0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações14 páginas

Pessoa como Sujeito Moral na Filosofia

O trabalho aborda a pessoa como sujeito moral, destacando sua racionalidade, consciência e responsabilidade. Explora a distinção entre ética e moral, o desenvolvimento da consciência moral segundo Piaget e Kohlberg, e a importância da liberdade na ação humana. O documento também discute características da pessoa, a relação entre ação e valores, e a responsabilidade moral.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações14 páginas

Pessoa como Sujeito Moral na Filosofia

O trabalho aborda a pessoa como sujeito moral, destacando sua racionalidade, consciência e responsabilidade. Explora a distinção entre ética e moral, o desenvolvimento da consciência moral segundo Piaget e Kohlberg, e a importância da liberdade na ação humana. O documento também discute características da pessoa, a relação entre ação e valores, e a responsabilidade moral.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ESCOLA SECUNDÁRIA GERAL 25 DE SETEMBRO

Trabalho de Introdução a Filosofia

Tema: PESSOA COMO SUJEITO MORAL

Estudante:

Neide Rasia - No 49
Turma: H 11a Classe - G/B

Docente:

Daniel Sousa

Quelimane
2025
1
Índice
1. Introdução ........................................................................................................................ 1

1.1. A pessoa como sujeito moral ....................................................................................... 2

1.2. Distinção entre ética e moral........................................................................................ 2

1.3. Conceito de pessoa....................................................................................................... 2

1.3.1. Características da pessoa .............................................................................................. 2

2. Consciência Moral: Etapas do seu desenvolvimento ( Piaget e Kohlberg) ..................... 3

2.1. Formação e desenvolvimento da consciência moral .................................................... 3

2.2. Acção humana e valores .............................................................................................. 4

2.3. Actos voluntários e actos involuntários ....................................................................... 4

2.3.1. Valores ..................................................................................................................... 5

2.3.2. Tipos de valores ............................................................................................................ 5

3. Liberdade como fundamento da acção humana .............................................................. 6

3.1. Conceito liberdade ........................................................................................................... 6

3.1.1. Formas e tipos de liberdade .......................................................................................... 7

3.1.2. A justiça e o dever ........................................................................................................ 8

3.1.3. A Sanção e o Mérito ..................................................................................................... 9

3.2. A pessoa como um ser de relações .................................................................................. 9

Conclusão.............................................................................................................................. 11

Referencias Bibliográficas .................................................................................................... 12

2
1. Introdução

O conhecimento que se pretende brindar neste trabalho se refere a pessoa como sujeito
moral, portanto destacar que pessoa ou seja ser uma pessoa esta associado a existência
de racionalidade, consciência de si, controlo e capacidade para agir, etc.

Pessoa tem um significado de caracter moral e jurídico, ou seja, é aquele que possui
direitos e deveres perante lei e onde todos os homens tê igual valor.

Portanto, o sujeito moral é uma pessoa consciente de seus interesses em detri - mentos
aos outros, demonstra ter vontade para realizar seus próprios objectivos e é responsável
por seus actos, não se importando com as consequências.

1
1.1. A pessoa como sujeito moral

1.2. Distinção entre ética e moral

A palavra “ética” provém do grego “ethos”, que diz respeito aos comportamentos
habituais, aos costumes, daquilo que é habitual, que os seres humanos fazem, referindo-
se à sua interioridade.

A palavra “moral”, provém do latim, “moralis” e designa também aquilo que é habitual
aos seres humanos fazem, com a particularidade de indagar o que deve ou não ser feito.

A moral e a ética têm em comum de incidirem sobre o comportamento e a acção


humana. A ética tem uma dimensão mais universitária e a moral está ligada à dimensão
convencional e comunitária; A ética procura investigar as condições a partir das quais se
pode falar, ou não, em acto moral e em moralidade. Sendo assim, a ética fala sobre o
princípio fundamental da moral. A moral tem uma dimensão mais local, relacionando-se
com os modos concretos da vida de uma dada sociedade, que é usual ouvirmos em
princípios éticos e em condutas morais.

1.3. Conceito de pessoa

A palavra “ pessoa”, provém do grego “prósopon”, e do latim “personare”, (fazer


ressoar), significa “máscara”, ou seja, tudo aquilo que um actor punha no seu rosto
numa peça teatral. Para o filósofo Boécio, pessoa é uma substância individual de
natureza racional. Esta definição foi compartilhada pelo filósofo da época medieval São
Tomás de Aquino.

