Formação de Jovens no Futebol: Academia Sporting
Formação de Jovens no Futebol: Academia Sporting
A elaboração deste documento pretende ser um instrumento essencial e fundamental para o desenvolvimento das Escolas
Academia Sporting, no sentido de contribuir para um desenvolvimento vincado, tanto a nível pessoal como profissional, num
contexto desportivo que culmina com a formação de jogadores de Futebol. A sua concepção vem sistematizar os benefícios de
uma actividade física orientada centrada no ensino deste jogo desportivo colectivo e no seu valor educativo para o
desenvolvimento harmonioso e multilateral da criança/jovem.
A formação do jovem futebolista é uma tarefa que não se circunscreve apenas aos conhecimentos sobre metodologia de treino,
mas também na necessária aplicação dos mesmos com base nos princípios pedagógicos, comunicando e motivando os
praticantes. Consideramos que, mais do que treinar, é fundamental educar. Os jovens praticantes têm muitas solicitações e
desde cedo são obrigados a optar entre estudar ou treinar, entre jogar ou sair com amigos ou mesmo entre estar com a família
ou treinar. Nas nossas ponderações não excluímos estas pretensões, pelo que dispomos de um acompanhamento próximo dos
jovens no sentido de apoiá-lo em todas as dimensões da sua vida.
A continuidade do processo de formação é fundamental, tal como a definição de objectivos e de conteúdos bem programados,
pois o desenvolvimento equilibrado do jovem praticante não surge de geração espontânea. O exercício de treino surge então
como o meio através do qual o processo de formação se sustenta. É através deste que desenvolvemos no jogador os
conhecimentos e as acções técnico-tácticas individuais e colectivas que constituem os vários temas de ensino.
Qualquer projecto de formação desportiva de jovens implica objectivos bem delineados, para que todos os seus intervenientes
caminhem no mesmo sentido. São também estes que começam por criar a identidade do projecto, pois são os que condicionam
e orientam toda a intervenção subsequente. Este projecto também surge numa filosofia de clube pois o Sporting Clube de
Portugal foi, é e continuará a ser a grande referência nacional e internacional da formação de jovens através da prática de
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futebol. Ao longo dos anos foi criada uma concepção da formação do jovem futebolista do Sporting Clube de Portugal, que se
sustentou nas várias vertentes da sua vida, desportiva, pessoal e académica. Assim, considerámos importante, neste momento
em que a formação de jovens é tema central de debate da nossa sociedade, colocar ao serviço da comunidade a experiência
acumulada ao longo de anos de formação de jovens. O manual técnico apresentado será sempre sujeito, ao longo do ano, a um
aprimoramento com o intuito de colmatar qualquer lacuna e adequá-lo constantemente à nossa realidade.
Objectivos
Formação Desportiva – cada uma das Escolas Academia será um local de ensino do Futebol;
o Contribuir para a formação dos jovens em todas as suas vertentes;
o Criar premissas indispensáveis para que os jovens alcancem, em cada etapa, o nível óptimo do seu
desenvolvimento;
o Desenvolver o gosto e o hábito pela prática desportiva regular;
o Desenvolver nos praticantes uma atitude positiva de participação e persistência;
o Criar hábitos de vida saudáveis.
Rentabilidade – todas as Escolas Academia terão que ser financeiramente rentáveis, tanto para as Entidades Parceiras
como para o Sporting Clube de Portugal;
o Formular objectivos de Marketing de maneira a tirar o máximo proveito o espaço físico e do próprio franchising;
o Criar objectivos internos e metas a atingir, para envolver e rentabilizar todo o Core Business.
Descoberta de Talentos – cada uma das Escolas Academia será um potencial ponto de descoberta de novos talentos;
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o Cada Escola Academia deve possuir uma estrutura de avaliação/prospecção para reunir os atletas mais dotados em
cada escalão;
o Dentro de cada Escola Academia deverá ser criar uma ou mais selecções de cada escalão etário, com o fim de
facilitar a descoberta de talentos.
Expansão e Fidelização – cada Escola Academia deverá estimular o espírito e os princípios de formação do Sporting
Clube Portugal, que será fomentado por uma forte imagem do clube nas instalações das Escolas Academia;
o Expandir todo o espírito Sportinguista a todos os associados de cada Escola Academia;
o Desenvolvimento da fidelização dos Encarregados de Educação e associados da Escola Academia;
o Fonte de agregação de novos sócios.
A Escola Academia Sporting visa ensinar, desenvolver e consolidar um conjunto de objectivos operacionais de carácter mais
específico, sendo estes desenvolvidos no absoluto respeito dos princípios gerais e específicos do jogo de Futebol.
Princípios Gerais
As Escolas Academia Sporting referenciam-se por princípios que visam fundamentalmente assegurar linhas orientadoras básicas
que coordenam as atitudes e comportamentos do jovem atleta mediante o saber estar dentro de um exercício, sessão de treino
ou mesmo na situação de jogo. Assim, a criança/jovem deverá participar em todas as situações e procurar o êxito pessoal e de
grupo:
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Relacionando-se com cordialidade e respeito pelos seus companheiros, quer no papel de parceiros, quer no de
adversários;
Desenvolvendo o espírito de sacrifício, de superação e de equipa;
Interessando-se e apoiando os esforços dos companheiros com oportunidade, promovendo a entreajuda para favorecer e
promover a satisfação própria e dos outros;
Cooperando com o treinador e os companheiros nas tarefas do treino, assumindo responsabilidades de organização e
preparação das tarefas.
O treino com crianças e jovens é uma actividade extremamente interessante e atractiva, mas que atribui a todos os que a
acompanham, organizam e dirigem, uma elevada responsabilidade. As Escolas Academia Sporting, pelo facto de funcionarem
em locais distintos, tornam necessária a definição correcta das atribuições de cada interveniente no processo de treino.
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Reunir periodicamente com os coordenadores das Academias.
Assegurar a aplicação das orientações metodológicas definidas pela coordenação técnica nacional na sua Academia;
Supervisionar as aulas leccionadas pelos treinadores da sua Academia;
Supervisionar e orientar o trabalho do treinador estagiário;
Elaborar relatório mensal, o qual deverá ser entregue na coordenação técnica nacional;
Reunir mensalmente com os treinadores da Academia para efectuar o balanço da actividade;
Desenvolver um plano anual de actividades por cada escalão e enviar à coordenação técnica nacional;
Organizar os encontros definidos no plano anual de actividades;
Comunicar com a coordenação técnica nacional sempre que ocorra alguma situação anómala ou não prevista
anteriormente;
Fomentar a divulgação da Academia na sua área geográfica;
Contribuir com artigos pertinentes, com suporte científico, escritos de forma acessível para as formações internas.
