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Evangelização: Cultura e Práticas Eficazes

O livro de J. Mack Stiles discute a evangelização como um processo intencional de ensino do evangelho, enfatizando que a verdadeira conversão é obra do Espírito Santo e que a comunicação clara da mensagem é essencial. Ele defende a criação de uma cultura de evangelização nas igrejas, onde o evangelismo se torna uma prática natural e integrada à vida dos cristãos, promovendo apoio mútuo e responsabilidade. A igreja local é vista como a manifestação visível do evangelho, com a missão de glorificar a Deus e fazer discípulos.
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Evangelização: Cultura e Práticas Eficazes

O livro de J. Mack Stiles discute a evangelização como um processo intencional de ensino do evangelho, enfatizando que a verdadeira conversão é obra do Espírito Santo e que a comunicação clara da mensagem é essencial. Ele defende a criação de uma cultura de evangelização nas igrejas, onde o evangelismo se torna uma prática natural e integrada à vida dos cristãos, promovendo apoio mútuo e responsabilidade. A igreja local é vista como a manifestação visível do evangelho, com a missão de glorificar a Deus e fazer discípulos.
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STILES, J. Mack.

Evangelização: Como criar uma cultura contagiante de


evangelismo na igreja local. São Paulo: Vida Nova, 2015.
CAPÍTULO 01 – SOBRE APELOS E SHOWS DE LASER
1) O que é evangelização?
De acordo com Stiles (2015), evangelização é "o ensino do evangelho com
o objetivo de persuadir". Para ele, a essência da evangelização não está apenas
em atividades ou gestos externos, como ir à frente em um culto, levantar a mão ou
repetir uma oração. Esses atos podem estar presentes em um contexto
evangelístico, mas eles não constituem a definição de evangelização. O ponto
central é a transmissão clara e fiel da mensagem do evangelho com a intenção de
convencer os ouvintes a aceitarem a verdade de Cristo. Stiles (2015) destaca que
a evangelização é um processo intencional de ensino, onde o objetivo é comunicar
o conteúdo essencial da fé – a morte e ressurreição de Jesus Cristo e sua oferta
de salvação para a humanidade – de uma maneira que leve as pessoas a refletirem
e responderem. Para ele, a evangelização eficaz não se resume a métodos,
programas ou respostas emocionais momentâneas, mas sim ao compartilhamento
cuidadoso e fiel das boas-novas.

Como exemplo disso, Stiles (2015) compartilha uma experiência pessoal que
teve de evangelização na década de 1970, quando em seu primeiro ano de
faculdade levou Jonh, seu amigo e colega de quarto, a conhecer a Jesus. Em um
domingo, em um culto de uma grande igreja batista no centro de Memphis, ele e
seu amigo John responderam a um apelo evangelístico. Ambos foram à frente,
seguindo o chamado do pastor, mas Stiles (2015) destaca que, apesar de sua ida
pública ao altar, a verdadeira evangelização aconteceu anteriormente. Ele havia
passado tempo explicando o evangelho a John em conversas pessoais, levando-o
a entender e aceitar a mensagem de Cristo. Demostrando que esse simples ato de
ensino entre amigos foi muito mais significativo para a conversão de John do que o
simples ato de "ir à frente" no culto. Essa crítica serve para destacar que a
evangelização efetiva é mais sobre o ensino cuidadoso e a construção de
relacionamentos do que sobre respostas emocionais ou atos simbólicos realizados
em público.

2) Explique a frase: “não há evangelização sem palavras” (p.33)


Segundo Stiles (2015), “não há evangelização sem palavras” porque a
mensagem do evangelho deve ser comunicada claramente. Jesus é descrito como
a Palavra em João 1:1, mostrando a importância de Deus revelar sua verdade por
meio das palavras. Embora o testemunho de vida e boas ações sejam importantes,
apenas isso não é suficiente para que as pessoas compreendam a salvação
oferecida por Cristo. Elas precisam ouvir sobre sua morte, ressurreição e a
necessidade de arrependimento e fé. Segundo o autor, os seres humanos não são
capazes de encontrar o caminho da salvação por conta própria; é necessário que
Deus a revele por meio de suas palavras. Muitos associam corretamente a
evangelização à pregação, e, de fato, Paulo fez muita pregação evangelística. No
entanto, ele frequentemente descrevia seu ministério como sendo um ministério de
ensino (1 Tm 2:7; 2 Tm 1:11). Ensinar o evangelho não só fortalece a vida espiritual
de quem ensina, mas também exige que essa pessoa viva de acordo com as
verdades que compartilha. O mais importante é lembrar que o evangelho deve ser
ensinado para que alguém possa se tornar cristão.

