Mistério do Desaparecimento de Javier
Mistério do Desaparecimento de Javier
Oscar Tosal
Javier é um jovem muito inseguro e vive com seu pai. Um médico de Barcelona.
Numa noite de outubro, o garoto desaparece e a família pede ajuda ao detetive Luis
Gomis.
Onde está Javier? Sequestrado no apartamento de Vicente, amigo perigoso relacionado com
o mundo das drogas? Livre em Zaragoza com sua namorada Joanna? Ou onde ninguém
imagina?
Eu
Terça-feira, 3 de outubro
Seis da tarde.
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O doutor Fernández passeia pela sala de sua casa. Ele está sozinho. Javier não veio jantar.
QUESTIONÁRIO
1- Javier é...
- O filho mais velho de Jesús Fernández
- O filho pequeno de Jesus Fernández
- O irmão de Jesús Fernández
2- Às onze e meia da noite...
- Javier está na cama dormindo
- Javier está jantando com seu pai
- Javier não voltou para casa
3- Javier diz “Sim, já sei” é porque:
- agora já sabe que o jantar é às 9
- sempre esquece que o jantar é às 9
- Em sua casa é costume jantar às 9
4- Javier parece enfadado porque:
- Nunca pode jantar às 9
- Seu pai sempre diz a mesma coisa
- Ele sempre chega tarde para jantar
2
II
Quarta-feira, 4 de outubro
Duas da tarde
O doutor Fernández está comendo. Alguém chama à porta. Ele se levanta e abre.
é Jaime, seu Filho mais velho.
- Os amigos do Javier não gosto. Tem um, Vicente, acho que se chama.
É muito maior que ele. Além disso, vende drogas...
- Eu liguei para a escola, mas os professores não sabem nada sobre ele.
- Podemos esperar até esta noite.
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Uma e vinte e cinco da noite
Em um apartamento do Bairro Gótico de Barcelona, o detetive Luis Gomis está sentado
diante da televisão com um copo na mão, é um homem gordo. Parece tranquilo e
simpático.
Está cansado após um dia de muito trabalho. O telefone toca no melhor momento.
momento do filme, claro como sempre. Ele não quer pegar, mas no final ele se levanta.
- Diga.
- Luis Gomis, por favor.
- Sim sou eu.
- Boa noite, Luis, sou Jaime
- Jaime?
- Sim, Jaime Fernández.
- Ah sim, Jaime Fernández! Meu amigo Jaime! Quanto tempo sem saber nada
de ti! Como você está?
- Muito bem e você?... ei, podemos nos ver?
- Sim, claro. Quando você quer se encontrar?
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Luis deixa o telefone em seu lugar e desliga a televisão. É muito tarde e ele já quer ir embora.
cama; mas naquele momento ouve alguém chamando na porta.
- Quem é? - pergunta
- Olá, Luís! Sou Mónica.
- ¡Mónica! Agora abro. Como vai?
- Muito bem. Estive em um bar com algumas amigas aqui perto. E aqui estou eu
Você tem. Quer vir tomar um drink?
- Ir tomar um copo? Agora?
- Sim, parece tarde?
- Bom, não, não... Ok, vamos tomar algo.
Está claro que esta noite Luis não vai conseguir dormir. Mas ele está feliz. Gosta muito.
sair com Mónica.
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QUESTIONÁRIO
5- O irmão mais velho de Javier pensa que seu pai...
- Não deve se preocupar demais
- Deve chamar a polícia
- Deve ligar para todos os amigos do Javier
6- O pai de Javier está preocupado porque:
- Javier usa drogas
- Javier não dormiu em casa nem ligou.
- Javier saiu sozinho
7- Luis Gomis ...
- Não quer ouvir falar de Javier
- Quer ajudar Jaime Fernández
- Não quer falar com Jesus Fernández
8- Mónica…
- É a mulher de Luis
- É a filha do Luis
- É uma amiga do Luis
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III
Quinta-feira, 5 de outubro
Quatro da manhã
Luis volta para seu apartamento com Mônica. Eles estão felizes.
- Problemas, problemas…-contesta.
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- Sim, na rua do Carmo, perto das Ramblas. Ela vive sozinha.
Você a conhece?
- Bom... sim, eu a vi.
- E você falou com ela?
- Agora não, mas eu fui à casa dele há algum tempo. Para falar sobre meu filho. Não me
eu gosto daquela mulher. Ela é muito mais velha e Javier é uma criança.
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- Vicente Márquez?
- Sou eu.
- Você é amigo de Javier Fernández, não é?
- Sim. E daí?
