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Gramática Prática: Fale e Escreva Bem

O e-book 'Gramática Prática' oferece um curso sobre as regras da Língua Portuguesa, abordando a importância da comunicação correta em contextos profissionais. O conteúdo é dividido em módulos que incluem tópicos como classes gramaticais, concordância, acentuação e análise sintática, visando desenvolver habilidades de fala e escrita. O objetivo é capacitar os leitores a se expressarem de forma clara e eficaz no dia a dia.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Gramática Prática: Fale e Escreva Bem

O e-book 'Gramática Prática' oferece um curso sobre as regras da Língua Portuguesa, abordando a importância da comunicação correta em contextos profissionais. O conteúdo é dividido em módulos que incluem tópicos como classes gramaticais, concordância, acentuação e análise sintática, visando desenvolver habilidades de fala e escrita. O objetivo é capacitar os leitores a se expressarem de forma clara e eficaz no dia a dia.
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E-BOOK

Gramática Prática

[Link]
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.........................................................................................03
MÓDULO 1 – Fale bem...........................................................................03
Por que falar corretamente.........................................................................03
Tipos de linguagem.....................................................................................04
Classes gramaticais......................................................................................05
Concordância...............................................................................................06

MÓDULO 2 – Fundamentação da escrita................................................10


GRAMÁTICA

Acentuação..................................................................................................10
Classificação das palavras de sílaba tônica..................................................10
Regras gerais...............................................................................................11
PRÁTICA

Sinais de pontuação....................................................................................12
Ortografia....................................................................................................12

MÓDULO 3 – Análise Sintática...............................................................17


Frases..........................................................................................................17
Oração.........................................................................................................18
Período........................................................................................................19
Sujeito.........................................................................................................19
Predicado....................................................................................................20
Crase............................................................................................................20
Hífen............................................................................................................24
Dúvidas frequentes.....................................................................................24

MÓDULO 4 – Conquistando o Mundo....................................................30


E-mail ..........................................................................................................30

Referências Bibliográficas......................................................................33

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INTRODUÇÃO

Neste curso você irá aprender as regras da Língua Portuguesa e sua


aplicabilidade no cotidiano oferecendo meios para o desenvolvimento
da habilidade de falar e escrever corretamente. Espera-se que ao final
do curso você amplie seu universo de reflexão e de crítica na
comunicação para o seu sucesso no dia a dia profissional e que você
expanda seus conhecimentos de gramática na Língua Portuguesa.
GRAMÁTICA
PRÁTICA

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MÓDULO 1 – Fale bem!

Iniciaremos este módulo ambientado em uma escola, o lugar onde tudo


começa, e apresentaremos como o uso correto da Língua Portuguesa é
importante na comunicação.

Por que falar corretamente

Talvez você não veja um bom motivo para falar corretamente, mas sabia
que é fundamental, na escola, nas universidades e principalmente no
GRAMÁTICA

Mundo do Trabalho, usar a norma culta?


A competência profissional é questionada quando um indivíduo se
PRÁTICA

expressa mal, podendo ser avaliado como alguém sem preparo e com
lacunas em sua formação.
Por isso, tudo começa na escola, onde temos a oportunidade de
entender melhor a Língua Portuguesa e compreender por que ela é
importante. Quem escreve e fala bem, pensa bem, expressa suas ideias
com clareza e apresenta argumentos capazes de convencer pessoas.
Quando estamos em uma roda de amigos é comum e até aceitável
cometermos alguns deslizes na gramática, porém, quando se trata da
sua imagem profissional é essencial o uso correto da norma culta, tanto
na escrita quanto na fala, pois falar corretamente é visto como algo
positivo no mundo do trabalho. Confira algumas dicas no quadro:

 Provas e concursos: Para ter uma boa nota, escrever


corretamente é essencial nas redações, por mais que você
desenvolva bem sua redação, erros de ortografia e acentuação
não passam em branco e na maioria das vezes, você acaba com
uma nota insatisfatória por conta disso.
 Processos Seletivos: Independente da sua área de atuação
profissional, em um processo seletivo, falar e escrever
corretamente são fundamentais.
 Discussões e apresentações: Não basta ter domínio e fazer uma
explicação notável. Caso ocorram erros gramaticais, você irá
comprometer o seu desempenho e poderá desqualificar todo o
seu trabalho.
Sabia que ler com frequência faz o nosso cérebro registrar a ortografia
correta, mesmo que não seja de propósito?! Por isso, o hábito da leitura
é um grande aliado para escrever e falar corretamente. Agora, vamos
entender um pouco mais sobre os tipos de linguagem.

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Tipos de linguagem
Língua falada: culta e coloquial
Existem pelo menos dois níveis da língua falada: a culta (ou padrão) e a
coloquial (ou popular). Você já reparou que existe uma grande diferença
entre esses dois níveis? Veja:
 Na linguagem coloquial cada pessoa tem um jeito particular de
se comunicar, nunca é exatamente igual. Já na linguagem culta é
sempre igual.
 A linguagem culta é usada em momentos formais e a linguagem
coloquial em momentos informais.
 A linguagem coloquial não exige perfeição em termos
gramaticais. Sendo assim, é muito comum nessa linguagem
conter gírias, abreviações e particularidades de determinada
GRAMÁTICA

região.
PRÁTICA

Fique atento:
É importante lembrar que seremos observados quando escrevemos um
texto para um processo seletivo, para a apresentação de um trabalho,
em ocasiões no trabalho e em tantos outros momentos da nossa vida.
Nesses momentos, o mais adequado é que usemos a linguagem culta.

Língua falada e escrita


A língua falada é espontânea e imediata, já a língua escrita é mais
elaborada, está mais subordinada às normas gramaticais. Embora sejam
expressões de um mesmo idioma, a língua falada e a língua escrita nem
sempre são equivalentes, pois cada uma tem suas particularidades,
como por exemplo, palavras que se pronunciam de um jeito e são
escritas de outro.
Saiba mais: Mesmo quando falamos da forma correta, existem algumas
palavras onde à pronúncia, apesar de estar certa, não é idêntica com a
escrita. Por isso, não devemos nos enganar dizendo que no nosso idioma
se escreve como se fala, pois a língua falada e a língua escrita são meios
de comunicação distintos.
Veja o exemplo de uma frase escrita exatamente como se fala: “U
purtuguêis é muinto fáciu di aprender purqui é uma língua qui a genti si
iscrevi exatamenti cumu si fala”.