3) Explique o que significa tornar o evangelho pequeno ou grande demais.


Stiles (2015) explica que "tornar o evangelho pequeno demais" é quando se
reduz ou simplifica a mensagem ao ponto de deixar de fora partes importantes,
como a necessidade de arrependimento, a justiça de Deus, ou o papel central de
Cristo. Isso acontece, às vezes, para tornar o evangelho mais "agradável" ou fácil
de aceitar, mas acaba enfraquecendo sua verdade e poder transformador. Por outro
lado, "tornar o evangelho grande demais" é quando se acrescentam regras ou
tradições que não fazem parte da mensagem original, como exigências humanas
ou legais que vão além da fé em Cristo. Isso pode confundir as pessoas e afastá-
las do foco principal, que é a salvação pela graça, por meio da fé. Stiles (2015)
afirma que o evangelho deve ser apresentado de forma equilibrada, com clareza e
fidelidade, sem tirar ou acrescentar nada à sua mensagem central de salvação em
Cristo.

4) Qual nosso objetivo, ao apresentar o evangelho a uma pessoa?


Stiles (2015) afirma que nosso objetivo ao ensinar o evangelho surge da
compreensão de que todas as pessoas com quem interagimos têm apenas dois
destinos: a vida eterna ou a punição eterna. Portanto, as pessoas precisam de mais
do que apenas informações; elas precisam decidir seguir a Jesus. Assim, nosso
objetivo ao evangelizar é persuadir as pessoas a se converterem e se tornarem
seguidoras de Cristo. Persuadir, no entanto, não significa manipular ou enganar,
nem implica que somos nós que geramos o arrependimento ou a conversão. A
verdadeira conversão é obra do Espírito Santo, e ela se baseia em uma fé genuína,
consciente e verdadeira em Jesus. Persuadir significa apresentar a mensagem de
maneira convincente e amorosa, ajudando as pessoas a compreenderem a
importância da fé em Jesus e a necessidade de arrependimento. Isso envolve
encorajá-las a tomar uma decisão consciente.

CAPÍTULO 2: UMA CULTURA DE EVANGELIZAÇÃO

1) Cite os objetivos da evangelização comunitária.

Stiles (2015) destaca a importância da evangelização comunitária como um


dos pilares essenciais para a vida da igreja e para o avanço do evangelho. Sendo
seu principal objetivo fazer discípulos. Para o autor, o maior desafio enfrentado
pelos cristãos no cumprimento dessa missão é o medo, que frequentemente se
torna o principal obstáculo à prática da evangelização . Nesse contexto, ele
questiona: “por que alguém faria sozinho algo assustador e difícil?” (STILES, 2015),
sugerindo que, em vez de enfrentar essa tarefa isoladamente, é melhor realizá-la
junto a amigos que nos motivem e apoiem. Um dos principais benefícios deste tipo
de evangelização é a prestação de contas entre os membros. Ao evangelizar em
conjunto, os cristãos se responsabilizam uns pelos outros, encorajando-se a manter
a fidelidade e a dedicação à missão. Além disso, ao trabalhar lado a lado, os
cristãos renovam seu compromisso de compartilhar o evangelho, motivados pelo
exemplo e encorajamento de seus companheiros. Ao evangelizarem juntos, eles
compartilham experiências, técnicas e estratégias, aprendendo uns com os outros
e aprimorando sua capacidade de comunicar a mensagem do evangelho de forma
eficaz. A evangelização comunitária também proporciona momentos de celebração
e apoio emocional. As experiências intensas vividas durante a evangelização criam
conexões mais profundas entre os membros, que passam a compartilhar um
vínculo mais forte através dos desafios e vitórias enfrentados juntos. Essas
relações não apenas promovem a unidade da Igreja, como também refletem o amor
e o compromisso de Cristo, tornando a Igreja um testemunho vivo do poder do
evangelho. Sendo assim, os objetivos da evangelização comunitária seriam fazer
discípulos de Cristo, criar uma cultura de evangelismo, promover a prestação de
contas entre os membros, fortalecer o compromisso evangelístico, proporcionar
apoio emocional e celebrações conjuntas, além de fortalecer os relacionamentos
por meio de experiências compartilhadas, refletindo o amor e a unidade em Cristo.