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O Treinador da Academia de Futebol Sporting deve possuir o grau de licenciatura na área da Educação Física e Desporto, ou
frequentá-la enquanto discente, possuindo o curso de treinadores. Deve:
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Adoptar a terminologia técnica do Futebol, quer nos momentos de instrução, como nos de feedback, adequando a
linguagem à idade dos alunos;
Ter uma postura activa e interventiva, circulando pelo espaço da aula, e interagindo com os alunos utilizando as
várias formas de feedback;
Utilizar a demonstração (principalmente nas idades mais baixas);
Realizar o balanço da aula/treino, focando os aspectos positivos e negativos da mesma;
Supervisionar e orientar o trabalho do treinador estagiário;
Participar no planeamento, organização e implementação das actividades;
Participar na divulgação das actividades;
Propor alterações fundamentadas para novas actividades regulares.
O Treinador Estagiário, deve frequentar uma licenciatura na área da Educação Física e Desporto. Ao longo do ano, acompanhará
um treinador, participando de forma activa no processo de treino. Este acompanhamento está dividido nos seguintes
momentos:
Durante os primeiros dois meses deverá acompanhar a classe procedendo à sua caracterização;
Nos dois meses seguintes começará a intervir directamente no processo de treino, em exercícios de organização e
estrutura mais simples, sempre sob a supervisão do treinador da classe;
Por fim, terá a responsabilidade de organizar o plano de treino, de acordo com a metodologia definida e o plano da classe,
sendo este entregue uma semana antes ao treinador para este proceder à sua análise crítica;
No final do ano, deverá elaborar um relatório crítico relativamente à sua actividade na Academia.
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Perfil do Professor/Treinador
As Escolas Academia Sporting pretendem cumprir integralmente os pressupostos já referidos neste documento. Como tal, e no
nosso entender, também expomos o que ambicionamos que os nossos colaboradores e professores espelhem no seu trabalho
diário. Embora existam professores/treinadores de sucesso com diferentes perfis, prevalecem, no entanto, algumas
características essenciais que o elegem, a saber:
Gosto e dedicação
Saber (conhecimento)
o Técnico – Científico
o Pedagógico – Didáctico (Comunicação)
Paciência e Persistência
Organização
Responsabilidade
Autoridade e Liderança
Competência e Exemplo
Conviver com a imprevisibilidade
Encaramos o professor/treinador como um gestor de uma matéria prima humana no qual tem de integrar várias competências
(técnicas, tácticas, físicas, psicológicas e sociais), de forma a contribuir para um desenvolvimento adequado à especificidade do
próprio indivíduo. A sua liderança deve integrar o conhecimento técnico especializado, uma intervenção pedagógica formativa e
educativa, e a racionalização das atitudes e comportamentos dos praticantes promovendo a sua superação de acordo com o
desenvolvimento do indivíduo. Estas características são operacionalizadas na execução atempada das tarefas inerentes à
organização do treino (planeamento, unidade de treino, exercícios, etc.).
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A criatividade pode e deve ser um factor complementar do saber (Técnico-Científico, Pedagógico-Didáctico), pois existem
muitas variáveis na condução de uma unidade de treino que são difíceis de ser previstas, e a criatividade surge como forma de
solucionar aspectos pontuais que por vezes sobressaem num ou noutro exercício.
Como já foi referido, o professor/treinador não deve assumir um registo estanque, deve aglutinar o máximo de características e
colocá-las em prática de forma a solucionar, da melhor forma, toda e qualquer situação.
Entusiasmo e Dedicação
Ensino do Jogo
Adesão à orientação da Escola Academia Sporting
Disciplina
Comunicação efectiva (atleta, equipa, outros colegas e Encarregados de Educação)
Organização do treino e possíveis actividades
Desenvolver uma atitude positiva nos atletas ou equipa
Relações Públicas
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Diferentes estilos de liderança
A liderança é muitas vezes colocada como factor/competência nuclear. Contudo, não existe “O Perfil Perfeito”. Todavia,
enquadramos um conjunto de aspectos que pretendemos que esteja presente no professor/treinador do nosso projecto,
nomeadamente:
1. Capacidade de persuasão
2. Enquadramento pedagógico da sua acção
3. A sua dinâmica pessoal
4. Estabelecimento de relações interpessoais com base na igualdade e na distribuição de responsabilidades
5. Criação de um clima de confiança, credibilidade e aceitação
6. A sua convicção
A liderança imposta tem uma base ditatorial; ou seja, a ordem e a disciplina são impostas, o professor/treinador não se
interessa pelas sensibilidades dos praticantes, visto que estes devem apenas acatar as suas ordens.
A liderança liberal tem como base as relações afectivas; é caracterizada pela falta de instrução por parte do responsável do
processo de treino, tendo os praticantes plena autonomia da actividade.
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No que respeita à liderança participada, a direcção é democrática; os praticantes não são meros cumpridores de regras e
objectivos, mas são encarados como colaboradores que cooperam para alcançar os objectivos propostos.
É evidente que qualquer tipo de liderança não está errada, visto que o contexto em questão é que vai determinar qual é aquela
que mais dividendos o grupo pode atingir. De qualquer forma perspectivamos que quanto mais inclusiva for a forma de operar
por parte do professor/treinador, melhor será a dinâmica.
No que concerne ao contexto específico que as Escolas Academia Sporting se situam, os princípios que lhe estão inerentes
visam fundamentalmente assegurar linhas orientadoras básicas que coordenam as atitudes e comportamentos técnico-tácticos
dos jogadores que se encontram no jogo. Estes distinguem-se em princípios de jogo ofensivos e defensivos.
Progressão
Cobertura ofensiva
Mobilidade
Espaço
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- Princípios Específicos Defensivos
O processo defensivo tem como objectivos gerais a preparação do processo ofensivo e a contínua estabilidade da organização
defensiva. Os princípios específicos defensivos objectivam ou são sustentados em impedir a construir o ataque, impedir a
criação situações de finalização e impedir a finalização. Estes denominam-se como:
Contenção
Cobertura defensiva
Equilíbrio
Concentração
Os princípios de jogo comportam noções abstratas que definem premissas críticas do próprio jogo. Estas noções devem ser
operacionalizadas sob a forma de procedimentos técnico-tácticos inerentes ao posicionamento dos jogadores no campo. Deste
modo são concretizados os conceitos orientadores dos princípios específicos do jogo.
