Manual do Professor: Empreendedorismo Módulo 2
Manual do Professor: Empreendedorismo Módulo 2
O EMPREENDEDOR E
AS OPORTUNIDADES
DE MERCADO
MANUAL DO PROFESSOR
DISCIPLINA DE
EMPREENDEDORISMO
DISCIPLINA DE EMPREENDEDORISMO
MÓDULO 2
O EMPREENDEDOR E AS OPORTUNIDADES DE MERCADO
MANUAL DO PROFESSOR
Brasília-DF
2015
© 2015. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE
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Coordenação Nacional
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Revisão de Conteúdo
Elimara Clélia Rufino – R&R Associados Ltda.
Consultora Educacional
Marcia Csik - Encontro 5
Revisão Ortográfica
Grupo Informe Comunicação Integrada (PERMANECE?)
ENCONTRO 1 ............................................................................................................... 8
Atividade de Abertura .............................................................................................. 11
Ideias e Oportunidades ........................................................................................... 13
Mercado .................................................................................................................. 23
Encerramento do Encontro ..................................................................................... 43
ENCONTRO 2 ............................................................................................................. 44
Atividade de Abertura .............................................................................................. 47
Comunicação Eficaz ................................................................................................ 56
Encerramento do Encontro ..................................................................................... 62
ENCONTRO 3 ............................................................................................................. 72
Atividade de Abertura .............................................................................................. 75
Empreendedores e Oportunidades ......................................................................... 75
Inovação, Cooperação, Sustentabilidade, Outras Demandas e Tendências ............ 76
Identificando Oportunidades na Prática................................................................... 94
Encerramento do Encontro ................................................................................... 107
APRESENTAÇÃO
6
Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O objetivo deste módulo é apresentar aos alunos uma contextualização sobre a atuação
do empreendedor na identificação de oportunidades de mercado, sensibilizando-os para
esta prática empreendedora. Neste módulo os alunos vivenciam o processo de identifi-
cação de oportunidades na prática e considerando seu contexto local.
5 4 horas 20 horas
Reconhecemos a importância de sua atuação nesta disciplina, cientes de que suas expe-
riências, conhecimentos e competências agregarão valor substancial ao contextualizar o
conteúdo e atividades propostos para a realidade da IES e da turma.
Bom trabalho!
7
ENCONTRO 1
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Objetivos do Encontro
Conteúdos do Encontro
Importante:
9 9
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
- Manual do aluno
- Debate - Slides
Ideias e - Apresentar conceitos sobre - Atividade em - Kit multimídia
65’
oportunidades ideias e oportunidades. grupo. - Material para dinâmica Ideia
e Ação (Sugestão: post-it,
clips ou canudos)
- Manual do aluno
- Apresentação
- Slides
com slides
- Apresentar conceitos sobre - Kit multimídia
Mercado - Atividade em 30’
mercado. - Folhas de flip-chart
grupo.
- Pincéis atômicos
- Fita crepe
Intervalo 10’
- Manual do aluno
- Apresentação
- Slides
com slides
- Apresentar conceitos sobre - Kit multimídia
Mercado - Atividade em 110’
mercado. Folhas de flip-chart
grupo.
- Pincéis atômicos
- Fita crepe
Total 240’
10 10
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade de abertura
Para atividade de abertura do módulo 2 sugerimos apresentar slide com nome do módulo
e informar sobre tópicos de conteúdo que serão trabalhados.
Slide proposto:
11 11
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
12 12
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Ideias e oportunidades
Slides propostos:
13 13
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Questionar e debater com os alunos, a partir de suas respostas, como saber se uma
ideia é maluca ou não, viável ou não. Questionar diretamente se é possível saber esta
resposta.
14 14
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Argumentar que o tempo será o melhor critério para este julgamento, mas nem por
isso toda e qualquer ideia deve ser colocada em prática sem uma análise inicial de sua
viabilidade.
¯ Pedir aos alunos que abram o seu manual nos artigos ‘Como saber se uma ideia é
maluca ou genial?’ e ‘Uma pequena fábula sobre como empreendedores percebem
oportunidades’ (ANEXO 1) e promover a leitura compartilhada dos mesmos.
ANEXO 1
Artigo: Uma pequena fábula sobre como
empreendedores percebem oportunidades
A história do americano Jim Poss pode ser um exemplo de como nascem as boas ideias.
Residente de Boston, ele chamou a atenção de estudiosos de uma universidade situada
na sua cidade, nada mais nada menos que a prestigiosa Harvard University. Poss é o fun-
dador da BigBelly Solar, uma empresa que faturou US$ 4 milhões produzindo compacta-
dores de lixo movidos a energia solar. A tecnologia bombou – ele já vendeu seu produto a
empresas e cidades de 30 estados americanos e 17 países. Agora Poss está colhendo os
frutos de sua inovação e figura entre os empreendedores sociais mais proeminentes dos
Estados Unidos. Mais que seu sucesso, porém, o que ele gosta de celebrar é a trajetória
percorrida entre a concepção da ideia e a transformação em um produto.
15 15
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Em um dia de 2003, Poss andava pelas ruas de Boston quando notou um caminhão de
lixo bloqueando o tráfego. Espalhando detritos pelo chão e soltando fumaça como um
charuto, o veículo não era um exemplo de eficiência e sustentabilidade. Intrigado com o
que vira, Poss estudou melhor o problema. Descobriu que os caminhões de lixo consu-
miam mais de 3,5 bilhões de litros de diesel por ano nos EUA. Pior ainda, só rodavam cin-
co quilômetros com um galão de combustível, o equivalente a 3,7 litros. Na época, havia
um debate entre os municípios sobre a viabilidade de adquirir veículos mais eficientes e
traçar rotas de coleta mais inteligentes.
Não era a melhor opção, na visão de Poss. Mais viável e barato que organizar um proces-
so de coleta mais eficiente, por que não reduzir a frequência das viagens? Se as lixeiras
comportassem mais lixo, não precisariam ser esvaziadas tão constantemente. Se o lixo
não precisasse ser coletado tão frequentemente, os custos e a poluição seriam reduzi-
dos. E, se as lixeiras não transbordassem, não haveria muitos detritos nas ruas.
Ele levou a discussão para um grupo de amigos interessados em causas sociais. O de-
bate engrossou e choveram sugestões. As ideias, somadas à experiência prévia de Poss
com tecnologias solares, resultaram na criação da lixeira com compactador, capaz de
armazenar cinco vezes mais lixo que as convencionais. Com a invenção, a frequência das
coletas caiu, e os custos e as emissões diminuíram cerca de 80%.
Jim Poss usou três práticas comuns a empreendedores de sucesso, afirmam os estudio-
sos H. James Wilson, Danna Greenberg, and Kate McKone-Sweet. Eles estudaram 1.500
empresas, atrás de padrões para identificar o nascimento de boas ideias. Confira abaixo
as descobertas.
Usar cognição ambidestra. O que os pesquisadores querem dizer é que Poss foi capaz
de oscilar entre a previsão e a criação no que diz respeito a seus pensamentos e ações.
A previsão é baseada na análise usando informações disponíveis, que funciona melhor
em condições com baixos níveis de incerteza. Já a criação se refere ao esforço para gerar
informações que não existem ou não estão acessíveis. Poss usou a previsão quando ana-
16 16
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Em um esforço consciente, uma dessas maneiras de pensar pode ser usada para infor-
mar e ampliar a outra, com abordagens complementares. Ao intercalar previsão e cria-
ção, os empreendedores são capazes de criar mais valor do que usando apenas uma das
formas de pensar.
Referências Bibliográficas:
CID, Thiago. Uma pequena fábula sobre como empreendedores percebem oportunidades.
Papo de Empreendedor: online. Disponível em: <[Link]
sustentabilidade/uma-pequena-fabula-sobre-como-empreendedores-percebem-oportunidades/>.
Acesso em: 16 dezembro 2012.
17 17
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Deu na Fast Company1: uma empresa japonesa está trabalhando na criação de um eleva-
dor espacial, capaz de levar passageiros até o espaço sideral, a uma velocidade de 200
km/h. De acordo com os executivos da Obayahi, o elevador, que utilizará energia magnéti-
ca, deve ficar pronto até 2050. Maluquice ou inovação? Somente o tempo dirá. A verdade
é que o mundo empreendedor está repleto de ideias tão ou mais malucas do que essa.
Só que, na maioria das vezes, estas ficam abandonadas em uma gaveta – quando pode-
riam se transformar em produtos originais e lucrativos. A grande questão é: como saber
se uma ideia é genial ou simplesmente maluca?
O primeiro passo é avaliar a ideia segundo dois critérios: impacto e viabilidade. Para me-
dir o impacto, imagine que você tem na mão uma varinha mágica, capaz de concretizar
qualquer ideia em questão de segundos. Então, reúna todas as ideias apresentadas por
seus sócios e funcionários e responda às questões a seguir. Qual dessas ideias teria mais
impacto sobre os lucros da empresa? Qual delas ajudaria o negócio a crescer? Usando
esse critério, classifique as ideias em alto impacto, impacto médio e baixo impacto.
1 Revista americana com foco editorial em inovação e tecnologia, ethonomics (economia ética), liderança e design
– [Link]
18 18
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Depois, passe para a viabilidade. Avalie o grau de dificuldade de cada proposta. Quanto
custa colocar a ideia em prática? Com que rapidez isso pode ser feito? Sua empresa tem
capacidade e conhecimento para implementá-la? Qual a complexidade da sua execução?
Usando esses critérios, classifique as ideias em alta viabilidade, viabilidade média ou baixa
viabilidade. Juntando as duas avaliações, você poderá classificar as ideias em quatro tipos.
Vencedoras
São as que têm alto impacto e alta viabilidade. Coloque esses projetos na rua imediatamente.
Corretas
São ideias fáceis de executar, mas que não terão alto impacto sobre a situação da
empresa. Você pode até colocar em prática, mas não deve ser sua prioridade.
Nocivas
São ideias de baixo impacto e baixa viabilidade, ou seja, difíceis de realizar. Jogue fora
imediatamente, para evitar o desperdício de recursos.
Malucas
Referências Bibliográficas:
GIL, Marisa Adán. Como saber se uma ideia é maluca ou genial? Papo de Empreendedor: online.
Disponível em: <[Link]
maluca-ou-genial/>. Acesso em: 16 dezembro 2012.
19 19
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Solicitar que os alunos comentem impressões sobre os artigos lidos e como definiriam
qual seria o caminho ideal para colocar ideias em prática verificando se são oportunidades.
¯ Para esta dinâmica será necessário utilizar algum material, preferencialmente de fácil
manuseio, que seja entregue aos alunos, a critério do professor.
¯ Explicar aos alunos que o trabalho dos grupos deverá ser realizado considerando dois
momentos fundamentais: geração de ideias e execução da ideia escolhida pelo grupo.
¯ Orientar que receberão um volume de material (indicar qual material será utilizado e
quantidade disponibilizada por grupo). Com este material e sem utilizar nenhum outro
recurso, deverão criar algo, um novo produto, algo interessante e que tenha uma uti-
lidade observável.
§ 01 bloco de post-it; ou
§ 20 clips; ou
§ 15 canudos, ou qualquer outro material escolhido pelo professor.
¯ Explicar que para a etapa de geração de ideias devem elaborar um Brainstorming e
listar todas as ideias que surgirem, sem avaliações ou julgamentos.
20 20
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Com a ideia definida devem executá-la para posterior apresentação da criação elabo-
rada pelo grupo.
¯ Solicitar que os alunos avaliem e decidam qual das criações apresentadas atende
melhor aos critérios solicitados (debate, votação, outras opções).
¯ Assim que todos os grupos apresentarem seus trabalhos, converse com os partici-
pantes sobre:
® Como foi o processo de escolha da ideia para execução? Quais critérios foram
utilizados e por quê?
® Que benefícios e valores agregados tais pessoas poderão perceber nas criações/
produtos?
21 21
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ A partir das respostas dos alunos argumentar e discutir sobre a perspectiva de criar
algo em função das necessidades e expectativas de quem irá receber ou consumir tal
produto ou serviço.
¯ Argumentar que nem todas as ideias representam oportunidades, pois podem não
ser viáveis de execução num determinado contexto e num determinado momento,
por diversos e diferentes motivos, o que justifica a importância de gerar ideias e pas-
sá-las por um filtro de análise.
22 22
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Mercado
¯ Nesta atividade pretende-se apresentar conceitos relacionados ao tema mercado,
ampliando as discussões e vivências sobre identificação de oportunidades.
® O que cada empresa que os produz/realiza tem de fazer com excelência para bem
atender ao seu mercado?
® Por quais mudanças será que já passaram após entrar no mercado? O que foi
preciso observar para promover mudanças e melhorias em tais produtos/serviços?
® O que é mercado?
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1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Dica
¯ Argumentar que o mercado pode ser entendido pelo conjunto das relações num espa-
ço onde agentes econômicos (pessoas físicas e jurídicas) procedem a troca de bens
24 24
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
e/ou serviços por unidades monetárias ou por outros bens e/ou serviços, por isso se
caracteriza pela relação entre a oferta e a demanda de bens ou serviços.
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1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Esclarecer que tal Estrutura de Mercado é dinâmica pelas relações estabelecidas pe-
los seus elementos, como representado no gráfico do slide – é como se olhássemos
mais de perto o mercado e detalhes dos seus componentes básicos.
26 26
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
27 27
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Um empreendedor não pode sair fazendo o que bem entende (ou pelo menos não de-
veria), sem avaliar suas condições e riscos para a tomada de decisões. Tais decisões
devem ser tomadas a partir de uma análise combinada das variáveis do ambiente
interno e do ambiente externo, que influenciam direta ou indiretamente o desenvolvi-
mento de qualquer atividade empreendedora.
28 28
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
29 29
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
® Legislação: aspectos legais que podem agir como fatores restritivos ou favoráveis,
como legislação tributária diferenciada para setores específicos;
® Características do setor:
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1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Além do ambiente externo, o ambiente interno traz variáveis que necessitam atenção
do empreendedor;
® Aspectos estruturais;
® Aspectos de organização;
® Pessoas envolvidas;
® Definição de processos;
® Gestão do negócio.
31 31
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
to, acompanhamento dos resultados, etc. Tudo isso pensando em aproveitar as opor-
tunidades e atender as necessidades e expectativas do mercado;
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1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Explicar que os alunos, previamente organizados em grupos, deverão fazer uma entre-
vista com um empreendedor sobre esta questão, buscando informações sobre como
33 33
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Informar que esta pesquisa deverá ser apresentada no Encontro 3 e orientar que de-
vem elaborar as perguntas a serem feitas.
Importante
¯ Orientar que contam com um texto de apoio sobre os assuntos estudados neste en-
contro – texto ‘O empreendedor e o caminho das ideias às oportunidades’.
34 34
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Texto:
ENTENDENDO O MERCADO
Este texto consta no Manual do Aluno – os conceitos descritos no texto são
os mesmos dos slides propostos para apresentação do tema.
COMPONENTES BÁSICOS
DO MERCADO
Mercado consumidor:
Pessoas ou empresas que buscam
MERCADO bens e serviços para satisfazer
suas necessidades e expectativas e
Mercado é a relação entre a oferta serviços
- pessoas ou empresas que desejam
vender bens e serviços - e a procura Mercado fornecedor:
(demanda) - pessoas ou empresas que
querem comprar bens ou serviços. Pessoas ou empresas que vendem
bens e serviços
Mercado concorrente:
35 35
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ASPECTOS DE ANÁLISE NO
AMBIENTE EXTERNO
36 36
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
COMPETITIVIDADE
VALOR AGREGADO
Referências Bibliográficas:
MALHEIROS, Rita de Cássia da Costa; FERLA, Luiz Alberto; CUNHA, Cristiano J.C. de Almeida,
organizadores. Viagem ao Mundo do Empreendedorismo. Florianópolis: IEA – Instituto de Estudos
Avançados, 2003.
