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Exemplos de NR 29 em Segurança Portuária

A NR 29 estabelece requisitos de segurança e saúde no trabalho portuário, visando proteger a integridade física dos trabalhadores e prevenir acidentes. A norma abrange todas as atividades portuárias, define responsabilidades de empregadores e trabalhadores, e inclui diretrizes sobre equipamentos de proteção, capacitação, e gerenciamento de riscos. Além disso, a norma detalha procedimentos para operações com diferentes tipos de carga e condições sanitárias, e é acompanhada de anexos com informações complementares.

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Exemplos de NR 29 em Segurança Portuária

A NR 29 estabelece requisitos de segurança e saúde no trabalho portuário, visando proteger a integridade física dos trabalhadores e prevenir acidentes. A norma abrange todas as atividades portuárias, define responsabilidades de empregadores e trabalhadores, e inclui diretrizes sobre equipamentos de proteção, capacitação, e gerenciamento de riscos. Além disso, a norma detalha procedimentos para operações com diferentes tipos de carga e condições sanitárias, e é acompanhada de anexos com informações complementares.

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NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho

Portuário
Aprovada pela Portaria nº 53, de 17 de dezembro de 1997
Atualizada pela Portaria MTP nº 4.219, de 20 de dezembro de 2022
Última atualização incorporada: 2023

1. Objetivo
Estabelecer requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho para as atividades portuárias,
visando preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, prevenir acidentes e doenças
ocupacionais e garantir um ambiente de trabalho seguro nas operações portuárias.

2. Campo de Aplicação
Aplica-se a todas as atividades portuárias desenvolvidas:
• Nos portos organizados sob administração da União;
• Em terminais de uso privado destinados à movimentação de cargas;
• A bordo de embarcações atracadas em operação de carga e descarga.

3. Definições
• Área Portuária: Espaço físico destinado às operações portuárias, incluindo cais, armazéns,
pátios e acessos.
• Cais: Estrutura para atracação de embarcações, podendo ser flutuante ou fixo.
• Capatazia: Serviço de movimentação de mercadorias entre embarcações, armazéns e
veículos.
• Estivador: Trabalhador que realiza a carga e descarga de mercadorias a bordo.
• Trabalhador Portuário Avulso: Profissional sem vínculo permanente, requisitado por
OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra).
• Trabalhador Portuário com Vínculo: Com contrato com empresa operadora portuária.
• OGMO: Instituição que gerencia a escalação dos trabalhadores portuários avulsos.
• EPI (Equipamento de Proteção Individual): Dispositivos usados para proteger o
trabalhador dos riscos presentes.
• EPC (Equipamento de Proteção Coletiva): Protege simultaneamente vários trabalhadores
contra riscos.
• CIPATP: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário, equivalente à
CIPA para ambiente portuário.
4. Classificação das Operações Portuárias
As operações compreendem:
• Carga Geral: Contêineres, sacarias, veículos, etc.
• Granel Líquido: Produtos líquidos não embalados em recipientes individuais.
• Granel Sólido: Produtos sólidos a granel, como minérios, grãos.
• Carga Unitizada: Agrupamento de mercadorias em unidades para facilitar movimentação.
• Carga Conteinerizada: Mercadorias transportadas em contêineres padrão.
• Carga Ro-Ro (Roll-on/Roll-off): Cargas sobre rodas, como automóveis, caminhões.
• Carga Projeto (Project Cargo): Itens superdimensionados ou pesados, como turbinas,
transformadores.

5. Organização dos Serviços de Segurança e Saúde no


Trabalho Portuário
5.1 SESSTP (Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador
Portuário)
• Obrigatório para empresas portuárias.
• Responsável pelo planejamento, organização e execução das ações de segurança e saúde.
• Dimensionamento conforme Anexo I, considerando número de trabalhadores e atividades.
• Desenvolve o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), treinamentos e investigações
de acidentes.

5.2 CIPATP (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho


Portuário)
• Comissão formada por representantes dos trabalhadores e da empresa.
• Atua na prevenção de acidentes, promovendo segurança e saúde.
• Composição e funcionamento conforme Anexo II.

6. Condições de Segurança nas Operações Portuárias


6.1 Planejamento e Supervisão
• Operações devem ser planejadas para garantir segurança.
• Inspeção prévia dos equipamentos de movimentação.
• Zonas de exclusão e sinalização de áreas de risco obrigatórias.
• Comunicação eficaz entre equipes.
6.2 Equipamentos de Movimentação
• Guindastes, empilhadeiras, talhas e pórticos devem estar em boas condições e passar por
inspeções regulares.
• Operadores precisam ser habilitados.
• Uso de dispositivos de segurança obrigatório.

6.3 Sinalização e Comunicação


• Áreas perigosas devidamente sinalizadas.
• Procedimentos claros para comunicação, uso de sinais manuais, rádios, e luzes.

