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Inquérito Policial: Procedimentos e Características

O inquérito policial é um procedimento administrativo que visa à coleta de informações sobre infrações penais, não gerando sanções penais. O Ministério Público e a autoridade policial têm papéis distintos, sendo que o arquivamento do inquérito pode ser feito pelo MP, mas não pela polícia. O documento também discute aspectos legais relacionados ao prazo do inquérito, a possibilidade de arquivamento e a distinção entre inquérito policial e termo circunstanciado.
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Inquérito Policial: Procedimentos e Características

O inquérito policial é um procedimento administrativo que visa à coleta de informações sobre infrações penais, não gerando sanções penais. O Ministério Público e a autoridade policial têm papéis distintos, sendo que o arquivamento do inquérito pode ser feito pelo MP, mas não pela polícia. O documento também discute aspectos legais relacionados ao prazo do inquérito, a possibilidade de arquivamento e a distinção entre inquérito policial e termo circunstanciado.
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INQUERITO POLICIAL

PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO

CRIME ---JUS PUNIENDI “ DIREITO DE PNIR” – ESTADO EXERCE

PERSECUÇÃO PENAL: INVESTIGATÓRIA : I.P. ------- AÇÃO PENAL PROCESSUAL

ACABA O O I. P. E COMEÇA A AÇÃO PENAL: RECEBIMENTO DA DENUNCIA – ATO DO JUIZ


(ULTIMO ATO DO JUIZ DAS GARANTIAS) ---- JUIZ DAS GARANTIA VAI SER O JUIZ DO I.P.

(ANO PASSADO NÃO TINHA AINDA O JUIZ DAS GARANTIAS) ------

I.P. -----NÃO É TODO CRIME QUE TEM I.P. --- AS INFRAÇÕES DE MENOR PORTENCIAL OFENSIVO
NÃO TEM I.P. – A INVESTGAÇÃO VAI SER POR TERMO CIRCUSTANCIADO QUE É MAIS SIMPLES
---- A NATUREZA JURIDICA DO I.P. É UM PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO ---- O I.P. NÃO
PODE SURGIR UMA SANÇÃO PENAL --- COLHER ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO (NÃO SÃO
PROVA – POIS PROVAS É SUBMETIDO AO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA) ---- A
TESTEMUNHA PODE SER OUVIDO POR I.P. COLHIDA O DEPOIMMENTO NÃO É UMA PROVA ----
EVENTUALMENTE O I.P. PODE COLHER PROVAS AS CHMADA PORVAS CALTELARES, NÃO
REPETIVEIS, ANTECIPADAS ---- ESSAS VÃO TER O CONTRADITÓRIO DIFERIDO ( NA FAZE
JUDICIAL QUE VÃO SER CONTRADITADAS) ------ AUTORIA,MATERIALIDADE, CIRCUSTANCIAS DO
CRIME – OPINIÃO DO DELITO --- MP FORME SUA CONVICÇÃO ---- DESTINATARIOO É O MP OU
O OFENDIDO.

VALOR PROBATÓRIO É RELATIVO --- PQ TUDO QUE É PRODUZIDO AINDA VAI SER SUBMETIDO
AO CONTRADITÓRIO NA AÇÃO PENAL ---- PRINCIPIO DA PRESUNÇÃO DA INCENCIA ----- O I.P É
INSTAURADO PELO DELEGADO DE POLICIA AUTORIDA POLICIAL ------ PRESIDIDO PELO
DELEGADO POLICIAL – MAS NÃO PODE SER ARQUIVADO PELA AUTORIDADE POLICIAL ----- O
MP PODE PRESIDIR O I.P? NÃO/ O MP PODE INVESTIGAR INFRAÇÃO PENAL? SIM – TEORIA DOS
PODERES IMPLICITOS --- STF QUEM PODE MAIS PODE MENOS ---- MAS NÃO POR MEIO DE I.P.
---- QUEM PODE INVESTIGAR? CPI/ POICIIAIS/AUTORIDADE/MP/ DETETIVE PARTICULAR
/POLICIAS LEGISLATIVA DA CAMRA DOS DEP E SENADO FEDRAL/ ------

CARCTERISTICAS DO I.P.:

