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Agravo de Instrumento: Nomeação Guarda Municipal

O recurso de Rarysson Cardoso Lima contra o Município de Moju foi analisado, onde ele busca ser nomeado Guarda Civil Municipal após ser aprovado no concurso. A decisão anterior indeferiu a tutela de urgência, mas a relatora reconheceu que a lista de classificação não foi observada e concedeu a tutela, determinando que o município convoque o agravante para posse no cargo em 15 dias, sob pena de multa. O caso destaca irregularidades na convocação de candidatos e a necessidade de observância dos princípios de publicidade e legalidade.

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Agravo de Instrumento: Nomeação Guarda Municipal

O recurso de Rarysson Cardoso Lima contra o Município de Moju foi analisado, onde ele busca ser nomeado Guarda Civil Municipal após ser aprovado no concurso. A decisão anterior indeferiu a tutela de urgência, mas a relatora reconheceu que a lista de classificação não foi observada e concedeu a tutela, determinando que o município convoque o agravante para posse no cargo em 15 dias, sob pena de multa. O caso destaca irregularidades na convocação de candidatos e a necessidade de observância dos princípios de publicidade e legalidade.

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2ª TURMA DE DIREITO PÚBLICO – AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0806014-

29.2025.8.14.0000

RELATORA: DESEMBARGADORA LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO

AGRAVANTE: RARYSSON CARDOSO LIMA

AGRAVADOS: MUNICIPIO DE MOJU

DECISÃO MONOCRÁTICA

Recurso interposto em ação ordinária n. 0800369-27.2025.8.14.0031 contra decisão ID


139125333 que indeferiu a tutela de urgência.

Na origem se trata de ação ordinária de obrigação de fazer proposta por RARYSSON


CARDOSO LIMA contra o MUNICÍPIO DE MOJU, com o objetivo de ser nomeado e empossado
no cargo de Guarda Civil Municipal, após ter sido aprovado dentro do número de vagas e ter
concluído o curso de formação, bem como de corrigir preterições e irregularidades na convocação
de candidatos sub judice e fora da ordem classificatória.

Indeferida a tutela de urgência interpôs o presente recurso arguindo que obteve a 30ª
colocação no resultado final do concurso e a 23ª colocação no curso de formação; que a
convocação para o curso de formação incluiu 34 candidatos (além das 30 vagas previstas) e foi
posteriormente ampliada para 38; que houve desistência de alguns candidatos (como RENISSON
e BRENO), porém, a administração municipal não deu publicidade formal a essas desistências;
foram convocados candidatos sub judice, como DAVID ERIVELTON COSTA BENTES, mesmo
sem autorização judicial para isso, e que já haviam sido eliminados do certame; cinco outros
candidatos sub judice também foram chamados sem terem repetido etapas obrigatórias, como o
TAF e a avaliação psicológica, estando com decisões provisórias e ainda pendentes de
julgamento; o curso de formação foi concluído em 17/04/2024 por 38 candidatos, mas a
classificação final desta etapa (classificatória e eliminatória) não foi publicada oficialmente; houve
convocação para medidas de fardamento via mensagens de WhatsApp em fevereiro de 2025,
da qual foi excluído; o Decreto nº 059/2025 convocou 30 candidatos para entrega de documentos
e posse, novamente preterindo o autor; a comandante da guarda confirmou em grupo de
WhatsApp a realização da posse para o dia 28/03/2025.

Pede a concessão de efeito ativo para que o Município proceda a sua convocação para
entrega de documentos e posse no cargo. Alternativamente, suspensão da posse dos 30
convocados até regularização da ordem classificatória.

Decido.

Embora o juízo a quo tenha buscado a serenidade e a cautela quando motivou sua
decisão na ideia de que não há obrigatoriedade legal de nomeação imediata de todos os
aprovados e que inclusão indevida de candidatos e sua reclassificação exige dilação probatória
, não sendo possível concluir de plano pela ilegalidade do ato administrativo, apoiado na ideia de
presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos, colho das redes sociais do
Município que acabaram de ser nomeados e empossados 30 Guardas Municipais. Colha-se:

Nos termos do documento ID 139045307 - Pág. 2, pelo qual a Administração publicou


o resultado final da prova objetiva contata-se que o agravante terminou em 28ª colocação, ID
139045305 - Pág. 3 foi apto nos testes físicos, ID 139045306 - Pág. 2 foi indicado na avaliação
psicológica, portanto, pelo menos em tese ele deveria estar incluído entre esses 30 guardas que
acabaram de ser nomeados, salvo se a Administração tenha de fato alterado a lista de
classificação.

Se a Administração o fez e o agravante não trouxe essa informação aos autos, estará
agindo em má-fé processual, noutra senda se de fato a Administração tem atuado sem a devida
observância aos princípios da publicidade e legalidade, é cabível a concessão da tutela de
urgência pata corrigir o malfeito.

No mínimo é possível afirmar que o nas fases ordinárias em que a publicidade dos atos
foi apresentada pelo agravante, ele deveria estar na solenidade de posse, pelo que entendo
presentes os requisitos para concessão da tutela de urgência ao reconhecer que o agravante
demonstrou que a lista de classificação não foi observada e ele acabou sendo preterido.

Por tais fundamentos, CONCEDO A TUTELA recursal para DETERMINAR ao


Município de Mujo que convoque para apresentação dos documentos previstos em edital e,
estando regulares os documentos, dê posse ao agravante no cargo de Guarda Municipal no
prazo de 15 dias a contar da intimação, sob pena de Multa diária de R$1.000,00 (mil reais).
Intime-se para o contraditório.

Colha-se a manifestação do Parquet.

Voltem conclusos.

Oficie-se ao juízo de origem para conhecimento e ulteriores de direito.

Belém, assinado na data e hora registradas no sistema.

DESA. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO

Relatora

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: LUZIA NADJA GUIMARAES NASCIMENTO - 31/03/2025 14:51:47
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Número do documento: null

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