MAXIMINIANO, Antônio Cesar Amaru. Administração para empreendedores: fundamentos da
criação e de gestão de novos negócios. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
Sebrae. Manual Oficina SEI Sebrae Empreendedor Individual: Vender. Brasília: Sebrae, 2011.
Sebrae SP. Manual Curso Formação de Jovens Empreendedores. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
Sebrae SP. Manual Oficina Planeje sua Empresa. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
37 37
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O EMPREENDEDOR E O CAMINHO
DAS IDEIAS ÀS OPORTUNIDADES
Este texto consta no Manual do Aluno.
¯ Um projeto, plano;
Ideias são sempre bem recebidas, são bem vindas a qualquer momento. É normalmente
da combinação de várias ideias ou da adaptação e evolução de uma ideia que as oportu-
nidades começam a ganhar vida.
As ideias precisam ser valorizadas e tratadas com a importância que tem. Algumas dicas:
¯ Busque informações e aprenda sobre novos assuntos – saia do seu quintal e explore
outras áreas, percorra outros caminhos;
¯ Seja flexível e tenha abertura para ser receptivo aos fatos e acontecimentos ao seu
redor;
38 38
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Mude a rotina;
¯ Observe a situação e pense o que pode ser acrescentado, eliminado, invertido, alte-
rado, adaptado, associado a outros aspectos;
Primeiramente é preciso ficar claro que não existe nenhuma forma que garanta 100%
de sucesso neste processo de avaliar ideias e identificar oportunidades. Isso por que as
oportunidades de mercado, como o próprio nome diz, se concretizam no dinamismo do
mercado, o que confere naturalmente certo grau de risco à situação.
A ideia é ligada ao empreendedor no sentido de ser algo pensado e visualizado por ele
e sua equipe, se for o caso. A oportunidade é ligada ao que outras pessoas esperam e
precisam – é ligada ao mercado. Para se qualificar uma boa oportunidade de mercado,
o produto ou serviço imaginado deve atender a uma necessidade real, considerando
que se apresentará a funcionalidade, a qualidade, a durabilidade e o preço esperados e
compatíveis com as expectativas. Uma ideia se transforma em oportunidade quando seu
propósito vai ao encontro de uma necessidade de mercado, quando existem pessoas
que necessitam daquilo que se pretende oferecer.
Também é necessário conhecer e refletir sobre a sua motivação: o que te agrada? O que
você tem prazer em realizar? Com que tipo de atividades se identifica e não se identifica?
Você se vê fazendo ‘isso’? Que valores são determinantes para sua decisão?
39 39
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Outro aspecto é refletir sobre seus conhecimentos e habilidades: quais são seus pontos
fortes? O que você sabe fazer, já conhece, tem experiência, cursos na área ou formação
específica? Quais são os aspectos que representam em você um diferencial competitivo?
Estes aspectos podem ser alinhados numa tabela que facilite a visualização de informa-
ções, por exemplo:
OPORTUNIDADES
Recursos
Necessidades e DE MERCADO
Conhecimentos e disponíveis
Motivação expectativas de
Habilidades e parcerias
mercado (visão prévia –
possíveis
identificação)
O que me agrada? O Quais são meus O que o mercado O que eu já tenho Observando os
que me dá prazer em pontos fortes? O precisa? O que (hoje) para começar quatro aspectos,
realizar? Com que que eu sei fazer, já está em falta ou tal atividade o que eu visualizo
tipo de atividades conheço, tenho de é atendido de empreendedora? como oportunidades
me identifico e não experiência, cursos forma inadequada, Quais as possíveis de mercado?
me identifico? Vejo- na área ou formação ineficiente? O que as fontes de recurso?
me fazendo o que na específica? Quais pessoas precisam, Como pretendo
vida? Que valores são os aspectos que querem e não dispor de recursos
são determinantes representam em encontram? O que as como tempo,
para minhas mim um diferencial pessoas valorizam e motivação, energia
decisões? competitivo? desejam? para tal atividade?
Quais as possíveis
parcerias?
40 40
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Quantas pessoas e com qual perfil precisarei junto comigo? Qual a estrutura mínima
para tal atividade?
41 41
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
MALHEIROS, Rita de Cássia da Costa; FERLA, Luiz Alberto; CUNHA, Cristiano J.C. de Almeida,
organizadores. Viagem ao Mundo do Empreendedorismo. Florianópolis: IEA – Instituto de Estudos
Avançados, 2003.
SEBRAE SP. Manual Oficina Planeje sua Empresa. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
42 42
1 Encontro 1 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Encerramento do Encontro
¯ Questionar sobre avaliação do encontro, dúvidas e reforçar horários do próximo encontro.
IMPORTANTE:
Sugestões:
¯ Como ideias para atividades de encerramento é possível solicitar avaliação por escrito
em post-its, solicitar que criem frases curtas que traduzam a avaliação, que cantem
uma música que se relacione com a percepção geral sobre o Encontro, que cada um
expresse sua avaliação verbalmente de forma a construir uma história coletiva do En-
contro, entre outras opções;
¯ Também é possível solicitar que os alunos criem um Blog da turma para compartilha-
mento de ideias, aprendizados e outros comentários relativos à disciplina.
43 43
ENCONTRO 2
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Objetivos do Encontro
Conteúdos do Encontro:
Importante:
45 45
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
- Integrar os
Abertura Encontro participantes e iniciar as - Atividade em grupo. 10’
atividades do Encontro.
- Estimular o
desenvolvimento
de habilidades
Monitoramento de negociação,
- Atividade em grupo. - Manual do aluno 40’
empreendedor comunicação e
planejamento e
monitoramento
sistemático.
- Manual do aluno
- Estimular o
- Cópias do ANEXO 2
desenvolvimento
Negociação - Atividade em grupo. – Dinâmica Laranja Ugli: 80’
de habilidades de
Papeis Sr. Jones e Sr.
negociação.
Roland, conforme número de
alunos
Intervalo 10’
- Manual do aluno
- 3 cópias do ANEXO 3 –
Sugestão de imagem de
produto para atividade de
- Estimular o discurso de venda
desenvolvimento
Comunicação eficaz - Atividade em grupo. 100’
de habilidades de - 3 pastas ou envelopes
comunicação em grupo.
- Folhas de flip-chart
- Pincéis atômicos
- Fita crepe
Estimular o
Comunicação desenvolvimento
- Atividade em grupo. - Manual do aluno 30’
Empreendedora de habilidades de
comunicação em grupo.
Total 240’
46 46
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade de abertura
¯ Relembrar pontos principais do encontro anterior e apresentar objetivos do encon-
tro atual.
Monitoramento empreendedor
¯ Informar aos alunos que você concederá um tempo para possam monitorar as ações
empreendedoras que estão desenvolvendo na disciplina de empreendedorismo.
¯ Esclarecer que o tempo total desta atividade será de 40 minutos, já contando o tem-
po de explicação da mesma, e que devem decidir a melhor forma de utilizar o tempo
disponível. Devem decidir se monitoram:
¯ Solicite que os alunos se organizem e decidam qual ação será monitorada. A decisão
deve ser comum, ou seja, todos deverão seguir o que for decidido. A partir da decisão
dos alunos, solicitar que se organizem nos devidos grupos para o trabalho de monito-
ramento decidido como prioritário neste momento.
¯ Faltando entre 10 e 5 minutos do tempo para finalizar a atividade, solicitar que os alu-
nos encerrem seus trabalhos neste momento.
¯ Questionar os alunos sobre como consideram que foi o processo de decisão dos alu-
nos para esta atividade.
47 47
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Negociação
¯ Argumentar junto aos alunos que no dia a dia do empreendedor a negociação entra em
cena como habilidade de realizar acordos, resolver conflitos, entre outras situações.
O exercício da Laranja Ugli é uma atividade vivencial que estimula uma situação de con-
flito e a necessidade de negociação para sua solução.
¯ Solicitar que leiam as informações, sem que o outro colega tenha acesso a elas.
¯ Explicar que você assume a partir de agora o papel do Sr. Pinheiro, proprietário da Ugli
Laranjas, com quem os compradores irão negociar.
® Explicar que você está extremamente interessado em ter lucro na venda de suas
laranjas e que, como o tempo é um recurso precioso para os empreendedores,
você negociará somente com os dois compradores juntos; não negociará com os
compradores isoladamente.
® Enfatizar que uma vez que o seu país é diferente e não mantém relações amigáveis
com o país de Jones e de Roland, não há qualquer forma do governo ajudar ou
interferir para a venda das laranjas.
48 48
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Importante: Cada par de negociadores pode assumir que não existem outros
interessados nas laranjas. Caso a estratégia utilizada seja a de que somente uma
das duplas de compradores poderá adquirir as laranjas, informar aos participantes.
¯ Durante a atividade, manter particular atenção aos grupos que não chegarem a um
acordo (Por que isso aconteceu? Eles estavam escondendo ou compartilhando informa-
ções? Qual era o nível de confiança entre os compradores para negociar com você?).
¯ Parar o exercício depois que metade dos grupos tiverem encontrado uma solução.
49 49
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Outros comentários:
¯ Um importante fator neste exercício é a percepção de que uma pessoa está procurando
as cascas das laranjas e, a outra, o suco. Geralmente os participantes começam a ativi-
dade vendo-se como competidores pela laranja toda. O ritmo e grau de competição ou
colaboração com os quais a atividade se desenvolverá, irá depender do quão rápido os
participantes serão capazes de descobrir que suas necessidades não são mutuamente
exclusivas (se isso acontecer). Dois fatores que afetam isso estão relacionados a quão
experientes os participantes são em compreender os princípios da solução de proble-
mas e qual o nível de competição percebido (no qual você poderá influenciar conforme
organizar e explicar a atividade, de acordo com as instruções que der);
50 50
2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Texto:
NEGOCIAÇÃO
Este texto consta no manual do aluno.
As pessoas negociam para conseguir um resultado melhor do que teriam se não nego-
ciassem. Negociar faz parte do nosso dia a dia. As pessoas se relacionam, profissional-
mente ou não, e enfrentam diferenças de ideias, sentimentos, medos, atitudes, princí-
pios e necessidades.
A toda hora estamos negociando na nossa vida. Negociamos até com nós mesmos.
Negociar é escolher entre diferentes alternativas buscando a harmonia nos diferentes
interesses de todas as partes envolvidas
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Cada vez que você tiver uma negociação para fazer defina tais parâmetros:
O que quero?
O que eu posso?
O que eu devo?
Aspectos dos quais não é possível abrir mão na negociação. É o mínimo necessário para
alcançar um resultado positivo na negociação.
Também é importante saber quais são os limites do outro negociador. Precisamos pro-
curar saber o que a outra pessoa quer, necessita e pode. Ou seja: quais são suas preten-
sões, necessidades, desejos.
Quando o negociador descobre o que a outra pessoa realmente quer, ele pode mostrar-
lhe a maneira de obtê-lo, enquanto, ao mesmo tempo, consegue o que quer. Ou seja:
união para encontrar uma forma em que os dois ganham.
Numa negociação, você deve tomar alguns cuidados. Procure sempre que possível:
¯ Evitar ser inflexível em coisas que não têm importância e podem ser adequadas;
¯ Separar o que está sendo negociado das pessoas que estão negociando;
¯ Negociação não é uma disputa que exige um vencedor. Não acuse a pessoa durante
a negociação; exponha fatos e argumentos relacionados ao objetivo da negociação;
¯ Persistir em resolver a situação com base nos fatos. Não traga para o espaço de ne-
gociação antigos ressentimentos ou mágoas;
¯ Preparar uma última melhor alternativa, em caso de tudo sair errado.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
1º desafio: Percepção.
Dicas:
¯ Não deduza a intenção dos outros a partir de seus medos, pensamentos ou ideias;
2º desafio: Emoção.
Dicas:
¯ Utilize gestos simbólicos e também cuide para sua postura não demonstrar irritação
ou incredulidade.
3º desafio: Comunicação.
Dicas:
¯ Ouça ativamente;
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Fale sobre você mesmo, seus argumentos e pontos de vista, não sobre os outros;
Outras dicas:
Evite quatro obstáculos principais que inibem a criação de opções durante uma
negociação.
1. O julgamento prematuro.
2. A procura por uma resposta única.
3. Acreditar fixamente que o leque de possibilidades e alternativas é formado somente
pelas ideias pensadas previamente por você.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Crie opções.
¯ Separe a criação da decisão. Promova a geração de ideias.
® Formate cada tópico como parte de uma busca conjunta de um critério objetivo;
® Raciocine e esteja aberto aos raciocínios sobre quais padrões são mais apropriados
e como deveriam ser aplicados;
¯ Negocie e molde-se conforme aos princípios, não às pressões.
Referências Bibliográficas:
FISHER, Roger; PATTON, Bruce; URY, William L. Como chegar ao sim. 2ª edição. São Paulo:
Imago, 2005.
SEBRAE; BURTET, Douglas. Manual Oficina Negócio Bom é para Dois. Brasília: Sebrae, 2011.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Comunicação eficaz
Realizar dinâmica que simule processo de comunicação.
¯ Solicitar 3 voluntários;
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Orientar que os grupos escolham algumas das ideias listadas que podem
potencializar a comunicação ou que pensem em aspectos neste sentido.
Devem criar uma dramatização com dicas e orientações de como fortale-
cer tais aspectos na comunicação (tempo de 15 minutos para preparação e
tempo máximo de 3 minutos por apresentação dos grupos).
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
TEXTO:
A comunicação é o grande veículo de interação entre as pessoas, nos mais diversos am-
bientes.
A comunicação pode ser verbal ou não verbal. Estudiosos afirmam que é impossível não
se comunicar; até o silêncio é uma forma de comunicar que não se quer comunicar, por
exemplo. A comunicação não só transmite informação, mas, ao mesmo tempo, repre-
senta um comportamento.
Em toda comunicação, há uma mensagem que transmite alguma informação. Isso pode
ser considerado o conteúdo da comunicação. A este conteúdo é dada uma forma para
chegar até aquele que deve receber tal informação.
¯ Se você, como emissor, emite um estímulo positivo e a resposta for negativa, cabe a
você a responsabilidade de entrar no convite da negatividade ou insistir na positividade.
¯ Se você emitir um estímulo em tom negativo, gritando, por exemplo, o outro poderá
responder negativamente e ambos se sentirão mal no processo comunicativo.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Lembre-se que a comunicação é o resultado que você obtém dela. Isto significa que
transmitir uma informação pura e simplesmente não significa que tenha sido entendida
pelo outro: preste atenção no “feedback” (retorno) que esta pessoa lhe dá como conse-
quência do que você quis transmitir.
Evite:
Diante de interlocutores (seja 1 ou sejam 2, 10, 20, 100, 500, ou mais) evite:
¯ A mania de colocar a mão no bolso, mexer nos botões da roupa, lápis, folha de papel
ou no fio do microfone;
¯ Roer unhas;
¯ Tossir, pigarrear;
¯ Olhar através das pessoas, para um ponto no infinito, para o chão, ou fechar os
olhos constantemente;
¯ Gesticular em demasia;
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Escolha o vocabulário ideal aos interlocutores. Se você não estiver falando a peritos,
use termos simples, de fácil entendimento. Evite linguagem muito técnica (se tiver
que utilizar termos técnicos ou estrangeiros, explique-os).
¯ Evite gírias, a não ser que você esteja falando a um grupo para o qual esta seja a me-
lhor forma de comunicação.
¯ Evite vícios de linguagem (palavras utilizadas em exagero e que acabam ficando sem
sentido na comunicação) como: “tá”, “viu”, “né”, “entende”, “Ok”, entre outros.
¯ A intensidade da voz tem que se adequar ao ambiente. Não grite num ambiente pe-
queno. Se for o caso de utilizar microfone, teste o som com antecedência.
Na comunicação interpessoal
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Na comunicação escrita
¯ Tenha cuidado com a correta formação de frases: conjugação verbal, pontuação, entre
outros aspectos.
