kit FEPE (lanceta, algodão, formulário, folha teste, álcool antisséptico 70%, envelope)
Agente: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
Orientações:
PASSOS AÇÃO
1º Separar todos os materiais para coleta
2º Preencher todos os dados da ficha de coleta
3º Lavar as mãos
4º Calçar luvas descartáveis
5º Solicitar que a mãe segure o bebe no colo em posição de arroto
6º Aquecer o pezinho do bebe, pode utilizar agua morna
7º Determine o local a ser puncionado
8º Fazer assepsia do local usando álcool antisséptico 70%
9º Puncionar com lanceta com dispositivo de segurança
10º Desprezar a primeira porção de sangue
11º Preencher todos os círculos do papel filtro
12º Certifique-se de que o sangue tenha passado para o verso do papel filtro
13º Pressionar levemente para conter o sangramento
14º Deixar a ficha a secar por 2 horas
15º Colocar a ficha de coleta no envelope de porte pago
Referencia utilizada Fonte : FEPE ( Fundação Ecumenica de Proteção Excepcional)-
[Link] Lothário Meissner, 836 - Jardim Botânico - Curitiba - Paraná - CEP: 80210-
170 -Fone: 41 3111-1800
Manual elaborado por/data: Patricia Aparecida kuhl Vigência: 2023
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CAPÍTULO 7:
ASSISTÊNCIA NOS
PROCEDIMENTOS
AMBULATORIAIS
Manualelaboradopor/data: JulianaMarconHencke Vigência: 2020
DAPS Coordenação deEnfermagem
Junho-2017 Responsável Técnica 2019002385 Coren – PRnº091.786 Página
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PREFEITURA MUNICIPAL DE MAFRA
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 7: Assistência nos Procedimentos Ambulatoriais
POP 7.1 - RETIRADA DE PONTOS
Elaboração: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
Objetivo: Retirar fios de incisão cirúrgica.
Materiais: Material de ablação estéril (pinça anatômica, pinça Kocher, tesoura Íris ou Lâmina de bisturi),
compressa de gaze estéril , micropore, solução antisséptica, biombo e caneta se necessário.
Agente: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
4º Verificar prescrição/ relato do paciente e orientação médica sobre o procedimento a ser realizado.
5º Se necessário, garantir a privacidade do paciente utilizando o biombo.
6º Colocar o paciente em posição que facilite a exposição da área a ser manipulada.
7º Expor apenas a área da lesão/incisão.
8º Abrir o material de retirada de pontos sobre a mesa auxiliar com técnica asséptica.
9º Calçar as luvas.
10º Retirar o curativo seguindo a técnica simples de curativos e desprezar em lixo infectante (se houver)
Verificarseospontosaseremretiradosestão(limpos,secos)conformepadrãodenormalidade,sem
11º
presença de hiperemia, secreção, e relato de dor pelo paciente no local.
12º Segurar com a pinça anatômica a extremidade do ponto tracionando-o.
13º Cortar com a tesoura ou lâmina de bisturi o fio, logo abaixo e próximo do nó, entre o nó e a pele.
14º Tracionar delicadamente o fio até que o mesmo saia por completo.
Proceder da mesma forma para os demais pontos, colocando-os sobre uma gaze e desprezá-los no
15º
lixo infectante.
16º Realizar higienização da pele com soro fisiológico ( se necessário)
Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado (colocar os
17º
instrumentais em recipiente com água fechado).
18º Retirar as luvas e higienizar as mãos (POP).
19º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
Observação:
1- Nos casos em que não tenha prescrição médica, onde geralmente se trata de suturas
superficiais, o procedimento pode ser feito conforme relato do paciente/familiar com
registro no prontuário, após avaliação e orientação do enfermeiro.
2- Nos casos de incisões cirúrgicas se faz necessário a prescrição médica.
3- Em caso de deiscência de sutura, solicitar avaliação do enfermeiro e/ou médico antes de
prosseguir a extração dospontos.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO
ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 7: Assistência nos Procedimentos Ambulatoriais
POP 7.2 - TRICOTOMIA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Preparar a pele do paciente para a sutura, exames, higiene; facilitar a visualização de campo
operatório.
MATERIAIS: Tricótomo descartável, cuba rim, recipiente com água, compressa de gaze, luvas de procedimento,
sabão líquido, bacia, PVPI, biombo se necessário.
AGENTE: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Prescrever o procedimento e área a ser tricotomizada.
2º Higienizar as mãos (POP).
3º Separar e organizar o material a ser utilizado.
4º Apresentar-se ao paciente e orientar sobre o procedimento a ser realizado.
5º Promover a privacidade do paciente com biombo.
6º Calçar as luvas de procedimento.
7º Expor a região a ser tricotomizada, deixando o paciente descoberto o menos possível.
8º Examinar a região a ser tricotomizada verificando a integridade da pele.
9º Ensaboar a região com uma gaze, água e sabão.
10º Em caso de sutura: higienizar posteriormente com PVPI degermante.
11º Esticar a pele com o auxílio de uma compressa de gaze, próximo ao local ensaboado.
12º Iniciar a raspagem a favor dos pelos.
13º Ao término limpar e secar a região.
14º Desprezar o tricótomo na caixa de perfuro-cortante.
15º Recolher o material descartando-os ou acondicionando-os em local apropriado.
16º Higienizar as mãos (POP).
17º Deixar o paciente em posição confortável.
18º Organizar o ambiente.
19º Anotar o procedimento realizado, no prontuário do paciente.
20º Comunicar o médico em caso de alterações.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 7: Assistência nos Procedimentos Ambulatoriais
POP 7.3 – INSERÇÃO DE DISPOSITIVO INTRA UTERINO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Estabelecer a sequência das ações para o procedimento de inserção de DIU pelos profissionais
habilitados, com o menor risco possível para a usuária e para o profissional, assegurando a eficácia do método e
evitando iatrogenias.