Os procedimentos técnico-tácticos individuais ofensivos e defensivos determinam a táctica individual do atleta, e objectivam a
resolução imediata das situações de jogo. Assim pretende-se ensinar, desenvolver e consolidar a táctica individual de cada
atleta, de acordo com o espaço e as missões tácticas especificas de cada posição, em situação de jogo, que são as seguintes:
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Aspectos técnico-tácticos para trabalhar específicos de cada posição:
- Guarda-redes
- Alas
1. Recepção dirigida para a baliza adversária ou para o corredor contrário ao que vem a bola (trabalho com os dois pés)
2. Desarme
3. Passe longo
4. Cabeceamento defensivo e ofensivo
5. Protecção da bola
6. Drible-Finta
7. Simulação
8. Remate
9. Contenção/Antecipação
10. Cobertura defensiva e ofensiva
- Médios
1. Recepção dirigida para o corredor contrário ao que vem a bola, para longe do adversário e/ou para a baliza adversária
(com os dois pés)
2. Passe curto e longo
3. Desarme
4. Cabeceamento defensivo e ofensivo
5. Protecção da bola
6. Drible-Finta
7. Simulação
8. Remate
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9. Contenção /Antecipação
10. Cobertura defensiva e ofensiva
- Ponta de Lança
A organização de uma equipa assenta fundamentalmente nas acções técnico-tácticas colectivas, denominada como táctica
colectiva, que visa a coerência de movimentação dos jogadores de acordo com o sistema de jogo e o modelo de jogo adaptado.
Assim, pretende-se ensinar, desenvolver e consolidar, as seguintes acções técnico-tácticas colectivas:
Marcação
Compensações – Desdobramentos
Dobra
Esquemas tácticos – livre directo e indirecto, pontapé de canto e lançamento da linha lateral
A forma como os jogadores desenvolvem a sua acção dentro da organização da equipa será definida através da definição do
sistema de jogo, da racionalização do espaço de jogo e do conjunto de tarefas e missões tácticas de base e específicas. Os
objectivos são ensinar, desenvolver e consolidar a organização dinâmica do jogo para cada escalão, de acordo com os
comportamentos definidos para cada forma de jogo.
Na Escola Academia Sporting não visamos apenas objectivos técnico-tácticos, pois tornaria, perante os nossos princípios, a
formação dos atletas demasiado redutora e incompleta. Concomitantemente, é objectivo elevar o nível funcional das
capacidades condicionais e coordenativas gerais, de acordo com a maturação do praticante e às fases sensíveis de
desenvolvimento das mesmas. Devemos ter em atenção aos períodos críticos para desenvolver as qualidades físicas na
criança/jovem atleta. Este é um tema ainda algo polémico, devido às várias velocidades e tipos de crescimento do jovem atleta
durante a sua maturação, pelo que deverá ser tratado com todo a consideração. O período crítico ou sensível é entendido como
uma etapa temporal durante a qual um individuo é mais susceptível a determinada influência externa. Compreenda-se
influência externa como um estímulo imposto por um determinado exercício, condicionante ou combinação de aspectos de vária
ordem (visuais, auditivos, quinestésicos e proprioceptivos).
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Capacidades condicionais:
Capacidades coordenativas:
Capacidade de diferenciação
Capacidade de orientação
Capacidade de reacção
Capacidade de ritmo
Capacidade de coordenação motora
Capacidade de equilíbrio
O Futebol apresenta-se como uma estrutura complexa, com uma gama diversificada de estímulos que obrigam o praticante a
ser rápido na percepção dos mesmos, para tomar uma decisão e agir no contexto de desenvolvimento do próprio do jogo, de
forma eficaz e eficiente. Assim, a aprendizagem do jogo através da compreensão de todas as variáveis que concorrem para o
seu desenvolvimento é um dos factores fundamentais no processo ensino-aprendizagem da Escola Academia Sporting. As
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qualidades físicas devem ser potenciadas pelo exercício mais especifico que pode haver o próprio jogo, com isto queremos
transmitir que é através das formas jogadas que devemos desenvolver as qualidades físicas.
Velocidade de percepção – está relacionada com a capacidade de processar a informação (estímulos sensoriais)
Velocidade de decisão – análise da situação prever e antecipar a resposta;
Velocidade de acção/reacção – relacionada com a resposta a um estímulo/constrangimento e que pode implicar a
criatividade táctica e improvisação.
Quando abordamos a metodologia de ensino e treino no desporto infantil e juvenil, teremos de nos centrar na relação entre o
processo de desenvolvimento da criança e do jovem (crescimento e maturação) prolongado no tempo, mas contínuo, irregular e
individualizado. Neste contexto torna-se fundamental adequar o ensino/treino às características individuais, condição essencial
para que se verifique uma acção favorável deste sobre a criança/jovem.
Contudo, a valorização social do desporto e do Futebol, em particular, tem fomentado a tendência da especialização precoce na
perspectiva de encontrar crianças com potencialidades para a prática desportiva de alta competição, potenciando
prematuramente uma formação unilateral e especializada do jovem, contribuindo para uma preparação desportiva desadequada
aos pressupostos do treino com crianças/jovens.
Os modelos de treino dos adultos têm sido repetidamente utilizados no treino com crianças e jovens, em pleno processo de
desenvolvimento, induzindo prejuízos para estes enquanto indivíduos, cidadãos e, também, enquanto praticantes desportivos.
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Assim, a metodologia de treino e ensino de crianças/jovens deverá processar-se de forma progressiva e regular, estruturada a
longo prazo, privilegiando os objectivos definidos. Deverá dar também prioridade à formação e desenvolvimento da
criança/jovem e, quanto mais baixa for a idade, mais multilateral e geral deverá ser a sessão, relativizando o sucesso
desportivo na modalidade.
Na aplicação de qualquer metodologia devem existir sempre premissas ou princípios base que regulem todo o processo, sendo,
neste caso, o do Ensino-Aprendizagem do jogo de Futebol. Tendo em conta a especificidade da nossa actividade, ou seja, uma
duração reduzida de treino e o escalão etário dos praticantes, iremos organizar e descrever os princípios que consideramos
fundamentais para o sucesso deste sistema.
Partindo do pressuposto que os princípios biológicos não serão vincadamente relevantes para a organização do exercício de
treino, visto que dificilmente alteraremos a capacidade funcional dos praticantes, iremos perseguir os princípios metodológicos e
pedagógicos de uma sessão de treino. Assim, face ao momento maturacional e de crescimento que a população alvo atravessa,
tomaremos estes últimos como linhas orientadoras da sessão de treino.