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Classes gramaticais
Substantivo
O substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos,
fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros. É variável e
contém flexões.
Exemplos: Ana, Brasil, beleza.
Aqueles sim são clientes. (clientes = substantivo)
Flexões: gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e
grau (aumentativo e diminutivo).

Verbo
GRAMÁTICA

O verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza.


É variável e contém flexões.
PRÁTICA

Exemplo: existir, chovendo.


Amanhã irei ao cinema. (irei = verbo)
Flexões: pessoa (primeira, segunda e terceira), número (singular e
plural), tempo (presente, passado e futuro), modo (indicativo,
subjuntivo e imperativo) e voz (ativa, passiva e reflexiva).

Adjetivo
O adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos
substantivos. É variável e contém flexões.
Exemplos: feliz, superinteressante, amável.
Flexões: gênero (uniforme e biforme), número (simples e composto) e
grau (comparativo e superlativo).

Pronome
O pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo,
indicando a relação das pessoas do discurso. É variável e contém flexões.
Exemplos: eu, contigo, aquele.
Flexões: gênero, número e pessoa.

Artigo
O artigo é a palavra que antecede o substantivo. É variável e contém
flexões.

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Exemplos: o, as, uns, uma. Flexões: gênero e número

Numeral
O numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos. É
variável e contém flexões.
Exemplo: um, primeiro, dezena.
Flexões: gênero, número e grau.

Preposição
A preposição é a palavra que liga dois elementos da oração. É invariável.
GRAMÁTICA

Exemplos: a, após, para.


PRÁTICA

Conjunção
A conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo
valor gramatical. É invariável.
Exemplos: mas, portanto, conforme.

Interjeição
A interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos. É
invariável.
Exemplos: ‘Olá!’, ‘Viva!’, ‘Psiu!’

Advérbio
O advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro
advérbio, exprimindo circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre
outros.
Exemplos: melhor, demais, ali.
Embora seja considerado invariável porque não sofre flexão de gênero e
número, os advérbios apresentam flexões de grau: comparativo e
superlativo.

Concordância
A concordância é a combinação, ou coincidência, em gênero, número ou
pessoa que se faz entre as palavras de uma mesma frase. Existe sempre

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concordância entre as palavras. Se a concordância não acontece, a frase
fica incorreta.
A língua portuguesa estabelece dois tipos de concordância e seus
princípios básicos:

 Nominal: adjetivos, artigos, pronomes e numerais concordam em


gênero e número com os substantivos a que se referem.
Ex.: As nossas primeiras metas foram alcançadas.

 Verbal: o verbo concorda com o seu sujeito em número e pessoa.


Ex.: Os colaboradores comemoram o sucesso do projeto.

Regras específicas da concordância nominal


GRAMÁTICA

 Adjetivos após substantivos, considerar duas situações:


o Masculino plural é sempre correto, quando os
PRÁTICA

substantivos são de gêneros diferentes.


Ex.: A empresa oferece localização e atendimento perfeitos.
(substantivos = localização / adjetivo = atendimento perfeitos)

o A concordância com o elemento mais próximo é sempre


correta.
Ex.: A empresa oferece atendimento e localização perfeita. (substantivo
= atendimento / adjetivo = localização perfeita)

 Números ordinais, considerar duas situações:


o Numerais ordinais antes de um único substantivo
podem estar no singular ou plural.
Ex.: Subiram até o nono e décimo andar. (nono = numeral ordinal /
décimo andar = substantivo)
Ex.: Subiram até o nono e décimo andares. (nono = numeral ordinal /
décimo andares = substantivo)

o Substantivo antes do numeral ficará sempre no plural.


Ex.: Subiram até os andares nono e décimo. (andares = substantivo /
nono e décimo = numeral ordinal)

 Adjetivos referentes a mais de um substantivo


o Se estiver antes do substantivo, concordar com o
elemento mais próximo.
Ex.: Você fez ótimas provas e trabalhos. (ótimas = adjetivo / provas e
trabalhos = substantivo)

 Substantivos qualificados por mais de um adjetivo.

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o Concorda em gênero e número.
Ex.: Conheço histórias lindas e emocionantes. (histórias = substantivo /
lindas e emocionantes = adjetivo)

o Tratando-se de coisas distintas (substantivo no plural)


Ex.: Admiro as culturas italiana e francesa. (culturas = substantivo /
italiana e francesa = adjetivo)

o Substantivo no singular e repete o artigo. Substantivo


antes do numeral ficará sempre no plural.
Ex.: Admiro a cultura italiana e a francesa. (a = artigo / cultura =
substantivo / a = artigo).
GRAMÁTICA

Regras específicas da concordância verbal


 Expressões com o verbo ser
PRÁTICA

o Substantivo não precedido por determinantes (artigos,


pronomes e numerais), não variam: é proibido, é bom, é
necessário, é preciso, é permitido.
Ex.: É necessário paciência. (é = verbo / paciência = substantivo)

o Substantivo precedido de artigo ou qualquer


modificador, essas expressões variam concordando com
o substantivo.
Ex.: A paciência é necessária. (a=artigo/ paciência=substantivo/ é=verbo
ser)

 Sujeito composto depois do verbo – verbo no plural


Ex.: Retiraram-se da sala o advogado e o réu. (retiraram-se = verbo /
advogado e o réu = sujeito composto)

 Ou verbo concorda com o núcleo mais próximo:


Ex.: Retirou-se da sala o advogado e o réu. (retirou-se = verbo /
advogado = núcleo mais próximo)

 Pessoas gramaticais diferentes – verbo flexiona no plural, na pessoa


que prevalece (a primeira sobre a segunda e esta sobre a terceira).
Ex.: Tu e eu tomaremos a decisão. (nós - 1° pessoa do plural)
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. (vós - 2° pessoa do plural)
Pais e filhos precisam respeitar-se. (eles - 3° pessoa do plural)

 Sujeito composto e antes do verbo – verbo no plural


Ex.: O advogado e o réu retiraram-se da sala. (advogado e o réu=sujeito
composto / retiraram-se=verbo)

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 Núcleos do sujeito resumidos pelas expressões tudo, nada, ninguém -
verbo no singular:
Ex.: O advogado, o réu, o juiz, ninguém ficou na sala.
GRAMÁTICA
PRÁTICA

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MÓDULO 2 – Fundamentos da Escrita

Nesse módulo vamos explorar uma biblioteca: poucos lugares são tão
bons para conhecer a norma culta quanto esse. Fique atento, pois
vamos estudar algumas regras de acentuação, pontuação e ortografia.