MATERIAIS: Kit para inserção de DIU (histerômetro, gazes, cuba, pinça Cheron, pinça Pozzi, tesoura de cabo
longo), DIU, luvas estéreis, PVPI tópico, luvas de procedimento.
AGENTE: Médico e Enfermeiro( desde que tenha treinamento realizado por órgão competente)
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Promover a privacidade do paciente com biombo, caso necessário.
4º Recepcionar o paciente solicitando 3 marcadores (nome, data de nascimento e nome da mãe).
5º Apresentar-se ao paciente e orientar sobre o procedimento a ser realizado1.
6º Solicitar para a mulher se despir e auxiliar a se posicionar na maca ginecológica.
Calçar luvas de procedimentos e realizar Exame ginecológico – inspeção de vulva na procura de
7º
sinais de DST.
Realizar toque vaginal bimanual verificando o posicionamento do útero e possibilidade de
8º
sinais/sintomas de DIP (Doença Inflamatória Pélvica).
9º Retirar as luvas.
10º Abrir o material, calçar luvas estéreis, preparar a gaze embebida em PVPI tópico.
11º Realizar antissepsia ampla de vulva e região perianal com auxílio da pinça Cheron.
Colocar espéculo e prosseguir com visualização de canal vaginal e colo uterino na busca de sinais
12º
de vaginose.
13º Realizar antissepsia de colo uterino e canal vaginal.
14º Pinçar o colo uterino com pinça Pozzi.
15º Realizar histerometria.
16º Preparar o DIU de acordo com a histerometria encontrada.
Inserir o DIU com a mão dominante, empurrar o embolo do DIU e dar uma leve tracionada para
17º
cima e retirar, enquanto traciona o útero pinçado com a outra mão.
18º Soltar pinça Pozzi.
19º Cortar o fio do DIU deixando aproximadamente 2,5 cm - 3 cm externo ao canal cervical.
20º Conter sangramento do colo com compressão de gaze com auxílio da pinça Cheron.
21º Retirar o espéculo e orientar para que mulher permaneça deitada por mais uns minutos.
22º Realizar orientações quanto a sintomas comuns e sinais de alerta.
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23º Retirar as luvas e higienizar as mãos (POP).
24º Fornecer comprovante de inserção com o Lote do produto e data de retirada.
25º Agendar 1º retorno para 07 dias para reavaliação, ou antes de intercorrência.
26º Agendar 2º retorno para 30 dias para avaliação em 30 dias, ou após a próxima menstruação.
27º Organizar o ambiente.
28º Anotar o procedimento realizado, no prontuário.
Observação:
1. Antes da data de inserção do DIU a mulher deve realizar uma consulta para ser avaliada
quanto aos critérios de elegibilidade do método, eficácia do método, riscos, sinais e sintomas
comuns,sinais de alerta,procedimento propriamente dito, bem como descartar a possibilidade
de gestação. Se necessário, solicitarβHCG.
2. A inserção pode ser realizada independente da mulher estar menstruada desde que seja
descartada a possiblidade degravidez.
3. Orienta-se ter um profissional de Enfermagem para auxiliar durante o procedimento, se
possível.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 7: Assistência nos Procedimentos Ambulatoriais
POP 7.4- LAVAGEM DE OUVIDO
Elaboração: 2022 – 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: A lavagem de ouvido ou irrigação da orelha externa é a técnica utilizada no processo de lavagem do
conduto auditivo externo (CAE)
MATERIAIS: papel toalha, otoscopio, seringa de 20ml, cuba rim, luva de procedimento, tesoura, scalp calibroso nº
19 e copo descartável com agua aquecida.
AGENTE: Médico e Enfermeiro( desde que tenha treinamento realizado por órgão competente.
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Separar, organizar e preparar o material a ser utilizado.
Cortar o scalp com aproximadamente 4 cm a partir da extremidade de acoplamento da seringa.
3º
Descartar a extremidade da agulha em local apropriado
4º Aquecer copo com agua, até a temperatura corporal (37ºC), para evitar nistagmos e desconforto.
5º Examinar cuidadosamente o canal do ouvido externo por meio da inspeção e palpação.
6º Realizar sempre a otoscopia antes do procedimento.
7º Aspirar com a seringa diretamente no copo descartável com agua aquecida até completar a seringa.
8º Acoplar a seringa na extremidade não cortada do scalp.
9º Posicionar o papel toalha no ombro do paciente para proteger de não molhar.
Posicionar a cuba rim sob leve pressão, bem justaposta, à cabeça/pescoço do paciente na altura
10º
logo abaixo da orelha.
11º Usar luva de procedimentos.
Introduzir a extremidade cortada do scalp com a concavidade voltada para frente e levemente para
12º
cima e sob LEVE pressão, instilar a agua, deixando escoar a agua na cuba rim.
13º Monitorar sempre sintoma de dor durante o procedimento
14º Repetir as etapas anteriores quantas vezes forem necessárias
15º Verificar esporadicamente por meio da otoscopia se há mais cerume a ser removido.
O procedimento deve ser suspenso diante das seguintes situações: Se não houver mais cerume a
ser removido;Insucesso após várias tentativas de remoção do cerume; Desistência do paciente;
16º
Dor ou outra intercorrência.
Observação:
1. Parecer do relator 05/2019 -Cofen
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2. São consideradas contraindicações para a remoção do cerume por meio do método de
irrigação com solução salina: Otite aguda, história pregressa ou atual de perfuração
timpânica, história de cirurgia otológica, paciente não cooperativo.
3. Para o paciente em que o procedimento de remoção do cerume não foi satisfatório,
podem-se utilizar emolientes por alguns dias e tentar novamente a remoção. Caso seja
ineficaz, sugere-se o encaminhamento ao especialista.
4. Cuidado para não super aquecer o soro, nem tampouco utilizá-lo gelado. Verificar
sempre a temperatura antes de instilar noouvido.
