Orixás e Odus: Guia Completo de Significados
Orixás e Odus: Guia Completo de Significados
AGO SANTOS
AGO ELEDA MI
AGO ABORO
AGO IABA
ORIXA KILLÓSÉ
Odus
1 - Odu Okaran.
OLORUM criou um orixá ISELÉ.
ISÉLE vivia só e pediu uma companheira a OLORUM. OLORUM ordenou a um ÉBORA que ajudasse ISÉLE, o ebora recusou-se, OLORUN então diante de tão
grande insubordinação ordenou-lhe que descesse a uma grande fossa com todos os seus pecados. Desta desobediência, revolta e insubordinação foi gerado
o ODU OKARAN.
terra, ar
IRE (POSITIVO) – Exu representa a magia em nossa defesa se tratá-lo de forma adequada. Diálogo, fala, comunicação, notícias, renovação, recomeço,
prosperidade, estabilidade financeira, vocação religiosa.
OXOGBO (NEGATIVO) – perdas em geral, fofoca, trabalhos feitos, inveja, inimizade, ambição, discussão.
Necessário: quando este odu aparecer negativo, tem-se a necessidade de despachar a rua instantaneamente. Positivar e retratar as perturbações. Positivar.
exu.
2 MEJI-OKO
O odu MEJI-OKO foi gerado através dos odus OXÉ 5 com o odu EJONILÉ 8. Os mais antigos babalorixás afirmam que este odu não possui pecado original.
MEJI-OKO é responsável pelo pênis, a ereção, pelo testículo e pelo esperma. É o odu que determina até certo ponto a ereção. Foi por intermédio deste odu
que ORUMILÁ transmitiu sua ciência aos sábios, para que eles transmitissem aos homens comuns.
Foi através de MEJI-OKO que XANGO desceu à terra (aye). Ogun e Xango são comparáveis idênticos, exceto no que se refere à manifestação do IKÁ (ilá).
por isso que tudo o que fizer na terra ou no mar Xangou tomou conhecimento, por ser ele o dono da terra (de ter se apoderado e a roubado de omolu) e
herdeiro do mar. Onde quer que esteja ele terá condições de ouvi-lo, ampará-lo ou castigá-lo.
ORIXÁS
IRE (POSITIVO) – oportunidades em geral, pessoa de boa origem, mediunidade, pessoa que sempre caminha pelos lados positivos e negativos simultaneamente
(deve aprender a lidar com isso), grandes relacionamentos afetivos, amizades, felicidade, esperança, novidades.
OXOGBO (NEGATIVO) – doenças, traições em geral, prisão relacionada a cadeia, sofrimento em geral, demanda, inimigo oculto, possibilidade de aborto ou
parto prematuro, deve evitar relacionamento com mulheres estéreis, impotência sexual, separação de mãe e filho.
3 ETA-OGUNDÁ
ISELÉ ofereceu em um morro um peixe, morim branco e área da praia. Foi gerado sem pecado original. As pessoas deste odu devem possuir 40 cauris, um
frango, uma garrafa de álcool para EGBADU, este animal deve ficar vivo até sua morte, após a morte no animal o mesmo deve ser enterrado. Este odu
pertence à terra, bem como todas as doenças e tudo que morre lhe pertence. Este odu convive com a longevidade e a nudez. Trouxe para a terra
furúnculos, obsessos, varíola, febre, lepra e todas as doenças. JAMAIS DEVE SER PRONUNCIADO JUNTO AO ODU OXE-MEJI 5.
IRE – Paz, vitória, proteção do orixá, está lutando com dificuldade para realizar um grande projeto e precisa aprender a ter calma, futuro brilhante, pessoa
que cresce na vida pelo próprio esforço.
OXOGBO – Desordem, desastre, preocupação excessiva, choro, sofrimento em geral, dificuldade na vida, prisão, pancadaria, caso de justiça (se for ogun que
estver falando - cadeia) doenças, doença com pele e intestino, suicídio, se a pessoa for de obaluaye ela vence a doença, caso contrário a doença poderá
vencer a pessoa.
4 YOROSSUN
OLORUM chamou mais uma vez ISELÉ e ordenou que ele raspasse um pouco de OSSUM (uma espécie de madeira vermelha) e a colocasse em um brejo,
quando o pó caiu sobre a água este odu foi gerado. Através deste ebó foi gerado o odu YOROSSUM, em pecado original.
Da união de OBATALÁ com NANÃ IBAIM, nasceram quatro filhos: OSSAIN AGBNEJIB não casou-se, segundo a lenda se transformou em folhagem; EXU YANGI
(OBA BABA ESÚ- o rei de todos os exus); o primeiro OMOLU e este se divide em suas 14 qualidades; OXOSSI OKÊ cujo era pai de 16 filhos, cuja mãe era uma
das YANSÃ. Estes 16 filhos de OXOSSI OKÊ foram criados pela madrasta OXUM EOKÊ, estes filhos representam os ibeji.
De IOROSSUM-MEJI surgiu NANÃ IBAIN, representada por 7 braços, a primeira iaba do mundo.