Acentuação
Depois do Novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa, algumas
palavras deixaram de ser acentuadas. Vamos ver nos exemplos:
 (´) acento agudo – indica as vogais tônicas das palavras: cajá, fé,
saída, constrói, saúde.
 (^) acento circunflexo – colocado sobre as letras a, e, o, indica
além de tonicidade, timbre fechado: lâmpada, pêssego, cômodo.
GRAMÁTICA

 (`) acento grave – sinal indicativo de crase.


 (¨) trema – sinal usado apenas em palavras estrangeiras e em
PRÁTICA

suas derivadas. Por exemplo: ‘Müller’, ‘mülleriano’.


 (~) til – indica que as letras ‘a’ e ‘o’ representam vogais nasais,
tais como: ‘alemã’, ‘órgão’, ‘portão’.

Ditongo
Encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba.
Por ex.: mau, ei-xo, pá-tria.

Hiato
Conjunto de duas vogais, pronunciadas separadamente, cada um
pertencendo a sílabas diferentes. Por ex.: ru-im, pa-ís, sa-ú-de.

Tonicidade
Refere-se à vogal ou sílaba mais forte da palavra.

Classificação das palavras de sílaba tônica


A sílaba tônica é marcada por um acento gráfico em algumas palavras. A
sua ausência dificulta o entendimento e em alguns casos pode alterar
completamente o sentido das palavras.

Palavras Oxítonas - A sílaba tônica é a última


Só levam acento gráfico quando terminadas em: a, e, o, em, ens –
seguidos ou não de s:
sofá, atrás, português, mocotó, armazém, parabéns

Palavras Paroxítonas – A sílaba tônica é a penúltima.


Só levam acento gráfico quando terminadas em: r, i(is), n, l, u(us), x e
um(uns), ã(ãs), ps:
safári, pólen, fácil, vírus, tórax, álbum, ímã, bíceps.

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Palavras proparoxítonas – A sílaba tônica é a antepenúltima.
Todas levam acento gráfico:
árvore, antropólogo, caríssimos

Regras Gerais
Acentuam-se graficamente os ditongos abertos éi, ói, éu
Exemplos: papéis – constrói – chapéu

Não devem ser acentuados os ditongos ei e oi das palavras paroxítonas,


como por Exemplo: ideia – heroico – colmeia – jiboia.

Os monossílabos tônicos terminados em a, e, o, seguidos ou não de s,


são acentuados.
Exemplos: Brás - pá - gás - más - mês - pé - ré - três - só - dó - nós - pós.
GRAMÁTICA

As vogais ‘i’ e ‘u’ levam acento quando:


PRÁTICA

Formam hiato com a vogal anterior, como nos exemplos: sa-ú-de – sa-í-
da.
Aparecem sozinhas na sílaba ou seguidas de ‘s’, como no exemplo: fa-ís-
ca.

Não são acentuadas quando:


Seguidas de ‘nh’, ‘i’ ou ‘u’ , como nos exemplos: xi-i-ta – mo-i-nho – ju-
iz.
Paroxítonas com ‘i’ e ‘u’ tônico depois um ditongo, como por exemplo:
bai-u-ca – fei-u-ra.
Os hiatos ‘ee’ nas flexões dos verbos: dar – crer – ler – ver.
Exemplo: deem - creem – leem – veem e ‘oo’: enjoo – voo – perdoo –
coroo.

Acento diferencial
É usado acento:
 pôde/ pode
Ex.: Ele não pôde ficar./ Ela não pode falar.
 por/ pôr
Ex.: Você pode pôr mais água?/ Ela fez isso por mim.
 tem/ têm
Ex.: Ela tem um par de sapato./ Elas têm vários pares de sapato.
 vem/ vêm
Ex.: Ela vem de muito longe./ Eles vêm de muito longe.

Não é usado acento:


 Para, pela, pelo, polo, pera

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Dica
Caso você tenha dificuldades para acentuar uma palavra, realize o
processo:
1° - Divida-a em sílabas;
2° - Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona ou
proparoxítona);
3° - Siga as regras mencionadas de acentuação neste módulo.

Sinais de Pontuação
Os sinais de pontuação são usados para estruturar as frases escritas de
forma lógica, a fim de que elas tenham significado. São eles:

O ponto ou ponto final é utilizado ao final de uma frase declarativa.


Por exemplo: O garoto ganhou uma bicicleta.
GRAMÁTICA

Também é utilizado em abreviaturas. Por exemplo: etc., S. Paulo.


PRÁTICA

Vírgula
A vírgula é fundamental para a interpretação e entonação correta da
frase. Como um sinal de pausa, diferente do ponto, ela não dá uma
transparência de finalização. Compare o ponto e a vírgula como sinal de
pausa nos exemplos:
Era de noite, as janelas se fechavam.
Era de noite. As janelas se fechavam.

Basicamente, o uso da vírgula é regulado pela sintaxe.


Veja nas frases: Só, ela resolve tudo. e Só ela resolve tudo.
A vírgula muda tudo. Na primeira frase, ‘só’ significa ‘sozinha’, já na
segunda, ‘só’ corresponde a ‘apenas’, ‘somente’.

Uso adequado da vírgula


 No caso de intercalações: para isolar as palavras ou expressões.
Veja o exemplo: Os funcionários, a pedido do diretor, alteraram o
horário.
 No caso de enumerações: serve para separar elementos.
Veja o exemplo: Machado de Assis foi contista, romancista, poeta,
dramaturgo e crítico literário - o último termo é separado pela
conjunção ‘e’.
 Para isolar aposto e vocativo:
Aposto - A minha avó, Maria, era suíça.
Vocativo - Estamos de férias, pessoal!
 Para marcar elipse do verbo:
Sua palavra é a verdade; a minha, a lei.
 Para separar orações coordenadas: exceto as que iniciam pela
conjunção ‘e’, como no exemplo: O rapaz estudou muito, mas
não conseguiu resultados satisfatórios.

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Fique atento: a vírgula e o ‘e’ não são inimigos. Muitas vezes se usa a
vírgula antes do e, principalmente:
 Quando liga orações com sujeitos distintos:
Pedro convida Maria, e Joana se irrita.
 Para dar ênfase:
Disse, e fitou Don’Ana e sorriu para ela. (Jorge Amado)

Casos proibidos:
- separar sujeito do predicado.
- separar o verbo do complemento.
- depois da conjunção ‘mas’.