¯ Seja claro e objetivo.
¯ Evite abreviamentos.
Referências Bibliográficas:
SEBRAE SP. Manual Autodesenvolvimento: como se tornar um líder eficaz. São Paulo: Sebrae
SP, 2009.
SEBRAE SP. Manual Formação de Jovens Empreendedores. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Encerramento do Encontro
¯ Reforçar a orientação para que os grupos se organizem para apresentar o resultado
da pesquisa com um empreendedor sobre práticas para identificar oportunidades de
mercado, no próximo encontro.
¯ Ainda, lembrar aos alunos para que continuem exercitando um olhar atento às oportu-
nidades que visualizam para o contexto local, anotando tais ideias.
IMPORTANTE:
Sugestões:
¯ Como ideias para atividades de encerramento é possível solicitar avaliação por escrito
em post-its, solicitar que criem frases curtas que traduzam a avaliação, que cantem
uma música que se relacione com a percepção geral sobre o Encontro, que cada um
expresse sua avaliação verbalmente de forma a construir uma história coletiva do En-
contro, entre outras opções;
¯ Também é possível solicitar que os alunos criem um Blog da turma para compartilha-
mento de ideias, aprendizados e outros comentários relativos à disciplina.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Professor,
Guie-se pelas informações deste texto para ampliar e complementar sua argu-
mentação sobre Negociação.
Observação: algumas das informações deste texto estão presentes no texto ‘Ne-
gociação’, que consta no Manual do Aluno.
MODELO DE NEGOCIAÇÃO
Um método de negociação conhecido e discutido é o “Conseguindo um Sim”, que é um
processo de negociação desenvolvido por Roger Fisher e William Ury, professores em
Harvard e Diretores Associados do Harvard Negotiation Project.
Eles acreditam que o método de negociação consiga ser avaliado segundo três critérios:
¯ Deve aprimorar ou, pelo menos não degradar o relacionamento entre as partes.
Um acordo inteligente pode ser definido como sendo aquele que respeita, ao máximo
possível, os legítimos interesses de cada lado, que resolva os interesses conflitantes de
uma maneira justa e que leve em conta os interesses da comunidade.
O tipo de negociação mais comum é “a barganha de posição”. Cada lado toma uma posi-
ção, luta por ela e faz concessões de modo a alcançar um acordo. A barganha de posição
falha em respeitar os critérios básicos de se produzir um acordo inteligente e amigável.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
A barganha sobre posições cria incentivos que freiam o acordo. Na barganha de posição,
você tenta aumentar a chance que um acordo que venha a ser feito seja favorável para
você através de um posicionamento extremo no começo das negociações, através de
teimosas defesas de posição, através de desafios da outra parte conforme seus pontos
de vista e de pequenas concessões somente necessárias para manter a negociação
fluindo. Rastejar aos pés, ameaças de abandono, divagações e outras táticas tornam-se
comuns. Todas aumentam o tempo e custos para se alcançar um acordo, bem como há
o risco de nenhum acordo ser alcançado.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Quando existem várias partes envolvidas, a barganha de posição fica muito pior porque,
se há vários membros em um grupo, é mais difícil desenvolver uma posição comum
ou mudá-la.
Ser “bonzinho” não é resposta. Muitas pessoas reconhecem os altos custos de uma
barganha de posição dura, particularmente sobre as partes e seus relacionamentos. Elas
esperam evitá-la seguindo um estilo mais ameno de negociação. Um jogo de negociação
tranquilo enfatiza a importância de se construir e manter um relacionamento. A busca de
uma amigável e tranquila forma de barganha de posição deixa-o vulnerável a uma pessoa
que faz uma barganha de posição dura. Na barganha de posição, um jogo duro domina
um tranquilo. O processo irá alcançar um acordo, embora este possa não ser inteligente.
Certamente, será mais favorável ao negociador duro do que ao amigável.
Existe uma alternativa para a barganha de posição: Mudar o jogo. O jogo da nego-
ciação acontece em dois níveis:
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Negociadores são, em princípio, pessoas. Todo negociador possui dois tipos de interes-
ses: na substância e no relacionamento. O relacionamento tende a se tornar emaranha-
do com o problema. A barganha de posição coloca o relacionamento e a substância em
conflito. Separe o relacionamento da substância; os participantes devem se ver como se
estivessem trabalhando lado a lado, atacando o problema e não um ao outro. Lide direta-
mente com o “problema da pessoa”.
A. PERCEPÇÃO
Compreender as ideias do outro lado simplesmente não é uma atividade útil que o ajuda-
rá a solucionar o seu problema. As ideias dele são o problema.
¯ Não deduza a intenção dos outros a partir de seus medos, pensamentos ou ideias
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
B. EMOÇÃO
¯ Utilize gestos simbólicos e também cuide para sua postura não demonstrar irritação
ou incredulidade.
C. COMUNICAÇÃO
1) Os negociadores podem não estar falando entre si ou, pelo menos, não de uma ma-
neira que possa ser compreendida. Frequentemente cada lado já se descomprome-
teu com o outro e já não está mais tentando manter uma comunicação séria com ele.
Ao invés disso, meramente falam para impressionar terceiros ou a si mesmos;
2) Mesmo que esteja falando diretamente e claramente com eles, às vezes não o estão
ouvindo. Você pode estar tão ocupado pensando o que falará em seguida, como irá
responder à última questão levantada ou como irá formatar seu próximo argumento,
que até esquece de prestar atenção em que o outro lado está lhe dizendo;
3) Mal entendidos. O que um diz, o outro mal pode compreender. Quando as partes
falam diferentes línguas, as chances de mal entendidos aumenta.
¯ Fale com o outro lado. Trate seu número oposto como um juiz amigo com quem está
tentando encontrar uma opinião conjunta. Nesse contexto, é claramente prejudicial
à persuasão culpar a outra parte pelo problema, atirar-se em nomear culpado ou au-
mentar o tom de voz.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Fale sobre si mesmo e não a respeito dos outros. Descreva um problema com relação
ao impacto sobre você, ao invés de o que ou por que fizeram isso. “Estou desapon-
tado” ao invés de “você quebrou sua palavra”. Uma declaração de como se sente é
difícil de ser desafiada.
¯ Fale segundo um motivo. Antes de fazer uma afirmação importante, saiba primeiro
o que quer dizer ou descubra o porquê; saiba qual é o motivo ou razão para que tal
informação servirá. É melhor não mencionar alguns pensamentos.
Uma maneira mais eficiente para as partes pensarem sobre si mesmas é a de serem
parceiros racionais e compromissados na busca de um acordo justo que traga vanta-
gens a ambos. Isso ajuda a, literalmente sentarem-se ao mesmo lado da mesa, tendo
a frente de vocês o contrato, o mapa, o bloco de anotações ou seja lá o que for, que
descreva o problema.
O problema básico em uma negociação não está em posições conflitantes, mas sim,
no conflito entre as necessidades de cada lado, desejos, preocupações e medos. Tais
desejos e preocupações são Interesses. Os interesses motivam as pessoas; eles são as
forças motrizes por detrás dos murmurinhos presentes nas posições. Sua posição é aqui-
lo que você decidiu. Seus interesses são o que fomentaram a sua tomada de decisão.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
® Formate cada tópico como parte de uma busca conjunta de um critério objetivo;
® Raciocine e esteja aberto aos raciocínios sobre quais padrões são mais apropriados
e como deveriam ser aplicados.
MUDANDO O JOGO
Problema Solução
Barganha de Posição: Mude o Jogo:
Qual Jogo Você Deve Jogar? Negocie por méritos.
Seja amigável com as pessoas e com Seja duro com o problema e as Seja amigável com as pessoas e duro
o problema. pessoas. com o problema.
Haja independentemente da
Confie nas pessoas. Não confie nas pessoas.
confiança.
Faça ofertas. Revele sua oferta Faça ameaças. Disfarce sua oferta Explore os interesses. Evite ter uma
mínima. mínima. oferta mínima.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Problema Solução
Barganha de Posição: Mude o Jogo:
Qual Jogo Você Deve Jogar? Negocie por méritos.
Procure uma resposta única: uma que Procure por uma resposta única: uma Desenvolva várias opções de escolha;
irão aceitar. que você aceite. decida posteriormente.
Referências Bibliográficas:
FISHER, Roger; PATTON, Bruce; URY, William L. Como chegar ao sim. 2ª edição. São Paulo: Imago,
2005.
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2 Encontro 2 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
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ENCONTRO 3
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Objetivos do Encontro
Conteúdos do Encontro
Importante:
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
- Integrar os
Abertura Encontro participantes e iniciar as - Atividade em grupo. 10’
atividades do Encontro.
- Promover a
apresentação das
- Manual d o a l u n o
Empreendedores e pesquisas realizadas
- Folhas de flip-chart
oportunidades pelos alunos ampliando - Atividade em grupo. 60’
- Pincéis atômicos
conhecimento sobre
- Fita crepe
identificação de
oportunidades.
- Manual do aluno
Inovação, - Kit multimídia
- Refletir sobre
cooperação, - Slides
demandas e tendências
sustentabilidade, - Atividade em grupo. - Vídeo 60’
do mercado que geram
outras demandas e - Folhas de flip-chart
oportunidades.
tendências - Pincéis atômicos
- Fita crepe
Intervalo 10’
- Propiciar aos
- Manual do aluno
Identificando alunos o exercício
- Atividade em grupo. - Material atualizado 80’
oportunidades na da identificação de
para consulta: revistas,
prática oportunidades em suas
jornais, acesso a
diferentes etapas.
internet
Total 240’
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade de abertura
¯ Relembrar pontos principais do encontro anterior e apresentar objetivos do encon-
tro atual.
Empreendedores e oportunidades
¯ Promover a apresentação dos trabalhos de pesquisa realizados pelos grupos, indican-
do tempo de referência para apresentação dos grupos.
¯ Lembrar aos alunos que pratiquem as dicas e informações para uma comunicação
eficaz, estudadas no encontro anterior.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Nesta atividade objetiva-se apresentar aos alunos abordagem sobre temas de grande
impacto na identificação de oportunidades, na definição do modelo de negócios e na
própria gestão.
¯ Informar que cada grupo terá 10 minutos para responder sobre o seu tema:
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Slides propostos:
Professor: Comentar sobre os slides a partir das informações dos textos de apoio ao pro-
fessor deste Encontro e, claro, de sua experiência e conhecimento sobre os assuntos.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Vídeos sugeridos:
Sugerimos escolher uma ou duas das ideias para apresentação nesta atividade, podendo
utilizar os demais exemplos em outros momentos da disciplina.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
TEXTO:
INOVAÇÃO
A inovação está diretamente relacionada à sociedade e economia. Empreendedores que
promovem a inovação em suas atividades ampliam suas chances de crescer no merca-
do. Considerando o contexto empresarial, as MPEs1 têm um ambiente muito favorável
para a geração e introdução de inovações, uma vez que não têm regras rígidas, possuem
pouca hierarquia, são flexíveis e mais propensas às mudanças.
Mas a inovação não acontece do nada. Para inovar é preciso entender o que é inovação.
É importante sempre se lembrar de que uma ideia criativa nem sempre é uma Inovação.
Pode acontecer que a ideia não esteja coerente com o perfil do seu cliente ou até mesmo
pode não ser o momento ideal para aplicá-la.
Somente se considera que houve INOVAÇÃO quando as ações trazem resultados impac-
tantes em relação ao crescimento e resultados para a atividade empreendedora. Avalie
sempre este aspecto.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Tipos de inovação
Inovação de Produto
Inovação de Marketing
Inovações de marketing são voltadas para melhor atender as necessidades dos consu-
midores, abrindo novos mercados, ou reposicionando o produto de uma empresa no
mercado, com o objetivo de aumentar as vendas.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Exemplo: empresa do setor alimentício cria novas embalagens, nunca utilizadas na em-
presa, melhorando a apresentação dos produtos.
Inovação de Processo
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Inovação Organizacional
Referências Bibliográficas:
OCDE; FINEP. Manual de Oslo: Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3ª
edição. OCDE / FINEP: 1997.
SEBRAE SP. Inovação. Como tornar sua empresa inovadora? São Paulo: Sebrae SP, 2011.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
COOPERAÇÃO
As respostas não são simples e exigem cada vez mais criatividade e inovação para serem
encontradas, quer no campo gerencial e tecnológico quer na relação das empresas com
o mercado.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Ao trazer cooperação como uma nova cultura, há um contraponto com a cultura que pre-
valece no ambiente dos negócios e na sociedade em geral, tradicionalmente dominados
por valores e práticas que tem a competição como elemento preponderante.
Por competição pode-se entender como ato ou efeito de competir; busca simultânea,
por dois ou mais indivíduos, de uma vantagem, uma vitória, um prêmio, etc.; luta, desa-
fio, disputa, rivalidade.
¯ Compartilhar recursos;
¯ Combinar competências;
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Trabalhar junto significa lidar com tempos e práticas muitas vezes diferentes entre as
pessoas. Interagir com necessidades e interesses diferentes. Acomodar essas questões
contemplando todas as pessoas exige diálogo, habilidade pouco necessária numa socie-
dade amplamente competitiva.
Superar esse desafio tem sido conquista de muitas pessoas que já descobriram e multi-
plicam a cooperação como prática cotidiana. Como disse Einstein, “A mente que se abre
a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.
Abrir-se ao novo é ampliar a relação com o mundo. A cooperação é tão antiga como a
humanidade e sua prática como diferencial competitivo é uma das grandes novidades
do nosso tempo.
Referências Bibliográficas:
Texto extraído e adaptado de: SEBRAE. Cultura da Cooperação – Série Empreendimentos Coleti-
vos. Brasília: Sebrae, 2009.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Pedagoga. Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). Analista da Unidade de Capacitação
Empresarial do Sebrae Nacional.
(Trecho do artigo ‘Educação para a Sustentabilidade’ publicado por Flávia Azevedo Fernandes no Manu-
al Pequeno Negócios – Desafios e Perspectivas – Desenvolvimento Sustentável, volume 2, elaborado
pelo Sebrae).
[...]
[...]
(Trechos do artigo ‘Pequenos negócios e desenvolvimento sustentável no Brasil’ publicado por Carlos Al-
berto dos Santos no Manual Pequeno Negócios – Desafios e Perspectivas – Desenvolvimento Sustentável,
volume 2, elaborado pelo Sebrae).
[...]
89 89
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
[...]
Há uma consciência maior, principalmente dos consumidores, que buscam mais qualida-
de e eficiência em produtos e serviços, provenientes de práticas sustentáveis, e atendi-
mento satisfatório.
Pesquisas confirmam a disposição dos consumidores de pagar mais por produtos e ser-
viços que não agridam o meio ambiente.
[...]
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Desafios e oportunidades
Trata-se, portanto, não de uma moda passageira, mas de uma nova realidade que veio
para ficar. Compreender que sustentabilidade é pressuposto para competitividade implica
em acesso ao conhecimento técnico necessário à adequação do negócio, o que envolve
ecoeficiência nos processos, avaliação do ciclo de vida dos produtos, gerenciamento de
resíduos, relação com clientes, avaliação sistemática de fornecedores, desenvolvimento
e utilização de indicadores de sustentabilidade.
Torna-se imperativo imprimir mais eficiência em tudo que se faz, de modo a manter as
fontes de riqueza e a sua sustentação socioeconômica. Esse não é um desafio trivial;
pelo contrário, requer profundas mudanças culturais, políticas e econômicas em escala
global. As oportunidades de novos negócios em virtude dessas tendências são as mais
diversas e ao alcance das micro e pequenas empresas.
[...]
(4) Roberto Smeraldi, em seu artigo neste livro, aponta para uma nova dinâmica nas
relações de consumo e produção: “A sociedade evolui para o abandono do conceito de
vida útil e a criação de modelos circulares, com fases de uso e de transformação dos
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
SEBRAE; Coordenador: Carlos Alerto dos Santos. Pequenos Negócios – Desafios e Perspectivas –
Desenvolvimento Sustentável. Volume 2. Brasília: SEBRAE, 2012.