Para o filósofo romano Cícero, pessoa é um sujeito de direitos e deveres. Esta definição
remete - nos para uma abordagem jurídica ao designar a pessoa como um indivíduo
dotado de direitos e obrigações, obrigações essas que vão por limites na sua liberdade.
Boécio e São Tomás destacam 3 elementos fundamentais: substância, individualidade e
racionalidade.

1.3.1. Características da pessoa

A pessoa é caracterizada pelos seguintes aspectos: singularidade, unidade, interioridade


autonomia, projecto e valor em si.

2
 Singularidade - cada ser humano é uno, original, autêntico, irrepetível e
insubstituível, ou seja, ninguém é cópia de ninguém, não há duas pessoas iguais,
há sempre uma diferença entre uma pessoa e outra. Um sujeito pode ser
substituído nas suas funções, mas nunca como pessoa: cada pessoa é ela mesma.
 Unidade - embora constituída por partes diversificadas (é corpo físico, razão,
emoção, acções, etc.). a pessoa é uma totalidade, isto é, as diferentes partes que
o constituem formam um todo.
 Interioridade - em cada ser humano há um espaço de reserva e de intimidade,
inacessível e inviolável: é a consciência moral.
 Autonomia - o ser humano na sua qualidade de pessoa, é um centro de decisão e
acção tem em si o princípio e a causa do seu agir; a pessoa tem a capacidade de
autogovernar-se ou autodeterminar-se.
 Projecto - ser pessoa não é algo inato. A pessoa tem de se tornar como tal; ser
pessoa é uma das possibilidades humanas que cada um deve realizar por si.
 Valor em si - a pessoa é um valor absoluto e como tal, não pode ser usada como
um meio de serviço de um fim. Estar-se-ia coisificar a pessoa.

2. Consciência Moral: Etapas do seu desenvolvimento ( Piaget e Kohlberg)

Consciência - é o estudo ou a faculdade de alerta, que nos permite perceber o mundo


intrínseco e extrínseco a nós mesmos e fazer juízos de valor sobre eles.

Consciência moral - é a faculdade que o homem tem de distinguir o bem do mal,


apreciar os seus actos e adoptar uma determinada forma de comportamento.

2.1. Formação e desenvolvimento da consciência moral

Para os filósofos antigos, a consciência moral era algo inato, que pertencia ao próprio
Homem. Os filósofos modernos e contemporâneos, porém detem a tese que a
consciência moral é algo que é adquirido pelo Homem em sociedade, através da
sociabilização, trata se da aprendizagem que poderá ser feita com família, o grupo
social, na escola, etc. A formação e o desenvolvimento da consciência constituem um
tema importante cujo tratamento mereceu uma especial atenção dos filósofos modernos,
podendo destacar se os estudos do suíço: Jean Piaget (1896-1980) e do americano
Lawrence Kohlberg (1927-1987).

3
Nos seus estudos, Piaget concluiu que a moralidade se desenvolve a medida que a
inteligência humana se vai desenvolvendo, seguindo o processo delineado por 3 etapas
fundamentais:

 1ª Etapa (entre 2 – 6 nos) - encontramos na criança a moral de obrigação e


heteronomia, onde ela vive numa atitude unilateral de respeito absoluto para
com os mais velhos e as normas são totalmente exteriores a sí.
 2ª Etapa (entre 7-11 anos) – verifica se no adolescente a moral da
solidariedade, entre iguais. O respeito unilateral é substituído pelo respeito
mútuo e começa a desenvolver-se a noção de igualdade entre todos e as normas
de conduta humana são aplicadas de uma forma rigorosa.
 3ª Etapa (dos 12 anos em diante) - encontra no jovem ou no adulto a moral de
equidade ou autonomia.

Para Lawrence Kohlberg - considera que a consciência moral se torna num processo de
conhecimento que decorre de fases de aprendizagem social. Para ele existem 3 níveis de
desenvolvimento moral:

 1º Nível (pré-convencional) – as pessoas respeitam as normas sociais, mas


receiam o castigo se não as cumprirem ou esperam uma recompensa pelo seu
cumprimento.
 2º Nível (convencional) – determina que as pessoas respeitam as normas sociais
porque consideram importante que cada um desempenhe o seu papel numa
sociedade moralmente organizada;
 3º Nível (pós- convencional) – estabelece que as pessoas se preocupam com um
juízo autónomo e com o estabelecimento de princípios morais universais.