Ponto e vírgula:
 Para dar ênfase à frase;
GRAMÁTICA

 Para a pausa de um ponto na frase, sem encerrar um período.


Veja: Uns se esforçam, lutam, criam; outros vegetam, dormem,
PRÁTICA

desistem.
 Para separar itens de uma enumeração, como no exemplo:
O plano prevê:
a) internações;
b) exames médicos;
c) consultas.

Dois Pontos
Usa-se:
 Para dar uma explicação, um esclarecimento, como no exemplo:
"Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma olha de dentro
para fora, outra que olha de fora para dentro". (Machado de Assis)

 Para introduzir uma citação ou a fala de um personagem, como


no exemplo: Depois de um longo silêncio, ele disse: é melhor
esquecer tudo.

Pontos de Interrogação
O ponto de interrogação é usado ao final de uma frase interrogativa
direta, como por exemplo: O que você viu na aula?

Ponto de Exclamação
Ponto de exclamação marca o fim de frases optativas (que expressam
desejo) e frases imperativas.

Veja os exemplos:
Como é lindo o meu país!
Que Deus te acompanhe!
Vá-se embora!

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Reticências
As reticências interrompem a frase, marcando uma pausa longa. São
usadas para indicar uma hesitação, incerteza ou um prolongamento de
ideia.
Veja o exemplo: Bem, eu queria... eu quero... estudar mais.

Aspas
São usadas para assinalar citações textuais, como em:
O presidente afirmou, em seu discurso: 'Toda corrupção será
combatida'.
Para indicar que um termo, gíria, estrangeirismo ou sentido figurado.
Por exemplo: Minha turma é 'fissurada' nessa música.
GRAMÁTICA

Parênteses
É usado para dar o significado de um termo e separar reflexões ou
PRÁTICA

comentários.
Por exemplo: Granada (último refúgio dos árabes) foi conquistada em
1492.

Travessão
É usado para esclarecer o significado de um termo e intercalar reflexões
ou comentários.
Por exemplo: Mas agora – pela centésima vez ele pensava – não podia
admitir aquelas mesquinharias.

O travessão também é usado em diálogos, veja:


- Com quem você esteve?
- Com a Maria e o Edu.

Ortografia
A ortografia é a parte da gramática que nos indica como devem ser
grafadas as palavras de um determinado idioma.
Verifique algumas regras que podem te ajudar em momentos de
dificuldade:
Palavras derivadas mantêm, na medida do possível, as características de
grafia da palavra primitiva:

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GRAMÁTICA Atenção às exceções!

PRÁTICA

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GRAMÁTICA
PRÁTICA

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AULA 3 - Análise Sintática

No módulo 3, abordaremos sobre a universidade. Nela, aprenderemos


mais sobre estruturação de frases e dúvidas gramaticais do nosso dia a
dia. É na faculdade que aprofundamos nossos conhecimentos e
procuramos não cometer mais esses erros.
Aprenderemos um pouco mais sobre formação de frases e seus
componentes, ajudando a solucionar algumas dúvidas frequentes em
relação à Língua Portuguesa.

Frase
É qualquer enunciado de sentido completo, que passa um significado,
não importando se é formado por uma ou várias palavras ou se possui
verbos ou não.
GRAMÁTICA

Frase - Tipos de frases


PRÁTICA

Frases interrogativas:
Ocorrem quando são empregadas com o intuito de obter alguma
informação através de uma pergunta.
Exemplo: O Mundo do Trabalho vive em constante evolução?

Frases imperativas:
São classificadas como imperativas as frases em que existe uma ordem,
pedido ou conselho pelo emissor.
Exemplo: Entre no carro imediatamente!

Frases exclamativas:
Nesse tipo de frase, o emissor externa um estado afetivo.
Exemplo: Que filme extraordinário!

Frases declarativas:
Nesse tipo de frase o emissor constata um fato, informa ou declara
alguma coisa.
Exemplo: Jamais mentiriam dizendo que o Mundo do Trabalho não está
em constante evolução.

Frases optativas:
Nelas o emissor manifesta um desejo.
Exemplo: Espero que dê tudo certo no seu processo seletivo, afinal o
Mundo do Trabalho está em constante evolução e você está preparado.

Frase Nominal:
A frase não possui verbos em sua construção.
Exemplo: Casa de ferreiro, espeto de pau.

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Frase Verbal:
A frase possui verbo em sua construção.
Exemplo: O Mundo do Trabalho vive em constante evolução.

Oração
Oração é toda frase que contém verbo (ou locução verbal) e um sentido
completo nela mesmo.
Vejamos um exemplo que diferencia a frase de uma oração: Frase: Fogo!

Nesse exemplo podemos compreender completamente, por uma única


palavra, que alguém está avisando a respeito da existência de fogo ou de
um incêndio em um determinado local. Não há presença de verbo,
porém, o sentido da frase está completo: forma-se assim uma frase.
GRAMÁTICA

Oração: O local está em chamas!


Nesse exemplo, o verbo estar (está) nos dá o sentido completo de que
PRÁTICA

há um local em chamas e, por possuir verbo, é uma oração.

Fique atento:
Toda oração é uma frase, mas nem toda frase é uma oração, por
apresentar um sentido completo mesmo sem a utilização de um verbo!

Ordem Direta - Podemos afirmar que as palavras estão em ordem direta


quando, numa frase, aparece primeiro o sujeito e, em seguida, o
predicado.
O Mundo do Trabalho está em constante evolução.
sujeito predicado

Ordem Indireta - As palavras estão numa ordem indireta quando a


primeira palavra da frase não é o seu sujeito. Assim, a frase pode ter
como primeira palavra um verbo, um adjunto adverbial ou um
complemento verbal.
A evolução é constante no Mundo do Trabalho.
predicado sujeito

Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um
todo com sentido completo. O período pode ser classificado em:

Período simples: É formado por apenas uma oração, chamada de oração


absoluta. Essa frase tem um sentido completo e um verbo.
Exemplo: O Mundo do Trabalho vive em constante evolução.

Período composto: É formado por duas ou mais orações.

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Exemplo: O Mundo do Trabalho vive em constante evolução, por isso é
essencial estar preparado para as mudanças.

Sujeito
É o termo da oração que indica o tópico da comunicação representado
por pessoa ou coisa de que afirmamos ou negamos. Responsável por
realizar ou sofrer uma ação ou estado. Ele é o termo com qual o verbo
concorda.