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CAPÍTULO 8:
ASSISTÊNCIA NOS
CURATIVOS
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.1 – CURATIVO SIMPLES
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Aplicar um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de cobertura estéril em uma lesão,
através de técnicas e procedimentos adequados, com a finalidade de auxiliar o organismo a promover a
cicatrização, prevenir a contaminação ou infecção cruzada, eliminando os fatores desfavoráveis que retardam a
cicatrização da lesão.
MATERIAIS: Luvas de procedimento, luvas estéreis, gazes estéreis, ataduras, chumaço, fita adesiva, régua de
papel descartável, agulha 40x12, Solução Fisiológica (SF) 0,9%, instrumental estéril, tesoura, bacia, saco de lixo,
cobertura especial, panos de limpeza e desinfetante hospitalar Surfic 1%.
AGENTE: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
Organizar todo o material necessário para realização do procedimento verificando a validade do
1º mesmo.
2º Posicionar o usuário, orientando-o sobre o procedimento.
3º Higienizar as mãos (POP).
4º Calçar as luvas de procedimento.
5º Expor a área do curativo.
Caso haja curativo secundário, removê-lo observando as características do exsudato (odor, cor,
6º quantidade e consistência).
Remover cobertura primária com o auxílio de pinça, umedecendo com solução fisiológica a 0,9%
7º (aquecida se possível), caso o mesmo esteja aderido ao leito da ferida e desprezar a pinça
utilizada.
8º Inserir agulha 40X12 no frasco de SF 0,9%
9º Limpar minuciosamente a lesão com SF 0,9% (aquecida se possível), irrigando abundantemente.
Remover fragmentos, resíduos ou corpos estranhos caso haja, com o auxílio de pinça ou gaze
10º
estéril.
11º Realizar a medida da lesão (POP).
12º Aplicar a cobertura indicada, seguindo as orientações de cada fabricante.
Cobrir com curativo secundário, conforme a necessidade (por exemplo, utilizando gaze estéril,
13º chumaço e atadura) e fixá-lo.
14º Desprezar o material utilizado.
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15º Colocar os instrumentais em recipiente com água.
16º Retirar as luvas de procedimento.
17º Datar o curativo.
18º Auxiliar o (a) paciente a vestir-se ou calçar os sapatos, quando necessário.
Passar pano umedecido em solução de desinfetante hospitalar Surfic 1% nas superfícies (por
19º
exemplo: maca, laterais da parede e mesa auxiliar).
20º Realizar os registros do curativo no prontuário eletrônico
Observação:
1- Utilizar material esterilizado. Considerar contamina do qualquermaterial que entrarem
contato com local nãoestéril.
2- Expor o usuário e o material o menor tempopossível.
3- Caso haja mais de um curativo, deve-se observar o princípio do controle de infecção,
iniciandodalesãomenoscontaminadaparaamaiscontaminada,iniciandoeconcluindo
cada curativo antes deprosseguir.
4- Evitar falar ou tossir durante oprocedimento.
5- Asluvasestéreisdevemserutilizadasquandoaferidaforcavitáriaehouvernecessidade de
tocar na lesão.
6- Conforme a complexidade do curativo deve-se avaliar a necessidade de troca das luvas
e instrumentais.
7- Os materiais instrumentais deverão ser encaminhados à sala de utilidades assim que
possível.
8- Manter o borrifador com solução de desinfetante hospitalar Surfic 1% na sala de
curativos, verificando sempre a data devalidade.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.2 – CURATIVO CONTAMINADO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Aplicar um meio terapêutico que consiste na limpeza e aplicação de cobertura estéril em uma lesão,
através de técnicas e procedimentos adequados, com a finalidade de auxiliar o organismo a promover a
cicatrização, prevenir a contaminação ou infecção cruzada, eliminando os fatores desfavoráveis que retardam a
cicatrização da lesão.
MATERIAIS: Avental impermeável, avental descartável, máscara, luvas de procedimento, luvas estéreis, gazes
estéreis, ataduras, chumaço, fita adesiva, régua de papel descartável, agulha 40x12, Solução Fisiológica (SF) 0,9%,
instrumental estéril, tesoura, bacia, saco de lixo, cobertura especial, panos de limpeza e desinfetante hospitalar
Surfic 1%
AGENTE: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
Organizar todo o material necessário para realização do procedimento verificando a validade do
1º mesmo.
2º Posicionar o usuário, orientando-o sobre o procedimento.
3º Higienizar as mãos (POP).
Colocar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) - (avental, luvas de procedimento e
4º
máscara).
5º Expor a área do curativo.
Remover o curativo secundário, observando as características do exsudato (odor, cor, quantidade
6º
e consistência).
7º Trocar as luvas de procedimentos.
Remover cobertura primária com o auxílio de pinça, umedecendo com SF 0,9% (aquecida se
8º
possível), caso o mesmo esteja aderido ao leito da ferida e desprezar a pinça utilizada.
9º Inserir agulha 40x12 no frasco de SF 0,9%
10º Limpar minuciosamente a lesão com SF 0,9% (aquecida se possível), irrigando abundantemente.
Removerfragmentos,resíduosoucorposestranhoscasohaja,comoauxíliodepinçaougazeestéril.
11º
Secar a pele íntegra ao redor da lesão com gaze estéril.
Chamar o enfermeiro para avaliação da ferida, que irá mensurar a lesão e realizar a prescrição do
12º
produto.
Cobrir com curativo secundário, conforme a necessidade (por exemplo, utilizando gaze estéril,
13º
chumaço e atadura) e fixá-lo.
14º Desprezar o material utilizado.
15º Colocar os instrumentais em recipiente com água.
16º Retirar as luvas de procedimento.
17º Datar o curativo.
Auxiliar o (a) paciente a vestir-se e calçar os sapatos, quando necessário.