IOROSSUM-MEJI é muito forte e temido, expressa a ideia de maldade, miséria, sangue. Segundo informações, IOROSSUM-MEJI teria dado aos reis da terra o
sabe de OGUNDÁ-MEJI, para que fizesse derramar o sangue humano. Foi este odu quem criou catacumbas e sepulturas. SEMPRE APARECER EM CONSULTA
DEVE-SE IMEDIATAMENTE PASSAR PÓ DE EFUM NAS PALPEBRAS DOS OLHOS POR 3 VEZES.
IRE – correção, novidades, emprego, futuro brilhante, sorte, peregrinação religiosa, vitória pelo próprio esforço, formação, inteligência, trabalho que surge
início de uma nova empresa, conquista de bens de pouco valor, porém de muita satisfação. Obtenção de recursos para suprir necessidades, sorte no jogo.
OXOGBO – Bori, ancestralidade da família, choro, dificuldade em todos os sentidos, peregrinação, ter cautela, ofensa, desastre, doenças, miséria, falsidade,
traição em geral, mulher buscando homem pode desistir, cansaço, amigos falsos, cilada, se a queda anterior for ODI-MEJI 7 terá notícias de morte e se ODI-
MEJI 7 cair depois o consulente terá grandes perdas, roubo ou pessoas queridas a perder, doenças passageiras, dores de cabeça.
5 OSE-MEJI
ISELÉ fez um ebó com 5 espelhos, um morim branco na beira de um rio que gerou o odu OSE-MEJI. Foi concebido este odu sem pecado original. Desta
A primeira filha foi OXUM YA-IJIMÚ, a mais velha das oxuns.
ORIXÁS
ELEMENTOS – água sobre ar, água.
IRE – É o odu do ouro, felicidade, futuro brilhante, mediunidade, cargo de santo (baba, ya ou outros), pessoa ambiciosa em um lado positivo, inteligente.
audaciosa, vitória em todos os sentidos, viagens, alegrias, paixões, relacionamentos influentes.
OXOGBO – ofensa, dificuldade em geral, dificuldade em relacionamento, não sabe agir e perde oportunidades, perturbações, doença na barriga, ajé, feitço,
morte.
6 OBARÁ-MEJI
Este odu representa as riquezas. ISELÉ fez um bloco de ouro com 6 arestas contendo todas as riquezas do mundo, deste bloco nasceu OBARÁ-EJI. O bloco foi
jogado no fogo disso ergueu-se EJILASÉBORA-MEJI e AJÉ-MEJI as riquezas. Chama-se por OBARÁ em voz alta nas quartas-feiras de lua cheia.
Contaa Lenda da Riqueza de Obará que eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin,
Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Aláfia e Obará. Entre todos Odu Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta.
com sua vida humilde e simples.
Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os
Outros irmãos disseram-lhe que havia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o
babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam,
maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras?
A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem
Recebidos, Obará pediu à esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando, os irmãos
foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las. Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe
disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram
As abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.
Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão
saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu
irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em
pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.
Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as abóboras e Obará
assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o
babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás.
E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará.
OBS: DESTE ODU NASCEU O ADULTÉRIO, NESTE ODU O SER HUMANO APRENDEU A MENTIR, A ENGANAR E A SER GANANCIOSO
IRE – Fim de obstáculos, riquezas, lucros, ajudas inesperadas, não deve perder oportunidades porque dispõe de ajuda espiritual, pessoa de bom coração.
vitórias em todos os sentidos.
OXOGBO – pessoas deste odu não devem contar sobre sua vida e seus propósitos de vida antes de serem concretizados, quando a consultar falar em
OBARA-MEJI 6 e ODI-MEJI 7 é feitço, se cair OBARÁ-MEJI 3 vezes é perda e não ganho, pessoa nervosa, irritabilidade fácil, fofoca, inveja, roubo, sofrimento
de familiares, calúnia, fracasso na vida sentimental, teimosia, deslealdade, mania de grandeza e loucura.
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas em árvores frutíferas, cachoeiras, águas correntes.
Este odu enamorou-se por ETA-OGUNDA-MEJI e desta união nasceram YEMANJÁ e OXAGUIÃ. ODÉ enamorou-se por ODI-MEJI e desta união nasceu
OXUMARÊ. ODI-MEJI enamorou-se por YEMANJA e ANIBEIN e desta união nasceram OGUN-TORONINAN E ABALAJÚ (OGUN-JÁ).
As pessoas deste odu poderão terminar em desgraça, ter várias esposas incluindo mais velhas. Este odu está voltado a tudo que diz respeito aos órgãos.
sexuais das mulheres. ODI-MEJI representa as mulheres e ensinou o ser humano a ter relações sexuais. Trouxe para a terra todas as margens e cursos das
águas, trouxe o ânus e a maneira de utilizá-lo sexualmente. Protetor dos partos e pede que sempre a parturiente esteja de cócoras. IBEJI veio ao mundo
brought by ODI-MEJI. Everything that is offered to NANÃ and OXUMARÊ, things that belong to these two orixás, depending on the paths. The animals that this
odu representa: a lebre, o leopardo, o galo, o elefante, o boi, o andu, a hiena malhada, o macaco e o leão.
