Gramática Prática: Fale e Escreva Bem
Gramática Prática: Fale e Escreva Bem
Gramática Prática
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.........................................................................................03
MÓDULO 1 – Fale bem...........................................................................03
Por que falar corretamente.........................................................................03
Tipos de linguagem.....................................................................................04
Classes gramaticais......................................................................................05
Concordância...............................................................................................06
Acentuação..................................................................................................10
Classificação das palavras de sílaba tônica..................................................10
Regras gerais...............................................................................................11
PRÁTICA
Sinais de pontuação....................................................................................12
Ortografia....................................................................................................12
Referências Bibliográficas......................................................................33
Talvez você não veja um bom motivo para falar corretamente, mas sabia
que é fundamental, na escola, nas universidades e principalmente no
GRAMÁTICA
expressa mal, podendo ser avaliado como alguém sem preparo e com
lacunas em sua formação.
Por isso, tudo começa na escola, onde temos a oportunidade de
entender melhor a Língua Portuguesa e compreender por que ela é
importante. Quem escreve e fala bem, pensa bem, expressa suas ideias
com clareza e apresenta argumentos capazes de convencer pessoas.
Quando estamos em uma roda de amigos é comum e até aceitável
cometermos alguns deslizes na gramática, porém, quando se trata da
sua imagem profissional é essencial o uso correto da norma culta, tanto
na escrita quanto na fala, pois falar corretamente é visto como algo
positivo no mundo do trabalho. Confira algumas dicas no quadro:
região.
PRÁTICA
Fique atento:
É importante lembrar que seremos observados quando escrevemos um
texto para um processo seletivo, para a apresentação de um trabalho,
em ocasiões no trabalho e em tantos outros momentos da nossa vida.
Nesses momentos, o mais adequado é que usemos a linguagem culta.
Verbo
GRAMÁTICA
Adjetivo
O adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos
substantivos. É variável e contém flexões.
Exemplos: feliz, superinteressante, amável.
Flexões: gênero (uniforme e biforme), número (simples e composto) e
grau (comparativo e superlativo).
Pronome
O pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo,
indicando a relação das pessoas do discurso. É variável e contém flexões.
Exemplos: eu, contigo, aquele.
Flexões: gênero, número e pessoa.
Artigo
O artigo é a palavra que antecede o substantivo. É variável e contém
flexões.
Numeral
O numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos. É
variável e contém flexões.
Exemplo: um, primeiro, dezena.
Flexões: gênero, número e grau.
Preposição
A preposição é a palavra que liga dois elementos da oração. É invariável.
GRAMÁTICA
Conjunção
A conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo
valor gramatical. É invariável.
Exemplos: mas, portanto, conforme.
Interjeição
A interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos. É
invariável.
Exemplos: ‘Olá!’, ‘Viva!’, ‘Psiu!’
Advérbio
O advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro
advérbio, exprimindo circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre
outros.
Exemplos: melhor, demais, ali.
Embora seja considerado invariável porque não sofre flexão de gênero e
número, os advérbios apresentam flexões de grau: comparativo e
superlativo.
Concordância
A concordância é a combinação, ou coincidência, em gênero, número ou
pessoa que se faz entre as palavras de uma mesma frase. Existe sempre
Nesse módulo vamos explorar uma biblioteca: poucos lugares são tão
bons para conhecer a norma culta quanto esse. Fique atento, pois
vamos estudar algumas regras de acentuação, pontuação e ortografia.
Acentuação
Depois do Novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa, algumas
palavras deixaram de ser acentuadas. Vamos ver nos exemplos:
(´) acento agudo – indica as vogais tônicas das palavras: cajá, fé,
saída, constrói, saúde.
(^) acento circunflexo – colocado sobre as letras a, e, o, indica
além de tonicidade, timbre fechado: lâmpada, pêssego, cômodo.
GRAMÁTICA
Ditongo
Encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba.
Por ex.: mau, ei-xo, pá-tria.
Hiato
Conjunto de duas vogais, pronunciadas separadamente, cada um
pertencendo a sílabas diferentes. Por ex.: ru-im, pa-ís, sa-ú-de.
Tonicidade
Refere-se à vogal ou sílaba mais forte da palavra.
Regras Gerais
Acentuam-se graficamente os ditongos abertos éi, ói, éu
Exemplos: papéis – constrói – chapéu
Formam hiato com a vogal anterior, como nos exemplos: sa-ú-de – sa-í-
da.
Aparecem sozinhas na sílaba ou seguidas de ‘s’, como no exemplo: fa-ís-
ca.