18º
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Passar pano descartável umedecido em solução de desinfetante hospitalar Surfic 1% nas
19º superfícies (por exemplo: maca, laterais da parede e mesa auxiliar).
20º Retirar os demais EPI’s e higienizar as mãos (POP).
21º Pedir para que seja recolhido o lixo, caso esteja cheio ou com odor.
22º Realizar os registros do curativo no prontuário eletrônico
Observação:
1- Utilizar material esterilizado. Considerar contaminado qualquer material que entrar
em contato com local nãoestéril.
2- Expor o usuário e o material o menor tempopossível.
3- Caso haja mais de um curativo, deve-se observar o princípio do controle de infecção,
iniciandodalesãomenoscontaminadaparaamaiscontaminada,iniciandoeconcluindo
cada curativo antes deprosseguir.
4- Evitar falar ou tossir durante oprocedimento.
5- Asluvasestéreisdevemserutilizadasquandoaferidaforcavitáriaehouvernecessidade de
tocar na lesão.
6- Conforme a complexidade do curativo deve-se avaliar a necessidade de troca das luvas
e instrumentais.
7- Segundo IRION (2005) a pressão de irrigação recomendada como segura e eficaz para
uma úlcera varia entre 4 e 15 psi. Ao perfurarmos o frasco de SF 0,9% 125 ml uma vez,
comagulha40X12,produz-seumapressãodeirrigaçãode9,5psi,enofrascodeSF0,9% 250
ml – 12,5 psi, conforme o recomendado. (Martins, Meneghin, Domiciano,2001).
8- Solicitar e ou realizar desinfecção da sala de curativos ao final dos atendimentos.
Recomenda-se a limpeza concorrente com desinfetante hospitalar Surfic 1%, após a
realização de cada curativo e ao final do turno de trabalho e a limpeza terminal no
mínimo uma vez porsemana.
9- De acordo com o Protocolo de Prevenção e Controle de Infecção Relacionadas à
Assistência à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, 2010 (Versão
Preliminar), define-se como CONCORRENTE o processo de limpeza realizado
diariamente ou sempre que necessário conforme o Plano de Limpeza e Desinfecção,
incluindo superfícies, mobiliários e pisos dos equipamentos de saúde, inclusivena
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presença de usuários. TERMINAL é o processo de limpeza maiscriteriosa e abrangente,
incluindo todas as superfícies horizontais e verticais (janelas, maçanetas, portas,
luminárias),mobiliários,equipamentosdeumaárea,objetivandoareduçãodasujidade e da
contaminação doambiente.
10- Os materiais instrumentais deverão ser encaminhados à sala de utilidades assim que
possível em recipiente plástico fechado e identificado.
11- Agendar os curativos mais contaminados para o final doturno.
12- Manter o borrifador com desinfetante hospitalar Surfic 1% na sala de curativos,
verificando sempre a data devalidade.
Aavaliaçãodalesãoeaprescriçãodecoberturaséatribuiçãodoprofissionalenfermeiro,cabe ao
técnico ou auxiliar de enfermagem auxilio ao enfermeiro na realização do curativos
especiais, bem como realizar as orientações e procedimentos quando prescrito porele.
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POP 8.3 – CURATIVO DE TRAQUEOSTOMIA
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Limpar a pele em torno do orifício na traquéia (estoma) e proteger a pele e a cânula com troca de
curativos evitando ressecamento das secreções.
Promover a limpeza do intermediário da cânula de traqueostomia (subcânula), a fim de proporcionar conforto
ventilatório ao paciente, manter perviabilidade da cânula e evitar processos infecciosos.
Promover troca da fixação da cânula de Traqueostomia.
MATERIAIS: kit curativos, luva de procedimento, máscara, óculos, avental, soro fisiológico, cadarço, compressa de
gazes.
AGENTE: Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem
PASSOS AÇÃO
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2º Separar e organizar o material a ser utilizado.
3º Apresentar-se ao paciente.
4º Verificar prescrição e orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado.
5º Se necessário, garantir a privacidade do paciente utilizando o biombo
6º Posicionar o paciente em decúbito dorsal com a cabeceira elevada a 30º.
7º Colocar os EPIs recomendado (luvas, máscara e óculos).
8º Remover o curativo sujo do estoma, jogando-o fora, juntamente com a luva.
9º Lavar as mãos
10º Calçar luvas de procedimento
11º Limpar ao redor do estoma, utilizando uma pinça com gaze umidificada com soro fisiológico
12º Colocar o curativo esterilizado do estoma ao redor do tubo da traqueostomia
Trocar os cadarços da traqueostomia, passando-os através das fendas nas abas do tubo de
traqueostomia e amarrando-os no lugar. (A fixação da cânula na região cervical não deve ser muito
13º
frouxa para evitar decanulação acidental ou formação de granulomas por cisalhamento da cânula
com o traqueóstomo).
Cânula traqueal:
14º Passar o cadarço na parte posterior do pescoço e deixar centralizado.
Passar uma ponta do cadarço na fenda lateral da cânula de ambos os lados, entrando pela parte
15º
posterior da fenda e puxando pela anterior.
16º Ajustar o cadarço deixando cerca de 1 cm de folga (ou um dedo).
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Juntar as duas pontas e faça um laço firme (lateral ou posterior da região cervical). Na sequência,
17º
retirar e descartar o cadarço anterior.
18º Colocar gaze embaixo de cada lateral da cânula para proteção da pele.
19º Retirar as luvas e lave as mãos
20º Organizar os materiais e deixe o ambiente em ordem
21º Reposicionar o paciente de maneira que fique confortável
22º Realizar evolução de enfermagem em prontuário eletrônico
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.4 – LIMPEZA E IRRIGAÇÃO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Remover o tecido necrótico, excesso de exsudato, os resíduos de agentes tópicos e parte dos
microrganismos existentes nas lesões objetivando promoção e preservação do tecido de granulação.