2) Explique o que é a “cultura de evangelização”.

De acordo com Stiles (2015), a "cultura de evangelização" em igrejas ou


comunidades é marcada por conceitos, linguagem e ações que se baseiam na
Bíblia. Essa cultura cria um ambiente onde o evangelismo se torna uma prática
natural e contínua na vida dos cristãos, fundamentada nos ensinamentos das
Escrituras. Ela passa despercebida para quem faz parte dessa cultura, pois
evangelizar se torna algo tão natural e integrado à vida cotidiana que se tornou
parte essencial da identidade da Igreja.

Essa cultura é sustentada por características importantes: é motivada pelo


amor por Jesus e pelo evangelho, incentivando os membros a compartilhar sua fé
de forma genuína e apaixonada. Existe também uma forte confiança na eficácia do
evangelho, que encoraja todos a falarem sobre sua fé sem medo, acreditando no
poder transformador da mensagem. Além disso, a comunidade é consciente dos
riscos do entretenimento, evitando distrações que podem desviar o foco da missão
de evangelizar. Ela também promove a união entre os membros, fortalecendo a
comunidade e criando um ambiente acolhedor, onde todos se apoiam mutuamente.
E estimula o aprendizado mútuo, permitindo que experiências e ensinamentos
sejam compartilhados, e celebra as transformações que ocorrem na vida daqueles
que aceitam a fé, reconhecendo a nova vida em Cristo. Neste contexto, a
evangelização se torna um estilo de vida, em que todos se tornam exemplos de
como viver a fé. A cultura valoriza aqueles que compartilham sua fé e encoraja a
participação em ministérios que podem ser desafiadores. Dessa forma, todos os
membros se unem na missão de evangelizar, refletindo uma fé ativa e colaborativa
que expressa o amor de Cristo em suas interações diárias.
3) Destaque dois pontos do item “cultura de evangelização” e faça um
resumo dos dois.
Ponto 5: Uma cultura que congrega (p. 61-62)
Aprendi, com esse ponto, que o conceito de congregar é mais amplo do que
a presença física nos cultos ou atividades desenvolvidas pela Igreja, mas também
significa construção de relacionamentos, o compartilhamento de experiências e o
apoio mútuo entre os membros.
Resumo:
Stiles (2015) inicia este tópico destacando a gratidão que Paulo expressa à
igreja de Filipos, em Fp 1:3-5, por sua parceria no ministério do evangelho. Essa
relação exemplifica uma verdadeira cultura de evangelização, onde a união em
torno do evangelho resulta em cooperação entre todos os membros. Quando todos
congregam de forma ativa, estão trabalhando juntos com o objetivo de serem
testemunhas de Cristo. Isso significa que cada pessoa não só se compromete a
viver sua fé individualmente, mas também se une a outros para compartilhar essa
fé de maneira coletiva. O apoio e a colaboração dentro da comunidade fortalecem
a missão de evangelizar, pois os membros encorajam uns aos outros a serem mais
ousados na divulgação da mensagem do evangelho. Assim, a cultura de congregar
cria um ambiente propício para que todos se sintam motivados a testemunhar a
graça e o amor de Cristo em suas vidas diárias, refletindo a unidade e a diversidade
do corpo de Cristo.
Ponto 7: Uma cultura que modela a evangelização (p. 64-65)
Neste ponto, compreendi que numa cultura de evangelização, o evangelismo
é modelado de acordo com a necessidade das pessoas.
Resumo:
Stiles (2015) destaca que tanto os cristãos mais novos na fé, quanto os
irmãos mais velhos, têm algo para contribuir com o crescimento um do outro. E
numa cultura de evangelização, o evangelismo é moldado para atender às
necessidades específicas das pessoas. Isso significa que, em vez de seguir um
método rígido ou único, os cristãos devem considerar as realidades e as
necessidades individuais das pessoas que estão ouvindo a mensagem do
evangelho. Um exemplo disso é a dinâmica entre sua esposa, que é uma
evangelista com vasto conhecimento e discernimento, e duas amigas, Ruth e
Samanti. Ruth, uma recém-convertida, estava entusiasmada com sua fé e desejava
compartilhar o evangelho, mas sentia-se insegura quando se tratava de explicar a
fé de forma clara. Quando Samanti expressou seu interesse em aprender mais
sobre a fé cristã, Ruth não hesitou em buscar a ajuda da esposa de Stiles. Essa
interação ilustra perfeitamente o que acontece em uma cultura de evangelização,
onde o apoio mútuo e a colaboração são fundamentais. Assim, podemos concluir
que, em uma cultura de evangelização, a interdependência entre os membros da
comunidade de fé é essencial. Através da cooperação e do compartilhamento de
conhecimentos, todos têm a oportunidade de crescer juntos, fortalecendo sua
capacidade de evangelizar. Essa abordagem não só ajuda a atender às
necessidades individuais, mas também cria um ambiente acolhedor e encorajador,
onde cada pessoa se sente valorizada e capaz de contribuir para a missão de
compartilhar o evangelho. Portanto, a cultura de evangelização não se limita a um
grupo específico, mas envolve todos, independentemente do seu nível de
experiência, promovendo um testemunho coletivo que reflete o amor e a verdade
de Cristo.