Acento diferencial
É usado acento:
pôde/ pode
Ex.: Ele não pôde ficar./ Ela não pode falar.
por/ pôr
Ex.: Você pode pôr mais água?/ Ela fez isso por mim.
tem/ têm
Ex.: Ela tem um par de sapato./ Elas têm vários pares de sapato.
vem/ vêm
Ex.: Ela vem de muito longe./ Eles vêm de muito longe.
Sinais de Pontuação
Os sinais de pontuação são usados para estruturar as frases escritas de
forma lógica, a fim de que elas tenham significado. São eles:
Vírgula
A vírgula é fundamental para a interpretação e entonação correta da
frase. Como um sinal de pausa, diferente do ponto, ela não dá uma
transparência de finalização. Compare o ponto e a vírgula como sinal de
pausa nos exemplos:
Era de noite, as janelas se fechavam.
Era de noite. As janelas se fechavam.
Casos proibidos:
- separar sujeito do predicado.
- separar o verbo do complemento.
- depois da conjunção ‘mas’.
Ponto e vírgula:
Para dar ênfase à frase;
GRAMÁTICA
desistem.
Para separar itens de uma enumeração, como no exemplo:
O plano prevê:
a) internações;
b) exames médicos;
c) consultas.
Dois Pontos
Usa-se:
Para dar uma explicação, um esclarecimento, como no exemplo:
"Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma olha de dentro
para fora, outra que olha de fora para dentro". (Machado de Assis)
Pontos de Interrogação
O ponto de interrogação é usado ao final de uma frase interrogativa
direta, como por exemplo: O que você viu na aula?
Ponto de Exclamação
Ponto de exclamação marca o fim de frases optativas (que expressam
desejo) e frases imperativas.
Veja os exemplos:
Como é lindo o meu país!
Que Deus te acompanhe!
Vá-se embora!
Aspas
São usadas para assinalar citações textuais, como em:
O presidente afirmou, em seu discurso: 'Toda corrupção será
combatida'.
Para indicar que um termo, gíria, estrangeirismo ou sentido figurado.
Por exemplo: Minha turma é 'fissurada' nessa música.
GRAMÁTICA
Parênteses
É usado para dar o significado de um termo e separar reflexões ou
PRÁTICA
comentários.
Por exemplo: Granada (último refúgio dos árabes) foi conquistada em
1492.
Travessão
É usado para esclarecer o significado de um termo e intercalar reflexões
ou comentários.
Por exemplo: Mas agora – pela centésima vez ele pensava – não podia
admitir aquelas mesquinharias.
Ortografia
A ortografia é a parte da gramática que nos indica como devem ser
grafadas as palavras de um determinado idioma.
Verifique algumas regras que podem te ajudar em momentos de
dificuldade:
Palavras derivadas mantêm, na medida do possível, as características de
grafia da palavra primitiva:
PRÁTICA
Frase
É qualquer enunciado de sentido completo, que passa um significado,
não importando se é formado por uma ou várias palavras ou se possui
verbos ou não.
GRAMÁTICA
Frases interrogativas:
Ocorrem quando são empregadas com o intuito de obter alguma
informação através de uma pergunta.
Exemplo: O Mundo do Trabalho vive em constante evolução?
Frases imperativas:
São classificadas como imperativas as frases em que existe uma ordem,
pedido ou conselho pelo emissor.
Exemplo: Entre no carro imediatamente!
Frases exclamativas:
Nesse tipo de frase, o emissor externa um estado afetivo.
Exemplo: Que filme extraordinário!
Frases declarativas:
Nesse tipo de frase o emissor constata um fato, informa ou declara
alguma coisa.
Exemplo: Jamais mentiriam dizendo que o Mundo do Trabalho não está
em constante evolução.
Frases optativas:
Nelas o emissor manifesta um desejo.
Exemplo: Espero que dê tudo certo no seu processo seletivo, afinal o
Mundo do Trabalho está em constante evolução e você está preparado.
Frase Nominal:
A frase não possui verbos em sua construção.
Exemplo: Casa de ferreiro, espeto de pau.
Oração
Oração é toda frase que contém verbo (ou locução verbal) e um sentido
completo nela mesmo.
Vejamos um exemplo que diferencia a frase de uma oração: Frase: Fogo!
Fique atento:
Toda oração é uma frase, mas nem toda frase é uma oração, por
apresentar um sentido completo mesmo sem a utilização de um verbo!
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um
todo com sentido completo. O período pode ser classificado em:
Sujeito
É o termo da oração que indica o tópico da comunicação representado
por pessoa ou coisa de que afirmamos ou negamos. Responsável por
realizar ou sofrer uma ação ou estado. Ele é o termo com qual o verbo
concorda.
