Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Dialium L.
Marcus José de Azevedo Falcão Junior
Jardim Botânico do Rio de Janeiro; jrfalcao2010@[Link]
Vidal de Freitas Mansano
Jardim Botânico do Rio de Janeiro; vidalmansano@[Link]
Este tratamento é composto pelos seguintes táxons: Dialium, Dialium guianense, Dialium guineense, Dialium heterophyllum,
Dialium rondoniense.
COMO CITAR
Falcão, M.J.A., Mansano, V.F. 2020. Dialium in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://
[Link]/reflora/floradobrasil/FB22939.
DESCRIÇÃO
Árvores com até 50 metros de altura; tronco cilíndrico com até 90 cm de diâmetro; raízes tabulares ou não, sapopemas com até
2 metros de altura; casca rica em lenticelas, lisa a rugosa a levemente fissurada, castanha, acinzentada ou avermelhada; cerne
castanho; alburno creme a amarelo; exsudato vermelho ou rosa, translúcido, pegajoso; ramos cilíndricos, glabros ou pilosos.
Estípulas lanceoladas, 1 – 4 mm, glabras ou pilosas, persistentes. Folhas compostas, alternas, imparipinadas, com (1–)3 – 7(–13)
folíolos, alternos, opostos ou subopostos; pecíolos cilíndricos, 0.9 – 2.2 cm × 1 – 3 mm; raque cilíndrica, (0.8–)1.5 – 12.9 × 0.1 –
0.3 cm, glabra ou pilosa; peciólulos cilíndricos, 1.8 – 6 × 1 – 3 mm, glabros ou pilosos; lâminas dos folíolos cartáceas, lanceoladas
a elípticas, 1.6 – 18 × 1.1 – 7.5 cm, base cuneada a obtusa a truncada a cordada, ápice acuminado a agudo a levemente caudado,
glabras ou pilosas, nervuras levemente proeminentes adaxialmente, bastante proeminentes abaxialmente; acúmen arredondado
apicalmente, 0.2 – 2.1 cm. Inflorescências tirsóides, dísticas, pardacentas, apicais ou axilares, retas ou curvas, com várias dezenas
a centenas de flores, tendo os ramos terminais da inflorescência de 1 – 3 flores dispostas de forma laxa; eixos principais das
inflorescências cilíndricos, 8.5 – 25 cm × 1 – 4 mm, pubescentes; pedicelos cilíndricos, 1.4 – 7.8 × 1 mm, pubescentes. Brácteas
2, 1.5 × 0.5 mm, inseridas na base do botão floral, pubescentes, senescentes. Flores bissexuadas, monoclamídeas, dialissépalas,
zigomorfas. Cálice pardo, verde–amarelado ou verde, zigomorfo, levemente pubescente internamente, densamente pubescente
externamente, cinco segmentos, desiguais, 1.5 – 3.2 mm × 0.8 – 2 mm. Corola ausente. Receptáculo expandido em forma de
disco, pubescente com tricomas uncinados, 1 – 3 mm de largura. Androceu zigomorfo; 2 estames dispostos adaxialmente na
margem do receptáculo; filetes cilíndricos, 0.3 – 2 mm no botão, glabros a levemente pubescentes; anteras amarelas, geralmente
alongadas, 0.7 – 2 mm × 0.3 – 1 mm, glabras a levemente pubescentes, basifixas, poricidas. Gineceu monocarpelar; ovário
elíptico, roxo, 1 – 2.6 × 0.8 – 2.1 mm, pubescente, séssil a estipitado, estipe 0 – 0.5 mm, presentes e ausentes em flores de um
mesmo indivíduo; ovário com 1 – 2 óvulos; estilete apical, cilíndrico, 0.3 – 4 mm no botão, levemente pubescente; estigma
papilado, branco. Frutos indeiscentes do tipo câmara, vináceos a castanhos a negros, 1.5 – 2.9 × 1 – 2.3 cm, lisos, glabros ou
com leve pilosidade imperceptível a olho nu, esféricos a elípticos; 1 – 2 sementes por fruto, elíptica a esférica a irregular, negra a
marrom, 6 – 10 × 5 – 9 mm; endocarpo polposo, 1.3 – 2.3 × 1 – 1.7 cm, cobrindo toda a semente.
COMENTÁRIO
O gênero Dialium L (1767) apresenta distribuição pantropical. com centro de diversidade no continente africano, possui cerca
de 35 espécies distribuídas pela África tropical, Madagascar, Sudeste asiático e pelo Neotrópico, onde ocorrem cinco espécies.
Nas Américas, Dialium ocorre nos seguintes países: México, Guatemala, Honduras, Belize, Nicarágua, Costa Rica, Panamá,
Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Brasil, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
No Brasil São encontradas três espécies nativas: D. guianense, D. rondoniense e D. heterophyllum. Havendo uma quarta espécie
exótica africana, raramente cultivada no Rio de Janeiro, D. guineense.