- Seu pai não sabe nada sobre ele desde terça-feira.
- Que sorte ele tem!
- Você sabe onde está?
- Eu? Por que você me pergunta?
- Eu acho que ele sabe...
- Oiga senhor, eu não sei nada sobre o Javier. E me diga, que horas são?
Luis olha para o seu relógio:
- Nove e meia.
- Pois eu, às nove e meia, durmo.
E Vicente, sem dizer mais nada, fecha a porta. Luis fica parado alguns minutos antes
de descer a escada. Vicente não gostou.
- Com Joanna?
- Sim. Eles vão passar na casa de uns amigos...
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- E o endereço dessas pessoas? Você não vai me dizer, claro...
- Pois... sim. Olha, eu escrevo aqui, neste papel. Está bem?
- Por que me diz tudo isso agora? Antes não sabia de nada...
- E por que não?
- Bom, então agora você também vai me dizer se o Javier usa drogas?
Vicente olha para Luis com olhos divertidos.
- Quem sabe? Esses jovens...
- Uma última pergunta, Vicente. Você sabe onde a Joanna mora em Barcelona?
- Sim, na rua do Carmo, 22 primeiro, primeira.
- “Sim – pensa Luis –, esta é a rua, Jaime me deu esse endereço”
Uma menos quarto da manhã
Luis Gomis chega ao apartamento de Joanna na rua do Carme. Ele bate à porta, mas não
contesta ninguém. Como antes, na casa do amigo Vicente. Que gente! Liga outra vez. Mas
não, não há ninguém. Vicente disse a verdade. Eles foram embora. Luis decide voltar para casa.
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- Joanna, eu não quero o papai. Você não gosta dele. Pensa que não devo ver você. Só
me fala dos meus estudos. Sempre diz a mesma coisa: “É tarde, Javier, vai embora
ao colégio já; estuda, Javier, você não tem exames ou o quê?..
- Bem, aqui seu pai não vai te encontrar... -diz Joanna-
- Não, já, já, já…ele e seu detetive vão nos procurar em Bilbao ou em Zaragoza.
verdade?
- Javier se sentou. Por alguns momentos parece mais tranquilo. Ele pegou
o jornal. Joanna trouxe-lhe uma xícara de café. Mas não, ela não pode
pensar em outra coisa.
- Joanna – pergunta agora, você acha que Vicente é perigoso?
- Perigoso? Por quê, Javier?
- Bom, agora ele sabe que eu chamei o papai para pedir os vinte.
milhões. Ele pode continuar com o jogo e pedir o dinheiro de verdade.
- Você acha que Vicente pode fazer uma coisa assim?
- Bem... não sei. Você sabe que ele teve problemas com a polícia. Sempre
tem dinheiro mas nunca trabalhou.
- Mas Vicente é nosso amigo, não?
- Não sei, não sei... Vicente me assusta. Eu não quero o papai, mas não quero ver
a Vicente com o dinheiro do papai.
- Você diz que não ama seu pai, mas…
- Eu só queria a mamãe.
- Diga-me, como era?
Javier brinca com a xícara de café.
- Ela morreu há anos. Eu era muito pequeno...
- E agora você também é uma criança.
A xícara de café cai no chão e se quebra.
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- Sim. Outra chamada de telefone para meu pai. Temos que deixar o dinheiro às três
em uma rua do porto. Ou pagamos ou eles nos mandam um dedo do Javier.
O que fazemos?
- Jaime, escuta. Espera um pouco mais. Acredito que Javier não está sequestrado.
Acho que está em Zaragoza ou em Bilbao com a Joanna, como disse aquele Vicente.
Vou a Zaragoza buscá-lo. Vicente me deixou o endereço. Te ligo.
desde lá.
Luis volta para seu quarto.
- Mónica, Mónica... você tem que fazer algo por mim...
QUESTIONÁRIO
9- Luis escuta uma ligação em seu correio de voz. A ligação…
- Você acha divertido
- Você se preocupa
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14- Joanna…
- Não está em sua casa na rua do Carmo.
- Está em sua casa, mas não responde
- Não quer abrir a porta
15- Javier está nervoso porque...
- Antes, Vicente veio.
- Joanna está enfadada
- Quer voltar para casa
16- Luis Gomis acredita que Javier…
- Está sequestrado em Barcelona
- Está livre, em Zaragoza ou Bilbao.
- Está livre, em Barcelona
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IV
Quinta-feira, 5 de outubro
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- “Paga ou chama a polícia”. Tudo bem... Mas Luis, me diga onde você está.