Escrito art.9,cpp

2xI – Inquisitorial/ Inquisitivo: não tem contraditório ou ampla defesa – não gera sanção – é
um procedimento – art 14- A,CPP, policial tem que I.P, mesmo em troca de tiros ainda que
esteja acobertado pela excludente de ilicitude o policial pode constitui a um advogado 1§ o
podendo constituir advogado em até 48 horas pq se não constituir a instituição vai ser
obrigada a constituir um advogado;

Indisponível: art.17,CPP – indisponível para o delegado de polícia --- não cabe ao delgado de
policia o arquivamento pq não é titular o I.P ---- PODE SER arquivado pelo MP – Juiz pode
discordar do arquivamento do I.P (ainda esta em divergência – nova e velha sitemática) --- Mp
determina o arqvamento – manda para instancia de revisão ministerial para ver se relamente
deve ser arquivado – MP – DISSE QUE PRECISA DE ORÇA MENTO para fazer o órgão --- está
suspenso; ANTIGA (NOVA SITEMATICA SUSPENSA) --- REQUER O ARQUIVAMENTO AO JUIZ QUE
O ELE PODE ARQUIVAR OU NÃO SE DISCORDAR ENCAMINHA PARA O PROCURADO GERAL –
ELE PODE OFERCER A DENUNCIA – OU DESGNAR OUTRO ORGAO PARA OFERECER A DENUNCIA
– ART.28CPP --
UMA VEZ ARQUIVADO PODE SER DESARQUIVADO? SIM, ART18, CPP SUM. 524 STF;

FORMAL: NÃO ENTROU NO MÉRITO / MATERIA: JÁ JULGOU O MÉRITO

ARQUIVAMNETO IMPLICITO:2 INDICIADOS—MP DENUCIA SÓ UM – ARQUIVAMENTO


SUBJETIVO DO SUJEITO – SUBJETIVO – DEVE SER FUNDAMNETAO ::::: 2 CRIMES CONTRA DMAS
NÃO FEZ EM RELAÇÃO UM CRIME ( FATO) – OJETIVO MAS NADA IMPEDE QUE ELE
DESARQUIVE

2xD - Dispensável (art.27,cpp- I.P é um procedimento dispensável – pode oferecer a denuncia


direto pode levar direto para o MP- Art. 12, CPP)

Discricionário(art. 6 e 1,cpp – rol exemplicativo – autoridade policial vai guiar –


discricionário não é absoluta – prova que não pode se negar: o Exame de corpo de delito para
atestar a materialidade é imprecidivel é obrigatório ------se não for possível as outras provas
podem substituir o corpo de delito --- pode pedir que o delegado policial faça algo mas o
delegado pode se negar seja a pedido do indiciado ou da vitima ([Link]/ art2§2 lei 12.830/13)
---- art.184,cpp

2XO Oficial: quem conduz é o Estado

Oficioso: somente se aplica aos crimes de Ação penal publica incondicionada --- (ofício;
reauisição do juiz oou MP, OU JUIZ, OUVÍTIMA OU QUEM POSSA REPRESENTAR) –
requerimento da vítima (pode recorrer nessa situação – pois nessa situação delegado pode
negar- recurso administrativo inominado) – auto de prisão em flagrante nada mais que um
inquérito policial --- appcr -> representação da vítima

NOTICIA CRIMIS

S – Sigiloso (art.20,cpp -sum. Vin 14 advogado tem direito dos elementos da prova que já se
encontra documentados diante do defensor – não precisa de procuração – mas o que não esta
documentado pode ser sigiloso de diligências em curso e futuras --- art.32 não pode negar os
autos dos documentos excetos as exceções --- mas precisa de procuração em casos que tem
segredo de justiça temas sensíveis de intimidade)

Vícios do inquérito policial não maculam a ação penal ---- é informativo ---- pode gerar efeitos
mas não que vá anular a ação penal a consequencia é retirar;

É possível a coerção coercitiva de um indiciado? Sim, é possível; STF não é para fins de
interrogatório, mas outras diligencias sim. Dilencias que não obrigam um fazer pode ter visão
coercitiva ---- STF retira a parte do interrogatório / Comparecimento audien cide intrução e
julgamento/ reconstituição dos fatos/ fornecimento de material para perícia criminal/
participação de acareação; admite condução coercitiva: Reconhecimento pessoal/
Identificação criminal;