TENDÊNCIAS
Tendência é todo movimento social, espontâneo ou induzido, que aglutina um grupo
significativo de pessoas em torno de comportamentos ou características semelhantes,
identificáveis numa série de tempo determinada.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
RIBEIRO, Julio; KAKUTA, Suzana. Trends Brasil. Tendências de Negócios para Micro e Pequenas
Empresas. Porto Alegre: Sebrae RS, 2007.
SEBRAE SP; Observatório das MPEs. Cenários para MPEs 2009 – 2015 Principais Resultados. São
Paulo: Sebree SP, 2008.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Providenciar acesso à internet e outras fontes de pesquisa para os alunos (jornais, re-
vistas).
¯ Será utilizada uma ferramenta denominada Funil de Ideias e Oportunidades para esta
atividade. Os alunos deverão responder as etapas da atividade correspondentes aos
Filtros 1, 2 e 3, como indicado no exercício.
¯ Alertar os alunos para que não se preocupem em encontrar respostas certas e perfei-
tas; devem responder com suas percepções e conhecimentos, conforme cada etapa
de questionamentos.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Como o grupo será mantido até o final da disciplina, sugira que anotem o nome dos
integrantes da equipe, como indicado nesta etapa da atividade;
¯ Orientar que devem, após compartilhar e debater sobre as ideias dos participantes do
grupo, escolher de 3 a 5 ideias que consideram as mais viáveis, aquelas que represen-
tam as melhores oportunidades na visão do grupo.
¯ Pedir aos alunos se organizem para fazer uma pesquisa mais detalhada sobre as ideias
de negócios que escolheram.
® Outras opções.
® Concorrentes;
® Disponibilidade de tecnologia/equipamento;
® Fonte de recursos;
® Parcerias possíveis;
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Orientar que o resultado desta pesquisa será subsídio para as próximas atividades
na disciplina.
Atividade:
Tenha sempre em mente, como um dos objetivos desta atividade, exercitar e fortale-
cer comportamentos empreendedores no seu dia a dia.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O que me agrada? O que me dá prazer em realizar? Com que Quais são meus pontos fortes? O que eu sei fazer, já
tipo de atividades me identifico e não me identifico? Vejo-me conheço, tenho de experiência, cursos na área ou formação
fazendo o que na vida? Que valores são determinantes para específica? Quais são os aspectos que representam em mim
minhas decisões? um diferencial competitivo?
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Análise: Quem poderiam ser meus clientes? Há mercado para tais ideias?
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O que o mercado precisa? O que está em falta ou é atendido de forma inadequada, ineficiente? O que as pessoas precisam,
querem e não encontram? O que as pessoas valorizam e desejam?
Problemas existentes
Recursos subutilizados
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Análise: Quem poderiam ser meus clientes? Há mercado para tais ideias?
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IDEIAS DE NEGÓCIO VISTAS COMO OPORTUNIDADES A IDEIAS DE NEGÓCIO VISTAS COMO OPORTUNIDADES A
PARTIR DA VIVÊNCIA PARTIR DO MERCADO
O que eu já tenho (hoje) para começar uma atividade empreendedora? Quais as possíveis fontes de
recurso? Como pretendo dispor de recursos como tempo, motivação, energia para tal atividade? Quais
as possíveis parcerias?
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Registre suas observações ao compartilhar as ideias de negócio que você listou com
seu grupo e ouvir as ideias dos colegas:
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Ideia de negócio:
¯ Concorrentes;
¯ Disponibilidade de tecnologia/equipamento;
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Fonte de recursos;
¯ Parcerias possíveis;
Referências Bibliográficas:
SEBRAE SP. Manual Oficina Planeje sua Empresa. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Encerramento do Encontro
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
IMPORTANTE:
Sugestões:
¯ Como ideias para atividades de encerramento é possível solicitar avaliação por escrito
em post-its, solicitar que criem frases curtas que traduzam a avaliação, que cantem
uma música que se relacione com a percepção geral sobre o Encontro, que cada um
expresse sua avaliação verbalmente de forma a construir uma história coletiva do En-
contro, entre outras opções;
¯ Também é possível solicitar que os alunos criem um Blog da turma para compartilha-
mento de ideias, aprendizados e outros comentários relativos à disciplina.
Guie-se pelas informações deste texto para ampliar e complementar sua argumentação
sobre Inovação, Cooperação, Sustentabilidade e Tendências.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
INOVAÇÃO
O Manual de Oslo (1997) divide a inovação em quatro áreas: produto, processo, marke-
ting e organização:
Inovação
(...)
O requisito mínimo para se definir uma inovação é que o produto, o processo, o método
de marketing ou organizacional sejam novos (ou significativamente melhorados) para a
empresa. Isso inclui produtos, processos e métodos que as empresas são as pioneiras a
desenvolver e aqueles que foram adotados de outras empresas ou organizações.
(...)
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Novos produtos são bens ou serviços que diferem significativamente em suas caracterís-
ticas ou usos previstos dos produtos previamente produzidos pela empresa. Os primei-
ros microprocessadores e câmeras digitais foram exemplos de novos produtos usando
novas tecnologias. O primeiro tocador de MP3 portátil, que combinou padrões de softwa-
res existentes com a tecnologia de disco rígido miniaturizado, foi uma nova combinação
de tecnologias existentes.
Melhoramentos significativos para produtos existentes podem ocorrer por meio de mudan-
ças em materiais, componentes e outras características que aprimoram seu desempenho.
A introdução dos freios ABS, dos sistemas de navegação GPS (Global Positioning System),
ou outras melhorias em subsistemas de automóveis são exemplos de inovações de produto
baseadas em mudanças parciais ou na adição de um subsistema em vários subsistemas téc-
nicos integrados. O uso de tecidos respiráveis em vestuário é um exemplo de uma inovação
de produto que utiliza novos materiais, capazes de melhorar o desempenho do produto.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
significativa nas características funcionais do produto ou em seus usos previstos não são
inovações de produto. Ainda assim, elas podem ser inovações de marketing, como será
discutido abaixo. Atualizações de rotina ou mudanças sazonais também não configuram
inovações de produto.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Inovações de marketing são voltadas para melhor atender as necessidades dos consu-
midores, abrindo novos mercados, ou reposicionando o produto de uma empresa no
mercado, com o objetivo de aumentar as vendas.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
recipiente com um formato totalmente novo para uma loção para o corpo, com vistas a
dar ao produto um visual novo e um apelo diferente para um novo segmento de mercado.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
uso eficiente de conhecimentos da firma não é, em si, uma inovação. A inovação ocorre
quando a estratégia é implementada por meio do uso de novos softwares e práticas
para documentar informações voltadas a encorajar o compartilhamento do conheci-
mento entre diferentes divisões.
Referências Bibliográficas:
OCDE; FINEP. Manual de Oslo: Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação.
3ª edição. OCDE / FINEP: 1997.
COOPERAÇÃO
O cenário atual reserva muitas oportunidades para os empresários em nosso país: au-
mento de renda da população, em especial das classes c e d; e estabilidade e crescimen-
to econômico, o que gera condições favoráveis para o desenvolvimento das empresas.
Ao lado das oportunidades residem inúmeros desafios que exigem muito cuidado: a alta
carga tributária, a informalidade em vários setores e a carência em infraestrutura. De
todos esses o mais estimulante está no próprio cerne do ambiente empresarial: a com-
petitividade entre as empresas.
As respostas não são simples e exigem cada vez mais criatividade e inovação para se-
rem encontradas, quer no campo gerencial e tecnológico quer na relação das empresas
com o mercado.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Cultura da Cooperação
Cultura é “a maneira dos homens desenvolverem suas práticas sociais refletindo seus
modos de viver, de trabalhar, de morar, de morrer, de se divertir”. Cultura abrange todas
as dimensões da vida, valores, sentimentos emoções, hábitos, costumes além da pro-
moção e desenvolvimento de instituições e iniciativas do cotidiano com todas as formas
de expressão, de organização e de luta social.
É o grande caldo que afeta todas as nossas relações e, portanto, definidora do modo
como essas relações acontecem, se estabelecem, se perpetuam ou se renovam.
Cooperação
¯ colaborar;
¯ trabalhar em comum;
¯ colaborar;
¯ ajudar;
¯ participar.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Considerem que mais eficaz não significa necessariamente mais fácil, mas, sim, que o
resultado final obtido por todos coletivamente beneficiará cada um individualmente me-
lhor do que o conseguiriam sozinhos.
Ao trazer cooperação como uma nova cultura, há um contraponto com a cultura que pre-
valece no ambiente dos negócios e na sociedade em geral, tradicionalmente dominados
por valores e práticas que tem a competição como elemento preponderante.
Competição
¯ busca simultânea, por dois ou mais indivíduos, de uma vantagem, uma vitória, um
prêmio, etc;
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Uma sociedade onde prevalecem valores e práticas de competição tende a educar seus
membros para atuarem nessa perspectiva, perpetuando um processo cujos desdobra-
mentos podem distorcer até as relações sociais mais humanizadas.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Com um ambiente assim, a motivação para trabalhar junto aparece quase como uma
consequência natural e as possibilidades para fazê-lo são muitas. No meio empresarial a
cooperação pode ser utilizada para aumentar a eficácia operacional das empresas.
Por isso, a seguir são apresentadas algumas possibilidades da cooperação como meio
para ampliar a capacidade operacional das empresas nas suas relações com mercados
cada vez mais competitivos:
¯ Compartilhar recursos
Compartilhá-los nesse caso, criando uma forma de seu uso cooperativo, aumentaria a
eficácia operacional de todos os envolvidos.
¯ Combinar competências
Essa prática ocorre mais frequentemente dentro das empresas como parte da necessi-
dade de desenvolver o trabalho já previamente definido do que entre empreendedores
autônomos.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Essa prática é mais comum com vários modelos já organizados formalmente como
as centrais de compras e de negócios, as redes empresariais. É uma forma que, em
muitos casos, inaugura a experiência cooperativa em vários segmentos, por expressar
mais claramente os ganhos da cooperação medidos em compras mais baratas ou ne-
gócios mais facilitados.
Essa modalidade pode ser confundida com as ações de representação política, mas em
se tratando de cooperação refere-se a poder de barganha ou poder de mobilização decor-
rente do trabalho conjunto de todos os envolvidos.
Pode-se alcançá-la, por exemplo, com um trabalho conjunto para alterar uma legislação,
melhorar uma condição de fiscalização, uma estrada, uma sensibilização ao mercado.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Com uma visão mais ampliada sobre o conceito de concorrência, o trabalho cooperativo
das empresas pode oferecer melhores produtos por meio de sinergia de marcas, estru-
tura, além de recursos financeiros.
Os ganhos que as empresas buscam através de fusões, em geral podem ser obtidos via
negociação e acordos cooperativos entre elas sem a necessidade de abrir mão de sua
identidade. Isto é também aumento da eficácia operacional. É a cooperação como estra-
tégia de trabalho.
A Cultura da Cooperação
A experiência tem demonstrado que a maioria dos empresários quer os benefícios que o
trabalho cooperativo pode gerar, mas não o trabalho que ele exige. Trabalhar junto significa
lidar com tempos e práticas muitas vezes diferentes entre as pessoas. Interagir com neces-
sidades e interesses diferentes. Acomodar essas questões contemplando todas as pessoas
exige diálogo, habilidade pouco necessária numa sociedade amplamente competitiva.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Superar esse desafio tem sido conquista de muitas pessoas que já descobriram e multi-
plicam a cooperação como prática cotidiana. Como disse Einstein, “A mente que se abre
a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.
Abrir-se ao novo é ampliar a relação com o mundo. A cooperação é tão antiga como a
humanidade e sua prática como diferencial competitivo é uma das grandes novidades do
nosso tempo.
Referências Bibliográficas:
[...]
[...]
123 123
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
[...]
Desde a ECO 92, observa-se uma preocupação crescente com a não agressão ao
meio ambiente, o desenvolvimento de tecnologias limpas e o uso responsável dos
recursos naturais.
Nesse período, porém, todos os esforços foram insuficientes para reduzir substancial-
mente os impactos dramáticos das atividades produtivas associados às adversidades
climáticas e aos efeitos e prejuízos delas decorrentes. Neste ano, duas décadas depois,
quando chefes de estado voltam a se debruçar sobre o futuro do planeta, é visível a ne-
cessidade de mudanças e as possibilidades rumo a um desenvolvimento sustentável em
escala planetária.
124 124
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
engajamento efetivo das nações, em especial daquelas que são responsáveis pela maior
parte dos danos ao planeta.
Há uma consciência maior, principalmente dos consumidores, que buscam mais qualida-
de e eficiência em produtos e serviços, provenientes de práticas sustentáveis, e atendi-
mento satisfatório.
Pesquisas confirmam a disposição dos consumidores de pagar mais por produtos e ser-
viços que não agridam o meio ambiente.
[...]
Um processo intenso de mudanças está em curso no Brasil nos últimos anos, em função
do aquecimento da demanda interna, impulsionada pelo consumo das famílias, e pelo
crédito, em maior quantidade e mais barato, facilitando o acesso pelos empresários do
segmento de pequeno porte e pelos consumidores, cada vez mais bem informados e se-
letivos. Esse processo já repercutiu no crescimento do comércio e do setor de serviços.
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A convergência desses fatores vem desenhando novos rumos nos negócios de modo a
atender à demanda ascendente por produtos e serviços sustentáveis. Um contexto mui-
to diferente daquele de duas décadas atrás, quando o meio ambiente era o foco do deba-
te na ECO 92. Hoje, a economia e a sociedade brasileira atravessam um longo e intenso
processo de mudanças (5). Abrem-se muitas possibilidades, e novas oportunidades sur-
girão. Os acontecimentos nos próximos anos também colocam o País na perspectiva de
um ritmo crescente de atividade. No ambiente empresarial, há uma tendência de com-
promisso crescente de todos os elos da sociedade com o objetivo de negócio sustentá-
vel. A transição para um modelo de negócio compatível com as exigências desse recente
conceito de desenvolvimento, no âmbito das empresas, somente ocorre à medida que
esses valores são absorvidos pelo mercado. Observa-se também que a consolidação
da sustentabilidade como valor de mercado vem ocorrendo em ritmo acelerado, porém,
ainda em nível superficial. (6)
[...]
Desafios e oportunidades
Trata-se, portanto, não de uma moda passageira, mas de uma nova realidade que veio
para ficar. Compreender que sustentabilidade é pressuposto para competitividade implica
em acesso ao conhecimento técnico necessário à adequação do negócio, o que envolve
ecoeficiência nos processos, avaliação do ciclo de vida dos produtos, gerenciamento de
resíduos, relação com clientes, avaliação sistemática de fornecedores, desenvolvimento
e utilização de indicadores de sustentabilidade.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Torna-se imperativo imprimir mais eficiência em tudo que se faz, de modo a manter as
fontes de riqueza e a sua sustentação socioeconômica. Esse não é um desafio trivial;
pelo contrário, requer profundas mudanças culturais, políticas e econômicas em escala
global. As oportunidades de novos negócios em virtude dessas tendências são as mais
diversas e ao alcance das micro e pequenas empresas. Uma possibilidade promissora
está na proposta de lei que o governo federal pretende a aprovação do Congresso Na-
cional é ampliar as compras governamentais a produtos provenientes de práticas sus-
tentáveis, por meio de cotas para aqueles ambientalmente corretos, o que certamente
impulsionará os pequenos negócios nesse novo mercado que vai emergir no País.
[...]
(3) Em seu artigo, Ricardo Abramovay destaca: “..., o potencial de valorização dos micro
e pequenos negócios com base no melhor aproveitamento dos recursos sociais são
imensos e não se restringem ao uso direto de diferentes biomas. Mas esses poten-
ciais dependem de uma orientação pública e privada que está distante da estratégia
mais geral das iniciativas das grandes empresas e das políticas governamentais.”.