MATERIAIS: Agulha 40x12, luvas de procedimento, gaze estéril, Solução Fisiológica (SF) 0,9% preferencialmente
de 250 ml e desinfetante hospitalar Surfic 1%.
AGENTE: Enfermagem
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Utilizar Solução Fisiológica 0,9% (se possível aquecida).
3º Calçar as luvas de procedimento.
4º Inserir agulha 40 x 12 no frasco de SF 0,9%
Irrigar a lesão abundantemente num ângulo de 45º com a distância aproximada de 13 a 15 cm da
5º
lesão.
Utilizar gaze estéril para auxiliar na remoção da sujidade se houver necessidade, realizando
6º movimento delicado para não causar danos ao tecido.
Desprezar o restante do SF 0,9% após a realização da limpeza/irrigação.
7º
Observação:
1- Deve-se evitar a técnica de fricção no leito da ferida, pois a mesma ocasiona trauma ao
tecido;
2- Os antissépticos em lesões têm propriedades antibacterianas, mas inibem cicatrização
por serem citotóxicos, destruindo as estruturascelulares;
3- A solução poderá ser aquecida em forno de micro-ondas (se disponível para uso
exclusivo). Cabe ressaltar que o tempo para o aquecimento no forno de microondas é
variável de acordo com o modelo e a potência utilizada, portanto, deve-se sempre
verificarpreviamenteatemperaturadoSF0,9%nafaceinternadoantebraço,evitando
queimaduras no paciente. Estudos comprovam que a utilização de formo microondas
para aquecimento do SF 0,9% é segura e não ocorre alterações físico-químicas
significativas. (Bagatini,1996).
4- É importante que a técnica siga as recomendações corretas, o emprego de pressão em
excessooupoucapressãonãoseráefetivaaotratamento;Lesõescomresíduos,corpos
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estranhos ou fragmentos devem ser irrigadas cuidadosamente com baixa pressão
(Rodeheaver, 1997) e se necessário utilizar gaze macia e
5- A lesão pode apresentar odor fétido devido a altos níveis bacterianos, infecção,
presença de tecido desvitalizado e limpeza inadequada, uma limpeza efetiva é o
primeiro passo para diminuir oodor;
6- Quando somente a irrigação simples/limpeza não for suficiente para remover
contaminantes e tecidos necrosados da lesão, os desbridamentos poderão ser
necessários.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.5 – MENSURAÇÃO DA LESÃO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Avaliar a evolução da lesão, medindo com régua e registrando a sua área.
MATERIAIS: Avental impermeável, luvas de procedimento, régua de papel descartável, instrumental estéril,
formulário de evolução, caneta.
AGENTE: Enfermeiro
FREQUENCIA: Intervalo mínimo de 15 dias
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Calçar as luvas de procedimento.
3º Realizar a mensuração da lesão após a limpeza/irrigação (POP).
Posicionar a régua na maior extensão vertical da lesão (comprimento) e a maior extensão
4º
horizontal (largura), registrando as medidas na ficha de evolução.
Para a medida da profundidade, utilizar uma pinça, cateter, ou cotonete estéril, formando um
ângulo reto com a margem da ferida. Quando a lesão for plana, considerar para o cálculo da área
5º sempre 1.
Multiplicar uma medida pela outra para se obter a área em cm²:
Área = comprimento x largura x profundidade
6º Retirar as luvas de procedimento.
7º Higienizar as mãos (POP).
8º Registrar a área em cm² na ficha de evolução para comparações posteriores.
Observação:
1- Lembrar que o comprimento sempre se refere à medida no sentido vertical (céfalo-
caudal) e a largura à medidahorizontal.
Maior comprimento
formando um ângulo
com a largura
Maior largura
formando um ângulo
com o compirimento
Fonte da figura: DEALEY, C. Cuidando de Feridas. São Paulo: Atheneu. Pg 61.
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2- Se desejar filmar ou fotografar a ferida, o usuário deverá assinar o Termo de
Autorização para uso deimagem.
3- Quando houver duas ou mais lesões separadas por até 2 cm de pele íntegra deverá ser
considerado como lesão única (exemplo 1). Em lesões separadas por mais de 2 cm de
pele íntegra, deve ser realizada a mensuração das lesões separadamente e calcular a
área somando os dois valores (exemplo2).
Exemplo 01:
Lesões separadas por até dois cm de pele
Lesão 1 Lesão 2 Tamanho final
Comprimento 5 cm 3 cm -
Largura 3 cm 2 cm -
Profundidade 1 cm 1 cm -
Área 5 x 3 x 1= 15 cm 3 x 2 x 1= 6 cm 21 m
O cálculo deverá ser realizado individualmente e somado o total da extensão.
Exemplo 02:
Lesões separadas por mais de dois centímetros.
Lesão 1 Lesão 2
Comprimento 10 cm 6 cm
Largura 5 cm 3 cm
Profundidade 1 cm 1 cm
Área 10 x 5 x 1= 50 cm de extensão 6 x 3 x 1= 12 cm de extensão
O cálculo deverá ser realizado individualmente.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.6 – MENSURAÇÃO DO DESCOLAMENTO DA LESÃO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Avaliar a evolução da lesão, medindo com pinça, cateter ou cotonete estéril e registrando o
descolamento.
MATERIAIS: Avental impermeável, luvas de procedimento, instrumental estéril, cateter ou cotonete estéril,
formulário de evolução, caneta e máscara.
AGENTE: Enfermeiro
FREQUENCIA: Intervalo mínimo de 15 dias
PASSOS AÇÃO
1º Higienizar as mãos (POP).
2º Calçar as luvas de procedimento.
3º Realizar a mensuração após a limpeza / irrigação (POP).
Introduzir a pinça, cotonete ou cateter estéril explorando a ferida cuidadosamente até o seu ponto
4º
mais distante.
5º Marcar no instrumento o ponto mais próximo da margem da lesão.
6º Medir com uma régua o segmento marcado na pinça, cotonete ou cateter.