O que define alguns tipos de sujeitos é o NÚCLEO:


O núcleo do sujeito é a palavra principal que forma o sujeito.
Observe a frase: O Mundo do Trabalho está em constante evolução.

O sujeito é O Mundo do Trabalho, mas o núcleo do sujeito é "Mundo do


GRAMÁTICA

Trabalho". "O" é apenas um complemento do núcleo.


Predicado é o comentário da comunicação. Tudo que se diz a respeito
PRÁTICA

do sujeito – está em constante evolução.

Sujeito determinado simples - Os professores entraram na sala de aula.


No exemplo acima, o sujeito apresenta apenas um núcleo, isto é, é
formado por apenas uma palavra principal, característica do sujeito
determinado simples, ou apenas sujeito simples.

Sujeito determinado composto - Miguel, Marília e os pais foram passar


férias na praia.
Na oração acima, o sujeito possui três núcleos, ou seja, três palavras
principais que o constituem, seriam elas: Miguel, Marília e os pais.
Quando o sujeito for formado por dois ou mais núcleos, dizemos que se
trata de um exemplo de sujeito composto.

Sujeito determinado oculto – “Chegaremos em casa antes do


anoitecer".
Embora o sujeito não esteja explícito, alguns elementos nos ajudarão a
identificá-lo, entre eles a desinência verbal e também o contexto em que
a oração é empregada.

Sujeito indeterminado - Necessita-se de voluntários para o lar de


animais.
O fato de o sujeito ser indeterminado não quer dizer que ele não exista,
certo? Quer dizer apenas que ele não pode ser identificado na frase, seja
porque não se sabe quem praticou ou sofreu a ação verbal, seja porque
a intenção do enunciador é não revelá-lo.

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Predicado
Assim como existem os tipos de sujeito, existem os tipos de predicado.
Veja:

Predicado Verbal
Indica uma ação, sendo constituído por um núcleo, que é um verbo
nocional (verbo que indica uma ação).
Exemplo:

O cliente perdeu os documentos. (núcleo do predicado: perdeu)


sujeito predicado verbo que indica ação

Predicado Nominal
GRAMÁTICA

Indica estado ou qualidade, sendo constituído por um verbo de ligação


(verbo que indica estado) e o predicativo do sujeito (complementa o
PRÁTICA

sujeito atribuindo-lhe uma qualidade). Há somente um núcleo,


caracterizado por um nome (substantivo ou adjetivo).
Exemplo:

Alan está feliz. (núcleo do predicado: feliz) (verbo: está)


sujeito predicado indica estado indica estado

Fique atento: No predicado nominal o núcleo não é o verbo, enquanto


no verbal é.

Predicado Verbo-Nominal
Ao mesmo tempo em que indica ação do sujeito, esse tipo de predicado
informa sua qualidade ou estado, sendo assim constituído por dois
núcleos: um nome e um verbo.
Exemplo:
Suzana chegou cansada. (núcleos: chegou, cansada)
Verbo predicado
Dica: Para identificar um predicado verbo-nominal, o verbo que indica
ação está expresso na oração. O verbo que indica estado ou qualidade,
por sua vez, está oculto.
Assim, "Suzana chegou" caracteriza o verbo nominal, o qual representa
a ação do sujeito. Enquanto que "(estava) cansada" indica o estado do
sujeito, onde o verbo não nominal não aparece declarado na frase.

Crase
Crase é o nome que se dá à fusão de duas vogais idênticas - preposição a
+ artigo a(s).

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Vou a + a cidade.

 Quem vai, vai a algum lugar: o verbo ir é regido de preposição.


 A palavra cidade admite o artigo a.

Atenção:
Crase não é o nome do acento. O acento se chama “grave”.
Com ele, acento grave, indicamos a ocorrência da crase. Portanto a
crase é representada pelo acento grave (`).

Regras para utilização da crase


GRAMÁTICA

Regra geral
PRÁTICA

A regra geral determina que ocorra crase:


 Se o termo regente exigir a preposição a: chegar a, contrário a.
 Se o termo regido aceitar o artigo a/as: a escola, a ideia.

Para se certificar, substitua o termo feminino por um masculino. Se a


contração ao for necessária, a crase será utilizada.

Vou à praia./ Vou ao clube.


Vou à escola./ Vou ao colégio.

Emprego obrigatório da crase


1. Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada.
Dirigiu-se à professora. / Dirigiu-se ao professor.

2. Na indicação do número de horas, quando ao trocar o número de


horas pela palavra meio-dia, obtivermos a expressão ao meio-dia.
Chegou às oito horas em ponto. Retornou ao meio-dia em ponto.

3. Nas indicações de:


- tempo: à noite, à tarde, às vezes etc.;
- modo: às pressas, às ocultas, às escondidas etc.;
- lugar: à cidade, à rua.

4. Nas expressões:
à maneira de, à moda de, à procura de, à risca, à esquerda, à frente, à
custa de, à medida que, à proporção que, à espera de, à entrada, à
saída.

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Casos em que nunca ocorre a crase
 Diante de palavras masculinas - Ele está na Bahia a serviço.
Não existe o artigo “a” sobreposto à preposição “a”, porque não
admitimos um artigo feminino diante de uma palavra masculina.

 Antes de expressão de tratamento.


Trouxe uma mensagem a Vossa Majestade.

 Em expressões formadas por palavras repetidas.


Ficou frente a frente com o policial.

 Quando o a estiver no singular e a palavra seguinte no plural.


Como posso resistir a pessoas tão encantadoras?
GRAMÁTICA

 Antes de artigos indefinidos um/uma.


Chegamos a um bom acordo.
PRÁTICA

 Antes da maioria dos pronomes.


Nada contarei a ela.
A qualquer pessoa/ a você/ a ninguém/ a poucas pessoas

 Antes de verbos.
Blusas a partir de R$ 15,00.

Casos especiais
 Diante de nome de cidade.
Para saber se o a tem o acento indicativo de crase, descubra se o nome
da cidade aceita artigo: use o verbo VOLTAR. Se houver contração de
preposição e artigo, existirá crase.
Fui à Espanha. / Voltei da Espanha.
Fui a São Paulo. / Voltei de São Paulo.

Obs.: Se o a anteceder a palavra cidade, a crase será obrigatória:


Fui à cidade de São Paulo.