Mas pode conduzir outros? Vítima, ofendido, testemunha, perito? Sim, mas necessário prévia
intimação!!
INDICIAMENTO: ART.10, CPP PRESO: 10 DIAS / SOLTA: 30 DIAS QUE PODE SER PRORROGRAVEL
--- SOLTO: DIA SEGUNTE COMEÇA A CONTAR – PRESO ( DIREITO MATERIAL I NCLUI O DIA QUE
FOI PRESO) -------- FOI INSTAURADO NUM DIA – DEPOIS DE ALGUNS DIAS ELE FOI PRESO
ENTÃO A PARTIR DA PRISÃO DURA 10 DIAS ---- RELATORIA SEGUNDO CPP VAI PARA O JUIZ
DEPOIS ENCAMINHA PARA MO --- PODE QUANDO PRESO PRORRGAR MAIS 5 DIAS

NÃO EXISTE INCOMUNICABILIDADE DO INDICIADO – OUTROS ORGÃO PODEM FAZER TERMO


CIRCUSCIADO EM CRIMES ATE DOIS ANOS

***É constitucional norma estadual que prevê a possibilidade da lavratura de termos


circunstanciados pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiro Militar. STF. Plenário. ADI
5637/MG, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 11/3/2022 (Info 1046). Adendo: Termo
circunstanciado é diferente de inquérito policial. É possível estabelecer uma distinção entre o
termo circunstanciado, que é lavrado pela autoridade policial que “tomar conhecimento da
ocorrência” e o “inquérito policial”, o qual, nos termos da Lei nº 12.830/2013 é da
competência do delegado de polícia. O inquérito é o instrumento apto para viabilizar a
investigação criminal, que consiste na atividade de apuração de infrações penais. Já o termo
circunstanciado é o instrumento legal que se limita a constatar a ocorrência de crimes de
menor potencial ofensivo, motivo pelo qual não configura atividade investigativa e, por via de
consequência, não se revela como função privativa de polícia judiciária. Embora substitua o
inquérito policial como principal peça informativa dos processos penais que tramitam nos
juizados especiais, o termo circunstanciado não é procedimento investigativo. Segundo explica
Ada Pellegrini Grinover, “o termo circunstanciado (…) nada mais é do que um boletim de
ocorrência mais detalhado” (GRINOVER, Ada Pellegrini et al. Juizados especiais criminais:
comentários à Lei 9.099, de 26.09.1995. 5ª ed. São Paulo: RT, 2005, p. 118).***

fiscalização do conteúdo da correspondência é uma característica do regime disciplinar


diferenciado.

Lembrar que no RDD as autorizações são sempre judiciais!

Grifa isso pq é pegadinha recorrente da FGV.


Art. 52, V - entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com seu defensor, em instalações
equipadas para impedir o contato físico e a passagem de objetos, salvo expressa autorização
judicial em contrário.

Pensa comigo, é mais fácil levar o condenado em RDD pro fórum, ou fazer por
videoconferência? Videoconferência né

Art. 52, VII - participação em audiências judiciais preferencialmente por videoconferência,


garantindo-se a participação do defensor no mesmo ambiente do preso.

Art. 14 do Código de Processo Penal: 'O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado
poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade.'

Art. 10 do Código de Processo Penal:


O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante,
ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se
executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou
sem ela.

Art. 5º, §3º do Código de Processo Penal:


Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que
caiba ação pública, poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e
esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito.

Art. 10, §3º do Código de Processo Penal:


Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a autoridade poderá
requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no
prazo marcado pelo juiz.

Art. 10, §1º do Código de Processo Penal:


A autoridade policial fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará os autos ao
juiz competente.

Art. 11 do Código de Processo Penal:


Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à prova, acompanharão os
autos do inquérito.

de acordo com o art. 28-A do CPP, o acordo de não persecução penal não é aplicável a casos
de reincidência, mas a análise da insignificância da infração anterior não é mencionada como
critério.

Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta
de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras
provas tiver notícia.

A afirmativa está correta ao afirmar que, após o arquivamento do inquérito, o Ministério


Público deve comunicar a vítima e encaminhar os autos à instância de revisão ministerial para
homologação. Esta prática está de acordo com o procedimento previsto no CPP e está de
acordo com o gabarito da banca.