Registrar a área em cm na ficha de evolução e prontuário eletrônico, para comparações
7º
posteriores.
8º Realizar o curativo (POP).
9º Higienizar as mãos (POP).
Observação:
1- Cavidades, túneis e fístulas representam áreas de lesão tissular sob uma pele intacta. Cavidades
sãoerosõescausadaspornecrosedetecidometabolicamentemaisativoquesejamaissusceptível a
hipóxia, são frequentemente associadas às úlceras por pressão. O termo túnel descreve uma
erosão linear entre os planos fasciais, é uma erosão cega do tecido subcutâneo. Uma fístula é
causadapelaerosãodotecidosubcutâ[Link]çãodolocaldetúneis
efístulaspodeserdocumentadapelautilizaçãodanotaçãohoráriaedadistânciapelaqualotúnel ou a
fístula se estende sob a pele (IRION,2005).
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.7 – COLETA DE MATERIAL PARA CULTURAS DE LESÕES
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Realizar cultura quando houver suspeita de infecção para auxiliar na escolha do antimicrobiano.
MATERIAIS: Avental impermeável, avental descartável, luvas de procedimento, bacia, gaze estéril, atadura,
Solução Fisiológica (SF) 0,9% aquecido, agulha 40x12, instrumental estéril, tesoura, etiqueta de identificação,
swab Stuart, máscara e caneta.
AGENTE: Enfermeiro
FREQUENCIA: Sempre que houver evidência de infecção.
PASSOS AÇÃO
1º Organizar todo o material necessário para realização do procedimento.
2º Posicionar o usuário e explicar o procedimento que será realizado.
3º Higienizar as mãos (POP).
4º Colocar Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) - (luvas de procedimento, avental
impermeável, avental descartável e máscara).
5º Remover a cobertura secundária da lesão com as mãos enluvadas e observar as características do
exsudato (odor, cor, quantidade e consistência).
6º Remover a cobertura primária com a pinça e desprezá-la.
7º Trocar as luvas.
8º Limpar minuciosamente a ferida com SF 0,9% (aquecida se possível), irrigando abundantemente a
lesão, até que toda a sujidade seja removida (POP Técnica de irrigação).
9º Secar o leito da lesão com gaze esterilizada.
10º Trocar as luvas.
11º Abrir o frasco e remover o swab, tomando cuidado para não tocar na haste ou na extremidade do
swab.
12º Umedecer o swab em SF 0,9%.
13º Coletar a amostra com swab na técnica em Z de uma extremidade da ferida a outra.
14º Coletar a amostra com Swab na técnica em Z.
Iniciar na parte proximal da ferida, fazendo o esfregaço rodando e pressionando o swab sobre o
tecido,paraquetodasuapartealongadaentreemcontatocomaá[Link]çodevecobriruma
extremidadeaoutraformandoumziguezagueatingindo10pontossendo5decadaladoatéaparte distal
daferida.
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Parte Proximal
Parte Distal
15º Inserir o swab no meio de cultura para o transporte.
16º Concluir o curativo.
17º Retirar EPI’s e higienizar as mãos (POP).
18º Identificar o frasco com nome do usuário, data, sítio anatômico e nome do profissional que realizou
a coleta.
19º Realizar o registro da cultura e do curativo no prontuário eletrônico e ficha de evolução.
20º EnviarimediatamenteofrascocomomaterialcoletadoparaoLaboratóriocomarequisiçã[Link]
máximo para chegada do material no Laboratório Municipal de Curitiba é de até 8 horas após a
coleta, o frasco com o material deve ser conservado em temperatura ambiente e ao abrigo da luze
calor, mantendo a viabilidade dos microorganismos.
Observação:
Cuidados na coleta de material para cultura:
1- Deve-se optar para a coleta o tecido aparentemente limpo e viável (granulação), pois é o
local onde ocorre ainfecção;
2- Não coletar de tecido necrótico, o mesmo deverá ser removido para a coleta do material
para cultura;
3- Casoopacienteestejaemusodecoberturaespecialcomprata,deverásersuspendidapor 48
horas para a coleta de secreção para cultura, pois o resultado do exame poderá acusar um
falso negativo pelo uso da prata, assim como uso de pomadas que deixam resíduos no
leitodaferida,formandoumabarreirasobreotecido,devemsersuspendidaspararealizar este
procedimento.
4- Programar e agendar a coleta de secreção para cultura considerando o tempo hábil e o
transporte do material para o Laboratório Municipal deCuritiba.
Indicação para cultura:
Apelehumanaabrigaumapopulaçãodemicrorganismosresidentesquesãoisoladosdamaioria
daspessoas.
Muitos dos agentes encontrados na pele normalmente podem aparecer também em culturas
de pacientes com lesões infectadas, porém, encontrar essas bactérias não tem qualquer
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significado clínico na maioria das vezes. Logo, não há indicação de coleta de cultura quando
não há evidência sólida de infecção. A cultura neste caso servirá somente para confusão
terapêutica, pois só deve ser coletada para auxiliar na escolha do antimicrobiano e não para
diagnosticar a infecção.
As culturas superficiais podem ser positivas sem que tenham significado, pois quanto
mais superficial e exposto for o material, pior será seu valor clínico.
(Revista Saúde (Santa Maria), v. 36, n. 1,p.5766,
jan./jun.2010)
Definição de ferida infectada:
Laboratorialmente, uma infecçãoé definida como 100.000 (105) microrganismospor
grama.
Umaferidaestaráinfectadasehouverapresençadesecreçã[Link],
essas bactérias podem não ser detectadas na cultura, caso a secreção purulenta seja formada
apenas por bactérias mortas, neutrófilos e tecido desvitalizado. Já culturas de material obtido
por biopsia da própria ferida, em vez de esfregaço de secreção, têm uma probabilidade bem
maior de evidenciar a presença de infecção. (IRION, 2005).