 Diante da palavra casa (no sentido de lar, moradia) quando esta não
estiver determinada.
Não voltarei a casa esta semana.
Não voltarei à casa dos meus pais esta semana.

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 Diante de alguns pronomes, podemos utilizar a regra 1, a qual já
mencionamos. Para relembrar: troca-se a palavra feminina por uma
masculina equivalente. Se antes da palavra masculina aparecer ao ou
aos, isso indica que se deve usar o sinal de crase antes da palavra
feminina.
Informo o preço à senhora Silvana./Informo o preço ao senhor Silvio.
Esta é a decisão à qual chegamos./Este é o ponto ao qual chegamos.

 Antes dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo, ocorre crase


sempre que o termo regente exigir a preposição a:
Fui àquele comício. /Sou contrário àquela ideia.
GRAMÁTICA

Dicas - Outra maneira de verificar a existência da crase é:


PRÁTICA

1º localize a preposição a normalmente exigida por um verbo ou nome.


2º localize o artigo a normalmente exigido pelo substantivo ou
pronome.

LOCUÇÕES COM CRASE LOCUÇÕES SEM CRASE

à prestação a bordo

à primeira vista a cavalo

à procura (de) a curto prazo

à chave à distância

à prova d’água a gosto

à custa (de) a juros

à queima roupa a óleo

à disposição a partir de

à espera (de) a pé

à distância de a pedidos

à medida que a prazo

à venda a propósito

à noite a seco

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HÍFEN
É usado para:
 Unir os elementos que integram uma palavra composta: ex-
presidente, pós-graduação, pan-americano, água-de-colônia, arco-da-
velha.
 Ligar pronomes átonos ao verbo: precisou-se, vê-lo, levar-se-ia.
 Dividir uma palavra em duas partes, ao final de uma linha que
compõe uma sentença ou um texto.
 Quando o prefixo tem como segundo termo uma palavra iniciada
por h:
Ex.: anti-higiênico; super-homem; sobre-humano; sub-hepático.
 Elementos iniciados por vogais idênticas.
GRAMÁTICA

Ex: anti-inflamatório, arqui-inimigo, auto-observação, contra-ataque.


 Elementos iniciados por consoantes idênticas.
PRÁTICA

Ex: inter-regional, super-romântico, super-resistente.

Não se usará mais o hífen nos seguintes casos:


Quando o prefixo terminar em vogal e o segundo elemento começar
com s ou r. Essas consoantes deverão ser duplicadas:
Exemplo.: contra-regra / contrarregra, contra-senha / contrassenha,
ante-sala / antessala, anti-social / antissocial, anti-rugas / antirrugas,
anti-semita / antissemita, auto-retrato / autorretrato.

Dica: você sempre deve usar o hífen em:


 palavras formadas pelos prefixos ex, vice: ex-aluno, vice-
presidente;
 Diante de palavra com significado próprio - pós, pré, pró: pós-
graduação, pré-vestibular, pró-reitor.

Dúvidas frequentes
 Na referência de tempo, a preposição a
indica futuro.
Ex.: O curso finalizará daqui a dois anos.
A / Há
 Há exprime passado.
Ex.: Chegou há pouco.
Moro em Natal há dois anos.
 A baixo - Movimento da posição superior à inferior
A baixo /
ou da inferior à superior.
abaixo
Ex.: O policial observou o suspeito de cima a baixo.

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A cortina rasgou-se de alto a baixo.
 Abaixo - Em lugar menos elevado. É o contrário de
acima.
Ex.: A correnteza levava o barco rio abaixo.
A temperatura está abaixo de zero.
 Expressões usadas com o pronome possessivo
dispensam o artigo: a meu ver, a meu lado, a seu
A meu ver pedido (não ao meu ver, ao meu lado, ao meu
pedido).
Ex.: A meu ver, ele quer.
 A gente significa nós, mas exige o verbo na 3°
GRAMÁTICA

pessoa do singular e não é utilizada na Norma Culta,


apenas Coloquial.
A gente /
agente Ex.: A gente vai sair mais tarde.
PRÁTICA

 Agente é o ser que excuta uma ação. Por exemplo:


Ex.: O agente penitenciário mantém a ordem na
prisão.
 Concorda em gênero e número com o substantivo a
que se refere: carta anexa, documentos anexos. Em
anexo é invariável.
Anexo / anexa Ex.: A carta segue em anexo.
Os documentos estão sendo encaminhados em
anexo.
A carta está anexa.
 A ver - Significa ter relação.
Ex.: Minha história tem tudo a ver com a de Paulo.
 Haver - Verbo.
A ver / Haver
Ex.: Deve haver 1 milhão de alunos fora da sala de
aula.
Vai haver aula amanhã?
 Ao invés de = ao contrário de.
Ex.: Comeu ao invés de jejuar.
Ao invés de / Ao invés de pobre, era rica.
Em vez de  Em vez de = em lugar de.
Ex.: Escreveu em vez de ler.
Fui ao teatro em vez de ir ao cinema.
 Acerca de = sobre, a respeito de.
Acerca de / Ex.: Pronunciou-se acerca da oscilação do dólar.
Cerca de  Cerca de = aproximadamente.
Ex.: Recebeu cerca de R$ 500,00.
 Há cerca de = indica contagem de tempo passado
(faz aproximadamente).
Há cerca de / A
Ex.: Viajou há cerca de dois meses.
cerca de
 A cerca de = exprime tempo futuro.
Ex.: Viajará daqui a cerca de dois meses.

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 Boa-noite= o cumprimento.
 Boa noite= noite boa.
Boa-noite / Assim como: Bom-Dia / Bom Dia e Boa-Tarde/Boa
Boa noite! Tarde
Ex.: Cumprimentou-o com um bom-dia caloroso.
– Bom dia! Bom feriado a todos!
 Onde = indica estado ou permanência.
Ex.: Onde coloquei o celular?
Moro na rua onde fica a escola.
 Aonde = Só se usa com verbo de movimento que
exige a preposição a.
Onde / Aonde Ex.: Aonde ele foi?
GRAMÁTICA

Não sei aonde fomos.