(4) Roberto Smeraldi, em seu artigo neste livro, aponta para uma nova dinâmica nas re-
lações de consumo e produção: “A sociedade evolui para o abandono do conceito de
vida útil e a criação de modelos circulares, com fases de uso e de transformação dos
recursos. Tais modelos se baseiam na logística reversa e na progressiva substituição
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(5) Suênia Maria Cordeiro de Sousa, em artigo neste livro, explicita essa mudança para
uma nova economia: “Vale dizer que os conceitos que alicerçam a gestão dos negó-
cios sustentáveis vão além dos que abarcam a gestão empresarial tradicional, sendo
essencial a sensibilização e convicção dos líderes, no sentido de cultivar e disseminar
essa nova visão de empreendedorismo, baseada na inovação e com foco em susten-
tabilidade.”.
(6) Em artigo neste livro, Jorge Abrahão ressalta: “Embora as principais empresas do País
possuam hoje procedimentos definidos e estruturados de gestão da responsabilidade
corporativa e da sustentabilidade, verifica-se que eles são muitas vezes periféricos e
têm pouca relevância para os grandes processos decisórios, apresentando baixa ma-
terialidade nas estratégias centrais da produção e da gestão.”
Referências Bibliográficas:
SEBRAE; Coordenador: Carlos Alerto dos Santos. Pequenos Negócios – Desafios e Perspectivas –
Desenvolvimento Sustentável. Volume 2. Brasília: Sebrae, 2012.
TENDÊNCIAS
Tendência é todo movimento social, espontâneo ou induzido, que aglutina um grupo
significativo de pessoas em torno de comportamentos ou características semelhantes,
identificáveis numa série de tempo determinada.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Para que se tenha ideia do potencial desse mercado, basta ver o número de casais sem
filhos nas principais regiões metropolitanas do país. Na grande Porto Alegre, eles somam
235 mil casais; na região metropolitana de Curitiba, são 143 mil; no grande Rio, são
mais de 650 mil casais sem filhos; e, em São Paulo, esse número chega à incrível mar-
ca de 820 mil. Há que se considerar que, desse contingente todo, há os casais novos,
que ainda não tiveram tempo ou condições financeiras de ter ou planejar seus filhos, os
casais que, mesmo querendo, não conseguem ter filhos por questões de infertilidade e
ainda um grupo formado por aqueles casais que, mesmo tendo condições financeiras e
orgânicas de ter filhos, optam por não tê-los.
As demandas da sociedade exigem que muitas pessoas fiquem distantes de seus nú-
cleos familiares por algum período de tempo. Muitos passam a semana numa cidade e
retornar ao final da mesma para suas casas – seja para trabalhar ou estudar. Além disso,
muitas pessoas primam pela independência de morar sozinha.
As pessoas têm procurado, cada vez mais, manter sua qualidade de vida e os animais de
estimação representam uma via de relacionamento e de afeto. É possível doar carinho
as animais de estimação e receber deles atenção correspondente às suas características
intrínsecas (se é um cachorro, um gato, um pássaro, etc.).
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O engajamento em causas sociais tem tido crescente atuação das pessoas, que, em
boa parte, passaram a reconhecer a importância de suas contribuições e atuação social,
visando o desenvolvimento e bem-estar da sociedade como um todo.
TENDÊNCIA: ECOSSOLUÇÕES
Ao longo do tempo, essa preocupação foi assumindo novas formas, com o desenvolvi-
mento de toda uma indústria da beleza, cirurgias plásticas, revoluções na maneira de ves-
tir, a criação de grandes marcas e uma infinidade de produtos e serviços para homens e
mulheres se sentirem mais bonitos, jovens e sedutores. A mudança é na extensão dessa
preocupação com a estética e a aparência e os recursos disponíveis para atender as ne-
cessidades e aos desejos de cada pessoa. Quanto mais itens são oferecidos para melhorar
a apresentação da pessoa, mais essa pessoa se preocupa em estar melhor fisicamente.
Existe uma tendência muito forte nos últimos anos, no mundo inteiro, de os filhos mo-
rarem mais tempo com os pais. Uma das coisas que caracterizam essa tendência é o
fato de que boa parte dos filhos adultos que moram com os pais até teriam condições
financeiras para sair de casa (claro que teriam de abrir mão de alguns itens de consumo
e facilidades, mas nada que os impedisse) e não saem porque não querem, porque lhes
é mais conveniente ficar.
Entre as regiões metropolitanas, São Paulo, obviamente, tem o maior número absoluto
de idosos, com mais de 1,8 milhão de pessoas, seguido de perto pelo grande Rio, que
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
registrava, em 2004, cerca de 1,5 milhão pessoas na “melhor idade”. A grande Porto Ale-
gre registrava 420 mil pessoas com mais de 60 anos, seguida pela região metropolitana
de Salvador, com 232 mil, e pela grande Belo Horizonte, com cerca de 196 mil idosos. A
renda média dessas pessoas cresceu na última década, destacando os idosos paulistas e
cariocas que respectivamente chegou em médias de R$ 893,00 e R$. 1.018,00 mensais.
Assim, fica claro que essa é uma tendência muito forte em nosso país!
Uma tendência que se observa já algum tempo, mas que vem crescendo bastante nos
últimos anos, é a opção que muita gente está fazendo por ficar em casa, em detrimento
de atividades externas. A maioria das pessoas estão restringindo suas atividades fora de
casa aos compromissos profissionais, de estudo e ao extremamente necessário.
Outro dado que demonstra essa tendência é o crescimento do número de pessoas que
trabalham em casa, nos chamados home offices. Ou são pessoas que têm sua micro ou
pequena empresa em casa mesmo ou profissionais especializados que prestam serviços
para grandes companhias de forma remota.
Não há como fechar os olhos para a realidade de que vivemos num mundo digital, no
qual as informações, o conhecimento, as transações comerciais e mesmo os relaciona-
mentos pessoais estão cada vez mais ligados e interligados num universo de bites. A
tendência é de que essa intersecção do mundo off-line com o mundo on-line seja cada
vez maior, chegando em muitos casos à situação de dependência.
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O ser humano sempre foi preocupado com a sua saúde. Estar bem e se sentir bem é
uma das preocupações básicas de todos nós em todos os tempos. No entanto, algo que
vem surgindo como forte tendência comportamental nos últimos anos, no Brasil e na
maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, é o fato de essa preocupação
em ter e manter uma vida saudável passar a ser algo prioritário para muita gente. Há uma
parcela crescente da população disposta a investir grande parte do seu tempo e de seus
recursos para viver mais e melhor.
Essa maior busca pelo metafísico não deságua apenas nas religiões, mas igualmente na
filosofia, na literatura, no cinema e em quase todos os ramos da atividade humana. Daí o
sucesso de autores como Paulo Coelho e Dan Brown, de filmes como Cidade dos Anjos,
Harry Potter e Senhor dos Anéis. Daí também o crescente interesse por bruxas e anjos.
Há, portanto, um movimento crescente de busca das pessoas pelo não material, pelo
extra físico, milagroso, misterioso e espiritual.
O que se percebe é que existe um certo movimento, que pode caracterizar uma tendência,
no sentido de se resgatar alguns desses valores e, inclusive, alguns ícones do passado.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
RIBEIRO, Julio; KAKUTA, Suzana. Trends Brasil. Tendências de Negócios para Micro e Pequenas
Empresas. Porto Alegre: Sebrae RS, 2007.
SEBRAESP; Observatório das MPEs. Cenários para MPEs 2009 – 2015 Principais Resultados.
São Paulo: Sebrae SP, 2008.
Num artigo de Janeiro de 2012 publicado na revista Pequenas Empresas Grandes Negó-
cios foram apresentadas 50 tendências para desenvolvimento de negócios.
É possível disponibilizar o artigo aos alunos para consultas e discussão se tais tendências
ainda podem se viabilizar como oportunidades.
Confira as pesquisas que antecipam os movimentos dos consumidores e fature alto com
as novas demandas.
AMBIENTE
1. B2B SUSTENTÁVEL
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ações para neutralizar a emissão de gases de efeito nocivo, a oferta de fontes alternativas
de energia e o desenvolvimento de materiais menos poluentes.
2. LOGÍSTICA REVERSA
Alguns setores da indústria (pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e ele-
troeletrônicos) terão de se responsabilizar pelo descarte final de seus produtos. A partir
de 2014, os fabricantes vão gerenciar a retirada dos itens que o consumidor descartar
e dar a esses produtos o destino correto, em parceria com governos e com o varejo. É
aí que entram transportadoras e empresas de reciclagem e de destruição certificada.
Segundo o Conselho de Logística Reversa do Brasil, o setor movimenta R$ 18 bilhões
anuais e deve crescer até 2015, data limite para os fabricantes se enquadrarem.
COLABORAÇÃO
3. CLIENTE FALANTE
4. SOCIAL COMMERCE
Transformar as redes sociais na versão digital da divulgação boca a boca é a principal ten-
dência do comércio eletrônico em 2012, já vislumbrada em 2011. As empresas começam
a abrir lojas no Facebook para que seus seguidores compartilhem com os conhecidos o
que está na vitrine. Mas, para estimular as vendas por meio da recomendação social, é
preciso engajar o público. O Magazine Luiza, por exemplo, permite que alguns seguidores
no Facebook e no Orkut montem uma vitrine com os seus produtos e façam sugestões
de compras a seus amigos, em troca de uma comissão de até 4,5% do valor vendido.
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COMPORTAMENTO
A união formal de pessoas do mesmo sexo ganhou impulso no Brasil no ano passa-
do, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou o primeiro matrimônio gay do país. Os
casais começam a planejar festas, mas faltam organizadores especializados. Em Nova
York (EUA), empresas envolvidas na produção de casamentos gays vão faturar US$ 100
milhões ao ano, aponta um relatório produzido por senadores. Banqueteiros, floristas,
joalheiros, fabricantes de lembrancinhas e organizadores já comemoram o aumento das
vendas, diz reportagem da revista americana Business Week.
6. BELEZA MASCULINA
Há quem diga que os 60 são os novos 40. A geração dos baby boomers, nascida entre
1946 e 1964, passa longe do sofá: com boa saúde e dinheiro guardado, eles querem mais
é consumir, viajar e se divertir. Mas faltam serviços e produtos para atender bem esse
consumidor, sem tratá-lo como avô. Alguns segmentos pouco explorados são turismo,
alimentos para manter a boa saúde e roupas. “Há poucas marcas com boas coleções
para quem tem mais de 60 anos. É um mercado promissor, inclusive na nova classe C”,
diz Andrea Bisker, diretora da consultoria WGSN na América Latina.
8. BAIXINHOS CONSUMISTAS
Homens e mulheres que trabalham e passam pouco tempo com os filhos procuram
cada vez mais agradá-los com experiências enriquecedoras em centros de lazer, cursos
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e bons livros e brinquedos. Outros fazem um reembolso afetivo por meio do consumo,
diz Sabina Deweik, diretora da consultoria Future Concept Lab no Brasil. Na prática, os
pequenos ditam as compras dos pais. “Essa é a ponte para a criança crescer de forma
mais rápida. Antes da adolescência, elas já estão ansiosas para entrar no universo adulto
e das celebridades, e isso define seu padrão de escolhas.”.
9. ESPÍRITO RETRÔ
Por devoção ou diversão, donos de cães e gatos investem cada vez mais em mimos para
eles. Tanto que roupas, acessórios e produtos de beleza para esses pets já respondem
por 75% do valor de vendas de produtos para animais no Brasil, de acordo com a consul-
toria Euromonitor. As projeções para o setor são de um crescimento médio de 8% ao ano
até 2016. E é um bom nicho para pequenas e médias empresas, aponta o Sebrae, já que
as multinacionais do setor estão concentradas em cuidados com a saúde.
Nada de jaulinhas no pet shop ou hotéis veterinários. Quando viajam, os donos de cães
e gatos querem que os bichinhos se sintam em casa — e fiquem por lá mesmo, com
todos os cuidados necessários. Assim, cresce o interesse pelo serviço de pet sitter, um
profissional que visita os animais todos os dias para dar comida, limpar os sanitários e
brincar com eles. E, claro, mandar notícias para os donos, que estão longe. Nos EUA, já
existe até um aplicativo de geolocalização, o Stayhound, para encontrar um pet sitter que
esteja por perto e checar as opiniões de quem já utilizou os seus serviços.
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Para aliviar as pressões do dia a dia, as pessoas tentam se recompensar de alguma for-
ma. A mais comum é se presentear com um pequeno mimo, não muito caro — como
uma xícara de café especial ou um chocolate importado. Mas há quem radicalize e decida
se libertar da tensão se deliciando com prazeres como jantar uma bela picanha durante a
semana sem nem ligar para o colesterol. A chave para servir bem a esse consumidor de
maior poder aquisitivo é oferecer uma experiência libertadora — um produto ou serviço
cuja fruição dê a sensação de quebrar a rotina.
A mistura de preocupação com a saúde e busca de atividades que deem prazer favorece
os cuidados com a alimentação. Isso significa que as pessoas não só estão examinando
cardápios em busca de ingredientes orgânicos e nutritivos, mas também se aventurando
mais na cozinha. Com isso, abre-se um leque de oportunidades no mercado gourmet,
como nas áreas de utensílios sofisticados para a cozinha, ingredientes premium e forne-
cimento ou catering especializado — em culinária vegetariana, por exemplo.
Nas grandes cidades, o medo de ser assaltado ou chegar em casa e ter uma surpresa
desagradável leva as pessoas a reforçar seus gastos com segurança pessoal. Mas isso
não significa apenas blindar o carro ou equipar a casa toda com câmeras e sistema de
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
monitoramento remoto. Ainda há uma grande carência de serviços de “leva e traz”, para
minimizar deslocamentos como o de levar o carro à oficina, aponta o Sebrae SP.
CONSUMO ESPERTO
A velha prática de doar roupas, berços e brinquedos que os filhos não usam mais foi
repaginada. Formando uma rede que vai além de amigos e parentes, alguns sites per-
mitem vender itens ou alugá-los temporariamente, para não desperdiçar dinheiro com
artigos que serão usados por pouco tempo. Pioneiro na área, o reCrib, dos EUA, entrou
no ar em 2011, comprando e vendendo berços e acessórios de marcas desejadas. Na
sequência, o StorkBrokers também virou referência para revenda de itens infantis. Por
aqui, o Clube do Brinquedo oferece planos para locação de brinquedos — dependendo
da assinatura, os pais alugam de dois a sete produtos por mês. Existe a opção de tro-
cá-los ou renovar a locação.
A premissa é distribuir lucro de maneira equilibrada, gerando mais renda para produtores
de alimentos e de artesanato. Os consumidores valorizam o esforço: 79% acham que
as empresas têm papel importante na redução da pobreza e 85% se preocupam com a
remuneração justa de fazendeiros e trabalhadores, segundo pesquisa mundial da consul-
toria GlobeScan. Por aqui, Walmart, Tok&Stok e Lojas Renner são algumas das empresas
que têm em suas prateleiras itens que seguem esses princípios.
A febre das compras coletivas causou uma avalanche de ofertas de descontos em 2011.
Resultado: os consumidores aderiram à prática de caçar o melhor preço, não só para eco-
nomizar, mas também pela satisfação de ter feito uma compra esperta. Hoje, a pechincha
compartilhada com amigos nas redes sociais é motivo de orgulho, e não de embaraço,
diz a consultoria internacional [Link]. Com uma mãozinha da tecnologia, fica
mais fácil compartilhar ofertas, recomendá-las aos amigos e consultar avaliações para se
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
certificar de que está fazendo um bom negócio. Uma pesquisa do Google & Ipsos em
2011 mostrou que 48% dos americanos que têm um smartphone usam o aparelho para
procurar descontos; 77% deles recorrem ao mobile quando estão dentro de uma loja.