Fundamentação: Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia,


requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no
caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de
informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do
Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então
estará o juiz obrigado a atender.

CPP, art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos


informativos da mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao
investigado e à autoridade policial e encaminhará os autos para a instância de revisão
ministerial para fins de homologação, na forma da lei. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de
2019)

CPP, Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

OBS.: Nos casos de crimes cometidos no âmbito da Lei Maria da Penha que admitam a ação
penal pública condicionada à representação da ofendida, a retratação desta pode se dar até
o recebimento da denúncia, em audiência especialmente marcada para esse fim (Lei.
11.340/2006, art. 16).

primeira afirmativa está correta, pois reflete o entendimento de que as declarações do


imputado podem ser essenciais para o esclarecimento dos fatos, não podendo ser vistas como
um empecilho às investigações. Isso está alinhado com o princípio da ampla defesa,
consagrado no artigo 5º, LV, da Constituição Federal, que assegura aos litigantes, em processo
judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, o direito à ampla defesa, com os meios e
recursos a ela inerentes. A segunda afirmativa também é verdadeira, pois, de acordo com o
artigo 6º, V, do Código de Processo Penal, o imputado deve ser ouvido, e suas declarações
devem seguir, na medida do possível, as normas aplicáveis ao interrogatório judicial, conforme
interpretação dos Tribunais Superiores. A terceira afirmativa é falsa, pois o artigo 400 do
Código de Processo Penal estabelece que o interrogatório do acusado será um dos últimos
atos do processo, indicando sua importância para a defesa, e sua dispensa injustificada pode
sim resultar em nulidade processual, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. A
quarta afirmativa é falsa, pois o interrogatório do acusado, mesmo em sede policial, é um meio
de defesa, e o investigado deve ser informado de seu direito ao silêncio, mas não de que este
possa prejudicar sua defesa, conforme o princípio da não autoincriminação, garantido pela
Constituição Federal no artigo 5º, LXIII, que assegura ao preso o direito ao silêncio.

13-A. Dados e informações CADASTRAIS (NÃO PRECISA DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, prazo de


24h para as EMPRESAS fornecerem)

13-B. Sinais e informações PARA LOCALIZAR A VÍTIMA OU O SUSPEITO do delito em


curso (PRECISA DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, prazo de 12h PARA O JUIZ responder, não
respondendo, a requisição pode ser feita pelo MP e pelo DELTA diretamente as empresas)

Cadastro de pessoas = não precisa de autorização judicial)

Localização de pessoas = precisa de autorização judicial, entretanto, se em 12h a autoridade


judicial não conceder autorização a requisição poderá ser feita pela autoridade policial ou MP.
acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, o crime de ameaça, previsto no artigo 147 do
Código Penal, é de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Isso significa
que, para que haja a persecução penal pelo Estado, é necessário que a vítima manifeste o
desejo de que o agressor seja processado. Portanto, a autoridade policial não pode agir de
ofício nesse caso, o que faz com que o item esteja de acordo com o gabarito da banca,
marcado como 'Errado'.

Fundamentação: Art. 147 do Código Penal

Art. 147. Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de
causar-lhe mal injusto e grave: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo
único. Somente se procede mediante representação.

PROVAS

TODAS AS PROVAS -S ÃO LIVRES – PRINCIPIO DA LIBERDADE DOS MEIOS DE PROVAS; JUIZ É


LIVRE- PORVAS NOMINDAS E INOMINADAS – LIMITAÇÕA – REGRA DE VALORIZAÇÃO DA
PROVA > SISTEMA DE PERSUAAÃO RACIONAL – CONVICÇÃO MOTIVADA – TEM QUE SER
FUNDAMENTADA -> ELEMETOS QUE TEM O CONTRADITORIO DAS DUAS PARTES –
CONTRADITORIO JUDICIAL -> PRODUZINDO EM JUIZO –

PROVAS É DIFERENTE DE ELEMENTOS DE INFORMAÇÃO-> NOS E.I. NÃO PODEM ENSEJAR POR
SI SÓ UMA CONDENAÇÃO/ PROVAS PODEM ENSEJAR CONDENAÇÃO, POR SI SÓ;

NÃO PODE O JUIZ FUNDAMNETAR SUA DECISÃO SÓ PELOS ELEMNTOS DE INFORMAÇÃO;


RESSALVADAS AS PROVAS E CALTELARES-> SÃO PROVAS POR FORÇA DE LEI,
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos
informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e
antecipadas.
Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem
econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal,
quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria

rovas não plenas ou Indiciárias– Não há certeza sobre o fato e são tratadas como indício.
Apesar de se tratar de simples indício, permitem medidas cautelares.