2.2. Acção humana e valores


2.3. Actos voluntários e actos involuntários

Acções involuntárias (ou actos do homem) – são acções que não implicam qualquer
intenção sujeito. São acontecimentos em que nos limitamos a ser meros receptores de
efeitos que não provocamos. Constituem os comportamentos reflexos e espontâneos. Os
exemplos destes actos são: ressonar, esticar o braço em auto defesa, envelhecer, gritar
de susto, etc.

4
Acções voluntárias (ou actos humanos) – são acções que implicam uma intenção
deliberada e agir de determinado modo e não doutro. Estas acções são reflectivas,
premeditadas ou até projectadas a longo prazo, tendo em vista atingir determinados
objectivos. Neste caso, afirmamos que temos a intenção ou o propósito de fazer o que
fazemos. Toda acção humana implica necessariamente os seguintes elementos: agente,
motivo, intensão, fim.

 Agente - um sujeito da acção que é capaz de se reconhecer como autor da acção


e que age com consciência; é capaz de operar e tomar decisões livremente.
 Motivo - a razão que justifica a acção; o que nos leva a agir ou fazer algo.
Procuramos encontrar a razão que justifica a acção.
 Intensão - diz respeito ao que o sujeito pretende fazer ou ser com a sua acção e
responde à pergunta “que fazes?”… a intensão implica um agente consciente
naquilo que o agente quer realizar.
 Fim - implica o fim da acção que é a processão daquilo para que se quer acção
voluntária.

2.3.1. Valores

Valores - são critérios segundo os quais damos ou não importância às coisas; são as
razões que justificam ou motivam as nossas acções, tornando-as preferíveis a outros.

2.3.2. Tipos de valores

Existe uma enorme universalidade de valores, que podemos agrupar em : espirituais e


materiais. Os valores espirituais são: religiosos, estéticos e éticos, e os valores materiais
são: valor agradável e do prazer, valores vitais e valores económicos.

Apesar da diversidade de valores apresentam características comuns todos os tipos,


grupos e situações: bipolaridade dos valores, hierarquia dos valores e historicidade dos
valores.
A subjectividade (ou relatividade) e a objectividade dos valores.

Existem duas posições que surgem sobre os valores: para alguns os valores têm duas
vertentes: subjectiva e objectiva; para outros, os valores são só objectivos, ou ainda para
outros são apenas subjectivos.

5
 Valores subjectivos (ou relativos) - são aqueles valores que mudam ao longo
da história da humanidade. Por ex: a ideia da beleza numa época torna se uma
expressão do mau gosto noutro período histórico. Esta posição foi assumida
pelos sofistas, na Antiguidade, ao afirmarem que a verdade ou a moral não
passavam de convenções que variam de sociedade para sociedade, de indivíduo
para indivíduo, da cultura para cultura.
 Valores objectivos - são aqueles que são defendidos por uma comunidade ou
sociedade e estes valores são considerados como absolutos e inquestionáveis.
Esta é a posição textos sagrados consideram certos valores, como o amor ao
próximo e as normas morais, absolutas, isto é, valores que não dependem das
sociedades nem dos indivíduos, uma vez que compreendem à vontade divina.

3. Liberdade como fundamento da acção humana

Apesar de todos os condicionalismos, o Homem é um ser livre, pois, em última


instância é sempre ele quem decide agir ou não. Sendo livre, pode decidir ajustar se ou
não às regras sociais que encontra. Sendo livre, toma decisões que tem como objectivo
responder à sua necessidade de realização pessoal, em conformidade com o seu próprio.

3.1. Conceito liberdade

O termo liberdade designa à capacidade que todo o homem possui de agir de acordo
com a sua própria decisão: é a capacidade da autodeterminação. Como condição do agir
humano, a liberdade pressupõe:

1. Autonomia do sujeito – é a capacidade que o homem tem de tomar decisões


por si.

2. Consciência da acção – este pressuposto implica que o sujeito não ignore a


intenção, os motivos e as circunstâncias, assim como as consequências da própria
acção.
3. Escolhas fundamentadas em valores – a acção implica sempre a manifestação
de certas preferências, implicando o homem nessa escolha.