A madeira das espécies do gênero é utilizada para diversos fins devido a sua dureza e os frutos são comestíveis, sendo importantes
na alimentação da fauna nativa e, algumas regiões, também na alimentação humana.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Forma de Vida
Árvore
Substrato
Terrícola
DISTRIBUIÇÃO
Nativa, não é endêmica do Brasil
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Mata Atlântica
Tipos de Vegetação
Área Antrópica, Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional
Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Sergipe)
Centro-Oeste (Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro)
CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO
1. Folhas com 1 ou 3 folíolos, muito raramente uma folha com 4–5 folíolos mas sempre em ramos com a maioria das folhas
com 1 ou 3 folíolos; folíolo terminal (1.5–)2–3 vezes mais longo que os folíolos laterais, e 2.5–7 vezes mais longo que a raque
foliar; a raque foliar com (0.8–)1.5–3.6(–4.5) cm de comprimento; folíolos subopostos a opostos, raramente alternos; folíolos
terminais (2–)2.5–3.5 vezes mais longos que largos; endêmica do sul da Amazônia: Pando na Bolívia; Rondônia, Acre e
Amazonas no Brasil.............Dialium heterophyllum
1' Folhas com (4–)5–7(–13) folíolos, muito raramente 1-2 folhas anômalas com 1 ou 3 folíolos mas sempre em ramos com a
maioria das folhas com 5–7 folíolos; folíolo terminal 1–1.5 vezes mais longo que os folíolos laterais, e mais curto a até 1.5(–
2) vezes mais longo que a raque foliar; a raque foliar com (2.5–)4–13 cm de comprimento; folíolos alternos, raramente subopostos
a opostos; folíolos terminais geralmente menos de três vezes mais longos que largos; ocorrendo ao longo do Neotrópico:
2. Ramos terminais, raques foliares, pecíolos, peciólulos e face abaxial dos folíolos cobertos com densa pubescência, perceptível
ao tato e visível a olho nu; endêmica do sul da Amazônia: Rondônia, Acre e Amazonas no Brasil.............Dialium rondoniense
2'. Ramos terminais, raques foliares, pecíolos, peciólulos e face abaxial dos folíolos geralmente glabros ou com esparsa
pubescência, imperceptível ao toque e invisível a olho nu; ocorrendo ao longo do Neotrópico.............Dialium guianense
IMAGENS DE CAMPO/ILUSTRAÇÕES
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 1: Dialium L.
Figura 2: Dialium L.
Figura 3: Dialium L.
Figura 4: Dialium L.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 5: Dialium L.
Figura 6: Dialium L.
Figura 7: Dialium L.
BIBLIOGRAFIA
Aublet, J. B. C. F. (1775). Histoire des plantes de la Guiane Françoise. P. F. Didot jeune London & Paris, 621 pp.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Bentham, G., Hooker, J. D. (1867). Genera plantarum: ad exemplaria imprimis in Herberiis Kewensibus servata definite 1.
Lovell Reeve and Williams and Norgate, London. 454 pp.
Bentham, G. (1870). In: Martius, C.F.P., Endlicher, S. & Urban, I. (eds.) Flora Brasiliensis v. 15, pt. 2. Monachii, Lipsiae, 527
pp.
Falcão, M. J. A., Mansano, V. F., Pinto, R. B. (2016). A taxonomic revision of the genus Dialium (Leguminosae: Dialiinae) in
the neotropics. Phytotaxa 283: 123–142.
Falcão, M. J. A., Mansano, V. F. (2020). Dialium heterophyllum (Fabaceae: Dialioideae), a new tree species from the Amazon.
Phytotaxa 477 (1): 47–59.
Linnaeus, C. V. (1767). Systema Naturae. 12 ed. Holmiae: Impensis Direct. Lautentii Salvii, Stockholm, 736 pp.
Rojo, J. P. (1982). Studies in the genus Dialium (Cassieae–Caesalpinioideae). University of Oxford, Oxford, 282 pp.
Sandwith, N. Y. (1939). In: Smith A. C. Notes on a Collection of Plants from British Guiana. Lloydia: A QuarterlyJournal of
Biological Science 2: 184
Steyaert, R. L. (1951). Contribution à l'étude du genre Dialium. Bulletin de la Société Botanique de Belgique 84 38: 29–45.