Todas as misturas de cores que leva o preto, ODI-MEJI predomina, também como lugares onde há muito mosquitos. Dizem que este odu é quem leva as
mulheres a copular. É por esta razão que encontramos uma estreita correspondência entre ODI e KENESI, a impureza das mulheres, proporciona uma
natureza natural em pratcar feitçaria.
ODI-MEJI foi o signo que as mulheres encontraram no tempo em que não tinham nádegas e desejavam ter.
Para resolver o problema, as mulheres foram consultar AZWI a LEBRE, que adivinhava por intermédio das folhas de KWELEKUN (CAJANUS INDICUS). A
própria lebre consultou ifá e tinha que fazer um sacrifício quando veio ao mundo, no entanto, mesmo tendo negligenciado seu próprio sacrifício, a lebre
meta-se a dar consultas com as folhas, como se para isso houvesse permissão.
Na consulta, a lebre pediu em sacrifício 2 galinhas e 2 grandes porções de farinha, e quando as mulheres trouxeram os ingredientes, ela fez o
ebo.
ELEGBA no entanto recusou o sacrifício dizendo: quem mandou fazer o ebo? A lebre respondeu: foram as mulheres que consultaram para pedir nádegas. E
ELEGBA exasperado: quem é que está consultando sem ter feito seu sacrifício? ~e a lebre! Como AZWI, tu não fizeste teu próprio sacrifício e te permites
prescrever coisas aos outros? Isto não ficará assim.
ELEGBA convocou todos os caçadores do país e os fazendo entrar convocou todos os caçadores do país e os fazendo entrar entre as folhas de Kwelekum.
falou: os grãos de angola que vocês tanto apreciam estão sendo guardados por um animal, para o seu próprio consumo. Os caçadores com suas armas de
caça, saíram na perseguição da lebre, sua carne foi comida e só então descobriram que sua carne é tão deliciosa.
Foi então que ELEGBA sentenciou: ‘AQUELE QUE PRETENDE OFERECER UMA CADEIRA A OUTREM, DEVE CUIDAR ANTES QUE ELE MESMO TENHA UMA. A
LEBRE QUE NADA TINHA QUIS DAR COISAS AOS OUTROS E ESTÁ MORTA.
IRE – pessoas que nasceram para ser líderes, pessoas influentes, ambiciosas, gostam de prazeres, pensam em grandes lucros, vitória em todos os sentidos.
sonhadoras, inteligentes, talentosas, astutas por natureza, gravidez, mudança de estado de uma forma espantosa. (Estado sendo psíquico ou estado político).
OXOGBO – pessoa regida por este odu tem decadência na vida. Roubo, perda, miséria, desgraça, trabalhos feitos, uma família contra a outra, caminhos
fechados, perseguição de um homossexual, fracasso no amor, perturbações em geral, não sabe agir, precisa de orientação, imoralidade, para pessoas
doente pode significar morte.
8 EJUNILÊ-MEJI
ISELÉ levou um animal quadrúpede ao cume de uma montanha e o ofereceu em holocausto, assim foi gerado o mais poderoso e temido dos odus EJUNILÊ
que é o mesmo que OGBÉ-MEJI, mas por ser o mais velho de todos e rei dos odus é o único que tem o direito de ser chamado de EJI-OGBÉ. As pessoas que
o consultam BARA o chamam de EJI-ONILÉ que é uma contração de EJI I’ONILÉ, que quer dizer “AQUELE QUE É DONO DA TERRA, O DONO DO MUNDO”.
Este odu é o mais velho e pai de todos os odus, governando os demais, este é o nascente. Sua principal função é a de estimular a vida, comandar o mundo,
assegurar as colheitas, é o senhor do dia e o que acontece na terra durante esse período, controla o firmamento durante a claridade, o ar que respira, a
respiração, a coluna vertebral e o mundo externo. Deste odu dependem os rios, a chuva, o mar, os vasos sanguíneos, sem o sangue tudo que é vivo não
viveria, o pássaro LEKE LEKE (garça vaqueira ou boiadeira) consagrado a OXALÁ, o cachorro a IROCO, as montanhas, a terra, o mar, os brancos.
Apesar deste odu ser considerado o pai de todos os odus e o mais velhos deles, com exceção de OFUM-MEJI de quem foi criado.
ORIXA – oxaguiã, Aira, oxossi funfun.
FOGO
IRE – independência, determinação, vitória sobre inimigos, dedicação em família, vitória financeira, proteção contra os demais odus, simpatia dos demais
amizade, boa convivência conjugal, verdade, honestidade, de falar com OFUN-MEJI será proteção sobre a família.
OXOGBO – caos, estupidez, morte súbita, perseguição, pessoa perversa, roubos, enganações, mentiras, briga, fofoca, desavença, se este odu vier primeiro o
o problema pode não ser com a pessoa e sim com alguém próximo, ou da família, ainda mais e em segundo vier IOROSSUN-MEJI 4.