Você sabe aonde esta estrada vai levar?
PRÁTICA

Dica: Se na hora de escrever ‘aonde’ estiver com


dúvida, substitua a por para.
Ex: Aonde ele foi? Para onde ele foi?
Ar  Com hífen é o aparelho.
condicionado  Sem hífen é o ar fresquinho.
Ar- Ex: O ar-condicionado está quebrado.
condicionado
 Demais
a) no sentido de muito, excessivamente.
Ex.: Comeu demais.
b) na acepção de ademais, além disso.
Ex.: Na viagem, esteve em museus, foi ao teatro, fez
compras. Demais, proferiu duas conferências.
Demais / de
c) como pronome indefinido, com valor de os
mais
restantes.
Ex.: Cinco dos presentes levantaram-se. Os demais
ficaram sentados.
de mais = se opõe a de menos.
Ex.: Recebi troco de mais, não de menos.
Até ai, nada de mais.
 Censo = recenseamento (censo demográfico).
Ex.: Os dados do Censo Escolar 2017 serão divulgados
em coletiva de imprensa nesta semana.
Censo / Senso
 Senso = Juízo, capacidade de julgar: bom senso,
senso de humor, senso do ridículo.
Ex.: Por favor, tenha bom senso!
 Concerto = audição musical, harmonia de
instrumentos ou vozes, composição musical
Concerto / extensa.
Conserto Ex.: A Orquestra Filarmônica de Berlim tem concertos
muito famosos.
 Conserto = remendo, reparo (conserto do carro, da

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estrada, do aparelho).
Ex.: Já consertou o carro?
 Debaixo = indica algo ou alguém que está numa
posição verticalmente inferior, sendo sinônima de
embaixo, sob, abaixo, por baixo e inferiormente.
(substitua por – sob)
Debaixo / de Ex.: Colocou o telefone debaixo do travesseiro antes
baixo de dormir.
 De baixo = se usa nos demais casos: de baixo pra
cima, roupa de baixo. É menos usual do que
debaixo, faz oposição a “cima”.
GRAMÁTICA

Ex.: Mexeu os olhos de baixo para cima.


 Aja = forma do verbo agir.
Ex.: Talvez ele aja sem pensar.
PRÁTICA

Aja / Haja
 Haja = forma do verbo haver.
Ex.: É importante que haja critérios na seleção.
 Hora = 60 minutos.
Ex.: A velocidade da via é de 60 km por hora.
Hora / Ora
 Ora = agora.
Ex.: Por ora, a velocidade é de 40 km.
 Imprimido - Use imprimido com os
auxiliares ter e haver e impresso
com ser e estar: havia imprimido, tinha imprimido,
Imprimido / foi impresso, estava impresso.
impresso Ex.: Eu já havia imprimido.
 Impresso /a - usa-se participo irregular (a forma
curta) com os verbos “ser” e “estar”.
Ex.: A minuta foi impressa por ele.
 Mais = o contrário de menos.
Ex.: Gostaria de viajar mais. (menos)
Mais / mas Estudo mais (menos) que ele.
 Mas = porém, todavia, contudo.
Ex.: Não estudou, mas passou na prova.
 Se não = caso não ou quando não.
Ex.: Se não (caso não) chover, viajaremos de carro.
Levará falta se não (caso não) for à aula.
Se não / senão
 Senão = emprega-se nos outros contextos.
Ex.: Nada lhe restava senão (a não ser) a
aposentadoria.
 Mal = o contrário de bem: mal-humorado.
 Mau = o oposto de bom: mau humor.
Mal / mau Dica: Na dúvida faça a substituição:
 Mal = o contrário de bem: bem-humorado
 Mau = o oposto de bom: bom humor

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 Sob= posição inferior, debaixo de:
Ex.: Escondeu o dinheiro sob o tapete.
Sob / Sobre  Sobre= em cima de, em relação a.
Ex.: Pôs os livros sobre a mesa.
Sobre o assunto nada posso informar.
 Concorda com o gênero:
Obrigada /
Gênero masculino: obrigado.
Obrigado
Gênero feminino: obrigada.
 Nós é um pronome pessoal do caso reto, assumindo
a função de sujeito da oração.
 Nós - pode ser ainda um pronome pessoal oblíquo
GRAMÁTICA

tônico, assumindo a função de objeto indireto da


oração.
Nós / nos Ex.: Nós também vamos.
PRÁTICA

Ligaram para nós.


 Nos - é um pronome pessoal oblíquo átono,
assumindo a função de objeto direto ou objeto
indireto da oração.
Ex.: Contrataram-nos;
 Anos atrás (certo)/ Há anos atrás (errado)
"Há anos atrás" também é um pleonasmo, pois o
Anos atrás /
verbo "há", nesse sentido, já indica passagem do
Há anos atrás
tempo.
Diga apenas "há anos" ou "anos atrás”.
 Mais um caso de grafia e pronúncia semelhantes e
significados distintos.
 "Descrição" está relacionada ao ato de detalhar
algo, reunir características. Por exemplo:
Descrição / Ex.: A descrição da casa é, ao mesmo tempo,
discrição fascinante.
 Já "discrição" é a qualidade de alguém ou algo
discreto, que não chama muita atenção.
Ex.: O processo será tratado com sobriedade e
discrição.
 POR QUE – preposição POR + pronome QUE (= pelo
qual, por qual motivo).
Ex.: Por que ele não veio?
Por que  PORQUE – conjunção explicativa ou casual.
Porque Ex: Ele não veio, porque estava doente.
Porquê  POR QUÊ – É um substantivo e tem significado de
Por quê “o motivo”, “a razão”. Vem acompanhado de
artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Ex.: Quero saber o porquê de sua ausência.
Eles querem um porquê para tudo isso.

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 PORQUÊ – Quando vier antes de um ponto (final,
interrogativo, exclamação), o por quê deverá vir
acentuado e continuará com o significado de “por
qual motivo”, “por qual razão”.
Ex.: Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de
carro.
 Menos é um advérbio que não sofre alteração de
Menos / menas gênero, ou seja, não existe a palavra “menas”.
Ex.: Tem menos maças que antes.
 O eu funciona como sujeito. É seguido de verbo no
infinitivo.
GRAMÁTICA

Eu / mim Ex.: Mandou o livro pra eu ler. Fez o almoço pra eu


comer.
 Mim tem a função de complemento.
PRÁTICA

 Há frases construídas na em ordem inversa que


parecem erradas, mas não são.
Mim
Compare:
 Trabalhar à noite é difícil para mim.
 Para mim, trabalhar à noite é difícil.
 "De menor" e ‘de maior’
De maior não pertence à língua culta. Para referir-se à
maioridade de uma pessoa, deve-se empregar apenas
o termo maior (de idade).
De menor /
Ao utilizarmos a língua culta, para nos referir a uma
de maior
pessoa que não atingiu a maioridade, deve-se
empregar apenas o termo menor.
A forma correta é menor de idade e nunca ‘de menor’.
O contrário? Maior de idade.
 Cuidado com a conjugação:
caibo, cabe, cabemos, cabem;
coube, coubemos, couberam;
cabia, cabíamos, cabiam;
coubesse, coubéssemos, coubessem;
Caibo / coube
couber, coubermos, couberem;
cabendo; cabido.
Eu caibo e não eu cabo.
Por exemplo:
“Será que caibo nesse espaço estreito?”