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Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
Tem como sinônimo
heterotípico Dialium divaricatum Vahl
DESCRIÇÃO
Raiz: raiz(es) tabular(es)/ou não. Caule: tronco(s) cerne castanho/alburno creme/exsudato vermelho; casca lisa(s) a(s)
rugosa(s) a(s) fissurada(s)/castanha à acinzentada/à vermelha/com lenticela(s); ramo(s) glabro(s). Folha: estípula(s) glabra(s)/
persistente(s)/com 1 a(s) 4 compr. (mm); folha(s) composta(s)/alterna(s)/imparipinada(s)/com 4 a(s) 13 folíolo(s); folíolo(s)
alterno(s)/cartáceo(s)/lanceolado(s) a(s) elíptico(s)/glabro(s) a(s) esparsamente piloso(s)/base obtusa(s)/ápice(s) acuminado(s)
a(s) agudo(s)/folíolo(s) terminal(ais) 1 à 1.5 vezes mais longo que os folíolo(s) lateral(ais)/folíolo(s) terminal(ais) mais curto
que ou 1.5 ( 2 ) vezes mais longo que a raque foliar; peciólulo(s) glabro(s) a(s) esparsamente piloso(s); raque glabra(s) a(s)
esparsamente pilosa(s). Inflorescência: tirsóide(s) dístico(s)/pardo/terminal(ais) ou axilar(es)/reta(s) ou curva(s)/com disposição
laxa(s)/pubescente(s). Flor: receptáculo expandido(s)/pubescente(s); cálice(s) pardo ou verde ou amarelo/zigomorfo(s)/piloso(s)/
com 5 sépala(s); corola ausente(s); androceu com 2 estame(s)/zigomorfo(s)/antera(s) amarela alongada(s)/basifixa(s)/poricida(s)/
filete(s) cilíndrico(s); gineceu monocarpelar/elíptico(s)/com 1 a(s) 2 óvulo(s)/densamente piloso(s)/séssil(eis) a(s) estipitado(s)/
estilete(s) apical(ais)/estigma(s) papilado(s). Fruto: câmara(s) indeiscente(s)/preto ou cinza ou castanho quando maduro(s)/verde
quando imaturo(s)/liso(s)/glabro(s)/esférico(s) a(s) elíptico(s). Semente: semente(s) 1 a(s) 2 por fruto(s)/elíptica(s) a(s) esférica(s)
a(s) irregular(es)/preta a(s) parda/com endocarpo polposo(s).
DESCRIÇÃO ADICIONAL
Árvores com até 50 metros de altura; tronco cilíndrico com até 90 cm de diâmetro; raízes tabulares ou não, sapopemas
com até 2 metros de altura; casca rica em lenticelas, lisa a rugosa a levemente fissurada, castanha, acinzentada ou
avermelhada; cerne castanho; alburno creme a amarelo; exsudato vermelho ou rosa, translúcido, pegajoso; ramos cilíndricos,
glabros. Estípulas lanceoladas, 1 – 4 mm, glabras, persistentes. Folhas compostas, alternas, imparipinadas, com (4 – )5
– 7( – 8 – 13) folíolos, quase sempre alternos; pecíolos cilíndricos, 0.9 – 2.2 cm × 1 – 3 mm; raque cilíndrica, 2.9 – 12.9
× 1 – 3 mm, glabra; peciólulos cilíndricos, 1.8 – 6 × 1 – 3 mm, glabros ou com leve pilosidade imperceptível a olho nu;
lâminas dos folíolos cartáceas, lanceoladas a elípticas, 1.6 – 14 × 1.1 – 7.5 cm, base cuneada a obtusa, ápice acuminado a
agudo, glabras ou com leve pilosidade imperceptível a olho nu, nervuras levemente proeminentes adaxialmente, bastante
proeminentes abaxialmente; acúmen arredondado apicalmente, 0.2 – 2.1 cm. Inflorescências tirsóides, pardacentas, apicais
ou axilares, retas ou curvas, com várias dezenas a centenas de flores, tendo os ramos terminais da inflorescência de 1 –
3 flores dispostas de forma laxa; eixos principais das inflorescências cilíndricos, 8.5 – 24 cm × 1 – 4 mm, pubescentes;
pedicelos cilíndricos, 1.4 – 7.8 × 1 mm, pubescentes. Brácteas 2, 1.5 × 0.5 mm, inseridas na base do botão floral, pubescentes,
senescentes. Flores bissexuadas, monoclamídeas, dialissépalas, zigomorfas. Cálice pardo, verde–amarelado ou verde, zigomorfo,
levemente pubescente internamente, densamente pubescente externamente, cinco segmentos, desiguais, 1.5 – 3.2 mm × 0.8
– 2 mm. Corola ausente. Receptáculo expandido, pubescente, 1 – 3 mm de largura. Androceu zigomorfo; 2 estames; filetes
cilíndricos, 0.3 – 2 mm no botão, glabros a levemente pubescentes; anteras amarelas, geralmente alongadas, 0.8 – 2 mm × 0.4
– 1 mm, glabras a levemente pubescentes. Gineceu monocarpelar; ovário elíptico, roxo, 1.1 – 2.6 × 0.8 – 2.1 mm, pubescente,
séssil a estipitado, estipe 0 – 0.5 mm, presentes e ausentes em flores de um mesmo indivíduo; ovário com 1 – 2 óvulos; estilete
apical, cilíndrico, 0.3 – 4 mm no botão, levemente pubescente; estigma papilado, branco. Frutos indeiscentes do tipo camara,
vináceos a marrons, 1.5 – 2.9 × 1 – 2.3 cm, lisos, glabros ou com leve pilosidade imperceptível a olho nu, esféricos a elípticos; 1
– 2 sementes por fruto, elíptica a esférica a irregular, negra a marrom, 6 – 10 × 5 – 9 mm; endocarpo polposo, 1.3 – 2.3 × 1 – 1.7
cm, cobrindo toda a semente.