OBS: ESTE ODÚ É TÃO PERIGOSO (MENTIROSO) QUE O MESMO ENGANA ATÉ A MORTE
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas, cachoeiras, águas correntes, mares, montanhas.
DESPACHO NEGATIVO – matas, amarrados em um galho de árvore para que fique sobre o ar.
(sempre consultar o erinde-logun)
9 OSSÁ-MEJI
ISELÉ levou a um bambuzal dendê, papoula vermelha, e OXÓ PUPA (roupa vermelha). Ao ser regado a papoula com o dendê e sacodido o OXÓ no vendo foi
gerado o odu OSSÁ-MEJI que ao ser gerado criou a primeira OYA MESSAN ORUN (mãe dos 9 oruns). Pessoas deste odu são brigonas, presepeiras.
descaradas, ofendem e maltratam e voltam descaradamente. A pessoas deste odu também não é aconselhável ter amizades com nem brigas com pessoas
mais velhas, não deve visitar gestantes por estas serem regidas pelo odu OSE-MEJI.
Pessoas deste odu precisam ter cuidado com as pernas pois podem morrer sem elas, são mesquinhas, dão 1 para ter 10. Dizem os antigos babalawos que
pessoas deste odu são as mais perigosas para um axé.
OSSÁ-MEJI é o odua de YANSÃ, YEMANJÁ e YA MI OXORONGÁ. Trás algumas crianças e riquezas abundantes. Representam os ajés (feitços), os poderes do
mal, a noite e também o fogo representado pelo poder feminino. Este odú é considerado o mais feiticeiro.
Este odu criou todos os animais usados em feitçarias. A afinidade entre a terra e a lua faz de OSSÁ-MEJI um odu da terra. Ele regue o sangue, a abertura dos
olhos, faz jorrar o sangue e é graças a ele o AJÉ sobrevive. É o dono de todos os órgãos internos do corpo, principalmente do coração e consequentemente a
corrente sanguínea. Não reconhece ninguém, seja quem for, todos podem ser considerados suas presas.
Governa os olhos, as orelhas, as fossas nasais, os lábios, as coxas, as pernas, os pés e os órgãos genitais femininos. É responsável pelos paralíticos e
estropiados, vive no fluxo da menstruação feminina, no próprio ventre, daí sua grande nocividade. Quando este odu sai durante o jogo de búzio de uma
mulher grávida ela deve fazer um ebó sobre a pena de voltar a menstruação e abortar o filho, então seu marido deve dar um quadrúpede a ya mi oxoronga
para segurar a gravides e acalmar as ajés. OSSÁ-MEJI rege a saudações reciprocas sob as ordens de OYEKU-MEJI para a noite e OGBÉ-MEJI para o dia. Tem
poderes ilimitados e a tudo pode fazer, sua principal cor é o vermelho, entretanto faz uso de branco e azul.
OBS – pessoas regidas por este odu são proibidas de serem árbitros ou mediadores em questões entre duas pessoas, para não cair em desagrado de uma.
delas, tornando-se inimigos. Não devem comer carne de galo, não podem comer ou fazer uso de tudo que for feito de bambu.
IRE- 3 vezes OSSSÁ-MEJI boas notícias, felicidade e fartura. Abundância, inteligência, muita proteção de oxalá e xangô, ter muita força de vontade e contar
com esses 2 orixás para realizar projetos. Poderes mediúnicos ou parapsicológicos, elevação material e ou espiritual.
OXOGBO – lágrimas, não realiza ideias, falsidades em todos os sentidos, perda, afastamento, teimosia, orgulho, abismo, caminho perigoso, perseguição,
spiritual illness, depression, anguish, spell, abortion, excessive menstruation, bleeding from all origins.
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas em árvores frutíferas, cachoeiras, águas correntes, mares, bambuzal.
10 – MEJI-OFUN
ISELÉ raspou uma pedra de EFUN (mineral branco) em uma bacia de louça branca, a deixou exposta no orvalho da madrugada, o orvalho se juntou a massa e
Ao amanhecer deu origem a MEJI-OFUN.
As pessoas deste odu são importantes, devem ser respeitadas e não podem ser maltratadas por estranhos. Os inimigos não podem fazer mal facilmente ao
que lhe pertencem. Todos os mistérios são regidos por MEJI-OFUN, este tem o poder de ressuscitar os mortos. No início não governava o ar que o gerou,
passando assim a governa-lo após o nascimento de EJI-OGBÉ. Rege as sortes dos homens e mulheres e rege também os pássaros rituais que dele foram
gerados. Governa tudo o que se move, o branco, idosos, assim como pessoas albinas, os cabelos brancos, manchas brancas; com OSSÁ-MEJI rege a
menstruação e com IOROSSUM-MEJI os gases intestinais.
É um odu tão perigoso que seu nome não deve ser pronunciado próximo de abiãs (pessoas sem feitura de santo, sem axé), neste caso deve ser chamado de
“10” ou BABÁ-EPÁ (BABÁ- PAI, EPÁ- EXPRESSÃO DE MEDO). Quando este aparece em um jogo, se deve assoprar a palma da mão direita 3 vezes para evitar
desgraças iminentes e, tem preferência sobre todos os outros odus, suas atribuições são tantas que é impossível enumerá-las, assim como é impossível
numerar tudo o que está em seus domínios.