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Princípios Biológicos
Entendemos por princípios biológicos os estímulos que provocam modificações no organismo para atingirem uma óptima
activação nos mecanismos perceptivo-sensoriais, energéticos e de adaptação.
Princípio da Sobreestimulação – Este princípio significa que o treino (exercício) só poderá provocar modificações no organismo
dos atletas, aumentando a sua capacidade de rendimento se for realizado com intensidade e duração suficientes. Só assim será
possível provocar uma activação do metabolismo energético ou plástico da célula. Para que um estímulo possa provocar
adaptação (efeito do treino) é necessário ultrapassar o nível de capacidades do jogador.
Princípio da Especificidade – Na elaboração da estrutura da sessão, o professor/treinador terá que se certificar que existe uma
identidade entre o treino (exercício de treino) e a lógica interna de cada modalidade desportiva. Por isso, os efeitos são
específicos em função da estrutura do exercício (objectivo, conteúdo, forma) e da natureza (plano energético, afectivo e
emocional…). O rendimento desportivo dos jogadores e das equipas melhora de forma mais eficaz quando o treino é baseado
em exercícios específicos da competição (contexto do jogo).
Princípio da Reversibilidade – As adaptações do organismo, em consequência do treino, são transitórias. Por isso, o nível de
adaptação (rendimento) adquirido pelos jogadores pode ser reversível devido a lesões, doenças, sobretreino, etc.. Os exercícios
de grande volume e baixa intensidade têm um efeito mais prolongado do que os de pequeno volume e alta intensidade,
significando que a reversibilidade das adaptações é diferente. A perda de capacidades não é total e em certos casos, como a
paragem no período transitório, é benéfica para o jogador visto que permite uma reestruturação positiva.
Princípio da Heterocronia – Este princípio biológico diz respeito ao período que decorre entre a realização do esforço ou
aplicação de um exercício de treino e o correspondente processo de adaptação. O organismo, como mecanismo de auto-defesa
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aos sucessivos estímulos, regenera-se ultrapassando o nível inicial, respondendo com uma maior capacidade (efeito retardado
da carga).
Princípios Metodológicos
No que concerne aos princípios metodológicos, entendemo-los como uma orientação ou como um encadeamento de uma
sistematização de um processo que engloba pressupostos de desenvolvimento das capacidades condicionais, das aptidões
técnico-tácticas e das qualidades psicológicas para um fim que é o jogo de Futebol.
Princípio da progressividade do exercício de treino – A melhoria do estado de treino de um jogador depende do aumento
progressivo do treino. Por isso, à medida que o processo de treino evolui há necessidade de aumentar progressiva e
gradualmente o nível de exigências de treino. A progressão dos exercícios de treino, normalmente, processa-se de duas formas:
linear (contínua) e variável.
Princípio da continuidade da aplicação do exercício de treino – O treino deve ser um processo contínuo, estruturado para várias
semanas, meses, anos, para que os seus efeitos não se percam e sejam aumentados e assimilados, provocando uma evolução
das capacidades. Como a adaptação do organismo é um processo reversível, sempre que o treino é interrompido de forma
prolongada, verifica-se uma diminuição do nível de algumas capacidades.
Princípio da ciclicidade do exercício de treino – Este princípio baseia-se no carácter cíclico da alternância esforço/repouso e
recuperação que caracteriza o treino desportivo. Está presente quando definimos os objectivos, os conteúdos, os métodos de
treino e o processo de planeamento, de forma a conseguir um aumento das capacidades funcionais do jogador. Este princípio
expressa-se claramente nas três fases da forma desportiva: aquisição, estabilização e perda temporária.
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Principio da variação do exercício de treino – Os jogadores repetem inúmeras vezes os exercícios de treino. Por isso, torna-se
necessário variar o treino em função da sua identidade e das situações reais de competição (especificidade dos quadros
competitivos, objectivos, conteúdos e forma do treino). Este princípio da variação está, portanto, directamente relacionado com
alternância do volume e da intensidade e, também, com a contínua repetição de exercícios de treino que, como resultado da
monotonia, poderão conduzir os jogadores à estagnação do rendimento.
Princípio da modelação do treino – Este princípio metodológico refere-se especialmente à modelação do exercício de treino
enquanto processo que procura relacionar o exercício de treino com as exigências específicas da competição. Assim, quanto
maior for o grau de correspondência entre os modelos utilizados (exercícios de treino) e a competição inerente ao jogo,
melhores e mais eficazes serão os seus efeitos.
Princípio da multilateralidade – O cumprimento deste princípio metodológico pressupõe a relação óptima entre a preparação
geral e especial. O progresso optimizado processa-se com base no desenvolvimento geral das capacidades funcionais do
organismo e das capacidades técnicas, tácticas e psicológicas. Contudo, a preparação geral deve ser entendida na base e no
respeito do jogo de Futebol no que se refere aos seus meios e métodos, bem como das componentes estruturais.
Princípio da individualização do exercício de treino – A obtenção de resultados desportivos deve assentar no respeito pelo
desenvolvimento de cada indivíduo, ou seja, nas suas capacidades motoras, funcionais, psicológicas e morais. Cada ser humano
constitui uma individualidade biológica e psicológica, reagindo e adaptando-se de forma diferente à aplicação do exercício de
treino. São exemplos: a idade, o estado de treino e saúde do jogador, as diferenças específicas do sexo, etc..
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Princípios Pedagógicos
Neste domínio, compreendemos que são a base do saber estar no jogo ou sessão de treino. Na organização do exercício
devemos ter em atenção o desenvolvimento de várias competências nos jovens atletas como a harmonia em relação à
aprendizagem, os mecanismos de adaptação e a autonomia para concretizarem os seus recentes conhecimentos.
Princípio da actividade consciente – A compreensão clara por parte dos jogadores dos objectivos operacionais, dos conteúdos
para a sua concretização e os níveis de performance, é um pressuposto deste princípio para que os jovens praticantes
desenvolvam as tarefas de forma activa, empenhada e autónoma.
Princípio da sistematização – Para a concretização deste princípio, interessa um estabelecimento de progressões pedagógicas
claro e concreto, atingindo assim um conjunto de etapas definidas para atingir um objectivo mais global.
Princípio da actividade apreensível – Este princípio pedagógico pressupõe o compromisso entre a complexidade e a dificuldade
do exercício com a capacidade actual do praticante.
Princípio da primazia do desenvolvimento do praticante – Não deveremos caracterizar o jovem como um simples instrumento.