COMENTÁRIO
Distribuição: A espécie é largamente distribuída pelo Neotrópico, ocorrendo do México e América Central continental, passando
por todos os países amazônicos, até a Mata Atlântica, de Minas Gerais e Espírito Santo até Pernambuco, apresentado larga
disjunção no Cerrado brasileiro. Geralmente está presente em áreas com elevação de até 100 metros, muitas vezes associada a
regiões alagáveis, sendo encontrada nos biomas Mata Atlântica e Amazônia e em áreas de ecótone com o Cerrado e a Caatinga.
Fenologia: A espécie apresenta floração durante todo o ano.
Etimologia: O basiônimo da espécie: Arouna guianensis, recebeu o epíteto específico devido ao local de coleta dos primeiros
indivíduos, a Guiana Francesa.
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Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Diagnose: A espécie se diferencia das demais espécies neotropicais de Dialium por possuir dois estames, ramos terminais, raques
foliares, peciólulos e folíolos glabros ou com ínfima pubescência esparsa imperceptível ao toque e ao olho nu, inflorescências
com ramificações e flores dispostas de forma esparsa ao longo de sua estrutura, mais de 4 folíolos, sendo estes alternos e o folíolo
terminal 1-1.5 vezes mais longo que os folíolos laterais e mais curto ou 1.5(-2) vezes mais longo que a raque foliar. Diferencia-
se das espécies paleotropicais por possuir geralmente 5-9 folíolos, 5 sépalas, nenhuma pétala, 2 estames com anteras poricidas,
receptáculo floral expandido e frutos glabros e globosos a elípticos
Forma de Vida
Árvore
Substrato
Terrícola
DISTRIBUIÇÃO
Nativa, não é endêmica do Brasil
Domínios Fitogeográficos
Amazônia, Mata Atlântica
Tipos de Vegetação
Área Antrópica, Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta
Ombrófila (Floresta Pluvial)
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas
Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
Nordeste (Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Sergipe)
Centro-Oeste (Mato Grosso)
Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais)
MATERIAL TESTEMUNHO
Glocimar Pereira-Silva, 16063, CEN (CEN00081857), Rondônia
Neves, 1216, RB, 574857, (RB00781728), Espírito Santo
Cláudia M. Vieira, 1475, RB, (RB00606018), Tocantins
Sérgio A. M. Souza, 553, RB, 390882, (RB00141822), Pará
Haroldo C. de Lima, 6987, RB, 470072, (RB00531628), Alagoas
A C B Lins e Silva, 150, RB, 385128, (RB00141868), Pernambuco
Haroldo C. de Lima, 6768, RB, 466522, (RB00526884), Acre
F.C.F da Silva, 31, RB, (RB00141856), Minas Gerais
J. Jangoux, 220, RB, 199013, (RB00141828), Maranhão
Carvalho Sobrinho, J.G., 1546, INPA, RB, 550142, (RB00716621), Amazonas
Carvalho, A., 6023, CEPEC, K (K000835177), RB, 378959, NY, Bahia
João M Pires, 16840, RB, 237571, (RB00141953), Roraima
M.C. Vilela-Santos, 5003, RB, (RB00873271), Mato Grosso
IMAGENS DE CAMPO/ILUSTRAÇÕES
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Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 1: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
Figura 2: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
Figura 3: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 4: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
Figura 5: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
Figura 6: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 7: Dialium guianense (Aubl.) Sandwith
BIBLIOGRAFIA
Aublet, J. B. C. F. (1775). Histoire des plantes de la Guiane Françoise. P. F. Didot jeune London & Paris, 621 pp.
Bentham, G., Hooker, J. D. (1867). Genera plantarum: ad exemplaria imprimis in Herberiis Kewensibus servata definite 1.
Lovell Reeve and Williams and Norgate, London. 454 pp.
Bentham, G. (1870). In: Martius, C.F.P., Endlicher, S. & Urban, I. (eds.) Flora Brasiliensis v. 15, pt. 2. Monachii, Lipsiae, 527
pp.
Falcão, M. J. A., Pinto, R. B., Mansano, V. F. (2016). A Taxonomic Revision of the genus Dialium (Leguminosae: Dialiinae) in
the Neotropics. Phytotaxa 283 (2): 123–142.
Falcão, M.J.A. & Mansano, V.F. (2020) Dialium heterophyllum (Fabaceae: Dialioideae), a new tree species from the
Amazon. Phytotaxa 477 (1): 47–59.
Linnaeus, C. V. (1767). Systema Naturae. 12 ed. Holmiae: Impensis Direct. Lautentii Salvii, Stockholm, 736 pp.
Rojo, J. P. (1982). Studies in the genus Dialium (Cassieae–Caesalpinioideae). University of Oxford, Oxford, 282 pp.
Sandwith, N. Y. (1939). In: Smith A. C. Notes on a Collection of Plants from British Guiana. Lloydia: A Quarterly Journal of
Biological Science 2: 184
Steyaert, R. L. (1951). Contribution à l'étude du genre Dialium. Bulletin de la Société Botanique de Belgique 84 38: 29–45.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Dialium guineense Willd.