Pessoas naturais deste odu são destinadas a viver muito, conhecendo o sucesso e a realização ao longo da vida. Adquirem bens materiais apenas com a
maturidade e ou meia idade, quando se encontram e evoluem espiritualmente.
Este odu é muito rico e governa com OSSÁ-MEJI e IOROSSUM-MEJI as regas femininas.
IRE – Aquisições, riquezas, longevidade, energia física e espiritual, credibilidade, sucesso, segurança. Se aparece muitas vezes no jogo, está relacionado a
abundância, espiritualidade, ajuda de pessoas sábias e vitórias.
OXOGBO – avareza, obsessão em acumular riqueza, perda de respeito, traição, cirurgia, feitiço podendo ser em caso amoroso, sujeito a fim de vida, cansaço,
ori ruim, incesto.
OBS – não pode assoprar o fogo ou apagar velas, deve preferencialmente utilizar roupas brancas ou claras, não podem comer nada que vá para NANÃ, não
pode viver em ambientes sujos e desorganizados, OXE-MEJI pode comer MEJI-OFUN, nunca se despacha o odu MEJI-OFUN.
11 – WONRIN-MEJI
ISELÉ pegou um pano braço, um vermelho e um preto, dendê, cachaça, água, mel, colou tudo em uma panela de barro crua e a levou em uma encruzilhada
de quatro pernas, ao anoitecer deu-se origem a este odu e também ao primeiro exu no Ayê.
É durante a noite IKU (morte) e durante o dia GBE (vida), revela doenças no abdome. Criado de cores revela a ideia de colorido, estampado, introduziu neste
mundo, as rochas, montanhas, mãos e pés humanas e cólicas femininas.
WONRIN predispõe, no entanto, a estadia curta sobre a terra, segundo os itãs de IFA, o odu costuma dizer: o que faz meu filho sobre a terra se ninguém é
capaz de entende-lo como eu? Assim sendo vou traze-lo junto a mim.
Pessoas deste odu possuem o dom da adivinhação. Este odu abranda com Oxalá.
IRE – nobre de atitude, sabem tomar decisões, resultados positivos, vitórias, bom empreendimento, proteção divina, ajuda de terceiros, riqueza, intuição
vitória.
OXOGBO – fatal accidents, this odu speaks of death, short life, indignation, lives prematurely, fickle man, woman with difficulty in having friendship
com o mesmo sexo.
OBS: OS EBOS DESTE ODU DEVE SER FEITOS COM FARTURA E NUNCA USAR DE BLASFÊMIA CONTRA O MESMO.
12 – EJILASÉBORA-MEJI
Este odu foi gerado da junção do bloco de ouro de OBARA-MEJI ao ser jogado no fogo, nasceu sem pecado original.
Este odu por sua vez gerou XANGÔ ARU, um orixá muito velho e não cultuado no Brasil, foi este que também gerou LOGUN-EDÉ.
EJILASÉBORA ensinou aos seres humanos como comer carne. Expressa a ideia de contato, de troca, de relação entre dois seres ou duas coisas. Refere-se a
Tudo que se diz respeito à união, casamento, contratos, pactos, acordos, compromissos, fala também de justiça.
Está figura imprime tudo o que entra em contrato, não só por associação, como também por oposição. Desta forma confronta com dois homens, exércitos,
desde que haja um contato bem próximo, ou corpo a corpo, assim como também o acoplamento sexual, um par de bailarinos dançando e etc...
Pode significar também a morte do corpo, o final da vida na terra, daí o significado do seu nome CORTAR A CABEÇA.
ELEMENTO – FOGO.
IRE – Vitórias em todos os sentidos, desespero chega ao fim, superação, fortalecimento espiritual, inteligência, romance, casamento, contrato bem
succeeded
OXOGBO - bad trade that brings bad results, death, difficult enemy to defeat, injustice, defeat, suicides, loss of contracts, diseases: disorders
nervosos, paralisia local ou geral, falta de coordenação motora, epilepsia, loucura, bipolaridade, catalepsia.
OBS: EJILASEBORA representa XANGÔ e sua corte de doze ministros, seis que condenam e seis que absolvem. Quando este odu fala com OSSÁ-MEJI 9, refere-
se a pessoas com problemas com drogas em geral. Saindo esta caída deve-se despachar a rua e o cliente não pode sair sem um ebó. Finaliza a consulta.
13 – EJILOGBON
ISELÉ pegou folhas de OXIBATÁ, misturou com lama e casta de ostras, da junção disto tudo dentro da outra nasceu uma pérola e desta pérola nasceu o odu
EJILOGBON.
Alguns babalawos afirmam que este odu foi o primeiro a ser criado, tendo perdido o seu lugar para servir a EJIONILÉ.
Esta opinião prende-se ao fato de que as trevas existam antes de que fosse criada a luz.