Tanto no Brasil quanto no exterior, a preocupação socioambiental influencia cada vez mais a
decisão de compra. Assim, aumenta a preferência por produtos de empresas que adotam
iniciativas de responsabilidade social, compra de créditos de carbono ou comércio justo. “É
o processo, e não apenas o item em si, que importa. A comunicação das ações realizadas
deve ser lúdica e suave, não em tom de patrulha”, diz Sabina Deweik, diretora do Future
Concept Lab no Brasil. Mas não basta ser bonzinho: os produtos devem ser esteticamente
atraentes e de boa qualidade, pois a generosidade do consumidor tem limite.
A mania de querer sempre o último modelo tem inspirado algumas lojas a darem des-
contos para quem apresentar um produto usado na hora da compra. Nos EUA, grandes
lojas de eletrônicos (como a Best Buy e a Radio Shack) e operadoras de telefonia celular
(como a AT&T e a Verizon) implantaram programas para que os clientes possam trocar
seus artigos usados por outros novos. A sensação do momento é o site Gazelle, que
compra eletrônicos usados para revender com desconto. A empresa já arrematou itens
de mais de 175 mil clientes e fez parcerias com grandes redes, como o Walmart. Depois
de faturar US$ 21 milhões em 2010, recebeu aporte de US$ 22 milhões em 2011 para
expandir suas atividades.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Na loja, as peças podem custar até US$ 7 mil. Por aqui, a Zazcar aposta no público que
precisa de um carro apenas por algumas horas — o veículo pode ser retirado em diversos
pontos de São Paulo, que ficam abertos 24 horas.
EXPERIÊNCIAS À VENDA
22. VIAGEM-SURPRESA
Agências de viagem nos EUA lançaram a moda: você compra um pacote sem saber
muito sobre o destino, o hotel e as atrações locais. A ideia é conquistar o turista com a
promessa de mistério e diversão. A Luxury Link faz sucesso com leilões de viagens-sur-
presa em que os descontos chegam a 50%. A American Express cria pacotes de acordo
com as preferências do cliente e usa o celular para avisá-lo sobre cada etapa do passeio.
O público-alvo são adultos na faixa de 20 a 34 anos — games e redes sociais são boas
iscas para atraí-los.
O raciocínio é simples: já que comprar pela internet é tão rápido e prático, é preciso criar
um diferencial para fazer o cliente ir até a sua loja. O grande trunfo das vendas físicas
é permitir que os clientes testem e aprendam a usar o produto na hora. Para isso, é
importante ter vendedores que gostem do que estão oferecendo e sejam prestativos,
dispostos a sanar as dúvidas do consumidor. Depois, é necessário proporcionar uma ex-
periência real com o produto. No Japão, a Shiseido tem simuladores que permitem testar
o efeito da maquiagem sem passá-la no rosto.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Se não quiser perder público para o comércio eletrônico, ofereça ao cliente o que ele
mais valoriza no mundo on-line: conveniência, comparação de preços e acesso à opinião
de quem já comprou. A rede de supermercados Walmart (EUA) lançou em 2011 um ser-
viço para que o cliente compre on-line, quando está em trânsito, e retire os produtos na
loja. A Canon coloca tags nos equipamentos de fotografia que produz para que os clien-
tes acessem as avaliações de quem já comprou.
Seja para descansar ou trabalhar, as pessoas ficam cada vez mais tempo em casa. Por
isso, passaram a consumir mais sistemas e serviços que facilitam o funcionamento dos
aparelhos domésticos — como automação de luz, comandos e sistemas sem fio para
home theater e rede interna. Só que ninguém tem paciência para ficar horas configuran-
do os eletrônicos — esse público valoriza os equipamentos que funcionam intuitivamen-
te, do tipo “plugue e use”.
MOBILIDADE
28. GEOLOCALIZAÇÃO
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
veis perto de onde o consumidor está, o que favorece a compra por impulso. Segundo
pesquisa da Think Insights/Google, uma em cada três buscas feitas no celular está re-
lacionada à localização; 59% dos usuários visitam lojas locais após fazer busca na web
móvel e 30% das buscas por restaurantes são feitas pelo mobile. Para a Copa, vale fazer
seu anúncio em outros idiomas para entrar no radar dos turistas.
No Brasil, já é comum ter acesso à internet por Wi-Fi em cafeterias e restaurantes. Mas
esse tipo de conexão ainda não chegou às lojas. O comércio deve se preparar, pois nos
EUA e na Europa os consumidores estão adorando a mania de usar o smartphone duran-
te as compras, para fazer consultas na hora e saber mais sobre seus objetos de desejo.
Usando ferramentas como aplicativos, realidade aumentada e códigos QR, eles conse-
guem ter acesso a informações mais aprofundadas sobre o produto, como histórias de
quem já o utilizou, comparações de preço e avaliações de especialistas.
NOVAS DEMOGRAFIAS
Engana-se quem pensa que os mais velhos se preocupam apenas com a saúde. Esse gru-
po adora comprar presentes para filhos e netos — e não mede gastos. Mas, para ganhar
esses clientes, é preciso oferecer um serviço diferenciado. No Japão, a loja de departa-
mentos Keio facilita a experiência de compra com prateleiras mais baixas, letras maiores
e cadeiras para descanso. Já na Finlândia, os idosos aprovaram o caixa do supermercado
K Citymarket. Além de bater um papo com o funcionário e ganhar ajuda para empacotar
as compras, eles esperam, literalmente, sentados, já que existem poltronas à disposição.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
A classe que reúne famílias com renda entre R$ 1.126 e R$ 4.854 já representa mais de
metade da população brasileira (55%). Foi o único estrato que cresceu no ano passado:
ganhou 3,6 milhões de integrantes entre maio de 2010 e o mesmo mês de 2011, segun-
do estudo da FGV com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Esses consumidores priorizam qualidade e não preço, pesquisam na internet
antes de comprar e concentram sua atenção na educação — para 66% deles, essa é a
prioridade do orçamento, segundo o instituto de pesquisas Data Popular.
As brasileiras querem ficar bonitas, especialmente as que estão chegando agora ao mer-
cado de trabalho. Entre as mulheres da classe C, 69% investem na aparência para cres-
cer na carreira, segundo dados do Data Popular. De 2003 a 2010, a venda de esmaltes
para essa fatia do mercado passou de 40% para 53% do total. Salões de beleza também
estão faturando, mas com famílias da classe B (renda de R$ 4.854 a R$ 6.329), as que
mais gastam com esse serviço — R$ 281 milhões mensais, segundo a Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
As cidades de médio porte, que têm entre 100 mil e 500 mil habitantes, já concentram
25% da população brasileira. São as que mais crescem, de acordo com dados do IBGE. O
aquecimento econômico dessas regiões aumenta o poder de compra de um público que
anseia por produtos e serviços mais sofisticados. “É uma boa oportunidade para comér-
cio eletrônico em segmentos como o de bebês, vinhos, pet e moda”, diz Anibal Messa,
investidor em startups ligadas a tecnologia e internet, como o BuscaPé.
NICHOS EM ALTA
37. MICROARTESANATO
Quem faz ou vende acessórios deve ficar atento a uma nova tendência do artesanato:
joias, presentes e acessórios com miniaturas divertidas, com aparência de que foram
feitas em casa. O público-alvo aqui são os adultos, mas quem quiser cativar também os
adolescentes pode extrapolar a tendência para pingentes de corrente e de celular, bro-
ches e chaveiros com motivos como frutas, docinhos, flores e animais fofinhos.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
reservados, esses consumidores não têm todas as suas necessidades atendidas: faltam
por todo o país serviços em áreas como transporte, alimentação e segurança.
No universo da moda, uma boa tática para escapar da concorrência com megalojas de
departamentos é apostar em roupas para nichos muito pouco explorados no Brasil —
pessoas que estão acima do peso, que usam sapatos com numeração diferente da con-
vencional, ou ainda o público da terceira idade. Quem decidiu explorar um segmento
bem restrito foram os americanos da Downs Designs, pioneiros em fabricar roupas sob
medida para quem tem Síndrome de Down, levando em conta sua estrutura óssea e o
formato de seu corpo.
40. EXCLUSIVIDADE
Para o público classe A, a nova faceta do luxo é consumir em menor quantidade, mas
com maior exigência de exclusividade. O excesso de sacolas sai de cena para dar lugar
a peças únicas, artesanais e de altíssimo valor agregado. “O cliente tem consciência de
que o item é caro devido ao longo tempo de produção, e isso vale tanto para um vinho
envelhecido como para uma bolsa incrível, com materiais únicos”, afirma Andrea Bisker,
fundadora da consultoria de tendências Mindset e diretora da WGSN na América Latina.
41. CUSTOMIZAÇÃO
O consumidor não quer ser tratado como mais um na multidão. Por isso, está trocando
as marcas genéricas por produtos e alimentos customizados, mais adequados ao seu
estilo de vida. A indústria já desenvolve tecnologias que permitem fazer essa personaliza-
ção com baixo custo. Em 2010, a Nike aumentou seu faturamento em 25% após colocar
em seu site um aplicativo que permite aos consumidores montar seu próprio tênis. A
customização em massa deve ser responsável por 30% das vendas no varejo em 2017,
prevê a consultoria Tech Cast.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O brasileiro está tomando gosto por experimentar cervejas diferentes — o que inclui tan-
to as artesanais quanto as importadas. O câmbio favorável à importação contribuiu para
aquecer esse mercado: nos últimos três anos, a venda de cervejas premium cresceu
mais do que a das tradicionais. Sua participação de mercado, atualmente na casa dos
5%, pode alcançar 20% até 2020. Bares, lojas e serviços especializados podem aprovei-
tar essa mudança no nicho da bebida, que movimenta R$ 300 milhões anuais no país.
Cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência física ou intelectual.
São 45,6 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Atendê-las é uma das prioridades do governo federal: até 2014, R$ 7,6 bilhões de-
vem ser investidos no programa Viver Sem Limite, que inclui projetos relacionados a edu-
cação, saúde e acessibilidade. O governo vai ainda abastecer a Financiadora de Estudos
e Projetos (Finep) com R$ 150 milhões para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias
assistivas. Mais uma razão para prestar atenção nesse mercado.
NEGÓCIOS GLOBAIS
Como a tendência é que os cenários econômicos dos Estados Unidos e Europa perma-
neçam complicados em 2012, muitos estrangeiros já começam a procurar emprego no
Brasil. E estão conseguindo — o número de autorizações do Ministério do Trabalho e
Emprego para que eles possam atuar aqui cresceu 19,4% no primeiro semestre de 2011,
em relação ao mesmo período de 2010. Quem quiser cativar esse público deve pensar
em outras línguas. Assim, também poderá tirar proveito do fluxo de turistas que visitarão
as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
QUALIDADE DE VIDA
A preocupação crescente com a saúde tem ampliado o mercado para aplicativos e apa-
relhos que permitam monitorar desde as características de uma pinta no rosto até a evo-
lução de uma dieta. O mercado ligado a esse tipo de ferramenta deve movimentar US$
4 bilhões no mundo até 2014, segundo a consultoria Technavio. Uma startup que se deu
muito bem em 2011 foi a americana HealthTap, que recebeu aporte de US$ 11,5 milhões
para turbinar sua operação: qualquer usuário pode fazer perguntas a uma rede de 6 mil
médicos, usando um computador ou celular.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
48 MOMENTO ZEN
A crescente correria diária em grandes centros urbanos faz com que as pessoas valo-
rizem cada vez mais os momentos de pausa e reflexão. Algumas aprendem a praticar
meditação, outras fazem retiros em lugares onde não é permitido falar, e há quem decida
comparecer a cursos ou palestras para desenvolver a sua espiritualidade. São muitas as
possibilidades de negócios para atender esse público: lojas, editoras, livrarias, espaços
para meditação e palestras, produtoras de vídeos etc.
49. NUTRIMÉTICOS
O consumo desses dois tipos de bebida está começando a decolar no Brasil. Tanto que
grandes fabricantes de energéticos estão fugindo dos já saturados mercados nos Esta-
dos Unidos, na Austrália e na Europa ocidental para apostar na expansão na América La-
tina – essa região registrou um crescimento de 22% do segmento em 2010. Outro ramo
relacionado à qualidade de vida, o de bebidas funcionais, que trazem benefício à saúde,
segue aquecido: faturou US$ 24 bilhões no mundo em 2010 e tem crescido acima da
média do mercado de alimentação.
Referências Bibliográficas:
FONTES, Bruna Martins de. 50 Tendências para explorar. Edição 276 – Janeiro/2012. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 19 dezembro 2012.
148 148
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
A americana Faith Popcorn trabalha para detectar tendências de consumo e vender es-
sas informações para empresas. Sócia de uma das empresas de tendências mais bem
conceituadas do mundo, a BrainReserve, ela defende que a definição de uma tendência
vem da sedimentação do conhecimento de diferentes especialistas
Vingança/Revanche do prazer
Tensão Futura
Os consumidores, tomados pela ansiedade e pelo caos, ao mesmo tempo social, eco-
nômico, político e ético, encontram-se além de suas habilidades em lidar com o hoje ou
imaginar o amanhã.
Pequenas Gratificações
Ancoragem
Uma regressão às nossas raízes espirituais, buscando o que era seguro no passado para
se preparar para o futuro.
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3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
O país (as pessoas) redescobre uma consciência social de ética, paixão e compaixão.
Encasular
Desacelerando o Envelhecimento
99 Vidas
Um passo muito acelerado e muito pouco tempo causam esquizofrenia social e nos força
a assumir múltiplos papéis.
Formando um Clã
Busca por pertencer a um grupo que representa sentimentos, causas e ideais comuns,
validando o próprio sistema de crenças pessoais.
EGOnomia
EVAlução
150 150
3 Encontro 3 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
AtmosMEDO
Aventura de Fantasia
Consumidor Vigilante/Justiceiro
Estar Vivo
A consciência de que boa saúde estende a longevidade e leva a um novo estilo de vida.
Referências Bibliográficas:
151 151
ENCONTRO 4
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Objetivos do Encontro
Conteúdos do Encontro
Importante:
153 153
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Intervalo 10’
- Manual do aluno
- Kit multimídia
- Vídeos
- Sensibilizar os participantes
para a importância da análise
Análise do ambiente - Folhas de flip-chart
do ambiente interno e
externo e do ambiente - Atividade em grupo. 80’
externo.
interno - Pincéis atômicos em
cores variadas
- Fita crepe
- Folhas de papel A4
- Estimular o desenvolvimento
Comunicação - Atividade em grupo - Manual do aluno
de habilidades de 30’
Empreendedora .
comunicação em grupo.
Encerramento do - Finalizar as atividades do
- Atividade em grupo. 10’
Encontro Encontro.
Total 240’
154 154
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade de Abertura
¯ Relembrar pontos principais do encontro anterior e apresentar objetivos do encon-
tro atual.
¯
155 155
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
5 Extremamente alto
4 Alto
3 Médio
2 Regular
1 Fraco
0 Nulo
¯ A partir do agrupamento e análise dos dados da pesquisa, o grupo deve escolher fazer
a somatória da avaliação realizada.
¯ Após a avaliação proposta pela atividade, o grupo deve selecionar duas ideias de ne-
gócio consideradas com maior potencial de oportunidade e viabilidade, destacando-as
na própria tabela de avaliação.
¯ Orientar que os alunos contam com um texto de apoio para realização desta atividade.
156 156
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Avaliação de
Oportunidades de Negócio
Descrição da atividade como consta no Manual do Aluno.