DESCRIÇÃO
Raiz: raiz(es) tabular(es)/ou não. Caule: tronco(s) cerne castanho/alburno creme; casca lisa(s) a(s) rugosa(s) a(s) fissurada(s)/
castanha à acinzentada/com lenticela(s); ramo(s) glabro(s). Folha: estípula(s) glabra(s)/persistente(s)/com 1 a(s) 4 compr.
(mm); folha(s) composta(s)/alterna(s)/imparipinada(s)/com 5 à 6 folíolo(s); folíolo(s) alterno(s)/cartáceo(s)/elíptico(s) a(s)
oval(ais)/glabro(s) a(s) esparsamente piloso(s)/base obtusa(s)/ápice(s) acuminado(s) a(s) agudo(s); peciólulo(s) glabro(s) a(s)
esparsamente piloso(s); raque glabra(s) a(s) esparsamente pilosa(s). Inflorescência: tirsóide(s) dístico(s)/pardo/terminal(ais) ou
axilar(es)/reta(s) ou curva(s)/com disposição laxa(s)/pubescente(s). Flor: receptáculo expandido(s)/pubescente(s)/com hipanto
curto(s); cálice(s) pardo ou verde ou amarelo/zigomorfo(s)/piloso(s)/com 5 sépala(s); corola presente(s) ou ausente(s)/1 pétala(s)/
unguiculada(s)/branca; androceu com 2 estame(s)/zigomorfo(s)/antera(s) amarela alongada(s)/basifixa(s)/rimosa(s)/filete(s)
cilíndrico(s); gineceu monocarpelar/elíptico(s)/com 1 a(s) 2 óvulo(s)/densamente piloso(s)/séssil(eis) a(s) estipitado(s)/estilete(s)
apical(ais)/estigma(s) papilado(s). Fruto: câmara(s) indeiscente(s)/preto ou cinza ou castanho quando maduro(s)/verde quando
imaturo(s)/liso(s)/esférico(s) a(s) elíptico(s)/piloso(s)/aveludado(s). Semente: semente(s) 1 a(s) 2 por fruto(s)/elíptica(s) a(s)
esférica(s) a(s) irregular(es)/preta a(s) parda/com endocarpo polposo(s).
COMENTÁRIO
Distribuição: Dialium guineense Willd. é uma espécie nativa da África tropical, de países como Benin, Burkina Faso, Camarões,
Congo, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné, Nigéria e Senegal. Sendo raramente cultivada em alguns países do Caribe, nas
Filipinas e também no Brasil, onde pode ser encontrada no arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, RJ.
Fenologia: Árvore de grande porte, pode florir por diversas vezes ao ano, tais florações odoríferas atraem grande quantidade de
insetos. Aves e mamíferos se alimentam de seus frutos.
Diagnose: Difere-se das espécies neotropicais de Dialium pela presença de uma pétala vestigial, de um hipanto raso, de deiscência
rimosa das anteras e de pubescência aveludada nos frutos.
Forma de Vida
Árvore
Substrato
Terrícola
DISTRIBUIÇÃO
Cultivada, não é endêmica do Brasil
Domínios Fitogeográficos
Mata Atlântica
Tipos de Vegetação
Área Antrópica
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas
Sudeste (Rio de Janeiro)
MATERIAL TESTEMUNHO
A.L. Peixoto, 843, RB, 175326, (RB00141924), Rio de Janeiro
J.R. Mattos, 140, RB, 627913, (RB00982658), Rio de Janeiro
H.C. Lima, 2165, RB, 256188, (RB00141945), Rio de Janeiro
IMAGENS DE CAMPO/ILUSTRAÇÕES
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 1: Dialium guineense Willd.
Figura 2: Dialium guineense Willd.
Figura 3: Dialium guineense Willd.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Figura 4: Dialium guineense Willd.
Figura 5: Dialium guineense Willd.
Figura 6: Dialium guineense Willd.
BIBLIOGRAFIA
Willdenow CLV. 1796. Archiv für die Botanik. Schäferischen Buchhandlung, Leipzig, 134 pp.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Rojo JP. 1982. Studies in the genus Dialium (Cassieae–Caesalpinioideae). University of Oxford, Oxford, 282 pp.