OGEKU-MEJI (EJILOGBON), dele depende o chamamento das almas e desta para sua reencarnação. Ele é a noite e o crepúsculo, participa dos rituais.
fúnebres e da guerra.
Tem força na agricultura, ensinou o homem a comer peixe. Todos os animais noturnos os pertencem assim como todos os nós das cordas.
ELEMENTOS – TERRA
OBS: pessoas deste odu não devem beber álcool, não devem cultivar plantas espinhosas e não podem matar formigueiros.
IRE – Mudanças apara melhor, fim de situação desagradável, boa orientação, quebra de falsidade, intuição correta, capacidade de convencer, felicidade no
amor, neutralidade, depende do ori, não entrar em disputas.
OXOGBO – ineficiente, não sabe tomar decisões, morte, morte de pessoas próximas, mas notícias, rompimento de relação em geral, infelicidade, problemas
psíquicos ou alucinações, feitiço feito no cemitério, destruição de família, inveja, feitiço de ia mi, doença por feitiço, não tem sorte no amor.
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas em árvores frutíferas, cachoeiras, águas correntes, mares.
OBS – quando sair este odu fecha-se o jogo neste dia, para o jogador reza-se este ODU e para o cliente providenciar ebós.
Ebó IKU, dar comida à terra, a nanã, xangô ou Bori.
14 – IKÁ
ISELÉ após criar vários odus, começou a se achar mais importante que os próprios odus que ele criou, mais importante que os destinos, do que a vida e
também o próprio OLODUMARE.
Com predominância a água, o que indica que o objetivo, obstáculos se renova permanentemente, assim como as águas dos rios, provocando necessidade de
se reiniciar a tarefa. Também fala sobre a revolta dos indivíduos contra sua própria condição no mundo. IKA criou a piedade e o amor filial.
Regula o aborto e as falas gravidas, é um odu que mata crianças, acompanhado de hemorragias incontroláveis. (podendo ser evitados com ebós)
específicos.
IKA representa tudo que está por explodir, como por exemplo a granada, bombas, greves, briga, estresse, situações insustentáveis e etc...
IKA-MEJI proíbe seus filhos de comer: peixe defumado, batata doce, cobras, jacaré, macacos, assim como beber em cabaças.
ORIXÁS –OXUMARÉ, Ewa.
IRE – Vitória sobre inimigos, controle em situações anormais, coragem, sorte no amor, conquista amorosa, clientes ficam ricos, recebimento de contas,
fartura, bem-estar, piedoso.
OXOGBO – does not know what it wants, remorse, turmoil, involvement with the police, declared and dangerous enemy, sexual crime, violence, imposed assaults
ou sofridas, revolta, doença passageira, forte de filhos na próxima chuva.
IRETE é o odu da terra Gile (yoruba) e Ayrungbã (fon) é de domínio terrestre e, desta forma, tudo o que está morto lhe pertence. A morte em si pertence a
OYEKU-MEJI 13.
Este odu não deve jamais ser incovado em companhia de OSE-MEJI 5. “BOKONON MA DO O”, “UM ADIVINHO NÃO PODE DIZER ISTO EM REFERÊNCIA AO
NOME DE OMOLU, GERANDO ENCONTRO DOS DOIS ODU.
Fala de homossexualidade
Odu feminino
OXOGBO – falta de juízo, egoísmo, indisciplina, desastre, violência, ciúme, cólera, violência sexual, estupro, impotência sexual.
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas em árvores frutíferas, cachoeiras, águas correntes, mares, montanhas.
DESPACHO NEGATIVO – matas em grandes árvores frutíferas e os egun em calunga, águas correntes, mares, montanhas ou mata.
(sempre consultar o erinde-logun)
TOMAR 7 BANHOS DE CANJICA, OFERECER UM EBO EM UM PRATO COM FRUTAS AO ODU NA LUA CHEIA. EM SEGUIDA DEFUMAR COM MIRRA E AÇÚCAR.
OU DAR COMIDA À TERRA.
DESPACHO POSITIVO – Encruzilhadas de movimento, matas em árvores frutíferas, cachoeiras, águas correntes, mares, montanhas.
16 – ALAFIA
Este odu não foi gerado, ele é o próprio OLORUN.
Alafia significa a parte positiva de cada odu. Quando se suplica a Orunmila, está pedindo força superior. Este odu é tudo o que é de bom.
IRE – Vocação artística, sinceridade, serenidade, amor, sabedoria, acolhimento afetuoso, caminhos abertos.
São inúmeros os cargos exercidos nos Candomblés. Cada Nação tem seus correspondentes cargos, sendo certo que, embora
variam as denominações, na maioria das vezes correspondem ao desempenho das mesmas funções.
Muitas vezes, em Casas da mesma Nação, há cargos que não se usam, por razões de tradição própria, ou mesmo por carência do
ocupante.
Os cargos de santo são outorgados diretamente pelo Zelador da Casa, pelas Divindades manifestadas (geralmente a do próprio
Zelador ou daqueles que já contem vários anos de iniciação), ou ainda por vontade dos Orixás revelada através do Oráculo
(inclusive o da pessoa que irá receber o oyè).