Para a adopção deste princípio pedagógico interessa que o exercício de treino esteja sempre em consonância com o
desenvolvimento harmonioso e equilibrado do praticante.
Princípio da estabilidade e desenvolvimento das capacidades do praticante – Este princípio pedagógico pressupõe que o
desenvolvimento e aquisição de determinadas competências por parte dos jogadores advêm de um exercício correctamente
construído e orientado.
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Fases do processo ensino-aprendizagem
Para qualquer faixa etária, patamar e/ou nível de aprendizagem definimos três fases: aprendizagem, desenvolvimento e
consolidação. No entanto, entenda-se que este processo não é fixo nem estanque, ou seja, que a passagem por estas fases não
é sequencial-irreversível. A Escola Academia Sporting considera que este processo tem de ser encarado de uma forma
sequencial-dinâmica, consciente dos avanços e recuos na abordagem dos conteúdos a leccionar e nas aprendizagens
assimiladas.
Dentro destas fases do processo ensino-aprendizagem, organizámos linhas orientadoras para os treinadores/professores, de
forma a que dentro de qualquer uma das fases consigam ajustar coerentemente o desenvolvimento das sessões de treino.
Desenvolver uma instrução concreta e dirigida para a descrição dos aspectos críticos e critérios de sucesso dos conteúdos
a abordar;
Introduzir os conteúdos nucleares da sessão desde o início da mesma, onde estão em isenção de fadiga;
Desenvolver padrões motores adequados e facilitadores para alcançarem o objectivo apresentado;
Desenvolver mecanismos facilitadores de estruturação cognitiva adequados ao problema apresentado;
Desenvolver um estilo de ensino mais directivo, sustentado em ciclos de feedback descritivos e prescritivos;
Realizar sempre uma sessão motivadora e competitiva.
Formular uma instrução inicial mais sintética e objectiva no que respeita aos aspectos críticos e critérios de êxito de cada
conteúdo;
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Promover um equilíbrio entre a dificuldade e a complexidade dos comportamentos técnico-tácticos individuais e
colectivos;
Garantir de uma forma acentuada a repetição de todos os conteúdos durante a sessão;
Integrar as capacidades físicas dentro da sessão, sem prejudicar o desenvolvimento dos conteúdos técnico-tácticos;
Desenvolver um estilo de ensino de descoberta guiada baseado nas capacidades adquiridas, sustentado em ciclos de
feedback interrogativos e avaliativos;
Realizar sempre uma sessão motivadora e competitiva.
Fundamentar a instrução inicial com base nos comportamentos desenvolvidos entregando-lhes apenas os critérios de
êxito;
Desenvolver os conteúdos no limite da dificuldade e complexidade de acordo com o nível, patamar e faixa etária;
Promover ao máximo a experimentação de todos os problemas apresentados pelos conteúdos de forma a potenciar a
velocidade das tomadas de decisão;
Potenciar situações para a criação de novas soluções aos problemas apresentados durante as sessões (autonomia);
Promover a descoberta guiada com base no desenvolvimento dos conteúdos, sustentado em ciclos de feedback avaliativos
e afectivos;
Realizar sempre uma sessão motivadora e competitiva.
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Quadro Síntese
Instrução/ Complexidade/
Aspectos críticos na Estilo Elemento
intervenção dos Exposição Dificuldade
profs./treinadores de de sucesso
dos dos
ensino / Feedbacks da aula
Fases do processo Ensino- conteúdos conteúdos
Apz
Simplificar; Colocar os novos
Estilo de ensino mais
Descrever as componentes conteúdos no inicio da sessão; Atribuir Realizar a aula com uma
Aprendizagem directivo; Ciclo de
criticas; Salientar critérios uma crescente dificuldade e pouca base de
feedbacks com base nos
de êxito complexidade nos conteúdos a cooperação/competição
descritivos e prescritivos
desenvolver
Estilo de ensino misto
Objectivar as componentes Sistematizar; Desenvolver os
(entre o directivo e a
criticas; Promover conteúdos com base numa rotina; Realizar a aula com uma
Desenvolvimento descoberta guiada); Ciclo
comportamentos Colocar uma crescente dificuldade e base de
de feedbacks com base
individuais e colectivos; complexidade nos conteúdos já cooperação/competição
nos interrogativos e
Salientar critérios de êxito estimulados
avaliativos
Potenciar situações onde sejam
Promover o estilo de
colocadas em prática todos os
Nomear os conteúdos a ensino descoberta guiada; Realizar a aula com uma
Consolidação conteúdos; Desenvolver a autonomia
realizar; Atribuir os Ciclo de feedbacks com base de
dos alunos/atletas; promover situações
critérios de êxito base nos avaliativos e cooperação/competição
de grande dificuldade e complexidade
afectivos
(situações abertas)
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Etapas do processo de ensino-aprendizagem
Sabendo que a nossa população alvo envolve jovens dos 5 aos 15 anos e que apresentam várias diferenças tanto de
crescimento físico e cognitivo como também de assimilação dos vários conteúdos inerentes ao jogo de Futebol, elaborámos um
conjunto de três etapas respeitando as várias faixas etárias com que trabalhamos.
As etapas por nós elaboradas pressupõem um encadeamento de conteúdos que perspectivam um enquadramento do nível ou
patamar de aprendizagem do aluno/atleta.
Esse encadeamento de conteúdos sustenta-se no desenvolvimento da técnica utilizada em função do problema colocado, de
onde resulta a expressão táctica que pode ser individual ou colectiva. Desta forma, através da percepção do problema (oposição
ou outro tipo de perturbação) é realizada uma decisão (dentro do leque de pré-programas de resolução) onde será escolhida a
acção (técnica) mais singular para a solução desse problema. A aprendizagem será sempre uma adaptação/superação
sistemática a todos estes constrangimentos que condicionam o rendimento.