CLASSIFICAÇÃO DA PROVA:

QUANTO AO OBJETO

a) Direta: demonstra diretamente o fato probando;

b) Indireta ou indiciária: refere-se a um outro acontecimento que, por ilação, leva ao fato
principal.

4.2. QUANTO AO EFEITO OU VALOR

a) Plena: é aquela necessária para a condenação, que dá certeza aos fatos;

b) Não plena: é a prova limitada quanto à profundidade, que não permite, por si só, a
condenação.

NESTOR TÁVORA (Curso de direito processual penal, 11ª ed., Salvador: JusPodivm, 2016):
“Quanto ao efeito ou valor. É o grau de certeza gerado pela apreciação da prova.

a) Plena: é aquela necessária para condenação, imprimido no julgador um juízo de certeza


quanto ao fato apreciado.

b) Não plena ou indiciária: é a prova limitada quanto à profundidade, permitindo, por


exemplo, a decretação de medidas cautelares”.

4.3. QUANTO À FORMA OU APARÊNCIA


a) Testemunhal: é toda prova falada.

b) Documental: aquela cuja base é um documento. Não se confunde com prova documentada;

c) Material: são os elementos físicos que evidenciam a ocorrência de um fato, v.g., as lesões
corporais, a arma do crime etc

De acordo com a teoria da prova no processo penal, indícios são meios de prova consistentes
em circunstâncias conhecidas e provadas, a partir das quais se pode inferir a existência de um
fato desconhecido. Embora tenham relevância e possam ser utilizados, por exemplo, para
fundamentar medidas cautelares, os indícios, isoladamente, não bastam para embasar uma
sentença condenatória.

Para uma condenação, o juiz precisa formar sua convicção com base em provas plenas e
suficientes, produzidas em contraditório e que demonstrem a culpa do acusado além de
qualquer dúvida razoável.

A mera alegação genérica de “atitude suspeita” é insuficiente para a licitude da busca pessoal

Informativo 735 stj

- Incorreta. Não há valor especial, devendo ser coerente e compatível com as demais provas
dos autos.

De acordo com o STJ:

1- "O depoimento do policiais tem a natureza jurídica de prova testemunhal e assim deve ser
valorado pelo juiz. ODS 16 Dessa forma, o testemunho policial não pode ser, aprioristicamente,
sobrevalorizado, sob o único argumento de que o policial goza de fé pública. ST J . 5 Por outro
lado, o testemunho policial não pode ser subvalorizado, sob a justificativa de que sua palavra
não seria confiável para, isoladamente, fundamentar uma condenação" (5ª Turma. AREsp
1.936.393RJ, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 25/10/2022 - Info 756);

2- "(...) VII – De mais a mais, registre-se que os depoimentos dos policiais têm valor probante,
já que seus atos são revestidos de fé pública, sobretudo quando se mostram coerentes e
compatíveis com as demais provas dos autos. A propósito: AgRg no AREsp n. 1.317.916/PR,
Quinta Turma, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 05/08/2019; REsp n. 1.302.515/RS, Sexta
Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 17/05/2016; e HC n. 262.582/RS, Sexta Turma,
Rel. Min. Nefi Cordeiro, DJe 17/03/2016. Agravo regimental conhecido parcialmente e, nesta
extensão, desprovido" (5ª Turma, AgRg no HC 684.145/SP, Rel. Ministro Jesuíno Rissato, Des.
convocado do TJDFT, julgado em 26/10/2021, DJe 03/11/2021).

Obs.: não obstante o entendimento do STJ, a súmula 70 do TJRJ dispõe que "O fato de
restringir-se a prova oral a depoimentos de autoridades policiais e seus agentes não
desautoriza a condenação".