Geralmente os cargos são distribuídos aos filhos de santo que já possuam razoável tempo de iniciação religiosa e de frequência.
na Casa (ainda que não iniciados naquele próprio Terreiro), dada à responsabilidade intrínseca e ao grau de confiança depositado.
É pouco usual, porém não impeditivo, que determinados cargos sejam outorgados a pertencentes de outros candomblés, que
embora não frequëntem a Casa, a visitam em diversas ocasiões, devendo estar presentes nos momentos em que tal cargo deverá
ser exercido. Isto se dá quase sempre quando os cargos têm caráter honorífico, ou quando a Casa prescinde de outra pessoa
capacitada para aquele mister. Citamos o caso de Pejigans, Axoguns, Alabês, Ekedis, etc.
Os cargos não são exclusivos dos médiuns de incorporação (“elégùn”, de gùn, montar), podendo ser atribuídos aos “não
rodantes”, tais como ogans e ekedis.
Cada oyè requer necessariamente uma afinidade entre a função a ser desempenhada e o Orixá daquele que receberá o cargo.
devido às atribuições que lhe cabem ou caberão.
Nem sempre aquele que receberá o oyè já domina as funções atinentes ao cargo. É preciso que ele possua as condições para tal.
Muitas vezes esta avaliação é subjetiva e, como dissemos, caberá ao outorgante, mesmo que os demais não a entendam ou
concordem.
Normalmente, é após a outorga do cargo, que o exercente será precisamente orientado e instruído para o bom desempenho.
Os cargos podem ser renunciados, muito embora isto signifique grande desfeita à Casa e ao Outorgante, bem como podem ser
também destituídos dos outorgados. Geralmente a Segunda hipótese ocorre por negligências repetidas do exercente, fazendo com
que o próprio outorgante lhe destitua; por sua inexplicada ausência da Casa; ou ainda pela necessidade de ocupação do cargo,
quando o exercente precisa se ausentar do Candomblé por muito tempo.
Os cargos não são obrigatoriamente vitalícios, podendo ser remanejados entre os filhos de santo (seguindo-se o mesmo critério
da outorga) ocasionando que alguns filhos, ao longo dos anos, tenham exercido vários cargos no mesmo Candomblé. Contudo,
raramente há “rebaixamento” dos cargos exercidos pelo mesmo filho de santo.
Os cargos não são acumulados pela mesma pessoa, mas sim as funções. Por exemplo, a Ìyá kékeré (mãe pequena), por alguma
necessidade (inclusive ausência de encarregados específicos) pode vir a exercer as funções da Ìyá efun, e ou da Ìyá gbàsé, sem
que com isto detenha os três cargos.
Atualmente, face à interseção havida entre as Nações, muitos cargos de origens diversas convivem no mesmo Candomblé.
reproduzindo tradições pontuais, mas já perdendo-se a origem histórica, regional e até liturgia.
Outro fator complicador para a identificação precisa de cada “oyè” é a questão gramatical. Devido à dificuldade com as línguas
De origem, a correta denominação, tradução e pronúncia dos cargos foi se perdendo no tempo, ou até mesmo modificando-se.
É importante não confundir o cargo (oyé) com o orunkó e com o título. Ou seja, o cargo diz respeito à função a ser exercida.
Exemplo: Ìyágbasé - a mãe que cozinha. Já o orunkó, é o nome pessoal do Orixá, o qual, em determinadas Casas, passa a ser o
nome pelo qual o respectivo iniciado passa a ser chamado. Ex.: Odé Kaiodê – O Caçador Tráz Alegria. O título, diz respeito
exclusivamente ao Orixá, à sua bravura, feitos ou características, o que, por muitos é confundido com as qualidades daquele
mesmo Orixá. Ex.: Oya Messãn Orun, título de Iansã que a designa como a Mãe dos Nove Espaços Siderais.
Muitas vezes o filho de Santo pode exercer um cargo na Casa e ser chamado apenas por seu Orunkó. Ou ainda, na mesma
situação, ser chamada exclusivamente pelo cargo que exerce. Registre-se ainda, que no mesmo Candomblé, pode haver aquele
que é chamado pelo cargo, enquanto outro, por razões aleatórias, é denominado pelo Orunkó. Não há normas rígidas quanto a
isto.
Segue elenco de cargos catalogados, listados tal como obtivemos, quer seja, sem o rigor gramatical, nem critério étnico:
Abiãn (Abíyán): é o frequentador da Casa enquanto não iniciado na Religião. A – aquele que, bí – que nasce, íyán – com
dúvidas;
Ajimudá (Àjímúdà): é um cargo do culto a Oyá. Participa e é saudada no ipadê. A – aquela, ji – que acorda, mú – pega, idá – a
espada (ou alfange);
Ajòiè: Ekedi responsável por vestir e zelar pelas roupas dos Orixás;
Alabê (Alágbè) ou Ogãnilú (Ògán nílù): é o encarregado dos instrumentos musicais e dos cânticos a serem entoados;
Axobá (Ásógbá ou Ásógbánilé): maior cargo masculino do culto a Omulu. Trata-se daquele que conserta, coze e costura as
cabaças;
Axogum (Àsògún): responsável pelo sacrifício dos animais. Geralmente é um filho de Ogum;
Babalaô (Bàbákáwo): sacerdote encarregado da prática do jogo de búzios para conhecer o Orixá e o odú de uma pessoa, e todas
as consequências disto;
Babalossaim (Bàbálósányin) ou Olossaim (Olósányin): é o responsável por conhecer e colher as folhas ritualísticas.