CAPÍTULO 3: CONECTANDO A IGREJA A UMA CULTURA DE EVANGE-


LIZAÇÃO
1) Explique a expressão: “a igreja local é o evangelho visível”.

A igreja local é a manifestação visível do evangelho, pois Jesus a


estabeleceu com o propósito de proclamar sua mensagem por meio dela. Quando
um novo membro é batizado, ele testemunha como a morte de Cristo simboliza a
nossa própria morte, e sua ressurreição, a nossa nova vida. Na celebração da Ceia
do Senhor, anunciamos a morte de Cristo até que Ele venha, sendo também um
momento de confissão e renovação do perdão. Ao orarmos, fazemos isso à luz das
verdades de Deus, e ao cantarmos, exaltamos as grandes obras que Ele realizou
em nosso favor através do evangelho. Além disso, contribuímos financeiramente
para que a mensagem do evangelho alcance mais pessoas. Em uma igreja
saudável, há uma clara cultura de evangelização, de modo que os visitantes
enxergam a presença do evangelho em tudo o que fazemos. Por isso, cantamos,
oramos e pregamos a Palavra, sempre centrados na missão de anunciar e viver o
evangelho de Cristo.
2) Como você define igreja (na visão do autor)?

A igreja possui liberdade, sob a autoridade da Palavra, para realizar diversas


atividades, mas sua essência se estrutura em três aspectos principais: o que a
constitui, o que ela faz e qual é sua missão (STILES, 2015). Ela foi constituída por
Jesus Cristo e é descrita como o Corpo de Cristo, no qual Ele é a cabeça e os
membros desempenham diferentes funções, com o propósito comum de edificar
uns aos outros e glorificar a Deus (Rm 12:4-5). Segundo o autor, "a igreja local é a
reunião de cristãos nascidos de novo e batizados, que, em amor, firmam entre si
um pacto de se reunir regularmente, sob a autoridade das Escrituras e a liderança
dos presbíteros, com o objetivo de adorar a Deus, ser a manifestação visível do
evangelho e, acima de tudo, dar glória a Deus" (Jo 3:1-8; 13:34-35; At 2:41; 14:23;
Ef 3:10; Cl 3:16; 2 Tm 3:16-17; Hb 10:24-25) (STILES, 2015, p.80). No que diz
respeito ao que a igreja faz, seus membros se reúnem em amor para ouvir a
pregação da Palavra, cantar, orar, contribuir financeiramente e participar dos
sacramentos do batismo e da Ceia do Senhor. Eles também se cuidam
mutuamente, inclusive através da prática da disciplina eclesiástica, quando
necessário. Por fim, a missão da igreja é ir a todas as nações, anunciando o
evangelho e fazendo discípulos, conforme a Grande Comissão (Mt 28:19).