B- Incorreta. Em primeiro lugar, o CPC utiliza a expressão "amigo íntimo" para tratar da
suspeição da testemunha. O CPP, por outro lado, só utiliza essa expressão para tratar da
suspeição do juiz/da juíza. Em segundo lugar, a dispensa do compromisso legal refere-se aos
que guardam relação com o acusado, não com a vítima.

Art. 254/CPP: "O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer
das partes: I - se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles; (...)".
Art. 206/CPP: "A testemunha não poderá eximir-se da obrigação de depor. Poderão,
entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o afim em linha reta, o cônjuge,
ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho adotivo do acusado, salvo quando não
for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias".

C- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 244: "A busca pessoal independerá de mandado,
no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de
arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a medida
for determinada no curso de busca domiciliar".

De acordo com o STJ, "A mera alegação genérica de “atitude suspeita" é insuficiente para a
licitude da busca pessoal" (6ª Turma. RHC 158.580-BA, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado
em 19/04/2022 - Info 735).

D- Incorreta. O reconhecimento fotográfico não dispensa as formalidades previstas no CPP e


não pode servir de fundamento exclusivo para condenação.

Nesse sentido, o STJ: "(...) 4. Uma reflexão aprofundada sobre o tema, com base em uma
compreensão do processo penal de matiz garantista voltada para a busca da verdade real de
forma mais segura e precisa, leva a concluir que, com efeito, o reconhecimento (fotográfico ou
presencial) efetuado pela vítima, em sede inquisitorial, não constitui evidência segura da
autoria do delito, dada a falibilidade da memória humana, que se sujeita aos efeitos tanto do
esquecimento, quanto de emoções e de sugestões vindas de outras pessoas que podem gerar
'falsas memórias', além da influência decorrente de fatores, como, por exemplo, o tempo em
que a vítima esteve exposta ao delito e ao agressor; o trauma gerado pela gravidade do fato; o
tempo decorrido entre o contato com o autor do delito e a realização do reconhecimento; as
condições ambientais (tais como visibilidade do local no momento dos fatos); estereótipos
culturais (como cor, classe social, sexo, etnia etc.). 5. Diante da falibilidade da memória seja da
vítima seja da testemunha de um delito, tanto o reconhecimento fotográfico quanto o
reconhecimento presencial de pessoas efetuado em sede inquisitorial devem seguir os
procedimentos descritos no art. 226 do CPP, de maneira a assegurar a melhor acuidade
possível na identificação realizada. (...) 6. O reconhecimento fotográfico serve como prova
apenas inicial e deve ser ratificado por reconhecimento presencial, assim que possível. E, no
caso de uma ou ambas as formas de reconhecimento terem sido efetuadas, em sede
inquisitorial, sem a observância (parcial ou total) dos preceitos do art. 226 do CPP e sem
justificativa idônea para o descumprimento do rito processual, ainda que confirmado em juízo,
o reconhecimento falho se revelará incapaz de permitir a condenação, como regra objetiva e
de critério de prova, sem corroboração do restante do conjunto probatório, produzido na fase
judicial. (...) 8. Tendo a autoria do delito sido estabelecida com base unicamente em
questionável reconhecimento fotográfico e pessoal feito pela vítima, deve o réu ser absolvido"
(HC 652.284/SC, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em
27/04/2021, DJe 03/05/2021)".

E- Incorreta. O CPP excetua os casos previstos em lei em seu art. 231: "Salvo os casos
expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo".

Art. 479/CPP: "Durante o julgamento não será permitida a leitura de documento ou a exibição
de objeto que não tiver sido juntado aos autos com a antecedência mínima de 3 (três) dias
úteis, dando-se ciência à outra parte".
Os depoimentos dos policiais, a respeito das funções que desempenham na qualidade de
agentes públicos, possuem presunção de veracidade e os atos por eles praticados no exercício
do cargo gozam de presunção de legitimidade, motivo pelo qual seus testemunhos constituem
relevantes elementos probatórios.”

Acórdão 1242191, 00011028220198070014, Relator: SILVANIO BARBOSA DOS SANTOS,


Segunda Turma Criminal, data de julgamento: 2/4/2020, publicado no PJe: 23/4/2020.