As mesmas características estão presentes numa inflamação e infecção. Tanto a
inflamação quanto a infecção caracterizam-se por calor, sensibilidade, eritema e
intumescimento.
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 8: Assistência nos Curativos
POP 8.8 – PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
SETOR RESPONSÁVEL: Unidade de Saúde
OBJETIVO: Promover prevenção ou tratamento de lesões ocasionadas por pressão.
AGENTE: Equipe de Saúde e familiares
FREQUENCIA: Sempre que houver evidência de infecção.
PASSOS AÇÃO
1º Atentar para fatores de risco e os cuidados necessários para evitar lesões por pressão em
pacientes acamados no território da UBS:
2º Limpar a pele no momento em que houver sujidade.
3º Evitar água quente e utilizar um sabão suave para não causar irritação ou ressecamento da pele. A
pele seca deve ser tratada com cremes hidratantes de uso comum.
4º Evitar massagens nas regiões de proeminência óssea se observar avermelhamento, manchas roxas
ou bolhas pois isso indica o início da escara.
5º Manter fraldas descartáveis ou absorvente se a pessoa não tem controle da urina, e trocar a roupa
assim que possível.
6º Movimentar a pessoa acamada erguendo-a da cama ao ser movimentada e nunca arrastá-la contra
o colchão.
7º Posicionar a pessoa adequadamente e utilizar técnicas corretas para transferência da cama para a
cadeira e mudança de decúbito, podem diminuir as feridas causadas por fricção.
8º Pacientes que não estão se alimentando bem precisam receber uma complementação alimentar
para que não fiquem com deficiências que podem levar a pele a ficar mais frágil.
9º Realizar a mudança de posição ou decúbito pelo menos a cada duas horas se não houver
contraindicações relacionadas às condições gerais do paciente.
10º Usar travesseiros ou almofadas para manter as proeminências ósseas (como os joelhos) longe de
[Link]
travesseiro debaixo dapanturrilha.
11º Evitar a posição diretamente sobre o trocânter do fêmur, quando a pessoa ficar na posição lateral.
12º Manter a cabeceira da cama elevada, porém não por muito tempo, para não aumentar a pressão
nas nádegas, o que leva ao desenvolvimento da ferida por pressão.
13º Usar uma almofada de ar, água ou gel e a pessoa ficar sentada em cadeira de rodas ou poltrona, ,
mas nunca use aquelas almofadas que tem um orifício no meio (roda d’água) pois favorecem o
aumento da pressão.
14º Usar forro da cama (travessa) para movimentar (ao invés de puxar ou arrastar) para a pessoa que
não consegue ajudar durante a transferência ou nas mudanças de posição.
15º Usar um colchão de ar que reduz a pressão. O colchão caixa de ovo aumenta o conforto, mas não
reduz a pressão. Para a pessoa que já tem úlcera o adequado é o colchão de ar.
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16º Evitar que a pessoa fique sentada ininterruptamente em qualquer cadeira ou cadeira de rodas. Os
pacientes que são capazes, devem ser ensinados a levantar o seu peso a cada 15 minutos, aqueles
que não conseguem devem ser levantados por outra pessoa ou levados de volta para a cama.
17º Examinarapeledapessoadiariamenteparaverificariníciodevermelhã[Link]íciode
problema,nãodeixarapessoasentaroudeitaremcimadaregiãoafetadaeprocurardescobrira
causa para que não agrave o problema.
Observação:
1- As feridas podem ocorrer em qualquer parte do corpo onde tenha saliência óssea, mas são
mais comuns nas nádegas, calcanhares e nas laterais da coxa. Se a pessoa não tem controle
daurinaefezesetemdificuldadeparaterumaboaalimentaçãooproblemapodeseagravar, no
entanto certas medidas podem ser usadas para diminuir a pressão em cada região do
corpo.
2- Pacientes que não estão se alimentando bem precisam receber uma complementação
alimentar para que não fiquem com deficiências que podem levar a pele a ficar maisfrágil.
3- Paratratamentodaferidaéprecisoumaavaliaçãodeprofissionalparaverificaroestágio da ferida,
porém em todos os casos lave somente com soro fisiológico e conforme orientação do
profissionalcapacitado.
REFERÊNCIA:
PARANÁ, Secretaria Estadual de Saúde - SESA. Tutoria na Atenção Primária à Saúde - Manual
Operativo Selo Bronze. 2017
Referência:
APPLING, SUSAN E. PROCEDIMENTOS EM ENFERMAAGEM, ENFERMAGEM
PRÁTICAS, VOL. III. REICHMANN & AUTORES, 2006 – SÃO PAULO.
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CAPÍTULO 9:
ASSISTÊNCIA NA
PREVENÇÃO DE QUEDAS
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 9: Assistência na Prevenção de Quedas
POP 9.1 – PREVENÇÃO DE QUEDAS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Atender a meta internacional de Segurança para reduzir riscos de quedas do paciente. Eliminar os
principais fatores predisponentes ao risco de queda e reduzir a ocorrência de quedas na UBS.
MATERIAIS: Placa de sinalização
FREQUÊNCIA: Diariamente.
AGENTE: Todos os profissionais de saúde
PASSOS AÇÃO
Avaliação dos riscos para pacientes que circulam dentro da UBS
1º Identificar os pacientes que possuem os fatores de risco para queda como:
riscos sócio-demográfico (crianças,idosos);
riscos psico-cognitivo (declínio cognitivo, condição de saúde / doenças crônicas, AVC
prévio, tontura, hipotensão postural, baixo índice de massa corpórea, anemia, história
prévia de quedas, necessidade de dispositivo de auxílio à marcha, mobilidade alterada,
dentreoutros);
riscos de uso medicamentos (benzodiazepínicos, antiarrítmicos, anti-histamínicos,
antipsicóticos, antidepressivos, diuréticos, laxativos, número de medicações -
polifarmácia).