7. Equipamentos de Proteção Individual (EPI)


• EPIs fornecidos conforme os riscos de cada atividade.
• Exemplos: capacetes, luvas, botas, máscaras, protetores auriculares, cintos de segurança.
• Responsabilidade do empregador entregar, orientar e substituir os EPIs.
• Trabalhadores devem usar corretamente os EPIs.

8. Capacitação e Treinamento
• Treinamento inicial e reciclagem periódica obrigatórios.
• Conteúdo sobre riscos, uso de EPIs, procedimentos emergenciais, primeiros socorros.
• Treinamentos específicos para movimentação de cargas perigosas e operação de
equipamentos.

9. Primeiros Socorros e Atendimento a Acidentes


• Instalações com materiais para primeiros socorros.
• Trabalhadores treinados para atendimento imediato.
• Procedimentos para comunicação rápida e evacuação estabelecidos.
• Registro e análise dos acidentes para prevenção.

10. Condições Sanitárias e de Conforto


• Água potável e instalações sanitárias adequadas e em quantidade suficiente.
• Vestiários, refeitórios limpos e confortáveis.
• Áreas de descanso protegidas contra intempéries.
• Proibido armazenamento de alimentos próximo a produtos químicos.
11. Responsabilidades
11.1 Empregador
• Assegurar condições seguras e saudáveis.
• Fornecer EPIs e treinamento.
• Monitorar e corrigir riscos.

11.2 Trabalhador
• Cumprir normas de segurança.
• Utilizar EPIs corretamente.
• Informar riscos.

12. Operações com Cargas


12.1 Operações Portuárias com Carga Geral
• Acondicionamento seguro, uso de cintas e dispositivos de amarração.
• Proibida movimentação de cargas instáveis.
• Bobinas metálicas devem ter calços de contenção.

12.2 Operações com Contêineres


• Uso de equipamentos certificados (STS, RTG, Reach Stacker).
• Inspeção estrutural dos contêineres.
• Proibido transitar sob contêineres suspensos.
• Uso de dispositivos de fixação (twistlocks).

12.3 Operações com Granel


• Equipamentos adequados como caçambas, esteiras e roscas.
• Proibido ingresso em áreas com risco de soterramento.
• Medidas para controle de poeira e ventilação.

12.4 Operações com Cargas Perigosas


• Atender legislação nacional e internacional (IMDG Code).
• Identificação por rótulos e FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico).
• Treinamento específico para os trabalhadores.
• Áreas isoladas, sinalizadas, com equipamentos de contenção e combate a emergências.
• Fornecimento obrigatório de EPIs adequados.
12.5 Operações com Carga Ro-Ro
• Veículos devem estar travados com freios acionados.
• Movimentação com escolta e baixa velocidade.
• Proibida permanência de trabalhadores em áreas de manobra.

13. Anexos da NR 29
Anexo I – Dimensionamento do SESSTP
• Critérios para dimensionar profissionais especializados em segurança e saúde conforme
número de empregados e complexidade das atividades.

Anexo II – Dimensionamento da CIPATP


• Quantidade mínima de membros da comissão, mandato e atribuições.

Anexo III – Regime de Trabalho em Ambiente Frigorificado


• Regras para exposição e pausas de recuperação térmica fora do ambiente frio.

Anexo IV – Classes de Cargas Perigosas


Classe Descrição Exemplos
1 Explosivos Fogos de artifício
2 Gases GLP, amônia
3 Líquidos inflamáveis Gasolina, etanol
4 Sólidos inflamáveis Enxofre, fósforo
5 Substâncias oxidantes e peróxidos Água oxigenada
6 Substâncias tóxicas e infectantes Inseticidas, vírus
7 Material radioativo Cobalto-60, urânio
8 Corrosivos Ácido sulfúrico, soda cáustica
9 Substâncias diversas Baterias de lítio, airbags

Anexo V – Segregação de Cargas Perigosas


• Normas para armazenagem segura, compatibilidade, ventilação, contenção e sinalização.

14. Disposições Finais


• A fiscalização compete ao Ministério do Trabalho e demais órgãos.
• Casos omissos serão decididos pelas autoridades competentes.
• Empresas devem manter atualizados documentos e programas de segurança.
15. Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)
15.1 Objetivo
Estabelecer ações para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais nas operações portuárias,
minimizando acidentes e doenças.

15.2 Requisitos
• Realizar levantamento dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.
• Implementar medidas de controle hierarquizadas (eliminação, substituição, engenharia,
administração e EPI).
• Monitorar continuamente a eficácia das ações.

15.3 Responsáveis
O SESSTP deve coordenar o PGR com apoio da CIPATP e trabalhadores.

16. Gerenciamento de Emergências


16.1 Plano de Emergência
• Cada empresa deve elaborar, implementar e testar periodicamente um plano para
atendimento de acidentes, incêndios, vazamentos e outras situações de risco.