3) O que é uma igreja saudável (na visão do autor)?


É uma igreja centrada no evangelho e ativa na evangelização. Stiles (2015)
enfatiza que a evangelização é parte essencial de uma igreja saudável, focada não
apenas em crescimento numérico, mas em vidas transformadas pela verdade do
evangelho. É uma igreja que mantém o foco na pregação fiel da Palavra de Deus,
protege a integridade do evangelho e tem uma compreensão bíblica clara sobre
quem pode ser membro e líder dentro da igreja. Os membros são discipulados e
participam ativamente da evangelização.

4) Prioridades pessoais e prioridades da igreja. Explique.


As prioridades pessoais e as prioridades da igreja se complementam, mas
devem ser claramente distinguidas. Segundo J. Mack Stiles em seu livro
Evangelização, algumas pessoas tendem a transferir para a igreja
responsabilidades que, na verdade, são delas mesmas. Ele ilustra isso com
exemplos práticos, como o que ocorreu na High Pointe Baptist Church, no Texas.
Durante um seminário sobre cultura de evangelização, uma pessoa perguntou o
que a igreja faria para alcançar os vietnamitas que haviam se mudado para a região.
A pergunta sugeria que a tarefa de evangelizar deveria ser delegada à igreja,
quando, na verdade, Stiles ressaltou que a responsabilidade era pessoal. Ele
encorajou a pessoa a se engajar diretamente com a comunidade vietnamita,
estudando sua cultura e tomando a iniciativa de compartilhar o evangelho de forma
prática e intencional. Outro exemplo citado por Stiles ocorreu em Dubai, onde
membros da igreja chinesa queriam doar kits de higiene a trabalhadores durante o
Natal, mas ao invés de fazer isso pessoalmente, deixaram a tarefa com o pastor
Jack. Isso desviou o pastor de suas responsabilidades principais, como a pregação
e o aconselhamento, demonstrando que os membros estavam confundindo seu
papel individual com o papel institucional da igreja. Um terceiro exemplo envolve
Abgail, uma mãe de tempo integral que encontrou uma jovem chinesa chamada
Van em um ônibus. Abgail não apenas iniciou uma conversa, mas também tomou
a iniciativa de convidar Van para um evento cristão — um casamento — em vez de
esperar que a igreja organizasse um programa específico para evangelizar
chineses. Ela confiou em sua própria capacidade de compartilhar o evangelho e se
envolver ativamente. Esses exemplos mostram que, enquanto a igreja como
instituição tem suas prioridades coletivas, cada cristão tem a responsabilidade
individual de evangelizar e servir. A verdadeira cultura de evangelização nasce
quando os membros compreendem que não devem esperar que a igreja crie
programas para cada oportunidade de compartilhar a fé, mas sim que eles mesmos
devem agir com intencionalidade e comprometimento.

CAPÍTULO 4: EVANGELISTAS INTENCIONAIS NUMA CULTURA DE


EVANGELIZAÇÃO

1) Como podemos estar preparados para compartilhar o evangelho?


Segundo Stiles (2015), para compartilhar o evangelho, ele precisa ser o
centro da minha vida, guiando pensamentos, ações e atitudes. Não se trata apenas
de compreender seus ensinamentos, mas de vivê-los intensamente, permitindo que
cada aspecto da minha vida reflita a mensagem de Cristo e molde minha identidade.
O primeiro passo é integrar o evangelho no dia a dia. Isso significa vivenciá-lo
através de música cristã, estudo das Escrituras, reflexões e meditações na Palavra.
Essa prática constante transforma meu coração e mente, preparando-me para
comunicar o evangelho de forma genuína e coerente com minha fé, como
recomendado em Filipenses 1:27. Outro ponto essencial é evitar suposições e
permanecer aberto ao aprendizado. Reconhecer que sempre há mais a descobrir
me mantém humilde e impede que minha fé se torne uma rotina superficial,
fortalecendo meu desejo de aprofundar-me continuamente no conhecimento de
Deus. Por fim, praticar o evangelho por meio da oração, louvor e ensino solidifica
essa mensagem em meu coração, fazendo com que ela flua naturalmente. Viver o
evangelho, portanto, não é apenas um preparo para compartilhá-lo, mas um
testemunho diário da transformação que ele promove em mim, levando-me a
partilhá-lo de maneira espontânea e verdadeira.