Falcão MJA, Mansano VF, Pinto RB. 2016. A taxonomic revision of the genus Dialium (Leguminosae: Dialiinae) in the
neotropics. Phytotaxa 283(2): 123-142.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Dialium heterophyllum M.J. Falcão &
Mansano
DESCRIÇÃO
Raiz: raiz(es) tabular(es)/ou não. Caule: tronco(s) cerne castanho/alburno creme/exsudato vermelho; casca lisa(s) a(s)
rugosa(s) a(s) fissurada(s)/castanha à acinzentada/com lenticela(s); ramo(s) glabro(s). Folha: estípula(s) persistente(s); folha(s)
composta(s)/alterna(s)/imparipinada(s)/com 1 ou 3 folíolo(s); folíolo(s) oposto(s) à suboposto(s)/cartáceo(s)/lanceolado(s) a(s)
elíptico(s)/glabro(s) a(s) esparsamente piloso(s)/base obtusa(s)/ápice(s) acuminado(s) a(s) agudo(s)/folíolo(s) terminal(ais) 2.5 à 7
vezes mais longo que a raque foliar/folíolo(s) terminal(ais) ( 1.5 ) 2 à 3 vezes mais longo que os folíolo(s) lateral(ais); peciólulo(s)
glabro(s) a(s) esparsamente piloso(s); raque glabra(s) a(s) esparsamente pilosa(s). Inflorescência: tirsóide(s) dístico(s)/pardo/
terminal(ais) ou axilar(es)/apical(ais)/reta(s) ou curva(s)/com disposição laxa(s)/pubescente(s). Flor: receptáculo expandido(s)/
pubescente(s); cálice(s) pardo ou verde ou amarelo/zigomorfo(s)/piloso(s)/com 5 sépala(s); corola ausente(s); androceu com
2 estame(s)/zigomorfo(s)/antera(s) amarela alongada(s)/basifixa(s)/poricida(s)/filete(s) cilíndrico(s); gineceu monocarpelar/
elíptico(s)/com 1 a(s) 2 óvulo(s)/densamente piloso(s)/séssil(eis) a(s) estipitado(s)/estilete(s) apical(ais)/estigma(s) papilado(s).
Fruto: câmara(s) indeiscente(s)/preto ou cinza ou castanho quando maduro(s)/verde quando imaturo(s)/liso(s)/glabro(s)/
esférico(s) a(s) elíptico(s). Semente: semente(s) 1 a(s) 2 por fruto(s)/elíptica(s) a(s) esférica(s) a(s) irregular(es)/preta a(s) parda/
com endocarpo polposo(s).
DESCRIÇÃO ADICIONAL
Árvores com até 30m de altura; tronco cilíndrico, com até 80cm de diâmetro; sapopemas algumas vezes presentes, com até 1.5m
de altura; ramos cilíndricos, glabros; gemas axilares lanceoladas a elípticas, com 3 x 1 mm, glabras, persistentes, ápice agudo à
acuminado, envolvido por 2-4 estípulas lanceoladas a elípticas. Folhas com 1 ou 3 folíolos ou, muito raramente, com a maioria
das folhas em um ramo com 1 ou 3 folíolos e 1-2 folhas anômalas com 4-5 folíolos; folíolos subopostos à opostos, raramente
alternos; pecíolos cilíndricos, com 0.9-2.2 x 0.1-0.3 cm; raque cilíndrica, presente nas folhas uni e trifolioladas, com (0.8–)1.5–
3.6(–4.5) × 0.1–0.3 cm, glabra; folíolos cartáceos, folíolos terminais lanceolados ou raramente ovados, folíolos basais lanceolados
à ovados; (3.6–)8–11(–18) × 2.9–4(–6) cm; base geralmente obtusa a truncada, raramente levemente cordada, ápice acuminado
à levemente caudado, mais raramente agudo; venação proeminente abaxialmente, impressa adaxialmente; peciólulos cilíndricos,
com 2–5 × 1–2 mm; folíolos, pecíolos, raque e peciólulos glabros ou com esparsa pubescência imperceptível ao toque e a olho
nu. Inflorescências tirsoides, dísticas, castanhas à oliva, pubescentes, terminais ou axilares, eretas ou levemente curvas, com
dezenas a centenas de flores, ramificações terminais dispostas em triades cimosas laxas; eixo principal da inflorescência cilíndrico
com 15-25cm de comprimento; pedicelos cilíndricos com até 3mm de comprimento, pubescentes. Brácteas castanhas, elípticas,
caducas; bractéolas ausentes. Flores com cálice contendo 5 sépalas, levemente zigomorfo, densamente pubescente e castanho
a oliva na face externa, levemente pubescente e creme a amarelo a esverdeado na face interna, sépalas levemente desiguais,
com 1.5–2.2 × 0.8–1.4 mm. Pétalas ausentes. Receptáculo expandido em forma de disco, creme a amarelo a esverdeado, 1-3mm
de largura, nectarífero, pubescente, com tricomas uncinados e estômatos. Androceu zigomorfo; 2 estames, adaxiais; filetes
cilíndricos, 1-1.4 mm de comprimento, brancos a creme, glabros a levemente pubescentes; anteras amarelas, elípticas, com 0.7–
0.8 × 0.3–0.5 mm, levemente pubescentes a glabrescentes, com tricomas uncinados, basifixas, poricidas, com dois poros apicais
e a parede da antera aberta formando um apículo terminal. Ovário elíptico a globoso, 1–1.3 × 0.8–1.1 mm, preto, pubescente,
séssil a subséssil; estipe presente a ausente, 1-2 óvulos; estilete apical, cilíndrico, branco a creme, 1-3mm de comprimento,
levemente pubescente; estigma capitado, papilado, branco a creme. Fruto do tipo câmara, esférico a elíptico, as vezes levemente
achatado, com 1.6–2.5 × 1–2.3 × 0.6–1.4 cm, verde quando imaturo, castanho escuro, cinza escuro ou preto quando maduro,
glabro, geralmente com uma sutura visível; epicarpo macio quando imaturo e rígido mas facilmente quebradiço quando maduro;
mesocarpo e endocarpo indiferenciados, carnosos, farináceos, cobrindo toda a semente, separados do epicarpo por uma cavidade
vazia. Sementes 1-2 por fruto, elípticas a irregulares, castanha a castanha escura, testa estriada, com 6–10 × 5–9 mm.