CF

ART. 5º - XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de


dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses
e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual
penal; Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo
ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis.

A interceptação telefônica é cabível, pois o crime é punível com reclusão.

SUJEITOS DA PROVA:

As provas pessoais são as que são produzidas por manifestação humana, por exemplo
interrogatórios e depoimentos.

No que tange a prova real, ocorre quando se comprova a exteriorização de uma foto ou arma.

Sendo assim, a prova real se trata de elementos físicos

Prova real é o elemento FÍSICO

Prova pessoal é o relato pessoal

Provas Reais

 são aquelas que não resultam diretamente da pessoa, mas de algo externo e que
também comprova a existência do fato.

 Exemplos: o cadáver, a arma empregada na prática do crime etc.

 A prova real equivale à atestação que advém da própria coisa constitutiva da prova (o
ferimento; o projétil balístico da arma utilizada na prática de um delito)

Provas Pessoais

 são aquelas que decorrem da pessoa.

 Exemplos: o interrogatório, o testemunho, os laudos periciais etc.

 São os relatos orais ou escritos, formais ou informais.

 A absolvição na ação de improbidade administrativa em virtude da ausência de


dolo e da ausência de obtenção de vantagem indevida esvazia a justa causa para
manutenção da ação penal.
 Resumo: Em caso de investigação por meio de PAD ou outro qualquer, for o investigado
absolvido por ausência de dolo(querer fazer, dar causa) ou própria ausência de crime de
improbidade administrativa, não há possibilidade de ação penal, pois o mesmo não
cometeu crime, que já foi demonstrado por procedimento administrativo.
 Conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a
improcedência dos pedidos em uma ação de improbidade administrativa, com base
na ausência de dolo e de obtenção de vantagem indevida, pode interferir diretamente
em eventual denúncia na esfera criminal. Isso ocorre porque ambos os âmbitos (cível e
criminal) compartilham pressupostos fáticos que precisam estar comprovados para
justificar a responsabilização, especialmente no caso de dolo.
 Se na ação de improbidade administrativa for reconhecida a inexistência de dolo ou
vantagem indevida, esses elementos materiais, sendo essenciais para a tipificação
penal, não poderão ser utilizados como base para uma denúncia criminal sobre os
mesmos fatos, acarretando a rejeição da denúncia. Este entendimento busca evitar
duplicidade de julgamentos e garantir coerência entre as esferas.
 Casos excepcionais às provas ilícitas derivadas:

 a) Teoria da prova absolutamente independente ou teoria da fonte independente: se
a prova derivada provém de fonte independente da ilícita, não evidenciado o nexo de
causalidade (art. 157, §1°, CPP), aquela não deve ser considerada ilícita


 b) Teoria da descoberta inevitável (inevitable discovery) ou exceção da fonte
hipotética independente: se a prova derivada da ilícita seria obtida de qualquer
maneira, por atos investigativos válidos, ela será aproveitada;

 Teoria da contaminação expurgada, conexão atenuada, purged taint doctrine, tinta
diluída ou doutrina da mancha purgada: caso o vínculo da prova derivada com a ilícita
seja tênue, superficial, não deve a prova ser reputada inadmissível.
 TÁVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Novo curso de Direito Processual Penal.
 Segundo Aury Lopes Júnior (2019, p. 48): quando o sistema aplicado mantém o juiz
afastado da iniciativa probatória (da busca de ofício da prova), fortalece-se a estrutura
dialética e, acima de tudo assegura-se a imparcialidade do julgador.

 Para o autor, "é uma ameaça real e grave para a imparcialidade a atuação de ofício do
juiz, especialmente em relação à gestão e iniciativa da prova (ativismo probatório do
juiz) e à decretação (de ofício) de medidas restritivas de direitos fundamentais (prisões
cautelares, busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico etc.), tanto na fase pré-
processual como na processual (referente à imparcialidade, nenhuma diferença existe
com relação a qual momento ocorra)"
no julgamento do EREsp 617.428, por unanimidade, a Corte Especial estabeleceu que a prova
emprestada não pode se restringir a processos em que figurem partes idênticas, sob pena de
se reduzir excessivamente sua aplicabilidade, sem justificativa razoável para tanto.

CPP- Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por
falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de
outras provas tiver notí

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