2) Explique: “o evangelho como disciplina”


A expressão “o evangelho como disciplina” me ajuda a entender que a
evangelização, assim como outras práticas espirituais, precisa ser cultivada com
dedicação e intencionalidade. Assim como eu me comprometo a orar, estudar a
Bíblia e participar da vida em comunidade, também devo me empenhar em
evangelizar, mesmo que isso exija esforço e constância. Para Donald S. Whitney,
se eu não encarar o evangelismo como uma disciplina, é fácil encontrar desculpas
para evitar compartilhar a mensagem de Jesus. Ele sugere que o evangelismo deve
ser um hábito espiritual, algo que eu devo incorporar na minha vida de maneira
regular e intencional. Quando vejo o evangelismo como uma disciplina, ele se torna
uma prática sustentada pela obediência e pelo desejo de crescimento espiritual.
Em outras palavras, evangelizar não depende apenas de eu me sentir inspirado ou
de estar em uma situação ideal; é uma responsabilidade contínua e um exercício
que me aproxima de Deus e contribui para a minha saúde espiritual, ao me engajar
com o propósito de expandir o reino de Deus.
Assim, "o evangelho como disciplina" envolve desenvolver uma vida pautada
nos ensinamentos de Cristo e buscar constantemente viver de modo que essa
mensagem esteja enraizada em nosso coração e expressa em nossas atitudes.
Essa abordagem, segundo Stiles, vai além de conhecer a teoria; é uma prática de
vida que nos transforma e testemunha, diariamente, o poder do evangelho.
3) Fale da importância da oração na evangelização
A oração desempenha um papel essencial na evangelização porque nos
mantém focados na missão de compartilhar o evangelho e nos conecta com o
coração de Deus pelos perdidos. Quando oro pela salvação de outras pessoas,
estou constantemente lembrando de sua necessidade espiritual e da importância
de levar a elas a mensagem de esperança em Cristo. Essa prática não apenas
fortalece meu compromisso, mas também me ajuda a manter uma postura de amor
e compaixão em relação àqueles que ainda não conhecem a Cristo. Além disso,
orar pelas pessoas ao meu redor revela que a salvação dos perdidos é uma
prioridade em minha vida. Esse compromisso, quando visível, pode servir de
testemunho, mostrando que levo a sério o chamado de Jesus para compartilhar a
mensagem de redenção. A oração, portanto, não é apenas um suporte, mas o
impulso central da evangelização, ajudando-me a depender de Deus e a buscar,
por meio Dele, tocar e transformar os corações daqueles que precisam conhecê-
Lo.
4) Como encorajar a igreja a viver uma cultura de evangelização?
Segundo o autor, a igreja pode desenvolver uma verdadeira cultura de
evangelização quando os líderes assumem um papel ativo e visível nisso, tanto
pelo exemplo quanto pelo incentivo. Quando os pastores e presbíteros mostram,
com suas próprias vidas e palavras, a importância de compartilhar o evangelho,
isso nos inspira e nos impulsiona a fazer o mesmo. E como membra, devo orar
pelos meus líderes para que Deus continue a guiá-los e fortalecê-los nessa missão.
Também posso me engajar em atividades de evangelização promovidas pela igreja
e, em cada oportunidade, posso reforçar essa visão, apoiando meu pastor e
encorajando outros irmãos a evangelizar.

CAPÍTULO 5: COMPARTILHANDO A FÉ NA PRÁTICA

1) Pensando em evangelização, explique: o que é ser um embaixador de


Cristo?
Ser um embaixador de Cristo, segundo o que Paulo ensina em 2 Coríntios
5:20-21, significa assumir a responsabilidade de representar o reino de Deus neste
mundo. Como embaixadores, somos chamados a ser portadores da mensagem de
reconciliação, levando o evangelho a outros "como se Deus vos exortasse por
nosso intermédio". Esse papel exige que entreguemos a mensagem do evangelho
com clareza e fidelidade, para que aqueles que estão distantes de Deus possam
ser reconciliados com Ele. A mensagem central que carregamos é a de que Cristo,
mesmo sendo sem pecado, tomou sobre si nossos pecados e, ao ser crucificado,
recebeu a punição que nós merecíamos. Ele abriu o caminho da salvação, tornando
possível que nos tornemos "justiça de Deus" por meio d'Ele. Isso significa que, em
Jesus, nosso relacionamento com Deus é restaurado. Portanto, aprendo que ser
embaixadora de Cristo é entender que a mensagem de salvação que um dia recebi
não deve permanecer somente comigo; é minha missão compartilhá-la com os
outros, cumprindo o propósito de reconciliar o mundo com Deus através de Cristo.