COMENTÁRIO
Distribuição: D. heterophyllum ocorre em matas de várzea e matas de terra firme ao sul da floresta amazônica, sendo muitas
vezes encontrada com a base do tronco sob a água. Ocorre no Brasil, nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia e na Bolívia, no
departamento de Pando, sendo encontrada nas margens dos rio Abunã, Madeira, Ituxi, Iquiri e Curuquetê.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Fenologia: Floresce de fevereiro a julho, tendo em fevereiro e março as inflorescências se desenvolvendo, em abril e maio o ápice
da floração e em junho e julho a senescência das flores e o desenvolvimento dos frutos, com o período de frutificação estendendo-
se até, pelo menos, novembro.
Etimologia: “Heterophyllum” ou heterofilia refere-se a vegetais que apresentam tipos diferenciados de folhas, inclusive em
um mesmo indivíduo. No caso de D. heterophyllum devido à variação em número e em forma dos folíolos em relação a D.
guianense, pela espécie poder apresentar 1 ou 3 folíolos em um mesmo indivíduo e pela forma e tamanho consideravelmente
variados entre o folíolo terminal e os folíolos basais.
Diagnose: D. heterophyllum diferencia-se das demais espécies neotropicais de Dialium por possuir folhas com 1 ou 3 folíolos,
muito raramente a presença de folha com 4 ou 5 folíolos em ramos com as demais folhas apresentando 3 folíolos; folíolo terminal
com (1.5–)2–3 vezes o comprimento dos folíolos laterais, sendo 2.5–7 maior que a raque foliar reduzida; raque foliar medindo
(0.8–)1.5–3.6(–4.5) cm de comprimento; folíolos opostos a subopostos; folíolo terminal (2–)2.5–3.5 vezes mais longos que largos.
Diferencia-se também de D. rondoniense por possuir suas estruturas vegetativas glabras.
Forma de Vida
Árvore
Substrato
Terrícola
DISTRIBUIÇÃO
Nativa, não é endêmica do Brasil
Domínios Fitogeográficos
Amazônia
Tipos de Vegetação
Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas
Norte (Acre, Amazonas, Rondônia)
MATERIAL TESTEMUNHO
G.T. Prance, 6099, K (K000835143)
G.T. Prance, 14038, INPA, Amazonas, Typus
G.T. Prance, 14204, NY, 496271, (NY02687050), Amazonas
D. Daly, 13742, RB, 496271, (RB00587496), Acre
Terra-Araújo, M.H., 659, RB, 516340, (RB00657201), Acre
G.T. Prance, 5700, NY, 496271, (NY02687056)
BIBLIOGRAFIA
Falcão, M.J.A. & Mansano, V.F. (2020) Dialium heterophyllum (Fabaceae: Dialioideae), a new tree species from the Amazon.
Phytotaxa 477 (1): 47–59.
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Dialium rondoniense M. J. Falcão &
Mansano
DESCRIÇÃO
Raiz: raiz(es) tabular(es)/ou não. Caule: tronco(s) cerne castanho/alburno creme; casca com lenticela(s); ramo(s) piloso(s).
Folha: estípula(s) pilosa(s)/persistente(s); folha(s) composta(s)/alterna(s)/imparipinada(s)/com 7 a(s) 9 folíolo(s); folíolo(s)
alterno(s)/cartáceo(s)/elíptico(s) a(s) oval(ais)/densamente piloso(s) na(s) face(s) abaxial/base obtusa(s)/ápice(s) acuminado(s)
a(s) agudo(s)/folíolo(s) terminal(ais) 1 à 1.5 vezes mais longo que os folíolo(s) lateral(ais)/folíolo(s) terminal(ais) mais curto que
ou 1.5 ( 2 ) vezes mais longo que a raque foliar; peciólulo(s) densamente piloso(s); raque densamente piloso(s). Inflorescência:
tirsóide(s) dístico(s)/pardo/terminal(ais) ou axilar(es)/apical(ais)/reta(s) ou curva(s)/com disposição laxa(s)/pubescente(s). Flor:
receptáculo expandido(s)/pubescente(s); cálice(s) pardo ou verde/zigomorfo(s)/piloso(s)/com 5 sépala(s); corola ausente(s);
androceu com 2 estame(s)/zigomorfo(s)/antera(s) amarela alongada(s)/basifixa(s)/poricida(s)/filete(s) cilíndrico(s); gineceu
monocarpelar/elíptico(s)/com 2 óvulo(s)/densamente piloso(s)/séssil(eis) a(s) estipitado(s)/estilete(s) apical(ais)/estigma(s)
papilado(s). Fruto: câmara(s) indeiscente(s)/preto ou cinza ou castanho quando maduro(s)/verde quando imaturo(s)/liso(s)/
glabro(s)/esférico(s) a(s) elíptico(s). Semente: semente(s) 1 por fruto(s)/elíptica(s)/preta a(s) parda/com endocarpo polposo(s).