Quanto melhor mapearmos o jogo, melhor serão as referências que os atletas/alunos adquirem para resolver as contingências
aliadas ao jogo. A composição da estrutura complexa do jogo deve recriar um jogo onde condense e reproduza as competências
do jogo mais complexo. E, acima de tudo, que desperte o interesse na actividade em questão. Assim, as principais
preocupações na esquematização das etapas do processo ensino aprendizagem são:
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- Criar jogos para entender o jogo formal – vínculo;
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Escalões Fases do Jogo 1ª Etapa - Introdutório 2ª Etapa - Elementar 3ª Etapa - Avançado
Processo
Jogo 1x0, situação de remate, jogo Jogo 1x1; Progressão para a baliza com Jogo 2x2; Progressão para a baliza com
"baliza à baliza"; condução da bola e finalização; condução da bola e com passe e finalização;
Ofensivo
Sub 7
Sub 13 Processo Jogo 4x4; Progressão para a baliza Jogo 5x5; Interpretação dos conceitos de Jogo 6x6; Interpretação dos conceitos de
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Ofensivo em passe ou drible; Interpretação largura e profundidade e cumprimento das largura e profundidade e cumprimento das
do conceito de largura e missões tácticas ofensivas consoante a missões tácticas ofensivas consoante a posição
desenvolvimento de acções posição em campo. em campo. Desenvolvimento do princípio da
ofensivas nos corredores. mobilidade (realização de desmarcações de
Interpretação do conceito de ruptura – no sentido da baliza adversária,
profundidade (cobertura ofensiva – passando a linha da defesa).
um jogador em posição de apoio) e
desenvolvimento de acções
ofensivas associadas ao
posicionamento táctico.
Jogo 4x4; Assegurar a contenção e
Processo desenvolvimento da cobertura Jogo 5x5; Assegurar a contenção e a Jogo 6x6; Desenvolvimento da acção defensiva
defensiva (marcação do adversário cobertura defensiva, mediante a sua adequada à posição no terreno (cobertura
Defensivo
à distância e posicionamento atrás posição no terreno. defensiva e equilíbrio defensivo).
da linha do defesa em contenção).
Jogo 6x6; Interpretação dos
conceitos de largura e Joga 7x7; Interpretação dos conceitos de
Jogo 7x7; Interpretação dos conceitos de
profundidade e cumprimento das largura e profundidade e cumprimento das
largura e profundidade e cumprimento das
missões tácticas ofensivas missões tácticas ofensivas consoante a
Processo missões tácticas ofensivas consoante a sua
consoante a posição em campo. posição em campo. Desenvolvimento do
posição em campo. Desenvolvimento do
Ofensivo Desenvolvimento do princípio da princípio da mobilidade (realização de
princípio da mobilidade; Desenvolvimento das
mobilidade (realização de desmarcações de ruptura – no sentido da
Sub 15 acções do 2º central; distribuição dos atacantes
desmarcações de ruptura – no baliza adversária, passando a linha da dos
no espaço.
sentido da baliza adversária, médios); integração do 2ª central.
passando a linha da defesa).
Joga 7x7; Desenvolvimento da acção defensiva
Jogo 6x6; Desenvolvimento da Jogo 7x7; Desenvolvimento da acção
Processo adequada à posição no terreno (equilíbrio
acção defensiva adequada à defensiva adequada à posição no terreno
defensivo e concentração defensiva – acção
Defensivo posição no terreno (cobertura (cobertura defensiva e equilíbrio
defensiva colectiva com posicionamento dos
defensiva e equilíbrio defensivo). defensivo); integração do 2º central.
jogadores na zona da bola).
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Planeamento e organização do treino
A Escola Academia Sporting identifica a fase de planeamento como um processo que analisa, define, antecipa e sistematiza as diferentes
operações inerentes à construção e desenvolvimento dos praticantes e/ou das equipas. Resulta numa organização e orientação em função dos
objectivos e finalidades a curto, médio e longo prazo da futura época ou épocas desportivas. O planeamento deve ser formulado atendendo aos
objectivos a que se propõem atingir e funcionalidade dos mesmos.
Concretizando esta denominação conceptual de planeamento, podemos discriminar que deve ser um processo que:
Necessita de um profundo conhecimento da realidade actual por parte dos praticantes e/ou da equipa, para os projectar no futuro;
Prevê um estabelecimento de objectivos a atingir perfeitamente determinados em quantidade e qualidade;
Define-se como uma estrutura reguladora permanente entre os objectivos traçados, os tempos de aprendizagem e a realidade (contexto).
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Quadro 1 – Preocupações no Planeamento anual
A função do planeamento anual consiste num guia de acção na organização da época, treino e/ou exercício, perspectivando ideias, com vista a
potenciar as particularidades e qualidades dos praticantes e/ou equipa.
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Mesociclos de treino
O mesociclo é baseado no conceito de periodização, ou seja, é definido como a divisão do planeamento anual de treino em períodos com
variações temporais, características e objectivos traçados para os mesmos. Os mesociclos representam períodos de treino com uma duração
média de quatro a seis semanas, sendo constituídos por um conjunto de microciclos. Os microciclos são constituídos, em média, por cinco a nove
sessões de treino.
Os mesociclos são a base da nossa periodização em termos de conteúdos. Podem também ser denominados como unidades temáticas, isto
porque, embora haja uma correlação entre todos os conteúdos, estes devem ter um encadeamento e vão sendo introduzidos e desenvolvidos
sucessivamente e progressivamente.
Sessão de Treino
Esta microestrutura do planeamento do treino tem como objectivo a assimilação por parte dos praticantes e/ou equipa de comportamentos
colectivos, dos comportamentos individuais e da técnica individual. Caracterizam-se por um conjunto de exercícios orientados para o
desenvolvimento da temática em causa.
Exercício de treino
O exercício de treino é o meio prioritário e operacional de ensino do Futebol, potenciando e maximizando as adaptações físicas, técnicas,
tácticas, psicológicas e sociais fundamentais para um correcto desenvolvimento desportivo. Este caracteriza-se por duas vertentes, sendo elas a
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especificidade e a identidade. O exercício de treino tende a ser específico quando se confere a um objectivo, cujo conteúdo provoca
adaptações de base que estão na génese da elevação do rendimento dos praticantes e das equipas. A identidade do exercício de treino tem
como fundamento a autenticidade do exercício em relação ao jogo formal.
Neste sentido, o exercício de treino deve ser entendido como um meio que promove a educação, a melhoria da saúde e a preparação para a
vida, sendo de importância fundamental nas etapas de formação. É um meio pedagógico complexo, especializado, que perdura no tempo, é
progressivo e individualizado, que vincula a ideia de obrigação e de prescrição, e que é hipoteticamente construído.
Neste sentido toda a didáctica do jogo na Academias de Futebol Sporting baseia-se na correcta definição dos exercícios de treino a aplicar, pois
são estes o meio pedagógico fundamental. Assim, será através de jogos e formas jogadas que basearemos todo o ensino do Futebol, pois
estas formas encerram em si próprias vários objectivos concomitantes, nos planos técnico, táctico, estratégico, físico e psicológico.
Os exercícios de treino poderão ser classificados de acordo com a sua especificidade, em exercícios de preparação geral e de preparação
específica.