Predicado Verbal
Indica uma ação, sendo constituído por um núcleo, que é um verbo
nocional (verbo que indica uma ação).
Exemplo:
Predicado Nominal
GRAMÁTICA
Predicado Verbo-Nominal
Ao mesmo tempo em que indica ação do sujeito, esse tipo de predicado
informa sua qualidade ou estado, sendo assim constituído por dois
núcleos: um nome e um verbo.
Exemplo:
Suzana chegou cansada. (núcleos: chegou, cansada)
Verbo predicado
Dica: Para identificar um predicado verbo-nominal, o verbo que indica
ação está expresso na oração. O verbo que indica estado ou qualidade,
por sua vez, está oculto.
Assim, "Suzana chegou" caracteriza o verbo nominal, o qual representa
a ação do sujeito. Enquanto que "(estava) cansada" indica o estado do
sujeito, onde o verbo não nominal não aparece declarado na frase.
Crase
Crase é o nome que se dá à fusão de duas vogais idênticas - preposição a
+ artigo a(s).
Atenção:
Crase não é o nome do acento. O acento se chama “grave”.
Com ele, acento grave, indicamos a ocorrência da crase. Portanto a
crase é representada pelo acento grave (`).
Regra geral
PRÁTICA
4. Nas expressões:
à maneira de, à moda de, à procura de, à risca, à esquerda, à frente, à
custa de, à medida que, à proporção que, à espera de, à entrada, à
saída.
Antes de verbos.
Blusas a partir de R$ 15,00.
Casos especiais
Diante de nome de cidade.
Para saber se o a tem o acento indicativo de crase, descubra se o nome
da cidade aceita artigo: use o verbo VOLTAR. Se houver contração de
preposição e artigo, existirá crase.
Fui à Espanha. / Voltei da Espanha.
Fui a São Paulo. / Voltei de São Paulo.
Diante da palavra casa (no sentido de lar, moradia) quando esta não
estiver determinada.
Não voltarei a casa esta semana.
Não voltarei à casa dos meus pais esta semana.
à prestação a bordo
à chave à distância
à disposição a partir de
à espera (de) a pé
à distância de a pedidos
à venda a propósito
à noite a seco
Dúvidas frequentes
Na referência de tempo, a preposição a
indica futuro.
Ex.: O curso finalizará daqui a dois anos.
A / Há
Há exprime passado.
Ex.: Chegou há pouco.
Moro em Natal há dois anos.
A baixo - Movimento da posição superior à inferior
A baixo /
ou da inferior à superior.
abaixo
Ex.: O policial observou o suspeito de cima a baixo.
Aja / Haja
Haja = forma do verbo haver.
Ex.: É importante que haja critérios na seleção.
Hora = 60 minutos.
Ex.: A velocidade da via é de 60 km por hora.
Hora / Ora
Ora = agora.
Ex.: Por ora, a velocidade é de 40 km.
Imprimido - Use imprimido com os
auxiliares ter e haver e impresso
com ser e estar: havia imprimido, tinha imprimido,
Imprimido / foi impresso, estava impresso.
impresso Ex.: Eu já havia imprimido.
Impresso /a - usa-se participo irregular (a forma
curta) com os verbos “ser” e “estar”.
Ex.: A minuta foi impressa por ele.
Mais = o contrário de menos.
Ex.: Gostaria de viajar mais. (menos)
Mais / mas Estudo mais (menos) que ele.
Mas = porém, todavia, contudo.
Ex.: Não estudou, mas passou na prova.
Se não = caso não ou quando não.
Ex.: Se não (caso não) chover, viajaremos de carro.
Levará falta se não (caso não) for à aula.
Se não / senão
Senão = emprega-se nos outros contextos.
Ex.: Nada lhe restava senão (a não ser) a
aposentadoria.
Mal = o contrário de bem: mal-humorado.
Mau = o oposto de bom: mau humor.
Mal / mau Dica: Na dúvida faça a substituição:
Mal = o contrário de bem: bem-humorado
Mau = o oposto de bom: bom humor
E-mail
Devemos utilizá-lo de forma produtiva e correta. Apesar de ser uma
ferramenta em que você pode escrever o que quiser em alguns
momentos e locais, como nas empresas e ambientes acadêmicos, há
necessidade de atenção às regras ao enviá-los. Vamos conferir?
Revisão
Revise a mensagem várias vezes para não enviá-la com algum erro,
como por exemplo:
Sem assunto;
Erros ortográficos;
Sem saudação ou encerramento;
Colocar seu nome no final e caso necessário se apresentar no
começo;
Dizer no texto que vai mandar o anexo e não anexar nada.
Livros
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