DESCRIÇÃO ADICIONAL
Árvores com até 14 metros de altura; tronco cilíndrico com cerca de 11 cm de diâmetro; casca rica em lenticelas, áspera e estriada;
ramos pouco lenhosos pubescentes, ramos mais largos e lenhosos pubescentes a glabrescentes; tricomas com 0.2 – 0.4 mm,
persistentes. Estípulas lanceoladas, cerca de 3 mm, pubescentes, persistentes. Folhas compostas, alternas, imparipinadas, com 7 –
9 folíolos, alternos; pecíolos cilíndricos, 0.7 – 2 cm × 1 – 3 mm, pubescentes; raque cilíndrica, 5.7 – 6.9 × 1 – 2 mm, pubescente;
peciólulos cilíndricos, 0.4 – 0.5 × 1 – 2 mm, pubescentes; lâminas dos folíolos cartáceas, elípticas a ovais, 2.5 – 6.9 × 1.4 –
2.5 cm, base cuneada a levemente obtusa, ápice acuminado a agudo, 0.7 – 1 cm; pubescentes na face abaxial, com pilosidade
visível a olho nu e sensível ao toque, glabros na face adaxial; nervuras pouco proeminentes adaxialmente, muito proeminentes
abaxialmente; acúmen arredondado apicalmente. Inflorescências tirsóides, dísticas, pardacentas, apicais, dispostas em fascículos
duplos ou triplos, com várias dezenas a centenas de flores, tendo os ramos terminais da inflorescência de 1 – 3 flores dispostas
de forma laxa; eixos das inflorescências cilíndricos, 12 – 15 cm × 1 mm, pubescentes; pedicelos cilíndricos, 3 – 5 × 1 mm,
pubescentes. Flores bissexuadas, monoclamídeas, dialissépalas, zigomorfas. Cálice marrom externamente, verde internamente,
zigomorfo, levemente pubescente internamente, densamente pubescente externamente, cinco segmentos, desiguais, 2 – 2.1 mm
× 1.1 – 1.4 mm. Corola ausente. Receptáculo expandido, pubescente, cerca de 2 mm de largura. Androceu zigomorfo; 2 estames;
filetes cilíndricos, cerca de 1 mm no botão, levemente pubescentes; anteras alongadas, 1 mm × 0.6 mm, levemente pubescentes.
Gineceu monocarpelar; ovário elíptico, roxo, 1.1 × 0.9 mm, pubescente; séssil; ovário com 2 óvulos; estilete apical, cilíndrico, 0.9
mm no botão, levemente pubescente; estigma papilado. Frutos indeiscentes do tipo camara, verdes, 1.6 – 2 × 1.1 – 1.6 cm, lisos,
com pilosidade imperceptível a olho nu, elípticos. Uma semente por fruto, elíptica, 4.5 × 3.2 mm. Endocarpo polposo, 1.1 × 0.7
cm, cobrindo toda a semente
COMENTÁRIO
Distribuição: A espécie possui uma área de distribuição reduzida, em matas de terra firme na região sul da floresta amazônica nos
estados de Rondônia, Acre e extremo sul do estado do Amazonas, no Brasil.
Fenologia: A espécie floresce em abril, e frutifica em julho.
Etimologia: A espécie recebeu o epíteto específico devido ao local de coleta dos primeiros indivíduos, o estado brasileiro de
Rondônia.
Diagnose: A espécie se distingue das demais espécies neotropicais de Dialium por possuir seus ramos terminais, raques foliares,
peciólulos e a face abaxial dos folíolos densamente pubescentes, sendo esta pubescência visível a olho nu e perceptível ao toque,
enquanto as demais espécies americanas tem tais estruturas glabras ou com pubescência esparsa e ínfima, imperceptível ao toque e
ao olho nu.
Forma de Vida
Árvore
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Coleção Flora do Brasil 2020 Fabaceae Dialium L.
Substrato
Terrícola
DISTRIBUIÇÃO
Nativa, é endêmica do Brasil
Domínios Fitogeográficos
Amazônia
Tipos de Vegetação
Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Distribuição Geográfica
Ocorrências confirmadas
Norte (Acre, Amazonas, Rondônia)
MATERIAL TESTEMUNHO
Monteiro, O. P., 923, INPA, Amazonas
V.X. Silveira, 339, CEN (CEN00081422), RB, 569065, (RB00761982), Rondônia, Typus
W.W. Thomas, 5042, INPA, Rondônia
C.A. Cid Ferreira, 5053, NY, (NY01161811), RB, 365028, (RB00141832), Rondônia
BIBLIOGRAFIA
M. J. Falcão; R.B. Pinto & V.F. Mansano. (2016). A Taxonomic Revision of the Genus Dialium (Leguminosae:Dialiinae) in the
Neotropics. Phytotaxa 283 (2). 123-142
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Coleção Flora do Brasil 2020 - Jardim Botânico do Rio de Janeiro