Os primeiros são caracterizados por não apresentarem semelhanças ao jogo, contribuindo estes para a preparação desportiva de forma indirecta.
Contudo, estes exercícios fomentam a preparação multilateral, activam os processos de recuperação, concretizam uma base orgânica funcional,
criam as condições para a comutação entre os vários exercícios de treino, asseguram meios que determinam uma ampla preparação do jogador
e diversificam um conjunto de meios de preparação geral.
Os exercícios de treino de preparação específica fazem interagir, na lógica de exercitação dos jogadores, os factores estruturais fundamentais do
futebol; isto é, a sua lógica interna. Estes deverão ter uma correspondência dinâmica cujas atitudes, comportamentos motores, regime de
funcionamento orgânico e respeito pelos regulamentos se identifiquem com os contextos competitivos que o futebol encerra. Todo o processo de
ensino adoptado pelas Escolas Academia Sporting seguem, como meio pedagógico, o exercício de treino, preferencialmente o de preparação
específica.
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Nas sessões de treino iremos optar pela prática massiva, caracterizando-se pela realização de exercícios de forma contínua ou com pausas
muito curtas. A vantagem é definida pelos jogadores despenderem o máximo do seu tempo de treino na execução de exercícios; a eventual
desvantagem poderá estar relacionado por estes atingirem rapidamente níveis de fadiga, condicionando o seu desempenho no treino. Sugerimos
que o treinador varie a intensidade ao longo do treino de forma a permitir períodos de recuperação activa, mantendo uma predisposição para todo
o treino o mais adequada possível.
Consideramos igualmente fundamental que a prática seja variada: mesmo que se opte por manter a mesma situação de exercício, poderemos
alterar os parâmetros de especificação da resposta proporcionando variações no treino.
Método de treino
O treino será eficaz se existir a união entre os vários componentes do mesmo, sendo estruturado dentro de uma sequência adequada e lógica, de
modo a que se estabeleça uma coerência interna, cujo objectivo é desenvolver as diferentes componentes que formam parte da actividade
desportiva e competitiva, sem descurar a inter-relação entre eles. Assim, quando definimos a sessão de treino a utilizar, deveremos ter em conta
que esta deverá evoluir até à forma de jogo mais adequada à faixa etária:
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O respeito por estas progressões origina uma coerência interna progressiva a esta estrutura. As sessões de treino a realizar nas Escolas
Academia Sporting deverão ter sempre presente o jogo, pois será neste momento que poderão ser aplicados, num contexto real, os conteúdos
apreendidos até ao momento.
Parte principal:
Parte final:
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Principais preocupações na organização de uma sessão:
Organizar os vários exercícios de forma a que se encontrem em fases diferentes do processo ensino-aprendizagem;
Organizar o exercício de maior complexidade, ou aquele que necessita de um maior acompanhamento, no centro da classe;
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Proposta de Planeamento anual – Sub 7
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Situações jogadas nos Sub 7:
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Proposta de Plano de Aula – Sub 7 (55 minutos)
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Comportamentos em jogo 2x2 ou 3x3 (guarda-redes de ocasião)
Quando a equipa perde a posse da bola, recoloca-se rapidamente atrás da linha da bola;
Faz contenção e desarme utilizando a técnica correcta.
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Proposta de Planeamento Anual – Sub 9
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Situações jogadas nos Sub 9:
1x0: baliza a baliza; com vários tipos de remate. Ex.: parte de dentro do pé, com o peito do pé, com vários tipos de
auto-recepção.
1x1 (Progressão/Contenção): atacante exercita mudança de direcção e velocidade; defesa deve colocar-se entre a bola e
a baliza (com remate; com balizas maiores para trabalhar condução de bola; golo, só levando a bola para lá da linha de
baliza), jogo da conquista o castelo.
1x1+GR: vira costas
1x1+ Joker: criação de linhas de passe longe do portador da bola e longe do defesa: nunca atrás do defesa
2x2 processando-se 2x1+GR: para atacar, todos têm de estar a frente do cone que simboliza o meio campo (valorizar
as acções de aprendizagem com uma contabilidade de golos, dependendo das acções). A defender o GR tem de estar na
linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
2x2 (Progressão/Mobilidade e Contenção/Cobertura Defensiva): com remate; com balizas maiores para trabalhar
condução de bola: golo, só levando a bola para lá da linha de baliza.
3x2+GR (Cobertura ofensiva): movimentações ofensivas a partir de uma estrutura rígida (progressão do GR e alas
colocados em cima das linhas laterais), desmarcações nas costas e desmarcações de ruptura. A defender o GR tem de
estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
Situação de 4x4 processando-se 4x3+GR (noção de profundidade): movimentações ofensivas a partir de uma
estrutura rígida: central, 2 alas, PL. A defender o GR tem de estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante
assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
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Proposta de Plano de Aula - Sub 9 (55 minutos)
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Comportamentos em jogo 3x3 (guarda-redes avançado)
Quando a equipa perde a posse da bola, recoloca-se rapidamente atrás da linha da bola.
Faz contenção e desarme utilizando a técnica correcta.
Quando o colega faz a contenção, coloca-se em cobertura defensiva
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Proposta de Planeamento Anual – Sub 11
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Situações jogadas Sub 11:
1x0: baliza a baliza, com vários tipos de remate. Ex.: parte de dentro do pé, com o peito do pé, com vários tipos de auto
recepção.
1x1 (Progressão/Contenção): atacante exercita mudança de direcção e velocidade; defesa deve colocar-se entre a bola e
a baliza (com remate; com balizas maiores para trabalhar condução de bola; golo, só levando a bola para lá da linha de
baliza), jogo da conquista o castelo.
1x1+GR: vira costas.
1x1+ Joker: criação das linhas de passe longe do portador da bola e longe do defesa: nunca atrás do defesa. (com
remate; com balizas maiores para trabalhar condução de bola; golo, só levando a bola para lá da linha de baliza)
2x2 processando-se 2x1+GR: para atacar todos têm que estar a frente do cone que simboliza o meio campo (valorizar
as acções de aprendizagem com uma contabilidade de golos dependendo das acções). A defender o GR tem de estar na
linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
2x2 (Progressão/Mobilidade e Contenção/Cobertura Defensiva): com remate; com balizas maiores para trabalhar
condução de bola: golo, só levando a bola para lá da linha de baliza.