Ideias de Negócios
Critérios de
Avaliação
Demanda de
clientes +
Disponibilidade
de matéria- +
prima
Disponibilidade
de tecnologia / +
equipamento
Disponibilidade
de pessoal +
necessário
Recursos
necessários +
Fonte de
recursos +
Parcerias
possíveis +
Legislação
específica do
setor e apoio
+
governamental
157 157
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Ideias de Negócios
Critérios de
Avaliação
Concorrentes -
Total =
Fatores Críticos de
Sucesso
(escreva um texto)
Sistema de pontuação:
5 Extremamente alto
4 Alto
3 Médio
2 Regular
1 Fraco
0 Nulo
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Texto de apoio:
Demanda
Disponibilidade de matéria-prima
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ O projeto não sofrerá por uma obsolescência de tecnologia que o torne inviável;
Recursos necessários
Considerando aspecto de investimento financeiro, tal critério pode ser avaliado levan-
do-se em consideração que o investimento necessário pode ou não ser bancado pelo
160 160
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
próprio empreendedor ou por meio de ajuda financeira externa. Critérios propostos con-
forme sistema de pontuação:
¯ 5 – totalmente autofinanciado;
Outros recursos como tempo disponível, por exemplo, já foram considerados em análise
prévia a esta e podem ou não ser avaliados novamente neste momento.
Parcerias possíveis
Verificar entraves e desafios legais para implementação do projeto. A questão a ser ava-
liada é o quanto a legislação específica do setor impacta no início e manutenção da ope-
racionalização do projeto, lembrando que a legislação vigente deve sempre ser compre-
endida e devidamente respeitada e seguida.
161 161
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Concorrentes
Quanto mais concorrentes oferecerem o mesmo tipo de produto ou serviço, mais com-
petitivo o setor e maiores os desafios para o empreendedor conquistar mercado e ex-
pandir suas atividades. É por isso que a pontuação obtida (5 para muitos concorrentes, 0
para nenhum) deve ser subtraída na apuração da pontuação de análise. Com base nisso,
os participantes podem calcular seu “total atualizado”.
Análise mais refinada de exclusão e inclusão das variáveis centrais que afetam o sucesso
ou o fracasso da ideia de projeto, o que é chamado de Fator Crítico de Sucesso (FCS).
FCS significa um determinado fator particular do projeto identificado que é muito im-
portante para o sucesso daquele projeto específico. Se esse fator determinado estiver
faltando, for inadequado ou não tiver sido levado propriamente em consideração, pode
indicar que o projeto não será viável em sua execução.
O FCS de um projeto pode ser qualquer um dos parâmetros já avaliados ou outro. En-
tretanto, o aspecto de análise que representar o FCS do projeto deve ser mais refinado
ou caracterizado.
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Dicas de outros parâmetros que podem utilizados para avaliação das ideias de ne-
gócios.
Adequação estratégica
Facilidade de implementação
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Exposição ao risco
Custo/benefício
¯ O projeto é economicamente viável por seus próprios méritos e não através de inter-
venções artificiais do governo.
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
SEBRAE SP. Manual Oficina Planeje sua Empresa. São Paulo: Sebrae SP, 2007.
¯ Apresentar um vídeo com exemplo de empresa ou projeto para que os alunos reali-
zem a Análise 360º a partir da história conhecida.
¯ Solicitar que os alunos façam, nos seus grupos de trabalho, a Análise 360º do caso apre-
sentado.
¯ Após o tempo indicado solicitar que os alunos comentem sobre as avaliações realiza-
das, em especial sobre dificuldades e facilidades no uso da ferramenta.
¯ Na sequência, orientar que os grupos façam a Análise 360º para as duas ideias de
negócio selecionadas como as duas melhores oportunidades na percepção do grupo.
¯ Orientar que os alunos contam com textos de apoio nos seus Manuais sobre a
ferramenta de análise para realização das atividades.
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Registre suas observações sobre o exemplo de atividade empreendedora que será apre-
sentado pelo professor.
¯ Qual é o negócio?
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Marque os pontos correspondentes a sua resposta para cada uma das questões da
Análise 360º, conforme o exemplo de negócio apresentado:
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
¯ Observações:
A partir de agora é hora de pensar nas oportunidades de negócio que o grupo identificou
e analisa-las 360º.
A B
A B
¯ Marque os pontos correspondentes a sua resposta para cada uma das questões da
Análise 360º, conforme cada ideia de negócio a ser analisada.
Vocês podem realizar a Análise 360º preenchendo dois gráficos, um para cada ideia
de negócio.
169 169
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Opcionalmente, podem realização a Análise 360º das duas ideias num mesmo gráfico,
assinalando as respostas ao lado dos pontos de respostas com as letras A e B, indicati-
vas de cada ideia de negócio.
Seja qual for a decisão do grupo, analisem com atenção os aspectos abordados na atividade.
Bom trabalho!
Observações:
170 170
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Observações:
171 171
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Texto de apoio:
Em seguida, é preciso avaliar o alcance de sua ideia de negócio. Ela, do jeito que foi pro-
posta, resolve um problema pontual, regional, nacional ou global?
A análise dos aspectos externos também implica a avaliação de quatro critérios propos-
tos pela McKinsey a respeito da avaliação de uma oportunidade de negócio. Assim, o
problema que a sua ideia resolve tem:
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Mesmo que você avalie com as maiores notas os aspectos externos de sua ideia de
negócio, ela pode não ser a melhor oportunidade para o seu perfil empreendedor. Tina
Seelig, professora de empreendedorismo da Universidade Stanford, destaca que as me-
lhores oportunidades de negócios para uma pessoa estão na intersecção de suas pai-
xões pessoais com seus conhecimentos e com aquilo que o mercado quer pagar. Nesse
contexto, a ideia escolhida precisa ser avaliada de acordo com critérios pessoais a seguir.
O problema que a ideia resolve:
3. Tem um mercado consumidor amplo? Grande o suficiente para atender seu desejo de
impacto por meio do seu negócio?
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Depois de responder às questões, volte e reflita como poderia melhorar sua nota de avaliação.
Com algum esforço mental, sua ideia inicial que atingiria milhares poderia atingir milhões, se
você pensasse em criar um sistema de franquia ou comércio pela internet, por exemplo. O
tamanho potencial de sua ideia pode ser ampliado drasticamente se você souber posicioná-la
em um tipo de problema muito maior. Alexandre Tadeu da Costa acreditou que o problema
das pessoas darem presentes era muito maior do que o de comer chocolate.
Por isso, posicionou a Cacau Show como uma opção inteligente e criativa de presentes.
Assim, atingiu tanto as pessoas que querem comer chocolates quanto as que querem
dar bons presentes sem gastar muito.
¯ O óbvio simbólico
174 174
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
que você pode obter. Um determinado gerente de TI pode optar por comprar o software
de uma empresa renomada mesmo que a opção seja mais cara. Há necessidades sim-
bólicas sendo supridas nessa decisão. O gerente pode incluir tal marca em seu currículo
(autoestima), querer participar de eventos da empresa (social) e também por questões
de segurança (afinal, era a empresa mais respeitada entre as opções...). Mas a decisão
não foi tomada apenas pela necessidade básica de ter aquele software.
Por mais que você encontre a melhor oportunidade de negócio considerando os aspectos
internos e externos, se isso não estiver fortemente associado a suas paixões pessoais, a
suas motivações intelectuais e a sua capacidade de realização, a ideia tende a não repre-
sentar a melhor ideia para o seu perfil empreendedor. Várias boas oportunidades não de-
ram certo não em função da ideia em si, mas de quem estava empreendendo. Trabalhar
muito por algo que não o inspire e motive não o levará muito longe.
Infelizmente (ou felizmente), esta ferramenta não é uma bola de cristal. Aliás, nenhuma
ferramenta de análise de oportunidades é uma bola de cristal. A melhor maneira para
prever seu futuro, é você mesmo criá-lo!
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas:
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Comunicação Empreendedora
¯ Explicar aos alunos que para exercitar ainda mais a comunicação empreendedora
t e r ã o 1 5 m i n u t o s p a r a preparar uma apresentação da ideia de negócio
escolhida pelo grupo, considerando:
§ Motivo da escolha;
§ Oportunidades visualizadas;
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4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Encerramento do Encontro
¯ Questionar sobre avaliação do encontro, dúvidas e reforçar horários do próximo encontro.
¯ Sugerir aos alunos que realizem uma leitura extraclasse do texto Empreendedorismo
por Necessidade e por Oportunidade, que consta do seu Manual, para complementar o
tema do Módulo.
¯ Solicitar que os alunos se organizem para trazer ao próximo encontro os materiais listados
abaixo. Informar que todo este material será disponibilizado para uso de todos, de modo
comunitário, no exercício em que vivenciarão o processo de Design Thinking.
Copos plásticos
Revistas e jornais
Tesouras, cola em bastão, cola líquida, barbantes e fita crepe
Folhas de papéis coloridos, em diferentes formatos e texturas
Palitos de madeira e canudinhos para refrigerante
Massa para modelar
Canetas de ponta porosa coloridas
Lápis de cor e giz de cera
Caixas de papelão
IMPORTANTE:
178 178
4 Encontro 4 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Sugestões:
¯ Como ideias para atividades de encerramento é possível solicitar avaliação por escrito
em post-its, solicitar que criem frases curtas que traduzam a avaliação, que cantem
uma música que se relacione com a percepção geral sobre o Encontro, que cada um
expresse sua avaliação verbalmente de forma a construir uma história coletiva do En-
contro, entre outras opções.
¯ Também é possível solicitar que os alunos criem um Blog da turma para compartilha-
mento de ideias, aprendizados e outros comentários relativos à disciplina.
179 179
ENCONTRO 5
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Objetivos do Encontro
Conteúdo do Encontro
Importante
181 181
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Total 240’
182 182
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade de Abertura
Solicitar que os participantes resgatem os principais itens estudados no encontro
anterior, realizando uma sessão dialogada em que os alunos compartilhem seus
aprendizados.
183 183
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade Proposta
Para o desenvolvimento desta atividade, indicamos que você realize uma exposição, com os slides
sugeridos e comentários relacionados, conforme o que se segue.
184 184
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
185 185
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
186 186
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Foco nos valores humanos - Empatia com as pessoas para as quais você está trabalhando.
Feedback desses usuários é fundamental para um bom design.
Fale menos e mostre mais - Comunicar a sua visão de uma forma impactante e significativa,
por meio da criação de experiências, utilizando recursos visuais ilustrativos e contando boas
histórias.
Crie clareza. Não complique - Produzir uma visão coerente de problemas confusos. Moldá-la
de modo a inspirar os outros e para ser o combustível da ideação.
Esteja consciente do processo - Saiba onde você está no processo de design, quais os métodos a
utilizar nesse estágio e quais são seus objetivos.
Faça mais e não pense tanto - Design thinking é um equívoco. Refere-se mais sobre “o fazer”
do que “pensar”. Viés para o fazer e para a ação no lugar de só pensar e se reunir.
Colaboração radical entre os participantes - Reunir inovadores com várias origens e pontos de
vista, permitindo que ideias inovadoras e soluções surjam da diversidade de opiniões.
Após a apresentação dos slides, para reforçar o entendimento do tema, promova uma leitura
compartilhada do texto a seguir, que também está no Manual do Aluno.
187 187
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
DESIGN THINKING
Autora: Maria Augusta Orofino
Esta área tem se expandido, evoluído e auxiliado a como pensar melhor um projeto, como
obter contribuições concretas a partir de situações reais, fazendo experiências de forma mais
inteligente, significativa e gratificante na tomada de decisão. O design é um processo de
raciocínio que resulta na construção de uma ponte entre os espaços problema e solução.
A prática do design thinking estimula olhar para alguma coisa que não esteja na cena,
deslocando o olhar do cenário convencional para vislumbrar cenários futuros. É um processo
exploratório que pode conduzir a descobertas inesperadas e inovadoras ao longo da sua
trajetória. Visa a atender às necessidades das pessoas com aquilo que é tecnologicamente
viável e que, por uma adequada estratégia de negócios, transforma tais necessidades em valor
para o cliente e em uma oportunidade de mercado.
O design thinking agrega métodos e técnicas que permitem criar novos conhecimentos dentro
da organização além de auxiliar as empresas a identificarem novas oportunidades para inovar
em seus negócios pela compreensão dos desejos das pessoas, gerando valor.
É um continuum com espaços que se sobrepõem. Projetos podem percorrer esses espaços
tantas vezes quantas forem necessárias. Como um duplo diamante, proposto pelo Conselho
Britânico de Design, o processo tem dois momentos de divergência de ideias e dois momentos
de convergência das ideias propostas. O caminho é a sequencia em quatro etapas, conforme o
que se segue.
188 188
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
c) Mapa de Empatia – Uma vez que se identifica o problema, o grupo definirá quem tem o
problema, criando um arquétipo ou uma persona, que represente o segmento de pessoas com os
mesmos problemas. Neste momento, identificam-se detalhes do potencial cliente descrevendo o
que ele pensa, como ele observa o seu entorno, o que ele escuta da família, no trabalho e dos
amigos, como ele se comporta, quais são necessidades e dores, etc.
189 189
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
b) Prototipagem – é a execução de um modelo preliminar que tem por base testar hipóteses
necessárias para identificar se a ideia pretendida funcionará e se alguém aceita pagar por ela. É
um teste de hipóteses a partir da construção de objetos tangíveis, de forma experimental e
rudimentar para gerar feedbacks e estimular a tomada de decisão.
Destaca-se que, enquanto uma ideia não é colocada no mercado e alguém pague pela mesma, tem-
se apenas uma invenção. Para ser inovação tem que fazer sentido para as pessoas e ter um valor
comercial. A inovação exige que as empresas adotem a experiência real de seus clientes e
estimulem o pensamento divergente entre os seus colaboradores. É preciso haver uma disposição
de se relacionar com os problemas e de se identificar uma grande variedade de soluções com base
nas necessidades do consumidor.
Um dos maiores desafios das pessoas na definição de uma cultura de inovação é reconhecer o
fracasso que geralmente vem associado à punição. Porém, para o design thinking, fracasso é
reconhecer que uma ideia não deu certo, aprender rapidamente com as falhas e seguir em frente,
para desenvolver o quanto antes novas ideias, colocá-las em prática por protótipos ágeis e testá-las
novamente até acertar. O grande desafio dos gestores é reconhecer quando um fracasso pode ser
um ponto de sucesso.
Na elaboração de Modelos de Negócios, o design thinking é uma técnica que integra três restrições
inerentes aos processos criativos buscando uma solução equilibrada entre estas partes
190 190
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
a) Não é um processo linear, é um exercício iterativo. Ele funciona fazendo saltos fora da lógica.
Isso deixa algumas pessoas no ambiente corporativo em desconforto. Se eu não posso repetir
exatamente o mesmo sucesso todas as vezes, por que isto será bom?
b) Incentiva a experimentação, o que significa que haverá falhas. Falhas deixam as pessoas
desconfortáveis. Quanto é demais? Quando não é suficiente? As pessoas também querem
codificar a falha. Mas este não é o ponto. O ponto é fazer um monte de coisas de forma rápida
e descobrir o que funciona e o que não funciona, de maneira ágil. Mas quando há uma falha,
as pessoas ficam impacientes e com medo, mesmo que eles possam realmente chegar à
solução mais rápida.
A seguir, apresentamos um exemplo trazido por Tim Brown (2015), da IDEO - considerada uma
das mais revolucionárias e inovadoras agências de design no mundo -, relatando uma experiência
em que o design thinking contribuiu para o aterro sanitário das cidades.
Eles trabalharam para uma pequena empresa situada em Boulder, no Colorado – EUA, que
fabrica produtos para o corpo com o apelo ambiental. Empresa pequena, orçamento restrito.
Quem não se deparou com esta situação?
A partir das técnicas do design thinking, vistas neste texto, o grupo de pesquisa da IDEO chegou
à solução de transformar as caixas dos sabonetes e dos demais produtos em caixas
biodegradáveis, porém com sementes de flores selvagens que, ao serem lançadas, são
incorporadas aos aterros sanitários, embebem-se de água e, em poucos dias, começam a florir.
Pensando bem, talvez as pessoas nem as joguem em um aterro sanitário, mas no seu próprio
jardim. Imaginem a plaquinha indicando: flores de caixas de sabonetes ou flores da caixa do meu
xampu.