Identificação dos riscos físicos e ambientais de quedas para os pacientes dentro dos serviços
daunidade de saúde e externamente.
2º Manter a área de circulação e corredores livre de móveis e utensílios.
3º Manter um familiar junto ao paciente quando o mesmo necessitar ficar em observação em maca.
4º Realizar exame físico, de preferência nas macas que possuem grades laterais de proteção.
5º Manter os consultórios, banheiros, corredores e escadas em plenas condições para circulação
segura de profissionais, pacientes e familiares, de forma a prevenir quedas.
6º Manter banheiro com acessibilidade.
7º Colocar sinalização visual para identificação de risco de queda, a fim de alertar todas as pessoas
que circulam na Unidade de Saúde.
8º Utilizar placa de sinalização com o texto “PISO MOLHADO” em dias chuvosos e/ou quando estiver
sendo realizado limpeza terminal.
9º Registrar em prontuário todas as intervenções ocorridas.
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10º Realizar monitoramento das notificações de quedas e avaliação das causas.
11º Notificar as quedas e suas causas à Autoridade Sanitária Local.
Observação:
1-Quedaéumeventofrequenteelimitante,sendoconsideradoummarcadordefragilidade,
declínio na saúde ou até morte. A queda é causada por uma instabilidade que é a “falta
decapacidadeparacorrigirodeslocamentodocorpo,duranteseumovimentonoespaço”, qual
representa um problema de saúdepública.
REFERÊNCIA:
PARANÁ, Secretaria Estadual de Saúde - SESA. Tutoria na Atenção Primária à Saúde - Manual
Operativo Selo Bronze. 2017
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ASSUNTO: PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS Capítulo 9: Assistência na Prevenção de Quedas
POP 9.2 – PREVENÇÃO DE QUEDAS NO DOMICÍLIO
ELABORAÇÃO: 2022 – Secretaria Municipal de Saúde
Setor Responsável: Unidade de Saúde
OBJETIVOS: Prevenir as quedas de idosos em seus domicílios a fim de evitar desfechos desfavoráveis, tais como
fragilidade, fraturas, morte, institucionalização e piora das condições de saúde.
FREQUÊNCIA: Durante as visitas domiciliares
AGENTE: Todos os profissionais de saúde
PASSOS AÇÃO
Avaliação dos riscos para pacientes no domicílio
1º Identificar os pacientes que possuem os fatores de risco para queda como:
riscos sócio-demográfico (crianças,idosos);
riscos psico-cognitivo (declínio cognitivo, condição de saúde / doenças crônicas, AVC
prévio, tontura, hipotensão postural, baixo índice de massa corpórea, anemia, história
prévia de quedas, necessidade de dispositivo de auxílio à marcha, mobilidade alterada,
dentreoutros);
riscos de uso medicamentos (benzodiazepínicos, antiarrítmicos, anti-histamínicos,
antipsicóticos, antidepressivos, diuréticos, laxativos, número de medicações -
polifarmácia).
2º Identificação dos riscos físicos e ambientais de quedas no domicílio
tapetes de tecido ou retalhos, tapetes soltos e pisos encerado, avaliando apossibilidade
de escorregões ou tropeços.
cômodos da casa com pouca iluminação, com piso, cortinas e peças da mesmacor.
vaso sanitário muito baixo e sem barras de apoio podem provocar desequilíbrio, além de
serdesconfortável.
banheiro com box de vidro, sem tapete antiderrapante e sem barras deapoio.
uso calçado alto ou com solado liso ou uso apenas demeia.
camas muito baixas e colchões muito macios (onde o idoso pode ter dificuldade para
levantar oudeitar).
extensõeselétricasoufiosdetelefonecruzandoocaminhoousapatos,brinquedose
outros objetos espalhados pelo chão.
sofás muito baixos e macias ou poltronas sem braços, idosos pode ter dificuldade parase
levantar.
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armários muito altos que necessitem de bancos ou escadas para alcançar osobjetos.
escadas com pouca iluminação, com objetos deixados nos degraus, sem corrimão e com
degrausestreitos.
animaisdeestimaçãocorrendodentrodacasaouamarradosmuitopróximosàportade
entrada.
Orientar:
3º Usar tapetes emborrachados antiderrapantes
4º Aumentar a iluminação: use lâmpadas fluorescentes, cortinas claras.
5º Colocar assento do vaso sanitário e pia em cores diferentes do piso e do chão.
6º Instalar barras de apoio ao lado vaso sanitário, chuveiro e escadas.
7º Substituir o box de vidro por cortinas.
8º Utilizar uma cadeira firme resistente como apoio, caso haja dificuldade em se abaixar durante o
banho.
9º Usar sempre sapatos com solado antiderrapante.
10º Não levantar no escuro, providenciar um interruptor de luz ao lado da cama ou um abajur.
11º Deixar o caminho livre e sem bagunça.
12º Usar fitas antiderrapantes nos degraus das escadas e corrimão dos dois lados e preferência com
interruptores de luz, tanto na parte inferior quanto na superior das escadas.
13º Manter ao alcance dos idosos os pertences e objetos mais utilizados, (óculos, controle remoto
entre outros).
14º Orientar família a auxiliar na deambulação dos idosos que apresentarem dificuldade de marcha ou
déficit sensitivo ou motor.
15º Orientar para que os idosos não se levantem subitamente devido ao risco de hipotensão postural
e tontura.
Observação:
1- Quedaéumeventofrequenteelimitante,sendoconsideradoummarcadordefragilidade,declíniona
saúdeouaté[Link]écausadaporumainstabilidadequeéa“faltadecapacidadeparacorrigir
odeslocamentodocorpo,duranteseumovimentonoespaço”,qualrepresentaumproblemadesaúde
pública.
REFERÊNCIA:
PARANÁ, Secretaria Estadual de Saúde - SESA. Tutoria na Atenção Primária à Saúde - Manual
Operativo Selo Bronze. 2017
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