6
3.1.1. Formas e tipos de liberdade

Os tipos de liberdade são uma consequência directa dos tipos de coração de que o
Homem é vítima na sua relação com os outros (sociedade) e consigo mesmo. Por isso a
liberdade pode ser: interior e exterior. A liberdade interior compreende: psicológica e
moral.

 Liberdade psicológica - é a capacidade que o homem tem de fazer ou não uma


determinada coisa; e a capacidade de decidir por sí mesmo.
 Liberdade moral - é a ausência de qualquer constrangimento de ordem moral,
como por exemplo, o medo de punições ou de infringir leis, ameaças, etc. É a
liberdade de escolha ou não escolha, que torna o Homem digno de si próprio
(autónomo).

A liberdade exterior compreende: sociológica, física e política.

 Liberdade sociológica - autonomia do sujeito face aos constrangimentos


impostos pela sociedade.
 Liberdade física - ausência de qualquer constrangimento físico por exemplo um
portador de deficiência física nos membros superiores pode estar privado de
praticar determinada modalidade desportiva.
 Liberdade política - ausência de qualquer constrangimento político, por
exemplo, um sujeito que não deve votar, por ser um prisioneiro, não tem a
liberdade política.

Da liberdade humana à responsabilidade moral.


O homem pode escolher agir de acordo com as normas impostas pelas regras morais
exteriores e ainda de acordo com as normas internas e os valores interiorizados que lhe
são ditados pela sua consciência.

A acção moral, a liberdade está ligada a responsabilidade.

Responsabilidade moral - é a característica em virtude da qual deve responder pelos


seus actos, reconhecendo-os como seus e assumindo as suas consequências ou efeitos
perante os outros e perante a si mesmo e a sua consciência. Todo o acto moralmente
responsável exige as seguintes condições:

7
 Imputabilidade - só é responsável por um determinado acto aquele a quem é
atribuída a sua autoria.
 Consciência - o sujeito age conscientemente, com o conhecimento de causa.
 Intencionalidade - o acto realizado é intencional, isto é, deriva de uma decisão
consciente, voluntária e livre do sujeito, não sendo este esforçado a agir de uma
determinada forma por normas exteriores a si ou impostos.

3.1.2. A justiça e o dever

Segundo Aristóteles justiça é uma virtude ou qualidade humana que consiste na


vontade firme e constante de dar a cada um o que lhe é devido.

Segundo Carlos Dias Hernandez, filósofo contemporâneo a noção de justiça exprime


uma tripla dimensão:

 Ético pessoal - referida ao homem justo, como virtude pessoal.


 Ético social - é a sociedade ou sistema político justo no qual existem relações
sociais institucionalizados, ordenados e coerentes, no interior das quais cada um
recebe o que é seu, isto é, o que lhe compreende.
 Jurídico legal - é o sistema de leis( direito) que estabelecem de modo positivo o
que é “seu” o que corresponde a cada um nas diversas circunstâncias e que
utiliza os mecanismos adequados para a sua realização e cumprimento. A justiça
é aplicada quando a lei é cumprida.
 Noção de dever - é uma realidade interior que leva a vontade a agir de uma
determinada maneira, sem violentar, mas que no entanto se impõe como
expressão de uma ordem que impera absoluta e incondicionalmente e que é
cumprimento e respeito pela lei moral.

Segundo Kant dever é um imperativo categórico e não hipotético no sentido que o


indivíduo pode escolher, é livre de escolher as suas acções. A formulação do imperativo
categórico “ Age apenas segundo uma máxima tal que possas, ao mesmo tempo, querer
que ele se torne lei universal”. O dever encontra a sua fundamentação em tendências
que podem ser resumidas assim:

 Tendência teísta - defende que o verdadeiro fundamento do dever é Deus,


criador e legislador supremo da Natureza do Homem.

8
 Tendência positivista - defende o dever como algo resultante da expressão
exercida pela sociedade sobre os indivíduos que, como tempo se foi
interiorizando e se transformando em obrigação de consciência.
 Tendência racionalista - defende como fundamento do dever a própria razão
humana, autora de todas as leis, e por isso, também todas as leis morais. Estas
por procederem da razão, são dignas do máximo respeito e veneração e impõe se
à vontade por imperativo categórico. Portanto, é a razão que cria o dever.

3.1.3. A Sanção e o Mérito

A Sanção - é o prémio ou castigo infligidos pelo cumprimento ou violação de uma lei.