Ebômi (Ègbónmi): título inerente ao iniciado que realiza a obrigação de sete anos de iniciação. Representa qualidade hierárquica
no Candomblé. Significa “minha irmã mais velha”;
Equedi (Ekedi): são aquelas escolhidas pelos Orixás para servi-los. Portanto, são as que cuidam da segurança dos que estão
manifestados, dançam com os Santos, vestem e acordam os Orixás, por isso são chamadas de mães. Não se manifestam com
Orixá;
é a mais velha (no santo) auxiliar direta dos ritos de ipadê. Possui duas substitutas: otun e osidagan;
Iaefun (Ìyá Efun): é a mãe que pinta os iniciados com efun. Geralmente é um cargo dado aos filhos de Oxalá, por ser o efun
intimamente ligado ao culto daquele Orixá;
Iaegbé (Ìyá Égbé): conselheira, assessora do(a) Zelador(ra). Seu correspondente masculino é o Bàbáégbé;
Iajibonãn (Ìyájíbóna) ou Ajibonãn (Ajíbóna) ou Ojùgbònà): mãe criadeira, é quem cuida dos iniciados enquanto estão recolhidos,
ensinando-lhes os rituais e regras de comportamento. A jí bí òna (aquela que dá caminho);
Ialatoridé: posto do quarto de Oxalá. É a mãe que prepara e cuida dos atoris de Oxalá;
Ialaxé (Ìyáláse ou Álásé)): é a que conhece e zela pelo axé. Segundo Beniste, “Toda Ìyálórìsà é uma ìyáláse, mas nem toda
ìyáláse é uma ìyálórìsà.
Ialodê (Ìyá lodè): é uma respeitável senhora da Casa, a quem, por idade de santo ou de vida, merece distinto respeito;
Ialorixá (Ìyálórìsà): autoridade máxima do Candomblé. Seu correspondente masculino é o Babalorixá (Bàbálórìsà);
Iamorô (Ìyámórò): é aquela que dança com a cuia no ritual do ipadê é a que despacha Exú;
Iaô (Ìyàwó): é o recém iniciado no culto. Tal denominação irá acompanhá-lo até os 7 anos de Santo. O termo significa esposa.
mais é utilizado tanto para homens quanto para mulheres. Ver “Orun Aye”, fls 234/236);
Iaquequerê (Ìyá kékeré): mãe pequena. É a Segunda na hierarquia da Casa. Seu correspondente masculino é o Babaquequerê.
(Bàbákékeré);
Iatemi (Ìyátemí): cargo da Nação Jeje, dado às mulheres com mais de 7 anos de iniciação;
Iya Sirrá (Ìyá Síhà): significa seguir em direção a um caminho. É ela quem conduz o estandarte de Oxalá;
Kolabá (Kólábá): cargo do quarto de Xangô. É a responsável por carregar o labá (bolsa de couro onde são guardadas as pedras de
raio – èdún àrá;
Mayê: mexe com as coisas secretas do axé: ajuda o Zelador no preparo do Adoxu;
Obás de Xangô: são consagrados a Xangô e guardiães do seu culto. São em 12 os principais, cada qual com 2 substitutos (Òtún ,
da direita e Òsì, da esquerda):
Direita:
1 – Abíodún
2 – Ààre
3 – Tesoura
4 – Tèlà
5 – Òdòfin
6 - Kakamfò
Esquerda:
1 – Ònàsokùn
2 – Aresà
3 – Eléèrìn
4 – Onìíkoyí
5 – Olúgbòn
6 – Sòrun
Ogãn (Ògán): é um cargo masculino de alguém que não entra em transe. Os ogãns são iniciados (confirmados), mas não recebem
todos os preceitos de um yawo. Os Ogãns, tal como as Equedis, não fazem obrigações periódicas de 1, 3 5, 7, 14 e 21 anos, ao
contrário dos Yawos. Também são chamados de Pais;
Ogãn Sojatin: ?
Ojú Obá (Ojú oba): é um cargo ligado ao culto de Xangô. Significa os Olhos do Rei;
Pejigãn ou Abajigãn (Pejigán): é aquele incumbido de sacrificar os animais atinentes ao Peji ou Cumeeira da Casa;
Sarepebê (Sárepegbé): transmite as decisões egbê, comunicando entre os Terreiros as festas e formulando os convites. É uma
espécie de relações públicas do Barracão. Sáre – o que corre, pè – e comunica, egbé – as coisas da sociedade. Geralmente é uma
cargo a alguém de Exú ou Ogum;
Tojuomó (Tojúomo): aquela que olha pelas crianças. De oju – olhar, omo – filho, criança;