- Estou perto de Zaragoza. Vou deixar o carro aqui e pegar um avião para
voltar a Barcelona. Acredito que Vicente é o sequestrador. A viagem para
Zaragoza e Bilbao têm sido uma armadilha. Agora vá para a casa de Vicente e
fique no bar embaixo. Acho que o Javier está em casa, mas pode
levá-lo a outro lugar...
Quatro da tarde
Mónica está no bar da rua do Hospital, em frente à casa do Vicente. Vê
sair do portal para um homem muito, muito alto. Ele tem cabelo longo, como disse Luis. É
Vicente, seguro. Mónica o segue.
Cinco da tarde
Na casa da rua Ample, Joanna está brincando com o gato. Javier lê um
periódico.
- Você viu, Joanna? - Diz Javier - "As Tartarugas Ninja" ( ) no
cinema...
- Sim? - diz Joanna - E daí?
Nesse momento alguém bate à porta.
- Abro eu – diz ela.
- Outra vez estou aqui! - Diz Vicente da porta.
- Passa, passa...
- Me dê um cigarro, Javier.
- Sou de Joanna, eu não fumo.
- Pega, pega – diz ela.
Joanna vai para a cozinha preparar um café e deixa Vicente com Javier.
- Vou ligar por telefone - diz Vicente - Um garoto me deve dinheiro...
Ah!, você sabe Javier, acho que é um dos seus amigos.
- Quem?
- Raúl
- Não é meu amigo, eu o conheço e isso é tudo. Você diz que ele te deve dinheiro?
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- A droga se paga...
Vicente vai até o telefone. Javier o observa. Está preocupado. "Com que
Que dinheiro Raúl vai pagar? - pensa -. Como pode Vicente ter certeza?
- ¿Raúl? – Pergunta Vicente – Sou eu. Você vai estar em casa?
- Pois... não sei... acho que sim - responde Raúl do outro lado do telefone.
- Muito bem, espera-me lá. Quero falar contigo. Você tem o dinheiro?
- Oi…a verdade é que não...
- Já sabe. Você deve me pagar hoje.
- Sim, eu sei e vou te pagar, mas ...
- Dou-te uma hora, apenas uma hora. Não posso esperar mais. Até logo.
- Vicente ri. Parece muito contente. Mas naquele momento vê que Javier
olha para ele. Para de rir e, sem esperar o café, vai embora. Desde a porta sorri para
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- Você está com fome? – pergunta ao animal.
Javier prepara a comida do gato. Este come e ele bebe um copo d'água.
Volta para a sala. Joanna olha para ele e sorri. Javier lhe dá um beijo.
dezessete
Raúl parece estar muito nervoso, mas de fora Javier não ouve muito bem. Uma
a janela do andar dá para a escada. Não está bem fechada. Com cuidado, Javier a
abre um pouco mais e se prepara para ouvir melhor. Nesse momento chega-lhe
um ruído de baixo. Alguém abriu a porta da rua e sobe. Javier
espera. Agora, com a janela aberta, ouça bem.
- Hoje foi o último dia - diz Vicente - não quero esperar mais...
Javier ouve um barulho de chaves no andar de baixo. Uma porta se fecha. Agora
não há ninguém na escada. Javier decide: vai entrar. Passa uma perna, a
outra; e já está dentro do apartamento. Ouve muito bem Raúl e Vicente rindo.
- Você vai ficar rico comigo, haha… -está dizendo Vicente.
- Sim, isso está muito bem. Sim, de verdade. Você é um amigo! E agora, o que?
fazemos?
- Esperar até às nove menos um quarto. Depois você vai pegar o dinheiro- em
a rua Plata, número 3, já sabes – e o levas até minha casa. Ninguém vai te
seguir, seguro…estão assustados. Pensam que podemos matar o filho deles.
Não vão fazer nada.
- Sim, sim, - ri Raúl - podemos matá-lo ou pelo menos cortar-lhe um dedo,
Verdade? Ha, ha, um dedo do Javier... que divertido!
- Sim, sim, - diz Vicente - mas traga-me o dinheiro depressa ou corto um dedo de você.
Entendido?
- Um minuto depois, Vicente sai e desce as escadas rapidamente. Na rua,
Mónica se prepara para segui-lo. Começou a chover.
- Arriba, Javier ficou sozinho com Raúl.
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Se senta e o abre. Então fica branco. Não consegue falar. No pacote viu um
dedo com sangue. Um dedo e um papel: “Você já sabe. Queremos os vinte milhões a as
nove.
QUESTIONÁRIO
17- Vicente chama Raúl porque…
- Raúl deve dinheiro
- Ela quer ir ao cinema com ele
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V
Quinta-feira, 5 de outubro
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Nove e Dez da noite
- Diga?