2) Cite 5 princípios que devemos utilizar nas conversas sobre fé.

Destaco os seguintes:

1- Encontre as pessoas onde elas estão: isso significa que devo me


aproximar das pessoas em sua realidade, buscando entendê-las de
verdade. Esse princípio me lembra da importância de ouvir com empatia,
compreendendo o que a pessoa pensa, sente e acredita, para então
construir um relacionamento genuíno e compartilhar sobre o reino de
Deus.
2- Concentre-se na separação entre as pessoas e Deus, não em correção
moral: aprendo que meu foco deve ser levar as pessoas até Cristo,
apresentando a mensagem do evangelho que reconcilia e restaura o
relacionamento delas com Deus. Em vez de me preocupar com correções
morais, devo buscar enfatizar a importância de um encontro pessoal com
Jesus, que é capaz de transformar vidas e corações.
3- Seja intencional: compreendi que devo planejar o que direi para garantir
que o essencial seja transmitido de forma clara, evitando qualquer
linguagem ou abordagem que possa ofender as pessoas.
4- Reconheça o que sabemos e o que desconhecemos: aprendo que devo
reconhecer que nem sempre sei os motivos por traz das ações de Deus
e compartilhar o que sei a respeito.
5- É bom pedir permissão para compartilhar a mensagem do evangelho: eu
aprendi que pedir permissão antes de falar sobre minha fé mostra
respeito e consideração pela outra pessoa. Isso cria um espaço seguro
para a conversa, onde a pessoa se sente à vontade para ouvir e, se
quiser, participar.

3) Como deve ser um embaixador de Cristo?


Um embaixador de Cristo deve ser ousado e claro ao compartilhar a
mensagem do evangelho (Efésios 6:19; Colossenses 4:3-4). Isso significa que
preciso transmitir a verdade de Deus com coragem, não hesitando em falar sobre
minha fé. Também devo confiar em Cristo para as respostas que as pessoas
possam ter, lembrando que a mensagem que entrego é poderosa e transformadora.
Além disso, Deus me ama e deseja que eu defenda minha fé com convicção. Ele
não leva em conta minhas falhas ou tentativas desajeitadas, pois quando Ele
chama alguém para servi-lo, não é por causa de perfeição, mas sim por Sua graça.
Por isso, como embaixador, não devo desanimar, mesmo diante de desafios ou
rejeições (2 Coríntios 4:1). Minha confiança deve estar em Deus, que me capacita
e me sustenta em cada passo da minha caminhada na fé.

4) Que conselhos você daria a um embaixador, para que ele não


desanime?

Para encorajar um embaixador de Cristo a não desanimar, eu diria que é


fundamental manter a disciplina nas devocionais, como a leitura da bíblia e a
oração. No entanto, após ler este livro, percebi que a evangelização deve ser uma
parte integral dessa disciplina. Usaria o texto de Filemon 6: “Oro para que o
compartilhar da sua fé seja ativo, para que tenha o pleno conhecimento de todo o
bem que temos em Cristo.” Isso mostra que compartilhar a fé não é apenas uma
responsabilidade, mas também um benefício, pois nos ajuda a compreender melhor
as bênçãos que temos em Cristo. Além disso, eu compartilharia meu testemunho
pessoal: quando eu era recém-convertida e tinha pouco conhecimento da Palavra,
me reunia com um grupo de amigos não cristãos para ler a Bíblia juntos. Muitas
das convicções de fé que desenvolvi vieram das revelações que Deus me deu
nesse período, que me capacitaram a compartilhar a mensagem com eles. Essa
experiência me ensinou que, ao compartilhar nossa fé, não só impactamos a vida
dos outros, mas também crescemos em nossa própria caminha de fé.

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