3x2+GR (Cobertura ofensiva): movimentações ofensivas a partir de uma estrutura rígida (progressão do GR e alas
colocados em cima das linhas laterais), desmarcações nas costas e desmarcações de ruptura. A defender o GR tem de
estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
4x4 processando-se 4x3+GR (noção de profundidade): movimentações ofensivas a partir de uma estrutura rígida:
central, 2 alas, PL. A defender o GR tem de estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua
equipa ganha a posse de bola.
Situação de jogo 5x5 (GR+4x4+GR): Noção de corredores e sectores.
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Proposta de Plano de Aula - Sub 11 (55 minutos)
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Comportamentos em jogo 5x5 (3:1 em losango)
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Equipa sem posse de bola:
Quando a equipa perde a posse da bola, recoloca-se rapidamente atrás da linha da bola;
Faz contenção e desarme utilizando a técnica correcta;
Dá cobertura ao defesa que se encontra em contenção e marca à distância o adversário que está em cobertura
ofensiva, e/ou marca individualmente, entre a baliza e o adversário que se encontra a realizar uma desmarcação de
ruptura;
O defesa central acerta marcação ao ponta de lança adversário entre ele e a sua baliza;
Os médios devem acertar marcações com os médios contrários dentro do corredor central dando cobertura defensiva um
ao outro, promovendo o equilíbrio defensivo;
O ponta de lança acerta marcação com o central contrário e coloca-se junto a linha de meio-campo.
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Proposta de Planeamento Anual – Sub 13 e Sub 15
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Situações jogadas sub 13 e Sub 15:
1x0: baliza a baliza, com vários tipos de remate. Ex.: parte de dentro do pé, com o peito do pé, com vários tipos de auto
recepção.
1x1 (Progressão/Contenção): atacante exercita mudança de direcção e velocidade; defesa deve colocar-se entre a bola e
a baliza (com remate; com balizas maiores para trabalhar condução de bola; golo, só levando a bola para lá da linha de
baliza), jogo da conquista o castelo.
1x1+GR: vira costas.
1x1+ Joker: criação das linhas de passe longe do portador da bola e longe do defesa: nunca atrás do defesa(com
remate; com balizas maiores para trabalhar condução de bola; golo, só levando a bola para lá da linha de baliza).
2x2 processando-se 2x1+GR: para atacar todos têm que estar a frente do cone que simboliza o meio campo (valorizar
as acções de aprendizagem com uma contabilidade de golos dependendo das acções). A defender o GR tem de estar na
linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
2x2 (Progressão/Mobilidade e Contenção/Cobertura Defensiva): com remate; com balizas maiores para trabalhar
condução de bola: golo, só levando a bola para lá da linha de baliza.
3x2+GR (Cobertura ofensiva): movimentações ofensivas a partir de uma estrutura rígida (progressão do GR e alas
colocados em cima das linhas laterais), desmarcações nas costas e desmarcações de ruptura. A defender o GR tem de
estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua equipa ganha a posse de bola.
4x4 processando-se 4x3+GR (noção de profundidade): movimentações ofensivas a partir de uma estrutura rígida:
central, 2 alas, PL. A defender o GR tem de estar na linha de baliza. O GR transforma-se em atacante assim que a sua
equipa ganha a posse de bola.
Situação de jogo 5x5 (GR+4x4+GR) Noção de corredores e sectores, condicionar as missões de cada posição
mediante o espaço do campo. Dirigir o jogo em conformidade com o modelo de jogo delineado.
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Proposta de Plano de Aula - Sub 13 e Sub 15 (55 minutos)
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Comportamentos em jogo 7x7 (2:3:1)
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Equipa sem posse de bola:
Quando a equipa perde a posse da bola, recoloca-se rapidamente atrás da linha da bola;
Faz contenção e desarme utilizando a técnica correcta;
Dá cobertura ao defesa que se encontra em contenção e marca à zona o adversário que está em cobertura ofensiva,
e/ou marca individualmente, entre a baliza e o adversário que se encontra a realizar uma desmarcação de ruptura;
Dá cobertura ao defesa que se encontra em contenção e marca à zona o adversário que está em cobertura ofensiva,
e/ou marca individualmente, entre o adversário e a baliza o adversário que se encontra a realizar uma desmarcação de
ruptura;
Equilíbrio, através de coberturas defensivas e marcações atrás da linha da bola;
O avançado recua para trás da linha da bola, contrariando a igualdade numérica e possibilitando a existência de
equilíbrio e cobertura defensiva;
Movimentos defensivos no corredor central (missões tácticas defensivas).
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Atitudes e comportamentos técnico-tácticos específicos dos jogadores no processo ofensivo e defensivo (sistemas
de jogo 2:3:1)
A definição das missões tácticas específicas, advêm da necessidade de determinar de que forma é que os jogadores
desenvolvem a sua acção dentro da organização da equipa, sendo definido o sentido e os limites da participação de cada na
resolução das variadíssimas situações que o jogo em si encerra.
A coerência e a dinâmica destas missões serão tão mais eficazes quanto a sua expressão final se traduza de uma forma unitária
e homogénea, não dando lugar a compartimentos estanques que só conduzem a equipa a uma maior permeabilidade na sua
organização.
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Processo Ofensivo Processo Defensivo
Após a recuperação da posse de bola, inicia rapidamente Comanda a linha de defesa em conjunto
o contra-ataque, colocando a bola no avançado ou com os defesas centrais;
médios ala; Quando a bola se encontra no meio-campo
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Evita conduzir a bola no meio campo defensivo; Marca o médio centro mais ofensivo ou o
Realiza a progressão quando se encontra no meio- segundo avançado, acompanhando-o se
campo ofensivo e tem espaço à sua frente; este se deslocar para as zonas vitais de
Realiza deslocamentos de apoio ao avançado e aos finalização;
médios ala; Temporiza no meio-campo, até que sejam
Entrega a bola com rapidez, evitando que os repostos os equilíbrios defensivos;
companheiros estejam em constantes Em situações momentâneas do jogo poderá
desmarcações; permutar com os defesas centrais;
Desmarca-se para os corredores laterais, ocupando Defende atrás da linha da bola;
Médio Centro
o espaço deixado livre pelos médios ala; É agressivo na procura de recuperação da
Desmarca-se para a zona do avançado quando bola.
este a deixa livre;
Penetra no corredor central, criando situações de
igualdade numérica;
Cria situações de superioridade numérica, em
espaços próximos da baliza, através de
desmarcações de ruptura e de apoio.
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Progridem na direcção da baliza quando tem
espaço;
São responsáveis pela largura do ataque;
Executam lançamentos de linha lateral no último
terço do campo.
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