- Aqui é o inspetor Pérez. O senhor Fernández...?
- Sim, um momento.
Clara olha para o médico.
- É a polícia
- A polícia! Meu Deus!
O doutor Fernández se levantou, muito nervoso para atender o telefone.
- Diga?
- Boa noite. Sou o inspetor Pérez. Você é o Doutor Jesús?
Fernández?
- Sim, sou eu.
- Doutor, na rua Ortigosa encontramos um rapaz morto. Ele estava usando
este telefone no bolso da jaqueta.
- Morto você disse?
O Doutor Fernández escuta. Clara só o ouve várias vezes responder que sim.
Por fim, termina de falar.
- O que aconteceu? - pergunta Clara.
- Alguém chamou a polícia para dizer que algo estava acontecendo em um apartamento de
rua de Ortigosa. Eles foram lá e... -o doutor Fernández não pode continuar.
- Você quer um copo de água?
- Não. Eu vou ver. O garoto tem um dedo a menos...
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- Muito bem Mônica, muito obrigado.
- De nada. E agora, o que você vai fazer?
- Primeiro, ligar para Jaime na casa de seu pai para saber o que aconteceu...
Outra vez responde Clara.
- Não senhor Gomis, Jaime ainda não voltou, eu estou sozinha. O pai de
Jaime foi... -a garota quase não consegue falar-. A polícia encontrou
Javier... morto... na rua de Ortigosa...
- Oh não! Não pode ser...
Luis volta para Mónica.
- Mónica, a polícia encontrou Javier morto...
- Morto?
- Sim, parece. Agora, escute-me. Eu vou subir para o andar do Vicente. Você
Vá até a casa do Jaime. Aqui está o endereço - Luis o escreve em uma página
do jornal - Me ligue daí. Com certeza o doutor tem o telefone
de Vicente Vale?
- De acordo.
Dez menos quarto da noite
Luis Gomis bate à porta. Sabe por Mónica que Vicente está em sua casa. E
desta vez ele vai deixar entrar. O detetive ouve que está ali, atrás da porta.
- Raúl? Você é você?- Pergunta Vicente.
- Sim - responde Luis, com uma mão na frente da boca.
- Você tem o dinheiro?
- Sim...
- ¡Nós somos ricos! – Vicente vai e abre - O que você está fazendo aqui? – diz com outra
cara.
- Você não estava me esperando? Você esperava vinte milhões, não?
- Vicente quer fechar a porta, mas Luis é mais rápido e coloca um pé dentro.
e Vicente não pode fazer nada.
- Mas de que vinte milhões você está falando? – Pergunta Vicente – eu
espero as trinta mil pesetas (180 euros) de Raúl…
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- Outra armadilha? – diz Luis já com sua pistola na mão – A mim não me
mataste, mas ao Javier sim, não é?
- ¿A Javier? ¿Javier está morto?
- Você sabe disso melhor do que eu!
- Sim, sim, sim,…não senhor, eu não matei ninguém.
- Luis pega Vicente pela camisa.
- E você vai pagar por isso!
- Mas primeiro vamos esperar o Raúl – continua Luis-. Em breve vamos ver se
são vinte milhões (120.000 euros) ou trinta mil (180 euros) pesetas…
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Nesse momento o telefone toca.
- Eu pego – diz Luis Gomis – Você fica aqui.
- Diga?
- Luis, sou eu, Mónica.
- Olá! Alguma novidade?
- Sim, Jaime e seu pai voltaram para casa. Dizem que o morto não era Javier.
- O quê?
- Sim, a polícia não sabe quem é, Jaime deixou o dinheiro, mas Javier
ainda não voltou.
- O morto não era Javier? Então... - Luis olha para Vicente.
- Você vê? - diz este.
- Ei, Vicente, o Raúl mora na rua de Ortigosa?
- Sim, e daí?
- Nada, parece que agora eu entendo... e não gosto. Não, não gosto.
Vicente, acho que seu amigo Raúl morreu, e que você ficou sem ele.
dinheiro. Alguém foi mais esperto que você e eu...
Epílogo
Segunda-feira, 30 de outubro
O doutor Fernández chega em casa depois de trabalhar. Ele está cansado. Há alguns
cartas para ele sobre a mesa. Entre elas também vê um postal do Rio de Janeiro.
“Que estranho!”, pensa. Não conhece ninguém no Brasil. Pega o cartão postal e o olha. Então lê:
Beijos do Brasil!
Javier e Joanna.
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