16.2 Treinamento
• Trabalhadores devem ser treinados para agir corretamente em emergências, incluindo
evacuação e uso de equipamentos de combate a incêndio.

16.3 Equipamentos
• Instalar extintores, hidrantes, chuveiros de emergência e lava-olhos em locais estratégicos.

17. Inspeção e Manutenção de Equipamentos


17.1 Periodicidade
• Guindastes, empilhadeiras, cabos, talhas e outros equipamentos devem ser inspecionados
antes do uso e em intervalos regulares.

17.2 Documentação
• Manter registros das inspeções e manutenções.

17.3 Operação Segura


• Somente operadores treinados podem manusear equipamentos.
18. Trabalho em Ambiente Frigorificado (Anexo III)
18.1 Limites de Exposição
• Regulamenta tempo máximo de exposição a ambientes frios.

18.2 Pausas e Recuperação


• Previsão de pausas em áreas aquecidas para evitar problemas de saúde.

19. Regras Específicas para Operações com Contêineres


19.1 Içamento
• Utilizar spreaders certificados para fixação nos cantos do contêiner.
• Verificar travas (twistlocks) e estrutura antes do içamento.

19.2 Armazenamento
• Pilhas devem ser estáveis, respeitando altura e capacidade do local.

19.3 Inspeção
• Inspecionar contêineres para evitar acidentes devido a danos estruturais.

20. Movimentação e Armazenagem de Cargas Perigosas


20.1 Identificação e Rotulagem
• Produtos classificados conforme Anexo IV devem estar rotulados com símbolos visíveis.

20.2 Armazenagem
• Áreas específicas, ventiladas, com contenção de derramamentos.
• Proibido armazenar alimentos e objetos pessoais próximos.

20.3 Transporte Interno


• Veículos sinalizados, condutores treinados, proibição de transporte conjunto com
trabalhadores.

20.4 Gestão de Resíduos


• Segregação, armazenamento e destinação conforme legislação ambiental.

21. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC)


21.1 Exemplos
• Barreiras de proteção, sinalização, sistemas de ventilação, dispositivos antiqueda.
21.2 Responsabilidade
• Devem ser instalados e mantidos pelas empresas.

22. Segurança na Operação com Cargas Ro-Ro


22.1 Travas e Freios
• Veículos devem estar travados para evitar movimentação involuntária.

22.2 Escolta e Velocidade


• Movimentação acompanhada e controlada para evitar acidentes.

23. Condições Ambientais e Higiene Ocupacional


23.1 Monitoramento
• Avaliação periódica do ambiente quanto a ruído, poeira, gases e temperatura.

23.2 Medidas Preventivas


• Uso de ventilação, aspersão de água, equipamentos de proteção e pausas.

24. Documentação e Registros


24.1 Registros Obrigatórios
• Acidentes e incidentes, inspeções, treinamentos, manutenção de equipamentos, entrega de
EPIs.

24.2 Acesso
• Documentos devem estar disponíveis para fiscalização e trabalhadores.

25. Fiscalização e Penalidades


25.1 Órgãos Competentes
• Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e órgãos estaduais e municipais.

25.2 Penalidades
• Multas e sanções para descumprimento das normas.

ANEXOS COMPLETOS
Anexo I – Dimensionamento do SESSTP
• Tabela com número mínimo de técnicos, engenheiros e auxiliares conforme total de
trabalhadores e complexidade.
Anexo II – Dimensionamento da CIPATP
• Quantidade mínima de membros, mandatos, eleição e atribuições.

Anexo III – Regime de Trabalho em Ambiente Frigorificado


• Limites máximos de exposição conforme temperatura e umidade.
• Intervalos de descanso obrigatórios fora do ambiente frio.

Anexo IV – Classes de Cargas Perigosas e Exemplos


Classe Descrição Exemplos
1 Explosivos Fogos de artifício
2 Gases GLP, amônia
3 Líquidos inflamáveis Gasolina, etanol
4 Sólidos inflamáveis Enxofre, fósforo
5 Oxidantes e peróxidos orgânicos Água oxigenada
6 Tóxicos e infectantes Inseticidas, vírus
7 Radioativos Cobalto-60, urânio
8 Corrosivos Ácido sulfúrico, soda cáustica
9 Diversos Baterias de lítio, airbags

Anexo V – Segregação de Cargas Perigosas


• Normas para armazenamento separado, ventilação, contenção, sinalização e acesso restrito.

Conclusão Final
Essa é a NR 29 estruturada integralmente, com foco em detalhes técnicos, responsabilidades,
segurança, higiene e prevenção, incluindo os anexos e definições essenciais para o ambiente
portuário. É um guia completo para operadores, técnicos e gestores que precisam aplicar a norma ou
estudar para concursos da área.

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