Este exemplo simples é apenas uma amostra do que este método permite descobrir, partindo de
um ambiente problema e chegando, pela experimentação e prototipagem, a soluções antes não
imaginadas.
Problemas complexos exigem soluções simples e que façam sentido para as pessoas!
191 191
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade Proposta
Informar que esta atividade tem a duração de 90 minutos: um 1º momento de 60 minutos, seguido
por um intervalo de 10 minutos, e, depois, um 2º momento de 30 minutos.
Pedir às duplas que abram o Manual do Aluno no Exercício Prático de Design Thinking e que
sigam os passos detalhados, item a item, respeitando as etapas e os tempos designados.
Pedir aos alunos que organizem em uma mesa central o material solicitado ao final do Encontro 4.
Copos plásticos
Revistas e jornais
Tesouras, cola em bastão, cola líquida, barbantes e fita crepe
Folhas de papéis coloridos, em diferentes formatos e texturas
Palitos de madeira e canudinhos para refrigerante
Massa para modelar
Canetas de ponta porosa coloridas
Lápis de cor e giz de cera
Caixas de Papelão
Informar aos alunos que os materiais ficarão expostos, para que, de modo colaborativo, todos
possam usá-los durante uma das etapas da elaboração dos protótipos.
192 192
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Desenvolvimento da Atividade
SUA MISSÃO: Desenhar algo ÚTIL e SIGNIFICATIVO para o seu colega de dupla.
ENTREVISTA - Peça para seu parceiro se apresentar, descrevendo o problema que ele tem para
levar o material de estudo às aulas do Curso de Empreendedorismo.
Anote tudo, registre as suas descobertas e aquilo que mais chamou a sua atenção.
Após transcorridos 5 minutos, inverta os papéis e o seu colega de dupla passará a ser o
entrevistador e você o entrevistado.
193 193
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
SINTETIZE o que você aprendeu. Faça um texto descrevendo seu colega, dizendo seu
nome, que características pessoais ele possui, que necessidades ele precisa resolver, o que ele
gosta e o que o fará se sentir muito bem.
194 194
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Escreva de forma resumida qual o problema que seu colega entrevistado apresenta. Relate apenas,
sem julgamentos ou análise crítica.
195 195
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Colocando-se no lugar do outro (EMPATIA) escreva as novas coisas que você aprendeu sobre o seu
entrevistado e as suas NECESSIDADES.
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5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
197 197
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Etapa 6: PROTOTIPAGEM
Tempo: 30 minutos
CONSTRUA sua solução. FAÇA algo com que seu entrevistado possa INTERAGIR. Utilize os
materiais disponibilizados para elaborar um protótipo, ou seja, um modelo físico que representa da
melhor forma a sua ideia para resolver o problema do seu entrevistado.
Para saber mais sobre como elaborar um protótipo, assista aos vídeos que se seguem.
O Que É Produto Mínimo Viável? – Endereço:
[Link]
Protótipo e Produto Mínimo Viável – Disponível em
[Link]
Woofyy 1.0 – Endereço: [Link]
198 198
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Atividade Proposta
Promover um debate entre os alunos, pedindo que eles relatem as suas descobertas, aprendizagens
e experiências vividas. Como auxílio, use as seguintes questões:
O que funcionou?
199 199
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Finalizar dizendo que a experiência dessa atividade certamente auxiliará o aprendizado nas
vivencias do próximo Módulo.
Importante
200 200
5 Encontro 5 – Manual do ProfessorMódulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências do Encontro 5
201 201
ANEXOS
202 202
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ANEXO 1 (Encontro 1)
Artigo:
Deu na Fast Company2: uma empresa japonesa está trabalhando na criação de um eleva-
dor espacial, capaz de levar passageiros até o espaço sideral, a uma velocidade de 200
km/h. De acordo com os executivos da Obayahi, o elevador, que utilizará energia magnéti-
ca, deve ficar pronto até 2050. Maluquice ou inovação? Somente o tempo dirá. A verdade
é que o mundo empreendedor está repleto de ideias tão ou mais malucas do que essa.
Só que, na maioria das vezes, estas ficam abandonadas em uma gaveta – quando pode-
riam se transformar em produtos originais e lucrativos. A grande questão é: como saber
se uma ideia é genial ou simplesmente maluca?
O primeiro passo é avaliar a ideia segundo dois critérios: impacto e viabilidade. Para me-
dir o impacto, imagine que você tem na mão uma varinha mágica, capaz de concretizar
qualquer ideia em questão de segundos. Então, reúna todas as ideias apresentadas por
2 Revista americana com foco editorial em inovação em tecnologia, ethonomics (economia ética), liderança e
design – [Link]
203 203
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
seus sócios e funcionários e responda às questões a seguir. Qual dessas ideias teria mais
impacto sobre os lucros da empresa? Qual delas ajudaria o negócio a crescer? Usando
esse critério, classifique as ideias em alto impacto, impacto médio e baixo impacto.
Depois, passe para a viabilidade. Avalie o grau de dificuldade de cada proposta. Quanto
custa colocar a ideia em prática? Com que rapidez isso pode ser feito? Sua empresa tem
capacidade e conhecimento para implementá-la? Qual a complexidade da sua execução?
Usando esses critérios, classifique as ideias em alta viabilidade, viabilidade média ou baixa
viabilidade. Juntando as duas avaliações, você poderá classificar as ideias em quatro tipos.
Vencedoras
São as que têm alto impacto e alta viabilidade. Coloque esses projetos na rua imediatamente.
Corretas
São ideias fáceis de executar, mas que não terão alto impacto sobre a situação da empre-
sa. Você pode até colocar em prática, mas não deve ser sua prioridade.
Nocivas
São ideias de baixo impacto e baixa viabilidade, ou seja, difíceis de realizar. Jogue fora
imediatamente, para evitar o desperdício de recursos.
Malucas
Apresentam baixa viabilidade, mas teriam um alto impacto sobre os lucros e o cres-
cimento da empresa. A maioria dos empreendedores tende a descartar esse tipo de
projeto, pois acha que são uma perda de tempo. Já os mais ousados se debruçam
sobre essas ideias, investindo tempo e recursos para torná-las realidade. Elas desco-
briram que a verdadeira fórmula da inovação está em transformar ideias “malucas”
em ideias “vencedoras”.
Referências Bibliográficas:
GIL, Marisa Adán. Como saber se uma ideia é maluca ou genial? Papo de Empreendedor: online.
Disponível em: <[Link]
ca-ou-genial/>. Acesso em: 16 dezembro 2012.
204 204
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ANEXO 2 (Encontro 2)
Dinâmica Laranja Ugli: Papeis Sr. Jones e Sr. Roland.
Você é o Dr. Jones, um cientista pesquisador, biólogo, funcionário de uma empresa far-
macêutica. Recentemente desenvolveu um composto sintético útil para curar e prevenir
Rudosen, que é uma doença adquirida por mulheres grávidas. Se for adquirida durante
as quatro primeiras semanas de gravidez, ela causa sérios danos ao cérebro, olhos e ou-
vidos do feto. Recentemente, houve um grande número de casos de Rudosen em seu
estado e milhares de mulheres a contraíram. Você descobriu, por meio de pacientes vo-
luntários, que o seu soro sintético, recentemente desenvolvido, cura a Rudosen em seus
estágios iniciais. Infelizmente, o soro é feito a partir do suco da laranja Ugli, que é uma
fruta rara. Somente uma pequena quantidade dessas laranjas foi produzida durante a úl-
tima estação (aproximadamente 4000). Nenhuma laranja Ugli adicional estará disponível
até a próxima estação, o que seria muito tarde para a cura dos pacientes que atualmente
contraíram Rudosen.
Você demonstrou que seu soro sintético é inofensivo às mulheres grávidas. Consequen-
temente, não há nenhum efeito colateral. Os órgãos fiscalizadores responsáveis aprova-
ram a produção e distribuição do soro para a cura do Rudosen.
Infelizmente, o presente surto era inesperado e a empresa não tinha planejado conseguir
o composto disponível dentro dos próximos seis meses. A empresa detém a patente do
soro sintético e espera que seja um produto altamente lucrativo no momento em que
estiver disponível ao público.
Recentemente, você foi informado, com grande chance de ser verdade, de que o Sr. Pi-
nheiros, um exportador de frutas da América do Sul, possui 3000 laranjas Ugli em boas
condições. Se pudesse obter o suco das 3000 laranjas, você seria capaz de curar os pa-
cientes atuais e inocular todas as mulheres grávidas remanescentes do estado. Nenhum
outro estado atualmente está ameaçado pela Rudosen.
205 205
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Você foi notificado de que o Dr. Roland está desesperadamente procurando comprar
as laranjas Ugli e de que também sabe que o Sr. Pinheiros tem em seu poder 3000 la-
ranjas disponíveis. O Dr. Roland é funcionário de uma companhia farmacêutica rival. Ele
vem trabalhando, nos últimos anos, na pesquisa de guerra biológica. Existe uma grande
quantidade de espionagem industrial no ramo farmacêutico. Durante vários anos, a sua
empresa e a do Dr. Roland já se processaram, inúmeras vezes, devido a violações da le-
gislação de espionagem industrial e infrações de direitos oriundas de patentes.
Você foi autorizado pela empresa a se aproximar do Sr. Pinheiros a fim de comprar 3000
laranjas Ugli. Foi informado de que as venderá pela maior oferta. A empresa o autorizou
a oferecer, no máximo, R$ 250.000,00 para obter o suco das 3000 laranjas disponíveis.
Antes de se aproximar do Sr. Pinheiros você decidiu falar com o Dr. Roland.
Você é o Dr. Roland, e trabalha como biologista pesquisador para uma empresa farma-
cêutica. Tal empresa possui um contrato com o governo com a finalidade de pesquisar
métodos defensivos contra a guerra biológica.
Você desenvolveu um vapor sintético que neutraliza tal gás paralisante do sistema ner-
voso, se injetado dentro da câmara da bomba antes que o mesmo vaze. O vapor é feito
a partir de um composto químico da laranja Ugli, uma fruta muito rara. Infelizmente, so-
mente 4000 delas foram produzidas nesta estação.
206 206
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Você foi informado, com forte evidência, de que o Sr. Pinheiros, um exportador de frutas
da América do Sul, possui 3000 laranjas Ugli. Os compostos químicos gerados a partir da
casca de tal quantidade de laranjas seriam suficientes para neutralizar o gás, caso o vapor
seja desenvolvido e injetado de maneira eficiente. Você também foi notificado de que as
cascas das referidas laranjas encontram-se em boas condições.
Você soube, ainda, que o Dr. Jones está desesperadamente procurando comprar as la-
ranjas Ugli e também está ciente da disponibilidade de 3000 delas com o Sr. Pinheiros.
O Dr. Jones trabalha para uma empresa que é extremamente competitiva e forte concor-
rente da empresa para a qual você trabalha. Existe uma grande quantidade de espiona-
gem industrial dentro do ramo farmacêutico. Durante muitos anos, a sua empresa e a do
Dr. Jones já se processaram devido a violações da legislação de espionagem industrial e
infrações de direitos oriundas de patentes. O litígio, em ambos os processos, ainda está
em andamento.
O governo federal solicitou o auxílio de sua empresa. Você foi autorizado por ela a se
aproximar do Sr. Pinheiros a fim de comprar as 3000 laranjas Ugli. Foi informado de que
ele as irá vender pela melhor oferta. A empresa o autorizou a oferecer, no máximo, R$
250.000,00 para obter as cascas das laranjas.
Antes de se aproximar do Sr. Pinheiros, você decidiu falar com o Dr. Jones.
207 207
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ANEXO 3 (Encontro 2)
Sugestão de imagem de produto para atividade de discurso de venda.
MODELO ¾
208 208
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
ANEXO 4 (Encontro 4)
Texto Complementar, que consta também do Manual do Aluno.
Pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2010 percebe-se que nos países
com maior desenvolvimento econômico, a razão entre oportunidade e necessidade é
superior à dos demais. Na Islândia, por exemplo, para cada empreendedor por necessida-
de há outros 11,2 por oportunidade. Já países com menor desenvolvimento econômico
apresentam razões menores entre os empreendedores por oportunidade e necessidade.
No Brasil, os empreendedores por oportunidade são maioria, sendo que a relação oportu-
nidade X necessidade tem sido superior a 1,4 desde o ano de 2007. Em 2010, para cada
empreendedor por necessidade havia outros 2,1 que empreenderam por oportunidade.
Esse valor é semelhante à média dos países que participaram da pesquisa, que foi de 2,2.
Nos Estados Unidos, essa razão está um pouco acima da brasileira, de 2,4.
209 209
A Anexos – Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Entre os empreendedores por oportunidade, a pesquisa aponta que 43% o fizeram pela
busca de maior independência e liberdade na vida profissional; 35,2% pelo aumento da
renda pessoal; 18,5% apenas para a manutenção de sua renda pessoal, enquanto 3,3%
citaram outros motivos. Agrupando os dois primeiros perfis, 78,2% vislumbram uma
oportunidade de aprimorar a vida com o negócio que estão abrindo.
Referências Bibliográficas:
Global Entrepreneurship Monitor. Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor GEM – Relatório Exe-
cutivo 2010. GEM e IPQP, 2011.
210 210
R Referências Bibliográficas Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
Referências Bibliográficas
ANTHONY, Scott et al. Inovação para o crescimento – Ferramentas para incentivar e administrar a
inovação. M. books do Brasil, São Paulo, 2011
BROWN, T. Design thinking. Harvard Business Review, v. 86, n. 6, p. 84-92, 141., 2008.
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias (Elsevier, Eds.).
p.249. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
BROWN, T. What does design thinking feel like? [Link] , 2010.
DESIGN COUNCIL. A study of the design process. London, 2007.
DESIGN COUNCIL. Eleven lessons: managing design in eleven global companies. Desk research report.
London: Design Council, 2007.
FISHER, Roger; PATTON, Bruce; URY, William L. Como chegar ao sim. 2ª edição. São
Paulo: Imago, 2005.
Global Entrepreneurship Monitor. Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor GEM –
Relatório Executivo 2010. GEM e IPQP, 2011.
IDEO. Design Thinker. Disponível em [Link] Acesso
em 3 de junho de 2015
MALHEIROS, Rita de Cássia da Costa; FERLA, Luiz Alberto; CUNHA, Cristiano J.C. de
Almeida, organizadores. Viagem ao Mundo do Empreendedorismo. Florianópolis: IEA –
Instituto de Estudos Avançados, 2003.
MANHÃES, Maurício Cordeiro. A inovação em serviços e o processo de criação do conhecimento: uma
proposta de método para o design de serviço. Dissertação de Mestrado Universidade Federal de Santa
Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento. ;
orientador Gregório Jean Varvakis Rados. - Florianópolis, SC, 2010.
MAXIMINIANO, Antônio Cesar Amaru. Administração para empreendedores:
fundamentos da criação e de gestão de novos negócios. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
NAKAGAWA, Marcelo. Pequenas Empresas Grandes Negócios – Movimento Empreenda –
Ferramenta: Análise 360º da Oportunidade de Negócio. São Paulo: Editora Globo, 2012.
Disponível em: <[Link]
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NAKAGAWA, Marcelo. Pequenas Empresas Grandes Negócios – Movimento Empreenda –
Ferramenta: Funil de Ideias para um Novo Negócio. São Paulo: Editora Globo, 2012.
Disponível em: <[Link]
news/ferramentas/2012/04/[Link]>. Acesso
em 18 dezembro 2012.
OCDE; FINEP. Manual de Oslo: Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3ª
edição. OCDE / FINEP: 1997.
211 211
R Referências Bibliográficas Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
212 212
P Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
213 213
P Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
214 214
P Manual do Professor Módulo 2 – O Empreendedor e as Oportunidades de Mercado
215 215
•
[Link]
0800 570 0800