O Mérito - é o valor moral adquirido por esforços voluntário para vencer as dificuldades
que se oponham ao cumprimento do dever e A consciência moral é o juiz desse valor.

3.2. A pessoa como um ser de relações

A pessoa é um ser humano nas suas relações com o mundo e consigo próprio. O
indivíduo do ponto de vista da Ética e da Moral, é pessoa. Por pessoa entende-se o ser
humano como fruto das relações e valores vividos por ele e pertença da sua experiência
interior.
 A relação consigo próprio

A pessoa tem a capacidade de relacionamento consigo próprio através da sua


consciência que é a base do indivíduo moral, dado que a consciência tem a função de
orientar, ordenar, avaliar e criticar todos os actos humanos, ou seja, fazer com que as
acções de cada ser humano sejam acções morais e que as decisões tenham sempre uma
base ética.

 A relação com o outro

A relação da pessoa com o outro pode ser entendida em 2 âmbitos opostos. Por um lado,
o outro pode ser visto como um tu-como-eu, pois ele é um eu, mas que não sou eu. O
outro é sempre definido em função do eu e outro só se reconhece como tal e encontra
plena complementaridade face a um outro eu: eu sou eu na minha relação com o outro.
Nele eu me reconheço e me projecto como pessoa. Por outro lado, o outro deve ser visto
como contrato. No contrato, os homens encaram se reciprocamente como sujeito com
interesses convergentes.

9
 A relação com o trabalho

Na sua relação com o trabalho, o Homem é chamado a tornar o mundo cada vez mais
habitável, hospitaleiro e confortável. Aqui encontramos o valor cósmico do trabalho.
Pelo trabalho, o Homem dignifica-se, pois este possui, para si, um valor personalista, ou
seja, antropológico: a natureza não nasce perfeita, ela aperfeiçoa-se, tempera-se, afina-
se, enriquece-se através do trabalho.

 A relação com a Natureza

Desde que o ser humano adoptou um modo de vida fundamentado na técnica e ciência,
a sua relação com a natureza e, consequentemente, com o ambiente tornou-se cada vez
mais hostil. O homem transforma a natureza, e desta transformação resultou o aumento
do crescimento económico, uma produção e um consumismo cada vez mais acentuados,
o crescimento da população mundial e das zonas urbanizadas. Contaminação das águas,
dos solos. A poluição industrial provocou a destruição da camada de ozono, rios
transformados em esgotos. Regista-se também a redução dos recursos naturais,
devastação das áreas florestais e a extinção de algumas espécies animais.

10
Conclusão

Com base no estudo abordado concluiu-se que o ser humano ou seja a pessoa é um ser
livre, pois, em última instância é sempre ele quem decide agir ou não. Sendo livre, pode
decidir ajustar se ou não às regras sociais que encontra.

Portanto, o homem pode escolher agir de acordo com as normas impostas pelas regras
morais exteriores e ainda de acordo com as normas internas e os valores interiorizados
que lhe são ditados pela sua consciência. A acção moral, a liberdade está ligada
responsabilidade.

Concluiu-se também que cada ser humano é uno, original, autêntico, irrepetível e
insubstituível, ou seja, ninguém é cópia de ninguém, não há duas pessoas iguais, há
sempre uma diferença entre uma pessoa e outra. Um sujeito pode ser substituído nas
suas funções, mas nunca como pessoa: cada pessoa é ela mesma.

11
Referencias Bibliográficas

BIRIATE, Manuel e GEQUE Eduardo, Pré-Universitário – Filosofia 11, Ed. Longman


Moçambique,1.ª Edição, Maputo, 2010.

ABRUNHOSA, Maria António e LEITÃO, Miguel, Um outro olhar sobre o mundo:


introdução à filosofia, 10º ano. - 2ª ed. - Porto: Asa, 2003.

VICENTE, Neves, Razão e diálogo : filosofia, 10º ano, Porto Editora, 1ª ed., Porto,
2006.

VICENTE, Neves e LOURENÇO, Vieira, Do Vivido ao Pensado - Filosofia 10º ano,


Porto Editora, Porto, 2006.

JASPERS, K., Iniciação Filosófica, Lisboa, Guimarães Editora, 1972.

MONDIN, B., Curso de Filosofia, III, São Paulo, Edições Paulinas, 1987.

MEYER, M., Lógica, Linguagem e Argumentação, Lisboa, Ed. Teorema, 1992

12

Você também pode gostar