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MÓDULO 4 – Conquistando o Mundo

Coesão é a conexão e a harmonia entre os elementos do texto.


Podemos analisar a coesão quando lemos um texto e verificamos que as
palavras, as frases e os parágrafos estão agregados em continuidade ao
outro.
Os elementos da coesão determinam a transição de ideias entre as
frases e os parágrafos.
Para ser coerente, o texto deve apresentar uma relação lógica e
harmônica entre suas ideias, que devem ser ordenadas e interligadas de
maneira clara, formando, assim, uma unidade na qual as partes tenham
nexo.
É de extrema importância para a relevância do texto que ele tenha um
GRAMÁTICA

sentido coeso e coerente.


Tente sempre ligar os parágrafos e atribuir um sentido de começo –
PRÁTICA

meio – fim, com clareza e objetividade na mensagem.

E-mail
Devemos utilizá-lo de forma produtiva e correta. Apesar de ser uma
ferramenta em que você pode escrever o que quiser em alguns
momentos e locais, como nas empresas e ambientes acadêmicos, há
necessidade de atenção às regras ao enviá-los. Vamos conferir?

Endereço eletrônico - Se atente em deixar seu e-mail mais profissional e


adequado possível, use hifens, underline (ou underscore ) ("_") ou
pontos para variações, mas tente sempre colocar apenas o seu nome e
sobrenome. O e-mail "amaisgatinha@[Link]" não passa uma
impressão profissional, melhor seria:
"[Link]@[Link]".

Fontes formais - A maior parte dos sistemas de e-mail conta com a


opção de várias fontes de letra para a escrita. Para escritas profissionais
e formais, o mais indicado é que você utilize fontes padrões, tais quais a
Times New Roman e a Arial. Não se esqueça de levar em consideração
outros padrões como:
 Não use estilos especiais, como negrito, itálico ou fontes
coloridas, ao menos que seja realmente necessário;
 Nunca escreva tudo com letras maiúsculas, isso dá a impressão
que você está gritando com o destinatário;
 Escreva o e-mail utilizando uma fonte tamanho 12, de
preferência.

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Seja breve na linha de "assunto": O leitor deve entender do que se trata
o e-mail logo quando ver o assunto. Algumas dicas:
 Escrever "Pergunta", "Entrando em contato" ou "Importante" são
títulos muito vagos ou óbvios para serem utilizados.
 Por outro lado, o assunto "Reunião às 10hs na sala bege, quinto
andar" é muito específico e longo.
 "Reunião sobre a venda antecipada" no entanto, é mais curto e
vai direto ao assunto, alertando o destinatário do assunto
principal e caso ele queira saber mais, sabe que clicando no e-mail
terão mais informações sobre aquele assunto.
 Saudação - No caso de um e-mail formal, sempre comece com
uma saudação. Comece com "Daniela, boa tarde!"
 Se você não souber o nome ou sobrenome da pessoa que
GRAMÁTICA

receberá a mensagem, use uma das saudações a seguir: "Boa


tarde!”, “Bom dia!”.
 Evite utilizar "E ai", "Oi" ou qualquer outra saudação informal.
PRÁTICA

 Se apresente - Caso você escreva um e-mail para alguém que


ainda não te conhece, comece introduzindo seu nome e de onde
você conhece essa pessoa.
 Seja breve - Sempre tente ir direto ao ponto, mencionando
apenas informações que são realmente relevantes.
 Não "enrole", pois isso fará com que o leitor tenha dificuldade de
saber o porquê do seu contato.
 Encerramento - da mesma forma que a saudação, existe vários
jeitos de encerrar o seu e-mail e devemos nos atentar a isso
também. Após toda a informação que você deseja colocar em seu
e-mail, coloque seu nome completo, cargo ou outro tipo de
assinatura, caso possua.
Veja alguns exemplos de encerramento:
Atenciosamente, Cordialmente, Grato,
Daniela - Assistente de compras

Revisão
Revise a mensagem várias vezes para não enviá-la com algum erro,
como por exemplo:
 Sem assunto;
 Erros ortográficos;
 Sem saudação ou encerramento;
 Colocar seu nome no final e caso necessário se apresentar no
começo;
 Dizer no texto que vai mandar o anexo e não anexar nada.

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Em apresentações ou reuniões fale sempre pausadamente de forma
clara e objetiva, além de se atentar as regras gramaticais, usando a
concordância em seu discurso.
GRAMÁTICA
PRÁTICA

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Livros

DUARTE, Sérgio Nogueira. O-R-T-O-G-R-A-F-I-A: Dicas do Professor – Rio


de Janeiro: Rocco, 2009. 157 p.

SQUARISI, Dad; CUNHA, Paulo José. 1001 dicas de português: Manual


descomplicado - São Paulo: Contexto, 2015. 320 p.

SALVADOR, Arlete. Para escrever bem no trabalho: do WhatsApp ao


GRAMÁTICA

relatório – São Paulo: Contexto, 2015. 128 p.


PRÁTICA

CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa - São Paulo:


Editora Nacional, 1993.

OLIVEIRA, Edison. Todo o mundo tem dúvida, inclusive você 2ª Edição -


Porto Alegre: Sagra, 1989.

HELP! Sistema de Consulta Interativa - São Paulo: Klick Editora, 1996.

MARTINS, E. Manual de redação e estilo - São Paulo: Jornal O Estado de


São Paulo,1990.

PASQUALE & ULISSES. Gramática da Língua Portuguesa, São Paulo:


Scipione, 1998.

NISKIER, A. Na ponta da língua. 3ª edição - São Paulo: CIEE, 2005.

NETO, P. C. Nossa língua em letra e música - São Paulo: EP&A, 2002.

NETO, P. C. Ao pé da letra - Rio de Janeiro: CP&A, 2001

MARTINS, E. Manual de redação e estilo. - São Paulo: Jornal O Estado de


São Paulo, 1990.

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